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terça-feira, 21 de julho de 2026

Coluna Minas Turismo Gerais do Jornalista Sérgio Moreira



Coluna Minas Turismo Gerais


Jornalista Sérgio Moreira



Congonhas vai ganhar Museu Giramundo e escola da arte das marionetes

                                                                                                                  

Os diretores do Giramundo, Bia Apocalipse, Marcos Malafaia e Ulisses Tavares  - foto Enzo Giaquinto


A Prefeitura de Congonhas, por meio da Fundação Municipal de Cultura, Lazer e Turismo de Congonhas (Fumcult), assina no dia 21 de julho, terça-feira, às 19h30, no Museu de Congonhas, um Termo de Fomento com o Giramundo Teatro de Bonecos, de Belo Horizonte.

A assinatura faz parte da programação do Festival de Inverno 2026. O evento é aberto ao público e será seguido da apresentação “ Tiradentes, uma história de títeres e marionetes”, espetáculo do Giramundo, que narra a Inconfidência Mineira e que contará com a participação especial do compositor e músico Celso Adolfo, autor da trilha sonora da peça, em parceria com Álvaro Apocalypse.

                        

Os diretores do Giramundo Marcos Malafaia, Ulisses Tavares e Bia Apocalypse - foto Matheus Carvalho                                       

O Termo estabelece as bases para a implantação do Museu Giramundo em Congonhas, incluindo sua expografia e gestão, além da realização contínua de ações formativas, educativas e artísticas voltadas à promoção da cultura no município. A partir dessa data, as ações previstas no Termo passam a ser progressivamente implantadas em Congonhas.              

O Termo estabelece as bases para a implantação do Museu Giramundo em Congonhas, incluindo sua expografia e gestão, além da realização contínua de ações formativas, educativas e artísticas voltadas à promoção da cultura no município. A partir dessa data, as ações previstas no Termo passam a ser progressivamente implantadas em Congonhas.

                      

                           fotos:Marcos Malafaia

Um museu, uma escola e um novo polo cultural - Com a implantação do Museu Giramundo, Congonhas passa a abrigar uma parte dos mais importantes acervos de teatro de bonecos do país, projetando-se regionalmente e nacionalmente como referência na preservação, difusão e valorização dessa linguagem artística.

O termo também prevê a abertura, na cidade, da Escola Giramundo de marionetistas, com o objetivo de formar profissionais capazes de atuar tanto na manipulação quanto na construção de bonecos, qualificando artistas e incentivando o surgimento de novas companhias e produções ligadas ao teatro de animação.


 O diretor-presidente da Fumcult, Pedro Cordeiro, destaca que “trata-se de uma oportunidade inédita para artistas locais e para todos aqueles que desejam aprofundar seus conhecimentos nessa linguagem artística”.

 A programação inclui ainda a realização de cursos e palestras formativas, on-line e presenciais, no âmbito do Núcleo Educação, além de espetáculos teatrais regulares vinculados ao Núcleo Teatro do Giramundo.



Fortalecimento do sítio histórico de Congonhas - A parceria integra um conjunto de equipamentos culturais que compõem o sítio histórico de Congonhas, Patrimônio Cultural da Humanidade reconhecido pela Unesco, formado pelo Museu de Congonhas, pelo Cine Clube da Romaria, Parque Natural da Romaria, pelo Teatro Municipal Dom Silvério e pela Romaria, que receberá a exposição de longa duração do acervo Giramundo.

Para a Fumcult, a iniciativa amplia as oportunidades de acesso da população à arte, à formação e ao desfrute cultural, reforçando o compromisso do município com a democratização da cultura e a valorização de seu patrimônio.

O Giramundo foi criado em 1970, pelos artistas plásticos Álvaro Apocalypse, Tereza Veloso e Madu. Fundado em 1970, em Belo Horizonte, o Giramundo é um dos mais tradicionais grupos de teatro de bonecos do Brasil e permanece em atividade até hoje. Ao longo de sua trajetória, já criou mais de 40 espetáculos e reúne um dos maiores acervos de bonecos das Américas.

