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sábado, 21 de fevereiro de 2026

BRT Rio inicia testes com ônibus elétrico com tecnologia 100% brasileira feito pela Eletra


 

Rio de Janeiro, fevereiro de 2026 – O sistema de transporte do Rio de Janeiro ganha um reforço sustentável e de fabricação nacional. A Eletra, líder brasileira em eletrificação de transporte público, acaba de preparar uma unidade especial de seu e-Bus para iniciar operações de teste nos coTrredores do BRT carioca. O veículo, produzido em São Bernardo do Campo (SP), reforça o papel da tecnologia brasileira como protagonista na modernização e descarbonização da frota fluminense.
 

"O Rio de Janeiro possui um dos sistemas de BRT mais exigentes do mundo. Estar presente nesta operação com tecnologia 100% brasileira é a prova de que nossa indústria está pronta para liderar a descarbonização das grandes metrópoles com eficiência e orgulho nacional", afirma Milena Braga Romano, presidente da Eletra.

Diferente dos modelos importados, o ônibus da Eletra destaca-se pela customização nacional. Desenvolvido com chassi Mercedes-Benz, carroceria Caio e motores/baterias WEG, o veículo foi projetado para suportar o rigor operacional do Rio.




Eficiência e conforto: O modelo que circulará pela Mobi-Rio possui autonomia de até 300 km, com carregamento rápido de 3 a 4 horas. Para o passageiro, a mudança é nítida: além de zero emissão de poluentes, o veículo é extremamente silencioso e oferece piso baixo para acessibilidade, entradas USB e vidros com proteção UV.
 

Iêda Oliveira, diretora comercial da Eletra, explica a vantagem técnica: "Nosso diferencial no Rio é a customização. Por produzirmos no Brasil, entregamos um veículo perfeitamente calibrado para o clima e a topografia carioca, garantindo autonomia de até 300 km e o suporte técnico imediato que uma operação de alta densidade exige. Podemos ajustar desde a potência do ar-condicionado até o posicionamento das portas para atender exatamente ao que o passageiro carioca precisa".
 

A escolha pela tecnologia brasileira também facilita o acesso a linhas de financiamento como o BNDES, o que torna a transição energética mais viável economicamente para o município. Os testes oficiais no Rio de Janeiro seguem até o dia 30 de abril de 2026, integrando o plano de descarbonização da Secretaria Municipal de Transportes.




Sobre a Eletra

Líder em eletrificação de transportes públicos sobre pneus no Brasil, a Eletra desenvolve e fabrica ônibus elétricos nas versões trólebus, híbrido e 100% elétrico a bateria, além de realizar retrofit de veículos pesados. Com tecnologia totalmente nacional e mais de duas décadas de experiência, a empresa atende prefeituras e operadores em todo o país, fornecendo soluções sustentáveis que combinam redução de emissões, conforto operacional e rentabilidade. A nova fábrica em São Bernardo do Campo tem capacidade para produzir até 2.700 ônibus por ano, reforçando o objetivo de liderar a transição para a mobilidade limpa na América Latina.

O carro novo virou luxo? O que explica o boom dos usados no Brasil. Alta de quase 50% no preço dos veículos novos desloca demanda, fortalece os seminovos e força montadoras a rever estratégia

O mercado automotivo brasileiro atravessa um momento de inflexão estrutural. Em 2025, para cada carro zero quilômetro vendido no país, cerca de sete veículos usados ou seminovos trocaram de mãos. Uma proporção inédita, que reposiciona o papel do 0km dentro da cadeia automotiva e redefine as estratégias de montadoras, concessionárias, plataformas digitais e agentes financeiros.

Segundo dados da Fenauto, o segmento de usados e seminovos registrou mais de 18,5 milhões de transferências em 2025, um recorde histórico. No mesmo período, o mercado de veículos novos somou 2,69 milhões de vendas. A discrepância escancara uma realidade já observada globalmente, mas que no Brasil atingiu um patamar singular. 

“Estamos falando de um volume gigantesco, que move dezenas de milhões de decisões anuais de compra, venda, troca e financiamento”, afirma J. R. Caporal, CEO da Auto Avaliar. Para ele, o mercado de usados deixou de ser complementar e passou a ser o verdadeiro coração da mobilidade individual no país.

Os dados de usados englobam o chamado efeito Renave (Registro Nacional de Veículos em Estoque), que acabou por transformar a venda informal em registro estatístico. “O efeito soma 1,3 milhão de transações, o que corresponde a 35% do crescimento. Mesmo assim, quando fazemos o ajuste, vemos que o mercado de usados aumentou entre 8% e 10% em 2025, o que é um percentual bastante elevado”, afirma. A perspectiva para 2026 é de um incremento de 9%.

Um dos principais vetores dessa transformação é o encarecimento acelerado do veículo zero quilômetro. Em 2021, os modelos de entrada custavam pouco acima de R$ 53 mil. Em janeiro de 2026, o tíquete médio desses mesmos modelos já se aproxima de R$ 80 mil, uma alta entre 46% e 51% em cinco anos, sem considerar o impacto dos juros no financiamento.

“O primeiro degrau do 0km subiu de forma abrupta. O seminovo virou a rota natural de quem busca mobilidade sem transformar o carro em um compromisso financeiro desproporcional”, avalia Caporal. O fenômeno não é exclusivo do Brasil, mas ganha contornos mais agudos em um país de renda média comprimida e crédito ainda caro.

