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quarta-feira, 10 de julho de 2013

PARA-LAMAS EM NORLY PARA REDUZIR OS EFEITOS DE EVENTUAIS ATROPELAMENTOS E NO INTERIOR NOVE AIR BAGS COMPÕEM A SEGURANÇA DO PRIMEIRO MODELO MITSUBISHI ASX FABRICADO NO BRASIL. PRODUZIDO EM GOIÁS, O CARRO COMEÇA A SER VENDIDO EM QUATRO VERSÕES, NESTE MÊS DE JULHO, COM GARANTIA DE TRÊS ANOS, A PARTIR DE R$ 83.490. O SUV, QUE EPSA APENAS 1.390 KG, OFERECE CONFORTO E DESEMPENHO GARANTIDO PELO MOTOR 2.0 DE 160 CAVALOS, TAMBÉM BRASILEIRO.


O SUV modelo ASX, um carro forjado nas mais duras provas de off-road do mundo e o principal produto do programa Anhanguera II, da Mitsubishi Motors, que investiu R$ 1,1 bilhão na  sua fábrica, em Catalão (GO), já está pronto para rodar por todo o Brasil. 




O ASX, comercializado no País desde 2010, ganha nacionalidade brasileira neste mês de julho, mantendo a tecnologia, desempenho e conforto de um legítimo Mitsubishi, e melhorando significativamente os sistemas de suspensão, amortecedores e molas, adaptados às nossas condições de condução.

O carro é vendido com três anos de garantia, sem limite de quilometragem, em quatro versões: 
ASX MT 4x2 - R$ 83.490,00;
ASX CVT 4x2 - R$ 89.490,00;
ASX CVT AWD - R$ 99.990,00 e
ASX CVT AWD + Teto + Xenon - R$ 105.990,00.

Smart Design
Versátil e moderno, confortável e robusto, elegante e espaçoso, mas acima de tudo, urbano, o Mitsubishi ASX reúne o que há de melhor nos SUV, sem perder as qualidades de um carro de passeio. 




posição de dirigir elevada, aliada à facilidade de acessar o carro, são um dos destaques deste crossover urbano.

O ASX tem
 amplo entre eixos, de 2,67 metros, o que garante um amplo espaço interno e mais conforto. 

O carro mede 1,78m de largura, 1,60m de altura e 4,30m de comprimento, oferecendo espaço suficiente para passageiros e bagagens. 



Enquanto as linhas laterais mostram leveza, a dianteira, com a imponente grade jet fighter, característica dos últimos lançamentos da Mitsubishi Motors, revela um carro agressivo.

Tudo isso foi projetado para que o ASX tivesse um baixo coeficiente de arrasto, de apenas 0,33, que garante máxima potência e economia de combustível. 


Oferecido nas versões com tração em duas e quatro rodas, esse crossover é sinônimo de aderência e versatilidade.

Smart Technology
O Mitsubishi ASX 2014 é equipado com o que há de mais moderno. O motor, produzido no Brasil, é um 2.0L de quatro cilindros e 16 válvulas, com comando variável MIVEC, e 160 CV, disponível para todas as versões.

O ASX tem a melhor relação peso/potência da categoria, com 8.4 kg/CV. Isso se deve à estrutura "Ring Type" de alta rigidez, feita com chapas de aço delgadas de alta maleabilidade e baixo peso. 




No motor, o cabeçote e o bloco são feitos em alumínio ultraleve. Todo esse conjunto foi cuidadosamente pensado e contribui para o baixo peso deste crossover, de apenas 1.345 quilos.


A versão automática é equipada com o moderno câmbio CVT (Transmissão de Variação Contínua), com sistema sequencial Sports Mode, que garante maximização do torque do motor e maior prazer ao dirigir. 


Além disso, o câmbio possui o exclusivo INVECS III, que analisa o modo de dirigir de cada motorista, tornando as trocas de marcha muito mais suaves.

As versões com câmbio CVT vêm com Paddle Shifters posicionados atrás do volante. Feitas em titânio, com tamanho generoso, permitem a troca de marchas manual, deixando a sensação de dirigir ainda mais prazerosa.


O ASX tem sistema eletrônico para acionamento da tração. Com um simples toque no botão localizado no console central, o motorista pode optar por conduzir o veículo em 2WD, para uso urbano e que proporciona mais conforto e economia de combustível; 4WD, para um uso mais esportivo, ideal para pistas sinuosas; e LOCK, que proporciona uma maior segurança em pisos com pouca aderência.

Um dos destaques do ASX está na segurança. O veículo traz a tecnologia para proteção de pedestres, com para-lamas dianteiros em material plástico (Noryl) que ajuda a reduzir os efeitos de 
eventuais impactos. 

A estrutura é projetada sob o conceito RISE de deformação controlada e a coluna de direção e pedais de freio são colapsáveis. 

O ASX é equipado com sistema de freios ABS com EBD (Electronic Brake-force Distribution), que garante uma perfeita distribuição de força de frenagem entre as rodas dianteiras e traseiras, em todas as situações.

Alinhado a este conjunto estão a suspensão dianteira independente Mc Pherson, molas helicoidais, barras estabilizadoras e suspensão traseira multilink, que garantem ao condutor maior controle do veículo, além de uma condução suave em terrenos irregulares. 


As rodas são de liga leve 18", projetadas especialmente para o ASX, e que utilizam um pneu de perfil 55.

