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sexta-feira, 13 de março de 2026

Depois da destruição errônea e lamentável do famoso e antigo Autódromo de Jacarepaguá em 2012, onde ocorria o GP de F1 do Rio de Janeiro, a cidade ganha uma pista não exatamente de corrida, mas de testes da fábrica chinesa BYD que investirá no empreendimento R$ 300 milhões que contará com um Centro de Testes e Avaliação Automotiva no País e o lançamento de uma nova Plataforma de Experiência e Pesquisa e Desenvolvimento, que funcionará no complexo do Aeroporto Internacional do Galeão. As obras começam no fim deste ano e serão inauguradas em 2028



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https://youtu.be/-bMXXxDRraM


Rio de Janeiro, 13/03/2026 – A BYD deu mais um passo em sua trajetória de investimentos no Brasil ao anunciar, nesta sexta-feira (13), a criação do seu primeiro Centro de Testes e Avaliação Automotiva no País e o lançamento de uma nova Plataforma de Experiência e Pesquisa e Desenvolvimento no Rio de Janeiro. A iniciativa reforça a expansão da companhia no mercado brasileiro, hoje o maior da BYD fora da China, e marca uma nova etapa com foco em inovação, desenvolvimento local e demonstração das tecnologias que ajudaram a consolidar a liderança global da companhia em mobilidade sustentável.

 

Com investimento de R$ 300 milhões, o novo centro será desenvolvido no complexo do Aeroporto Internacional do Galeão, Antônio Carlos Jobim, na Ilha do Governador, em uma área total de 183.861 m², com fácil acesso para visitantes e parceiros que chegam à cidade de todas as partes do Brasil. Inspirado em estruturas semelhantes, que a companhia já opera na China, como a unidade de Zhengzhou, o espaço foi criado para funcionar como uma plataforma estratégica de experiência e P&D, dedicada à demonstração e à validação de veículos em condições reais de uso.



Foto: Presidente Lula, prefeito do Rio Eduardo Paes e vice-prefeito Eduardo Cavaliere recebem Stella Li, CEO da BYD nas Américas, Tyler Li, CEO da BYD no Brasil, e Alexandre Baldy, vice-presidente sênior da BYD Brasil para celebrar investimento da marca na cidade. Créditos: Ricardo Stuckert.


A cerimônia de anúncio do projeto contou com a presença do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva que, ao saber do projeto, fez questão de comparecer à celebração oficial, ocorrida no Terceiro Comando Aéreo Regional do Rio de Janeiro. Estiveram presentes, também, o prefeito e seu vice, Eduardo Paes e Eduardo Cavaliere, respectivamente, e lideranças da BYD.
 



“É uma alegria ver a BYD ampliando seus investimentos no Brasil e agora também no Rio de Janeiro. Nosso compromisso é continuar criando um ambiente favorável para atrair empresas, com segurança jurídica e um ambiente econômico que permita novos investimentos. A chegada desse projeto de pesquisa e desenvolvimento mostra a confiança da BYD no potencial do país e no papel do Rio como centro de inovação”, afirmou o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes.

O projeto prevê infraestrutura completa para testes de velocidade, potência, resistência, durabilidade e performance, em linha com o nível de excelência alcançado por uma companhia que conta hoje com 122 mil profissionais dedicados à pesquisa e desenvolvimento em todo o mundo. Haverá, ainda, pistas específicas para avaliações em diferentes condições de terreno, incluindo um circuito off-road, além do teste de flutuação do U8 em uma piscina gigante, que é uma das marcas dos avanços tecnológicos dos carros da BYD.


Foto: Protótipo do centro de pesquisas e pista de experiências da BYD no Rio de Janeiro, previsto para 2028.


“A BYD vive hoje um momento muito especial no Brasil. Temos visto um crescimento consistente da nossa marca e uma conexão cada vez mais forte dos brasileiros com os nossos veículos. Esse novo centro P&D no Rio de Janeiro representa mais um passo importante nessa trajetória e reforça o papel estratégico que o Brasil passou a ocupar para nós e para o futuro da mobilidade elétrica”, afirma Stella Li, vice-presidente Executiva Global e CEO da BYD Américas e Europa. 


