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sexta-feira, 10 de abril de 2026

Stellantis SUSTAINera avança nas ambições de Economia Circular e expande o seu ecossistema REUSE. A SUSTAINera impulsiona o progresso em toda a estratégia dos 4R (Reconstruir, Reparar, Reutilizar e Reciclar), acelerando o desenvolvimento do ecossistema REUSE e reforçando a gestão de Veículos em Fim de Vida com novas capacidades de desmontagens próprias que serão divulgadas em breve

AMSTERDÃ, 10 de abril de 2026 – A SUSTAINera está expandindo suas operações globais e anunciará em breve o lançamento do seu terceiro Centro de Desmontagem de Veículos em uma nova região. Este avanço apoia a estratégia de internalização de competências críticas e reforça o controle sobre os materiais ao longo de toda a cadeia de valor da gestão de Veículos em Fim de Vida. A iniciativa ocorre na sequência dos lançamentos dos Centros de Desmontagem em Turim, Itália (em 2024), e em Osasco, Brasil (em agosto de 2025).

Papel estratégico dos Centros de Desmontagem

A nova unidade irá acelerar ainda mais as ambições de Economia Circular da Stellantis, expandindo a sua rede de capacidades de desmontagem totalmente detidas e operadas, processando Veículos em Fim de Vida para recuperar componentes totalmente funcionais para reutilização como peças de reposição originais. Os componentes que não podem ser reutilizados são encaminhados diretamente para fluxos de reciclagem, permitindo circuitos fechados que reintegram materiais valiosos na produção de novos componentes e veículos.

Um exemplo concreto é o circuito fechado do alumínio já implementado através do Centro de Desmontagem na Itália: os motores recuperados pós-consumo são fornecidos à SOREMO, parceiro pioneiro na reciclagem de motores de VFV, que os transforma em lingotes de alumínio utilizados na produção de novos motores.

Ao desenvolver um ecossistema eficiente de materiais em conjunto com uma ampla rede de parceiros, a SUSTAINera impulsiona uma transformação sustentável da cadeia de valor, reforçando o compromisso da companhia com a eficiência dos recursos ao longo de todo o ciclo de vida de seus produtos e reduzindo a dependência de matérias-primas virgens.

Resultados relevantes na gestão de Veículos em Fim de Vida

As operações realizadas através da joint venture Valorauto da SUSTAINera voltaram a superar os padrões europeus em 2025, com taxas de reciclagem e de recuperação de veículos em 89,9% e 97,7%, respetivamente.

No campo das Baterias de Alta Tensão em Fim de Vida, a reutilização fora do setor desempenha um papel fundamental na estratégia da SUSTAINera, acelerando a inovação em aplicações de segunda vida para baterias. Um exemplo concreto é a contribuição para o sistema de armazenamento de energia PIONEER no Aeroporto de Roma Fiumicino. Em 2025, o volume de energia proveniente de baterias de veículos elétricos vendido a terceiros para utilização em segunda vida cresceu mais de quatro vezes, atingindo 123.000 kWh.

Oferta Reuse da SUSTAINera no pós-venda

A expansão estratégica das atividades de Desmontagem de Veículos está igualmente alinhada com o crescimento do mercado global de peças de reposição em todas as regiões, impulsionado principalmente pelo envelhecimento da frota, pelo aumento das necessidades de manutenção devido à maior longevidade dos veículos e pela consequente procura de soluções de reparação mais econômicas. Em conjunto, essas tendências criam condições favoráveis para peças usadas originais, apoiando consumidores que procuram componentes genuínos do fabricante a um preço mais acessível.

A oferta Reuse da SUSTAINerafornecida pelos Centros de Desmontagem de Veículos da Stellantis e complementada por uma rede de operadores certificadosdisponibiliza uma vasta seleção de peças usadas originais como uma alternativa prática, sustentável e econômica no pós-venda. São componentes que podem ser até 70% mais acessíveis do que as peças novas, mantendo elevados níveis de confiabilidade, qualidade e total rastreabilidade”, afirmou Laurence Hansen, Vice-Presidente Sênior de Economia Circular da Stellantis.

Em 2025, o negócio Reuse da SUSTAINera registou um notável crescimento de 51% em relação ao ano anterior, impulsionado por:

1) Forte desempenho da plataforma de e-commerce B-Parts na Europa — incluindo um bem-sucedido lançamento no mercado do Reino Unido — e pelo primeiro ano completo de vendas na América do Norte, que confirmou uma tendência positiva. O inventário total da B-Parts nas duas Regiões foi significativamente reforçado, ultrapassando agora os 15 milhões de peças usadas para todas as marcas e modelos, melhorando assim a disponibilidade rápida e fácil para clientes finais e reparadores. O acesso da rede ao stock completo através dos catálogos Service Box e E-PER, para a Distrigo na Europa, e Dealer Connect na América do Norte, também contribuiu para o crescimento das vendas.

2) Vendas de peças usadas provenientes do Centro de Desmontagem do Brasil, através de loja física e canais digitais, incluindo a loja Circular Autopeças na plataforma de e-commerce Mercado Livre e uma futura plataforma própria.

