Coluna Minas Turismo Gerais
Jornalista Sérgio Moreira
Ópera “As Bodas de Fígaro”, obra-prima de Mozart no Palácio das Artes
Resumo e reunião luxuosos de todas as artes, a ópera, mesmo bufa, como as artes plásticas e o cinema, não escapou do tema “bodas”. E participou produzindo a “Mona Lisa das Óperas”, “As Bodas de Fígaro” (1786), de Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791), com libreto de Lorenzo Da Ponte (1749-1838), baseada na peça homônima do francês Pierre-Augustin Caron de Beaumarchais (1732-1799).
fotos:Paulo Lacerda
E é com “As Bodas de Fígaro” que a Fundação Clóvis Salgado (FCS), ao abrir a temporada de óperas 2026, tem a honra e o orgulho em montar, pela segunda vez – a primeira foi em 1978 – a ópera que reunirá a Orquestra Sinfônica de Minas Gerais (OSMG), o Coral Lírico de Minas Gerais (CLMG) e 13 grandes solistas. O espetáculo será apresentado nos dias 17, 19, 21 e 23 de maio, no Grande Teatro Cemig Palácio da Artes, com direção musical e regência de André Brant, maestro-residente da OSMG, concepção e direção cênica do italiano Mario Corradi. Os ingressos estão à venda, a preços populares.
A ópera “As Bodas de Fígaro” é realizada pelo Ministério da Cultura, Governo de Minas Gerais, Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, Fundação Clóvis Salgado e Instituto Unimed-BH. As atividades da Fundação Clóvis Salgado têm a Cemig como mantenedora, Patrocínio Master do Instituto Cultural Vale e Grupo Fredizak, Patrocínio Prime do Instituto Unimed-BH, do Instituto AngloGold e da Usiminas, Patrocínio Plus da Vivo e correalização da APPA – Cultura & Patrimônio. O Palácio das Artes integra o Circuito Liberdade, que reúne mais de 60 equipamentos com variadas formas de manifestação de arte e cultura em transversalidade com o turismo. A ação é viabilizada por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura e da Lei Federal de Incentivo à Cultura. Vale-Cultura. Governo do Brasil, do lado do povo brasileiro.
Muitos motivos para “festeggiar” –A nova montagem, em 2026, comemora os 270 anos de Mozart, os 240 de “As Bodas de Fígaro”, os 55 do Palácio das Artes e os 50 da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais (OSMG).
“A Fundação Clóvis Salgado, nas comemorações dos 55 anos do Palácio das Artes, uma das maiores referências artísticas do Brasil, tem a honra de apresentar a ópera ‘As Bodas de Fígaro'. O público terá um raro prazer, a felicidade de apreciar a obra-prima de Mozart, um dos maiores gênios da música ocidental. Estes momentos são muito especiais, pois evidenciam a importância e a qualidade do trabalho de toda a equipe e dos corpos artísticos da FCS", declara o presidente da Fundação Clóvis Salgado, Yuri Mello Mesquita.
São notórias as habilidades musicais de Mozart, desde os cinco anos de idade, e sua fama como um dos maiores compositores do Ocidente. São mais de 600 obras, em sua maioria referenciais na música sinfônica. Sua produção, considerada elegante e de extrema riqueza na harmonia e textura, foi louvada por todos os críticos de sua época, e estendeu sua influência até a contemporaneidade. As circunstâncias de sua morte prematura, aos 35 anos, são incertas e mitificadas – sua contribuição para a história da música é, no entanto, incontestável.
“Há algum tempo não apresentamos uma ópera bufa, e acredito que estamos precisando de leveza e boas gargalhadas. ‘As Bodas de Fígaro’ é repleta de personagens carismáticos e situações atemporais, criando uma imediata identificação com o público. Amor, ciúme e justiça, enganos e cartas falsas, combinando humor refinado, crítica social inteligente e uma impressionante profundidade. Além de uma música suave e genial. Esta ópera é considerada uma obra perfeita, um marco cultural que permanece vibrante, atual e profundamente conectada com o público”, convida, orgulhosa, a diretora-geral de “As Bodas de Fígaro”, Cláudia Malta.
