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segunda-feira, 20 de outubro de 2025

Coluna Minas Turismo Gerais doJornalista Sérgio Moreira



Coluna Minas Turismo Gerais 


Jornalista Sérgio Moreira 



Barco Benjamim Guimarães pode ser visitado

               Benjamim Guimarães reformado


               Rio São Francisco, em Pirapora

O único barco a vapor em funcionamento no mundo pode ser visitado em Pirapora . O Benjamim Guimarães passou por uma grande reforma e agora pode ser apreciado pelo público em dias e horários programados.


O Benjamim Guimarães é o único barco a vapor do mundo em funcionamento do mundo. Após o término de uma reforma completa, no dia 1 de junho, às margens do Rio São Francisco.


Sem navegar desde 2013, o Benjamim Guimarães foi apresentado em uma cerimônia que marca os 113 anos de Pirapora, no Norte de Minas Gerais. A restauração fez parte do projeto de R$ 5,3milhões do Ministério de Minas e Energia.


Apesar de ser reinaugurado, o vapor ainda não navegará. Mesmo estando em condições para percorrer as águas do São Francisco, por questões de segurança, o Benjamim precisa que o rio esteja com um maior volume. Por isso, toda a cerimônia de entrega foi feita com barco ancorado. Além de recuperar o patrimônio histórico e cultural da região, com a retomada do turismo fluvial no Rio São Francisco.


Segundo a Prefeitura, as visitas podem ser feitas por turistas, moradores e instituições de ensino nos seguintes horários, que devem ser previamente agendados. Público em geral: Quintas, sextas e sábados: às 10h e às 15hDomingos, apenas às 10h. Para escolas, instituições de ensino e educadores: Terças e quintas, às 10h e às 15h. 


Ainda de acordo com a Prefeitura, para ter acesso ao barco vapor é preciso ter autorização e registro prévio no Centro de Apoio ao Turista (CAT), que fica no quiosque 3 da orla fluvial, na Avenida Salmeron. O CAT funciona de terça a sábado, das 8h às 18h, e aos domingos, das 8h às 12h.

Para mais informações o telefone é o (38) 3741-2366.

 

A embarcação que navegou pela última vez em 2013 e serviu de cenário para o novela Velho Chico pertence à cidade, que fica às margens do Rio São Francisco e tem 57 mil habitantes.

Sistema de monitoramento que fortalece a conservação de animais silvestres no Parque do Rola-Moça.




Preservar o meio ambiente é fundamental porque dele obtemos todos os recursos essenciais para a vida, como água, ar, alimentos e matérias-primas, e sua degradação ameaça o bem-estar humano e a sobrevivência de outras espécies. Além disso, a preservação é crucial para garantir um planeta saudável para as futuras gerações e para manter o equilíbrio dos ecossistemas. 

O Parque Estadual Serra do Rola-Moça é uma das áreas verdes mais importantes de Minas Gerais. Com 3.941,09 hectares, é o terceiro maior parque de preservação ambiental em área urbana do Brasil. O mesmo está localizado nos municípios de Belo Horizonte, Nova Lima,Ibirité e Brumadinho e foi criada em 1994.

A reserva possui vários mananciais que abastecem a Região Metropolitana de Belo Horizonte, além de uma rica diversidade de fauna, com espécies ameaçadas de extinção, como por exemplo, a onça parda, a jaguatirica, lobo-guará, o gato-do-mato, o macuco e o veado-campeiro.

Situado na zona de transição entre o Cerrado e a Mata Atlântica, sendo, portanto, rico em campos ferruginosos e de altitude, o parque abriga espécies raras como orquídea, bromélia, candeia, jacarandá, cedro, jequitibá, arnica e a canela-de-ema, que se tornou seu símbolo.

Recentemente descrito pela geologia, o Campo Ferruginoso é muito raro, sendo encontrado apenas em Minas Gerais, no quadrilátero ferrífero, e em Carajás, no Estado do Pará.

