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sexta-feira, 24 de dezembro de 2021

Turismo & Gastronomia. Sirva-se desse cardápio


Por Gorgônio Loureiro

Quem nunca ouviu estas frases: “Voltei uma bola dessa viagem. A comida era deliciosa...”

“Não dava para não comer. Cada prato melhor do que o outro...” “Qual é o prato típico daqui e qual o melhor restaurante da cidade?" Estas são as reações que a gastronomia gera nos turistas.

Em um turismo globalizado, a gastronomia é um diferencial competitivo, por ser um bem de consumo cultural ao alcance do turista. A gastronomia está se tornando um importante produto para, cada vez mais, ser um vetor de promoção utilizado para desenvolver um destino turístico.

Quem pode afirmar que o turismo não nasceu por causa da gastronomia?

É necessário fazer ver que a gastronomia é protagonista e não coadjuvante dessa 
atividade. Entender a ferramenta que é a gastronomia para o turismo é torná-la um atrativo para aumentar o fluxo de turistas nos destinos de vocação gastronômica.

Não se costuma ver nenhum debate sobre a inserção da gastronomia como alavanca de desenvolvimento do turismo. A iniciativa de conhecer experiências exitosas em outros países que utilizam de forma magistral o turismo gastronômico com total sucesso. Essa prática soaria como o marco inicial de uma agenda para detectar interesses e promover o intercâmbio entre países que buscam o desenvolvimento da gastronomia e turismo, tendo a sustentabilidade como coadjuvante.

Este tema, a cada momento, faz parte dos planejamentos, estratégias de marketing e promoção dos mais diversos sítios turísticos dos cinco continentes, cada um vendendo sua gastronomia como atrativo ativo do destino: Por isso tem que se ter na mente e nos planos:



“Hora e Vez do Turismo Gastronômico”.

A partir desse apelo universal, soa como uma provocação aos que pretendem debruçar-se no trabalho possível de transformar a gastronomia em atrativo que o turismo tem que aprender a explorar com sabedoria.

Agora é o momento de transformar a teoria em prática. “Gastronomia e Turismo: Como Fazer essa Inserção?” É uma receita que precisa ir para a panela e chegar até a mesa para ser degustada.

De repente, fazer um inventário dos tipos de gastronomia, produtos, temperos, ervas, sabores da terra, insumos, revelar a identidade do território de origem, qual a forma que é oferecida, quais impactos econômicos, ambientais e sociais ela produz na região. Conhecer experiências de outros lugares, como se deu essa transição e o formato, como foram introduzidas nos seus países. O contraponto do processo desse trabalho é conhecer suas estratégias para utilizar a diversidade gastronômica como ferramenta de marketing promocional para aumentar o fluxo de turistas no destino.

Para ilustrar e contextualizar estas colocações, trago algumas experiências vitoriosas em países com diversidade gastronômica menor, mas não menos importante, que o Brasil, mas com potencial criativo maior pelas diversas estratégias utilizadas para introduzir a gastronomia ao turismo através das políticas públicas de Estado e não de Governo, que se muda a bel prazer de cada gestor que ocupa o posto e a cadeira.

A experiência que o Uruguai nos traz é um dos exemplos do desenvolvimento da gastronomia consorciado ao turismo. Este modelo se consolidou a partir da construção de um plano para ser aplicado em 20 anos, norteando as ações do turismo no Uruguai. Esse projeto foi lastreado em três Eixos: Marketing com enfoque principal de promoção e comunicação e social.

Para acompanhar sua correta aplicação e andamento, existe uma periódica avaliação entre os empresários e o governo, aproveitando o que deu certo para reaplicar e corrigindo o que não teve resultado desejado... Plano de gestão do território e diversificação de oferta, onde os vinhos são produtos que contam a história do turismo, do pais e da população. O turismo tem uma linha social que prioriza o emprego, empreendedorismo e inclusão social. Atividade econômica sustentável geradora de emprego e renda.

A Espanha é o que se pode chamar de “um cardápio perfeito” de competências nesse segmento. Dentre todos os atrativos turísticos que o país oferece para seus visitantes está a rica gastronomia espanhola. São mais de 83 milhões de turistas por ano que gastam em torno de 146 euros por dia. Sendo que a motivação de 40% desses turistas é a gastronomia e 23 % do turismo em Madri é para gastronomia

Como a Espanha construiu sua estrada para chegar a este patamar de turismo e gastronomia? Inicialmente é feita a promoção utilizando os elementos sol e praia. Posteriormente as touradas e agora só a gastronomia é o apelo da vez, pois turista é de qualidade, ou seja, gasta dinheiro. Um país gastronômico por excelência com 25 milhões de restaurante no país, sendo que sete estão entre os principais do mundo.

Para chegar a esta posição de destaque, a Espanha teve que fazer a lição de casa já que, segundo Albert Einstein, “o único lugar onde o sucesso vem antes do trabalho é no dicionário”, nem vem por acaso e, por isso, elegeu algumas estratégias e ações de marketing para alcançar a posição de país referência no turismo gastronômico.

-Tem que fazer parte do planejamento de marketing e comunicação. Saber que tipo de turismo quer promover com a campanha de comunicação e os turistas que quer atingir.

-Criar um produto forte e atraente para os turistas.

-Clubes de gastronomia com roteiros específicos para se sustentar. Rotas de vinhos, por exemplo. Protege o produto.

-Existem 20 destinos gastronômicos identificados na Espanha.

Em uma das edições do Mesa ao Vivo Bahia, o Cônsul da Espanha, Gonzalo Fournier, discorreu números impressionantes gerados pelo turismo e gastronomia naquele país.

