Pesquisar este Blog do Arnaldo Moreira

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

COMEMORAÇÕES DOS 60 ANOS DA ALPINE EM DIEPPE: UM ENCONTRO DE TODOS OS RECORDES. A AAAA QUE REÚNE OS APAIXONADOS PELA MARCA PROMOVE ENCONTRO EM DIEPPEA, ATÉ O DIA 13, COM A PRESENÇA DE PILOTOS E EQUIPES E MAIS DE 700 ALPINES. AOS LEITORES APAIXONADOS PELA ALPINE A HISTÓRIA DA MARCA


Desde 2012, a Alpine passa por um período de efervescência, paixão e criatividade. Revigorada pelo aniversário dos 50 anos da Berlinette e materializado pelo espetacular A110-50, a renovação da Alpine teve inicialmente a forma de um retorno vitorioso em competições com o A450 a partir de 2013, novamente transformado em 2014, com um segundo título de Campeão da Europa de endurance.

O ano de 2015 constitui uma etapa marcante deste período fértil, com as comemorações associadas aos 60 anos da marca de Jean Rédélé e a chama da criatividade que já se tornou marca registrada.

No evento deste fim de semana organizado por seus veteranos, a Alpine tem a oportunidade de compartilhar este fervor com todos os membros da família reunida.

E muitos vão conhecer na cidade de Dieppe, em tamanho real, os carros excepcionais que terão marcado este ano:

- Alpine Vision Gran Turismo, carro-conceito virtual executado em escala 1,
- Alpine Celebration, com novo visual proveniente da fábrica de Dieppe,
- e, logicamente, o A450-B, que pela primeira vez participa do campeonato do mundo de endurance (WEC).

Para Bernard Ollivier, Presidente da Société des Automobiles Alpine, este fim de semana dedicado à saga Alpine ficará gravado na memória:

“Organizar o maior encontro de apaixonados da Alpine em Dieppe para os 60 anos da marca representa um desafio colossal. Para isso, foram mobilizadas as equipes de veteranos voluntários da Alpine, com o apoio de seus parceiros, da cidade de Dieppe, da região Dieppe Maritime e outras circunscrições administrativas locais para vencer o desafio com louvor. São muitos os preparativos minuciosos e os desafios logísticos enfrentados para que possamos viver um fim de semana inesquecível, repleto de trocas, convívio e paixão. Um fim de semana 100% Alpine! Chego a ficar emocionado com o trabalho impressionante, a mobilização dos vários clubes Alpine em todo o mundo, a participação em massa de fãs que comparecem com seu carro, provenientes de toda a Europa, e até mesmo de países mais distantes, assim como a comunhão de dezenas de milhares de espectadores esperados. E o mesmo acontece quando vejo a presença das equipes de todas as áreas que participarem – e participam até hoje – da história de uma legenda chamada Alpine. Chamo a atenção de todos sobre a reunião excepcional dos pilotos de todas as gerações, associadas à marca nas competições de rali, endurance e monoposto, que formam uma plataforma sem igual, que será difícil reeditar. É por isso que faço questão de prestar meu agradecimento emocionado a todos os homens e mulheres que tornaram possível esta edição de 2015: uma edição excepcional para comemorar seu aniversário à altura deste mito. Estas pessoas comprovam que a chama da Alpine nunca deixou de brilhar, principalmente graças aos seus veteranos”.

Bernard Ollivier, presidente da Société des Automobiles Alpine.


ATRAÇÕES E PONTOS ALTOS DO FIM DE SEMANA – www.retroalpine.com

Para todos, expositores e visitantes, o polo de atrações e o ponto de encontro do fim de semana será o grande village Alpine localizado no gramado de frente para o mar e ladeado pelo parque de veículos dos participantes.

Dentro do grande circo, a exposição dos modelos emblemáticos da marca ensinará a todos sobre a rica história da Alpine. Ali próximo, um espaço inteiramente dedicado ao comércio e à imprensa especializada dará aos visitantes a oportunidade de aperfeiçoar sua cultura e de descobrir os itens e as miniaturas de sua marca preferida.

Os simuladores de pilotagem Gran Turismo permitirão que os visitantes se sentem virtualmente ao volante do Alpine Vision Gran Turismo. 

Os simuladores serão utilizados para um concurso entre os visitantes, além de ser uma atração especial que contará com a presença dos três pilotos da equipe Signatech-Alpine, Paul-Loup Chatin, Nelson Panciatici e Vincent Capillaire, que se enfrentarão para fazer o melhor tempo em um mesmo circuito. 

Ao vencedor será dada a honra de abrir o desfile gigante dos veículos pela cidade de Dieppe, ao volante do Alpine Celebration. 

Um desfile em homenagem a Jean Rédélé, que será um dos pontos altos e marcantes do fim de semana.

Todos os pilotos emblemáticos da Alpine que se tornaram ilustres em todas as categorias de competições terão também a oportunidade de testemunhar seu pertencimento à grande família Alpine, compartilhando suas histórias com o público através microfone do pódio dedicado às entrevistas.

No estande da AAA (Associação dos Veteranos da Alpine), os visitantes poderão conhecer a obra histórica “60 anos da Alpine em Dieppe 1955-2015”; seu autor Louis Granon assinará o volume 1 dedicado às competições. Já os veteranos apresentarão o catálogo especialmente criado para a ocasião.


Cinco percursos de ralis turísticos serão uma oportunidade aos participantes “desenferrujarem” rumo aos pontos emblemáticos da região e das pessoas que ali atuam com paixão.

Por fim, a noite de gala organizada em 12 de setembro em Saint-Nicolas d’Aliermont reunirá nada menos que 900 pessoas em presença de Bernard Ollivier, Presidente da Société des Automobiles Alpine, Philippe Sinault, Chefe da Equipe Signatech Alpine, além de todos os pilotos e equipes responsáveis pelo desenvolvimento, produção e promoção da Alpine.

PROGRAMAÇÃO da “SAGA ALPINE” organizada pela AAA

Sexta-feira, 11 de setembro:
14h00 - 18h30: Recepção dos participantes. Posicionamento dos veículos nos parques de exposições
14h30 - 18h30: Livre acesso ao ?Village Alpine”, parques de exposição e atrações.
18h00: Inauguração oficial em presença das autoridades
19h30: Traslado para Saint-Nicolas d’Aliermont
20h00: Jantar em Saint-Nicolas d’Aliermont

Sábado 12 de setembro:
7h00 - 11h00: Recepção dos últimos participantes - Formação do parque ?estático”
7h30 - 9h00: Largada dos diferentes ralis turísticos
9h00 - 18h30: Livre acesso ao ?Village Alpine”, parques de exposição e atrações.
15h00 - 17h00: Retorno dos ralis e formação do parque ?dinâmico”
17h00: Entrega dos troféus aos pilotos
19h30: Traslados para Saint-Nicolas d’Aliermont
20h00: "Noite Saga” em Saint-Nicolas d’Aliermont em presença de J. Cheinisse, Presidente de honra da AAA - Antigo Diretor do Setor de Competições da Alpine.

Domingo, 13 de setembro:
10h00 - 18h00: Livre acesso ao ?Village Alpine”, parques de exposição e atrações.
10h00 - 10h30: Largada dos três desfiles rumo aos bairros de Dieppe
10h30 - Largada do desfile ?Alpine Celebration” rumo ao centro da cidade
10h30 - 11h15: Visita da fábrica Alpine
11h30: Colocação de flores no memorial de Jean Rédélé


HÁ SESSENTA ANOS… O NASCIMENTO DA ALPINE

Olhando para trás, o destino de Jean Rédélé parece evidente. Envolvido desde a mais tenra idade em um universo onde automóveis, competições e Renault eram as palavras de ordem, ele também se destacou por uma visão vanguardista da tecnologia e do comércio.

Nascido em 17 de maio de 1922, Jean era o filho mais velho de Émile Rédélé, concessionário da Renault na cidade de Dieppe após ter sido o mecânico titular de Ferenc Szisz, primeiro “piloto de fábrica” da Marca no início do século. A partir do final de seus estudos na Escola de Comércio HEC, Jean não passa despercebido pela direção geral da Renault devido às suas ideias comerciais inovadoras. Com apenas 24 anos, ele se torna o mais jovem concessionário de França, assumindo os negócios de seu pai.

Considerando que “a corrida é o melhor banco de testes para os modelos de série e que a vitória é o melhor argumento de venda”, Jean Rédélé participa de suas primeiras competições com 28 anos. 

Após um pequeno teste no Rali Monte Carlo de 1950, ele vence o primeiríssimo Rali de Dieppe ao volante do novo 4CV, enfrentando modelos bem mais potentes! Este sucesso de escala nacional leva a Renault entregar a ele um 4CV ‘1063’ – a versão especial de corrida – na temporada seguinte. 

