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segunda-feira, 21 de setembro de 2026

Grupo JPM amplia atuação e lança operadora especializada em cruzeiros e experiências de viagem. Em parceria com o executivo Pablo Vilaseca, que acumula 18 anos de experiência no setor, grupo carioca cria a Viaje de Navio para ocupar uma lacuna no mercado do Rio de Janeiro e oferecer ao trade produtos completos que combinam cruzeiros marítimos e fluviais a experiências esportivas, culturais, gastronômicas e de lazer


 

Pablo Vilaseca junto com os sócios do Gupo JPM Marcio Gelelete e João Paulo Fernandes.

O Grupo JPM está ampliando sua atuação no mercado de turismo com uma nova aposta em um segmento de forte potencial. O grupo acaba de fechar uma parceria com o executivo Pablo Vilaseca para o lançamento da Viaje de Navio, operadora especializada em cruzeiros marítimos e fluviais no Brasil e no mundo, que chega ao mercado com a proposta de ser um novo canal de distribuição do produto no Rio de Janeiro.

Mas a estratégia vai além da comercialização de cabines. A nova empresa pretende ocupar uma lacuna identificada no mercado fluminense oferecendo às agências de viagens produtos completos, nos quais o cruzeiro poderá ser combinado a diferentes experiências no destino.

Na prática, isso significa que um agente poderá oferecer ao cliente, por exemplo, um cruzeiro pelo Caribe combinado a uma partida da NBA em Miami. Ou uma viagem de navio pela Europa associada à experiência de assistir a uma etapa da Fórmula 1. Festivais gastronômicos e culturais, grandes eventos e outras experiências também poderão fazer parte dos produtos desenvolvidos pela operadora.

“A Viaje de Navio não nasce para ser apenas mais uma operadora vendendo cabines. Queremos vender experiências que tenham a viagem de navio como um de seus componentes. Podemos unir um cruzeiro a um grande evento esportivo, a um festival gastronômico, a uma experiência cultural ou a inúmeras outras possibilidades. O céu é o limite. Nossa proposta é entregar ao agente um produto pronto, diferenciado e que facilite a venda para o cliente final”, explica Pablo Vilaseca.

Os pacotes poderão reunir, além do cruzeiro, passagens aéreas, serviços terrestres, hospedagem, seguro viagem e demais componentes necessários à experiência, com possibilidade também de produtos sem o aéreo.

A estratégia dialoga diretamente com a experiência acumulada pelo próprio Grupo JPM. Além da JPM Viagens, que atua como operadora desde 2009, o grupo reúne a Turista FC, especializada em turismo esportivo. Essa estrutura abre possibilidades para a criação de produtos que conectem diferentes segmentos dentro de uma mesma viagem.

Produto pronto para a agência vender

Um dos pilares do projeto será justamente a relação com o trade. A estratégia da Viaje de Navio será atuar diretamente na negociação com as companhias marítimas, buscando condições que permitam oferecer produtos competitivos. A empresa também trabalhará com bloqueios de cabines, além de desenvolver pacotes completos e produtos diferenciados.

Para João Paulo Fernandes, CEO do Grupo JPM, a nova operação nasce a partir de uma necessidade percebida no dia a dia do mercado.

“As agências precisam ter bons produtos na prateleira, que sejam fáceis de comercializar, competitivos para o cliente e que garantam rentabilidade. Quando entregamos uma experiência completa, já estruturada e com todos os componentes da viagem, facilitamos o trabalho do agente e, ao mesmo tempo, ampliamos as possibilidades de venda. Estamos unindo a capacidade operacional e comercial do Grupo JPM à experiência de 18 anos do Pablo dentro da indústria de cruzeiros para construir um produto realmente pensado para o trade”, afirma Fernandes.

A proposta é permitir que o agente encontre em um único fornecedor diferentes componentes da viagem e tenha à disposição produtos que possam ir além do cruzeiro tradicional.

Experiência de quem conhece a indústria por dentro

Um dos principais ativos da nova operação é a trajetória de Pablo Vilaseca. O executivo acumula 18 anos de atuação contínua no setor de cruzeiros marítimos, com passagens por Norwegian Cruise Line, Royal Caribbean/R11 Travel, Hurb e MSC Cruzeiros do Brasil.

A experiência em diferentes elos da cadeia permitiu ao executivo desenvolver atuação tanto no B2B quanto no B2C, além de construir relacionamento de longa data com o trade turístico e as próprias companhias marítimas.

Agora, esse conhecimento passa a ser combinado à estrutura comercial, operacional e à rede de relacionamento do Grupo JPM.

Nova frente de especialização

A criação da Viaje de Navio segue uma estratégia de especialização que já faz parte da trajetória do Grupo JPM.

A história do grupo começou em 2009, com a JPM Viagens, operadora que atua nos segmentos de lazer e corporativo e desenvolve produtos e experiências para parceiros e clientes. A estrutura ganhou ainda mais especialização com o Turista FC, voltada ao turismo esportivo.