A eternidade da música tem seu auge no famoso e melancólico lamento, “Dove sono” [Onde estão eles], que resume o caminho das pedras para o equilíbrio e a harmonia da partitura. Mozart inventa a ópera moderna, quando as vozes do coro, como os diálogos, conduzem a ação.
“A ópera ‘As Bodas de Fígaro’ é uma das mais importantes para o repertório de qualquer teatro lírico. Desde sua estreia no ano de 1786, permanece como um dos pilares do repertório operístico mundial, sendo um dos títulos mais encenados no mundo. Trazer essa ópera para Belo Horizonte fortalece o cenário lírico local ao promover o desenvolvimento técnico de cantores, músicos e equipes criativas, contribuindo para a qualificação profissional e a consolidação de um repertório de referência. Ao trazer Mozart ao palco, o Palácio das Artes reafirma sua vocação como polo cultural, estimulando a formação de público e a valorização de seus talentos locais”, ressalta André Brant, regente-residente da OSMG.
“As Bodas de Fígaro”, ou quando a esperteza, a astúcia, a “malandragem” desafia o poder e os abusos do poder! Obra-prima e atual que faz vibrar os palcos em todo o mundo, entre esplêndido “vaudeville” e feroz crítica social, une folle journée (um dia muito louco) - estilo repleto de surpresas e reviravoltas que revolucionou a ópera.
“Sinto-me lisonjeado e honrado por ser chamado novamente para encenar uma das maiores criações de Mozart/Da Ponte que, das três óperas que encenei em BH, é, na minha compreensão, a mais moderna (e ouso dizer), contemporânea. As óperas devem ser entendidas como “uma história” e não como uma página da História: qual é a diferença entre o Conde Almaviva, que quer ter relações sexuais com uma de suas funcionárias (Susanna) antes de lhe dar permissão para realizar seu sonho, e muitos altos executivos que querem o mesmo para permitir que uma mulher tenha uma carreira? O lado modernista da ópera também está no papel das mulheres: elas sempre acabam sendo mais inteligentes que os homens. ‘Nozze’ poderia ser feita com roupas contemporâneas, mas fazê-la com trajes tradicionais provavelmente tem um grande impacto na modernidade da história. Toda a história, com todos os enganos, mentiras e tentativas de sedução, acontece dentro de uma gaiola de ouro que apenas uma palavra fará desaparecer: perdão. Quando o Conde ao final canta: ‘Contessa perdono’, segundo Stendhal, Mozart escreve o mais belo coral religioso já escrito. O perdão abre a ‘gaiola’ que desaparece, deixando o palco vazio inundado de luz”, enaltece Mario Corradi, diretor de cena.
Sevilha, Espanha, Século 18. O castelo do Conde Almaviva prepara-se para as bodas de Fígaro e Susanna. Mas, sobre a festa e as reverências, paira a tensão. O conde, cansado da condessa, investe sobre a noiva, tentando reeditar o impossível, um direito medieval que permitia ao senhor feudal ter relações sexuais com as noivas dos seus servos na noite de núpcias.
Fala o próprio Fígaro, o barítono Fellipe Oliveira: “Minha estreia como Fígaro foi no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, em 2015. No Palácio das Artes, em 2022, fiz Papageno, na última montagem da ópera ‘A Flauta Mágica’, também de Mozart, com direção da Carla Camurati. Voltar ao Palácio das Artes, como protagonista, em um papel que já fiz três vezes, é uma alegria muito grande; o público de Minas sempre me recebeu com bastante entusiasmo e por isso, me sinto muito bem tratado, me sinto em casa e gosto demais de trabalhar com os corpos artísticos da Fundação Clóvis Salgado e com o maestro André Brant, sempre extremamente gentil. Estou bem ansioso para dar vida novamente a esse Fígaro, que canta muito, se mexe muito e encanta ainda mais, um dos personagens mais importantes da minha vocalidade de baixo-barítono, num teatro tão grande como o Palácio das Artes; uma alegria sem tamanho”, celebra.
