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segunda-feira, 29 de junho de 2026

Noites de Verão no Casino Estoril com mais espectáculos: Stand-up comedy, no próximo sábado, 4 de julho, pelas 21h30. Fernando Rocha apresenta “Rocha n’Roll”, no Auditório dos Oceanos Daniel Casares e Dulce Pontes conquistaram o público em noite de “O Poder do Subtil”

Noites de Verão no Casino Estoril com mais espectáculos

Stand-up comedy, no próximo sábado, 4 de julho, pelas 21h30. Fernando Rocha apresenta “Rocha n’Roll”, no Auditório dos Oceanos


Fernando Rocha apresenta, no próximo sábado, 4 de julho, pelas 21h30, a stand-up comedy “Rocha n’Roll” no Auditório dos Oceanos do Casino Lisboa. O humorista promete uma noite intensa, divertida, mágica e memorável que não deixará ninguém indiferente.


“Rocha n’Roll” é o primeiro solo de stand-up de Fernando Rocha. É uma viagem. É storytelling vivido e contado na primeira pessoa ao longo dos seus 50 anos de existência, transformando episódios da sua própria vida em gargalhadas, onde cada frase é contada sem filtros, mas com ritmo, energia, humanidade e muito rock ‘n’roll.


Com este novo formato, Fernando Rocha apresenta um espectáculo totalmente renovado, surpreendente e mais pessoal do que nunca. Mantém a irreverência, o improviso e a gargalhada contagiante que o público tão bem conhece, mas acrescenta novas histórias, novas perspectivas e um ritmo “rock n’roll” que promete agitar plateias de norte a sul - e além-fronteiras.


“Rocha n’Roll” é a celebração de uma carreira cheia de quilómetros, palcos, países e milhares de espetáculos, agora condensada num solo de stand-up onde o humorista se entrega por completo.


Fernando Rocha apresenta, no próximo sábado, 4 de julho, pelas 21h30, a stand-up comedy “Rocha n’Roll” no Auditório dos Oceanos do Casino Lisboa. M/16. Preços: De 20€ a 22€.


O Auditório do Casino Estoril propõe, nos meses de julho e agosto, um programa especial com diferentes ofertas de entretenimento. Trata-se de um cartaz concebido pela Artfeist que reúne espectáculos de drag queen, stand-up comedy, improviso, um musical multipremiado, um tributo aos Beatles e fado. São noites de Verão repletas de novidades, a não perder, no Casino Estoril.


“MUAH! A Cabaret and Drag Affair”: sexta-feira, dia 3 de julho, às 22h00

Esqueça tudo o que sabe sobre “variedades”. MUAH! Está noutra liga. Há uma nova linhagem de artistas a conquistar os palcos, um affair assumido entre o glamour decadente do cabaret, a teatralidade do drag e a elegância do voguing.


MUAH! reúne artistas que transformam a vulnerabilidade em poder: Alejandro Beauty, Excita Lopram, Flawless Revlon,Fraulein Margret, Louise L’Amour, Miss Velvet, Morgana e Naomy Beauty, um verdadeiro all-star de atitude e carisma.


Espectáculo “MUAH! A Cabaret and Drag Affair”. M/16. Preço: 20€

 Reservas/info: https://www.ticketline.pt/evento/muah-104642


“Um Serão com Pedro Tochas”: sábado, dia 4 de julho, às 22h00

O palco transforma-se num universo onde o inesperado está sempre à espreita, conduzindo o público numa viagem inesquecível pelo mundo singular e fascinante de Pedro Tochas.


Em “Um Serão com Pedro Tochas”, o humorista une a sua arte única de contar histórias a malabarismos, teatro físico, teatro de rua e stand-up comedy. O resultado? Uma experiência de entretenimento verdadeiramente inigualável, repleta de uma energia contagiante que preenche a sala e faz o público esquecer o mundo lá fora.


Stand-up Comedy “Um Serão com Pedro Tochas”. M/16. Preço: 16€

https://www.ticketline.pt/evento/um-serao-com-pedro-tochas-103550


Stand-up comedy com Carlos Vidal: sexta-feira, dia 10 de julho, às 22h00

Naquela que será uma das últimas apresentações do seu mais recente solo de stand-up comedy, Carlos Vidal disseca a normalidade e exalta o absurdo do lado clínico e humano, que todo o médico também é.


