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quarta-feira, 19 de abril de 2017

Honda Cvic Touring, turbo, custa R$ 124.900, sem opcioniais. Não vejo razão para, dentre o segmento utilizando motores com configuração assemelhada, o Honda Civic com motor 1,5 e 173 cv, custar em torno de 50 % a mais ante um Citroën C4 Lounge, com motor 1.6 e potência idêntica; e discrepâncias assemelhadas sobre o VW Jetta, 1,4, e Chevrolet Cruze, 1,4 – veja a tabela.


Coluna Nº 1.517 - 19 de Abril de 2017
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O bom, agradável e caro 
Honda Civic Touring, o turbo

Topo das versões da nova geração do Honda Civic é dita Touring. Nome sem expressão ao não indicar o significado europeu ligado a viagens, e repete tratamento oferecido a station wagon


É um pacote decorativo e de facilidades eletrônicas agregado em torno do motor de quatro cilindros, 1,5 litro de cilindrada, injeção direta, produzindo 173 cv e 22,4 quilos de torque. 

Faz parte da atual moda mecânica de usar motores com menores dimensões e peso, facilitando criar veículos com capots menores e habitáculos mais espaçosos. 

Não é o caso do atual Civic, projetado para utilizar motor de 2,0 litros, mas a valer o caminho influenciará a próxima geração.

A soma de eletrônica, injeção direta e turbo subverte a ordem secular do ganho de torque atrelado à potência. 


No caso, o motorista descobrirá ser a potência, os imaginados cavalos, coisa etérea. 

Para acelerar vale o torque, medida de engenharia, sem charme, porém positiva, perceptível pelas respostas ao acelerador. 

Outro ganho, o turbo, sempre visto como adicional esportivo, pró potência, sempre marcado por um período em branco e respostas sem suavidade, mudou de função. 

O hiato, dito gap, entre ser demandado em baixas rotações e a resposta, reduziu-se enormemente. Há, mas de presença quase sutil. No geral, funciona muito bem.

10ª Geração

Produto marcante pela melhor administração de espaços e bom projeto de estilo. Chama atenções, em especial pela traseira com lanternas em forma de acento circunflexo. 


E dentro tem instrumentação e comandos racionais, com tela programável para várias funções. 

Interior agradável na versão de topo, com mescla entre plástico emborrachado, couro ecológico – leia-se plástico. 

Agradável ao motorista com banco de ajustes facilitados por motores elétricos, demais usuários tem transporte agradável – exceto ao passageiro central do banco traseiro, equipado com cintos de três pontos e apoio de cabeça aos três usuários. 

Facilidades eletrônicas como o freio de estacionamento; a pequena câmara no espelho retrovisor direito facilita mudar de faixa com segurança. Na versão, câmera de ré.

Luzes em LEDs auxiliam muito conduzir no escuro. Nos serviços eletrônicos as tomadas 12V, USB e HDMI foram colocadas em local de acesso acrobático, exigindo mãos de mágico para utilizá-las. 


Falha gritante, tornando-se difícil imaginar sua aprovação ao passar de projeto a produto.

Andando

Condução agradável, tipo opcional. Pode-se escolher o modo Eco, para redução de consumo, ideal às baixas médias horárias urbanas. 


Motor de quatro cilindros em linha, construção em alumínio, colocado transversalmente e atracado a caixa de transmissão de polias continuamente variáveis, contendo 7 marchas virtuais. 

Pelo sistema consegue-se ter melhor arrancada, mais velocidade máxima e uma operação econômica, governada pelo abundante torque.

Direção com assistência elétrica, freios a disco nas quatro rodas, rodas em liga leve, aro com 17 polegadas, e pacote de segurança, almofadas de ar frontais, laterais e de cortina, freios ABS com EBD, controle de tração e estabilidade, sistema de vetorização de torque e Isofix para fixação de assentos infantis, em todas as versões.


Conectividade
Demanda atual, para alguns superando a mecânica no quesito importância, há bastante conectividade: central multimídia interagindo com smartphones por meio do Apple CarPlay e do Android Auto; telefonia, reprodução de mídias em streaming; aptidão ao uso de aplicativos do aparelho e do próprio sistema, navegador com GPS apto a informações de trânsito e o buscador do Google.


Preço, R$ 124.900. Sem opcionais.


O Mito
Honda e Toyota conseguiram construir o mito da resistência e da falta de problemas, tipo lenda urbana, com estórias enfatizando tais dotes, e isto dá-lhes coragem para impor preços desarrazoados, um plus, um delta, um algo mais por serem Honda ou Toyota. 


Na prática donos de Mitsubishi, Subaru e Suzuki poderão entrar nesta canoa porquanto a qualidade japonesa é consequência, um projeto de sobrevivência ter qualidade para conquistar o mercado norte-americano e, a partir deste, o mundo.

Não vejo razão para, dentre o segmento utilizando motores com configuração assemelhada, o Honda Civic com motor 1,5 e 173 cv, custar em torno de 50 % a mais ante um Citroën C4 Lounge, com motor 1.6 e potência idêntica; e discrepâncias assemelhadas sobre o VW Jetta, 1,4, e Chevrolet Cruze, 1.4 – veja a tabela.



Ao comprador de automóvel com tal valor o mito da resistência e falta de problemas parece ociosidade, pois todos os carros novos têm ótima qualidade e, pensando no usuário, este o utilizará por um ou dois anos, período no qual nenhum destes exemplares terá problemas.



Cilindrada motor
Potência
Preço R$
% sobre
Honda Civic Touring
1.5
173 cv
124.900

Citroen C4 Lounge
     1,6
173 cv
A partir de 69,990
 78,4
Jetta 1,4 tsi
1.4  TSI
150 cv
93.990
 32,8
Chevrolet Cruze
1.4 turbo LTZ
150 cv 
101.190
 23,4




Motor Turbo permite custar metade mais caro ante concorrente igual?