Alcançando novamente o sucesso, Jean Rédélé busca melhorar as performances de seu bólido. 

Sua busca o leva até a Itália, onde encontra Giovanni Michelotti, encomendando a ele um 4CV Special Sport, caracterizado por uma carroceria de alumínio bem mais aerodinâmica que a do modelo original. 

Com o tempo, a parceria entre o homem dos ralis francês e o designer italiano daria origem a três unidades excepcionais.

Aguardando a entrega de sua nova arma, Rédélé segue sua carreira ao volante do ‘1063’. 

Concessionário Renault nas cidades Paris e Étampes, seu amigo Louis Pons se torna seu companheiro de equipe. Sempre buscando mais performances, a dupla financia o desenvolvimento de uma caixa de câmbio de cinco velocidades, concebida por André-Georges Claude.

Este artifício permite principalmente que ele vença em sua categoria na Mille Miglia, a famosa corrida entre Brescia e Roma.

A trajetória de Jean Rédélé passa em seguida pelas 24 Horas de Le Mans ou o Tour de France Automobile. Em 1953, ele finalmente recebe o seu 4CV ‘Spéciale’. 

Em sua primeira corrida, ele vence o 4º Rali de Dieppe à frente de duas Jaguar e uma Porsche! 

No ano seguinte, a equipe Rédélé / Pons conquista uma terceira vitória de categoria na Mille Miglia, e depois vence a Copa dos Alpes. 

“Percorrer os Alpes com meu 4CV de 5 marchas foi uma das melhores sensações que já vivi, e eu queria que meus clientes também passagem por esta experiência apaixonante com o carro que eu iria produzir. Foi por isso que escolhi o nome Alpine para minha empresa”, disse ele mais tarde.

A ideia de criar sua própria marca perturbava a mente de Jean Rédélé. Foi seu sogro que o ajudou a dar o primeiro passo. 

Como proprietário da Grande Oficina localizada na Praça de Clichy, localizada na Rua Forest, Charles Escoffier era um dos mais importantes concessionários Renault da época. 

Pedindo que seu genro o ajudasse a desenvolver e comercializar uma série de ‘coaches’ já encomendados à montadora de esportivos Chappe & Gessalin, ele o apoia na criação da “Société des Automobiles Alpine”, em 25 de junho de 1955.

A106: O INÍCIO DE UMA EPOPEIA FORMIDÁVEL
Projetando seus futuros automóveis, Jean Rédélé queria se basear em princípios elementares: uma mecânica simples mas competitiva, utilizando o máximo de peças de série, recoberta por uma carroceria leve e atraente. 

De um certo ponto de vista, o coach projetado por Charles Escoffier atende a estes requisitos… mesmo se Jean Rédélé não assume muito a paternidade!

Projetado por Jean Gessalin e montado pelos irmãos Chappe, o primeiro protótipo é apresentado por Charles Escoffier ao comitê diretor da Renault, em fevereiro de 1955. 

Uma vez validada a homologação, Jean Rédélé solicita algumas modificações, provenientes dos 4CV desenvolvidos com Michelotti. 


O coach assume a denominação de A106: A de Alpine e 106 em referência ao nome do código 1062 do 4CV, que serve de banco de órgãos.

No início de julho, três unidades do Alpine A106 com as cores da bandeira francesa – um azul, um branco e um vermelho – desfilam no pátio da sede da Renault, na cidade de Boulogne-Billancourt. 

Mesmo se ele não se afeiçoa muito pela a linhagem do primeiro Alpine, Jean Rédélé se sente bastante orgulhoso por ter se tornado um construtor de automóveis independente.

Mecanicamente, o Alpine A106 tem o mesmo chassi e os trens rolantes do 4CV. O motor de quatro cilindros em linha de 747 cm3 é oferecido em duas versões de 21 cv e 38 cv. 

Este primeiro Alpine se destaca em primeiro lugar por uma carroceria de poliéster, colada ao chassi original do 4CV.

Como opcional, é possível equipar o A106 com uma caixa de câmbio de cinco marchas ‘Claude’, ou a suspensão ‘Mille Miles’, com quatro amortecedores na traseira.

Fiel a seus princípios de melhoria contínua – em uma época em que o Kaizen ainda não fazia parte do vocabulário da indústria automobilística – Jean Rédélé buscava incessantemente o progresso do A106. 

Cansado das reticências de Chappe & Gessalin para fazer evoluir o A106, o cidadão de Dieppe acabou abrindo sua própria estrutura industrial, a RDL. 

Este grito de independência se traduziu pelo lançamento de uma versão cabriolé, projetada por Michelotti e apresentada no Salão do Automóvel de Paris de 1956. 

Uma terceira variante foi lançada em 1958: o A106 ‘Coupé Sport’. Era um cabriolé sobre o qual foi soldado um “hard top”!

Com 251 unidades produzidas entre 1955 e 1960, o A106 permitiu que Jean Rédélé desse início à sua empresa. Mais essa era apenas a primeira etapa…

A108: A PRIMEIRA BERLINETTE
É melhor falar do A108 ou dos A108? As variantes de carrocerias e de configurações são tantas que fica difícil resumir a história de um modelo que teve 236 unidades produzidas entre 1958 e 1965.

O nome A108 apareceu no Salão do Automóvel de Paris de 1957. As carrocerias do ‘coach’ A106 – produzido por Chappe & Gessalin – e do cabriolé RDL são inicialmente mantidas, pois é sob o capô que acontece a metamorfose: o motor do 4CV foi substituído pelo 845 cm3“Ventoux” do Dauphine. 

Com as evoluções, seria possível optar por um bloco alesado para 904 cm3 e preparado por Marc Mignotet, ou para o motor do Dauphine Gordini (998 cm3).

O estilo também evoluiu, a partir de uma variante do A106 desenhado por Philippe Charles, um jovem projetista de 17 anos! 

Partindo do cabriolé desenhado por Michelotti, ele recobre os faróis com uma bolha de acrílico, e prolonga a traseira para obter uma linha mais esguia. Batizado de ‘berlinette’, este carro participa do Tour de France Automobile de 1960 com duas equipes, Féret e Michy, por Jean Rédélé. 

O sucesso agradou tanto que este novo visual se impôs rapidamente em meio aos cabriolés e cupês esportivos produzidos pela RDL.

Outro passo importante é dado em 1961, com a generalização do chassi do tipo monobloco para todos os modelos. 

Esta arquitetura era baseada em uma robusta viga central, na qual são instaladas travessas laterais para dar sustentação aos eixos dianteiro e traseiro. 

Melhorando a rigidez e a leveza, esta inovação constituía a chave das qualidades de rodagem dos modelos Alpine através das gerações.

WILLYS-INTERLAGOS: EXEMPLO DE UMA POLÍTICA DE EXPORTAÇÃO INOVADORA
Sabendo que um desenvolvimento internacional poderia ser uma fonte de crescimento, Jean Rédélé enfrentava uma falta de recursos, que não permitia que ele criasse e desenvolvesse uma rede de exportação tradicional. 

Ele escolheu outro caminho, oferecendo a parceiros industriais a possibilidade de fabricar seus automóveis sob licença.

É verdade que os Alpine são relativamente fáceis de montar, mesmo por pessoal não qualificado. 

Eles são também conhecidos por sua confiabilidade, pois sua mecânica tinha como origem o banco de órgãos (mecânicos) da Renault.

Após um fracasso na Bélgica – menos de 50 unidades do A106 fabricados pela empresa Small – foi no Brasil que Rédélé encontrou saída para seus modelos. 

A empresa Willys-Overland, que já fabricava os modelos Dauphine sob licença da Renault, lançou uma produção a partir de ferramental fornecido pela fábrica de Dieppe. 

A partir de 1960, a fábrica de São Paulo começa a fornecer os Interlagos, cujo nome remetia ao célebre circuito brasileiro. 

À primeira vista, apenas um olho treinado poderia distinguir um Interlagos de seu irmão gêmeo, o Alpine A108.

A parceria continuou com o A110. No total, mil berlinettes e cabriolés foram produzidos até 1966.

Assim como na França, estes Alpine produzidos do outro lado do Atlântico se mostravam à vontade nas competições, principalmente nas corridas de endurance, como as Mil Milhas. 

Foi após ter começado sua carreira com os Interlagos que José Carlos Pace, Emerson e Wilson Fittipaldi conquistaram a Europa, cujas carreiras culminaram com a Fórmula 1.

Esta parceria serviu de modelo para outros acordos no México (Dinalpin), Espanha (Fasa) e Bulgária (Bulgaralpine). Com isso, aproximadamente 15% dos Alpine foram fabricados sob licença no exterior.

