quinta-feira, 31 de março de 2016

UMA BELA HISTÓRIA DO ANTIGOMOBILISMO, ENVOLVENDO A FERRARI. OS NOVOS PEQUENOS CARROS DA GM TERÃO BASE CHINESA, EM FUNÇÃO DA ALIANÇA COM A SAIC. E A SUBARU LANÇA PLATAFORMA GLOBAL. E O SALÃO DO AUTOMÓVEL DESTE ANO DEVERÁ TROCAR O ANHEMBI PELO SÃO PAULO TRADE, CUJAS OBRAS ESTÃO ATRASADAS




Coluna nº 1.416 - 31 de Março de 2016
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Fênix Ferrari 


Um feliz Daniel Sielecki deixa a Ferrari com seu 225E revivido 


Na gradação da atividade de preservar veículos antigos, árduo trabalho de particulares para resgatar – às vezes exumar – referências para gerações posteriores, há degrau superior: o resgate à originalidade de exemplares a nível de pré sucateamento. 

Está ligado ao perverso ciclo capitalista, iniciado com período áureo de Cinderela, quando novo, brilhante, de proprietários abonados, indo ao ocaso plúmbeo, dias de gata borralheira, de carro surrado, não elegível para corridas, de proprietários sem orçamento e/ou glamour. 

A valorização mundial dos automóveis antigos, o decolar de valores, o superior marketing da marca, o despertar do mercado com investimentos para salvar unidades antes desprezadas, fez a Ferrari entrar na janela de negócios e criar área específica, o Ferrari Classiche, para restaurar carros da marca. 

Tem referências, desenhos, artífices, expertise de época, capacidade de recuperar ou fazer peças, encomendar acessórios. Enfim, por soma nunca divulgada, pois quem tem meios para tal não comente montante, revive sucatas, realiza sonhos. 

Vizinho

É o caso da Ferrari 225E, unidade 0178, de 1952, então comprada diretamente na fábrica pelo argentino Conde Antonio Sterzi. Gentleman Driver Sterzi fez o esperado a comprador de Ferrari nesta época. 

Era carro de corridas, e a aplicação foi esta. Com o italiano Nino Rovelli estreou-o na Mille Miglia. 

Em seguida, motor amaciando, com Bruno Sterzi ganhou a Coppa Della Toscana, e correu a Subida de Montanha Bolzano-Mendola; a Coppa Intereuropa de Monza. 

Sterzi o vendeu e a 225E/0178 passou por incontáveis proprietários, desgastes, perdas e, caminho sem glória, chegou próximo ao vale da morte: ter-se incendiado indo à destruição quase completa. 

Fênix 
Mitológica ave grega define o processo. Base e motor se salvaram, mas aos critérios das décadas anteriores, era apenas um carro velho, diferente, de uso quase impossível em rua - e incendiado. 

Nos anos ’80 alguém cometeu uma reforma. A argentinos, serviço media boca. A italianos mezza bocca ... Na prática, inutilizável. 

Destino adiado, e o passar do tempo deu-lhe direção ascendente, valorizando, evoluindo de sucata a investimento para resgate. 

Tais restos automobilísticos foram adquiridos por Daniel Sielecki, abonado colecionador argentino – único sul-americano já premiado no festejado Pebble Beach Concours d’Élegance. 

Comprou, fechou a gaveta das emoções, abriu a de providências executivas, mandou-o ao Ferrari Classiche. 

Disse o Riparto Classiche – como dito com intimidade na empresa mãe -, a maior dificuldade não estava em restaurar a carroceria, pois para isto o triângulo Maranello, Turim, Milão inclui incontáveis artesões capazes de moldar portas, capôs, para lamas, e muitos etccc com tasso e calço em chapas de alumínio. 

Nem sequer a parte mecânica, com itens residuais concedendo ser copiados. Problema estava no interior, instrumentação, painel, e detalhes do revestimento. 

A empresa fabricava carros de corrida, e componentes de acabamento e decoração, fornecidos por terceiros, escapavam ao interesse maior, incluindo projetos, desenhos e arquivo. 

Sem referência, a Ferrari fez pesquisa mundial em coleções e museus para apurar a maior constância de tais itens entre os carros sobreviventes, e escolher, à base do maior percentual, a ser reproduzido. 

Teve sorte na messe: há três anos restaurara exemplar de 225S, do mesmo ano, para colecionador brasileiro, sucesso no Encontro de Araxá, pico da elegância antigomobilista tupiniquim. 

Restante foi fácil, encomendando e fazendo itens de composição, painel, instrumentos, bancos, etccc., desviando-se do vermelho, óbvio no imaginário mundial, caindo na realidade do azul escuro na parte inferior e branco sujo no teto, o saia-e-blusa praticado à época. Daí finalizou com estofamento em couro. 

A ser lembrado na história de tal resgate, em 1952 a Ferrari tinha apenas 6 anos de operação, era quase uma garagem velha, dedicada à tosca construção de carros de corrida – monopostos e bipostos conversíveis, as Barchetta, e os de teto rígido, as Berlinetta, como no caso. 

Eram carros para competição, duros, desconfortáveis, carrocerias moldadas artesanalmente por fornecedores externos, acabamento sem preciosismo, concedendo, ás vezes, andar na rua. 

O 225 foi feito apenas no ano de 1952, e em quantidade reduzida. Seu número indica, era o 178, o produto desde o início da empresa. 

Não se sabe o custo da operação fênix, entretanto como referência, meses atrás, uma 225S Barchetta, atingiu em leilão nunca imaginados 6 milhões de euros.



De Lorean, a volta
Um automóvel cuja história daria movimentado romance. Bem se adapta ao De Lorean, projeto e entusiasmo do engenheiro John Zachary De Lorean, ex-enfant gatée da GM, criador do Pontiac GTO, festejado Muscle Car. 

Saiu da corporação para ter marca e carro próprio carro na Irlanda, em incentivado processo.

O automóvel era, por si só, atrativo pela carroceria em aço inox, portas abrindo para cima, como asas de gaivota, e motor V6, 130 cv, de custos divididos entre Peugeot, Renault e Volvo, de performance aquém do pretendido. 

Apesar da maciça divulgação pelos filmes De Volta Para o Futuro, complicações, como uma nublada armação para prendê-lo por tráfico de entorpecentes, foi mais um componente na história e acelerou o fim da aventura. 

Mas há novidades. Rex Parker, californiano de mãe e passaporte brasileiros, residente em Huntington Beach, próxima a Los Angeles, Califórnia, maior concentração de veículos por qualquer medida, surpreendeu-se com chegada da De Lorean à sua vizinhança. E mandou este texto para a Coluna. (RN) 

POR MAIS INCRIVEL QUE SEJA, TUDO AQUI PARA O SEU DE LOREAN!
Difícil imaginar, mas aqui mesmo em Huntington Beach, há uma revendedora De Lorean. Isso com o último carro tendo sido produzido em 1982!

Disponíveis são carros completos e operações de serviço para quem já é dono de alguma unidade. 

