quinta-feira, 31 de dezembro de 2020

Coluna Fernando Calmon

 Coluna Fernando Calmon 


Nº 1.130 — 29/12/20

 


        



DO JAPÃO AO BRASIL, OPÇÕES

PARA A TRANSIÇÃO ELÉTRICA

 


O Japão era um dos poucos grandes produtores mundiais de veículos (só atrás da China e dos EUA) ainda sem planos (EUA também não, até o momento) para interromper a venda de veículos somente com motores de combustão interna (MCI). No final da semana passada o governo nipônico anunciou que em 2035 só permitirá a venda de veículos elétricos, mas incluiu os híbridos MCI plugáveis como “elétricos”.

O primeiro-ministro, Yoshihide Suga, lançou o desafio para toda a economia japonesa. Projeta aumento entre 30% e 50% da demanda por eletricidade e isso não se trata de algo tão simples de atingir. Significa que para diminuir sua dependência de petróleo e gás terá de ampliar suas usinas nucleares. Terão de desenvolver sistemas de captura de CO2 para as usinas térmicas que usam combustíveis fósseis para garantir estabilidade no fornecimento de eletricidade, pois energia dos ventos e solar varia segundo as condições naturais.

Outros problemas do Japão são densidade populacional, superfície territorial e quase total dependência de matérias-primas que não lhe foram aquinhoadas pela natureza. Mas o país dispõe de capital, tecnologia e poupança.

Na véspera do anúncio do governo, Akio Toyoda, presidente da Toyota, mas falando em nome da Jama (Anfavea local), deu um exemplo contundente: “O Japão ficaria sem energia em seis meses se toda a frota atual de veículos pudesse ser convertida apenas para veículos elétricos”, afirmou.

Em outra oportunidade, o executivo mencionou que a oferta de veículos elétricos (bateria ou pilha a hidrogênio) deveria ocorrer em paralelo com a infraestrutura de carregamento e capacidade de produção de energia renovável de região em região do planeta.

Já defendi aqui que forçar tecnologias com regulamentação e investimentos enormes por parte da indústria mundial fariam os automóveis aumentar muito de preço para financiar a transição, sem certeza de que os compradores estivessem dispostos a pagar por isso ou se submeter a algumas limitações de uso em razão da infraestutura incompleta.

Bom lembrar que a Toyota tem meta, em nível mundial, de se tornar totalmente neutra em carbono, em toda sua longa cadeia de produção e vendas, até 2050.

Em todos esses debates é comum se ouvir que carros elétricos podem ser recarregados à noite e de madrugada, quando a demanda por energia cai bastante. Trata-se de meia-verdade. Afinal, usinas hidroelétricas e termoelétricas teriam que aumentar sua produção à noite, que não estava prevista, para milhões de veículos. As primeiras deixariam de economizar água nas barragens e as segundas deveriam aumentar sua entrega com mais emissões de carbono. Há propostas como V2G (sigla em inglês para troca de energia entre veículos e o grid de fornecimento), porém isso leva mais tempo para acontecer.

Conversei com engenheiros da Itaipu Binacional. Eles disseram que o Brasil pode recarregar, a cada ano, mais 150.000 veículos elétricos. Estamos longe disso, mas para a frota atual de 45 milhões de unidades seriam necessários 300 anos...

AEA (Associação Brasileira de Engenharia Automotiva) apresentou este mês um roteiro tecnológico em que defende a complementariedade de tecnologias para atender o balanço de carbono do poço à roda, ou seja, da origem ao que sai pelo escapamento em forma de CO2. Sem descuidar do custeio da infraestrutura de abastecimento de energia elétrica. 

ALTA RODA 

NESTE dezembro faz 40 anos que a Mercedes-Benz lançou, no sedã Classe S, a combinação de airbag para o motorista com cintos de segurança autorretráteis. Airbag começou a ser estudado no começo dos anos 1950 pelo alemão Walter Linderer que o patenteou em 1951. Em 1973, Oldsmobile Toronado foi o primeiro carro de série fabricado com airbag, porém o cinto de segurança era convencional.