Segundo ele, “acreditar no turismo é gastar dinheiro para a educação do povo e divulgação. Gastronomia como produto turístico faz parte do estilo de vida, da experiência dos turistas na Espanha e do governo”. Ou seja, é política de governo.



O turismo gastronômico é de maior qualidade, gera 8,3 de fidelidade por satisfação do turista na Espanha

A gastronomia faz parte do amor da população espanhola. A gastronomia faz parte do estilo de vida na Espanha. Faz parte da marca turística da Espanha.

A gastronomia é turismo, o Brasil precisa beber nessa fonte de sabedoria de outras nações, onde já tiram proveito do que seu povo come no dia a dia. Em cada cidade no interior do país tem uma D. Didi que faz uma pastilha de chocolate com 100% de cacau, leite e ovos que nenhuma fábrica reproduz essa experiência; outra região tem uma galinhada, tantos pratos de “lamber os beiços” e guardar na memória gustativa como tenho até hoje uma carne de sol com nata que comi há 20 anos em Natal, para não ir mais longe.

São Paulo está dando esse pontapé, investindo na descoberta das identidades da gastronomia do estado para alavancar o turismo através das “Rotas Gastronômicas", projeto junto com a Revista Prazeres da Mesa. Blogs de Gastronomia com um viés para o turismo estão surgindo, como o “Prato do Dia” escrito com criatividade por Wander Levy. Outros também querem conhecer essas experiências que a gastronomia pode oferecer de forma diversa e que estão escondidas por este rincão afora nas suas rotas, roteiros, zonas turísticas gastronômicas com suas diversidades, seus Biomas. A gastronomia está abrindo a possibilidade de escrever-se um novo capítulo sobre o turismo brasileiro.

Sirva-se e bom apetite.


Coluna de Luís Carlos Secco. Como a evolução do test-drive mudou a forma de avaliar um veículo


Coluna 

Luís Carlos Secco






A evolução do test-drive mudou a forma de avaliar um veículo



Uma das contribuições que acredito ter dado na minha carreira como profissional de imprensa, no caso assessor de imprensa da Ford, foi introduzir uma nova maneira de o jornalista avaliar um veículo e assim, poder perceber e transmitir muito mais informações para o seu leitor.

 

Até à minha ida para a Ford, em setembro de 1974, todos os test-drives de que tive a oportunidade de participar como profissional do Jornal da Tarde e de o Estado de S. Paulo se resumiam a pequenos passeios de normalmente um quilômetro.

 

Lembro que, em 1968, participei do lançamento do Ford Corcel inicialmente na versão sedã de 4 portas, mas que depois ganhou também o modelo cupê de duas portas, a perua ou station-wagon, que recebeu o nome de Belina, um modelo esportivo e, finalmente, a pick-up denominada Pampa.

 

Além de incorporar novidades para a época, a linha Corcel foi o primeiro conceito de família na indústria brasileira, com modelos projetados sobre a mesma plataforma para diferentes aplicações.

 

Mesmo assim, a apresentação do modelo aos jornalistas especializados foi realizada nas proximidades do Jóquei Clube, com test-drive em um percurso formado pela parte final da Avenida Cidade Jardim e Avenida dos Tajurás, num trecho de pouco mais de um quilômetro que permitia aos profissionais apenas ter uma vaga ideia do que o automóvel representava. Possibilitava ao profissional dizer que dirigiu um Corcel e descrever a sua ficha técnica, fornecida no press-kit, e algumas características e reações do veículo percebidas num passeio que terminava em 5 ou 10 minutos.

 

Participei também do lançamento do Dodge Dart, em 1967, com reunião dos diretores da Chrysler no elegante clube Santa Paula, que existia à beira da represa de Santo Amaro, e test-drive num trecho asfaltado da represa de Santo Amaro (hoje Avenida Atlântica), com distância também em torno de um quilômetro.

 

O mesmo ocorreu com o lançamento do Dodge 1800, em 1973, no Parque Anhembi, e vários outros. No lançamento da Brasília, nesse mesmo ano, a Volkswagen convidou os jornalistas para a entrevista de diretores no Hotel Jequitimar, no Guarujá, e test-drive em percurso de aproximadamente 10 quilômetros entre o hotel e a balsa para Bertioga

 

E foi em 1974, quando me transferi do Jornal da Tarde para a Ford, para cuidar do Departamento de Imprensa que, modestamente, consegui profissionalizar um pouco mais as relações empresa e jornalistas, entre elas o test-drive.

 

Naquela época, organizamos para o lançamento do Ford Maverick com motor de 4 cilindros produzido na fábrica de Taubaté o primeiro test-drive de longa distância realizado no Brasil, entre Recife e João Pessoa, capital da Paraíba, com distância total de pouco mais de 200 quilômetros.

 

Os jornalistas curtiram muito esse teste por todas as oportunidades e situações para conduzir e avaliar o veículo.

 

Naquela época tudo era diferente e confesso que, apesar do êxito, fiquei muito preocupado porque no almoço anterior à viagem, alguns exageraram na bebida e viajaram realizando zigue-zagues pela estrada. Felizmente, nada aconteceu e todos chegaram muito bem, mas imaginem como seria isso hoje.

 

Depois dessa experiência bem-sucedida e elogiada, todas as montadoras passaram a organizar test-drives mais longos, mas nós da Ford fomos além e criamos as viagens internacionais.

 

Para incentivar o programa Proálcool, promovemos a primeira viagem de carros com motor a álcool, entre São Bernardo do Campo e Assunção, no Paraguai, com distância próxima a 2.000 quilômetros; depois, de Porto Alegre a Montevidéo, para o lançamento da pick-up Ford Pampa, no Uruguai, e várias outras, entre as quais, a primeira viagem de mil quilômetros entre São Paulo e Brasília também com carros a álcool.

