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segunda-feira, 22 de junho de 2026

Coluna de Aviação VAMOS VOAR PELO MUNDO // LATAM investe na conectividade internacional do Nordeste brasileiro com mais voos diretos para Europa e Argentina // Airbus e Armênia assinam contrato para aquisição de seis helicópteros H145 // Emirates é a 1ª aérea a cobrir despesas médicas por conflitos em seguro de viagem // Air France apresenta nova coleção de coquetéis exclusivos assinada por Matthias Giroud

A rota Fortaleza-Lisboa é operada com aeronaves Boeing 787 (Divulgação LATAM)

 LATAM investe na conectividade internacional do Nordeste brasileiro com mais voos diretos para Europa e Argentina

Companhia reforça Fortaleza como hub internacional e lança operações sazonais ligando Natal e Maceió à capital argentina durante a próxima alta temporada de verão



São Paulo, junho de 2026 - A LATAM Airlines Brasil anuncia a ampliação de sua operação internacional no Nordeste brasileiro, com o aumento das frequências da rota Fortaleza-Lisboa e o lançamento dos novos voos sazonais Natal-Buenos Aires e Maceió-Buenos Aires.

 As novidades ampliam a conectividade da região com mercados estratégicos na Europa e na América do Sul, fortalecendo o fluxo de turistas, negócios e investimentos e contribuindo para o desenvolvimento econômico regional.

“Esses investimentos reforçam a confiança da LATAM no potencial do Nordeste como um dos principais polos de turismo e desenvolvimento do Brasil. Fortaleza consolida seu papel como hub internacional estratégico da companhia, enquanto Natal, Maceió e Recife ampliam sua conexão com um dos mercados emissores mais relevantes para a região durante a alta temporada. Estamos fortalecendo pontes entre o Brasil e mercados prioritários, gerando mais oportunidades para o turismo, para os negócios e para as comunidades locais”, comenta Eduardo Macedo, head de Assuntos Públicos da LATAM Airlines Brasil.

"As novas operações da LATAM convergem diretamente com as metas da Embratur e do Plano Brasis para ampliar a conectividade e diversificar os portões de entrada do turismo internacional. Trazer voos de Buenos Aires para a costa nordestina, aumentar as frequências com a Europa, criar rotas sazonais para Maceió e Natal e ampliar a operação entre Fortaleza e Lisboa, geram impactos consistentes na economia e nos negócios da região e estimulam a chegada de mais visitantes internacionais ao Brasil", afirma o presidente da Embratur, Bruno Reis.

MAIS OPÇÕES NORDESTE-EUROPA


A partir de outubro de 2026, a rota Fortaleza-Lisboa passará de três a quatro frequências semanais e de novembro a março chegará a cinco, acompanhando o crescimento da demanda entre o Nordeste brasileiro e a Europa, com voos às segundas, terças, quartas, quintas e sábados. 


O incremento - que a princípio vai até março de 2027, com possibilidade de ser prolongado - reforça o papel de Fortaleza como um dos principais pontos de entrada de turistas internacionais no Brasil e amplia as possibilidades de conexão entre a região e o continente europeu.


O aumento da oferta para Lisboa reforça a estratégia de otimização da malha internacional da LATAM em Fortaleza. A companhia está direcionando capacidade para mercados com maior potencial de crescimento e demanda, fortalecendo a conectividade entre o Nordeste brasileiro e a Europa.


Como consequência desse ajuste, os voos Fortaleza-Santiago e Fortaleza-Miami deixarão de ser comercializados para viagens a partir de outubro de 2026.

 

A aposta no mercado europeu acompanha o avanço do turismo internacional no Brasil. Segundo dados da Embratur, o número de visitantes provenientes da Europa cresceu 20% em 2025, alcançando o melhor resultado desde 2014 e consolidando o continente como um dos principais emissores de turistas para o País.


Com cinco frequências semanais para Lisboa e uma ampla rede doméstica de alimentação, Fortaleza fortalece sua relevância estratégica na malha da LATAM e sua posição como importante porta de entrada para visitantes internacionais que viajam ao Nordeste.

 

Atualmente, a companhia conecta Fortaleza a destinos como Belém, Brasília, Juazeiro do Norte, Manaus, Natal, Parnaíba, Recife, Rio de Janeiro/Galeão, Salvador, São Luís, São Paulo (Congonhas e Guarulhos), Teresina e Belo Horizonte/Confins, facilitando o acesso de passageiros de toda a região aos voos internacionais da empresa.

NORDESTE MAIS PERTO DA ARGENTINA


As rotas da LATAM do Brasil para Argentina são operadas com aeronaves da família Airbus A320 (Divulgação LATAM)

Para a temporada de verão 2026/2027, a LATAM também lançará duas novas rotas sazonais entre o Nordeste brasileiro e a Argentina

Entre 15 de dezembro de 2026 e 28 de fevereiro de 2027, a companhia operará voos diretos entre Natal (RN) e o aeroporto de Buenos Aires/Ezeiza, com três frequências semanais, às quartas, sextas e sábados. No mesmo período, Maceió (AL) também contará com três voos semanais sem escalas para a capital argentina, às segundas, quartas e sábados. 

Já a rota Recife-Buenos Aires/Ezeiza recebe incrementos, passando de um a quatro voos semanais no período, com voos às terças, quintas, sextas e domingos.

As novas operações ampliam a conectividade entre os dois países e atendem à crescente demanda de turistas argentinos pelos destinos brasileiros. De acordo com a Embratur, mais de 3 milhões de argentinos visitaram o Brasil em 2025, alta de 80% em relação ao ano anterior. As chegadas por via aérea cresceram 28% no período, reforçando a importância da conectividade aérea para o desenvolvimento do turismo.

AEROPORTOS COMENTAM AS NOVIDADES DA LATAM
 

“A ampliação da oferta de voos entre Fortaleza e Lisboa reforça a posição estratégica do Ceará como um dos principais polos de conectividade internacional do Brasil. O Aeroporto de Fortaleza conta com infraestrutura preparada para sustentar esse crescimento e fortalecer ainda mais seu papel como hub internacional, ampliando as oportunidades de deslocamento dos cearenses para a Europa e atraindo mais turistas para o nosso Estado”, afirma Pedro Navega, gerente de Aviação Comercial da Fraport Brasil.