Sua estrutura institucional abrange teatro, museu, escola e estúdio de animação, eixos que sustentam sua atuação e que ampliaram os limites técnicos e formais do teatro de bonecos brasileiro, consolidando o grupo como referência para gerações de artistas e companhias.  Hoje é dirigido por Bia Apocalypse, Marcos Malafaia e Ulisses Tavares.

De acordo com Marcos Malafaia” o projeto Giramundo Congonhas vai muito além de uma programação de eventos, de fato é um plano inovador de fomento à economia cultural da cidade.

Seu planejamento continuado, de longo prazo, pretende lançar bases para a construção de valor em torno da cultura, de suas práticas, de seus bens e das relações que promove.

A transferência de uma parte considerável do acervo do Giramundo para Congonhas não encontra evento similar na história do grupo e a expectativa é de fortalecimento desse patrimônio, com trabalho de inventário, restauração e mostra permanente.

A abertura dos cursos da Escola Giramundo completa outra frente, qualificando artistas para a prática ampla do teatro de bonecos. Então, todas as atividades contribuem para a construção e fortalecimento de equipamentos culturais e para a formação de profissionais e público, consolidando um projeto muito especial que coloca em prática a ideia de que a cultura gera valor, fortalece os laços socias e faz bem às pessoas e comunidades."            

Cachoeira Tabuleiro foi reaberta ao público        

A Cachoeira do Tabuleiro, a maior queda d’água de Minas localizada em Conceição do Mato Dentro, foi reaberta a visitação no dia 19 de julho , após quase cinco anos de interdição do poço principal.

O acesso estava suspenso desde 2021, quando houve desprendimento de fragmentos rochosos do paredão, o que levou ao fechamento emergencial da área e à realização de estudos técnicos sobre segurança.

A retomada só foi possível após o cumprimento das medidas previstas em um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado com o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) em 2025.

O TAC estabeleceu ações voltadas à prevenção, mitigação e gestão permanente de riscos geológicos, hidrológicos, estruturais e ambientais. Entre as medidas estão diagnóstico geológico-estrutural, avaliação hidrológica, levantamentos por drone e monitoramento contínuo do maciço rochoso. O acordo também proibiu o uso de explosivos em intervenções na área.


Além disso, foram implantados sistemas permanentes de monitoramento, como estação sísmica e meteorológica, ampliação da sinalização, definição de rotas de fuga e áreas seguras, além do controle de acesso de visitantes. A reabertura ficou condicionada à comprovação de condições seguras de visitação, conforme pactuado no TAC.

A atuação do Ministério Público começou após denúncia de que o município pretendia realizar intervenções sem atender todas as exigências técnicas. A partir disso, o TAC foi firmado, definindo etapas e condicionantes para a liberação do atrativo.

Inserida no Parque Natural Municipal do Tabuleiro, no Parque Estadual da Serra do Intendente e na Reserva da Biosfera da Serra do Espinhaço, reconhecida pela Unesco, a Cachoeira do Tabuleiro é um dos principais atrativos turísticos do estado, reforçando sua relevância ambiental e cultural.


Belo Horizonte ganha novo espaço de eventos


Construção busca alinhar a modernidade técnica com a tradição cultural de Minas Gerais • Divulgação

A partir do dia 1º de setembro deste ano, Belo Horizonte passa a contar com a Casa Vereda, um empreendimento que surge com a proposta de oferecer uma estrutura multiuso de grande porte dentro da malha urbana, reduzindo a necessidade de deslocamentos para fora da cidade. 

Instalado no edifício que abrigou uma unidade da Telha Norte por cerca de duas décadas, na região Centro-Sul, próximo ao BH Shopping, o espaço quer ajudar o mercado de eventos sociais e corporativos de Belo Horizonte a se expandir.

O projeto conta com a direção executiva de Márcia Ribeiro, que utilizou a bagagem adquirida na gestão do Expominas para desenhar o fluxo do novo local. "Adequamos tecnicamente a planta para que a Casa Vereda pudesse receber eventos com mais fluidez, conforto e eficiência operacional", explicou a diretora. Mesmo ainda em fase de obras e revitalização estrutural, o espaço já tem mais de dez eventos em fase final de negociação para o segundo semestre deste ano.

O prédio passa por uma ampla reforma técnica e de segurança para receber as adequações acústicas e térmicas. Os ambientes contarão com climatização integral, novos pisos, banheiros modernos e acessíveis, além de cozinhas profissionais e vestiários para equipes de apoio.