Smart Protection
As versões AWD são equipadas com controle de tração e estabilidade (ASC e TCL), que mantém o veículo na trajetória correta, evitando o escorregamento lateral e atuando em conjunto com o motor e sistema de freios.

Cada item do Mitsubishi ASX foi pensado para tornar a vida do motorista e passageiros ainda mais prática, como o assistente de subidas, Hill Start Assist (HSA). 



O recurso impede que o veículo ande para trás ou para frente em partidas em rampa, freando automaticamente as rodas e facilitando as manobras.

A proteção para os passageiros é completa. Ao todo, são nove airbags: dois frontais para motorista e passageiro, dois nas laterais, quatro de cortina e um de joelho, exclusivo na categoria. 


Os ocupantes contam ainda com cintos de segurança dianteiros com limitador de força e assentos e encosto de cabeça protegidos do efeito "chicote".


Smart Space
O Mitsubishi ASX é um carro completo para toda a família. A versão AWD conta com sensor de estacionamento, sensor de chuva e acendimento automático dos faróis, botão Start & Stop, que permite o acionamento do motor com apenas um toque, sistema keyless com sensor de aproximação e espelho retrovisor externo retrátil, que é acionado automaticamente quando o veículo é fechado.


Requintado e eficiente, o painel de instrumentos do ASX possui marcadores com aros prateados, iluminação branca e tela LCD colorida de alto contraste, com computador de bordo com 12 funções.

Para quem curte a liberdade e o contato com a natureza, o ASX dispõe de uma versão equipada com o Sky View, o moderno teto de vidro panorâmico. 



Além de bonito, permite uma visão completa para todos os passageiros, inclusive os que estão no banco traseiro. Esta versão também vem equipada com faróis de xenônio e lavador.

O interior do Mitsubishi ASX foi cuidadosamente desenhado, mesclando tons pretos com acabamento em prata, que enriquecem ainda mais o design interno e ajudam a criar um conjunto moderno, harmônico e, ao mesmo tempo, muito prático.


O amplo porta-malas tem piso rebaixado, que facilita na hora de colocar e retirar as bagagens. 



E ainda há um espaço abaixo do piso, que não fica visível, para armazenar pequenos objetos. Ao todo, são 605 litros de capacidade.

Os bancos em couro são outro destaque, trazendo mais requinte e sofisticação a esse crossover



Os bancos dianteiros têm aquecimento e o do motorista conta também com ajuste elétrico, itens que garantem mais praticidade para o dia a dia.

Os bancos traseiros têm apoios de cabeça individuais e podem ser rebatidos parcialmente ou totalmente. 


A parte central conta com apoio de braço e abertura pass through, com fácil acesso ao porta-malas para pegar pequenos objetos. 

Ao todo, nove luzes de cortesia estão distribuídas no interior do ASX, que tem ainda três porta-mapas e seis ganchos para carga.

"Estamos produzindo o ASX com a mais alta tecnologia e ainda mais adequado ao mercado nacional, o que nos deixa muito orgulhosos. É um grande passo para a Mitsubishi Motors do Brasil, que não acaba por aí: o programa Anhanguera II ainda prevê a produção de outros modelos e a ampliação da fábrica, em Catalão. Tudo isso com capital 100% nacional", afirma Robert Rittscher, presidente da Mitsubishi Motors do Brasil.


Comercializado no País desde 2010 ((foto acima), o Mitsubishi ASX 2014 é um carro com design arrojado e com um tamanho capaz de comportar confortavelmente uma família, casal, ou executivo. 

O "Smart Concept" reúne toda a expertise da Mitsubishi Motors, no tamanho compacto, com grande espaço interno, alta tecnologia embarcada, e segurança ativa e passiva.

O ASX recebeu 
nota máxima na certificação do IIHS (Insurance Institute for Highway Safety), principal instituto autônomo norte-americano de segurança automotiva, ao cumprir todos quesitos de proteção a ocupantes e recebeu o selo Top Safety Pick Plus, distinção máxima concedida pela entidade.

crossover brasileiro sai de fábrica com as novas rodas e pneus de 18", e novas cores: Vermelho Bordeaux, Verde Pantanal, Branco Alpino, Cinza Londrino, Prata Rodhium, Prata Técno e Preto Ônix. 

"Além da nova linha de produção, a Mitsubishi Motors também inaugura sua fábrica de motores e começa a produzir os motores MIVEC 2.0 de 160 cv, que equipam o ASX. Esse é mais um grande marco em nossa história", explica Rittscher.



AUDI PREPARA MODELOS A 3 PARA SERVIR AO AUDI CUP 2013. CADA UM COM AS CORES DE CADA CLUBE: BAYER, MANCHESTER, MILAN E SÃO PAULO


Ingolstadt/São Paulo, 10 de julho de 2013 – Centro das atenções na estrada durante viagens esportivas, o Audi 
A3 é a estrela do Audi Cup 2013

A Audi apresentou quatro modelos de que servirão o evento. Os carros são pintados nas cores dos clubes Bayern de Munique , Manchester City, Milan AC e São Paulo FC. 

Os quatro clubes competirão pelo primeiro título internacional da temporada, no Allianz Arena, em 31 de julho e 01 de agosto, a convite da marca dos quatro anéis. 

O torneio comemorou a sua estreia em 2009 no 100 º aniversário da Audi e agora será realizado pela terceira vez. 

