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sexta-feira, 6 de novembro de 2026

Coluna Fernando Calmon



Coluna Fernando Calmon


Nº 1.426 — 6/11/2026




Ritmo do crescimento de vendas

perdeu força no mês de outubro




Análises da Bright Consulting demonstram que 2026 será um ano bem melhor em comparação a 2025, mas algo abaixo do que as estatísticas apontavam até setembro último. Embora as vendas tendam a uma acomodação, o resultado da comparação anual, que chegou a +22% em agosto, caiu para +2,4% no fechamento do mês passado, o que confirma o pico do ciclo de alta ter ficado para trás. A consultoria aponta como possíveis causas a queda nos estoques de híbridos e elétricos de menor preço, praticamente todos de origem chinesa, e o período eleitoral que costuma levar a uma cautela de quem pretende comprar ou trocar por um veículo novo.

A média diária de vendas de automóveis e comerciais leves (segmentos que somados significam 94% do total, restando 5% para caminhões e 1% para ônibus) é um bom termômetro para análises. Apontou 11.544 unidades comercializadas em outubro, contra 12.799 em setembro (-9,8%) e 10.787 em outubro de 2025 (+7,0%). No acumulado até outubro foram 209 dias úteis, um a menos que 2025. Assim, manteve-se o crescimento ainda robusto de 17,2%, bem maior que a média anual dos principais mercados ao redor do mundo. Entretanto, não foi feita agora uma previsão sobre novembro, dezembro e fechamento deste ano. Anfavea estima 3,1 milhões de veículos vendidos este ano, porém pode revisar em evento na próxima quarta-feira.

Uma referência no exterior é a Associação de Automóveis de Passageiro da China, a maior entidade do mundo e com propósito semelhante ao da Anfavea no Brasil, todavia sem incluir caminhões, ônibus e máquinas agrícolas. A previsão para fechamento em 2026 aponta venda anual de 18,5 milhões de unidades, o que representa uma queda de aproximadamente 22% em relação às 23,74 milhões comercializadas em 2025, rompendo uma sequência de cinco anos de alta. Não surpreende, portanto, a ordem de exportar e oferecer preços convidativos.

 

Impressões: City 2027 mudou pouco e tem versão RS


Honda mantém sua filosofia construtiva do compacto City desde o seu lançamento em 2009. Inicialmente com o mesmo conjunto mecânico do Fit, vendeu quase 250.000 unidades nos primeiros 10 anos. Para o ano-modelo 2027, além do hatch e sedã (cerca de 30% das vendas para o primeiro e 70% para o segundo), há a versão RS do hatch sem mudanças mecânicas, mas com apelo estético interessante a exemplo de teto e carcaças dos retrovisores em preto perolizado.

A marca japonesa promoveu uma primeira avaliação das duas versões, em rápida viagem de São Paulo a São Roque (SP). Embora sem mudanças mecânicas, motor flex 1.5 L, quatro cilindros, 126 cv (E/G), 15,8 kgf·m (E) e 15,5 kgf·m (G), mantém a diferenciação frente ao avanço dos motores de turbo de 1 L. Mantido câmbio automático CVT. Em termos de desempenho, de fato, não há tanta diferença em relação aos 1-L turbo majoritários no mercado e com imposto menor. Quando exigido em ultrapassagens, o nível de ruído sobe algo acima dos motores turbo, mas no uso cotidiano não chega a incomodar. 

Quanto ao consumo de combustível (gasolina no tanque), o City se saiu bem. Mesmo exigido em alguns trechos, a média se manteve entre 16 e 17 km/L pelo computador de bordo, um resultado muito bom. Nova tela multimídia de 10 pol. tem interessante função de controle de volume de som com as pontas dos dedos e sem eliminar botões físicos. Há espelhamento sem fio para Android Auto e Apple CarPlay. O hatch mantém a solução que a Honda batizou de Magic Seat com quatro configurações bem interessantes do banco traseiro, embora com discreto aumento de massa do carro.

Único incômodo ao longo da avaliação preliminar: ao acionar a seta do lado direito, a imagem projetada na tela multimídia se sobrepõe ao mapa de percurso do Waze ou Google Maps. Ideal seria que não ocupasse toda a superfície da tela.

Preços: R$ 117.700 a R$ 156.400 (hatch); R$ 117.700 a R$ 154.300 (sedã).


Impressões: Arcfox T1 destaca-se pelo espaço interno


Os planos da BAIC no mercado brasileiro são audaciosos. Começam agora com 50 concessionárias, pretende triplicar a rede já em 2027 e fábrica no Brasil já em estudo. O Arcfox T1 impressiona por suas dimensões generosas, a começar pela distância entre-eixos de 2.770 mm (204 mm a mais que um Polo, por exemplo). O fabricante informa porta-malas de 459 litros, embora sem seguir o padrão VDA, mais realista para medir volumes. Ainda deve ganhar estepe e indica que o modelo chinês procurou adaptar-se ao comprador brasileiro. Por enquanto, ainda falta o prosaico cordão para levantar a tampa interna do porta-malas. Em compensação tem abertura elétrica, incomum neste segmento.

Enquanto seu estilo é discreto, o interior reserva espaço muito bom para um compacto de cinco lugares, inclusive no banco traseiro. Melhor até que outros modelos de segmento imediatamente superior. Bancos dianteiros confortáveis e de boa sustentação lateral. Botões físicos foram eliminados a exemplo de controles do ar-condicionado, ajuste de retrovisores e abertura do teto panorâmico. Também ausente suporte para Android Auto de forma nativa de fábrica. Acabamento interno e materiais são bons, compatíveis com o preço sugerido.

Avaliação inicial foi em trajeto curto de 14 km, realizado metade no modo Conforto e metade no modo Esporte. A diferença de calibração é bastante perceptível entre as duas opções. Este hatch elétrico não tem pretensão de se destacar pelo desempenho bem superior a modelos com motor a combustão, como quase sempre ocorre. Potência e torque discretos de 95 cv e 17,8 kgf·m, resultam aceleração de 0 a 100 km/h em 12,4 s (Polo, 10,5 s). Computador de bordo apontou bons 10,7 kW⋅h/100 km.

Sistemas Avançados de Assistência ao Motorista (Adas, na sigla em inglês) mostraram boa calibração, agradável de usar e a centralização de faixa funcionou bem. Quando exigida em curvas, a direção poderia ser um pouco mais comunicativa. Destaque para o assistente que diminui o diâmetro de giro em baixa velocidade para facilitar manobras.

Preços: R$ 129.990 a R$ 139.900.


Impressões: Omoda E5 muda visual e ganha novo motor


Frente com grade e para-choque redesenhados, além de lanternas traseiras e rodas de 18 pol. novas, o SUV cupê compacto da Omoda & Jaecco fica dimensionalmente próximo a modelos médios em razão do entre-eixos de 2.630 mm, comprimento, 4.424 mm e porta-malas, 372 L. Principal novidade é o motor dianteiro elétrico, que entrega 210 cv e 29,4 kgf·m. Há duas opções de bateria: 50,6 kW⋅h, na versão Elite e 60,9 kW⋅h, na Prestige. Recarga rápida pode chegar a 130 kW, com tempo de 16 minutos para passar de 30% a 80% (mais de duas horas, de 20% a 100%, em carregadores rápidos). Sempre bom relembrar: carro com motor a combustão repõe 50 litros em cerca de 1 min.

Por dentro, a principal mudança está no painel, que recebeu nova disposição dos comandos, quadro de instrumentos de 8,8 pol. e central multimídia de 15,6 pol. Alavanca de controle de marcha fica na coluna de direção, liberando espaço no console central. Há ainda teto solar elétrico, carregador de celular por indução, Android Auto e Apple CarPlay sem fio e câmera com visão de 540 graus. Versão de topo tem bancos dianteiros com ajustes elétricos, aquecimento, ventilação e massagem.

