Pesquisar este Blog do Arnaldo Moreira

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

CHRYSLER 300 E, 1958, UM CARRO MUITO RARO POIS FORAM CONSTRUÍDOS 647, EM 1959. ESSE COUPÊ TINHA QUASE SETE METROS DE COMPRIMENTO TINHA UM MOTOR QUE GERAVA 400 CV. UM DOS DOIS 300 E AINDA DEVE ESTAR EM ALGUM GALPÃO OU GARAGEM PELO BRASIL.



Antigomobismo 

Por
Ricardo Caffarelli


Chrysler 300 E - 1959
American Beauty  




Meus caros amigos, fiéis leitores, amantes do antigomobilismo, estou novamente aqui escrevendo sobre carros antigos com os quais tive o prazer de conviver por um período. 

Sempre fico pensando qual escolher, pois muitas opções me vêm à mente e não quero deixar de lado um carro por outro somente porque é mais raro ou tem maior ou menor importância. Também contam muito as experiências vividas com cada um.

Em meu último relato contei divertidas histórias vividas a bordo de um Porsche 911 T que renderam boas risadas. 

Desta vez, a coluna sai de novo da Europa, deixando a Alemanha e volta para terra do Tio Sam. 

Os carros americanos sempre representaram um estilo de vida do americano. Normalmente, de dimensões generosas, macios, privilegiando nitidamente o conforto. 

Sem dúvida, tudo pode ser associado ao “modus vivendi” e até mesmo aos espaços disponíveis. 

Não é de hoje que se encontram boas estradas nos EUA, vagas com tamanho compatível e por aí vai.


O carro que escolhi para falar é um autêntico exemplar da linhagem americana. Um coupêzasso, se assim pode se falar. Ele tem 5,61 metros. 

Para comparar pare dois Smart´s um atrás do outro, ainda assim vão sobrar 21 cm para você passar entre eles.

A Letter Series como é chamada foi uma série especial da Chrysler que foi produzida durante 10 anos (1955 a 1965) e respeitou religiosamente a ordem alfabética, só pulou a letra I e a K, não sei porquê, mas o fato é que se alguém reparou, logo em seguida acabou com a produção do modelo, que foi até a letra L. 

Como está na moda, recentemente, houve um “remake” desta linha com o Chrysler 300 M, em 1999, e que, na minha opinião, começou cometendo um pecado grave: foi lançado com um motor V-6 e não V-8. 

Posteriormente a Chrysler corrigiu o erro lançando o 300-E com opções de V-6 e V-8 além de uma versão mais apimentada, a RT-10, de 400 cv.


Mas, falando sobre o nosso 300-E, tudo começou num dia quando meu pai comentou que estava chegando mais um automóvel para a coleção e colocou água na minha boca ao comentar apenas que o carro tinha dois carburadores quadri-jet. Fiquei pensando que carro seria?

Um V-8 com 2 carburadores quadrijet deveria ter mais de 300 CV sem dúvida! Fiquei morrendo de curiosidade. O que seria? Um esportivo europeu?

Passados uns dias de muita ansiedade chegou um caminhão trazendo o galipão preto. 

Fomos descarregá-lo na rampa de troca de óleo do posto Shell, perto de casa. O carro quase não coube na rampa.

Na época eu não tinha lido ainda nada sobre o carro, mas sabia que era bem raro. Conversando com amigos do Veteran Car Clube do Rio de Janeiro, soubemos que o carro tinha sido de um ex-colecionador já falecido à época, chamado João Daltro de Oliveira. 

No Brasil, só havia dois Chrysler Letter Series. Este preto e um branco, só não tenho certeza se eram do mesmo ano, acho que um deles era um ano mais antigo (1958).

Fizemos o carro funcionar e fomos para casa que ficava a apenas um quarteirão de distância. Mesmo desregulado deu para perceber que a baleia se movia como um tubarão!


A primeira coisa que me chamou a atenção foi o câmbio de botão. A Chrysler inovou nesta época lançando um câmbio automático cuja seleção de mudanças ficava à esquerda do painel em uma botoeira. 

Algo realmente muito moderno e inovador para época. Imagino como deve ter deixado muitas pessoas confusas na hora de dirigir. rsrs.

Direção extremamente leve, mas
 com uma folga descomunal, mais para férias de 30 dias do que para folga, sem contar os calos que estavam mais para joanete do que para calo!

Suspensão ligeiramente mais rígida que o padrão (Cadillac e Lincoln, até porque já usava barra de torção) freios um pouco duros, mas servo-assistidos, um belíssimo e moderno painel com um suporte bem high-tech para época do espelho retrovisor interno e bancos que, além de serem elétricos, é claro, possuíam um exclusivo sistema giratório para facilitar a saída do carro (a que os americanos chamavam de swivel seats). 

A única coisa que dei falta foi o ar condicionado, que aparentemente havia sido removido do carro, pois atrás dos encostos traseiros estavam 2 dutos que seriam responsáveis pelo insuflamento do ar frio para toda a cabine. 


Para resolver esse problema, posteriormente, meu pai adquiriu um Plymouth 1956 sedan que estava até bonito mas em que tinham trocado o motor por um seis cilindros de Opala, com cambio no assoalho. 

É! Não é de hoje que tem gente que altera as características originais "matando" o carro. Bem, esse Plymouth tinha o aparelho de ar original completo atrás do banco traseiro, um excelente doador. 

Comecei a buscar literatura sobre o carro e a primeira decepção que tive é que, em 1959, a Chrysler havia decidido retirar o famoso motor HEMI e colocar no lugar um poderoso, porém bem gastador, Golden Lion de 413 Cu. In. (6.800 cc) que rendia 380 cv. 