E, claro, os "Flux Capacitor" para quem não tem carro. Acessório importante, não é? 

E para quem quer um 0km, no ano que vem eles vão começar produzir carros novos. Não com o velho motor V6 PRV, mas com novo, atualizado. 

 Ainda em plástico (fibra + carbono) e chapas de aço inox. Do estoque remanescente quando a fábrica fechou na Irlanda, sobraram peças para fazer mais uns 3.000 carros (a produção entre 1981-1982 foi de uns nove mil De Lorean).

Quantos dos originais sobrevivem? Uns 6.500-7.000 no mundo inteiro. Depois do passar do tempo e ganhar ares de celebridade, há dezenas de recentes Barn Finds todo ano. (Rex Parker, de Huntington Beach, California).

Nota do Editor: No Brasil, há terês unidades. Flux Capacitor era engenhoca mostrada nos filmes, capaz de fazer o automóvel mover-se no tempo...... 

Depósito, revendedor e futura fábrica dos renascidos De Lorean 


Roda-a-Roda 

Xing ling – Próximos carros pequenos GM em países emergentes terão base chinesa, produto da aliança com a SAIC, marca de lá. 

Substituto - É Projeto GEM - Global Emerging Markets -, plataforma de baixo custo, substituindo Sonic, Aveo, Classic/Sail, Onix/Prisma, única para América Latina, África, Ásia e Oriente Médio. Foca economia de escala. 

Papel
– Para 2018, projeta, apenas no Brasil, fazer 510 mil unidades. 

Questão – Processo não está claro e liso. Precisa de resposta do governo federal. Presidente da GM pediu à Presidente Dilma estabilidade política e econômica para manter investimentos e a produção no Brasil. Pelo momento atual talvez tenha que mudar para a Argentina ou aguardar cenário clarear.



Nova plataforma global Subaru 



Global – Subaru exibiu primeiros dados de sua nova plataforma global. Manterá motor de cilindros horizontais contrapostos, tração All-Whell Drive, e tecnologia Eye Sight identificadora da proximidade de obstáculos e pedestres. 

Resultados – Quer dobrar a rigidez torcional, conseguir melhor dirigibilidade, segurança, baixar o centro de gravidade reduzindo a distância do solo e aumentar a estabilidade. Servirá a todos os produtos. 

Mobi – Mais novidades sobre o Mobi, menor e mais barato dos Fiat, com apresentação em abril: tampa traseira em vidro; intocado motor Fire, 4 cilindros, 1,0. Sonhado motor de 3 cilindros e 12 valvulas não ficou pronto. 

Vai bem - Mobi pesa entre 80 e 100 kg menos relativamente ao Uno, e por isto tem resultado dinâmico, emissões e consumo bem ajustados, dispensando intervenções. Três Cilindros no Salão do Automóvel, outubro. 

Aliás – Fabricantes e importadores preocupados com o Salão do Automóvel. Promete-se mudar de lugar na edição deste ano, deixando o mal instalado Anhembi, indo à São Paulo Trade, área do antigo Espaço Imigrantes. 

Questão – Problema é não tê-lo pronto, com reforma dos 40.000 m2 de área expositiva; construção de 50.000; ar condicionado geral; centro de convenções com um ha; e estacionamento coberindo 4,5 mil vagas. Falta muito. 

Elétrico
– Correios testarão, por três meses, furgão elétrico chinês BYD. Capacidade para 800 kg, tocado por baterias de lítio-fosfato de ferro, autonomia de 200 km, superior à média das entregas postais. 

Meta
- Aferirá resultados de custos no transporte de cartas e encomendas, e na difícil meta de reduzir, até 2020, de 20% nas emissões poluentes. 

Cliente
– Maior comprador de veículos à indústria automobilística, 15% do volume, setor de locação de veículos crê, para ele, números serão menos ruins ante os da economia e do setor. Compras caíram 18,4% e o mercado 24,2%. 

Quem – Fiat mantém liderança vendendo 16,5%. Renault, antes terceira, cresceu de 7,9 para 12%; VW caiu a terceira, de 16% a 10,5%. Ford saltou, de merréticos 3,2% a 7,9%, e GM desceu à 5ª posição, de 8,3% a 7%. 

Qualidade
– FPT Industrial, fabricante dos motores diesel utilizados por Fiat e Iveco padronizou em sua área técnica, em Sete Lagoas, 70 km ao norte de Belo Horizonte, MG, todas as metodologias de análise e sinergia com o mercado. 

Na prática – Diz, reduziu o índice de falhas e, no campo pesquisa entre clientes demonstrou os motores F1C Dual Stage de 170 cv, NEF 6, de 280 cv, e Cursor 10, com 420 cv, como os melhores do mercado em suas categorias. 

Jogo duro – Shell aumentou a família Rimula, de óleos lubrificantes para motores diesel para serviços pesados. 

É o R3 Multi SAE 15-40W. Pela multi viscosidade promete reduzir consumo de lubrificante em até 30%. Será? 

Ação – Proteste, Associação de Consumidores, e Consumers International, reunindo consumidores de 140 países, levaram jornalistas ao Autódromo de Interlagos para demonstrar e eficiência do controle eletrônico de estabilidade. 

Pressão – Querem apoio institucional para pressionar o Conselho Nacional de Trânsito e, antecipar ao segundo semestre de 2017 a obrigatoriedade de os veículos nacionais portarem tal equipamento. Pelo Contran, obrigação é 2022. 

Hermanos
– 10 de abril, nova edição da Expo Auto Argentino, a veículos argentinos, no Clube de Campo La Tradición, em Moreno, beiradas de Buenos Aires. Esperados mais de 200 veículos, clubes, associações. 

Tema - Festeja 50º aniversário do ícone argentino, o IKA Torino. Ocasião para compra de peças e automobilia. Organização pelos editores dos sítios Autohistoria e Coche Argentino, com apoio do Rotary Club de Francisco Alvarez. 

Gente – Laurent Barria, francês, diretor de marketing da Citroën e DS no Brasil, promoção.

OOOO Diretor de marketing na matriz francesa. 

OOOO Em seu lugar, Nuno Coutinho, 40, administrador, português. 

OOOO Planejava produtos e preços para a América Latina. 

OOOO De uns anos para cá descobriram talentos lusos. 

OOOO O líder da PSA, holding de PSA para o Mercosul, Carlos Gomes, é de lá. 

OOOO Em âmbito maior, Carlos Tavares, presidente da PSA mundial, patrão geral, também. 

OOOO Mário Guerreiro, Vice Presidente de comunicações da VW na America, no centro do furacão da crise com motores diesel, idem. 

OOOO Outro Mário, Rodrigues, engenheiro, 51, também português, chefe de produção na fábrica VW de São Bernardo do Campo, SP. 

OOOO Rogério Leite e Marcelo Ghigonetto, jornalistas especializados, mudança. 

OOOO Foram para o time Honda de relacionamento com a imprensa. 