Foram também recentemente lançadas lojas online de Peças Usadas da Stellantis SUSTAINera no eBay para disponibilizar peças recuperadas no Centro de Desmantelamento italiano em toda a Europa. Estas lojas complementam as vendas online da B-Parts e apoiam a crescente tendência de compras no pós-venda através de canais digitais.

Adicionalmente, na China, também foi lançada uma nova plataforma web de peças Reutilizadas através da joint venture Oruide, recuperando componentes das suas operações de desmantelamento de VFV.

Impulsionando o progresso na Estratégia dos 4R: Principais Marcos

Além da Reutilização, a SUSTAINera segue promovendo a Economia Circular da Stellantis, com avanços significativos nos demais pilares da estratégia dos 4R. O portfólio de produtos representa 27,4% da oferta total de pós-venda da Stellantis Parts & Services, impulsionado pelo lançamento de novos produtos e pela expansão do negócio:

Reconstruir

  • Expansão de um portfólio pioneiro com peças reconstruídas inéditas no mercado europeu, incluindo faróis LED, ecrãs multimédia, depósitos DPF e novas pinças multimarca.
  • Ampliação da oferta na América do Norte com amplificadores, motores e transmissões reconstruídos.
  • Mais de 28.600 motores reconstruídos no Hub de Economia Circular SUSTAINera, na Itália, quase o triplo do volume de 2024.

Reparar

  • O negócio cresceu 48% face ao ano anterior, apoiado pela expansão das atividades na América do Norte e pela implementação do projeto de Recondicionamento de Carros na América do Sul.
  • Rede de serviços para baterias de alta tensão expandida para 30 Centros de E-Repair a nível global.
  • Crescimento adicional impulsionado por parcerias do Hub de Economia Circular com a Ayvens e a Leasys para recondicionamento de veículos.

Reciclar

  • Lançamento de baterias recicladas de 12V, ampliando a gama de produtos reciclados para além de lubrificantes, limpa-vidros e fluidos de refrigeração, oferecendo qualidade equivalente à original e reduzindo o desperdício.

Os resultados confirmam que a SUSTAINera vem acelerando o compromisso da Stellantis com a Economia Circular, enquanto fortalece um desempenho empresarial responsável.

Sobre a SUSTAINera 

A SUSTAINera é a divisão da Stellantis dedicada às atividades de Economia Circular, disponibilizando uma gama de produtos e serviços sustentáveis no âmbito da oferta de pós-venda da Stellantis. A missão da SUSTAINera é oferecer aos clientes soluções sustentáveis, transparentes e acessíveis, sem comprometer a qualidade. Contribui para a proteção ambiental ao reduzir o desperdício, limitar o consumo de recursos naturais e diminuir a pegada de carbono. A SUSTAINera desempenha um papel fundamental na descarbonização, apoiando a transição para um modelo mais responsável e sustentável. Para mais informações, visite www.sustainera.com

Stellantis entrega primeira unidade móvel do programa Proteja Minas para prevenção da violência contra mulheres em Minas Gerais. Base móvel desenvolvida a partir de uma Fiat Ducato amplia acesso a serviços de orientação e acolhimento para mulheres e meninas. Veículo adaptado pela Plataforma de Veículos Especiais da Stellantis permite atendimento itinerante em diferentes cidades e regiões do estado. Estrutura conta com área interna de acolhimento, sistema elétrico independente e espaço externo para ações de mobilização comunitária

 


Betim, 2026 – A Stellantis entregou a primeira Unidade Móvel de Prevenção à Criminalidade do programa Proteja Minas, iniciativa da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais (Sejusp-MG) voltada ao combate à violência contra mulheres e meninas no estado. Desenvolvida a partir de uma Fiat Ducato e transformada pela área especializada da empresa na personalização e adaptação de veículos para diferentes usos no Brasil, a base itinerante amplia o acesso da população a serviços de orientação e acolhimento. A entrega ocorreu em março, mês em que se celebra o Dia Internacional da Mulher, reforçando o simbolismo da iniciativa.

O projeto foi conduzido pela Plataforma de Veículos Especiais da América do Sul da Stellantis, responsável por desenvolver soluções sob medida para clientes institucionais, corporativos e governamentais, a partir da demanda apresentada em edital público da Sejusp-MG. A partir da Ducato, a equipe técnica projetou uma estrutura adaptada para atendimento itinerante, permitindo que serviços de orientação, prevenção e encaminhamento cheguem a diferentes territórios e comunidades vulneráveis, ampliando o acesso de mulheres e meninas à rede de proteção.

“A transformação desse veículo mostra como a engenharia automotiva pode contribuir diretamente para políticas públicas que impactam a vida das pessoas. Ao desenvolver uma unidade móvel voltada à prevenção e ao enfrentamento da violência, ajudamos a levar orientação e acolhimento a mulheres e meninas que muitas vezes têm dificuldade de acessar esses serviços. A tecnologia faz ainda mais sentido quando é utilizada para fortalecer iniciativas como essa”, afirma Frederico Fialho, vice-presidente de Planejamento de Programas e Produtos da Stellantis para a América do Sul.

Projetado para funcionar como um espaço móvel de atendimento, o modelo adaptado, na versão Maxicargo, recebeu modificações estruturais que possibilitam a realização de orientações e encaminhamentos de forma segura e reservada. O veículo conta com área interna preparada para acolhimento, iluminação reforçada e mobiliário funcional, além de um sistema elétrico independente que garante o funcionamento de equipamentos mesmo com o veículo estacionado.