Um turbilhão de confusões e emoções, conduzido por uma música sem trégua. Nela, Mozart consegue traduzir a impetuosidade do pajem Cherubino, que só pensa em mulheres, a começar pela própria condessa, com sua melancolia de mulher abandonada, e a insolência de Fígaro que, pela primeira vez, desafia seu senhor.
“As Bodas de Fígaro” é um “espelho de Dorian Gray” da sociedade. Se a ópera é bufa, cômica, satírica, é também profundamente política. A própria peça de Beaumarchais foi censurada, na França, tentando evitar a inevitável Revolução Francesa. Mozart e Da Ponte souberam disfarçar este sopro de rebelião. Levando ao extremo a Saturnália da Antiga Roma – onde escravizados eram servidos pelos senhores –, na ópera de Mozart a inteligência não é mais questão de classes, mas de espírito, e quem dá as cartas são os empregados, deixando os poderosos de joelhos e implorando por perdão.
Para a soprano Melina Peixoto, “é uma enorme honra interpretar a Susanna em ‘As Bodas de Fígaro’, mas também um grande desafio, devido à complexidade e à humanidade presentes nos personagens deste libreto. Ao longo do único dia em que se passa toda a história, Susanna vive emoções conflitantes e rápidas reviravoltas, enquanto se prepara para seu casamento com Fígaro. Assim, o papel exige não apenas domínio vocal, mas também agilidade e fluidez interpretativa para a condução dos diversos recitativos em que a personagem está inserida. ‘Conheço’ Susanna há muitos anos, mas a compreensão da personagem acompanha o amadurecimento profissional e pessoal do cantor, tornando o desafio de interpretá-la ainda mais empolgante”, afirma.
Mesmo 240 anos depois de sua criação, em Viena, “As Bodas de Fígaro” continua um hino pela liberdade, pelo amor e principalmente pela reconciliação; forças, hoje, mais raras que nunca, no Brasil e no mundo. Uma lição de anatomia para nos lembrar que a mesma malandragem, às vezes, é a única arma contra a aparentemente imortal injustiça.
Datas: 17, 19, 21 e 23 de maio
Horário: 18h nos dias 17 e 23, e 20h nos dias 19 e 21
Local: Grande Teatro Cemig Palácio das Artes
(Avenida Afonso Pena, 1537, Centro – Belo Horizonte)
Classificação indicativa: 12 anos
Valor dos ingressos: R$ 80,00 a inteira e R$ 40,00 a meia-entrada
Ingressos à venda no totem e na bilheteria localizados no hall de entrada do Palácio das Artes, e também na plataforma Sympla.
