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quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

EM 2013, NA OPINIÃO DE NOSSO COLUNISTA ROBERTO NASSER, OCORRERÃO MUITAS E BOAS MUDANÇAS NO MUNDO AUTOMOTIVO BRASILEIRO QUE DEVERÁ CONSUMIR 4 MILHÕES DE CARROS ESTE ANO. TUDO ISSO E MUITO MAIS NA COLUNA "DECARROPORAÍ" QUE APONTA O ETIOS COMO UMA DECEPÇÃO E DIZ QUE PREFERE ESPERAR PARA VER COMO SE COMPORTARÃO OS NOVOS SINO-BRASILEIROS



Coluna nº 0113 de 2 de janeiro de 2013


Vida Automóvel 
O que teremos em 2013
2013 é um ano especial na nossa breve história automobilística. E você será agente ou observador das mudanças. Nele, as novas motorizações de menor tamanho, o uso dos turbos, os carros chineses aqui produzidos, o grande leque de produtos, maior variedade mundial.

Não é resultado exclusivo da erupção das novas classes D e C, apenas parcela em grande conta. Outra, a ascensão do Brasil, em colheita tardia dos frutos que você, eu, nós, patrocinamos há décadas com o super pagamento de impostos. 

Também, a pressão ecológica mundial para reduzir a má relação entre automóveis, seu espaço, danos à natureza e, do outro lado, o homem - com ou sem carro. 

E a crise do subprime estadunidense, a irresponsável rolagem das dívidas permitida pelo governo dos EUA, ao aparelhar, pagando compromissos, colocando em postos chave, banqueiros e gestores econômicos privados. 

A crise veio, cruzou oceanos, espraiou-se por continentes, plantou o pânico financeiro, cortou o barato e o mercado mundiais.

Moral da história, os países emergentes, ditos BRICS, sempre contidos por variadas políticas que interessavam a alguns, e não interessavam a todos, chegaram ao ponto irrefreável e incontornável de crescimento - Brasil, Rússia, Índia e China - recentemente África do Sul, como referência continental africana.

Nosso mercado cresce em expansão projetada, tem estrutura, insumos, mão de obra e expertise, daí ter alcançado números -, em 2012, 3,8 milhões de veículos novos vendidos domesticamente – igual a toda América Latina.

Assim, ideal a investimentos das marcas aqui instaladas, esporeadas a atualizar produtos, e a novas, buscando beirada nas vendas. Afinal, exceto chineses, russos, indianos, sul africanos, os mercados estão congelados.

Muitos lançamentos – umas cinco dezenas -, óbvios pela maior variedade de marcas em alguma atividade industrial em todo o mundo.

Do ponto de vista do consumidor, os automóveis aumentarão de preço. Tanto pelo retorno, até julho das alíquotas plenas de IPI, também pelos obrigatórios freios com ABS e de almofadas de ar em todos os veículos de todas as marcas, até o final do exercício. Isto dará fim à Kombi e Uno Mille.

Quem usar automóvel será punido pelo aumento do preço da gasolina. Diz-se, para acertar a contabilidade da Petrobrás, mas é dado curioso, pois a produção local custa muito menos que contabiliza a Petrobrás, como commodity  aplicando o valor como se fosse produzida no exterior.

A dieta na redução do IPI, enzima de vendas nos anos passados, em saltos a cada 60 dias, chegando julho às medidas originais, aumentará a competitividade no mercado.

O setor – associação, marcas, distribuidores -, projeta crescer 5%. Mas, será certo festejar produção de 4 milhões de unidades, individualizando o Brasil como excepcional base produtora e mercado consumidor no cenário mundial, onde a relação veículos x habitantes bateu no teto.

Mercado em mudança, as quatro grandes marcas cairão dos 70% marcados em 2012. Óbvio. A cada Renault, Peugeot, Citroën, Honda, Toyota, Nissan, JAC ... vendido, é um Fiat, Volks, GM ou Ford a menos.

Marco importante: o Hyundai HB20 será referência. Não por produção e vendas, entre 120 mil e 130 mil – nem 3% do mercado –, mas por tecnologia e uso. 

Embora seja único da marca produzido no Brasil e em meio a leque de seus importados, será a nova referência: “Gasta menos que o Hyundai? As peças são mais caras que as do Hyundai? A garantia é igual à do Hyundai?”  O HB20 será a cara da Hyundai.

Novos carros
Ano industrialmente rico. Fiat, líder, sem produto novo, mas versões e dedicação no desenvolver veículo a ser feito na fábrica que erige em Goiana, PE. 

Menor, substituirá o Uno, mais barato do País, motor dois cilindros, 850 cm3, cabeçote Multi Air – a maior novidade tecnológica nas últimas décadas – também lá produzido. 

Não é apenas outra fábrica, mas pólo industrial, mudando produtos, motores, clientes. De lá, também, carro maior em versões Dodge e Alfa Romeo.

Teoriza-se, a CAOA, representante da Hyundai, exceto o HB20, montará o hatch i30. Representada coreana Hyundai e representante paraibano caminham para cisão de relacionamento. Informações reais, ou plantadas, dizem a CAOA teria acordo com chinesas Great Wall, e Chan Gan, para produção em caso de perder a Hyundai. A enorme queda em vendas, e cair ao a 10o. lugar facilitam a conta.

Maior produção
O balcão está maior que o forno, e venderá quem puder entregar. Daí, para atender à demanda, as maiores montadoras investem no ampliar capacidade industrial. 

Fiat faz nova fábrica, VW aumenta produção veículos em Taubaté e motores em São Carlos, SP. 

A empresa muda. Melhorou os produtos mais vendidos e prepara renascimento com produtos iguais aos feitos em outros mercados. 

Começará, como a Coluna também antecipou, com o Santana. Nome antigo, sugerindo sedã grande, baseado na boa plataforma do Polo, recém apresentado na China, na fórmula criada para mercados emergentes e de poucas exigências, aviada por Renault Logan, seguida por Chevrolet Cobalt, Nissan Versa, Fiat Grand Siena. 

Construção barata, sem investir em plataforma ou mecânica, rentável. Depois, a hora da virada, com produto atual: o UP! e, novidade mundial, o Taigun, pequeno utilitário esportivo, com tudo para ser moda.

GM ficará para trás. Há poucos anos, tentando se salvar da grave crise que gerou, cortou investimentos industriais e economizou ao desenvolver produtos. 

Dai, vem caindo em participação e representatividade no mercado. Explicável. Criou produtos sobre plataformas antigas, fez gambiarrasnos motores com a base do Monza, e economizou em projetos, como o Cobalt, de maus resultados. 

Apesar de ter exportado muitos dinheiros para a matriz, não mereceu autonomia para fazer o Cruze, de origem da coreana fábrica Daewoo. Perdeu-a para o México com exportações ao Brasil. Terá versão sedã do recém lançado Onix.

Última das grandes, a Ford aumenta a capacidade industrial, investe em São Bernardo, SP, para lá produzir o novo Fiesta, hatch e sedã, diferentes dos modelos produzidos em Camaçari, BA. 

Terá o único Ka no mundo, trocando a velha plataforma para a do atual Fiesta feito na Bahia e para lá será transferido. 