O pavilhão principal terá capacidade para abrigar até 4,5 mil pessoas, público que pode variar conforme as exigências de cada projeto cênico e as normas do Corpo de Bombeiros.

A concepção da marca buscou alinhar a modernidade técnica com a tradição cultural de Minas Gerais. O nome do espaço é uma referência direta à obra literária de João Guimarães Rosa, utilizando a metáfora da vereda como um local de travessia e encontros.

O projeto de paisagismo incluirá o plantio de buritis, árvore símbolo das paisagens descritas pelo autor, e as salas de conferência modulares foram batizadas com nomes do universo rosiano, como Espaço Sagarana e salas Sertão e Matraga.

A fachada de vidro, projetada para se integrar a sistemas de iluminação cênica, faz alusão ao aço e ao minério de ferro. A identidade visual corporativa da Casa Vereda foi assinada pelo designer mineiro Gustavo Greco.

O espaço funcionará em formato modular com divisórias retráteis acústicas, permitindo a realização de congressos, casamentos, feiras e treinamentos corporativos de variados portes simultaneamente


BH será sede da Copa do Mundo de Futebol Feminino


Mineirão será um dos palcos da Copa do Mundo

Avançando nas ações de preparação da capital mineira para sediar a Copa do Mundo Feminina da FIFA 2027, a Prefeitura de Belo Horizonte participou do Confut USA 2026, principal evento de negócios, inovação e networking da indústria do futebol, realizado em Nova York, nos Estados Unidos. A participação ocorreu a convite da Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur).

Como uma das cidades-sede da competição, Belo Horizonte ampliou o diálogo com representantes do setor, fortaleceu a estratégia de promoção turística internacional e acompanhou debates sobre o legado e as oportunidades geradas pelo torneio. A delegação de Belo Horizonte foi composta por representantes do Gabinete do Prefeito, da Belotur e da Secretaria Municipal de Esportes e Lazer.

Durante o Confut USA, a Belotur participou de um painel dedicado à promoção dos destinos brasileiros que receberão a Copa do Mundo Feminina da FIFA 2027, apresentando Belo Horizonte como uma cidade preparada para sediar grandes eventos esportivos e receber visitantes de diferentes partes do mundo.

A apresentação destacou a ampla infraestrutura turística da capital, com uma rede hoteleira diversificada, a conectividade aérea estratégica, incluindo voos diretos para diversos destinos internacionais, além da capacidade logística e operacional para acolher atletas, delegações, imprensa e turistas.


Também foram destacados na apresentação os reconhecimentos internacionais concedidos à cidade, como o título de Cidade Criativa da Gastronomia pela Unesco e de Capital Ibero-Americana da Cultura Gastronômica, além do reconhecimento do Conjunto Moderno da Pampulha como Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco.
                     

Outro ponto debatido durante a apresentação foi a vocação da capital para sediar grandes eventos nacionais e internacionais. A apresentação ressaltou equipamentos como o Mineirão, palco de partidas da Copa do Mundo FIFA de 2014, dos Jogos Olímpicos de 2016 e de grandes shows de artistas nacionais e internacionais, além da diversidade de espaços para congressos, feiras, eventos culturais e corporativos.

“Belo Horizonte reúne todos os atributos para oferecer uma experiência memorável aos visitantes da Copa do Mundo Feminina de 2027. Temos uma rede hoteleira qualificada, uma ampla conectividade aérea, uma gastronomia reconhecida internacionalmente, equipamentos preparados para grandes eventos e um calendário cultural vibrante. A Prefeitura de Belo Horizonte seguirá em diálogo com o setor hoteleiro, apoiando a promoção dos empreendimentos instalados na cidade e fortalecendo a divulgação do destino, de forma a garantir uma estrutura preparada para receber visitantes durante o evento e em outros períodos de alta demanda turística”, afirma Thassio Goulart, diretor de Marketing e Promoção Turística da Belotur.

Realizado em 16 e 17 de julho, em Nova York (Estados Unidos), o Confut USA 2026 reuniu especialistas, representantes de governos, entidades esportivas e líderes do setor para discutir tendências, desafios e oportunidades relacionados à indústria do futebol e à realização de grandes eventos esportivos.