 

"A LATAM é uma grande parceira, portanto, é um motivo de alegria e uma evidência de confiança vê-la entrar no mercado internacional em Natal, aeroporto onde ela já opera muito bem voos domésticos. Além disso, demonstra que o Rio Grande do Norte tem se consolidado cada vez mais como um destino turístico competitivo no Brasil", destaca Ricardo Gesse, CEO da Zurich Airport Brasil.

 

“A ampliação da oferta de voos entre o Nordeste e a Argentina fortalece a conectividade internacional da região e contribui diretamente para o desenvolvimento do turismo e da economia, trazendo turistas argentinos para o litoral brasileiro. A nova rota entre Maceió e Buenos Aires, somada ao aumento de frequências entre Recife e a capital argentina, amplia as opções para os passageiros e reitera o papel dos nossos aeroportos como portas de entrada para destinos cada vez mais procurados por viajantes internacionais”, afirma o diretor de Relações Institucionais, Comunicação e ESG da Aena Brasil, Filipe Reis.

CONECTIVIDADE QUE IMPULSIONA O TURISMO E O DESENVOLVIMENTO REGIONAL
 

As novidades acompanham o momento positivo do turismo na América Latina. Segundo projeções do Conselho Mundial de Viagens e Turismo (WTTC), o setor deverá movimentar US$ 396,4 bilhões na América do Sul e Central em 2026, crescimento de 4,1% em relação ao ano anterior, acima da média global estimada em 3,2%.

Ao ampliar sua presença internacional no Nordeste, a LATAM reforça seu compromisso de conectar o Brasil ao mundo, promovendo o desenvolvimento do turismo, a geração de oportunidades econômicas e a integração da região com mercados estratégicos na Europa e na América do Sul.

A LATAM é atualmente a companhia aérea que mais conecta o Brasil ao exterior, com voos diretos para 27 destinos internacionais a partir do País.

domingo, 21 de junho de 2026

Contradizendo os dados de fábricas dos elétricos e eletrificados, o interesse por veículos totalmente elétricos permanece estável em 9%, e um dos motivos principais para isso está na escassez de infraestrutura de recarga, segundo estudo da EY, que ressalta a preferência do consumidor por veículo a combustão. A razão dessa escolha é a escassez de infraestrutura de recarga – tanto pública quanto residencial



A preferência dos consumidores brasileiros por veículos a combustão avançou de 35% para 49%, enquanto o interesse por totalmente elétricos permaneceu estável em 9%, de acordo com a última edição do Índice de Mobilidade do Consumidor (MCI, na sigla em inglês), elaborado pela EY. 

Já o interesse por veículos elétricos de alguma forma, o que inclui os híbridos, caiu 17 pontos percentuais em 2025, na comparação com a edição de 2024, registrando 40% da preferência. Sobre os veículos classificados como híbridos, o interesse do consumidor pela aquisição cresceu um ponto percentual na comparação com o levantamento anterior, chegando a 18%. 

Ainda segundo o estudo, 39% dos consumidores disseram estar adiando ou reconsiderando a aquisição de veículos elétricos por causa de gargalos logísticos e tarifas associadas a perturbações geopolíticas. Já 46% afirmaram que seus planos seguem inalterados e 11% que não pretendem mais comprar.

“Os principais motivadores para aquisição dos elétricos são aumento do custo dos combustíveis, citado por 38% dos entrevistados, e preocupações ambientais, resposta que recebeu a mesma porcentagem”, diz Marcelo Frateschi, sócio-líder para o setor automotivo da EY Brasil. 

Outros motivos são maior autonomia (30%), menor custo total de propriedade (29%), melhor desempenho em relação aos veículos a combustão (28%), facilidade de manutenção (25%) e ampliação da oferta de modelos (16%).

Em relação às barreiras para adoção dos veículos elétricos, a escassez de infraestrutura de recarga – tanto pública quanto residencial – aparece como principal entrave, ainda segundo a edição mais recente do MCI. 



Entre os consumidores que não pretendem adquirir veículo elétrico, 36% apontam a falta de estrutura em casa ou no trabalho; 33% citam a ausência de estações públicas de carregamento da bateria; 28% destacam a preocupação com a substituição da bateria; e outros 28% reclamam do valor cobrado pelo veículo.

Além disso, 21% acreditam que os elétricos são mais caros para fazer qualquer conserto e 17% mencionam como problema a autonomia e incertezas sobre o custo de carregamento.

Preocupação com o meio ambiente

Quase quatro em cada dez consumidores brasileiros trouxeram a preocupação com o meio ambiente como motivo para aquisição dos veículos elétricos. Ainda que continue na primeira posição, ao lado do aumento do custo dos combustíveis, essa porcentagem vem caindo, tendo saído de 46,5% na edição retrasada do estudo para 38,3% nesta.

“Por trás disso está uma pergunta no centro da mobilidade global: se o petróleo segue vulnerável a choques geopolíticos; se o diesel pressiona inflação, frete e margens empresariais; e se a agenda climática avança, por que o carro elétrico ainda não vingou?”, questiona Ricardo Assumpção, líder de Sustentabilidade e CSO (Chief Sustainability Officer) da EY para a América Latina. 

“A resposta é que a eletrificação não representa somente uma tecnologia. Trata-se de uma reorganização industrial, geopolítica, fiscal e energética. E é uma transição que não acontece em linha reta, o que significa que não ocorrerá rapidamente”, completa.

Ainda segundo Assumpção, a eletrificação exige muito mais do que trocar o motor, havendo necessidade de novas plataformas industriais, baterias, software, semicondutores, fornecedores, rede de carregamento, capacidade elétrica, financiamento e treinamento técnico.

“Para as montadoras, o desafio é operar duas curvas de capital ao mesmo tempo: manter a rentabilidade da cadeia a combustão e financiar a nova cadeia elétrica”, observa.

Já para consumidores e empresas, o preço de aquisição, na avaliação do executivo, ainda pesa, mesmo quando o custo operacional ao longo da vida útil pode ser menor. 

“Esse é o ponto central. A eletrificação é uma agenda de capital antes de ser uma agenda de avanço climático. Ela só acelera quando o custo total de propriedade fica evidente, especialmente em frotas, ônibus, logística urbana, veículos de alta utilização e operações corporativas. 

