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domingo, 1 de janeiro de 2017

Com passagem por três países sul-americanos e saída, hoje, 1º dia de 2017, de Assunção, no Paraguai, o Rallye Dakar percorrerá trilhas ainda da Bolívia e chegará a Buenos Aires, na Argentina, dia 14. Quem estacionar em vagas de idosos e de deficientes físicos vai pagar caro: multa gravíssima e sete pontos na carteira. Com as quedas de vendas no setor, que deixaram marcas profundas no setor, empresários acreditam em crescimento de 10% nas vendas já no 1º trimestre



Coluna nº 5.316 - 1º de Janeiro de 2017
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O fundo do poço e a mola


Ditado popular garante, fundo de poço tem mola. Ou seja, há reação rápida quando se atinge o ponto mais baixo da escala. 

No caso da indústria automobilística, há anos se busca o fundo do poço e sua imaginada mola, porém, sem resultados. 

Vendas vêm caindo ano após anos, crendo fechar o ano com pouco mais de dois milhões de unidades comercializadas. Na prática, marcha à ré de 10 anos.

Há, entretanto, previsões otimistas. Da Anfavea, associação dos fabricantes de veículos, imaginando choque no fundo do poço, trava na queda e reação da suposta mola, fazendo vendas crescer em 5% ou 6%. Carlos Zarenga, presidente da GM no Mercosul, com olhar de CFO – ele é o chefe de finanças da marca no sul do continente – é mais otimista. Para ele, a mola é mais forte e reativa. 


O impacto contra a base do poço ocorrerá ao fim do primeiro trimestre, com previsível crescimento de vendas a 10% sobre os números de 2016.

Os vindos do poço
Indústria automobilística funciona olhando horizontes distantes e daí os resultados do dia são apenas componentes da conta. Influenciam investimentos, mas não os impedem. 


E por conta disto, mesmo com problemas, mercado e suas vendas devem ser aproveitados. Muitas novidades previstas para 2017.

Renault
Primeira das francesas a se mexer, terá, em fevereiro, a apresentação do Captur, SAV e mais elegante de seus produtos nacionais. 


Ficará acima do Duster e preços a partir de R$ 80 mil. Logo à frente também SAV, o pequeno Kwid, motor 1.0 de três cilindros, baixo peso para surpreender com performance e consumo. 


E início das importações do Koleos, com a mesma morfologia utilitária, entretanto com decoração refinada.


Captur, fevereiro

GM
Terá a reedição do Tracker, melhorias de meio do ciclo de vida, com implementos de estilo, frente e traseira, alteração no painel de instrumentos, e ênfase em conectividade, um dos atrativos da marca para vendas. Motor deve ser o novo 1.5 turbo, 16 válvulas, injeção direta.


Citroën

Outra francesa corre a aprontar versão de seu produto mais vendido, o bem formulado C 3. 



No caso, uso da plataforma e arquitetura mecânica vestidos com nova carroceria, a Cactus, marcada por grandes almofadas externas nas laterais.
Citroën C3 Cactus



VW
Marca alemã antecipará surgimento de nova família sobre plataforma mundial, a MQB-A0 – hoje aplicada para fazer o Golf, e Audis A3 e Q3. 


Será base para evolução de produtos ainda sem nome e, por movimento pantográfico, suceder a Gol, Voyage, Saveiro e novo SAV pequeno. 

Crê-se, Gol manter-se-á como veículo de entrada, com o novo produto em preço e posição superiores. 

Ideia para o convívio, sem usar desgastado adjetivo Novo, é batizar sucessor como Polo, bom nome mundial e o melhor dos Volkswagen pré Golf produzido aqui.


Voyage, insosso e inodoro, cederia lugar a sedã com pretensões de maior participação no mercado, e picape situar-se-á acima da posição ocupada pelo Saveiro, e abaixo do Amarok. 

Projeto é usar Saveiro contra Fiat Strada e o novo modelo como concorrente no segmento criado por Renault Oroch e Fiat Toro.


Quanto ao SAV pretensão é conter medidas para deixar espaço superior às versões de Tiguan e ter concorrente a Ford EcoSport, Nissan Kicks, Honda HR-V.

Toyota

11ª edição da série Corolla com novidade de empregar motor BMW – mesma família aplicada aos modelos de entrada da marca alemã e nos Mini. 


É acordo entre as empresas e na prática motores serão três cilindros, 1,2 e 1,5 litros de deslocamento, turbo, também opção do quatro cilindros 1.8 VVT-i Toyota.


O turbo 1.5 tracionará versão de topo e quer mudar os olhares sobre o carro, visto como carro de Uber e do tiozão careta, como a Honda fez com o concorrente Civic.


Roda-a-Roda


Papo – EUA estudam exigir veículos equipados com sistema de comunicação para falar carro-com-carro. 


Na prática, ver ante a aproximação nos cruzamentos. Ideia é reduzir acidentes pela obrigatoriedade de metade da produção norte-americana de veículos leves assim equipada nos dois primeiros anos de vigor.