A mudança significará sair do segmento dos picapes pequenos. Completará a linha com o picape Ranger, os novos Focus a fazer na Argentina, e o Fusion, bem acertado em linhas e seu motor turbo.

Em Pinhais, PR, a Renault quase dobra a capacidade industrial. Renovará o Logan, e tapas estéticos no Sandero e no Duster para marcar ano/modelo, e enfatizará versões mais simples e baratas para o Fluence, motores 2.0 e 1.6. Novidade, Logan picape. 

Aliada, a Nissan instala fábrica para 200 mil/ano. Além do March produzirá Livinas, picapes Frontier e, como a Coluna antecipou mundialmente, um sedã Mercedes Classe A. 

Restrita às cotas impostas aos carros mexicanos, trará novo Sentra e Altima. Peugeot lançará o 208 e Citroën insistirá em complementar linha com os DS importados, até a mudança do Pallas.

Olhos puxados
A nova peculiaridade do mercado, os compradores sem vivência com veículos novos e aos quais basta a mítica, a imagem, a distância das oficinas, permite às montadoras fazer estripulias. 

Em vez de produtos novos, economia em projeto e construção, usando plataformas - a parte inferior onde se fixa mecânica e carroceria – e às vezes motores com décadas de projeto e uso. 

Tal postura gera situações como o Toyota Etios, junção de peças pré-existentes, para o mercado indiano, inferior em exigências às do cliente brasileiro. 

No descompromisso, ou desrespeito, as saídas de ventilação ficam no lado direito – onde, na Índia de mão inglesa, vai o volante. 

Os revestimentos nas portas são suportados apenas por clientes primários, felizes com o primeiro carro O Km, sem reclamar: ásperos, plástico sugerindo ser reciclado, sem bons encaixes. Vende pouco. 

O Etios é a maior decepção entre formulação e comercialização e espera-se, em vez de Harakiri, provoque apenas demissões de falsos intelectuais em mercado, e correção respeitosa no produto.

Em Catalão, GO, a MMC produz Mitsubishis, e iniciou fazer o ASX. E, por acordo, série inicial do jipinho Suzuki Jimny, em rígido processo de nacionalização de peças.

Os coreanos chegaram pelo Hyundai HB20, terão versão Kia, e os chineses veem o Brasil como mercado natural para seus produtos. 

Embora os olhos puxados japoneses e coreanos traduzam confiança construtiva, nos chineses não dá para avaliar. Lá, são muitas as marcas e entre o inferno e o céu há enorme gradação. 

Assim, se nacionalidade significa qualidade - um alemão, um coreano, um japonês tem-na implícita - com os chineses há que esperar para ver a felicidade ou a desgraça dos primeiros compradores. 

Até agora as amostragens não valem, porquanto importações. Mas, ao final do ano, a Chery, com Celer, por si, em Jacareí, SP, e a JAC, com o J2, em sociedade com o empresário Sérgio Habib, serão os balões de ensaio ao julgar dos consumidores.

Mais recente das ex-nacionais, cearense assumida pela Ford, em março, a Troller terá novo jipe, projeto nacional, mostrado no Salão. 

E a TAC, única efetivamente brasileira, para viabilizar-se deixou Joinville, SC, a sociedade com o governo do estado, por Sobral, CE, atraída pelos incentivos da região Nordeste.

UP, a VW se atualiza.
Importados
Contidos por legislação, imposição de impostos, ou importados do México através de cotas por empresas com atividade nos dois países, os importados pelas empresas sem fábrica local, no máximo repetirão as vendas de 2012. A rede revendedora se reduzirá, punida pelas medidas governamentais.

De produto, atrativa referência não terá números proporcionais, mas será o Viper, agora chamado SRT pela Fiat. Recém lançado, motor V 10, 8.000 cm3, 640 cv será importado oficialmente.



Viper, agora SRT, virá pela Fiat Chrysler.

Em suma, entre produtos novos, outros resultantes de mistura de vários pedaços, ou produtos atualizados, a disponibilidade de veículos automóveis em muito se ampliará a partir do próximo ano. Bom para o comprador.

Como alarme institucional. O SINIAV, sistema de monitoramento que o governo federal implantará por terceirização, controlará todos – todos - os carros 2013. 

Você será acompanhado pelo satélite, perderá sua liberdade individual, terá sua vida conhecida pelos terceirizados, vai arriscar-se. Cada carro terá um chip e ao final deverá assinar o serviço.

O executivo deve explicar isto ao Ministro Joaquim Barbosa, última esperança de alguma moralização. A receita de arrecadação não exala bom cheiro.

Quem vem, com que, onde e quando


Quem faz, o que, onde

Marca
Produto
Onde
Quando
Audi     
BMW
A3, A4, Q3
?
S.J. Pinhais, Pr
Araguaí, SC
2014
2014
Chan Gan
Chery
?
Celer
Goiás ?
Jacareí, SP
2014
2013
Chevrolet
Onix
Gravataí, RS
Iniciada
Chevrolet
Trailblazer
S.José Campos, SP
Iniciada
Ford
New Fiesta Sedan
Camaçari, Ba
2013
Ford
EcoSport4x4 Auto
          #
Iniciada
Hyundai
HB20X
Pirassununga, SP
2013
JAC
J2
Camaçari, Ba
2013
M-Benz
Mitsubishi
Classe A sedan
ASX
Lancer
Resende, RJ
Catalão, Go
           #
2015
2013
2014
Nissan
Peugeot
March
208
Resende
Resende, RJ
2014
jan 2013
Suzuki
Jimny
Catalão, Go
dez 2012
VW
Gol 2 portas
UP !  
Santana 
Taigun
Golf 7       
São Bernardo, SP 
Taubaté, SP
São Bernardo, SP
Taubaté, SP
Campo Largo, PR
Iniciada
2013
2013
2014
2015


Surpresa, a Fiat continua líder – e cresceu
É indelicado, ou distante da realidade, entender a manutenção da liderança de vendas no mercado doméstico como surpresa. Não é. 

Ao contrário, é consequência de projetos e ações bem articuladas, permitindo à montadora mineira cravar, pelo 12o. ano consecutivo, as maiores vendas de veículos leves no Brasil.

O dado é importante, tem maior relevo pelo perfil que une o maior número de marcas e pelo fato de as maiores quatro manterem 70% das vendas. 

Embora haja um encolher desta participação, em aritmética e constante diminuição pela presença de muitas marcas e produtos, a Fiat conseguiu o aparentemente impossível: crescer 1% de participação. 

A montadora agora tem 23,2%, seguida pela VW, que se expandiu 0,7% e ficou com fatia de 21,2% no bolo. Do grande pedaço detido pelas quatro maiores, GM caiu 0,8% e Ford 0,3%.

A referência é importante, pois o caso da Fiat no Brasil é único. Não é apenas a mais vendida no Brasil, mas adicionalmente, é líder continental em vendas, um recorde para a marca no mundo.

Sorte não é coisa aleatória, um raio feliz que cai sobre uma pessoa – física ou jurídica. Tem mais a ver com prever, preparar-se, estar no local certo e na hora certa. 

