Duda Tawil: Cultura e Turismo
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Pedro Lima de Carvalho e o artista visual baiano Gutemberg Coelho (Foto: Conceição Alves/Estoril Sol - divulgação) |
Poeta da Cor

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USE SEMPRE O CINTO DE SEGURANÇA, INCLUSIVE, NO BANCO DE TRÁS DO CARRO. CIRCULE TAMBÉM DE DIA COM OS FARÓIS BAIXOS LIGADOS. SE BEBER, NÃO DIRIJA. ULTRAPASSAGENS IRREGULARES SÃO A GRANDE CAUSA DOS ACIDENTES NAS ESTRADAS. NÃO ULTRAPASSE NUNCA COM FAIXAS CONTÍNUAS. PODERÁ CAUSAR A MORTE DE OUTRAS PESSOAS, A SUA E A DE QUEM FOR NO CARRO COM VOCÊ. TENHA PACIÊNCIA. VIAJE SEMPRE E MUITO E VISITE E CONHEÇA AS BELEZAS TURÍSTICAS DO BRASIL
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Pedro Lima de Carvalho e o artista visual baiano Gutemberg Coelho (Foto: Conceição Alves/Estoril Sol - divulgação) |
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Nº 1.412 — 31/7/2026
Excesso de confiança nos recursos
de segurança pode aumentar acidentes
Estudo global da Economist Enterprise, que faz parte da prestigiada revista e site ingleses The Economist, expõe um descompasso preocupante entre a percepção do motorista em relação a acidentes e a avaliação técnica de especialistas em segurança viária. Enquanto 90% dos motoristas em 10 dos principais mercados automobilísticos declaram sentir-se seguros, apenas 45% dos profissionais do setor compartilham desse otimismo. A discrepância ameaça desacelerar ao estimado a 1,2 milhão de mortes em acidentes a cada ano, no mundo.
O assunto foi destaque em publicação recente do site Automotive News Europe, em artigo do jornalista italiano Luca Ciferri. O alerta partiu do francês Jean Todt, que já comandou equipes Ferrari, de F-1 e Peugeot, no Mundial de Resistência, presidiu a FIA (Federação Internacional do Automóvel e inclui Automobilismo) e hoje é enviado especial do secretário-geral das Nações Unidas para segurança viária.
Mais de 6.100 pessoas na Alemanha, Brasil, China, Coreia do Sul, EUA, França, Índia, Itália, Japão e Reino Unido foram entrevistadas. A lacuna de confiança atinge o ápice no Brasil, China e Índia. Nestes países, 94% dos usuários afirmam sentir-se seguros, embora a taxa média de mortalidade viária alcance 16,2 óbitos por 100 mil habitantes (o dobro da média mundial, de 8,1 óbitos por 100.000).
Defeitos mecânicos perderam relevância no mapa de acidentes. Apenas 3% dos especialistas os apontam como causa principal. Foco deslocou-se para a eletrônica de bordo. Para 30% dos profissionais, o risco crítico reside no uso incorreto ou desconhecimento acerca dos sistemas avançados de assistência ao motorista (Adas). Outros 24% dos especialistas citam distração por recursos de infotenimento: GPS, áudio com qualidade cada vez maior e conexão com o celular ao responder ou fazer chamadas. Representam grande potencial de acidentes por excesso de confiança e desatenção.
Consultor prevê mais crescimento de chineses no mercado
Murilo Briganti, (Executivo-Chefe de Operações) da Bright Consult, publicou artigo em que afirmava: “E se eu dissesse que, até 2030, o mercado automotivo brasileiro deve crescer cerca de 500 mil veículos, enquanto as marcas chinesas podem adicionar mais de 700 mil unidades no mesmo período? À primeira vista, a conta parece não fechar. Mas ela revela justamente uma das principais transformações em curso no setor: o crescimento do mercado já não será suficiente para acomodar todos os competidores.”
Ele escreveu hipoteticamente, mas há potencial de realmente acontecer. Marcas chinesas podem decidir construir unidades produtivas a partir do zero (comprar terrenos, erguer fábricas, contratar equipamentos para as linhas de montagem e desenvolver fornecedores locais) ou acertar com fabricantes aqui instalados e assim preencher capacidade ociosa destes. Além disso, ainda há duas fábricas fechadas: uma agora em julho, da Toyota, em Indaiatuba (SP) e outra da Caoa Chery, em Jacareí (SP), paralisada desde 2022. Esta segunda sujeita a desapropriação pela prefeitura.
