sábado, 31 de março de 2012

ROBERTO NASSER, NA COLUNA DECARROPORAÍ, FALA DOS BASTIDORES QUE ENVOLVEM O LANÇAMENTO DO UP!, DA VW, NO BRASIL, CRITICA A FALTA DE UM PROJETO AUTOMOTIVO NO PAÍS E COMENTA A CONSTRUÇÃO DO NOVO FIAT GRAND SIENA



End eletrônico: edita@rnasser.com.br             Fax: 55.61.3225.5511 

Coluna Nº 1312 28 de Março de 2012


Dúvida na VW: onde colocar o UP!? Embaixo ou em cima?
A matriz alemã da Volkswagen faz análises difíceis para definir patamar para a filial brasileira. Principal delas, onde posicionar o UP! próximo lançamento? Como carro de entrada, primeiro degrau da motorização com a marca, ou acima do Gol? 

Há consciência que a filial brasileira é engrenagem fundamental ao seu projeto de ser a maior do mundo a médio prazo. Afinal, tem condições de buscar a liderança de vendas domésticas e pólo exportador para o Continente, um dos lugares do mundo capaz de expandir-se. 

As decisões da matriz incluem volumes de investimento; porte e capacidade da produção industrial; definição de produtos. O UP! será o passo de reinício da VW no Brasil. Agente importante no processo, Luca De Meo, ex-executivo maior em automóveis na matriz Fiat, contratado pela VW e atual missão é o UP! no Brasil. Andou por aqui perguntando e conversando. 

Decisão marcará futuro próximo, o enquadramento mercadológico do UP!, seu carro mundial, substituto do Fox como de entrada na marca. Em duas e quatro portas, boa relação entre pequeno comprimento e ótimo espaço interno, a questão é saber situá-lo no mercado: sob o Gol, para ser o mais barato da marca, competindo diretamente com o Novo Uno? – ou o conforto como compacto Premium, em maior refinamento, preço, lucro unitário, porém, de menores vendas? 

Agregada, há subquestão: definir o motor do UP! A VW/Brasil precisa atualizar os seus, e em qualquer lançamento a partir de agora há a se considerar dados de, pelo menos, uma década à frente. E nela está a percepção dos clientes em buscar produtos pró-ecologia. Nesta rubrica outro dado: a crescente demanda por potência, conseqüência da expansão da Classe B. 

Na prática, o atual motor EA 111 1.0, está no limite de confiabilidade mecânica, e não permite ganhar mais potência sem risco à durabilidade. Projeto novo, o motor 1.0 com três cilindros, uma das referências do UP! alemão, em início de vida, produz 73 cv e tem largas perspectivas de desenvolver ganhos em potência. 

A dúvida existiu na Alemanha na hora de decidir a conformação do UP!, como o começar de uma nova história. Resolveu-se fazer o projeto em caráter global e decidiram carro novo, motor novo, com dimensões e peso adequados. E o motor de três cilindros foi escolhido pelo excelente equilíbrio entre cilindrada, potência, consumo, emissões, dimensões e pesos menores. O motor 1.0 no Brasil é um 1.4 reduzido - com tamanho, peso, consumo e emissões de 1.4. 

Como fica? Leia abaixo. As decisões, antecipadas pela Coluna, ouvidas de fontes alemãs, são o melhor pacote de informações já oferecido sobre o cenário e as decisões sobre o UP! no Brasil. 

Outras coisas que sei sobre o UP! no Brasil:
Primeira 
Virá. Nada das conversinhas de ser apenas estudo ou possibilidade. 
Segunda 
O local da fábrica está definido. Esqueça as informações sobre eventual tabulação de incentivos estaduais para escolher o lugar. Será em Taubaté, SP, expansão da área fabril da VW. 
Lançamento 
Nada de datas improváveis ou imprecisas, mas outubro de 2013. 
Foco 
A Volkswagen mira três produtos como concorrentes: Novo Uno; Picanto com motores 1.0 – de três cilindros - e 1.6; Toyota Terios, também pequeno, ambos a surgir antes. 

UP!, o menor dos VW chegará em outubro de 2013 




Maior, mais confortável, mais seguro, o novo Siena 
Sabe aquela fórmula simplória de tomar um hatch duas portas, soldar um pedúnculo traseiro criando porta malas, modificando o perfil para três volumes, chamando-o de sedã ? 

Esqueça se o tema for o novo Fiat agora chamado Grand Siena. Ele não é o Palio com bundinha, mas sedã com maiores dimensões em entre eixos, largura e altura. Na prática da acomodação de joelhos, 9 cm adicionais ao maior espaço oferecido pelo Novo Palio, 13 cm relativamente ao antigo Siena, adequado ao tipo de usuário familiar ou como carro de trabalho em frotas. É para competir com os sedãs Classe B no mercado: Renault Logan, Chevrolet Cobalt, Nissan Versa, os novos espaçosos simples. 

Resultado da maior base, o bom porta-malas passou a levar o equivalente a 520 litros – contra 500 do modelo anterior. E, pela postura de concorrer com importados, a nova linha contém bom recheio. Houve preocupação em dotá-los com segurança através de freios com ABS e seu gestor EBD; duas almofadas centrais de ar; e, para todos usuários, cintos de segurança com três pontos de ancoragem e apoios de cabeça, além de refinamentos tecnológicos como rádio com MP3 e viva voz Bluetooth, comandos do som e borboleta para troca das marchas Dualogic, no volante vestido com couro. 

A Fiat aposta fazê-lo o queridinho do segmento para, vendendo 5.000 u/mês, chegue ao milhão de Sienas vendidos – ultrapassou as 800 mil. 

