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domingo, 1 de março de 2026

VAMOS VOAR PELO MUNDO // Em Portugal, Motiva Aeroportos promove novas rotas de Curitiba e São Luís para Lisboa // Air Europa adiciona Bolonha e Tânger à sua rede de destinos de verão pela primeira vez // A Avianca inclui snacks e bebidas em sua cabine Economy em voos de longa duração das Americas superiores a três horas e meia // Aeroporto Internacional de São Paulo retoma posição de hub mais movimentado da América Latina e Caribe

    Crédito: Motiva Aeroportos


Em Portugal, Motiva Aeroportos promove novas rotas de Curitiba e São Luís para Lisboa

 

Os voos serão operados pela TAP em 2026


A Motiva Aeroportos está presente na BTL (Better Tourism Lisbon Travel Market), principal feira de turismo de Portugal, para reforçar o lançamento das novas rotas para Lisboa, que serão operadas pela TAP a partir dos aeroportos de Curitiba (PR) e São Luís (MA), ambos administrados pela concessionária.


Em 2026, a companhia celebra 60 anos de voos regulares para o Brasil, o seu maior mercado internacional e uma ligação histórica que moldou a identidade da Companhia. A conexão Lisboa – Curitiba está prevista para iniciar no dia 2 de julho, com três voos semanais operados em Airbus A330‑200. 


“Do ponto de vista do produto, a ligação direta de Lisboa irá possibilitar combinar Curitiba e Foz do Iguaçu no mesmo itinerário, através dos acordos de codeshare que a TAP tem com as companhias aéreas domésticas. As experiências dos dois destinos se complementam”, comenta Graziella Delicato, gerente executiva de Negócios Aéreos da Motiva.


“A nova rota da TAP reforça o protagonismo do Paraná no cenário global. Essa ligação direta com Portugal a partir de Lisboa vai impulsionar o turismo, facilitar a vinda de visitantes europeus e ampliar as oportunidades de negócios com a Europa”, afirma Ratinho Junior, governador do Paraná.


Já a conexão Lisboa – São Luís terá início em 26 de outubro de 2026, com dois voos semanais operados pelo Airbus A321LR. “Essa é mais uma conquista importante para o nosso turismo, que se fortalece e cresce a cada dia. Estamos encurtando a distância entre o Maranhão e a Europa com a implantação de um voo que passa a operar a partir do segundo semestre, com duas frequências semanais, entre São Luís e Lisboa (Portugal). 
Esse resultado é reflexo das tratativas com as empresas aéreas e de um trabalho contínuo de divulgação de nossos destinos. Com esse voo, o Maranhão amplia sua presença internacional, despertando interesse para nossa cultura, gastronomia, história e belezas naturais. Sem dúvida, isso vai trazer mais impactos positivos para o turismo e a economia do estado”, afirma o governador do Maranhão, Carlos Brandão.

 

Ciclo de investimentos

 

Após um investimento de quase R$ 2 bilhões em melhorias, os terminais administrados pela Motiva Aeroportos receberam mudanças estruturais, como salas de embarque mais amplas, mais conforto térmico, salas VIPS e projetos que tornaram os espaços mais seguros, eficientes e confortáveis. Essas intervenções contribuíram para ampliar ainda mais o diálogo com as companhias aéreas, como destaca Monique Henriques, diretora de Negócios Brasil da Motiva Aeroportos.  

 

"O anúncio dessas duas rotas internacionais representa um avanço muito importante para a conectividade de Portugal com essas duas importantes cidades do Brasil. Nossos aeroportos estão aptos para atender essas operações, com instalações modernas, seguras, eficientes e operadores capacitados para proporcionar a melhor experiência tanto para os passageiros quanto para as companhias”, comenta a executiva.

 

Sobre o BTL

 

Considerada a maior feira de turismo de Portugal, a Better Tourism Lisbon Travel Market (BTL) reúne mais de 1,5 mil expositores nacionais e internacionais, que  proporcionam aos visitantes a oportunidade única de explorar as mais recentes tendências do turismo global.

Professora baiana é laureada no Canadá

Foto: Baiano Fotografia/divulgação

Lícia Soares de Souza, professora emérita da UNEB, receberá a medalha da Ordre des Francophones des Amériques, em 17 de março próximo, uma condecoração do Conselho Superior da Língua Francesa, concedida àqueles e àquelas que se destacaram no ensino da língua francesa nas Américas, assim como na divulgação da cultura quebequense. 

O Núcleo de Estudos da UNEB foi uma mola propulsora para o desenvolvimento de tantas atividades relativas à língua francesa, principalmente quando se instalou na UNEB a Associação Brasileira de Estudos Canadenses - ABECAN-  que nacionalizou e internacionalizou a pesquisa interamericana na universidade baiana. 

Todos sabem que a UNEB foi criada por Edvaldo Boaventura , segundo o modelo da Universidade multicampi de Québec, de tal forma que, no brasão da UNEB, encontra-se a flor de lis do brasão das Universidades do Québec.  

Com  a ABECAN, foram 4 congressos internacionais em Salvador, envolvendo todas as universidades do estado que acolheram pesquisadores do mundo inteiro. Com o Canada foi possível, falar de comparação de culturas indígenas, diásporas variadas, literatura migrante (com a mobilidade dos negros africanos e haitianos para a metrópole quebequense, Montréal). 

Professores de vários outros países da América Latina juntaram-se aos especialistas canadenses para criar o GT de pesquisa nacional  intitulado Relações literárias interamericanas na ANPOLL. 

As Américas, com suas diversidades e mestiçagens passaram a ser vistas como lugar de encontros de povos diferenciados, em lugar de privilegiar uma cultura hegemônica. A professora Licia criou livros de francês para o Turismo em Salvador, ensinou cultura nórdica quebequense na UNEB e na Aliança Francesa, publicou muitos livros de literatura comparada, inclusive com Jorge Amado e escritores quebequenses.

