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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

Coluna Fernando Calmon

Coluna Fernando Calmon


Nº 1.389 — 20/2/2026


 Governo chinês quer impedir

concorrência desleal. Para valer?




O governo de partido único da China ordenou que as dezenas de fabricantes locais parem de oferecer descontos cada vez maiores para conquistar mais compradores. E anunciou medidas drásticas e obrigatórias: não pode vender no atacado por preço inferior ao custo, as concessionárias não receberão pressões para baixar preços e criação de plataforma on line para vigiar as tentativas de fraudes.

Entretanto, não se preocupou nem um pouco em vigiar as exportações de veículos com preços inferiores aos de custo, na medida em que seu mercado interno tende a crescer um pouco menos. Até financiou a perder de vista a construção de navios ro-ro de última geração para “facilitar” exportações. Operação conhecida como dumping (concorrência desleal). Outros países que façam suas próprias regras para se defender.

Um fato começa a incomodar o governo central chinês. Sua economia caminha para perder parte da exuberância de mais de 20 anos com enorme crescimento econômico. Tornou-se, de longe, o maior mercado de veículos do mundo. Todavia, a Energy News Beat, plataforma de notícias e análises focada no setor energético, disparou:

“O mercado de veículos elétricos da China, embora dominante em nível global, está perto da crise devido a ineficiências internas e barreiras externas. Para revitalizar o setor, talvez precise implementar redução gradual de subsídios e que forças de mercado impulsionem a consolidação, atuando como “desfibrilador” para reanimar o coração da indústria. Sem isso, pode arrastar indústrias correlatas e prejudicar as ambições ecológicas da China, mesmo enquanto o país continua a moldar o cenário automobilístico global.”

Este posicionamento contém certo grau de exagero. A filial chinesa da Automotive News seguiu uma linha não radical em post da semana passada: “Por que a imparável indústria automobilística chinesa está repentinamente perdendo força em seu próprio país?”

Também equilibrada, a análise da consultoria econômica S&P Global:

“Prevê-se que as vendas de veículos na China diminuam cerca de 267.000 unidades em 2026, pelo fim dos incentivos de 2025 e menor crescimento econômico. Rumo à eletrificação agora é mais complexo. Veículos híbridos e híbridos plugáveis são vistos como fundamentais ao lado dos elétricos a bateria.”


Yaris Cross Hybrid flex: impressões iniciais


Primeiro e único híbrido pleno flex entre modelos compactos, o SUV de entrada da Toyota apresenta como ponto forte indiscutível o baixo consumo de combustível conforme o Inmetro: 17,9 km/l (cidade) e 15,3 km/l (estrada) com gasolina; 13,2 km/l e 10,7 km/l, com etanol. Porém, em contato inicial no autódromo Capuava em Indaiatuba (SP), enfoquei no comportamento geral que mostrou bom equilíbrio em curvas, frenagens seguras e respostas aceitáveis ao acelerador.

Com potência combinada de apenas 111 cv o desempenho não é o ponto alto, mas classificá-lo de carro lento seria exagero. Afinal, o motor elétrico de 80 cv e 14,4 kgf·m traz boa e indispensável ajuda. De 0 a 100 km/h estimo ficar em razoáveis 12 s em reta plana (muito curta neste autódromo para conferir), mas com certeza superado por outros SUVs com motor turbo. 

Acelerar a fundo traz um desagradável alto nível de ruído e vibração, contudo em rotações médias incomoda bem menos. Foi possível estacionar em vaga demarcada por cones e neste caso a câmera de ré ajudou bastante. Tanque de apenas 36 L ainda permite alcance estimado com gasolina de 644 km (cidade) e 551 km (estrada).

Espaço interno é bom para um SUV compacto, inclusive para pernas de quem viaja no banco traseiro, além de bons materiais de acabamento. Surpreende o fato de dispor de teto solar panorâmico, todavia sem oferecer regulagem elétrica do banco do motorista.