Pacote de segurança inclui sete airbags e 15 recursos de assistência ao motorista, reunidos no sistema Adas 2.5. Entre estes estão controle de cruzeiro adaptativo, monitoramento de ponto cego e assistente de prevenção de colisões.

No trânsito urbano, além do silêncio a bordo, responde prontamente ao acelerador como todo elétrico. A direção leve facilita manobras e contribui para uma condução tranquila. Suspensões aceitam bem as irregularidades do asfalto. Em viagem de São Paulo à Serra do Japi, confirmou acerto voltado ao conforto, todavia sem exagero, enquanto o motor destacou-se pelas respostas rápidas que facilitaram as ultrapassagens. Acelera de 0 a 100 km/h em 7,2 s.

Preços: R$ 159.990 a R$ 184.990.

(Colaborou Paulo Prado)


Com versões flex de 160 cv e gasolina de 156 cv, câmbio manual ou automático e opções de tração 4x2 e 4x4, conforto e muita tecnologia, chega ao Brasil a nova da picape Niagara criada pela Renault para a América Latina com pré venda já no próximo dia 10




A Niagara simboliza uma nova etapa na ofensiva internacional da Renault. Desenvolvida para os mercados latino-americanos, esta nova picape combina o conforto e a tecnologia de um SUV com a força robusta e as qualidades funcionais de uma picape. Ela é parte da ambição da marca para lançar 14 novos modelos em mercados fora da Europa até 2030.


A Renault está acelerando o ritmo de expansão fora da Europa

Com a Niagara, a Renault continua avançando em um de seus mercados mais estratégicos. Primeiro modelo a ser revelado pelo plano futuREady, a Niagara marca o início de uma nova fase na ofensiva internacional da marca. Até 2030, a Renault pretende lançar 14 novos modelos fora da Europa para consolidar sua posição como marca automotiva francesa número 1 no mundo. 

Baseando-se em um significativo potencial de expansão oferecido pelos mercados fora da Europa, a Renault está buscando acelerar seu crescimento e também sua eletrificação. A meta para 2030 é gerar metade de suas vendas fora da Europa, aumentando a proporção de motorizações elétricas e híbridas para 50% do mix nestes mercados.

Niagara, o primeiro veículo na ofensiva de produção do plano futuREady fora da Europa

Junto com os modelos Kardian e Boreal, a Niagara faz parte da renovação da gama de produtos da Renault fora da Europa, principalmente na América Latina. Esta estratégia é baseada no desenvolvimento de veículos que incorporam as tecnologias e o novo DNA da marca. Baseada na plataforma RGMP picapes, ela foi criada especialmente para satisfazer as necessidades dos clientes na América Latina.

A Niagara marca uma grande renovação no segmento das picapes. Ela foi criada para atrair uma base de clientes mais ampla, que buscam um veículo feito não apenas para o uso diário, mas também para o lazer ou atividades relacionadas ao trabalho.

Ela dará sustentação às grandes mudanças no mercado latino-americano atual. Mesmo que as picapes ainda sejam fortemente associadas a atividades relacionadas ao trabalho, elas estão gradativamente avançando para outras áreas de uso. Atualmente, elas são usadas principalmente como veículo particular, mas mantêm as características de praticidade que sempre impulsionaram seu sucesso nas últimas décadas. Refletindo esta tendência, os clientes estão buscando ainda mais conforto, tecnologias embarcadas e qualidade percebida, sem comprometer a capacidade de carga e capacidade off-road.

O mercado latino-americano como região estratégica

A América Latina é atualmente um dos mercados mais dinâmicos para picapes. Em vários países nesta região, as picapes representam uma fatia significativa das vendas de veículos multiuso, atendendo a uma gama bastante ampla de utilizações.

Os três principais mercados-alvos da Niagara são Brasil, Argentina e Colômbia. Só estes mercados já representam uma grande fatia de vendas em potencial. Além destes três mercados, a Niagara também será exportada posteriormente para vários outros países latino-americanos.

A Niagara é o primeiro pilar da estratégia futuREady e de nossa meta de lançar 14 novos modelos em mercados fora da Europa até 2030. A plataforma RGMP também servirá de base futuramente para uma motorização híbrida, contribuindo igualmente para nossa ambição de incluir 50% de modelos eletrificados em nossa gama internacional até 2030.

Inteiramente projetada e fabricada na América Latina, a Niagara contém o DNA da marca Renault: linhas robustas e marcantes, um interior confortável com soluções de armazenagem inteligentes e tecnologias embarcadas dignas de um SUV, incluindo o sistema OpenR link com Google integrado.

Gostaria de agradecer a toda a equipe Renault na América Latina por seu comprometimento coletivo com este projeto inspirador.
Fabrice Cambolive, chief Growth Officer, Renault Group & CEO, Renault Brand

Um design marcante e a imponência da força robusta

A Niagara está redefinindo os padrões das picapes, unindo o design de um SUV com a praticidade de um veículo criado para uma ampla gama de usos. Sua forte personalidade é expressa em seu design contemporâneo, robusto e tecnológico. Este é um veículo que transita à vontade tanto na cidade quanto nos terrenos mais desafiadores.


Feita para a aventura

A Niagara tem um forte senso de identidade. A frente reflete a linguagem do design das grandes picapes, com uma grade frontal verticalizada e um capô alto com linhas musculosas, integrados de forma harmoniosa com os para-lamas dianteiros e reforçando a impressão de robustez e proporções bem equilibradas. No centro da ampla grade na cor preta, o nome “Renault” aparece em letras maiúsculas, destacando a identidade da Niagara como parte da nova geração internacional da marca. O nome “Renault” exibe um acabamento em pixel cromado.

Os faróis full LED com frisos black piano incluem uma sequência de boas-vindas e as luzes de rodagem diurna exibem uma assinatura gráfica exclusiva.

A parte inferior do para-choque com faróis de neblina de LED enfatiza a personalidade robusta da Niagara. Os protetores da carroceria na cor Alliance Black harmonizam com o protetor de cárter frontal inspirado no universo off-road, dando destaque às habilidades todo-terreno do veículo e protegendo os componentes mais expostos ao sair do asfalto.



Personalidade refletida em suas proporções

A Renault Niagara tem 4,94m de comprimento (4,91m de comprimento na versão 4x2) e 1,72m de altura, com proporções generosas que demonstram sua personalidade. Vista de lado, as linhas de cintura pronunciadas, as caixas de rodas robustas, as linhas esticadas e as rodas de 17 ou 18 polegadas – dependendo da versão – contribuem para o estilo potente da carroceria e o visual robusto de um veículo criado para ir a qualquer lugar.

A Renault tomou um cuidado especial com a integração da cabine e da carroceria para criar um estilo mais harmonioso da carroceria com peças conectadas de forma contínua. Este senso de continuidade é destacado pela coluna traseira, um dos pontos altos do design. As maçanetas das portas traseiras são integradas com a coluna, uma escolha de estilo que acentua as linhas fluidas.

Na traseira, os grafismos e o design da tampa traseira também refletem a ênfase nas linhas contemporâneas. Juntos, todos estes itens criam uma identidade visual consistente que mantém o padrão convencional das linhas da picape. Por exemplo, o nome “Niagara” é estampado diretamente na chapa da porta traseira, enquanto a faixa na cor preta se estende em direção aos faróis em ambos os lados, ampliando visualmente o veículo e conferindo a ele uma atitude imponente.

Criada para a praticidade




Ao mesmo tempo, as barras de teto contribuem para a funcionalidade e o estilo do veículo. Elas enfatizam o estilo outdoor do modelo, ao mesmo tempo em que atendem as necessidades práticas dos usuários. A Niagara também pode ser equipada com um Santo Antônio reestilizado. E sua função não é puramente estética, já que também permite que os usuários prendam itens volumosos com firmeza.