Cruzeiros já integravam o portfólio de serviços da JPM Viagens, ao lado de pacotes nacionais e internacionais, hotéis, passagens aéreas, locação de veículos, seguro viagem e viagens corporativas. A criação da Viaje de Navio, entretanto, dá ao segmento uma marca própria, estrutura especializada e foco comercial dedicado.

“O Grupo JPM entra nesse projeto com estrutura, credibilidade, tecnologia, poder de negociação e relacionamento com as agências. O Pablo traz quase duas décadas de conhecimento específico do setor de cruzeiros. E ainda temos dentro de casa a expertise de diferentes segmentos, como o turismo esportivo. Essa combinação nos permite pensar além da cabine e criar produtos que realmente agreguem valor para o agente e para o passageiro”, acrescenta João Paulo Fernandes.


Copacabana Palace, A Belmond Hotel, Rio de Janeiro, apresenta o LUMIO, uma nova ponte entre o Sul da Itália e o Brasil. Com inauguração em novembro de 2026, o novo restaurante do Chef Nello Cassese marca um momento definidor na transformação do Edifício Piscina do hotel

Setembro de 2026 – O Copacabana Palace, A Belmond Hotel, Rio de Janeiro apresenta o LUMIO, um novo restaurante do Chef Nello Cassese, com abertura em novembro de 2026, no Edifício Piscina. Moldado pela década em que Cassese viveu e cozinhou no Brasil, o LUMIO apresenta uma experiência contemporânea de menu degustação italiano que reúne a sensibilidade mediterrânea, ingredientes brasileiros e a visão da Belmond do slow luxury por meio da excelência culinária.

ONDE A LUZ ENCONTRA O MAR, DE NÁPOLES AO RIO

No Copacabana Palace, a luz há muito molda o ritmo do dia. É essa relação duradoura entre o mar, a paisagem e a cultura que inspira o LUMIO.

Para o Chef Nello Cassese, o conceito também se inspira em outra costa: o Sul da Itália. Conectando o Rio de Janeiro e Nápoles por meio de sua relação compartilhada com a luz, o mar e o ritual culinário, o LUMIO explora o que dois territórios separados por um oceano ainda podem ter em comum.

Situado ao redor da piscina, o LUMIO junta-se aos destinos gastronômicos do hotel, ao lado do novíssimo Bar do Copa, do MEE e do Pérgula, contribuindo para um ritmo social renovado no Copacabana Palace. 


UM NOVO CAPÍTULO PARA NELLO CASSESE

Quando Cassese chegou ao Copacabana Palace em 2016, começou a desenvolver uma interpretação contemporânea da culinária italiana no Ristorante Hotel Cipriani. Ao longo dos anos seguintes, ele o estabeleceu como um dos principais destinos para jantares italianos fora da Itália, conquistando uma estrela MICHELIN e reconhecimento no prestigiado rank The 50 Best Restaurants Latin America, além de ter sido eleito o Melhor Restaurante Italiano do Mundo Fora da Itália, pelo 50 Top Italy em 2025 e 2026. Na mesma edição de 2026, Cassese também foi nomeado Chef do Ano.

Agora, o LUMIO nasce dessa evolução: italiano em sua essência e influenciado pelo lugar, pelas viagens e pelo intercâmbio.

“Durante muito tempo, minha missão foi apresentar a Itália no Rio de Janeiro. Continuo fazendo isso, mas hoje entendo que essa história ficou maior. O Rio me fez revisitar minhas próprias origens de um jeito que eu não esperava. LUMIO nasce dessa descoberta, ainda um restaurante italiano na essência, mas com tudo que aprendi nos últimos dez anos entre viagens, produtores e cozinhas diferentes", afirma Nello Cassese.

 

SLOW LUXURY SERVIDO COM INTENÇÃO

Desenhado em torno de um único menu degustação para apenas 38 convidados por noite, o LUMIO oferece uma experiência gastronômica íntima e imersiva. O formato reflete uma abordagem mais calma da hospitalidade, convidando os hóspedes a se envolverem plenamente com a jornada do menu.

A experiência inclui três opções de harmonização de vinhos e uma adega com mais de 400 rótulos, com curadoria do Head Sommelier Ed Arruda. A Mesa do Chef da Dom Pérignon será um dos assentos mais exclusivos do restaurante, reforçando a estreita conexão entre cozinha e salão que define o trabalho de Cassese. Ele continua sendo o único chef na América do Sul a fazer parte da Dom Pérignon Society.
 

O Copacabana Palace sempre evoluiu, preservando o que o tornou um símbolo da cidade. A transformação do Edifício Piscina segue esse mesmo compromisso: olhar para o futuro sem romper com sua própria história, incorporando o espírito Belmond de Slow Luxury. O LUMIO faz parte desse movimento, um restaurante italiano que só poderia existir neste momento da história do hotel, unindo o caminho que o Nello construiu na última década, a identidade do Rio de Janeiro e a compreensão da hospitalidade pela Belmond”, diz Ulisses Marreiros, Diretor Geral do Copacabana Palace.
 

O LUMIO inaugura enquanto o Copacabana Palace escreve um novo capítulo em sua história. Unindo a jornada culinária de Nello Cassese, a identidade do Rio de Janeiro e a abordagem de hospitalidade da Belmond, o restaurante marca um novo momento para um dos endereços mais icônicos da cidade.