Entre os principais atrativos destacam-se as trilhas e mirantes, em especial o “Morro dos Veados”, pois além de possibilitar uma visão panorâmica do vale é ainda uma ótima parada para registrar uma boa selfie.

O Parque possui também diversas trilhas e mananciais, - como o Lago Azul-, que podem ser visitados para fins de Educação Ambiental, mediante disponibilidade de atendimento.

Equipados com coleiras de rastreamento, lobos-guarás, onças-pardas e outros carnívoros são acompanhados por equipes técnicas que avaliam deslocamentos, sobrevivência e adaptação das espécies .  O uso de coleiras de rastreamento tornou-se um importante aliado nas ações de manejo da fauna em Minas Gerais. Os dispositivos registram o comportamento e a movimentação dos animais após a soltura, oferecendo dados estratégicos que orientam o trabalho de campo e fortalecem as políticas públicas de conservação da biodiversidade no Estado.

 

Lobo-guará monitorado (Robson Santos / Sisema)

No Parque Estadual da Serra do Rola-Moça, administrado pelo Instituto Estadual de Florestas-IEF, o monitoramento integra um trabalho contínuo de pesquisa e proteção.

As equipes realizam capturas rápidas e seguras: o animal é sedado, passa por exames clínicos, coleta de sangue e pesagem e, em menos de uma hora, é devolvido ao local de origem, minimizando o estresse e maximizando a coleta de informações científicas.

Segundo o biólogo Joaquim Silva, coordenador do programa de monitoramento, o uso de rádio-colares representa um avanço na compreensão da ecologia de espécies de vida livre.

"Os equipamentos variam em tamanho conforme o porte do animal e enviam dados via satélite quase de hora em hora, permitindo entender padrões de comportamento, deslocamento e áreas de uso", explica.

As coleiras possuem sistema automatizado de liberação (drop-off), que se desprende do animal após até dois anos, sem causar danos.

"Apesar de parecerem grandes, pesam no máximo 5% a 6% do peso corporal. No caso das onças, apenas 2,6%. Os animais se adaptam rapidamente, e o dispositivo é resistente à água, vegetação densa e longos períodos de exposição. É a mesma tecnologia usada em projetos nacionais e internacionais", completa Joaquim.

O acompanhamento permite identificar padrões de atividade antes imperceptíveis. Os dados revelam momentos de repouso, caça ou deslocamento por diferentes tipos de vegetação, ajudando a mapear corredores ecológicos e identificar riscos, como atropelamentos e perda de habitat.

Ela ressalta que o estudo fornece subsídios para pesquisas e políticas de conservação. "Compreender o comportamento dos animais em ambientes próximos da área urbana é essencial para garantir sua sobrevivência e promover o bem-estar animal", afirma.

De acordo com o gerente do Parque Estadual da Serra do Rola-Moça, Henri Collet, a prioridade é preservar a integridade física e o bem-estar do animal.

Robson Santos / Sisema

"A captura é feita com segurança e supervisionada por veterinários. Após a sedação, realizamos exames e verificamos possíveis doenças, especialmente pela convivência com animais domésticos. Todo o processo dura, no máximo, uma hora, e a soltura ocorre imediatamente no mesmo local", explica.

Os dados coletados alimentam um banco de informações compartilhado com o Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Carnívoros (Cenap/ICMBio), que integra uma rede nacional e internacional de especialistas. O objetivo é ampliar o conhecimento sobre o comportamento e a adaptação de espécies como o lobo-guará, a jaguatirica e a onça-parda, todas presentes em Minas Gerais.

Além de apoiar pesquisas, o monitoramento contribui para o planejamento territorial e o fortalecimento das políticas ambientais. “A ecologia do movimento nos permite ver a paisagem pelos olhos de um lobo, por exemplo. Ao compreender quais áreas eles utilizam e consideram vitais, conseguimos priorizar zonas de conservação e identificar espaços de coexistência entre fauna e atividades humanas”, afirma Joaquim Silva.