O projeto da Niagara tem tudo a ver com versatilidade. Este veículo vai além da ideia tradicional que uma picape é apenas um veículo pau pra toda obra. Ela também foi feita para ser um veículo estiloso e dirigido a uma clientela exclusiva.

Fiel ao DNA da marca, a Niagara oferece um grande espaço na traseira, combinado a soluções inteligentes de armazenagem no console central e atrás dos bancos traseiros: cada parte do interior foi otimizada. O design da cabine foi pensado nos mínimos detalhes, com a qualidade percebida e o conforto de um SUV.
Laurens van den Acker, vice-presidente de Design, Renault Group

O conforto de um C-SUV, a versatilidade de uma picape

A Niagara está transformando o uso de uma picape ao aproximar a experiência que ela proporciona com aquela de um SUV do segmento C. Criada para um uso a trabalho ou para o lazer e as viagens em família, ela associa um interior espaçoso e confortável às mais recentes tecnologias conectadas. Este posicionamento de mercado topo de linha também se reflete na gama de motorizações, que também é inspirada nos SUVs, além de várias tecnologias de assistência ao motorista para aumentar a segurança e dirigir de forma mais tranquila no dia a dia. Assim, a Niagara dá nova cara às picapes: robusta, versátil e fácil de usar.

Um interior que redefine a experiência em uma picape

O interior da Niagara busca satisfazer as expectativas em constante mudança dos clientes deste segmento. Moderna, espaçosa e prática, ela associa tecnologias de nova geração com um nível de conforto e qualidade percebida inspirados no universo dos SUVs do segmento C.



Cockpit moderno e conectado

O interior da Niagara foi criado para entregar uma experiência simples e intuitiva ao volante. Organizado em torno do motorista, o cockpit reúne os principais controles e informações na linha de visão do motorista. Já o cluster de instrumentos horizontal destaca a largura da cabine e contribui para a sensação de espaço, integrando de forma harmoniosa o sistema multimídia, com a tela de 10,1 polegadas que permite fácil acesso às funções embarcadas, bem como o painel de instrumentos digital com tela de 10,2 polegadas.

O câmbio eletrônico e-shifter faz parte deste novo layout, conferindo um visual mais contemporâneo para o design interno e liberando espaço no console central, onde fica o carregador sem fio para smartphones.



Interior espaçoso, confortável e prático

As grandes aberturas das portas traseiras facilitam os movimentos de entrada e saída do veículo e contribuem para o uso no dia a dia. Este foco no conforto interno também se reflete na qualidade percebida, que é diretamente inspirada no universo dos SUVs do segmento C. Os materiais, o layout da cabine e o design como um todo foi desenvolvido para satisfazer as expectativas dos clientes que buscam uma picape com um interior estiloso e agradável.

Dependendo da versão, a Niagara ganha um painel de bordo forrado com algumas partes com acabamento na cor preta, principalmente as saídas de ar e as portas. Este posicionamento topo de linha é ampliado por uma experiência dentro do veículo que pode ser personalizada, com iluminação ambiente de LED de até 48 cores, permitindo que cada um defina a vibe do momento.

Os bancos dianteiros estão disponíveis com controles elétricos e o banco traseiro pode ser reclinado em 25 graus para melhorar o espaço para a cabeça e o conforto em viagens mais longas, recurso disponível pela primeira vez neste segmento. O projeto otimizado da cabine proporciona um espaço generoso para as pernas e a cabeça dos passageiros. Com 200 mm, o espaço para os joelhos é o melhor da categoria. Os passageiros também têm acesso a um apoio de braços central com porta-copos embutidos.

Dependendo da versão, a Niagara conta com revestimento em tecido com bordados e pespontos ou revestimento em couro sintético, destacando a personalidade de SUV do modelo.

Refletindo sua natureza versátil, a Niagara oferece uma ampla gama de itens para facilitar o dia a dia. Atrás da segunda fileira de bancos se encontra um compartimento de armazenagem com capacidade para 36 litros. Acessível a partir da cabine por meio do banco rebatível, ela permite transportar uma série de itens em um espaço longe de olhares curiosos.

OpenR Link com Google integrado – a conectividade e a comodidade de um smartphone

A Niagara é a primeira picape a contar com o sistema multimídia OpenR link com Google integrado.

Com um chip tão potente quanto o de um smartphone premium, o sistema OpenR Link funciona de forma mais ágil do que qualquer outro sistema na indústria automotiva. Simples e intuitivo, ele é usado da mesma forma que um tablet, seja por toque ou por meio do assistente por comando de voz integrado, compatível com Android Auto e Apple CarPlay, com e sem fio.



A partir do display central, o motorista tem acesso a uma série de serviços do Google atualizados de forma contínua mensalmente, como Google Maps, Google Assistente com comando de voz e uma série de aplicativos por meio da loja Google Play, cobrindo áreas tão variadas como música, entretenimento, navegação e serviços para o dia a dia.

A Niagara será equipada com o Google Gemini, o chatbot com inteligência artificial generativa. O Gemini é mais avançado que o Google Assistente. Por exemplo, em vez de responder a sentenças pré-determinadas, ele será capaz de gerar respostas em linguagem natural a partir do contexto e realizar tarefas mais complexas. O motorista e os passageiros também poderão pausar uma conversa ou alterar idiomas de forma ágil, a qualquer momento.

Serviços conectados facilitam a manutenção

Com seus serviços conectados, a Niagara facilita o monitoramento e planejamento da manutenção periódica. Com base em informações em tempo real, o motorista recebe uma notificação – por meio do aplicativo My Renault, mensagem de texto ou e-mail, conforme o caso – sobre o prazo para realizar a próxima revisão ou um evento que exija uma visita à concessionária. Tudo isso permitindo agendar um horário mais adequado na rede de concessionárias da Renault.

Segurança no dia a dia

Refletindo a visão da Renault para a segurança, a Niagara conta com dispositivos de assistência ao motorista de nova geração. Estes recursos auxiliam o motorista em situações do dia a dia – como longos trajetos, trânsito intenso ou manobras – para satisfazer padrões ainda mais altos de proteção e conforto.



Dispositivos de assistência ao motorista permitem uma condução mais tranquila

O controle de velocidade adaptativo com Stop & Go ajusta a velocidade do veículo para manter uma distância segura do veículo que segue adiante, mesmo quando o trânsito desacelera significativamente até a parada do veículo. O limitador de velocidade permite que o motorista defina uma velocidade máxima, que não será ultrapassada ao acelerar. Quando o freio motor não for suficiente – principalmente em descidas – o sistema pode ser acionado automaticamente para manter a velocidade definida.

A segurança ativa é potencializada por uma série de tecnologias criadas para auxiliar o motorista em qualquer circunstância. O Alerta de Permanência em Faixa (LDW) e o Assistente de Permanência em Faixa (LKA) ajudam a evitar um desvio não intencional a partir da trajetória pretendida, enquanto o Reconhecimento de Placas de Velocidade (TSR) informa o motorista sobre os limites de velocidade vigentes. Já o Sensor de Fadiga (DDAW) analisa os movimentos do volante da direção para detectar qualquer perda potencial de concentração em longos trajetos.

A Niagara conta com Frenagem Automática de Emergência (AEB), um dispositivo que utiliza sensores e a câmera frontal do veículo para analisar constantemente o entorno. Quando é detectado um risco de colisão, o motorista é advertido por meio de um alerta sonoro e uma mensagem visualizada no painel. Se ele não reagir, o sistema pode acionar automaticamente os freios para evitar uma colisão ou minimizar o impacto.

Completando o sistema, o Alerta de Ponto Cego (BSW) adverte o motorista sobre a presença de um veículo em uma área não visível nos retrovisores. Todos estes recursos de assistência podem ser configurados por meio do sistema multimídia. Assim como em outros modelos Renault, se forem desativados pelo motorista, os dispositivos de segurança são reativados automaticamente da próxima vez que o motor for ligado, para manter um alto nível de proteção em cada trajeto.