A110: SIMPLESMENTE MÍTICO
Utilizando a identidade visual de Philippe Charles e a arquitetura do chassi monobloco, o A108 assentou as bases do A110, que apareceu em 1962. 

Após o 4CV para o A106 e o Dauphine para o A108, foi o Renault 8 que serviu de banco de órgãos para a última criação de Jean Rédélé.

Sempre muito próximas, as relações com a Renault se fortaleceram um pouco mais, quando a montadora decidiu incumbir a marca de representar seus interesses em competições. 

A partir de 1967, todos os carros produzidos tinham a denominação oficial Alpine-Renault.

Alavancada pelo sucesso da marca em ralis, a Berlinette se torna um grande sucesso comercial. 

Para responder a uma demanda crescente, a Alpine deve adaptar sua estrutura industrial, com uma produção dividida entre a oficina da Avenida Pasteur, a fábrica histórica de Dieppe e a nova unidade instalada na cidade de Thiron-Gardais (região de Eure-et-Loir).

O A110 evoluía a cada novo ano/modelo. O motor de 1108 cm3 passou sucessivamente para 1255, 1296, 1565 e 1605 cm3. 

As modificações estéticas eram pequenas, mas numerosas: grade com quatro faróis, para-lamas mais largos, radiador dianteiro, saia traseira desmontável… 

Em 1977, a produção é complementada pelo 1600SX, equipado com um motor de 1647 cm3.


DA BERLINETTE AO GRAN TURISMO
Projetado conforme as instruções de Jean Rédélé, o Alpine A310 permitiria que a marca se firmasse com o sucesso da Berlinette. 

Mas a crise do petróleo de 1973 configurou uma pausa no círculo virtuoso e as vendas caíram sensivelmente. 

Pouco a pouco, a Alpine conseguiu se recuperar, promovendo uma evolução em seu modelo: alimentação por injeção em 1974, montagem do motor V6 PRV em 1976, trem traseiro do R5 Turbo em 1981…

Em 1985, o novo GTA entrava em cena. Com este modelo, a Alpine se distanciava um pouco mais do conceito espartano da berlinette para se inserir no mundo do Gran Turismo. 

Em sua versão mais recente, com o motor V6 Turbo, o GTA desenvolvia 200 cv, o que lhe rendeu o atributo de avião de caça das pistas!

Em 1990, o A610 aparecia no catálogo com um V6 Turbo de 2963 cm3. Apesar de seus atributos de rodagem e seu comportamento dinâmico enaltecidos pela imprensa, este modelo não conseguiu atingir seu público-alvo, desaparecendo em 1995.

Após a interrupção da produção do A610, a fábrica de Dieppe manteve sua atividade com os vários modelos esportivos da Renault Sport, dos R5 Turbo aos Clio R.S. passando pelos Spider Renault Sport ou Clio V6, assim como ela já havia feito com os Renault 5 Alpine. 

Hoje, esta planta histórica – que sempre manteve o logo Alpine em sua fachada – está no coração do renascimento da marca.

A RENOVAÇÃO DA ALPINE
Frequentemente mencionada, ardentemente desejada pelos apaixonados há aproximadamente vinte anos, o relançamento da Alpine encontraria um contexto favorável.

A revelação do carro-conceito Alpine A110-50, por ocasião do 50º aniversário da Berlinette em 2012, era uma etapa que permitira conferir se a chama não havia sido apagada.

Em 5 de novembro de 2012, Carlos Ghosn anunciava oficialmente o renascimento da Alpine e o início da concepção de uma ‘Berlinette do século XXI até 2016.

Quando uma equipe de cinco A110 participa do Rali Monte Carlo Historique de 2013, 40 anos após o tricampeonato histórico de 1973, o entusiasmo obtido chega a tal ponto que é impossível recuar!

Dirigida por Bernard Ollivier, a Société des Automobiles Alpine trabalha atualmente na “Berlinette do século XXI”. 

O conceito geral e o estilo já estão definidos, e o trabalho segue atualmente na concepção de cada peça, execução de maquetes e produção. 


Para isso, a fábrica de Dieppe contou com investimentos importantes, enquanto que protótipos anônimos foram rodados para testar as diferentes soluções tecnológicas.

Aguardando a apresentação deste novo modelo, a Alpine honra sua imagem de competidor, com uma participação coroada de sucessos no Campeonato da Europa de Endurance e, a partir de 2015, no WEC (World Endurance Championship), culminando com as 24 Horas de Le Mans.

Em 2015, a Alpine também se destaca fora das competições, apresentando sucessivamente dois grandes shows cars.

- Alpine Vision Gran Turismo: herói do videogame que leva o mesmo nome, o modelo expressa toda a paixão da Alpine associando esportividade e modernidade. De forma original, o Alpine Vision Gran Turismo leva o “A em formato de flecha” a uma nova dimensão.

- Alpine Celebration: seu nome não deixa nenhuma dúvida: este show car foi especialmente concebido para comemorar o 60º aniversário da marca fundada por Jean Rédélé. Retomando o estilo dos carros emblemáticos de sua história, o Alpine Celebration remete ao DNA das competições e se associa ao lendário evento das 24 Horas de Le Mans, seguido do Festival de Velocidade de Goodwood, criando surpresa e emoção.

ALPINE 
VISION GRAN TURISMO
Fruto da imaginação dos designers e engenheiros responsáveis pelo desenvolvimento da Berlinette do século XXI, o Alpine Vision Gran Turismo estava dentro de casas espalhadas pelo mundo todo em março de 2015. 

Cada proprietário de um videogame Gran Turismo 6 podia baixar este modelo virtual e pilotar o mais incrível dos modelos da Alpine. E para o deleite dos apaixonados, este carro-conceito também foi produzido em escala 1:1.

A história começou em julho de 2013, quando o estúdio Polyphony Digital Inc. – responsável pelo desenvolvimento do videogame PlayStation® Gran Turismo – sugeriu que a Alpine enfrentasse o desafio de conceber um carro virtual. 

Ambas as empresas parceiras se motivavam pelo entusiasmo e a paixão. Logo as equipes da Alpine estavam envolvidas com o mesmo nível de exigência dedicado ao desenvolvimento do futuro modelo de produção em série.

Depois de um concurso interno que contou com a participação de aproximadamente quinze designers, o projeto apresentado por Victor Sfiazof foi escolhido: “Este é um autêntico carro esportivo, para comemorar o prazer da pilotagem e a paixão pelo automóvel. São muitos os detalhes que remetem ao passado, ao presente e ao futuro. Como a escolha de uma configuração ‘barquette’, diretamente originada do Alpine A450, que participou das 24 Horas de Le Mans. Na frente, a inspiração vinha principalmente do A110. As sinuosidades verticais na traseira são uma grande referência aos modelos A210 e A220, conferindo grande elegância ao visual. Apaixonado pela aeronáutica, também procurei incluir elementos deste universo. Assim, os freios aerodinâmicos proporcionam um lado ainda mais tecnológico à traseira. Este modelo exclusivo também remete ao futuro Alpine, mas por enquanto não podemos revelar mais nada”!

A descoberta do Alpine Vision Gran Turismo começa na frente, que definitivamente evoca o A110. 

O capô inclinado em forma de V é destacado por um vinco que percorre o eixo simétrico do carro. 

Outra pegada que remete aos anos 60 são os faróis de LED em formato de X, que lembram as fitas isolantes que eram coladas em formato de cruz para proteger os faróis das Berlinettes nos ralis. 

Estas referências ao passado se harmonizam à aerodinâmica mais atual: um splitter orienta o fluxo de ar de cada lado da carroceria, revelando os triângulos da suspensão.

O perfil também faz o coração bater mais forte. O ar direcionado para trás das rodas dianteiras é canalizado para amplas entradas de ar, que destacam o formato estreito da carroceria. 

Contribuindo para a harmonia geral, as longas sinuosidades nas laterais traseiras também evocam os modelos A210 e A220, que brilharam nas 24 Horas de Le Mans.

O apelo das linhas do Alpine Vision Gran Turismo também resulta de sua cabine aberta. 

O piloto fica posicionado à direita, uma arquitetura típica de protótipos esportivos, na medida em que a maioria dos circuitos curvam em sentido horário.

A visão traseira – a favorita dos gamers – constitui o toque final do design do Alpine Vision Gran Turismo. 

O fundo plano termina em forma de ogiva, enquanto que um spoiler na parte de baixo une as passagens de roda à extremidade da carroceria. 

Assim como na frente, a carroceria deixa entrever os triângulos duplos da suspensão. Os atributos mais marcantes do Alpine Vision Gran Turismo se manifestam na frenagem. Integrados ao perfil da traseira, freios aerodinâmicos são rapidamente acionados por atuadores hidráulicos, revelando ao mesmo tempo as lanternas de freio!