A estrutura da unidade móvel inclui pontos de energia distribuídos pelo compartimento de atendimento e climatização adequada, permitindo a realização de atendimentos e atividades com conforto e segurança. O ambiente também foi equipado com frigobar, micro-ondas e circulador de ar, assegurando melhores condições de permanência para equipes e usuários durante as ações em campo, além de contar com sistemas de sinalização visual e sonora e itens de segurança que reforçam a confiabilidade da operação.

Na parte externa, a unidade conta com toldos retráteis e área de apoio para atendimentos e mobilização comunitária, ampliando a interação com a população. O acesso foi projetado para facilitar a entrada dos usuários, com escada retrátil e estribos laterais reforçados, enquanto o revestimento interno e o piso lavável garantem durabilidade e facilidade de manutenção, contribuindo para o uso contínuo da estrutura em diferentes territórios.

Sobre o programa Proteja Minas

A Unidade Móvel de Prevenção à Criminalidade circulará por municípios e territórios definidos a partir da análise dos índices de violência contra a mulher e da articulação com a rede local de proteção. O atendimento poderá ocorrer tanto por procura espontânea quanto por encaminhamento de serviços já existentes no território, oferecendo orientação e apoio a mulheres e meninas que necessitem de acolhimento ou informação.

Protagonismo em veículos transformados

Nos últimos anos, a Stellantis tem ampliado sua atuação em projetos de veículos transformados voltados a operações essenciais, atendendo demandas que vão desde logística e serviços até aplicações nas áreas de saúde, mobilidade e assistência social. Essa atuação é sustentada por engenharia dedicada e processos estruturados de adaptação, com empresas parceiras certificadas pela Stellantis, com foco no desempenho, ergonomia e eficiência das operações em campo.

Entre os projetos já desenvolvidos pela companhia estão o Vacimóvel, vans adaptadas para o transporte de pessoas que utilizam cadeiras de rodas, ambulâncias e soluções voltadas à segurança pública, com transformações realizadas em picapes, utilitários e vans do portfólio das marcas da Stellantis.


Stellantis consolida liderança no Brasil, Argentina e América do Sul no 1º trimestre de 2026. Foram mais de 232 mil veículos emplacados entre janeiro e março na região e cerca de 21,2% de participação de mercado. No Brasil, a Stellantis emplacou mais de 174 mil unidades no período, alcançando 29,1% de market share. Na Argentina, foram mais de 42 mil veículos vendidos no primeiro trimestre, com 28,9% do mercado

 

Peugeot 208 foi o vice-líder de vendas no 4º trimestre 2025, na Argentina

Betim, abril de 2026 – A Stellantis encerrou o primeiro trimestre de 2026 consolidando sua liderança nos principais mercados de automóveis e comerciais leves da América do Sul. De janeiro a março, a companhia emplacou mais de 232 mil veículos e deve fechar o período com cerca de 21,2% de participação de mercado, mantendo a primeira posição em países estratégicos, como Brasil e Argentina.

Somente em março, foram comercializadas mais de 89 mil unidades no mercado sul-americano, alta de 29% em relação a fevereiro, garantindo participação de 20,7% na região.

“Os nossos resultados na região refletem uma estratégia de longo prazo, construída a partir do entendimento das necessidades dos nossos clientes e da capacidade de adaptação às dinâmicas de cada mercado. Seguimos evoluindo com foco em competitividade, eficiência operacional e capacidade de execução, apoiados por um portfólio amplo e uma base industrial sólida. Esse posicionamento nos permite sustentar nosso desempenho mesmo em um cenário em constante evolução”, afirma Herlander Zola, presidente da Stellantis para a América do Sul.

No Brasil, a Stellantis emplacou mais de 174 mil veículos no acumulado do ano, alcançando 29,1% de participação no mercado, avanço de 0,3 ponto percentual em relação ao 4º trimestre de 2025. Em março, a companhia somou mais de 70 mil unidades comercializadas no país, crescimento de aproximadamente 29% na comparação com o mesmo mês do ano anterior.

Na Argentina, a Stellantis mantém a liderança no primeiro trimestre do ano, com mais de 42 mil veículos emplacados e 28,9% de participação no mercado, avanço de 1,8 ponto percentual em relação ao 4º trimestre de 2025. No período, a companhia também contou com três veículos entre os dez mais vendidos do país: o Peugeot 208 na vice-liderança, o Fiat Cronos em terceiro lugar e o Peugeot 2008 na nona colocação, consolidando sua presença entre os principais modelos do mercado.

Em março, a companhia comercializou mais de 12,5 mil unidades no mercado argentino, com destaque para o Peugeot 208, que foi o modelo mais vendido no mês, com 2,2 mil unidades.

No Chile, a Stellantis mantém a segunda posição entre as empresas líderes do mercado, com evolução consistente de participação. Em março, a companhia emplacou 2,6 mil veículos e alcançou 9,7% de market share, avanço de 0,9 ponto percentual em relação a fevereiro. No acumulado do primeiro trimestre, já são mais de 6,6 mil unidades comercializadas no país.

