Pesquisar este Blog do Arnaldo Moreira

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

EROCH NÃO É APENAS UMA TRIBO DO SUL DA RÚSSIA, AGORA É O NOVO MODELO DA RENAULT E A PRIMEIRA PICAPE DA MONTADORA FRANCESA. TEM CABINE DUPLA, TEVE A SUV DUSTER COMO INSPIRAÇÃO E MOSTROU SER CONFORTÁVEL, SEGURA, CARREGA 650 KM NA CAÇAMBA, TEM ÓTIMO DESEMPENHO E ESTABILIDADE. CUSTA R$ 62.290, NA VERSÃO 1.6, EXPRESSION; R$ 66.790,00 1.6 DYNAMIQUE; E R$ 70.790,00, NA VERSÃO 2.0, TODAS COM TRANSMISSÃO MECÂNICA E 4X2, POR ENQUANTO






Com um show do cantor Nando Reis, a Renault encerrou, ontem, à noite, na Cidade das Artes, no Rio de Janeiro, o lançamento para a Imprensa Automotiva de seu mais novo modelo - e o único totalmente concebido no Brasil - o Duster Oroch, a primeira picape da história centenária (117 anos) da marca francesa, depois do carro surgir de forma interplanetária no palco.


A Oroch, como adiantei, no breefing que publiquei ao terminar o test-drive, é uma picape muito interessante: confortável no asfalto, mesmo o ruim - diria que melhor do que a SUV Duster -, e espaçosa na acomodação dos passageiros.  




A altura do carro de 20,6 cm em relação ao solo, com pneus e rodas 215/65 R16, garante ao motorista uma posição elevada, privilegiada, na direção oferecendo uma perfeita visibilidade exterior.


Em piso off road, estrada bem esburacada, a Oroch faz realçar sua suspensão, tipo multilink, preparada para 650 kg de carga. Nas ruas do Rio, as depressões do asfalto mal são percebidas.

Em relação à SUV Duster, a Eroch, de cabine dupla, ganhou mais 15 cm na distância entre eixos, o que significa mais conforto para os ocupantes, e 36 cm a mais no comprimento do carro.

A Eroch, que é fabricada em São José dos Pinhais, no Paraná, será vendida a partir de 1º de novembro, em três versões, duas com motor 1.6 16V Flex: 

Expression, por R$ 62.290,00, e 
Dynamique, R$ 66.790,00, e 
uma de motor 2.0 16V Flex: 
Dynamique, que custa R$ 70.790,00

A picape tem três anos de garantia e se acordo com o presidente Olivier Murgaret, terá um plano de revisões especial que tornará esse serviço mais barato.

O capô do motor possui um amortecedor que o segura aberto, eliminando o velho sistema do ferro manual.

Os motores são os mesmos que equipam o SUV Duster. O motor 2.0 16V tem 148 cv a 5.750 rpm quando abastecido com etanol e 143 cv a 5.750 rpm quando abastecido com gasolina. A oferta de torque é de 20,9 kgfm a 4.000 rpm, quando abastecido com etanol, e 20,2 kgfm a 4.000 rpm com gasolina.





Já o motor 1.6 16V oferece 115 cv a 5.750 rpm com etanol e 110 cv a 5.750 rpm com gasolina. Em torque, são 15,9 kgfm a 2.500 rpm, quando abastecido com etanol, e 15,1 kgfm a 2.500 rpm com gasolina.

O câmbio no motor 1.6 16V, tem uma transmissão manual de cinco velocidades do Duster 4x2, com a quarta e quinta marchas com relações mais longas.


Já a versão 2.0 16V traz o câmbio manual de seis marchas do Duster 4x4 também com relação final encurtada, o que garante mais agilidade. O presidente da Renault para a América Latina, Olivier Murguet, garantiu que a Oroch receberá numa segunda fase, ainda sem prazo definido, versão com câmbio automático e tração 4x4.




Para criar uma caçamba, de 683 litros, que possa além de carga comum transportar, por exemplo, motocicletas - com o uso de extensor, vendido como opcional - e ao mesmo tempo moderna os engenheiros capricharam no design com belos perfis laterais, cravando alargadores nos para-lamas, encimados por barras Santo Antônio.



Espaço e conforto



Chama a atenção na Oroch a facilidade de acesso ao habitáculo de cinco lugares. Nos bancos da frente há um espaço de 85,6 cm e no assento traseiro, 87,7 cm, para cabeças, e para os joelhos é 15 cm, maior entre as picapes compactas e não muito distante das médias.