Por isso, no Brasil, a adoção tende a começar onde o veículo roda muito e, por consequência, o diesel dói no caixa: entregas urbanas, ônibus, frotas corporativas, mineração, aeroportos, portos e centros logísticos”, finaliza.
Fonte: Agência EY

Histórico: BYD realiza entrega recorde de ônibus elétricos e amplia protagonismo na descarbonização do transporte público no Brasil. Novos ônibus elétricos podem evitar a circulação de cerca de 13 mil carros nas ruas por dia e ao plantio de árvores equivalentes a cinco parques Villa-Lobos

Crédito - divulgação

 

São Paulo, 21 de junho de 2026 – A BYD dá mais um passo decisivo na transformação da mobilidade urbana brasileira: 265 novos ônibus elétricos são entregues para a capital paulista, é a maior entrega de veículos elétricos pesados já feita no País. O volume representa mais da metade dos 500 novos ônibus elétricos incorporados nesta etapa de renovação da frota da Prefeitura de São Paulo.

Com a entrega, a BYD chega a quase 550 ônibus elétricos em operação na capital paulista e 700 veículos em circulação no Brasil. O marco, apresentado em cerimônia realizada pela Secretaria Municipal de Mobilidade e Trânsito (SMT) e pela SPTrans, na Marginal Tietê, consolida a posição da Companhia como uma das grandes impulsionadoras da eletromobilidade no Brasil e reforça sua atuação em projetos estratégicos para acelerar a transição energética no transporte.

“Atingir um recorde dessa magnitude é um momento de grande relevância para a BYD e reforça, de forma concreta, o nosso protagonismo na transformação da mobilidade urbana no Brasil”, afirma Alexandre Baldy, Vice-Presidente Sênior da BYD Brasil e Head Comercial e de Marketing da BYD Auto. “Esta entrega histórica prova que a indústria nacional está pronta para avançar em projetos de eletrificação em larga escala. Estamos orgulhosos de ser o motor dessa transformação da eletromobilidade urbana, oferecendo não apenas veículos, mas uma solução robusta que alia sustentabilidade, viabilidade econômica e desenvolvimento industrial e geração de empregos para o País.”

Mobilidade elétrica e legado ambiental

Além de zerar as emissões diretas associadas ao diesel, a nova frota amplia de forma expressiva os ganhos da eletrificação ao combinar alta capacidade, eficiência e impacto ambiental em escala. 

Com capacidade para transportar até 80 passageiros, cada ônibus elétrico pode substituir cerca de 50 carros em deslocamentos urbanos, considerando a média de 1,5 ocupante por veículo. 

O benefício climático também impressiona: cada unidade pode evitar entre 125 e 204 toneladas de CO₂ por ano, o equivalente ao plantio de até 1.428 árvores. Somados, os 265 veículos entregues representam um impacto comparável a mais de 378 mil árvores, número suficiente para reflorestar cinco vezes o parque Villa-Lobos, na capital Paulista.

São ganhos que ultrapassam a renovação da frota e ajudam a redefinir a mobilidade, tornando-a mais limpa e eficiente. Os ônibus elétricos também proporcionam uma experiência mais confortável em função da operação mais silenciosa e com menos impacto sonoro, beneficiando passageiros, motoristas, e a população de forma geral.

Tecnologia nacional para acelerar a eletrificação
 
Capital paulista recebe mais 265 novos ônibus elétricos da BYD (Crédito - Divulgação)


A entrega reúne unidades dos modelos D9W e do superarticulado BC22, projetados para atender operações urbanas de alta demanda e grande movimentação de passageiros. Destaque da nova frota, o BC22 incorpora a bateria Blade, tecnologia proprietária também presente nos carros da BYD, e reconhecida pelos altos níveis de segurança, eficiência energética e durabilidade.

“A eletrificação de alta demanda exige mais do que substituir motores. É preciso garantir capacidade operacional, autonomia, segurança e confiabilidade em uma rotina intensa de circulação. Os modelos entregues foram desenvolvidos para atender às necessidades específicas da operação urbana brasileira, demonstrando que o transporte coletivo de grande escala já pode avançar com emissão zero sem abrir mão de desempenho e eficiência”, afirma Marcello Schneider, diretor de Veículos Comerciais e Solar da BYD Brasil. “Além disso, representa o que existe de mais avançado em tecnologia, eficiência e sustentabilidade, reforçando o papel da BYD como parceira estratégica das cidades na construção de um futuro mais limpo, conectado e inteligente”, garante.

Os modelos contam com componentes fabricados na operação da BYD em Manaus (AM) e montagem na planta de Campinas (SP). Em maio, a BYD alcançou a liderança nacional em emplacamentos de ônibus elétricos, reforçando sua posição como uma das principais impulsionadoras da transformação do setor.

“O que vemos hoje é a consolidação de uma mudança estrutural na mobilidade urbana brasileira. A discussão já não está mais centrada na viabilidade da tecnologia, mas na velocidade de implementação e na escala dos projetos. Este fornecimento recorde demonstra que o Brasil reúne condições para avançar de forma consistente na eletrificação do transporte coletivo, gerando benefícios ambientais, econômicos e sociais para toda a população”, conclui Schneider.

ANFAVEA em carta aberta defende o cronograma vigente como uma solução equilibrada, que conciliou o necessário avanço da eletrificação no país e Não renovação das cotas de importação com alíquota zero

Carros eletrificados produzidos no País respondem por 26% das vendas do segmento

 

Carta Aberta da ANFAVEA 

Pela manutenção dos compromissos assumidos com a indústria automotiva brasileira e preservação dos investimentos em novas tecnologias em curso

 

São Paulo, 19 de junho de 2026

 

A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) vem a público reafirmar a importância de se preservar, integralmente, o cronograma de recomposição tarifária para importação de automóveis elétricos e de se manter o fim das cotas de importação de kits para a montagem de veículos sem o devido recolhimento de tributos. 


As duas medidas são resultado de amplo debate sobre o futuro da política industrial brasileira e representam compromissos assumidos pelo Governo Federal com os fabricantes brasileiros no ano passado. 


Manter as medidas tal como foram anunciadas é assegurar a previsibilidade e a estabilidade das regras sobre as quais o setor automotivo decidiu investir no país.

 

A política de transição das alíquotas de importação para veículos elétricos foi estabelecida em 2023 e aperfeiçoada em 2025 após um profundo processo de discussão entre governo e setor produtivo. 