Stella Li, vice-presidente Executiva Global e CEO da BYD Américas e Europa. (foto: Ricardo Stuckert)

“Além de ampliar nossa presença no país, o espaço vai nos permitir gerar dados em condições tropicais, o que é essencial para desenvolver e adaptar tecnologias com ainda mais precisão para os países em que atuamos”, finaliza a executiva, que veio ao Brasil para anunciar o investimento e participar de outros eventos da marca.


“A inovação faz parte da essência da BYD, e esse novo centro materializa de forma muito concreta a confiança da companhia no potencial do Brasil. Estamos criando uma estrutura que vai aproximar ainda mais tecnologia, conhecimento e desenvolvimento local, permitindo que a empresa avance com mais consistência na adaptação de soluções ao nosso mercado e na construção de novas respostas para os desafios da mobilidade no país. É um investimento que fortalece a nossa presença e posiciona o Brasil de forma cada vez mais relevante dentro da estratégia global da BYD”, afirma Alexandre Baldy, vice-presidente Sênior da BYD Brasil e head Comercial e de Marketing da BYD Auto.


Além de funcionar como vitrine para tecnologias globais da companhia, o investimento no Rio de Janeiro terá prioridade no desenvolvimento de inovações voltadas ao futuro da mobilidade no Brasil, com destaque para tecnologias ligadas à direção autônoma. A proposta é transformar o espaço em uma plataforma avançada para aceleração de soluções que possam ser testadas, demonstradas e futuramente adaptadas ao mercado brasileiro e latino-americano. As obras começam no fim de 2026 e a inauguração está prevista para 2028.



O Brasil assumiu um papel de enorme relevância na estratégia global da BYD e hoje é o maior mercado da companhia fora da China. Os resultados que temos alcançado no país mostram a força dessa trajetória e nos dão ainda mais confiança para seguir ampliando nossos investimentos. O novo Centro de Testes e Avaliação, no Rio de Janeiro, marca uma nova fase da nossa atuação local, com mais capacidade de desenvolver soluções conectadas à realidade da região e de apoiar o futuro da mobilidade elétrica na América Latina”, destaca Tyler Li, CEO da BYD no Brasil.







Stella Li, vice-presidente Executiva Global e CEO da BYD Américas e Europa e Alexandre Baldy, vice-presidente Sênior da BYD Brasil e head Comercial e de Marketing da BYD Auto (Foto: Ricardo Stuckert)







CARBON e Mitsubishi Motors anunciam nova certificação de blindagem e oficializam parceria. Certificação abrange todos os modelos da marca japonesa, reforçando a liderança da CARBON em certificações junto às montadoras



São Paulo – A CARBON, maior empresa de blindagem veicular do mundo e referência em certificações junto às principais montadoras, anuncia sua décima certificação oficial, em parceria com a Mitsubishi Motors no Brasil, que amplia o portfólio de parcerias da empresa e reforça sua atuação na blindagem de veículos civis, sempre em conformidade com os padrões técnicos e de engenharia definidos pelas fabricantes.

A parceria com a Mitsubishi Motors representa mais um avanço na estratégia da CARBON de atuar de forma integrada às montadoras, garantindo que todos os processos de blindagem respeitem integralmente o projeto original dos veículos. “A Mitsubishi Motors é reconhecida globalmente por sua engenharia, robustez e confiabilidade. Essa certificação reforça nosso compromisso em operar com excelência técnica em alinhamento às diretrizes das montadoras”, afirma Everton Kurdejak, VP Comercial da CARBON.

A CARBON desenvolve soluções de blindagem que preservam segurança, desempenho e conforto ao dirigir. A empresa conta com uma estrutura industrial de grande porte, com mais de 70 mil metros quadrados de área construída, além da maior e mais moderna fábrica de vidros blindados e materiais balísticos opacos do mundo, a ÓPERA, pertencente ao grupo CARBON.


A certificação contempla todos os modelos da linha atual de veículos da marca. No caso do novo Outlander PHEV, por ele ser um modelo eletrificado, o processo de blindagem é bastante semelhante ao dos modelos com motores a combustão; no entanto exige cuidados adicionais, como a preparação adequada do sistema de baterias antes do início do trabalho, garantindo segurança e preservação dos componentes. 