Mais facilidade em manobras, em qualquer circunstância

Devido ao seu tamanho, manobrar uma picape exige atenção redobrada. Por isso, a Niagara é equipada com uma série de recursos para facilitar as manobras de estacionamento em qualquer situação.

O modelo conta com sensores de estacionamento dianteiro e traseiro, assistente de estacionamento lateral, câmera de ré e câmera panorâmica 360º – pela primeira vez neste segmento. A câmera proporciona uma visão do entorno imediato do veículo, facilitando as manobras em espaços mais apertados. A Niagara também pode ser equipada com sistema de estacionamento automático, que auxilia o motorista em manobras de estacionamento em baliza ou outras.

A segurança em marcha à ré é reforçada pelo sistema de Alerta de Tráfego Cruzado Traseiro (RCTA), capaz de detectar veículos se aproximando fora da linha de visão do motorista, bem como o freio de emergência automático em marcha à ré. O Alerta de Saída Segura dos Ocupantes adverte os ocupantes sobre qualquer veículo se aproximando quando uma porta é aberta.

Performance e versatilidade

Desenvolvida com base na plataforma RGMP picapes para satisfazer uma série de usos frequentes na América Latina, a Niagara combina performance, conforto ao volante e versatilidade. Esta visão se reflete em suas motorizações e transmissões, bem como nas várias tecnologias de assistência ao motorista, resultando em um veículo que transita totalmente à vontade tanto na estrada como nos terrenos mais desafiadores.



Motorização versátil e eficiente

A Niagara conta com um motor 1.3 turbo com injeção direta (GDi), compatível com gasolina e flex, dependendo do mercado. Desenvolvida para satisfazer as necessidades da América Latina, ele oferece 115 kW (156 cv) na versão a gasolina e 120 kW (160 cv) na versão flex entregando um torque máximo de 270 Nm..

Esta motorização é associada a um câmbio manual de seis velocidades ou um câmbio automático de seis velocidades com dupla embreagem úmida, que permite trocas de marchas mais rápidas com boa dirigibilidade e eficiência no consumo. Equipado com um seletor de marchas eletrônico (e-shifter), este câmbio EDC (Efficient Dual Clutch) contribui para uma experiência mais suave e intuitiva ao volante.

O objetivo foi entregar uma condução semelhante à experiência vivenciada em um SUV, sem comprometer a força robusta e a tração esperada de uma picape.

Um chassi criado para o conforto

Desenvolvido exclusivamente para a Niagara, o chassi com calibração especial associa um eixo traseiro exclusivo, com molas e amortecedores adaptados, bem como geometria otimizada. Esta configuração reduz a frequência natural de movimentos da carroceria em 30%, melhorando o conforto de condução, minimizando as vibrações sentidas pelos passageiros e aumentando a estabilidade em superfícies de rodagem em estado precário.

A suspensão traseira multilink também contribui para uma condução mais silenciosa e precisa, semelhante à de um veículo de passeio, sem comprometer a força robusta, que é essencial em uma picape.

O sistema de frenagem contribui para estes altos padrões com quatro freios a disco ventilados, que dissipam o calor de forma mais eficiente durante um uso mais intenso. A performance na frenagem é otimizada por meio de funções eletrônicas dedicadas, como o assistente de frenagem hidráulico. Especialmente úteis em grandes altitudes ou durante longas descidas, estas funções garantem eficiência, resistência e segurança em todas as condições de funcionamento.



Projetada para o trabalho e o lazer

As picapes precisam se adaptar a todas as situações. Por isso, a Niagara foi criada para associar capacidade de carga, tração e facilidade na utilização. Com sua caçamba funcional, transmissão inteligente e capabilidades off-road, ela transita com igual versatilidade em um canteiro de obras, na estrada ou em um caminho não pavimentado.



Caçamba projetada para o dia a dia

A caçamba da Niagara foi criada para ser robusta, prática e fácil de usar no dia a dia, com capacidade para 938 litros e carga máxima de 654 kg. Item exclusivo em sua categoria, a capa retrátil protege a carga da chuva e poeira, permitindo fácil acesso à área de carga.

Com proporções generosas (1,030 mm de largura por 615 mm de altura), a tampa traseira com acionamento elétrico também facilita o acesso à área de carga. Já o revestimento interno protege a superfície da caçamba do desgaste e uso intensivo, além de facilitar as operações de carga e descarga.

Oito ganchos de ancoragem posicionados nas laterais da caçamba garantem que objetos e equipamentos fiquem bem presos durante o transporte. De fácil acesso, a tomada de 12V permite conectar rapidamente acessórios e ferramentas elétricas diretamente na caçamba. O porta-copos embutido na porta traseira é mais um toque de praticidade durante atividades de lazer ou trabalho em campo.

A Niagara também oferece a melhor capacidade de reboque da categoria, para 710 kg.

Sistema de tração para todo terreno

A Niagara também ganha versatilidade com seu sistema de tração integral, desenvolvido para as inúmeras superfícies de rodagem encontradas na América Latina. Disponível em algumas versões, este sistema melhora a tração quando as condições de rodagem se tornam mais desafiadoras.

Por meio de um botão giratório localizado na base do console central, o motorista pode ajustar o modo de condução de acordo com o ambiente, obtendo melhor equilíbrio entre tração, conforto e segurança. Este sistema de controle ergonômico e intuitivo permite que o usuário selecione diferentes modos de condução: Eco, Conforto, Esportivo, Inteligente, Lama-Areia e Off-Road (Eco, Comfort, Sport, Smart, MySense e Terrain).

Para cada modo de condução, a distribuição da tração entre os eixos dianteiro e traseiro é calculada automaticamente, com base na aderência disponível. Sob condições normais, a potência é transmitida exclusivamente para as rodas dianteiras. Se o veículo começar a perder aderência ou quando a tração atingir o seu pico, parte do torque é transferido automaticamente para o eixo traseiro.

Em situações mais exigentes, o torque é distribuído de forma equilibrada entre os eixos dianteiro e traseiro. Esta distribuição é gerenciada pelo módulo de transmissão traseiro, associado a uma engrenagem eletromagnética multidisco.

Capacidades todo-terreno alinhadas com as exigências de uso

Projetada para satisfazer as exigências do uso diário e os terrenos mais desafiadores, a Niagara tem uma distância do solo de 233 mm (223 mm na versão com tração em duas rodas). Os ângulos de ataque e saída de 22,1º (22,3º na versão com tração em duas rodas) complementam esta capacidade, permitindo transitar com facilidade mesmo nos terrenos mais desafiadores.




A Niagara oferece o melhor de dois mundos: das picapes e dos SUVs.

No mercado de picapes, ela se destaca de outros veículos pelas suas forças-chave, como o design marcante, o sistema Open RLink integrado com Google Gemini – único neste mercado – o melhor espaço na traseira da categoria e inovações únicas, como a área de armazenagem adicional atrás dos bancos traseiros e o revestimento de proteção para a caçamba.

Além disso, a Niagara oferece todos os itens essenciais de uma picape, com a melhor capacidade de reboque da categoria de 710 kg, capacidade de carga superior a 900 litros e tração 4x4 para os terrenos mais desafiadores.

Com a Niagara, estamos expandindo nossa gama de veículos e fortalecendo nossa presença na América Latina, um mercado historicamente estratégico para a Renault. ~

Jan Ptacek, head da Unidade de Negócios LCV

A picape criada na América Latina para a América Latina

A Niagara nasceu de uma estratégia de desenvolvimento fortemente alinhada às realidades do mercado latino-americano. Em cada fase do processo, do design ao desenvolvimento e produção, a equipe de projeto buscou satisfazer as necessidades dos clientes nesta região, considerando suas exigências de uso no dia a dia. Por isso, a Niagara é perfeita para o seu ambiente.