LUMIO será revelado em Novembro de 2026.

Saiba quais as principais abordagens do Meeting Festuris para este ano. Inteligência artificial, inclusão, segurança, longevidade empresarial, economia, marca Brasil e conexões humanas estão entre os temas que movimentam o palco de conteúdo do Festuris 2026


Texto: Fernando Gusen | fernando@festurisgramado.com.br

Foto: Festuris/Divulgação

O turismo está mudando e quem trabalha no setor precisa acompanhar essa transformação antes que ela chegue ao mercado. É com essa provocação que o Meeting Festuris, palco de conteúdo da 38ª edição do Festuris – Feira Internacional de Turismo de Gramado, reúne especialistas, empresários, lideranças e personalidades para discutir os temas que já estão impactando a forma de viajar, consumir, empreender e fazer negócios.

Com o conceito “Relações reais que constroem o futuro”, o Meeting acontece nos dias 13 e 14 de novembro, em Gramado (RS), e propõe duas manhãs de imersão em ideias capazes de ultrapassar o palco e chegar à prática profissional. A programação foi construída para quem não quer apenas saber o que está acontecendo no turismo, mas deseja entender o que vem pela frente e como se preparar para isso.

Entre os assuntos que prometem provocar o público está uma das perguntas mais inquietantes do momento: a inteligência artificial vai substituir as pessoas no turismo? O debate “A IA Vai Substituir as Pessoas no Turismo? A Inteligência Emocional Responde” coloca tecnologia e humanidade frente a frente e convida o setor a refletir sobre aquilo que nenhuma ferramenta consegue reproduzir da mesma maneira: relações, sensibilidade, escuta e conexão.

E se a tecnologia redefine processos, a inclusão redefine a experiência. A programação de abertura traz o debate “Além da Acessibilidade Física – O Desafio da Inclusão Neurodiversa no Turismo”, ampliando a discussão sobre como destinos, empresas e profissionais podem construir experiências verdadeiramente acolhedoras para diferentes públicos.

Outro tema que ganha espaço é o wellness tourism, tendência que transforma saúde, bem-estar e qualidade de vida em elementos cada vez mais relevantes para a escolha de destinos e experiências. Na sequência, o Meeting mergulha em um dos segmentos mais desejados do mercado: o turismo de luxo, discutindo a “Conexão Humana por trás da Exclusividade” e mostrando que, em um mercado de alto padrão, personalização e relacionamento podem ser tão importantes quanto o produto oferecido.

No segundo dia, o palco amplia ainda mais o olhar sobre os negócios. “Confiança como Ativo – O impacto do Compliance na Experiência Turística” coloca em pauta um ativo muitas vezes invisível, mas decisivo para empresas e destinos: a confiança. Já o debate “Mulheres Viajantes e Segurança: Construindo Destinos mais Acolhedores” aborda um aspecto essencial para a evolução da atividade turística: a construção de ambientes nos quais viajar seja, além de prazeroso, uma experiência segura.

Para quem acompanha os movimentos da economia e quer entender como eles chegam ao turismo, o painel “Brasil em Transformação: Economia, Marca País e o Futuro dos Negócios” reúne Bruno Reis, presidente da Embratur, e Ana Maria Berto, CEO da Orinter Tour & Travel, com mediação da jornalista Giane Guerra. A discussão conecta cenário econômico, posicionamento internacional e oportunidades para o setor turístico brasileiro.

E há espaço, ainda, para olhar para o turismo pelo viés da experiência e do entretenimento. O painel “Turismo de Entretenimento” encerra a programação mostrando como atrações, gastronomia e experiências podem se transformar em produtos turísticos capazes de movimentar destinos e gerar novos negócios.

Conteúdo para sair da zona de conforto

Mais do que uma sequência de palestras, o Meeting Festuris aposta em uma programação que cruza diferentes áreas do conhecimento — de marketing, administração e economia a liderança, empreendedorismo, inovação, sustentabilidade e psicologia.

É justamente essa diversidade que transforma o palco em uma oportunidade de atualização para profissionais que precisam tomar decisões em um mercado cada vez mais dinâmico.

A proposta é simples: investir uma manhã em conhecimento pode significar economizar meses tentando entender sozinho para onde o mercado está indo. E, em um setor baseado em pessoas, estar no mesmo ambiente que grandes nomes, empresários e profissionais do turismo também significa ampliar a rede de contatos e criar oportunidades que não acontecem apenas em uma palestra.

Por isso, o Meeting é pensado para quem entende que tempo é investimento e conhecimento é ferramenta de negócio. Além do acesso ao conteúdo do Meeting, o ingresso inclui a participação na Feira de Negócios do Festuris e nos demais palcos de conteúdo da feira, além de certificado de participação. As inscrições estão abertas. Mais informações com Júlia Bervanger no número (54) 99951.7525.