O estudo no Rola-Moça é inédito por ocorrer em uma área sob forte pressão urbana — próxima a rodovias, empreendimentos e mineração — e busca entender como os animais desenvolvem estratégias de sobrevivência nesse contexto.
"Esses dados ajudam a integrar o planejamento ambiental às realidades socioeconômicas locais, garantindo a manutenção dos ecossistemas e dos serviços ambientais essenciais ao longo do tempo", conclui o biólogo.

FestCurtas BH

O Festival Internacional de Curtas de Belo Horizonte ocupará mais uma vez o Palácio das Artes em sua 27ª edição. O FestCurtasBH, realizado pela Fundação Clóvis Salgado, acontece entre os dias 31 de outubro e 9 de novembro de 2025. Este ano, o festival traz como um dos temas centrais “Filme-Feitiço” e tem a sua abertura no dia das bruxas, com o show “Femme Frame” da multiartista Ava Rocha.


Ava Rocha (foto: Carolina Amorim)   

A artista traz um show minimalista e experimental, explorando, revelando e expressando elementos de sua pesquisa estética. A noite conta ainda com a exibição de filmes da diretora homenageada Narcisa Hirsch, no Cine Humberto Mauro, e com a apresentação da DJ DJAHI nos Jardins Internos.

DJ DJAHI (foto Renato Ronmie)

A apresentação de Ava encerra a abertura do festival, a partir das 22h30, com entrada gratuita.

Filha dos cineastas Glauber Rocha e Paula Gaitán, Ava Rocha é cantora, compositora, cineasta, performer, artista visual e sonora, montadora e poeta que extrapola as fronteiras das linguagens. A artista lançou em maio de 2020 seu último registro musical, o compacto “Sal Gruesa”, com a banda colombiana Los Toscos.

Sua discografia reúne outros três trabalhos, "Diurno" (2011), “Ava Patrya Yndia Yracema” (2015) e “Trança” (2018), além de singles como "Língua Loka" (2016) e "Âmbar" (2019), este último escrito por Adriana Calcanhoto, e inúmeras participações em discos como os de Jards Macalé, Anelis Assumpção, Negro Leo, Iara Rennó, Gustavo Galo, entre outros.

Como compositora foi gravada por Tulipa Ruiz, Fafá de Belém, Lia de Itamaracá, Juliana Perdigão, Negro Leo, Jards Macalé, Ana Frango Elétrico, entre outros. A cantora e compositora teve grande receptividade da crítica e do público, ganhando com seu segundo disco diversos prêmios e reconhecimento de outros artistas internacionais, como Iggy Pop.

Compôs ainda trilhas e desenhou o som de inúmeros filmes, tais quais "Transeunte", "Se Hace Camino al Andar", "Noite ", "Edna" e "Quimera", assim como tem músicas suas em filmes como "Abismo Tropical" de Paulo Caldas.

O “27º FestCurtasBH” é realizado pelo Ministério da Cultura, Governo de Minas Gerais, Secretaria de Estado de Cultura e Turismo, Prefeitura de Belo Horizonte e Fundação Clóvis Salgado, com patrocínio da Cemig, Instituto Cultural Vale, Grupo Fredizak, Instituto Unimed-BH, ArcelorMittal e Vivo, apoio da MGS e correalização da APPA – Cultura & Patrimônio. A ação é viabilizada pela Lei Federal de Incentivo à Cultura. 

