- A Honda está se esforçando para reduzir o custo de seu sistema híbrido de próxima geração em mais de 30% em comparação com o sistema híbrido introduzido em 2023. Ao combinar seu sistema híbrido de próxima geração com a plataforma de próxima geração e a recém-desenvolvida unidade elétrica AWD, a Honda buscará melhorar a economia de combustível do modelo híbrido de próxima geração em mais de 10% e avançar ainda mais para uma experiência de condução de alta qualidade e empolgante, exclusiva da Honda, que envolva todos os sentidos do motorista.
- A Honda está avançando, conforme planejado, no desenvolvimento de ADAS de próxima geração, com planos para lançamento no mercado em 2028. A Honda planeja aplicar sua próxima geração de ADAS em mais de 15 modelos ao longo de um período de cinco anos.
- A Honda realocará toda a capacidade excedente de suas fábricas de automóveis em Ohio para a produção de veículos a gasolina e híbridos, tornando todas as suas fábricas na América do Norte capazes de produzir modelos híbridos.
- A Honda e seu parceiro de joint venture LG Energy Solution converterão parte das linhas de produção de baterias de veículos elétricos da L-H Battery Company, uma joint venture com a LG Energy Solution, para a produção de baterias híbridas.
A Honda também aumentará o conteúdo local de ASSY (conjuntos) e componentes de motores e inversores em mais de quatro vezes o nível atual, para preparar a expansão da produção de veículos híbridos, reduzindo o risco de escassez de suprimentos e mitigando o impacto das tarifas americanas.
■ Aprimoramento da linha de produtos em cada uma de nossas regiões prioritárias
A Honda posicionou a América do Norte, Japão e Índia como mercados prioritários para sua estratégia de crescimento futuro e irá alocar estrategicamente seus recursos para esses mercados. Além das iniciativas voltadas para a América do Norte, descritas acima, a Honda buscará iniciativas no Japão, Índia e também na China, onde busca fortalecer fundamentalmente sua competitividade.
Japão:
A Honda expandirá sua linha de modelos elétricos principalmente na categoria de mini-veículos (kei car), incluindo a introdução do N-BOX EV, prevista para 2028. A partir de 2028, começando pelo totalmente novo Vezel, a Honda lançará modelos híbridos de próxima geração equipados com ADAS de próxima geração. A Honda também ampliará sua linha de alto valor agregado, incluindo a adição dos modelos Sport Line e Trail Line, alcançando vendas de veículos novos superiores às unidades atuais e estabelecendo uma base sólida de negócios no Japão.
Índia:
A Honda irá redefinir as melhores especificações que estejam bem alinhadas às características e preferências dos clientes na Índia. Em 2028, a Honda começará a introduzir modelos estratégicos voltados para o mercado indiano em duas categorias de veículos: categoria para veículos com menos de 4 metros de comprimento e categoria médio.
A Honda vai aproveitar a sólida base de seu negócio de motocicletas na Índia, que vende quase 6 milhões de unidades de motocicletas anualmente. Ao captar constantemente a demanda dos clientes que fazem upgrade de motocicletas para automóveis, a Honda buscará expandir seu negócio na Índia.
Como parte de sua estratégia, a Honda fundou a Honda Digital Innovation India, uma empresa de plataforma digital. Além disso, a Honda buscará expandir as vendas por meio de várias medidas, incluindo a utilização de sua nova empresa financeira cativa na Índia, que está programada para entrar em operação antes do final do atual ano fiscal, que se encerrará em 31 de março de 2027.
China:
Ao incorporar a velocidade esmagadora dos negócios locais, a Honda fortalecerá seus produtos e competitividade em custos por meio da utilização de componentes padrão de origem local e tecnologias locais de próxima geração, além da introdução de veículos de nova energia (NEVs) construídos sobre plataformas fornecidas por parceiros locais.
2-2. Fortalecimento profundo da estrutura de manufatura
A Honda buscará 1) redução fundamental de custos; 2) melhoria completa da eficiência do desenvolvimento; e 3) estabelecimento de uma estrutura de manufatura resiliente a mudanças em seu ambiente de negócios.
Redução fundamental de custos:
Quanto ao custo das peças terceirizadas, a Honda irá melhorar sua estrutura de custos globalmente, reavaliando os padrões específicos da Honda e utilizando proativamente componentes padronizados, além de incorporar a competitividade das empresas locais na China e na Índia.
Melhoria completa da eficiência do desenvolvimento:
Com a reavaliação completa da gestão da cadeia de engenharia, a Honda seguirá sua abordagem "Triple Half", reduzindo 1) o custo de desenvolvimento, 2) o prazo de desenvolvimento e 3) a carga de trabalho de desenvolvimento pela metade em comparação com essas áreas em 2025.