 

Os longos testes foram adotados pela Ford também em lançamentos realizados em outros países, como a apresentação da pick-up Ford Ranger, nos Estados Unidos, e o Ford Ka, na Sardenha.

 

O principal e mais longo foi o promovido entre Estocolmo, na Suécia, e Genebra, na Suíça, com distância de 1.800 quilômetros, para comemorar a vitória da Ford brasileira numa concorrência com operações da Ford de outros países para fornecer o Escort para os países da Escandinávia.

 

Foi o test-drive de maior distância realizado até então, entre Estocolmo, na Suécia, e Genebra, na Suíça, ao longo de 1.800 quilômetros. Nas rodovias alemãs, os jornalistas puderam viajar à velocidade de 140 quilômetros por hora, o que não era permitido no Brasil, mas com atenção no espelho retrovisor para não atrapalhar motoristas de Mercedes-Benz, BMW, Porsche e até Ferrari e Lamborghini que ultrapassavam em velocidades bem acima dos 200 quilômetros por hora. Para os jornalistas, foi uma diversão inédita e inesquecível.

 

Hoje, a maneira de avaliar os veículos evoluiu muito e muitos recorrem aos autódromos e a sofisticados equipamentos de medição além, é claro, das imagens. Tudo gravado e colocado nas redes sociais. Mas tenho certeza que a paixão e o prazer de conduzir os novos modelos e transmitir suas impressões e opiniões para os consumidor continuam fortes e fazendo com que os jornalistas se superem nas formas criativas e até divertidas de levar a informação ao público final.

 

Acesse nossos podcasts acessando aqui.

 

Ram lança linha 2022 das picapes mais poderosas e sofisticadas do Brasil

 



- Estilo renovado é destaque na Ram 2500, ao lado da volta da opção Night Edition, com mais itens de tecnologia, segurança e luxo

- Recém-eleita Picape do Ano, a Ram 1500 tem avanços na conectividade

Encerrando com chave de ouro o segundo ano consecutivo de recorde de vendas, a Ram acaba de lançar nas 53 concessionárias da marca a linha 2022 das maiores, mais capazes e mais luxuosas caminhonetes do país. Entre os pontos altos, há evoluções em tecnologia e algumas mudanças visuais, além da ampliação do leque de possibilidades para o comprador da Ram 2500. Conheça aqui todas as novidades:

Ram 2500 Laramie


Sexto veículo premium mais vendido do Brasil e carro-chefe da marca, com 2.189 emplacamentos até o fechamento de novembro, a Ram 2500 Laramie entra no ano-modelo 2022 com retoques no design, graças às novas rodas e grade dianteira, esta com ainda mais elementos cromados. A tampa traseira ganhou iluminação em LED sobre a maçaneta, para facilitar o engate de reboque à noite.

A picape mais capaz (pode rebocar 7.861 kg) também recebeu upgrades na central Uconnect, com tela de 12 polegadas – a maior da categoria. Agora as conexões via Android Auto e Apple CarPlay podem ser feitas sem cabo e o sistema ficou mais rápido e com a possibilidade de parear dois telefones ao mesmo tempo. Ainda no interior, o filtro de ar da cabine passa a ser do tipo N95, melhorando a qualidade do ar.


Além disso, a Ram 2500 conta com o retorno da série Night Edition, que fez muito sucesso em 2020. As rodas e a grade são as mesmas do modelo 2021 mas todos os acabamentos cromados ficam pretos ou na cor da carroceria, dando um estilo mais agressivo. Inclusive o revestimento interno é sempre preto, incluindo colunas e teto, contrastando com o padrão marrom com bege, o favorito da clientela da 2500 Laramie “tradicional”.

Mais tecnologia, segurança e luxo


Reforçado pelas cab lights, conjunto de cinco luzes logo acima do para-brisa, o visual diferente da Ram 2500 Laramie Night Edition acompanha um extenso pacote tecnológico. Para reforçar a segurança há controle de cruzeiro adaptativo com parada (ACC+), alerta de colisão frontal com frenagem (FCW+) e sensor de permanência em faixa com correção ativa.

O conforto e bem-estar foram ampliados com áudio premium Harman Kardon de 16 alto-falantes, subwoofer de 10” e 750W de potência; carregador de telefone por indução (RamCharger); aquecimento dos assentos traseiros laterais; retrovisor interno digital, cuja lente pode mostrar a imagem de uma câmera de alta definição ao lado da terceira luz de freio, resultando na melhor visibilidade traseira possível e estribos elétricos, que ficam “escondidos” e só aparecem ao abrir uma das portas, ajudando na aerodinâmica.

Ram 1500 Rebel

Escolhida a Picape do Ano 2022 na premiação Carro do Ano, organizada pela revista Autoesporte, a Ram 1500 Rebel acumulou 524 emplacamentos em apenas sete meses (abril a novembro) no mercado nacional. Uma aceleração rápida como a que ela é capaz de fazer de 0 a 100 km/h – 6,4 s, graças ao motor V8 HEMI de 400 cv, o mais potente da categoria.

Para o novo ano-modelo, a 1500 recebeu algumas das evoluções aplicadas na 2500: sistema multimídia mais rápido, com conexões wireless para Android Auto e Apple CarPlay e pareamento duplo simultâneo; filtro de ar de cabine N95 e maçaneta da tampa traseira com iluminação em LED.