Junto com o Centro de Estudos Euclydes da Cunha, Licia passou a estudar o massacre de Canudos com estudantes de iniciação científica que passaram a ir visitar o Parque Estadual de Canudos, principalmente durante as secas. Foi ai que a junção de Canudos e o Canada aconteceu. 

Na Universidade do Québec em Montreal, o poeta e geógrafo Jean Morisset lhe aconselhou a averiguar um massacre semelhante que aconteceu entre os índios e os mestiços de índios no oeste quebequense pelos ingleses. Tal acontecimento influenciou o nacionalismo do Québec e a diversidade da cultura da província francófona do Canada.

O aconselhamento a se lançar na cultura canadense se deu após uma palestra da professora sobre a composição complexa do livro de Euclides da Cunha traduzido como Hautes Terres. Ela levou 20 anos trabalhando com os arquivos da UNEB e da UQAM, e produziu o livro “Dois ciclos literários revolucionários : Canudos e a Nação Mestiça do Canada”. 

Seguindo o esquema narrativo de Euclides, ela buscou mostrar a potência telúrica da caatinga que desafia as classificações botânicas de Humboldt,  a geografia de Hegel e Karl Ritter. No Canada , os autores descrevem o ambiente natural das pradarias onde os nativos saiam em caravanas, cantando e dançando, em busca de seus víveres.

Os sistemas de plantacion e de exploração de mão de obra barata nas Américas contribuíram para consolidar a era geológica do Antropoceno, provocando a desertificação ou o esvaziamento do solo, sendo caracterizados como Sertãoceno e Angloceno, zonas onde o “humano” promoveu a precarização da vida.

No livro “Signos em transe, a semiótica de Licia Soares de Souza”, organizado por Taurino Araujo, existem dois blocos de textos fundamentais. Tem aquele que conta a história das atividades francófonas na Bahia com o Nucleo de Estudos Canadenses e aquelas que contam as excursões ao Parque Estadual de Canudos onde constam fotos históricas até com sobreviventes da chamada “guerra” e um arqueólogo  da USP que veio estudar o terreno do sertão desnudado pela seca do rio Vaza-Barris. 

Nessa época, vieram igualmente canadenses da Universidade de Québec em Montréal conhecer as paisagens contadas por Euclides da Cunha e Mário Vargas Llosa (prêmio Nobel de literatura) que projetaram o sertãoceno no cenário representativo de usurpação de territórios dos povos nativos pelos colonizadores para forjar uma civilização destruidora do planeta.

É um trabalho de fôlego. O texto euclidiano traz surpresas sempre; nos leva a pensar no meio ambiente e nas especificidades do Bioma caatinga, único essencialmente brasileiro. É um dos primeiros a denunciar o massacre de Canudos. 

Mas, outros autores são abordados como Vargas Llosa, Oleone Fontes, Guilhon Loures, J.J. Veiga, Julio Chiavenato, Aleilton Fonseca.
Por outro lado, também são abordados  vários autores de Manitoba, Saskatchewan e Québec que retrataram  o aniquilamento da  vida da Nação Mestiça e dos índios no Canada pelos ingleses.

Na Bahia, criaram a dicotomia Euclides vs Antonio Conselheiro; o que forja grupos euclidianos e grupos conselheiristas. Mas o livro de Licia  não se inscreve nas bandeiras “euclidianas ou conselheiristas” , Busca a discussão do Antropoceno e fala do Sertãoceno. 

Fala dos elos de Euclides com o Naturalismo, mostrando as contradições em torno da vida sertaneja, seus famosos oximoros, mas com o exercício que empreende  para quebrar o naturalismo racista e eugênico, chegando mesmo a ironizar as ações de uma Republica frágil e de um exercito genocida. 

Fala da falta de empatia que Euclides teve com o Conselheiro. Mas, vai buscar outros autores, Oleone Fontes, Vargas Llosa, Guilhon Loures etc. que mostraram o papel de liderança socialista de Antonio Conselheiro. 

No Canada, existe também uma cisão entre a luta de Louis Riel, mestiço, letrado, escritor, que esteve à frente das rebeliões e a luta de Gabriel Dumond, mestiço de índios, o capitão das batalhas como Pajeú, mas que não escrevia. Os debates lá são assim, os de Riel e os de Dumond, como aqui temos os de Euclides e os de Conselheiro. 

Para a professora Licia, eles são protagonistas de um mesmo processo e estudar e analisar as investidas argumentativas de Euclides contra Conselheiro e, às vezes contra o sertanejo,  não deve ser uma coisa panfletária;  tem que serem vistas à luz de muitos enfoques literários, históricos e sociológicos contemporâneos para a gente entender o Brasil.  A gente tem de analisar a visita de Gobineau no Segundo Império. Nada de arquivar Euclides, vamos la buscar nele as bases do Brasil atual.

Este livro deverá ser lançado na Bienal de Salvador, final de abril. Faremos uma mesa de debates, e esperamos que o pessoal da Bahia, os pesquisadores de Canudos e do Pos-critica da UNEB estejam todos la, para alinhar  os pensamentos em torno da posse da terra no Nordeste.