O cronograma vigente é uma solução equilibrada, que conciliou o necessário avanço da eletrificação no país com a necessidade de estimular investimentos produtivos no Brasil, capazes de gerar empregos de qualidade, renda para as famílias, inovação e desenvolvimento de longo prazo.

 

A recomposição tarifária em curso, após um longo período de redução, não prejudica o nível de abertura comercial necessário para estimular a entrada de novos competidores, como comprova o ingresso massivo de novas marcas no país. Somente no primeiro trimestre deste ano, onze novas marcas chegaram ao mercado brasileiro.

 

Outra evidência alarmante é o crescimento dos estoques. Impulsionados pelos importados, eles chegaram a 150 dias em maio de 2026. Isso mostra que o período de redução de tarifas vem sendo usado por algumas empresas para o abastecimento antecipado, o que certamente distorcerá as condições comerciais oferecidas pelos competidores brasileiros.

 

Refletindo os debates travados e as regras pactuadas, as fabricantes nacionais reafirmaram seu compromisso com o País. Foram anunciados mais de R$ 140 bilhões em investimentos no Brasil até 2033, destinados à eletrificação, descarbonização, engenharia, pesquisa e expansão da cadeia de suprimentos. 


Além disso, associadas da Anfavea aceleraram a ampliação de seu portfólio, associando-se a novas marcas e robustecendo os planos de fabricação nacional. Tudo sem pedir cotas ao governo ou qualquer mudança nas regras previamente acordadas.

 

Os resultados já aparecem: em 2025, os eletrificados produzidos no País responderam por 26% das vendas do segmento; em 2026, esse percentual já chega a 40%. Ainda assim, os emplacamentos de importados cresceram 214% entre 2023 e 2025, mais uma prova de que a recomposição gradual não impede a expansão do mercado.

 

O desafio do Brasil não é ampliar a eletrificação, que já avança em ritmo acelerado. O desafio é garantir que essa transformação venha acompanhada de mais engenharia e inovação, do fortalecimento da nossa cadeia de fornecedores e de empregos ainda mais qualificados. A eletromobilidade gerará mais benefícios ao País quanto maior for sua capacidade de agregar valor e fortalecer a base industrial e tecnológica nacional.

 

A Anfavea reconhece que a fabricação de veículos com o uso de kits importados pode cumprir papel relevante nas fases iniciais de implantação industrial. Sua utilização, porém, deve evoluir para a integração produtiva, o desenvolvimento de fornecedores e a incorporação de tecnologia, e não ser usada em alto volume, distorcendo as condições competitivas e desestimulando investimentos estruturantes para o país.

 

Transformar instrumentos transitórios em mecanismos prolongados reduz os incentivos à agregação de valor. Esse risco já pode ser observado no uso das cotas, que foram concebidas como instrumento de transição, mas foram apropriadas de modo desproporcional por algumas empresas para ampliar estoques de importados, sem qualquer adensamento da indústria nacional.

 

Estudo da Anfavea aponta que a eventual massificação da fabricação de veículos com o uso de kits importados significaria perda potencial de R$ 96,8 bilhões em vendas para o setor de autopeças, redução de R$ 24,3 bilhões em arrecadação para o Governo Federal e a eliminação de cerca de 68 mil empregos diretos e 191 mil em toda a cadeia.

 

Por isso, a Anfavea defende:

- Manutenção integral do cronograma de recomposição tarifária já estabelecido, sem postergações;


- Não renovação das cotas de importação com alíquota zero, encerradas em janeiro de 2026;


- Não criação de ex-tarifários ou mecanismos equivalentes à postergação do cronograma;


- Diálogo prévio com a indústria diante de qualquer mudança nas condições que fundamentaram os investimentos anunciados.

 

Alterar as regras na etapa final de sua implementação compromete a confiança de quem investiu com base nelas. Mais do que volumes de produção, está em jogo a capacidade de o Brasil preservar investimentos, ampliar sua competitividade e consolidar-se como polo de engenharia, inovação e desenvolvimento da nova mobilidade.

 

Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores — Anfavea

Luciana Balby faz três concertos de 25 a 27 de junho, no Arena Lounge, com entrada gratuita no Casino Lisboa e dia 10 de julho, no Casino Estoril é Noite de Humor com Carlos Vidal

Luciana Balby protagoniza três concertos com entrada gratuita no Casino Lisboa com o DJ Mago, na próxima sexta-feira, dia 26


Luciana Balby apresenta-se, na próxima quinta-feira, dia 25, pelas 22h15, no Arena Lounge do Casino Lisboa. No âmbito de um curto ciclo de três concertos, a artista regressa ao palco multiusos na sexta-feira e no sábado, dias 26 e 27 de junho, pelas 23h30. A animação musical prolonga-se, pelas 00h40, na sexta-feira, 26, com DJ Mago que seleciona os melhores sets até de madrugada. A entrada é gratuita.


Luciana Balby nos dias 25, 26 e 27 de junho

Luciana Balby protagoniza três concertos com um repertório que mistura brasilidades e músicas internacionalmente conhecidas. Da bossa nova ao rock, Luciana Balby apresenta um pocket concerto com versões cheias de personalidade e com zero previsibilidade. Luciana Balby será acompanhada por Felipe Caneca ao piano e no acordeão.


DJ Mago no dia 26 de junho

MAGO é um DJ e produtor musical que combina o melhor do Melodic Oriental, Organic e Afro House criando uma viagem sonora intensa e emocional. Com influências orientais e étnicas, a sua música conecta o espiritual ao tribal, levando o público a uma experiência profunda, dançante e transcendental. Instagram: @i.am.mago


O Casino Lisboa abre às 15h00 e encerra às 03h00. O acesso é livre, sendo que a partir das 22 horas, é para maiores de 14 anos, e maiores de 10 anos acompanhados pelos pais. Nas áreas de Jogo só para maiores de 18 anos. 

Coluna Minas Turismo Gerais do Jornalista Sérgio Moreira



Coluna Minas Turismo Gerais


Jornalista Sérgio Moreira




Avenida cultural no centro de BH



Belo Horizonte passa a contar com um novo eixo de integração cultural, turística e patrimonial, a  avenida Cultural transforma a Avenida Afonso Pena em um grande corredor de arte, memória, educação, economia criativa e turismo, conectando equipamentos culturais, patrimônios históricos, espaços de convivência e paisagens urbanas ao longo da principal via da capital.