Roda-a-Roda

Futuro – Mercedes-Benz acordou com a Hermes, empresa alemã de logística, substituir os veículos diesel por modelos elétricos Vito e Sprinter em trabalho nas cidades de Hamburgo e Stuttgart. Começa em 2018 e até 2020 projeto é ter 1.500 unidades em operação.



Elétricos mudarão feição das entregas urbanas



Mais um – Jeep deve apresentar no Salão de Shanghai, dia 19, novo modelo híbrido plug in – com recarregador externo – ou conjugação endotérmico/elétrico.


De volta – Qualquer fabricante de veículos sem vendas nos maiores mercados do mundo, China e EUA, arrisca o futuro. Isto instigou italiana Fiat a inesperada assunção da norte americana Chrysler. 

E decidiu a volta tática PSA ao mercado dos EUA – de lá saiu, como Peugeot, cabeça baixa, há 26 anos.

Prazo – Projeto, coisa séria com criação de empresa, a PSA North América, Larry Dominique, engenheiro, 54, ex-GM e ex-Nissan (liderou o desenvolvimento da picape Titan) para Vice-Presidência. 


Inicia com locação de veículos entre viajantes. Prevê criar base, divulgação e confiança para exportações da marca daqui a 10 anos.

Projeto – Não é ato isolado, mas do grande projeto salvador da PSA. Mercado prevê-passo inicial como recém-lançados DS7 como carros em projeto especial para locação.


Assunto – Quer temas para mostrar intimidade com a indústria e fazer rolar papo interminável? 

Volkswagen fará picape sobre a plataforma MQB, a do Golf, Jetta e Audi, com medidas superiores às do Saveiro dentro da nova família Polo? Presidente da empresa negou, mas imprensa insiste.


Mais - Outra, sobre a plataforma recém desenvolvida pela Fiat para o Projeto 6X - hatch e sedã – FCA fará pequeno jipe, como um novo Fiat Panda? Empresa negou, mas especulação de colunas ditas especializadas corre solta.

Início – Projeto 6X se subdivide em 6XH, hatch, substituto de Bravo, Punto e versões superiores do Palio, a ser produzido em Betim, MG, lançado em junho, e 6XS, sedã para o lugar de Gran Siena e Linea, e construção na Argentina, 2018.


Questão – Empresas aplicam recursos na formação de áreas de comunicação com públicos interno e externo. 

São a interface para falar com jornalistas e sanar suas dúvidas. A HPE, fabricante dos Mitsubishi, em Catalão, GO, tem área destas.

Descrédito – Semana passada Coluna indagou-a a respeito de cortes de pessoal. Respondeu dizendo ter havido e, a partir de 31 de março apenas desmobilizações pontuais. 


Consultei fonte externa: naquele mesmo dia da resposta empresa demitira percentual sensível da engenharia e experimentação.

Fonte autora de informações inexatas vai para o freezer.


Acordo – PSA e petroleira Total renovaram acordo de parceria. Peugeots, Citroëns e DSs terão primeiro abastecimento e recomendação de troca com a marca. Entra, também, no coo patrocínio da equipe de rallyes e corridas.


Vizinho – Petroleira será patrocinadora oficial da Copa Total Argentina, principal torneio de futebol, e contratou Juan Maria Traverso, o Flaco, campeão de automobilismo argentino. 

Dirigirá Peugeot 408 com produtos Total pelo país e fará palestras sobre segurança ao dirigir. Na Argentina dirige-se tão perigosamente quando no Brasil.


Jogo duro – FPT Industrial, marca FCA a veículos e motores de trabalho, lançou motor diesel V8, 20.000 cm3, fazendo 910 cv a 1.800 rpm e torque de 410 Nm a 1.500 rpm. 

Mais compacto, leve e econômico ante os V12 usualmente aplicados como geradores, motores para locomotivas, tratores, geradores, barcos.



V20, o diesel V8 da FPT, quase 1.000 cv de potência


Exportações – VW mantém-se como maior exportadora de veículos na história do país, superando 3,5 milhões de vendas ao exterior. 


Exercício passado aumentou envios em 102%, produto da visão de David Powels, atual presidente, focando no exterior para compensar o estreitamento do mercado interno.

Negócio – Marca mudou a operacionalidade, conquistando junto à matriz primazia para vendas continentais, criando Vice-Presidência, enfocando cada um dos 28 países vizinhos. 


Em 2017, as vendas externas da marca correspondem a 1/3 de toda a indústria. Líderes Go, up!, Voyage e Saveiro.

Vitrine – 30 anos do Programa Volvo de Segurança no Trânsito, PVST, maior vitrine institucional da marca de caminhões. 


Criado pelo jornalista J. Pedro Corrêa, ainda seu consultor, mobilizou sociedade e governo, obteve conquistas.

Apoio - É a ação mais duradoura de mobilização da sociedade e conseguiu mudar a óptica oficial, então tratando desastres como acidentes. 


Curioso, a bancada federal, senadores e deputados pelo Paraná, onde programa começou, não o tenha endossado, tornando-se a bancada da segurança no trânsito.


Pinin – Evolução de entendimentos e serviços, a Pininfarina, antes conhecida pelas linhas de automóveis, aplicará seu talento para fazer versão do barco brasileiro Schaefer 510. 

Antes o studio já havia produzido interiores para outros modelos. Partido do projeto é esportividade e elegância.

Foguete – Para anotar como piloto de futuro. Aos 16, competindo em Kart Amador, Alberto César Otazu fez Pole Position, volta mais rápida e venceu prova do Campeonato Clickspeed, e ganhou como prêmio estrear em Fórmula Vee. 