Seguindo o mesmo rigor aplicado em outras certificações, o processo de certificação envolvendo a Mitsubishi Motors contou com uma série de auditorias técnicas e avaliações detalhadas da estrutura industrial da CARBON. A certificação assegura que a blindagem mantenha características essenciais do veículo, como garantia de fábrica, qualidade de acabamento e boa experiência ao dirigir, aspectos acompanhados de perto pelas equipes de engenharia e qualidade da empresa.

“Nosso objetivo é oferecer ao consumidor uma blindagem confiável, segura e totalmente alinhada aos padrões da montadora, unindo tecnologia, qualidade e respeito ao projeto original do veículo”, conclui Everton.


Coluna Fernando Calmon



Coluna Fernando Calmon


Nº 1.392 — 10/3/2026




Nova picape Tukan aumentará

competitividade da Volkswagen



A informação chega em conta-gotas. De acordo com a fabricante alemã, trata-se do primeiro modelo híbrido flex básico produzido no Brasil com a marca VW. Contudo, nada adiantou se utilizará bateria de 12 V ou 48 V. Muito menos o porte da picape, embora tenha confirmado que o índice de conteúdo local será de 76%. Chegará às concessionárias apenas em 2027 e tudo indica no primeiro trimestre.

Lançamento está previsto para o último trimestre deste ano. Terá a companhia da nova Amarok produzida na Argentina. Tukan, fabricada em São José dos Pinhais (PR), trará de volta o amarelo que esteve na paleta de cores de vários produtos da marca desde o Fusca, na década de 1970.

Claro, que isso provoca investigações, especulações e já se sabe pelo menos o seu porte, pois terá a mesma arquitetura do T-Cross. Haverá versão de entrada, cabine simples, voltado ao uso comercial preponderante, sucessora da Saveiro e suspensão traseira por molas semielípticas, como a Strada (ainda desconhecido o tipo de mola, se em feixe ou parabólica).

Tukan também terá cabine dupla e tamanho muito próximo (algumas fontes informam dimensões praticamente iguais) da Toro, inclusive com molas helicoidais na suspensão traseira. Neste porte outras concorrentes seriam Maverick, Rampage e futura Niagara, da Renault. Montana é menor na distância entre eixos, apesar de volume razoável na caçamba.

Tukan será um produto inteiramente desenvolvido pela engenharia brasileira da marca de Wolfsburg. Versões de topo receberão rodas de liga leve, no mínimo de aro de 18 pol. e interior com materiais de melhor aspecto. Além do conhecido três-cilindros, turbo de 1 L e 128 cv com etanol, caberá aos modelos de maior preço a estreia do híbrido flex de quatro-cilindros, turbo, 1,4 L e provável potência maior que os atuais 150 cv (etanol) com bateria de 48 V. Consumo de combustível menor está garantido. Distância entre eixos deverá chegar, segundo especulações, aos três metros, ou seja, apenas 1 cm superior à Toro.


Queda de exportações afeta produção no bimestre


Embora o mercado interno de veículos leves e pesados tenha registrado, no mês passado, a segunda melhor média diária de vendas dos últimos 10 anos, a produção nos dois primeiros meses de 2026 recuou 8,9% para 368.000 unidades. Este resultado foi reflexo da queda de 28% nas exportações, especialmente para a Argentina.

Vendas no primeiro bimestre (nacionais e importados) tiveram leve recuo de 0,1%. Nível de estoques na soma dos pátios de fabricantes e concessionárias de todo o Brasil caiu de 57 dias em janeiro para 50 dias em fevereiro, um pouco acima do considerado normal. Nas estatísticas da Anfavea, os estoques de produtos nacionais no mês passado eram de apenas 26 dias e os importados representavam 182 dias de vendas.

Por trás destes 182 dias muito acima do razoável, está a estratégia da BYD que importou milhares de carros a fim de aproveitar a janela de imposto de importação (I.I.) mais baixo para incentivar a comercialização de elétricos e híbridos. Nenhum outro importador pôde bancar financeiramente esta ação clara de dumping (tática comercial desleal). A partir de julho próximo, o I.I. subirá para a alíquota histórica de 35%, mas a marca chinesa ainda terá milhares de modelos estocados com alíquotas menores.

