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sábado, 22 de março de 2014

TESTADO PELO BLOG, O AGILE HATCH LTZ MOSTROU-SE UM COMPACTO MUITO AGRADÁVEL, FAZENDO JUS AO NOME NO TRÂNSITO DA CIDADE E MUITO CONFORTÁVEL. A DIRIGIBILIDADE FICA MELHOR GRAÇAS À ALTURA DO BANCO, OFERECENDO UMA VISÃO EXCELENTE. O DESEMPENHO DESTE CHEVROLET É COMPATÍVEL COM SEU MOTOR 1.4 DE 102 CV, QUE GARANTE BONS ARRANQUES E MOSTROU-SE MUITO ECONÔMICO MESMO ABASTECIDO COM ETANOL, É UM CARRO QUE RECOMENDO. CUSTA DE R$ 44.090,00 A R$ 48.640,00.

Texto e fotos: Arnaldo Moreira

Hoje, o Blog tem a satisfação de apresentar a opinião sobre o Agile LTZ, um carro que se esperava que sairia de linha, mas que a Chevrolet decidiu aprimorar, interna e externamente, dar-lhe linhas mais modernas e oferecê-lo, digamos, numa nova geração e acertou.


O Agile é um compacto hatch muito agradável de dirigir, faz jus a seu nome, mostrando agilidade no trânsito do Rio de Janeiro, um bom nível de conforto e tem um comportamento compatível com o que oferece, na estrada. Confesso que gostei do carro.


O banco alto do motorista agrada bastante, principalmente às mulheres, dá uma sensação de maior domínio na direção. O volante 
de base achatada tem uma excelente pegada.



Para evitar que o motorista tenha de desviar a atenção para ligar som, trocar as estações do rádio e atender o telefone, o volante tem do lado direito os comandos desses equipamentos.

Do lado esquerdo no volante estão os controles do chamado piloto automático da velocidade de cruzeiro (cruise control), muito úteis nas áreas controladas por radares.



O Agile LTZ tem computador de bordo, acendimento automático dos faróis, rádio com CD/MP3 player, leitor USB, Bluetooph, reconhecimento de voz e discagem automática do celular. 



O carro oferece pelo seu design uma visibilidade externa perfeita, tem uma boa altura para enfrentar os quebra-molas sem raspar o assoalho no chão.

O nível de ruídos externos é baixo no habitáculo. O reparo que faço é em relação ao som do motor que podia ser menor, pois torna-se perceptível quando a aceleração é mais alta.


O carro ficaria perfeito com a colocação de manta isolante na chapa que separa o motor do habitáculo e no capô. Resolveria o problema e tornaria o Agile muito mais confortável e agradável.



Os bancos, tanto da frente quando o traseiro, são bastante confortáveis e o espaço para as pernas, na frente e atrás, é generoso.

A suspensão do Agile é particularmente macia, mas segura e absorve silenciosa e perfeitamente os efeitos dos desníveis do asfalto e os buracos comuns nas ruas da Cidade Maravilhosa.




O Agile, apesar de ser um compacto hatch, tem um porta-malas de 327 litros que aumenta sua capacidade para cerca de 600 litros com o banco rebatido.
Transmissão macia
A versão testada foi o Agile LTZ, com câmbio manual de cinco marchas. Trata-se de uma transmissão F1X com um novo conjunto de sincronizadores triplo e duplo cones, que assegura trocas macias e mais esportivas

A marcha a ré agora é sincronizada e para o seu engate é necessário apertar o botão existente na manopla, o que impede que o motorista a troque pela primeira.

A agradável condução do Agile hatch deixou clara a certeza de que este carro equipado com o câmbio automatizado Easytronic de segunda geração, torna a direção na cidade muito mais agradável.


Neste caso, a transmissão conta com o seletor de marchas “Paddle Shifts”, atrás do volante possibilitando as trocas de forma mais esportiva. 



Baixa rotação com torque elevado
A GM explicou que o Agile mantém o consagrado motor Econo
Flex 1.4L, que desenvolve 102 cavalos a 6000 rpm e 13,5 kgfm de torque a 3200 rpm quando abastecido com Etanol. Oferece 90% do torque máximo disponível de 2.300 a 6200 rpm, ou seja, elevado torque em praticamente toda a faixa de rotação do motor.