E assim como surpresa não serve para rotular a manutenção do sucesso da Fiat, muito mais ligada ao preparar-se, ao ampliar capacidades, ao dar substância à operação da rede revendedora, ao perceber oportunidades para incluir seus produtos, fazer vendas, e crescer contrariando a aritmética.

Fiat, mantém liderança, aumenta participação

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

ROLLS-ROYCE COMEMORA 10 ANOS DE EXCELÊNCIA DE PRODUÇÃO DOS MODELOS PHANTOM


Rolls-Royce Motor comemora hoje 10 anos de excelência. Em 1 de Janeiro de 2003, a Casa da Rolls-Royce oficialmente aberto para negócios e o primeiro carro foi apresentado ao seu cliente encantado em um minuto da meia-noite passada. 

Descrito na época como "a última grande aventura na história do automóvel", a produção do Phantom foi inicialmente um carro por dia, aumentando para três até o final de 2003. 

Hoje, com uma gama de produtos que abrange duas famílias de modelos Phantom e Ghost e seis modelos, artesãos da empresa e mulheres constroem à mão até 20 carros por dia. 

Em 2011, a Rolls-Royce celebrou um segundo recorde de vendas consecutivo e o melhor resultado em 107 anos história da empresa

A resposta ao portfólio da empresa a partir de clientes, mídia e entusiastas tem sido extremamente positivo ao longo dos primeiros 10 anos de atividade da companhia

Cada novo modelo foi muito bem recebido e atraiu elogios a nível mundial, com os carros vencedores e muitos prêmios de design de luxo. 


PETROBRAS ABRE 2013 COM LANÇAMENTO DO DIESEL S-10, JÁ À VENDA EM QUASE 6.000 POSTOS EM TODO O PAÍS


A Petrobras inaugura 2013 lançando, hoje, primeiro dia do ano, o Diesel S-10, com ultra baixo teor de enxofre, para todo o Brasil. 

O combustível, disponível em torno de 5.900 postos de serviço, sendo mais de 2.400 postos da Petrobras, substitui integralmente o Diesel S-50. 

Os benefícios ambientais do diesel com baixo teor de enxofre são mais efetivos nos veículos produzidos a partir de 2012. 

Esses veículos utilizam motores com tecnologia para redução de emissões veiculares atendendo a fase P7 do Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores (Proconve).

Além do teor de enxofre ainda menor, o novo Diesel S-10 tem número de cetano (medida de qualidade de ignição) 48 contra 46 do Diesel S-50 com benefícios de melhor partida a frio, redução de fumaça branca, redução na formação de depósitos e aumento da vida útil do óleo lubrificante que podem ser facilmente percebidos pelos motoristas. Esses benefícios também podem ser observados inclusive nos motores de tecnologia anteriores a 2012.

Modernização
A Petrobras investe continuamente na melhoria da qualidade dos combustíveis. 


Entre 2005 e 2011, foram investidos R$ 38,5 bilhões para modernizar seu parque de refino e adequar a logística para atendimento ao mercado interno, dos quais R$ 19,6 bilhões para a produção e movimentação do diesel de baixo teor de enxofre. 

Entre 2012 e 2016, ainda serão investidos R$ 27,2 bilhões na modernização das refinarias e adequação da logística para o atendimento do mercado interno, dos quais R$ 20,7 bilhões no programa de qualidade do diesel.

O Diesel S-10 está disponível em 15 polos de venda e terá a oferta ampliada para 17 polos durante o primeiro trimestre de 2013, propiciando o abastecimento de 78 bases de distribuição espalhadas pelo país. 


A lista completa de postos Petrobras que comercializam o Diesel S-10, que inclui também os pontos de venda do Flua Petrobras (marca própria do Arla 32), está disponível no site www.br.com.br.



O MUNDO JÁ SE DEU CONTA DE QUE O CUSTO DOS ACIDENTES DE TRÂNSITO É MUITO ALTO E A AUSTRÁLIA SAI NA FRENTE COM SIMULAÇÕES USANDO TECNOLOGIA QUE PREVINE ACIDENTES. O PROBLEMA É O CUSTO DESSE SERVIÇO QUE EVITA 30% DE MORTES E 40% DE FERIDOS. O TEMA É O ASSUNTO DE FERNANDO CALMON NA COLUNA QUE PUBLICAMOS.


BARRADOS NO BAILE

Por Fernando Calmon 


Novas pesquisas continuam a direcionar para o trânsito sem acidentes. Um dos estudos mais recentes foi divulgado pelo Departamento de Infraestrutura e Transporte da Austrália, em parceria com o estado de Queensland. 

As tecnologias para evitar colisões, que monitoram usuários de ruas e estradas e intervêm quando um acidente é iminente, mostram grande potencial.

Mesmo admitindo um grau moderado de confiabilidade, até 30% de mortes e 40% de feridos podem ser evitados em veículos equipados com sistemas anticolisão. 

Essa previsão baseia-se em uma série de 104 ocorrências documentadas em programas de investigações profundas de acidentes e em análises de padrões típicos de choques entre veículos, na Austrália.

Redução da velocidade na hora da batida amplia os benefícios, inclusive do risco de ferimentos e mortes entre ocupantes dos veículos. Portanto, torna-se necessário a divulgação ampla dessas tecnologias, de acordo com o ministério australiano.

Foram simulados vários tipos de soluções, variando alcance, zona de detecção e respostas. O melhor resultado combinou longo alcance (baseado em controle adaptativo de velocidade de cruzeiro, por exemplo) ao baixo alcance e ângulo largo de detecção (para monitorar a presença de pedestres em ambiente urbano).

Entretanto, mesmo os de curto alcance e ângulo estreito, mas com alto grau de resposta atingiram bons resultados. O tipo de tecnologia também determina a complexidade da lógica requerida para avaliar se objetos, pedestres e veículos na zona de detecção constituem ameaças de acidente. 

Se houver muitos falsos positivos, o motorista pode ser levado a desligar o equipamento. Nesse caso, seria interessante tentar reduzir a zona de detecção.

Os métodos estudados permitiram um equilíbrio entre área de abrangência, respostas e efetividade, visando o sistema mais confiável. 

Um obstáculo potencial para aprovação e introdução em larga escala mais uma vez esbarra no preço, em especial ao considerar que veículos caros e baratos convivem no trânsito diário. 

Essa dificuldade desaparece no caso de veículos pesados, em geral de alto preço, mas que em caso de acidente causam grandes estragos materiais e humanos. A relação custo-benefício é indubitavelmente positiva nesse caso.

Por outro lado, alguns dispositivos do naipe do controle adaptativo de velocidade de cruzeiro ou de alerta de aproximação de carros em ultrapassagem aumentam não apenas a segurança, mas o conforto ao dirigir. 
Já existe neles o potencial de evitar acidentes. 

Sob a premissa, o refinamento e maior abrangência desses recursos para evitar acidentes significariam um custo quase marginal para ampliar as possibilidades de impedir colisões simples ou múltiplas, segundo pensam os pesquisadores da Austrália. 

O problema é que o custo estimado, no relatório, situou-se em torno de US$ 800 (R$ 1.680) a US$ 2.000 (R$ 4.200). Se em países de maior poder aquisitivo não se trata exatamente de uma pechincha, em outros foge bastante do alcance das pessoas. 