As emissoras RTL e n-tv irão transmitir todos os jogos ao vivo da Alemanha. Ingressos e informações adicionais estão disponíveis nas páginas www.audicup.comwww.facebook.com/AudiCup2013.
2012, cerca 1,5 milhão de carros vendidos
O Grupo Audi entregou 1.455.123 carros da marca Audi para os clientes, em 2012. No ano passado, a empresa contabilizou receita de € 48.8 bilhões e um lucro operacional de € 5.4 bilhões. 

A Audi produz veículos em Ingolstadt e Neckarsulm (Alemanha), Györ (Hungria), Changchun (China) e Bruxelas (Bélgica). 

O Audi Q7 é construído em Bratislava (Eslováquia). Em novembro de 2012, a produção CKD do Audi Q7 foi adicionada as já existentes operações de fabricação do Audi A4, A6 e Q5 em Aurangabad (Índia). 

Na planta de Bruxelas, a produção do Audi A1 está em funcionamento desde 2010, enquanto a produção do novo A1 Sportback começou em 2012. 

O Audi Q3 está sendo construído em Martorell (Espanha) desde Junho de 2011. Atualmente a empresa está presente em mais de 100 mercados em todo o mundo. 

As subsidiárias da AUDI AG incluem AUDI HUNGARIA MOTOR Kft. (Győr / Hungria), Automobili Lamborghini Holding S.p.A em Sant'Agata Bolognese (Itália), AUDI BRUSSELS S.A./N.V. em Brussels (Bélgica), quattro GmbH, em Neckarsulm, e a fabricante de motos esportivas Ducati Motor Holding SpA (Bolonha / Itália). 

A Audi emprega atualmente cerca de 70,000 pessoas em todo o mundo, sendo cerca de 50.000 na Alemanha. 

A marca dos quatro anéis planeja investir um total de € 11 bilhões até 2015, principalmente em novos produtos e na extensão da capacidade de produção, a fim de sustentar a liderança tecnológica da empresa incorporada ao slogan "Vorsprung durch Technik". 

A fabricante está atualmente expandindo sua planta em Győr (Hungria), vai começar a produção em Foshan (China) no início de 2013 e em San José Chiapa (México) a partir de 2016.

Audi faz jus à sua responsabilidade corporativa e sustentável, com o objetivo de não só conquistar o sucesso financeiro, mas também de garantir o essencial com um futuro digno para as próximas gerações. 

A empresa estabeleceu estrategicamente a sustentabilidade como princípio para seus produtos e processos. 

A responsabilidade corporativa inclui produtos eficientes, processos de produção de recursos hábeis, uma política prospectiva de recursos humanos, o envolvimento efetivo da sociedade e responsabilidade nos negócios e operações em geral. 

Sob o título de “Vorsprung durch Technik”, a companhia está direcionando suas atividades para um objetivo maior, muito além dos produtos. O objetivo final é a mobilidade com emissão de CO2 neutralizada.

A POSSIBILIDADE DE O VIDRO DO TETO SOLAR DO SUV MITSUBISHI ASX IMPORTADO AWD SE SOLTAR E CAUSAR UM ACIDENTE LEVOU A MARCA A REALIZAR O RECALL. O MODELO FABRICADO NO BRASIL NÃO TEM ESSE PROBLEMA


A MItsubishi convoca os proprietários do SUV modelo ASX importado AWD com o opcional teto panorâmico, ano 2010 - 2011, para comparecer às concessionárias da marca visando a correção do problema: possibilidade de o vidro panorâmico do teto se soltar.

Os números de chassis dos carros afetados vão de 00186 a 04797.

A Mitsubishi esclarece que o Recall é uma medida preventiva destinada a proteger e preservar a vida, integridade e segurança do consumidor. 

Para marcar a data do atendimento, os donos das ASX com chassis citados acima devem ligar para o telefone 0800 702 0404, do SAC, e fazer o necessário agendamento.

Maiores informações podem ser obtidas no site da marca: www.mitsubishimotors.com.br.

O serviço é gratuito e o reparo é feito em uma hora.

Observações importantes: É fundamental participar do recall caso seu carro seja convocado para tal. Sua segurança, bem como a de outras pessoas, depende deste serviço.


Quem faz a convocação é a própria Mitsubishi. As concessionárias apenas realizam as manutenções, fazendo as trocas necessárias e registrando a operação.


Em caso de convocação, para sua comodidade contate a concessionária Mitsubishi mais próxima e agende seu horário de atendimento o mais rápido possível.

Como o recall é uma medida de segurança, de responsabilidade das montadoras, o proprietário do veículo está isento de qualquer custo relativo a esta manutenção.

Trocas ou manutenções feitas em oficinas não-autorizadas não serão consideradas oficialmente.

ASX brasileira, sem problema



A Assessoria de Imprensa da Mitsubishi lembra que a ASX fabricada no Brasil e que será vendida a partir deste mês de julho não tem esse problema.

terça-feira, 9 de julho de 2013

REUNIÃO DE ANTIGOMOBILISTAS NA GRANJA VIANNA EM SÃO PAULO, DIA 21 DE JULHO.



Encontro de Antigos da Mobilidade - Clássicos na Granja
ACCASC


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CARO LEITOR ESTE ARTIGO QUE À PRIMEIRA VISTA PARECE SER MUITO TÉCNICO É UM TRABALHO MUITO INTERESSANTE E IMPORTANTE DO RENATO PEREIRA SOBRE O ÓLEO MAIS ADEQUADO PARA SEU CARRO E UMA AULA COM DICAS QUE PODEM RESOLVER SUAS DÚVIDAS SOBRE O MELHOR LUBRIFICANTE E QUANDO DEVE SER TROCADO.