Giro mais rápido e tíquete médio elevado no 0km

Apesar do preço mais alto, o mercado de veículos novos mostrou sinais de eficiência comercial em 2025. O Estudo de Preços de Veículos Zero Km (PVZ), realizado pela MegaDealer com dados da Auto Avaliar, indica que o tíquete médio do 0km chegou a R$ 174.621 em dezembro, considerando todas as categorias.

Ao mesmo tempo, o giro médio de estoque caiu de 36 para 32 dias, sinalizando maior velocidade de vendas nas concessionárias. O levantamento analisou mais de 700 mil operações de venda, oferecendo uma radiografia precisa da dinâmica comercial do setor.

De acordo com Fábio Braga, Country Manager da MegaDealer, dois fatores foram decisivos para esse desempenho: a entrada de novas marcas chinesas, especialmente no segmento de eletrificados, e a redução do IPI, em vigor desde julho de 2025. “A política tributária aumentou a competitividade, sobretudo nos segmentos de entrada, ao mesmo tempo em que novos players pressionaram preços e margens”, explica.

Usados aquecidos, preços recordes e rentabilidade elevada

Se o 0km gira mais rápido, o mercado de usados e seminovos opera em pleno aquecimento. O Estudo de Performance de Veículos Usados (PVU), também da MegaDealer em parceria com a Auto Avaliar, mostra que o tíquete médio dos usados atingiu R$ 90.892 em dezembro, patamar recorde.

O giro de estoque caiu de 39 para 37 dias, enquanto o ROI médio do segmento chegou a 62%, um nível elevado para padrões do varejo automotivo. “O mercado entra em 2026 mais competitivo, profissionalizado e financeiramente atrativo”, destaca Braga.

O 0km como ponta — não como fim da cadeia

Nesse novo desenho, o carro zero quilômetro deixa de ser o centro da estratégia e passa a ser apenas o início do ciclo de vida do veículo. Para Caporal, montadoras que ignoram o valor residual de seus modelos estão abrindo mão do controle sobre o futuro da própria marca.

“Organizar programas de recompra, sustentar preços de seminovos e controlar o valor residual não é opcional. É isso que protege a rede de concessionárias, reduz volatilidade e, no limite, sustenta o preço do carro novo”, afirma. Segundo ele, quando essa gestão é negligenciada, o mercado informal assume esse papel de forma desorganizada e destrutiva para o valor da marca.

Um mercado maior, mais complexo e mais estratégico

Os dados consolidados indicam que o mercado automotivo brasileiro se expandiu e se tornou mais complexo. O volume de transações cresce, o papel do usado se fortalece e a eficiência operacional passa a ser tão relevante quanto o lançamento de novos modelos.

Mais do que vender carros, o setor entra em uma fase em que gestão de dados, controle do ciclo de vida do veículo, políticas de recompra e integração entre novo e usado serão determinantes para a competitividade. “Em um mercado onde sete usados circulam para cada 0km, ignorar essa lógica não é apenas um erro estratégico é abrir mão do próprio futuro”, alerta Caporal.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

Ford desenvolve nova geração de veículos elétricos mais eficientes e acessíveis. A bateria representa cerca de 40% do custo total de um veículo elétrico e é o foco central desse desenvolvimento

 

 


Até o início da década de 1970, a tendência da indústria automotiva era oferecer veículos a gasolina com motores maiores e mais potentes, que resultavam em mais peso, mais custo e, quase sempre, menor eficiência de combustível.

Com a crise do petróleo em meados dos anos 70, surgiu um dispositivo inovador capaz de entregar tanto a potência como a eficiência que os clientes exigiam — o turbocompressor. A primeira aplicação do turbo automotivo foi em 1962 nas corridas, mas a tecnologia só chegou ao mercado de massa em 1973, provando que motores menores podiam ter um desempenho muito superior ao seu tamanho.

Um dispositivo que transformava energia desperdiçada em potência, fazendo um motor menor se comportar como um muito maior, parecia desafiar a física. Em 2011, a Ford introduziu sua versão do turbo, o EcoBoost, na picape F-150 nos EUA. Apesar do ceticismo de alguns, a aposta da marca era que a tecnologia redefiniria a indústria.



As vendas dispararam e a indústria seguiu o exemplo. Hoje, quase 75% das picapes F-150 são equipadas com motores turbo e a Ford oferece essa opção em quase todos os seus modelos a gasolina.

“Hoje, a indústria enfrenta um desafio semelhante com os veículos elétricos. E a solução de engenharia para a ‘ansiedade de autonomia’ tem sido, geralmente, aumentar o tamanho da bateria. No entanto, a bateria é o componente mais crucial para a viabilidade financeira, pois representa cerca de 40% do custo do veículo e mais de 25% do seu peso total”, diz Alan Clarke, diretor executivo de Desenvolvimento Avançado de Veículos Elétricos da Ford.

Assim como quando as montadoras simplesmente fabricavam motores maiores, adicionar mais bateria torna o veículo mais pesado, mais caro e cria um desafio de física massivo.

“A nossa grande aposta é a obsessão por extrair mais quilômetros de uma bateria menor e simplificar radicalmente o sistema para reduzir o número de peças, permitindo entregar uma nova família de veículos elétricos acessíveis para clientes de todo o mundo”, continua o executivo.

A proposta é explicada neste vídeo (ative o recurso de legendas com tradução em português).



Caçando “recompensas”

Acessibilidade, para a Ford, não é apenas um slogan de marketing. Para tornar os veículos com essa nova plataforma verdadeiramente acessíveis – começando com uma picape de médio porte –, era preciso caçar as oportunidades de redução de custo.