MAXION Wheels, empresa de capital brasileiro, traz para o mercado nacional uma roda de alumínio com espessura do aro de apenas 2,15 mm. Isso permitiu redução de um kg por roda e de 4 a 5 kg no veículo. Pode parecer pouco, mas hoje a luta por diminuir peso é constante e de alto custo para os fabricantes, a fim de reduzir consumo de combustível e emissões de CO2.

BABY Pass é o primeiro aplicativo de mobilidade específico para transporte de crianças com seus responsáveis ou somente mulheres passageiras. Disponível em 12 cidades brasileiras permite mães e pais solicitarem viagens em carros particulares. Todos são dirigidos por mulheres e possuem banquinhos para crianças de 0 a 4 anos e assento de elevação para aquelas de 5 a 7 anos.

SISTEMA de incentivos fiscais para fabricantes de veículos e fornecedores no Brasil é muito complicado e gera créditos de difícil recuperação. Agora mesmo, Mercedes-Benz fechou uma fábrica e Audi ainda não sabe se voltará a produzir aqui. Consultoria Becomex estima valor entre R$ 1 e 3 bilhões de reais em créditos tributários. Para recuperá-los desenvolveu ferramenta específica e já conseguiu a GMB como cliente.

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quarta-feira, 30 de dezembro de 2020

Jogadores de golfe e operadoras da América Latina convidam para visitar a Argentina. Na República Dominicana, durante a segunda rodada do PGA Tour Latinoamérica, em que o INPROTUR faz uma forte promoção da oferta turística do país, jogadores argentinos e brasileiros, além de operadoras de turismo especializadas em golfe, falaram das experiências turísticas da Argentina.



A Argentina consolida sua promoção turística no PGA Tour Latinoamérica de Golfe com o objetivo de atrair os viajantes de alta gama assim que a situação sanitária permitir, trata-se desses viajantes que buscam experiências sofisticadas e diferentes. 

Com um grande leque de propostas nas seis regiões de seu território, o país se posiciona da melhor maneira com este tipo de ações desenvolvidas pelo Instituto Nacional de Promoção Turística (INPROTUR), já que o circuito, além de contar com notável prestígio, convoca importantes operadoras e empresas turísticas, que demonstram um forte interesse em promover os destinos argentinos.

Neste marco, e durante a segunda rodada do mencionado PGA Tour LA, realizada em Puerto Plata, República Dominicana, diferentes jogadores encontraram um momento para convidar os turistas do mundo todo para visitar e viver uma aventura incrível em nosso país no espaço de promoção instalado nas imediações do campo. 

Foi assim que os argentinos Alejandro Tosti e Emilio Puma Domínguez com o brasileiro Rafael Becker deixaram suas palavras e recomendaram não só a seus colegas, mas a todo o mundo a dar uma volta por nossa terra. 



          
“Venha à Argentina, que todo o mundo deveria conhecer e desfrutar, com bons campos de golfe, compartilhar com amigos um churrasco e um bom vinho”, afirma Becker, atleta do Brasil. 
           
Quero fazer um convite especial a todos os turistas para que venham visitar a Argentina, um país com ótima gente, excelentes vinhos, boa comida e ótimo golfe”, acrescentou Tosti. 
           
“Eu acho muito bom mostrar o que é a Argentina em todos os países onde competimos” disse Domínguez. 
           
Por outra parte, também estiveram presentes profissionais do turismo, como Alejandro Wuille-Bille, da companhia receptiva We Golf“Estou muito feliz por estar em Puerto Plaza e continuar apoiando o que o INPROTUR está fazendo com o PGA Tour Latinoamérica. É uma grande oportunidade para que possamos nos contactar com outras operadoras de golfe para dar a conhecer o que é a Argentina”
           
Felix Olivos, dominicano da empresa Fiebre de Golf, destacou: “Descobrimos esse grande destino que é a Argentina, um pequeno continente, que tem tanto para oferecer”. Além disso, destacou a amabilidade dos argentinos e argentinas. “É preciso ir à Argentina, ela tem os braços abertos para que o mundo a descubra e quando você a descobre não vai se esquecer mais”, resumiu. 
 