Complementando, a primeira e única premium muscle truck do Brasil agora vem sempre com todos os acabamentos externos pretos, incluindo rodas, logotipo da marca na grade e anteparo central no para-choque dianteiro. Até então, esses detalhes escuros eram exclusivos do pacote opcional Level II, que continua à disposição. Outra novidade no visual é a pintura metálica Granito Crystal.

A Ram 1500 Rebel 2022 tem preço sugerido a partir de R$ 449.990. Mesmo valor inicial da Ram 2500 Laramie 2022, cujo pacote Night Edition a coloca no patamar de R$ 474.990.

 

quinta-feira, 23 de dezembro de 2021

Coluna Fernando Calmon


Coluna Fernando Calmon 


Nº 1.181 — 23/12/21

 



REDE DE RECARGA: PONTO

CRUCIAL PARA ELÉTRICOS

 


Um dos motivos que levou ao crescimento da americana Tesla foi a rede própria de recarga de seus modelos, exclusivamente elétricos, em um país de dimensões continentais como os EUA. A expansão relativamente rápida da rede, hoje 1.100 postos com até 10 pontos de recarga em cada um, tornou-se um atrativo para os compradores. Modelos mais caros da Tesla abasteciam de graça. No entanto, o sistema fechado a veículos de outras marcas cria mal-estar do ponto de vista de liberdade econômica. O governo americano já sinalizou que a rede de recarga deve ser pública e isso não excluirá a Tesla.

Os grupos automobilísticos também vislumbraram que os donos de carros elétricos não podem depender apenas de recarga doméstica ou em pontos de grande circulação urbana a exemplo de centros de compra, restaurantes etc. Moradores de edifícios, principalmente os mais antigos na Europa, enfrentam dificuldades. Nas estradas as distâncias são maiores e o alcance dos elétricos diminui em razão de menos freadas regenerativas prevalecentes em uso urbano.

A rede Ionity da BMW, Ford, Hyundai, Mercedes-Benz e VW inclui 400 postos e 1.500 carregadores de alta potência. Stellantis e outros fabricantes também decidiram agir na construção de redes próprias. Audi inaugura agora um projeto-piloto, em Nuremberg, Alemanha para construção de centros com seis carregadores de alta potência (até 320 kW). Permitem agendamento prévio por meia hora e no primeiro andar há um ambiente de convivência. Os pontos atuais de recarga ficam, em geral, ao ar livre e sem abrigo para motoristas e passageiros.

No Brasil, a Volvo anunciou que investirá, inicialmente, R$ 10 milhões numa rede rodoviária pública, sem cobrança, de 13 postos de recarga rápida de 150 kW. A empresa afirma já ter quase 1.000 eletropontos. A maioria, porém, é de baixo custo e baixa potência, mais adequada ao uso urbano. VW, Porsche e Audi começaram, em parceria com a EDP no ano passado, a montar eletropostos em estradas que partem de São Paulo. Investimento de R$ 32,9 milhões, ao longo de três anos, em 30 estações, incluindo unidades de 150 kW.

A marca sueca decidiu, semana passada, que seu principal modelo (40% das vendas), o XC40 Recharge, será oferecido apenas na versão 100% elétrica, a partir de 2022. Afirma ter sido a primeira “com coragem” de fazer um movimento desse porte. Entretanto, o principal motivo pode ser outro: o alto custo de homologação da versão híbrida plugável no Proconve L7, a partir de 1º de janeiro próximo. Esta norma brasileira de emissões baseia-se na dos EUA, onde a Volvo também não homologou o XC 40 híbrido.

Tiggo 7 Pro tem pacote tecnológico de alto nível


A nova geração do Tiggo 7, produzida em Anápolis (GO), é o décimo lançamento da Caoa Chery em quatro anos. Versão Pro (R$ 179.990, mas deve aumentar logo) conviverá com a atual TXS (R$ 154.990). Estilo atraente, em especial quando visto de três quartos de traseira. Ganhou 2 cm na distância entre-eixos (2,67 m): pequena melhora para quem senta no banco traseiro. Interior é todo novo. Destaque para desenho e pega da alavanca do câmbio automatizado de duas embreagens e sete marchas. Alguns cromados desnecessários no interior. Tela multimídia de 12,5 pol., mas não totalmente preenchida ao espelhar as rotas do Waze ou Google Maps.

Motor 1,6 turbo de 187 cv/28 kgf.m é o mesmo do Tiggo 8. Com 110 kg a menos que o modelo maior apresenta respostas melhores, inclusive em relação aos concorrentes diretos Compass e Taos. Entre 10 itens de assistência ao motorista o alarme de colisão traseira, que está em poucos carros hoje e pode evitar engavetamento. Muito útil o alerta de abertura também para as portas traseiras.

ALTA RODA

SEGUNDO a Wings, empresa pernambucana especializada em eletrônica veicular, chips de funcionalidades específicas como os de interação entre diversos itens, adaptadores de velocidade e assistência para estacionar devem demorar mais para ter o fornecimento regularizado em 2022, provavelmente no segundo semestre. Sistema multimídia, por exemplo, exige 12 chips semicondutores. Flexibilidade de projeto, segundo o co-fundador João Barros, permitiu continuar produzindo 24.000 multimídias por mês.

COMMANDER Overland TD380, primeiro Jeep de sete lugares produzido no Brasil, é mais do que simples versão alongada do Compass. Apresenta personalidade própria, flexibilidade do banco traseiro corrediço e acesso relativamente bom ao terceiro banco. Console ligeiramente mais largo, porém ocupantes de estatura maior perdem um pouco de espaço lateral para as pernas. Bom acabamento interno. Volume do porta-malas entre 233 e 661 litros, mas o método de medição mudou e dificulta comparações. Motor Diesel 2-litros tem mesma potência (170 cv) e torque 8% maior (38,7 kgf.m) que o do Compass. Quase tão silencioso quanto um motor Otto, destaca-se pelo baixo nível de aspereza e desempenho adequado. Apesar dos 4,80 m de comprimento pode ser guiado sem sustos.