Os povos são diferentes, mas os massacres e as opressões são os mesmos. 
Este livro, de uma contemporaneidade absoluta acompanha os fatos da atualidade do mundo, mostrando o quanto as populações nativs ainda tem que batalhar para garantit direito à vida.

sábado, 28 de fevereiro de 2026

Stellantis inicia nova etapa do programa Bio-Hybrid com primeiro modelo híbrido-leve flex produzido no Polo Automotivo de Goiana (PE) será lançado ainda no primeiro semestre. Primeiro concebido e produzido em Pernambuco, equipado com a tecnologia MHEV 48V. Bio-hybrid integra a estratégia de eletrificação da Stellantis ao potencializar o uso do etanol


Goiana, 28 de fevereiro de 2026 – A Stellantis anuncia os próximos passos do programa Bio-Hybrid e confirma o lançamento do primeiro híbrido-leve flex concebido e produzido no Polo Automotivo de Goiana, em Pernambuco, ainda no primeiro semestre no Brasil. O modelo será equipado com a tecnologia MHEV 48V, inédita no lineup da empresa no país. 

O novo modelo traz como elemento adicional uma máquina elétrica multifuncional, que substitui o alternador e o motor de partida. Trata-se de equipamento capaz de fornecer energia mecânica e elétrica, que tanto gera torque adicional para o motor térmico do veículo quanto gera energia elétrica para carregar a bateria adicional de Íon-Lítio de 48 Volts, que opera paralelamente ao sistema elétrico convencional do veículo. 

Uma gestão eletrônica controla a operação entre os modos de condução, otimizando eficiência e economia e proporcionando uma dirigibilidade ainda mais agradável aos clientes.   

“O Polo Automotivo de Goiana inicia uma nova fase que está alinhada com o seu DNA pioneiro, vanguardista e disruptivo, responsável desde a inauguração pela produção de modelos com altíssimo nível de sofisticação e tecnologia, criando tendências e liderando diferentes segmentos do mercado. Nosso planejamento estratégico para o Brasil e a América do Sul permanece em curso, com autonomia total para produzir localmente e oferecer aos consumidores novos produtos com diferentes níveis de eletrificação que atendam aos desejos e as necessidades da região”, comemora Herlander Zola, Presidente da Stellantis para a América do Sul. 

A Stellantis confirmou recentemente que serão quatro modelos equipados com a tecnologia Bio-Hybrid e produzidos na fábrica pernambucana ainda em 2026. A empresa também anunciou a produção da Leapmotor em Goiana, reafirmando o compromisso e a capacidade de localização, autonomia regional e novos modelos alinhados com o perfil dos clientes na América do Sul. 

Para a chegada dos novos modelos eletrificados, a Stellantis passou a produzir novos chicotes específicos em sua planta de componentes em Jaboatão e aprimorou diferentes áreas da planta em Goiana. 

Funilaria, prensas e montagem receberam as modificações necessárias, permitindo a produção de modelos com a nova tecnologia Bio-Hybrid na mesma estrutura em que são montados modelos com motores de combustão interna 

Bio-Hybrid: sucesso inicial e rota tecnológica traçada 

A Stellantis lançou, em 2024, os primeiros modelos equipados com uma tecnologia de motopropulsão híbrida-leve que combina energia térmica flex e eletrificação, denominada Bio-Hybrid. Desenvolvida pelo TechMobility - Centro Stellantis de Desenvolvimento de Produto & Mobilidade Híbrida-Flex, o maior da América Latina, a tecnologia considera as virtudes do Brasil ao potencializar o uso do etanol. 

No Polo de Goiana, a Stellantis foi pioneira no Brasil ao começar a abastecer os carros flex que saem da linha de montagem com 100% de etanol, o que será mantido para os modelos MHEV flex. 

A companhia prevê plataformas eletrificadas em diferentes níveis ao longo dos próximos anos para atender aos desejos do consumidor local, iniciando a jornada com a tecnologia híbrida-leve MHEV 12V, que foca em acessibilidade aos consumidores e a popularização de uma tecnologia de hibridização de baixa voltagem e baixo custo. 

Em 2025, a Stellantis comercializou mais de 24.900 mil veículos com esta tecnologia na América do Sul por meio dos modelos Fiat Pulse e Fastback, e Peugeot 208 e 2008. 

Agora, a empresa anuncia um novo passo, com nova tecnologia híbrida-leve MHEV 48V que dá continuidade ao plano de expansão da eletrificação no lineup da companhia que permanece em curso. 

A Stellantis continua acelerando em seu plano estratégico na região, com o investimento de R$ 32 bilhões de reais, o maior da história da indústria automotiva sul-americana. Em 2026, a companhia prepara 16 novos modelos e atualizações, incluindo um total de seis veículos equipados com a tecnologia Bio-Hybrid e produzidos no Brasil. 

Stellantis desmonta cerca de 600 veículos e reaproveita mais de 9 mil peças em seis meses de operação do Centro de Desmontagem Veicular Circular AutoPeças. 360 toneladas de materiais já foram destinadas ao reaproveitamento ou reciclagem responsável, incluindo aço, alumínio, plástico e cobre. Mais de 4 mil peças já foram comercializadas, com 80% das vendas realizadas pela Circular AutoPeças no Mercado Livre, ampliando o acesso a peças originais multimarcas. Stellantis é a primeira fabricante da América do Sul a criar uma planta dedicada ao reaproveitamento de veículos em fim de vida útil

 

SÃO PAULO, 28 de fevereiro de 2026 – O Centro de Desmontagem Veicular Circular AutoPeças da Stellantis, localizado em Osasco (SP), registrou cerca de 600 veículos desmontados nos primeiros seis meses de operação, consolidando-se como uma iniciativa estratégica da companhia para impulsionar a economia circular no setor automotivo.

No período, mais de 9 mil peças usadas em perfeitas condições foram reaproveitadas e destinadas à comercialização, ampliando o ciclo de vida de componentes automotivos e reduzindo o volume de resíduos gerados pela indústria.

Desse total, mais de 4 mil peças já foram comercializadas por meio de canais físicos e digitais, ampliando o acesso do consumidor a peças originais multimarcas com qualidade e procedência certificadas. A loja oficial da Circular AutoPeças no Mercado Livre concentrou aproximadamente 80% dessas vendas, evidenciando o potencial do ambiente digital como uma plataforma estratégica para ampliar o alcance e a disponibilidade de peças reaproveitadas.