Pude constatar que o Agile é um carro econômico. Abastecido com etanol, o carro rodou 389 km durante o teste, consumindo 3/4 do tanque de 54 litros, o que deu uma média em torno de cerca de 10 km por litro. 


Dados da GM apresentam níveis de consumo satisfatórios, que condizem com os resultados do teste do Blog: com álcool o consumo indicado na cidade é de 8,4 km/h, na estrada 9,5 km/l e um misto estrada/cidade, 11,2 km/l. 

Já com gasolina a montadora aponta 12,1 km/l, na cidade, 13,7 km/l, na estrada e média de 13,7 em trechos mistos.

Agradável à vista


O Agile ganhou uma nova frente que se destaca pelos novos faróis, como a grade e o para-choques redesenhados. 


Como na frente, a traseira recebeu novos para-choques e lanternas.

Além disso o compacto conta com novos mostradores, novos grafismos e molduras no painel. 
Os detalhes de algumas em acabamento cromado deram um bom aspecto ao carro. 



Complementando as mudanças de acabamento interno os bancos e painéis de porta receberam a aplicação de novos tecidos.

Tenho de elogiar também o tipo de saídas do ar condicionado totalmente giratórias que permitem motorista e carona não receber desagradavelmente o vento na cara

A GM revela que o Chevrolet Agile LTZ 2014 está disponível em 10 cores: Branco Summit, Prata Switchblade, Preto, Bege Desert, Vermelho Pepper, Verde Lotus, Cinza Rusk, Azul Infinity, Vermelho Chili. Além destas, estreia a novíssima cor Azul Aquamarine.


Preços 
O Agile LTZ é oferecido em quatro versões:

Câmbio Manual, por R$ 44.090,00;

Com câmbio automatizado e palhetas para trocas de marchas esportivo, o valor passa para: R$ 46.590,00;

Effect com câmbio manual: R$ 46.840,00

Effect com câmbio automatizado com palhetas para trocas mais rápidas, atrás do volante: R$ 48.640,00. 





Especificações Técnicas

Chevrolet Agile LTZ 1.4 econoflex 
Modelo: Agile 1.4 Econo.Flex
Carroceria/motorização: Hatchback 5 passageiros, quatro portas, motorização dianteira, tração dianteira
Construção: Aço galvanizado nos painéis exteriores
Fabricação: Rosario, Argentina

Motor 
Modelo: N14YF
Disposição: Transversal
Número de cilindros: 4 em linha
Cilindrada (cm 3): 1.389
Diâmetro e Curso (mm): 77,6 x 73,4
Válvulas: SOHC, duas válvulas por cilindro
Injeção eletrônica de combustível: M.P.F.I. (Multi Point Fuel Injection)
Taxa de compressão: 12,4:1
Potência máxima líquida (ABNT NBR 5484 – ISO 1585): Álcool: 102 cv a 6.000 rpm Gasolina: 97 cv a 6.000 rpm
Torque máximo líquido
(ABNT NBR 5484 – ISO 1585): Álcool: 13,5 kgfm (132 Nm) a 3.200 rpm Gasolina: 13,2 kgfm (129 Nm) a 3.200 rpm
Combustível recomendado: Gasolina comum e/ou Álcool hidratado 

Rotação máxima do motor (rpm): 6.300
Bateria: 12V, 42 Ah
Alternador: 60 A (90 A com ar-condicionado)


Consumo NBR 7024 (km/l) 
                Cidade   Estrada   Média 
Gasolina:    12,1        16,2        13,7 
Álcool:          8,4        11,2          9,5

Transmissão
Modelo: F15-5 CR manual de cinco velocidades 
sincronizadas à frente  

Relação de marchas:
Primeira: 3,73:1
Segunda: 2,14:1
Terceira: 1,41:1
Quarta: 1,12:1
Quinta: 0,89:1
Ré: 3,31:1
Diferencial: 3,94:1

Chassis/suspensão 
Dianteira: Independente McPherson, molas helicoidais, amortecedores telescópicos hidráulicos pressurizados a gás, barra estabilizadora.