OOOO Honda dispensou agencia SP2Publicom para concentrar esforços sob o mesmo teto. OOOO 

60 anos entre o sonho e a realidade 

Mercedes começaria no Brasil com o 190 ... 

Mercedes-Benz inaugurou fábrica moderna em Iracemápolis, SP, Capacidade de 20 mil unidades/turno/ano, produção inicial dos sedãs Classe C, motor 1,6, turbo, injeção direta, 186 cv. 

É uma espécie de cumprimento de desejo após seis décadas. Em novembro de 1956, pela Resolução 9, o GEIA, grupo encarregado de implantar a indústria automobilística no Brasil, aprovou o projeto da alemã Mercedes-Benz de produção de caminhões e automóveis, o 190 sedan. 

Motor 1,9, cerca de 85 cv de potência. Era o modelo W 121. Nunca o fez. À época era mais importante revolucionar o mercado de ônibus, inovando com o monobloco, com suspensão dianteira por molas helicoidais, alterando o projeto constando da Resolução 9, de novembro de 1956. 

Posteriormente, a Mercedes criou fábrica em Juiz de Fora, MG, para fazer o Classe A. 

Automóvel futurista, o melhor tecnologicamente dotado no Brasil do fim do século passado, não se viabilizou por questões de nacionalização de componentes. 

Após encerrar-se, a Mercedes, para adequar-se aos incentivos da operação, montou unidades da Série C em versão cupê, mas durou apenas o período incentivado, transformando a fábrica para produzir partes de caminhões.

Voltou agora, fábrica específica e, como produto, o mais vendido da marca.

 ... questões paralelas atrasaram 60 anos, mas agora faz o Série C 
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ESTÁ NA HORA DO BRASIL SE INSERIR NAS CADEIAS MUNDIAIS DE PRODUÇÃO, MAS PARA ISSO É NECESSÁRIO QUE O GOVERNO TRABALHE SÉRIO E NÃO ATRAPALHE QUEM DESEJA TRABALHAR. GM E A FORD INVESTEM JUNTAS PARA REDUZIR O CONSUMO DOS MOTORES DE SEUS MODELOS



Alta Roda 

Nº 882 —  31/3/16
Fernando Calmon


TEMPOS DE CAUTELA

Parece ter chegado a hora de se conformar: mesmo que o desfecho da crise política se abrevie, será insuficiente para tirar o Brasil do atoleiro econômico de hoje. 

E, pior, não há certeza de quanto tempo ainda as coisas vão piorar, antes de começar a melhorar. 

É o que se conclui do VII Fórum da Indústria Automobilística, realizado pela Automotive Business. De fato, e difícil de aceitar, foi a velocidade de deterioração. 

Entre 2012 e o final de 2016, o mercado interno de veículos terá caído 50%, ao se somar a queda de 24% deste ano em relação a 2015 projetada pela consultoria IHS. 

Em pesquisa eletrônica instantânea realizada entre os participantes, 55% esperam vendas inferiores 2 milhões de unidades até dezembro, o que significaria voltar aos patamares de 2007, marcha à ré de nove anos.

Como ressaltou Octávio de Barros, economista-chefe do Bradesco, a falta de confiança e incertezas chegaram ao ponto de mesmo quem está empregado, não querer assumir dívida para trocar seu carro usado por um novo. 

E quando a situação começará a se reverter? Há diferentes apostas: somente em 2019 a curva de vendas de veículos voltaria a acompanhar a recuperação do PIB per capita brasileiro. Outros acreditam que talvez isso possa acontecer um ano antes.

Nos anos 1980, foram necessários 12 anos para retornar aos volumes anteriores. O tombo de 1998 exigiu nove anos. 

Este, agora, que começou de forma evidente em 2014, pode se estender até por uma década. Quem sabe abreviado, se o País tomar as decisões econômicas e reformistas corretas.

Nesse cenário, poucos acham que um programa intervencionista como o Inovar-Auto terá continuidade depois de 2017, quando se encerra a primeira fase. 

Salvo, claro, a única parte realmente necessária – eficiência energética dos produtos aqui fabricados – que precisa e deve continuar. 

A evolução apenas do trem de força será insuficiente para cumprir metas de consumo de combustível. Terá de ocorrer uma evolução do carro inteiro.

Só que tudo isso significa investir mais e com expectativa de retorno mínimo para os desembolsos. Sem reação das vendas, essa conta não fecha. 

No entanto, para Letícia Costa, da consultoria Prada, chegou a hora de o Brasil pelo menos tentar se inserir nas cadeias mundiais de produção, conectividade e até certo grau de direção autônoma, mesmo em ritmo menor e limitado pela infraestrutura atual. 

Para essa Coluna, o governo federal tem de parar de brincar com isso. Se apenas deixar de atrapalhar, já seria um avanço.

Dentro desse quadro, a crise atinge desigualmente os fabricantes. A participação de mercado, somando volume de vendas e faturamento, confirmou a consultoria Jato, deixou as Quatro Grandes – Fiat, Ford, GM e VW – em situação de perda maior. 

Apesar de Honda e Toyota também terem investido em aumento de capacidade produtiva e amargarem hoje um grau de ociosidade, ambas contam com preços médios de seus produtos numa faixa de mercado um pouco menos afetada.

Fabricantes de marcas para o público de maior renda sofrem menos. O novo presidente da BMW, Hélder Boavida, até admitiu estudar um sexto modelo na sua fábrica catarinense, mesmo em tempos de cautela.

RODA VIVA

MERCEDES-BENZ cumpriu seu cronograma de 13 meses para inaugurar a fábrica de automóveis em Iracemápolis (SP). 

Com investimento de R$ 600 milhões, a marca alemã chega depois de BMW e Audi à produção local. 

Vendas de veículos mais caros este ano devem recuar em ritmo bem menor do que o total da indústria. A M-B inicia com apenas um turno de trabalho.

CLASSE C, agora, e GLA, no segundo semestre, são os primeiros produtos da linha de montagem paulista. 

Só dentro de um ano os índices de nacionalização aumentarão com armação e pintura. 

Mas a flexibilidade da linha de produção e os baixos volumes (20.000 unidades/ano) permitirão que qualquer produto fabricado na Alemanha o seja igualmente aqui.

GOL 2017
ganhou no uso cotidiano com o motor três-cilindros de 1 litro. Além de respostas ágeis ao acelerador, o ronco é mais abafado. 

Mudanças de frente e traseira são pouco nítidas, mas painel, quadro de instrumentos e volante renovam bem o ambiente interno, além do prático suporte para celular. 

Motor de 1,6 L não mudou, mas ainda é suficiente, mesmo de projeto antigo.

PRIMEIRO automóvel com câmbio automático de 10 marchas (apenas tração traseira) será o Chevrolet Camaro ZL1, no segundo semestre. 

GM e Ford dividem esse investimento para diminuir consumo especialmente em SUVs e picapes pesados. 

Os dois fabricantes também se uniram para produzir um automático de 9 marchas (tração dianteira), que a Honda já oferece.