Pelo menos 11 já anunciaram planos: Geely, GWM (segunda fábrica), Wuling, MG, Jetour, Leapmotor, Dongfeng, Chery, GAC, Changan e BYD. Com imposto de importação de 35% para veículos completos (já em vigor) e desmontados, agora em janeiro de 2027, devem obrigar a produção local
Também há informações de que a Kia assumirá as importações e também produzir no Brasil, sem participação do Grupo Gandini (a ser indenizado) com especulações sobre o local da fábrica. Toda a negociação vem sendo conduzida pela Kia, não pela Hyundai. O grupo sul-coreano só tem uma fábrica no mundo, a Metaplan America, na Georgia, onde os modelos das duas marcas são fabricados desde que elétricos ou híbridos. Operações comerciais seguem sempre separadas e competidoras uma com a outra.
Teste Boreal Techno: bom desempenho e equipamentos
Apesar de se tratar de uma versão intermediária, o SUV médio da Renault vem bem equipado. Claro que teto solar elétrico (opcional na Techno), câmera 360º, rodas de 19 pol. (18, nesta versão), bancos com memória e massagem, sistema de som Harman Kardon e tampa elétrica do porta-malas estão reservados para o topo de linha Iconic.
No entanto, a cabine apresenta materiais de acabamento muito bons, duas telas de 10 pol. com reprodução do mapa de navegação no centro do quadro de instrumentos (Waze e Google Maps), carregador de celular por indução, console refrigerado e sensores de estacionamento bastante úteis. O pacote de assistência Adas inclui ainda frenagem autônoma de emergência, alerta de tráfego traseiro transversal, aviso de saída dos ocupantes e monitor de ponto cego entre outros.
Dimensões (mm): comprimento, 4.556; entre-eixos, 2.702; largura, 1.841 (2.082 com espelhos); altura, 1.646. Volumes (L): porta-malas, 522; tanque, 50. Massa: 1.438 kg. Motor 4-cilindros turbo 1,3 L flex: potência 163/156 cv (E)/(G); torque 27,5 kgf·m (E)/(G). Consumo (Inmetro km/L, cidade/estrada): 7,8/9,4 (E); 11,2/13,6 (G). Alcance (Inmetro km, cidade/estrada): 390/470 (E); 560/680 (G). Tração dianteira. Câmbio automatizado, seis marchas. Aceleração 0 a 100 km/h (s): 10 (E)/10,5 (G).
Ao volante do Boreal, duas características destacam-se: suspensões muito bem calibradas e respostas imediatas do acelerador em todas as situações do dia a dia, tanto em trânsito urbano quanto rodoviário, além de trocas de marchas rápidas. Os três passageiros do banco traseiro têm bom espaço para pernas e ombros. Chama atenção por porte e estilo, além do porta-malas que supera 500 litros. Também conta com freio eletromecânico de imobilização e liberação automáticas nas paradas (auto hold), indispensável nos congestionamentos que hoje alcançam até estradas.
Itens interessantes são os clipes opcionais atrás do encosto de cabeça do banco dianteiro com suportes para celular, tablet, copos, cabide, quepe e até lanterna.
Preço: 199.990.
Impressões: Jetour T2 4x4 foca no fora-de-estrada severo
Versão XWD 4x4 da Jetour amplia a gama T2 com a topo de linha do SUV híbrido plugável chinês. Atende a uma fatia de mercado bem definida. Embora 90% das vendas de SUVs de aspeto aventureiro se concentrem em configurações 4x2 para uso urbano e rodoviário, cerca de 10% dos compradores exigem capacidade real para superar terrenos difíceis.
Maior evolução está no conjunto mecânico. Ao motor 1,5 L turbo a gasolina e dois motores elétricos dianteiros, o XWD adiciona um terceiro motor elétrico no eixo traseiro. O sistema integrado desenvolve 597 cv e nada menos que 91,7 kgf·m de torque. Aceleração de 0 a 100 km/h em 5,5 s, apesar de sua impressionante massa de 2.362 kg. A bateria de 43,24 kW⋅h garante até 106 km de alcance no modo 100% elétrico e alcance combinado de até 1.300 km. Suporta carregamento rápido em corrente contínua (DC).