Nesse contexto, o Secretário Executivo do INPROTUR, Ricardo Sosa, especificou que estas ações “se produzem em meio da situação singular que o mundo vive pela pandemia. No entanto, o processo de normalização começou paulatinamente no PGA Tour Latinoamérica a partir de dezembro e consequentemente, o INPROTUR assinou um acordo de aliança estratégica com o evento, onde o país estará presente em todas as rodadas que forem disputadas, não só para posicionamento do país, mas também como um modo de preparação para receber turistas de golfe assim que as condições sanitárias do mundo permitirem”.             

No canal de YouTube de Visit Argentina você pode ver todas as mensagens gravadas destes grandes jogadores de golfe:           


segunda-feira, 28 de dezembro de 2020

Maratona do Dakar começa antecipada com dois testes de covid e "olho no Whatsapp" Equipe de brasileiros produz manual de 56 páginas sobre preparativos pré corrida mais exigentes em 2021

 



A 43ª edição do Rally Dakar larga no próximo dia três de janeiro para 7.646km de competição durante 12 dias, mas a maratona já começou para todos os envolvidos. A dupla brasileira Reinaldo Varela/Maykel Justo, da equipe Monster Energy Can-Am, chega nesta segunda-feira (28) à Arábia Saudita, país onde será disputada a mais difícil prova off-road do mundo. 

Durante o voo que deixou o Brasil ontem, o duo que tentará a vitória na categoria UTV teve tempo de estudar o manual de 56 páginas preparado pelo time baseado em Russelsheim (Alemanha). Entre vários itens e regras, o documento inclui orientações sobre comportamento e compromissos para a corrida, como testes de detecção de covid realizados 72 horas antes da entrada em território saudita e 48 horas após a chegada àquele país.


Uma das determinações da equipe composta por 34 pessoas é que todos devem ficar ligados nas mensagens via Whatsapp, que trarão a agenda diária e notícias ou determinações de última hora. “A pandemia é uma situação nova para todos, mesmo para a organização do Dakar. Então, estejam atentos e sejam solícitos com o pessoal da logística. Fiquem conectatos ao Whatsapp”, orienta o manual.

“Chegando a Jedá, onde ficaremos baseados inicialmente, seremos submetidos a uma quarentena de 48 horas dentro do quarto do hotel. Todos vão cumprir isso à risca, inclusive por que qualquer deslize pode te tirar da prova”, frisa Varela, campeão do Dakar em 2018 e um dos candidatos ao título de 2021 na categoria UTV, ao lado do navegador Maykel Justo.


Somente na quarta-feira, dia 30, os membros da equipe poderão deixar a quarentena no hotel para a área de serviço situada em um estádio, onde receberemos todo o equipamento embarcado via navio para o país, vindo da Europa. “O carregamento inclui nossos carros de corrida, todo o ferramental e também os caminhões de apoio”, observa Maykel Justo. “Será o primeiro dia de trabalho frenético, de montagem e revisão”, conclui o navegador da equipe Monster Energy Can-Am.


O manual informa que os competidores terão a primeira oportunidade de acelerar seus veículos na quinta-feira, quando será realizado o teste de checagem dos sistemas, o chamado shakedown, nas areias dos arredores da cidade portuária de Jedá. “Ninguém força o equipamento nesse teste, que terá apenas nove quilômetros de percurso e serve somente para ver se tudo está funcionando como o previsto”, comenta Varela.




Pente-fino – Na sexta-feira, dia seguinte ao shakedown, todos os membros das equipes e veículos passarão pelo último pente-fino para ingressar na prova. Com uma lista detalhada de documentos, que inclui desde passaportes, carteira de motorista internacional, licença de piloto profissional, entre outros, pilotos e navegadores deverão apresentar o resultado dos dois testes de detecção de covid do tipo RT-PCR exigidos pela ASO, organizadora da corrida.