APESAR de publicação recente no Diário Oficial, o Cadastro Nacional de Veículos em Estoque (Renave) ainda depende de regulamentação que vai demorar 60 dias. 

Só depois, venda e compra de carros usados por meio de concessionárias e lojistas será simplificada com benefícios ao consumidor. Acabará a necessidade de reconhecimento de firma e haverá menos burocracia.
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fernando@calmon.jor.br e www.facebook.com/fernando.calmon2

SAI UM NOVO SUV VERSÃO URBANA: O MITSUBISHI ASX OUTDOOR. O NOVO MODELO TEM TRAÇÃO APENAS 4 X 2, TROCA DE MARCHAS, NO EFICIENTE CÂMBIO CVT, DE SEIS VELOCIDADES, NAS PALHETAS NO VOLANTE (PADDLE SHIFTERS), RODAS DE ALUMÍNIO COM PNEUS ATR DE 17", SISTEMA MULTIMÍDIA, MOTOR 2.0 16 VÁLVULAS, DE 160 CAVALOS. TEM PORTA-MALAS DE 605 LITROS, TRÊS ANOS DE GARANTIA E CUSTA R$ 107.990,00


O ASX Outdoor acaba de ganhar uma nova versão para quem curte o espírito aventureiro. 

Com tração 4x2, o modelo de design arrojado encara com facilidade o rali das grandes cidades, com conforto e segurança para toda a família.


O visual chama a atenção. Os faróis têm máscara negra e os para-choques são em cinza grafite, reforçando o aspecto Outdoor. 

As rodas são outro destaque: feitas em alumínio e pintadas na cor grafite, são equipadas com pneus ATR 17" (255/60R 17), que também ajudam a encarar aventuras no fora de estrada.

Compacto, mas com entre-eixos longo, o ASX Outdoor traz todas as vantagens de um SUV com o conforto de um carro de passeio. 

A posição de dirigir elevada agrada na condução e a estrutura Ring Type de alta rigidez proporciona ainda mais comodidade.


O DNA de aventura está presente em todos os detalhes. São diversos itens na cor cinza grafite, como a grade dianteira, moldura do farol de neblina, maçaneta das portas, acabamento dos retrovisores externos e as molduras das caixas de roda. 

Para dar um destaque ainda maior no visual, a parte inferior central dos para-choques dianteiro e traseiro é pintada na cor preta.

Nas laterais, os extratores de ar também são em cinza grafite e recebem a luz indicadora de direção integrada. 

O rack de teto foi desenvolvido especialmente para o ASX Outdoor, e garante um visual ainda mais robusto. 


As lanternas em Led têm acabamento fumê e o veículo ainda vem com dois ganchos na parte traseira.

O interior é espaçoso e confortável, graças ao novo acabamento dos bancos e ao sistema multimídia, que tem moldura em Black Piano e é equipado com DVD, MP3 Player, rádio AM/FM, bluetooth com áudio streaming, além de entrada USB e auxiliar. 

A parte central do painel de instrumentos e detalhes do console também recebem acabamento na cor cinza grafite.

O ASX Outdoor é equipado com o que há de mais moderno. O motor, produzido no Brasil, é um 2.0L de 4 cilindros e 16 válvulas, com comando variável MIVEC, e 160 CV. O conjunto tem cabeçote e bloco feitos em alumínio ultraleve.


O câmbio automático CVT tem seis marchas pré-programadas e os paddle shifters facilitam para uma condução ainda mais esportiva, já que é possível trocar as marchas manualmente.

O ASX Outdoor também está disponível com a configuração 4x4 e câmbio manual de cinco marchas. 

Nesta versão, o veículo é equipado com controle de tração e estabilidade (ASC e TCL), que mantém o veículo na trajetória correta, evitando o escorregamento lateral e atuando em conjunto com o motor e sistema de freios. 


Além disso, possui o assistente de subidas, Hill Start Assist (HSA), que impede que o veículo ande para trás ou para frente em partidas em rampa, freando automaticamente as rodas e facilitando as manobras. 

Confira mais sobre a versão 4x4: www.youtube.com/watch?v=ke0HFwhOb9k

Conforto e praticicidade
Compacto por fora e espaçoso por dentro. O ASX Outdoor conta com espaço suficiente para passageiros e bagagem. 

O seu comprimento reduzido, somado ao amplo entre-eixos, de 2,67 metros, garante um maior espaço interno e muito mais conforto.

O porta-malas possui piso rebaixado, que facilita na hora de colocar e retirar as bagagens. 


E ainda há um espaço abaixo do piso, que não fica visível, para armazenar pequenos objetos. 

Ao todo, são 605 litros de capacidade. O veículo tem ângulo de entrada de 23º, de saída de 35º e 215 mm de altura livre do solo.

Os bancos traseiros têm apoios de cabeça individuais e podem ser rebatidos parcialmente ou totalmente. 

A parte central conta com apoio de braço e abertura pass through, com fácil acesso ao porta-malas. 

Ao todo, nove luzes de cortesia estão distribuídas no interior do ASX, que traz ainda três porta-mapas e seis ganchos para carga.


Segurança
Um dos destaques está na segurança. O veículo traz a tecnologia para proteção de pedestres, com para-lamas dianteiros em material plástico (Noryl) que ajuda reduzir o efeito de eventuais impactos. 

A estrutura é projetada sob o conceito RISE de deformação controlada e a coluna de direção e pedais de freio são colapsáveis. 

São dois airbags, cintos de segurança dianteiros com limitador de força e assentos e encosto de cabeça protegidos do efeito "chicote".

O ASX Outdoor é equipado com sistema de freios ABS com EBD (Electronic Brake-force Distribution), que garante uma perfeita distribuição de força de frenagem entre as rodas dianteiras e traseiras, em todas as situações.

Alinhado a este conjunto estão a suspensão dianteira independente McPherson, molas helicoidais, barras estabilizadoras e suspensão traseira Multilink, que garantem ao condutor maior controle do veículo, além de uma condução suave em terrenos irregulares.

Cores
O ASX Outdoor está disponível nas concessionárias de todo o Brasil em sete cores: Branco Alpino, Prata Cool, Prata Rhodium, Preto Ônix, Vermelho Mônaco, Laranja Sunshine e Verde Floresta. 

O veículo tem três anos de garantia e a MitRevisão com preço fixo.

Valor - R$ 107.990,00

O PSA PEUGEOT CITROËN FORTALECE SEU PORTFÍLIO NA EUROPA DE VEÍCULOS UTILITÁRIOS LEVEZ COM OS NOVOS PEUGEOT EXPERT E CITROËN JUMPY. A META É AMPLIAR AS VENDAS EM NOVOS MERCADOS E PARA ISSO O GRUPO INVESTIU 150 MILHÕES DE EUROS


Os novos Peugeot EXPERT e Citroën JUMPY, apresentados por Carlos Tavares, presidente Mundial do Grupo PSA, na fábrica de Sevelnord, na região de Hauts-de-France, permitirão ao Grupo PSA consolidar sua liderança no mercado de Veículos Utilitários Leves (VUL) na Europa, onde registrou uma participação de 19,5%, em 2015. 