Igor Calvet, presidente da Anfavea, chamou atenção para possíveis impactos logísticos e econômicos (leia-se preço do petróleo) como reflexo da guerra (mais uma...) no Oriente Médio. “São desafios para manter crescimento de produção, vendas e exportações observados nos últimos anos”, acrescentou. A comercialização tem subido de forma muito discreta e ainda está longe do recorde de 2013, quando se venderam 3,767 milhões de unidades com incentivos fiscais, deve-se ressaltar. Para 2026 o crescimento previsto é de apenas 2,7% para 2,762 milhões de veículos leves e pesados ou 26,7% e um milhão de unidades abaixo do recorde de 13 anos atrás.

Distribuição das vendas de automóveis e comerciais leves no primeiro bimestre de 2026 (%): gasolina, 3,6; híbrido, 6,5; híbrido plugável, 4,8; diesel, 10,5; flex, 69,6; elétricos, 5. Elétricos representam apenas 5% das vendas totais, um nicho portanto. De fato, ainda muito longe dos comentários exageradamente otimistas. Haverá crescimento, porém em ritmo difícil de prever. Badalação excessiva não vai melhorar este cenário.


GAC Hyptec HT: grande, porém bem ágil


Imponência do SUV elétrico grande, topo de linha, da chinesa GAC chama logo a atenção. Mais ainda as portas traseiras elétricas no estilo asa-de-gaivota, um opcional que custa R$ 50.000. Estas permitem os passageiros entrar e sair em vagas tão apertadas que nem o motorista e seu eventual acompanhante conseguem. Isso se dá pela largura do veículo, de quase dois metros.

O interior espaçoso, inclusive para os três passageiros do banco de trás, é um dos destaques. Motorista e seu acompanhante dispõem de ajustes elétricos nos bancos. Central multimídia de 14,6 pol. só permite integração com Apple CarPlay, mas em breve também Android Auto. Regulagem dos espelhos externos exige comando pela tela e dois botões no aro central do volante, nada prático.

Dimensões (mm): comprimento, 4.395; entre-eixos, 2.935; largura, 1.920; altura, 1.700; Volumes (L): porta-malas, 432; Massa: 2.140 kg. Motor traseiro, 245 cv; 31,5 kgf·m; Alcance (padrão Inmetro, km): 362.

Essas referências, ao longo da avaliação em cidade e estrada, mostraram que o desempenho, apesar da massa muito elevada (mais de duas toneladas), ainda proporciona agilidade que chega a surpreender. Ultrapassagens rápidas em estradas e respostas ao acelerador bastante diretas em ambientes urbanos passam confiança. Incomoda, na mudança de faixa, uma certa resistência da direção mesmo ao ligar a seta.

Com carga máxima, no entanto, é preciso diminuir o entusiasmo. Em rodovias de pista única, por exemplo, deve-se ficar ainda mais atento nas ultrapassagens. Agilidade precisa ser relativizada porque se torna comum a sensação de superioridade. Também há seguidos avisos (em inglês) de que carros adentram na estrada pela pista direita.

Preço: R$ 359.990.


Ranger XL foca em picapes de trabalho


Proposta é cobrir todas as opções: cabine simples, chassi-cabine e cabine dupla, além de câmbio manual ou automático de seis marchas. Motor turbodiesel 2-L, quatro cilindros, 170 cv e 41,3 kgf·m, calibrado para entregar força em rotações mais baixas e trabalho pesado, além de menor custo operacional. Consumo médio de 10,7 km/l (padrão Inmetro) e tanque de 80 litros. Assim, a Ranger XL pode superar 860 km de alcance.

A Ford passa a disputar com mais força segmento que representa fatia importante das picapes médias de trabalho. Capacidade de carga de 1.223 kg, na versão manual, a 1.170 kg, na automática. Além de versatilidade, a exemplo de ambulância ou baú. Chassi recebeu longarinas e travessas de aço especial, 30% mais resistente a torções em comparação à geração anterior. Suspensões também aprimoradas, de maior curso e amortecedores externos à longarina. Solução rara no segmento, a fim de melhorar estabilidade e comportamento dinâmico.

Oferece sete airbags, assistente de partida em rampas, controle automático em descidas, limitador de velocidade, direção de assistência elétrica ativa, controles automáticos de velocidade e estabilidade, central multimídia de 10 pol., conexão sem fio com Android Auto e Apple CarPlay, ajustes de altura e profundidade do volante e faróis de acendimento automático.