Carro atrapalhou, com defeitos, mas o importante apareceu: chamou atenções para a carreira densa em construção, sinalizando ter lugar no futuro.

Tecnologia – Um dos setores com tecnologia de ponta mais aguda Fórmula 1 adota peças feitas em impressoras 3D. 


McLaren Honda adotou suporte para linha hidráulica, carregador flexível do rádio, dutos de refrigeração dos freios em fibra de carbono, aba da asa traseira. Rapidez para desenvolvimento e construção.


Antigos - Quarta edição do Encontro Nacional Alfa Romeo, em Caxambu, MG, sugere ser o de maior relevo: a três meses do evento, feriado de Corpus Christi, 15 a 18 de junho, número de inscritos dobrou relativamente à 2ª reunião.


Ocasião - Tens Alfa? Gostas da marca? Quer um encontro de camaradagem a custos extremamente contidos? É este.

Gente – Barbara Bono, carioca, publicitária, adequação. 


OOOO Do Laboratório de Conteúdo e Criação na FCA (Fiat), Betim, transferida a comunicação social, cuidar da mídia digital. Piso instável. 

OOOO Fabricantes de veículos tentam conviver com a onda que enfrentam, a grosso modo, separando os jornalistas entendidos em automóveis e os da mídia digital. 

OOOO Rubens Ometto, empresário, presidente do Grupo Cosan, associado à Shell, homenagem. 

OOOO Prêmio LIDE 2017 pelo conjunto da obra. 

OOOO Amplo leque de setores, mais de 30 mil empregados, lucro superior a 1B em 2016. ____________________________________

domingo, 16 de abril de 2017

Um desafiador mundo novo se aproxima com a possibilidade de os automóveis receberem equipamentos que permitirão direção semiautônoma, de início, e completamente autônoma em etapa mais distante. Os carros têm que ser à prova de invasão de hackers do mal e isso exigirá bilhões de dólares em estudos e testes.


Alta Roda   

Nº 936 — 16/4/17

Fernando Calmon



DEVAGAR COM O ANDOR

Um desafiador mundo novo se aproxima com a possibilidade de os automóveis receberem equipamentos que permitirão direção semiautônoma, de início, e completamente autônoma em etapa mais distante. 

Existem muitas facetas positivas entre elas o aumento de segurança no tráfego, principalmente quando aumentar o número de veículos conectados entre si e com a infraestrutura urbana e rodoviária adequada. Isso se dará porque os humanos erram, ficam cansados, se distraem e avaliam mal as situações de risco.

Pesquisas nos EUA indicam que em média um motorista americano passa 290 horas atrás do volante a cada ano. 

Segundo Leandro Laporta, da Orange, empresa especializada em tecnologia de automóveis conectados, o uso de câmeras, lasers, radares, sensores ultrassônicos e lidar (tecnologia óptica de detecção remota de imagem e distância) podem coletar e programar dados continuamente e liberar o condutor para outras funções como trabalho ou lazer, sem qualquer estresse. Inteligência artificial ainda terá que ser bastante desenvolvida.

Mas há obstáculos que ainda precisam ser superados quanto à vulnerabilidade de dispositivos e, principalmente, de veículos conectados. 

Levantamento recente feito pela resseguradora Munich Re apontou a segurança cibernética como a principal preocupação nos veículos autônomos. 

Os carros têm que ser à prova de invasão de hackers do mal e isso exigirá bilhões de dólares em estudos e testes.

Os fabricantes investem somas vultosas no desenvolvimento de veículos autônomos, mas ninguém tem resposta final sobre esses riscos, segundo Clarence Hempfield, vice-presidente de Inteligência de Localização da Pitney Bowes, empresa especializada em transações comerciais físicas e digitais.

Hoje há cinco graus de automação de veículos estabelecidos nos EUA pela SAE (Sociedade de Engenheiros da Mobilidade, no significado atual). 

No quarto grau, um motorista terá que ficar atrás do volante, embora o carro se autoconduza em estradas e avenidas específicas para esse uso. 

No quinto grau, nenhuma supervisão será necessária: pode-se girar o banco e esquecer de tudo. 

Mas há fabricantes, como a Toyota, que não pretendem em um futuro próximo passar do nível 3 – interferência do motorista a intervalos regulares (maiores até que os 10 segundos atuais) – para a decisão final continuar em suas mãos e pés.

A empresa, de forma pragmática, afirma que a sociedade até admite acidentes fatais provocados por erros humanos, mas seria intolerante se mortes acontecessem por falhas de computadores e sistemas autônomos. 

“Nenhuma empresa automobilística ou de tecnologia da informação está perto do nível 5. Levará ainda muitos anos para se alcançar a perfeição requerida”, afirmou Gill Pratt, presidente do instituto de pesquisas da marca japonesa, durante a Feira de Eletrônica de Consumo, em Las Vegas (EUA), no começo do ano.

A Ford, agora em abril, também procurou ser mais conservadora. Um motorista comum nos EUA só poderá adquirir um carro completamente autônomo entre 2026 e 2031. 

Assim, a espera será longa mesmo que experiências em ambientes limitados possam ocorrer antes. No dito popular, devagar com o andor que o santo é de barro...

RODA VIVA

CONFORME antecipado em abril de 2015, fonte da Coluna confirma: PSA Peugeot Citroën passa a equipar em junho próximo modelos das duas marcas com câmbio automático de seis marchas (da japonesa Aisin) em substituição ao de quatro marchas de origem francesa. 

Falta desse câmbio mais moderno prejudicou, em especial, vendas do Peugeot 2008 THP Flex.

APESAR de as vendas para o mercado interno terem demonstrado uma primeira reação, é das exportações que vêm as boas notícias. 