O bicho era brabo mesmo, chegava a balançar quando acelerávamos com o carro parado. 

Mas ainda sim senti que algo não estava bem regulado e nessas horas ninguém melhor que nosso amigo Zé Galipa, o rei dos carburadores para resolver o problema.

Num sabadão, ele foi lá para casa desmontar os carburadores gigantes e logo viu uma série de defeitos. 


Na verdade só estava funcionando um carburador. Nossa, vai ficar ainda mais forte! Pensei.

O carro estava bastante original e em bom estado portanto fizemos uma revitalização somente. 


Um bom polimento, hidratação do couro, que era bege claro e estava ligeiramente amarelado por ação do tempo. Agora, persistia o problema da folga de direção.

Ficamos sabendo que este era um defeito crônico do carro. 
Crônico e de difícil solução. 

Peças de Chrysler em geral já são bem mais difíceis de encontrar que de outros automóveis das linhas GM ou Ford. 

Tivemos que recorrer a uma situação um pouco inusitada. Comprar nos EUA uma sucata de outro Chrysler 300, desmontar, tirar a caixa e trazer para cá. Imagina o trabalho! Ah, mas valeu a pena, o carro ficou muuuito melhor. 



Claro que não era um carro tipicamente esportivo, afinal como dizia uma propaganda de pneus: “Potência não é nada sem controle”, que cabe bem neste caso. 

O carro tinha freios a tambor, um peso descomunal, eixo rígido na traseira, pneus diagonais finos. O resultado disso era que nas retas o carro era um canhão, mas nas curvas as frenagens exigiam um certo cuidado.

Até que não passeamos muito com o carro, o levamos em uma ou duas exposições no máximo, é que nesse momento tínhamos muitos automóveis e muitas prioridades na frente. 


Recordo-me que quando soube que a Chrysler iria lançar o 300 novo, pensei em procurá-los para expor em um show-room o novo e o antigo, mas meu pai acabou vendendo o automóvel antes disso.

Não sei por onde se encontra essa raridade, hoje, mas sem dúvida da época em que vendemos até hoje seu valor deve ter pelo menos quintuplicado.

Esses Chryslers e seus irmãos (Plymouth e Desoto) principalmente conversíveis têm atingido cifras de meio milhão de dólares nos últimos leilões e eventos de autos antigos nos EUA, superando o valor de Cadillac´s e Lincoln´s. 


De fato, são mais raros. Em 1959, fabricaram apenas 522 coupês e 125 conversíveis o que torna o 300-E um dos mais raros de toda a série.

Os carros antigos são como filhos, dão trabalho, mas proporcionam muitas horas de prazer e são excelentes para se fazer amigos.

Prometo que o próximo artigo será mais light. Vou deixar em suspense, o próximo automóvel antigo que vou comentar, mas posso adiantar que foi de nossa coleção, possuía um motor de 2 cilindros a ar, menos de 1.000 cc mas andava muito bem e era muito avançado para a época, a ponto de ter toda a carroceria de alumínio.

Espero que tenham gostado e até à próxima.

Um abraço.

MERCEDES-BENZ E DAIMLER PARTICIPAM DA 65ª IAA. VEJA O VÍDEO

  
Clique na telinha e assista agora.

https://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=VSkeLureFk8

Fonte: Coisas de Agora

VGCOM É A ASSESSORIA DE IMPRENSA DA EP POWER, QUE LANÇA O AIRWHEEL, UMA NOVA MANEIRA DE LOCOMOÇÃO




Skate Elétrico 1300W Brushless, Skate Elétrico 800W, Scooter Elétrico 36v, Scooter Elétrico 48v, SXT ES08 Hubmotor Brushless, SXT300 Kids 300W, e ainda o sensacional Airwheel, nas versões X5 e Q3, d boa opção de presentes para pessoas de qualquer idade.

A VGCOM – Vanessa Gianellini Comunicação - é a nova empresa responsável pela divulgação do EP Modelismo.

Com foco totalmente voltado para produtos sustentáveis e de entretenimento para toda a família, a EP Modelismo é composta pela marca EP Power.

“Os produtos da EP são inovadores e de qualidade, e eles oferecem serviços diferenciados e excelência no atendimento. Já temos uma vasta experiência no segmento motor e agora com a EP Modelismo faremos um trabalho diversificado e desafiador”, afirma Vanessa Gianellini, diretora de relacionamento da VGCOM.


VGCOM
Vanessa Gianellini
Scheilla Lisboa 
Luciana Omena
(11) 3213-9972 - (11) 3486-1912

BMW GROUP PRODUZ PRIMEIRO VEÍCULO EM SUA FÁBRICA DE AUTOMÓVEIS DE ARAQUARI (SC). INICIALMENTE, SAIRÃO DESSA MODERNA LINHA DE MONTAGEM OS MODELOS SÉRIE 3, SÉRIE 1, X1, X3 E MINI COUNTRYMAN

BMW Série 3 é o primeiro automóvel a deixar a linha de montagem, assinado por cada um funcionários da fábrica catarinense.


O BMW Group comemorou, nesta quinta-feira (9), a produção do primeiro veículo da marca em sua nova fábrica sul-americana de automóveis, instalada na cidade de Araquari, em Santa Catarina. 


“Hoje (ontem) marcamos o início de um novo momento para o BMW Group no Brasil, que consolida a grande expansão nacional que tivemos na última década e reforça a relevância do País nas estratégias do BMW Group em longo prazo. Temos grandes expectativas em relação ao mercado brasileiro, que nos últimos anos tem se mostrado cada vez mais receptivo aos nossos produtos, com grande potencial de crescimento”, afirma Arturo Piñeiro, presidente e CEO do BMW Group Brasil.