O volante, com teclas de acionamento do controlador e limitador automático de velocidade e do controle do rádio, tem empunhadura agradável. 



Os instrumentos no painel são visíveis e a posição de dirigir pode ser acertada através dos ajustes de altura do banco e da coluna de direção. 



O acabamento interior é cuidadoso e o painel central expõe o sistema Media NAV Evolution. Os mostradores, velocímetro, nível de combustível e computador de bordo, inclusive com o modo Eco no painel atrás do volante. 



Na cabine, há porta-objetos nas portas dianteiras, acima do painel de instrumentos, no console central e porta-copos na dianteira e na traseira. 



O ar condicionado é eficiente e suas saídas são do tipo mais confortável para os ocupantes dos bancos da frente, pois podem ser regulados sem o vento ir direto para cima do motorista e do carona.



E os dois vidros traseiros abrem normalmente, algo pouco comum nas picapes. Tem sensor de ré. E um bom isolamento acústico.

Para terminar as impressões sobre a Eroch é necessário falar sobre a sua estabilidade da picape. No teste de velocidade, ficou clara a segurança que o carro transmite.



A Eroch 2.0 tem um desempenho vigoroso, com respostas rápidas. 



Na versão 1.6, naturalmente, pela natural diferença de potência dos propulsores, o carro que tem a mesma estabilidade e conforto e com a mesma capacidade de carga, não tem um comportamento mais lento, mas com o motor cheio não deixa ninguém mal visto.



Veja a ficha técnica das 
duas motorizações da Eroch.

Versões / Motores
1.6 16V
2.0 16V
Expression/Dynamique
Dynamique
Arquitetura
Carroceria monobloco, picape, 5 passageiros, 4 portas
Motor
Quatro tempos, bicombustível (etanol e/ou gasolina), quatro cilindros em linha, 16 válvulas e refrigeração por circuito de água sob pressão
Tração
Dianteira 4x2
Cilindrada
1.598 cm³
1.998 cm³
Diâmetro x Curso (mm x mm)
79,5 x 80,5
82,7 x 93,0
Potência máxima (ABNT)
110 cv (gasolina) @ 5.750 rpm
115 cv (etanol) @ 5.750 rpm
143 cv (gasolina) @ 5.750 rpm
148 cv (etanol) @ 5.750 rpm
Torque máximo (ABNT)
15,1 kgfm @ 3.750 rpm (gasolina)
15,9 kgfm @ 3.750 rpm (etanol)
20,2 kgfm @ 4.000 rpm (gasolina)
20,9 kgfm @ 4.000 rpm (etanol)
Alimentação
Injeção Eletrônica Multiponto Sequencial
Pneus/Rodas
215/65 R16
Suspensão Dianteira
Tipo MacPherson, triângulos inferiores, amortecedores hidráulicos telescópicos, molas helicoidais e barra estabilizadora
Suspensão Traseira
Multilink independenteeMacPherson, amortecedores
hidráulicos telescópicos e barra estabilizadora
Freios
Dois circuitos em “X”, de acionamento hidráulico, com discos ventilados
de 269 mm de diâmetro na dianteira e freios traseiros com tambores
de 229 mm de diâmetro
Direção
Hidráulica, com diâmetro giro de 10,7 m
Câmbio
Manual 5 velocidades
Manual 6 velocidades
Relação de marcha
1ª ..................3,73:1
1ª....................3,73:1
2ª ..................2,05:1
2ª....................2,11:1
3ª ..................1,32:1
3ª....................1,45:1
4ª ..................0,97:1
4ª....................1,11:1
5ª ..................0,82:1
5ª....................0,91:1
--
6ª....................0,77:1
Diferencial
4,93:1
4,44:1
Tanque combustível
50 L
Volume da caçamba
683L
Carga útil
650kg
Peso em ordem de Marcha
1.292 kg
1.346 kg
Entre eixos
2.829 mm
Comprimento
4.693 mm
Altura
1.695 mm
Largura
1.821 mm
Largura c/espelhos
1.997mm
Altura livre do solo
206 mm
Ângulos de entrada
26°
Ângulos de saída
19,9°
Velocidade máxima
160 km/h (gasolina)
164 km/h (etanol)
178 km/h (gasolina)
186 Km/h (etanol)