Preços: R$ 248.600 a R$ 282.600.


quinta-feira, 12 de março de 2026

Orquestra Ouro Preto é destaque no Festival Música em Trancoso e leva concertos especiais com Vanessa da Mata, Carlinhos Brown e repertório dos Beatles. Formação mineira é convidada para três noites marcadas pela excelência e versatilidade no Teatro L’Occitane, de 12 a 14 de março. Ingressos à venda

Orquestra Ouro Preto e Carlinhos Brown (Foto @raphagarcia)

A Orquestra Ouro Preto, uma das mais prestigiadas do país, desembarca na Bahia com concertos especiais e grandes encontros no palco do 12º Festival Música de Trancoso. Convidada pela organização do evento, que tradicionalmente une a música de concerto ao popular, a formação mineira leva ao palco do Teatro L’Occitane, entre os dias 12 e 14 de março, às 19h30, projetos especiais ao lado de Vanessa da Mata e Carlinhos Brown, além de um tributo com arranjos originais para clássicos dos Beatles. Os ingressos estão disponíveis e podem ser adquiridos pelo Sympla.
 

Abrindo a participação no festival, no dia 12 de março, a Orquestra apresenta um de seus maiores sucessos: o tributo “The Beatles”, considerado uma síntese da ousadia e do pioneirismo na proposição de projetos originais que se tornaram uma das marcas da formação mineira. No dia 13, Vanessa da Mata interpreta grandes sucessos de sua carreira, entrelaçando a delicadeza de sua voz à sonoridade da Orquestra Ouro Preto, em um espetáculo que promete emocionar o público. Encerrando a programação no dia 14, uma verdadeira celebração à música ao lado de Carlinhos Brown, no concerto “Afrossinfonicidade”.
 

Para o maestro Rodrigo Toffolo, o convite da organização do festival representa um reconhecimento à atuação marcante da Orquestra, mas também uma grande responsabilidade diante da história de um evento que celebra, há anos, a união entre universos musicais, em um dos cenários mais deslumbrantes do país.
 

Orquestra Ouro Preto e Vanessa da Mata (Foto @raphagarcia)


“Nossa ideia, ao aceitarmos o convite, nasceu do respeito à história de um evento tão bem-sucedido quanto o Festival Música em Trancoso e, ao mesmo tempo, da vontade de propor algo que imprima a nossa marca. Por isso, estamos levando ao festival uma série de concertos que celebram o poder da música, independentemente de definições de estilo ou gênero, em projetos especialmente pensados para essas parcerias com dois dos maiores artistas do nosso país, encontros muito especiais que temos com Vanessa e com Carlinhos”, afirma o diretor artístico e regente titular da formação mineira.
 

“The Beatles”: fusão entre cordas e banda de rock

Considerado um marco na trajetória da Orquestra Ouro Preto, o tributo “The Beatles”, apresentado no dia 12, às 19h30, é a perfeita síntese da excelência e da versatilidade que caracterizam a formação mineira. Em sua interpretação de um dos maiores fenômenos musicais de todos os tempos, a Orquestra une, de forma inovadora, uma formação clássica de cordas a uma banda de rock, criando uma experiência sonora única, que surpreende tanto os fãs da música de concerto quanto os admiradores do rock.
 

A homenagem, grande sucesso de crítica e público, não apenas arrebatou os corações dos brasileiros, como também conquistou a Europa, sendo aplaudida de forma efusiva na Inglaterra. Em 2013, a Orquestra Ouro Preto fez história ao se tornar a primeira orquestra brasileira a se apresentar na icônica International Beatle Week, em Liverpool, onde sua performance foi celebrada com elogios nos três concertos realizados no evento, destinado a beatlemaníacos do mundo todo.
 

Orquestra Ouro Preto_Concerto The Beatles (Foto @raphagarcia)


Poesia e emoção com Vanessa da Mata

Nos palcos e nas rádios de todo o país, a discografia de Vanessa da Mata reúne canções que se tornaram clássicos modernos da MPB. Neste encontro com a Orquestra Ouro Preto, sob a regência do maestro Rodrigo Toffolo, o concerto passeia pela obra da cantora e compositora, evidenciando sua riqueza melódica e poética. Em novos arranjos, seus maiores sucessos e muitas surpresas ganham contornos emocionantes, ampliando ainda mais a força de suas canções. A apresentação acontece no dia 13 de março, às 19h30.
 