Robôs poderão montar veículos a custos menores


Especialistas do setor preveem que a primeira "fábrica escura" — instalação onde 100% da montagem é feita por robôs, sem intervenção humana — será inaugurada na China ou nos EUA até 2030. Fábrica escura não é força de expressão: significa sem nenhuma iluminação mesmo. Um marco de enorme mudança na montagem de veículos. Essas unidades fabris usarão I.A. e robótica muito avançada a fim de reduzir de modo significativo os custos e prazos de produção.

A Tesla (em Xangai) e várias chinesas já utilizam automação em larga escala. Estas unidades fabris apresentam presença humana bastante baixa. Porém, espera-se que a fabricação totalmente automatizada só será realidade consolidada daqui a quatro anos.

Essas fábricas reduzem de forma drástica a necessidade de pessoal (para até 1/7 da força de trabalho atual), com as funções humanas restantes concentradas em manutenção, introdução de dados e supervisão de engenharia. Mas há também sérios desafios. Os principais incluem o alto custo de implementação e a necessidade de reprojetar os veículos para este tipo avançado de montagem.

Pergunta indispensável: e se robôs suprimirem empregos demais? Muitas colocações serão perdidas devido a avanços tecnológicos, mas os otimistas (nos quais me incluo) preveem que novas ocupações deverão surgir. Pode haver menos pessoas separando itens em um armazém, por exemplo, porque robôs fazem isso melhor do que os humanos. Mas outras atividades ganharão força a exemplo de analistas de big data, mineradores de informações e gerenciadores de redes de compartilhamento de dados.


HR-V Touring: desempenho é ponto forte


Desde seu lançamento em 2015, o SUV compacto da Honda manteve uma trajetória média no mercado e chegou a liderar o segmento. Em 2024 foi o sétimo mais vendido. No ano passado, subiu para a terceira posição com uma diferença de apenas 373 unidades para o Tracker. O estilo mudou bem pouco no ano-modelo 2026. Na versão Touring de topo a grade dianteira cresceu um pouco, mas pintada de preto quase não se percebe o estilo colmeia. Chamam atenção as setas sequenciais acima dos faróis, as novas rodas de 18 pol. e as duas saídas de escapamento.

Dimensões (mm): comprimento, 4.385; entre-eixos, 2.610; largura, 1.790; altura, 1.590. Volumes (L): porta-malas, 354; tanque, 50. Massa: 1.408 kg. Motor 4-cilindros turbo 1,5 L flex entrega os mesmos números com gasolina ou etanol e isso foge aos padrões: 177 cv; 24,5 kgf·m. Consumo (km/L/Inmetro): cidade, 11,5 (G); 8,1 (E); estrada, 12,9 (G); 9,1 (E). Tem bom alcance mesmo com volume do tanque nem tão generoso (km): cidade, 455 (G) e 405 (E); estrada, 645 (G) e 575 (E). Câmbio automático CVT, sete marchas.

No interior, destacam-se o assoalho traseiro plano e seu tradicional assento rebatível (Magic Seat) para transportar volumes altos que não caberiam no porta-malas, cuja tampa tem fechamento automático (basta se afastar de posse da chave). Tela multimídia de 7 pol. pequena para os padrões atuais. Há espelhamento sem fio para Android Auto e Apple CarPlay, enquanto recarga do celular pode ser por indução e portas USB-C dianteira e traseira.

O SUV tem comportamento dinâmico muito bom e respostas imediatas ao acelerador, em especial no modo Sport, que se soma às opções Normal e Eco (esta sem deixá-lo lerdo demais). Vai bem em curvas apesar das limitações de distância livre do solo e centro de gravidade elevado. Fora do asfalto há limites em razão da tração apenas 4x2 como a grande maioria desse tipo de veículo.

Em uso urbano o sistema auto-hold (freio de estacionamento de atuação automática) funciona com leve pressão adicional no pedal de freio e liberado a um toque no acelerador. Outra função interessante é a câmera no espelho retrovisor direito acionada por botão na extremidade do comando de seta. Exige um período curto de adaptação, contudo trata-se de recurso bastante útil.

Preço: R$ 214.000.