Aceleração
0 a 100 km/h

14,3 segundos (gasolina)
13,2 segundos (etanol)
10,6 segundos (gasolina)
9,7 segundos (etanol)
Consumo Estrada
10,9 km/l (gasolina)
7,5 km/l (etanol)
10,8 km/l (gasolina)
7,3 km/l (etanol)
Consumo Cidade
9,6 km/l (gasolina)
6,6 km/l (etanol)
9,2 km/l (gasolina)
6,4 km/l (etanol)


segunda-feira, 28 de setembro de 2015

OROCH É O NOME DO MODELO DA PICAPE LANÇADA HOJE NO RIO DE JANEIRO. A ABRIR O APETITE DOS NOSSOS LEITORES ADIANTAMOS ALGUNS DADOS DA NOVIDADE DA MONTADORA E DUAS FOTOS MOSTRANDO O CARRO. PREÇOS, MAIORES CARACTERÍSTICAS E AS FOTOS REALIZADAS DURANTE O TEST-DRIVE ESTARÃO AQUI À DISPOSIÇÃO DOS LEITORES DENTRO DE ALGUMAS HORAS


Uma nova picape, desenhada no Brasil pela Renault, a partir do SUV Duster, foi lançada, hoje, no Rio de Janeiro. 


Atende pelo nome de OROCH e será vendida a partir de outubro nas concessionárias da marca nas versões 1.6 e 2.0, mesmas motorizações de sua musa inspiradora, Duster.

No test-drive que realizei hoje de manhã, na Oroch 2.0, o carro mostrou-se valente, decidido nas respostas oferecendo boa dirigibilidade. 

Difere do Duster na suspensão, própria para receber carga, logo mais dura, o que se nota nos trechos de off-road, mas com um comportamento de uma confortável SUV, no asfalto.

O evento de lançamento será agora à noite na controversa e sub-aproveitada Cidade das Artes, inexplicavelmente construída, na Barra da Tijuca, pelo ex-prefeito César Maia, e cujo custo já ronda R$ 1 bilhão, quase cinco vezes o custo de projeto.

Na ocasião, engenheiros da Renault desvendarão todas as características da Oroch.



sexta-feira, 25 de setembro de 2015

KS LANÇOU NO MERCADO DE REPOSIÇÃO ANÉIS DE SEGMENTO, ARRULEAS DE ENCOSTO E BRONZINAS DE BIELA E MANCAL PARA CARROS HONDA, CITROËN, PEUGEOT E RENAULT


A KS lançou no mercado de reposição anéis de segmento, arruelas de encosto e bronzinas de biela e mancal que atendem diversos veículos entre as montadoras Honda, Citroën, Peugeot e Renault.

Os lançamentos que atendem os veículos Honda são os anéis de segmento para o CB 300R a partir de 2009, XRE 300 do ano de 2010 em diante; arruelas de encosto, bronzinas de biela e de mancal aplicadas no Civic motores 1.6L 16V de1992 a 2000, 1.7L 16V (2001 a 2006), no Fit 1.4L 8V nas versões gasolina e flex, 1.4L 16V e 1.5L 16V flex.

Na Citroën e Peugeot, os novos produtos são arruelas de encosto, bronzinas de biela e mancal que atendem o motor 1.6L 16V aplicado nos veículos Berlingo, C3, C4 e Xsara produzidos a partir de 2001, e o motor 1.6L i 16V dos modelos Partner, Partner Tepee, 1007, 106, 206, 207, 307 e 308.

Novas bronzinas de biela e de mancal também foram lançadas para veículos da Renault aplicadas nos motores 1.0L 16V gasolina e flex do Clio, Logan, Kangoo e Sandero fabricados entre 2001 a 2014, 1.2L 8V do Twingo e 1.2L 16V do Clio e Twingo ambos nas versões gasolina.

* Os produtos da marca KOLBENSCHMIDT (KS), Pierburg e B.F são comercializados no mercado brasileiro de reposição pela MS Motorservice Brazil, divisão do Grupo KSPG AG responsável pelas atividades de vendas e prestação de serviços para o aftermarket.

TMD/COBREQ COM LONAS DE FREIO COMO COMPLEMENTO DA LINHA PESADA SAAB SCANIA


Como complemento para a linha pesada da Saab Scania, a TMD Friction do Brasil colocou em catálogo lonas de freio Cobreq para trinta e três modelos Scania, sendo trinta de aplicação dianteira (referência 0713) e traseira (0714) e três modelos com aplicação dianteira e traseira (0713).