Correto – Governo canadense prepara medida proibindo comerciantes de vender automóveis e comerciais leves que não atenderam a chamada de recall.


No Canadá, calcula-se um a cada seis veículos chamados não compareceram aos reparos. Aqui, a grosso modo, 50%.


Tempo – Ford sustou produção na Venezuela, a exemplo de GM, Hyundai, Mitsubishi, FCA. 

País com mau projeto de industrialização permite montagem com baixa agregação de componentes locais. 

E como o governo Maduro tomou a direção do caos, não libera moeda para pagar contas das peças estrangeiras.


Nada - Sem peças não dá para montar veículos. Ford manterá pagamento aos funcionários ociosos. Pelo visto espera mudança de governo em curto prazo.


Cautela – Em 2016, Brasil fez acordo comercial de automóveis com Colômbia e Uruguai. 

Preparava avença com o Paraguai, mas adiou a finalização. Vizinho país toca agressivo projeto de atração de indústrias de autopeças e montadoras. Tem única: monta chineses J2 JAC por representante.


Receio – Há medo nacional: facilidades podem atrair forte operação chinesa para produzir e exportar ao Brasil. Aqui as duas principais marcas, incluindo a JAC, não decolam. 

Paraguai oferece perspectivas, legislação trabalhista amena e, item fundamental esquecido no Brasil do governo PT/Dilma, segurança jurídica.


Futuro – Relação com automóveis mudará muito em breve. Precedendo elétricos, compartilhados, autônomos, haverá geração turbo nos próximos anos, 30% da frota leve. Na prática, carros e motores menores.


Caminho – Mercado de novos caiu, de seminovos cresceu. E junto a preferência por aquisição através de consórcio. Último ano, volume de adesões à poupança coletiva evoluiu 300%.


Talento – Sérgio Habib, maior revendedor Citroën do País e da JAC Motors, prepara empreendimento paralelo: central de usados para fazer negócios de venda e troca com os carros dados como entrada em suas lojas – e demais usados recebidos como parte do pagamento dos menos usados.


Trato – Assunto profissional, boas escolhas, revisão, garantia. Quer ser dos maiores do País secundando as locadoras – Localiza, Movida e Hertz -, líderes na venda dos seminovos. Habib é um talento no mercado.


Aliás, - JAC Motors criou programa de atenção aos proprietários da marca seguidores do programa de manutenção programada para os 6 anos de garantia: revisões graciosas aos 50 mil km e seus múltiplos. Válida a todos modelos JAC.


Fica – Valentino Rossi, nove vezes campeão mundial em motos, quer entrar no mundo das quatro rodas. 

Agressivo, ofereceu-se, sem remuneração, para ocupar o vago lugar de Nico Rosberg na Mercedes-Benz. Os alemães declinaram.


Fica, 2 – Montou empresa de personalização de veículos, fez acordo com a Ford, sua patrocinadora em rallyes, e produzirá 460 unidades da versão pessoal VR46 – suas iniciais + seu número mítico com base no picape Ranger.


Como – Rodas de 18”, pneus lameiros, revestimento interno em couro italiano, um descontrole na aposição de faixas decorativas. 

O toque e as iniciais custam 31 mil euros sobre os 42 mil do preço do Ranger 3.2 4x4, na Europa. Fica nas motos, Valentino.


Ranger VR46




Sanção – Mudança no Código Brasileiro de Trânsito deu mais peso à infração de estacionar em vaga para idosos ou pessoas com deficiência. Agora, é falta gravíssima e gera sete pontos na carteira. 


Educação – Cláudia Moraes, diretora da Procondutor, atuando no mercado de educação de trânsito enfatiza a necessidade de incluir, na formação dos candidatos a motoristas, a aproximação com a realidade do País.


Manutenção – Moras em cidade com céu limpo? Colha água de chuva e coloque-a no radiador do seu carro. 


Água de céu poluído é ácida e a de torneira é tratada, ambas danosas às galerias de água de circulação e refrigeração do motor. 

Use o aditivo orgânico na proporção indicada no manual do proprietário.


Antigos – Se colecionador de antigos, item mandatório. Adicione, pelo menos, um litro de aditivo orgânico utilizados pelos veículos modernos, para garantir bom fluxo, evitar ressecamento das mangueiras, preservar vedações e bomba d’água. 

Óleo solúvel é item polêmico, nem sempre amigável com as mangueiras.

Gente – Patrícia Fernandes, responsável por relacionamento com a Imprensa, deixou a Dafra, montadora manauara de motocicletas de várias marcas. 


OOOO José Ricardo Siqueira e Mariana Gutierre assumem a função. OOOO


Sheik Nasser e Toyota


Rally Dakar. Nasser vai de Toyota
Nasser Saleh Nasser Abdullah Al-Attiya, 46, do Qatar, um dos pilotos de ponta nos rallyes de longa duração e esforços extremos, conduzirá um Toyota com base HiLux na versão do Rally Dakar agora realizado no Cone Sul. Nasser, ou Saleh, como gosta de ser chamado, é um vencedor.