“O Centro de Desmontagem Veicular Circulas AutoPeças representa um avanço importante da nossa estratégia industrial e ambiental na região. Estamos transformando veículos em fim de vida útil em novas oportunidades de geração de valor, por meio da recuperação de peças, da reciclagem responsável de materiais e da criação de uma nova frente de negócios. Essa iniciativa reforça o protagonismo da Stellantis na economia circular e demonstra como é possível combinar inovação, eficiência e sustentabilidade para construir o futuro da mobilidade”, afirma Paulo Solti, vice-presidente sênior de Peças e Serviços para a América do Sul.

Além da comercialização de peças, o centro desempenha papel fundamental na recuperação e destinação responsável de materiais automotivos. Em mais de 180 dias de operação, a unidade garantiu a destinação correta de mais de 360 toneladas de resíduos, que foram separados por tipo de matéria-prima e encaminhados a parceiros homologados da Stellantis, assegurando o reaproveitamento de insumos e contribuindo diretamente para a redução dos impactos ambientais.

Desse volume, mais de 334 toneladas correspondem a aço e alumínio, provenientes principalmente das carcaças veiculares e de componentes estruturais. Também foram reaproveitadas cerca de 26 toneladas de plástico e recuperadas aproximadamente 1,8 tonelada de cobre. No mesmo período, foram coletados e destinados corretamente 2,5 mil litros de óleo automotivo, garantindo o tratamento ambientalmente adequado de fluídos e reforçando o compromisso da companhia com o reaproveitamento integral e responsável dos recursos provenientes de veículos em fim de vida útil.

A iniciativa posiciona a Stellantis como a primeira fabricante da América do Sul a estruturar uma planta dedicada à economia circular, com foco no desmonte de veículos, transformando um desafio ambiental em uma operação industrial eficiente, capaz de gerar valor econômico, reduzir resíduos e fortalecer um modelo mais sustentável e inteligente de gestão de recursos no setor automotivo.

Fiat Toro, o lançamento que revolucionou o segmento de picapes no Brasil, lidera o segmento desde que chegou ao mercado, em 2016 e já vendeu mais de 550 mil unidades, das mais de 600 mil produzidas. É a única em sua faixa de preço a oferecer motorização diesel e flex, além de ser pioneira ao oferecer tecnologia 4x4 no segmento. Na linha atual, passa a oferecer freio de estacionamento eletrônico, auto hold e novos acabamentos na cabine

 


Lembro-me como se fosse hoje do teste-drive de lançamento de uma bela e majestosa picape, a Toro, uma novidade que chamava a atenção por onde passava não apenas pela novidade, mas pela atenção que chamava por suas linhas diferentes. Tratava-se de um carro totalmente desenvolvido e construído no Brasil. 


Lembro-me do detalhe que as pessoas se aproximavam para ver de perto, a novidade das portas da caçamba totalmente diferente.



As portas abriam para os lados como uma porta normal, totalmente diferente das demais picapes, que facilitava muito o acesso à caçamba. 

A semana em que andei com a Toro foi o maior sucesso. O fato é que a Fiat lançara um dos seus maiores sucessos com aprovação absoluta 

Isso ocorreu há 10 anos, quando a Toro se firmou como a picape que seria sucesso no mercado, que revolucionou e quebrou paradigmas em termos de conceito e design, e mais do que isso, um modelo que é líder de vendas em seu segmento, do seu lançamento até hoje. 

Em 2016, a Toro chegou como a primeira Sport Utility Pick-up (SUP), uma proposta inédita que une o conforto e tecnologia de um SUV com a robustez e a funcionalidade de uma picape, mirando os consumidores que buscam sofisticação sem renunciar à performance e versatilidade no dia a dia. 

 

Com o modelo, a Fiat abriu portas para um novo caminho: ela deixava de ser uma picape derivada de automóvel pequeno e, ao contrário das picapes médias tradicionais, que utilizam chassi de longarina, a Toro passou a adotar uma construção monobloco, o que possibilitava a aplicação de suspensão traseira independente, do tipo multilink, garantindo mais conforto e estabilidade ao rodar. 

Toro Volcano diesel

O projeto, desenvolvido totalmente no Brasil, foi audacioso e trazia todo o pioneirismo e inovação característicos da marca, com uma proposta de design igualmente disruptiva. A Toro inaugurava na Fiat a assinatura em Led, que até hoje chama a atenção e trazia linhas nada convencionais para o segmento de picapes. Neste sentido, o modelo acumulou diversos prêmios entre eles o iF Design Award, que há mais de 70 anos é reconhecido mundialmente na área de design e o prestigiado Red Dot Awards, considerado por muitos o Oscar mundial da atividade. 

Consagrada pelo mercado, em 10 anos a Toro já ultrapassa o marco de 600 mil unidades produzidas e 550 mil unidades vendidas no Brasil, reforçando o seu protagonismo. 

"A Fiat Toro não é apenas uma picape, é um símbolo de inovação e versatilidade que reforça a capacidade da Fiat de sempre antecipar tendências. Em 10 anos, conseguimos transformar um conceito inovador em um verdadeiro ícone do mercado, evoluindo continuamente em design, tecnologia, desempenho e conforto, sempre atendendo às necessidades dos consumidores. Não pretendemos parar por aqui e vislumbramos uma vida longa para a Toro, com importantes novidades que chegarão ao mercado”, celebra Frederico Battaglia, Head das marcas Fiat e Abarth para a América do Sul. 