Permitirão também a conquista de novos mercados em outras regiões, de modo a dar uma dimensão internacional ao know-how técnico e comercial do Grupo. 


Os modelos Peugeot EXPERT e Citroën JUMPY serão comercializados na Europa a partir do mês de junho de 2016.

A nova linha de VUL foi desenvolvida para satisfazer as novas expectativas dos clientes, principalmente as relacionadas com a urbanização crescente e com a explosão das atividades de e-commmerce.


Com sua versão compacta inédita de 4,60 m, que vem completar uma gama padrão de 4,95 m e um comprimento de 5,30 m, e sua altura máxima de 1,90 m, os novos Peugeot EXPERT e Citroën JUMPY são particularmente adaptados a uma utilização urbana. 

A chegada de novas funcionalidades, como o acesso com as mãos ocupadas, a modularidade da cabine, o painel de instrumentos em posição elevada, a navegação conectada 3D com tablet touchscreen e comando vocal, facilita a vida dos nossos clientes. 


Eles também vão se beneficiar de motorizações eficientes para atingir níveis de consumo best in class.

Essas versões utilitárias vêm completar a oferta do segmento VP (Veículos Particulares), com os modelos Peugeot TRAVELLER e Citroën SPACETOURER, apresentadas no Salão de Genebra, que permitirão à PSA aumentar sua participação no mercado dos monovolumes e vans.

Para acompanhar as ambições do Grupo no segmento VUL, a PSA criou recentemente uma Business Unit dedicada a essas atividades.

Por ocasião da apresentação dos modelos, Carlos Tavares declarou: “Os novos Peugeot EXPERT e Citroën JUMPY são veículos de conquista que contribuirão para a realização dos objetivos do nosso plano de crescimento rentável Push to Pass”.


quarta-feira, 30 de março de 2016

PEUGEOT 208 RECEBE MOTOR PURETECH FLEX 1.2 DE TRÊS CILINDROS FLEX, CONSIDERADO O MAIS ECONÔMICO PELO INMETRO


A PSA Peugeot Citroën estreia no mercado brasileiro o seu novo motor PureTech 1.2l aspirado de 3 cilindros Flex no Novo Peugeot 208, que tem o início de sua produção em série hoje, em sua fábrica de Porto Real, no Rio de Janeiro.

“Tenho o prazer de anunciar hoje mais duas grandes novidades da PSA para o mercado latino americano: o nosso novo motor 1.2l de três cilindros Flex, que pertence à consagrada família PureTech desenvolvido para América Latina, e que representa o que temos de mais moderno em todo o mundo; e o nosso Novo Peugeot 208, cuja produção industrial se inicia agora, marcando mais uma fase importante para o nosso Grupo, que reforça seu compromisso de fabricar produtos modernos e de alta qualidade em Porto Real. Somando-se estes dois projetos, investimos cerca de R$ 200 milhões em seu desenvolvimento para os mercados latino-americanos", declarou Carlos Gomes, presidente Brasil e América Latina do Grupo PSA Peugeot Citroën.

"Temos a partir de agora um trunfo duplo: o motor mais econômico e com menor nível de emissões de CO2 do Brasil instalado em um dos veículos mais modernos e atrativos do seu segmento no país. É uma combinação que mostra o compromisso claro que temos com nossos clientes", completou Gomes. 



Desta forma, o 208 passa a ser o primeiro veículo da PSA em todo o mundo a receber esta nova motorização Flex.

O lançamento industrial do Novo Peugeot 208 se insere na estratégia do Grupo PSA de produzir localmente veículos modernos, com alto nível de tecnologia embarcada e de qualidade. 

A adoção do motor PureTech – que neste primeiro momento vem da França - reforça este direcionamento, caracterizando uma verdadeira ruptura tecnológica no que se refere aos conceitos de motores usados no Grupo PSA.

“A razão de ser do nosso Motor PureTech Flex é exatamente a busca de economia de combustível e baixos níveis de emissões. Nossas equipes trabalharam com afinco por três anos exatamente para desenvolver este motor para as condições locais, proporcionando um altíssimo nível de performance em sua inédita versão Flex”, explicou Fabrício Biondo, diretor de Marketing, Produto, Comunicação e Relações Externas da PSA Peugeot Citroën na América Latina.

“Ao equipar o Novo Peugeot 208, esta combinação tornou-se sem dúvida o melhor compromisso entre performance e consumo para os clientes deste segmento, que 
chamamos de B2 Hatch Mainstream", concluiu Biondo.

O Novo 208 tem o nível de eficiência energética mais alto do Inmetro, atingindo a classificação “Triplo A”, figurando entre os melhores da sua categoria, do mercado e em emissões. 

Comparando-se sua autonomia com qualquer concorrente no Brasil de acordo com a última tabela publicada pelo Inmetro, pode ser considerado o mais econômico do país.


O Novo Motor PureTech 1.2l
A motorização PureTech é uma das mais sofisticadas do Grupo PSA. Em 2015, em Stuttgart, na Alemanha, a sua versão Turbo ganhou o Prêmio de "Motor do Ano" na categoria dos motores com cilindrada entre 1l e 1.4l (“The International Engine of the Year Awards”). 

A versão enviada ao Brasil, agora transformada em Flex, é fabricada em Trémery, na França.

Seu tamanho compacto, peso reduzido e materiais inovadores de baixo atrito são fatores essenciais na sua bem-sucedida busca por desempenho, economia e baixo nível de emissões. 


Menor e naturalmente aspirado de 3 cilindros, ele reduz o consumo de combustível e as emissões de CO2 em média em cerca de 20% em comparação com alguns motores de 4 cilindros de potência equivalente, segundo testes internos da PSA.

Esse motor possui tecnologia de última geração, com foco em economia de combustível e redução das emissões de poluentes. 


Aqui, destacam-se as 4 válvulas por cilindro, duplo comando variável de válvulas, correia em óleo, bomba de óleo variável (para reduzir o atrito), sistema de arrefecimento dividido entre bloco e cabeçote (split cooling) e coletor de escapamento integrado no cabeçote.

"Além de muito sofisticado, o motor chega à América Latina desenvolvido para as condições locais. Para isso, rodamos mais de 400 mil km para sua validação e desenvolvimento. Investimos mais de 5.400 horas somente para sua validação através de nossa bancada de teste", revelou François Sigot, diretor de Desenvolvimento, Estilo, industrial e de Supply Chain da PSA América Latina.

Este projeto de desenvolvimento, que envolveu a sua conversão para um motor flex, levou três anos e envolveu uma equipe de 150 profissionais, nos Centros de Desenvolvimento de Porto Real e São Paulo, bem como no de La Garenne, na França.