Derrubando mitos: 
óleo lubrificante

Por Renato Pereira*


Muito se fala – e geralmente sem o menor conhecimento de causa – a respeito do óleo lubrificante do motor dos automóveis. 

Os demais lubrificantes, então, – caixa de transmissões (mecânicas ou automáticas), sistema de freios e direção – são tratados com ainda mais desconhecimento, em geral movido por tabus oriundos do costume nacional de jamais se informar corretamente, prestar atenção e entender o funcionamento das coisas. 

É muito mais prático ouvir falar, sem saber de onde, e aplicar o que ouviu, aliando-se o eterno “jeitinho” somado a síndrome de Professor Pardal, que via de regra leva ao funcionamento incorreto dos sistemas, suas quebras, e quem fica com a fama de produto ruim é o veículo em um todo, nunca o desleixo com que é tratado. 

Com a evolução (mínima, diga-se de passagem, dos motores), os Óleos Lubrificantes também evoluíram, e muito. 

Vamos, nesta matéria, dar uma passeada no mundo dos lubrificantes e tentar, ao menos, acabar com o desconhecimento e os mitos a respeito do sempre relegado produto responsável pela longa vida (ou não...) de seu veículo.

Comecemos do começo:
1 - O Petróleo, cujo nome é a junção do latim petrus com o grego óleum e significa isso mesmo, Óleo de Pedra, é tido como “descoberto”, em 1859, na Pensilvânia, mas a verdade é que o produto já era conhecido há mais de seis mil anos e já era processado no Azerbaijão, quando Marco Polo chegou por lá, em 1271. 

O Petróleo, que em sua forma mais bruta e crua é denominado Brent, é uma substância oleosa, inflamável, menos densa do que a água, escura, sendo basicamente uma combinação em sua maioria, de hidrocarbonetos alifáticos, alicíclicos, naftênicos, parafínicos e aromáticos, podendo conter também quantidades pequenas de nitrogênio, oxigênio, compostos de enxofre e íons metálicos de níquel e vanádio. 

É desta categoria de petróleo leve, médio e pesado que se extrai o Óleo Lubrificante. Essa extração é fruto de um processo de destilação fracionada, onde se separa, em grupos, de acordo com a temperatura que o petróleo atinge, dessa forma: de 20 a 60 °C, obtém-se o Éter; de 60 a 90 °C, a Benzina; de 90 a 120 °C, a Nafta; de 40 a 200 °C é a vez da Gasolina; de 150 a 300 °C o Querosene; de 250 a 350 °C o Óleo Diesel e, de 300 a 400 °C, chegamos aos Óleos Lubrificantes. 

Daí em diante, extrai-se o resíduo, que é o Asfalto, o Piche e o Coque, e a Parafina e Vaselina, definidos como sub-produtos. 

Pronto, já sabemos a origem do Óleo Lubrificante. 
Agora vejamos o que ele é.
2 - Os óleos lubrificantes foram desenvolvidos, em meados do século XIX, após o emprego de sebo de animais e óleo de baleia, desde a Era do Gelo, para tentar diminuir o atrito, calor e desgaste entre peças mecânicas, e no século XX esse conceito tomou forma plena com o domínio da refinação do Petróleo. 

Hoje são utilizados, entre outros incontáveis fins e formulações, para reduzir o atrito, lubrificar e garantir a vida útil dos componentes móveis dos motores, podendo ser derivados diretamente do Petróleo – os óleos minerais –, e os produzidos em laboratório – os óleos sintéticos –, ou constituídos pela mistura de dois ou mais tipos – os óleos compostos. 

Ou seja, as diferenças residem no processo de obtenção dos óleos básicos:
A – Óleo Mineral: os óleos minerais são obtidos da separação de componentes do petróleo, resultando em uma mistura de vários compostos, e são divididos em três tipos:
Óleo mineral de base parafínica: Com ligas químicas relativamente estáveis, resistentes e não podem ser modificadas facilmente com outras influências químicas, tendendo a não oxidar em temperaturas ambientes ou levemente elevadas, sendo partes resistentes e preciosas que não envelhecem ou e se oxidam de forma lenta. 

Como contém hidrocarbonetos de parafina em maior proporção, oferece densidade menor, é menos sensível a alteração de viscosidade e temperatura, porém, sua grande desvantagem é seu comportamento em temperaturas baixas, já que a parafina tende a sedimentar-se.

Óleo mineral de base naftênica: A diferença básica é que enquanto os hidrocarbonetos parafínicos formam correntes em sua estrutura molecular, os naftênicos formam ciclos, e são usados quando se necessita produzir lubrificantes para baixas temperaturas. 

A desvantagem do óleo naftênico é sua incompatibilidade com materiais sintéticos e elastômeros.

Óleo mineral de base mista: Criado para atender as características de lubrificantes conforme sua necessidade de campo de aplicação, a maioria dos óleos minerais é uma mistura de base naftênica com parafínica.

B – Óleo Sintético: Os óleos sintéticos são obtidos por reação química, propiciando maior controle em sua fabricação, permitindo a obtenção de vários tipos de cadeia molecular, com diferenças características físico-químicas e, consequentemente, são produtos mais puros. 