A proposta para atrair fabricantes e motoristas é um dispositivo de curto alcance, porém com forte possibilidade de intervenção em cruzamentos, o que já significaria benefícios substanciais.

domingo, 30 de dezembro de 2012

PORSCHE PANAMERA GTS UM ESPORTIVO TÃO ECONÔMICO COMO UM SEDAN MÉDIO - FAZ MAIS DE 9 KM/L -, LEVA 4,5 S PARA IR DE ZERO A 100 KM/H E CHEGA AOS 288 KM/H. O PANAMERA TEM 4 PORTAS E 480 CV DE POTÊNCIA COM TRAÇÃO INTEGRAL


Mais potência e freios reforçados, uma carroçaria rebaixada em 10 mm e o chassis com regulagem especialmente desportiva com suspensão pneumática e PASM são as modificações técnicas essenciais que tornam este modelo Panamera também apto para os circuitos fechados - sem afetar a versatilidade no dia-a-dia.


O mais desportivo dos Panamera também transmite isso aos seus ocupantes e ao mundo exterior através do poderoso ronco do motor V8. O visual do novo Panamera GTS mostra claramente a sua exclusividade através de detalhes estéticos singulares nas secções dianteira, laterais e traseira, bem como através de elementos de contraste em preto.


Também o interior, com bancos desportivos adaptativos, volante SportDesign com patilhas das mudanças e estofos em pele exclusivos do GTS com superfícies em Alcântara, foi feito especialmente à medida do carácter desportivo deste modelo.


O propulsor do Panamera GTS é um motor de admissão V8 modificado com 4,8 litros de cilindrada, que debita 430 CV (316 kW) às 6.700 rpm, excedendo em 30 CV (22 kW) a motorização utilizada nos modelos Panamera S/4S. Também o binário máximo salta de 500 Nm para 520 Nm.


A transmissão Porsche Doppelkupplung (PDK) envia a potência do motor, sem interrupção da transmissão de potência, ao sistema de tração integral (PTM) e graças ao pacote Sport Chrono, de série, o faz de forma especialmente dinâmica, bastando premir um botão. Esta colaboração permite ao Panamera GTS acelerar dos 0 aos 100 em apenas 4,5 segundos e alcançar uma velocidade máxima de 288 km/h.


Com um consumo NEDC de 9,17 l/ km – com pneus de baixo atrito apenas 9,35/ km –, o Panamera GTS é um modelo de eficiência, tal como todos os outros modelos da Porsche.

Contudo, os valores de 0 aos 100 km/h e a velocidade máxima revelam apenas uma parte das aptidões desportivas do Panamera GTS. É sobretudo o chassis que lhe permite fazer boa figura nos circuitos fechados.

A ligação entre o chassis e a carroçaria fica a cargo da suspensão pneumática adaptativa e do Porsche Active Suspension Management (PASM), ambos de série, ajustando-se continuamente às condições de condução através da regulação do nível, regulação em altura, ajuste da flexibilidade das molas e regulação do sistema de amortecedores. 

A carroçaria foi rebaixada 10 mm e a suspensão tem uma afinação mais firme, o que beneficia a agilidade e sublinha ainda mais o carácter desportivo do Gran Turismo. Discos distanciadores com uma espessura de 5 mm entre a roda e o cubo da roda alargam a via do eixo traseira, conferindo maior estabilidade ao Panamera nas pistas.


A aderência necessária é garantida pelos pneus de 19" nas dimensões 255/45 no eixo dianteiro e 285/40 no eixo traseiro. Este Panamera esportivo é desacelerado pelo poderoso sistema de travagem do Panamera Turbo.

Assista o vídeo que mostra as qualidades do Panamera GTS:

sábado, 29 de dezembro de 2012

MINI AUSTIN, AVÔ DO ATUAL MINI, HOJE, EM PODER DA FORTE BMW, FOI FOTOGRAFADO NO TRAJETO PARA O CASTELO DE SÃO JORGE, EM LISBOA. O MINI ANTIGO É HOJE UMA RELÍQUIA


Em viagem pela Europa, em Lisboa, subindo uma das sete colinas de Lisboa, a caminho do Castelo de São Jorge, deparei-me com um MINI, fabricado pela inglesa Austin, estacionado. Não podia deixar passar esse episódio em brancas nuvens. Fotografei-o.


O interessante é que se trata de um modelo de 1972, original, que ainda se encontra por Lisboa com uma certa frequência e imagino que daqui a uns dias o encontrarei em muito maior número, em Londres. 

O velocímetro no meio do painel do MINI antigo foi mantido no novo.

Os Austins e os Morris MINIs no final da década de 60 (do século passado) fizeram história como carros nitidamente urbanos, econômicos e por suas dimensões reduzidas fáceis de estacionar e pelo nervosismo de seus pequenos motores transversais.


Os MINIs notabilizaram-se nas pistas de ralis, onde as versões Cooper conquistaram seu espaço obtendo vitórias atrás de vitórias. O avô do atual MINI, fabricado pela BMW, era querido não apenas das jovens e dos jovens, mas preferido, também, pelas pessoas de meia idade.



 




quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

FIAT LANÇA SÉRIE ESPECIAL INTERLAGOS DO NOVO UNO E DO PALIO SPORTING QUE JÁ ESTÃO NAS CONCESSIONÁRIAS E CUSTAM R$ 36.830,00 E R$ 43.860,00



Apresentada recentemente no 27º Salão Internacional do Automóvel de São Paulo, a Série Especial Interlagos para o Novo Uno Sporting e Novo Palio Sporting acaba de chegar às concessionárias Fiat de todo o Brasil. 

Com um visual ousado, marcado pelo conceito de esportividade, a nova série especial chega com uma lista de equipamentos de série bem completa e disponível na cor exclusiva Amarelo Interlagos.


Para contrastar, a cor Preto Brilhante está nas calotas dos retrovisores, no aerofólio traseiro e nas siglas traseiras. Esta série também traz rodas de liga leve com pintura exclusiva. 

O interior da nova Série Especial Interlagos ganhou decoração específica, contando com a aplicação de uma nova costura amarela no tecido dos bancos e no volante em couro. 


Além disso, o Novo Uno Interlagos ganha ainda em sua lista de conteúdos de série ar condicionado, banco do motorista com regulagem de altura, quadro de instrumentos com aro cromado, pedaleiras esportivas, terceiro apoio de cabeça no banco traseiro, rádio Connect CD MP3/WMA integrado ao painel com RDS, viva-voz Bluetooth® e entrada USB, mais porta-objeto móvel.

Já o Novo Palio Interlagos, além de todos os conteúdos da versão Sporting, traz a mais de série teto solar elétrico, rádio Connect CD MP3/WMA integrado ao painel com RDS, viva-voz Bluetooth® e entrada USB, mais comandos de rádio no volante, retrovisores externos elétricos e vidros traseiros com acionamento elétrico.



Alta Roda nº 713

27/12 /12 

Fernando Calmon 

PROVA CONTRA SI MESMO 

O maior rigor da nova lei que pretende diminuir os acidentes causados por ingestão de álcool é um passo adiante em direção de melhorar a vergonhosa posição que o Brasil ocupa de mortes no trânsito. 