No segmento de veículos comerciais leves (LCV), a Stellantis segue ampliando sua liderança no mercado brasileiro, com 53,6% de participação no acumulado do ano, avanço de 7,6 pontos percentuais em relação a 2025. Em março, a companhia alcançou 54,3% de market share, alta de 9,5 pontos percentuais.

Desempenho global no 1º trimestre

Nos Estados Unidos, a Stellantis registrou crescimento de 4% nas vendas no primeiro trimestre de 2026, com 305.902 veículos comercializados. O desempenho foi puxado por marcas estratégicas, como Ram, que avançou 20%, e Jeep, que também apresentou crescimento no período, refletindo o fortalecimento do portfólio e a chegada de novos modelos ao mercado norte-americano.

Na Europa, o desempenho também se mantém positivo, com destaque para a Itália, onde a Stellantis cresceu 16,2% no acumulado do trimestre, acima do avanço de 9,4% do mercado local, alcançando 32,5% de participação e 157.780 unidades comercializadas. Em março, a companhia liderou o ranking dos modelos mais vendidos no país, com Fiat Pandina, Jeep Avenger e Leapmotor T03 nas três primeiras posições.

Polo Automotivo de Betim alcança 17 milhões de transmissões e reforça papel estratégico da Stellantis na América do Sul. Marco histórico consolida quase cinco décadas de produção iniciada em 1976, com o Fiat 147. Unidade acompanha evolução tecnológica e atende ao portfólio multimarcas da Stellantis. Polo de Betim é referência na produção de powertrains na América Latina

 


Betim, abril de 2026 – A Stellantis alcançou um novo marco histórico ao atingir 17 milhões de transmissões produzidas no Polo Automotivo de Betim (MG). O resultado consolida uma trajetória industrial iniciada em 1976, com as primeiras transmissões manuais destinadas ao Fiat 147, e reforça o papel estratégico da unidade para a operação da companhia na América do Sul.

Às vésperas de completar 50 anos, o Polo de Betim se consolidou como referência na produção de componentes essenciais para o desempenho e a eficiência dos veículos, acompanhando a evolução tecnológica da indústria automotiva. Inicialmente voltadas a modelos compactos, as transmissões hoje equipam veículos de diferentes segmentos das marcas Fiat, Peugeot e Citroën.

“Alcançar 17 milhões de transmissões produzidas é um marco que reforça a importância histórica e estratégica do Polo de Betim para a Stellantis e para a indústria automotiva na América do Sul. Ao longo de quase cinco décadas, construímos uma base industrial sólida em Minas Gerais, que segue evoluindo com foco em eficiência, inovação e desenvolvimento regional”, destaca Herlander Zola, presidente da Stellantis para a América do Sul.

“A produção de transmissões em Betim reflete a maturidade dos nossos processos industriais e o alto nível de especialização da operação. Trabalhamos com padrões rigorosos de qualidade, produtividade e eficiência, que garantem competitividade e sustentam o atendimento ao portfólio multimarcas da Stellantis na região”, afirma Glauber Fullana, vice-presidente sênior de Manufatura da Stellantis para a América do Sul.

Escala e evolução industrial

O marco de 17 milhões de transmissões é acompanhado por outros indicadores que evidenciam a escala e a evolução da operação ao longo do tempo. Desde o início das atividades, o Polo de Betim já ultrapassou a marca de 425 milhões de peças usinadas e processou cerca de 204 mil toneladas de aço, além de 32 mil toneladas de ferro fundido e 15 mil toneladas de alumínio, refletindo a complexidade e a robustez do sistema produtivo instalado na unidade.

A produção de transmissões está inserida em uma estrutura que ocupa aproximadamente 41 mil metros quadrados e reúne atividades de usinagem, tratamento térmico e montagem, com capacidade para produzir mais de 1,6 mil transmissões manuais por dia.

Atualmente, cerca de 600 colaboradores atuam nessa operação, responsável pela produção dos câmbios manuais C-513, utilizados em modelos das marcas Fiat, Peugeot e Citroën, como Strada, Pulse, Argo, Mobi, Cronos, Fiorino, Basalt, C3 e 208.

Referência na América Latina

O Polo de Betim abriga o maior centro de produção de powertrains da América Latina, consolidando-se como uma das operações industriais mais relevantes da Stellantis na região. No ano passado, a unidade registrou a produção de 1 milhão de motores da família GSE Turbo, reafirmando sua trajetória de crescimento industrial. A planta também é responsável pela produção da família Firefly.

Parte dos powertrains produzidos pela linha de motores de Betim são associados à tecnologia Bio-Hybrid, que equipa modelos como Fiat Pulse, Fiat Fastback, Peugeot 208, Peugeot 2008 e Jeep Renegade, os primeiros híbrido-flex desenvolvidos e produzidos na América do Sul.

Para celebrar o marco de 17 milhões de transmissões produzidas em Betim (MG), a Stellantis preparou um vídeo especial com os principais destaques da área de powertrain. O conteúdo está disponível no canal oficial da companhia no YouTube. Assista aqui: https://www.youtube.com/watch?v=FStbKKm9n9g

Ram leva gama completa para a Expolondrina 2026, até 19 de abril, que está disponível para test-drive e exibe as picapes a diesel da linha Heavy Duty, além da Nova Ram Dakota, que promove a estreia da marca no segmento de picapes médias, e a Rampage

  


Acontece até 19 de abril em Londrina, munícipio paranaense localizado a 381 quilômetros da capital Curitiba, Expolondrina 2026. O evento, que figura entre    os mais completos do universo agro na América Latina, apresenta um  espaço para a geração de negócios, as mais recentes tecnologias e inovações para o setor e leva entretenimento e cultura para todas as idades. 