FICHA TÉCNICAS DA ÓPERA “AS BODAS DE FÍGARO”
Equipe
Direção-Geral: Cláudia Malta
Direção Musical e Regência: André Brant
Concepção e Direção Cênica: Mario Corradi
Regente Assistente: Lucas Viana
Assistência de Direção e Direção de Palco: Menelick de Carvalho
Preparação do Coral Lírico de Minas Gerais: Maria Clara Marco Fernández
Iluminação: Fábio Retti
Figurino: Elena Toscano
Assistência de Figurino: Marcela Mòr
Cenografia: Elena Toscano e William Rausch
Coreografia: Lair Assis
Produção-Executiva: Laenne Santos
Elenco
Fígaro (Baixo-barítono): Fellipe Oliveira
Susanna (Soprano): Melina Peixoto
Conde Almaviva (Barítono): Homero Velho
Condessa Almaviva (Soprano): Deborah Bulgarelli
Cherubino (Mezzosoprano): Julia Solomon
Marcellina (Soprano): Fabíola Protzner
Bartolo (Baixo): Saulo Javan
Antonio (Barítono): Ramiro Souza e Silva
Barbarina (Soprano): Camila Corrêa
Don Basilio (Tenor): Geilson Santos
Don Curzio (Tenor): Rhaniel Veríssimo
Duas Jovens: Indaiara Patrocínio (Soprano) e Bárbara Brasil (Mezzosoprano)
Com a missão de fomentar a criação, a formação, a produção e a difusão da arte e da cultura em Minas Gerais, a Fundação Clóvis Salgado (FCS) é vinculada à Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult). Artes visuais, cinema, dança, música, ópera e teatro integram a ampla programação desenvolvida nos espaços sob sua gestão, como o Palácio das Artes, a CâmeraSete – Casa da Fotografia de Minas Gerais e a Serraria Souza Pinto. A Fundação também é responsável pela gestão dos corpos artísticos — Orquestra Sinfônica de Minas Gerais, Coral Lírico de Minas Gerais e Cia de Dança Palácio das Artes — além do Cine Humberto Mauro, das Galerias de Arte e do Cefart.
Em 2026, ao celebrar os 55 anos do Palácio das Artes, a FCS amplia suas ações para todas as artes e todos os públicos, reafirmando seu compromisso com a democratização cultural. Palácio das Artes – 55 anos: ontem, hoje, sempre. A arte é o espaço do encontro.
O Instituto Unimed-BH completa 23 anos em 2026 e conta com o apoio de mais de 5,9 mil médicos cooperados e colaboradores da Unimed-BH. A associação sem fins lucrativos foi criada em 2003 e, desde então, desenvolve projetos socioculturais e socioambientais visando à formação da cidadania, estimulando o bem-estar e a qualidade de vida das pessoas, fomentando a economia criativa, gerando trabalho e renda para diversas famílias, valorizando espaços públicos e o meio ambiente, através de projetos patrocinados, apoiados e realizados em cinco linhas de atuação: Comunidade, Voluntariado, Meio Ambiente, Adoção de Espaços Públicos e Cultura, que estão alinhados aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030.
Mineirês -Patrimônio Cultural
O Governo de Minas vai enviar um despacho ao Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha-MG) para iniciar o processo que vai estudar a proteção do dialeto característico falado em Minas Gerais, conhecido popularmente como 'mineirês', como patrimônio cultural imaterial do estado.
O governador Mateus Simões fez o anúncio, dia 5 de maio, durante a abertura do 41º Congresso Mineiro de Municípios, promovido pela Associação Mineira de Municípios e que deve reunir 10 mil participantes, entre autoridades, agentes municipais e líderes políticos no Expominas, em Belo Horizonte, durante dois dias.
A partir de agora, o Iepha-MG fará uma análise técnica, com pesquisas, escutas, registros e elaboração de um dossiê. Ao final, o dossiê deve ser encaminhado ao Conselho Estadual do Patrimônio Cultural (Conep), responsável por deliberar pelo reconhecimento em votação.
Destacamos algumas palavras do “Mineirês” que são marcadas pela aglutinação de palavras, redução de sílabas e humor. As mais famosas incluem "uai" (surpresa/dúvida), "trem" (qualquer objeto), junto dos bão que nóis é meió( juntos somos melhores) "arreda" (chega pra lá), "cê tá bão?" (tudo bem?), "pelejando" (lutando) e "tiquim" (um pouco), refletindo o jeito acolhedor e desconfiado do mineiro, arreda (vai pra lá , sai daqui), trem doido (tudo bom), bão de mais dá conta (tudo ótimo, maravilhoso), cê fi diquem (você é filho de quem), cafezinho (tomar café), doidemais (muito doido),Tá doido? (espanto) , Tamburete ( banco para sentar), ê um troço (ser surpreendido), Tem base? (sério?), Tô poco me lixano ( não estou nem aí), Trapaiado ( atrapalhado), Trenheira ( várias coisas entre outra), e muitas outras, a cada dia uma palavra de Mineirês.