Possuem, na maioria das vezes, excelente comportamento na relação viscosidade / temperatura – baixo ponto de solidificação em baixas temperaturas, alta resistência contra altas temperaturas e influências químicas, e são divididos em cinco tipos:

Hidrocarbonetos Sintéticos: Entre os hidrocarbonetos sintéticos os de maior importância são os poli-alfa-oleofinas – PAO (Hidrocarbonetos e sabão de Lítio) e os óleos hidrocraqueados (processo de dessulferização do Petróleo bruto, separando-o de metais pesados), fabricados a partir de óleos minerais, cuja sintetização elimina os radicais livres e impurezas, deixando-os assim mais estáveis á oxidação, viscosidade e temperatura, sendo estes Hidrocarbonetos classificados como Semi-Sintéticos, por empregarem misturas em proporções variáveis de básicos minerais e sintéticos, dependendo das propriedades de cada tipo.

Poliol Ésteres: Utilizados para a fabricação de lubrificantes especiais, fluidos de freios, óleos hidráulicos e fluídos de corte, os poli-alquileno-glicois podem ser miscíveis ou não miscíveis em água.

Diésteres: Grupos de óleos de éster usados para a lubrificação e, também, fabricação de graxas lubrificantes. 

Os diésteres são aplicados em grande escala em todas as turbinas da aviação, por resistir melhor a altas e baixas temperaturas e rotações elevadíssimas. Dos óleos sintéticos, é o de maior consumo mundial.

Óleos de silicone: Destacam-se pela altíssima resistência contra temperaturas baixas, altas e envelhecimento, além de seu comportamento estável quanto ao índice de viscosidade, são utilizados na elaboração de lubrificantes resistentes a influência de produtos químicos como solventes, ácidos etc.

Poliésteres Perfluorados: Os Óleos de Flúor e Flúor-Cloro-Carbonos tem uma estabilidade extraordinária contra influência química, por serem quimicamente inertes até 260 °C, tendendo a craquear e liberar vapores tóxicos a partir daí.

Muito bem, agora sabemos tudo de Petróleo e de Óleo Lubrificante, certo?
Errado, ainda tem bastante coisa para analisar. Porém, cabe agora entender como funciona o motor, que é para que se entendam as reações que ocorrem dentro dele, e é daqui em diante que “a coisa pega” com relação ao começo desta matéria, sobre desconhecimento, tabus etc. Vamos lá!
3 – Os motores dos veículos (movidos a gasolina, diesel, álcool – que agora resolveram re-batizar de Etanol porque é assim que os norte-americanos o chamam... – e Gás Natural de Petróleo, o GNV) tem seu funcionamento 99,99% idêntico: resultado de uma reação química exotérmica entre um combustível (algum dos citados) e um gás (oxigênio) chamado de combustão ou queima (explosão), interna por ocorrer dentro do bloco do motor (um cilindro por vez), gerando calor e energia – que é o que faz com que o motor tenha alguma utilidade, a de gerar energia para mover as rodas. 

Só que essa energia gerada pelo motor é muito ineficiente na conversão da energia química para energia mecânica, com uma média de 62% de desperdício até chegar as rodas, por conta da fricção, bombeamento de ar para dentro e fora do motor, ficar parado ligado no trânsito, na transmissão (câmbio), resistência aerodinâmica do carro, rolamento, inércia e frenagem...

Durante a combustão, que ocorre na forma gasosa (quem queima é o vapor, não o líquido) são formados diversos produtos resultantes da combinação dos átomos dos reagentes, como CO2 (Dióxido de Carbono), CO (Monóxido de Carbono), H2O (Água), H2 (Hidrogênio), CH4 (Metano), NOx (Oxido de Nitrogênio), SOx (Oxido de Enxofre), fuligem, etc, e sua explosão é incompleta, mesmo que a explosão ocorra de um modo regular, no tempo e no modo correto.

Buscando sua otimização, a gasolina é aditivada com antidetonantes, que atuam como retardadores da explosão, para que esta só aconteça no momento certo do ciclo – admissão, compressão, explosão, escape – e o chumbo tetraetila foi substituído, no Brasil, pela adição de Etanol como antidetonante.

Existe, também, um cálculo exato da mistura correta de combustível + ar para a queima, chamada Relação Estequiométrica. 

É esse cálculo que define a quantidade mínima de oxigênio necessária para a queima completa dos combustíveis. 

Sabendo-se o ar possui 21% de oxigênio e 79% de nitrogênio, multiplicam-se as quantidades moleculares por seus números de massa, e chega-se as proporções estequiométricas para a gasolina e o álcool, que são: 15 unidades de massa de ar para 1 unidade de massa de gasolina e 9 unidades de massa de ar para 1 unidade de massa de álcool.

De qualquer maneira, grande parte do que “sobra” dos produtos resultantes dessa queima imperfeita não sai pela boca do escapamento, tendendo a descer e se misturar ao Óleo Lubrificante depositado no cárter do motor. 

Por isso, as empresas produtoras de Óleos Lubrificantes passam o tempo desenvolvendo novas fórmulas ou, simplesmente, aumentando a quantidade de determinados aditivos em seus óleos, que são anti-corrosivos, anti-espumantes, detergente-dispersantes, potencializadores do Índice de Viscosidade, etc. 

Logo, os Óleos Lubrificantes ideais para serem utilizados nos motores dos carros brasileiros são diferentes dos Óleos Lubrificantes utilizados na Europa, Estados Unidos e Ásia, e já existem no mercado formulações específicas para esse motores, porém aplicar valores estratosféricos a esses Óleos, apenas por serem sugeridos como “específicos para motores asiáticos”, é coisa de Brasil, mesmo.