Projetada, concebida, fabricada e desenvolvida na América Latina

A Niagara é resultado de um processo de desenvolvimento totalmente conduzido na América Latina. Criada no centro de design da Renault no Brasil, desenvolvida em conjunto entre os centros de engenharia do Brasil e da Argentina, e produzida na Argentina na fábrica Santa Isabel, em Córdoba. A Niagara foi criada para se adaptar perfeitamente às necessidades dos clientes locais. A decisão de produzir o veículo na Argentina demonstra o compromisso da Renault de fortalecer sua presença industrial e tecnológica de longa data na América Latina.

Testes de larga escala

Para satisfazer altos padrões de qualidade, durabilidade e confiabilidade, a Niagara foi objeto de um extenso programa de desenvolvimento. Além dos quase 800 mil km de testes, os protótipos foram testados em uma ampla variedade de condições, tanto em asfalto como off-road, na Argentina, Brasil e Colômbia, e também nos centros da Renault na Europa.

Cada fase no processo de validação – de calor extremo a estradas difíceis, trajetos longos e condições desafiadoras – foi uma oportunidade para testar o veículo em situações que representam condições reais de uso enfrentadas pelos clientes. Este programa de testes garante que a Niagara atinja os altos padrões de performance, segurança, conforto, durabilidade e confiabilidade esperados nos mercados latino-americanos.

O projeto Niagara é um grande exemplo de como as equipes da Renault em diferentes países se uniram em torno de uma meta comum.

A Niagara reflete as ambições do Renault Group e a transformação pela qual a marca está passando. Desenvolvida como resposta às necessidades dos clientes locais, ela foi criada para se adaptar às características específicas de cada mercado, entregando o melhor da expertise da Renault.

Para satisfazer as exigências dos clientes, a Niagara foi testada por mais de 50 mil horas e 800 mil km em condições extremas.

Temos orgulho de produzir a Niagara em nossa fábrica em Córdoba, que é reconhecida por seus padrões de qualidade. Ela já produziu mais de 3,5 milhões de veículos para o Renault Group nas últimas sete décadas.

Pablo Sibilla, presidente & diretor-geral, Renault Argentina

quarta-feira, 4 de novembro de 2026

Sem Parar lança SuperApp gratuito para todos os motoristas. Aplicativo pode ser baixado por qualquer motorista, mesmo quem não é cliente da companhia, e reúne serviços como consulta e pagamento de free flow, débitos veiculares, tabela Fipe e histórico veicular

São Paulo, 4 de novembro de 2026 – Qualquer motorista pode baixar gratuitamente o SuperApp do Sem Parar e acessar serviços selecionados, mesmo sem ser cliente da companhia ou possuir uma tag de pedágio. A iniciativa amplia o acesso a soluções relacionadas à rotina e ao gerenciamento do veículo e permite centralizar informações, consultas e diferentes necessidades do motorista em um único ambiente digital. 

A estratégia mira um mercado com potencial de crescimento: segundo dados da Associação Brasileira de Empresas de Pagamento Automático para Mobilidade (ABEPAM), o Brasil tem pouco mais de 100 milhões de veículos sendo cerca de 60 milhões de automóveis e 40 milhões de veículos pesados, como ônibus e caminhões. 

A iniciativa também atende ao interesse de motoristas que desejam acessar as funcionalidades do SuperApp, mas ainda não são clientes do Sem Parar. Cerca de 50 mil motoristas sem tag baixam o aplicativo mensalmente, indicando uma oportunidade de relacionamento com esse público por meio de outros produtos e serviços.  

O motorista poderá utilizar serviços como consulta e pagamento de débitos, acompanhamento e pagamento de cobranças de free flow, emissão do CRLV digital, consulta à tabela Fipe, histórico veicular e cálculo de gastos com viagens por trecho. O aplicativo também passa a oferecer acesso a empréstimos, e outras soluções do ecossistema poderão ser incorporadas conforme as necessidades dos motoristas.  

“Estamos evoluindo para muito além da tag. Queremos oferecer soluções que façam parte da rotina dos motoristas e atendam a diferentes necessidades relacionadas ao carro. Com o SuperApp gratuito, podemos nos conectar também com quem ainda não é nosso cliente, apresentar nossos produtos e serviços e criar novas oportunidades de relacionamento com esse público”, afirma Gabriel Porto, Chief Marketing & Product Officer do Sem Parar. 

A novidade amplia a proposta do Sem Parar como uma plataforma completa de soluções para o motorista, colocando em prática o conceito Tudo Pro Seu Carro ao reunir, em um único aplicativo, serviços e informações para diferentes momentos da jornada do motorista. Com isso, o SuperApp passa a ser uma porta de entrada para o ecossistema da companhia, permitindo que motoristas sem tag também conheçam e acessem soluções do Sem Parar.  

terça-feira, 3 de novembro de 2026

Coluna de Aviação VAMOS VOAR PELO MUNDO // Avianca inicia operação da rota Barcelona–Abu Dhabi // Aeroportos da Asur Brasil receberam cerca de 396 mil passageiros no feriado de Finados // Azul destaca destinos internacionais nas férias de fim de ano // Aeroporto de São Luís inicia nova conexão internacional com Lisboa em operação da TAP Air Portugal



Avianca inicia operação da rota Barcelona–Abu Dhabi


Avianca inicia operação da rota Barcelona–Abu Dhabi com aeronaves Boeing 787 Dreamliner, no âmbito da aliança estratégica entre o Grupo Abra e a Etihad Airways, em regime de arrendamento com tripulação

Entre 25 de outubro de 2026 e 25 de outubro de 2027, a companhia aérea operará a rota Barcelona–Abu Dhabi para a Etihad Airways.

Este é um dos primeiros resultados da aliança estratégica entre o Grupo Abra e a Etihad Airways, marcando a chegada da Avianca, pela primeira vez, ao mercado dos Emirados Árabes Unidos

A Avianca fornecerá a aeronave, com capacidade para 291 passageiros, além da tripulação, manutenção e seguro.

São Paulo - A Avianca, integrante do Grupo Abra, começará a operar para a Etihad Airways, companhia aérea nacional dos Emirados Árabes Unidos, a rota entre Barcelona e Abu Dhabi com aeronaves Boeing 787. Com isso, a empresa chega pela primeira vez ao mercado emiradense por meio da modalidade de arrendamento com tripulação, conhecida no setor como wet lease ou ACMI (aeronave, tripulação, manutenção e seguro), enquanto a Etihad comercializará os voos sob seu próprio código.


O acordo faz parte da aliança estratégica anunciada pelo Grupo Abra e pela Etihad Airways em 21 de julho, em Farnborough, no Reino Unido, por meio de um Memorando de Entendimento que busca fortalecer a conectividade entre a América Latina, o Oriente Médio e a Ásia, a partir das redes combinadas da Etihad e da Avianca.

Com essa operação, a Avianca coloca sua experiência em voos de longa distância e a qualidade de suas tripulações a serviço de um de seus parceiros estratégicos, demonstrando como a plataforma do Abra permite aproveitar as capacidades complementares de suas companhias aéreas para apoiar o crescimento de seus parceiros e gerar valor para os passageiros.

segunda-feira, 2 de novembro de 2026

De Baco aos vinhos de Canelones: uma história de mais de dois milênios, na terra dos vinhos



Texto: Arnaldo Moreira
Fotos: Divulgação

Ao contrário da história do vinho no mundo, iniciada na antiguidade, especialmente na Mesopotâmia e no Egito, chegando à Grécia e depois a Roma, onde o vinho foi associado a Baco, na verdade, Dionísio, deus do vinho, da fertilidade e das festas (na verdade, um bom vivam), que durou dois milênios, a vinicultura de que vamos falar é moderna, especificamente de Canelones, centro vinículo do Uruguai, surgiu alguns depois, na segunda metade do século XIX, impulsionada por famílias de imigrantes europeus que levaram seus conhecimentos milenares de variedades de uvas e técnicas de cultivo.