O complemento Cobreq para a linha pesada Scania, abrange os modelos G-360 4x2, G-360 6x2, G-400 4x2, G-400 6x2, G-440 6x4, G-480 10x4, G-480 8x4, P-260 4x2, P-310 4x2, P-310 6x4, R-400 4x2, R-400 Highline, R-640 6x2, R-400 6x2 Highline, R-440 4x2, R-440 4x2 Highline, R-440 6x2, R-440 6x2 Highline, R-440 6x4, R-440 6x4 Highline, R-480 4x2 Highline, R-480 6x2, R-480 6x2 Highline, R-480 6x4, R-480 6x4 Highline, R-560 6x2, R-560 6x2 Highline, N-560 6x4, N-560 6x4 Highline, R-620 6x2, R-620 6x2 Highline, R-620 6x4 e R-620 6x4 Highline.

Todo o complemento de catálogo das lonas Cobreq é para os modelos Scania produzidos em 2012. 

Ressalte-se que a lona Cobreq é um produto especialmente desenvolvido para o segmento de pesados, com grande resistência mecânica e abrasividade, sendo compatível com toda a linha de materiais de tambores de freio.

AUDI E SIC NOTÍCIAS LANÇAM PROJETO PARA PROMOVER NO ESPÍRITO EMPREENDEDOR E CRIATIVO ENTRE 25 JOVENS TALENTOS NOMEADOS. ELES CONTARÃO SUAS HISTÓRIAS ESTIMULANTES EM ENTREVISTAS DIVULGADAS PELA EMISSORA DE TV PORTUGUESA

O Prémio Nação Inovadora tem como objetivo primordial promover a inovação em Portugal, pela via do reconhecimento do trabalho de jovens talentos, em ascensão de carreira e com trabalho com potencial para o desenvolvimento do país, em áreas tão díspares como a arte, a tecnologia, ciência, design ou arquitetura.

A Audi e a SIC Notícias uniram-se neste projeto que promove o espírito empreendedor e criativo, pela ligação clara que as próprias insígnias têm com a inovação. 

Com a ajuda de 5 embaixadores reconhecidos pela representação consolidada do conceito de inovação e empreendedorismo no âmbito da sua profissão, chegaram aos 25 nomes que darão que falar em Portugal nos próximos meses.

As histórias estimulantes destes 25 inovadores nomeados vão ser contadas através de um conjunto de entrevistas divulgadas em grelha de programação da SIC Notícias e partilhadas também no site: www.nacaoinovadora.pt

O público poderá também fazer parte desta iniciativa, avaliando e escolhendo a sua história favorita através do site do projeto, já a partir de dia 17 de setembro. Os três perfis mais votados pelo público serão, posteriormente, submetidos à apreciação final de um ilustre júri composto pelos 5 embaixadores do projeto (Barbara Coutinho – MUDE; Joana Vasconcelos - Artista Plástica; Miguel Pina Martins - Science4You; Paulo Pereira da Silva – Renova; Rosalia Vargas – Ciência Viva), um membro da Audi e da SIC Notícias e ainda dois representantes de entidades público-privadas ligadas à inovação.

Conheça as 25 histórias dos nomeados ao Prémio Nação Inovadora

1. Ana Ferraz – Investigadora; 2. André Dias – Responsável CEiiA; 3. André Arroja Neves – Matemático; 4. Capicua – Música; 5. Cristina Fonseca – Uniplaces; 6. Edgar Martins – Fotógrafo; 7. Gonçalo Fortes – Prodsmart; 8. Joana Moura – Gastronomia Molecular; 9. João Paulo Costeira – Printart; 10. João Melo e Costa – Designer Moda; 11. João Ribas – Artista Plástico; 12. Jonas Runa – Música; 13. Mauro Boneco – My Child; 14. Miguel Gaspar – Keyinvoice; 15. Miguel Neiva – Color Add; 16. Miguel Santo Amaro – Uniplaces; 17. Nuno Ferrand – Investigador; 18. Paulo Henrique Durão – Arquiteto; 19. Pedro Miguel Cruz – Professor; 20. Susana António – Laboratório Design Social; 21. Vasco Futscher – Artista; 22. Vasco Pedro – Unbabel; 23. Teresa Braula Reis – Artista Plástica; 24. Tiago Mota Saraiva/Andreia Salavessa – Ateliermob; 25. Zita Martins – Research Fellow.

O ESCÂNDALO QUE ABALOU O MUNDO AUTOMOTIVO ENVOLVENDO A VW, APELIDADO DE DIESELGATE, VAI TER, ALÉM DO DESGASTE POLÍTICO E DE IMAGEM, UM CUSTO AINDA INIMAGINÁVEL.