O Alpine Vision Gran Turismo pode ser virtual, mas deve ter um comportamento em pista digno de seus gloriosos predecessores. Terry Baillon, engenheiro de simulação e configuração de chassi do futuro modelo, está trabalhando neste veículo como se ele fosse um dia partir enfrentar o asfalto: “No início do projeto, determinamos as metas de performance e comportamento deste Alpine Vision Gran Turismo. Depois, transcrevemos as características técnicas com o objetivo de fazer com que o comportamento final no jogo fosse o mesmo que havíamos imaginado no início. Utilizamos nossos próprios softwares para o desenvolvimento, antes de enviar os dados para a Polyphony Digital, para que eles pudessem modelizar o veículo e transformá-lo em videogame”.

De frente para a tela, com o volante ou controle do PlayStation Dual Shock® em mãos, longas sessões de testes foram necessárias para afinar as regulagens do carro. 

Na fronteira entre o Alpine A450 de competições e a Berlinette do século XXI, o Alpine Vision Gran Turismo deixa entrever alguns detalhes do comportamento do futuro modelo de produção em série, ao mesmo tempo em que apresenta características típicas dos protótipos que participaram das corridas em Le Mans. 

Mas como se trata de um legítimo Alpine, foi dado destaque à agilidade, velocidade e o prazer proporcionado ao piloto!

SHOW CAR ALPINE CELEBRATION DIEPPE
Carro esportivo compacto inspirado no universo da Alpine oriundo das competições, o Alpine Celebration apresentado com seu visual Dieppe é um cupê de dois lugares com linhas fluidas e sofisticadas. 

O azul intenso da carroceria remete ao protótipo Alpine que fez um retorno vencedor em Endurance em 2013, enquanto que sua decoração inédita, criada especificamente para o encontro de Dieppe, evoca a campanha vitoriosa em rali do A110, coroado campeão do mundo em 1973.

Com modernidade, o Alpine Celebration Dieppe faz reviver os atributos atemporais do estilo Alpine: silhueta baixa, capô rebaixado e nervurado, flancos reentrantes, vidro traseiro característico, assim como outros detalhes que também trazem à memória o A110 e outros modelos que marcaram a gloriosa história da Alpine.

E nem são precisos artifícios para afirmar sua presença, pois a beleza do Alpine Celebration Dieppe se mostra na sobriedade. 

Elegante, apesar da frugalidade e despojamento ditados pela busca de eficácia, o show car Alpine Celebration Dieppe diz muito sobre a história da Alpine. 

Se ele sintetiza um estilo e valores familiares, ele também os integra com uma pegada moderna. 

Toques de carbono destacam os componentes mais técnicos da carroceria, como o spoiler, as partes laterais inferiores da carroceria, difusor, entradas de ar na traseira e retrovisores.

As máscaras aplicadas nos conjuntos óticos e os faróis redondos centrais com uma cruz branca servirão de lembrança aos apaixonados por automobilismo das fitas autoadesivas que eram colocadas nos faróis dos carros de corrida – artimanha utilizada para preservar sua integridade em caso de colisão.

Emoldurando uma frente provocante, o spoiler dá a impressão visual de sustentação, enquanto que a eficácia é destacada pelas laterais inferiores da carroceria com traços retilíneos e pontiagudos. 

Dotados de um fino espelho que flutua sobre a moldura para aumentar a aerodinâmica, os retrovisores externos evocam a leveza e a eficácia aerodinâmica. 

O célebre “A” em formato de flecha orna a grade de entrada de ar, os flancos, para-lamas dianteiros e o teto.

O desenho das rodas remete ao dos A110 e A310, que estava em voga nos anos 70. Elas deixam entrever os discos de freio dianteiros generosos e as pinças de freio na cor laranja. 

No centro, um cubo de alumínio concebido como uma peça fundida maciça contribui para o design geral.

Extremamente atlética, as colunas traseiras recebem entradas de ar para favorecer o resfriamento do motor. 

O protetor do motor, visível através de persianas no vidro traseiro, confirmam a posição central traseira do bloco motor.

Acima das passagens de roda, canaletas orientam o fluxo aerodinâmico em um estilo típico da Alpine. 

A traseira do veículo se caracteriza por um proeminente difusor integrando um farol central, emoldurado por duas saídas de escapamento em inox escovado. 

A estratégia de valorizar os elementos estruturais do carro e não mascará-los é omnipresente e aumenta a leveza, agilidade e performances.

Assim, o objetivo da apresentação do Alpine Celebration Dieppe reside em seu design, com curvas sensuais, que evoca apenas o prazer de dirigir à francesa.

COMPETIÇÕES, O FIO CONDUTOR DA HISTÓRIA DA ALPINE
Criada por um piloto emérito, a Alpine é uma marca cuja história é permeada de sucesso em competições, do Rali Monte Carlo às 24 Horas de Le Mans!

Mesmo se o temperamento do coach A106 não é exatamente o de um carro de corrida, pilotos com o naipe de Jacques Féret ou Jean Vinatier se encarregaram de condecorá-lo à altura, logicamente sem esquecer o brilhante segundo lugar na categoria, conquistado pelo próprio Jean Rédélé, durante a prova Mille Miglia de 1955. 

É também graças às competições que o A108 evoluiu para servir de base ao A110.

A partir de 1963, a Alpine começa a participar das 24 Horas de Le Mans, visando mais os “índices de performance” ou os “índices de rendimento energético” que a vitória absoluta. 

Com seus pequenos motores Gordini, os Alpine brilham por sua eficácia aerodinâmica. 

Duas vitórias pontuam esta participação, em 1964 com o M64 de Morrogh / Delageneste e em 1966 com o A210 de Cheinisse / Delageneste, brilhantemente complementados por dois tricampeonatos em termos de índice energético, em 1966 e 1968.

O nome da Alpine também aparece nas premiações de monopostos, com um título de Campeão da França de F3 para Henri Grandsire, em 1964. 

Alguns anos mais tarde, Patrick Depailler (1971) e Michel Leclère (1972) conquistam o mesmo resultado.

Nos ralis, a Berlinette A110 não demora a se tornar uma arma absoluta. Em 1968, Gérard Larousse chega perto da vitória em Monte Carlo. 

Mas é a equipe dos ‘Mousquetairese que permite que a montadora de Dieppe chegue ao topo. Jacques Cheinisse, então novo diretor esportivo da Alpine-Renault, reúne um dream team, formado por Jean-Pierre Nicolas, Jean-Claude Andruet, Bernard Darniche e Jean-Luc Thérier. 

Outros pilotos reforçam o quarteto, como Ove Andersson, que vence em Monte Carlo em 1971.

Em 1973, a equipe Alpine-Renault parte em busca do primeiríssimo título de Campeão do Mundo dos Ralis da história! A temporada começa arrebentando, com a vitória tripla de Andruet / Andersson / Nicolas em Monte Carlo. 

Em treze etapas, a Berlinette vence seis vezes, em diferentes circuitos: Monte Carlo (Andruet), Portugal (Thérier), Marrocos (Darniche), Acrópole (Thérier), Sanremo (Thérier) e Volta da Córsega (Nicolas). 

Este último é vencido em apoteose com nova vitória tripla, perfazendo uma epopeia inacreditável! Assim, a Alpine-Renault se torna Campeã do Mundo, à frente da Fiat Abarth e Ford.

Este temporada de 1973 marca também o relançamento do programa Endurance, que estava adormecido após os insucessos dos A220 no final dos anos 60. 

Desta vez, era o degrau mais alto do pódio que estava em linha de mira. Ano após ano, a Marca se aproximava de sua consagração, conquistada em 1978, quando Jean-Pierre Jaussaud e Didier Pironi venceram com o Alpine Renault A442-B, e o A442 de Guy Fréquelin e Jean Ragnotti terminou em quarto! Com o objetivo alcançado, a Renault partiu rumo à Fórmula 1, com o motor V6 de 1500 cm3turbo.

O Alpine A310 também rendeu bons momentos, com sucessos registrados no currículo de Jean Ragnotti, Bruno Saby, Jean-Pierre Beltoise (todos três Campeões da França de Rallycross de 1977 a 1979) e Guy Fréquelin (Campeão de França dos Ralis em 1977). 

Após a organização do Alpine Europa Cup – disputado na abertura dos Grande Prêmios de Fórmula 1 com os GTA – a atividade de competições da Marca foi interrompida, em 1988.

Ao final de 2012, quando a renascimento da Alpine foi anunciado, o retorno às competições também estava sendo considerado. 

Estabelecendo uma parceria com a equipe Signatech, a Alpine participou do Campeonato da Europa de Endurance (ELMS) e das 24 Horas de Le Mans. 

A partir da primeira temporada, em 2013, o A450 venceu o título europeu. A equipe Signatech-Alpine manteve a coroa em 2014, conquistando um pódio na categoria LM P2 em Le Mans. 