O Palácio das Artes integra o Circuito Liberdade, que reúne 35 equipamentos com as mais variadas formas de manifestação de arte e cultura em transversalidade com o turismo. A ação é viabilizada por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. Vale-Cultura. Governo do Brasil, do lado do povo brasileiro.


filmes Diários Patagônicos 1 e 2 (foto  Narcia Hirsch)



“Espetáculo-feitiço”— A noite tem início com uma sessão de abertura, exibindo dois filmes da Mostra Especial, que homenageia a cineasta germano-argentina Narcisa Hirsch. Neste programa, o público poderá conferir “Diários Patagônicos 1” (1970) e “Diários Patagônicos 2” (1972), peças experimentais que a própria cineasta definia como “delírios fílmicos”. As produções misturam paisagens desérticas de um território montanhoso a trilhas sonoras e sobreposições de rostos e corpos.

filme “Rezbotanik” (foto  Pedro Gonçalves Ribeiro)

Além disso, a sessão conta com o filme “Rezbotanik” (2025), de Pedro Gonçalves Ribeiro, que provoca uma reflexão sobre o universo queer. Na sequência, às 21h, uma DJ irá iniciar a programação musical com ritmos afro-brasileiros e de origem preta e latino-americana, como funk, pagode, afrobeats, techno e electro funk.

O show principal acontece nos Jardins Internos do Palácio das Artes, às 22h30, com Ava Rocha apresentando o show “Femme Frame”. A artista conta que pretende impactar o público com uma experiência única, propondo a união das linguagens do cinema, do teatro e da música.

“Pensando em fronteiras de gênero, duração e forma, digamos que ‘Femme Frame’ pretende não respeitar nenhuma cerca, sendo assim é quase uma obra clandestina, sem passaporte definido”, afirma Ava.

CINE HUMBERTO MAURO – Um dos mais tradicionais cinemas de Belo Horizonte, foi inaugurado em 1978. Seu nome homenageia um dos pioneiros do cinema brasileiro, o mineiro Humberto Mauro (1897-1983), grande realizador cinematográfico.

Com 129 lugares, possui equipamentos de som Dolby Digital e para exibição de filmes em 3D e 4K. Nestes mais de 45 anos de existência, a Fundação Clóvis Salgado tem investido na consolidação do espaço como um local de formação de novos públicos a partir de programação diversificada, bem como através da criação de mecanismos de estímulo à produção audiovisual, com a realização do tradicional FestCurtasBH – Festival Internacional de Curtas de Belo Horizonte, e o Prêmio Estímulo ao Curta-Metragem de Baixo Orçamento.

O Cine Humberto Mauro também é um importante difusor do conhecimento ao promover cursos, seminários, debates e palestras. Sessões permanentes e comentadas também têm espaço cativo a partir das mostras História Permanente do Cinema, Cinema e Psicanálise, Curta no Almoço, entre outros. Todas as atividades do Cine Humberto Mauro são gratuitas.




FUNDAÇÃO CLÓVIS SALGADO – Com a missão de fomentar a criação, formação, produção e difusão da arte e da cultura no estado, a Fundação Clóvis Salgado (FCS) é vinculada à Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult).

Artes visuais, cinema, dança, música erudita e popular, ópera e teatro constituem alguns dos campos onde se desenvolvem as inúmeras atividades oferecidas aos visitantes do Palácio das Artes, CâmeraSete – Casa da Fotografia de Minas Gerais – e Palácio da Liberdade, espaços geridos pela FCS.

A Instituição é responsável também pela gestão dos corpos artísticos – Cia de Dança Palácio das Artes, Coral Lírico de Minas Gerais e Orquestra Sinfônica de Minas Gerais –, do Cine Humberto Mauro, das Galerias de Arte e do Centro de Formação Artística e Tecnológica (Cefart).

A Fundação Clóvis Salgado é responsável, ainda, pela gestão do Circuito Liberdade, do qual fazem parte o Palácio das Artes, Palácio da Liberdade e a CâmeraSete.