Além de melhorar a eficiência nas etapas de projeto, testes e produção inicial por meio do uso de um ambiente digital e tecnologias de IA, realizaremos a transformação do nosso processo de desenvolvimento ao reavaliar os próprios requisitos de desenvolvimento, bem como o planejamento de produtos e a gestão do desenvolvimento.
Por meio dessas iniciativas, a Honda reduzirá pela metade o tempo de desenvolvimento de produtos com pequenas mudanças de modelo, a partir deste ano fiscal. Para produtos com mudança completa de modelo, a Honda também reduzirá esse prazo pela metade, começando pelos projetos de desenvolvimento que terão início em 2028.
Estabelecimento de uma estrutura produtiva resiliente às mudanças no ambiente de negócios:
A Honda buscará melhorar a eficiência da produção em aproximadamente 20% nos próximos cinco anos, executando e alocando eficientemente investimentos em recursos em novos modelos e equipamentos.
2-3. Utilização estratégica de recursos externos
A Honda utilizará recursos externos de forma mais flexível e estratégica, incluindo a competitividade de custos e a velocidade dos negócios locais na China e Índia e componentes padrão da indústria. Quanto às baterias, não pretendemos, neste momento, internalizar completamente o fornecimento.
Em vez disso, a Honda vai utilizar totalmente as instalações da L-H Battery. Enquanto antecipa o crescimento futuro na demanda por veículos elétricos, a Honda irá melhorar a eficiência operacional ao produzir baterias para veículos híbridos, que atualmente estão em alta demanda, bem como para outras aplicações. A Honda seguirá uma estratégia de aquisição de baterias com foco na competitividade na América do Norte.
A Honda suspenderá indefinidamente o projeto de construir uma cadeia de valor abrangente de veículos elétricos no Canadá e continuará reavaliando sua estratégia de compras. Ao combinar tecnologia central desenvolvida independentemente pela Honda com recursos externos, a Honda aumentará sua competitividade em um ambiente de negócios cada vez mais incerto.
3. Direção de médio e longo prazo
A Honda continuará buscando alcançar a neutralidade de carbono até 2050 como responsabilidade de uma empresa abrangente de mobilidade. Ao avaliar cuidadosamente o ambiente de mercado e as tendências de demanda em cada região, a Honda acelerará uma abordagem multifacetada para alcançar a neutralidade de carbono, que incluirá veículos elétricos, veículos híbridos, combustíveis neutros em carbono e tecnologias de compensação de carbono.
Quanto aos veículos elétricos (EVs), a Honda continuará estabelecendo as bases para introduzir uma plataforma de hardware de EV altamente competitiva no futuro, para que esteja bem preparada para atender à demanda quando ela surgir. A Honda também seguirá com esse trabalho de base, bem como com a pesquisa e o desenvolvimento de baterias de estado sólido total.
Buscando oferecer novas experiências de mobilidade e dentro do veículo possibilitadas pelo uso ampliado de tecnologias inteligentes, a Honda aplicará seu ASIMO OS não apenas aos veículos elétricos (EVs), mas também aos modelos híbridos para aumentar o valor da mobilidade.
Quanto à arquitetura E&E, a Honda adotou uma arquitetura “baseada em domínios”, capaz de lidar com flexibilidade e diferenças específicas de cada país, mudanças nas necessidades dos clientes e nas condições de mercado, bem como com o uso de recursos externos.
Ao viabilizar um desenvolvimento altamente eficiente com uma arquitetura de software unificada, a Honda será capaz de oferecer novos valores aos clientes em tempo hábil e buscará simultaneamente flexibilidade e competitividade.
4. Direção do negócio de motocicletas
Prevê-se que o mercado global de motocicletas se expanda para cerca de 60 milhões de unidades até 2030. A Honda aumentará ainda mais sua participação de mercado e ampliará sua presença no mercado global ao introduzir produtos e otimizar sua capacidade de produção, bem alinhados às necessidades cada vez mais diversas dos clientes.
"Aumento da demanda" e aumento do valor do produto:
Para atender à demanda de clientes que estão migrando para categorias superiores de produtos de mobilidade na Ásia e na América Central e do Sul, a Honda introduzirá novos produtos de forma mais agressiva, aproveitando recursos altamente competitivos que possui na Índia e na China. A Honda se diferenciará dos concorrentes emergentes com suas tecnologias próprias e inovadoras, como o Honda E-Clutch.
Estabelecimento do sistema e da capacidade de produção:
Na Índia, que é o maior mercado para o negócio de motocicletas da Honda, a empresa planeja expandir sua capacidade anual de produção dos atuais 6,25 milhões de unidades para aproximadamente 8 milhões de unidades até 2028. As operações de produção da Honda na Índia também continuarão a evoluir como um polo exportador para mercados globais, incluindo América Central e do Sul e a ASEAN (Associação de Nações do Sudeste Asiático).