Afinal, nada de “novo” foi desenvolvido, apenas aumentaram a quantidade de determinados aditivos e reduziram a quantidade de outros.

Bom, agora que já entendemos tudo de Petróleo, motores, funcionamento etc, vamos então chegar na parte do Óleo Lubrificante que o consumidor vê mas, quase nunca, sabe o que significa aquele monte de letrinhas...

4 – Depois de tudo o que lemos até aqui sobre os Óleos Lubrificantes, sabemos portanto que as principais características dos óleos lubrificantes são a viscosidade, o índice de viscosidade e a densidade; sabemos que a viscosidade determina a dificuldade para que o óleo escorra, que quanto mais viscoso for um lubrificante – grosso –, é mais difícil escorrer e, portanto, é maior sua capacidade de manter-se entre as peças móveis lubrificando-as. 

Essa viscosidade não é constante, variando com a temperatura que, quando aumenta, diminui a viscosidade e o óleo escoa com mais facilidade. 

O Índice de Viscosidade aponta a variação da viscosidade com a temperatura, ou seja, quanto maior o índice, menor será a variação de viscosidade do óleo; e a densidade indica a massa de um volume de óleo a uma certa temperatura, sendo importante para indicar se há contaminação ou deterioração de um lubrificante. 

Para facilitar a identificação do Óleo Lubrificante, existem várias classificações, sendo as mais usuais a SAE e a API.

A Classificação SAE foi estabelecida pela Society of Automotive Engineers – Sociedade dos Engenheiros Automotivos dos Estados Unidos, classificando os Óleos Lubrificantes pela viscosidade, indicada por um número e, logicamente, quanto maior este número, mais viscoso é o lubrificante, que é dividido em três categorias:

Óleo de Verão: SAE 20, 30, 40, 50, 60. Os números indicam o grau de viscosidade.

Óleo de Inverno: SAE 0W, 5W, 10W, 15W, 20W, 25W. Os números indicam a temperatura que suportam antes de congelar.

Óleo Multiviscoso (Verão e Inverno): SAE 20W-40, 20W-50, 15W-50. A letra W é do inglês Winter, que significa Inverno. 

Os números indicam a viscosidade e a temperatura de congelamento.

A Classificação API foi desenvolvida pelo American Petroleum Institute – Instituto Americano do Petróleo, também nos Estados Unidos, e baseia-se em níveis de desempenho dos óleos lubrificantes, ou seja, no tipo de serviço do qual o motor estará sujeito, sendo classificados por duas letras, a primeira indicando o tipo de combustível e a segunda o tipo de serviço. 

São elas o S – de Service Station ou Posto de Gasolina, em inglês, para uso em motores a Gasolina, etanol, Etanol e GNV, ou C – de Compression, para motores a Diesel. 

A segunda letra é por ordem alfabética, iniciando-se pelo A, e indica o grau de evolução do Óleo, sendo então o Óleo classificado como SA, SB, SC, SE, SF, SG, SH, SJ e SL.

A classificação mais atual é a API SL; então, quando é indicado um Óleo com classificação SJ, pode-se usar um Óleo SL, mas o contrário não é recomendado

Essa regra vale para os motores a Diesel também, somente até a classificação CD, seguindo a evolução das letras do alfabeto: CA, CB, CC, CD, CE, CF, CG, CH e CI. 

Há também uma separação da categoria em mais dois ramos, o CD-II e outro mais recente CF-2. Por último, temos o Óleo Lubrificante para motores a gasolina 2 tempos, que abrangem 3 níveis de desempenho: API TA, TB e TC.

Basicamente, para que não haja problemas decorrentes de contaminação ou envelhecimento, o Óleo Mineral do motor deve ser substituído a cada 5.000 km, o Óleo Semi-Sintético a cada 7.500 km e o Óleo Sintético a cada 10.000 km. 

Pense, no entanto, que o tempo em que o carro fica em marcha lenta ou parado no trânsito, colabora com os 17% de perda de energia gerada pelo motor nessas condições. Isso significa que o fato de o carro estar parado com o motor em funcionamento quer dizer que o tempo de vida do Óleo Lubrificante está sendo reduzido.

NINGUÉM PODE NEGAR QUE O BRASIL É UM PAÍS PREOCUPADO COM A SITUAÇÃO DO MEIO AMBIENTE NO PLANETA E DEMONSTRA SER UMA NAÇÃO QUE DESEJA ATINGIR A MAIORIA NA SUSTENTABILIDADE, MAS EM TERMOS DE MOBILIDADE COM VEÍCULOS ELÉTRICOS, NÃO POLUENTES, ESTÁ PRATICAMENTE NA ESTACA ZERO, ENQUANTO NA PEQUENA ESTÔNIA JÁ HÁ UMA REDE DE RECARGA DE CARROS ELÉTRICOS. JOÃO CARRO ADERALDO, ESPECIALISTA NO ASSUNTO, EXPLICA QUE NO BRASIL FALTA INFORMAÇÃO E POLÍTICAS DE INCENTIVO.




Mercado de veículo elétrico evoluiu e pode tornar nossas cidades mais inteligentes

Por João Carro Aderaldo*


O Brasil é hoje uma das nações mais preocupadas com a pegada ambiental, ou seja, o impacto que toda e qualquer ação deixa no planeta. 