Para o funcionamento com o etanol, a sua taxa de compressão foi elevada dos 11:1 originais para 12,5:1; o sistema de partida a frio funciona com aquecimento de combustível no injetor (eliminando o reservatório de combustível chamado de “tanquinho”); o conjunto pistão-anéis foi reforçado com a utilização de injetores de óleo fundo de pistão; as válvulas e sedes foram reforçados; e foram instaladas velas especiais.

Abastecido com 100% de etanol, o Novo 208 com esta motorização 1.2l de 3 cilindros alcança a potência máxima de 90 cavalos a 5.750 rpm e torque máximo de 127 Nm a 2.750 rpm.


O Novo Peugeot 208
Com início em setembro de 2013, o projeto do Novo Peugeot 208 contou com inúmeros testes de rodagens e validações de qualidade e segurança, que permitiram o desenvolvimento dessa nova geração do modelo, incluindo inovações em seu estilo e, principalmente, em sua gama de motores. 


Os investimentos no desenvolvimento do Novo 208 no Brasil incluíram a adaptação do Polo Industrial de Porto Real para produzi-lo e o seu lançamento comercial.

“O nosso Polo Industrial de Porto Real, que completa em 2016 seus 15 anos de existência, conta com alguns dos processos de produção mais modernos praticados pelo Grupo PSA em todo o mundo. Este elemento, aliado ao comprometimento das nossas equipes, permite a produção de veículos sofisticados e de qualidade como o Novo Peugeot 208, que certamente deixará nossos clientes ainda mais satisfeitos", afirmou Eduardo Chaves, diretor do Polo Industrial Brasil da PSA, em Porto Real.

O desenvolvimento do Novo Peugeot 208 contou com o trabalho do Centro de Pesquisa, Desenvolvimento e Design da PSA Peugeot Citroën, o Latin America Tech Center, que tem sede no Brasil, além de uma equipe multinacional de desenvolvimento com engenheiros brasileiros, franceses e argentinos.

Alguns números importantes sobre o Projeto do Novo Peugeot 208 na América Latina:
100 mil horas de trabalho das equipes do projeto.


Mais de 230 novas peças


Índice de reciclabilidade de aproximadamente 95%.


Cerca de 27 kg de materiais verdes (ex: os carpetes, que utilizam PET reciclado, EVA reciclado e resíduos de madeira certificada e as fibras naturais, utilizados em partes de peças como tampão traseiro).

sexta-feira, 25 de março de 2016

A BRIGA DAS PÍCAPES SE ACENTUA. VEJA PORQUÊ



Alta Roda 

Nº 881 —  25/3/16
Fernando Calmon 
COMPETIÇÃO MAIS ACIRRADA

A briga no relevante segmento das picapes compactas – hoje restrito Strada, Saveiro, Montana e a anabolizada Duster Oroch – agora será bem mais acirrada.

Apesar de haver apenas quatro modelos em oferta, é o terceiro maior segmento do mercado brasileiro, atrás apenas dos compactos e perdendo por pouco para os médios-compactos (27 modelos, sem contar à parte sedãs e hatches).

Nos últimos anos, a Strada com suas opções de cabine simples, estendida e dupla (três-portas) dominou 50% das vendas.

A chegada da Oroch quatro-portas começou a mudar o cenário. Porém, a nova Saveiro 2017, à venda a partir de abril, promete dificultar bastante a vida fácil da líder.

A Volkswagen, pela primeira vez, dá identidade própria à picape (lançada em 1982), diferente do Gol e do Voyage.

Toda a parte frontal mudou de forma clara. Foi além, ao procurar contrastar com recursos estilísticos, a versão básica – Robust – da de topo – Cross.

As intermediárias Trendline e Highline também apresentam pequenas diferenciações.

Todas são de duas portas, mas a cabine dupla oferece mais espaço atrás do que a Strada, apesar do acesso limitado.

Painel, quadro de instrumentos e volante novos, aliados a materiais melhores de acabamento, dão um ar de modernidade ainda não visto no segmento.

Isso se estende aos quatro sistemas de infotenimento – disponíveis conforme a versão – com telas táteis de até 6,3 pol. e conectividade de alto padrão.

Suporte removível para telefone celular é muito bem projetado, facilita a visualização segura da tela e inclui entrada USB para recarregar a bateria com fio curto.

Saveiro já era superior mecanicamente às concorrentes, inclusive a única oferecer de série freios a disco nas quatro rodas.

Adicionou recursos eletrônicos como ABS com função para freada em estrada de terra e auxílio para partida em rampa.

Também tem controle eletrônico de estabilidade/tração e bloqueio eletrônico do diferencial (via frenagem da roda que perde tração).

Em trecho fora de estrada, durante avaliação no interior de São Paulo, mostrou-se muito superior ao limitado sistema Locker (bloqueio mecânico só até 20 km/h) da Strada, que exige a parada do veículo para ser acionado.

Outra mudança, que deveria ter ocorrido bem antes, foi elevar a altura de rodagem em 1,5 cm.

Ao mesmo tempo, o desenho da parte inferior do para-choque dianteiro permitiu aumentar o ângulo de ataque, ponto fraco da Saveiro anterior tanto ao rodar em pavimentação ruim quanto com carga total ao passar por quebra-molas e valetas.

A tampa da caçamba, como antes, inclui uma mola a gás (exclusiva) para manuseio mais suave.

Versão Cross é a única disponível com o motor 1,6 L mais moderno da marca: bloco de alumínio, duplo comando de válvulas, 120 cv (etanol) e funcionamento particularmente suave desde a marcha lenta. As demais continuam com o 1,6 L antigo de apenas 104 cv.

Por fim, a VW mudou a política comercial para tornar a Saveiro um competidor de peso frente às envelhecidas concorrentes diretas.

Em especial ao se compararem versões equivalentes e diferenças na segurança ativa. Preços vão de R$ 43.430 a R$ 69.250, fora opcionais.
RODA VIVA

CROSSOVER compacto da Renault, menor que o Duster e com nova arquitetura, será lançado antes na Rússia.

Para não se confundir com o Captur francês (baseado no Clio), pode se chamar Kaptur. O mesmo modelo estará no Salão do Automóvel de São Paulo, em novembro.

Provavelmente, vendas se iniciarão depois do subcompacto Kwid, prioridade para a marca.

ARGENTINA
endurece, de novo, o jogo com o Brasil quanto ao livre comércio de veículos entre os dois países.

Acordo bilateral tem sido renovado anualmente por meio de um mecanismo torto de cotas.

Este é um dos furos do Mercosul. Surgiu expectativa de acertar um cronograma plurianual, pois há câmbio flutuante, agora, nas duas economias. Virou só esperança.

CITROËN Aircross aos poucos inverte tendências. Ao longo de 2016, versão com estepe externo terá 40% das vendas (hoje 60%).

No dia a dia, o motor de 1,5 L e câmbio manual revela-se insuficiente, quando transporta cinco passageiros.

O 1,6 L automático (quatro marchas) vai bem melhor. Falta, em ambos, um simples botão para desligar o bom sistema multimídia.