“Começamos criando uma equipe especial para desenvolver métricas de autonomia, eficiência e desempenho, tendo como prioridades o peso, arrasto aerodinâmico, resistência ao rolamento e, fundamentalmente, o tamanho da bateria. Essa equipe armou cada engenheiro com uma nova maneira de avaliação, que chamamos de recompensas”, explica Alan Clarke.

A equipe de autonomia, eficiência e desempenho definiu as metas para as equipes técnicas. Historicamente, os engenheiros das montadoras tradicionais podem trabalhar isolados em departamentos focados em determinado componente ou sistema. A sua função é aprimorar e reduzir o custo da peça em questão, muitas vezes sem o contexto para entender como isso impacta a experiência do cliente ou o desempenho do veículo.

A equipe de aerodinâmica, por exemplo, sempre quer um teto mais baixo para reduzir o arrasto. A equipe de interior quer um teto mais alto para ampliar o espaço dos ocupantes. Geralmente, esses grupos negociam até encontrar um meio termo, sob a liderança de um departamento encarregado de tomar decisões em nome do cliente.

O sistema de “recompensas” muda a negociação, tornando o custo real de cada item muito mais claro, atrelado à autonomia e ao custo da bateria. Assim, a equipe de aerodinâmica e a equipe de interiores compartilham o mesmo objetivo e ambas entenderam que adicionar apenas 1 mm à altura do teto significaria US$ 1,30 em custo adicional da bateria ou 0,088 km de autonomia.

“Este é apenas um exemplo das inúmeras recompensas em que nossa equipe se concentrou. Quando atingíamos as metas, estabelecíamos outras mais difíceis”, afirma Alan Clarke. “Uma dessas áreas foi o sistema de gerenciamento de energia. O corpo do espelho retrovisor agora é mais de 20% menor que o convencional, o que reduz a massa, o custo e melhora a aerodinâmica, resultando em 2,4 km a mais de autonomia do veículo.”



Gerenciamento de energia inteligente

Uma arquitetura elétrica é o projeto de como a energia e os sinais se movem através de um produto — o que se conecta com quê, como tudo é controlado e funciona de modo confiável. A conversão de energia dentro da plataforma de um veículo elétrico pode representar uma quantidade surpreendente de desperdício enquanto ele é carregado, ou quando se usa a bateria de 400 V para alimentar os dispositivos de baixa tensão em 48 V.

Além disso, partes dessa função frequentemente são confiadas a fornecedores externos, cada um com seus próprios invólucros, fixadores e conectores, o que gera elevação de custos e de peso na plataforma.

“Por isso, em 2023 trouxemos a arquitetura e o design da eletrônica de potência de alta tensão dessa plataforma para dentro de casa. Com a aquisição da Auto Motive Power (AMP), engenheiros talentosos juntaram-se à nossa equipe com experiência em levar ao limite a conversão e o gerenciamento de energia de vários veículos elétricos globais já no mercado”, destaca Clarke.

Assim, os clientes terão pela primeira vez um ecossistema completo de carregamento de veículos elétricos projetado internamente pela Ford, com software próprio. Isso significa que o equipamento, incluindo a capacidade de carregamento bidirecional, vem de uma equipe diretamente integrada à que trabalha na plataforma e demais sistemas do veículo, beneficiando os clientes com menor tempo de carregamento, maior vida útil da bateria e redução do custo total de propriedade.

Além de desenvolver o primeiro sistema de baixa tensão de 48 volts da Ford, esse trabalho trouxe melhorias profundas. E foi fundamental para tornar o chicote elétrico da nova picape elétrica média cerca de 1,2 km mais curto e 10 kg mais leve que os modelos de primeira geração.

Os veículos convencionais possuem mais de 30 unidades de controle eletrônico (ECUs), que são os seus “cérebros”. A nova picape elétrica média da Ford terá apenas cinco módulos principais, reduzindo a fiação.

“Sabemos que haverá céticos, assim como houve quando a Ford introduziu o turbo na F-150”, completa Alan Clarke. “Outras empresas dirão que já tentaram isso antes. Mas a física não é proprietária. Estamos criando uma plataforma de veículo elétrico verdadeiramente integrada, não uma única peça que possa ser facilmente copiada. Se tudo der certo, teremos uma família de veículos que vai competir em preço com os melhores do mundo, incluindo veículos a gasolina. Ainda há muito a fazer, mas estamos progredindo e esperamos compartilhar mais novidades em breve.”

Humorista brasileiro Matheus Ceará apresenta novo espectáculo no Auditório dos Oceanos do Casino Lisboa




Em noite de stand-up comedy, Matheus Ceará actua no dia 12 de maio, pelas 21 horas, no Auditório dos Oceanos do Casino Lisboa. No âmbito da celebração dos seus 28 anos de carreira, o humorista brasileiro apresenta um novo espectáculo, a solo, conciliando uma mistura perfeita entre o novo e o nostálgico. 


O espectáculo é uma celebração do seu percurso artístico que passa pelos palcos, pelos 18 anos de televisão, entre festivais de piadas, quadros e programas humorísticos de grande relevância, assim como pelos seus conteúdos na internet, que o tornaram num dos principais nomes do humor no Brasil.  




Estarão em destaque piadas inéditas e comentários hilariantes sobre diversos acontecimentos do quotidiano. Matheus Ceará convida, ainda, o público a revisitar as piadas clássicas que moldaram o seu estilo e conquistaram o Brasil. 