Esta performance foi acompanhada por um 7º lugar na classificação geral, ou seja, o segundo melhor resultado da história após a vitória de 1978! 

A história continuou em 2015, com uma participação no campeonato do Mundo de Endurance (WEC)…

ALPINE A450B

O nome remete à herança dos A441, A442, A442b e A443, que correram e venceram em Le Mans nos anos 70.

Evolução do Alpine A450 que participa de corridas a partir de 2013, ele exibe seu patrimônio com o número “50”, simbolizando o 50º aniversário da primeira participação de um Alpine oficial nas 24 Horas de Le Mans, em 1963.

O Alpine A450B atende a regulamentação ACO LM P2, que se insere em uma ideia de frugalidade engenhosa, exaltada pela marca. Estes protótipos com chassi monocoque de carbono atendem a restrições em termos de custos.

Após ter vencido duas vezes o campeonato ELMS LMP2 a partir de sua primeira participação em 2013 e em 2014, e também após ter obtido um pódio nas 24 Horas de Le Mans em sua categoria em 2014, a equipe Signatech-Alpine participa agora do WEC (FIA World Endurance Championship) sob o comando dos pilotos franceses Paul-Loup Chatin, Nelson Panciatici e Vincent Capillaire.

Duas evoluções técnicas são autorizadas por ano: uma antes da primeira prova da temporada e a segunda antes das 24 horas de Le Mans.

Utilizando uma base comprovada, o Alpine A450B recebe um motor derivado de um bloco montado sob o capô dos carros de série da Aliança Renault-Nissan.

Chassi: Alpine A450B

Motor: V8 Nissan VK45 550ch.

Caixa de câmbio: XTrac de 6 velocidades

Velocidade máxima: 330 km/h

Comprimento: 4,61 m

Largura: 1,95 m

Entre eixos: 2,87 m

Peso: 900 kg

Direção: Assistida hidráulica

Pneus: Dunlop

Freios: Carbono – Brembo

CRISE REDUZ VENDA DE CARROS NOVOS E USADOS GANHAM TERRENO E GOVERNO ANUNCIA REGISTRO NACIONAL DE VEÍCULOS EM ESTOQUE, ISSO REDUZIRÁ DESPESAS EM CERCA DE R$ 1.000. PESQUISA MOSTRA QUE POR CADA CARRO NOVO VENDIDO TRÊS TROCAM DE DONO. A MINI TRAZ PARA O BRASIL SEU MAIS POTENTE MODELO: MOTOR BMW DE 2L, COM 231 CV E DE 0 A 100 EM 6,1 SEGUNDOS, POR R$ 153.950


Alta Roda 

Nº 853 — 8/9/15

Fernando Calmon





ABSURDOS PROSPERAM


Em tempos de economia em depressão, qualquer boa novidade traz ânimo ao mercado de automóveis. 

Enquanto as vendas de veículos novos estão em forte queda acumulada de mais de 20% em relação a 2014, o setor de usados como um todo conseguiu até agora um crescimento de 4% e o de seminovos (até três anos de uso), em particular, cerca de 5%. 

Essa é sinalização de que em algum momento de 2016 a recuperação se iniciará.


A Fenauto (Federação Nacional das Associações dos Revendedores de Veículos Automotores) reúne 48.000 lojas independentes de carros usados em todos os estados e no Distrito Federal e tem mostrado atuação bastante ativa. 

A entidade classifica como “usado jovem” o veículo de 4 a 8 anos, “usado maduro” de 9 a 12 e “velhinho”, acima de 13 anos. 

Não por acaso coordenou o 1º Encontro Estratégico das Lideranças do Setor Automobilístico com Anfavea, Fenabrave, Sindipeças, Abac e Febraban, em São Paulo.


Justamente nesse evento foi anunciado pelo Ministério das Cidades e a Secretaria da Micro e Pequena Empresa o Registro Nacional de Veículos em Estoque (Renave), cuja implantação ocorrerá na sua totalidade, em março do próximo ano. 

Vai integrar a nota fiscal eletrônica de compra do automóvel usado ao seu registro no Denatran e Detrans. 

Terminam despesas puramente burocráticas e cartoriais que representam custos de quase R$ 1.000, fora o tempo perdido.


Inicialmente só as concessionárias participarão do Renave, mas a tendência é que lojistas independentes também participem. 

Ajudará, inclusive, a diminuir o grau de informalidade e a aumentar a segurança dos negócios em benefício do consumidor e do comerciante.


Não dá para saber agora o porcentual daqueles R$ 1.000 que será repassado ao proprietário particular ao vender seu modelo usado para concessionária ou lojista. 

Esse custo tem influência maior em veículos de menor preço e, quem sabe, ajudará o mercado de forma mais ampla. Afinal, para cada carro novo comercializado cerca de três usados trocam de mãos.


Esperam-se outras medidas desburocratizantes para ajudar a simplificar os processos comerciais e de financiamentos. Às vezes, não basta somente mudar a lei. 

Até agora, os efeitos de retomada de veículos de pessoas e empresas inadimplentes que limitariam os riscos de crédito e, por consequência, as taxas de juros estão aquém do esperado. 

Durante o encontro acima citado, relatou-se que juízes nos Estados resistem a cumprir os prazos de lei nos processos de recuperação de veículos cujos donos deixaram de pagar as prestações.


Infelizmente, o respeito aos contratos no Brasil, que deveria ser algo rígido como nos países evoluídos, sofre intervenções ou interpretações distorcidas. 

Tentar proteger o mau pagador acaba mesmo por prejudicar a imensa maioria que paga em dia.


Por outro lado, a voracidade fiscal dos governos cria outros obstáculos. Um deles é vincular as multas de trânsito ao veículo e não ao motorista.

Traz distorções e burocracia típicos do chamado custo Brasil, como um motorista “herdar” os pontos do infrator, se um veículo usado vendido em um Estado é transferido para outro. Até quando absurdos como esse continuarão a prosperar?


RODA VIVA


VOLKSWAGEN terá uma leva de novidades nos próximos três anos no segmento de crossovers. 

Projetos anunciados, informa Automotive News, incluem um concorrente direto do HR-V e Renegade (forte candidato a também se produzir aqui), que se juntará ao Tiguan redesenhado (talvez possa ser fabricado no Paraná) e a um modelo maior do porte do Audi Q7.


ENTRE “veteranos de guerra” oferecidos no mercado, citados na coluna da semana passada, faltou contabilizar o Clio. 

Fabricado no Paraná e agora apenas na Argentina, esse modelo só recebeu maquiagens desde 1999. 

Estabelecido entre Corsa sedã (Chevrolet Classic), de 1995 e o Palio Fire, de 2006 o compacto da Renault continua ainda por no mínimo dois anos.


MINI JCW chega ao Brasil como o mais potente desde que John Cooper iniciou uma parceira com a marca inglesa em 1961 para versões de alto desempenho. 

Motor é o BMW de 2 L turbo/231 cv, capaz de acelerar de 0 a 100 km/h em apenas 6,1 s e vem equipado com freios Brembo para lidar com tanta impetuosidade. Porta-malas limita-se a 211 litros. Preço: R$ 153.950.


NAVEGADOR TomTom GO600, topo de linha por R$ 1.500, conecta-se ao telefone por Bluetooth e destaca-se pela tela de 6 pol. de alta definição. 

 Recalcula rotas em tempo real, mas em comparação simultânea a um celular inteligente e aplicativo Waze, não conseguiu traçar um roteiro melhor em seis de oito avaliações. Peso também diminui sua portabilidade.


TARLHIO dos Santos, de Belo Horizonte, patenteou um sensor de nível de combustível inteligente no bocal do tanque que tem capacidade de medir o volume exato de abastecimento. 

Em teoria acabariam as fraudes nas bombas dos postos de serviço. Segundo a Associação Nacional de Inventores, ele procura interessados em investir na ideia e disponibilizá-la em escala comercial.
____________________________________
fernando@calmon.jor.br e www.facebook.com/fernando.calmon2

A RECÉM-LANÇADA CHEVROLET S10 HIGH COUNTRY ESTÁ LIGADA AO APLICATIVO SHAZAM QUE IDENTIFICA O ANÚNCIO DA PICAPE


São Caetano do Sul
- A Chevrolet anunciou uma parceria inédita com um dos aplicativos mais populares do mundo, o Shazam (identificador de músicas, artistas, logos e QR code), onde o usuário terá uma experiência interativa digitalizando o anúncio impresso da Chevrolet S10 High Country.

A plataforma Visual Shazam, utiliza a câmera do smartphone do usuário para fazer o reconhecimento da imagem.

O recurso foi criado por meio da parceria do aplicativo com a Chevrolet, que colocou a novidade no anúncio da recém-lançada Chevrolet High Country.