Ocupa a terceira colocação, atrás de Índia e China, em consumo consciente, segundo a Greendex, que mede e monitora a preocupação dos consumidores com questões relacionadas à sustentabilidade. 

O resultado expõe uma grande contradição: a intenção de comprar produtos menos agressivos ainda não se traduz em ação, pelo menos no que diz respeito a carros elétricos. 

Enquanto há somente 70 unidades em circulação em todo o país, a frota motorizada aumentou cerca de 77% nos últimos dez anos nas 12 das principais metrópoles brasileiras.
Os veículos elétricos são mais econômicos e ambientalmente mais amigáveis do que os tradicionais. 

Com emissões nulas de gás e de partículas e operação extremamente silenciosa, oferecem uma alternativa promissora para o setor de transportes do futuro. 

Estudo realizado na Europa apontou que o carro elétrico é mais sustentável que o veículo com motor de melhor desempenho. 

Sabe-se que os meios de transporte motorizados são hoje responsáveis por quase 25% da demanda mundial de energia e contribuem em igual porcentagem para a emissão de gases de efeito estufa. 

Esse quadro preocupa ainda mais quando lembramos que a demanda de energia deve dobrar até 2050, enquanto as emissões de dióxido de carbono precisam cair pela metade. 

Obviamente, que vários fatores condicionam o sucesso dos veículos elétricos e, no topo da lista, está a infraestrutura de recarga. 

 A segurança é, talvez, a maior preocupação dos consumidores – é possível carregar os veículos em casa evitando riscos elétricos e outros perigos? 

A resposta é sim. A indústria já evoluiu muito e os usuários de veículos elétricos já contam com soluções inovadoras para gestão segura, confiável e rentável da sua energia. 

Tanto é verdade que a Estônia, um pequeno país báltico com pouco mais de 1 milhão de habitantes, foi o primeiro a implantar uma rede nacional de recarga de carros elétricos. 

A própria indústria automobilística tem ajudado a alavancar os serviços, promovendo verificação da instalação elétrica da casa dos clientes, assim como fornecimento e montagem do ponto para reabastecimento do veiculo de forma a possibilitar mais segurança e rapidez do carregamento das baterias, tanto em casa quanto no escritório.

O investimento em smart grids também deve beneficiar a expansão do mercado. Em todo o mundo, as redes de energia elétrica estão se tornando mais complexas e menos estáveis. 

Para equilibrar a oferta e demanda, é preciso tornar essa rede mais inteligente e conectada, o que possibilita gerir de forma mais eficiente a demanda crescente, além de maximizar os benefícios com custo e ambientais. 

Estima-se que o setor de energia elétrica poderia cortar até 18% do uso de energia e, consequentemente, as emissões de dióxido de carbono até 2030, ao adotar, de forma agressiva, tecnologias mais inteligentes. 

Eficiência energética é um dos grandes temas da atualidade e deve se tornar ainda mais importante com o crescimento das cidades e o aumento da preocupação com o futuro.
As soluções de smart grid também facilitam a integração dos veículos elétricos, principalmente no que diz respeito a custos, outra preocupação dos consumidores, por permitir que o carregamento ocorra fora dos períodos de pico, otimizando o processo, mitigando a necessidade de estações de energia adicionais e de reforço na capacidade de transmissão e sistema de distribuição para atender a uma carga maior. 

Assim, também ajudam a minimizar as emissões de CO2 ocorridas na geração de eletricidade.

Para o futuro, especula-se, ainda, que os carros elétricos poderão ser usados como dispositivos de armazenamento de energia para distribuição, isto é, será possível utilizar a energia elétrica disponível na bateria para alimentar o sistema quando necessário ou até para uso no interior da casa ou do escritório. 

Como ficam estacionados, em média, 95% do tempo, esta seria mais uma alternativa para reduzir os custos do sistema de energia elétrica, bem como os impactos no meio ambiente. 

Para o sucesso deste segmento, será necessário investir ainda mais na estabilidade do sistema e na diminuição de custos com energia.

Até 2015, cerca de 2,7 milhões de veículos elétricos ganharão as ruas no mundo todo. Espera-se que o Brasil assuma uma posição condizente com a importância que dá para a sustentabilidade. 

Tudo indica que, além de políticas e incentivos públicos, falta hoje informação ao consumidor, que certamente tem interesse em tornar a mobilidade urbana das nossas metrópoles mais inteligente e sustentável, o que contribuirá significantemente para a qualidade de vida dos seus cidadãos.

O BRASIL IMPORTOU QUASE 800 MIL VEÍCULOS EM 2012 E CONFIRMOU O PAÍS COMO O 4º MAIOR MERCADO AUTOMOTIVO DO MUNDO, MAS NÃO PASSA DE UM 7° LUGAR COMO FABRICANTE E VEM PERDENDO CAPACIDADE DE EXPORTAÇÃO, E 75% DELA É PARA A ARGENTINA. ESSE QUADRO NA OPINIÃO DE STEPHAN KEESE É MUITO PREOCUPANTE. LEIA E ENTENDA MELHOR O QUE SE PASSA COM O SETOR AUTOMOTIVO BRASILEIRO.




A FALTA DE 
COMPETITIVIDADE DO BRASIL

Por Stephan Keese*

Quando escrevo sobre o mercado automotivo brasileiro, sempre fico dividido entre aplausos pelo forte desempenho do mercado dos últimos anos e pela crítica sobre a falta de visão estratégica e de medidas para transformar o País em um grande centro global de produção automotiva.