A Ram, que possui forte ligação com o agro, leva a gama completa para a Expolondrina. A nova Dakota, que promove a estreia da marca no segmento de picapes médias, é uma das atrações do estande. Impulsionada pelo eficiente motor 2.2 Turbodiesel de 200 cv de potência e 450 Nm (45,9 kgfm) de torque, sempre acoplado a uma transmissão automática de oito marchas e com tração 4x4 Auto, a Dakota é exibida nas duas versões disponíveis para os brasileiros: Laramie, com o tradicional acabamento composto por cromados nos logos, grade e retrovisores; e Warlock, que é equipada com elementos que remetem ao off-road. 

As duas, além de expostas no espaço da Ram na Expolondrina, também estarão disponíveis para test-drive, assim como a Rampage, primeira picape da marca desenvolvida e produzida fora da América do Norte e que é sucesso de público e crítica desde o lançamento. 

Completam o estande a poderosa 1500, a picape a gasolina mais potente e veloz à venda no Brasil, que possui sob o capô o impressionante motor Hurricane 6 biturbo, que entrega 426 cv de potência e 635 Nm de torque (64,8 Kgfm) e permite ao modelo acelerar de 0 a 100 km/h em apenas 5,3 segundos. 

Fechando a gama e a lista de picapes que os visitantes poderão ver de perto no espaço da Ram na Expolondrina estão as novas 2500 e 3500 2026, que integram a linha Heavy Duty.

A dupla, equipada com o motor Cummins® 6.7 Turbodiesel High-Output de 436 cv de potência e 1.458 Nm (148,7 kgfm) de torque, é a mais potente disponível no país entre as movidas a diesel. Além das picapes, o público poderá ver ainda a linha de acessórios originais da Ram, desenvolvidos pela Mopar. 

Serviço – Expolondrina 2026  

Data: até 19 de abril   

Local: Parque Ney Braga Eventos - Av. Tiradentes, 6275 - Cilo 2, Londrina - PR, CEP 86072-000  

Ingressos: clique aqui 

Coluna Fernando Calmon

 Coluna Fernando Calmon


 Nº1.396 — 10/4/2026

Vendas em março avançaram,

mas sem impacto nas previsões



Notícias não poderiam tão encorajadoras. Março foi um mês com mais dias úteis este ano e, portanto, favorável para as referências tradicionais de vendas, produção e exportações. Basta constatar: emplacaram-se 269,5 mil automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus, as melhores vendas desde março de 2013, ano marcado pelo segundo melhor resultado da história da indústria automobilística nacional.


Até os importadores têm o que comemorar: crescimento de 40% de fevereiro para março. Entretanto no primeiro trimestre, o avanço foi modesto: 5,6%. As exportações tiveram um bom e um mau resultado: março sobre fevereiro cresceram 21%; mas no primeiro trimestre caíram 18,5% em relação a 2025.


Igor Calvet, presidente da Anfavea, mantém cautela em razão dos conflitos no Oriente Médio e adiou uma revisão dos números do ano de 2026 até os cenários externos e internos se consolidarem. 


Arcélio dos Santos Junior, presidente da Fenabrave, informou que o crescimento deste ano de veículos (sem computar motocicletas e tratores) giram em torno dos 3%. Percentual previsto semelhante ao da Anfavea.


O programa Carro Sustentável continua sendo, perdão do trocadilho, o sustentáculo das vendas até agora. Com o IPI zerado para apenas sete modelos compactos, a comercialização disparou 30% desde julho do ano passado. Há exigências de eficiência energética, sustentabilidade e adensamento industrial, mas os incentivos se enceram em 31 de dezembro próximo.


As expectativas para os próximos anos estão focadas na reforma tributária que entrará em vigor, por etapas, a partir de janeiro de 2027. Automóveis continuarão a ser altamente taxados pelo imposto seletivo, apelidado de imposto do pecado por incidir sobre bebidas alcóolicas e outros produtos nocivos à saúde, que se soma ao IVA (Imposto sobre Valor Agregado), no lugar do IPI e do ICMS. 


Não tem mais jeito. Automóveis no Brasil mantêm-se condenados à supertaxação, inédita no mundo civilizado, por se constituírem em bens de alto valor agregado e muito fácil de serem alcançados pelos fiscos federal, estadual e municipal.


Em nenhum momento os governos, em todos os níveis, querem arriscar a perder, em linguagem descontraída, a arrecadação proporcionada por uma autêntica “galinha dos ovos de ouro”. Esta metáfora, segundo I.A., vem de Esopo, lendário fabulista da Grécia Antiga.


Renegade 2027 atualiza linhas e interior

Lançado em 2015, o SUV compacto da Jeep precisava mesmo de atualizações visuais. Foram discretas, na realidade, para manter a aura de um fora-de-estrada. Versão de topo Willys é a única no segmento com apelo raiz e tração 4x4. A grade do radiador teve as tradicionais sete fendas fechadas, o que diminuiu seu apelo visual. 