Aos 46 anos, primo irmão do Emir do Qatar e direito ao tratamento de Sheik, tem patrocínio da empresa aérea do País e considerado seu maior divulgador, e lastro esportivo sólido: venceu o Dakar, em 2011 e 2015; segundo lugar em 2010 e 2016, terceiro em 2014. Vitoriou em 25 etapas. 

Adicionalmente, tem medalhas olímpicas em tiro e arco e flecha. Divide participação com o francês Mathieu Baumei como copiloto no Toyota Gazoo Racing, equipe de rallyes patrocinada pela Toyota e comandada por Giniel De Villiers, vencedor do Dakar em 2009. 

Em 2016, venceram em Abu-Dhabi, Quatar, Itália, Espanha, Polônia e Marrocos, conquistando a Copa do Mundo de Rallye FIA Cross Country.


O genericamente chamado Dakar é a prova mais emblemática em resistência, contando com participação oficial ou oficiosa dos grandes fabricantes mundiais de veículos fora de estrada. Nesta edição, aproximadamente 1/3 dos competidores utilizará veículos Toyota.


Envolvimento da Toyota é grande. Sua operação sul-americana fornecerá parte da logística e 42 unidades de Hilux e SW4 para acompanhar a competição, transportando partes para reposição, 14 mecânicos da equipe e jornalistas.


O Dakar tem parte festiva de envolvimento de comunidades e envolverá três países: Argentina, Paraguai e Bolívia. 

Largada em frente ao Palácio Lopez, em Assunção, Paraguai, dia 1º de janeiro, e chegada em frente ao Automóvil Club Argentino, Buenos Aires, dia 14, após 10.000 km por trilhas demolidoras.
____________________________________edita@rnasser.com.br 

sábado, 31 de dezembro de 2016

Brasil voltou a ser o país do futuro também no setor. Futuro não se sabe realmente qual será em 2017


Coluna 
MECÂNICA ONLINE®

31 | Dezembro | 2016 



Marcas do que se foi, 

sonhos que vamos ter
Parte 1

Todos os anos surge a música que nos faz lembrar dos momentos que passamos, recordamos agora e vamos sonhar no futuro que se aproxima. 


É mais um ano que vai ficando na lembrança e deixando suas marcas na história. E não é diferente quando o assunto é automóvel, quais as marcas que ficamos e quais os sonhos que vamos ter em 2017?

Acompanhamos de perto os principais momentos de um ano difícil para o mercado como um todo, com fortes quedas nas vendas de caminhões e também de automóveis, mas a indústria sempre manteve seu otimismo para conquistar novos e mais consumidores, onde o Salão do Automóvel foi o grande momento de confirmar essa vontade.


A Mercedes-Benz do Brasil que no início do ano apresentou seus novos SUVs GLC e GLE Coupé, mostrou suas esperanças no Brasil ao completar 60 anos de presença em nosso mercado com a inauguração de uma fábrica em Iracemapólis, SP. 

A Sprinter também ganhou atualização, mas uma evolução completa ficou por conta do novíssimo Classe E.

O modelo marca a apresentação mundial de diversas inovações técnicas. Elas proporcionam uma condução confortável e segura, com uma nova dimensão na assistência ao condutor. 


Sistemas de informação, entretenimento e controle integram o conceito Intelligent Drive e oferecem uma experiência de condução semiautônoma, que já poderiam fazer parte dos sonhos que vamos ter, transformando o futuro em realidade.

Da mesma forma são exemplares a carroceria de baixo peso e os números recordes na aerodinâmica, que estabelecem os padrões de eficiência. 


A soma dessas inovações torna o Classe E o sedã mais inteligente do segmento.

A Honda apresentou no Brasil o Novo Civic Geração 10. A maior e mais extensa renovação do modelo em toda sua história resultou na criação de um automóvel mais sofisticado, espaçoso, seguro e tecnológico, com eficiência e desempenho.

Mais uma vez observamos que o futuro já se mistura com o presente. Ao desenvolver o novo Civic, os designers e engenheiros da Honda tinham como objetivo entregar um sedã mais esportivo e premium, que resgatasse as proporções mais agressivas e o porte mais atlético das gerações anteriores, com um claro avanço do design para o futuro. Eles conseguiram. O modelo é destaque por onde passa.

E nossas ruas realmente ficaram mais futuristas! Logo no início do ano a picape Fiat Toro chega esbanjando não apenas em design, mas em tecnologias, itens de série e acabamento. 


O sucesso toma as ruas brasileiras e “rouba” clientes de outros segmentos.

O Mobi também é uma das marcas de 2016. O subcompacto bem que tentou ser revelação, pegando carona na picape, mas não foi bem de crítica. Inicialmente com motorização quatro cilindros, apenas em novembro passa a ser oferecido com uma motorização renovada e muito mais eficiente, com três cilindros e inovações.

O Uno 2017 foi escolhido para estrear a nova família global de motores FIREFLY da FCA, com versões 1.0 três cilindros e 1.3 quatro cilindros. 