Coluna VAMOS VOAR PELO MUNDO // Aeroportos e companhias aéreas reforçam a prevenção de atrasos com novas soluções digitais A utilização de dados em tempo real visa reduzir os custos operacionais e evitar reações em cadeia que afetam conexões, equipes e serviços em solo

 


Em um cenário de crescente congestionamento do tráfego aéreo e margens operacionais cada vez mais apertadas, o setor de transporte aéreo está caminhando para o uso de sistemas de alerta precoce para mitigar o impacto de atrasos. O objetivo é melhorar a visibilidade operacional e permitir que companhias aéreas e aeroportos ajam antes que um único atraso se transforme em uma reação em cadeia de transtornos.

Quando a informação sobre um voo atrasado chega tardiamente ao aeroporto de destino, as consequências são frequentemente amplificadas: equipamentos de solo ociosos, portões de embarque ocupados por mais tempo do que o esperado, tripulações atingindo seus limites legais de serviço e passageiros perdendo conexões. Esses fatores não apenas afetam a experiência do viajante, mas também aumentam os custos operacionais e sobrecarregam a malha aérea.

O impacto econômico é significativo. De acordo com a Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA), os atrasos relacionados à gestão do fluxo de tráfego aéreo na Europa geraram custos de € 16,1 bilhões para companhias aéreas e passageiros na última década. Parte dessas perdas se deve à falta de informações em tempo hábil para reorganizar recursos e proteger os horários subsequentes.

Nesse contexto, as soluções tecnológicas baseadas em APIs e notificações automatizadas estão começando a ganhar destaque. Esses sistemas utilizam dados de saída atualizados e parâmetros operacionais — como a duração estimada do voo — para prever possíveis atrasos e emitir alertas quando um voo tem previsão de partida com mais de 15 minutos de atraso, por exemplo.

O modelo visa centralizar alertas, reduzir a dependência de atualizações manuais e facilitar a coordenação entre companhias aéreas, equipes de solo e aeroportos de chegada. Com maior antecedência, as equipes podem ajustar a alocação de portões de embarque, reorganizar serviços, reprogramar tripulações e minimizar o impacto nas conexões subsequentes.

Segundo Martin Smillie, vice-presidente sênior de Comunicações e Troca de Dados da SITA, "a maioria das interrupções não se deve ao atraso em si, mas sim ao tempo que leva para que as equipes responsáveis ​​por gerenciá-las percebam o problema", enfatizando a importância de sinais de alerta precoce que permitam uma tomada de decisão mais previsível.

A incorporação desses tipos de ferramentas faz parte de um processo mais amplo de digitalização do ecossistema aéreo, onde a troca segura de dados em tempo real se consolida como um fator-chave para melhorar a pontualidade, a eficiência e a resiliência operacional.

Fonte: SITA e Associação Internacional de Transporte Aéreo.


Coluna Minas Turismo Gerais do Jornalista Sérgio Moreira



Coluna Minas Turismo Gerais


Jornalista Sérgio Moreira

   


Hotelaria de lazer registra 97,16% de ocupação no Carnaval



Os números de 2026 consolidaram o Carnaval como um dos principais motores econômicos do turismo em Minas Gerais. O recorde de público em Belo Horizonte impulsionou forte demanda por hospedagem, ampliando o fluxo de hóspedes e o volume de reservas nos hotéis de lazer em todas as regiões do estado, que operaram próximas da capacidade máxima. Balanço da Associação Mineira de Hotéis de Lazer (AMIHLA) sobre o Carnaval aponta que o segmento registrou 97,16% de taxa média de ocupação, índice que reforça a consolidação da hotelaria de lazer como um dos principais vetores econômicos beneficiados pela festa no estado e com destaque no cenário nacional.

O Carnaval movimentou hotéis em todo o estado, com destaque para os empreendimentos em até 100 quilômetros de Belo Horizonte, que alcançaram 99,43% de ocupação média, impulsionados pela programação intensa da capital.

As reservas também se concentraram às vésperas da folia, consolidando a tendência de decisões de última hora, influenciada pela melhora do clima após o período chuvoso de janeiro.

 https://amihla.com.br/

Segundo o presidente da AMIHLA, Alexandre Santos, o desempenho registrado no Carnaval reforça o papel estratégico da hotelaria de lazer na absorção da demanda gerada pela folia em todo o estado.