PROMOÇÃO - Até o dia 30 de setembro, quem adquirir o ingresso para o Meeting Festuris pelo valor integral estará concorrendo a um pacote de experiências em Gramado, que inclui dois ingressos para o Natal Luz, um jantar para duas pessoas no Edelweiss Restaurant e duas entradas para o Garden Park.

domingo, 20 de setembro de 2026

Festuris amplia compromisso com a inclusão e abre espaço à comunidade para ouvir histórias que transformam. Festuris Inclusão – Conexões Sem Limites acontece em 13 de novembro, em Gramado, reunindo três trajetórias de protagonismo, superação e representatividade

Manuela Vasquez 


Texto: Ilton Müller | fernando@festurisgramado.com.br

Fotos: Festuris/Divulgação

A inclusão sempre esteve entre as pautas que fazem parte da trajetória do Festuris – Feira Internacional de Turismo de Gramado, em um compromisso que ultrapassa o universo do turismo e se conecta a um propósito maior: contribuir para uma sociedade com mais oportunidades, respeito, representatividade e espaço para que todas as pessoas exerçam plenamente sua cidadania.

Em 2026, esse compromisso ganha um novo capítulo. Com apoio do Serra Park e em parceria com a APAE Gramado, o Festuris realiza, no dia 13 de novembro, o “Festuris Inclusão – Conexões Sem Limites”, um encontro aberto à comunidade que terá uma tarde dedicada à reflexão, à sensibilização e, principalmente, à conexão entre pessoas por meio de histórias reais.

A proposta é levar a pauta da inclusão para além do setor de turismo e criar um espaço de encontro capaz de ampliar perspectivas e provocar novas formas de enxergar a diversidade.

“Essa trajetória também é construída em parceria com a APAE Gramado, com iniciativas voltadas à inclusão produtiva e à ampliação de oportunidades. É uma parceria que reforça uma convicção que carregamos conosco: promover a inclusão é transformar realidades”, afirma Marta Rossi, CEO do Festuris.

Yves Dupont


Três histórias, diferentes caminhos e um mesmo propósito

Ao lado da APAE Gramado, o Festuris reunirá no palco três pessoas que transformam desafios em caminhos de desenvolvimento, talento em conexão e protagonismo em inspiração. Cada história revela, a seu modo, o potencial que pode surgir quando existem oportunidades, acesso e espaço para que cada indivíduo possa mostrar quem é.

DJ HeyDoc: a música como ponte entre pessoas

Jovem artista com carreira internacional, DJ HeyDoc é autista e encontrou na música uma poderosa forma de expressão, comunicação e conexão. Por meio da arte, constrói pontes entre diferentes universos, aproximando pessoas típicas e atípicas e mostrando que existem muitas maneiras de sentir, criar, comunicar e estar no mundo.

Sua trajetória convida a sociedade a enxergar a diversidade não como uma barreira, mas como uma oportunidade de conexão e aprendizado. No palco, HeyDoc estará acompanhado de sua mãe e empresária, Sandra Gabriel, que também participa dessa trajetória de construção e desenvolvimento artístico.

Manuela Vasquez: protagonismo, voz e representatividade

Influenciadora e ativista, Manuela Vasquez levou sua voz até Genebra, na Suíça, onde discursou no Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas (ONU) sobre a importância da rede de apoio, dos direitos e da inclusão das pessoas com síndrome de Down.

Sua trajetória representa protagonismo, coragem e participação social. Manuela amplia uma discussão fundamental sobre representatividade: pessoas com deficiência precisam estar não apenas nos espaços em que se fala sobre elas, mas também naqueles em que elas próprias têm voz, participação e poder de decisão.

Sua história reforça a importância da autonomia, da representatividade e do direito de ocupar espaços de fala e transformação. Ao seu lado estará a mãe e grande incentivadora, Leonor Bernhoeft, empresária que acompanha sua trajetória e seu protagonismo.

Yves Dupont: quando oportunidade revela potencial

Atleta gaúcho com síndrome de Down, Yves Dupont fez história no judô brasileiro ao se tornar, em 2007, o primeiro judoca com síndrome de Down a conquistar a faixa-preta no Rio Grande do Sul e o segundo no Brasil.

Sua trajetória é marcada por disciplina, dedicação e pela superação de barreiras. Yves também representou o Brasil em competições internacionais e conquistou medalhas em etapas do Judô For All.

No tatame, encontrou muito mais do que um esporte: encontrou um caminho de desenvolvimento, reconhecimento e protagonismo. Sua história mostra como acesso e oportunidade podem revelar potenciais que, muitas vezes, permanecem invisíveis quando faltam espaços para que sejam desenvolvidos. Yves estará acompanhado de seu professor e treinador de judô, Daniel Pires.

DJ HeyDoc

Conexões que transformam

“Muitas vezes, é uma história que nos faz repensar conceitos. É uma trajetória que quebra preconceitos. É uma pessoa que nos mostra que os limites podem estar muito mais nas barreiras que construímos do que nas diferenças que existem entre nós”, destaca Eduardo Zorzanello, CEO do Festuris.

O “Festuris Inclusão – Conexões Sem Limites” nasce com a intenção de ser mais do que um encontro no palco. A proposta é criar um momento de escuta e aproximação capaz de gerar reflexões que ultrapassem o espaço do evento e cheguem às famílias, empresas, escolas, instituições e espaços públicos.