Pequenos mas poderosos, eles oferecem o maior torque de seus respectivos segmentos aliado a baixo consumo de combustível, além de reduzido nível de emissões.

Continuando falando sobre a FCA, a pernambucana Jeep revela um novo modelo global que faz estreia em primeira mão no mercado brasileiro. 


Veículo nacional mais tecnológico, o Jeep Compass traz itens de segurança como controle de velocidade adaptativo e alerta de colisão com frenagem automática.

Os motores 2.0 Tigershark (flex) e 2.0 Multijet II (único diesel no segmento) trazem força e eficiência, aliados a câmbio automático de 6 ou 9 marchas, que podem combinar com a capacidade off-road sem igual no segmento com o avançado sistema de tração 4x4 Jeep Active Drive Low. A boa relação entre custo e benefícios já resultam em filas de espera para o modelo.

A Volkswagen manteve sua trajetória de renovação e principalmente conectividade. Novo Gol e Novo Voyage passam a ser equipados com a família de motores mais moderna do mercado brasileiro; o motor 1.0l de três cilindros Total Flex, da família EA211, muito mais eficiente em termos de performance e economia de combustível, com melhora na eficiência energética de até 11%.

A nova Saveiro é a primeira de sua categoria com controles eletrônicos de estabilidade (ESC) e de tração (ASR), freios ABS com função off-road e controle de partida em rampa (hill hold) que proporciona mais prazer ao dirigir; freio a disco nas quatro rodas é uma exclusividade no segmento e garante muito mais precisão e segurança na frenagem.

Mas a revolução realmente acontece com o lançamento do Golf Comfortline com motor TSI Total Flex de 125 cv (92 kW) e torque de 200 Nm (20,4 kgfm), combinando com o câmbio de 6 marchas. 


Modelo é equipado com Controle de Estabilidade (ESC) e traz recursos como o Sistema de Frenagem Automática Pós-Colisão e 7 airbags. 

Mais da metade do portfólio da Volkswagen no Brasil conta com a tecnologia TSI.

O segmento de sedãs realmente foi animado em 2016. A Chevrolet lançou a segunda geração do Cruze. 


Maior, mais leve e completo, conta com a opção do inédito motor turbo Flex com injeção direta e Stop/Start, que une a potência específica de modelos esportivos e o baixo consumo de combustível de compactos populares.

Modelo traz sistemas semi-autônomos de auxílio à condução em manobras de estacionamento e em casos de saída involuntária de faixa; lista de itens de segurança agora inclui alerta de colisão e de ponto cego.

Atual líder na venda de automóveis no Brasil, a Chevrolet manteve seu ritmo constante de atualização de produtos - considerando design e tecnologia. 


Em aproximadamente seis meses, foram meia dúzia de lançamentos: Novo Cabalt, Nova S10, Novo Trailblazer, Novo Cruze, Novo Onix e Novo Prisma. Não é fácil “mexer” em time que está ganhando, mas a marca foi feliz em suas alterações.

Design do Onix foi atualizado seguindo a atual linguagem global da marca, com mudanças significativas na dianteira, traseira e no interior do carro. 


Entre as novidades o modelo ganhou direção elétrica, OnStar, MyLink com Android Auto e Apple CarPlay, sensor de estacionamento, faróis com LED, monitoramento da pressão dos pneus, entre outros.

A nova geração de motores, transmissão de seis marchas, pneus verdes e novos conjuntos de suspensão e de freios compõem o sistema ECO e resultaram na economia no consumo de combustível próximo de 18%, segundo dados da própria Chevrolet.

A Ford lançou no Brasil a Nova Ranger, introduzindo a linha também vendida na Europa, Ásia e outros mercados. 


O modelo é a primeira do segmento a vir com cinco anos de garantia. Além de design imponente, com nova grade e faróis, a Ranger ganhou um interior mais requintado e tecnologias inéditas de assistência ao motorista, como piloto automático adaptativo e alerta de colisão.

Mecânica passou por avanços nos motores 2.2 e 3.2 Diesel e 2.5 Flex, direção elétrica e controle eletrônico de estabilidade de série.

Mas talvez uma das grandes e boas novidades no mercado, principalmente para quem procura uma interessante relação entre investimento e tecnologias no mercado automotiva, combinando o futuro com o presente foi o lançamento do Fusion 2017, um carro com inteligência, performance e design marcados pela esportividade e acabamento interno de muita elegância. 


No Brasil o modelo é oferecido nas versões turbo EcoBoost de 248 cv e com motor flexível.

O novo Fusion é o primeiro da categoria a oferecer assistente de frenagem autônoma com detecção de pedestres, sistema operado por radar e sensores que ajuda a evitar atropelamentos e colisões. 


Tem ainda piloto automático adaptativo com “stop and go”, alerta de colisão com assistência de frenagem autônoma e estacionamento automático de segunda geração. 

Outro avanço é novo sistema de conectividade SYNC 3 com tela de 8 polegadas e acesso a Apple CarPlay e Android Auto.