Para ele, o impacto do evento ultrapassou a capital e se irradiou para cidades históricas e para destinos de natureza e resorts distribuídos por diversas regiões mineiras, ampliando o alcance econômico da festa. Além de evidenciar também a maturidade do setor, que vem se estruturando para atender a perfis cada vez mais diversos, desde foliões que conciliam a programação urbana com momentos de descanso até famílias que buscam ambientes mais tranquilos para experiências de descanso e bem-estar durante o período carnavalesco.


Turismo de proximidade liderou as reservas - Com a consolidação do Carnaval como indutor de fluxo turístico em Minas, a dinâmica de ocupação no Estado revelou movimentos importantes no perfil da demanda e na geografia do desempenho hoteleiro. A pesquisa da AMIHLA mostrou que os empreendimentos hoteleiros localizados em um raio de até 100 quilômetros de Belo Horizonte apresentaram o melhor resultado, com 99,43% de ocupação média, variando entre 94,83% e 100%. O índice confirma a força do turismo de proximidade, impulsionado pela facilidade de deslocamento rodoviário, menor custo logístico e pela preferência por viagens mais curtas durante o feriado prolongado.



Já os hotéis situados a mais de 100 quilômetros da capital também registraram desempenho expressivo, com 94,25% de ocupação média, ainda que com maior variação entre os estabelecimentos (70% a 100%). A diferença reflete características regionais, acessibilidade e perfis distintos de oferta, mas mantém o cenário geral de alta demanda em praticamente todo o estado.



Outro fator relevante identificado pela entidade foi o comportamento do hóspede. Segundo o presidente da AMIHLA, houve maior concentração de reservas próximas à data do evento, consolidando a tendência de decisões de última hora. O movimento foi influenciado, em parte, pelo longo período chuvoso em janeiro e pela melhora das condições climáticas às vésperas do Carnaval, com dias de calor intenso que estimularam a escolha por destinos em Minas.

“O crescimento do Carnaval de Belo Horizonte já era esperado, mas o que se confirmou foi um movimento consistente de fortalecimento do turismo regional. A festa na capital, nas grandes cidades e nos polos históricos impulsiona diretamente os empreendimentos de lazer em Minas. É um ciclo virtuoso, que amplia oportunidades e fortalece toda a cadeia do turismo”, destaca Santos.

Impacto para toda a cadeia do turismo - Para a AMIHLA, os números de 2026 consolidaram o Carnaval como um dos principais motores econômicos do turismo em Minas Gerais. Afinal, a ocupação elevada nos meios de hospedagem reflete diretamente na movimentação de toda cadeia do setor, como restaurantes, comércio, transporte, serviços e atrativos turísticos, ampliando a geração de emprego e renda em diferentes regiões do estado. “O que vemos é um evento que ultrapassa a dimensão festiva e se consolida como vetor econômico estruturante. O turismo de lazer, em especial, tem investido continuamente na qualificação dos serviços e na diversificação da experiência do hóspede, acompanhando o crescimento do Carnaval e fortalecendo a cadeia produtiva do turismo mineiro”, afirma o presidente da entidade.

Para ele, o desempenho de 2026 reforça não apenas a força do calendário festivo, mas também a capacidade do estado de transformar grandes eventos em resultados concretos para o desenvolvimento regional, ampliando competitividade e consolidando Minas como destino turístico que é referência no cenário nacional.

informações  https://amihla.com.br/

Carnaval movimenta R$ 5,83 bilhão em Minas



A economia mineira foi bastante movimentada nos dias de carnaval com  R$ 5,83 bilhões, alta de 10% em comparação com 2025. O resultado reflete o aumento da demanda nos setores de turismo, hotelaria, gastronomia, transporte e serviços.

Em todo o estado, o Carnaval da Liberdade atraiu 14,9 milhões de pessoas, crescimento de 14,2% em relação ao ano passado, quando Minas Gerais recebeu 13,2 milhões de foliões. Os dados são do Observatório do Turismo de Minas Gerais, ligado à Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult).