Diz a empresa, o design mesclou palpites mineiros e turineses – uma desnecessidade pois o pessoal daqui é quem sabe fazer lucros sobre Fiat e não passa vergonha no criar plataformas ou linhas – e o carro se caracteriza por não ter cara de Palio, com planos bem marcados, embora não se liberte da atual mania de fazer cintura alta, vincos frontais, laterais arredondadas, usar grandes elementos como grupos ópticos frontais e posteriores. 

Olhe bem, estique o teto ou corte-o. Esta é a base para os novos Weekend e picape Strada.

Versões, preços

Attractive 1.4                             R$ 38.710 a R$ 44.046
Essence 1.6 16V                         R$ 43.470 a R$ 49.488
Essence 1.6 16V Dualogic           R$ 45.990 a R$ 52.137
Essence 1.4 Tetrafuel                 R$ 48.210 a R$ 54.005

 Grand Siena. O adjetivo indica o espaço interno e o separa do Palio




















Roda-a-Roda
Dona - As perspectivas do mercado nacional foi o principal motivadora para a chinesa Chery International assumir a representação montada pela nacional Venko. A Chery assumiu, nomeou nova diretoria, e convidou Luiz Curi, antigo presidente, a ser vice, diretor comercial e CEO da nova empresa. Mantém-se e expandem-se planos, incluindo a construção de fábrica em Jacareí, SP.

Hyundai – Versão do Kia Picanto, motor de três cilindros 1.0, e quatro deslocando 1.6, será o primeiro Hyundai fabricado no Brasil em fábrica que erige em Piracicaba, SP. Nada com a linha de montagem em Anápolis, GO.

Custo Brasil – De novo, o governo federal promete rever a carga de tributos e despesas sobre o empresariado. Entendeu, os parceiros do desenvolvimento precisam ter a carga de impostos e que-tais reduzidos para sobrar caixa e gerar interesse aos investimentos.

Papo – Dificuldade é compatibilizar os argumentos oficiais, sem prazo ou quantificação e a executividade dos investidores. Um dos temas é reduzir o recolhimento ao INSS por isenção, ou pequeno percentual sobre o faturamento. Há seis anos, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, promete reduções.

Acordo – O México acedeu à proposta do Brasil em estabelecer teto de valores em seu acordo comercial. Partiram da base atual e projetaram exportações de automóveis e comerciais leves: 2012 US$ 1,45B; 2013 US$ 1,56B; 2014 US$ 1,64B. Em 2015, livre comércio. O Brasil tirou da mesa o contra-argumento de exportar caminhões e ônibus.

Trava - A iniciativa faz parte do pânico brasileiro ante o desequilíbrio da balança comercial com o México em US$ 1,7 bilhões ano passado, e nada mais é que consequência da falta de projeto brasileiro para a indústria automobilística.

Nacionais? - O México foca em baixa nacionalização e acordos comerciais com quase todo o mundo, incluindo chineses e indianos. Aqui, a falta de projeto permitiu enorme queda de conteúdo nacional, aumentou gastos com importação de peças, gerou desemprego.

Volta - Algumas montadoras praticam – ou cometem – processos com nacionalização inferior, acredite, aos obtidos antes do presidente JK incentivar a produção de automóveis no País.

Parcelas - Nossa conta de nacionalização não considera as ações intrínsecas ao projeto, seja por peso ou valor relativo ao produto final. Aqui, tudo entra na conta, seja o borracheiro que conserta o pneu do caminhão transportador das peças importadas, ou o papel higiênico dos banheiros da linha de montagem...

Futuro - Projeta-se, no mercado doméstico a consequência interna será a atração de mais fábricas para fazer veículos com menos nacionalização.

Fit – Boas vendas, ótimos lucros, a Honda fez pequenas mudanças visuais para marcar o Fit 2013: para lamas, para choques; grade, faróis e a decomposição em quatro versões – DX, LX, EX e EXL. LX e EX com opcional de transmissão automática de 5 velocidades e motor 1.5 16v, com a saudável potência de 115 cv. Motor básico, o 1.4 em configuração idêntica produz 100 cv. Ambos possuem comando variável para as válvulas. Tanque de 47 litros, maior cuidado interno em especial para o arranjo de bancos, som, segurança em cintos de três pontos, apoio para cabeça a todos os passageiros, ABS e almofadas de ar em todas as versões.

Honda Fit 2013. Aprimoramento

Mercado – O aumento da capacidade econômica da Classe B – entre R$ 2,2 mil e R$ 7 mil -, 41% do consumo total, deverá impactar mais a economia que a expansão do poder aquisitivo da Classe C – 36,6%. Em automóveis os B exigem mais equipamentos e refinamentos. Ou seja, redução dos 1.0.

Norma – O cumprimento das normas Euro 5 para emissões de caminhões provoca tremores e re-acertos no mercado. Entre os novos custos de aquisição e operação, o mercado desacelerou 28,8% em fevereiro. Montadoras dão férias ou reduzem dias de trabalho até novo equilíbrio.

Ciclo – Para marcar o novo ciclo de convívio entre operadores com motor diesel e a legislação forçando mudanças tecnológicas para reduzir emissões, vedando a partir de 31 de março as vendas dos modelos ainda não enquadrados, fabricantes adequam produtos e operação.

Padrão – A regra provocou a Mitsubishi a padronizar sua linha de picapes, resumindo-a ao modelo Triton, com motor diesel, 3.2, 16V, injeção direta eletrônica, Common Rail, Turbo e Intercooler, 170 cv de potencia e 35 kgf.m de torque. Mudam a decoração e itens de conforto. Para ser carro de trabalho em frotas criou-se a versão GL, a R$ 86.990 – perigosamente sem ABS ou almofadas de ar. Topo de linha, HPE automática, a R$ 125.990.