               Automóvel Clube

A iniciativa é realizada pelo Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult-MG), da Fundação Clóvis Salgado (FCS), e do Cine Theatro Brasil e Associação Cine Theatro Brasil. O projeto também integra o Minas Essencial, programa que articula cultura, patrimônio e turismo em uma estratégia de valorização da identidade mineira,  foi lançada no dia 18 de junho, no Cine Theatro Brasil.


Com o lançamento, o Circuito Liberdade amplia sua atuação e incorpora novos espaços à sua rede. Passam a integrar o complexo o Parque Municipal Américo Renné Giannetti, a Casa Baanko, o Centro de Entretenimento de Arte e Cultura (Ceac), no Edifício Acaiaca, o Automóvel Clube e a Igreja São José.


Palácio das Artes


Esses equipamentos se somam a instituições já presentes na Afonso Pena, como o Cine Theatro Brasil, o Palácio das Artes, a CâmeraSete, o P7 Criativo, o Mercado das Flores, o Museu do Judiciário Mineiro e o Museu dos Brinquedos.


              Museu dos Brinquedos
 

                       CâmeraSete


Museu da Memória do Judiciário Mineiro



              Edifício Acaiaca


              Mercado das  Flores


"A Avenida Cultural traduz o propósito do Minas Essencial: revelar e valorizar aquilo que é único, autêntico e representativo da experiência mineira. Ao integrar espaços culturais, patrimônios, manifestações artísticas e paisagens urbanas ao longo da Afonso Pena.




O projeto transforma a avenida em um convite permanente para descobrir a essência de Belo Horizonte", afirma o secretário de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, Leônidas Oliveira.


Parque Municipal


Igreja São José



A Avenida Cultural contará com programação permanente ao longo do ano. Entre os destaques estão a quinta edição da Festa da Luz, entre os dias 25 e 28 de junho, ocupando a Praça da Estação, o Viaduto Santa Tereza e a Praça Fuad Noman; uma intervenção da Cia. de Dança Palácio das Artes na Rodoviária de Belo Horizonte, em julho; a segunda temporada do projeto Cine em Cena, com atividades culturais durante as férias escolares; o flash mob dos corpos artísticos da Fundação Clóvis Salgado na Praça Sete, em agosto; e o Quarteirão das Artes, entre os dias 25 e 28 de setembro, reunindo música, dança, gastronomia, fotografia e economia criativa.


P7 na praça Sete

A programação inclui ainda ações voltadas às crianças em outubro, com a mostra Cine Brasil de Teatro Infantil e o Dia do Pequeno Artista, promovido pelo Cefart, além de uma apresentação do Coral Lírico de Minas Gerais na Igreja São José, em novembro.


Outro destaque será o projeto Curto-Circuito, iniciativa do Circuito Liberdade que levará ativações artísticas urbanas para diferentes pontos da Avenida Cultural, ampliando o acesso à arte e ocupando espaços que tradicionalmente não recebem programação cultural.


O presidente da Fundação Clóvis Salgado e coordenador-geral do Circuito Liberdade, Yuri Mesquita, ressalta que o projeto fortalece a integração entre cultura e turismo. “Despertamos para a ideia desse grande corredor atentando para a própria matéria-prima que o Circuito Liberdade vem construindo ao longo dos anos.



Há uma enormidade de programação e projetos que movimentam a cidade, principalmente na região central. Agora, unimos tudo nesse grande projeto, deixando a gestão mais horizontalizada. E isso reposiciona o olhar sobre o turismo e a cultura de Belo Horizonte”.


O Cine Theatro Brasil atuará como polo irradiador da programação da Avenida Cultural. Para a diretora-executiva da Associação Cine Theatro Brasil, Eliane Parreiras, o projeto representa uma ampla articulação institucional.



“Raríssimas vezes vi uma união de esforços criar tanta potência para uma cidade. Estar à frente do Cine Theatro Brasil, que por sua vez é ponto de articulação da Avenida Cultural, é uma oportunidade de demonstrar que cultura, turismo e criatividade se fazem, principalmente, com conexões e redes de colaboração”, afirma.

Cine Theatro Brasil completa 90 anos de história em BH | G1



Subsecretária de Cultura MG, Maristela Rangel

A Avenida Cultural também oferecerá percursos temáticos gratuitos reunidos sob o conceito de Travessias Urbanas. A primeira rota, denominada “Povos Indígenas, Art Déco e Cosmologias do Centro”, conecta o Edifício Acaiaca, o Cine Theatro Brasil, a Igreja São José e os murais do projeto CURA, propondo reflexões sobre patrimônio, ancestralidade indígena, arte pública e memória urbana.


Nos 55 anos do Palácio das Artes, Fundação Clóvis Salgado lança livro sobre a história e os marcos do complexo cultural



Publicação é a primeira de uma série de obras celebrando o Palácio e suas artes, e será disponibilizada na Midiateca João Etienne Filho, em escolas e instituições públicas, nos equipamentos do Circuito Liberdade e no site da Fundação.



“A Casa de Papel”! No caso, um “Palácio de Papel”, um livro, onde o palácio é o Palácio das Artes, em Belo Horizonte, Minas Gerais – o maior complexo cultural da América Latina –  que, neste 2026, completa seus primeiros 55 anos, com vasta programação, durante todo o ano. 


Juscelino Kubitschek, Peri Rocha França e Antonio Lunardi, em 28 de novembro de 1970 - Crédito Acervo FCS


Inauguração da Grande Galeria, em 31 de janeiro de 1971, com Peri Rocha França, Israel Pinheiro, Luiz Souza Lima e Martinho Rego - Crédito Acervo FCS


Concerto de Inauguração do Grande Teatro, em 14 de março de 1971 - Crédito Acervo FCS


Croqui Original de Oscar Niemeyer para o Teatro Municipal de Belo Horizonte - Crédito Fundação Oscar Niemeyer


Entre as ações comemorativas está o lançamento de uma coleção de cinco livros registrando não só a história do Palácio das Artes; como também a montagem das 100 óperas de seu repertório, entre clássicos mundiais e produções autorais; os 50 anos da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais (OSMG); os 55 anos do Cia de Dança Palácio das Artes (CDPA); e, por fim, um catálogo raisonné, com o acervo de artes plásticas da Fundação Clóvis Salgado (FCS), mantenedora do Palácio das Artes. Um sexto livro vai completar a coleção, com a trajetória do Coral Lírico de Minas Gerais (CLMG), perto de completar 50 anos, em 2029.