Com investimento de mais de 200 milhões de euros, cerca de R$ 600 milhões, a unidade fabril terá capacidade para produzir até 32 mil carros por ano, a começar por modelos BMW Série 3, a linha de veículos premium mais vendida no Brasil e no mundo. 

A fábrica prevê a contratação de 1.300 profissionais – até o momento, cerca de 500 colaboradores já foram admitidos – e a geração de 2.500 vagas indiretas, incluindo fornecedores, parceiros de negócios e novos concessionários.



Com esse marco histórico, o projeto da fábrica do BMW Group cumpre com sucesso mais uma etapa, marcada pelo início da montagem dos automóveis. 

Em setembro de 2015 está prevista a finalização da obra, quando a unidade produtiva terá suas atividades de soldagem e pintura plenamente operantes. 

Inicialmente, serão montados os modelos BMW Série 3, BMW Série 1, BMW X1, BMW X3 e MINI Countryman.



Com uma área total de 1,5 milhão de metros quadrados, dos quais 500 mil metros quadrados de área pavimentada, a nova fábrica da BMW é a 30ª unidade fabril da empresa no mundo, em 14 países. 

A infraestrutura da unidade produtiva contemplará as atividades de montagem, carroceria/soldagem, sistemas de pintura e logística, além de prédios administrativos e auxiliares.

O BMW Group possui o objetivo estratégico de equilibrar o crescimento dos negócios em todos os continentes. 

Em Munique (Alemanha), Harald Krüger, membro do Conselho Administrativo da BMW AG, comentou: “A nova unidade produtiva no Brasil será um elemento importante em nossa rede internacional de produção e terá uma contribuição significativa para o crescimento lucrativo e sustentável do BMW Group. Nosso princípio estratégico de que a produção segue a demanda de mercado já se mostrou muito efetivo em países como EUA e China e também assegurará o sucesso de nosso negócio no Brasil”.



Para assegurar que os automóveis que sairão da linha de montagem brasileira terão qualidade premium idêntica à encontrada nas demais unidades produtivas do BMW Group, a empresa trouxe equipamentos de última geração e treinou a equipe que atuará na produção dos veículos em uma réplica da linha de montagem instalada no centro de treinamento do grupo em Joinville (SC), que simula o ambiente real que esses profissionais encontram na fábrica.

“O coração do nosso centro de treinamento sempre foi a linha de montagem, de modo que toda a nossa equipe fosse qualificada considerando os rigorosos procedimentos do BMW Group. Isso nos permite iniciar a produção respeitando os padrões de qualidade da empresa mundialmente, seja na Alemanha, na China ou no Brasil”, finaliza Gerald Degen, vice-presidente Sênior do BMW Group Brasil responsável pela fábrica Araquari. ​​

Para mais informações sobre a BMW do Brasil acesse: www.bmw.com.br.

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

COOPERÁRVORE LANÇA COLEÇÃO EDUCATIVA PARA O DIA DAS CRIANÇAS. AS PEÇAS CUSTAM R$ 30 E R$ 45.


Além de essencial à formação integral do ser humano, brincar e aprender são, acima de tudo, direitos da criança, assegurados pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Pensando nisso, a Cooperárvore lança a coleção especial “Diversão de Outro Mundo” para o Dia das Crianças. 

A nova linha de produtos reúne a Mochila Monstrinho, a Sacola Divertida, a Pasta Lápis e Papel, o puff Dado e o puff Jogos. Os preços variam de R$ 30 a R$ 45.
A inspiração para criar a nova coleção teve como ponto de partida o desejo de incentivar o relacionamento social das crianças, ajudando-as na compreensão e aceitação das diferenças físicas e culturais. 

Com o objetivo de contribuir para o desenvolvimento motor infantil e a socialização, os acessórios são multicoloridos, além de serem boas opções de brinquedos pedagógicos.

Criada em 2006, a Cooperárvore faz parte do Árvore da Vida, programa social desenvolvido pela Fiat Automóveis em parceria com as instituições Fundação AVSI (Associação Voluntários para o Serviço Internacional) e CDM (Cooperação para o Desenvolvimento e Morada Humana). 

A cooperativa produz acessórios de moda e decoração, como bolsas, pastas, chaveiros e jogos, a partir da reutilização de resíduos da indústria automotiva, doados pela Fiat Automóveis e instituições parceiras. 

Desde a inauguração, mais de 17 toneladas de materiais automotivos já foram reutilizadas e mais de 220 mil peças foram vendidas. 

Há oito anos, a Cooperárvore contribui com a geração de trabalho e renda na região do Jardim Teresópolis, localizada em frente à fábrica da Fiat em Betim (MG).

Os produtos podem ser encomendados pelo site da Cooperárvore: www.cooperarvore.com.br, ou pelo telefone (31) 3591-5896.

POUCAS, MAS BOAS NO SALÃO DE PARIS! POUCAS NOVIDADES, MAS EXTREMAMENTE IMPORTANTES E ATENDENDO OS PRECEITOS IMPOSTOS PELA UNIÃO EUROPEIA. NA FRANÇA, O GOVERNO VEM DESAFIANDO AS MONTADORAS COLOCAREM NAS RUAS CARROS QUE FAÇAM 50 KM/L

Alta Roda 

Nº 805 — 9/10/14
Fernando Calmon


CORRIDA PELO CONSUMO

O clima em sentido figurado do Salão do Automóvel de Paris – que vai até 19 de outubro – estava tão morno como a temperatura externa em torno dos 24 °C da semana passada. 