Na capital, multidões ocuparam as avenidas Amazonas, Andradas e Brasil, que receberam apresentações de blocos carnavalescos dentro do projeto Via das Artes. Nos jardins do Palácio da Liberdade, o espaço Palácio do Samba, incentivado pelo governo de Minas, reuniu cerca de 1.500 pessoas por dia, com programação dedicada ao samba e apresentações de artistas mineiros. 

Flávia Araújo assumiu a presidência da ABIH/MG — Revista Hotéis

Para a presidente da ABIHMG, Flávia Badaró, a hotelaria em Belo Horizonte registrou taxa média de ocupação de 85,62%, com pico de 92,3% no fim de semana, superando o índice máximo do ano anterior. A hotelaria de Belo Horizonte está bastante satisfeita e comemorando o novo patamar alcançado pelo Carnaval da cidade. O destino vem batendo recordes consecutivos nos últimos quatro anos e, em 2026, registrou mais um marco histórico.

Em 2025, os hotéis da capital alcançaram média de 76% de ocupação durante o período carnavalesco. Já em 2026, a cidade atingiu um novo recorde, chegando a 83,5% de ocupação média.

O crescimento foi especialmente percebido fora da região Centro-Sul, com forte desempenho em regiões como Pampulha, Norte, Vila da Serra e Belvedere, além das cidades da Região Metropolitana, como Contagem e Betim, que registraram cerca de 75% de ocupação.

O resultado mostra um turista mais atento a novas localizações e opções com melhor custo-benefício. Em alguns dias, especialmente sábado e domingo, hotéis da região Centro-Sul operaram próximos de 100% de ocupação, impulsionando a demanda para empreendimentos em outras regiões da cidade.

 No interior, hotéis de lazer monitorados pela Associação Mineira de Hotéis e Lazer alcançaram 97% de ocupação.

As cidades históricas mineiras receberam mais de 376 mil visitantes durante o período, crescimento de 7,5% em relação ao ano passado. Destinos ligados ao turismo de natureza também registraram alta procura, como Capitólio, que recebeu mais de 315 mil turistas.

O fluxo de passageiros também aumentou. O Terminal Rodoviário Governador Israel Pinheiro, em Belo Horizonte, registrou 152.258 viajantes, alta de 2,6% em relação a 2025. No Aeroporto Internacional de Confins, o número de passageiros em voos internacionais cresceu 18,5%.

 Rotas transformam vocações territoriais em produtos turísticos

Minas Gerais avança na consolidação de uma política pública estruturante para o turismo. A partir do Projeto Estratégico de Diversificação da Oferta Turística – Novas Rotas Turísticas em Minas Gerais, o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult-MG), em parceria com o Sebrae Minas, tem implementado uma iniciativa inovadora que soma resultados expressivos no setor. Entre 2023, ano de sua criação, e 2025, foram lançadas 14 rotas turísticas, impactando 58 municípios, em nove mesorregiões do estado, com a criação de 14 governanças, mais de 550 empresas atendidas, 143 experiências turísticas estruturadas e mais de 10 mil horas de consultoria especializada. O impacto econômico também se fez sentir, com aumento médio de 22% no faturamento dos negócios participantes.



 Rotas lançadas em 2024

 Rota das Artes (Metropolitana de Belo Horizonte)

Rota Cafés do Sul de Minas (Sul e Sudoeste de Minas)

Rota Café do Cerrado Mineiro (Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba)

Rota de Cicloturismo Bahia–Minas (Jequitinhonha / Vale do Mucuri)

Rota do Queijo do Serro (Metropolitana de Belo Horizonte)

Rota Queijo, Café e Cachoeira (Canastra, Oeste de Minas / Sul e Sudoeste de Minas)

Rotas Experiências Canastreiras (Oeste de Minas / Sul e Sudoeste de Minas)

Rota Vulcânica (Sul e Sudoeste de Minas)

Rota Caparaó Mineiro (Zona da Mata)

Rota Caminho da Agonia (Sul e Sudoeste de Minas)

Rota Caminhos Franciscanos (Vale do Mucuri / Vale do Rio Doce / Zona da Mata)

Rotas do Cipó (Metropolitana de Belo Horizonte)

Cordilheira do Espinhaço – Do Jequi ao Norte (Norte de Minas)

Destino Peruaçu (Norte de Minas)

A iniciativa surgiu de um olhar atento aos dados. Ao analisar a pesquisa de demanda do Observatório do Turismo de Minas Gerais (2022), O turismo passa a ser uma política de desenvolvimento, baseada em planejamento, dados e valorização das nossas identidades.