Em 2021, quando celebrou 50 anos, a FCS ampliou sua atuação em plataformas virtuais, disponibilizando sua programação para público amplo e variado. O conjunto dessas atividades fortalece seu caráter público, sendo um espaço de todos e para todas as pessoas. Classificação indicativa: Varia de acordo com a programação . Entrada gratuita , Informações para o público: (31) 3236-7307 / www.fcs.mg.gov.br

Feira Nacional de Artesanato será em dezembro - Diário do Comércio

Em 2025, a Sede-MG, em parceria com o Sebrae Minas, manterá a participação dos artesãos em estandes exclusivos, instalados em um espaço de mais de 1.000 m², destinado à exposição e comercialização de produtos.

Desde 2003, o Governo de Minas, por meio da Diretoria do Artesanato Mineiro da Sede-MG, participa de forma ininterrupta da FNA, garantindo visibilidade e oportunidades de negócio para os artesãos mineiros.

sábado, 18 de outubro de 2025

Chefs Week: Uma semana intensa de experiências únicas. Evento inédito culmina com Essência do Vinho e acontece em Lisboa, de 27 de outubro a 3 de novembro

 

Fotografia: Divulgação
Redação

Redação

De 27 de outubro a 3 de novembro, Vinhos de Lisboa apresentam CHEFS WEEK, o novo ritual da gastronomia, do vinho e do design em Portugal.
Os palcos desta criação, com assinatura e curadoria da revista portuguesa blue Travel, são:

📍Palácio Nacional da Ajuda: Banquetes de emoções

Naquela que foi a última morada da monarquia portuguesa dá-se lugar a três banquetes únicos com assinatura de grandes chefs nacionais e internacionais. A participação nos Banquete está sujeita a reserva: 120 € por pessoa (inclui convite com entrada no Essência do Vinho - Lisboa, nos dias 1 ou 2 de Nov.)

📍Restaurantes: Uma rota de jantares com chefs que fazem a cidade acontecer!

Menus exclusivos e harmonizados com Vinhos de Lisboa em alguns dos mais criativos, emblemáticos e surpreendentes espaços da cidade. O Menu Chefs Week tem um preço fixo de 65 € por pessoa, com vinhos incluídos. A reserva com os restaurantes é aconselhável.

📍Centro de Congressos de Lisboa: Essência do Vinho – Lisboa cresce e integra a Chefs Week!

A semana culmina com a entrada em cena da 26ª edição deste evento, a principal experiência do vinho em Portugal. Três dias intensos pensados para consumidores e profissionais.

“O evento Chefs Week, apresentado pelos Vinhos de Lisboa, é um projeto ambicioso e de posicionamento concebido pela revista blue Travel, que pretende celebrar a gastronomia como forma maior de expressão cultural e artística. Lisboa — uma das capitais europeias mais cosmopolitas e vibrantes — é o palco natural para esta iniciativa, que une talento, produtos de excelência e criatividade, projetando-os com sofisticação e contemporaneidade. Ao longo de uma semana viveremos experiências únicas: dos banquetes no majestoso Palácio Nacional da Ajuda, momentos irrepetíveis de elevada qualidade gastronómica e cenográfica, aos jantares exclusivos em alguns dos melhores restaurantes da cidade, com menus criados especialmente para a ocasião. Esta parceria com os Vinhos de Lisboa faz todo o sentido: estamos na capital portuguesa, onde os vinhos da região se devem afirmar e conquistar o destaque que merecem. A ligação à 26.ª edição do Essência do Vinho – Lisboa, a principal experiência do vinho em Portugal, reforça ainda mais esta ambição, potenciando notoriedade e promovendo o que de melhor se faz no nosso país — a gastronomia, os vinhos, os chefs, os sommeliers e os produtos que nos distinguem. Contar com o Estado do Rio de Janeiro como convidado internacional da primeira edição da Chefs Week enche-nos de orgulho e acrescenta uma dimensão cultural e afetiva muito especial, num diálogo entre dois territórios que partilham história, talento e uma enorme vitalidade”, realça Nuno Guedes Vaz Pires, mentor da Essência Company, a organizadora da Chefs Week e dos eventos Essência do Vinho.