"Minas Gerais tem uma cultura reconhecida e todo o Brasil e no mundo. O nosso jeito de falar é parte desta identidade. Valorizar o mineirês é valorizar a história, as tradições e a criatividade do povo mineiro. A nossa forma de falar precisa ser respeitada", analisou Mateus Simões.
"Essa iniciativa mostra que o patrimônio de Minas está nas nossas cidades históricas, na nossa gastronomia, nas nossas festas, no nosso artesanato e também na maneira única como os mineiros se expressam", acrescentou o governador.
A proposta trata o mineirês como uma das formas mais conhecidas e queridas da identidade mineira. O estudo deverá olhar para expressões, modos de falar, cadências, causos, formas de tratamento, jeitos de acolher e maneiras de conversar que fazem parte da vida cotidiana em Minas.
Além disso, o estudo deverá considerar que os mineiros não se expressam de uma só maneira. O jeito de falar do Norte de Minas não é o mesmo do Sul; o Jequitinhonha, o Triângulo, a Zona da Mata, o Cerrado, a Região Central e tantos outros territórios têm ritmos, expressões e histórias próprias.
Para o secretário de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult-MG), Leônidas Oliveira, o mineirês é uma forma de expressão que vai além das palavras mais conhecidas. "O mineirês não é apenas pronúncia. É uma ética da conversa. É a inteligência da pausa, a delicadeza da indireção, a hospitalidade do 'cafézim', o mundo inteiro dentro da palavra 'trem'".
"Levar o mineirês a sério é também combater o preconceito linguístico e reconhecer que Minas tem patrimônio também no ar, naquilo que se diz e permanece em quem ouviu", assinalou o secretário de Estado de Cultura e Turismo de Minas.
Entre os pontos que serão estudados estão a história dos falares mineiros, a diversidade regional, os riscos de caricatura, o preconceito linguístico e a presença do mineirês nas famílias, nas comunidades, nas escolas, nas festas, nas artes, no turismo e nas redes sociais.
A eventual proteção do mineirês deverá ocorrer por meio do Registro de Bem Cultural de Natureza Imaterial, instrumento usado para reconhecer práticas, saberes, celebrações, lugares e formas de expressão que são transmitidos entre gerações e fazem parte da identidade de uma comunidade.
Feirão com 15 mil vagas de emprego e shows pelo Sistema Fecomércio MG, Sesc e Senac
Belo Horizonte recebe, entre os dias 11 e 17 de maio, no complexo da Praça da Estação, no centro da capital mineira, uma experiência interessante e agradável para quem busca resolver demandas de forma simples e gratuita. A cidade recebe a segunda edição da Semana S, de iniciativa do Sistema Fecomércio MG, Sesc e Senac, em parceria com a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), que promove o maior evento social gratuito de Belo Horizonte, reunindo serviços, orientação profissional, oportunidades de emprego, atendimentos de saúde e atividades culturais em um único espaço, com acesso aberto à população, com expectativa de atrair milhares de pessoas. A proposta do evento é reforçar para a sociedade o que o Sistema Fecomércio MG, Sesc e Senac oferece de apoio aos empregados do Comércio e Empresariado (setores que impulsionam a economia e geram empregos em todo o estado) e a sociedade em geral.
Durante a programação, o público terá acesso, por meio de 18 unidades móveis localizadas no complexo da Praça da Estação a atendimento de saúde como oftalmologia, odontologia e cuidados voltados à saúde da mulher e do homem, oficinas de gastronomia e capacitações.