GOOGLE
liberou versão do Android Auto com comandos e telas em português. Agora, é possível conectar telefones inteligentes com S.O.

Android à central multimídia dos carros e utilizar comandos de voz para aplicativos como Maps, Play Música e a Busca em si. Modelos Chevrolet, Honda e VW nacionais, além de vários importados, oferecem a conexão antes inacessível.

ESCLARECIMENTO
: na coluna da semana passada ficou uma dúvida sobre marcas centenárias. Citou-se a Audi, mas faltou incluir a Bugatti, como exemplo de marca que desapareceu por décadas e voltou ao mercado.

Todas as demais, fundadas há 100 anos ou mais, nunca pararam. Nesta lista inclui-se a Daihatsu, que começou com motores estacionários em 1907 (primeiro carro, 1930).
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fernando@calmon.jor.br e www.facebook.com/fernando.calmon2

SEM DIMINUIÇÃO DE PREÇOS DOS MODELOS, A MERCEDES-BENZ ABRE MAIS UMA FÁBRICA NO BRASIL, ESTA PARA PRODUZIR O CLASSE C, QUE VENDERÁ, EM ABRIL, A PARTIR DE R$ 144 MIL, E NO SEGUNDO SEMESTRE O GLA




Coluna nº 1.316 - 24 de Março de 2016











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Mercedes inaugura fábrica automóveis

Mercedes iniciou comemorar 60 anos de atividade industrial no Brasil inaugurando sua quarta fábrica. 


Em São Paulo, como o são a pioneira em São Bernardo do Campo, para caminhões, Campinas. 

Em Juiz de Fora, MG, a planta dedicada a automóveis teve mudada sua vocação para produzir caminhões.

Desta vez, Iracemápolis, 65 km de Campinas, 22.000 habitantes e atividade basicamente agrícola.


Lá, Mercedes comprou pedaço de canavial com 2,5 milhões m2 - 100 alqueires paulistas, 50 goianos -, e igualou recorde da Toyota na fábrica, em Indaiatuba, 13 meses para mudar produto local, de cana a automóveis.

R$ 500 milhões investidos, 90.000 m2 de área construída, capacidade de produção em 20.000 unidades anuais, gerando 600 empregos diretos. 


Indaguei a Marcus Schäfer, diretor mundial, situando, a meu ver, relação elevada entre o quantum de mão de obra e a produção, sinalizando pouca automatização.

O executivo alemão confirmou a baixa produtividade, informando fazer parte do projeto, pois a baixa automatização permite rápida mudança na estrutura industrial para substituir ou incluir um novo produto. 

Tal postura permite montar veículos com estrutura inteiramente diferenciada, como o Classe C, com tração traseira, e o GLA, dianteira.

Mercedes inicia com Classe C e, segundo semestre, GMA. Possibilidade de incluir outro produto demandará pouco tempo.

Festa bonita, bem montada, boa notícia, exceção nestes tempos. Evento positivo, criador de empregos diretos e indiretos, entretanto não contou com a presença da Presidente Dilma. 


O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior mandou gravação. O do Trabalho, pasta colecionando os piores índices de performance, foi. Miguel Rosseto chegou atrasado uma hora, mantendo o governador paulista Geraldo Alkmin e a diretoria da Mercedes à espera. 

Em meio ao calorento canavial, festa sem gravata, foi com uma ofuscantemente vermelha, acentuando ser ministro do PT e não do Estado brasileiro. Entrou mudo, saiu calado. 

A Mercedes teve a delicadeza aos presentes de não lhe dar a palavra. Prefeito de Iracemápolis, ausente da relação dos discursantes, foi objetivo: passou a mão no microfone e registrou.

Quanto a preços não haverá redução. O Classe C, de produção iniciada e vendas em abril, manterá o preço das unidades remanescentes – a partir de R$ 144 mil.

A instalação dessas fábricas de nova geração e seus produtos, tem sistemática de muitos itens importados, alguma mão de obra e poucas peças nacionais, seguindo a regra do programa Inovar-Auto. Peças importadas são pagas em moedas caras.

Inicia importando quase todo o carro, com agregação de componentes nacionais – como ocorreu ao início da indústria automobilística brasileira.

Modernidade está no contrato com a ZF/TRW, importando partes e montando eixos traseiros e dianteiros, fornecendo diretamente na linha de montagem na sequência de produção.
Montará, em Sorocaba, e construirá 2.000 m2 na área fabril. Fábrica é autossuficiente em energia, com coogeração – uso de gás natural para produzir energia elétrica e térmica – e dois moto-geradores GE, para 2,7 mW.

Melhor frase, do contido governador paulista: se há paraíso, lá se anda de Mercedes.



Classe C feito em Iracemápolis

VW Saveiro. Dividir para aumentar
Mercado em queda, processo de re organização interna, a Volkswagen tomou coragem, mexeu na linha e na lógica da linha Saveiro, separando visualmente as versões. 


As de trabalho, agora ditas Robust, cabine simples, aparência e interior antigos. Superiores Trendline e Highline, com trato estético, opções de cabine estendida ou dupla.

Acima, Cross, cabine estendida ou dupla, e caracterização de carro valente. Três categorias, quatro versões, dois motores.

Mudanças
Versão de base, Robust é para uso intensivo, sem exigência de aparência ou confortos maiores.

Nas superiores, a atualização estética dos novos Gol e Voyage, capô mais alto, em novo desenho, e grade frontal com dois frisos longitudinais.

De acordo com a versão, cromados unindo faróis. Aumentou a tomada de ar frontal.

Atrás, lanternas maiores, tridimensionais, e tampa da caçamba com linhas mais retas.

Dentro, novo painel e volante multifuncional, como nos novos Gol e Voyage.

Opcionalmente, o sistema App-Connect permitindo demanda da moda, o espelhamento do telefone celular com a tela de 15 cm.

Mecanicamente, o caminho ecológico da redução de consumo, via alongamento das relações da transmissão, e investimento para dar aparência de solidez com pneus ecológicos, medidas 205/60x15, e maior área de contato no solo.

Mais 34 mm em altura, para-choques redesenhado, gerando melhor ângulo de ataque e trato em funções ásperas e estradas sem asfalto.

Versões inferiores, Robust, Trendline e Highline com o antigo motor com 1,6 litro e 8 válvulas, 101 e 104 cv a gásálcool e álcool, acelerando em média, de 0 a 100 km/h em torno de 11s, e velocidade final acima de 170 km/h.

Cross, superior, tem o novo motor 1,6 e 16 válvulas, 110 e 120 cv, números melhores, e controle de tração, bloqueio de diferencial, e opção de pneus de uso misto.

VW quer reduzir a distância de vendas a separar o Saveiro do líder Strada Fiat.