O País contabiliza cerca de 40.000 óbitos/ano, segundo o Ministério da Saúde, que monitora os casos fatais até 30 dias depois dos acidentes.

Aprovada em urgência no Congresso e depois sancionada pela presidente Dilma Rousseff em apenas 24 horas, a lei passou a vigorar nas vésperas do Natal em tempo de dar suporte à fiscalização no período de trânsito mais pesado nas estradas. 

O valor da multa para quem for flagrado com mais de 0,2 g/l (grama de álcool por litro de sangue) dobrou, para R$ 1.915,40. Em caso de reincidência em 12 meses, dobra de novo: R$ 3.830,80. 

A carteira de habilitação continua sendo suspensa por, no mínimo, um ano. Substâncias psicoativas (remédios ou entorpecentes) também se enquadram.

A chamada nova lei seca – na realidade não é, pois ainda prevê alcoolemia bem pequena – criou dificuldades para quem se recusar ao teste do bafômetro ou ao exame de sangue, ao alegar produzir prova contra si mesmo, respaldado em interpretação da legislação. Consideram-se válidas, agora, outras evidências.

Infelizmente, as coisas não se resolvem de forma tão simples assim. A própria fiscalização, em alguns locais, admite dúvidas no artigo 277 reformado, do Código de Trânsito Brasileiro:
“O condutor de veículo automotor envolvido em acidente de trânsito ou que for alvo de fiscalização de trânsito poderá ser submetido a teste, exame clínico, perícia ou outro procedimento que, por meios técnicos ou científicos, na forma disciplinada pelo Contran [grifo da coluna], permita certificar influência de álcool ou outra substância psicoativa que determine dependência.” 

O Contran, ao contrário, afirma que é tudo autoaplicável. Alguns defendem que sem a lei se tornar seca de verdade, isto é, tolerância zero a qualquer teor alcoólico no sangue, ninguém poderá ser preso em flagrante. 

Precisa saber se o limite máximo de 0,6 g/l foi ultrapassado, o que constitui crime de trânsito, não apenas infração. No caso de recusa do motorista, somente médico ou perito atestariam o crime. 

Difícil de acreditar que em todas as blitzen haverá um profissional com tal qualificação. Afinal, a Associação Brasileira de Medicina de Tráfego estima em 32 milhões o número de motoristas que bebem e dirigem.

Como está, porém, a nova regulamentação tem poder de desestimular a convivência de bebida e volante. O valor das multas subiu bastante e continua o risco de prisão imediata. 

O Contran, com certeza, acabará resolvendo as dúvidas técnicas. Já os juízes darão a palavra final se o motorista bêbado poderá se amparar no preceito de auto-incriminação. Prova testemunhal seria uma exceção em nome do bem comum?

Bafômetro individual tornou-se obrigatório para motoristas na França. Difícil saber se a exigência um dia chegará ao Brasil. Tomara que não. Mas, para quem desejar ter um, na internet existem sites que os vendem por R$ 59,00. No caso do aparelho, o limite legal, para multa, é de 0,1 mg de álcool por litro de ar alveolar (dos pulmões) e de prisão, acima de 0,3 mg/l.

RODA VIVA 

VOLTA do IPI às alíquotas altas de sempre será escalonada de janeiro a junho de 2013, como era fácil de prever e a coluna antecipou. 
Trata-se apenas de repetição de filme já visto. 

Decisão do governo federal pode distribuir melhor as vendas, ao longo do próximo ano. Elas tenderiam a afundar em janeiro e emergir somente bem depois do Carnaval. 

NOVO regime automobilístico começou a “convencer” empresas a aumentar investimentos. Fiat, por exemplo, havia adiado sem prazo, mas anunciou agora R$ 500 milhões para unidade de motores em Goiana (PE). 

Produzirá em 2015, um ano depois da fábrica principal. Outras seis fábricas de motores estão a caminho: Ford, GM, PSA Peugeot Citroën, Mitsubishi, Toyota e VW.

QUEM dispuser de R$ 300.000 se sentirá realizado com os 306 cv do novo BMW 335i. Sem abrir mão do extremamente suave motor 6-cilindros em linha (turbocompressor de dupla voluta) e câmbio automático 8-marchas, permite selecionar se desafia ou será desafiado ao toque de um botão. Mas também pode escolher condução suave e de certa forma econômica.

TERMOS repetidos amiúde, como injeção direta de combustível, precisam de explicação. Sistemas comuns são de injeção indireta, com baixa pressão, no coletor de admissão. Injeção direta, sempre de alta pressão, feita nas câmaras de combustão, aumenta potência e corta consumo, a preço alto. Todas, porém, são gerenciadas eletronicamente.

ENTRE as razões de os preços terem caído nas oficinas de concessionárias está a forte concorrência dos autocentros. Mas não só. Companhias de seguro (Porto Seguro, por exemplo) ou fabricantes de pneus (Car Club, da Firestone) têm investido bastante na chamada manutenção leve e média por preços bem competitivos, sem contar redes das autopeças, como a da Bosch.
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Fernando@calmon.jor.br e www.twitter.com/fernandocalmon

NOSSA COLUNA "DECARROPORAÍ" ENCERRA O ANO FAZENDO UM INTERESSANTE BALANÇO SOBRE O QUE FOI E O QUE ACONTECEU NO MUNDO AUTOMOTIVO BRASILEIRO NESTE ANO QUE JÁ VISLUMBRAMOS NO RETROVISOR. ROBERTO NASSER DO ALTO DE SUA LONGA EXPERIÊNCIA PROGNOSTICA COMO O MERCADO SE COMPORTARÁ EM 2013 E FAZ REFERÊNCIAS E HOMENAGENS, ENTRE ELAS A UM DOS MAIS QUERIDOS ASSESSORES DE IMPRENSA AUTOMOTIVA, CARLOS ROBERTO DA COSTA, O CARLÃO, QUE SE APOSENTOU. POR FIM, CRITICA SEVERAMENTE O PAÍS (LEIA-SE GOVERNO) POR O BRASIL NÃO POSSUIR UM CARRO DE MARCA NACIONAL




Coluna nº 5212 - 27 de dezembro de 2012


Balanço 2012. Bom para todos

Um ano invulgar para o Brasil, recorde com as 3 milhões 800 mil vendas, em número de indústrias, 60 lançamentos entre produtos e atualizações, sinais indicando mudanças, anúncios de novas marcas aqui se instalando, novos projetos e mais proteção ao consumidor do automóvel. 2012 foi um ano marcante. 

O Brasil recebe os ventos resultantes do tufão que arrasou os maiores mercados mundiais. Queda de vendas e perspectivas fazem as montadoras mudar o endereço de seus investimentos buscando países com capacidade de absorção e estrutura de produção. Brasil, Índia, China, África do Sul. 

Mundialmente a Toyota volta a liderar, e a ex-líder GM, pode cair na 3ª posição, superada pela Volkswagen. Disputa acirrada, mundial, carro-a-carro, aferida apenas ao início de janeiro. 

Mas, uma ou outra, é o nunca dantes imaginado: marcas norte-americanas disputando o 2º lugar, sem chances para retornar à liderança. 