Já no campo do emprego, o Feirão de Empregos que acontece no Espaço Centoequatro, concentra uma das maiores ofertas da programação, com mais de 15 mil vagas disponibilizadas por 26 empresas. O espaço também oferece suporte completo ao candidato, com emissão de documentos, produção de fotos profissionais, oficinas de currículo e entrevistas. Para participar, é necessário fazer agendamento prévio por meio do link: semanasfecomerciomg.com.br/feirao-de-empregos. Alguns dos serviços serão oferecidos nas unidades móveis Senac Moda e Beleza e Senac Tecnologia da Informação e Gestão.
Na área de qualificação, o Senac oferece em suas carretas-escola localizadas na Serraria Souza Pinto, aulas práticas de gastronomia, confeitaria e panificação, enquanto outras ações estarão disponíveis com atendimento por ordem de chegada.
As ações de bem-estar complementam a experiência do público com serviços rápidos e gratuitos na Praça Rui Barbosa, como corte de cabelo, quick massage, spa das mãos, aferição de pressão e glicemia, além de terapias integrativas. O evento ainda abre espaço para orientação sobre os serviços do Sesc, matrículas em cursos gratuitos do Senac e consultorias empresariais da Fecomércio MG.
A programação cultural é um dos destaques. Grandes nomes da música brasileira sobem ao palco na Praça da Estação, em shows gratuitos que reforçam o caráter popular do evento. Estão confirmadas apresentações de Ludmilla, Ana Castela, Dilsinho, Gian & Giovani e Pato Fu em parceria com o Giramundo. Localizada na Praça da Estação, uma unidade móvel, o Sesc Geek itinerante, oferece jogos e muita diversão ao público jovem.
Presidente Fecomércio Nadin Donato
Outro ponto alto da agenda é o Innovation Day, encontro que acontece no dia 15 de maio (sexta-feira) reúne empresários e trabalhadores do comércio para debater inovação no setor do comércio, o comportamento dos consumidores e estratégias de crescimento. O evento conta com a abertura nacional realizada pelo presidente da Confederação Nacional do Comércio (CNC), José Roberto Tadros, depois a programação segue com o presidente do Sistema Fecomércio MG, Sesc e Senac, Nadim Donato, Hans Donner, um dos nomes mais influentes da comunicação visual no Brasil, o diretor comercial da rede de supermercados Verdemar, Alexandre Poni, o empresário proprietário da Cia do Terno, Pedro Paulo e a ilustre presença do Publicitário, consultor e palestrante nacional e internacional, Tony Ventura acompanhado seu robô humanoide. Para participar, é preciso inscrever-se no site: semanasfecomerciomg.com.br/innovation/. As vagas são limitadas.
Praça da Estação
Mais informações sobre a programação e agendamentos estão disponíveis no site oficial: semanasfecomerciomg.com.br
Congonhas cidade conhecida com as obras de Aleijadinho, localizada a apenas 70 Km da capital mineira realizada o tradicional Festival da Quitanda, tudo feito com muito amor pelas quitandeiras e quitandeiros. Entre receitas que atravessam gerações e modos de fazer que traduzem a essência da cultura mineira, Congonhas se prepara para mais uma edição de um de seus eventos mais emblemáticos. Nos dias 16 e 17 de maio, a Prefeitura de Congonhas realiza a 26ª edição do Festival da Quitanda, iniciativa promovida por meio da Secretaria Municipal de Cultura e da FUMCULT, que integra o calendário cultural do município e valoriza os saberes tradicionais ligados à gastronomia.
Consolidado ao longo de mais de duas décadas, o festival tem como eixo central o trabalho das quitandeiras e dos quitandeiros, responsáveis por manter vivas receitas que atravessam gerações. São práticas culinárias transmitidas no ambiente familiar, que preservam técnicas artesanais e modos de fazer característicos da cultura mineira. Em Congonhas, a quitanda se configura como um importante elemento do patrimônio imaterial, articulando memória, identidade e cotidiano.