De fato, não há tantas novidades, mas o que está sendo apresentado tem bastante relevância. 

Mais do que isso, os governos europeus continuam a empurrar os fabricantes na direção do menor consumo de combustível e, por consequência, redução de emissão de gás carbônico (CO2).

Na França, há uma desafio governamental para os carros novos convergirem para 50 km/l ou 2 l/100 km com motores a gasolina preferencialmente. 

Citroën, Peugeot e Renault apresentaram modelos ainda experimentais, embora o novo Passat GTE híbrido plugável (bem mais caro) tenha estreado no salão com credenciais para alcançar 1,6 L/100 km no específico ciclo europeu de consumo. 

Bem interessante é o Renault Eolab, carro-laboratório que promete 100 km/l (gasolina) no futuro, diferença de apenas 10% em relação ao VW XL1 a diesel, um 2-lugares vendido sob encomenda por estratosféricos R$ 340.000.

Mais um carro esporte superlativo abraçou a “causa” híbrida. O Lamborghini Asterión, para quatro passageiros, desenvolve 910 cv com a ajuda de três motores elétricos. 

No outro extremo, com motorização convencional (versão elétrica, em 2015), fica o minúsculo novo smart ForTwo 2-lugares, acompanhado pelo ForFour de quatro lugares. 

MINI também resolveu esticar seu tradicional modelo de 2 portas para abrigar outras duas laterais, que tiraram a pureza de linhas do modelo. 

Audi igualmente surfou nessa onda com o Audi TT de quatro portas, por ora, apenas conceitual.

Monovolumes, lançados há 30 anos, continuam a sofrer forte concorrência de SUVs e crossovers e precisam se reciclar. Casos do Mercedes-Benz Classe B e do Ford S-Max (arquitetura Fusion/Mondeo). 

Renault reagiu com o novo Espace, agora mais crossover do que monovolume. Peugeot exibiu sua proposta para um futuro “quase-SUV”, o Quartz. 

Citroën, por sua vez, preferiu apresentar o Divine DS, guia conceitual para a submarca que terá seis versões (hoje, três), inclusive SUV.

Paris marcou a estreia do Fiat 500 X de mesma arquitetura do futuro pernambucano Jeep Renegade. 
Pena que o 500 X não será feito aqui, pois exibe linhas bem mais elegantes e suaves. 

Dois estreantes do Grupo JLR despertam especial interesse para produção no Brasil: Land Rover Discovery Sport (sucessor do Freelander) para até sete passageiros e Jaguar XE de tração traseira e muitas partes em alumínio.

Entre outros lançamentos mundiais destacaram-se as novas gerações do BMW X6 e Suzuki Vitara a serem importados em 2015.

Praticamente todos os executivos de topo costumam estar nos grandes salões internacionais. 


Dieter Zetsche, da Daimler, afirmou a esta coluna que a nova fábrica de Iracemápolis (SP) não ficará “amarrada” a apenas dois produtos, dando a entender que outros (como o hatch Classe A) estão nos planos. 

Carlos Tavares, da PSA Peugeot Citroën, acenou que a linha nova de motores poderia incluir versão de 1 litro como decisão pragmática e confirmou ampliação da linha DS importada da China ou da França. 

Carlos Ghosn, da Renault Nissan, disse estar impressionado com a competitividade da produção no México.

RODA VIVA

ESTE ano está mais difícil que o esperado em termos de vendas (exportações terão queda ainda maior em razão da crise argentina). 

Média diária de julho a setembro cresceu 4% em relação ao primeiro semestre, porém longe de compensar resultados negativos. 

Estoques totais do mês passado davam para 41 dias de comercialização ou 20% acima do máximo aceitável.

PESQUISA da Anfavea demonstra forte interiorização do mercado brasileiro no últimos seis anos (2007 a 2013). 

Ao contrário do pensamento corrente, grandes capitais têm frotas verdadeiras (não as teóricas informadas pelo Denatran) acrescendo a ritmo muito lento. 

No caso de São Paulo, mal consegue acompanhar o crescimento vegetativo da população, já bem baixo.

DUSTER reestilizado aparece no final do mês no Salão do Automóvel de São Paulo, mas a coluna apurou que início de produção só em fevereiro de 2015, seguido pela aguardada versão picape seis meses depois. 

Quanto ao SUV compacto Captur (projeto HHA), esperado para início de 2016, não é o modelo francês baseado no novo Clio. Aqui sua base será a mesma do Duster.

FIAT adiou, mas não desistiu de desenvolver motor de três cilindros – hoje só os de quatro e de dois cilindros existem no portfólio da marca. 

Essa falha de planejamento, em especial para o Brasil, será sanada com o projeto GSE, ainda sem data. 

Já a GM insiste: sem planos para um 3-cilindros aqui, embora exista na Europa.

ESTUDOS da Ford para produzir na Argentina o utilitário esporte Everest, com mesmo chassi da picape Ranger, não chegaram ao ponto de se transformar em plano primário. 

Com a situação econômica e política cada vez mais difícil no país vizinho, a ideia foi descartada. 

O Kuga então, SUV construído com base no Focus, nem pensar.
_________________________________
fernando@calmon.jor.br e twitter.com/fernandocalmon

IVECO FORMA TIME DE ESPECIALISTAS PARA APRIMORAR ATENDIMENTO NA REDE



Até o fim de outubro, os profissionais da primeira etapa do Programa Master Diagnóstico da Iveco já estarão em ação em concessionárias da marca em várias cidades brasileiras. 

A formação de especialistas em diagnose eletroeletrônica e mecânica é um dos resultados dos esforços da fabricante para oferecer aos clientes excelência em serviços de pós-venda. A previsão é capacitar cerca de 100 colaboradores na nova função até o primeiro semestre do ano que vem.