Primeiro trimestre deste ano foi o melhor da série histórica com 172.693 unidades de automóveis, comerciais leves e pesados, no valor de US$ 2,799 bilhões. São números 70% e 58% maiores que no mesmo período de 2016.

OCIOSIDADE média da indústria automobilística continua elevada e próxima a 50%. 

Precisaria ocorrer uma aceleração maior da comercialização interna para estabilizar o nível de emprego, que continua a cair: menos 8,7%. 

São 103.635 funcionários, mas nem todos ativos e com jornadas de trabalho menores. Estoques subiram de 33 dias (fevereiro) para 35 (março).

FORD EDGE ficou mais tecnológico, sem perder característica de amplo espaço interno e porta-malas acima da média (1.110 litros de volume útil). 

Motor V-6, 3,5 litros, de 284 cv e 34,6 kgfm é apenas suficiente. Como versão turbo não está disponível aqui, consumo alto de gasolina diminui autonomia. Muito boa a direção de relação mais direta em manobras de baixa velocidade.

WEBASTO vê perspectivas de ampliação do mercado de teto solar no Brasil. Em modelos de topo de linha, faz parte de equipamentos de série ou opcionais na maioria das marcas à venda no País, em particular as importadas. 

A empresa alemã tem opções mais acessíveis do equipamento para séries especiais de carros compactos. Na outra ponta, versões com células fotocrômicas.
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fernando@calmon.jor.br e www.facebook.com/fernando.calmon2

quarta-feira, 12 de abril de 2017

A Chevrolet acertou em cheio ao produzir o seu mais novo modelo, o Cruze 1.4 turbo - que rende 150/153cv, respectivamente, com álcool e gasolina - equipado com o câmbio automático de seus velocidades. Conforto, desempenho, dirigibilidade, espaço, e economia são itens que chamam a atenção no Cruze turbo. O carro agrada pelas linhas modernas e esportivas. Na versão topo de linha custa R$ 107 mil


Depois de conviver uma semana com o Chevrolet Cruze Turbo LTZ, topo de linha, e comparando-o com o modelo anterior e alguns de seus concorrentes diretos, tenho de reconhecer que a menina dos olhos da GM é de fato um carro de padrão elevado, e o que mais se aproxima dos da categoria premium, que têm preços mais altos, como todos os automóveis vendidos no Brasil.


Confesso que estava sentido, há anos, falta do conforto de Chevrolets - que deixaram saudades - como o Vectra, o Omega, o próprio Monza. 



A montadora com este Cruze agrada a seus fãs e a consumidores que gostam e/ou precisam de um carro médio confortável, rápido, econômico, automático e que lhes ofereça itens que considero imprescindíveis de segurança ativa e passiva.


Prefiro começar a falar do item conforto, que destaco depois de fazer mais de 300 km em estrada e mais de 100 km nas ruas do Rio de Janeiro, excelentes provas de avaliação e de resistência para suspensões. 


Neste quesito, o Cruze mostrou um dos seus pontos altos: absorve com eficiência as irregularidades do asfalto, fruto do desleixo e incapacidade da administração municipal.


Gostei e registro também o bom nível de isolamento acústico do habitáculo e a boa qualidade do som instalado e o eficiente sistemas On Star e de conectividade MyLink que contribui para a confortabilidade dos passageiros, e a suavidade da rodagem.


Neste Cruze LTZ Sport turbo, testado pelo Blog, que custa R$ 107 mil nota-se a ausência de faróis xénon, ar condicionado bizona, que se justificariam pelo preço do carro.


A motorização do Sport Turbo tem que ser ressaltada. 


O motor 1.4 turbo rende 150/153 cv de potência e 24/24,5 kgfm a 2.000 rpm, face os 140/144 cv e 17,8/18,9 kgfm a 3.800 rpm do anterior. 


Este eficiente propulsor está associado ao câmbio automático de seis marchas de nova geração, com opção de trocas sequenciais por toques na alavanca.

Teto Solar manual

Esse conjunto garante o carro chegar de 0 a 100 km/h em 8,8 s, o que se reflete positivamente nas retomadas no caso de ultrapassagens seguras em estrada e desempenho excelente na cidade.



Graças ao motor turbinado o Cruze é um carro considerado econômico. 


De acordo com as medições do Inmetro, ele apresenta consumo de 7,6 km/l com etanol na cidade e 9,6 km/l na estrada. 


Já com gasolina, o consumo sobe para 11,2 km/l na área urbana e 14 km/l em rodovia.


terça-feira, 11 de abril de 2017

VW up! com duas opções de motores, ambos com 3 cilindros, 1.0 e12v, e outros itens do novo pequeno alemão. Salão de Buenos Aires, de 10 a 20 de junho, mostra Renault Kwid e Amarok V6



Coluna nº1.417 - 10 de Abril de 2017
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up!, segunda edição, revisto e melhorado

Quem vir o Volkswagen up! com vendas a partir do próximo feriado, terá clara noção de maturidade de automóvel. 

Ícone da marca, atrevido em estilo e performance, a primeira revisão estética indica novos traços frontais e posteriores, para dar sensação de largura, frente com a atual assinatura familiar da maior das marcas alemãs. 

Para choques em maior porte, novo grupo óptico, friso cromado entre os faróis e equivalente assinando a fímbria inferior da tampa do porta malas. 

Mudanças nos anteparos geraram mais 8 cm em comprimento, agora 3,68m. Nova arte conseguiu tirar a cara de carrinho de brinquedo e deu-lhe mais personalidade.

Geral

Juristas usam expressão típica, própria, peremptória, para definir coisas: Prima Facie, dizem. Na prática do pé no chão é o “tá na cara”. Do tipo viu, entendeu.