26ª edição do Essência do Vinho – Lisboa motiva regresso de Nicolas Joly

Nicolas Joly, um dos pioneiros do movimento biodinâmico, está de regresso a Portugal pela mão da Revista de Vinhos. O enólogo do Loire, já com 80 anos e uma legião de entusiastas muito mais extensa, vai protagonizar duas masterclasses sobre biodinâmica, ambas a 3 de novembro, o Dia Profissional do Essência do Vinho – Lisboa. 

Em simultâneo, mais de 50 produtores representativos de 13 países diferentes, do coletivo Renaissance des Appellations, criado pelo próprio Nicolas Joly, mostrarão uma diversidade ímpar de vinhos da chamada intervenção mínima.

No local de sempre, o Centro de Congressos de Lisboa, na Junqueira, Essência do Vinho abre as portas ao público em geral no fim de semana de 1 e 2 de novembro (sábado e domingo), estando o dia 3 (segunda-feira) direccionado a profissionais dos setores do vinho, hotelaria e restauração. 

“A principal experiência do vinho em Portugal” terá em prova mais de 4.000 vinhos de centenas de produtores representados, das principais denominações de origem às emergentes, tendo os visitantes a oportunidade de contactar diretamente com os artífices do vinho, portugueses e internacionais. Nas “Conversas com Sommelier by Luso” serão abordados temas atuais e dicas práticas de consumo. 

“Vinhos leves e de baixo álcool: como são e o que valem”; “Vinhos em barro, vinhos em cimento: estágios e perfis distintos”; “Espumantes: bolhinhas que se valorizam”; “Rosés sérios e gastronómicos”, “Grandes tintos para almoços de domingo” e “O irresistível apelo dos vinhos fortificados” são as propostas

As Provas Comentadas aprofundam temáticas, com oradores convidados e provadores da Revista de Vinhos por cada sessão. Sábado, dia 1 de novembro, “Vinhos Verdes: grandes vinhos brancos de castas com identidade”, “Gouveia: a singularidade do terroir Serra da Estrela”, “Jos. Jos. Prüm, a beleza encantada do Mosel”, “Ramos Pinto: prova vertical 35 anos Duas Quintas” e “Ícones do Veneto: Valpolicella e os Crus de Soave”.

Domingo, dia 2, “Poças, Fora da Série: os ensaios do enólogo André Barbosa”; “Dão, têmpera de granito elegância intemporal”; “Aníbal Coutinho e os 20 anos do Escondido”; “Beira Interior: vinhos de garra e de a(l)titude”.

Segunda-feira, dia 3, para lá das duas sessões sobre biodinâmica por Nicolas Joly, haverá ainda as provas “Vinhos do Porto da família Symington”, “Recheio convida à descoberta Costa Boal” e “O Mundo dos Vinhos de Lisboa”. Haverá ainda uma tertúlia sobre a Gastronomia do Rio de Janeiro.

ESSÊNCIA DO VINHO – LISBOA

1 NOV. sábado 15:00 - 21:00
2 NOV. domingo 15:00 - 21:00
3 NOV. segunda-feira 11:00 - 18:00

Bilheteira no local apenas nas datas e horários do evento.
Já disponível online em events.essenciacompany.com

CHEFS WEEK – Banquetes
Bilheteira em events.essenciacompany.com

sexta-feira, 17 de outubro de 2025

Coluna Fernando Calmon



Coluna Fernando Calmon


Nº 1.373 — 17/10/2024



SUV Boreal é aposta da Renault

em segmento muito disputado



Foi reservado ao Brasil a estreia do SUV médio-compacto Boreal, modelo que a Renault marca sua evolução no segmento com mais de 15 concorrentes entre eles Compass, Corolla Cross, Tiggo 7 e Taos. Na dianteira seu desenho elaborado destaca-se pela assinatura luminosa do emblema-logo, capô alto e módulos de LED. Laterais são marcadas por vincos, rodas de 19 pol. (só na versão de topo) e o desenho inusitado das colunas traseiras. Lanternas traseiras bem desenhadas não seguiram a moda de interligação luminosa. Pintura bitonal da carroceria é de série na versão mais cara e opcional nas duas outras.