Paralelamente, os carros de corrida serão vistoriados pelos comissários da FIA. A averiguação inclui não apenas a apresentação de documentação, mas também a conformidade dos veículos com o regulamento técnico, além da instalação de dispositivos de localização, comunicação, alarmes de emergência, equipamentos de segurança e itens de primeiros socorros e subsistência para o caso de as duplas se acidentarem ou ficarem perdidas no deserto saudita, como é comum na história do Dakar.
O sábado é o primeiro dia em que os competidores irão acelerar para valer. “É quando disputaremos o prólogo, que define a ordem de largada do primeiro dia da corrida, que começa no domingo”, conta Varela, campeão do Dakar de 2018, que também é tricampeão mundial pela equipe Monster Energy Can-Am. No mesmo sábado, as equipes participarão do primeiro dos 14 briefings online a serem realizados todas as noites pela organização, sempre abordando os desafios do dia seguinte na prova.

“Se puder, durma” – Antes de chegarem aos acampamentos para montagem e manutenção dos veículos, onde também irão dormir e se alimentar, todos já estarão cientes de regras de conduta previamente estabelecidas. “Algumas delas são: se tiver oportunidade, durma. Se tiver tempo, se alimente na hora e não espere os demais, pois você pode acabar ficando sem comer”, lembra Maykel Justo. 

“Ninguém pode fumar perto da área de trabalho, e bebidas alcoólicas são definitivamente proibidas por lei em toda a Arábia Saudita. Aliás, somos instruídos a tomar cuidado com os costumes e comportamento locais, para que o Dakar seja realizado em harmonia com os modos de vida da população”, continua o navegador da equipe Monster Energy Can-Am.


A 43ª edição do Dakar será disputada em “bolhas”, ou seja, com isolamento total dos integrantes em relação à população local. A prova terá em seus 7.646km um total de 4.767km de especiais – trechos cronometrados em alta velocidade. Os restantes 2.879km são correspondentes aos deslocamentos entre os pontos de largada e chegada em cada um dos doze dias. A competição contará com 321 veículos, sendo 108 motos, 21 quadriciclos, 124 carros e UTVs, além 42 caminhões.




Confira abaixo alguns detalhes da agenda pré-corrida da equipe 
Monster Energy Can-Am no Dakar 2021:

● 72 horas antes de entrar no país
Primeiro teste RT-PCR de detecção de covid.

● Ao chegar à Arábia Saudita
Quarentena obrigatória de 48 horas no hotel, sem contato com pessoas externas ao evento.

● 48 horas após chegar ao país
Segundo teste RT-PCR de detecção de covid.

● Quarta-feira, 30 de dezembro
Recebimento e montagem de equipamentos embarcados da Europa.
Preparação para o shakedown.

● Quinta-feira, 31 de janeiro
Às 11h, shakedown (teste de verificação de sistemas), nos arredores de Jedá.
Limpeza e preparação final dos carros.
Reunião geral da equipe logo a seguir.
Às 19h30, primeiro dos 14 briefings online agendados pela organização.

● Sexta-feira, 01 de janeiro
Vistoria técnica técnica dos carros, credenciamento de competidores e membros das equipes. Aprovação final da documentação.

● Sábado, 02 de janeiro
Largada do prólogo às 11h. Pódio às 16h.

● Domingo, 03 de janeiro
Largada para o primeiro dos 12 dias de corrida, em Jedá, com percurso total de 622km neste domingo.a

JC Pavone: "se a ideia é boa, ela se encaixará em diferentes mercados". - José Carlos Pavone, chefe de Design da Volkswagen na América do Sul, apresenta o Nivus para designers do mundo todo no Car Design Dialogues





O Nivus foi a estrela da apresentação de José Carlos Pavone, chefe de Design da Volkswagen na América do Sul, no Car Design Dialogues, evento da revista inglesa Car Design News. Da análise de mercado à concepção do crossover, JC Pavone compartilhou um pouco mais sobre o processo de criação do modelo que revolucionou o mercado sul-americano e que também será produzido e vendido na Europa.