“Os especialistas são capazes de oferecer um diagnóstico mais rápido e assertivo e isso gera confiança da parte do cliente. O concessionário ganha duas vezes porque tem profissionais de alto padrão e clientes mais satisfeitos”, explica Marcelo Domingues do Carmo, responsável pelo Programa de Treinamento Pós-venda da Iveco. 

Segundo ele, nos últimos quatro anos, a Iveco investiu na formação e aperfeiçoamento de aproximadamente 6 mil colaboradores em mais de 30 cursos técnicos e gerenciais. 

“Uma nova geração de mecânicos, eletricistas, chefes de oficina, top drivers e vendedores, entre outros, fortaleceu o atendimento de alto desempenho em toda rede”, afirma Marcelo.

Os cursos são realizados nos três Centros de Treinamento localizados em Piracicaba/SP, Curitiba/PR e Betim/MG e, de acordo com a demanda, em qualquer uma das 105 concessionárias do país. 

A qualificação do profissional depende da área em que ele atua na concessionária e pode durar de seis meses a um ano e meio, como é o caso do Programa Master Diagnóstico.

Para avaliar a eficácia dos treinamentos, a Iveco faz pesquisas com o gestor do profissional que participou da capacitação, para avaliar o desempenho dele após a conclusão do curso. A nota média nas avaliações tem ficado acima dos nove pontos, em uma escala de zero a dez.

Workshop de Motores

Além da implantação do Programa Master Diagnóstico, a Iveco, em parceria com a rede, também realizou recentemente três edições de um workshop específico para os motores Cursor, presentes nas linhas Tector, Trakker e Stralis. 

Por meio de simulações de defeitos e diagnósticos práticos, os profissionais foram preparados para dar mais agilidade aos processos e aumentar a disponibilidade dos veículos.

Visite www.iveco.com.br - www.cnhindustrial.com.



SHELL BRASIL APRESENTA UMA REVOLUÇÃO EM LUBRIFICANTES COM O LANÇAMENTO DO PRIMEIRO ÓLEO FEITO A PARTIR DE GÁS NATURAL, O HELIX ULTRA COM TECNOLOGIA PUREPLUS.



A Shell Brasil lançou o novo lubrificante para motores, Shell Helix Ultra com a tecnologia PurePlus, feito a partir de gás natural, utilizando o revolucionário processo gás-para-líquido (GTL), que produz um lubrificante sintético puro, com maior nível de limpeza e proteção

A exclusiva Tecnologia Shell PurePlus converte gás natural em óleo básico cristalino, sem nenhuma das impurezas encontradas no óleo bruto do petróleo, utilizado para a fabricação de lubrificantes sintéticos premium comuns. 

Óleos básicos são os principais componentes do lubrificante de motor, chegando a atingir uma média de 75% a 90% de sua composição.

O Shell Helix Ultra atende às mais modernas especificações da indústria e possui aprovação dos principais fabricantes de veículos e motores do mundo, incluindo a Ferrari. 

A associação da tecnologia Shell PurePlus à tecnologia de Limpeza Ativa proporciona níveis incomparáveis de proteção contra a formação de depósitos no motor e inigualável proteção contra borra. 

O produto também proporciona proteção superior contra desgaste e corrosão, o que pode contribuir para a extensão da vida útil do motor e redução dos custos de manutenção. 

Os benefícios de economia de combustível podem variar de acordo com o grau de viscosidade, mas os produtos da linha Shell Helix Ultra com a tecnologia PurePlus poderão contribuir com uma melhoria de até 3% na economia de combustível.

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

OS SALÕES DO AUTOMÓVEL DE PARIS E AINDA ESTE MÊS DE SÃO PAULO SÃO AS MAIORES FESTAS DO SETOR AUTOMOTIVO, NA EUROPA E NA AMÉRICA DO SUL. PARIS MOSTROU A ELEVAÇÃO DOS PRODUTOS, MAS NÃO APARECEU UM SIGNIFICATIVO NÚMERO DE NOVIDADES, MAS NA ÁREA ECOAMBIENTAL PARIS FOI MUITO ELEVADO O QUE DEMONSTRA A PREOCUPAÇÃO DA REGIÃO COM A EMISSÃO DE CO2 E COM O CONSUMO DE COMBUSTÍVEL, NO QUE O BRASIL AINDA ENGATINHA. ESTA E BOAS OUTRAS NOTÍCIAS ENRIQUECEM A COLUNA DO NASSER DESTA SEMANA.


Coluna nº 4.114 - 8 de Outubro de 2014
____________________________________

Paris, Salão, consequências

Maior festa anual do automóvel nos anos pares, o Salon d’Automobile, realizado em Paris há muitas décadas, sinaliza o mercado europeu e projeta novidades a países periféricos. 

Nesta edição, além das demonstrações com produtos híbridos, todos em acatamento às novas regras de consumo e emissões, haviam poucas novidades - 57. 

Algumas em tecnologia, outras nos automóveis de maior preço, dedicados a compradores acima de crises de consumo e pane de bolso. Paris mostrou a elevação dos produtos, o Premium do Luxo.

Novidades, porém poucas aparecerão em nosso mercado.

Acima
Num mundo em crise, desarmônico, entre picos e vales, um valor é inatingível pelas crises: o muito dinheiro de quem o tem em grande volume. 

Assim, a percepção geral é das fabricantes darem mais conteúdo e refinamento aos veículos caros para torná-los mais caros – e cada vez mais diferenciados dos outros, sujeitos às crises. 