Em compensação o para-choque dianteiro ficou menos vulnerável às duras condições de fora de estrada, embora um pouco embrutecido. Atrás, novo para-choque e retoques nas lanternas. Rodas de liga leve usinadas de 17 e 18 pol. marcam o ano-modelo.


Dimensões, praticamente, as mesmas (mm): comprimento, 4.270; entre-eixos, 2.566; largura, 1.805 (2.018 contando os espelhos); altura, 1.706. Volumes (L): porta-malas, 320 (um ponto fraco); tanque, 55. Motor 4 cilindros, 1,3 L turbo flex: 176 cv (E/G); 27,5 kgf·m (E/G). 


Consumo (km/L, Inmetro): cidade, 11,9 (G); 8,3 (E); estrada, 11,8 (G); 8,6 (E). Alcance (km): cidade, 665 (G) e 457 (E); estrada, 649 (G) e 473 (E). Tração dianteira e 4x4. Câmbio automático epicíclico, seis marchas (nove marchas, no Willys).


Interior recebeu nova tela multimídia de 10,1 pol. com as conexões de praxe e o mesmo console do Compass que inclui agora saída de ar climatizado para o banco traseiro. Materiais de acabamento mais caros de antes mudaram, embora a nova combinação de texturas e cores agrade. Foi retirada a alça de apoio no painel para o acompanhante do motorista, mas este conta com ajustes elétricos no banco (versões Sahara e Willys).


Maior novidade mecânica é o sistema semi-híbrido, desta vez de 48 V, 15,5 cv e 6,6 kgf·m. A marca, acertadamente, a identifica agora com uma plaqueta MHEV e não mais Hybrid (12 V) como em outros modelos da Stellantis. 


Diferença no desempenho difícil de perceber, mas no modo Sport deu para sentir uma pequena melhora nas respostas ao acelerar durante as primeiras impressões em asfalto e fora de estrada. Aceleração indicada de 0 a 100 km/h em 8,6 s.

Preços: R$ 141.990 a R$ 189.490.


Teste: WR-V EXL atrai por preço e espaço

Concorrência acirrada levou a Honda a dispor de dois SUVs no segmento dos compactos. Apesar da nomenclatura poder confundir, o WR-V tem proposta diferenciada do HR-V. Um pouco mais espaçoso internamente, porta-malas 29% maior (458 L, entre os maiores do segmento), massa em ordem de marcha 25 kg menor e apenas disponível com motor de aspiração natural (potência 51 cv menor em relação ao motor turbo). Em compensação, oferece preço mais atraente.


Estilo com linha de cintura e capô altos e dimensões próxima aos rivais: comprimento, 4.325 mm; entre-eixos, 2.650 mm, largura; 1.790 mm e altura, 1.650 mm. Dispensou “indefectíveis” barras longitudinais no teto. Faróis e lanternas em LED completam a nova identidade visual.


A fim de manter preço competitivo, o motor é de 1,5 L, aspiração natural, o que limita acelerações e retomadas: 126 cv (E/G) e torque de 15,8 kgf·m (E) e 15,5 kgf·m (G). Câmbio automático CVT de sete marchas inclui estratégia de redução automática nas frenagens e descidas para criar efeito de freio-motor, porém sem modos de condução definidos para desempenho ou economia. Consumo, padrão Inmetro: 8,2 km/l (E)/12 km/l (G), na cidade e 8,9 km/l (E)/12,8 km/l (G), na estrada. Tanque de combustível de somente 44 L restringe o alcance frente a concorrentes que têm mais de 50 L.


No teste, destacaram-se posição ao volante e espaço traseiro. Tela multimídia de 10 pol. oferece espelhamento sem fio para Android Auto e Apple CarPlay. Recarga do celular apenas através de portas USB-A, mais lenta que a USB-C. Banco traseiro conta com uma tomada de 12 V e saídas de ar climatizado.


Em segurança, WR-V não decepciona: seis airbags e cinco recursos adicionais, destacando-se frenagem autônoma de emergência e assistente de permanência na faixa sem ser muito invasiva. Versão de topo EXL dispõe de sensores de estacionamento traseiro e dianteiro.

Preço: R$ 154.000.

COLUNA MECÂNICA ONLINE® / O fim da hegemonia alemã? Por que o novo luxo automotivo fala chinês



COLUNA MECÂNICA ONLINE®

Tarcisio Dias

10 | ABRIL | 2026


O fim da hegemonia alemã? Por que o novo luxo automotivo fala chinês

O mês de abril de 2026 consolida uma transformação profunda no mercado automotivo global, onde o conceito de veículo premium deixa de ser exclusividade do eixo europeu.


Fabricantes chinesas como Nio, Zeekr, Denza e Hongqi estão redefinindo o segmento de luxo com soluções técnicas disruptivas. Com arquiteturas elétricas de até 900V, potências que superam os 700 cv e interiores que mimetizam suítes executivas, o "Luxo Chinês" deixa de ser uma promessa para se tornar o novo padrão de referência em eficiência, conectividade e sofisticação mecânica.