A iniciativa parte da compreensão simples de que inclusão não deve ser apenas um tema debatido em momentos específicos, mas uma prática cotidiana. Significa garantir acesso, oferecer oportunidades, respeitar diferenças, derrubar barreiras, reconhecer talentos, ampliar a representatividade e permitir que cada pessoa possa ocupar seu lugar na sociedade.

“Queremos que cada história inspire uma reflexão, mas também uma atitude. Que o encontro não termine quando as luzes do palco se apagam. Que as conexões construídas ali possam chegar às famílias, às empresas, às escolas, aos espaços públicos e a todos os lugares onde a inclusão precisa acontecer de forma concreta”, complementa Eduardo.

Festuris e APAE Gramado: uma parceria pela inclusão

A APAE Gramado é uma parceira fundamental do Festuris na construção de iniciativas voltadas à inclusão, à geração de oportunidades e à transformação social.

Com atuação no atendimento e na defesa dos direitos das pessoas com deficiência, a instituição reúne experiência, conhecimento e um olhar humanizado para os desafios e potencialidades de uma sociedade verdadeiramente inclusiva. Sua trajetória consolidou a APAE Gramado como uma referência regional na valorização das potencialidades de cada indivíduo.

É a partir desse propósito compartilhado que Festuris e APAE Gramado se unem para realizar o Festuris Inclusão – Conexões Sem Limites. A iniciativa, que vai além de uma ação, representa o desejo de ampliar o alcance da pauta da inclusão, levando o debate para além do turismo e aproximando a comunidade de histórias, experiências e perspectivas capazes de transformar percepções.

Aberto à comunidade, o Festuris Inclusão – Conexões Sem Limites pretende ser um encontro para ouvir, conhecer, refletir e se inspirar. No dia 13 de novembro, Gramado será palco de três histórias que mostram diferentes possibilidades de protagonismo e lembram que, quando oportunidades são criadas, novos caminhos também se tornam possíveis.

COLUNA MECÂNICA ONLINE®



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Tarcisio Dias


 20 | SETEMBRO | 2026


Carro elétrico economiza na recarga, mas o seguro ainda pode pesar na conta


Levantamento da Creditas Seguros, mostra que modelos eletrificados permanecem entre os seguros mais caros, reforçando a importância de avaliar manutenção, reparabilidade, depreciação e apólice antes da compra. 

O carro elétrico promete reduzir gastos com energia e manutenção, mas uma despesa pode mudar significativamente a conta no fim do ano: o seguro. Os números mais recentes revelam diferenças importantes entre modelos eletrificados e convencionais — e mostram que bateria, peças, reparabilidade, localização e até a maturidade do mercado podem influenciar muito mais do que parece. Entender essa equação antes da compra pode ser decisivo para descobrir quanto um elétrico realmente custa para permanecer na garagem. 

Comprar um carro elétrico pode significar gastar menos com energia e eliminar uma série de serviços associados ao motor a combustão. Mas existe uma despesa que começa a ganhar importância nessa equação: o seguro do veículo.

Os números mais recentes ajudam a mostrar por quê. Em agosto, o BYD Dolphin GS 180 EV apresentou seguro médio de R$ 2.669,13 para o perfil masculino e R$ 2.308,76 para o feminino, segundo levantamento da Creditas Seguros.

Para comparação, o Volkswagen Polo Track registrou R$ 1.533,03 para homens e R$ 1.422,82 para mulheres. Considerando exclusivamente os perfis utilizados no estudo, isso colocou o seguro do Dolphin aproximadamente 74% acima para homens e 62% para mulheres.

A diferença chama atenção porque interfere diretamente em um dos principais argumentos econômicos associados ao automóvel elétrico: o menor custo de utilização.

Mas existe um detalhe importante. Manutenção e reparação são custos diferentes.

O carro elétrico possui uma arquitetura de propulsão mecanicamente mais simples. Não há troca de óleo do motor, velas de ignição ou sistema de escapamento, por exemplo, e o número de componentes móveis é significativamente menor.

Isso pode favorecer o custo das revisões e da manutenção preventiva.

A seguradora, entretanto, precisa fazer outra conta. Ela avalia quanto poderá custar reparar o automóvel depois de uma colisão ou outro sinistro coberto pela apólice.

Nesse cálculo entram valor do veículo, disponibilidade e preço das peças, mão de obra especializada, componentes eletrônicos, sensores, inversores, sistemas de gerenciamento térmico e, naturalmente, a bateria de alta tensão.

Isso não significa que qualquer acidente envolvendo um elétrico exigirá a substituição da bateria. O custo dependerá da região atingida, da extensão do dano, da arquitetura do automóvel e principalmente da possibilidade de reparar ou substituir componentes separadamente.

É justamente nesse ponto que a reparabilidade começa a se transformar em característica cada vez mais importante de um automóvel moderno.

Um veículo projetado para permitir a troca individual de componentes, com peças disponíveis e uma rede preparada para executar o serviço, pode apresentar custos de reparação diferentes de outro que obrigue a substituição de conjuntos completos.