Traseira: Semi-independente com braços oscilantes, molas tipo barril com diâmetro variável, amortecedores telescópicos hidráulicos pressurizados a gás

Direção: Hidráulica, pinhão e cremalheira
Direção redução: 16:1
Direção número de voltas
(batente a batente)
: 2,77
Diâmetro de giro (m): 10,65

Freios
Tipo: Discos ventilados dianteiros, tambor traseiro
Disco diâmetro x espessura (mm): Dianteiro: 236 x 20; traseiro 200 x 20

Rodas/Pneus


Roda tamanho e tipo: 15 x 6 (Opcional: Liga leve)
Pneus: 185/60R15

Dimensões
Distância entre eixos (mm): 2.543
Comprimento total (mm): 3.996
Largura carroceria (mm): 1.683
Largura total (mm): 1.939
Altura (mm): 1.474
Bitola (mm): 1.435 

Altura mínima do solo (mm): 160
Peso em ordem de marcha (kg): 1.032 (1.075 com ar-condicionado)
Distribuição de peso (% dianteira/traseira): 60/40 (61/39 com ar-condicionado)
Coeficiente de penetração aerodinâmica (Cx): 0,371.

Capacidades
Porta-malas (litros): 327 
Carga útil (kg): 425 

Tanque de combustível (litros): 54 

Óleo do motor (litros): 3,25 (3,5 com o filtro)
Sistema de refrigeração (litros): 5,5
Sistema de partida a frio (litros): 0,5

Desempenho 
Velocidade máxima (km/h): Álcool: 166 Gasolina: 165 

Aceleração 0 a 100 km/h: Álcool: 12s5 Gasolina: 13s

Equipamentos de série LTZ:
§ Rodas aro 15 polegadas de alumínio
§ Direção hidráulica
§ Banco do motorista com ajuste de altura
§ Sistema de ventilação com ar quente




§ Limpador/desembaçador do vidro traseiro
§ Computador de bordo
§ Piloto automático




§ Faróis de neblina
§ CD/MP3 com Bluetooth ®, USB e Auxiliar In/Input
§ Travas elétricas nas portas
§ Vidros elétricos dianteiros e traseiros
§ Alarme
§ Coluna de direção com ajuste de altura




§ Banco traseiro 40/60 com encosto rebatível e Banco dianteiro com encosto reclinável
§ Banco dianteiro do passageiro com encosto    reclinável





§ Espelhos retrovisores com acionamento          elétrico.
§ Ar-condicionado
§ Airbag duplo
§ Freios ABS




§ Lanterna de neblina
§ Vidros traseiros com acionamento elétrico e 




abertura de um pouco dos vidros dianteiros para evitar a pressão durante o fechamento das portas.





quinta-feira, 20 de março de 2014

UMA MOTOCICLETA R 1200GS DEIXOU, ONTEM A LINHA DE MONTAGEM DA BMW MOTORRAD COM O NÚMERO 500.000.


Munique/Berlim/ São Paulo, 20 de março de 2014 - A motocicleta de número 500.000, da linha GS com o motor bicilíndrico, deixou, ontem, a linha de produção – uma BMW R 1200 GS. 

As motocicletas têm sido fabricadas para o mercado mundial em Berlin-Spandau desde 1969 e, em 1980 o modelo GS com motor boxer da BMW Motorrad, também.

No outono de 1980, a BMW Motorrad apresentou a R 80 G/S, uma motocicleta que combinava as qualidades para duas áreas muito especiais de uso: on e off-road. 

O que começou com 798 cc de cilindrada e 50 hp de potência, se desenvolveu em uma enduro de passeio fascinante e de alta tecnologia na forma da R 1200 GS com 125 hp e 1.170 cc durante um período de três décadas. 

Além disso, foi acrescentada a mais moderna tecnologia de suspensão e sistema de regulagem eletrônico como ABS, controle de tração ou suspensão semiativa.

Este desenvolvimento contínuo e acima de tudo consistente dos modelos BMW GS com motor boxer é a principal razão de sua consolidação entre as enduros de passeio mais vendidas do mundo.

"Ao combinar as qualidades on e off-road, a BMW Motorrad criou uma nova categoria de enduro de passeio com a R 80 G/S. A GS com motor de dois cilindros opostos tornou-se sinônimo para este seguimento. Os talentos excepcionais dos modelos GS com motor boxer – dinâmicas de condução, qualidades off-road, conforto e resistência – têm sido constantemente nutridos, desenvolvidos e transferidos de maneira muito bem sucedida a outras séries de modelos da BMW Motorrad", omenta Stephan Schaller, presidente da BMW Motorrad.