Mitsubishi Triton 2013. Padronização, nova grade
Mudanças - Renault, em seu utilitário Master com sistema de recirculação de gases, dispensa a adição. Para marcar a nova tecnologia, esticou seu Mini Bus teto alto, para maior conforto aos 16 passageiros.

Fábrica – A Cummins aplicará R$ 90 milhões para fazer fábrica de grupos geradores e centro de distribuição. Será à margem da Rodovia Dom Pedro – que liga Jacareí, na Via Dutra, a Campinas, na altura de Atibaia. A cidade se orgulha de ter o segundo melhor clima do mundo – incoerente com operação industrial.

Fidelização – Seguindo o bom exemplo da Mitsubishi, sua controladora no Brasil, a Suzuki faz 2º. Suzuki Adventure, provas de regularidade a carros da marca – Jimny, Grand Vitara, Vitara, Sidekick e Samurai. A fim? www.suzukiveiculos.com.br e dois cobertores para doação. As etapas: 21/04 - São José dos Campos (SP); 26/05 - Penedo (RJ); 23/06 - Joinville (SC); 25/08 - Brasília (DF); 06/10 - Belo Horizonte (MG); 01/12 - Campinas (SP).

Banda – O Palácio do Planalto solicitou à Ford outro Fusion híbrido para o serviço da Presidente Dilma. Pediu cinza prata e blindou com kit Imbra na New Totality, em SP. Não é para comitiva oficial, mas discretas saídas sem aparato, quando se transforma em quase contribuinte.

Ecologia – Em processo de evolução de engenharia para atrair clientes por menor consumo, cumprir a lei de emissões, fazer vendas, a Volkswagen alemã testa o Soladiesel, combustível com base em açucares de cana processados por algas, para motores diesel.

Gente – Ari Rocha, 70, mestre em design, reconhecido. OOOO Convidado ao Automotive Design Conference para avaliar os melhores produtos de 2011. OOOO Boa companhia: Luigi Colani, Satoshi Wada – Audi, Patrick Lequement – ex-Renault, projetista do Del Rey, Tom Matano, pai do Mazda Miata ... OOOO Santo de casa faz milagre – no exterior. OOOO Waldey Sanchez, presidente da Navistar South America, medalha. OOOO Administrador Destaque pelo Conselho da especialidade em SP. OOOO Marcelo Maceira, uruguaio, novo diretor Comercial da International de caminhões. OOOO Barbara Barbieri, italiana, nova diretora de Expansão de rede na Iveco. Missão difícil. OOOO Substituirá Orlando Merluzzi, que dobrou a rede com recorde de crescimento de vendas no mercado. OOOO Merluzzi terá negócios próprios. OOOO

quinta-feira, 29 de março de 2012

RENAULT PREPARA CARRO ELÉTRICO A PREÇO ACESSÍVEL NA EUROPA E NO BRASIL ENTREGA NAS CONCESSIONÁRIAS O DUSTER COM NOVOS ACESSÓRIOS, MUITOS DELES OPCIONAIS, E AINDA, O CLIO, O LOGAN E O FLUENCE 2012/2013


Enquanto no 82º Salão Internacional do Automóvel de Genebra, a Renault apresentou ao público o ZOE, primeiro carro concebido para ser 100% elétrico, acessível a todos, a partir de 15.700 € (R$ 38.151,00 - valor do euro de hoje, R$ 2,43) com impostos, no Brasil, que já apresentamos no Blog, anunciou a chegada às concessionárias do seu SUV Duster com novidades como o sensor de estacionamento de série nas versões Dynamique, disponíveis nas motorizações 1.6 16V Hi-Flex e 2.0 16V Hi-Flex (câmbio manual ou automático, com possibilidade de tração 4x2 ou 4x4, rádio multimídia. com uma tela de 8” e tecnologia touch screen -, os ocupantes do Duster contam com TV digital, DVD Player (ambas com funcionamento liberado quando do veículo parado), rádio AM/FM, navegação por GPS, conexões USB/iPod e Auxiliar, além de entrada para câmara de ré e tecnologia Bluetooth, que permite conectar um telefone celular ao sistema de áudio do veículo, óbvio como opcionais.



Já estão à venda também os modelos 2012 do Clio (foto abaixo) e do Logan, sem alterações estéticas, mas com mais equipamentos de segurança, conforto e a comodidade, como ar quente; dois apoios traseiro de cabeça com regulagem de altura, e lavador/limpador de vidro traseiro e três anos de garantia de fábrica.

Depois do sedã Fluence Z.E., o utilitário Kangoo Z.E (ambos lançados em 2011), e o urbano Twizy, a Renault coloca a mobilidade Zero Emissão ao alcance do maior número de pessoas com o ZOE, dando seguimento ao seu compromisso de desenvolver motorizações térmicas, através do plano “Renault 2016 – Mude a Direção”, para reduzir em 10% os níveis de emissões de carbono em todo o mundo até 2013, além de 10% adicionais entre 2013 e 2016.



No Salão de Genebra deste ano, a Renault apresentou duas novas motorizações Energy: o Energy TCe 90 - inédito propulsor turbo de três cilindros, movido a gasolina, com 899 cm³ - e o Energy dCi 90, derivado do Energy dCi 110 (revelado no Salão de Frankfurt 2011). Essas duas novidades ampliam para oito a gama de motores da família Energy lançadas em apenas 16 meses.

Após quatro carros-conceito, a estratégia de design se materializa nos veículos de série, com o Novo Twingo e o ZOE, incluindo uma nova frente, que representa a atual identidade visual da marca, sem esquecer o Twizy.





O Renault Fluence 2012/2013 (foto acima) também já está nas concessionárias em duas versões de acabamento: Dynamique e Privilège, equipadas com vários equipamentos de série, por exemplo, chave-cartão “hands free” – uma exclusividade do Fluence no seu segmento -, ar-condicionado digital “dual-zone”, regulador e limitador de velocidade, direção elétrica com assistência variável, seis airbags, sistema de freios ABS com auxílio de frenagem de urgência (AFU) e distribuição eletrônica de frenagem (EBD), e conexões Bluetooth e USB / iPod.