Toro Endurance Diesel 20T

Ao longo da última década, a Fiat Toro evoluiu continuamente, acompanhando as transformações do mercado. Seu design passou por atualizações que reforçaram uma identidade cada vez mais moderna, elegante e imponente, com abertura bipartida da porta da caçamba, além de linhas robustas, mantendo sua assinatura luminosa marcante e acabamento refinado, consolidando o modelo como uma referência estética no segmento. Cada mudança visual veio acompanhada de melhorias funcionais, refletindo o cuidado da Fiat em unir sofisticação e conteúdo. 

No campo da tecnologia, a Toro também não deixou a desejar. Nos últimos anos, o modelo incorporou sistemas avançados de conectividade, centrais multimídia cada vez mais intuitivas e na posição vertical, algo inovador em seu segmento, e recursos voltados à segurança, como assistentes de condução, frenagem autônoma e controle de estabilidade.  

No aspecto mecânico, a Toro também se reinventou ao longo dos últimos 10 anos, sendo aprimorada para oferecer mais desempenho, eficiência e dirigibilidade, com conjuntos mais modernas e opções que equilibram força, economia de combustível e conforto. Hoje, o modelo é o único a oferecer opções de motorização flex e diesel nesta faixa de preço.  

Toro Diesel 2.0

Fiat Toro apresentou novo design, mais tecnologia e conforto na linha 2026 

No final do ano passado, a nova linha da Toro chegou ao mercado com design alinhado a nova identidade visual da Fiat, inspirado por tendências que priorizam linhas retas, precisas e geométricas. O modelo preservou sua identidade e o valor emocional de seu design icônico, mantendo sua assinatura frontal característica. 

O DRL (Daytime Running Light), elemento marcante desde o lançamento do modelo, passou a ter um novo desenho, com assinatura em formato de pixels segmentados. A picape também ganhou nova grade e um skidplate mais alargado.  

Na traseira, a picape ganhou novas lanternas full-led que seguem a linha de assinatura em formato de pixels segmentados, ressaltando um aspecto mais afilado e contemporâneo. A maçaneta de abertura da caçamba passa a ter formato wide, permanecendo com a mesma forma inteligente de abertura com duas portas traseiras. Assim como na dianteira, as saídas de ar são posicionadas nas extremidades para ressaltar a largura do modelo, e estão posicionadas acima do novo para-choque traseiro que agora é mais horizontal. 


As mudanças na cabine deixaram a Toro ainda mais tecnológica e sofisticada: o painel digital de 7” ganhou nova grafia e fontes em todas as versões, desenho do câmbio mais moderno e freio de mão eletrônico que proporciona mais conforto e praticidade ao motorista, além do auto hold. Para maior comodidade, a picape também ganhou nova USB traseira com entradas para cabos tipos A e C.   

Com o motor Turbo 270 Flex, que equipa as versões Endurance, Freedom,  Volcano e Ultra, a picape entrega 176 cv de potência e 270 Nm de torque. Já o motor MultiJet 2.2 Turbodiesel equipa as versões Ranch e Volcano. Ele entrega 200 cv de potência e 450 Nm de torque, um ganho de 18% na potência e 29% em relação ao motor anterior, unindo agilidade, performance e menor consumo de combustível.  

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

Renault Group, Volvo Group e CMA CGM Group firmaram um acordo em que assumem o controle total da Flexis SAS, que entra em nova fase e estará firmemente consolidado na França. A produção do Renault Trafic Van E-Tech elétrico, o primeiro modelo da gama, será iniciada na fábrica de Sandouville, na França, até o final de 2026. Já a Renault Trucks vai comercializar o modelo a partir de 2027



Boulogne-Billancourt (França), Gotemburgo (Suécia), Marselha (França) – 27 de fevereiro de 2026 - O Renault Group, o Volvo Group e o CMA CGM Group assinaram hoje um acordo vinculante, sujeito às aprovações antitruste, permitindo que o Renault Group assuma o controle total da Flexis SAS, a joint venture criada pelas três empresas em 2024 para criar uma nova geração de furgões elétricos inovadores.

Com isso, o Renault Group vai controlar o desenvolvimento desta nova gama de veículos comerciais leves 100% elétricos, incorporando tecnologias no estado da arte. A produção deve iniciar até o fim de 2026, de acordo com o planejamento inicial.

O acordo prevê a aquisição pelo Renault Group das participações do Volvo Group e da CMA CGM (respectivamente de 45% e 10%), devendo ser efetivado até o final do primeiro semestre de 2026, sujeito à aprovação das autoridades de defesa da concorrência.

Esta mudança na governança não altera a ambição em termos de produtos ou o planejamento industrial original, com a meta de comercializar produtos e serviços inovadores no segmento de furgões elétricos médios. 

O valor do projeto, as bases firmadas desde 2024 e as tecnologias desenvolvidas – plataforma skateboard exclusiva, motor de 800 V e arquitetura de veículo definido por software (SDV) – estão mais do que nunca alinhados com os desafios da logística urbana e sua crescente necessidade de descarbonização.

As equipes do Renault Group vão continuar totalmente engajadas com este projeto ambicioso, convencidas do potencial desta nova geração de furgões elétricos, começando com o Renault Trafic Van E‑Tech elétrico a partir do final de 2026.

Na França, quase 1.300 pessoas estão trabalhando neste desenvolvimento em várias unidades do Renault Group na região de Paris Île‑de‑France (principalmente o Technocentre, em Guyancourt, e o Centro de Excelência em Veículos Comerciais Leves, em Villiers‑Saint‑Frédéric), até a produção na planta do Grupo em Sandouville, na Normandia.


Por meio da Renault Trucks, o Volvo Group vai distribuir estes produtos a partir de 2027, dando continuidade à relação de longo prazo entre o Renault Group e a Renault Trucks em veículos comerciais leves.

Comprometido com a transição energética, o CMA CGM Group tem orgulho de ter apoiado este projeto durante esta fase crucial de desenvolvimento.