Para o fora de estrada, o SUV adota tração integral inteligente, bloqueio eletrônico do diferencial traseiro e oito modos de condução. Destacam-se o Tank Turn (redução do diâmetro de giro em manobras por frenagem automática da roda traseira interna à curva) e o Crawl Mode (gestão automática de aceleração e frenagem em baixa velocidade). O chassi recebeu proteções reforçadas para a bateria e órgãos mecânicos, além de maiores vão livre ao solo e capacidade de vau.
No percurso rodoviário de São Paulo a Bragança Paulista, destacou-se pela transição imperceptível entre motores e pelo refinamento de rodagem. Retomadas são vigorosas e estabilidade irrepreensível para o seu porte. No circuito fora de estrada — sob lama, erosões e inclinações laterais — a distribuição eletrônica de torque atuou de forma rápida, quando duas rodas diagonalmente opostas perdem o contato com o chão.
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Ressalva: Na coluna da semana passada, os três modelos híbridos com maior participação de mercado, no primeiro semestre 2026, são os seguintes: Haval H6, 13%; Song Pro, 11%; Song Plus, 9%.
Parceria permite que os clientes planejem toda a viagem em um só lugar, da compra da passagem aérea às experiências turísticas no destino
A TAAG Linhas Aéreas de Angola firmou uma parceria estratégica com a Civitatis, uma das maiores plataformas globais de reserva de atividades turísticas, reforçando seu compromisso de oferecer aos passageiros uma experiência de viagem mais completa, prática e personalizada.
Com a iniciativa, os clientes da companhia passam a ter acesso a milhares de experiências em centenas de destinos ao redor do mundo, incluindo visitas guiadas, excursões, roteiros culturais, passeios, atividades de lazer e serviços de transfer entre aeroportos, hotéis e os principais pontos turísticos. A parceria permite que os viajantes planejem toda a jornada em um único ambiente, desde a compra da passagem aérea até a reserva das experiências no destino.
A integração dos serviços da Civitatis às plataformas digitais da TAAG permitirá que os passageiros planejem toda a viagem em um único ambiente, desde a compra da passagem aérea até a reserva de passeios, atividades e serviços de transfer no destino.
A iniciativa representa mais um passo na estratégia de transformação digital da companhia aérea angolana e reforça seu compromisso em oferecer soluções que agregam valor à experiência do cliente, acompanhando as principais tendências dos setores de aviação e turismo.
Com a parceria, a TAAG amplia seu portfólio de serviços complementares, proporcionando uma experiência de viagem mais integrada, prática e personalizada, capaz de atender às diferentes necessidades dos passageiros, seja em viagens de negócios, lazer ou turismo.
Reconhecida como uma das principais plataformas globais de reserva de atividades turísticas, a Civitatis reúne milhares de experiências cuidadosamente selecionadas em destinos dos cinco continentes. Utilizada por milhões de viajantes em todo o mundo, a plataforma se destaca pela facilidade de uso, pela diversidade de opções e pelo alto padrão de qualidade dos serviços oferecidos.
Para a TAAG, a parceria reforça seu posicionamento como facilitadora da mobilidade internacional, ampliando sua atuação para além do transporte aéreo. Com a iniciativa, a companhia passa a oferecer soluções que permitem aos passageiros planejar e aproveitar ao máximo a experiência em cada destino atendido por sua malha aérea.
A implementação da parceria será realizada de forma gradual, permitindo que os clientes da companhia acessem, de maneira simples e intuitiva, as experiências oferecidas pela Civitatis diretamente pelos canais digitais da TAAG.
COLUNA MECÂNICA ONLINE®
Tarcisio Dias
30 | JULHO | 2026
50 anos de Fiat no Brasil:
a engenharia da popularização tecnológica
Ao longo de 50 anos, a trajetória da Fiat no Brasil foi moldada por uma capacidade singular de tropicalizar soluções globais e criar tecnologias proprietárias para os desafios locais de pavimentação, combustível e custo de manutenção.
Cobrir 26 dos 50 anos da Fiat no Brasil significa ter testemunhado de perto a transição da mecânica analógica para a era do software e da eletrificação.
Acompanhei a consolidação dos motores Fire e o lançamento de tecnologias disruptivas como o Tetrafuel até a chegada da família Firefly e a revolução das plataformas Bio-Hybrid do grupo Stellantis.
Acompanhar e registrar em primeira mão essa evolução ao lado da engenharia da marca valoriza ainda mais o conteúdo independente que procuro desenvolver. É o olhar técnico de quem viveu a história na prática!