Líder, a Toyota aposta na coragem do herdeiro chamado a dirigi-la, focando na realidade, apagando o ar de já ganhei adotado nos últimos anos – e se deu mal, borrando sua imagem de qualidade e confiança.

Contratou, o consultor automobilístico mais caro do mundo, Mark Hogan, ex-vice presidente da GM. Quer distanciar-se da norte-americana durante muitos anos líder mundial em vendas. 

A GM patina no atoleiro, não consegue enxergar bom futuro. Sua estrutura impede ações rápidas e ainda respira o ar de empáfia que intoxicou sua estrutura diretiva e a levou ao buraco. 

Menor, rebaixada em patente, com dificuldade em renovar produtos, lenta ao reagir, problemas na base e na Europa com grandes perdas. A VW é concorrente sadia, ascendente, crescimento sustentado, sólido, entesourada. Quer ser a maior do mundo em 2018. 

Em 2012, a produção mundial de veículos atingirá 80 milhões de unidades. 


Fiat surpreendeu, cresceu, mantém liderança de 11 anos.

Brasil 
Aqui, surpreendente demonstração de competência da Fiat, ao manter a liderança e crescer 1%, com 23,2% em participação de mercado, embora as quatro maiores ainda detenham 70% do mercado. 

A Volkswagen cresceu 0,7%, marcando 21,2%. GM criou renca de produtos, uns montados sobre plataformas antigas, outros com desenvolvimento do velho motor do Monza, carros locais, argentinos, coreanos. 

A variedade não impediu nova queda de participação, agora 0,8%. Ford perdeu 0,3% do mercado por problemas de produção e vendas, ao criar um vácuo antes da chegada das unidades novas e falta das antigas, ausentes picape Ranger, o pequeno utilitário esportivo EcoSport. Após, lançados, no mercado, tem recebido premiação recorde da imprensa. O novo Fusion, inovando com motor turbo, linhas e proporções bem acertados. 

Renault descobriu que o mercado brasileiro está no meio dos preços, ficando com os produtos derivados do Logan – Sandero e Duster, os mais vendidos. 

Mantém na Argentina os extremos Fluence e Clio. Focou o Duster no Ford Eco e o fez com maestria, acertou-o em porte e decoração, descolou-o da imagem de carrinho de shopping cultivada pelo concorrente e disputa, às vezes liderando vendas. 

Neste ano, sofrerá atrapalho nunca projetado embora positivo: crescimento do mercado superou sua capacidade produtiva, obrigando-a a repetir processo da Fiat há 20 anos: fazer uma fábrica dentro da fábrica para aumentar a produção. Para entrosamento físico-industrial suspendeu o fazer por dois meses, para pânico dos revendedores. 

No mercado interno quem mais cresceu foi a Nissan, vendendo mais de 100 mil unidades, marcando 2,9%, em participação. Mas não terá um bom 2013, garroteada por cota de importações, base de suas vendas. Aqui faz apenas os Livina e o picape Frontier. Produção nacional apenas ao final de 2013. 

Novidades locais, a chegada industrial da Hyundai, na insólita situação de possuir duas redes de vendas e assistência. Uma, sua, para o HB20, adequado ao país, com fila de espera. Outra, de seu representante CAOA, para veículos importados, caminhãozinho HR e o utilitário esportivo Tucson, encerrado na Coréia, vendendo aqui. A Hyundai dos importados caiu para 10a. colocada em vendas. 

Hyundai HB20, novo padrão de referência no mercado.

Outra de olhos puxados, a Toyota fez fábrica para produzir um carrinho, o Etios. Mas, parece, contraiu o distúrbio da GM e, com dificuldade de vergar-se para auscultar o mercado, trouxe produto construído para a Índia, mistura de peças já existentes com simplificação decorativa. Tiro n’água. 

O comprador brasileiro tem maiores exigências e muito se diferencia do indiano. A Toyota local engoliu o mico, vai corrigi-lo, mas é lição de humildade, começar tropeçando. A Toyota no Brasil não consegue superar a Honda, situação inversa à do Japão. 

O motor 1.6 turbo com injeção direta dito HPT, desenvolvido pela BMW e PSA, virou bandeira de presença em produtos Peugeot – 3008, 408, 308 –, e Citroën DS3 e DS5. Peugeot iniciou mudar linha e terá o principal complemento em 2013 com o novo 208. Citroën também, trocando o bem vendido C3 pelo novo modelo, revisando o motor, mas caiu em participação de mercado. 

Duas chinesas prometem presença industrial em 2013, a JAC Motors, associada ao empresário Sérgio Habib, com fábrica em Camaçari, Ba, e Chery, por si, em Jacareí, SP. 

BMW terá fábrica em Santa Catarina. Produto desconhecido. 

Em termos industriais a VW investe para ampliar capacidade industrial em Taubaté, SP; em São Carlos, SP, fazer mais motores; ampliar capacidade para atender mercado doméstico e de exportação. Ford idem. 

Em preparativos ninguém sabe a amplitude do projeto da Fiat, em Goiana, Pe. Além de fábrica para modelo desconhecido, e Dodge e Alfa, também fará motores, tornar-se-á autônoma, com produtos diversos da sede em Betim, MG. 

Todos os prêmios de performance consignados por associações e revistas falharam: quem mais vendeu automóveis no Brasil foi o governo com suas medidas de realidade em impostos. Os 5% de crescimento devem ser creditados à presidenta Dilma. 

Motos 
Resultado curioso no mercado de motos é a queda de vendas das máquinas de baixo preço, exatamente a faixa que deveria ser implementada em consumo pela ascensão de renda nas classes C e D. 

Notou-se, em outro extremo, a expansão das marcas de maior cilindrada, com montagem via processos favorecidos na Zona Franca de Manaus de Harley-Davidson, BMW, Ducatti, Triumph, além da expansão mercadológica da Honda, ainda líder, em todas as faixas de cilindrada. 

Governo 
Ano de intervenções federais. Sempre distante da indústria, viu nos automóveis cenário para ficar bem na foto, correu a retocar o cenário dos maus resultados econômicos do País, apostando no único dado positivo de crescimento. 

Falando pela população, reduziu a Zero % o Imposto sobre Produtos Industrializados dos carros 1.000, diminuiu para outras cilindradas. 

Não impôs condições às montadoras, privatizou os lucros, socializou entre nós, contribuintes, a queda de arrecadação. Não perguntou se a nós, outros, interessam mais carros nas ruas ou mais hospitais, escolas, tribunais, penitenciárias ... 

A receita tem décadas e confirma conta também antiga – quando os extremos, trabalhadores e industriais, se unem, perde quem está no centro: nós. 

Implantou o Inovar-Auto, programa de grandes incentivos à indústria local e de dificuldades às marcas sem operação industrial no País. Para dizer, elevar os nacionais ao nível dos concorrentes importados, deu risível dever de casa: tornar os daqui 12% mais econômicos. 

Na prática, nenhum ganho, pois, este número apareceu há 10 anos com os motores flex, de maior consumo de gasálcool e mais etanol relativamente aos motores específicos. 