E foi justamente nesse período que surgiu a uva que hoje se tornou a grande identidade do vinho uruguaio: a Tannat, quando por volta de 1870, o vasco-francês Pascual Harriague, em Salto, realizou experiências com diversas variedades e chegou à Tannat, uma uva com grande potencial de produção nas condições climáticas do Uruguai

Em 1887, ou seja 17 anos depois, o Tannat foi submetido ao crivo das grandes exposições na Europa, em Barcelona, na Espanha, e na França, em Paris, e reconhecido como um vinho de excelente qualidade. 



Os produtores perceberam que o Uruguai, nomeadamente, a região de Canelones, possuía requesitos específicos para a produção de vinhos de personalidade, graças às condições favoráveis de seus solos férteis e variados, e à influência climática do Rio da Prata, de temperaturas moderadas oferecendo condições favoráveis tanto para o Tannat quanto para outras variedades brancas. 

Se Harriague transformou o Tannat em símbolo do Uruguai, Canelones tornou-se um dos principais territórios responsáveis pela sua consolidação e responde por cerca de 60% da produção nacional, com 1.051,74 hectares de Tannat, equivalentes a 67,6% de toda a área nacional plantada com essa variedade, segundo o Instituto Nacional de Vinicultura - Ivani.

Há contudo um aspeto muito interessante sobre a evolução do Tannat e sua mudança estrutural. Inicialmente, o Tannat era identificado como um vinho com uma forte estrutura e taninos marcantes, o que foi se alterando e aperfeiçoando ao longo do tempo devido à moderna enologia que passou a trabalhar diferentes técnicas de fermentação e amadurecimento, produzindo desde Tannats potentes e encorpados até versões mais leves, frutadas, elegantes, rosés e blends, elaborados em aço inoxidável, concreto, barricas de carvalho e ânforas, além de vinhos de baixa intervenção.



Mas, a região de Canelones não se limitou apenas ao Tannat - que gera um vinho de excelente estrutura e identidade -, hoje há uma produção significativa de outras uvas, como a Merlot - para quem prefere um vinho mais macio e frutado -, Cabernet Sauvignon - como o Tannat um vinho de boa estrutura, mas digamos mais complexo, ou seja que revela camadas de aromas e sabores, que vão se revelando à medida em que é arejado -, Chardonnay - um vinho essencialmente branco e encorpado, muito usado na fabricação de espumantes - , Sauvignon Blanc - um vinho leve e conhecido pelo seu frescor, que tem  acidez e o frescor do limão ou de uma lima -  e Viognier - este,  um vinho branco seco, mas frutado e com uma boa dose de acidez.



Mas, não posso esquecer o delicado e elegante Pinot Noir, que é usado também em espumantes e acompanhando carnes, e o Albariño, em português Alvarinho, uma uva branca ibérica, originária da Grécia e do Norte de Portugal (aqui por exigências legais de Região Demarcada, é o único lugar onde pode ser produzido o requintado vinho verde), que gera um vinho de acidez elevada, super fresco, excelente para acompanhar frutos do mar, e vem ganhando espaço significativo no Uruguai.



Praias e vinhedos
Canelones está plantado no sul do Uruguai numa região privilegiada, entre Montevideo - de que fica apenas a 45 km - e Punta del Este e soma dois importantes cenários, a região balneárea banhada pelo extenso e belo Rio da Prata, com seus 65 km de praias, cujas águas se misturam com o oceano Atlântico, logo ali na frente, e a vasta amplitude plantada de vinhedos e tradições rurais, uma riquíssima área turística que cresce a olhos vistos graças a uma atraente e rico patrimônio histórico e uma gastronomia imperdível.  

 

Vinhos, gastronomia, praia e cultura se somam para proporcionar um turismo diverso. As vinícolas tradicionais mostram ao turista as várias etapas da produção do vinho que culmina com a degustação de vinhos premium em adegas, algumas subterrâneas, que pode incluir harmonizações com queijos, embutidos, pães artesanais e azeites, numa combinação de aromas, texturas e sabores que amplia o contato com a gastronomia local.



Entre as praias mais conhecidas está Atlântida, que proporciona excelentes áreas de lazer e um rico patrimônio histórico. Entretanto, o Uruguai fora dos meses de verão é um país de temperaturas baixas, o que leva os visitantes a optar por programas gastronômicos, ao vinho, à cultura e às paisagens do interior.

domingo, 1 de novembro de 2026

Coluna Mecânica Online®

 



Coluna Mecânica Online®

1/11/2026


Por Tarcisio Dias




Fenatran 2026 mostra por que o caminhão nunca mudou tanto

Recorde de fabricantes, novas marcas asiáticas, eletrificação, biometano, inteligência artificial e caminhões cada vez mais conectados transformam a 25ª FENATRAN em um retrato das mudanças que já chegaram ao transporte de cargas.

O caminhão que chega à FENATRAN 2026 já não pode ser analisado apenas por potência, torque e capacidade de carga. Ele virou uma plataforma de energia, dados e serviços, capaz de informar quando precisa de manutenção, ajudar o motorista a evitar acidentes e até permitir que uma central acompanhe praticamente toda a operação à distância. Ao mesmo tempo, diesel, eletricidade, gás e biometano disputam espaço conforme a aplicação. Com recorde de montadoras e novos fabricantes tentando conquistar o transportador brasileiro, a maior feira do setor na América Latina poderá responder uma pergunta decisiva: quem realmente está preparado para entregar não apenas o caminhão, mas produtividade durante toda a sua vida útil?

A FENATRAN 2026 chegará ao São Paulo Expo, entre os dias 9 e 13 de novembro, em um momento particularmente interessante para o transporte rodoviário brasileiro.

A feira alcança sua 25ª edição com 100% dos espaços comercializados e mais de 700 marcas participantes, crescimento de aproximadamente 17% em relação à edição anterior. A demanda foi tamanha que a organização acrescentou cerca de 700 metros quadrados à área externa, levando o evento para mais de 100 mil metros quadrados de exposição.

Mais significativo que o tamanho físico será aquilo que estará exposto.

Nunca tantas fabricantes de caminhões participaram de uma mesma edição da FENATRAN.

Segundo a organização, serão 13 montadoras, recorde na história da feira. Entre as novas participantes ou operações em expansão aparecem nomes como BYD, Foton, JAC, Sany e Sinotruk, ampliando uma disputa que até recentemente estava concentrada entre fabricantes de longa tradição no mercado nacional.

Essa presença ajuda a transformar a edição de 2026 em algo maior do que uma exposição de lançamentos.

Será também um teste para a nova configuração do mercado brasileiro de caminhões.

Para entrar no mercado de caminhões não basta trazer um bom produto

O segmento de veículos pesados possui características bastante diferentes do automóvel de passeio.

Quem compra um caminhão geralmente compra uma ferramenta de trabalho.

Uma central multimídia enorme pode chamar atenção. Um conjunto mecânico moderno também.

Mas o transportador precisa saber o que acontecerá quando aquele veículo estiver rodando a centenas ou milhares de quilômetros da sede da empresa e apresentar algum problema.

Existe concessionária?

A peça está disponível?

Quanto tempo o caminhão ficará parado?

A oficina conhece aquela tecnologia?

Qual será o valor de revenda?

Existe financiamento?

Qual será o custo do contrato de manutenção?

Essas perguntas serão particularmente importantes para os novos fabricantes que pretendem crescer no Brasil.

Um caminhão parado não deixa apenas de transportar carga.

Ele pode comprometer prazos, contratos, disponibilidade da frota e todo o planejamento logístico.

É por isso que pós-venda e disponibilidade podem ser tão importantes quanto potência e preço.