Com um expressivo êxito registado na internet, “Vocês Pedem, Eu Conto”, onde a plateia participa escolhendo activamente os temas das piadas, será outro dos pontos altos da noite. 


E, antes de mais nada, Matheus Ceará deixa um recado: “Desculpa eu ter vindo!” 


O Auditório dos Oceanos do Casino Lisboa recebe, no dia 12 de maio, pelas 21 horas, Vidura Bandara Rajapaksa. M/16. Preço: de 20€ a 30€.


As reservas podem ser efectuadas: 

https://www.ticketline.pt/evento/matheus-ceara-desculpa-eu-ter-vindo-101207


O Casino Lisboa abre às 15h00 e encerra às 3h. O acesso é livre, sendo que a partir das 22 horas, é para maiores de 14 anos, e maiores de 10 anos acompanhados pelos pais. Nas áreas de Jogo é para maiores de 18 anos. 




Coluna Fernando Calmon

Coluna Fernando Calmon


Nº 1.389 — 20/2/2026


 Governo chinês quer impedir

concorrência desleal. Para valer?




O governo de partido único da China ordenou que as dezenas de fabricantes locais parem de oferecer descontos cada vez maiores para conquistar mais compradores. E anunciou medidas drásticas e obrigatórias: não pode vender no atacado por preço inferior ao custo, as concessionárias não receberão pressões para baixar preços e criação de plataforma on line para vigiar as tentativas de fraudes.

Entretanto, não se preocupou nem um pouco em vigiar as exportações de veículos com preços inferiores aos de custo, na medida em que seu mercado interno tende a crescer um pouco menos. Até financiou a perder de vista a construção de navios ro-ro de última geração para “facilitar” exportações. Operação conhecida como dumping (concorrência desleal). Outros países que façam suas próprias regras para se defender.

Um fato começa a incomodar o governo central chinês. Sua economia caminha para perder parte da exuberância de mais de 20 anos com enorme crescimento econômico. Tornou-se, de longe, o maior mercado de veículos do mundo. Todavia, a Energy News Beat, plataforma de notícias e análises focada no setor energético, disparou:

“O mercado de veículos elétricos da China, embora dominante em nível global, está perto da crise devido a ineficiências internas e barreiras externas. Para revitalizar o setor, talvez precise implementar redução gradual de subsídios e que forças de mercado impulsionem a consolidação, atuando como “desfibrilador” para reanimar o coração da indústria. Sem isso, pode arrastar indústrias correlatas e prejudicar as ambições ecológicas da China, mesmo enquanto o país continua a moldar o cenário automobilístico global.”

Este posicionamento contém certo grau de exagero. A filial chinesa da Automotive News seguiu uma linha não radical em post da semana passada: “Por que a imparável indústria automobilística chinesa está repentinamente perdendo força em seu próprio país?”

Também equilibrada, a análise da consultoria econômica S&P Global:

“Prevê-se que as vendas de veículos na China diminuam cerca de 267.000 unidades em 2026, pelo fim dos incentivos de 2025 e menor crescimento econômico. Rumo à eletrificação agora é mais complexo. Veículos híbridos e híbridos plugáveis são vistos como fundamentais ao lado dos elétricos a bateria.”


Yaris Cross Hybrid flex: impressões iniciais


Primeiro e único híbrido pleno flex entre modelos compactos, o SUV de entrada da Toyota apresenta como ponto forte indiscutível o baixo consumo de combustível conforme o Inmetro: 17,9 km/l (cidade) e 15,3 km/l (estrada) com gasolina; 13,2 km/l e 10,7 km/l, com etanol. Porém, em contato inicial no autódromo Capuava em Indaiatuba (SP), enfoquei no comportamento geral que mostrou bom equilíbrio em curvas, frenagens seguras e respostas aceitáveis ao acelerador.

Com potência combinada de apenas 111 cv o desempenho não é o ponto alto, mas classificá-lo de carro lento seria exagero. Afinal, o motor elétrico de 80 cv e 14,4 kgf·m traz boa e indispensável ajuda. De 0 a 100 km/h estimo ficar em razoáveis 12 s em reta plana (muito curta neste autódromo para conferir), mas com certeza superado por outros SUVs com motor turbo. 

Acelerar a fundo traz um desagradável alto nível de ruído e vibração, contudo em rotações médias incomoda bem menos. Foi possível estacionar em vaga demarcada por cones e neste caso a câmera de ré ajudou bastante. Tanque de apenas 36 L ainda permite alcance estimado com gasolina de 644 km (cidade) e 551 km (estrada).

Espaço interno é bom para um SUV compacto, inclusive para pernas de quem viaja no banco traseiro, além de bons materiais de acabamento. Surpreende o fato de dispor de teto solar panorâmico, todavia sem oferecer regulagem elétrica do banco do motorista.


Robôs poderão montar veículos a custos menores


Especialistas do setor preveem que a primeira "fábrica escura" — instalação onde 100% da montagem é feita por robôs, sem intervenção humana — será inaugurada na China ou nos EUA até 2030. Fábrica escura não é força de expressão: significa sem nenhuma iluminação mesmo. Um marco de enorme mudança na montagem de veículos. Essas unidades fabris usarão I.A. e robótica muito avançada a fim de reduzir de modo significativo os custos e prazos de produção.

A Tesla (em Xangai) e várias chinesas já utilizam automação em larga escala. Estas unidades fabris apresentam presença humana bastante baixa. Porém, espera-se que a fabricação totalmente automatizada só será realidade consolidada daqui a quatro anos.