O verbete dos juristas é claramente aplicável a esta 2ª edição do up! Nela perceptível o ganho de qualidade por materiais, delicadezas tecnológicas para atender a novo padrão de exigência de consumidores jovens, maioria dos clientes do up!. 

Querem conectividade, e a Volkswagen criou solução muito interessante para combinar condução com o uso do celular, é o Composition Phone –que coisa cansativa este uso desenfreado de expressões em inglês para descrever automóvel feito no Brasil... 

Todos os up! portam apoio sobre o painel para atracar o celular. Baixado um programa, o Maps+More enlaça rádio, up! e SmartPhone, cuja tela passa a ser a do sistema de som e adicionalmente permite controlar funções do celular via comandos do som; mostrar atalhos para agenda; fazer e receber ligações; escutar música arquivada; utilizar aplicativos como Spotify e Wase, e chamada para o Volkswagen Service, para serviços de apoio. 

Tem mais: navegação, com procura por desenho de uma letra na tela; condução econômica; computador de bordo; espelhar mostradores como o conta giros e o termômetro; busca de endereços, contatos, músicas salvos no telefone.

Up! grading
Com desculpas aos leitores pelo irrefreável trocadilho, o salto maior para o up! foi a agregação de tecnologia, conectividade, refinamento no interior, com itens inusuais em carros desta categoria, como o painel de mostradores maiores, a composição com uma faixa no painel, sem revestimento externo e a superior almofadada, um fio de luz percorrendo toda a extremidade inferior. 

Além deste item de luminosa presença à noite, há sensores indicativos para a abertura individualizada de portas, alerta sonoro de faróis acesos.

Virá apenas com 4 portas, em três versões de decoração e composição – take up!, move up!, e high up!, além da fugaz Connection. 

Duas opções de motores, ambos de 3-cilindros, 1,0 litro de deslocamento, 12 válvulas. 

Um, dito MPI, com aspiração atmosférica e 82 cv com álcool e 75 cv consumindo gasálcool. Outro, TSI, turbo, mesma conformação, mas gerando 101 cv.

Clientes

Insuspeitado marqueteiro, festejado Milton Nascimento canta, o artista deve ir onde o povo está. 

É a base do marketing ir atrás do cliente. Assim, indo, além da demanda por design, preço, condições, conectividade, VW percebeu outro item na conta de exigências dos compradores: recorde de consumo. 

É importante ser o mais econômico no mercado. Por isto, implementou a nova geração, submetendo-a a nova avaliação do Inmetro para tê-la, ao momento, como de menor consumo no País.

Há adições importantes como vir equipado com engates Isofix e Top-Tether para retenção de cadeirinhas para crianças. 

Acima da versão de entrada, bancos traseiros com cintos retráteis, três apoios para cabeça – coisa inexplicável: gente com renda menor pode ser expor a danos maiores em caso de acidente?

Atração lógica é o custo de conserto, dito Índice de Reparabilidade. O up! é o de consertos mais baratos no país.

Área de comunicação da Volkswagen ter-se-á inspirado em algum manual de aviamento de remédios homeopáticos, tratando lançamentos e apresentações em doses pequenas, contidas, como seriadas gotas e bolinhas. 

No up! está sendo assim. Nesta semana exibiu a nova versão Connect e os dados comuns às demais, conseguindo bom espaço de divulgação. 

Dia 17, apresentação das demais, e mais espaço gracioso sobre o produto. Após, test-drives e mais cobertura sem custos. 

Fonte da marca prometeu versão inesperada, outro gerador de espaço sem ônus para divulgação.

up!, como nos livros, segunda edição revista e melhorada


Quer conhecer Renault Kwid e 
Amarok V6?

Vá ao Salão de Buenos Aires, 10-20.junho

Exposição será nas instalações múltiplo uso de La Rural, cujo pico é, como o batismo esclarece, exposições de semoventes. 

Na variedade dos cavalos de potência, dentre as novidades, duas serão antecipação ao mercado brasileiro: Renault Kwid e picape VW Amarok 3,0 V6.

Sétima edição de segunda fase, mercado local em recuperação, quer atingir 500 mil visitantes e superar os 270 veículos expostos na edição de 2015.

Renault Kwid será novidade da marca francesa, passo de entrada no mercado brasileiro, plotando tê-lo como o carro nacional mais barato do mercado, como foi o antecessor Clio. 

Mantido o foco, disputará com o sino paulista Chery QQ, a improváveis R$ 29.990. É hatch mas chama-lo-ão indevidamente suv ou simploriamente jipinho, mania da imprensa não especializada.

Pequeno, motorização 1.0 tri-cilíndrica, 75 cv. Tem a seu favor peso contido, pouco superior a 800 quilos, cabendo a cada cavalo deslocar poucos quilos. 

Consequências físicas, boa disposição e respostas com consumo reduzido. Não é o mesmo já em produção na Índia, porém com muitos reforços estruturais para passar na prova de impacto do LatiNCAP.

Será produzido no Brasil, mas o Salão portenho é ótima ocasião para apresentá-lo ao desejado mercado argentino. Lançamento local em julho.

Topo

O picape VW Amarok deveria surpreender o mercado com atualização estética, pois já na hora. 

Mas VW não o fará. Entende, criar opção com motor V6, diesel, por si só será atrativa à aquisição.

Motor é comum ao VW Touareg, Audi Q7 e Porsche Cayenne: diesel, seis cilindros em V, 3.000 cm3 de cilindrada, injeção direta, turbo, produz 220 cv e monumentais 55 m-kgf de torque. 

Dúvidas quanto à transmissão, com seis ou oito velocidades, automática. Será o picape deste porte com maior capacidade de aceleração, buscando clientes de topo do agro negócio, tipo usuários de botas sob medida, relógio Rolex Daytona, chapéu Stetson.

É argentino, mas tem no Brasil seu maior mercado.