Explica tal caminho o crescimento dos Mercedes versões AMG – venderam-se 32 mil unidades ano passado e o total aumentará neste. 

E Ferrari e conceito Lamborghini com quatro portas e quatro lugares, o AMG GT, e Audis implementados, como o TT Concept em suas cinco portas. 

E Infiniti e DS, ... O mercado dos carros de luxo era 10% do volume global. Está em 11,5%, mostrando tendência ascendente. Quem tem, tem.

Tecnologia
Há duas indissociáveis palavras de ordem na Europa e EUA: consumo e emissões. São o aríete da tecnologia e das providências. 

Estamos na ponta do rabo deste animal eco tecnológico. Andamos muito atrás, com nossa legislação concedendo anos para um ganho de 12% em consumo – na verdade, retornar aos níveis obtidos quando se criou o motor flex, um breve contra a tecnologia e um incentivo ao desperdício energético. 

Europeus mostram veículos com motor com o dobro da cilindrada média utilizada no Brasil, 1,5, 1,6 litro, fazendo quase o dobro da quilometragem/litro.

Há busca concreta de tecnologias para economia. De motor tocando gerador de energia alimentando motores elétricos para acionar as rodas, à nova tecnologia da PSA utilizando ar comprimido. 

Também, a edição revista e melhorada do projeto XL e seu recorde de economia, de andar 100 km com 1 litro de diesel, tem a variante dita Sport Concept da Volkswagen, mudando linhas, acertando suspensões, e motor bi cilíndrico, 1.197 cm3, de motocicleta Ducati, empresa VW. 

Pesa 800 quilos, acelera de 0 a 100 km/h em 5,7s e faz mais de 100 km/litro. Lembra a filosofia Lotus, e é bandeira de tecnologia.


VW XL Concept. Bandeira de tecnologia com jeito de produção

Brasil
Muitos veículos para o mercado mundial, poucos ao nacional, alguns para ser importados, outros, em menor escala, para construção local. 


Em escala mista, novo Land Rover Discovery Sport com dúvida de ser um dos modelos a ser produzido na usina prometida pela marca em Itatiaia, RJ. 

Da Jaguar Land Rover, outro cotado para a mesma fábrica, o Jaguar XE, carro de entrada, para concorrer com Mercedes C, BMW 3. Mais refinado e caro disputará com automóveis de maior porte.

Importado em poucas unidades referenciais, o Mercedes C em versão 63 AMG, e o AMG GT, sucessor do Mercedes SLS. 

Bela peça de engenharia, chassis, carroceria e intenso uso de alumínio, demarra nova família e, para quem gosta de automóvel e performance, deve puxar a fila de vendas.


AMG GT. A divisão de preparação da Mercedes virou marca


Houvesse bolsa de apostas, apostaria minhas fichas em navio aportando em Pernambuco para viabilizar a produção do Fiat 500X no Brasil. 

Atende às demandas da Fiat para um novo produto. Dizem-no um Crossover, mas para mercado desconhecedor de tal carimbo, tem as formas rotuladas pela superioridade de alguns jornalistas nacionais pela generalidade do termo jipinho.

A Fiat precisa de produto novo para ocupar a faixa superior, e para o segmento onde utilitários esportivos regem o mercado. Aí anda de Palio Weekend Adventure.

O 500X tem plataforma e restante da mecânica igual à do Jeep Renegade entrando em produção na fábrica FCA, em Pernambuco. 

É 70% do caminho andado. Aliás os executivos da FCA na Itália seguem trilha comum: será feito na fábrica de Melfi, na mesma linha de produção do Jeep Renegade. 

E se casa com o esforço para ampliar o rótulo dos carros Fiat deixando de ser vistos apenas como econômicos, bonitinhos, mestres em espaço interno. 

A alta administração quer torná-los, no jargão do marketing, funcionais e aspiracionais – ou seja objetos de desejo. O 500X abre este caminho.

Fiat 500X. Coloco minhas fichas


Roda-a-Roda

Caminho – Nas medidas de sobrevivência adotadas pela PSA – Peugeot-Citroën, uma foi dar autonomia à DS, então submarca Citroën. 

No Salão, dela, haviam exemplares, liderados pelo Divine, protótipo de sedã enfeitado. Quer mandar a linha aos EUA, segundo maior mercado mundial.

Foco – Na briga de foices entre cegos que é a indústria automobilística mundial, não há sobrevivência sem vendas em elevada escala. 

E não há escala aos ausentes no mercado norte-americano. A Peugeot já esteve lá, mas desistiu em 1991. Retomará em 2020 com vendas nas 30 maiores cidades.

Brasil – Brasileiro, liderando a Aliança Renault-Nissan, dos maiores grupos automobilísticos mundiais, Carlos Ghosn fez evento privado à Imprensa mundial. 

A Coluna não estava lá. Entretanto coleguinhas registraram análise clara da marca no mercado mundial e interpretações da situação do nacional.

Razões – Segundo o executivo vendas no Brasil devem encolher 10%, queda superior aos números projetados ao início do ano. 

Entretanto, disse Ghosn aos formadores de opinião, não há razões para isto ante a baixa relação entre habitante e automóveis.

Eufemismo – Disse, a situação é desapontadora e classificou o ocorrido no Brasil como não relacionado à indústria automobilística. 

Respeitador da imagem do país natal aos estrangeiros, não pintou o cenário de preto mas disse, no momento específico de eleições há fatores desconhecidos, e o País voltará a crescer quando a situação ficar mais clara. 

O eufemismo aparentemente significa mudança na política econômica e/ou no governo federal.

Exceção – Quanto à Renault, em ascensão de vendas e cravando quase 8% de participação nas vendas, Ghosn disse não reduzir investimentos da marca. 