O mês de março já havia marcado um divisor de águas no mercado brasileiro com SUVs compactos que nasceram velhos diante da nova régua tecnológica. Agora, abril reforça que a revolução não se limita ao segmento popular: a China está redefinindo o conceito de luxo automotivo em escala global.


Modelos como o Nio ET9, a limusine Hongqi Guoya, a minivan premium Zeekr 009 Grand e o shooting brake Denza Z9 GT mostram que o luxo não é mais monopólio de alemães, britânicos ou japoneses. A nova geração chinesa combina engenharia de ponta, integração digital e sofisticação cultural em um pacote que já rivaliza com ícones como Mercedes Classe S e BMW Série 7.


O Nio ET9, por exemplo, é um sedã executivo elétrico com arquitetura de 900 V, carregamento de até 600 kW, suspensão hidráulica totalmente ativa e direção eletrônica nas quatro rodas. Com quase 700 cv, 35 alto-falantes e um interior descrito como “suíte executiva”, ele redefine o que significa ser um carro-chefe.


A Hongqi, por sua vez, aposta em um luxo culturalmente específico: o Guoya traz referências à Cidade Proibida, motor V8 híbrido de alto desempenho e dimensões presidenciais. É um carro que não tenta imitar o Ocidente, mas sim afirmar a identidade chinesa no segmento premium.


A Zeekr 009 Grand leva o conceito de minivan a outro patamar, com tela divisória de 43 polegadas, refrigerador esterilizante e carregamento ultrarrápido. Já a Denza Z9 GT promete recarga de 10% a 70% em apenas cinco minutos, além de opções híbridas e elétricas de altíssima performance.

O recado é claro: a China não está apenas lançando conceitos de vaidade, mas construindo ecossistemas premium completos, com redes de vendas e serviços em dezenas de países. O luxo chinês já não é promessa, é realidade — e está chegando à Europa, ao Oriente Médio e, em breve, pode bater às portas do Brasil.

O consumidor brasileiro precisa estar atento. Se no segmento de entrada já vimos que o “carro novo” nacional virou defasado diante de SUVs como o GAC GS3 e o Changan UNI-T, agora o mesmo acontece no topo da pirâmide. O luxo chinês mostra que pagar caro por menos tecnologia e menos inovação é um erro estratégico.

Mais do que nunca, precisamos de uma reação tecnológica da indústria nacional. Não basta pedir aumento de impostos para proteger o mercado interno. É preciso oferecer mais recursos, mais engenharia e preços competitivos para enfrentar essa nova evolução automotiva. O cliente já entendeu a lógica: quer receber mais pelo que paga.

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Emplacamentos crescem no 1º trimestre e 2026 registra o 3º melhor acumulado da história - O mercado brasileiro de veículos teve uma expansão de 36,9% em março de 2026, consolidando o terceiro melhor trimestre histórico. Híbridos subiram 71,51% e elétricos puros 138,2%, impulsionados por incentivos como o Programa Carro Sustentável. Caminhões recuperaram 32,6% no mês, apesar de uma leve queda anual, e motos cresceram 20,61%. Esse resultado reflete a demanda por mobilidade e a eletrificação acelerada nos grandes centros.

Após quase 30 anos, Código de Trânsito começa a ser atualizado - O Código de Trânsito Brasileiro (CTB) passa por mudanças, como a obrigatoriedade do exame toxicológico para CNH de carros e motos, que já está em vigor. A prova de baliza deixa de ser eliminatória, e o exame teórico agora pode ser feito em câmbio automático. Essas atualizações visam modernizar as regras após quase três décadas sem grandes reformas, impactando a formação de condutores e a segurança viária no país.

Leapmotor B10 chega ao Brasil: O SUV elétrico da Stellantis com DNA nacional - A Stellantis confirma a chegada dos SUVs B10 e C10 da Leapmotor como os primeiros modelos da chinesa no Brasil. Essas versões elétricas integram a estratégia de eletrificação, com produção local planejada. O Leapmotor C10, que é um modelo EREV, destaca-se como uma opção híbrida, eliminando o estresse da recarga. O lançamento reforça a concorrência no segmento de SUVs acessíveis.

Chevrolet Equinox 2026: SUV americano se renova com pegada esportiva e tecnologia 5G -  O novo Equinox Turbo RS chega ao mercado brasileiro com design esportivo e conectividade 5G. A renovação estratégica da GM abandona os traços antigos em favor de tecnologia avançada. A versão Turbo RS posiciona o SUV como um concorrente premium no segmento, fortalecendo o portfólio Chevrolet em meio à eletrificação.

Changan estreará bateria de estado sólido em 2027 - A Changan anuncia que lançará um modelo com bateria de estado sólido já no início de 2027, antecipando previsões que indicavam 2030. Essa nova tecnologia oferece maior segurança térmica e elimina riscos de vazamento de eletrólito. Apesar do preço elevado, a bateria de estado sólido é mais estável em comparação com as de lítio, acelerando a transição para veículos elétricos mais seguros.

Hotel Vovó Carolina: tradição familiar e hospitalidade que atravessa gerações em Gramado


(Foto: Fernando Gusen/Festuris)

O Hotel Vovó Carolina é um dos empreendimentos que ajudam a contar a história da hospitalidade em Gramado/RS. Criado pelo casal Octavio e Ana Rossi, o hotel chega a 45 anos de atividades lançando uma nova experiência em hospitalidade: a casa do vovô Octavio e a vovó Anita. 