Amarok V6 antecipação em Buenos Aires


Roda-a-Roda

Ambiente – Decisão legal do Dieselgate, irônico apelido do caso das emissões extra normas dos motores VW 2,0 diesel, criaram problema insolvível: Justiça dos EUA obrigou VW recomprar Golfs e Passats com tal motor.

Lixo de luxo – Enorme frota se acumula aos milhares, e VW não decidiu solução: vender a países sem ou com menores restrições a emissões poluentes, montando estrutura assistencial; ou desmontá-los a céu aberto, gerando poluição ambiental muito superior às emissões?

Passats e Golfs recomprados pela VW. Desmontar poluirá mais.


Papéis – Nissan iniciou construir escritórios de administração da marca na Argentina, dentro da pioneira fábrica de veículos implantada em 1955 pela IKA – braço da Willys-Overland – em Córdoba, 710 km de Buenos Aires.

Missão - Gerirá produção, vendas internas e externas do picape NP 300 Frontier, invulgar por apresentar-se como: Nissan, Renault e Mercedes-Benz.


Parafusos – Produção será na área da fábrica atualmente da aliada Renault, a partir de 2018. Fará 12ª geração de picapes Nissan, ora trazida do México. 

Equipe posa na área para escritórios Nissan, e deixa dúvidas: Porque só os japoneses usam crachá? Os outros, argentinos, começarão a obra com simplórias pás?


Gol fica – Com o anúncio pela Volkswagen em relançar linha Polo no Brasil, marca enfatiza ser novo produto, e não substituto do Gol. 

Família própria terá hatch até o final do ano; sedã Virtus ao início de 2018; sav T Cross ao final. VW mostrou-o como conceito no Salão do Automóvel ano passado.

De novo – Toyota vende nova geração do RAV4, conhecido sav da marca. Cortou a tração nas 4 rodas e simplificou mecânica para tração dianteira, motor 2.0, transmissão CVT, batizando-o RAV4 4x2 CVT Top. A R$ 159.290.

História – RAV4 factibilizou o uso urbano dos veículos com atributos de off road, e abriu caminho aos fabricantes ocidentais. Inspirou-se no Lada Niva, bem bolado jipinho russo, inventor do segmento.

Outra – Fosse feito por empresa com responsabilidade construtiva, o Niva teria passado o rodo no mercado. 

Mas na vigência e nos eflúvios da cabeça comunista da União Soviética, sem compromisso de qualidade com o mercado, mostrou a fórmula, o caminho, inspirou a quase todas as marcas no mundo.

Antigos - 8ª edição do Auto Argentino, encontro a veículos de produção no vizinho país, organizada pelos sítios
Autohistoria e Coche Argentino, e o Rotary Club de Francisco Álvarez. 

Neste ano, comemorações de 60 anos da Peugeot na Argentina e de lançamento da Willys Rural, lá a IKA Estanciera.

Efervescência – Rumor no mercado de assessoria de comunicação profetiza mudanças em duas marcas. Lugares poucos, candidatos muitos.

Gente – Rogério Louro, carioca, jornalista, promoção. 

OOOO Novo diretor de Comunicação da Nissan. 

OOOO Fez o impossível com equipe pequena: lançou o Kiks em meio à esmagadora e diuturna atividade de promover os Jogos Olímpicos e acompanhar a tocha símbolo. 

OOOO Mila Poli, executiva, ascensão. 

OOOO Gerente de Comunicação Externa da Nissan. 

OOOO Estrutura de comunicação Nissan instiga pesquisa de administração. 

OOOO Escritórios espalhados pela América Latina, consultas, palpites e anuências em três cidades diferentes, idiomas diversos, burocracia com a lógica cartorial lusitana. OOOO Cauã Reymond, ator, negócio. 

OOOO Embaixador da linha Range Rover no Brasil. 

OOOO Registro. 4.abril marcou a passagem de Karl Benz, factibilizador do automóvel, em 1929. OOOO
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segunda-feira, 10 de abril de 2017

Recall é o termo que corre mundo nas televisões, revistas, rádios, redes sociais, out doors, enfim qualquer meio que as fabricas de automóveis têm à mão à mão para avisar seus clientes de que qualquer no seu carro não vai bem e precisa de ser consertado, para evitar que os ocupantes possam ser exposto a perigo de acidente. O problema é que as respostas dos motoristas é menor que o número de chamados. E pergunta-se quantos acidentes não foram já provocados por falta de comparecimento do recall?


Coluna
MECÂNICA ONLINE®

10 | ABRIL | 2017



Você já fez o recall do seu veículo? 
A lista só aumenta.

Porque muitos motoristas não prestam atenção aos recalls? Será que eles não consideram a sua segurança, da sua família e das pessoas ao seu redor um item importante? Precisamos tão logo encontrar uma fórmula para mudar essa realidade.

Os recalls de veículos representam mais de 70% do total de chamamentos já realizados no Brasil. 


Em termos de unidades, foram mais de 2 milhões de carros convocados para reparos só em 2015. E este número só aumenta!

Os principais componentes afetados pelas campanhas de recall de veículos nos últimos três anos são os air bag, freios, sistema de combustível, motor, direção, cinto de segurança, luz de freio, lanterna traseira, farol, rodas, suspensão, entre outros.

Então meu amigo, talvez até mesmo o motorista brasileiro precise de um recall, mas nesse primeiro momento é importante que ele saia do seu conforto e procure a solução que o fabricante disponibiliza.


Os recalls de segurança de carros e caminhões leves são super importantes. Por exemplo, em 2015, cerca de 51 milhões de veículos e 34 milhões de peças de veículos tiveram recall, de acordo com a National Highway Traffic Safety Administration.

Um total de 20 por cento dos proprietários de veículos continuam a ignorar os chamados dos recalls, de acordo com a NHTSA.