"O filme mostra que hoje a tradição do campo e a tecnologia andam juntas e a S10 High Country chegou para inaugurar um novo patamar de sofisticação, força e tecnologia entre as picapes de produção nacional", destaca Samuel Russell, diretor de Marketing da Chevrolet.

Chevrolet S10 High Country
A “grife” High Country é famosa em modelos Chevrolet nos Estados Unidos por ser sinônimo de utilitários superequipados e muito exclusivos.

O interior da High Country traz o mesmo alto nível de sofisticação do SUV Trailblazer. Os bancos têm forração premium em dois tons (marrom Brownstone e preto Jet Black), costura pespontada e descansa braço traseiro.

Já o assento do motorista conta com regulagem elétrica de altura, distância e inclinação do encosto.

O veículo conta com outros itens de comodidade, entre eles ar-condicionado digital, computador de bordo, volante multifuncional, sensor de estacionamento, controle de cruzeiro (cruise control) e sistema multimídia Chevrolet MyLink com GPS, DVD e câmera de ré integrados.

NO SALÃO DE FRANKFURT QUE ABRIRÁ NOS PRÓXIMOS DIAS ESTARÃO DOIS MODELOS QUE SERÃO PRODUZIDOS NO BRASIL: OS MODELO BMW SAV SERIE 1 E O SEDAN SERIE 3, O AUDI SEDÃ A3. A MRCEDES-BENZ APRESENTARÁ O VITO.



Coluna n° 3.715 -  11 de setembro de 2015
_________________________________________________________________________

As novidades de Frankfurt e 
o mercado nacional

Salão de Frankfurt, 17 a 23 próximos, é grande referência e oportunidade para a apresentação de automóveis novos, evoluções no ciclo, sondagem de conceitos para se tornar – ou não -, realidade futura. Coisa grande. 

Para o mercado brasileiro em descenso - neste ano exibirá números iguais aos de uma década passada -, novidades serão menores porquanto indiretamente proporcionais pela redução das exportações, e restritas aos produtos programados para construção no Brasil.

Quais?
Dois lançamentos têm maior relevo pelo fato de entrarem em produção no Brasil. São BMW: o SAV, Sports Activity Vehicle, X1, com redefinição de massas e volumes, nova construção para melhor precisão nos comandos, tração total, e o sedã Serie 3 iniciando nova série com mudanças internas e externas, opção de tração total, e a nova versão 330, híbrida. 

O X1 e o Serie 3 durante o próximo ano substituirão os modelos atualmente em superficial montagem, em Araquari, SC.

Topo da marca, o sedã Serie 7, com a responsabilidade de concorrer com os Mercedes S e seu amplo pacote tecnológico, começa listar novidades com a carroceria em fibra de carbono, motorização híbrida Plug-in, e itens à altura do cliente, como bancos massageadores, teto Sky iluminado. 

Novidade pontual, o M6 preparado para a GT3. M é a série de modelos desenvolvidos pela BMW com rendimento esportivo, 6 a série mais performática da marca, com motor V8 e dois turbos. 

GT3 é categoria nas corridas europeias. A não competidores, versão amansada, o M6 Competition Edition, com decoração e confortos, motor V8 4,4, 600 hp e 700 Nm de torque.

Outra novidade para o mercado nacional é o tapa estético dado pela Ford no EcoSport, agora projeto mundial. 

Mostrado no Salão de Genebra como ideia, materializou-se como opção: marca-se pela remoção do estepe externo, pendurado na tampa traseira, enviado ao piso do compartimento de bagagens. 

Da marca e do tipo, novidade institucional é o novo Edge com tecnológico novo sistema de tração nas quatro rodas com percepção eletrônica do piso – molhado, com gelo, lama, e outros inconvenientes a separar os pneus e o solo. 

A Ford Europa terá cinco produtos da categoria nos próximos três anos, aproveitando o mercado. Suas vendas cresceram quase 40% entre 2013 e o ano passado, de 17 para 23%. 

O Edge será importado para o Brasil e pela característica insólita e pouco justificável de ser preferido por Dilma Roussef em lugar de sedãs, pretende manter o rótulo mundialmente curioso de Carro da Presidente.

Outro importado a fazer presença nas ruas nacionais é o novo Tiguan, agora re-classificado. 

Deixou de ser SUV, Sport Utility Vehicle,- os com alguma habilidade a enfrentar estradas difíceis -, e SAV, Sport Activity Vehicle, sugerindo tais habilidades, mas aos quais falta a importante tração nas 4 rodas. 

O Tiguan agora é rotulado CAV – Crossover Utility Vehicle. A parte Crossover indica uma aproximação aos automóveis.

Na prática industrial se utiliza da plataforma mundial MQB, já em produção na fábrica da Volkswagen em São José dos Pinhais, PR, para o Golf e o Audi A3, e base de quase toda a família média VW. 

Cresceu mais de 20 cm, em especial no compartimento de carga sem aumento substancial de peso por adotar novos métodos de construção, aplicando aços com espessura e resistência variadas. 

Crê-se as novas dimensões permitam opção para sede lugares. A opção pelo conceito Crossover indica menor altura, linhas mais esportivas. Compare-o ao Porsche Macan, rentável sucesso mundial.

Opções de motores, desde diesel ao quatro cilindros 2.0 turbo injetado, 300 cv, caixas com seis e sete marchas, automática ou com duas embreagens, muita conectividade.


Será um dos argumentos para a Volkswagen voltar a sorrir no mercado norte-americano, uma de suas fraquezas no projeto de tornar-se a maior fabricante mundial. A VW quer fazê-lo nos EUA.

Na Mercedes, novidade a ser importada para clientes bem individualizados, o C 63, Coupé, com preparação AMG.


Sinal dos tempos, haverá o pavilhão do Carro Conectado, onde estarão as últimas conquistas e próximas promessas de tecnologia embarcada.

Novo Tiguan.


Vito chega, em outubro
Mercedes apresentará, próximo mês, o Vito, base de um utilitário de transporte de passageiros e cargas. 

A grosso modo, as versões para passageiros situam-se entre a suprimida Kombi e o Sprinter, direcionado ao transporte individual, familiar ou de hotéis.

É nova geração construída na Argentina – onde as vendas começarão após as brasileiras. Informações dizem de motorização diesel, com opções de potência entre 114 e 156 cv. Câmbios de seis ou sete marchas, mecânico ou automático.

Simboliza um esforço da Mercedes para, junto com o Sprinter, liderar neste segmento. O Vito operará solitário nos modelos nesta faixa.

Vito, Mercedes quer fazer sucesso


Roda-a-Roda

Mudança – Jaguar resolveu atacar de frente a má imagem de seus produtos quanto ao padrão construtivo, à complicação da engenharia inglesa e, por consequência, a má assistência técnica. Geram enorme queda de valor e de liquidez à hora da revenda.

Coragem – Produção organizada pela Ford, e novos veículos pós compra pelo grupo indiano Tata, grande desafio é fazer veículos com qualidade de projeto, engenharia, construção. 

Para evitar quebras e problemas, reduzindo ao máximo a frequência aos mecânicos. É mudança fundamental na marca Jaguar.

Operacional – Embora os projetos tenham melhorado muito sob gestão Tata, com um índice de quebras reduzidos, colocando a Jaguar em terceira posição em confiabilidade em recente pesquisa da agência JD Powers – à frente das alemãs Audi, BMW e Mercedes -, não há percepção pelo público.

Na prática – Relacionamento direto com o consumidor se inicia com garantia estendida a cinco
 anos e 60 mil milhas – 96.000 km –, e programa gracioso de manutenção, mantidos a proprietários seguintes. É o primeiro passo do EliteCare, visando crescer a 10 anos de garantia.

Aqui – Brasil é peculiar até para garantia de automóveis. Com o lançamento do XE, primeiro desta nova série coberta pelo corajoso programa, as regras são outras. Revisões nos três primeiros anos custarão R$ 900 incluindo os filtros.

Caminho – Dona de bonita história de criatividade e qualidade, última das poucas marcas onde o patrão cuidava de tudo, incluindo projetar motores e desenhar carrocerias, a alemã Borgward ensaia voltar ao mercado. 

Criou instituto de pesquisas para desenvolver motores convencionais e alternativos.

Nome – Apresentação do Projeto Raptur, o picape grande da Renault, trouxe novidades. Primeira, nome: é Alaskan. Outra, onde aplicá-lo. 

No material de divulgação, Renault diz atender a três universos de uso: profissional, ócio e vida cotidiana. Tem chassi por longarinas, motor diesel 2,3, mecânica resistente. 

Mais – Traços e decoração, retrovisores pintados, luzes em LEDs, cuidados internos, confortos em infodivertimento exibem aptidão a dois usos, o pessoal e o profissional. 