A participação da Belotur reforça a estratégia da Prefeitura de Belo Horizonte de posicionar a capital mineira como um destino preparado para receber visitantes durante a Copa do Mundo Feminina da FIFA 2027 e ampliar o legado turístico do torneio.

Segundo a Embratur, a competição deve movimentar cerca de R$ 8,8 bilhões na economia brasileira e gerar aproximadamente 74 mil empregos diretos e indiretos em todo o país.

Vila de Biribiri celebra 150 anos como berço preservado da indústria têxtil mineira

Berço preservado da indústria mineira, a Vila de Biribiri, localizada nos arredores de Diamantina, a 300 Km da capital mineira, comemora 150 anos em 2026.  A fábrica 

funcionou no local entre 1876 e 1973. Fundada pelo bispo Dom João Antônio dos Santos e seus familiares, a fábrica produzia, em sua maioria, tecidos de algodão grosso, comercializados na região e também no Rio de Janeiro.

Mais do que um marco arquitetônico e turístico, Biribiri é reconhecida como um importante lugar de memória do trabalho. A antiga vila operária foi construída para abrigar os trabalhadores da fábrica e chegou a contar com moradias, armazém, escola, clube e a Capela do Sagrado Coração de Jesus. O conjunto arquitetônico e paisagístico foi tombado pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha-MG) em 1994.

Segundo Rogério Mascarenhas, diretor da Estamparia S.A. e presidente do Sindicato das Indústrias de Fiação e Tecelagem no Estado de Minas Gerais (SIFTMG), a preservação da Vila de Biribiri é também a preservação de uma parte essencial da história econômica e social de Minas.

“A Vila do Biribiri é uma das poucas vilas fabris originais ainda conservadas no mundo e representa o início da industrialização em Minas Gerais. Antes da energia elétrica, a força motriz vinha da água, por meio de rodas hidráulicas, correias e polias que movimentavam as máquinas da fábrica. Em torno desse modelo produtivo, nasceram as vilas fabris, com casas e serviços para os trabalhadores. Preservar Biribiri é manter viva uma preciosidade histórica e lembrar como a indústria foi fundamental para gerar desenvolvimento, riqueza e oportunidades para a sociedade”, afirma Mascarenhas.

A história da Vila também revela a complexidade do início da industrialização no Estado. O maquinário utilizado na fábrica foi importado dos Estados Unidos e transportado até o sertão mineiro em uma longa operação logística, que envolveu mar, rios, trens, carros de boi e tropas. Pela localização distante do centro urbano, a construção da vila operária foi necessária para garantir moradia e estrutura aos trabalhadores.

A fábrica teve papel relevante na economia regional e, no auge de sua produção, contou com centenas de trabalhadores. Ao longo de sua trajetória, a presença feminina foi marcante nas atividades têxteis, especialmente nas funções de fiação e tecelagem. Após o encerramento das atividades industriais, em 1973, a Estamparia S.A. manteve a conservação do espaço, permitindo que Biribiri se consolidasse como referência histórica, cultural e turística.

Atualmente, a Vila de Biribiri é um dos principais atrativos de Diamantina. Localizada a cerca de 13 quilômetros do centro da cidade, dentro do Parque Estadual do Biribiri, recebe visitantes interessados em conhecer sua arquitetura preservada, a antiga fábrica, a capela, as casas históricas e as belezas naturais da região, como as cachoeiras da Sentinela e dos Cristais.

Atualmente a Vila Biribiri


Com a celebração, a Estamparia S.A. e o  Sindicato das Indústrias de Fiação e Tecelagem no Estado de Minas Gerais (SIFTMG) reforçam o compromisso com a preservação de um patrimônio que atravessa gerações e ajuda a contar a história da indústria em Minas Gerais. Como define o resumo histórico encaminhado aos convidados, os 150 anos da Vila representam “um resgate a uma história tão significativa”.


Summit Hotels anuncia novo empreendimento em Capitólio - o Mar de Minas



Capitólio é conhecida em fazer parte do Mar de Minas, com as águas da represa de Furnas. A Summit Hotels passa a contar com mais um empreendimento em seu portfólio no modelo de arrendamento com a chegada do Summit Capitólio Hotel, localizado em Minas Gerais, em um dos destinos turísticos mais visitados do estado.