Coluna nº 3.915 - 25 de setembro de 2015

_________________________________________________________________________

Dieselgate, o escândalo na Volkswagen


Há poucos dias Martin Winterkorn, CEO da holding Volkswagen, deveria estar tomando providências paralelas à sua posse como membro do Conselho Diretor da marca e à renovação de seu contrato até 2018. 

Engenheiro, meticuloso, preciso, teria escolhido ao camiseiro e alfaiate em visita ao último andar do prédio de tijolos, sede da empresa em Wolfsburg, Alemanha, com vista para o Rio Aller, a trama do algodão egípcio para a camisa branca, tomado a última medida para o terno em lã fria 150 mesclada com seda, cortado como jaquetão em variação de azul escuro, marca registrada do conservadorismo alemão; e, rasgo de liberalidade, ligado a Thomas Schmall, mais novo diretor, ido do Brasil, para saber o nome da designer brasileira autora das discretas abotoaduras compondo seu visual.

O discurso estava pronto, com possível opinião final de Michael Lange, seu homem de relações com a Imprensa internacional e, com idêntica passagem pelos olhos de Mário Guerreiro, português poliglota, antecessor de Lange e hoje VP nos EUA, um dos mercados mais visados pela Volkswagen. 

Conciso, deveria falar linguagem mundial, onde a empresa atua com seus 660 mil funcionários.

Evitaria, com habilidade, abrasão com Ferdinand Pïech. Ex-ocupante de seu lugar, ex-membro, ex-presidente do Conselho, de onde saiu, há três meses, de maneira surpreendente, ao perder a votação no pequeno colegiado, contra a chegada de Winterkorn.

Quem
Pïech, talvez o presidente mais realizador na Volkswagen, traçou o marketing performático da Audi, criou o modelo Quattro, comandou a aquisição de marcas, a construção do AutoStadt, é figura de relevo. 

Aos 78 é um da meia dúzia de acionistas da Porsche SE, a controladora da Volkswagen e 11 marcas associadas. E tem ações, muitas, da Volkswagen. 

O sobrenome o ancora no panorama industrial do automóvel na Alemanha. Ele é filho de Anton, o advogado casado com a filha do professor Porsche. 

Foi quem deu base legal e feição jurídica ao pequeno escritório hoje desdobrado em tantos e lucrativos negócios. 

Pïech, neto do primeiro dos Porsches é o patriarca da família, e acrescenta ao seu curriculum ter salvo a VW de quebra que parecia iminente.

Se agastar com ele nubla o futuro.Mas não haverá discursos, nem posse para Winterkorn. Ele renunciou ao cargo executivo. É hoje o ex-quase. 

A razão da renúncia coloca uma pedra negra no fim de seu caminho, em especial pelo momento mundial. 

Winterkorn foi abatido no penúltimo degrau de sua até então bem sucedida carreira.

Negócios
Problema ultrapassa os gramados da Volkswagen e seu burgo. Institucionalmente a Alemanha, base dos negócios, está em grande fase. Entesourada, dá exemplo, traça regra econômica, é voz poderosa. Tem preocupação ecológica e se orgulha de praticar e cobrar ações neste sentido.

A Volkswagen tem bom projeto e bem o administra: ser líder mundial em 2018, e tudo indicava, aconteceria neste ano, quando ultrapassou a líder Toyota. Pïech desenvolveu ações – e até um automóvel – para mostrar-se líder em redução de consumo e emissões. 

Reconhecida cultora da sustentabilidade, dá exemplo mundial por construir usinas hidro elétricas no Brasil para reduzir sua demanda energética.

Entretanto, curiosamente, o dedo do destino – ou algum outro dedo poderoso -instou a EPA, Environmental Protection Agency, órgão norte americano de regras ecológicas, a re testar os motores diesel dos produtos Volkswagen e Porsche vendidos nos EUA. 

Constatou, tais engenhos reconheciam o protocolo de avaliação, mudando de regulagem para se enquadrar nos parâmetros. Fora, poluíam. Em exame, não.

Caminhada
Anunciada a descoberta, a VW mundial não discutiu nem tergiversou: fez ummea culpa no mercado dos EUA e outro comunicado ao mundo pedindo desculpas; destinou metade de sua previsão de lucros em 2015: 6,5 bilhões de Euros para correções e compensações; suspendeu a venda de carros a diesel; autorizou re-call para correções de impossível fazer em curto prazo: trocar 11 milhões de chips de injeção, e tal quantidade não é disponível, sequer foi fabricada.