Natural da localidade de Morro Agudo, no interior de Gramado, Octavio Rossi construiu sua trajetória com dedicação e visão de negócio. Ao lado da esposa Ana e da filha Marta, mudou-se para a região central da cidade ainda na década de 1950. A entrada no setor hoteleiro aconteceu em 1980. Estava chegando o Natal, quando o Hotel Vovó Carolina iniciou as atividades.

Construído no terreno da família, em localização privilegiada no centro de Gramado, os atendimentos iniciaram disponibilizando 10 apartamentos. Atualmente, o hotel conta com 19 apartamentos e mantém viva a essência do acolhimento que marcou sua fundação. O nome do empreendimento é uma homenagem à mãe de Octavio, Carolina, reforçando o caráter familiar que sempre guiou o negócio.

(Foto: Fernando Gusen/Festuris)

Expansão e legado familiar

Em 1996, surgiu a Pousada Vovó Carolina, localizada na Avenida das Hortênsias. No mesmo período, o filho João Batista Rossi retornou a Gramado com a esposa Mariah para integrar o negócio da família.

Com formação em Engenharia Química e experiência profissional no polo petroquímico, João já carregava consigo o espírito empreendedor herdado dos pais. Antes de retornar à cidade natal, havia aberto uma pousada na Guarda do Embaú, litoral de Santa Catarina.

Hoje, a Pousada Vovó Carolina conta com 46 apartamentos e segue sob a gestão de João e Mariah, que mantêm presença constante na operação, acompanhando de perto o dia a dia e a experiência dos hóspedes.

O legado de Octavio Rossi, falecido em setembro de 2023 aos 93 anos, permanece como referência na condução dos negócios. Reconhecido por sua praticidade e atenção ao bem receber, ele esteve ativo até os últimos anos de vida, contribuindo diretamente para a consolidação da marca.

(Foto: Fernando Gusen/Festuris)

Referência em hospitalidade e café da manhã

Ao longo das décadas, o Vovó Carolina construiu reputação baseada na hospitalidade e na qualidade dos serviços, com destaque especial para o café da manhã que se tornou um dos grandes diferenciais da casa.

Segundo João Batista, foram seus pais que introduziram um conceito que se tornaria marca registrada na hotelaria gramadense: a fartura aliada ao sabor caseiro. Muitas das receitas desenvolvidas por Ana Rossi seguem sendo utilizadas até hoje, com produção própria de pães, biscoitos e outros itens.

O completo café da manhã colonial é um dos famosos de Gramado 
(Foto: Fernando Gusen/Festuris)

Embora o padrão do setor hoteleiro tenha evoluído ao longo dos anos, o Vovó Carolina mantém sua identidade ao valorizar o estilo colonial e o cuidado personalizado. A filosofia de atendimento continua sendo pautada pela atenção aos detalhes e pela disposição em atender às necessidades dos hóspedes de forma ágil e acolhedora.

Foto: Arnaldo Moreira

Hospedagem afetiva na casa da família Rossi

A comemoração dos 45 anos do Hotel Vovó Carolina ganha um capítulo especial e carregado de significado. A família Rossi anuncia a abertura ao público da residência onde viviam Octavio e Anita Rossi, transformando o espaço em uma nova experiência de hospedagem que une memória, afeto e tradição.

Marta, João e Maristela resgatam a história da família Rossi (Foto: Fernando Gusen/Festuris)

Batizada como Casa do Vovô Octavio e da Vovó Anita, a iniciativa é conduzida pelos filhos João Batista Rossi, Marta Rossi e Maristela Rossi. O projeto representa um resgate da essência que deu origem ao hotel: a hospitalidade genuína aprendida dentro de casa.

“Para nós este é um momento muito especial, porque estamos entregando aos nossos clientes e hóspedes o nosso berço. Foi dentro desta casa que aprendemos a trabalhar a hospitalidade. Meus pais, mesmo sendo pessoas muito simples, já nasceram com isso no sangue: o prazer de receber as pessoas”, destacam os irmãos.

(Foto: Fernando Gusen/Festuris)

A proposta da casa é oferecer uma experiência íntima e acolhedora, preservando o ambiente familiar com o conforto e os serviços característicos do hotel. A estrutura foi cuidadosamente adaptada para receber hóspedes com comodidade e segurança, mantendo viva a identidade original do lar.

(Foto: Fernando Gusen/Festuris)

Entre os diferenciais estão a acomodação familiar, com dois quartos de casal que podem ser configurados com camas de solteiro, atendendo até quatro ou cinco pessoas; o serviço hoteleiro completo, com camareira, limpeza e café da manhã incluso; além de um sistema de conexão direta com a recepção do hotel, por telefone e botões de emergência, garantindo praticidade e atenção especial.

Com a abertura da casa, a família Rossi transforma a memória em experiência, convidando os hóspedes a viverem mais do que uma estadia, mas a essência de um lar que deu origem a uma das histórias mais afetivas da hotelaria na Serra Gaúcha.

Texto e fotos: Fernando Gusen | fernando@rossiezorzanello.com.br

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