As novidades incluem ainda a grade dianteira redesenhada com sistema de fechamento ativo, sistema similar ao usado nos carros de corrida para melhorar a refrigeração do motor e a aerodinâmica, faróis Full LED, lanternas traseiras amplas e rodas de 18 polegadas.

Também referência em carros automáticos, o Fusion traz o seletor E-shifter no lugar da tradicional alavanca de câmbio.

O ano já vai terminando, então vamos dividir o texto para manter a qualidade e começar 2017 falando do passado, mas sem nunca perder as perspectivas de futuro e presentes melhores. 


Um ótimo ano novo para todos nós e voltamos a nos encontrar no próximo dia 10! “Marcas do que se foi / Sonhos que vamos ter / Como todo dia nasce / Novo em cada amanhecer.

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Tarcisio Dias é profissional e técnico em Mecânica, além de Engenheiro Mecânico com habilitação em Mecatrônica e Radialista, desenvolve o site Mecânica Online® (www.mecanicaonline.com.br) que apresenta o único centro de treinamento online sobre mecânica na internet (www.cursosmecanicaonline.com.br), uma oportunidade para entender como as novas tecnologias são úteis para os automóveis cada vez mais eficientes.

Coluna Mecânica Online® - Aborda aspectos de manutenção, tecnologias e inovações mecânicas nos transportes em geral. Menção honrosa na categoria internet do 7º Prêmio SAE Brasil de Jornalismo, promovido pela Sociedade de Engenheiros da Mobilidade. Distribuída gratuitamente todos os dias 10, 20 e 30 do mês.
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O setor automotivo passou por maus bocados este ano. Reviu várias vezes suas metas, viu as vedas despencarem mês a mês, mas "nem tudo está perdido". Há, afinal, esperanças de uma virada a partir dos setores agrícola e de transportes que se espera que prefiram adquirir novos veículos a gastar com manutenção. Seriam bem vindos novos recursos de segurança ativa para incluir no Inovar-Auto


Alta Roda 

Nº 921 — 31/12/16

 Fernando Calmon



NEM TUDO ESTÁ PERDIDO

O difícil ano de 2016 acaba com incertezas sobre o futuro e a velha política se sobrepondo ao ambiente econômico. 

Ao olhar agora para trás é fácil concluir que houve otimismo em excesso, intervencionismo exagerado e pouca avaliação sobre o futuro. 

Esse ambiente, ou melhor, caldo de cultura levou aos equívocos do Inovar-Auto em 2012 ao prever vendas de no mínimo 4,5 milhões de unidades em 2016/2017, incluídos veículos leves e pesados.

Aquele programa errou na dose em relação aos estímulos fiscais, embora acertasse ao induzir o rápido progresso na diminuição do consumo de combustíveis dos carros. 


Tudo indica que ao final de 2017 as exigências em relação à eficiência energética serão reforçadas como devem. 

Deixou um flanco aberto sobre itens de segurança. Estes exigem prazos mais dilatados de implantação e estão em ritmo de inovação bem mais acelerado no mundo. 

Novos recursos de direção semiautônoma, monitoramento de colisões, frenagem automática seriam itens de segurança ativa bem-vindos em uma regulamentação consensual e pragmática do Inovar-Auto II.

Como as coisas não aconteceram conforme se pensava, houve aflição geral em tentar adivinhar quando se chegaria ao fundo do poço. 


Em janeiro passado, os economistas da Anfavea achavam que, em 2016, a produção e as exportações subiriam 0,5% e 8,1%, respectivamente, representando uma ajuda na preservação de empregos. 

As vendas teriam encolhimento de modestos 7,5%, um alento em relação ao tombaço de 26,6%, em 2015, frente a 2014. 

O ano avançou e a associação dos fabricantes divulgou novas previsões: -5,5%, +21,5% e -19%, respectivamente. Houve reação nas exportações, porém o mercado interno afundou mais.

Mas nem tudo está perdido. A crise na indústria automobilística – a terceira de grande profundidade em seis décadas de história – deixou lições profundas. 


Há riscos mesmo em um mercado tão promissor como o Brasil. Épocas de ótima rentabilidade se alternam com as de prejuízos recuperáveis. 

As dificuldades levaram, por exemplo, a um programa de redução de jornada de trabalho com salários mais baixos em menor proporção bancados por fundos do governo e das empresas. Tanto que foi rebatizado de Seguro Emprego.

Embora a economia tenha enfrentado uma segunda queda consecutiva do PIB (2015 e 2016) – algo não observado no Brasil desde a Grande Depressão mundial de 1930 – o ano termina com algumas referências positivas. 


A inflação que chegou a quase 11%, em 2015, deve ficar, de forma até surpreendente, dentro do teto da meta este ano (6,5%) e no centro da meta, em 2017 (4,5%). 

Vai abrir espaço para queda da taxa básica de juros (Selic) para cerca de 10% até o final do próximo ano e provável aumento de confiança.

Os juros para financiamento de veículos também podem cair, apesar de inadimplência contar mais que Selic. 