Carlos Vidal, natural de Albergaria-a-Velha, é médico, humorista e músico, tudo baralhado e sem uma ordem específica. Venceu a rubrica "Speed Battle" do programa “5 Para a Meia-Noite” da RTP1 e organiza o "Risorius - Festival de Humor e Arte de Albergaria-a-Velha".


Stand-up comedy com Carlos Vidal. M/16. Preço: 16€

https://www.ticketline.pt/evento/carlos-vidal-103836


“Até que o Guião nos Separe”: sábados, dias 11, 18 e 25 de julho, às 22h00


Os Ovo Mau são o quarteto de improvisadores mais irreverente do país. “Até que o Guião nos Separe” é um espectáculo inteiramente dedicado ao amor: às suas glórias, aos seus equívocos e a tudo o que fica pelo meio.


O conceito é tão simples quanto imprevisível: o público entra com a sua história e os Ovo Mau transformam-na em comédia ao vivo, sem rede e sem guião. Casais, ex-casais, apaixonados e céticos do amor são todos bem-vindos - porque, como reza o mote do espectáculo, “o amor é uma comédia de improviso à queima-roupa”.


Com a cumplicidade musical do maestro Nuno Feist, os improvisadores Mário Bomba, Ricardo Karitsis, Paulo Cintrão e Carlos Moura criam em palco cenas únicas a partir das histórias reais do público. Cada sessão é diferente. Cada noite, irrepetível. 


Comédia de improviso “Até que o Guião nos Separe”. M/16. Preço: 16€.

https://www.ticketline.pt/evento/ate-que-o-guiao-nos-separe-103925


“Broadway Baby”: sextas-feiras, dias 17 e 24 de julho, às 21h30

Protagonizado por Henrique Feist e com direcção musical de Nuno Feist, este musical inspirado nos grandes clássicos da Broadway foi já distinguido com relevantes prémios, tendo vencido o “Globo de Ouro para Melhor Actor de Teatro 2012”.


Num espectáculo arrebatador, Henrique Feist conduz-nos por esta história fascinante, desde as suas origens até à chamada “invasão da Disney” na Broadway - momento a partir do qual começaria um novo capítulo. A Broadway existe porque há sonhos tão grandes que não cabem em mais lado nenhum. Mais do que uma zona de Nova Iorque, a Broadway é um verdadeiro estado de espírito.


Musical “Broadway Baby”. M/12. Preço: 20€.

https://www.ticketline.pt/evento/broadway-baby-103526


“O Pacote”: sexta-feira, dia 31 de julho, às 22h00

Com a irreverência habitual, Eduardo Madeira e Jel protagonizam “O Pacote”. Trata-se de uma comédia sobre dois homens envolvidos numa verdadeira embrulhada que promete contagiar de bom humor o público no Auditório do Casino Estoril. 


Dois amigos de longa data encontram-se num Centro de Saúde. Um deles carrega um pacote com um segredo que pode mudar o mundo. Ninguém está preparado para o que está neste pacote. Muito menos estes dois… Eduardo Madeira e Jel são dois dos mais reconhecidos e acarinhados comediantes portugueses com presença assídua na televisão, rádio e também redes sociais onde têm centenas de milhares de seguidores e milhões de visualizações.


Comédia “O Pacote”. M/16. Preço: 16€.

https://www.ticketline.pt/evento/o-pacote-104232


“The Peakles - The Beatles Experience”: sexta-feira, dia 8 de agosto, às 21h30

Prepare-se para uma viagem imersiva ao universo da banda que mudou a história da música. Os The Peakles, reconhecidos como uma das maiores bandas de tributo aos Beatles na Europa, chegam a Lisboa para apresentar o seu mais recente espetáculo.


O público poderá ouvir os clássicos que definiram gerações com uma frescura surpreendente. Das harmonias vocais perfeitas à instrumentação detalhada, este é um convite para celebrar o legado de Lennon, McCartney, Harrison e Starr com a banda portuguesa que já conquistou fãs dentro e fora de Portugal.