Um levantamento que explora por que muitos consumidores não fazem os recalls de segurança dos veículos e quais medidas poderiam melhorar essa falha foram apresentados recentemente pela Universidade de Michigan.


"O problema é a baixa taxa de resposta para os avisos de recall", disse Michael Sivak, professor de pesquisa do U-M Transportation Research Institute.

A nova análise foi baseada em dados de uma pesquisa online com 516 entrevistados, conduzida por Sivak e seus colaboradores da UMTRI. Essa pesquisa se concentrou em recalls relacionados à segurança do automóvel.

As três preocupações mais frequentemente mencionadas, que impedem os indivíduos de responderem os avisos de recall de segurança dos veículos foram:

Preocupação que a concessionária vai tentar vender mais serviços durante a visita (38%)
Dificuldade em ficar sem o veículo durante o reparo (37%)
O tempo para conserto do carro era muito longo (36%)

Possíveis novas opções que poderiam aumentar ‘o sim’ aos recalls das montadoras incluem:A capacidade de agrupar um recall com manutenção programada regularmente (52%)
Incentivos com serviços gratuitos, como a troca de óleo ou tanque de gasolina (51%)

Outros resultados notáveis ​​da pesquisa:Os consumidores preferem ser notificados dos recalls pelo correio (74%) e e-mail (64%), em vez de mensagem de texto, telefone ou anúncio de serviço público.

Cerca de 60% dos entrevistados acham que os estados deveriam exigir que os consumidores passassem pelos recalls antes de renovar o registro anual de veículos. 

E 61% acreditam que os veículos deveriam ser obrigados a estarem em dia com os recalls antes de poderem ser revendidos.

Apenas 45% dos motoristas definitivamente fazem o recall de segurança do veículo fixado quando a concessionária mais próxima fica a 30 minutos, em comparação com 81% quando a concessionária fica a até 15 minutos.

A probabilidade dos recalls diminui acentuadamente quando os consumidores têm que esperar mais tempo pelo conserto. 

Quando os motoristas têm que esperar uma semana ou menos, 74% dizem que definitivamente passariam pelo recall, em comparação com apenas 27% se tempo de espera for mais de seis meses.

A pesquisa, Consumer Preferences Concerning Vehicle-Related Safety Recalls, foi apoiada pelo Programa de Transporte Mundial Sustentável da UMTRI.

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Tarcisio Dias éprofissional e técnico em Mecânica, além de Engenheiro Mecânico com habilitação em Mecatrônica e Radialista, desenvolve o site Mecânica Online® (www.mecanicaonline.com.br) que apresenta o único centro de treinamento online sobre mecânica na internet (www.cursosmecanicaonline.com.br), uma oportunidade para entender como as novas tecnologias são úteis para os automóveis cada vez mais eficientes.

Coluna Mecânica Online® - Aborda aspectos de manutenção, tecnologias e inovações mecânicas nos transportes em geral. Menção honrosa na categoria internet do 7º Prêmio SAE Brasil de Jornalismo, promovido pela Sociedade de Engenheiros da Mobilidade. Distribuída gratuitamente todos os dias 10, 20 e 30 do mês.
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Em 2017, o mercado doméstico de automóveis e comerciais leves vendeu quase 184 milk unidades, que representam 95% das vendas totais, que foram 6,1% em relação a março de 2016. No entanto, no 1º trimestre o número de carros vendidos foi 1,1% menor do que 2016


Alta Roda 

Nº 935 —  10/4/17

Fernando Calmon


JOGO ESTÁ DADO

Espera foi bem longa – nada menos de 26 meses ininterruptos – para finalmente o mercado brasileiro alcançar um número positivo na comparação mensal com o mesmo mês do ano anterior. Isso, aconteceu agora, em março. 

As 183.850 unidades de automóveis e comerciais leves, em 2017, que representam 95% das vendas totais de veículos, subiram 6,1% em relação a março de 2016. 

No primeiro trimestre, entretanto, o acumulado este ano ainda é 1,1% inferior ao ano passado.

Pode-se contrapor que compradores individuais ainda estão retraídos, pois o crescimento de março foi puxado por frotistas e pessoas jurídicas. Mas, os estoques aumentaram em relação a fevereiro. 

A boa notícia é a média de vendas diárias, indicador mais preciso por compensar distorções sazonais, ter subido 8,3% de fevereiro para março e atingido 8.000 unidades. 

Trata-se de importante ponto de inflexão e deve marcar o início da recuperação este ano. 

Pode ser um avanço tênue ou firme, a depender mais de fatores políticos do que econômicos.

Que o cenário será de recuperação gradativa – em ritmo ainda incerto – nos próximos anos não existem mais dúvidas. 

Interessante avaliar como as marcas reagirão aos novos tempos, depois de a Chevrolet ter subido do terceiro para o primeiro lugar em 2016 e, tudo indica, o manterá em 2017.

Fiat deve perder protagonismo, embora a FCA (ao incluir em especial as vendas da Jeep) continue na expectativa de liderar o mercado como grupo. 

A Volkswagen, porém, fará uma ofensiva de quatro lançamentos, até 2019, na faixa de preço em que se decide, atualmente, o vencedor, se não em vendas, pelo menos em rentabilidade: R$ 45.000 a R$ 90.000.

Havia temor de que os maus resultados da economia brasileira refletissem na atualização dos produtos. 

A marca alemã, porém, optou por produzir a mais moderna de suas plataformas, iniciando pelo Polo em meados do segundo semestre, apenas quatro meses depois da Alemanha.