Desde o início, o projeto estabeleceu uma meta clara: estruturar 16 novas rotas turísticas até 2026, cobrindo todas as regiões de Minas Gerais. O ano de 2023 marcou o início da fase piloto, com a implantação da Rota das Artes e das Rotas do Café do Sul de Minas e do Café do Cerrado Mineiro, quando foram testados modelos de governança, planejamento, qualificação e promoção.


Por meio do programa Check-in Turismo, do Sebrae Minas, os pequenos negócios receberam consultorias para a qualificação das experiências e fortalecimento da governança, contribuindo para a estruturação dos destinos e o aumento da competitividade dos pequenos negócios.

Já no final de 2025, o Projeto Estratégico de Diversificação da Oferta Turística alcançou um marco expressivo: 14 rotas estruturadas e lançadas, do total de 16 previstas até 2026.

As duas rotas que faltam para alcançar o objetivo inicial já estão em fase de planejamento e prototipagem, com lançamentos programados para este ano. E há mais por vir: o sucesso da iniciativa ampliou horizontes.

Diante dos resultados alcançados, tanto em impacto econômico quanto em fortalecimento da governança regional, qualificação do trade e valorização dos territórios, a Secult-MG e o Sebrae Minas estudam a ampliação do projeto com a incorporação de mais seis novas rotas turísticas, expandindo ainda mais o alcance da política pública e consolidando Minas Gerais como referência nacional em turismo de experiências.   

 "O Projeto Novas Rotas Turísticas deixa, assim, um legado: uma nova forma de planejar o turismo em Minas Gerais, baseada na escuta dos territórios, na valorização da mineiridade e na construção coletiva de experiências autênticas.


Um projeto que nasceu como resposta a um desafio e que, hoje, se projeta como política pública estruturante, viva e em permanente expansão", avalia a secretária de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, Bárbara Botega.      

  

Mais do que criar roteiros, o projeto se consolidou como uma política pública de desenvolvimento territorial. Cada rota passou a contar com um plano de trabalho exclusivo, elaborado a partir da leitura do território, envolvendo ações de fortalecimento da governança, desenho de experiências, criação de identidade e marca, capacitação do empresariado local, promoção e apoio à comercialização.

As Novas Rotas Turísticas significam um avanço estratégico para o turismo em todo o estado e amplia o protagonismo dos pequenos negócios dessa cadeia, ao promover a diversificação dos produtos, valorizar identidades locais, além de criar experiências válidas e autênticas para os visitantes. É uma iniciativa que gera renda, amplia a competitividade e conecta cultura e empreendedorismo no estado.


 A artista plástica Joanna Scharlé mostra sua arte no Palazzo Torquetti


      

Joanna Scharlé é hoje um dos nomes reconhecidos internacionalmente no mercado da arte. De ascendência luxemburguesa, frequentou escolas europeias que priorizam formação artística - como Felsted, na Inglaterra; e Lausanne, na Suíça.  

No Brasil, aperfeiçoou suas técnicas com Solange Botelho, discípula de Guignard, desenvolvendo habilidades em sombreamento e composição. Pós-graduada pela Escola Guignard, construiu uma linguagem visual própria.

A artista plástica brasileira e luxemburguesa Joanna Scharlé, conhecida no meio artístico como Scharlé, levou a sua criatividade artística em diversas exposições em museus, espaços culturais no Brasil e exterior. 

Exposição de Joanna Scharlé no Palazzo Torquetti

Hotel celebra o encontro entre cultura e turismo em Belo Horizonte e destaca a força da arte mineira. A mostra integra a crescente movimentação cultural que vem fortalecendo o turismo em Belo Horizonte e em todo o Estado de Minas Gerais, ampliando o diálogo entre visitantes, moradores e a produção artística local.       