Durante os dois dias de programação, o público poderá circular entre barracas e espaços de produção, encontrando uma diversidade de quitandas como biscoitos, broas, bolos, rosquinhas, e outras delícias preparadas de forma artesanal. Ao todo, o festival reúne 72 expositores, distribuídos entre 45 quitandeiras locais, 12 quitandeiras regionais, 6 cachaçarias, 5 representantes do comércio especializado e 4 expositores de artesanato, compondo um panorama amplo da produção local e regional.
A ocupação dos espaços também contribui para a experiência do público. Na Praça da Romaria, estarão concentradas as quitandeiras locais e o comércio especializado. Já a Alameda Cidade Matosinhos de Portugal recebe as quitandeiras regionais e o artesanato, ampliando a circulação e integrando diferentes expressões culturais ao evento.
Como já é tradição, o público também poderá apreciar a distribuição gratuita do chá de Congonha, bebida típica preparada a partir da planta nativa da região, conhecida por seu sabor característico e por fazer parte dos hábitos locais, além do cubu, quitanda congonhense preparada com fubá, açúcar, erva doce, cravo e assada em folha de bananeira.
O evento também se destaca como espaço de fomento à economia criativa, ampliando a visibilidade dos produtores locais e incentivando a circulação de conhecimentos tradicionais.
A programação cultural inclui apresentações de artistas locais, regionais e nacionais, contribuindo para a diversidade artística e para a ocupação cultural do espaço público. Com perfil familiar, o festival se apresenta como um ambiente de convivência, pensado para diferentes públicos e para o compartilhamento de experiências.
Nesta edição, o evento contará ainda com um seminário temático, reunindo especialistas, produtores e representantes do setor para discutir a preservação das tradições culinárias, a relação entre gastronomia e identidade cultural e as possibilidades de geração de renda associadas a esses saberes.
Ao completar 26 anos, o Festival da Quitanda se mantém como uma importante plataforma de difusão da cultura alimentar de Minas Gerais, destacando o protagonismo das quitandeiras e quitandeiros e contribuindo para a salvaguarda de práticas que seguem presentes e significativas na vida social de Congonhas.
16/05– Sábado
14h às 17h – Abertura oficial do Festival da Quitanda e Painéis Temático
Coxilha Rica em Santa Catarina com muitas atrações turísticas
Localizada na Serra Catarinense, a Coxilha Rica desponta como um dos cenários mais autênticos do turismo rural brasileiro. Distribuída entre os municípios de Lages e Capão Alto, a região é marcada por campos ondulados a mais de mil metros de altitude, vegetação de gramíneas e remanescentes de araucárias. Seu nome remete justamente ao relevo em “coxilhas”, que desenha paisagens únicas.
Historicamente, a área foi parte do Caminho das Tropas, rota do século XVIII que conectava o Sul ao Sudeste do Brasil, por onde passavam tropeiros conduzindo gado. Até hoje, esse legado permanece vivo nos mais de 100 quilômetros de taipas — muros de pedra erguidos por escravizados e indígenas — e na forte tradição pecuária, base da economia local. Rios como Pelotas e Pelotinhas cortam o território, que também abriga fazendas centenárias e memórias da Guerra dos Farrapos. Esse conjunto de patrimônio natural e cultural faz da Coxilha Rica um destino estratégico para o turismo de experiência.
É nesse cenário que se insere o Cerro Azul Hotel Fazenda, empreendimento que combina sofisticação e autenticidade rural. Instalado em uma antiga fazenda com mais de 200 anos de história, o hotel preserva estruturas originais como galpões, mangueiras e taipas, integrando passado e presente em uma proposta de hospitalidade diferenciada. O nome remete às colinas e ao céu intensamente azul da região, elementos que definem a identidade visual do destino.
A propriedade foi adquirida em 2009 por um grupo familiar que inicialmente buscava expandir a criação de gado, mas acabou se encantando pela paisagem e pelo potencial turístico da área. O projeto do hotel ganhou forma ao longo dos anos e foi inaugurado em 2021, com a proposta de oferecer uma experiência que alia luxo, conforto e vivência no campo.