Para compreender o legado técnico e a posição atual da fabricante no ecossistema Stellantis, destaco cinco marcos fundamentais da engenharia da marca no país:
Além dos trens de força, a engenharia da marca destacou-se pelo acerto de suspensão para as severas vias latino-americanas. Tecnologias como o bloqueio mecânico de diferencial (Locker) nos modelos Adventure e o refinamento das plataformas monobloco para picapes leves e médias (como Strada e Toro) redefiniram o segmento de comerciais leves no continente.
A integração ao grupo Stellantis transformou o Polo Automotivo de Betim em um centro global de desenvolvimento.
Ao longo de meio século no país, a trajetória da Fiat reflete uma contínua capacidade de reescrever sua própria história industrial para atender às reais demandas do consumidor brasileiro:
Anos 1970 e 1980 | A vanguarda disruptiva: Fase marcada pela quebra de paradigmas na engenharia nacional, desafiando conceitos conservadores desde a chegada do Fiat 147 até o marco do motor 100% movido a etanol em 1979.
Anos 1990 e 2000 | Democratização e escala: Com ícones de volume como Uno Mille e Palio, a fabricante fortaleceu o conceito de mobilidade acessível, agregando modernidade, eficiência e novos padrões de segurança de série ao orçamento da classe média.
Anos 2010 | Design, conectividade e consolidação: Período de profunda renovação estética e digitalização, introduzindo plataformas modernas com Mobi, Toro e Argo, modelos que pavimentaram a liderança de mercado da marca no século 21.
A Era Stellantis | Hegemonia e a virada dos SUVs e comerciais leves: A integração ao grupo Stellantis impulsionou o desenvolvimento de produtos estratégicos. A Nova Strada e a Titano consolidaram a liderança absoluta no segmento de picapes, enquanto Pulse e Fastback inauguraram a ofensiva entre os SUVs compactos, introduzindo as primeiras arquiteturas com auxílio híbrido-leve (MHEV).
A estratégia da Fiat para os próximos anos combina a tradição do ecossistema fabril brasileiro com um alinhamento global de design e propulsão.
A nova identidade visual explora linhas contemporâneas, assinaturas luminosas em LED e o conceito estilístico "Pixel Design", mantendo o foco em sustentabilidade, acessibilidade e eficiência energética.
Em termos de planejamento industrial, a fabricante projeta um ciclo de investimentos acelerado:
Lançamentos estratégicos: Compromisso de apresentar um modelo inédito por ano no mercado brasileiro até o fim da década, totalizando cinco novos veículos entre 2026 e 2030.
Consolidação da liderança: A marca projeta manter sua hegemonia de vendas no mercado nacional, suportada pelo desempenho da picape Strada e pela expansão de veículos comerciais e de passeio com eletro-mobilidade acessível.
Hoje, a inteligência embarcada nos veículos da marca atua fortemente em conectividade, assistências de condução (ADAS) e gerenciamento de energia dos sistemas híbridos leves.
Cinco décadas após desafiar o conservadorismo mecânico das estradas brasileiras, o desafio da Fiat se renova: manter a acessibilidade financeira de seus produtos enquanto transita para a era da mobilidade conectada e de emissões neutras.
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MARCA HISTÓRICA EM BETIM - O Polo Automotivo de Betim celebra 50 anos com investimentos focados na renovação da gama e na consolidação da produção de motores Bio-Hybrid para todo o mercado sul-americano.
INOVAÇÃO EM PROPULSÃO - A tecnologia Bio-Hybrid começa a se expandir nos modelos de grande volume da marca, combinando geradores elétricos auxiliares com a eficiência dos motores Turbo Flex GSE.
LIDERANÇA EM COMERCIAIS LEVES - A picape Strada mantém a hegemonia de vendas no mercado nacional, impulsionada pelo acerto de chassis e pelo uso de transmissões do tipo CVT calibradas para o trabalho severo.
AVANÇOS EM SEGURANÇA ATIVA - A linha de SUVs da marca consolida a padronização de pacotes ADAS, trazendo frenagem autônoma de emergência e alerta de mudança de faixa para segmentos compactos.
SUSTENTABILIDADE INDUSTRIAL - A unidade de motores de Betim atinge novos índices de reciclagem e neutralidade de carbono, servindo como referência global no ecossistema fabril do grupo Stellantis.