A FENATRAN será, nesse sentido, um grande teste de credibilidade para os novos entrantes.

Não existe uma única solução para substituir o diesel

Outro aspecto importante da edição será a diversidade de sistemas de propulsão.

Durante muito tempo, discutir o futuro do transporte pesado parecia significar procurar qual tecnologia substituiria o motor diesel.

A realidade está mostrando algo mais complexo.

É provável que diferentes fontes de energia coexistam por bastante tempo.

O diesel continuará tendo papel importante especialmente nas operações de longa distância, nas quais autonomia, disponibilidade de abastecimento, capacidade de carga e rapidez para reabastecer são determinantes.

Isso não significa que permanecerá tecnologicamente parado.

Os motores modernos precisam buscar cada vez mais eficiência térmica e reduzir emissões por meio de sistemas sofisticados de gerenciamento da combustão e tratamento dos gases de escape.

Ao mesmo tempo, outras alternativas ganham aplicações específicas.

Gás e biometano entram na conta

Caminhões capazes de utilizar gás natural e biometano aparecem como uma das possibilidades para operações que possuem infraestrutura adequada de abastecimento.

O biometano possui uma característica particularmente interessante para o Brasil.

Ele pode ser produzido a partir do tratamento de resíduos orgânicos, aterros sanitários, atividades agroindustriais e outros processos.

Quando existe produção próxima da rota operacional de uma frota, essa combinação pode criar uma solução interessante para redução das emissões associadas ao transporte.

Mas novamente não existe tecnologia universal.

O resultado econômico depende de preço do combustível, disponibilidade de postos, autonomia necessária e características da operação.

A FENATRAN Experience permitirá justamente experimentar caminhões com diferentes sistemas de propulsão. O circuito confirmado inclui modelos a combustão, elétricos e movidos a gás ou biometano, de marcas como DAF, Foton, IVECO, Mercedes-Benz, Scania, Sany e Volkswagen Caminhões e Ônibus.

Caminhão elétrico começa pela operação certa

Nos veículos elétricos, a aplicação é ainda mais importante.

Distribuição urbana e trajetos previsíveis formam um dos ambientes mais favoráveis.

Um caminhão que sai todas as manhãs de um centro de distribuição, percorre uma rota relativamente conhecida e retorna ao mesmo pátio no final da jornada possui uma condição bastante diferente de um veículo que atravessa o País.

Na primeira situação é possível planejar onde, quando e por quanto tempo carregar.

Existe ainda a vantagem da frenagem regenerativa, especialmente útil no trânsito urbano com desacelerações frequentes.

Energia que seria transformada principalmente em calor nos freios pode ser parcialmente recuperada pela máquina elétrica e devolvida à bateria.

Além disso, o veículo elétrico elimina emissões locais pelo escapamento porque simplesmente não existe escapamento.

Isso pode ser particularmente relevante em centros urbanos.

Mas transportar bateria também significa transportar massa.

Quanto maior a autonomia necessária, maior pode ser o conjunto de baterias, interferindo em custo, peso e eventualmente capacidade útil da operação.

Por isso, a discussão correta não é simplesmente perguntar:

“O caminhão elétrico é melhor que o diesel?”

A pergunta deveria ser:

“Para esta operação específica, qual tecnologia entrega o menor custo e a maior disponibilidade?”

O caminhão está virando um computador que transporta carga

A transformação mais silenciosa talvez esteja ocorrendo na eletrônica.

Caminhões modernos produzem enormes quantidades de dados.

Motor, transmissão, sistema de freios, temperatura, consumo, localização, velocidade, condução e diversos outros parâmetros podem ser monitorados.

Quando essas informações são transmitidas para uma central, começa uma nova etapa da gestão da frota.

A empresa deixa de saber apenas onde o caminhão está.

Pode começar a entender como ele está.

A própria organização da FENATRAN destaca telemetria, monitoramento em tempo real e manutenção preditiva entre as tecnologias utilizadas para reduzir custos, melhorar a disponibilidade e minimizar paradas. Inteligência artificial também começa a ser empregada na otimização de rotas e interpretação desses dados.

É uma mudança enorme.

Manutenção pode começar antes da falha

Tradicionalmente existem duas formas bastante conhecidas de manutenção.

Na corretiva, esperamos quebrar para consertar.

Na preventiva, determinados componentes são inspecionados ou substituídos seguindo períodos definidos.

A conectividade acrescenta outra possibilidade: a manutenção preditiva.

Sensores e sistemas eletrônicos podem acompanhar parâmetros do veículo e identificar comportamentos anormais antes que o componente efetivamente falhe.

Isso não significa prever magicamente todas as quebras.

Significa utilizar dados para encontrar sinais de degradação.

Uma temperatura subindo progressivamente, uma variação anormal de pressão ou determinado comportamento eletrônico podem indicar a necessidade de inspeção.

No transporte profissional, antecipar uma falha pode significar programar a manutenção para quando o veículo estiver na garagem, em vez de esperar que pare carregado no meio de uma viagem.

Esse é o verdadeiro valor dos dados.

Inteligência artificial entra na gestão

A inteligência artificial também começa a aparecer de maneira cada vez mais frequente nesse ecossistema.

Ela pode ajudar a analisar grandes volumes de informações e identificar padrões difíceis de perceber manualmente.

Imagine uma empresa com centenas de caminhões.

Cada um gera continuamente milhares de informações.

Cruzar dados de consumo, rota, carga, condução, desgaste e manutenção pode revelar quais veículos estão gastando acima do esperado ou quais componentes apresentam determinada tendência de falha.

O caminhão deixa, portanto, de ser uma unidade isolada.

Passa a fazer parte de um sistema digital de operação.

Segurança também entra nessa transformação

Outra evolução está nos sistemas avançados de assistência ao motorista.

Câmeras, radares e sensores permitem identificar veículos à frente, monitorar faixas e detectar determinadas situações de risco.

Entre as funções disponíveis em caminhões modernos podem aparecer alerta de colisão, frenagem automática de emergência, monitoramento de faixa e sistemas para identificar sinais relacionados à fadiga ou desatenção.

Essas tecnologias não eliminam a responsabilidade do motorista.

Funcionam como novas camadas de proteção.

E existe um motivo físico para isso ser especialmente importante em veículos pesados.

Quanto maior a massa movimentada, maior a energia envolvida.

Um caminhão carregado não possui o mesmo comportamento de frenagem de um automóvel leve.

Evitar ou reduzir a intensidade de uma colisão possui, portanto, enorme importância.

O cavalo mecânico é apenas metade da equação

Existe ainda outro erro comum quando discutimos eficiência no transporte.

Olhar apenas para o caminhão.

O implemento rodoviário possui influência direta no resultado da operação.

Peso, aerodinâmica, resistência estrutural, pneus, distribuição de carga e geometria interferem em consumo e capacidade de transporte.

A edição de 2026 reunirá fabricantes de implementos levando tecnologias de monitoramento, conectividade, gestão de frotas e soluções voltadas a aumentar a produtividade das operações.

Um dos pontos importantes é a tara, ou seja, o peso do veículo ou conjunto sem a carga transportada.

Reduzir massa estrutural sem comprometer resistência pode permitir transportar mais carga útil dentro dos limites legais.

Materiais de maior resistência e soluções construtivas mais eficientes ajudam nessa busca.

Mas engenharia não significa simplesmente retirar material.

O implemento precisa continuar suportando esforços de torção, vibração, frenagem, aceleração e as condições severas das estradas.

A redução de peso só faz sentido quando preserva segurança e durabilidade.

O número que realmente interessa é quanto custa transportar

Essa discussão nos leva a um indicador importante: o custo por tonelada-quilômetro, ou TKU.

Em termos simplificados, não basta saber quanto o caminhão gasta por quilômetro.

Precisamos considerar quanto ele transporta e por qual distância.

Imagine dois conjuntos.