“The Peakles - The Beatles Experience”. M/6. Preço: 20€.

https://www.ticketline.pt/evento/the-peakles-the-beatles-experience-105395


Era Uma Vez o Fado: Sexta, sábado e domingo, ou seja, dias 28 e 29, com versão em português, e 30 de agosto, com versão em inglês, às 21h30


A história do fado tem várias versões. Será esta a certa? Uma noite recheada de fados nas suas várias expressões musicais, em busca das origens e da essência deste género tão português.


Um espectáculo intimista, em que Valter Mira, Marta Alves e Henrique Feist partilham o palco com Manel Ferreira, na guitarra portuguesa, e Miguel Silva na viola de fado


Era Uma Vez o Fado. M/12. Preço: 18€.

https://info.ticketline.pt/images/Espectaculos/104741/cartaz.jpg?rev=20260612144931


Programa de Verão do Auditório do Casino Estoril:


- 03 de julho às 22 horas: “MUAH! A Cabaret and Drag Affair”. M/16. Preço: 20€

   Reservas/info: https://www.ticketline.pt/evento/muah-104642




- 04 de julho às 22 horas: “Um Serão com Pedro Tochas”. M/16. Preço: 16€


   Reservas/info:  https://www.ticketline.pt/evento/um-serao-com-pedro-tochas-103550





- 10 de julho às 22 horas: stand-up comedy com Carlos Vidal. M/16. Preço: 16€

   Reservas/info:  https://www.ticketline.pt/evento/carlos-vidal-103836



- 11, 18 e 25 de julho às 22 horas: “Até que o Guião nos Separe”. M/16. Preço: 16€.

   Reservas/info: https://www.ticketline.pt/evento/ate-que-o-guiao-nos-separe-103925



- 17 e 24 de julho às 21h30: “Broadway Baby”. M/12. Preço: 20€.

   Reservas/info: https://www.ticketline.pt/evento/broadway-baby-103526


- 31 de julho às 22h00: Comédia “O Pacote”. M/16. Preço: 16€.

   Reservas/info: https://www.ticketline.pt/evento/o-pacote-104232


- 08 de agosto às 21h30: “The Peakles - The Beatles Experience”. M/6. Preço: 20€.

   https://www.ticketline.pt/evento/the-peakles-the-beatles-experience-105395


- 28, 29 e 30 de agosto às 21h30: Era Uma Vez o Fado. M/12. Preço: 18€.


   https://info.ticketline.pt/images/Espectaculos/104741/cartaz.jpg?rev=20260612144931

Por que Paje virou a nova aposta turística de Zanzibar. Pequeno vilarejo na costa leste reúne projetos que combinam natureza, saúde, alimentação equilibrada e atividades físicas


A poucas horas de voo dos principais hubs do Oriente Médio, Zanzibar vem consolidando sua posição entre os destinos mais procurados do Oceano Índico. O arquipélago semiautônomo da Tanzânia reúne praias de areia branca, mar azul-turquesa e uma herança cultural moldada por influências africanas, árabes, indianas e europeias.

Além das paisagens costeiras, o destino preserva importantes referências históricas, especialmente em Stone Town, centro histórico reconhecido como Patrimônio Mundial pela Unesco e conhecido pelas construções seculares, mercados e pelo legado do comércio de especiarias.

Embora continue associada ao turismo de sol e praia, Zanzibar vem ampliando sua oferta turística. Nos últimos anos, iniciativas ligadas ao bem-estar, à gastronomia saudável e ao estilo de vida ativo passaram a ganhar espaço.

Esse movimento é particularmente visível em Paje, na costa leste da ilha. Conhecido inicialmente entre praticantes de kitesurfe, o vilarejo vem ampliando sua oferta turística e consolidando-se entre os principais destinos para quem busca o que fazer em Zanzibar além dos tradicionais passeios de praia. Hoje, o vilarejo reúne hotéis-boutique, restaurantes, centros de bem-estar e espaços dedicados às atividades esportivas.



Natureza como eixo central da experiência

Entre os projetos que representam essa nova fase está o Maalum, empreendimento desenvolvido em torno de uma caverna natural de água cristalina. A Maalum Cave tornou-se uma das principais experiências de turismo de bem-estar em Zanzibar e atrai viajantes interessados em contato com a natureza e viagens mais imersivas.