JC Pavone deu uma verdadeira aula de desenvolvimento a todos que estavam conectados. Ele contou que o projeto do Nivus teve início ao se identificar a necessidade do mercado: tecnologia alinhada à alta qualidade e preço acessível. E o mercado pedia algo novo. Entre o Polo e T-Cross, havia espaço para mais um modelo – e então a criação do Nivus teve início.

Sempre com as necessidades do cliente em mente, JC Pavone conta que foi uma decisão estratégica desenhar o Nivus usando o Polo como base, uma vez que, assim, o modelo se tornaria mais acessível. Ele conta que o Nivus tem um design único e exclusivo na categoria, que faz a diferença para os clientes. “Fizemos algumas clínicas e as pessoas não reconheciam que o Nivus derivava do Polo. Então eu acredito que fizemos um bom trabalho”, disse JC Pavone.


Veja também:
Chegou o Nivus, o novo carro da Nova Volkswagen
“O Nivus chegou para fazer história”
“As cores do Nivus têm um caráter mais esportivo e moderno”

Além de alguns detalhes de desenvolvimento, JC Pavone também falou sobre a estratégia e o alinhamento com a matriz da Volkswagen, em Wolfsburg, Alemanha. Segundo o designer, o bom relacionamento foi essencial para que o produto fosse aprovado. Junto, também, há o fato de que o estúdio de design do Brasil é um dos poucos fora da Alemanha, dentro da marca Volkswagen, com a capacidade de produzir um carro desde sua concepção até sua produção.

JC Pavone também abordou a importância de sua experiência internacional para entender as necessidades de cada mercado e suas peculiaridades, uma vez que já trabalhou nos estúdios de design da Volkswagen na Alemanha e nos Estados Unidos. Somente assim, de acordo com o designer, foi possível projetar um veículo que é interessante para o Brasil e para outros países. “No fim, se a ideia é boa, ela se encaixará em diferentes mercados”, disse. O Nivus será o primeiro carro desenvolvido no Brasil que também será produzido e vendido na Europa, um marco para o estúdio de design brasileiro.

Além do desenvolvimento do Nivus, JC Pavone comentou sobre o trabalho de designer automotivo em si, destacando a importância de um olhar criativo e da vontade de fazer os projetos saírem do sketch para a produção. “Nós somos criadores. Acreditamos que podemos pegar pouco e fazer muito. Não importa onde você esteja, o que você está fazendo ou quais ferramentas você possui, você sempre tem a oportunidade de ter uma boa ideia. Então estruture essa ideia, fale com os colegas de outros departamentos, tente apresentar sua ideia e você pode fazer com que ela aconteça. Porque entre sonho e realidade, há muito esforço”, diz JC Pavone.

O Car Design Dialogues foi promovido pela revista britânica Car Design News e reuniu profissionais de design de diferentes marcas e de todo o mundo para falar de seus respectivos projetos.

domingo, 27 de dezembro de 2020

Veja quais foram os 10 carros que mais e menos desvalorizaram em 2020 Lista considera apenas carros com ano modelo 2020 e revela valorização atípica de seminovos

  




O ano de 2020 vai ficar marcado para sempre na indústria automotiva. A crise gerada pela pandemia produziu efeitos jamais vistos no setor e provocou fenômenos atípicos no mercado de compra e venda de automóveis. Entre tais acontecimentos, a valorização dos preços de carros seminovos é certamente um dos mais relevantes.

A Kelley Blue Book Brasil, a maior empresa especializada em pesquisa de preços de carros novos e usados, vem acompanhando a variação de preços de veículos novos, seminovos e usados, mensalmente, por meio do Monitor de Variação de Preços. Esta intensa rotina de pesquisa, com volume de centenas de milhares de dados coletados por semana, confirma que existe um fenômeno elástico entre os fortes aumentos de preços de carros 0 km que testemunhamos em 2020 e a consequente valorização de modelos seminovos, sobretudo os de ano modelo mais recente, puxada por este movimento.