Fachada do Palácio das Artes (foto Paulo Lacerda)


O jornalista e dramaturgo Nelson Rodrigues (1912-1980) - ele mesmo “uma flor de obsessão”, em suas próprias palavras, dizia: “o que não é repetido, continua inédito”, desconhecido. E o que dizer então do que nem foi escrito, registrado ou contado, no caso, em papel? Eis a importância desta iniciativa, até então inédita, o primeiro livro da coleção, “Palácio das Artes: 55 Anos – Ontem. Hoje. Sempre!”, do jornalista e escritor Mauro Werkema e da turismóloga e bacharel em Letras Maria Elisa Ordones de Oliveira.


Incêndio no Grande Teatro, em 7 de abril de 1997 -!Crédito Paulo Lacerda)

“Se, na economia, na política e na cultura, Minas Gerais é uma das locomotivas do Brasil, o Palácio das Artes justifica plenamente seu nome: um trem veloz, que segue pelos trilhos de um futuro cada vez mais promissor, levando em seus muitos e variados vagões todas as artes e os maiores tesouros de Minas, do Brasil e até do mundo”, diz, na apresentação do livro, o governador de Minas Gerais, Mateus Simões.



O livro, que será lançado na próxima semana, terá exemplares para consulta na Midiateca João Etienne Filho (no Palácio das Artes) e será distribuído também em escolas e instituições públicas de Minas Gerais, além de ficar disponível para leitura e pesquisa nos equipamentos do Circuito Liberdade e, em versão digital, no site da Fundação Clóvis Salgado https://fcs.mg.gov.br/ 


A publicação é um marco em 248 páginas, dividido em capítulos e subcapítulos, sobre as origens e a história do complexo cultural; suas múltiplas galerias e demais espaços físicos; seus corpos artísticos; o Cine Humberto Mauro; e o Centro de Formação Artística e Tecnológica (Cefart), de onde saem mais de 2 mil novos artistas e técnicos por ano.


“Este livro reconstrói, revela, como o Palácio das Artes se tornou uma das instituições culturais mais importantes do Brasil. Não é apenas celebração, nem simples inventário de fatos, salas e realizações. É, no melhor sentido, uma interpretação. Reúne memória institucional, leitura histórica, crítica de arquitetura, testemunho afetivo, reflexão sobre políticas públicas e análise da formação artística de Minas Gerais.


Seu mérito maior está em demonstrar que o Palácio das Artes não se deixa compreender por uma única chave. Ele é, ao mesmo tempo, edifício, instituição e acontecimento urbano. É obra moderna, é organismo vivo, é paisagem moral da cidade”, escreve, também na apresentação, o secretário de Estado de Cultura e Turismo, Leônidas Oliveira.


A importância, quase urgência de “Palácio das Artes: 55 Anos – Ontem. Hoje. Sempre!”, é relembrar fatos capitais como sua idealização por Juscelino Kubitschek, quando prefeito de Belo Horizonte (1940-1945), com projeto original do arquiteto Oscar Niemeyer – no livro em alguns croquis, gentilmente cedidos pela Fundação Oscar Niemeyer –  e a retomada das obras paralisadas por mais de 20 anos, só concluídas no Governo Israel Pinheiro (1966-1971), com o arquiteto Hélio Ferreira Pinto. Mesmo com a Grande Galeria, hoje, Grande Galeria Alberto da Veiga Guignard, sendo aberta em 1970, a inauguração oficial aconteceu em 14 de março de 1971. Um dia depois assumia o novo governador, Rondon Pacheco (1971-1975).


Presidente Yuri Mello Mesquita (foto Paulo Lacerda)


Para o presidente da Fundação Clóvis Salgado, Yuri Mello Mesquita, “é uma honra comemorar os 55 anos do Palácio das Artes, um dos mais importantes espaços culturais da América Latina, com o lançamento de uma bela publicação que se debruça sobre a sua história, a trajetória dos corpos artísticos, as curiosidades, os espaços e alguns marcos desse brilhante caminho.


A reflexão sobre a nossa história, bem como os projetos de preservação dos nossos acervos artísticos e documentais, assim como a potência e relevância das nossas companhias artísticas, do Cefart e do nosso corpo técnico, possibilita que comemoremos muitos outros aniversários. Vida longa ao Palácio das Artes!”.


Coral Lírico de Minas Gerais (Foto Paulo Lacerda) 



Maestro André Brant e Orquestra Sinfônica de Minas Gerais  (foto Paulo Lacerda)

Certamente o grande mérito de “Palácio das Artes: 55 Anos” está na hercúlea recuperação das memórias, dos personagens e registros fotográficos do acervo da FCS, que construíram, ontem, esta longa trajetória, e na exaltação da importância do Palácio das Artes, hoje, enquanto projeta as bases para o amanhã e o sempre. No lado mais humano e dinâmico, estas memórias, ao longo da obra, voltam com uma série de emocionantes depoimentos de artistas e dos mais antigos colaboradores na FCS/Palácio das Artes. 



Com a palavra, o jornalista, ex-presidente da FCS e autor do livro, Mauro Werkema: “o livro, com objetivo histórico e documental,  enfatiza três aspectos que distinguem e  enobrecem a história do Palácio das Artes: sua origem, concepção  e realização  por nomes ilustres, como Juscelino, Niemeyer, Israel Pinheiro, Clóvis Salgado, entre muitos outros; sua excepcional e contínua  performance de realizações artísticas e culturais; e a amplitude de sua atuação - em todos os ramos da criação, produção, exibição artística e cultural e ensino para as carreiras artísticas -, a maior  e mais completa do Brasil e da América Latina. E assim, o Palácio continua merecendo a presença contínua de seu grande público”.


Ópera Matraga  (foto Paulo Lacerda)



Ópera La Traviata
 (foto Paulo Lacerda)

Uma compilação das experiências inaugurais que seguem habitando incontáveis imaginários. A primeira nota de um piano, o primeiro concerto de música clássica, o deslumbramento diante da primeira exposição de artes plásticas, a hipnose do primeiro espetáculo de dança ou da apresentação de um coral, o primeiro filme, a primeira trilha sonora, a primeira ópera – síntese de todas as artes.