Pelo visto, fazê-lo deteria o projeto de crescimento e sedimentação no mercado doméstico.

Foco – Executivos das matrizes das indústrias automobilísticas mundiais que encontrei no Salão, tinham perguntas assemelhadas à afirmação do brasileiro Ghosn: o que está acontecendo com a economia do Brasil? E porque o País parou de crescer?

Tropeço – Consciência do refluxo econômico, ao momento não deterá investimentos contratados, pois a indústria projeta a longo prazo. 

Mas criará um vale a ser ultrapassado até a volta da confiança. Entenda-se deter o crescimento da economia, de emprego, renda, aumento de vendas.

Dobradinha – Sempre alinhando economias brasileira e argentina, com governos peculiares, mercado em queda, inflação aumentando, promessas vãs, moeda desvalorizando e queda diária do valor do patrimônio individual, a região antes vista como alavanca de crescimento da indústria automobilística perderá investimentos para os próximos anos.

Aqui e lá – No Brasil, produção caiu 16,8% e vendas 9,1% nos nove primeiros meses. Na Argentina, redução de 24% na produção com expectativa de alguma recuperação dentro do programa Pro.Cre.Auto de incentivos e financiamento do banco estatal.

Situação – Maior salão do Ocidente nos anos pares, esta edição mostrou controle absoluto de custos. 

Os estandes eram corretos, porem hígidos. Shows e atrações, exceto por conjunto musical na Volkswagen, permeando sons aos estandes de suas associadas, nada mais houve.

Freio - Até o material de Imprensa, antes peças de grande qualidade gráfica, resumiu-se a, no máximo, modesto pendrive. Na maioria das marcas, pífio cartão com código QR resolvia o assunto.

Outro – Não mostrado no Salão, mas apenas de produção confirmada, o próximo Renault pequeno, para ser carro de entrada, deve aparecer ano próximo na mostra de Frankfurt.

Início – Divide plataforma com Nissan, construção, vendas e operação extremamente econômicas – neste caminho, novo motor três cilindros, rodas voltaram à assinatura francesa de usar apenas três parafusos – de quatro para três, só aí 25% de economia.

Aqui
- Segundo Caíque Ferreira, gerente de Comunicação, em estágio probatório para a Diretoria no Brasil, apenas será factível no Mercosul se conseguir custar o mais barato da linha, o Renault Clio: R$ 25 mil. Mas são carros incomparáveis.

Prisma – Carlos Ghosn, presidente da aliança Renault-Nissan anunciou sua produção na Índia, a custar menos de 5 mil euros – uns R$ 16 mil. 

Acenou com a possibilidade de fazê-lo na América do Sul. Situação óbvia, pois o Clio é o mais vendido na Argentina e ganharia no comparativo de espaço e construção. Assim, a seu substituto há apenas o argumento preço menor.

Troca-Troca – Presidentes da Mercedes e da Renault ampliaram sinergias, incrementando de três para 12 os projetos de colaboração, válidos na Europa, Ásia e América do Norte. 

De início três veículos com plataforma comum: Renault Twingo, Smart For Two e ForFour, este, feito em fábrica da Renault.

Mais – Mantida a pretensão de fazer carros das duas marcas em única fábrica, em Aguascalientes, México. 

Infiniti, a marca de luxo da Nissan, com motor Mercedes-Benz, em 2017, e, no ano seguinte, os da marca alemã.

Sem pátria – Capital não tem pátria, ditado antigo, muito válido agora. Novos Mercedes Classe C e o multiuso Vito – a ser feito na Argentina – usam motores diesel 1,6 litro Renault. 

Mercedes são motores do Renault Twingo e dos novos Smart. E em fábrica da Nissan, em Tennessee, EUA farão motor Mercedes 2.0 Turbo para o Infiniti e os Mercedes Classe C.

Leque – Aliança no Japão, entre a Mitsubishi Fuso, de utilitários leves, e a Nissan, farão produto comum para exportação.

Pé na bunda – Repito a expressão do inglês Jeremy Clark, o polêmico jornalista do Top Gear, fazendo matérias na Argentina. 

Habitantes do fim sul do continente não entenderam o humor britânico. O programa quis gracejar com a derrota da Argentina para a Inglaterra na Guerra das Malvinas. População local destruiu os automóveis, botou a equipe numa fuga por sobrevivência.


Ajude a resgatar a história deste Fiat

Parece Alfa Romeo, tem grade de Alfa Romeo, emblema de Alfa Romeo, e acreditado como Alfa Romeo. Mas é um Fiat.

Estava no Museu Paulista de Antiguidades Mecânicas, tido como o Alfa pertencente à corredora francesa Hellé Nice, protagonista de acidente de monta ao disputar o I Grand Prix de S Paulo, em 1936. 

Os restos do verdadeiro Alfa 8C 2300 de Nice estava em galpão adjacente e, sumiu com o passamento do colecionador Roberto Lee, titular do Museu.

O Fiat é um modelo 525, transformado pelo mecânico e piloto argentino Vittorio Rosa em 1928, competindo no Circuito da Gávea, prova brasileira da temporada mundial, em 1934 como bi posto e no ano seguinte como monolugar. 

Resgate histórico pelo engenheiro Antônio Carlos Buarque Lima, conta estas e outras peculiaridades, como ter sido vendido em 1935 ao ítalo-brasileiro Dante Di Bartolomeu, e sua equipe de competição Escuderie Excelsior, onde competiam Francisco Chico Landi, e seu irmão Quirino. Pilotaram-no em provas nacionais e argentinas, entre 1935 e 1938. 