A unidade está posicionada em frente ao Complexo Náutico de Capitólio, com vista para os píeres e embarcações, facilitando o acesso aos passeios pelo Lago de Furnas e aos principais atrativos da região.



O hotel oferece acomodações voltadas a diferentes perfis de hóspedes, desde casais até famílias, grupos de amigos e eventos corporativos. Os apartamentos acomodam entre duas e quatro pessoas, contam com ar-condicionado, Wi-Fi, frigobar e opções com varanda.


Entre os diferenciais da unidade está o café da manhã, servido diariamente com toda a qualidade da rede Summit. Além disso, o hotel está na melhor localização de Capitólio, dentro do Condomínio Escarpas do Lago, com acesso exclusivo ao Clube Escarpas do Lago incluso no valor da diária.

Atrativos do destino - O Summit Capitólio Hotel também funciona como ponto de apoio para quem deseja conhecer os atrativos naturais que consolidaram Capitólio como um dos principais destinos de ecoturismo do Brasil.

Entre eles estão o Lago de Furnas, os passeios de lancha pelos cânions, a Trilha do Sol, o Parque Mirante dos Cânions, o Paraíso Perdido e diversas cachoeiras espalhadas pela região.

O empreendimento está a aproximadamente 7 quilômetros da rodoviária de Capitólio e com fácil acesso a atrações como a Cachoeira do Lobo (28 km), Trilha do Sol (22 km) e Parque Paraíso Perdido (50 km).

Com a nova unidade, a Summit Hotels amplia sua presença em destinos de lazer, fortalecendo a estratégia de oferecer hotéis em regiões com potencial turístico e estrutura para receber tanto viajantes em férias quanto grupos e eventos.

Mais informações: www.escarpas.tur.br


Coluna Minas Turismo Gerais Jornalista Sérgio Moreira @sergiomoreira63   informações para sergio51moreira@bol.com.br


segunda-feira, 20 de julho de 2026

Novo lote com 3.600 veículos, que inclui os principais modelos da marca, chega ao Brasil e amplia disponibilidade da linha GAC nas concessionárias


São Paulo, julho de 2026 - A GAC recebeu um novo lote de 3.600 veículos destinados ao mercado brasileiro, reforçando sua estratégia de crescimento no País e garantindo a pronta disponibilidade de produtos em sua rede de concessionárias. A chegada da nova remessa acompanha o avanço da marca no mercado nacional e sustenta o ritmo de expansão das vendas registrado nos últimos meses.

 

Os veículos serão distribuídos para a rede de concessionárias da GAC em todo o Brasil, contribuindo para uma maior agilidade na entrega dos carros e uma melhor experiência de compra dos clientes. A operação também fortalece a capacidade da empresa de atender à crescente demanda por seus modelos eletrificados, híbridos e a combustão.

 

A nova remessa contempla os modelos GS3, GS4, Aion V e Aion UT, além das primeiras unidades do próximo lançamento da marca no Brasil, confirmado para os próximos meses. A chegada antecipada desses veículos faz parte do planejamento da GAC para assegurar uma introdução estruturada do novo produto no mercado nacional.

 

Agilidade na operação com uso de flat rack

 

Desde o início de suas operações no Brasil, em 2025, a GAC adota o sistema flat rack para o transporte marítimo de seus veículos que chegam ao Complexo Portuário de Vitória (ES). Nesse tipo de operação, os veículos são fixados a uma estrutura metálica içada por guindastes, os mesmos utilizados na movimentação de contêineres. O método permite que os veículos sejam transportados presos à estrutura, sem a necessidade de serem conduzidos a bordo da embarcação.


A modalidade oferece maior flexibilidade logística para operações de grande escala e permite que a empresa mantenha um fluxo constante de abastecimento para o mercado brasileiro, acompanhando o crescimento da rede e da demanda pelos veículos da marca.

 

Outro diferencial da operação é a realização do “desembaraço aduaneiro sobre águas” que permite a liberação e a definição do canal de conferência da carga durante a viagem marítima, antes mesmo da embarcação atracar e descarregar os carros no porto. Com a documentação processada previamente, a liberação ocorre de forma mais rápida nos portos brasileiros, reduzindo etapas operacionais e tempo de trânsito, além de acelerar o encaminhamento dos veículos ao centro de distribuição.