Apesar do imediatismo da resposta, não esvaziou a questão, suas ações caíram 20% em valor, e o Conselho Supervisor declarou sua desconfiança sobre Winterkorn. De autoridade ao aguardo da renovação do contrato, restou-lhe dizer-se surpreendido, sem nada saber, assumir a falha, renunciar.

Mas o negócio saiu do caminho automobilístico, entrou no ecológico e no político. 

O mundo do diesel como combustível foi atingido. Estudos e especialistas apareceram e demandas questionam o uso do diesel – não dos motores diesel VW -, com alegações técnicas assemelhadas: em suas emissões, na prática a teoria é outra. Entidades do meio ambiente de todo o mundo querem aferições em seus países. 

No varejo, outras marcas, ante a oportunidade de aproveitar vendas eventualmente decrescentes para os VW, instigam governos a protestar e auditar Volkswagens. 

E existirão multas mundiais. Nos EUA fala-se em US$ 18M. No Brasil o único diesel VW é do picape Amarok e não se sabe se o Ministério do Meio Ambiente mandará re aferi-lo.

Vendas diminuirão? Tempo dirá. Este é o segmento final. Afinal, a base do conceito mundial de Volkswagen é de carro resistente, confiável, durável, com liquidez para revenda, e estas qualidades continuarão existindo ao motorista do Volkswagen, do Porsche, do Seat, do Sköda com ou sem motor diesel.

No Brasil, isto ocorreu pioneiramente há duas décadas, na interface para a mudança entre o carburador e a injeção. 

A Fiat aplicava carburador apto a gastar e poluir menos, controlando-o por certa Econo-Box. 

Depois de aferido e homologado, descobriu-se: ao perceber a sequência do protocolo, alterava a regulagem e enquadrava o motor no parâmetro legal. 

Na operação normal, poluía. A Fiat, após muito discutir, assinou um TAC, termo de ajustamento de conduta, fez compensação ao meio ambiente. E as vendas não caíram.

Nas mudanças o novo CEO para a VW AG, a holding, será possivelmente Matthias Müller, 59, presidente da Porsche. 

CEO da marca VW Herbert Diess, recém vindo da BMW, deve ser barrado pelo conservadorismo alemão. Não parece, mas a grande e internacional VW é uma empresa familiar.

O prof. dr. Martin Winterkorn vai para casa, viajar, abrir negócio próprio, diferente do ramo – um ex-presidente da Daimler tem hoje pequena cervejaria na Baviera -, ou talvez lhe sugiram usar seu talento para viabilizar a maior questão europeia de hoje: receber e acomodar os milhões de sírios deixando seu país e buscando sobreviver na Europa.

Qualquer seja a opção, levará uma dúvida: o que futucou a EPA a auditar os motores diesel VW foi o dedo verde da preocupação ecológica, - ou não?



A atual cara do mercado
Bom portal Auto Data ouviu observação de Rafael Barros, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC: vendas de automóveis não caíram, mudaram o foco. 

E levantou números de venda e mercado nos oito primeiros meses do ano para conferir. Sindicalista estava numericamente certo: queda de vendas em veículos não foi de 20,4% como sugerem quantitativos absolutos indicados pelos fabricantes e seus distribuidores, mas apenas 2,2%.

Raciocínio seguinte: o setor não se limita às vendas dos carros novos, mas inclui semi novos e usados. 

No conceito aritmético, em 2014 as vendas de novos e usados estiveram estáveis. Em 2015, caiu a dos novos, mas a procura pelos usados cresceu. 

Assim, comparando os números totais das vendas de novos + usados, a diferença é mínima.

Razão para a mudança de comportamento é, imagina-se, disparada de preços para os carros do primeiro degrau do mercado dos novos, os antes abaixo de R$ 30 mil, agora inexistentes, exceto Palio Fire e importados chineses, tipo Chery QQ, Geely J2 e Kia Picanto com câmbio mecânico.

Fabricantes fomentaram preços, mudaram o mercado, aumentando a distância entre o consumidor e o bem. E plantaram a cizânia no setor com vendas muito sólidas às locadoras de veículos. 

Estas consomem 1/8, 12,5% das vendas de veículos leves. Comprados a preços inacreditavelmente baixos, tais veículos têm uso mínimo, não esquentam a vaga de garagem, e logo são vendidos como seminovos, concorrentes dos 0 Km ao apresentar-se com baixa quilometragem, preço e financiamento. 