À frente da iniciativa está a empreendedora Soraia Taufenbach Presa, natural de Blumenau, cujo protagonismo feminino marca o desenvolvimento de um produto de alto padrão em uma região ainda pouco explorada sob esse viés.
O Cerro Azul mantém uma fazenda ativa de cerca de 700 hectares, com criação de gado Nelore, cavalos Quarto de Milha e ovelhas, permitindo que hóspedes acompanhem de perto a rotina rural. A interação com os animais — incluindo mascotes como cães e cavalos — integra a proposta de imersão. Além disso, pomares com frutas como maçã, pêssego, kiwi e amora, assim como parreirais de uva, reforçam a conexão com a terra.
Na infraestrutura, o hotel investe em uma experiência completa: piscina aquecida com borda infinita, spa, sauna, hidromassagem com vista para os campos, restaurante, pub, espaço kids e até observatório para contemplação do céu estrelado. Atividades como cavalgadas, trilhas, arco e flecha, golf rural e passeios de trator ampliam o leque de experiências, sempre com o pano de fundo das paisagens da Coxilha Rica e seus pôr do sol marcantes. informações: www.cerroazulhotelfazenda.com.br e www.instagram.com/cerroazulhotelfazenda
Grand Resort Serra Negra
Para quem busca uma pausa sem precisar ir longe encontra no Grand Resort Serra Negra uma opção completa de descanso, gastronomia e entretenimento. O empreendimento, localizado a cerca de duas horas da capital paulista, em meio às paisagens da Serra da Mantiqueira.
O timing não poderia ser mais oportuno. Segundo pesquisa da Booking.com, 62% dos viajantes brasileiros pretendem fazer mais viagens nacionais de fim de semana em 2026, impulsionados pelo desejo de desacelerar e cuidar da saúde mental. Para 94% deles, viajar para relaxar é uma das principais motivações, e 95% apontam viagens com foco em saúde e qualidade de vida como prioridade. E o Grand Resort Serra Negra responde diretamente a esse perfil: uma escapada curta, com estrutura completa e sem a preocupação de planejar cada detalhe.
Oito décadas de hospitalidade na Serra da Mantiqueira
Inaugurado em 1942, o Grand Resort Serra Negra soma mais de oito décadas de hospitalidade e está cercado por 40 mil metros quadrados de área verde. Com mais de 100 acomodações, entre quartos duplos, triplos, quádruplos e familiares, todas equipadas com ar-condicionado, TV a cabo, minibar, cofre e Wi-Fi, o resort alia o charme histórico a uma confortável infraestrutura moderna.
O complexo de lazer é amplo e pensado para diferentes perfis de hóspedes. Há piscina externa climatizada e piscina aquecida, quadras de tênis, poliesportiva e de areia, campo de grama natural, redário e espaços de descanso ao ar livre. E a estrutura conta ainda com dois restaurantes, bar na piscina, varanda panorâmica, estacionamento gratuito com pontos para recarga de veículos elétricos e acessibilidade em todos os ambientes.
Viagens curtas: uma tendência que veio para ficar
A pesquisa da Booking.com reforça que os brasileiros estão cada vez mais atentos ao equilíbrio entre trabalho e lazer. Segundo os dados, 90% querem explorar a cultura e gastronomia local, e 89% têm interesse em aprender sobre diferentes culturas e destinos. A tendência das short trips, viagens curtas e frequentes, consolida destinos como Serra Negra como alternativas estratégicas para quem deseja viajar mais sem abrir mão do conforto ou gastar muito tempo em deslocamento.
Para consultar disponibilidade e realizar reservas acesse: grandresortserranegra.com.br
Coluna Minas Turismo Gerais do Jornalista Sérgio Moreira @sergiomoreira63 informações para sergio51moreira@bol.com.br
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