As dimensões do Boreal: comprimento, 4.556 mm; entre-eixos, 2.702 mm; largura, 1.841 mm; altura, 1.652mm. Porta-malas tem 522 L (padrão VDA, o correto), maior do segmento. Motor é o conhecido turbo flex, 1,3 L, 163 cv (E)/156 cv (G), 27,5 kgf·m (E)/25,5 kgf·m (G). Câmbio sempre automatizado de seis marchas com dupla embreagem. Está prevista versão híbrida, porém a marca francesa ainda não estabeleceu data de lançamento.

Interior apresenta bom grau de refinamento com destaque para revestimento dos bancos (o do motorista com massageador) e o console central elevado. Quadro de instrumentos e tela multimídia têm 10 pol. e pela primeira vez no Brasil está disponível o Google Automotive Services de série. Há quatro modos de condução: Comfort, Eco, Sport e Smart. A partir da versão intermediária já oferece freio de estacionamento eletromecânico com imobilização e liberação automáticas nas paradas.

A Renault deu especial atenção aos sistemas ADAS de auxílio avançado ao motorista. O número destes importantes recursos de segurança aumenta conforme a versão: de entrada são 13, na intermediária, 19 e na de topo nada menos de 24 itens (inclui frenagem autônoma de emergência com detecção de pedestres e ciclistas).

Os preços estão bem situados frente aos concorrentes. Começam em R$ 179.990 e chegam a 214.990, mas haverá condições especiais com descontos no lançamento, em quatro de novembro.


BYD anuncia primeiro híbrido plugável flex


A oportunidade surgiu pela realização, de 10 a 21 de novembro próximos, em Belém (PA), da COP (Conferência das Partes, na sigla em inglês), um fórum da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas. A BYD enviará para o evento 30 unidades dos protótipos do SUV médio Song Pro Híbrido Plugável com o primeiro motor flex que a marca vem desenvolvendo no Brasil. Lançamento previsto para abril de 2026. Até o momento apenas a Toyota comercializa um híbrido pleno (não plugável) cujo motor pode funcionar com etanol ou gasolina puros ou misturados em qualquer proporção.

O modelo chinês, na prática, teve seu peso institucional somado à segunda “inauguração” da nova fábrica da BYD, em Camaçari (BA), desta vez com presença do presidente da República. Na realidade a produção começa por juntar as primeiras peças importadas no regime SKD (sigla em inglês para unidades semidesmontadas). Numa segunda etapa passará ao regime de unidades desmontadas vindas da China e integração de alguns componentes produzidos no Brasil, prevista para 2026 (prensas, soldagens e pintura, talvez em meados do ano). A conterrânea GWM, em Iracemápolis (SP), já tem armação, pintura e montagem desde agosto último.

Nesta primeira fase, investiram-se R$ 5,5 bilhões e a capacidade de produção será de 150.000 unidades anuais que a empresa espera alcançar “em menos de três anos”. A área construída atual é de 270.000 m² e numa segunda etapa a capacidade será aumentada para produzir 300.000 unidades anuais. Em cinco anos espera vender 600.000 unidades/ano (nacionais e importadas) e assumir a liderança absoluta de vendas no Brasil.

Até agora a BYD errou em suas projeções. Pretendia vender 120.000 unidades no ano passado, depois revisou para 100.000 e no fechamento de 2024 foram 77.000 (23% a menos).