FORD LANÇA GUIA DE BOLSO PARA FACILITAR O USO PRÁTICO DA TECNOLOGIA DISPONÍVEL A BORDO DO NOVO FOCUS. ENTRE OS ITENS APRESENTADOS NO LIVRO - QUE ESTÁ DISPONÍVEL NO SITE DA MONTADORA - O PROPRIETÁRIO E/OU MOTORISTA DO NOVO MODELO ENSINA COMO MEXER COM OS SISTEMAS SYNC E ADVANCE TRAC, A CHAVE COM SENSOR DE PRESENÇA, ENTRE OUTRAS.


A Ford lançou um guia de bolso com orientações sobre o funcionamento das tecnologias disponíveis no Novo Focus. 

O objetivo é facilitar o uso prático, de forma rápida e simples, de todos os recursos disponíveis no modelo da Ford, hoje um dos mais completos do mercado brasileiro. 


O Guia de Bolso do Novo Focus está disponível para consulta e download no site da Ford, dentro das páginas do Novo Focus Hatch e Sedan 

(http://www.ford.com.br/carros/novo-focus-hatch e http://www.ford.com.br/carros/novo-focus-sedan.


Entre os 22 itens abordados no caderno estão o sistema de estacionamento automático, o sistema de conectividade SYNC, a chave com sensor de presença, o sistema AdvanceTrac, o aviso de pressão baixa dos pneus, o ar-condicionado automático e digital, o ajuste de altura do facho dos faróis, os espelhos retrovisores com rebatimento elétrico, o sensor de chuva, o computador de bordo e o piloto automático.

“O Novo Focus é referência em qualidade e dirigibilidade, com tecnologias inovadoras não encontradas em outros veículos do segmento. Criamos esse guia junto com os times de Serviços e Engenharia para orientar os proprietários a aproveitar todos os recursos que o carro oferece”, diz Adriana Carradori, gerente de Marketing do Produto da Ford.


O guia abre com o sistema de partida dos motores flex, que dispensa o tanque adicional de gasolina: sistema eletrônico Easy Start no motor 1.6 Sigma TiVCT Flex e injeção direta de combustível no motor 2.0 Duratec Direct Flex. 

O Novo Focus tem também um sistema de segurança que só permite ligar o motor quando se pressiona o pedal da embreagem na versão com transmissão manual, ou o pedal do freio na versão automática PowerShift, com a alavanca na posição P ou N.


O caderno explica também os três modos de condução da transmissão automática sequencial PowerShift, com seis velocidades e dupla embreagem: D para economia de combustível usando as seis marchas; S para condução mais esportiva usando até a quinta marcha; e SelectShift com trocas manuais.

O sistema de estacionamento automático, que identifica vagas paralelas e faz o giro do volante automaticamente enquanto o motorista controla o freio, acelerador e transmissão, seguindo as orientações na tela, é assunto de outro capítulo.


Há também seções que ensinam a sincronizar o celular e utilizar os comandos de voz do sistema de conectividade SYNC, acessar as funções na tela do computador de bordo, ativar e ajustar a câmera de ré, usar o controle individual de temperatura do ar-condicionado automático e digital para motorista e passageiro, ajustar a altura do facho dos faróis, ativar e comandar o limitador de velocidade.

As demais seções abordam o travamento/destravamento e partida do carro usando a chave com sensor de presença, a abertura global das portas, vidros e teto solar, o assistente de partida em rampas, os sensores de estacionamento dianteiro e traseiro e o Ford Ecomode, tela que indica se o motorista está dirigindo de maneira eficiente para economizar combustível.


A TOYOTA QUE ACABA DE SER CONDENADA NOS ESTADOS UNIDOS E UMA MULTA DE US$ 1,2 BILHÃO POR TER ILUDIDO OS CONSUMIDORES FAZENDO PROPAGANDAS ENGANOSAS E OMITINDO PROBLEMAS DE SEGURANÇA EM VEÍCULOS DE SUA FABRICAÇÃO, NO CASO DA ACELERAÇÃO INVOLUNTÁRIA QUE ACONTECIA COM SEUS CARROS, ACABA DE LANÇAR O NOVO COROLLA E MOSTRA "ALGUMA CRIATIVIDADE" PARA JUSTIFICAR AUMENTO DO PREÇO DO MODELO EM RELAÇÃO AO ANTERIOR. MAS, FERNANDO CALMON EXPLICA MELHOR.