Sobre o Renault Group

O Renault Group está na vanguarda de uma mobilidade que está se reinventando. O Grupo se baseia na complementariedade de suas três marcas automotivas – Renault, Dacia, Alpine – e sua financeira cativa – Mobilize Financial Services –, para oferecer soluções de mobilidade inovadoras e sustentáveis aos seus clientes. Presente em mais de 100 países, o Renault Group vendeu 2,337 milhões de veículos, em 2025. O grupo emprega mais de 100 mil colaboradores, que encarnam seu Propósito no dia a dia, para que a mobilidade aproxime as pessoas.

Preparado para enfrentar desafios tanto nas ruas como nas competições, o Grupo tem um compromisso com uma transformação ambiciosa de geração de valor. Este compromisso tem como foco o desenvolvimento de tecnologias e serviços inéditos, além de uma nova gama de veículos ainda mais competitiva, equilibrada e eletrificada. Alinhada com os desafios ambientais, a ambição do Renault Group é atingir a neutralidade de carbono na Europa até 2040 e no mundo até 2050.

Saiba mais: renaultgroup.com

Sobre o Volvo Group

O Volvo Group impulsiona a prosperidade por meio de soluções de transporte e infraestrutura, comercializando caminhões, ônibus, equipamentos de construção, soluções de energia para aplicações marítimas e industriais, finanças e serviços que aumentam o tempo de atividade e a produtividade de nossos clientes.

Fundado em 1927, o Volvo Group tem o compromisso de definir o futuro cenário do transporte sustentável e das soluções de infraestrutura.

O Grupo Volvo tem sede em Gotemburgo, Suécia, emprega mais de 100 mil pessoas e atende clientes em quase 180 mercados.

Em 2025, as vendas líquidas totalizaram 479 bilhões de coroas suecas (43 bilhões de euros). As ações da Volvo são cotadas na Nasdaq Estocolmo.

Sobre o CMA CGM Group

O Grupo CMA CGM é um player global de soluções de logística e transporte marítimo, aéreo e terrestre. Fiel ao seu propósito corporativo, imaginamos melhores caminhos para servir um mundo em movimento.

Presente em 177 países, o Grupo emprega 160 mil pessoas, das quais quase 6.000 em Marselha, onde está localizada sua sede corporativa.

Terceira maior empresa de transporte marítimo, a CMA CGM atende mais de 420 portos em 5 continentes, com uma frota de mais de 650 navios. Em 2024, a CMA CGM transportou mais de 23 de TEUs (unidade equivalente a 20 pés) em containers. Sua subsidiária CEVA Logistics, um dos 5 top players mundiais, atua com 1.000 armazéns e movimentou 15 milhões de cargas em 2024. Com sua divisão de transporte aéreo CMA CGM AIR CARGO, o Grupo vai atuar com uma frota de 6 aviões de carga até 2025.

CMA Media, o 3º maior grupo privado de mídia da França, inclui a rede de mídia RMC-BFM e várias publicações nacionais e regionais (La Tribune Dimanche, La Tribune, La Provence e Corse Matin).

Comprometido com a transição energética, o Grupo CMA CGM tem a meta de atingir emissões líquidas de carbono zero até 2050.

Por meio de sua Fundação CMA CGM, o Grupo proporciona ajuda humanitária em situações de crise, comprometido com a igualdade de oportunidades e educação para todos, em todo o mundo. No acumulado, a Fundação CMA CGM já transportou 63 mil toneladas de ajuda humanitária para 97 países e apoiou mais de 550 projetos educacionais.

Saiba mais: cmacgm-group.com

Peugeot 9x8 estreia pintura impressionante para 2026: uma homenagem ao desempenho e legado GTi da Peugeot prontos para competir na temporada 2026 do Campeonato Mundial de Endurance da FIA (WEC)




São Paulo, 26 de fevereiro de 2026 – A Peugeot Sport revela hoje, 26 de fevereiro, no coração de Paris, a nova pintura para os PEUGEOT 9X8 #93 e #94, no prestigiado Atelier Vendôme, durante um evento transmitido ao vivo no canal da marca no YouTube. Preparado para a temporada 2026 do Campeonato Mundial de Endurance da FIA (WEC), o PEUGEOT 9X8 será visto pela primeira vez em pista com a nova pintura na corrida de abertura do WEC 2026: os 1812 km do Catar, em 28 de março. 

A pintura do PEUGEOT 9X8 2026 é o resultado da colaboração entre a Peugeot Design e a Peugeot Sport, oferecendo uma nova e marcante interpretação dos “Hypergraphs”, concebidos para expressar a linguagem de desempenho da Peugeot Sport. Os Hypergraphs funcionam como uma interpretação dinâmica inspirada no automobilismo da icônica garra da Peugeot, um elemento característico da assinatura presente em todos os modelos da marca. 

Esses traços em degradê traduzem a velocidade e o movimento constante dos carros de corrida 9X8, que estão sempre em ação. Eles também simbolizam o fluxo contínuo de milhões de pontos de dados, cuja análise e interpretação se tornam decisivas na temporada de um campeonato em que as margens entre os rivais são incrivelmente pequenas. 

Essa linguagem visual também se estende ao mais novo integrante da gama, igualmente fruto da colaboração entre o Peugeot Design e a Peugeot Sport: o novo Peugeot E-208 GTi. 

Branco, preto e vermelho: os PEUGEOT 9X8 de 2026 adotam as cores históricas do Peugeot GTi, encontradas pela primeira vez no lançamento do 205 GTi em 1984. O emblemático Branco Okenite assume o papel principal e é a cor de lançamento do Peugeot E-208 GTi. 

Em junho de 2025, durante as 24 Horas de Le Mans, a Peugeot chamou a atenção do público ao revelar o novo Peugeot E-208 GTi. Ele oferece prazer ao dirigir e elegância excepcionais, além do melhor desempenho do seu segmento, graças aos 280 cv de potência. 