O Brasil tem uma fábrica fechada (CAOA Chery, em Jacareí-SP) e outra a ser desativada (Toyota, em Indaiatuba-SP) ainda sem data confirmada. Há uma subutilizada da JLR, em Itatiaia (RJ). E a fábrica da Stellantis, em Porto Real (RJ), também subutilizada, passará a produzir o Jeep Avenger já em 2026.


Incertezas sobre elétricos também nos EUA


Já abordei os problemas na Europa e outros específicos da Itália. Com o fim do crédito fiscal do governo americano para compra de carros elétricos, em 30 de setembro último, pairam dúvidas sobre como reagirá o mercado nos próximos anos. Análise do site Yahoo Finance, após ouvir várias fontes, aponta previsões otimistas demais feitas até o momento. Veículos elétricos (VEs) são cerca de US$ 9.000 (R$ 49.000) mais caros, em média, do que modelos a gasolina comparáveis. A diferença era quase toda coberta pelo subsídio federal agora cancelado.

Há quatro anos, Ford, GM e Stellantis afirmaram em comunicado conjunto que aspiravam atingir até 2030 uma participação de mercado de VEs de 40% a 50%, incluindo híbridos plugáveis (meu comentário: estes não são exatamente elétricos, contudo somados como se fossem, uma “invenção” da China que distorce os números de produção e vendas de VEs).

Jim Farley, CEO da Ford, afirmou agora: “Acredito que será uma indústria vibrante, porém muito menor do que pensávamos. Não me surpreenderia se as vendas de VEs caíssem para 5% do total da indústria já neste mês de outubro”. A consultoria J.D. Power projeta que VEs poderão alcançar até 20% das vendas em 2029. Já a Ernest & Young prevê atingir 50% em 2039, cinco anos depois do previsto anteriormente.

Outra consultoria, iSeeCars, foi incisiva. VEs vão bem em estados de clima quente, como Califórnia e Flórida, e em uso urbano. Todavia, só se consolidarão quando os preços forem iguais aos carros de motores a combustão, puderem rodar 800 km com apenas uma carga e recarregarem em menos de 10 minutos. Algumas marcas enfrentam pressões financeiras motivadas por investimentos fracassados ​​em veículos elétricos e foram forçadas a adiar ou cancelar projetos.

A agência de notícias Reuters relembrou um estudo conjunto de professores das universidades da Califórnia, Berkeley, Duke e Stanford: emplacamentos de VEs podem cair 27% sem o crédito fiscal federal. Alguns estados seguem a Califórnia e mantêm seus subsídios para sustentar a demanda. Até quando, ninguém sabe.


Taos 2026 vem agora do México


Para abrir espaço à nova Amarok (talvez até receba versão híbrida, a partir de 2027) na fábrica argentina de Gal. Pacheco, a VW traz agora do México (também isento de imposto de importação) o SUV médio-compacto Taos 2026. A frente segue a fórmula quase onipresente em todas as marcas de aumentar a área da grade em simbiose com o para-choque também novo. Lanternas traseiras são novas assim como a sua interligação iluminada e o emblema-logotipo agora também iluminado. Porta-malas de 498 L (padrão VDA) é o maior do seu segmento.

Internamente a novidade bem-vinda é a volta de botões de comando para os raios do volante multifuncional. Materiais de acabamento melhoraram, há iluminação ambiente com 10 opções, um novo painel que destaca a tela multimídia flutuante de 10,1 pol., além de internet 4G e carregador de celular por indução. Mecanicamente sem novidades: mantido motor flex 1.4-L, 150 cv, 25,5 kgf·m e câmbio sempre automático epicíclico de oito marchas.

Preço ainda não anunciado.

Entretanto, a VW informou que o sedã médio-compacto Jetta GLI 2026, também mexicano, estará nas concessionárias a partir de 8 de novembro por R$ 269.990. Motor 2-L turbo entrega 231 cv e 35,7 kgf·m. Câmbio DSG, robotizado, sete marchas.


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www.fernandocalmon.com.br


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