Alta Roda 

Nº 776 — 20/3/14 

Fernando Calmon


DISCUSSÃO ESTÉRIL

Afinal, por que se discute tanto o preço da nova geração do Corolla (11ª no mundo e a 4ª aqui)? 


De fato, o carro que já está nas concessionárias ficou mais caro.

Basta ver os porcentuais de aumento para as três versões: GLi, 2,6%; XEi, 3,5% e Altis, 7%; começa em R$ 66.570 e vai a R$ 92.900. 

A versão de topo, realmente, oferece pouco em relação aos concorrentes diretos.

Por via das dúvidas, na apresentação à Imprensa, a Toyota exibiu outra conta relativa aos preços. 

Segundo ela, o GLi subiu R$ 800, porém equipamentos adicionais e inexistentes na versão anterior custam R$ 4.000,00; no XEi, R$ 1.800 e R$ 6.000, respectivamente; no Altis, R$ 2.500 e R$ 8.000. 

Tentou mostrar ter cobrado menos do que poderia em um modelo inteiramente novo, maior, mais seguro e econômico, fabricado no Brasil, apenas nove meses depois de lançado em outros mercados.

Problema dessa contabilidade é a existência, quase sempre, de alguma “criatividade”. Os fabricantes costumam esquecer de colocar na conta a retirada de alguns itens existentes no modelo anterior ou nos concorrentes. 

No XEi, por exemplo, que responde por quase 2/3 das vendas, sumiram a iluminação para o espelho de cortesia do passageiro e o rebatimento elétrico dos espelhos externos.

Um dos destaques do novo Corolla está na ousadia do estilo, fugindo do cansativo padrão clássico. 

No interior fica menos evidente, embora os 10 cm a mais de distância entre-eixos façam grande diferença para quem senta atrás. 

Alguns materiais internos melhoraram, mas ainda há parafusos aparentes, relógio mal posicionado no painel e pouco cuidado no acabamento menos visível, como as pequenas alavancas de abertura mecânica das tampas do porta-malas e do tanque. Volume do porta-malas não mudou: bons 470 litros.

Novo câmbio automático CVT, de sete marchas virtuais, conseguiu algo incomum: melhoria de desempenho atribuível quase exclusivamente a ele. 

No motor de 2 litros, etanol, aceleração de 0 a 100 km, em 9,8 s e retomada de 80 a 100 km/h, em 3,4 s, indicam significativa melhora de 15% e 27%, respectivamente, pelos dados de fábrica. 

Embora o Corolla, na versão com motor de 1,8 L, etanol e câmbio automático tenha ficado 10% mais econômico no ciclo urbano, essa diferença é de apenas 1% no ciclo rodoviário. Isso se deve à alteração do método de medição do programa de etiquetagem do Inmetro.

Distância de frenagem a 100 km/h diminuiu 14%, para 51,6 m, nada de algo brilhante. 

Mudança sutil, porém perceptível ao guiar, é a melhor angulação (mais vertical) do volante. 

Suspensões parecem um pouco mais macias e o para-choque mais baixo pode raspar em lombadas. 

Nível de ruído interno caiu 4% graças ao para-brisa acústico e ao novo pacote fonoabsorvente.

A Toyota confia que o carro receberá cinco estrelas (nota máxima) no próximo teste de colisão do Latin NCAP. 

São injustificáveis ausências de controle eletrônico de trajetória (ESP) e de assistência adicional aos freios. 

Pena também que teto solar e rodas de liga leve de 17 polegadas não estejam disponíveis.

Em resumo, com ou sem preço, o Corolla deve recuperar a liderança do segundo segmento mais disputado no Brasil, o de sedãs médios-compactos. E por mais méritos agora do que antes.

RODA VIVA

MERCADO continua a andar de lado. Só no final do mês poderá se ter ideia melhor, embora o primeiro bimestre de vendas, em 2014, haja sido recordista. 

Média diária de comercialização continua a apontar acomodação preocupante, refletida no tráfego de clientes nas lojas. 

Estoques totais subiram de 31 para 37 dias, de janeiro para fevereiro.