Deixe-me começar brevemente com o desempenho. O mercado brasileiro de veículos de passageiros, em 2013, continua a correr forte, apesar de uma economia incerta e da falta de acesso a financiamento para os consumidores. 

Com base nos primeiros meses, é altamente provável que 2013 fechará, pelo menos, em torno dos mesmos níveis de 2012, se não um pouco acima. 

Os principais fabricantes de automóveis e a ANFAVEA assumem entre 2% e 4% de crescimento do mercado. 

Minha projeção pessoal é um pouco mais conservadora, entre 0% e 2%. Mas tudo depende de como a segunda metade do ano irá se desenvolver, considerando a situação geral brasileira e da economia global, a inflação, o interesse e a confiança do consumidor. 

Por isso, ainda é muito cedo para fazer quaisquer apostas seguras sobre quem vai estar certo.

No entanto, outra característica do mercado brasileiro é bem clara: em 2013, o Brasil continuará sendo o centro de produção global. 

Se o mercado brasileiro é o quarto maior do mundo em termos de vendas, o País ocupa apenas a sétima posição em termos de produção - e o México, como o oitavo maior mercado, pode nos passar rapidamente.
Duas principais razões explicam este desvio entre vendas e produção. Por um lado, o Brasil continua a ser um grande mercado de importação. 

Apesar do aumento do IPI para veículos que não são produzidos no Brasil, estruturas de custos mais baixos e efeitos de escala os tornam atraentes para importação. 

Como consequência, o Brasil importou 790 mil veículos, em 2012, respondendo por quase 22% da demanda total do mercado - basicamente a mesma proporção que antes do aumento de IPI.

Em segundo lugar, que é ainda mais preocupante, o Brasil continua a perder espaço nas exportações. 

Se, em 2007, o Brasil exportou 21% da produção brasileira, em 2012 esse número foi reduzido para apenas 13%. 

Ainda mais alarmante é o fato de que cerca de 75% dos veículos exportados em 2012, o equivalente a 410 mil unidades, foram para a Argentina - o que mostra que o Brasil deixou de lado sua capacidade de exportar veículos com êxito para qualquer outra parte do mundo. 

Os dias em que modelos feitos no Brasil, como o VW Fox ou o Mercedes-Benz CLC, foram vendidos em todo o mundo, incluindo a Europa, se foram.

Por que isso? Por que não pode o Brasil, com sua forte história automobilística, a sua presença de OEMs e fornecedores globais, além de seus recursos abundantes em termos de matérias-primas e mão de obra, competir com sucesso nos mercados globais?

Simplesmente por que carros brasileiros são muito caros. O Brasil tem graves desvantagens de custo ao longo da cadeia de valor e em todos os aspectos da sua estrutura de custos. 

O setor siderúrgico brasileiro é quase duas vezes mais caro do que o da China. O custo da energia é um dos mais altos do mundo. O custo de logística é duas vezes maior que na China e com uma taxa de investimento de apenas 19% do PIB em infraestrutura (em comparação com os 51% na China). E o Brasil não está fazendo o suficiente para melhorar essa situação.

Encargos sociais estão em 80% do salário-base para um trabalhador sem formação, em comparação com aproximadamente 10% a 15% nos Estados Unidos e na China e 50% a 60% na Europa. 

A base de salário ainda é competitiva em comparação com mercados mais maduros, mas é três a quatro vezes maior do que na China ou no México. Além disso, o custo do trabalho aumentou 240% nos últimos 10 anos, enquanto a produtividade cresceu meros 21%. 

A automação precisa ser urgentemente aplicada em muitas partes da cadeia de valor, mas é difícil encontrar pessoas para executar e manter máquinas complexas.

É difícil encontrar qualquer aspecto da indústria brasileira, cujo custo esteja verdadeiramente em par, ou até mesmo melhor, do que em outras partes do mundo. 

Como consequência, os veículos brasileiros desenvolvidos são produzidos no Brasil para o mercado brasileiro - e em outros lugares (por exemplo, na Coréia e Tailândia) para o resto do mundo. 

Enquanto o Brasil não conseguir melhorar a competitividade dos custos, será cada vez mais difícil para o País aumentar suas exportações.

O novo presidente da ANFAVEA, Luiz Moan Yabiku Júnior, da General Motors, declarou que um dos objetivos-chave de seu mandato entre 2013 e 2016 é promover um aumento significativo nos volumes de exportação, para 1 milhão de unidades por ano. 

Para conseguir isso, na minha opinião, a ANFAVEA, o governo e toda a indústria, incluindo OEMs e fornecedores, precisam trabalhar juntos para melhorar a estrutura de custo no Brasil. 

O novo regime automotivo foi o primeiro passo, fortalecendo a produção local, estimulando o investimento em automação e subsidiando o investimento em pesquisa e desenvolvimento e, também, em novas tecnologias. 

Mas isso não é suficiente. Para alcançar verdadeiramente competitividade de custos, o Brasil precisa melhorar a infraestrutura, resolver sua carga tributária, aumentar o limite de custos trabalhistas, o trabalho de formação, a educação, etc.

Há muitas coisas a serem feitas para garantir que o Brasil fortaleça sua posição entre os produtores automotivos líderes do mundo. 

Somente se isso acontecer, o programa “Inovar-Auto” terá atingido seus objetivos de garantir o futuro da indústria automobilística no Brasil por meio da competitividade. 

Então, será hora de aplaudir o Brasil pelo seu desempenho de vendas e de seus volumes de produção.

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