Essa eficiência logística é parte fundamental da estratégia da GAC no Brasil. Ao reduzir o tempo entre a chegada dos veículos ao País e sua disponibilização nas concessionárias, a marca garante maior previsibilidade para a rede, amplia a capacidade de atendimento aos consumidores e fortalece sua competitividade em um mercado cada vez mais dinâmico.

 

Sobre a GAC Brasil

A GAC, subsidiária do Guangzhou Automobile Group Co., Ltd., é reconhecida mundialmente por sua excelência em pesquisa, desenvolvimento e produção de veículos de alta qualidade, combinando tecnologia de ponta, inovação e sofisticação. Em 2024, a companhia ultrapassou a marca de 2 milhões de veículos vendidos globalmente. Presente em mais de 100 países, a GAC chega ao Brasil para escrever um novo capítulo de sua trajetória de expansão internacional. Com sólida experiência global e parcerias estratégicas, a empresa busca oferecer ao consumidor brasileiro uma ampla gama de veículos a combustão, híbridos e elétricos, sempre pautada pela inovação, confiabilidade e compromisso com a excelência. Sua atuação no país contribui para o desenvolvimento do setor automotivo nacional ao aliar tecnologia, eficiência e design sofisticado.

Coluna de Aviação VAMOS VOAR PELO MUNDO // Azul leva programa APU Zero para Porto Alegre e reforça ações de eficiência operacional // A Air Canada e a Airbus lançam uma iniciativa conjunta para expandir o uso doméstico de SAF (Combustível de Aviação Sustentável) no Canadá e ajudar a reduzir as emissões do ciclo de vida das viagens corporativas.

Aeroporto Salgado Filho passa a integrar o Programa de Eficiência de Combustível (PEC) da empresa - Foto divulgação Azul

Azul leva programa APU Zero para Porto Alegre e reforça ações de eficiência operacional

A iniciativa já resultou na redução de 144 milhões de quilos de combustível e a emissão de 302 mil quilos nas emissões de CO₂

São Paulo, 20 de julho de 2026 – A Azul segue ampliando as iniciativas voltadas à eficiência operacional e à sustentabilidade com a expansão do programa APU Zero. A partir deste mês, a sua base no Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre, passa a integrar o Programa de Eficiência de Combustível (PEC) da empresa, iniciativa que reduz a utilização da Unidade Auxiliar de Potência (APU) das aeronaves durante as operações em solo, diminuindo o consumo de combustível e as emissões de carbono.

A estimativa é reduzir pela metade o uso da APU, utilizada para fornecer energia elétrica e ar-condicionado às aeronaves enquanto estão estacionadas. Com o APU Zero, e em parceria com os aeroportos, as aeronaves passam a utilizar fontes externas de energia e climatização logo após o estacionamento, eliminando a necessidade de manter o motor auxiliar em funcionamento e tornando a operação mais eficiente e sustentável.
Na base de Porto Alegre, o programa conta com nove pontes de embarque e cinco unidades de fornecimento de energia em solo, permitindo uma utilização estimada de 40 horas por dia. A expectativa é reduzir o uso da APU dos atuais 20% para 10% do tempo de permanência das aeronaves em solo.
Desde o início da iniciativa, em 2022, o APU Zero já proporcionou uma economia de aproximadamente 144 milhões de quilos de combustível, evitando a emissão de cerca de 302 mil quilos de CO₂. O montante de combustível economizado equivale a mais de 59 mil operações na ponte aérea Congonhas–Santos Dumont, um dos mercados mais movimentados da aviação brasileira.
"Expandir o APU Zero significa incorporar mais eficiência à operação diária da Azul. Cada nova base representa uma oportunidade de reduzir consumo de combustível, emissões e custos operacionais, ao mesmo tempo em que aumentamos a produtividade das operações em solo. É uma iniciativa que demonstra como inovação, disciplina operacional e parceria com os aeroportos podem gerar resultados concretos para a Companhia e para a aviação brasileira”, destacou Daniel Tkacz, vice-presidente de Operações da Azul. 
O APU Zero já está presente em importantes bases da malha da Azul, entre elas Viracopos (SP), Confins (MG), Congonhas (SP), Santos Dumont (RJ), Guarulhos (SP), Brasília (DF), Recife (PE), Salvador (BA), Belém (PA), Manaus (AM), Florianópolis (SC), Curitiba (PR), Goiânia (GO), Cuiabá (MT), Vitória (ES), São Luís (MA), Natal (RN), Navegantes (SC), Foz do Iguaçu (PR), Fortaleza (CE) e, agora, Porto Alegre (RS). 
A companhia mantém uma agenda contínua de expansão do programa para novas bases, fortalecendo seu compromisso com a eficiência operacional e a redução dos impactos ambientais.