O levantamento também mostra que não estamos falando exclusivamente dos elétricos puros. O BYD Song Plus 1.5 híbrido apresentou os maiores valores entre os automóveis pesquisados, com R$ 3.600,84 para homens e R$ 3.563,09 para mulheres.

Na sequência aparece o GWM Haval H6, com R$ 3.213,35 e R$ 3.208,60, respectivamente.

Assim, Song Plus, Haval H6, Dolphin e Dolphin Mini colocaram quatro veículos eletrificados entre os seguros de maior valor do levantamento.

Ao mesmo tempo, os próprios números demonstram que essa fotografia pode mudar rapidamente.

Entre julho e agosto, o valor médio do seguro do Dolphin caiu 21,34% para o perfil masculino, passando de R$ 3.393,14 para R$ 2.669,13. Entre as mulheres, a redução chegou a 23,77%, saindo de R$ 3.028,64 para R$ 2.308,76.

Uma variação superior a 20% em apenas um mês mostra por que não podemos transformar o preço atual do seguro em uma característica permanente da tecnologia elétrica.

Conforme cresce a frota, as seguradoras passam a acumular mais informações sobre frequência dos acidentes, custos reais dos reparos e disponibilidade das peças. Fabricantes, concessionárias e oficinas também aumentam sua experiência com esses automóveis.

A escala pode alterar essa equação.

Outro fator decisivo é onde o proprietário mora. O próprio estudo encontrou diferenças entre as capitais pesquisadas, lembrando que uma cotação de seguro depende de diversas variáveis, como modelo, CEP, perfil do motorista, histórico de sinistros e coberturas contratadas.

Por isso, aqueles valores devem ser observados como referência de mercado, nunca como a cotação que necessariamente será apresentada a determinado proprietário.

A recomendação para quem está pesquisando um elétrico ou híbrido é bastante simples: inclua o seguro na comparação antes de comprar o carro.

Selecionou dois ou três modelos? Faça cotações utilizando seu perfil, CEP e coberturas equivalentes.

E não observe apenas quanto custa a apólice. Compare também as franquias, serviços disponíveis e condições de cada cobertura.

A eletrificação está nos obrigando a ampliar a forma como calculamos quanto realmente custa possuir um automóvel. Durante décadas, a atenção esteve fortemente concentrada no preço do combustível e na manutenção. Agora, o consumidor precisa olhar com mais cuidado para o custo total de propriedade.

Energia ou combustível, manutenção, pneus, impostos, seguro e depreciação precisam estar na mesma planilha.

Um elétrico pode gastar menos por quilômetro rodado e ainda possuir uma apólice mais cara. Outro pode apresentar seguro competitivo e manutenção reduzida. Não existe uma resposta válida para todos os modelos e todos os proprietários.

No final, a questão mais interessante talvez não seja simplesmente perguntar se o seguro do carro elétrico é mais caro, mas entender como maior escala, disponibilidade de peças, reparabilidade e capacitação das oficinas poderão modificar esse cenário durante os próximos anos.

Mecânica Online®

CIBERSEGURANÇA AUTOMOTIVA – O avanço dos carros definidos por software criou uma nova preocupação: a própria central multimídia pode se transformar em porta de entrada para ataques digitais. Pesquisadores da Kaspersky identificaram uma cadeia de infecção distribuída pelo mecanismo de atualização de centrais Android da fabricante DoFun, capaz de transformar os equipamentos afetados em proxies utilizados para fraude publicitária. O caso reforça a importância da segurança também na cadeia de atualização dos softwares automotivos.

DOCUMENTAÇÃO DE VEÍCULOS – O RENAVE (Registro Nacional de Veículos em Estoque) passa a ser obrigatório, a partir de 28 de setembro, para as revendas abrangidas pela regulamentação. O sistema digitaliza movimentações de entrada, saída e consignação dos automóveis mantidos em estoque. Para o consumidor, é importante entender que a movimentação realizada pelo RENAVE não elimina o procedimento de transferência da propriedade depois da compra.

DIREITO DE REPARAR – O Projeto de Lei nº 5.092/2026, apresentado no Senado, coloca o Brasil na discussão sobre o chamado Direito de Reparar. A proposta busca ampliar o acesso a peças, informações técnicas, ferramentas e recursos de diagnóstico, questão cada vez mais relevante em automóveis dependentes de eletrônica, software, parametrizações e calibrações. O projeto ainda precisa percorrer o processo legislativo e poderá sofrer alterações.

INDÚSTRIA AUTOMOTIVA – A BYD amplia sua operação em Camaçari, na Bahia, e prepara a implantação do terceiro turno de produção. A fabricante prevê contratar cerca de 1.500 profissionais para essa nova etapa, além de outros 500 trabalhadores destinados às áreas de Soldagem, Pintura e Estamparia. A expansão mostra o avanço da estrutura industrial da empresa no Brasil e aumenta a utilização da capacidade instalada do complexo.

MERCADO EM TRANSFORMAÇÃO – O mercado brasileiro acumulou 1.992.993 veículos leves emplacados em 2026 até a primeira quinzena de setembro, avanço de 18,9% sobre o mesmo período do ano anterior. Mais importante que o crescimento absoluto é a mudança na composição das vendas: os eletrificados alcançaram 23,7% dos emplacamentos da quinzena, enquanto as marcas chinesas chegaram conjuntamente a 22,8%. O BYD Dolphin Mini ainda alcançou a terceira posição entre os modelos mais vendidos naquele período.