Não à toa, nesta lista dos carros que menos desvalorizaram entre o Preço 0 km KBB de janeiro e o Preço de Revendedor KBB de dezembro deste ano – considerando apenas os veículos que cumpriram estes 12 meses de mercado e com ano modelo 2020 – o top 10 dos que seriam os “menos” desvalorizados, na verdade, tornaram-se os mais valorizados. Conforme a tabela abaixo mostra, o Toyota RAV-4 2020 seminovo, por exemplo, é vendido em dezembro, segundo o preço praticado pelos lojistas, com média de 12,47% de valorização em relação ao Preço 0 km KBB de janeiro. Ou seja: ele é vendido seminovo, em média, mais caro do que seu preço original 0 km do começo do ano.

10 carros (ano modelo 2020) mais valorizados em 2020 (Preço 0 km KBB em janeiro de 2020 x Preço de Revendedor KBB em dezembro de 2020) 

Modelo 

Variação 

Toyota RAV-4 

12,47% 

Mercedes-AMG GT 

8,52% 

BMW M2 

7,38% 

Mercedes-AMG G 63 

7,23% 

Mercedes-Benz GLE 

6,58% 

Volkswagen Tiguan Allspace 

6,16% 

Mercedes-Benz Classe A Sedan 

5,95% 

Mercedes-AMG C 63 

5,49% 

Audi Q3 

3,37% 

Land Rover Range Rover Vogue 

2,70% 


A tabela também evidencia que este fenômeno é mais comum entre os modelos premium importados, uma vez que só o RAV-4 e o Volkswagen Tiguan Allspace configuram entre os seminovos que mais valorizaram nos últimos 12 meses, de acordo com os preços de revenda em lojas.

Contudo, na outra ponta da tabela, os 10 carros que mais desvalorizaram neste ano também são quase todos pertencentes a marcas premium. O destaque negativo fica por conta do Jaguar XF, revendido pelos lojistas, em média, com -24,6% de desvalorização em comparação com seu Preço 0 km KBB de janeiro.

10 carros (ano modelo 2020) mais desvalorizados em 2020 (Preço 0 km KBB em janeiro de 2020 x Preço de Revendedor KBB em dezembro de 2020) 

Modelo 

Variação 

BMW Série 7 

-15,99% 

Mercedes-Benz Classe E 

-16,19% 

Mercedes-Benz Classe S 

-16,47% 

Mercedes-AMG CLA 45 

-18,50% 

Audi A3 Sedan 

-19,32% 

Suzuki Jimny Sierra 

-20,29% 

Citroën C4 Lounge 

-20,88% 

Audi A6 

-21,16% 

Fiat Weekend 

-23,74% 

Jaguar XF 

-24,60% 



A seleção estudada para esta pauta só levou em conta os automóveis e picapes (excluindo, portanto, vans e furgões), com ano modelo 2020, vendidos como 0 km em janeiro deste ano.

A KBB Brasil utiliza tecnologias de análise de dados e Big Data para produzir os levantamentos de precificação de veículos novos e usados. O processamento é realizado por um complexo algoritmo alimentado semanalmente por uma base com mais de 800 mil informações de preços de diferentes fontes do mercado. Além disso, todos os dados são avaliados diariamente por uma análise rígida de uma equipe de especialistas para garantir a validação dos preços publicados no site de acordo com a realidade brasileira. A empresa atua com o propósito de conscientizar os consumidores na compra e venda de carros a partir da determinação de preços justos. Todos os preços da KBB Brasil são públicos e podem ser consultados gratuitamente no site kbb.com.br.

Azul Conecta oferece rotas inéditas partindo de Jundiaí para quatro capitais. Clientes de Jundiaí e região podem aproveitar a alta temporada do verão com voos para São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre e Goiânia




Chegar a qualquer região do país com a Azul Conecta está ainda mais fácil para quem mora em Jundiaí e região. Além dos voos especiais de verão, durante a alta temporada, a Conecta está oferecendo voos partindo da cidade do interior paulista para quatro capitais, de onde o Cliente pode se conectar a toda malha de voos da Azul.  