Sugerem observadores, maior parte do lucro da operação está em vender o semi novo por preço superior ao pago nos 0 Km.

Sem alcançar o Zero Km, a solução é chegar-se ao usado. Surge aí outra característica evidente: há como indutor o perceptível ganho de qualidade na construção dos veículos, sua maior capacidade de oferecer uso sem grandes problemas, e até as garantias muito aumentadas nos recentes anos. 

Na prática significa comprar um veículo melhor equipado, possivelmente com motor mais forte relativamente aos carros 1,0 dos primeiros degraus na escala dos carros novos, ainda na garantia.

Outro fator a turbinar o comportamento, é a elevação do nível de exigência do cliente do carro de entrada. 

O zero Km mais caro e menos equipado deu lugar a usado completo. Carro popular, diz com síntese o ministro Afif Domingos, agora é o carro usado.

Teoria não é nova, mas curioso não ter tido movimentos dos fabricantes para corrigir o curso do mercado. 

Há tempos, lembra Márcio Stefani, um dos esteios do AutoData, Herbert Demel, o então presidente da Volkswagen no Brasil, recebeu a determinação de produzir o Polo no Brasil. 

Demel tentou convencer a matriz do fato de o Polo, embora sendo de alcance popular na Europa, não o seria para o comprador brasileiro. 

Sem êxito. Tomou coragem e com algum aval não explícito, mandou desenvolver o Fox – última aventura da independência da VW do Brasil, única das filiais da controladora alemã com produtos próprios, Brasília, SP2, Gol, Fox... – para ser o carro popular da VW.

Como fica

Se impossível produzir carros usados, fabricantes devem focar na equação conteúdo x preço, para reconquistar a clientela, antes da piora da situação. 

A constatação mingua eventuais pedidos e pressões para renúncias fiscais em favor da venda dos 0 Km. É um objetivo novo e desafiante.

Roda-a-Roda

Dubai boys – Focando em clientes com capacidade e gosto por diferenças, Cadillac deixou para apresentar seu novo crossover 2017 XT5 no Dubai Motor Show, em novembro. 

Foca começar ante à maior faixa de renda e compradores de Audi Q5, BMW X5 e Mercedes M Class, os agora GLE.

Independência – Posição arejada diz-se consequência da mudança da sede da empresa, do centenário endereço, em Detroit, para Nova Iorque. 

Decorado pela Public School, etiqueta de moda, foco do XT5 é aproveitar a onda migratória dos sedãs para os crossovers e utilitários esportivos.

Avant garde – Quanto tempo leva moda estrangeira a impregnar-se no Brasil?


Estofamento claro em carro escuro é moda há 25 anos nos EUA e aqui somente agora começa a ser aceita. 

Entretanto, temos recorde no tema substituir sedã por utilitário esportivo. Mal começa no exterior, já adotada aqui.

Caminho - O carro oficial da presidente Dilma é o SUV Ford Edge. Talvez siga o então comandante Chávez, da Venezuela, cujo automóvel de representação não era execrado produto dos EUA, sólido Mercedes, mas rústico Toyota SW4.

Caddy XT5 2017. Sai sedã, entra Crossover

Civiv 2016 – Honda USA apresentou o novo Civic: 3,5 cm maior entre eixos, porta-malas, mais baixo e com ganho em aerodinâmica, suspensão traseira multibraços. Usa nova plataforma mundial.

Aqui – Grandes ganhos em conteúdo para manter crescimento, e deu-lhe trato para ocupar o teto da categoria. 

Versões de entrada motor 2,0, e superiores novo 1,5 Turbo. Transmissões mecânica seis velocidades, automática e CVT. 

Diz, nova plataforma permite melhor sensação de condução, em rolagem e silêncio no habitáculo.

E? - Lá, neste ano. Aqui, 2º semestre 2016 e não confirma se características chegarão ao produto nacional.

Novo Honda, mais estilo e rendimento


Acordo – Matriz GM, nos EUA, fez acordo com a Justiça para encerrar questões e ações com relação a danos, prejuízos e indenizações de ferimentos e 124 mortes causadas pela irresponsabilidade criativa de simplificar fechadura de ignição de carros da marca. Pagará US$ 900 milhões para encerrar a questão.

Opção – Ford montou test-drive charmoso. Quem o fizer com o novo Focus Fastback concorrerá a viagem com acompanhante para percorrer pista no Principado de Mônaco e na Atlantic Ocean, Noruega. Inscrições até 28 outubro. Mais ?
www.ford.com.br/fastbackdrive.