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www.fernandocalmon.com.br

Stellantis conquista mais de 60 prêmios na América do Sul em 2021 de suas marcas Fiat, Peugeot, Jeep e RAM

 



- Em seu primeiro ano de operação,a Stellantis foi destaque em diferentes premiações na região

- Revista Autoesporte elege Fiat Pulse o Carro do Ano, além de Jeep Commander como SUV Premium do Ano e Ram 1500 como Picape do Ano

- Antonio Filosa foi considerado “Executivo de Valor” pelo jornal Valor Econômico no setor de Veículos e Peças

Prestes a completar um ano de operação, a Stellantis já possui inúmeros motivos para comemorar. Além de ser a líder de mercado não só no Brasil, mas também na Argentina e América do Sul, o grupo conquistou um total de 68 prêmios na região em 2021.  

Carro do Ano, Líder em Contribuição em Responsabilidade Social, Melhor Picape e Melhor Carro Elétrico são apenas alguns dos títulos que a Stellantis recebeu neste ano. Sua atuação foi premiada em múltiplos aspectos, como marketing, liderança, tecnologia e design. Além disso, lançamentos como o Fiat Pulse e o Jeep Commander foram destaques de importantes premiações.


Reconhecimento institucional

A nova empresa foi premiada em importantes aspectos organizacionais. No prêmio AB Diversidade, a Stellantis recebeu três troféus: Maiores Empregadores de Pessoa com Deficiência, de Jovens e de Profissionais 50 anos Mais. Os prêmios são resultado das ações da empresa para ampliar a diversidade, inclusão e pluralidade na companhia.  

Já no Prêmio ClienteSA (foto acima), o reconhecimento se deu nas categorias Case do Ano e Líder em Contribuição em Responsabilidade Social, premiando as ações do Vozes Daqui e Cooperárvore. O primeiro é um programa educacional que tem o objetivo de fortalecer a educação e promover o protagonismo juvenil em Goiana (PE). Já o segundo é o projeto de uma cooperativa de moda sustentável, com o objetivo de proporcionar a inclusão social de mulheres do bairro Jardim Teresópolis (MG), comunidade próxima ao Polo Automotivo Stellantis de Betim (MG). O local se tornou um negócio social, gerando trabalho e renda para a comunidade. 

Além do Brasil, a Stellantis recebeu na Argentina dois reconhecimentos em 2021. O prêmio COAS a la Solidaridad 2020/2021 contemplou as ações sociais realizadas no país vizinho e o prêmio La Nación-Banco Galicia a la Excelencia Exportadora reconheceu a companhia entre os Grandes Exportadores.

Tecnologia e manufatura também são destaques

No ano em que a Stellantis avançou em conectividade e inovação, três produtos tecnológicos da companhia foram agraciados pelo prêmio Mobilidade Estadão. Na categoria Melhor Tecnologia, a empresa foi reconhecida pelas soluções Fiat Connect////Me e Jeep Adventure Intelligence. 

O novo motor GSE 1.0 Turbo Flex da Stellantis, produzido no Polo Automotivo de Betim (MG), ganhou o prêmio de Motor do Ano até 2.0 da Autoesporte, além do destaque de motorização do portal Mecânica Online. O mesmo site ainda escolheu o Polo Automotivo Stellantis de Goiana (PE) como reconhecimento de destaque em Manufatura Automotiva, especialmente pela utilização da tecnologia e do projeto 5G desenvolvido na planta. 

Antonio Filosa 

Novamente Antonio Filosa, presidente da Stellantis para a América do Sul, foi eleito “Executivo de Valor” pelo jornal Valor Econômico no setor de Veículos e Peças. O executivo também recebeu o Prêmio REI, da Automotive Business, na categoria Liderança de Montadora, e foi reconhecido como Melhor Executivo de Montadora pelo Top Car TV. 


Fiat

Além de ter sido destaque no mercado brasileiro, conquistando a liderança e emplacando o veículo mais vendido do ano, com a Nova Strada, a Fiat também aumentou ainda mais a sua sala de troféus. Com importantes lançamentos, a marca foi destaque em diferentes premiações. Não é para menos, já que a marca foi responsável pelo lançamento mais aguardado do ano: o Fiat Pulse, que trouxe ineditismo ao ser revelado pela primeira vez na final do reality show Big Brother Brasil, algo nunca visto na indústria automotiva brasileira. Além disso, engajou mais de 380 mil pessoas em uma votação nacional para a escolha do nome.


Com tanta inovação, o resultado não poderia ser outro: o Pulse foi eleito o Carro do Ano pela Autoesporte, o mais antigo e tradicional prêmio da imprensa automotiva brasileira. O modelo também venceu nas categorias Destaque e SUV Compacto da premiação do UOL Carros, foi escolhido o melhor carro nacional pelo Car Awards Brazil 2022, o Melhor Utilitário Esportivo Nacional até R$ 135.999 e o Melhor Carro do Ano Top Car TV 2021 pelo júri do Top Car TV e o SUV Compacto pelo Carsughi L'Auto Preferita. Além disso, o design do Fiat Pulse foi aclamado pelos prêmios especializados e o modelo levou três troféus: Prêmio Design MCB e os destaques em Design Interno e Design Externo pelo portal Mecânica Online.  