Os voos, operados com as aeronaves monomotor turboélice Cessna Grand Caravan para nove lugares, decolam de Jundiaí para o Santos Dumont, no Rio de Janeiro, Porto Alegre, Goiânia e para o Aeroporto de Congonhas, na capital paulista. No início do mês, a companhia também operou voos da cidade paulista para Ilhéus e Belo Horizonte. As passagens para os voos que ainda serão operados estão à venda nos canais oficiais da Azul. 

 

“Estamos com diversos voos especiais de verão para destinos muito procurados nesta época do ano e também aproveitamos a oportunidade de demanda da alta estação para oferecer frequências inéditas para os Clientes de Jundiaí e região. Nessas capitais, ofertamos conexões para diversos destinos do país, além de encurtar distâncias e estimular a aviação sub-regional também na localidade da sede de nossa empresa”, explica Flávio Costa, diretor presidente da Azul Conecta 

 

O novo padrão de limpeza e segurança da Azul e da Azul Conecta

  

A Azul e a Azul Conecta reforçou a limpeza de suas aeronaves a cada voo e à noite, seguindo os protocolos sugeridos pela IATA e Anvisa. A companhia também foi a primeira do país a tornar obrigatório o uso de máscaras por Tripulantes e Clientes, tanto a bordo quanto em solo. Em outra iniciativa pioneira, a Azul passou a medir a temperatura dos Tripulantes a cada início de turno, aumentando a confiança em solo e a bordo e preservando a vida e a segurança de todos.  

   

A companhia tem orientado o check-in pelo aplicativo e, para aqueles que precisa despachar a bagagem, sugere o uso das bancadas digitais de autoatendimento, em que o próprio Cliente etiqueta sua bagagem sem contato com a tela dos tablets.

 

A bordo da aeronave, lenços umedecidos estão à disposição para uso dos Clientes e dos Tripulantes da Azul e da Azul Conecta e sachês de álcool em gel são distribuídos a todos os viajantes. A companhia também tem utilizado descontaminantes bactericidas que contam com um princípio ativo que elimina vírus e bactérias em 99,99% dos casos.   

   

Somando-se a isso e à limpeza dupla nos assentos, mesinhas, bolsão, banheiros, encosto de cabeça, cinto de segurança, janela, paredes e compartimentos superiores, a Azul vem atendendo todas as normas de procedimento de limpeza e desinfecção sugeridas pelas autoridades sanitárias. O serviço de bordo passou a ser realizado ao final do voo, garantindo o uso da máscara durante toda a viagem, e o desembarque agora é realizado por fileiras, evitando as costumeiras aglomerações no corredor no momento de saída da aeronave.  

 

Confira os voos da Conecta:

Jundiaí – Congonhas

Origem

Saída

Destino

Chegada

Data

Jundiaí

08:00

Congonhas

08:30

26 de dezembro

Congonhas

16:05

Jundiaí

16:35

26 de dezembro

Jundiaí

11:00

Congonhas

11:30

03 de janeiro

Congonhas

19:05

Jundiaí

19:35

03 de janeiro

 

Jundiaí – Santos Dumont

Origem

Saída

Destino

Chegada

Data

Jundiaí

07:40

Santos Dumont

09:25

Aos domingos até 31 de janeiro

Santos Dumont

17:20

Jundiaí

19:05

Aos sábados até 30 de janeiro

 

Jundiaí – Porto Alegre

Origem

Saída

Destino

Chegada

Data

Jundiaí

08:00

Porto Alegre

11:15

10 de janeiro

Porto Alegre

17:20

Jundiaí

20:20

09 de janeiro

Jundiaí

08:00

Porto Alegre

11:15

24 de janeiro

Porto Alegre

17:20

Jundiaí

20:20

23 de janeiro

 

Jundiaí – Goiânia

Origem

Saída

Destino

Chegada

Data

Jundiaí

08:45

Goiânia

11:40

24 de janeiro e 14 de março

Goiânia

16:50

Jundiaí

19:40

23 de janeiro e 13 de março

 

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