A principal atração é a Maalum Cave, uma piscina natural em Zanzibar instalada no interior de uma formação rochosa cercada por vegetação tropical. O espaço permite aos visitantes nadarem em águas transparentes, distante dos circuitos turísticos tradicionais da ilha.

Entre os projetos que representam essa nova fase está o Maalum, empreendimento desenvolvido em torno de uma caverna natural de água cristalina. O nome significa "especial" em suaíli e sintetiza a proposta do local: oferecer contato direto com a natureza em um ambiente preservado.

Mais do que um passeio contemplativo, a proposta privilegia a permanência prolongada no local. Casais, famílias e viajantes interessados em turismo de bem-estar compõem o principal público do empreendimento.

O conceito dialoga com tendências como o slow travel, modalidade que privilegia viagens mais longas e imersivas. Ao redor da caverna, áreas de descanso integradas à paisagem incentivam os visitantes a permanecerem no complexo durante boa parte do dia.

Gastronomia saudável e spa ao ar livre

A experiência do Maalum estende-se à gastronomia. Instalado no complexo, o Maalum Restaurant aposta em ingredientes frescos e preparações leves, posicionando-se como uma referência de restaurante saudável em Zanzibar. O cardápio reúne frutas tropicais, sucos naturais e pratos inspirados na culinária local e internacional.

A proposta acompanha uma tendência observada em diversos destinos internacionais, onde a alimentação se tornou parte essencial da experiência turística. Para o mercado brasileiro, o conceito dialoga com um perfil de viajante cada vez mais atento à alimentação durante as férias.

Outra vertente do complexo é o Forest Spa, espaço dedicado a massagens e terapias corporais em meio à vegetação nativa. O local reforça o crescimento da procura por spa em Zanzibar e por experiências wellness integradas à natureza.

Experiências que combinam banho na caverna, tratamentos corporais e refeições no restaurante também integram a programação disponível aos visitantes.



Paje investe no turismo ativo

Além das iniciativas voltadas ao relaxamento, Paje também busca atrair viajantes interessados em manter a rotina de exercícios durante as férias. Um dos exemplos é o KUUMBA, empreendimento que combina academia em Zanzibar, treinamento funcional, cross training, boxe e programas de recuperação física.

Definido como um Fitness & Social Wellness Club, o projeto atende turistas e moradores. O espaço oferece academia aberta, treinamento funcional, cross training, boxe, aulas personalizadas e programas de mobilidade.

Entre os diferenciais está o estúdio de MegaReformer Pilates, modalidade que amplia a oferta de Pilates em Zanzibar e atende turistas que associam viagem, saúde e qualidade de vida.

Projetos como Maalum e KUUMBA refletem uma transformação mais ampla vivida pelo arquipélago. Em Paje, Zanzibar passa a oferecer muito mais do que praias, reunindo natureza, gastronomia saudável, fitness e experiências ligadas ao turismo de bem-estar.


Comunidade e estilo de vida redefinem a experiência em Zanzibar

Outro aspecto presente no conceito do KUUMBA é a criação de uma comunidade em torno do esporte e do bem-estar. Treinos coletivos reúnem visitantes e moradores em atividades que combinam exercícios, recuperação física e interação social.

A programação inclui sessões comunitárias, natação, recuperação muscular em banhos de gelo e sauna, reforçando uma proposta baseada na integração entre atividade física e convívio.

Projetos como Maalum e KUUMBA refletem uma transformação mais ampla vivida por Zanzibar. Em Paje, a experiência turística incorpora elementos relacionados à natureza, alimentação, saúde e estilo de vida, ampliando as possibilidades de descoberta da ilha.

Para mais informações: Maalum (www.maalumzanzibar.com) e KUUMBA (www.instagram.com/kuumba.zanzibar).

Bodódromo e vinícolas revelam os sabores de Petrolina (PE) em novo episódio da websérie do MTur. Capítulo "O Sabor da Festa" mostra como a gastronomia regional e o enoturismo no Vale do São Francisco ampliam a experiência dos visitantes durante o ciclo junino

 

Fotos: Roberto Castro/ MTur


Ás margens do Rio São Francisco, Petrolina (PE) transforma a gastronomia regional e a produção de vinhos em atrativos imperdíveis para quem visita a cidade durante o São João. Com a estimativa de ter recebido mais de 1 milhão de visitantes ao longo de sua programação e de ter gerado um impacto econômico de R$ 325 milhões, o município é o cenário do quarto episódio da websérie "Destino: Festas Juninas", produzida pelo Ministério do Turismo (MTur).
 