Como parte dessa celebração, na 93ª edição de Le Mans, a Fanzone da Peugeot Sport exibiu um PEUGEOT 9X8 inspirado no design GTi. Um carro-conceito único, particularmente apreciado pelos fãs da Peugeot. 

Hoje, às vésperas do seu “ano GTi” – que teve início no evento Rétromobile em janeiro deste ano –, a Peugeot dá mais um passo para expressar sua essência francesa, ao adotar uma pintura totalmente nova em homenagem ao GTi para os carros de corrida PEUGEOT 9X8 #93 e #94, que competirão no Campeonato Mundial de Endurance de 2026. 

Lendário e moderno. Assim como o Peugeot E-208 GTi, a nova pintura do PEUGEOT 9X8 combina o DNA histórico dos modelos Peugeot GTi com referências à criatividade e à tecnologia atuais da marca. 

O time da Peugeot TotalEnergies adota esta nova pintura para a temporada 2026, com diferentes interpretações aplicadas ao estilo de corrida dos pilotos, às roupas da equipe e muito mais. Cada nova superfície recebe uma nova leitura da pintura. 

Matthias Hossann, Head de Design da Peugeot, explica a visão por trás da pintura: “A nova pintura do PEUGEOT 9X8 é, antes de tudo, mais uma prova da qualidade excepcional da colaboração entre o Peugeot Design e a Peugeot Sport. Hypergraphs que representam as lendárias três garras e sua expressão de desempenho e modernidade, com uma combinação de cores que representa o lendário espírito Peugeot GTi. Nosso objetivo é trazer uma dose extra de emoção e prazer a cada volta completada pelo PEUGEOT 9X8”. 

Alain Favey, CEO da Peugeot, afirma: “A nova pintura do PEUGEOT 9X8 ilustra perfeitamente a ambição da marca de perpetuar a lenda do Peugeot GTi: uma fusão elegante de herança única e excelência tecnológica de ponta. Ela expressa a sinergia entre o desempenho da equipe na pista e, em breve, na estrada. Com um objetivo em comum: oferecer aos nossos clientes e ao público o melhor do prazer de dirigir segundo a Peugeot”. 

Emmanuel Esnault, chefe de equipe da Peugeot TotalEnergies, disse: “Revelar uma nova pintura é sempre um momento-chave para a marca e para o time da Peugeot TotalEnergies. Isso simboliza o início de uma nova temporada e de uma nova dinâmica, movida por ambições renovadas, mantendo-se firmemente enraizada na herança e na identidade da Peugeot. Esta pintura incorpora plenamente o espírito do projeto e a forte ligação entre a competição e a marca. Também é uma oportunidade valiosa de reunir nossos parceiros para compartilhar este momento importante que dá início à temporada 2026. Estamos ansiosos para vê-la ganhar vida na pista do Catar, na etapa de abertura do campeonato”. 

Veja mais sobre a revelação no link: https://www.youtube.com/watch?v=nZfH6E5cKYk 


Coluna Fernando Calmon






Coluna Fernando Calmon


Nº 1.390 — 27/2/2026



Direção autônoma está mais

longe de se tornar realidade




Esforço começou há cerca de 20 anos. Vários fabricantes têm-se dedicado a aperfeiçoar novos recursos para aumentar a segurança ativa dos veículos. Hoje, a sigla ADAS (Sistemas Avançados de Assistência ao Motorista, em tradução do inglês) desperta interesse crescente. Afinal, evitar acidentes está no cerne das preocupações da indústria, autoridades de trânsito e também seguradoras.

“Permitir que os motoristas se dediquem a outras atividades enquanto dirigem pode ser um próximo passo para ajudar os fabricantes a enfrentar os consideráveis ​​investimentos em condução autônoma”, destacou a agência noticiosa britânica Reuters, em artigo no último dia 23. Os motoristas poderiam retirar os olhos da estrada para um bate-papo pelo celular e até usar um laptop desde que o carro os alerte para retomar o controle do veículo. Trata-se da automação condicional, Nível 3.

A Ford pretende oferecer este recurso a partir de 2028. GM e Honda também se empenham. A Tesla já proporciona um sistema semiautônomo que batizou de forma totalmente inadequada de Full Self-Driving (Autocondução Total, em tradução livre) e já causou acidentes nos EUA. Mercedes-Benz chegou a disponibilizar Nível 3 nos EUA. Porém, interrompeu recentemente em razão da velocidade limitada e condições restritas. Mas não desistiu do programa, ao contrário da Stellantis que apontou altos custos, desafios tecnológicos de difícil superação e expectativas de real demanda do consumidor.

Outros executivos argumentam que alternar o controle entre o carro e o motorista humano é inviável ou inseguro, além de questões complexas de responsabilidade. "Não sabemos se o Nível 3 algum dia fará sentido financeiramente", afirmou Paul Thomas, da Bosch América do Norte. Este nível de automação é intermediário em escala até 5.

O desenvolvimento pode chegar a US$ 1,5 bilhão (R$ 7,7 bilhões), quase o dobro do Nível 2. Nem dá ainda para imaginar quanto custaria alcançar o Nível 4 e o Nível 5 (neste caso nem volante e pedais os carros teriam).

“O grande desafio tecnológico do Nível 3 é projetar um sistema capaz o suficiente para detectar a necessidade de intervenção humana, fornecer um aviso e continuar em ação até que o motorista assuma o controle”, disse Bryant Smith, especialista em regulamentação de condução autônoma.