VIDA ficará ainda mais difícil para os tradicionais quatro fabricantes. Soma de participações de mercado de Fiat, Ford, GM e Volkswagen, mês passado, baixou pela primeira vez de dois terços do total: exatos 66,65%. 

Tendência natural e, assim, o consumidor pode esperar mais ofertas. Até mesmo a volta da troca com troco, porém com entrada e menos prestações.

OFERECER carros de baixo custo em mercados emergentes é desafio e tanto para marcas com apego ao rigor construtivo. 

Na China, por exemplo, de custo-país muito competitivo, VW enfrenta dificuldade para projetar e fabricar um modelo acessível na faixa de 8.000 euros (R$ 26.000), sem impostos. O up! 2-portas aqui parte de R$ 27.000, com impostos.

LAND ROVER não se acomodou em razão da boa aceitação do Range Rover Evoque. 

Já está no Brasil versão com câmbio automático de nove marchas que visa à economia de combustível, além de conforto superior em termos de suavidade de trocas e silêncio a bordo. 

Preço parte de R$ 192.000, bem salgado, mas não parece intimidar clientes.

NA OUTRA ponta, a de custo muito baixo, o Chery Tiggo (chinês, montado no Uruguai e dispensado de impostos mais pesados) pela primeira vez dispõe de câmbio automático. 

Nenhum SUV compacto chega ao seu preço de R$ 57.990 nessa condição. 

Apesar do motor de 2 litros, esse câmbio de quatro marchas acaba por prejudicar o desempenho de forma severa.
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fernando@calmon.jor.br e www.twitter.com/fernandocalmon

PROPRIETÁRIOS E FÃS DO FAMOSO FORD MUSTANG DE VÁRIOS PAÍSES, INCLUSIVE DO BRASIL, VÃO REUNIR-SE AOS MILHARES, PARA COMEMORAR MEIO SÉCULO DE VIDA DESTE QUE SE TORNOU UM ÍCONE AUTOMOTIVO E AUTOMOBILÍSTICO E SONHO DE CONSUMO NO MUNDO. OS ENCONTROS SERÃO NOS AUTÓDROMOS DE LAS VEGAS E DA CAROLINA DO NORTE. VEJA COMO PARTICIPAR.


A Ford está promovendo, em Las Vegas e na Carolina do Norte, uma grande festa de comemoração oficial dos 50 anos de vida - muito bem vividos - do famoso e histórico Mustang. 



Os importantes eventos ocorrerão entre os dias 16 e 20 de Abril quando duas caravanas de Mustangs seguirão rumo aos Autódromos de Charlotte, na Carolina do Norte, e de Las Vegas, no estado de Nevada, onde simultaneamente os participantes se encontrarão.


Os 50 anos do carro, que ostenta na grade dianteira o cavalo do mais puro sangue, estão mobilizando milhares de fãs e proprietários desse ícone mundial automotivo e automobilístico com valiosa participação nas pistas de corridas, não apenas nos Estados Unidos.

A arrancada do Mustang.
Representantes de 15 países, inclusive do Brasil, já confirmaram participação e desfilarão com bandeiras das nações presentes nos eventos.


As caravanas estão sendo organizadas junto com o Mustang Clube da América, e além dos Estados Unidos e Brasil, vão reunir fãs do Mustang do Canadá, México, Austrália, Nova Zelândia, Dinamarca, Suécia, Noruega, Alemanha, França, Bélgica, Suíça, Holanda, Itália e Reino Unido. 


Os festejos já são considerados dos maiores de todos os tempos envolvendo o Mustang e são abertos a todos os aficionados, além de proprietários do Mustang e associados.

"Embora o Mustang não seja vendido globalmente, a paixão pelo carro é verdadeiramente internacional", sentencia Ronald Bramlett, diretor executivo da Comemoração de 50 anos, do Mustang Clube da América. 


"Fãs de todo o mundo estão planejando participar e compartilhar suas histórias com o Mustang. Alguns estão até trazendo o seu Mustang para os Estados Unidos para dirigir o carro nesse evento histórico", revelou.

Os eventos nos autódromos de Charlotte e Las Vegas prometem uma experiência inesquecível para o público. "O Ford Mustang tornou-se um símbolo da cultura mundial", diz Steven Ling, gerente de Marketing da Ford. "A paixão por esse carro emblemático levou a Ford, pela primeira vez, a oferecer o Mustang 2015 globalmente. Vamos apresentar o novo modelo nos dois eventos para que os fãs de todo o mundo possam vê-lo pessoalmente.”