Outro modelo case de sucesso da marca, a Nova Fiat Toro foi eleita o Veículo Comercial Leve pelo Prêmio AutoData e levou a melhor na categoria picape em diferentes premiações, como UOL Carros, Car Awards Brazil 2022, Carsughi L'Auto Preferita, Top Car TV e Abiauto. Neste último, o Fiat Argo também venceu em Carro Nacional acima de 1,6 litro.

A Nova Fiat Strada venceu no quesito picape nas certificações Prêmio Visão Agro Brasil e Trend Cars com a recém-lançada versão Automática CVT. Também figurou no pódio de picape pequena no Carsughi L'Auto Preferita e foi eleita o “Vehículo Comercial del Año” pela PIA (Periodistas de la Industria Automotriz) na Argentina.

Além disso, o lançamento da sua segunda geração ficou em primeiro lugar na categoria “Marketing Communication – B2C”, do AutoVision Awards, International Automotive Film and Multimedia Festival, a maior da indústria audiovisual do setor automotivo e mobilidade, sendo o primeiro case brasileiro a levar o troféu.

A Fiat também foi reconhecida como tendência automotiva pelo Trend Cars, marca inovadora pelo Carsughi L'Auto Preferita e a melhor montadora pelo Uol Carros. Já o seu relacionamento com o consumidor foi destaque no ranking Melhores Empresas em Satisfação do Cliente (realizado pelo Instituto Mesc), tanto na categoria de Montadoras de Veículos como entre as 100 melhores empresas neste quesito no Brasil.

Além disso, o prêmio argentino Eikon Córdoba reconheceu a Fiat nas categorias “Issues Management” e “Campaña General de Difusión” com o case “Fiat Cronos: El Auto Argentino.

Jeep

A Jeep também fez bonito e garantiu troféus com seus veículos, campanhas publicitárias e índice de satisfação do consumidor. Foi considerada uma das marcas preferidas pelo Diário de Pernambuco e a marca de revenda de automóveis mais lembrada no Prêmio JC Recall. Além disso, venceu o Prêmio Consumidor Moderno de Excelência em Serviços ao Cliente, na categoria Veículos - Automóveis de Luxo e ainda está no ranking Melhores Empresas em Satisfação do Cliente, do Instituto Mesc), tanto na categoria de Montadoras de Veículos quanto entre as 100 melhores empresas neste quesito no Brasil. 

A marca também foi destaque no Effie Awards Brasil, levando dois troféus: Especiais – Eficácia de Longo Prazo, com o case “Jeep, marca que vende” e Especiais – Brand Experience com o “Jeep Game Xperience”, ambos produzidos em parceria com a agência FBiz.


O grande lançamento da Jeep, o Commander, conquistou oito troféus. Ele foi eleito o Carro do Ano Premium pela Autoesporte, SUV Premium pelo UOL Carros, o SUV no Trend Cars e SUV Grande da Carsughi L'Auto Preferita. Também recebeu o troféu de Melhor Utilitário Esportivo Nacional acima de R$ 136 mil pelo Top Car TV, SUV Crossover Nacional e Carro Abiauto pela premiação da Abiauto, além do reconhecimento como Melhor Veículo Dinâmico do portal Mecânica Online.


O Novo Compass, que ficou ainda mais moderno e arrojado este ano, também conquistou importantes títulos, como o Melhor SUV Médio nas certificações Prêmio Mobilidade Estadão, UOL Carros e Carsughi L'Auto Preferita. 

Presente em todos os novos modelos Jeep, o sistema de infotainment Adventure Intelligence by Jeep Connect foi premiado na categoria Conectividade e Áudio pelo portal  Mecânica Online e fez a Stellantis receber o troféu de Melhor Tecnologia do prêmio Mobilidade Estadão, conforme já mencionado acima.


Peugeot

O ano de 2021 foi extremamente marcante para a Peugeot. A marca registrou crescimento de 133,5% na comercialização de veículos, sendo o 208 o grande destaque. O carro também ganhou o prêmio Compra do Ano 2021, da Revista Motorshow, na categoria hatch compacto. Já a versão elétrica do modelo, o Peugeot e-208 GT recebeu o troféu de Melhor Carro Elétrico pela Car Awards Brazil 2021. Na Argentina, o 208 também conquistou importantes prêmios, como Auto del Año, pelo Grupo Premia, e Auto Regional del Año, reconhecido pela PIA (Periodistas de la Industria Automotriz).    


Ram 

A marca Ram, marca das caminhonetes mais poderosas e sofisticadas do país, também registrou momentos de glória neste ano, que encerrou coroando a Ram 1500 como Picape do Ano, no prêmio Carro do Ano promovido pelo Autoesporte. Vale dizer que a Ram teve o segundo ano consecutivo de vendas recordes. Até o fechamento de novembro, foram 2.713 unidades emplacadas (em 2020 haviam sido 1.475).

 

quarta-feira, 22 de dezembro de 2021

Do rádio ao wi-fi: Chevrolet celebra 100 anos de entretenimento a bordo. Próximo passo são os aplicativos de streaming de áudio nativos ao sistema de internet do próprio carro; recurso vai estrear em breve com o Novo Equinox Evolução do sistema de áudio do veículo transformou a experiência dos ocupantes, que agora podem consumir música e informação por demanda

 


ASSISTA O VÍDEO NO YOUTUBE COM A HISTÓRIA DO RÁDIO NOS CARROS:

São Caetano do Sul - Entre os itens que fazem a viagem de automóvel ficar mais agradável, o sistema de áudio é certamente um indispensável companheiro, e isso há muito tempo, já que o primeiro carro equipado com rádio de fábrica no mundo está completando 100 anos, e foi um Chevrolet. De lá para cá, a marca sempre se destacou pelas inovações, incluindo as relacionadas ao entretenimento a bordo.