Quanto custa


Saveiro 2017
R$
Robust

43.530
Trendline
Cabine simples
47.970
Trendline
Cabine estendida
52.730
Trendline
Cabine dupla
56.270
Highline
Cabine dupla
63.070
Cross
Cabine estendida
66.110
Cross
Cabine dupla
69.250
  

Saveiros

Fim de semana, o Pé na Tábua

É a mais divertida corrida de automóveis e motos antigas realizada no Brasil. Dá-se em Franca, SP, e reúne veículos produzidos até 1937 em provas de velocidade no pequeno circuito Speed Park, e atração como a anti-corrida Prova da Marcha Lenta.

Vence o mais demorado a percorrer 400m, andando em primeira velocidade, marcha lenta, piloto caminhando ao lado do automóvel, controlando os bigodes do acelerador e do ponto de ignição.

É evento familiar, nacional, atraindo concorrentes de Brasília, Rio de Janeiro, Ribeirão Preto, Belo Horizonte, Campinas e sensível delegação do Clube do Fordinho, com sede na capital paulista e associados por todo o país.

Mais conhecido participante é Nelson Piquet, tri campeão mundial de Fórmula 1. Leva velho carro de corridas Lincoln, de 1927, com equipamentos recentes, desenvolvidos para melhorar seu rendimento.

Junto, o caçula Pedro, abrindo caminho na temporada europeia. Presença provoca competidores, preparando e desenvolvendo seus carros na esperança de superá-lo.
Dias 25 a 27. Mais, www.penatabua.com, acompanhamento pela fanpage www.facebook.com/corridapenatabua

Piquet, Pé na Tábua. Pleonasmo.

Roda-a-Roda

Alfa – Após a apresentação do Alfa Romeo Giulia, sedã com grande dotação tecnológica a partir de seu motor V6, 3.0, bi turbo, 505 cv, à venda em abril, apreciadores, possíveis clientes e interessados, sondam a potência da versão 2.0, a de maiores vendas na nova família.

E? – Motor L4, 2 litros, desenvolvido sobre o 1.750 aplicado ao 4C. Potência não divulgada é objeto de especulação e projeções, sem informação oficial.

Agora – Porém no Amelia Island Concours d’Élegance, semana passada, Flórida, EUA, recepcionista no estande da marca, entregou a medida: 275 cv.

Mobi – Próximo Fiat, o Mobi, menor em volume e preço, já emplacado para treinamento de revendedores. Motor 1,0, L4, revisado. Após, um 3 cilindros.

Mobi, novo Fiat, chega em abril


208 – Silenciosa, sem chamar atenções, Peugeot preparou novidade maior na 2a. série do seu 208, motor de 3 cilindros, 12 válvulas. Moda mundial. Não é 1,0 litro, como os demais, porém 1,2.

Fora – Foge do saco de gatos intensa briga de motores 1,0 e clientes de menor renda. Mantém postura de fabricante de veículos com charme. Festa por Ana Tereza Borsari, primeira mulher a conduzir montadora no Brasil.

Resultado – Com 90 cv busca compatibilizar preço, performance e consumo. Motor importado em partes e montado no Brasil. Depois, produção. A seguir, versão turbo, com 110 ou 120 cv. E transmissão automática 6 velocidades.

Sim
– Nissan confirmou terá pronto o sub sav Kicks nos Jogos Olímpicos, agosto. Patrocinadora do evento, pretende incluí-lo em toda a programação, e conseguir o maior retorno possível em divulgação.

Ainda não – Frustrou-se quem esperava o próximo Nissan nacional oferecendo transmissão automática – um sistema CVT, como a empresa adota. Automóvel chegou – é a edição especial Rio 2016, em 1.000 unidades. Câmbio, não.

Também – Sem patrocínio aos Jogos, Kia também quer aproveitar o evento. Nele lançará o Rio, hatch pequeno, 1.6, flex, produzido no México. Esperança para decolar negócios e salvar empregos na contraída rede de revendedores.

Saída – Hyundai por sua fábrica em Piracicaba, SP, iniciou exportar modelo HB20. Inicialmente ao Paraguai, onde a marca é a segunda mais vendida: 600 unidades do modelo tipificado como aventureiro.

Conjuntura
– Aficionados dos grupos Alfa Romeo deixaram de ir às reuniões com camisa vermelha, cor da marca. Trabalham, tem renda, pagam impostos, não querem ser confundidos com petistas, petelhos, petralhas, et caterva.

Surpresa – Brasileiros chegando em Orlando, EUA, inquiridos pela autoridade sobre propósito da viagem, informam: exposição de antigos em Amelia Island. E ouvem, surpresos: conhecem o sr. Pôzôlli, colecionador em San Paulo ?

Mito – Og Pozzoli, 85, industrial, último remanescente da trinca implantadora do antigomobilismo no Brasil, detentor de larga coleção. Curiosidade, EUA e Orlando não integram seus roteiros de viagem. A fama o precede. Grande Og.

Retífica RN – Coluna passada, sobre instalação da primeira indústria automobilística no estado do Espírito Santo, leitor WSR lembra a produção do Tribus pela então líder e poderosa Viação Itapemirim. Tem razão.

Verdade – Lançado em 1982, foi projeto com maior dose de regionalidade, desenvolvimento próprio, como a inversão dos eixos traseiros – o de tração à frente do destinado a apoio, para impedir oscilação; ótimo isolamento termo acústico; maior capacidade cúbica para bagagem; rodar confortável; possibilidade de receber motores variados – Mercedes, Scania, Fiat, Cummins.

Origem - Era construído pela Revisa, empresa do grupo, e se encerrou ante exame de custos. Destinava-se a repor frota interna; sem vendas a terceiros, chegando ao ponto de a produção ser pequena, custosa relativamente à estrutura para produzi-lo. Ao seu tempo foi o melhor ônibus rodoviário do país. 


Tribus, pioneiro no ES

Foco – Volvo lançou ônibus para fretamento e viagens de média distância. Motor diesel L6, 10.000 cm3, 310 cv e 1.500 Nm de torque, chassis mais leve, carrocerias com até 14m de comprimento. Transmissão automatizada.

Tudo – Toda a frota de transporte urbano em Anápolis, Go, é de ônibus Volkswagen. Grupo São José detém a operação e adquiriu mais 103 unidades superando duas centenas de ônibus para servir aos 320 mil habitantes.

Gente - Guido Lombardi, jornalista, ex Nissan Argentina, novo endereço. OOOO Operação argentina da Volkswagen. OOOO Coordenará toda a comunicação – público interno, externo, imprensa, governo. OOOO VW dele espera localizar e remover os pregos na cadeira. OOOO Posição é de elevada rotatividade. OOOO Guilherme Junqueira Franco, do ramo, mudança. OOOO Saiu da Goodyear para expandir italiana Corghi no país. OOOO Faz equipamentos de precisão para montagem, balanceamento e alinhamento de pneus. OOOO Homologada por fabricantes de pneus e de automóveis, como a Ferrari. OOOO Anand Mahindra, presidente do conglomerado indiano com seu nome, reconhecido. OOOO Foi para a lista da prestigiosa revista Barron’s, como um dos 30 melhores CEOs do mundo. OOOO Dentre suas empresas, produz ônibus, caminhões, tratores, motos. OOOO
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