Conta alta vem sendo e será paga pelos importados, que bobearam sem atividade de lobby, sem representação institucional em Brasília, sem interlocução com o governo, a associação dos importadores levou uma trombada de perder o rumo – metade das vendas, e 168 revendas, e 10.000 empregos. 

Outro ponto de presença do Governo, aliás governos, é a troca da educação de trânsito pela sanção arrecadadora. Sem estudos para estabelecer velocidade e fluxo nas vias e estradas, sapecam radares em quantidade industrial e tome de emitir multas. 

Falta uma explicação ao respeitável público submetido a tantos impostos, e fornece o dinheiro de pagar a compra de tais aparelhos, sobre quem opera tais sistemas e como se faz a remuneração para tais serviços. 

Afinal para lembrar, fiscalização é policiamento, e policiamento é função exclusiva do Estado, proibida a terceirização. Na prática, a resposta simples: quem fiscaliza o fiscal ? 

Pouco a pouco a aproximação do Brasil a mercados com respeito ao consumidor traz-nos ares de civilização. O programa de etiquetagem, surgido como sonho de ecopirado, vem-se sedimentando, aumentando a listagem de aderentes. 

A ideia é oferecer conhecimento ao comprador esclarecido, interessado em definir sua compra sob o ponto de vista do menor gasto de combustível e de menores emissões ao meio ambiente. Melhores resultados em cidade e estrada, do Renault Clio. Piores, na cidade Honda Fit 1.4 e na estrada Toyota 1.8. 

Outro item de respeito ao consumidor foi obtido por pressão da indústria: é a indicação na nota fiscal, dos percentuais de impostos incidentes sobre a mercadoria. 

Espera-se, ante o susto a ser tomado pelo contribuinte, o início da conscientização e das exigências para o país melhor se administrar, para viver com menos arrecadação, mais seriedade no gasto público, menos corrupção. 

Mazelas e omissões continuam. Governo federal, estaduais, municipais, saúdam e aplaudem a performance da indústria automobilística, mas nada fazem para melhorar a qualidade de vida, do ar, da circulação de toda a população. 

Num cálculo grosseiro, cada veículo ocupa, pelo menos, 20 metros quadrados de superfície. Venda de 3,8 milhões significa, o novo mar de novas latas despejado nas ruas e estradas em 2012 tomará aproximadamente 80 milhões de metros quadrados. 

Quantos metros quadrados de vias, estradas, estacionamentos, foram construídos? Quantos metros quadrados serão subtraídos às vias de circulação de pedestres para criar soluções circenses de circulação para os novos veículos? 

E a maluquice institucional do rodízio, que recolhe impostos com a mão esquerda, e levanta a direita para proibir a circulação do produto que recolheu impostos e cuja descrição é de ser auto móvel? 

Cultura 
Há ondas no setor. O Museu Nacional do Automóvel, em Brasília, único a contar a história da indústria automobilística nacional, se debate ante à tentativa que em País civilizado seria piada de punido mau gosto: o Ministério dos Transportes quer o espaço no qual o governo federal autorizou o Museu investir e ampliar, para nele colocar “arquivo morto de órgão extinto”... 

Há início de consciência pelos fabricantes. A Fiat junta unidades dos produtos aqui produzidos e acertou-se com o governo de Minas e o Veteran Car Club MG para implantar um Museu. 

A Volkswagen, com um presidente há anos no País, iniciou dar força a preservar a dúzia de automóveis de sua construção reunidos por seus engenheiros e designers através dos anos. Para criar museu, não custa. 

Renault mudou sua óptica, e aproveitou os 50 anos do lançamento do Interlagos – o Alpine A108 – para fazer festa e reverenciar pilotos e universo que sedimentaram o início do profissionalismo do automobilismo brasileiro. 

A Peugeot, marca do primeiro carro importado no Brasil, passa olímpica e superiormente pelo fato histórico. 

Perdas enlutaram o setor. Das muitas, Clemente Farias, detentor de uma das pioneiras e melhores coleções de antigos, e Fábio Steinbruch, um príncipe nesta atividade, passaram bobamente. 

Das mudanças de pessoal, Marcos de Oliveira, engenheiro, deixou a presidência da Ford e agora é vice na Ioschpe-Maxxion. Pedro Manuchakian, o Pedrão, também engenheiro, vice-presidente de Engenharia para o continente, também aposentou-se após mono emprego de 41 anos na GM. Merece uma estátua. Fez mágicas e muitos lucros viabilizando o uso de motores que deveriam estar em museus, mas estão nos novos carros da GM. E Carlos Roberto da Costa, o Carlão, jornalista, marcha lenta. 43 anos de indústria automobilística – Carlão organizou a apresentação do Corcel I e deu cara confiável à Citroën – quer ser fornecedor. 

Enfim 
Entre resultados bons – muitos, e mazelas – poucas, mas tão frequentes, a caminho de ser institucionalizadas, 2012 foi bom. Do volume de vendas, empregos e renda, à presença do Brasil no rol dos maiores produtores e maiores mercados. 

As falhas podem ser corrigidas, bastando a gestão governamental através do serviço público seja, efetivamente, dirigida ao público, ao país e ao futuro, afastada a filosofia de ser o Governo do dia o dono do país, do estado ou do município, e adotando o corpo funcional por mérito e conhecimento. 

Falta 
Há dado contra o qual a Coluna sempre se insurgiu e insurgirá: é inexplicável vergonha o País reunir todas as condições do fazer, da estrutura, do pessoal, dos insumos, mas não ter sequer, uma, uma só, marca nacional ou produto realmente adequado ao País. 

A indústria brasileira é ótima palpiteira em projetos estrangeiros, adaptadora de planos importados às exigências nacionais, mas não tem coragem, autonomia ou brasilidade para fazer produto adequado ao nosso piso, ou à sua falta. 

O Brasil e sua atrasada, cara, mal mantida malha de caminhos e estradas, é País para carros de tração traseira ou nas quatro rodas. Mas como aproveita projetos para países planos ou de estradas impecáveis, só os tem com força no eixo dianteiro, absolutamente incoerente com nossas ladeiras em lama ou poeira, cascalho, pedras soltas. 

Sub-produto deste foco descompromissado com o País, e a falta de preocupação do governo federal com a indústria e seus produtos, nada temos para aplicação específica. 

O taxi, que deveria ser de projeto e construção especial, é o carro de madame submetido a duro trabalho. Idem para os carros de polícia, para as ambulâncias, usualmente uma base de caminhãozinho, com motor diesel, transmissão mecânica, situação negativa à sua missão e ao transportado. 

Isto é fácil corrigir. Basta conversa, consenso, ordem. 

A Coluna cumprimenta seus leitores e deseja 2013 de paz – que é exercício de consciência do que somos, do que queremos, do que merecemos.

sábado, 22 de dezembro de 2012

MERCEDES BENZ GRAND CHALLENGE FECHA COM CHAVE DE OURO PRIMEIRA PARTICIPAÇÃO NO BRASIL. COMPETIÇÃO REUNIU 22 CARROS E, 16 CORRIDAS NOS PRINCIPAIS AUTÓDROMOS DO PAÍS, ONDE AS PROVAS ACONTECERAM MUITO EQUILÍBRIO E DISPUTA


A vitória do piloto Beto Fonseca, no Autódromo de Interlagos, em São Paulo, encerrou no domingo (18/12) a primeira temporada do Mercedes-Benz Grand Challenge. A prova de sábado foi vencida por Neto De Nigris.