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Tarcisio Dias

20 | MAIO | 2026



Arquitetura de 48 volts: a revolução silenciosa que vai transformar os automóveis modernos


A elevação da tensão nos sistemas elétricos auxiliares surge como a solução definitiva para reduzir o peso dos chicotes, mitigar perdas térmicas e viabilizar a computação centralizada de veículos definidos por software.

A indústria automotiva global iniciou uma migração estrutural profunda ao substituir o tradicional padrão elétrico de 12 volts pela nova arquitetura de 48 volts, uma mudança tecnológica impulsionada pelo aumento explosivo da demanda energética dos componentes eletrônicos embarcados e pela necessidade de otimizar a eficiência de veículos híbridos e elétricos.

A engenharia de sistemas das montadoras deparou-se com os limites físicos intransponíveis do padrão de 12V. No uso real e cotidiano, os automóveis modernos transformaram-se em plataformas eletrônicas complexas, repletas de sensores, radares, telas e assistentes de condução.


Para fornecer a potência demandada por esses dispositivos mantendo a baixa tensão histórica, o sistema seria obrigado a elevar severamente a corrente elétrica, gerando sobreaquecimento e pesadas perdas por efeito resistivo.


A viabilidade técnica da transição apoia-se em leis fundamentais da eletricidade. Como a potência é o produto da tensão pela corrente, ao elevar a tensão para 48V, a corrente necessária despenca drasticamente.


Pelos princípios da física, as perdas térmicas crescem de forma quadrática em relação à corrente, logo, a redução da corrente diminui o desperdício de energia em forma de calor, permitindo reduzir o diâmetro da fiação e economizar quilos de cobre nos chicotes elétricos, que chegam a pesar mais de 70 kg em modelos premium.




O ecossistema de baixa tensão em 48V ganhou notoriedade global com o lançamento da Tesla Cybertruck, modelo que utiliza a nova voltagem para alimentar atuadores, vidros, telas e o sistema de direção eletrônica steer-by-wire — que elimina qualquer ligação mecânica entre o volante e as rodas.


Fora do ambiente dos elétricos puros, marcas tradicionais como Audi, Mercedes-Benz, BMW, Porsche e Ram aplicam os 48V em sistemas híbridos leves (MHEV) para gerenciar o start-stop avançado, compressores elétricos e assistência de torque, a exemplo do conjunto eTorque que equipa a picape Ram 1500.


A governança do setor aponta que marcas como a Ford Motor Company já preparam suas futuras plataformas elétricas para adotar os 48V como infraestrutura elétrica principal, abrindo caminho para os veículos definidos por software.


Essa mudança confere vantagens claras ao consumidor, entregando maior eficiência energética, menor peso total e potencial incremento de autonomia. Contudo, a tecnologia exige novos protocolos de manutenção, demandando ferramentas de diagnóstico específicas e scanners avançados no ecossistema de pós-venda.


A análise indica que o impacto nas oficinas independentes será profundo.


Embora tensões de até 60V DC ainda se enquadrem tecnicamente como baixa tensão, o manuseio dessas arquiteturas exige investimento pesado em capacitação eletrônica e programação de módulos pelas convertedoras e reparadores.


O perfil do profissional de reparação afasta-se da mecânica puramente convencional para se aproximar do especialista em software embarcado e gestão de energia.


O desfecho desta transição não ocorrerá do dia para a noite, visto que há uma gigantesca cadeia de fornecedores globais de relés, conectores e motores elétricos ancorada no padrão de 12V.