Agricultura deve crescer 15%, em 2017, o que garante 0,75 p.p. positivo para o PIB. A frota de veículos envelheceu e mais compradores talvez prefiram comprar um veículo novo a gastar em manutenção.

Anfavea só divulgará suas previsões no começo de janeiro. Esta coluna, contudo, acredita em crescimento de vendas no mercado interno de até 9% em 2017. Hora de virar o jogo.

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fernando@calmon.jor.br e www.facebook.com/fernando.calmon2


quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Ford tem novo Fiesta ´WRC para disputar o Campeonado Mundial de rali de 2017. Com 385 cv e quase 46 kgfm de torque, o Fiesta e um câmbio de sequencial de seis marchas usando embreagem multidisco


A Ford apresentou o Fiesta WRC que vai disputar o Campeonato Mundial de Rali do ano que vem, equipado com motor EcoBoost e projetado dentro das novas regulamentações técnicas da FIA. 

Baseado no novo Fiesta 2017, ele inaugura a tecnologia que será vista daqui para frente nos carros de rali do mundo.

O Fiesta WRC compartilha a mesma plataforma do carro compacto mais vendido da Europa, com um projeto totalmente novo para entregar mais força e aderência. 


Sua carroceria aerodinâmica exibe divisores dianteiro e traseiro e uma surpreendente asa traseira. Seu motor 1.6 EcoBoost especial gera 385 cv de potência e 45,89 kgfm de torque, com um ronco envolvente.

A nova caixa de câmbio sequencial de seis marchas com atuador hidráulico conta com embreagem multidisco e diferencial central ativo. 

A suspensão MacPherson com amortecedores Reiger é totalmente ajustável e o freio tem discos ventilados com quatro pistões monobloco.


Um sistema completo de aquisição de dados do chassi e do motor permite aos engenheiros realizar diagnósticos e desenvolvimento durante as provas, também exibidos em telas para o motorista e o navegador. 

A segurança foi aprimorada com uma gaiola de aço T45 soldada ao chassi e maior uso de espuma de absorção de energia, que aumentou de 60 litros para mais de 95 litros.

Sucesso nas pistas
Desde a sua estreia nas pistas o Fiesta tornou-se o modelo de maior sucesso nos ralis mundiais, com diferentes versões, como R1, R2, R5, S2000. 


Somente este ano, o Ford Fiesta R5 conquistou o número impressionante de 159 vitórias – mais do que qualquer outro carro da categoria –, além do segundo título consecutivo do Campeonato Europeu de Rali.

O novo Fiesta WRC já rodou mais de 6.000 quilômetros de testes e está pronto para enfrentar os grandes desafios do Campeonato Mundial de Rali.

"Há uma verdadeira sensação de entusiasmo em toda a equipe, e com razão, pois acredito que criamos algo extremamente especial no novo Ford Fiesta WRC”, diz Malcolm Wilson, diretor da M-Sport. 

“Posso dizer honestamente que é um dos carros mais impressionantes que já produzimos. Nenhuma despesa foi poupada e vamos começar a temporada de 2017 com o objetivo em mente de vencer", ressaltou
.

terça-feira, 27 de dezembro de 2016

Depois de entregar aos jornalistas carros com mais de 80 mil km rodados para avaliação, inclusive realizada pelo Blog - dia 15/10/16, link no final da matéria -, a JAC Motors lança programa de revisões gratuitas de 50 mil e 100 mil quilômetros. A promoção é válida para todos os modelos vendidos desde 2011. A ação é simples: o consumidor que seguir corretamente o plano de manutenção programada, realizando as revisões de 3.000 km, 10.000 km, 20.000 km, 30.000 km e 40.000 km de seu carro, ganhará a de 50.000 km sem qualquer ônus, que vale para as de 100 mil, 150 mil e 200 mil km


Prestes a completar seis anos no mercado brasileiro, no próximo mês de março de 2017, a JAC Motors reafirma o compromisso de longo prazo com seus clientes e promove uma ação inédita – e arrojada – no segmento de pós venda: revisões gratuitas em quilometragens múltiplas de 50.000 km. 


Além da própria manutenção aos 50.000 km, as revisões de 100.000 km, 150.000 km, 200.000 km e, assim, consecutivamente, não terão nenhum custo, nem mesmo a mão de obra.

Com uma alta fidelização no comparecimento às revisões, fruto, principalmente, da garantia de 6 anos, os clientes da marca serão premiados indistintamente com essa gratuidade. 

Ela será válida para toda a linha de carros de passeio (J2, J3, J3 Turin, J5 e J6) e SUV´s (T5 e T6) vendidos no Brasil, desde que o modelo tenha feito, naturalmente, as revisões anteriores.



Essa nova política de revisões sem nenhum custo começa a valer a partir de 1º de janeiro de 2017. 

Na prática, o cliente precisa ter efetuado todo o programa de manutenção preventiva (3.000 km, 10.000 km, 20.000 km, 30.000 km e 40.000 km) para ter direito a de 50.000 km. 