Lançamentos de livros, comemorações, encontros, festas. A primeira aula e a primeira turma de formandos nos cursos de artes e tecnologias da cena, assim como os primeiros anos da Escola Guignard, que ali nasceu.


“Palácio das Artes: 55 Anos – Ontem. Hoje. Sempre!” também resgata seus momentos mais críticos, como o incêndio do Grande Teatro, hoje, Grande Teatro Cemig Palácio das Artes, em 1997; o desafiador período da pandemia de Covid-19, com extensa programação on-line, bem como os rituais de despedida de artistas que marcaram nossa história: Gonzaguinha, em 1991; Fernando Brant, em 2015; e, em 2025, Lô Borges e Teuda Bara. 


Por fim, como escreveu, sempre nas apresentações, o ex-presidente da FCS e idealizador da coleção de livros, Sérgio Rodrigo Reis, “Hoje, em sua maturidade, o Palácio das Artes reafirma esse desejo de pertencer ao povo. Afasta-se do modelo de museus antigos e casas de espetáculos concebidos como santuários fechados, imersos em escadarias e sombras.


O Palácio é um segundo lar, uma extensão da Avenida Afonso Pena, no coração da capital de Minas Gerais, Belo Horizonte – um edifício atravessável, uma cidade dentro da cidade, onde a arte exerce plenamente seu papel transformador”. 


Santa Luzia: cidade imperial, do ouro e muitas histórias


Turismo em Minas Gerais


Localizada a apenas 25 Km da capital mineira, a histórica cidade de Santa Luzia, em seus 334 anos, tem muita história. O início  originou-se com aventureiros que em busca de riquezas, descobriram Santa Luzia. Tudo começou, em 1692, durante o ciclo do ouro. Uma expedição dos remanescentes da bandeira de Borba Gato implantou o primeiro núcleo da Vila, as margens do rio das Velhas, no garimpo de ouro de aluvião.


Com a enchente do rio, o pequeno vilarejo mudou-se para o alto da colina, onde, hoje, é o Centro Histórico da cidade. Em 1697, ergueu-se o definitivo povoado, que recebeu o nome de Bom Retiro. Mais de 150 anos depois, em 1856, o povoado foi emancipado e desmembrado de Sabará e a partir de 1924, passou a se chamar Santa Luzia.


Com o fim da exploração do ouro, Santa Luzia tornou-se um importante centro comercial, ponto de parada dos tropeiros que vinham negociar e comprar mercadorias. Na rua do Comércio, no bairro da Ponte, existia um porto para os barcos que navegavam pelo Rio das Velhas, transportando mercadorias comercializadas em Minas Gerais. 


O imperador D. Pedro II, em visita a Santa Luzia em 1881, ficou hospedado no Solar da Baronesa, um centro de referência social e cultural do século XVI, localizado na Rua Direita, no Centro Histórico.


 


A visita foi registrada, pelo imperador, através de desenho de um trecho do centro histórico da cidade. Esse desenho foi a prova histórica que concedeu ao município o título de cidade imperial.


     Santa Luzia a padroeira: Conta a história, que um pescador chamado Leôncio, que tinha problemas na visão, observou um objeto brilhando no rio, enterrado na areia. Quando pegou era a imagem de Santa Luzia, a santa protetora dos olhos, e assim se deu o primeiro milagre da santa, já que na mesma hora ele volta a enxergar.


Santuário de Santa Luzia


A imagem foi levada para a primeira capela do arraial, tornando-se a padroeira do município. O Sargento- Mór Pacheco Ribeiro, que morava em Portugal, ao ficar cego, fez uma promessa a Santa Luzia das Minas Gerais, que se voltasse a enxergar viria para a cidade. Como recebeu o milagre, ele se mudou com suas três filhas para Santa Luzia e construiu o templo, onde hoje está a Igreja Matriz, localizada na Rua Direita, no Centro Histórico. A  obra da igreja foi em  1778. 


Com tantas histórias, o caminho certo é pegar a estrada com familiares e amigos, chegar a Santa Luzia, parar o veículo na rua Direita, centro da cidade , e começar a caminhar, observando os casarões, e viajar pelo tempo, além de ter diversos bares e restaurantes com deliciosa gastronomia mineira.


Alguns dos monumentos que formam o patrimônio de Santa Luzia são a Matriz Santuário de Santa Luzia, uma das mais visitadas, e também o Solar Teixeira da Costa onde hoje funciona o Museu Aurélio Dolabela.


Também são pontos turísticos  o Solar da Baronesa, o Museu Sacro, a Capela do Senhor do Bonfim, a Capela do Hospital São João de Deus, a Igreja do Rosário e o Mosteiro de Macaúbas.


Conheça o artesanato de Santa Luzia. Existem dois locais que podem ser visitados para apreciação e compra de peças artesanais: a Estação Ferroviária de Santa Luzia, onde funciona hoje o Centro de Artesanato, e a Praça Julieta Teixeira de Sales, onde acontece a Feira de Artesanato.


Museu Histórico Aurélio Dolabella – MHAD – Prefeitura Municipal de Santa  Luzia


Museu Sacro


Projeto colorir BH



Já podem ser retirados gratuitamente nos Centros de Atendimento ao Turista (CATs) de Belo Horizonte os novos livros de colorir inspirados em alguns dos principais cartões-postais da capital mineira. A publicação reúne ilustrações de atrativos turísticos e espaços emblemáticos da cidade, convidando crianças, moradores e visitantes a explorarem Belo Horizonte de forma criativa e interativa.



A iniciativa busca aproximar o público do patrimônio cultural, histórico e turístico da capital, despertando o interesse pelos atrativos da cidade por meio da arte e da imaginação. Além de incentivar atividades recreativas e educativas, o material contribui para fortalecer o sentimento de pertencimento e valorizar a identidade belo-horizontina entre diferentes gerações.


O projeto “Pinte BH” foi desenvolvido pela equipe de Comunicação Digital da Prefeitura de Belo Horizonte. Nesta nova etapa, a Belotur viabilizou a impressão de 3 mil exemplares do material, que serão distribuídos gratuitamente nos Centros de Atendimento ao Turista (CATs), ampliando o alcance da ação.