Esse carro será seguido, em 2018, por um sedã, já batizado de Virtus, previsivelmente maior que o Polo, e de um SUV compacto ainda não confirmado pela empresa, bem como uma picape. 
Hoje, a VW vende aqui a primeira geração do Tiguan, porém, o de 2ª geração, avaliado pela Coluna na Alemanha semana passada na versão cinco-lugares, revelou-se um produto mais refinado em estilo e acabamento. 


Tem 6 cm a mais de comprimento, espaço interno e porta-malas maiores. Motor de 2 litros, 220 cv e 35,7 kgfm até sobra no conjunto.

Apesar de dividir plataforma com o Golf 7 produzido no Paraná, a VW descartou sua fabricação aqui. 

Continuará com o atual modelo até o final do ano, quando trará do México o novo Tiguan Allspace de sete lugares, SUV médio de dimensões maiores e preço competitivo por ser isento de imposto de importação (II). 

Versão de cinco lugares do Tiguan de segunda geração está fora dos planos de importação da Alemanha em 2018 em razão da sobrecarga fiscal.

Utilizar arquiteturas alinhadas ao que existe de mais atual no exterior deixa concorrentes na obrigação de seguir essa estratégia ou perder espaço no mercado brasileiro. O jogo está dado. E não será fácil vencer, quem optar por produtos defasados.

RODA VIVA


Toyota não confirma os fortes rumores sobre importação do México do sedã Yaris e produção de sua versão hatch no Brasil. 


Este compacto foi desenvolvido, inicialmente, para o mercado europeu. Mas, o hatch já é fabricado na Tailândia e a marca japonesa precisa de um modelo intermediário, mais atualizado, entre Etios e Corolla. Especulações apontam para 2019.


Segunda geração do MINI Countryman, que chega agora ao País, está cada vez menos mini em termos de dimensões e proposta, além de visual ainda mais próximo de um SUV urbano. 

Nova arquitetura é bem maior: 20 cm mais longo (4,29 m de comprimento) e 7,5 cm extras de entre-eixos (2,67 m). Porta-malas oferece 450 litros. Há três versões, de R$ 144.950 a R$ 189.950.


Relação custo-benefício é destaque no Chevrolet Cruze Sport6 LTZ. Seu motor turboflex tem respostas vigorosas e suavidade. 

Um hatch de bom espaço interno, mas de porta-malas limitado a 300 litros, como outros do segmento. 

Pacote eletrônico de segurança, muito bom. Faltam botão de inibir start-stop e borboletas para troca manual de marchas junto ao volante.

Exemplo de seguir a moda aventureira, sem exageros e penduricalhos excessivos, vem do Ka Trail. Parte de R$ 47.690 e chega a R$ 51.990. 

Em 2003, esse subsegmento representava 4% das vendas de todos os tipos de compactos e no ano passado saltou para 16%. 

Ford seguiu fórmula tradicional de aumentar altura de rodagem em 3,1 cm e utilizar pneus de uso misto.

Fiat completa a gama do subcompacto Mobi ao oferecer câmbio automatizado de uma embreagem acoplado ao motor de 1 litro, 3-cilindros, batizando-o de Drive GSR. 

Ao contrário da sugestiva sigla, o câmbio foi desenvolvido para atingir o menor consumo de combustível no critério de medição Inmetro, mas seu acerto também evoluiu. Preço competitivo: R$ 44.780.
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fernando@calmon.jor.br e www.facebook.com/fernando.calmon2

Fiat Chrysler mantém a liderança das vendas de automóveis e comerciais leves, com cerca de 32 mil carros emplacados no mês de março, ou seja mais de 17% das vendas totais. No 1º trimestre, a FCA teve 82 mil veículos licenciados, garantindo a quase 18% de participação do mercado brasileiro. O Jeep Compasss vendeu quase 4 mil carros. Os dados são da ANFAVEA



A Fiat Chrysler Automobiles (FCA) segue na liderança do mercado brasileiro de automóveis e comerciais leves, com 31,5 mil veículos licenciados em março, o que representa uma participação de 17,1% nas vendas totais do mês. 



A empresa também é líder no acumulado do ano, com mais de 82 mil unidades emplacadas de janeiro a março, o equivalente a 17,8% de participação de mercado.

Os números correspondem às vendas de modelos das marcas Fiat, Jeep, Chrysler, Dodge e RAM, de acordo com os dados divulgados hoje, pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

O destaque do grupo em março foi a liderança nos segmentos de C-SUV e de picapes. 




O Jeep Compass liderou sua categoria, com 3.983 unidades emplacadas. 
Já entre as picapes, a liderança coube à Fiat Strada, com 4.570 unidades, seguida pela Fiat Toro, com 4.400 unidades emplacadas.



quarta-feira, 5 de abril de 2017

Mustang 2018 vai superar as expectativas que possam ser feitas sobre esse cavalo de raça que será também vendido no Brasil.


A Ford prepara nos detalhes o lançamento do Mustang que chegará em muitos mercados, incluindo o Brasil. 


Na lista de novidades, a adrenalina do veículo pode ser sentida até no botão de partida que será pulsante, no mesmo ritmo do coração de um cavalo da raça Mustang em repouso – veja o vídeo aqui.

Esse sistema começa com o piscar de uma luz vermelha quando a porta do carro é aberta e segue assim até o seu poderoso motor entrar em funcionamento. A curiosidade é o ritmo de pulsação dessa luz, de 30 batidas por minuto.


As palavras "Engine", "Start" e "Stop" são vistas em vermelho no botão, que conta com iluminação interna e acabamento em alumínio torneado. 

Ele fica posicionado ao lado do motorista na parte inferior do console central, abaixo dos controles de áudio e do ar-condicionado.

O painel de instrumentos, por sua vez, é totalmente digital e pode ser personalizado. 

Ele é mais um dos vários aprimoramentos que o Mustang 2018 vai oferecer em diferentes mercados mundiais.


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