Hoje é o carro conectado e a internet veicular que permitem aos ocupantes consumirem música e informação por demanda, experiência que se torna ainda mais tecnológica com a chegada dos aplicativos Spotify e Alexa ao multimídia MyLink do veículo, novidades que estreiam em breve com o Novo Equinox.

“Cada vez mais pessoas valorizam conteúdo personalizados, no formato e horário mais condizentes para elas. Ninguém precisa mais esperar para que uma estação de rádio toque uma música específica ou traga informações sobre o tópico de seu interesse. Os serviços por demanda já estão disponíveis para o smartphone, para a TV de casa e estão chegando para transformar a experiência nos automóveis”, explica Eduardo Oliveira Santos, gerente do laboratório de Eletroeletrônica do Campo de Provas da GM.

No Novo Equinox, será possível acessar o conteúdo e os recursos dos aplicativos Spotify e da Alexa diretamente do multimídia MyLink, sem a obrigatoriedade do pareamento do sistema com um aparelho externo para fornecer sinal de internet. Isso porque o SUV da Chevrolet chegará com o mais alto nível de conectividade do mercado, que inclui Wi-Fi a bordo com sinal de internet até 12 vezes mais estável, projeção sem fio para Android Auto e Apple Car Play, aplicativo myChevrolet para comandar funções do carro à distância e até a função de atualização remota de sistemas eletrônicos do veículo (OTA), entre outros. O modelo contará ainda com novidades em relação aos pacotes de segurança e conectividade do OnStar.

“A conectividade sempre foi um diferencial dos veículos da Chevrolet, e o Novo Equinox irá oferecer serviços inovadores para nossos clientes num patamar impressionante de conveniência e qualidade na categoria”, completa Paulo Leandro Santos, gerente de Marketing de Produto da GM América do Sul. 


Um século de evolução do sistema de áudio

A primeira marca de automóvel a apresentar um veículo equipado com rádio de fábrica foi a Chevrolet, em 1922, nos Estados Unidos, época que essa tecnologia começava a engatinhar. O sistema de áudio do veículo era bastante elementar, nada compacto, precisava de baterias independentes e a antena ocupava todo perímetro do teto. A instalação também era complexa, tanto que o custo do equipamento correspondia a quase um quarto do valor de um sedã de luxo da marca.

Uma curiosidade, o fonógrafo que projetava o som era voltado para a parte externa, já que a tecnologia dos rádios naquela época sofria com interferências do motor e com a trepidações das vias, além da frequência das poucas estações AM da época oscilar muito entre os deslocamentos. O experimento foi pensado para que as famílias pudessem ouvir jazz, música clássica, noticiários, cultos e programas de entretenimento enquanto faziam seus tradicionais piqueniques ao ar livre nos fins de semana.

Mas foi apenas no início dos anos 30 que o rádio para automóveis começou a ser produzido em massa. Ainda assim, continuava sendo um item relativamente caro, até porque a instalação do equipamento exigia um par de técnicos por dias inteiros de trabalho. Os reflexos da Grande Depressão na economia representavam outro grande desafio. Ao menos os sistemas de áudio não ocupavam mais o espaço de uma pessoa na cabine, contava com alto-falante munido de ajuste de volume e já tinham o propósito de entreter os ocupantes em trânsito.

Nos anos 50, os aparelhos traziam novidades como botões para a seleção de estações de rádio e a opção para a transmissão em frequência modulada (FM), que ajudaram a eliminar ruídos. Mas o grande salto foi dado com o surgimento dos primeiros rádios automotivos totalmente transistorizados na década seguinte, assim como o sistema de som estéreo. Enquanto os transistores permitiram reduzir os rádios veiculares ao tamanho próximo dos atuais, para serem encaixados no painel, o estéreo melhorou a qualidade acústica por conseguir recriar a posição dos sons onde foram espacialmente gravados.

O pós-guerra foi marcado por uma grande ruptura comportamental pela liberdade, muito evidente nas músicas da época, além do fim da escassez de bens de consumo em geral. Aliás, a grandiosidade dos automóveis norte-americanos refletia esta prosperidade alcançada. Era tanto o anseio por novidades que a indústria até que tentou emplacar nos veículos tecnologias que despontavam no mercado, como o rádio de gaveta com alto-falante embutido para uso externo, o cartucho de oito músicas e até a vitrola com disco de vinil. Nenhuma delas, no entanto, prosperou comercialmente.

Foi o lançamento do toca-fitas nos anos 70 que deu uma guinada em relação ao entretenimento a bordo. Isto porque os ocupantes tinham a possibilidade de selecionar os conteúdos que iam apreciar durante seus deslocamentos, que passavam a ser mais duradouros, por conta do tráfego urbano intensificado e da malha rodoviária que só se ampliava. No Brasil, o primeiro Chevrolet a oferecer o um toca-fitas de série foi o Opala, marcando a estreia da versão Diplomata. O pacote luxuoso incluía antena elétrica, relógio digital, direção hidráulica e ar-condicionado, itens considerados exclusivos para carros de passeio nacionais. 

Outra evolução marcante da qualidade sonora veio com o toca-CDs, que dominaram nas décadas de 1990 e 2000, inicialmente com os modelos Single DIN e depois com os Double DIN, que passaram a ocupar o dobro do espaço. Isso também estimulou os designers a repensar o visual dos aparelhos de áudio, que passaram a ser integrados ao painel. A abertura das importações de automóveis e as transformações econômicas ajudaram a acelerar a modernização da nossa frota. Nesta época, o Omega era a porta de entrada das principais inovações, entre elas o CD Player.