Essas fábricas reduzem de forma drástica a necessidade de pessoal (para até 1/7 da força de trabalho atual), com as funções humanas restantes concentradas em manutenção, introdução de dados e supervisão de engenharia. Mas há também sérios desafios. Os principais incluem o alto custo de implementação e a necessidade de reprojetar os veículos para este tipo avançado de montagem.

Pergunta indispensável: e se robôs suprimirem empregos demais? Muitas colocações serão perdidas devido a avanços tecnológicos, mas os otimistas (nos quais me incluo) preveem que novas ocupações deverão surgir. Pode haver menos pessoas separando itens em um armazém, por exemplo, porque robôs fazem isso melhor do que os humanos. Mas outras atividades ganharão força a exemplo de analistas de big data, mineradores de informações e gerenciadores de redes de compartilhamento de dados.


HR-V Touring: desempenho é ponto forte


Desde seu lançamento em 2015, o SUV compacto da Honda manteve uma trajetória média no mercado e chegou a liderar o segmento. Em 2024 foi o sétimo mais vendido. No ano passado, subiu para a terceira posição com uma diferença de apenas 373 unidades para o Tracker. O estilo mudou bem pouco no ano-modelo 2026. Na versão Touring de topo a grade dianteira cresceu um pouco, mas pintada de preto quase não se percebe o estilo colmeia. Chamam atenção as setas sequenciais acima dos faróis, as novas rodas de 18 pol. e as duas saídas de escapamento.

Dimensões (mm): comprimento, 4.385; entre-eixos, 2.610; largura, 1.790; altura, 1.590. Volumes (L): porta-malas, 354; tanque, 50. Massa: 1.408 kg. Motor 4-cilindros turbo 1,5 L flex entrega os mesmos números com gasolina ou etanol e isso foge aos padrões: 177 cv; 24,5 kgf·m. Consumo (km/L/Inmetro): cidade, 11,5 (G); 8,1 (E); estrada, 12,9 (G); 9,1 (E). Tem bom alcance mesmo com volume do tanque nem tão generoso (km): cidade, 455 (G) e 405 (E); estrada, 645 (G) e 575 (E). Câmbio automático CVT, sete marchas.

No interior, destacam-se o assoalho traseiro plano e seu tradicional assento rebatível (Magic Seat) para transportar volumes altos que não caberiam no porta-malas, cuja tampa tem fechamento automático (basta se afastar de posse da chave). Tela multimídia de 7 pol. pequena para os padrões atuais. Há espelhamento sem fio para Android Auto e Apple CarPlay, enquanto recarga do celular pode ser por indução e portas USB-C dianteira e traseira.

O SUV tem comportamento dinâmico muito bom e respostas imediatas ao acelerador, em especial no modo Sport, que se soma às opções Normal e Eco (esta sem deixá-lo lerdo demais). Vai bem em curvas apesar das limitações de distância livre do solo e centro de gravidade elevado. Fora do asfalto há limites em razão da tração apenas 4x2 como a grande maioria desse tipo de veículo.

Em uso urbano o sistema auto-hold (freio de estacionamento de atuação automática) funciona com leve pressão adicional no pedal de freio e liberado a um toque no acelerador. Outra função interessante é a câmera no espelho retrovisor direito acionada por botão na extremidade do comando de seta. Exige um período curto de adaptação, contudo trata-se de recurso bastante útil.

Preço: R$ 214.000.


Coluna VAMOS VOAR PELO MUNDO // Aeroportos e companhias aéreas reforçam a prevenção de atrasos com novas soluções digitais A utilização de dados em tempo real visa reduzir os custos operacionais e evitar reações em cadeia que afetam conexões, equipes e serviços em solo

 


Em um cenário de crescente congestionamento do tráfego aéreo e margens operacionais cada vez mais apertadas, o setor de transporte aéreo está caminhando para o uso de sistemas de alerta precoce para mitigar o impacto de atrasos. O objetivo é melhorar a visibilidade operacional e permitir que companhias aéreas e aeroportos ajam antes que um único atraso se transforme em uma reação em cadeia de transtornos.

Quando a informação sobre um voo atrasado chega tardiamente ao aeroporto de destino, as consequências são frequentemente amplificadas: equipamentos de solo ociosos, portões de embarque ocupados por mais tempo do que o esperado, tripulações atingindo seus limites legais de serviço e passageiros perdendo conexões. Esses fatores não apenas afetam a experiência do viajante, mas também aumentam os custos operacionais e sobrecarregam a malha aérea.

O impacto econômico é significativo. De acordo com a Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA), os atrasos relacionados à gestão do fluxo de tráfego aéreo na Europa geraram custos de € 16,1 bilhões para companhias aéreas e passageiros na última década. Parte dessas perdas se deve à falta de informações em tempo hábil para reorganizar recursos e proteger os horários subsequentes.

Nesse contexto, as soluções tecnológicas baseadas em APIs e notificações automatizadas estão começando a ganhar destaque. Esses sistemas utilizam dados de saída atualizados e parâmetros operacionais — como a duração estimada do voo — para prever possíveis atrasos e emitir alertas quando um voo tem previsão de partida com mais de 15 minutos de atraso, por exemplo.

O modelo visa centralizar alertas, reduzir a dependência de atualizações manuais e facilitar a coordenação entre companhias aéreas, equipes de solo e aeroportos de chegada. Com maior antecedência, as equipes podem ajustar a alocação de portões de embarque, reorganizar serviços, reprogramar tripulações e minimizar o impacto nas conexões subsequentes.