Em 1935, Chico cravou sua primeira vitória, no Circuito do Chapadão, em Campinas, SP, participou de prova argentina e do Circuito da Gávea, e em 1936 mesmo em grande desvantagem liderou o fatídico GP de São Paulo. Em 1939, mudou a estética, com grade inspirada em Alfa Romeo.

De 1938 a 1941, o piloto Santos Soeiro, de Santos, SP, conduziu-o no Circuito da Gávea e Subida da Tijuca. 

Última referência documentada foi acidente nesta prova em 1941, com o ativo carioca Henrique Casini. 

Daí em diante, desapareceu, sendo achado ao final dos anos ’60 em destroços num posto de gasolina na base do Retiro das Pedras, hoje chique condomínio da estrada que liga Belo Horizonte ao Rio de Janeiro.

O que fazia em Minas, onde a última corrida fora em 1940? Quando chegou ao posto? Que caminhos percorreu como carro de corridas em quase duas décadas entre o acidente carioca e o posto mineiro?

O Fiat é a única referência esportiva remanescente desta marca no Brasil. Conhece uma parte desta história? Ajude a salvá-la. Escreva e conte à Coluna.



Parece Alfa, mas é Fiat. (Foto R. Nasser)
_________________________________________________________________________
edita@rnasser.com.br

VÁLVULAS PARA 74 MODELOS DE VEÍCULOS ENTRE AUTOMÓVEIS FIAT, HONDA E RENAULT E CAMINHÕES E TRATORES DAS MARCAS PERKINS, INTERNATIONAL NAVISTAR E SCANIA FORAM LANÇADAS NO MERCADO DE REPOSIÇÃO DE AUTO-PEÇAS PELA KS KOLBENSCHMIDT. VEJA A RELAÇÃO DOS MODELOS DE MOTORES NO


A KS lançou no mercado de reposição novas válvulas abrangendo mais de 70 aplicações entre caminhões e tratores das marcas Perkins, International Navistar e Scania, e veículos leves das marcas Fiat, Honda e Renault.

Na Perkins, os lançamentos se aplicam nos motores Massey Ferguson 1.004-4T 3.9L diesel, com início de produção em 1971 até 1995 e no motor 1104-44/ 1104-44T 4.4L, a partir de 2010. 

Para a Scania, as novas válvulas atendem mais de 20 modelos que utilizam os motores DC9-12, DC9-11, DC11-08, DC-12 e DC13 Euro 5.

Ainda na linha pesada, os novos produtos também se aplicam nos modelos DuraStar e o WorkStar da International Navistar, ambos com motor diesel eletrônico MaxxForce DT 7.6L, a partir do ano 2010.

Já na linha leve, os lançamentos são para a Fiat, veículos Uno e Palio com motor Evo 1.4L Flex, a partir de 2010 e 2011, Honda nos modelos Fit, City e Vezel 1.5L 16V VTEC 2005 em diante, e Renault, motor K7M 1.6L 8V Flex, dos veículos Clio, Kangoo, Megane, Logan, Sandero e Symbol.

Para maiores informações sobre as aplicações, o cliente pode entrar em contato com a fábrica através do SAKS 0800 721 7878 ou através do e-mail: marketing@br.kspg.com

* Os produtos da marca KS Kolbenschmidt são comercializados no mercado brasileiro de reposição pela MS Motorservice Brazil, divisão do Grupo KSPG AG responsável pelas atividades de vendas e prestação de serviços para o aftermarket.

Talita C. Peres – Gerente de Marketing – talita.peres@br.kspg.com – (19) 3484-1312
Lellis Assessoria de Imprensa e Consultoria Ltda. Jornalista responsável: Marco Antonio Lellis – MTb 9.473/SP - 28lellis@uol.com.br –      (17) 98119-3843


FORD MOSTRA EM VÍDEO UM DESAFIO DE ARRANCADA COM VERSÕES DO MUSTANG 2015, UMA VERSÃO 2.3 COM MOTOR ECOBOST E UM 5.O SUPERCHARGED


Realizada no autódromo Milan Dragway, em Michigan, EUA, a famosa prova de um quarto de milha (arrancada em 400 metros), mostrada neste vídeo, superou as expectativas.


O Mustang 2.3 EcoBoost completou o percurso em 12,56 segundos e atingiu 175 km/h; o GT 5.0 V8 naturalmente aspirado fez 11,77 segundos, com velocidade de 187 km/h; e o GT 5.0 V8 Supercharged cravou 10,97 segundos, acelerando a 206 km/h.


Os três modelos receberam kit de suspensão traseira, rodas e pneus slick especiais na traseira, gaiola de proteção para o piloto, bancos Recaro de competição e calibração especial do motor. 


O Mustang 2.3 EcoBoost e o Mustang 5.0 naturalmente aspirado tiveram instalados kits especiais de escapamento e o Mustang 5.0 Supercharged ganhou um turbo de performance da Roush.


“O que nós gostamos nas corridas de arrancada, do ponto de vista de engenharia, é que elas realmente levam o motor ao limite de estresse. O motor vai ao pico de potência em um tempo muito curto”, explica Ron Ewert, engenheiro de Motores da Ford Racing.


O time da Ford Racing dedicou um bom tempo na preparação dos carros, modificando suas peças e calibrando o motor. “É fascinante sair do mundo da produção e partir para o passo seguinte, tirando mais dos motores. Ao mesmo tempo, temos de manter a segurança do veículo, do motor e de seus componentes”, completa Dave Born, gerente de Engenharia da Ford Racing.



ACESSE TODAS AS POSTAGENS E SAIBA TUDO SOBRE O MUNDO AUTOMOTIVO.