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Bio-Hybrid: Arquitetura de propulsão que combina motores térmicos movidos a biocombustíveis (etanol) com sistemas de auxílio elétrico (MHEV/HEV/PHEV).
Motor Transversal: Disposição do motor posicionada de forma perpendicular ao comprimento do veículo, permitindo maior reaproveitamento de espaço na cabine e tração direta nas rodas dianteiras.
MultiAir: Sistema Eletro-Hidráulico de controle variável das válvulas de admissão que otimiza a entrada de ar, melhorando a eficiência de combustão e reduzindo emissões.
MHEV (Mild Hybrid Electric Vehicle): Sistema híbrido leve que utiliza um pequeno motor/gerador elétrico para auxiliar o motor a combustão em partidas e acelerações, reduzindo consumo.
TAGS: FIAT, ENGENHARIA AUTOMOTIVA, BETIM, BIO-HYBRID, TARCISIO DIAS, TECNOLOGIA
VÍDEOS RELACIONADOS:
https://youtu.be/rl9or26XyGQ
Coluna Mecânica Online® com Tarcisio Dias – Espaço editorial dedicado à análise técnica, engenharia automotiva, tecnologias de propulsão, segurança veicular e inovações mecânicas aplicadas aos transportes, com reconhecimentos e premiações na imprensa especializada automotiva.
Oferecida de forma gratuita e periódica, é publicada nos dias 10, 20 e 30 de cada mês, com conteúdo crítico, independente e orientado ao consumidor e ao setor automotivo.
Acesse: https://mecanicaonline.com.br/category/engenharia/tarcisio_dias/
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Com a 12ª temporada entrando em sua reta final, a Citroën Racing já está de olho no futuro. Poucos meses após confirmar seu compromisso com a era GEN4 do Campeonato Mundial de Fórmula E da ABB FIA, a equipe avança no desenvolvimento de seu futuro carro de corrida, e confirma sua dupla de pilotos para a 13ª temporada.
Desde os primeiros testes em pista supervisionados pela FIA, realizados em novembro passado, o programa GEN4 continua evoluindo por meio de uma série de sessões de desenvolvimento realizadas em diferentes circuitos europeus. De Calafat à Andaluzia, passando por Navarra e, mais recentemente, Guadix, cada teste permitiu à equipe continuar o desenvolvimento do carro em diferentes condições, preparando-o para a sua estreia no campeonato em dezembro próximo.
Além da busca por desempenho absoluto, essas sessões de teste permitem que os engenheiros continuem desenvolvendo o conjunto motriz, otimizem os sistemas de software e correlacionem os dados da simulação com as condições reais da pista. O feedback dos pilotos também desempenha um papel fundamental, ajudando a refinar os ajustes do carro e a orientar futuras evoluções técnicas.
O GEN4 representará um grande passo na história da Fórmula E graças a diversas inovações tecnológicas importantes:
A potência ampliada para até 600 kW (815 hp), torna o GEN4 o monoposto elétrico mais potente já desenvolvido;
Tração integral permanente, uma estreia na história do campeonato;
Capacidade de regeneração de energia de até 700 kW por meio dos sistemas de propulsão dianteiro e traseiro;
Uma nova bateria de 55 kWh, que oferece maior desempenho e eficiência;
Duas configurações aerodinâmicas distintas: alta carga aerodinâmica e baixa carga aerodinâmica, adaptadas às diferentes fases de um fim de semana de corrida.
À medida que o campeonato se prepara para entrar nessa nova geração de carros de competição, a Citroën Racing confirma que Jean-Éric Vergne e Nick Cassidy formarão mais uma vez a dupla de pilotos da equipe para a 13ª temporada do Campeonato Mundial de Fórmula E da ABB FIA.
Com ampla experiência na Fórmula E e habilidades complementares, os pilotos continuarão trabalhando em estreita colaboração com a equipe técnica durante as etapas finais do programa de desenvolvimento do GEN4, antes de sua estreia competitiva na rodada de abertura da próxima temporada, no Circuito Corniche de Jeddah.
Durante a última sessão de testes em Guadix, o GEN4 completou mais de 500 quilômetros, gerando uma quantidade significativa de dados valiosos que darão suporte às próximas fases de desenvolvimento, antes do programa oficial de testes de pré-temporada.