Por esse motivo, a indústria conviverá por anos com arquiteturas mistas equipadas com conversores DC-DC. O avanço dos 48V prova que a infraestrutura elétrica robusta e a eficiência molecular dos componentes são os novos alicerces para sustentar a inteligência artificial e a automação veicular nas estradas do futuro.


  • Padrão 48V: Nova base estrutural elétrica adotada pela indústria para suprir o consumo energético da eletrônica embarcada.

  • Efeito Resistivo: Redução drástica da corrente elétrica diminui o desperdício de energia dissipada em forma de calor.

  • Alívio de Peso: Diminuição do diâmetro dos cabos de cobre reduz o peso físico e a complexidade dos chicotes.

  • Híbridos Leves (MHEV): Aplicação de baterias de 48V para alimentar compressores e fornecer torque auxiliar em motores térmicos.

  • Desafio no Pós-Venda: Exigência de scanners de alta performance e técnicos especialistas em redes de dados automotivas.


MECÂNICA ONLINE®

  • MOVER – O programa MOVER segue impulsionando descontos e incentivos para compra de veículos mais eficientes no Brasil, estimulando investimentos em eletrificação, redução de emissões e modernização industrial. Montadoras ampliam ofertas de modelos híbridos e compactos beneficiados pelo novo regime automotivo.

  • TOYOTA – A Toyota Motor Corporation solicitou autorização para construir uma nova linha de montagem em sua planta no Texas, com investimento estimado em US$ 2 bilhões. O movimento reforça a expansão industrial da marca nos Estados Unidos em meio ao crescimento da demanda por picapes e SUVs eletrificados.

  • XPENG – A XPeng iniciou a produção em massa de seu primeiro robotáxi em Guangzhou e projeta operações totalmente autônomas até 2027. A empresa acelera a disputa tecnológica chinesa em direção aos veículos sem motorista e à mobilidade baseada em inteligência artificial.

  • VOLKSWAGEN – Os acionistas controladores da Volkswagen aumentaram a pressão por uma reformulação profunda no modelo de negócios da montadora após queda nos lucros do grupo no primeiro trimestre. A empresa enfrenta desafios relacionados à eletrificação, software e concorrência chinesa.

  • VOLVO D13 – Nova geração do motor pesado estreia com até 560 cv, maior eficiência térmica e preparação para operar com combustíveis alternativos como hidrogênio e diesel renovável. A Volvo aposta na evolução da combustão para reduzir emissões no transporte de carga.

  • MINI EURO NCAP – A nova linha MINI 2026 conquistou nota máxima em segurança graças ao pacote avançado de assistentes de condução, frenagem autônoma e proteção estrutural. O resultado reforça o peso crescente da eletrônica embarcada nos testes globais de segurança.

  • NISSAN REESTRUTURAÇÃO – A Nissan iniciou um amplo plano global de reorganização para recuperar competitividade, incluindo cortes industriais, redução de custos e foco em eletrificação e tecnologia híbrida e-POWER.

  • BATERIAS EUROPA – Países europeus aceleram investimentos bilionários em produção de baterias para reduzir dependência chinesa e fortalecer a cadeia automotiva elétrica. O movimento amplia a disputa global pelo domínio tecnológico dos eletrificados.

  • SEGURANÇA VIÁRIA – Novas iniciativas de fiscalização, renovação digital da CNH e uso crescente de tecnologia no trânsito buscam reduzir acidentes e modernizar o controle da mobilidade no Brasil.


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  • Corrente Elétrica (I): Fluxo ordenado de cargas elétricas que se movem em um condutor, medido em Amperes; correntes elevadas exigem bitolas de cabos mais grossas para evitar o superaquecimento por resistência maleável.

  • Conversor DC-DC: Componente eletrônico de potência responsável por rebaixar ou elevar os níveis de tensão de corrente contínua, permitindo a convivência segura entre subsistemas de 48V e 12V em um mesmo veículo.

  • Steer-by-Wire: Tecnologia de direção digitalizada onde as ordens de esterço do volante são enviadas por meio de sinais elétricos e sensores para atuadores instalados nas rodas, eliminando completamente a coluna de direção mecânica.


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Arquitetura 48V, Engenharia Elétrica Automotiva, Tesla Cybertruck, Sistemas MHEV, Eletrônica Embarcada

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