Acesse o quarto episódio da série nas redes oficiais do MTur: YouTube, Facebook, Instagram e Spotify.
 

Batizado de "O Sabor da Festa", o capítulo propõe um passeio pelo famoso Bodódromo, pelas vinícolas do Vale do São Francisco e pelas inovações culinárias que fazem de Petrolina um dos principais polos do turismo gastronômico no período junino.
 

Para o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, a cidade pernambucana é um exemplo de como diferentes expressões culturais fortalecem um destino. "Petrolina oferece ao visitante uma experiência que vai muito além dos shows. 

Aqui temos gastronomia, cultura popular e tradição às margens do Velho Chico, provando que o turismo se faz com a verdadeira identidade de um destino", destaca.
 

Sabores que atraem (e surpreendem)

Quem pula o São João em Petrolina dificilmente deixa a cidade sem passar pelo Bodódromo. O complexo gastronômico – famoso por reunir restaurantes especializados em carne de bode e carneiro – torna-se parada obrigatória para os turistas. 

Segundo Leonardo Alves da Silva, gerente de um dos estabelecimentos mais tradicionais do local, o fluxo dispara nessa época. "A cidade fica lotada. O pessoal vem para almoçar ou jantar e, depois, segue para a festa. A gente reforça a equipe e se prepara porque sabe que o turista procura essa experiência autêntica", afirma.
 

E a culinária sertaneja também abre espaço para a criatividade. Entre os atrativos mais curiosos revelados no episódio está o inusitado sorvete de caramelo de bode. Idealizador da sobremesa, José Veras conta que a ideia surgiu durante uma viagem em busca de novos ingredientes e acabou virando uma marca registrada da cidade. "O nosso carro-chefe, que é a cara de Petrolina e do sertão, é o sorvete de caramelo de bode. Nós o fazemos com a própria carne do bode, caramelizada", explica.
 

O roteiro do paladar passa, ainda, pelas premiadas vinícolas do Vale do São Francisco. Lá, os visitantes acompanham de perto o processo de produção e degustam rótulos elaborados no coração do semiárido. 

Para Ricardo Henriques, profissional do setor, o enoturismo tem se consolidado como um pilar de atração do destino. "O turismo na região tem crescido e se estabelecido de forma muito forte. As pessoas vêm de fora para curtir o São João, mas aproveitam para visitar a cidade e vivenciar esse turismo de experiência", relata.
 

Durante o ciclo junino, Petrolina acolheu viajantes de mais de 150 cidades brasileiras. A rede hoteleira operou com lotação máxima nos dias de pico, enquanto o comércio, os restaurantes e o setor de serviços colheram os frutos do aumento expressivo da demanda impulsionada pela grande festa popular.
 

Sobre o projeto "Destino: Festas Juninas"

Lançada pelo Ministério do Turismo, a iniciativa multiplataforma dá visibilidade aos bastidores de cinco dos maiores polos festivos do Nordeste: Campina Grande (PB), Caruaru (PE), Mossoró (RN), Maracanaú (CE) e Petrolina (PE).
 

Por meio de 10 episódios de uma websérie para as redes sociais e uma série de rádio, o projeto joga luz sobre as pessoas que fazem a festa acontecer. A narrativa mostra como a preservação de uma das mais importantes manifestações culturais do país atua como engrenagem fundamental para impulsionar o turismo, movimentar a economia e gerar oportunidades para a população local.
 