Mais de nove milhões vendidos
O “pony car” original tem sido um grande sucesso, com mais de nove milhões de unidades vendidas até hoje. 


Desde que foi lançado na Feira Mundial de 1964, em Nova York, o Mustang tornou-se uma parte importante da cultura pop, com mais de 3.000 aparições no cinema e na televisão, além de centenas de músicas. 


O Mustang Clube da América tem sucursais em todos os continentes, exceto na Antártida, e dezenas de milhares de membros no mundo.




De 1964 a 1973, a Ford produziu quase três milhões de Mustangs em suas três fábricas nos EUA. 


Poucos sabem que o Mustang também foi montado pela Ford na Europa e América Latina e muitos deles foram convertidos para direção do lado direito na fábrica da Ford na Austrália.


Se deseja participar da comemoração de Meio Século de vida do Mustang acesse os sites abaixo, continuamente atualizados:


VOLVO LANÇA NA ÍNDIA ÔNIBUS UD, URBANOS, QUE JÁ CIRCULAM NO JAPÃO E EM PAÍSES DO SUDESTE ASIÁTICO E QUE A MONTADORA QUER EXPANDIR PARA PAÍSES EM DESENVOLVIMENTO. A MARCA TEM O PEDIGREE DA FÁBRICA SUECA.


O Grupo Volvo anunciou, ontem (19/3), em coletiva de Imprensa, na Índia, o lançamento 
da linha de ônibus UD desenvolvida especificamente para mercados em crescimento.  

Os ônibus UD oferecem aos seus passageiros uma moderna solução em transporte ao mesmo tempo em que foca nos aspectos operacionais essenciais: eficiência em combustível, confiabilidade e disponibilidade otimizada. 

Inicialmente, os ônibus UD serão comercializados no mercado indiano. A expansão para outros mercados vai acontecer nos próximos anos.

O ônibus UD, forte no Japão e nos mercados do Sudeste Asiático, foi renovado e adaptado para o mercado indiano, segundo Akash Passey, vice-presidente, das operações de ônibus do Grupo Volvo, responsável pelos mercados internacionais, inclusive a Ásia.

Ele acredita que a marca de ônibus UD expandirá a base de clientes do Grupo Volvo, melhorando a competitividade e capturando oportunidades de crescimento na Índia e outros mercados em rápido crescimento. A linha de ônibus terá modelos rodoviários e urbanos.

A nova linha de ônibus UD será desenvolvida aproveitando a rede de engenharia global do Grupo Volvo combinada a herança de confiabilidade e esmero japonesa. 

Na Índia, a nova linha de ônibus receberá o suporte da rede de distribuição do Grupo Volvo para o fornecimento de serviços e peças.

“Ao introduzir a nova linha de ônibus, oferecemos aos clientes dos mercados em crescimento um produto desenvolvido para atender suas necessidades específicas. Da mesma forma que fizemos para nosso negócio de caminhões, estamos posicionando nosso ônibus de acordo com os segmentos de clientes de modo a cobrir o máximo do mercado acessível que for possível”, explicou Olof Persson, Presidente e CEO do Grupo Volvo.

O Grupo Volvo desempenhou um papel importante no mercado indiano desde o início de suas operações em 2001. A empresa ajudou no desenvolvimento do setor de transporte público ao estabelecer um segmento de ônibus rodoviários “premium”, e desta forma redefinir a visão do público quanto a viajar de ônibus. Atualmente, cerca de 5.000 ônibus rodoviários e urbanos Volvo circulam nas ruas e estradas da Índia.

A produção dos ônibus UD terá início em Bangalore durante 2014. Os primeiros ônibus chegarão aos clientes também neste mesmo ano. Além de atender o mercado doméstico da Índia, a planta de ônibus UD no país servirá de núcleo de exportação no futuro.

O ETANOL DE SEGUNDA GERAÇÃO DEVERÁ SER UM DOS COMBUSTÍVEIS MAS COMPETITIVOS NO BRASIL E ESTÁ EM TESTES EM MOTORES MERCEDES BENZ, NA EUROPA, E CHEGA AO NOSSO PAÍS COM A INAUGURAÇÃO DA PRIMEIRA USINA, EM ALAGOAS. TARCÍSIO DIAS EXPLICA AS VANTAGENS DESSE ÁLCOOL.