O Palazzo Torquetti transforma-se, com a exposição , em um ponto de encontro entre as artes plásticas e a hospitalidade mineira. A iniciativa reforça a vocação de Belo Horizonte — e de Minas Gerais como um todo - como destinos que valorizam experiências culturais autênticas, capazes de enriquecer o olhar de quem visita a região.   


Scharlé possui uma trajetória internacional marcada por estudos na Inglaterra, Suíça e Estados Unidos, além de pós-graduação em Artes Plásticas e Contemporaneidade pela Escola Guignard. Desde jovem, transitou por diversas linguagens - teatro, fotografia, canto, desenho, aquarela, escultura e pintura — construindo um repertório expressivo e plural.


 A produção de Joanna reúne obras em óleo, acrílica, nanquim e escultura, sempre guiadas por uma investigação profunda das emoções humanas. Rostos distorcidos, olhares intensos e composições fragmentadas revelam uma poética marcada por influências do expressionismo, cubismo e surrealismo.


Entre suas referências, destacam-se Guignard, Picasso, Georges Braque e Murilo Rubião, que dialogam com sua busca por traduzir a complexidade do sentir.   


Ao ocupar um espaço hoteleiro que recebe visitantes do Brasil e do mundo, a exposição contribui para a construção de uma experiência turística mais rica e sensível. Cada obra de arte convida o público - turistas e moradores - a refletir sobre o impacto emocional que as artes plásticas exerce em nós, fortalecendo a imagem de Minas Gerais como território criativo, acolhedor e culturalmente vibrante.

Scharlé com o gerente geral do Palazzo Torquetti, Sady Viana. O hotel está na avenida Rala Gabaglia 3700, em Belo Horizonte.


Coluna Minas Turismo Gerais Jornalista Sérgio Moreira   @sergiomoreira63    informações para sergio51moreira@bol.com.br  


Slaviero Hospitalidade assume seu primeiro hotel em Campinas sob a marca Slim Hotéis


 

Slim Hotel Campinas/divulgação.

 

A Slaviero Hospitalidade, administradora das marcas Slim Hotéis, Slaviero Hotéis e 1/4 UmQuarto, converte seu primeiro hotel em Campinas em 1º de fevereiro. O empreendimento passa a operar como Slim Hotel Campinas, marcando o 10º hotel da bandeira no país.

 

A unidade oferece hospedagem prática e de excelente custo-benefício, atendendo turistas, profissionais em viagem de negócios e encontros corporativos ou sociais. Dispõe de espaço para eventos, apartamentos confortáveis para até três pessoas, restaurante com bar e estacionamento. O hotel é pet friendly, recebendo hóspedes que viajam com animais de estimação.

 

Localizado no Centro de Campinas, o prédio está próximo à Catedral Metropolitana, ao Bosque dos Jequitibás e ao bairro gastronômico de Cambuí, e a cerca de 20 minutos do Aeroporto Internacional de Viracopos, oferecendo fácil acesso para quem visita a cidade.

 

A inauguração fortalece a presença da Slaviero Hospitalidade em cidades estratégicas e amplia o portfólio da Slim Hotéis, que conta com unidades em São Paulo, Paraná, Mato Grosso e Santa Catarina. Para o primeiro semestre de 2026, está prevista a abertura do Slim Hotel São Paulo Jabaquara, próximo ao Aeroporto de Congonhas, consolidando a atuação da marca em grandes centros urbanos.

 

“A inauguração do Slim Hotel Campinas marca um passo importante na consolidação da marca, oferecendo hospedagem eficiente e de qualidade. Nosso portfólio atende a diferentes perfis de público — lazer, negócios e eventos — com foco em uma experiência completa e prática para os hóspedes”, comentou Diego Soares, diretor de Novos Negócios.

 

Serviço 

Slim Hotel Campinas

Av. Aquidabã, 440 – Centro, Campinas

Reservas: slavierohoteis.com.br 

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