Novo sistema de som
Na linha Logan 2012/2012, destaque para a versão Expression 1.0 16V Hi-Flex, que está recebendo um rádio mais moderno, maior e integrado ao painel, com comando satélite na coluna de direção.

O equipamento, além de rádio AM/FM e CD-Player, reproduz músicas nos formatos MP3, WMA e WMV. Em sua parte frontal, oferece duas entradas: uma auxiliar, do tipo “jack”, e outra para conexão USB/iPod, o que permitirá a execução de arquivos pessoais do usuário.

A liberdade para as mãos também foi pensada na hora da comunicação eletrônica. Por isso, o sistema de som conta com a tecnologia Bluetooth, que possibilita conectar um telefone celular ao sistema de áudio do veículo, permitindo ao usuário realizar e atender chamadas pelo comando satélite, além de ouvir as músicas armazenadas em outros dispositivos.




quinta-feira, 22 de março de 2012

BMW LANÇA O NOVO SÉRIE 1 118i, EM TRÊS VERSÕES, UMA COM CÂMBIO AUTOMÁTICO DE OITO MARCHAS, COM 170 CV, MAS FAZENDO MAIS DE 17 KM/L. O PREÇO COMEÇA EM R$ 113.370,00



Com algum tempo de atraso em relação ao seu lançamento na Europa, o BMW Série 1 finalmente chega ao Brasil. O carro passou por uma profunda transformação que tornou o modelo muito mais atraente: ganhou faróis maiores, vincos mais marcantes e a frente redesenhada. O estilo desta nova geração foi criado pelo chefe de design da BMW, Adrian van Hooydonk. 


O Série 1 chega com a 8,5 cm a mais no comprimento, o que permitiu aumentar a distância entre-eixos em 3 cm, que se refletiu no maior espaço para as pernas de mais 2,1 cm, devido também ao aumento da largura do carro em 1,7 cm e ainda recebeu materiais de melhor qualidade e um interior mais sofisticado para enfrentar o seu mais feroz concorrente, o novo Mercedes Classe B, o Audi A 3 e o Volvo C30.




Este novo BMW traz duas opções de câmbio, uma mecânica de seis marchas e uma automática de oito velocidades - mesmo, sem qualquer recurso, como over-drive, algo inédito num hatch compacto, de cinco portas, inclusive, entre os de luxo - que garante manter a velocidade em baixa rotação e assim diminuir o consumo de combustível - apesar dos 170 cv -, além de tornar as trocas de marcha mais rápidas e imperceptíveis.

Extremamente seguro nas curvas e muito confortável, característica dos BMW's, o novo Série 1 tem velocidade máxima de 225 km/h e chega de 0 a 100 km/h em 7,4 segundos. Com tudo isso, segundo a BMW, o consumo cidade x estrada do Série 1 é de 17,24 km/l, valor que me fez lembrar meu petit Pegeout 106, 2001, com seus 55 cv, com que eu conseguia essa maravilhosa média. A diferença é que o BMW Série 1 tem mais 115 cv.



Todas as versões trazem de série ar-condicionado, volante com comandos satélites e controles de estabilidade, tração e frenagem, além do sistema mais econômico Eco Pro. Todos os modelos oferecem três modos de direção, Comfort, Sport e Eco Pro (este privilegiando a economia de combustível).

O Série 1 tem as tecnologias BMW EfficientDynamics de série, que incluem a Regeneração da Energia de Frenagem e direção eletromecânica, um compressor de ar-condicionado que se auto desconecta e pneus com menor resistência de rolagem. A função Auto Start/Stop vem de fábrica, tanto com a transmissão automática quanto com a manual de seis marchas. Em modelos BMW Sport Line e em carros equipados com a transmissão automática esportiva opcional de oito velocidades, direção esportiva variável ou suspensão adaptável, também há um quarto modo, o SPORT+. 

O sistema de “cruise control” foi substituído por um limitador de velocidade que avisa o condutor quando a velocidade determinada foi ultrapassada. Automaticamente, o motorista, mesmo que pise mais fundo no acelerador sente o motor preso: o carro não responde na mesma proporção da aceleração imprimida. Para desativar o sistema, basta pisar fundo no acelerador no fundo.


Como um carro de luxo, o Série 1 118i é vendido no nosso País em três versões: a chamada clássica, R$ 113.370,00 (foto acima),  a mais sofisticada, Urban Line (à esquerda na foto abaixo), que custa R$ 119.200,00 e a esportiva, Sport Line, mais cara: R$ 122.900,00  (à direita, na foto abaixo).




A BMW poderá produzir carros no Brasil, dentro de algum tempo. O Série 1 118i, por exemplo, poderá custar a partir de R$ 70.000,00. A fábrica bávara procura um local para construir sua primeira planta de produção na América Latina e escolheu o Brasil.

Lançamento
A BMW do Brasil realizou, com pompa e circunstância, no último dia 14 de março, o lançamento do novo BMW Série 1, no pavilhão da Bienal, em São Paulo, para 400 convidados, para quem o diretor-presidente do BMW Goup Brasil, Henning Dornbusch, apresentou o novo Série 1 como "Sinônimo do puro prazer de dirigir". 


Para o dirigente da BMW Brasil, o novo modelo chega ao mercado nacional mais maduro, esportivo, eficiente e significativamente mais espaçoso, trazendo a combinação perfeita entre dirigibilidade e estética, além de uma gama inovadora de equipamentos e recursos tecnológicos.