Veículo mais vendido no mercado dos EUA é um picape. E no mundo, um a cada três veículos é desta categoria. Daí a Renault – e sua sócia Mercedes – entrarem na categoria.

Assim – Leitor da Coluna sabe, Renault e Mercedes se uniram à Nissan para desenvolver projeto comum em mecânica, para ser vendido sob as três marcas. 

Para o Mercosul e América Latina, produção será dentro pela Nissan, enclave nas instalações da Renault em Córdoba, Argentina. No mercado Renault e Nissan em 2017 e Mercedes ano seguinte.


Laurens van de Acker, designer chefe da Renault, apresentou o Alaskan


Mais outro – Fabricante argentino de motocicletas, primeiro com produto próprio, depois montando chineses, a Zanella anunciou instalar linha de montagem junto à de motos no balneário de Mar Del Plata.

Xing Ling - Investiu US$ 18M para finalizar picapes chineses aos quais chamou Z-Truck: quatro rodas, motor 1.0 e 53 cv, 83 Nm de torque e capacidade de carga para 800 kg. 

Custará no mercado argentino 150 mil pesos – uns R$ 64.000 -prometendo produção de 3.600 unidades/ano.


Zanella, picape chinês montado na Argentina.


Sem crise – Audi bateu dois recordes em agosto: emplacou 1.944 unidades – maior volume já assinalado por produto Premium -, e cravou no acumulado do ano a venda de 3.095 modelos A3 sedan 1.4.

Preparação - Até o final de agosto vendeu 11.007 veículos, liderando o segmento. Segurou os preços para fazer parque circulante da marca. No 1º de outubro inicia produzir o sedã A3 1.4 e, em 2016, o SAV Q3.

Alegoria – Mitsubishi diz ter feito viagem S Paulo/Brasília, em New Outlander 2,2 diesel turbo, sem reabastecer. Gastou 58,48 litros em 1.161 km, média de 19,85 km/litro.

E? - Não informou quantos usuários, calibragem de pneus, tempo de viagem, nem o objetivo. 

Nem colaborou com o mercado indicando se consumo em condições especiais pode definir compra em produto com etiqueta de R$ 174 mil.

Super ultra – Satisfeito com os novos sedãs Mercedes C? Insatisfeito com a performance? 

Brabus, preparadora alemã, concilia os dois conceitos: faz versão C 63S, com motor V8 e 4.000 cm3, com 600 cv e camionais 81,6 m.kfg de torque. 

0 a 100 km/h em 3,9s e 300 km/h em velocidade final. Será mostrado no Salão de Frankfurt. À venda no Brasil, na representante Strasse, em São Paulo. Preço não divulgado.

Plug in – Sorrisos na Ford Europa. Pesquisa mostrando convergência da Geração Millennium – de 17 a 34 anos -, adepta dos SmartPhones e tecnologia de mão, a veículos com perfil de SUV e SAV – utilitários esportivos de verdade e os com alguma habilidade ante pequenos óbices. Lançará cinco modelos novos nos próximos três anos.

Giro – Assembleia Legislativa paulista aprovou boa ideia, apta a ser seguida por outros estados: entendimento entre órgãos executivos de trânsito e rodoviários para rápido trocar de informações e providências enviando a leilão público veículos apreendidos pelo Detran estadual.

Limpa – Quer resolver o assunto de falta de área de estacionamento, com estoque se acumulando por lentidão de procedimentos. 

Dá celeridade a nova definição por legislação federal: veículo apreendido e não reclamado em 60 dias, será enviado a leilão.

Gente – Matthias Gründler e Lars Stenqvist, alemão e sueco, novos diretores para a Volkswagen Truck & Bus. 

OOOO CFO – o número 1 das finanças -, e diretor de pesquisa e desenvolvimento. 

OOOO Roberto Cortes, brasileiro, mantém-se como líder para a América Latina. OOOO


Audi volta a produzir no Brasil
Quase 10 anos após encerrada a produção de um automóvel no País, Audi volta à atividade industrial. 

Data oficial, o 1º de outubro, e o produto será o modelo mais vendido de sua linha atualmente importada, o A3 sedan 1.4. 

Em 2006, logo após haver assumido o controle da representante Senna Import, o fabricante alemão resolveu cessar a fabricação do A3 hatch. 

O produto havia envelhecido e o mercado não justificava investimentos para atualização.

Nos anos seguintes, a expansão observada para as vendas no mercado interno em crescente ascensão, motivaram a empresa a rever sua estratégia, considerando a importância do continente sul-americano; a possibilidade de exportação aos países com tratados comerciais; e sobretudo a decisão da Volkswagen em fabricar no Brasil o atualizado motor 1,4 TSI - 4 cilindros, 16 válvulas, duplo comando, válvulas com abertura variável, turbo e injeção direta. 

Tais condições permitiram fechar a conta para um renascer no Brasil. 

Em anúncio no setembro de 2013, informou investir R$ 500 milhões na fábrica do grupo VW, em São José dos Pinhais, criando nova ala para a fabricação de novos produtos.

Ao A3 sedan inicial seguir-se-á o utilitário charmoso Q3, hoje o segundo veículo mais vendido da marca. 

Apesar da expressiva queda de vendas de veículos no mercado doméstico em 2014 e 2015, a empresa manteve os planos.

No distante 2006 da decisão de encerrar, a produção do solitário A3 hatch foi inferior a 3 mil unidades, marcando o início de um mal período para a marca. 

O anúncio da volta industrial foi agregado ao da mudança de direção da empresa no Brasil. Sob gestão de Jörg Hofmann, e graças a um agressivo programa, a Audi retomou seu brilho. Hoje lidera o setor dos veículos Premium


Audi A3 sedan 1,4, nacional em outubro

____________________________________

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

ESTACIONAMENTO AUTOMÁTICO, FARÓIS BI-XÉNON ADAPTATIVOS, SISTEMA DE FRENAGEM AUTÔNOMO QUE ACIONA OS FREIOS QUANDO DETETA UM CARRO PARADO NA FRENTE, ESTACIONAMENTO AUTOMÁTICO. A MONTADORA TAMBÉM DEU UMA CAPRICHADA NA SEGURANÇA E NO CONFORTO DO KA E DO KA+


A Ford lançou, com o Focus, novas tecnologias no segmento de carros médios que vêm despertando muita curiosidade. 

Para apresentar a diferentes públicos o funcionamento do estacionamento automático de segunda geração, dos faróis bi-xenon adaptativos e do assistente de frenagem autônomo, iniciou uma campanha de comunicação na mídia digital cujo primeiro vídeo, no formato de animação, pode ser visto neste link.


O estacionamento automático ajuda a manobrar em vagas paralelas e perpendiculares e na saída de baliza. 

A animação mostra o uso de sensores ultrassônicos que dimensionam o espaço adequado, com uma operação simplificada que permite manobrar o carro sem mexer na direção.


Outro destaque da animação são os faróis bi-xenon adaptativos, hoje uma tecnologia de referência na iluminação veicular. 

Simulações em várias situações da rodagem mostram a variação do formato e alcance do foco de luz em ambiente noturno para aumentar a visibilidade e segurança. 


Outra animação mostra o funcionamento do assistente de frenagem autônomo. Por meio de um sensor ótico, ele aciona os freios automaticamente ao detectar um carro parado na frente, prevenindo colisões traseiras em velocidades de até 20 quilômetros por hora.

FORD KA E KA+ 2016 MAIS CONFORTÁVEL E SEGURO


A Ford iniciou a venda da linha 2016 do Ka e do Ka+, com novos equipamentos de conforto, conveniência e segurança que tornam os dois modelos mais completos. 

Tanto o hatch como o sedã agora vêm de série com sistema Isofix para fixação de cadeiras infantis, compartimento MyFord Dock com entrada USB para carregamento de energia e som MyConnection com comando de voz via Bluetooth. 


Outras novidades são a inclusão de espelhos elétricos nas versões SEL e de faróis de neblina em todos os catálogos do Ka+.

O Isofix, incluído em toda a linha, é o sistema mais avançado para a fixação de cadeiras de criança. 

Ele utiliza uma ancoragem rígida que prende a cadeirinha diretamente à carroceria do veículo, aumentando a segurança. 


A conectividade também ganhou um “upgrade” nas versões de entrada SE. O MyFord Dock, compartimento especial para fixação do celular ou GPS no painel do veículo, traz uma nova entrada USB exclusiva para o carregamento da bateria desses aparelhos.


O sistema de som MyConnection também adiciona uma nova função, que permite ao motorista acessar os comandos de voz do smartphone via Bluetooth. 

Para ativar esse recurso, basta apertar o botão do telefone por três segundos e, após o alerta sonoro, dizer o comando desejado – a lista pode variar de acordo com a marca e modelo do smartphone.