O livro reúne ilustrações de importantes cartões-postais de Belo Horizonte, como a Praça do Papa, a Praça Sete, a Igreja São José, a Feira de Plantas e Flores, o Cristo do Barreiro e a Igrejinha da Pampulha, todos acompanhados por uma capivara, personagem que se tornou um dos símbolos afetivos da capital mineira.


No verso da publicação, os participantes encontram um espaço em branco destinado à criação de um desenho autoral, permitindo que cada pessoa represente BH a partir do próprio olhar e das experiências que vivencia na cidade.


Os desenhos também estão disponíveis para download no portal da PBH.

Os livros podem ser retirados nos três Centros de Atendimento ao Turista (CATs) da cidade: CAT Veveco, na Avenida Otacílio Negrão de Lima, 855 - Bairro São Luiz; no CAT Sede Belotur, na Rua Espírito Santo, 527 - Centro; e no CAT Mercado das Flores, na Avenida Afonso Pena, 1055, também no Centro de Belo Horizonte.

 

Seu Postal Vai Viajar

Além dos livros de colorir, os Centros de Atendimento ao Turista (CATs) de Belo Horizonte disponibilizam diversos materiais de promoção turística, informação, acolhimento e divulgação da cidade. Em abril deste ano, novos cartões-postais passaram a integrar o programa “Seu Postal Vai Viajar”, que permite o envio gratuito de mensagens para qualquer lugar do mundo.


Foram produzidos 16 mil cartões-postais distribuídos em 13 modelos diferentes, que retratam importantes pontos turísticos e atrativos da capital mineira. A ação busca fortalecer a divulgação de Belo Horizonte, incentivando moradores e visitantes a compartilharem as belezas, a cultura e a identidade da cidade com pessoas de diferentes regiões do Brasil e do exterior. Mais informações sobre o projeto estão disponíveis no Portal da Prefeitura de Belo Horizonte.


PIC- PAMPULHA IATE CLUBE EMPOSSA NOVA DIRETORIA EXECUTIVA



O Pampulha Iate Clube (PIC) realizou, no dia 18 de junho, a cerimônia de posse de sua nova Diretoria Executiva para o biênio 2026–2028. 



Na oportunidade, deu posse aos novos membros do Conselho Fiscal e Deliberativo e aos conselheiros que se tornaram Natos. O evento reuniu associados, ex-presidentes, conselheiros, familiares, gestores e colaboradores em uma solenidade marcada pela emoção, pelo reconhecimento da trajetória do Clube e pela celebração de um novo ciclo administrativo.

À frente da nova gestão está Wilson Alvarenga de Oliveira Filho, que retorna à Presidência do PIC após ter comandado a instituição entre 2018 e 2022. Nos últimos quatro anos, exerceu a Presidência do Conselho Deliberativo e integrou o Conselho Consultivo do Clube.



Natural de Barão de Cocais (MG), Wilson Alvarenga é empresário, fazendeiro e administrador de empresas. Casado com Maria Lúcia de Araújo Alvarenga, é associado do PIC desde 1998. Sua história com o Clube, entretanto, teve início há quase quatro décadas, quando atuou nas áreas de Recursos Humanos e Financeira. Posteriormente, assumiu a Vice-Presidência Fiscal e Financeira, tornou-se Conselheiro Nato e consolidou uma trajetória marcada pelo compromisso e pela dedicação à instituição.



Ao assumir novamente a Presidência, Wilson Alvarenga reafirmou seu compromisso com o trabalho desenvolvido, pautado pela responsabilidade administrativa, pela valorização do quadro associativo e pelo fortalecimento da posição do PIC como uma das mais importantes entidades sociais, esportivas e recreativas de Minas Gerais.


Em seu discurso de posse, o presidente emocionou os presentes ao recordar sua trajetória no Clube e destacar a importância dos associados para o futuro da instituição. “Hoje tenho a felicidade e a honra de ser empossado novamente como presidente do Pampulha Iate Clube.


São quase 40 anos de dedicação a esta instituição, que se tornou parte da minha vida e da história da minha família. Ao longo dessa caminhada, tive a oportunidade de servir ao Clube em diferentes funções, desde a área administrativa até a Presidência do Conselho Deliberativo e a Presidência do PIC. Cada experiência me ensinou algo valioso e fortaleceu ainda mais meu compromisso com esta instituição”, enfatizou.



“Retorno à Presidência com a convicção de que a experiência acumulada ao longo desses anos pode contribuir para que o Clube continue crescendo, se modernizando e ampliando sua relevância, sempre preservando os valores que construíram sua história. Acima de tudo - afirmou ele -  volto motivado a trabalhar pelos associados, que são a verdadeira razão de existir do PIC. É por eles que dedicamos nossos esforços, nossos projetos e nossa dedicação diária.


Wilson e sua esposa Maria Lúcia(Lucinha)

Para finalizar, o novo presidente disse que recebe esta missão com muita responsabilidade, entusiasmo e gratidão. “Espero corresponder à confiança que me foi depositada e conduzir uma gestão marcada pelo diálogo, pela união, pela inovação e por importantes conquistas para o nosso Clube.”

                   Fotos: Equipe Túlio Barros



Diretoria Executiva do Pampulha Iate Clube – PIC

Biênio 2026–2028

Presidente
Wilson Alvarenga de Oliveira Filho

Vice-Presidente da Área de Saúde
Jamil Nahass

Vice-Presidente Comercial
João Henrique Franco Garcia

Vice-Presidente de Esportes 1
Pedro Eduardo Pimenta Cortez

Vice-Presidente de Esportes 2
Carlos Augusto Moreira

Vice-Presidente Fiscal e Financeiro
Arnaud Gazzi e Veiga

Vice-Presidente Jurídico, de Secretaria e de Recursos Humanos
Ricardo Scalabrini Naves

Vice-Presidente de Obras
Carlos Roberto Rodrigues Teixeira

Vice-Presidente de Operações
Hudson Venâncio

Vice-Presidente Social
Cláudio Roberto Ferreira Gontijo

Vice-Presidente de Tecnologia da Informação
Marcos Alverni Nannetti



Coluna Minas Turismo Gerais Jornalista Sérgio Moreira @sergiomoreira63  informações para sergio51moreira@bol.com.br 


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