“Estamos confiantes do sucesso que o novo BMW Série 1 fará entre os nossos clientes no Brasil. Seu design elegante oferece pela primeira vez como diferencial possibilidades exclusivas de personalização com as BMW Lines, de acordo com o estilo e gosto do cliente”, explicou Henning Dornbusch.




FERNANDO CALMON, JORNALISTA ESPECIALIZADO NA ÁREA AUTOMOTIVA DESDE 1967 PASSA A TER SUA COLUNA ALTA RODA PUBLICADA NO BLOG


Quando há uns dias recebemos do jornalista Fernando Calmon um e-mail nos propondo para publicarmos sua coluna Alta Roda ficamos lisonjeados e aceitamos prontamente. Assim, a partir de hoje, e semanalmente, publicaremos a coluna Alta Roda que enriquecerá nosso trabalho e proporcionará aos nossos leitores importantes e interessantes novidades, comentários, notícias, enfim, do mundo automóvel.
A Fernando Calmon, em nome do Blog e de nossos leitores só temos a dizer: OBRIGADO E SEJA MUITO BEM VINDO.


Alta Roda

Nº 673 — Fernando Calmon — 20 de Março de 2012

A BRIGA PELO BOLSO
Depois de 45 dias de discussão, Brasil e México chegaram a um consenso sobre a revisão pontual do acordo de comércio de veículos. Como em geral acontece, cada parte cede em suas posições dentro de uma negociação civilizada. 

O México aceitou a limitação em valores de suas exportações de automóveis e comerciais leves até 2015 e o Brasil deixou de lado, por ora, a inclusão antecipada de caminhões e ônibus só prevista para 2020.

No primeiro ano, cada país terá direito de exportar US$ 1,45 bilhão; US$ 1,56 bilhão, no segundo ano e US$ 1,64 bilhão no terceiro, sem impostos.  Em termos práticos, significa uma cota de cerca de 100.000 unidades nos primeiros 12 meses, 108.000, em 2013/14 e 113.000, em 2014/15. A partir daí, volta o livre comércio.

O índice de nacionalização de 30% no México corresponde a 60% na regra do Mercosul. Conforme a coluna já comentou, os mexicanos fazem uma conta direta da proporção entre peças locais e de outras regiões, considerando apenas valor e mão de obra. 

Aqui se incluem outros custos internos. Também houve acordo de aumento do índice para 35%, de 2013 a 2016, e 40%, em 2017. O Brasil cumpre essa meta de conteúdo local com facilidade e o México terá de se esforçar para manter preços competitivos.

Para entender melhor, é preciso saber que quando o acordo começou, em 2002, os mexicanos impuseram cotas em unidades para os automóveis brasileiros exportados durante quatro anos. Afinal, com o real desvalorizado na época, temiam uma invasão de mercado. 

Foi bom negócio para nós porque exportamos muito e para eles porque podiam receber carros compactos e baratos, quando ainda não tinham acordo de livre comércio com a União Europeia.

As coisas começaram a mudar quando carros europeus e japoneses puderam entrar livremente no México e a valorização do real acabou com a competitividade das exportações brasileiras. O peso mexicano continuou se desvalorizando e o cenário virou nos últimos três anos. 

Se nada fosse efeito, mais de 200.000 veículos entrariam no Brasil isentos de imposto de importação e do ônus do novo IPI, enquanto carros brasileiros só seriam competitivos se o dólar valesse mais de R$ 2,50 (hoje, R$ 1,80).  Exportações só não pararam porque ficaria mais difícil voltar no futuro.

Se o Brasil quis preservar seus empregos, o que vai mudar para o consumidor? Quase nada. A Nissan, em princípio, seria a mais atingida porque as importações do México responderiam, em 2012, por mais de dois terços de suas vendas. 

Se desejar importar acima da cota, pode fazê-lo, pagando a diferença de imposto. E até 2014 já terá construído, em Resende (RJ), sua primeira fábrica, pois, hoje, utiliza instalações da Renault, em São José dos Pinhais (PR). A Chrysler produz no México e não paga imposto de importação, mas só escapa do IPI elevado quando também fabricar no Brasil.

Até o começo de abril, quando se anunciará o novo regime automobilístico brasileiro, o cenário ficará mais claro e complementar às regras de transição acertadas agora com o México. Objetivo é gerar empregos, investimentos e atrair novos fabricantes, o que aumentará ainda mais a concorrência interna. E isso costuma valorizar o bolso dos consumidores.

RODA VIVA
BRASIL perdeu o posto de sexto maior produtor mundial para a Índia, no ano passado. Explica-se pela grande dificuldade de exportar e os altos custos internos. Além disso, importar ficou mais barato com a atual taxa cambial. O mercado brasileiro ainda continua atraente e se manteve na quarta posição. Mas não por muito tempo. Índia nos passa esse ano.

HONDA CR-V ganha novo fôlego com mudanças estilísticas e mais recursos eletrônicos a bordo (navegador GPS, computador multifunções e câmara de ré). Motor de 2 litros ganhou 5 cv (agora 155 cv). Há câmbio manual e automático. Rebatimento total dos bancos traseiros é por molas, sem esforço do usuário. Preços de R$ 84.700 a R$ 103.200.

MOTOR mais eficiente faz toda diferença no Peugeot 408. Mais do que aumento de potência para 165 cv, o turbocompressor garante expressivos 24,5 kgf·m de torque, a apenas 1.400 rpm. Forma bom conjunto com o novo câmbio automático de seis marchas, bem superior ao antigo, de quatro. Pena que só esteja na versão Griffe, de topo, por R$ 81.500.

SÉTIMA geração do Toyota Camry chega por R$ 161.000,00. Agrada a quem deseja estilo atual, sem ousadias. Mas não atrai olhares. Motor V-6, de funcionamento silencioso, mostra o vigor de 277 cv, ajudado por bom câmbio automático de seis marchas. Encostos do banco traseiro têm reclinação elétrica. Faltam navegador GPS e travamento das portas ao arrancar.