Por Natália Moraes
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo



domingo, 28 de junho de 2026

Chiloé: o arquipélago onde o Chile guarda seus mitos, suas igrejas de madeira e um modo de viver fora do tempo. No sul chileno, entre brumas e palafitas coloridas, um conjunto de ilhas preserva uma cultura mestiça única na América do Sul

  

Créditos: Sebastian Olivos


São Paulo, junho de 2026 - Existe um Chile que escapa das rotas de cartão-postal. Não está nos vinhedos do vale central nem nas torres de granito da Patagônia, mas algumas horas ao sul de Puerto Montt, onde o continente se desfaz em água e o mapa se fragmenta em dezenas de ilhas. Ali está Chiloé, arquipélago que vem despertando atenção crescente da imprensa internacional de viagens justamente por oferecer o que se tornou raro: autenticidade não encenada. Em um momento em que o viajante busca experiência em vez de checklist, Chiloé responde com neblina, madeira, gastronomia, fé e uma mitologia tão viva que ainda hoje se infiltra nas conversas dos pescadores.

 

Onde fica e o que é Chiloé

O arquipélago integra a Região de Los Lagos e reúne cerca de trinta e cinco ilhas em torno da Isla Grande de Chiloé — a segunda maior do Chile e a quinta da América do Sul. Separada do continente pelo Canal de Chacao, a ilha desenvolveu, ao longo de séculos de relativo isolamento, uma identidade própria, distinta do resto do país. Por ali se diz que a terra e o mar são uma coisa só, e a paisagem confirma isso: campos verdes que terminam abruptamente no Pacífico, casas erguidas sobre palafitas dentro da água e um céu quase sempre carregado, que torna ainda mais intenso o colorido das fachadas.
 

Como chegar a partir do Brasil

Não há voo direto do Brasil para Chiloé — e isso faz parte do percurso. O caminho mais comum passa por Santiago, e de lá segue-se de avião até o Aeroporto El Tepual (PMC), em Puerto Montt, a porta de entrada tradicional para a região. Existe também o pequeno Aeroporto de Mocopulli (MHC), perto de Castro, já dentro da ilha, com menor frequência de voos — por isso muitos viajantes preferem desembarcar em Puerto Montt.
 

Divulgação / Unsplash

A travessia em si é parte da experiência. De Puerto Montt percorrem-se cerca de 60 km ao sul pela Rota Panamericana ou Rota 5, por estrada asfaltada, até o porto de Pargua, de onde partem as balsas pelo Canal de Chacao rumo ao povoado de Chacao, na ilha. A balsa opera 24 horas, com saídas a cada 15 a 20 minutos e uma travessia de aproximadamente 30 a 40 minutos — tempo suficiente para, com sorte, avistar golfinhos e cisnes. Uma curiosidade atual: uma ponte suspensa, a Ponte de Chacao, está em plena construção há anos, com previsão de conclusão por volta de 2028; até então, a balsa continua sendo o único acesso terrestre, e seus dias podem estar contados. Quem chega de ônibus a partir de Puerto Montt faz tudo de uma vez só — a passagem já inclui a balsa, e o veículo embarca na própria balsa.
 

Dentro do arquipélago, o deslocamento ideal é de carro alugado: as distâncias são curtas, mas o transporte público é limitado e boa parte do encanto está em estradas secundárias, muitas sem pavimentação, que levam a capelas isoladas e mirantes inesperados.
 

Quando ir

Chiloé não é um destino de bom tempo garantido — e quem entende isso aproveita melhor. O verão austral (dezembro a março) é a alta temporada: dias mais longos, clima ameno, festivais gastronômicos e a melhor janela para trilhas e observação de fauna. É também quando a balsa pode ter filas de mais de duas horas nos fins de semana. A meia-estação (outubro-novembro e março-abril) costuma ser o ponto de equilíbrio: menos gente, paisagens verdes e preços mais baixos.
 

O inverno, por sua vez, entrega o Chiloé mais atmosférico e melancólico — frio, chuvoso e nebuloso, ideal para quem busca a ilha das lendas e das igrejas vazias. É também a temporada perfeita para descobrir o curanto, o prato mais emblemático do arquipélago: frutos do mar, carnes e batatas cozidos lentamente em um buraco escavado na terra, sobre pedras aquecidas em brasa e cobertos com folhas de nalca, um método ancestral que enche o ar de vapor e aroma. Ainda assim, a temporada exige disposição para o clima instável. Em qualquer época, leve casaco ou capa de chuva: corre vento na travessia e o tempo muda em minutos.