O repertório é um mergulho na trajetória da artista, costurando momentos de introspecção, brasilidade e emoção, com um setlist que inclui músicas emblemáticas como “Não Me Deixe Só”, “Boa Sorte/Good Luck”, “Amado” e “Ai, Ai, Ai...”, além de pérolas recentes como “Esperança”. O programa inclui ainda homenagens a grandes nomes da música brasileira, como Belchior, Guilherme Arantes, Luiz Gonzaga e Tom Jobim.
 

Para o maestro Rodrigo Toffolo, “a fusão entre a estética da música de concerto e a MPB de Vanessa promete momentos de grande emoção e intensidade musical. Sua obra dialoga com a poesia, o regionalismo e uma contemporaneidade musical que se encaixa perfeitamente no universo da Orquestra”.
 

“Esse encontro com a Orquestra Ouro Preto é sempre motivo de grande alegria para mim”, afirma Vanessa da Mata. “Revisitar meu repertório com novos arranjos sinfônicos, ao lado de um grupo que tem um trabalho artístico admirável, com excelência técnica e sensibilidade musical, e ainda poder levar esse espetáculo ao público de Trancoso, em um espaço tão imponente como o Teatro L’Occitane, é uma oportunidade única de conexão por meio da música brasileira, que é tão rica e diversa.”
 

Irmandade entre Minas e Bahia: “Afrossinfonicidade”

“Afrossinfonicidade”, projeto que une Carlinhos Brown e a Orquestra Ouro Preto, é daqueles encontros que não se explicam, apenas se sentem. Desde que dividiram o palco pela primeira vez, nasceu uma irmandade que ultrapassa fronteiras. A percussão baiana abraçou os violinos mineiros, e dali surgiu uma linguagem nova, feita de corpo, coração e ancestralidade. Sucesso absoluto em todo o Brasil, o concerto será apresentado no dia 14 de março, às 19h30, no Teatro L’Occitane.
 

O artista baiano e a formação mineira têm arrastado multidões em apresentações que se transformam em grandes festas populares, como verdadeiras procissões de alegria. Agora é a vez de Trancoso receber o projeto que entrelaça a brasilidade de Brown com as cores e as notas da Orquestra, regida pelo maestro Rodrigo Toffolo.
 

No repertório, o público se deleita com sucessos que ecoam nos quatro cantos do país, como “Amor I Love You”, “Já Sei Namorar” e “Vilarejo”, ao lado de canções que revelam a força poética do compositor, como “Segue o Seco”, “Maria de Verdade” e “ECT”. Não faltam também os hinos dançantes “Quixabeira” e “A Namorada”, todos revisitados em arranjos de Paulo Malheiros, nos quais atabaques, timbales e berimbaus dialogam com as cordas sinfônicas.
 

Para o maestro Rodrigo Toffolo, essa união é um gesto de sincretismo musical, cheio de brasilidade. “Brown é um dos maiores cronistas musicais do nosso tempo. Ele traz a baianidade, a força dos terreiros, o batuque do Carnaval. A Orquestra, por sua vez, leva a música de concerto para além dos muros habituais. Juntos, mostramos que não há fronteiras para a música feita com alma e dedicação.”
 

Brown, com a verve que só ele tem, devolve em poesia: “A música é sempre encontro e, quando é verdadeiro, vira união. O que estamos fazendo com a Orquestra Ouro Preto é mais que um concerto: é uma celebração da vida, do povo e daquilo que nunca se apaga. Poder fazer isso em Trancoso promete ser, mais uma vez, inesquecível.”

 

SERVIÇO - Orquestra Ouro Preto no Festival Música em Trancoso 2026

Orquestra Ouro Preto: The Beatles
Data: 12 de março
Horário: 19h30
Local: Teatro L’Occitane
Ingressos: Sympla
 

Vanessa da Mata e Orquestra Ouro Preto
Data: 13 de março
Horário: 19h30
Local: Teatro L’Occitane
Ingressos: Sympla
 

Carlinhos Brown e Orquestra Ouro Preto: Afrossinfonicidade
Data: 14 de março
Horário: 19h30
Local: Teatro L’Occitane
Ingressos: Sympla

Ópera Aida de Giuseppe Verdi, no próximo dia 5 de maio, pelas 21 horas, no Salão Preto e Prata do Casino Estoril

 


O Salão Preto e Prata do Casino Estoril recebe, no próximo dia 5 de maio, a partir das 21 horas, a ópera Aida, uma das mais famosas obras do compositor italiano Giuseppe Verdi.