TOMANDO por base estatística do Ministério da Saúde, o Instituto Sangari, que promove difusão científico-cultural, chama a atenção para o crescimento assustador de acidentes fatais com motociclistas. Entre 1998 e 2008, mortalidade aumentou a um ritmo duas vezes superior ao de expansão da frota. Muitos nem se preocupam em ter carteira de habilitação.
______________________________________________
fernando@calmon.jor.br e www.twitter.com/fernandocalmon

quarta-feira, 21 de março de 2012

PETROBRAS INVESTE EM COMPETIÇÃO COM MAIS DE MIL ESTUDANTES DE ENGENHARIA QUE PARTICIPAM DE PROJETO PARA DESENVOLVER BAJAS SAE, EM PIRACICABA, SÃO PAULO, A PARTIR DE HOJE (21)






















A  Petrobras começa amanhã (21), até o dia 25 deste mês, a competição de carros desenvolvidos por estudantes da18ª Competição SAE Brasil-Petrobras que contará com mais de mil estudantes de engenharia de 57 instituições de ensino do Brasil, no Esporte Clube Piracicabano de Automobilismo (ECPA), em Piracicaba, São Paulo. 

Os Baja SAE são protótipos de estrutura tubular em aço, para uso fora-de-estrada, com quatro ou mais rodas, motor padrão de 10 HP e capacidade para abrigar um piloto de até 1,90m de altura e até 113,4 kg de peso. Todo o sistema de suspensão, transmissão, freios e o próprio chassi são desenvolvidos pelas equipes, que têm, ainda, a tarefa de buscar patrocínio para viabilizar o projeto e a viagem ao local da competição.


As 71 equipes inscritas, que somam cerca de 1400 universitários, representam 15 estados brasileiros e o Distrito Federal. Dentre estas, 22 equipes são paulistas. O Rio de Janeiro e Minas Gerais têm sete equipes cada, enquanto o Rio Grande do Sul aparece com seis equipes. Santa Catarina e Paraná possuem cinco representantes cada, Pernambuco quatro e a Paraíba três. O Espírito Santo, Bahia, Rio Grande do Norte e o Distrito Federal têm duas equipes cada. Já o Piauí, Sergipe e Mato Grosso têm uma equipe inscrita por estado.

As equipes trabalham dentro das instituições para viabilizar os carros denominados SAE Baja, percorrendo o circuito de pista de terra do Clube em Piracicaba, onde as equipes e os veículos serão avaliados por especialistas da indústria da mobilidade.

Provas - Entre as provas estão avaliações de projeto, por meio de relatórios e apresentação, testes de tração, aceleração, velocidade máxima e o esperado enduro de resistência, que tem quatro horas de duração e é feito em pista de terra com muitos obstáculos.

No final, as equipes das três instituições representadas que alcançarem as melhores pontuações, na soma geral das provas estáticas e dinâmicas, ganham o direito de representar o Brasil na Baja SAE Wisconsin, de 7 a 10 de junho deste ano, nos EUA. A competição norte-americana costuma reunir mais de 90 equipes de diferentes países. O Brasil acumula quatro vitórias.

Presente desde 1996 na competição SAE Baja e Fórmula SAE, a Petrobras investe em um projeto que mobiliza a comunidade automotiva brasileira e estimula o surgimento de novos talentos para o Brasil nesta área.




ROBERTO NASSER NA COLUNA DESTA SEMANA FALA DA EXPOSIÇÃO DE CARROS ANTIGOS EM BUENOS AIRES E APRESENTA O ANTI MERCEDES, BMW, AUDI, O HYUNDAI GENESIS




End eletrônico: edita@rnasser.com.br             Fax: 55.61.3225.5511 

Coluna nº 1212 -  21 de Março de 2012

Auto Argentino, uma exposição 
exclusiva aos carros dos hermanos

Isard, melhor em duas categorias 
Um pequeno Isard 400, Coupé, 1961, exemplar da leva de micro carros produzido na Argentina, foi o preferido do público e ganhador da Categoria F no Concurso de Estado. Um Citroën 3 cv, 1973, foi o escolhido pelo voto dos expositores na 3ª. Expo Auto Argentino, no domingo passado, em gramado equestre, na cidade de Moreno, 40 km de Buenos Aires.

Curioso, no país detentor da mais rica e refinada frota de antigos na América do Sul, um carrinho com motor monocilíndrico, típico de motocicletas, leve a taça dos apreciadores dos veículos antigos. Mas, só podia ser assim. 

O evento, como claramente informa, é para autos argentinos, um esforço nacionalista para salvar e preservar a história e a representatividade do empreendedorismo, da tecnologia aplicada pelos argentinos na variedade de produtos marcantes do evoluir de sua indústria. 

O vizinho país tem maior leque de marcas e iniciativas locais distante das grandes montadoras, e preserva referências como o surpreendente projeto e construção de motores – o belo V8 refrigerado a ar, em alumínio equipando o primeiro Justicialista é o melhor exemplo.

Há três anos, dois historiadores, Gustavo Feder e José Luiz Murgo, somaram seus arquivos e iniciativas para divulgar os feitos automobilísticos argentinos. Geraram serviços, histórias, um curso específico, e a melhor forma de expor a idéia de preservação, a exposição Auto Argentino. 

Parceiro, o Rotary Club de Francisco Alvarez, à frente um incansável Alberto Rosso, aderiu para divulgar, facilitar, envolver-se, e cobrar 10 pesos – R$ 5 – de entrada aos projetados 20 mil visitantes, destinando-os aos fins sociais onde se aplica. 

A festa vem num crescendo em divulgação, expositores, feira de peças, barracas de alimentação e, mais importante, a consciência do orgulho nacional por participar da história. 