Depois disso, ele executa a de 60.000 km, 70.000 km, 80.000 km e 90.000 km para ganhar a de 100.000 km – e, assim, consecutivamente. 

Em média, o custo de revisões até 100 mil km vai cair 25% com a nova política de gratuidade. 



No caso do JAC T5 CVT, recém-lançado pela marca e que vem sendo um enorme sucesso de vendas, a economia para o proprietário, ao longo de 100 mil km, será de mais de R$ 1,6 mil do valor anteriormente desembolsado, reduzindo substancialmente o custo por quilômetro rodado.

“Quando estreamos em 2011 com a garantia inédita de seis anos sem limite de quilometragem, que, aliás, continua sendo exclusiva da JAC Motors, a verdadeira intenção era quebrar paradigmas no mercado automotivo. Dar gratuitamente essas revisões ao cliente é apenas mais um passo da JAC Motors em busca da excelência no pós venda”, explica Sérgio Habib, presidente da JAC Motors do Brasil.

No dia 30 de outubro, o Blog publicou a matéria de avaliação de um J3 Turim com mais de 98.000 km, que o leitor pode ler acessando no link:
http://blogdojornalistaarnaldomoreira.blogspot.com.br/2016/10/com-cerca-de-100-mil-quilometros.html


segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Quem comprar um Hyunday HB20 2016/16 Premium, automático, neste final de semana conseguirá um desconto de até R$ 7 mil. O carro pode ser comprado por R$ 57.235,00 até este sábado em qualquer concessionária da marca coreana

São Paulo, 26 de dezembro de 2016 – A rede de Concessionárias CAOA HB realiza, até este fim de semana, uma campanha com condições especiais envolvendo todas suas lojas no território nacional com descontos de até R$ 7.000,00.

O desconto de R$ 7.000,00 é válido para o modelo HB20 1.6, ano/modelo 2016/2016, Premium, automático que tem seu preço sugerido em tabela como R$ 64.235,00 e que até este sábado poderá ser adquirido por R$ 57.235,00.


A Hyundai CAOA possui ainda várias opções de catálogos para pronta entrega e em condições especiais como, por exemplo, Taxa Zero. As lojas CAOA contarão com plantão especial de vendas neste sábado, até às 14 horas.

No site www.caoa.com.br é possível verificar a loja mais próxima e outras ofertas imperdíveis. Promoção válida até 31 de dezembro de 2016 ou enquanto durarem os estoques.

sábado, 24 de dezembro de 2016

Carros produzidos por peças fabricadas por impressoras 3D serão dentro de alguns anos processos que modificarão os tradicionais meios de criar automóveis-conceito. A VW já usa essa tecnologia super avançada. Conheça melhor essa maravilha da tecnologia

    


Mecânica Online®



Impressoras 3D já são utilizadas na criação de protótipos de carros e otimização da produção

O que era apenas a ideia de uma peça automotiva, um projeto criado por meio de software e visualizado na tela do computador, se torna palpável em poucas horas, ou mesmo minutos por meio da alta tecnologia das impressoras 3D.

Os equipamentos materializam, hoje, os projetos de veículos que estão sendo desenvolvidos pela engenharia para serem lançados no futuro.

Alinhada às mais avançadas tendências mundiais de fabricação, a tecnologia de imprimir em 3D é utilizada pela Volkswagen do Brasil para fazer peças que já estão auxiliando os funcionários no trabalho de produção de automóveis: com a chegada da tecnologia 3D, o processo de fabricação dessas peças teve ganho em produtividade, tempo, qualidade e padronização, otimizando também o uso de material.


Com a missão de “tornar real” os projetos, que ainda só existem no computador, das próximas gerações de veículos da Volkswagen do Brasil, a área de Engenharia de Protótipos tem contado com o auxílio de uma impressora 3D à base de resina líquida e laser.

Essa impressora fabrica algumas peças que vão compor os protótipos, os quais precisam representar fielmente o veículo que será lançado no futuro, inclusive funcionando, pois passarão por testes, entre os quais de durabilidade e segurança (crash).

“O protótipo é o primeiro modelo físico de um projeto de automóvel. Construir o protótipo é fundamental para verificar se o projeto desenvolvido pela engenharia atende às expectativas. Ao criar o protótipo físico, é possível analisar profundamente diversos aspectos, entre os quais o encaixe das peças, a fixação, montagem e possíveis interferências”, afirma o supervisor da Engenharia de Protótipos, Francisvaldo Gomes Aires.

A impressora 3D revolucionou o processo de criação dos protótipos de veículos. Em poucas horas, ou mesmo minutos, o equipamento fabrica (imprime) peças em resina para o carro protótipo que simulam as reais, com os mesmos formatos e medidas, entre as quais faróis, lanternas, telas de som, revestimentos de colunas, saídas de ar do painel de instrumento, calotas, entre outras.


Antes de serem “impressas”, essas peças são projetadas no software Magics, no qual é possível verificar até o peso da peça, dimensão, partes vazadas, entre outras características. 