Segundo Martin Smillie, vice-presidente sênior de Comunicações e Troca de Dados da SITA, "a maioria das interrupções não se deve ao atraso em si, mas sim ao tempo que leva para que as equipes responsáveis ​​por gerenciá-las percebam o problema", enfatizando a importância de sinais de alerta precoce que permitam uma tomada de decisão mais previsível.

A incorporação desses tipos de ferramentas faz parte de um processo mais amplo de digitalização do ecossistema aéreo, onde a troca segura de dados em tempo real se consolida como um fator-chave para melhorar a pontualidade, a eficiência e a resiliência operacional.

Fonte: SITA e Associação Internacional de Transporte Aéreo.


Coluna Minas Turismo Gerais do Jornalista Sérgio Moreira



Coluna Minas Turismo Gerais


Jornalista Sérgio Moreira

   


Hotelaria de lazer registra 97,16% de ocupação no Carnaval



Os números de 2026 consolidaram o Carnaval como um dos principais motores econômicos do turismo em Minas Gerais. O recorde de público em Belo Horizonte impulsionou forte demanda por hospedagem, ampliando o fluxo de hóspedes e o volume de reservas nos hotéis de lazer em todas as regiões do estado, que operaram próximas da capacidade máxima. Balanço da Associação Mineira de Hotéis de Lazer (AMIHLA) sobre o Carnaval aponta que o segmento registrou 97,16% de taxa média de ocupação, índice que reforça a consolidação da hotelaria de lazer como um dos principais vetores econômicos beneficiados pela festa no estado e com destaque no cenário nacional.

O Carnaval movimentou hotéis em todo o estado, com destaque para os empreendimentos em até 100 quilômetros de Belo Horizonte, que alcançaram 99,43% de ocupação média, impulsionados pela programação intensa da capital.

As reservas também se concentraram às vésperas da folia, consolidando a tendência de decisões de última hora, influenciada pela melhora do clima após o período chuvoso de janeiro.

 https://amihla.com.br/

Segundo o presidente da AMIHLA, Alexandre Santos, o desempenho registrado no Carnaval reforça o papel estratégico da hotelaria de lazer na absorção da demanda gerada pela folia em todo o estado.


Para ele, o impacto do evento ultrapassou a capital e se irradiou para cidades históricas e para destinos de natureza e resorts distribuídos por diversas regiões mineiras, ampliando o alcance econômico da festa. Além de evidenciar também a maturidade do setor, que vem se estruturando para atender a perfis cada vez mais diversos, desde foliões que conciliam a programação urbana com momentos de descanso até famílias que buscam ambientes mais tranquilos para experiências de descanso e bem-estar durante o período carnavalesco.


Turismo de proximidade liderou as reservas - Com a consolidação do Carnaval como indutor de fluxo turístico em Minas, a dinâmica de ocupação no Estado revelou movimentos importantes no perfil da demanda e na geografia do desempenho hoteleiro. A pesquisa da AMIHLA mostrou que os empreendimentos hoteleiros localizados em um raio de até 100 quilômetros de Belo Horizonte apresentaram o melhor resultado, com 99,43% de ocupação média, variando entre 94,83% e 100%. O índice confirma a força do turismo de proximidade, impulsionado pela facilidade de deslocamento rodoviário, menor custo logístico e pela preferência por viagens mais curtas durante o feriado prolongado.



Já os hotéis situados a mais de 100 quilômetros da capital também registraram desempenho expressivo, com 94,25% de ocupação média, ainda que com maior variação entre os estabelecimentos (70% a 100%). A diferença reflete características regionais, acessibilidade e perfis distintos de oferta, mas mantém o cenário geral de alta demanda em praticamente todo o estado.



Outro fator relevante identificado pela entidade foi o comportamento do hóspede. Segundo o presidente da AMIHLA, houve maior concentração de reservas próximas à data do evento, consolidando a tendência de decisões de última hora. O movimento foi influenciado, em parte, pelo longo período chuvoso em janeiro e pela melhora das condições climáticas às vésperas do Carnaval, com dias de calor intenso que estimularam a escolha por destinos em Minas.

“O crescimento do Carnaval de Belo Horizonte já era esperado, mas o que se confirmou foi um movimento consistente de fortalecimento do turismo regional. A festa na capital, nas grandes cidades e nos polos históricos impulsiona diretamente os empreendimentos de lazer em Minas. É um ciclo virtuoso, que amplia oportunidades e fortalece toda a cadeia do turismo”, destaca Santos.

Impacto para toda a cadeia do turismo - Para a AMIHLA, os números de 2026 consolidaram o Carnaval como um dos principais motores econômicos do turismo em Minas Gerais. Afinal, a ocupação elevada nos meios de hospedagem reflete diretamente na movimentação de toda cadeia do setor, como restaurantes, comércio, transporte, serviços e atrativos turísticos, ampliando a geração de emprego e renda em diferentes regiões do estado. “O que vemos é um evento que ultrapassa a dimensão festiva e se consolida como vetor econômico estruturante. O turismo de lazer, em especial, tem investido continuamente na qualificação dos serviços e na diversificação da experiência do hóspede, acompanhando o crescimento do Carnaval e fortalecendo a cadeia produtiva do turismo mineiro”, afirma o presidente da entidade.