Em Aida, um amor impossível nasce em tempo de guerra. Entre o esplendor do Egipto antigo e a força avassaladora da música de Verdi, Aida revela um drama intenso onde paixão, dever e sacrifício se enfrentam até às últimas consequências. 


Uma ópera mundial e profundamente humana, capaz de emocionar, ao vivo, no palco, onde tudo ganha verdadeira dimensão, tanto quem descobre a ópera pela primeira vez como quem regressa a ela. Poucas óperas conseguem unir espectáculo, emoção e beleza musical como Aida, uma obra-prima intemporal de Giuseppe Verdi.




No coração do Egipto antigo, entre templos, rituais e guerras, nasce um amor impossível. Aida, princesa etíope reduzida à condição de escrava, ama Radamés, o herói egípcio destinado à glória. Entre eles ergue-se Amneris, filha do Faraó, e um mundo onde o dever, o poder e a lealdade falam mais alto do que os sentimentos.


Verdi constrói aqui um drama de contrastes: cenas monumentais com coros grandiosos e marchas triunfais convivem com momentos de extrema intimidade, onde a música revela a fragilidade humana com uma profundidade comovente. Cada ária, cada dueto, cada silêncio conduz o público a escolhas impossíveis e a um desfecho com enorme intensidade emocional. 


Com libreto de A. Ghislanzoni, a partir de obra de C. du Locle e A. Mariette, estreada na Ópera do Cairo a 24 de dezembro de 1871, Aida é uma história sobre amor e sacrifício que permanece atual, urgente e profundamente humana.


Uma grande produção que estará em cena no Salão Preto e Prata, constituindo uma oportunidade rara de viver, ao vivo, uma das criações mais poderosas da história da música clássica.


Ficha Técnica: Elenco: Aldo Lima, Ana Brito e Cunha, José Pedro Gomes e Vasco Pereira Coutinho | Autor: Stefan Cuvelier | Encenação: Miguel Thiré | Tradução: Ana Sampaio | Cenário: Catarina Amaro | Figurinos: Bambolina Teatro | Produção: Força de Produção.


Ficha Artística: Giuseppe Verdi

Ópera em quatro atos. 

Libreto de A. Ghislanzoni, a partir de obra de C. du Locle e A. Mariette. 

Estreada na Ópera do Cairo a 24 de dezembro de 1871


Elenco: 

Aida: María Ruiz | Lucía Tavira; Radamés: Eduardo Sandoval | Enrique Ferrer;  Amneris: María Luisa Corbacho; Amonasro: Luis Cansino / Manuel Mas; Rei do Egipto: Jordi Serrano; Ramfis: Antonio Alonso


Equipa Artística e Técnica

Diretor Musical: Antonio Ariza Momblant; Diretor de cena: Ignacio Garcia; Orquestra: Hesperian Symphony Orchestra; Encenação: Ignacio García | Aurora Cano; Cenografia: Alejandro Contreras; Figurinos: Ana Ramos; Iluminação e projeções: Alejandro Contreras; Maquilhagem: Ana Ramírez; Chefe Técnico: Francisco Hernández; Costura: Maribel Martínez; Coro: Quercus Robur; Diretor do coro: Javier Benito  


O Salão Preto e Prata do Casino Estoril recebe, no dia 5 de maio, pelas 21 horas, a Ópera Aida, do compositor italiano Giuseppe Verdi. M/16. Preços: De 45€ a 80€.


As reservas podem ser efectuadas:

https://www.bol.pt/Comprar/Bilhetes/170215


O Casino Estoril abre às 15h00 e encerra às 03h00. O acesso é livre, sendo que a partir das 22 horas, é para maiores de 14 anos, e maiores de 10 anos acompanhados pelos pais. Nas áreas de Jogo é para maiores de 18 anos. 


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