Faróis de neblina passam a integrar o conjunto ótico dianteiro de todos os modelos do Ka+. 

Junto com os faróis dianteiros cromados e a grade frontal em formato de quatro barras, eles acentuam a personalidade elegante do sedã.


Eleitos como melhores compras nos seus respectivos segmentos em diversos comparativos, o Ka e o Ka+ são elogiados pelo design moderno e espaçoso, pelo desempenho e economia dos motores 1.0 e 1.5 Flex, pela tecnologia e oferta de equipamentos. 


Ambos já vêm de série com ar-condicionado, direção elétrica, vidros elétricos dianteiros, travas elétricas e chave tipo canivete com controle remoto, além de oferecer controle de estabilidade e tração e assistente de partida em rampa.


13ª AUTONOR CONTARÁ COM A PRESENÇA DA REFLEX & ALLEN NUM ESTANDE EM QUE MOSTRARÁ TODO OS SEUS PRODUTOS. A EMPRESA É FORNECEDORA DA FERRARI, LAMBORGHINI E DE EQUIPES DA FÓRMULA INDY


A empresa italiana Reflex & Allen estará presente na 13ª Autonor – Feira de Tecnologia Automotiva, que acontecerá no Recife, entre 16 e 19 de setembro. 

Em seu estande, a Reflex & Allen irá expor as linhas de produtos de mangueiras espirais de freios para carretas, mangueiras espirais para conexão elétrica entre o cavalo e a carreta, adesivos refletivos de segurança e cabos de ignição para o mercado de reposição.


A Reflex & Allen chegou ao mercado brasileiro com a aquisição, em março passado, da Divisão de Mangueiras da tradicional Sabó. 

As mangueiras de ar, água e combustível já estão sendo produzidas para o mercado de produtos originais das montadoras Fiat, GM, VW e Honda, tanto para automóveis quanto para caminhões, além dos fabricantes de motores Cummins e MWM. 

No próximo mês de outubro, iniciará a produção dessas mesmas mangueiras originais para o mercado de reposição.


Autoclave para 
vulcanização de mangueiras
A empresa será a primeira a atender os dois mercados com os mesmos produtos e com a mesma garantia. 

Para iniciar esta produção de mangueiras de borracha, que a Reflex & Allen fabricará somente no Brasil, a empresa está investindo seis milhões de dólares em dois anos e já espera ter um crescimento no faturamento em 2016 de 50% em comparação a 2015.

Quem é Reflex & Allen
A Reflex & Allen foi fundada em 1988 por Renzo Gibellini, em Guiglia, próxima a Modena, na Itália, região conhecida por abrigar marcas como Ferrari, Lamborghini e Maserati.


A empresa fabrica cinco diferentes linhas de produtos: mangueiras espirais de freio para carretas, que acoplam o cavalo à carreta transmitindo toda a linha de freio; linha de espirais para conexão do cavalo com a carreta também na parte elétrica; tubulação de óleo lubrificante e combustível para veículos pesados; adesivos refletivos de segurança, itens presentes na carroceria ou para-choque dos caminhões; e uma última divisão que foi adquirida recentemente, de compostos de fibra de carbono, produto muito resistente e maleável que é fornecido para clientes como Ferrari, Lamborghini e até carros da Fórmula Indy.


A responsabilidade e o desafio de lançar a marca Reflex & Allen no Aftermarket brasileiro foi dada a Ronaldo Teffeha, profissional com muita experiência nesse mercado, que através de seu modelo de gestão de negócios irá terceirizar toda gestão da área comercial do Aftermarket da R&A no Brasil.

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

IVECO BUS COMEMORA CRESCIMENTO DE 106,5% DO SUA DIVISÃO DE TRANSPORTE DE PASSAGEIROS DESDE QUE COMEÇOU A FABRICAR ÔNIBUS NO BRASIL


 
Foto: MPerez

A Iveco Bus completa um ano de atividade no Brasil celebrando bons resultados e a grande aceitação do seu principal produto no portfólio: o chassi 170S28. 


A consolidação da Iveco Bus no país encontra amparo nos números da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), que mostram que a marca registrou um crescimento nas vendas de 106,5% entre janeiro e julho de 2015, em relação ao mesmo período do ano passado, quando já operava por meio da Iveco.

Para Humberto Spinetti, diretor de Negócios de Ônibus da Iveco Bus para a América Latina, o resultado é consequência da qualidade e do bom desempenho dos produtos da marca em aspectos fundamentais para o transportador, em especial o consumo de combustível. 


"Os modelos Daily Minibus e Iveco CityClass já contavam com grande aceitação do mercado. O chassi 170S28 entrou para completar essa gama de soluções. Por ser confiável e mais econômico que seus principais concorrentes diretos, o chassi tem sido fundamental para o nosso crescimento", afirma.

Desenvolvido e fabricado no complexo industrial da Iveco, em Sete Lagoas (MG), o 170S28 tornou-se um trunfo da fabricante para atender o segmento de 17 toneladas, o maior no País. 


Disponível em duas versões, urbano e fretamento, o veículo tem seu ponto forte no baixo custo operacional. 

Conforto e alta tecnologia completam o pacote de sucesso. Atualmente o chassi já roda em empresas do Espirito Santo, Minas Gerais, Pernambuco, Rio Grande do Sul, Amapá, Rondônia, Santa Catarina, Bahia e São Paulo.

“Na Europa a Iveco Bus já detém uma parcela importante do mercado de ônibus, com uma proporção de um veículo para cada cinco rodando. Acreditamos que o primeiro ano em operação no Brasil indica que, investindo no melhoramento contínuo dos produtos e no incremento do nosso portfólio, vamos repetir esse sucesso no País”, completa Spinetti.


Foto: MPerez


Chassi 170S28
O chassi 170S28 é a nova escolha dos principais operadores do Brasil, que aclamavam por uma alternativa diferente das mesmas marcas de sempre.

Com evoluções tecnológicas, o projeto foi pensado para dar resistência extra ao veículo nas aplicações brasileiras, com o melhor custo operacional.

A força e os grandes resultados de consumo de combustível do modelo da Iveco Bus devem-se ao motor N67, da FPT Industrial, com seis cilindros em linha. 

O propulsor de 6,7 litros, com sistema SCR, atende as normas do Proconve-P7 e é capaz de gerar potência máxima de 280 cv, a maior do segmento. O torque chega a 950 Nm, já disponíveis na faixa de 1.250 a 1.950 rpm.

Pensando no resultado para o cliente, a FPT desenvolveu o N67 com o grande desafio de tornar um motor mais eficiente sem abrir mão de desempenho. 

A resposta foi a conceituação baseada no downspeeding, que pode ser descrito como fazer um motor operar a baixas rotações com torque elevado. 

Os principais resultados foram a maior eficiência e a redução do consumo de combustível, além de maximizar a vida útil do motor.

Desenvolver um veículo de transporte de passageiros envolve tecnologia avançada para garantir conforto e bem-estar a bordo. 

O chassi 170S28 foi projetado também com esse objetivo. A transmissão utilizada é manual, de seis marchas, com escalonamento compatível com as operações urbanas e rodoviárias. 

O sistema permite uma condução mais suave e melhor desempenho operacional.

Para suportar os produtos em operação, sempre com foco no cliente, a área de pós-vendas da Iveco foi adequada para as particularidades do mercado de ônibus.

Humberto Spinetti, diretor de Negócios de Ônibus da Iveco Bus para a América Latina. Foto: MPerez

Eficiência comprovada
Na Europa, a Iveco Bus é sinônimo de tradição e confiança e a segunda maior fabricante de veículos para transporte público.

Os constantes investimentos da marca no desenvolvimento de tecnologias para motores movidos a combustíveis alternativos, como GNV e híbrido, também têm atraído a atenção de países que buscam seguir as legislações vigentes para redução da poluição e ruídos nos grandes centros urbanos. 

Mais de cinco mil unidades movidas a gás já circulam por países da Europa e Ásia e as negociações não param de crescer.

Em junho de 2015, num evento realizado em Plovdiv na Bulgária, o Iveco Magelys Pro foi eleito com o premio “International Coach of the Year 2016”.

Este prêmio é concedido pelo júri da “International Bus & Coach of the Year”, composto por 22 jornalistas seniors que representam as principais revistas do segmento em 22 países.

Além de todos os itens de segurança com tecnologia de ultima geração, como sempre, a Iveco Bus focou na eficiência. 

O Magelys conta com uma série de desenvolvimentos focados em reduzir o custo operacional, e isto se mostrou primordial, fato comprovado pela aprovação do júri.

ACESSE TODAS AS POSTAGENS E SAIBA TUDO SOBRE O MUNDO AUTOMOTIVO.