Para ele, o desempenho de 2026 reforça não apenas a força do calendário festivo, mas também a capacidade do estado de transformar grandes eventos em resultados concretos para o desenvolvimento regional, ampliando competitividade e consolidando Minas como destino turístico que é referência no cenário nacional.

informações  https://amihla.com.br/

Carnaval movimenta R$ 5,83 bilhão em Minas



A economia mineira foi bastante movimentada nos dias de carnaval com  R$ 5,83 bilhões, alta de 10% em comparação com 2025. O resultado reflete o aumento da demanda nos setores de turismo, hotelaria, gastronomia, transporte e serviços.

Em todo o estado, o Carnaval da Liberdade atraiu 14,9 milhões de pessoas, crescimento de 14,2% em relação ao ano passado, quando Minas Gerais recebeu 13,2 milhões de foliões. Os dados são do Observatório do Turismo de Minas Gerais, ligado à Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult).

Na capital, multidões ocuparam as avenidas Amazonas, Andradas e Brasil, que receberam apresentações de blocos carnavalescos dentro do projeto Via das Artes. Nos jardins do Palácio da Liberdade, o espaço Palácio do Samba, incentivado pelo governo de Minas, reuniu cerca de 1.500 pessoas por dia, com programação dedicada ao samba e apresentações de artistas mineiros. 

Flávia Araújo assumiu a presidência da ABIH/MG — Revista Hotéis

Para a presidente da ABIHMG, Flávia Badaró, a hotelaria em Belo Horizonte registrou taxa média de ocupação de 85,62%, com pico de 92,3% no fim de semana, superando o índice máximo do ano anterior. A hotelaria de Belo Horizonte está bastante satisfeita e comemorando o novo patamar alcançado pelo Carnaval da cidade. O destino vem batendo recordes consecutivos nos últimos quatro anos e, em 2026, registrou mais um marco histórico.

Em 2025, os hotéis da capital alcançaram média de 76% de ocupação durante o período carnavalesco. Já em 2026, a cidade atingiu um novo recorde, chegando a 83,5% de ocupação média.

O crescimento foi especialmente percebido fora da região Centro-Sul, com forte desempenho em regiões como Pampulha, Norte, Vila da Serra e Belvedere, além das cidades da Região Metropolitana, como Contagem e Betim, que registraram cerca de 75% de ocupação.

O resultado mostra um turista mais atento a novas localizações e opções com melhor custo-benefício. Em alguns dias, especialmente sábado e domingo, hotéis da região Centro-Sul operaram próximos de 100% de ocupação, impulsionando a demanda para empreendimentos em outras regiões da cidade.

 No interior, hotéis de lazer monitorados pela Associação Mineira de Hotéis e Lazer alcançaram 97% de ocupação.

As cidades históricas mineiras receberam mais de 376 mil visitantes durante o período, crescimento de 7,5% em relação ao ano passado. Destinos ligados ao turismo de natureza também registraram alta procura, como Capitólio, que recebeu mais de 315 mil turistas.

O fluxo de passageiros também aumentou. O Terminal Rodoviário Governador Israel Pinheiro, em Belo Horizonte, registrou 152.258 viajantes, alta de 2,6% em relação a 2025. No Aeroporto Internacional de Confins, o número de passageiros em voos internacionais cresceu 18,5%.

 Rotas transformam vocações territoriais em produtos turísticos

Minas Gerais avança na consolidação de uma política pública estruturante para o turismo. A partir do Projeto Estratégico de Diversificação da Oferta Turística – Novas Rotas Turísticas em Minas Gerais, o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult-MG), em parceria com o Sebrae Minas, tem implementado uma iniciativa inovadora que soma resultados expressivos no setor. Entre 2023, ano de sua criação, e 2025, foram lançadas 14 rotas turísticas, impactando 58 municípios, em nove mesorregiões do estado, com a criação de 14 governanças, mais de 550 empresas atendidas, 143 experiências turísticas estruturadas e mais de 10 mil horas de consultoria especializada. O impacto econômico também se fez sentir, com aumento médio de 22% no faturamento dos negócios participantes.



 Rotas lançadas em 2024

 Rota das Artes (Metropolitana de Belo Horizonte)

Rota Cafés do Sul de Minas (Sul e Sudoeste de Minas)

Rota Café do Cerrado Mineiro (Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba)

Rota de Cicloturismo Bahia–Minas (Jequitinhonha / Vale do Mucuri)

Rota do Queijo do Serro (Metropolitana de Belo Horizonte)

Rota Queijo, Café e Cachoeira (Canastra, Oeste de Minas / Sul e Sudoeste de Minas)

Rotas Experiências Canastreiras (Oeste de Minas / Sul e Sudoeste de Minas)

Rota Vulcânica (Sul e Sudoeste de Minas)

Rota Caparaó Mineiro (Zona da Mata)

Rota Caminho da Agonia (Sul e Sudoeste de Minas)

Rota Caminhos Franciscanos (Vale do Mucuri / Vale do Rio Doce / Zona da Mata)

Rotas do Cipó (Metropolitana de Belo Horizonte)

Cordilheira do Espinhaço – Do Jequi ao Norte (Norte de Minas)

Destino Peruaçu (Norte de Minas)

A iniciativa surgiu de um olhar atento aos dados. Ao analisar a pesquisa de demanda do Observatório do Turismo de Minas Gerais (2022), O turismo passa a ser uma política de desenvolvimento, baseada em planejamento, dados e valorização das nossas identidades.