Autoridades locais deram o ar da presença, Oscar Feliú, governador do Rotary, Mariano West, alcaide – prefeito – da cidade, parlamentares, dentre eles, Eduardo Amadeo, articulador de projeto de lei para isentar os antigos de coleção da Argentina da inspeção de segurança veicular – como é a legislação brasileira – removendo ameaças de proibição de circulação e desaparecimento.

Vale a pena
Antigomobilistas brasileiros invadem Buenos Aires especialmente, em outubro, para ver a Autoclasica, maior das exposições de veículos antigos na América do Sul. Entretanto, nesta edição da Expo Auto Argentino havia apenas um: Roberto Nasser, Curador do Museu Nacional do Automóvel, convidado e tratado como Autoridade Brasileira para trocar experiências e visões do objetivo comum. O Museu é voltado aos veículos brasileiros e tem vivência ao realizar, há 10 anos, o Carro do Brasil, exposição a eles exclusiva, e com o mesmo foco adotado pelos vizinhos.

A Expo Auto Argentino é novidade para brasileiros. A olhos sem vivência histórica, quase todos os veículos são surpresas, apesar das décadas de trabalho para pavimentar a indústria automobilística na Argentina.


O Justicialista: Fibra de vidro, motor V8 em alumínio,
projeto e construção argentinas. A Revolução de lá acabou com o projeto.
 
Os 21 clubes participantes afinaram a qualidade de seus representantes, dentre muitos a base de sua indústria da mobilidade no pós-guerra, Rastrojero, um picape estatal nascido com motor de trator; Justicialista, com motor próprio ou de gerador Porsche (!); Di Tella; picapes Gringo – uma variação criada pela IES, a fabricante do Citroën 2 e depois 3 CV; toda a renca de Chevolets, Fords, Chrysler lá montados. Em meio aos DKW – de cá doble vê, como pronunciam - a raridade do Face Fissore, modelo especial da Fratelli Fissore para Automotores Santa Fé, lá montadora dos DKW Auto Union. Os Fissore desenvolveram o carro com seu nome para o mercado brasileiro. O nosso, elegante sedã duas portas. O argentino, cupê esportivo.

E coisas especiais, como Lotus Seven produzido by apointment of Anthony Colin Bruce Chapman, fundador da marca, e criações como esportivos para abrigar a mecânica dos Citroën 2 e 3 CV; um raríssimo Andino, esportivo com chassi próprio para portar entre eixos traseiro motor de Renault Gordini e R 12 – aqui, o Corcel. 

A meu gosto, a oportunidade de ver os Ford Taunus GT, Mustang em escala, com motor Ford 2.3 OHC feito em Taubaté; e IKA Torinos em profusão, incluindo a versão 380W afinada pelo mago Oreste Berta. 

O Torino tem base de Rambler norte americano, carroceria acertada pelo ícone Pininfarina, mecânica envolvendo muitíssimos interessados, incluindo o penta campeão mundial Juan Manuel Fangio e Berta. 

Eniak Antique 
Destaque para o Eniak Antique, linhas de esportivo inglês em chassi próprio e motor de origem coerentemente inglesa, o Dodge 1500 – base do nosso 1800. Projeto de Pedro Campo, engenheiro de carros de corrida e ultra leves, de ótimo comportamento dinâmico em suas 103 unidades. 


Enfim, uma aula de antigomobilismo
Vale a pena? Si, como no, por supuesto ...
Próxima edição em março de 2013. O mês referencia a criação da IAME, estatal que deu base à indústria automobilística argentina. Nela, espera-se que o acordo operacional montado entre o Auto Argentino e o Carro do Brasil possa levar à 4ª Expo o melhor automóvel escolhido no Carro do Brasil, invertendo-se o comportamento no Carro do Brasil 2014 recebendo o melhor da Expo Auto Argentino, escolhido em 2013.
Quem ganhou
( uma curiosidade, o julgamento é chamado Concurso de Estado. O júri é de colecionadores, indicados pela Federação de Antigomobilismo local, e usa os critérios internacionais. A pontuação se faz pelo Estado, daí o nome, indicando a proximidade visual entre o carro exposto e o original )
Concurso de Estado:
Categoría E: Siam Di Tella 1500 1960
Categoría F: Isard 400 coupé 1961
Categoría G: Citroën AZAM 28 1971
Melhor auto voto de público: Isard 400 coupé 1961
Melhor auto voto dos expositores: Citroën 3CV 1973

A proposta é corajosa: vender o coreano Hyundai a preço de BMW, Mercedes, Audi, outros automóveis cujo preço os separa do primeiro degrau da motorização importada. Mas é a proposta da Hyundai com o Genesis. Sedã grande, motor V6, 3.8, 32 válvulas com abertura por gerenciamento eletrônico, 290 cv, transmissão automática com oito velocidades, ótima distribuição de peso, pacote de segurança e de confortos como tem sido marca dos sedãs coreanos da Hyundai e sua irmã Kia.

Vamos combinar, a qualidade dos coreanos tem-se imposto no mundo, sua capacidade em buscar designers ocidentais, de rechear os veículos de detalhes eletrônicos que geram conforto tem sido determinantes para as boas vendas.

Mas, no Genesis a questão supera a da qualidade, colocando uma dúvida e seu resultado poderá ser dado para balizar o futuro do mercado: no Brasil os coreanos conseguem peitar os europeus no segmento superior de nome, tradição e imagem de status? Você, com R$ 220 mil para investir na rubrica automóvel, trocaria um Mercedes, BMW, Audi, outro de marca tradicional por um Hyundai? Resposta para os sociólogos das vendas.