 

Créditos: Jaume Arrieta

 

Cultura e identidade: o coração de Chiloé

É na cultura que o arquipélago se torna realmente singular. A base é a herança huilliche, povo originário de tronco mapuche, e chono, povo canoeiro dos canais austrais, sobre a qual se assentou a colonização espanhola e, sobretudo, a evangelização jesuíta a partir do século XVIII. Desse encontro nasceu uma cultura mestiça que se materializa de forma espetacular na arquitetura.
 

As igrejas de madeira de Chiloé são o maior símbolo dessa fusão. Foi erguido cerca de uma centena de templos no arquipélago, dos quais 16 são Patrimônio da Humanidade pela UNESCO — quatorze inscritos no ano 2000 e outros dois, Caguach e Chelín, somados em 2001. São templos construídos inteiramente em madeira, segundo a chamada "escola chilota": os mesmos mestres que sabiam construir embarcações aplicaram esse saber às naves das igrejas, cujos telhados lembram cascos de embarcação invertidos. A joia mais célebre é a Igreja de Santa María de Loreto, em Achao — de 1740, montada com encaixes e cavilhas, sem um único prego, e hoje Monumento Nacional, com um pequeno museu de imaginária esculpida por santeiros chilotes. As fachadas, pintadas em azuis, amarelos e vermelhos vibrantes, funcionaram historicamente também como pontos de referência para quem navegava.
 

Igualmente icônicas são as palafitas — casas de madeira erguidas sobre estacas à beira da água, pintadas em cores fortes, que se tornaram o cartão-postal de Castro, sobretudo no bairro Gamboa. E há a dimensão invisível: a mitologia chilota, talvez a mais viva da América do Sul, que não é folclore de museu, mas um imaginário que ainda explica o cotidiano. Três figuras dominam esse universo. O Trauco, o mito mais temido: um ser pequeno e deformado que habita a floresta, carrega um machado de pedra com o qual golpeia as árvores e, segundo a crença, seduz com o olhar as jovens. A Pincoya, sereia formosa de cabelos dourados que protege o mar e rege a abundância da pesca — se dança olhando para o oceano, haverá fartura; se dança de costas, escassez. E o Caleuche, o navio fantasma tripulado por feiticeiros que navega sob a superfície envolto em neblina e luzes, do qual se diz que enriquece os comerciantes que fazem pactos com ele. O estilo de vida segue o ritmo das marés e da terra: pesca, trabalho comunitário e o cultivo da batata, da qual Chiloé preserva mais de 200 variedades nativas.
 

O que ver e fazer

Castro, a capital e terceira cidade mais antiga do Chile, concentra as palafitas mais fotografadas, a colorida Igreja de San Francisco e uma cena gastronômica em ascensão. Ancud, ao norte, preserva a explanada do Forte San Antonio — onde foi hasteada por última vez a bandeira espanhola no Chile — e seu Museu Regional, além de servir de base para as pinguineiras de Puñihuil, reserva natural onde convivem pinguins-de-magalhães e pinguins-de-humboldt, raridade no mundo. Dalcahue é parada obrigatória por seu mercado de artesanato em lã e suas cozinhas tradicionais, e funciona como porta de embarque para a Isla Quinchao, com os povoados de Achao e Curaco de Vélez. O Parque Nacional Chiloé, criado em 1982, protege mais de 42.000 hectares de floresta fria valdiviana, dunas e trilhas que descem ao Pacífico em setores como Cucao, território privilegiado para o ecoturismo e a observação de aves e mamíferos marinhos.
 

Créditos: Jaume Galofe

Para quem dispõe de mais tempo, o arquipélago premia a exploração. Puqueldón, na Isla Lemuy, foi reconhecida em 2022 como uma das "Best Tourism Villages" pela Organização Mundial do Turismo e guarda três igrejas UNESCO — Ichuac, Aldachildo e Detif — além de experiências de turismo rural em torno da batata. Quellón, no extremo sul, marca o fim da estrada Panamericana que começa no Alasca. E a pequena Isla Aucar, conectada por uma passarela de madeira, é conhecida como "a ilha das almas navegantes" pela lenda que a habita.
 