Iniciado em maio, em Curitiba, o Mercedes-Benz Grand Challenge teve 16 corridas, duas em cada uma de suas oito etapas. Além da prova de estreia, na capital paranaense, o campeonato percorreu os autódromos de Santa Cruz do Sul (RS), Jacarepaguá (RJ), Campo Grande (MS), Velopark (Nova Santa Rita, RS) e Interlagos (SP). As cidades de Curitiba e São Paulo receberam duas etapas cada uma.

Vinte e dois carros com preparação idêntica foram utilizados pelos pilotos que disputaram o campeonato. O veículo utilizado foi o Mercedes-Benz C 250 Turbo, com preparação especial para atingir a potência de 245 cavalos. 

Uma particularidade da categoria foi a utilização do mesmo câmbio automático que equipa a versão de rua do carro, opção incomum no automobilismo esportivo.

O formato do Mercedes-Benz Grand Challenge torna o campeonato ideal para os chamados “gentlemen drivers”, pilotos não profissionais, que se dedicam ao automobilismo por paixão, mas sem deixar de lado suas atividades cotidianas. A concentração de provas e treinos no sábado e domingo facilita a participação dos interessados.

“O Mercedes-Benz Grand Challenge demonstra toda a força e esportividade de um de nossos principais modelos, o Classe C, que bateu recorde de vendas no Brasil em 2011”, comemora Dimitris Psillakis, diretor de Vendas e Marketing de Automóveis da Mercedes-Benz do Brasil. 

“Além de demonstrar toda a confiabilidade do modelo, a competição foi um sucesso com os fãs da marca e de automobilismo em geral”, complementa.

“A plataforma do Grand Challenge mostrou-se uma ótima ferramenta para contribuir para a construção de imagem dos produtos e da marca Mercedes-Benz, que tem tudo a ver com a esportividade vivida nas pistas”, afirma Mario Laffitte, Diretor de Comunicação Corporativa da Mercedes-Benz do Brasil.

Vitória antecipada

Os campeões do primeiro Mercedes-Benz Grand Challenge foram João Campos e Márcio Campos. A dupla de pai e filho garantiu o título antecipadamente na penúltima etapa, realizada em Nova Santa Rita. 


Os dois disputaram o campeonato em conjunto, modalidade prevista pelo regulamento – como cada etapa tem duas provas, um dos pilotos corre no sábado e o outro no domingo – vencendo cinco das 16 corridas.

"Não tenho palavras para descrever a minha emoção, já que comecei a correr apenas no ano passado nas competições nacionais e agora já sou campeão brasileiro. Devo tudo ao meu pai por me ensinar a pilotar o carro e por todas as dicas que me deu. Foi um ano maravilhoso”, declarou Márcio Campos após a etapa em que garantiu o título juntamente com o pai.

Na última etapa, em Interlagos, a grande disputa foi pelo segundo lugar. Vencendo no sábado, Neto De Nigris largou no domingo empatado na vice-liderança do Challenge com Marcelo Hahn, mas envolveu-se num acidente. 

A prova foi vencida por Beto Fonseca e Hahn chegou em segundo, garantindo o vice-campeonato, mesmo sem ter participado da terceira etapa. O terceiro lugar na temporada ficou com Neto De Nigris.


Tradição nas pistas
Primeira fabricante de automóveis no mundo, a Mercedes-Benz se destacou ao longo de sua história pela participação nas mais diversas categorias do automobilismo mundial. 

Um Mercedes-Benz pilotado por Ralph De Palma venceu a segunda edição da 500 Milhas de Indianápolis em 1912, primeira vitória da marca na Fórmula Indy. 

Na década de 1930, as “Flechas de Prata” da Mercedes-Benz se consagraram nas provas de Grand-Prix, que dariam origem em 1950 à atual Fórmula 1, onde a marca coleciona vitórias em provas e campeonatos.

Para a Mercedes-Benz, a atuação nas corridas sempre foi um laboratório prático de desenvolvimento para aplicação nos seus modelos de produção. 

Um dos melhores exemplos desse processo ocorreu com o 300 SL, vencedor em 1952 da Carrera Panamericana, no México, em Le Mans e no GP de Berna, na Suíça. 

O carro, célebre por suas formas aerodinâmicas e portas tipo “asas de gaivota” ganhou uma versão de rua em 1954 e serve de inspiração para o atual Mercedes SLS AMG, um dos mais exclusivos e revolucionários carros-esporte do mundo.

Campeonatos envolvendo versões de carros de produção também mereceram sempre a atenção da fábrica, com destaque para o disputadíssimo DTM – campeonato alemão de carros de turismo.
C 250 Turbo – desempenho com eficiência

Para a Mercedes-Benz, velocidade e desempenho dinâmico não são os únicos objetivos ao criar um automóvel. Nos dias de hoje, a eficiência no consumo de combustível e a redução das emissões têm tanta importância quanto proporcionar o máximo de conforto e confiabilidade que são tradicionais nos carros da marca.

O C 250 Turbo, lançado em maio de 2011 no Brasil, é um dos modelos de maior destaque da Classe C, a mais vendida pela Mercedes-Benz no mercado brasileiro. O carro é equipado com motor turbo com injeção direta de combustível com tecnologia BlueEfficiency, que permite redução no consumo de combustível e nas emissões de CO2 em relação à sua versão anterior.

O Mercedes-Benz C 250 Turbo oferece uma impressionante gama de sistemas de assistência capazes de alertar o motorista sobre situações de risco potencial, contribuindo decisivamente para evitar acidentes.

Classificação geral
Nome / Pontos
1. João Campos / Márcio Campos 205
2. Marcelo Hahn 171
3. Neto De Nigris 163
4. Rodney Felício 135
5. Arnaldo Diniz Filho 115
6. Cesare Marrucci 78
7. Peter Michael Gottschalk 77
8. Beto Rossi 54
9. Betão Fonseca 45
10. Fábio Delamuta 45

MINI DA ESPANHA PARTICIPA COM UM MODELO ALL 4 RACING DO RALLY DAKAR QUE COMEÇA EM BUENOS AIRES NO PRÓXIMO DIA 5 DE JANEIRO


O diretor da Divisão MINI, Manuel Terroba, e Pilar Garcia, diretora de Comunicação e Relações Públicas da BMW Group Espanha, apresentaram, ontem, piloto Nani Roma e o MINI All4 Racing com que ele participará do Rally Dakar 2013 pela segunda vez consecutiva da competição. 



Ele foi o vencedor absoluto, em 2004, na categoria de motos, que deixou no ano seguinte, passando a correr de carro. 


Este ano arrancou o segundo lugar pilotando um MINI ALL4 Racing del X-raid Team, sendo superado unicamente por seu companheiro de equipe Stéphane Peterhansel. Nino terá como coopiloto Michel Périn, considerado um dos navegantes mais experientes de rally em nível mundial, que soma três vitórias no Rally Dakar.


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