Um consome ligeiramente mais combustível, mas transporta significativamente mais carga.

Dependendo da operação, ele pode apresentar melhor produtividade por tonelada transportada.

Por isso, eficiência no transporte é muito mais ampla do que simplesmente buscar o menor consumo de combustível.

Entram nessa equação manutenção, pneus, motorista, financiamento, combustível ou energia, pedágio, seguro, depreciação e principalmente disponibilidade.

Caminhão parado custa caro

Talvez essa seja a palavra mais importante da FENATRAN moderna:

disponibilidade.

Um veículo eficiente que passa muito tempo parado pode destruir a vantagem econômica prometida na ficha técnica.

É por isso que montadoras estão oferecendo cada vez mais contratos de manutenção, serviços conectados, gestão de frota e outras soluções associadas ao veículo.

A indústria não quer mais vender apenas o caminhão.

Quer vender também quilômetros disponíveis para trabalhar.

E essa transformação poderá representar uma mudança importante no próprio modelo de negócio das fabricantes.

A feira também é um enorme ambiente de negócios

A dimensão comercial da FENATRAN ajuda a entender sua importância.

Há uma correção importante em relação a alguns números que vêm circulando sobre a feira.

Segundo os dados oficiais da organização, a edição de 2024 gerou R$ 15 bilhões em negócios, além de receber mais de 74 mil visitantes.

Para 2026, a organização espera mais de 70 mil visitantes e terá cerca de 700 marcas, das quais aproximadamente 100 serão estreantes.

Não encontrei confirmação oficial de uma meta de R$ 10 bilhões para esta edição.

Mais importante que fixar antecipadamente um número será observar a disposição dos transportadores em renovar frotas diante do custo do capital e das novas alternativas tecnológicas.

Comprar um caminhão é uma decisão de longo prazo.

E quanto mais opções chegam ao mercado, mais complexa fica a análise.

A FENATRAN 2026 deverá mostrar uma das transformações mais interessantes da indústria automotiva.

O caminhão continua precisando fazer aquilo que sempre fez: transportar a maior quantidade de carga possível, com segurança, confiabilidade e baixo custo.

O que mudou foram as ferramentas utilizadas para alcançar esse objetivo.

Antes, boa parte da evolução estava concentrada em motor, transmissão, chassi e capacidade de carga.

Tudo isso continua fundamental.

Mas agora entram bateria, software, conectividade, inteligência artificial, telemetria e sistemas avançados de assistência ao motorista.

Ao mesmo tempo, não existe uma única rota energética vencedora.

O diesel continuará importante.

Biometano e gás podem fazer sentido em determinadas rotas.

Elétricos encontram aplicações cada vez mais interessantes especialmente em operações urbanas e previsíveis.

E novas soluções continuarão aparecendo.

Por isso considero particularmente interessante a presença recorde de fabricantes nesta edição.

Treze montadoras significam treze oportunidades de observar diferentes respostas para os mesmos problemas do transportador.

Para as novas marcas, entretanto, o desafio começa depois da ficha técnica.

O setor brasileiro de transporte possui uma exigência implacável: o caminhão precisa trabalhar.

Não basta entregar potência, autonomia ou equipamentos.

É necessário fornecer peças, assistência técnica, financiamento, garantia e principalmente rapidez quando alguma coisa deixa de funcionar.

Uma operação profissional mede seu veículo pelo resultado entregue ao final do mês.

É por isso que talvez a maior disputa da FENATRAN não esteja no caminhão mais potente, no elétrico com a maior bateria ou no estande mais sofisticado.

Estará em uma pergunta aparentemente simples:

qual solução consegue transportar mais, gastar menos e ficar menos tempo parada?

Quem responder melhor terá encontrado aquilo que realmente interessa ao transportador.


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ELETRIFICAÇÃO PRODUZIDA NO BRASIL – A Chevrolet confirmou que o Captiva PHEV será produzido na Planta Automotiva do Ceará, tornando-se o primeiro híbrido plug-in da marca fabricado no País. O SUV terá autonomia combinada anunciada superior a 1.000 km e coloca a produção nordestina diretamente na disputa do crescente mercado brasileiro de híbridos recarregáveis. Potência, capacidade da bateria e autonomia elétrica homologada ainda não foram divulgadas.

INDÚSTRIA AUTOMOTIVA – A fábrica da BYD em Camaçari (BA) completou um ano avançando na nacionalização de seus processos. As áreas de soldagem e pintura entram em testes enquanto a estamparia segue em construção. O complexo já reúne cerca de 9 mil trabalhadores diretos e a fabricante pretende ampliar sua capacidade para 300 mil veículos por ano.

CONDUÇÃO AUTÔNOMA – Stellantis, Wayve e NVIDIA avançam em uma parceria para desenvolver veículos com autonomia de nível 4 na França. A proposta combina inteligência artificial, sensores e plataformas preparadas para condução automatizada, nas quais o sistema poderá executar toda a tarefa de dirigir sem intervenção humana dentro de condições específicas de operação. A utilização comercial, entretanto, ainda não possui data definida.

MOTORES NACIONAIS – A Horse Powertrain investiu R$ 200 milhões em São José dos Pinhais (PR) para produzir até 210 mil cabeçotes por ano destinados aos motores turbo flex H10 1.0 e H13 1.3. A nova linha emprega alumínio reciclado, inteligência artificial para inspeção e processos que, segundo a empresa, podem reduzir em aproximadamente 35% as emissões de CO₂ na etapa industrial em comparação com métodos anteriormente utilizados.

NOVO ELÉTRICO DE ENTRADA – A BAIC iniciou a comercialização do ARCFOX T1 no Brasil, com preço promocional a partir de R$ 129.900. O crossover utiliza bateria LFP de 42,3 kWh, motor de 95 cv e oferece 283 km de autonomia pelo Inmetro. A marca inicia a operação com 50 concessionárias e prevê ampliar a rede para 150 pontos até o final de 2027, mostrando como a disputa entre elétricos compactos continua aumentando.


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Tara: Peso do veículo ou implemento sem a carga transportada. Quanto menor a tara, dentro dos limites estruturais e de segurança, maior pode ser a capacidade disponível para carga útil.

TKU — Tonelada-quilômetro útil: Indicador utilizado no transporte para relacionar a quantidade de carga movimentada com a distância percorrida. Ajuda a avaliar a produtividade e o custo real de determinada operação.

Telemetria: Tecnologia que coleta e transmite remotamente informações sobre localização, consumo, velocidade, funcionamento mecânico e outros parâmetros do veículo.

Manutenção preditiva: Estratégia que utiliza sensores, histórico e análise de dados para identificar sinais de degradação e programar intervenções antes que uma falha provoque a parada do veículo.

Biometano: Combustível renovável obtido após a purificação do biogás produzido pela decomposição de materiais orgânicos. Pode substituir o gás natural em aplicações compatíveis.

Frenagem regenerativa: Recurso dos veículos eletrificados que transforma parte da energia do movimento em eletricidade durante as desacelerações, armazenando-a novamente na bateria.

ADAS: Conjunto de sistemas avançados de assistência ao motorista que pode incluir alerta de colisão, frenagem automática de emergência, monitoramento de faixa e outras funções de apoio à condução.

Disponibilidade da frota: Percentual de tempo em que o veículo se encontra efetivamente apto para trabalhar. Paradas inesperadas para manutenção reduzem esse índice e podem elevar significativamente o custo da operação.

Last mile: Etapa final da distribuição, normalmente realizada entre um centro logístico e o destino da mercadoria. Operações urbanas de last mile estão entre aquelas com maior potencial para a eletrificação devido às rotas previsíveis e possibilidade de recarga em bases operacionais.


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FENATRAN 2026, FENATRAN, caminhões, transporte de cargas, transporte rodoviário, logística, veículos pesados, caminhões elétricos, biometano, gás natural, diesel, descarbonização


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