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terça-feira, 2 de setembro de 2014

A TROCA DE ÓLEO DO CARRO OU DA MOTO É ALGO QUE DEVE SER SEGUIDO À RISCA, OU SEJA QUANDO A QUILOMETRAGEM DETERMINAR QUE O MOTOR JÁ TRABALHOU O SUFICIENTE COM O ÓLEO USADO. O PERIGO DE NÃO CUMPRIR ESSE RITUAL PODE REVELAR-SE NO BOLSO DO PROPRIETÁRIO DO VEÍCULO COM DESPESAS DE CONSERTOS DO MOTOR. QUE TIPO DE ÓLEO É MAIS ADEQUADO AO MOTOR DE SEU CARRO OU MOTO? CONHEÇA O QUE É MITO OU VERDADE EM RELAÇÃO AOS ÓLEOS E SEU USO E TENHA CUIDADO COM AS TROCAS POR MEIO DE SUCÇÃO. VEJA PORQUÊ.

MECÂNICA ONLINE® 

Nº 77 — 2/9/2014

Tarcísio Dias




Desvendando o lubrificante do veículo 


Lubrificante vencido exige mais força e aumenta o desgaste dos pistões, entre outras partes.

O automóvel está cada vez mais independente, mas ainda assim são necessárias algumas manutenções para garantir seu pleno funcionamento.

E se você não pretende contribuir para o surgimento de problemas no motor, é importante ficar atento na troca do óleo lubrificante.

Um lubrificante vencido exige mais força e aumenta o desgaste dos pistões, entre outras partes.

Por isso, ficar atento quanto ao nível do óleo e à data da troca são quesitos básicos para deixar o seu motor mais funcional.

E quais são os tipos de óleo existentes? Basicamente são três. Claro que existem outros, mas estes três são os mais importantes e comumente mais utilizados, principalmente no automóvel.


Óleos Minerais - Atualmente são os mais utilizados. Adequados para trocas a cada cinco mil quilômetros em média, estes óleos se adaptam bem a todos os tipos de motores e cilindradas. Derivados do petróleo cru, são obtidos após refinação.

Óleos Semissintéticos ou de base sintética - Uma mistura de bases sintéticas e minerais, na devida proporção, origina os óleos semissintéticos.

A mistura busca otimizar a qualidade dos dois tipos de óleo, mas não deve ser feita em seu carro.

Somente os produtos fabricados como semissintéticos incluem aditivos estabilizantes na fórmula que evitam a formação de depósitos (borras) que diminuem consideravelmente a sua função anti-atrito. Sua troca, em média, é realizada a cada 10 mil quilômetros.

Óleos Sintéticos - Criados em laboratório, são mais caros por suas características e matérias-primas.

Possuem boa adaptação para diferentes temperaturas e também maior manutenção de suas propriedades, sendo indicados para trocas, em média, a cada 20 mil quilômetros.

Para carros de alto desempenho, com motores que atingem alta força e rotação, estes são os óleos indicados.

O usuário deve sempre atentar ao manual do fabricante do veículo. É ele que determina o tipo e frequência que devem ser realizadas as trocas de óleo do motor.

A lubrificação consiste essencialmente em separar as superfícies de dois componentes em movimento relativo por meio de uma camada fina de óleo ou graxa, minimizando o atrito.

Com o tempo, essa camada diminui e o motor começa a trabalhar em alta temperatura. O prazo médio para efetuar a troca de óleo é a cada 5 000 quilômetros.

Muita gente pergunta a razão da baixa do nível do óleo. Normalmente o problema está relacionado ao desgaste natural do motor. As folgas decorrentes do desgaste pode gerar uma maior queima do óleo nas câmaras de combustão.

Não é recomendado misturar minerais com sintéticos - Eles possuem diferentes poderes de solvência e isso pode gerar depósitos no motor, desgaste das superfícies, vazamentos, aumento da corrosão e entupimento no sistema de lubrificação.

Por outro lado, existem os óleos chamados semissintéticos. Neste caso, estas misturas são feitas na fábrica de lubrificantes, com controle de qualidade adequado para o carro.

A utilização correta de um lubrificante depende da indicação do fabricante, apresentada no manual do proprietário.

É imprescindível que o motorista respeite o tipo de óleo que deve ser colocado no motor, principalmente com relação ao grau de viscosidade do produto.


Utilizo o método tradicional ou o de sucção? - Antes da troca é necessário que o motor tenha permanecido pelo menos cinco minutos em funcionamento. Isso garante que as impurezas fiquem em suspensão e sejam eliminadas.

No caso da troca por meio do bujão garante-se o esvaziamento quase total do cárter. Já as máquinas a vácuo fazem uso de sondas de sucção introduzidas no orifício da vareta de medição de óleo.