Caoa Chery Tiggo 5x 2027: impressões iniciais


Nova identidade frontal, faróis e DRL Full LED, grade redesenhada e assinatura luminosa marcante. Rodas diamantadas de 18 pol. e traseira com lanternas interligadas por barra em LED reforçam a proposta de sofisticação do Tiggo 5x 2027. No interior, painel de 20,5 pol. integra quadro de instrumentos digital e central multimídia com conexão sem fio para Android Auto e Apple CarPlay. Há carregador de celular por indução de 50 W, banco do motorista com ajustes elétricos e apoio lombar, sensor frontal de estacionamento e teto solar panorâmico.

Oferece de série sete bolsas infláveis, inclusive uma central entre motorista e passageiro. Pacote Adas 2 abrange frenagem autônoma de emergência, controle de cruzeiro adaptativo, alerta de colisão frontal, assistente de permanência na faixa, monitoramento de ponto cego, alerta de tráfego traseiro transversal, comutação automática do farol alto e câmera 360°.

Na avaliação dinâmica, entre Guarulhos e Franco da Rocha (SP), o 5X 2027 destacou-se pelo bom isolamento acústico e direção com peso adequado, sem assistência exagerada. Suspensões privilegiam o rodar macio e absorvem bem as imperfeições do asfalto. Comportamento coerente com a proposta familiar.

Apesar de a fabricante divulgar que o desempenho do Tiggo 5x está entre os melhores da categoria, na prática essa percepção não se confirma integralmente. O motor 1,5 L turbo, quatro cilindros, entrega 150 cv e 22,75 kgf·m. Câmbio CVT, nove marchas. Porém, a resposta ao acelerador é lenta. Há retardo perceptível nas arrancadas e retomadas. Isso diminui a sensação de agilidade frente à maioria dos concorrentes diretos.

Em contrapartida, os sistemas do pacote Adas 2 atuaram de forma consistente ao longo do trajeto. Destaque para o assistente de permanência na faixa que operou sem interferência incômoda. No conjunto, o modelo se destaca mais pelo conforto, tecnologia a bordo e segurança do que propriamente pelo desempenho.

Preços: R$ 119.990 a R$ 134.990 (até final de fevereiro).


Risco de incêndio em bateria afeta Volvo EX30


EUA, Brasil e Austrália, além de vários outros países, já haviam recebido instruções para limitar a recarga de baterias a 70% a fim de evitar risco de incêndio. E também estacionar longe de prédios. A sueca Volvo cultiva a tradição de priorizar a segurança de seus carros e não costuma sofrer desabono de sua imagem. No começo desta semana, finalmente, anunciou um recall (convocação para corrigir defeitos graves) de 40.323 SUVs elétricos compactos EX30. Estão no mercado desde meados de 2023.

Controlada pelo conglomerado chinês Geely, a empresa já tinha dado um passo em falso ao comprar a fábrica sueca de baterias Northvolt em 2025. Investimento não deu certo por razões financeiras e técnicas, todavia nenhuma bateria foi adquirida. Não faltou exemplo dos cuidados com fornecedores de um item extremamente sensível. A GM, em 2020, enfrentou problemas com as baterias da sul-coreana LG. Cerca de 140.000 Chevrolet Bolt foram parcialmente imobilizados e o recall custou US$ 2 bilhões (R$ 10,4 bilhões).

Por fim, a Volvo também foi prejudicada por outro problema. Novas baterias vieram da China, fabricadas por uma sociedade entre a sua controladora e uma fabricante especialista neste ramo. A empresa Shandong GeelySunwoda Power Battery Co. também produziu baterias defeituosas. Nem mesmo o nome respeitado da Geely na razão social do fornecedor evitou as dificuldades. O custo do recall não foi revelado.


Kait atrai pelo estilo, mas desempenho é limitado


Nissan precisava de um bom esforço a fim de contrabalançar o peso da idade do Kicks lançado há 10 anos. Arquitetura do Kait é a mesma do compacto veterano Kicks Play com um ganho simbólico de 10 mm na distância entre-eixos. Largura e porta-malas são exatamente iguais. Recebeu uma frente toda nova, imponente, capô alto e grade do radiador larga e baixa. Lateral, praticamente a mesma. Na traseira lanternas, para-choque e tampa do porta-malas mudaram.

Dimensões (mm): comprimento, 4.304; entre-eixos, 2.620; largura, 1.760; altura, 1.611. Volumes (L): porta-malas, 432 (muito bom em relação ao Tera ou Kardian, por exemplo); tanque, 41. Massa: 1.157 kg. Motor 4-cilindros 1,6 L flex: 110 cv (G)/113 (E); 14,9 kgf·m (G)/15,3 (E). Consumo (km/L Inmetro): cidade, 11,3 (G); 7,8 (E); estrada, 13,7 (G); 9,4 (E). Como o tanque é pequeno, alcance deixa a desejar frente aos citados concorrentes (km): cidade, 463 (G) e 320 (E); estrada, 562 (G) e 385 (E). Câmbio automático CVT, seis marchas.

Acabamento, na versão de topo (Exclusive), inclui revestimento dos bancos em couro e controle de cruzeiro adaptativo. O quadro de instrumentos agora tem velocímetro digital e a tela multimídia de 9 pol. também é nova com razoável resolução e apesar da aparência de acessório oferece Android Auto e Apple CarPlay sem fio. Há bom espaço para pernas no banco traseiro, mas sem saídas de ar-condicionado.

Na avaliação dinâmica, o Kait revelou as limitações de um motor de aspiração natural aliado ao insosso comportamento dos câmbios CVT. Em uso urbano, quando menos exigido ainda pode agradar, desde que não se pise a fundo no acelerador. Nas ultrapassagens em estradas o ruído incomoda bem mais. Entretanto, oferece um comportamento em curvas que transmite confiança. Em descidas de serra os freios demonstraram baixa perda de eficiência, mesmo ao impor rigor.

Preço: R$ 152.990.


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