A mesa merece capítulo próprio. O prato emblemático é o curanto: frutos do mar, carnes, batata e os bolinhos chamados milcao e chapalele, cozidos sobre pedras quentes enterradas no solo e cobertos com folhas de pangue — um preparo feito "entre muitas mãos" e que simboliza o espírito solidário do povo chilote. Frutos do mar fresquíssimos, lendas e batata: essa é a tríade de Chiloé.
 

Chiloé não se entrega rápido nem se explica por completo — e é justamente isso que o torna um dos destinos mais autênticos, enigmáticos e culturalmente ricos da América do Sul. É o Chile que se atravessa de balsa, que se mede pelas marés e que ainda crê em seus próprios mitos. Para quem está disposto a desacelerar e escutar, o arquipélago oferece algo cada vez mais escasso: a sensação de ter chegado a um lugar que ainda é, de fato, ele mesmo.

57% usam IA na compra de carros e decisão fica mais complexa no Brasil


 

A inteligência artificial não está encurtando a jornada de compra de veículos no Brasil: está tornando o processo mais longo e mais deliberado. Ao organizar informações, comparar opções e ampliar o acesso a dados, a tecnologia incentiva o consumidor a pesquisar mais antes de decidir, especialmente em uma compra de alto valor como a de um automóvel.
 

Os dados são do Google e foram apresentados durante o Anfavea Visions 2026. Segundo a empresa, 57% dos consumidores já usam ferramentas de IA ao longo da jornada de compra, e 13% afirmam delegar parte das escolhas à tecnologia. Outros 31% utilizam essas ferramentas especificamente para comparar marcas.
 

Na prática, a IA desloca o comportamento de busca. Em vez de partir de modelos ou montadoras, o consumidor passa a formular perguntas mais amplas, ligadas a uso e contexto, como custo de manutenção, adequação à rotina e perfil de uso. Isso tende a alongar a fase de consideração, já que mais alternativas entram na análise antes da decisão final.
 

Esse movimento acontece em um mercado automotivo ainda marcado por forte concentração de marcas e padrões de uso já consolidados. Dados da Machine sobre corridas de aplicativos mostram que cinco montadoras dominam cerca de 80% das viagens analisadas: Chevrolet (20,94%), Volkswagen (19,08%), Fiat (18,40%), Hyundai (11,66%) e Renault (9,53%). Em seguida aparecem Ford (6,12%), Toyota (3,53%) e Nissan (1,15%). 

Entre os veículos chineses, a presença já alcança quase 1 em cada 12 corridas, cerca de 8,3%, com destaque para a BYD, responsável por 7,12% das viagens. O recorte indica que, mesmo com a ampliação das opções percebidas na fase de pesquisa, o uso cotidiano ainda se concentra em poucos fabricantes.
 

O Brasil aparece entre os mercados mais receptivos a essa mudança. Uma pesquisa Google/Ipsos com 21 mil pessoas em 21 países mostra que 54% dos brasileiros usaram IA generativa em 2024, acima da média global de 48%. O país também registra 65% de percepção positiva sobre a tecnologia, e 60% acreditam em ganhos econômicos associados ao seu avanço. 

"Para os motoristas, a escolha do veículo está diretamente ligada à rentabilidade, e a adoção de carros eletrificados representa não apenas uma tendência tecnológica, mas uma estratégia econômica concreta para manter o lucro diante da crescente pressão por custos operacionais menores", afirma Júlia Camossa, estatística responsável pela plataforma.
 

Esse comportamento é ainda mais relevante no setor automotivo, onde a decisão envolve múltiplas variáveis técnicas e financeiras. A IA passa a funcionar como ferramenta de triagem e comparação, mas não reduz necessariamente o tempo de decisão, amplia o volume de informações consideradas.

 

O próximo passo dessa transformação deve vir com os agentes de IA, capazes de executar tarefas de forma autônoma para o usuário. A projeção foi apresentada no mesmo evento por executivos do setor e inclui aplicações que vão do processo de compra ao pós-venda, com veículos conectados enviando dados diretamente a fabricantes e concessionárias.
 

Nesse cenário, a disputa entre montadoras e varejistas deixa de ser apenas por atenção e passa a ser também por presença dentro dos sistemas de recomendação. A forma como marcas estruturam informação tende a ganhar mais peso do que a publicidade tradicional na influência da decisão final.

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