Hyundai Genesis 
Roadster, o Mini de boné
Fazer conversível é fácil: tira-se o teto, soldam-se uns reforços inferiores, e a engenharia maior é para fazer a capota funcionar bem. Para fazer o seu, chamado de Roadster, a BMW inovou: encurtou o plataforma para ser um carro exatamente para duas pessoas e sem ociosidade de espaço, como caracteriza este conceito revolucionário desde o fim da década de ´50.

Conseguiu resultado marcante, engraçado, divertido em estática e dinamicamente. Parado, sem capota é jovial. Com ela, divertido pois lembra um boné com a aba para trás.

Dinamicamente a relação entre a distância que separa os eixos e sua largura enfatizam o comportamento de kart, reativo e sempre à mão, direção elétrica, aparatos pró estabilidade.

Para completar, motorizações 1.6, 16 válvulas, gerenciamento eletrônico para abertura, 120 cv.  Opção turbo – os motores usados pela Peugeot no 3008 e 408 – com 184 cv. Uma alegria, esta formiga atômica faz Zero a 100 km/h em 7s e final de 227 km/h. R$ 132.950,00, na versão Cooper, aspirada, e R$ 144.950,00, na versão Cooper S, turbo.

MINI Challenger











Roda-a-Roda
A sério – O Brasil, por conta da falta de planejamento e programas, com medidas tomadas sem aviso e para resolver a conta do dia, como os 30 pontos sobre o IPI dos importados, está apagando uma das parcelas da conta exigida pelos investidores estrangeiros, a segurança jurídica.

União – Jaguar Land Rover fez acordo com a chinesa Chery. Os chineses farão Jaguar, Land Rover e fornecerão motores. Jaguar Ching Ling ... Já pensou?

Datsun – Marca conhecida no mercado dos EUA pelo esportivo 240Z, será reativada pela Nissan, mas para rotular carros baratos nos mercados em desenvolvimento – incluindo o Brasil.

Chegando – Coreano, chega à Argentina o Sonic, substituto da GM para o Astra. No Brasil crê-se seja trazido desmontado. Versões hatch e sedan, decorações LT, LTZ e LTZ + automático, todos com motor 1.6 e 115 cv.

Versão – Série pequena, de 4.300 unidades, criada em cima do cavalo de batalha da Renault, o Sandero Stepway. É a Rip Curl, marca de roupa de surf. Para caracterizar, detalhes de decoração como maçanetas externas em inox e equipamento para guardar roupa molhada de surfistas. A R$ 43.990.

Dúvida – Apesar da imprensa garantir a produção do Lodgy no Brasil, a diretoria da Renault  nada resolveu. O Lodgy é outro produto no processo de Dacialização da Renault brasileira. Sua base é a mesma do Logan, Sandero, Duster. Supriria a ausência do Renault Scénic.

Organização – A Prefeitura de Osasco, grande S Paulo, proibiu a circulação de veículos de carga com mais de 7,2m de comprimento e 2,3m de largura. Para organizar o trânsito, como ocorre na capital e nos municípios do ABC.

Caminho – Após conhecer a praça e seu potencial a SKF, fabricante sueca de rolamentos e serviços industriais, implanta plataforma regional de negócios. Começa em Macaé, RJ, e em seguida Três Lagoas, MS, Camaçari, BA e Belo Horizonte. Quer faturar R$ 6M com estas unidades.

Economia – Union Fibras, de Caxias do Sul fornecerá fibras de polipropileno para isolamento termo-acústico para as cabines feitas pela Real, de Novo Hamburgo. Com menores custos substitui a manta asfáltica. É reciclável.

Mudou – Nova cara mundial para os revendedores Ford, a "Trustmark" estará nas novas revendas ou nas reformas e troca de endereço da atual rede. Frente limpa, em cinza metal, pé direito duplo, envidraçado, oval da marca grande e em azul e o da revenda em letra caixa.

Mineirim – A fábrica Mercedes-Benz em Juiz de Fora, MG, ex-automóveis e transformada da produzir e montar caminhões, iniciou entregá-los. Seu poderoso frotista Femsa, engarrafador de Coca-Cola, foi o primeiro cliente dos modelos Accelo 1016C.

Moto – Em Belo Horizonte, o 3º MOTO FAIR. Curto, mas andando para cima. Ano passado, 80 expositores e 25 mil visitantes. Neste, 200 e com certeza maior público. 29 a 1º. de abril, na Expominas, Gameleira.

Mini Challenge – Para fomentar a marca a Mini organiza uma temporada com oito provas. Pelas características dos carros, extremamente disputadas. Próxima, Interlagos, abrindo o campeonato, domingo, 25.

Afim? O MINI Challenge abre ótima oportunidade a pilotos amadores. Os carros são da organização, e a temporada completa custa R$ 160.000 – com três provas por etapa, significa R$ 6.665/prova, incluindo pneus, seguro, cobertura pela BandNews e BandSports.

Fórmula 1 – Cristina Kirscher, presidente da Argentina garantiu, o país retornará ao circuito da Fórmula 1 no próximo campeonato. Antes, a abertura da temporada era no Autódromo de Buenos Aires.

Circo - Circuito de rua, na cidade de veraneio de Mar Del Plata. Para o governo o resgate custará US$ 40M por edição. Investimento para colher gastos e impostos com negócios e visitantes? Ou político? O acordo é por três anos, a duração do mandato da presidente.

Antigos – Há 45 anos o Ford Galaxie começou a ser montado no Brasil. Solução local, com motor de caminhão F 600, V8, 4.164 hp. Foi e é a grande referência de produto e construção no Brasil, primeiro a oferecer direção hidráulica e transmissão automática. Seu rodar confortável e imponência, levaram-no a ser utilizado por 20 anos como automóvel do Presidente da República.






ACESSE TODAS AS POSTAGENS E SAIBA TUDO SOBRE O MUNDO AUTOMOTIVO.