MECÂNICA ONLINE®

Nº 64 — 20/ 03/2014

Emissões, economia e desempenho:
etanol de segunda geração surge como opção

Nova tecnologia aposta em baixo custo de matéria-prima e no incremento da produção para conquistar espaço
Já abordei na coluna anterior - Os desafios da agroenergia para o automóvel, a boa perspectiva do etanol como solução para o justo equilíbrio entre três pilares fundamentais: emissões (contexto social e normativo), economia (combustível e custos) e desempenho (fun-to-drive).

Um dos principais atrativos é o baixo custo da matéria-prima e ao mesmo tempo um incremento de até 45% na capacidade de produção das usinas brasileiras.

Ao aliar esta duas vantagens, o etanol de 2ª geração pretende se tornar um dos combustíveis mais competitivos do mercado nos próximos anos.

Produzido a partir da palha ou do bagaço de cana-de-açúcar, o etanol 2G já está sendo testado em motores da Mercedes Benz na Europa e chega ao Brasil ainda este ano, com a inauguração da primeira usina pela GranBio, em Alagoas.

A nova tecnologia, que é apontada por especialistas como uma das alternativas para minimizar os impactos da crise no setor, foi um dos destaques do Seminário Internacional de Biocombustíveis, realizado essa semana em São Paulo. 

Prestes a chegar ao mercado brasileiro, o etanol 2G já é realidade na Europa desde 2012. 

Em Munique, na Alemanha, a Clariant produz a partir da palha do trigo cerca de 2,5 milhões de litros do combustível de segunda geração por ano.

De acordo com o gerente da Clariant, Martin Mitchell, o uso da palha pela companhia aumentou em 50% a fabricação do etanol.

"Quatro a cinco toneladas de matéria-prima representam algo em torno de uma tonelada de etanol, o que daria para percorrer cerca de 15 mil quilômetros e representaria uma redução de 95% na emissão de CO²", explicou.

A novidade chamou atenção da Mercedes Benz, que, segundo Mitchel, fechou uma parceria com a Clariant e está realizando testes com o biocombustível em seus motores.


Aqui no Brasil, o etanol 2G será produzido a partir da palha da cana-de-açúcar, material que seria descartado pelas usinas tradicionais.

A primeira empresa deste tipo de combustível foi construída pela GranBio, em Alagoas, e está em processo de ajustes junto à ANP - que demora de 30 a 60 dias - para só então ser inaugurada. 

A usina, que custou R$ 350 milhões, terá capacidade de produzir 82 milhões de litros de etanol 2G e promete incrementar em 45% a fabricação do biocombustível.

"Estamos vivendo uma nova revolução industrial. Se na primeira nós colocamos as máquinas para trabalhar pelos homens, agora estamos colocando os microrganismos para fazer esse papel. Eu diria que aprendemos a domesticá-los a nosso favor. Eu considero, hoje, que o açúcar é o novo petróleo", disse o vice-presidente da GranBio, Alan Hitner, referindo-se ao processo de fabricação do etanol 2G com a utilização de enzimas.

Para a produção em Alagoas, o processo consiste de três tecnologias diferentes, aliadas a uma usina de primeira geração. Também foi criada um novo tipo de cana, batizada de canaenergia, que produz menos açúcar e mais fibra. 

"Essa fábrica não é só para demonstrar [a nova tecnologia]. É para dar lucro já na primeira planta", afirmou Hitner.

Para isso, a ideia é deixar o combustível mais competitivo do que o etanol de 1ª geração - que custa, em média, US$ 0.85 por litro.

Além do etanol 2G, o segundo dia do Seminário Internacional de Biocombustíveis tratou de temas como as inovações tecnológicas para a produção de biodiesel, o uso de biocombustíveis na aviação e os avanços da indústria automobilística para o uso de etanol.

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Tarcisio Dias – Profissional e Técnico em Mecânica, além de Engenheiro Mecânica com habilitação em Mecatrônica e Radialista, é gerente de conteúdo do Portal Mecânica Online® (www.mecanicaonline.com.br) e desenvolve a Coleção AutoMecânica.
E-mail: redacao@mecanicaonline.com.br

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