Mas é interessante estar atento, pois cada modelo de motor exige uma sonda de comprimento e forma adequados ao formato interno do cárter.

Troca do filtro de óleo - A função do filtro de óleo é reter todas as impurezas do lubrificante que está no motor. Por isso verifique-o sempre.

MITOS E VERDADES 
SOBRE ÓLEOS LUBRIFICANTES

O NÍVEL DE ÓLEO CORRETO DEVE ESTAR ENTRE A MARCA SUPERIOR OU INFERIOR DO MEDIDOR. VERDADE
- O nível correto, ao contrário do que a maior parte das pessoas normalmente imagina, fica entre o meio do medidor da vareta, ou seja, entre o mínimo e o máximo.

O SISTEMA DE LUBRIFICAÇÃO DAS MOTOS É IGUAL AO DOS CARROS. MITO - No Brasil, a maior parte das motos que vemos nas ruas possui o sistema de lubrificação integrado, que lubrifica motor e transmissão, o que faz com que o lubrificante tenha aditivação diferente para carros e motos.

O ÓLEO RECOMENDADO PELO FABRICANTE É SEMPRE A MELHOR OPÇÃO. VERDADE
- O óleo recomendado pelo fabricante é uma opção de compra, porém o consumidor pode escolher outra marca sem ser a recomendada pelo fabricante, desde que o produto atenda as especificações da montadora, como viscosidade, API e/ou JASO.

POSSO USAR O MESMO TIPO DE LUBRIFICANTES PARA AMBOS. MITO
- O uso de lubrificantes de carros em motos, em função da lubrificação da integrada com a transmissão, pode ocasionar problemas na embreagem; onde a mesma pode patinar. Sendo assim, não se recomenda o uso de lubrificantes de carros em motos e vice-versa.

OS LUBRIFICANTES DAS MOTOS TAMBÉM TÊM A FUNÇÃO DE REFRIGERAR O MOTOR. VERDADE 
- Sim, uma das funções do lubrificante é justamente refrigerar e na moto esta função é extremamente importante, pois sabemos que os motores deste tipo de veículo trabalham em alta rotação, o que faz com que a temperatura também seja alta.

Desta forma, o óleo ajuda a manter o motor refrigerado, aumentando a sua vida útil.

OS REDUTORES DE ATRITO POTENCIALIZAM O DESEMPENHO DO MOTOR DAS MOTOCICLETAS. MITO 
- Não é recomendado o uso de aditivos, como os redutores de atrito, em qualquer veículo.

Os lubrificantes já são formulados com o pacote de aditivos necessário ao bom funcionamento do veículo e o uso de aditivos, pode desbalancear a formulação, trazendo prejuízos ao desempenho do lubrificante e consequentemente do veículo.

POSSO MISTURAR ÓLEO SINTÉTICO E SEMISSINTÉTICO COM O MINERAL. DEPENDE 
- Em casos de emergência, podem-se misturar as bases, ou seja, a mistura pode ser realizada entre um óleo sintético/semissintético com o óleo mineral, porém esta pratica é recomendada apenas em casos emergenciais.

Os lubrificantes sintéticos ou semissintéticos possuem óleos básicos com características superiores aos óleos minerais.

A mistura entre eles gera um desbalanceamento da formulação e, em alguns casos, perda de viscosidade e aditivação, fatores podem comprometer o desempenho do óleo e deficiência de lubrificação no motor.

OS FILTROS DE ÓLEO E DE AR INFLUENCIAM NA LUBRIFICAÇÃO DO MOTOR DA MOTO. VERDADE 
- Os filtros de óleo e ar desempenham papel extremamente importante. O filtro de óleo, inclusive, ajuda a reter as impurezas que podem estar contidas no óleo, evitando que contaminantes venham causar danos ao motor.

O MOTOR DEVE ESTAR QUENTE NA HORA DA TROCA DE ÓLEO. MITO 
- Recomenda-se aguardar aproximadamente 10 minutos após parar a moto para medir o nível do óleo e trocá-lo, se necessário.
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Tarcísio Dias – Profissional e Técnico em Mecânica, além de Engenheiro Mecânica com habilitação em Mecatrônica e Radialista, é gerente de conteúdo do Portal Mecânica Online® (www.mecanicaonline.com.br) e desenvolve a Coleção AutoMecânica.E-mail: redacao@mecanicaonline.com.br

Coluna Mecânica Online® - Menção honrosa (segundo colocado) na categoria internet do 7º Prêmio SAE Brasil de Jornalismo 2013, promovido pela Sociedade de Engenheiros da Mobilidade.

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