Próximo - Ford EcoSport com motor Sigma e transmissão PowerShift, para ser o mais barato na faixa de exigências, antecipado pela Coluna, tem data para lançamento: primeira semana de outubro.

Mais – Principal diferença, a transmissão Powershift, é alvo de interesse do Procon de Minas Gerais, subordinado ao Ministério Público. Quer saber o porquê de seus constantes problemas nos novos Fiesta: faz barulhos, trava marchas e outros inconvenientes, e a fábrica tenta reparar. Aparentemente não atingiu a causa. MP quer entrar no negócio para organizar responsabilidades.

Caminho – Ociosa reação dos motoristas de taxi contra os outros, usuários de plataformas eletrônicas, como o Uber. Briga contra avanço tecnológico é perdida, e virão com ou sem assembleias estaduais querendo bloquear a concorrência. Barrar a tecnologia é briga desde a industrialização inglesa, e o ludismo, a oposição à evidência, perde há dois séculos.

Registro – Da Internet: Sabe qual a cidade brasileira sem taxis ? Uberlândia...

Gente – Carlos Galant, engenheiro, criador do Clube Simca em Porto Alegre, passou. OOOO Leva extenso conhecimento pela marca. OOOO Ausência sentida pela generosidade com que transmitia seus saberes aos simcófilos. OOOO
____________________________________

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

NISSAN MOTOR CORPORATION COMPROU 100% DA SUBSIDIÁRIA DA NISSAN ARGENTINA S.A. A MONTADORA FEZ INVESTIMENTOS NA ARGENTINA DE US$ 600 MILHÕES QUE GERARÃO 1.000 EMPREGOS DIRETOS E PRODUZIR PICAPES A PARTIR DE 2018


BUENOS AIRES, Argentina – A Nissan Motor Corporation anunciou que adquiriu a Nissan Argentina, S. A. ("NASA") como subsidiária 100% do Nissan Group (Nissan Group). 

Efetiva a partir de setembro de 2015, o Grupo Nissan completou a compra da NASA, parceira da Nissan na importação e comercialização de produtos Nissan no país desde 2012. 

A mudança no modelo de negócios para uma subsidiária direta é resultado da intenção da Nissan em se tornar uma produtora local e lidar diretamente com as vendas e a distribuição na Argentina, dando suporte aos planos de crescimento de longo prazo da fabricante na América Latina.

Em abril de 2015, a Nissan anunciou um investimento de US$ 600 milhões na Argentina com a expectativa de gerar 1.000 empregos diretos na produção de picapes no país a partir de 2018. 

Em 2014, a subsidiária da Nissan no Brasil inaugurou o complexo industrial de Resende, no Estado do Rio de Janeiro. 

A expansão de plantas de manufatura da Nissan na América do Sul tem a intenção de permitir novas e produtivas atividades de comércio em toda a região.

"Somos gratos à equipe da Nissan Argentina. Juntos, fortalecemos a reputação da Nissan em inovação, excitement e excelência a um ponto que a demanda é muito superior à oferta", disse Jose Valls, chairman da Nissan América Latina.

"Com esta aposta na Argentina, a corporação se junta a clientes e concessionários em um mercado com um significativo potencial para a Nissan. Através do projeto de manufatura em Córdoba, desejamos nos tornar um membro-chave na comunidade automotiva de produção que posicionará a Argentina como uma potência global de picapes. Com o tempo, nossos esforços estarão voltados para oferecer à Argentina o melhor da Nissan em veículos e serviços globais", acrescentou Valls.

"Eu estou orgulhoso da equipe da Nissan Argentina que agora se junta a uma das empresas mais inovadoras do mundo. Eles passam a fazer parte de uma rede global de talentos com planos importantes para a Argentina e para a América Latina. 
Esta é uma grande notícia para todos nós que temos sido parte da família Nissan nos últimos anos", disse Omar Daneri, CEO da Nissan Argentina.

A subsidiária Nissan Argentina vai liderar todas as funções corporativas, incluindo as importações e operações comerciais. 

A subsidiária agora se reporta à Nissan América Latina e Caribe (NLAC), uma das duas unidades de negócio sob a estrutura regional da Nissan América Latina (LATAM). 

As vendas, serviços e suporte de garantia continuarão a ser oferecidos pela rede de concessionárias da Nissan no país.

ACESSE TODAS AS POSTAGENS E SAIBA TUDO SOBRE O MUNDO AUTOMOTIVO.