Em seguida, o projeto é enviado para a impressora 3D, a qual trabalha com uma bandeja que vai “mergulhando” no tanque de resina líquida, descendo um décimo de milímetro por vez.

À medida em que a bandeja desce, o laser ultravioleta é projetado e endurece a resina, criando as peças que vão compor o protótipo.
[box type="success" align="aligncenter" ]• Impressora 3D materializa peças que vão compor veículos protótipos, os quais reproduzem fielmente como serão os modelos Volkswagen do futuro;

• Empresa também fabrica, em impressoras 3D, peças que já auxiliam os funcionários durante o trabalho na produção;

• Com a tecnologia 3D, o processo de criação de peças teve ganhos em produtividade, tempo, qualidade e padronização, otimizando o uso de material.[/box]


“A impressora 3D otimizou a fabricação dos modelos protótipos. Como as peças em resina apresentam os mesmos formatos e medidas da futura peça real, é possível criar um protótipo perfeito, para que seja avaliado o projeto da engenharia, verificando se há necessidade de ajustes, antes de ir para a produção. Com a impressora 3D, conseguimos acelerar e otimizar a fabricação de peças para os protótipos, pois elas são feitas muito mais rapidamente e a um custo muito inferior do que se tivéssemos de fabricar peças idênticas às de um veículo de série, com os mesmos materiais, em quantidade reduzida. Uma peça pequena, que levaria semanas para ficar pronta, fazemos em um dia na impressora 3D”, completa Francisvaldo Gomes Aires. 

As peças em resina são apenas algumas das que compõem o protótipo, o qual terá a carroceria e parte mecânica, por exemplo, feitas com os mesmos materiais de um veículo de série.

A escolha pela impressora 3D também trouxe outras vantagens. O equipamento é capaz de trabalhar 24 horas por dia, além de imprimir várias peças diferentes ao mesmo tempo.

Também há ganho de qualidade e de complexidade nas peças: na impressora 3D é possível fazer detalhes que não seriam possíveis manualmente, como vazados, estilo colmeia e meio círculo. 


Quando a peça sai da máquina, basta lavar com álcool, fazer a pós-cura em luz ultravioleta e fazer o acabamento final.

Na impressora 3D também são criados dispositivos, que são peças para auxiliar os colaboradores na hora de montar o protótipo: ao apoiar esses moldes sobre a carroceria, por exemplo, é possível localizar o ponto exato para instalar um pino, um logo etc. 

O dispositivo também é usado como molde para demarcar a área de corte em peças estampadas, por exemplo, que vão compor a carroceria do protótipo.

Impressora 3D otimiza o processo produtivo atual
A Volkswagen do Brasil também utiliza a tecnologia de impressora 3D para otimizar seu processo produtivo atual. 

Logo que o equipamento chegou ao departamento conhecido como Fábrica Piloto Montagem Final, da unidade Anchieta da Volkswagen do Brasil, localizada em São Bernardo do Campo (SP), muitos funcionários quiseram visitar a área para conferir ao vivo o funcionamento da máquina tão inovadora.

Quem nunca viu a “impressão”, se surpreende: o equipamento (diferente da impressora da Engenharia de Protótipos) é abastecido por fios plásticos, os quais são aquecidos formando uma “massa”, que vai sendo depositada pela impressora, criando a peça fisicamente.

Na Fábrica Piloto Montagem Final, a impressora 3D produz dispositivos plásticos que vão auxiliar os operadores na produção dos veículos que estão em série atualmente.

Também conhecidas como chapelonas, essas peças (antes feitas manualmente) servem como moldes, os quais são apoiados sobre a carroceria para orientar os pontos exatos onde o funcionário deve, por exemplo, colar um logo, fixar o vidro, centralizar o painel de instrumentos, entre outras atividades.

“Com a impressora 3D, o processo de fabricação dos dispositivos que auxiliam os operadores na Montagem Final se tornou altamente inovador e eficiente. A impressora proporciona ganhos em produtividade, tempo de produção dessas peças e padronização, além de evitar o desperdício de material”, afirmou o Plant Manager da fábrica Anchieta, Mário Rodrigues.

Antes da impressão, as peças são criadas no software Catia, no qual o projeto é armazenado e pode receber adaptações ou melhorias contínuas. 

Agora, não é mais preciso ter a carroceria física para servir de modelo para criar os dispositivos: apenas com o projeto do veículo em computador, é possível medir e desenhar virtualmente as peças que serão “impressas” em 3D.

As medidas do carro são usadas como base; a partir daí, o programa dá liberdade para criar os dispositivos com melhor precisão, reduzindo também o tempo de produção das peças, se comparado ao antigo processo manual.

O software também oferece outras facilidades: é possível prever o tempo de impressão; a quantidade de matéria-prima necessária e regular a densidade da peça, para usar mais ou menos plástico. Também é possível reproduzir quantas peças quiser, sendo todas idênticas.

“A chegada da impressora 3D marcou o início de uma nova fase na Volkswagen do Brasil, acompanhando as mais avançadas tendências mundiais em fabricação”, completou Mário Rodrigues.

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