Além de mais acessíveis que os toca-CDs, os rádios com entrada MP3 permitiam espetar mídias com maior capacidade de armazenamento de dados. Por isso começaram a ganhar a preferência do consumidor a partir da virada do milênio. Outra vantagem era que o motorista não precisava mais carregar estojos com discos ou fitas que ocupavam espaços nobres dos porta-objetos.

O fim da dependência de meios físicos para ouvir música veio junto com a era da conectividade, capitaneada pelo Bluetooth. A tecnologia abria caminho para a conexão sem fio com outros aparelhos compatíveis. Sua principal razão, no entanto, era poder transmitir o áudio de chamadas do celular para o sistema viva-voz do carro com segurança, já que o motorista não precisaria tirar as mãos do volante para usar o telefone. A Chevrolet novamente saiu na frente com os primeiros kits Bluetooth para automóveis.

No início dos anos 2010, a Chevrolet iniciava a popularização do multimídia com tela grande e colorida no centro do painel. Sua interface intuitiva e simples seguia o layout de tablets e smartphones, que se tornariam um item indispensável no dia a dia das pessoas. Tanto que o próximo nível de conectividade veio com a chegada dos sistemas Android Auto e Apple Car Play para a projeção no MyLink de determinados aplicativos do smartphone, como o Waze, de navegação, e o WhatsApp, para troca de mensagens.

Já em 2015, a Chevrolet apresentava mais uma novidade ao mercado brasileiro: o sistema de telemática avançado OnStar, com mais de 20 serviços, entre eles o de resposta automática em caso de acidente, que é capaz de detectar uma colisão com deflagração dos airbags e providenciar socorro às vítimas. A nova tecnologia, inaugurada com o Cruze, surpreendia ainda por oferecer auxílio na recuperação em caso de roubo do veículo. Hoje o OnStar já está disponível para toda a nova linha de produtos da marca.

A partir de 2019, com a integração do serviço OnStar com a tecnologia 4G, a Chevrolet inaugurou o quarto nível de conectividade ao oferecer o serviço de Wi-Fi nativo a bordo em produtos estratégicos da companhia. Com sinal de internet independente e até 12 vezes mais estável, os ocupantes podem se manter conectados mesmo em viagens rodoviárias. Para o motorista isto também significa que ele pode ter ali na tela informações relevantes para o seu deslocamento, como mapas com trânsito em tempo real, previsão do tempo ao longo do percurso, consulta e agendamento de serviços mecânicos e muito mais.

Em suma, o automóvel cada vez mais vem se apropriando de inovações de conectividade para ficar mais independente do smartphone. Antes, para se conectar a sua playlist favorita era necessário conectar um celular ao carro. O novo Equinox trará evoluções importantes neste sentido. Com o serviço de streaming de áudio Spotify nativo vai ser possível escolher músicas, notícias e podcasts pelo próprio MyLink, sem precisar usar o pacote de dados pessoais do telefone.

Mais uma novidade que estreia com o SUV da Chevrolet será a adoção do mesmo sistema de comando de voz Alexa que já opera casas inteligentes. Com isso, o motorista também passará a ter uma assistente virtual para serviços de navegação e mídia, por exemplo. Tudo isso abre espaço para que, no futuro, o automóvel se conecte também ao ecossistema, para ainda maior comodidade e segurança.

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Jeep® lança podcast sobre Pantanal com o ativista Lawrence Wahba

 



-Mediado pelo escritor André Carvalhal, o podcast traz importantes reflexões sobre a preservação do meio ambiente

-Intitulado Vozes da Natureza, o episódio já está disponível nas plataformas Spotify e Deezer

Para incentivar ainda mais a discussão e a preservação do Pantanal, a Jeep® promove o “Vozes da Natureza”, um podcast com o documentarista e vencedor do Emmy, Lawrence Wahba. Já disponível nas plataformas Spotify e Deezer, o episódio aborda reflexões sobre meio-ambiente, conscientização e preservação da natureza.

O bate-papo foi mediado pelo escritor André Carvalhal, que, com o convidado, trouxe assuntos importantes sobre o Pantanal, como a sua preservação e as trágicas queimadas que aconteceram em 2020. Durante a conversa, Lawrence compartilhou as suas experiências pela natureza e ressaltou a parceria com a Jeep no combate à exploração do bioma.

“A Jeep possui inúmeras iniciativas relacionadas à sustentabilidade e isso começa desde a nossa fábrica, que é carbono neutro e ainda possui tratamento de efluentes, com reutilização e redução de resíduos. Além disso, também apoiamos projetos externos. Por exemplo, temos uma parceria de longa data com o Projeto Tamar e agora, estamos na luta ao combate às queimadas no Pantanal. Este podcast, de alguma forma, se soma às iniciativas da Jeep com relação à natureza", afirma Malu Antonio, gerente de Storytelling e Content da Stellantis para a América do Sul.

A marca cedeu carros para serem utilizados pela Brigada Alto Pantanal, iniciativa que tem como objetivo o combate às queimadas no bioma. Além disso, o projeto também auxilia no resgate de animais, na redução dos danos na fauna e flora e apoia a comunidade local.

“A Jeep é uma grande parceira e foi essencial no projeto que a gente vem fazendo no Pantanal desde o começo da pandemia, com todos os incêndios em 2020 e após o documentário. Neste ano de 2021, continuamos o trabalho com brigadas permanentes de combate aos incêndios também com o apoio da Jeep”, conclui Lawrence Wahba.

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