Desde o início, o projeto estabeleceu uma meta clara: estruturar 16 novas rotas turísticas até 2026, cobrindo todas as regiões de Minas Gerais. O ano de 2023 marcou o início da fase piloto, com a implantação da Rota das Artes e das Rotas do Café do Sul de Minas e do Café do Cerrado Mineiro, quando foram testados modelos de governança, planejamento, qualificação e promoção.


Por meio do programa Check-in Turismo, do Sebrae Minas, os pequenos negócios receberam consultorias para a qualificação das experiências e fortalecimento da governança, contribuindo para a estruturação dos destinos e o aumento da competitividade dos pequenos negócios.

Já no final de 2025, o Projeto Estratégico de Diversificação da Oferta Turística alcançou um marco expressivo: 14 rotas estruturadas e lançadas, do total de 16 previstas até 2026.

As duas rotas que faltam para alcançar o objetivo inicial já estão em fase de planejamento e prototipagem, com lançamentos programados para este ano. E há mais por vir: o sucesso da iniciativa ampliou horizontes.

Diante dos resultados alcançados, tanto em impacto econômico quanto em fortalecimento da governança regional, qualificação do trade e valorização dos territórios, a Secult-MG e o Sebrae Minas estudam a ampliação do projeto com a incorporação de mais seis novas rotas turísticas, expandindo ainda mais o alcance da política pública e consolidando Minas Gerais como referência nacional em turismo de experiências.   

 "O Projeto Novas Rotas Turísticas deixa, assim, um legado: uma nova forma de planejar o turismo em Minas Gerais, baseada na escuta dos territórios, na valorização da mineiridade e na construção coletiva de experiências autênticas.


Um projeto que nasceu como resposta a um desafio e que, hoje, se projeta como política pública estruturante, viva e em permanente expansão", avalia a secretária de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, Bárbara Botega.      

  

Mais do que criar roteiros, o projeto se consolidou como uma política pública de desenvolvimento territorial. Cada rota passou a contar com um plano de trabalho exclusivo, elaborado a partir da leitura do território, envolvendo ações de fortalecimento da governança, desenho de experiências, criação de identidade e marca, capacitação do empresariado local, promoção e apoio à comercialização.

As Novas Rotas Turísticas significam um avanço estratégico para o turismo em todo o estado e amplia o protagonismo dos pequenos negócios dessa cadeia, ao promover a diversificação dos produtos, valorizar identidades locais, além de criar experiências válidas e autênticas para os visitantes. É uma iniciativa que gera renda, amplia a competitividade e conecta cultura e empreendedorismo no estado.


 A artista plástica Joanna Scharlé mostra sua arte no Palazzo Torquetti


      

Joanna Scharlé é hoje um dos nomes reconhecidos internacionalmente no mercado da arte. De ascendência luxemburguesa, frequentou escolas europeias que priorizam formação artística - como Felsted, na Inglaterra; e Lausanne, na Suíça.  

No Brasil, aperfeiçoou suas técnicas com Solange Botelho, discípula de Guignard, desenvolvendo habilidades em sombreamento e composição. Pós-graduada pela Escola Guignard, construiu uma linguagem visual própria.

A artista plástica brasileira e luxemburguesa Joanna Scharlé, conhecida no meio artístico como Scharlé, levou a sua criatividade artística em diversas exposições em museus, espaços culturais no Brasil e exterior. 

Exposição de Joanna Scharlé no Palazzo Torquetti

Hotel celebra o encontro entre cultura e turismo em Belo Horizonte e destaca a força da arte mineira. A mostra integra a crescente movimentação cultural que vem fortalecendo o turismo em Belo Horizonte e em todo o Estado de Minas Gerais, ampliando o diálogo entre visitantes, moradores e a produção artística local.       


O Palazzo Torquetti transforma-se, com a exposição , em um ponto de encontro entre as artes plásticas e a hospitalidade mineira. A iniciativa reforça a vocação de Belo Horizonte — e de Minas Gerais como um todo - como destinos que valorizam experiências culturais autênticas, capazes de enriquecer o olhar de quem visita a região.   


Scharlé possui uma trajetória internacional marcada por estudos na Inglaterra, Suíça e Estados Unidos, além de pós-graduação em Artes Plásticas e Contemporaneidade pela Escola Guignard. Desde jovem, transitou por diversas linguagens - teatro, fotografia, canto, desenho, aquarela, escultura e pintura — construindo um repertório expressivo e plural.


 A produção de Joanna reúne obras em óleo, acrílica, nanquim e escultura, sempre guiadas por uma investigação profunda das emoções humanas. Rostos distorcidos, olhares intensos e composições fragmentadas revelam uma poética marcada por influências do expressionismo, cubismo e surrealismo.


Entre suas referências, destacam-se Guignard, Picasso, Georges Braque e Murilo Rubião, que dialogam com sua busca por traduzir a complexidade do sentir.   


Ao ocupar um espaço hoteleiro que recebe visitantes do Brasil e do mundo, a exposição contribui para a construção de uma experiência turística mais rica e sensível. Cada obra de arte convida o público - turistas e moradores - a refletir sobre o impacto emocional que as artes plásticas exerce em nós, fortalecendo a imagem de Minas Gerais como território criativo, acolhedor e culturalmente vibrante.

Scharlé com o gerente geral do Palazzo Torquetti, Sady Viana. O hotel está na avenida Rala Gabaglia 3700, em Belo Horizonte.


Coluna Minas Turismo Gerais Jornalista Sérgio Moreira   @sergiomoreira63    informações para sergio51moreira@bol.com.br  


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