Xavier Chardon, CEO da Citroën:
“O GEN4 marca o início de um novo capítulo para a Citroën Racing e para o nosso compromisso com a Fórmula E. A confirmação de Jean-Éric Vergne e Nick Cassidy como nossa dupla de pilotos está alinhada com essa visão. A experiência deles, o profundo conhecimento do campeonato e a capacidade de contribuir para o desenvolvimento técnico do nosso futuro carro de corrida serão inestimáveis enquanto nos preparamos para a 13ª temporada. Estamos ansiosos para escrever juntos este novo capítulo da nossa jornada na Fórmula E”.
Beth Paretta, Diretora-Geral da MSG:
“Estamos muito satisfeitos em continuar esta jornada com Jean-Éric e Nick. Além de suas performances na pista, eles desempenham um papel fundamental no desenvolvimento do GEN4, graças à sua experiência e à qualidade do seu feedback técnico. A transição para a era GEN4 marcará um marco importante para a Fórmula E, e temos um objetivo claro: chegar ao início da 13ª temporada com um carro competitivo e confiável, para lutar por títulos no campeonato”.
Nick Cassidy, piloto da Citroën Racing Fórmula E Team:
“Estou muito feliz por continuar com a equipe Citroën Racing de Fórmula E na 13ª temporada. Construímos um relacionamento sólido dentro da equipe e estou ansioso para continuar contribuindo com o desenvolvimento do GEN4. Este é um momento emocionante para a Fórmula E, com uma nova geração de carros que representa um desafio completamente novo. Mal posso esperar para continuar trabalhando com toda a equipe e explorar todo o potencial do GEN4 quando ele chegar às pistas”.
Jean-Éric Vergne, piloto da Citroën Racing Fórmula E Team:
“Estou orgulhoso de continuar esta jornada com a equipe. Participar do desenvolvmento de uma nova geração de carros de corrida é sempre um desafio único para um piloto. A chegada do GEN4 é extremamente empolgante e representará um grande passo em frente para o campeonato. Ainda temos muito trabalho pela frente, mas estou confiante de que chegaremos ao início da 13ª temporada com bases sólidas e prontos para lutar desde a primeira corrida”.
APÊNDICE – UM DIA DE TESTES DE PISTA COM O GEN4
Simon Merchet, Diretor de Desenvolvimento do Programa de Fórmula E, Stellantis Motorsport
Quais são os principais objetivos de um dia de testes?
“Um dia de testes tem dois objetivos principais. O primeiro é permitir que os pilotos e a equipe se familiarizem com o novo carro, suas novas ferramentas e compreendam gradualmente seu comportamento. O segundo é dar continuidade ao desenvolvimento do GEN4, seja validando os novos componentes de série introduzidos pelo campeonato ou otimizando os softwares que controlam o carro. Cada quilômetro percorrido nos ajuda a aprofundar nosso conhecimento sobre o carro de corrida”.
Como é planejado um dia de testes de desenvolvimento?
“Antes de cada sessão de testes, elaboramos um programa bastante detalhado que define os diferentes objetivos a serem abordados ao longo do dia. Cada saída de pista é dedicada a uma tarefa específica, seja avaliar uma atualização, validar uma alteração de configuração ou coletar dados de um sistema em particular. Um dia de testes é considerado bem-sucedido quando todos os objetivos planejados são concluídos. Quaisquer itens que exijam trabalho adicional ou que não possam ser concluídos devido a limitações de tempo são transferidos para as sessões de teste seguintes”.
Por que os testes em pista ainda são essenciais quando grande parte do desenvolvimento é realizado em simulação?
“O trabalho de simulação e o desenvolvimento realizado na fábrica nos permitem formular hipóteses e desenvolver o carro muito antes de este chegar à pista. No entanto, alguns aspectos só podem ser validados em condições reais de uso. Os testes em pista possibilitam confirmar, ou por vezes contestar, o que observámos no simulador. Eles também são a única forma de incorporar o feedback do condutor, algo que simplesmente não pode ser reproduzido em um ambiente de laboratório”.
Como o GEN4 representa um novo passo no desenvolvimento da Fórmula E?
“O GEN4 representa um grande avanço para o programa. O carro é mais rápido, conta com uma aerodinâmica muito mais avançada e entrega um nível de desempenho superior, especialmente nas curvas. Esta nova geração é significativamente mais capaz do que as anteriores e abre novas áreas de desenvolvimento, sobretudo no campo da aerodinâmica. É um carro mais avançado, mas também mais exigente, tanto para os pilotos ao volante quanto para os engenheiros responsáveis por seu desenvolvimento”.