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Prêmio do seguro: Valor cobrado pela seguradora para assumir os riscos previstos na apólice durante determinado período. Não deve ser confundido com a franquia.

Franquia: Parte do custo de determinados reparos que permanece sob responsabilidade do segurado quando ocorre um sinistro coberto.

Reparabilidade: Capacidade de um veículo ou componente ser recuperado depois de uma avaria sem exigir desnecessariamente a substituição de grandes conjuntos. Projeto, disponibilidade de peças, documentação técnica e procedimentos de manutenção interferem diretamente nessa característica.

Bateria de alta tensão: Conjunto utilizado para armazenar a energia responsável pela propulsão elétrica. É diferente da bateria convencional de 12 volts utilizada nos sistemas auxiliares do automóvel.

Eletrônica de potência: Conjunto de componentes responsáveis por controlar e converter a energia elétrica entre bateria, motor e demais sistemas da propulsão eletrificada.

Custo total de propriedade: Soma das despesas relacionadas à aquisição e utilização de um automóvel ao longo do tempo, envolvendo preço de compra, combustível ou energia, seguro, manutenção, pneus, impostos e depreciação.


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Oferecida de forma gratuita e periódica, é publicada nos dias 10, 20 e 30 de cada mês, com conteúdo crítico, independente e orientado ao consumidor e ao setor automotivo.

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Nº 1.419 — 20/9/2026




Grupo Renault-Geely acelera 

investimento em produção local


Menos de um ano após a Renault Geely do Brasil (RGdB) anunciar a mudança da razão social e o investimento adicional de R$ 2 bilhões da marca chinesa na fábrica de São José dos Pinhais (PR), o primeiro produto — Geely EX5 EM-i híbrido plugável — acaba de sair da linha de montagem.

A sociedade franco-chinesa avança com a rapidez que o total de R$ 5,8 bilhões permitirá até 2027. Comercialização do híbrido plugável começará em novembro. Início de produção nacional do elétrico EX2 será em dezembro próximo e as vendas até dois meses depois.

Ambos os modelos, durante o atual período de importação, superaram as previsões. Francois Provost, presidente global do Grupo Renault, veio ao Brasil e afirmou sua confiança na equipe de executivos que cumpriu todos os objetivos previstos.

Fabrice Cambolive, ex-presidente da filial brasileira de 2015 a 2017 e hoje vice-presidente mundial de Vendas e Operações da Renault, confirmou o total de quatro modelos, dois da marca francesa e dois da marca chinesa, produzidos aqui até o final de 2027.

Geely mantém 26,4% de participação acionária na RGbD, operação comandada pelo argentino Ariel Montenegro desde 2025. A tecnologia híbrida E-Tech 4x4 será flex e estará no Boreal e na Niagara também em 2027. Montenegro acrescentou que os elétricos puros vão assumir participação maior nos principais mercados mundiais.

Contudo, ainda há recuos como acontece agora na venda de elétricos nos EUA, no Canadá e, discretamente, até na China com o corte de incentivos. Perguntei a ele se, quando a guerra no Oriente Médio cessar e na hipótese de petróleo cair substancialmente de preço com a normalização da produção e à medida que os elétricos avancem, não poderia postergar o ritmo futuro da eletrificação. Montenegro respondeu ser improvável isso acontecer. 

Em entrevista ao site da Autoesporte, Combolive previu que 50% dos carros da Renault serão híbridos ou elétricos no Brasil até 2030.


Números da Stellantis na desmontagem veicular


Trata-se de uma iniciativa única que deveria estimular outros fabricantes na mesma direção. No Brasil, dar baixa em documentação para um veículo em fim de vida é extremamente burocrático e os veículos acabam abandonados ou vendidos como sucata bruta.

O conglomerado franco-ítalo-americano completou um ano de operação do seu Centro de Desmontagem Veicular (CDV) em Osasco (SP). Consiste em uma pioneira estrutura própria de uma fabricante na América do Sul, voltada à desmontagem legal e rastreável.  A iniciativa valida na prática o modelo de negócios baseado nos conceitos de economia circular para veículos em fim de vida útil.

No primeiro ano, o CDV desmontou 1.150 automóveis oriundos de seguradoras ou leilões e permitiu recuperar de mais de 20 mil componentes. Destes, 11 mil já foram comercializados no mercado de reposição. Evidencia demanda crescente por peças reutilizadas de procedência auditada. Houve destinação ambientalmente adequada de 862 toneladas de materiais e quase 14 mil litros de fluidos.

O reaproveitamento de componentes chega a reduzir em até 80% o consumo de matérias-primas e em até 50% as emissões de CO₂ em relação à produção equivalente de peças novas. A estratégia da Stellantis atua sob pilares de Remanufatura, Reparo, Reuso e Reciclagem. Há ainda o Centro de Recondicionamento Veicular (CRV) em Betim (MG) que recuperou mais de 500 veículos em três anos.

Com capacidade instalada para até 8 mil desmontagens/ano, o CDV de Osasco atinge agora a fase de escala. Os próximos passos focam na ampliação do portfólio de componentes certificados, expansão dos canais de distribuição do pós-venda e consolidação da logística reversa na região.

A empresa tem mais dois CDVs no exterior: Itália e Marrocos. O quarto será na França.


Niagara: avanço Renault no segmento de picapes


Prevista para estrear em novembro próximo, a picape intermediária Niagara de cabine dupla foi apresentada semana passada em Córdoba, Argentina, de onde virá para o Brasil. A sucessora da Oroch visa principalmente a Toro (mas também Maverick, Rampage e agora a Mako). Utiliza a mesma estrutura do SUV médio Boreal, capô e para-choque dianteiro iguais, fabricado em São José dos Pinhais (PR). A dianteira chama atenção pela grade verticalizada e inscrição Renault em pequenos pixels cromados. Linha de cintura alta, caixas de rodas encorpadas e maçanetas na coluna traseira seguem os padrões das picapes mais atuais derivadas de SUVs. Terá versões 4x2 e 4x4.

Internamente, há 200 mm de espaço para joelhos no banco traseiro (referência na categoria) que tem encosto reclinável em 25° e um compartimento oculto de 36 litros atrás deste. O painel integra quadro de instrumentos digital de 10,2 pol., central multimídia de 10,1 pol. com Google Built-In e sistema de câmeras 360°. Novidade é o assistente de IA generativa e multimodal Google Gemini. São 26 os sistemas avançados de ajuda ao motorista (Adas).

A Niagara mede 4,94 m de comprimento (4,91 m nas versões 4x2), 2,96 m de entre-eixos, 1,72 m de altura e 1,83 m de largura. Rodas de 17 ou 18 pol. Caçamba de 938 litros traz cobertura rígida retrátil, tomada 12 V e tampa traseira de abertura elétrica. Carga útil de 654 kg (incluídos cinco ocupantes) e capacidade de reboque 710 kg (a maior entre as intermediárias). Vão livre de 223 mm (233 mm nas versões 4x4), ângulo de entrada, 22,1° e de saída, 22,3°. Suspensão traseira independente multibraço recebeu acerto específico para as condições de uso na América do Sul. Freios a disco ventilados nas quatro rodas.

Motor flex 1.3 Turbo TCe entrega 156 cv (gasolina) ou 160 cv (etanol) e torque de 27,5 kgf·m. Câmbio de seis marchas manual ou automatizado de dupla embreagem em banho de óleo e seletor eletrônico. Sistema de tração integral sob demanda oferece seis modos de condução via seletor no console.

Renault não deve disponibilizar todas as quatro versões da Niagara em novembro e sim ao longo dos meses seguintes. A híbrida com motor elétrico no eixo traseiro chegará só no segundo semestre de 2027.


Tesla se envolve em outro acidental fatal nos EUA


Um sedã elétrico Model 3, da Tesla, teve o sistema Autopilot novamente colocado em dúvida sobre seu funcionamento. O acidente ocorreu em Buena Vista Township, no estado americano de New Jersey. Em um cruzamento, o Civic dirigido por Stephen Field, de 82 anos, ia completar uma conversão à esquerda quando foi atingido pelo Model 3 que desrespeitou uma placa de parada obrigatória. Ele faleceu, enquanto o motorista e mais três ocupantes do elétrico foram hospitalizados.

Inicialmente, as autoridades de trânsito classificaram a causa da colisão como falha humana. Entretanto, o site americano Electrek, especializado em veículos elétricos, descobriu que o sistema de condução autônoma estava ativo e ainda assim não evitou a colisão. Isso foi confirmado pela Administração Nacional de Segurança Rodoviária (NHTSA, em inglês) dos EUA. 

A marca ocultou algumas informações ao alegar “segredo comercial confidencial”, inclusive se no local do acidente era permitido usar o FSD (sigla em inglês para Condução Autônoma Total) que, tudo indica, não funcionou a contento. Este episódio ainda em investigação desde fevereiro último assemelha-se a outro em que a Tesla foi obrigada a honrar uma indenização de US$ 243 milhões (R$ 1,244 bilhão), em 2019, pela morte de uma pedestre e ferimentos graves em outro na cidade de Key Largo, Flórida.

Nesta ação perdida a fabricante alegou também que a sentença desestimulava avanços tecnológicos que “poderão salvar vidas”. Mas batizar o sistema de Condução Autônoma Total acaba por transmitir excesso de confiança aos compradores dos seus carros. E a fabricante continua a utilizar o termo FSD.

A defesa das vítimas comprovou negligência da marca por liberar a tecnologia fora de rodovias monitoradas, enquanto a Tesla recorreu da decisão e perdeu, mesmo alegando novamente que a sentença desestimulava avanços tecnológicos que salvam vidas. No ano passado, o crossover compacto (nos padrões americanos) Model Y foi o modelo mais vendido no mundo: 1.173.102 unidades.

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Ressalva na coluna da semana passada: Na ficha técnica do teste Haval H6 HEV 2, alcance Inmetro em km, cidade/estrada: 897/695.


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