Motocicletas elétricas:
A Honda monitorará de perto as mudanças na demanda dos clientes e nas regulamentações ambientais em cada país e adotará uma abordagem flexível e ágil para lançamentos de produtos e estabelecimento das operações de produção.
5. Estratégia Financeira
Nos próximos três anos, a Honda focará em reconstruir a estrutura de negócios de automóveis. Depois, nos dois anos seguintes, com base na estrutura de negócios reconstruída, a Honda lançará novos produtos de forma flexível e ágil, colocando seu negócio automotivo em uma trajetória de crescimento adicional.
Até a conclusão do ano fiscal em 31 de março de 2029, as perdas relacionadas a veículos elétricos serão resolvidas.
Combinado com o avanço da transformação estrutural e o aprimoramento da linha de novos produtos, espera-se que a lucratividade do negócio de automóveis Honda melhore substancialmente.
Ao ampliar ainda mais isso com o crescimento dos nossos negócios de motocicletas e serviços financeiros, que já possuem uma lucratividade sólida, a Honda buscará alcançar um lucro operacional no ano fiscal superior a 1,4 trilhão de ienes, atingindo um recorde histórico.
No ano fiscal que se encerrará em 31 de março de 3031, a Honda buscará alcançar sua meta de longa data de ROIC (Retorno sobre o Capital Investido) de 10%.
Alocação de capital:
Durante o período de três anos até a conclusão do ano fiscal em 31 de março de 2029, a Honda irá realocar os recursos que havia programado para investir em veículos elétricos em veículos híbridos e controlar investimentos relacionados a veículos elétricos em um nível de aproximadamente 0,8 trilhão de ienes.
A Honda investirá 1,0 trilhão de ienes em tecnologias de software e 4,4 trilhões de ienes em veículos a gasolina e híbridos, resultando em um investimento total de 6,2 trilhões de ienes durante este período de 3 anos.
Quanto ao fluxo de caixa operacional após ajustes de P&D, a Honda espera gerar mais de 7 trilhões de ienes, excluindo perdas relacionadas a veículos elétricos, já que seu negócio automotivo retornará à lucratividade e o negócio de motocicletas mantém sua capacidade de geração de caixa.
Esse fluxo de caixa permitirá que a Honda continue fazendo investimentos enquanto gera retornos para os acionistas. Na conclusão do ano fiscal em 31 de março de 2030, a Honda avaliará cuidadosamente as tendências de demanda por veículos elétricos e tomará decisões sobre investimentos em veículos elétricos. A Honda irá melhorar ainda mais a eficiência dos investimentos ao aproveitar proativamente recursos externos sem se concentrar excessivamente na internalização dos recursos.
Retornos para os acionistas:
A Honda manterá pagamentos de dividendos estáveis e contínuos, com um DOE alvo de 3%.
6. Avanço adicional da governança corporativa:
Para assegurar a execução consistente de cada estratégia de negócios e permitir uma tomada de decisão ousada e transparente, a companhia irá reavaliar sua estrutura de governança corporativa. Especificamente, além de revisar a composição do Conselho de Administração para garantir que a maioria dos conselheiros seja independente (externa), a companhia irá revisar a composição de cada comitê e aprimorar o modelo geral de governança e o funcionamento do Conselho.
Sobre a Honda no Brasil: Em 1971, a Honda iniciava no Brasil as vendas de suas primeiras motocicletas importadas. Cinco anos depois, era inaugurada a fábrica da Honda Motos, em Manaus. Em 2026, a unidade completa 50 anos em operação e soma mais de 32 milhões de unidades produzidas, com destaque para a CG, o veículo mais vendido do Brasil que também chega ao seu cinquentenário ano de produção, reforçando seu legado como símbolo de mobilidade no país.
A fábrica ainda é responsável pela produção de motores estacionários que integram a linha de Motores e Máquinas, também composta por motobombas, roçadeiras, geradores e cortadores de grama. Para facilitar o acesso aos produtos da marca, em 1981 nasceu o Consórcio Honda, administradora de consórcios que há 45 anos é referência no mercado nacional, que faz parte da estrutura da Honda Serviços Financeiros, também composta pela Seguros Honda e o Banco Honda.
Dando continuidade à trajetória de crescimento, em 1992 chegavam ao Brasil os primeiros automóveis Honda importados e, pouco tempo depois, em 1997 a Honda Automóveis do Brasil iniciava a produção, em Sumaré (SP).
A segunda planta de automóveis da marca, construída na cidade de Itirapina (SP), foi inaugurada em 2019 e concentra, atualmente, toda produção dos modelos locais, enquanto a unidade de Sumaré se consolida como centro de produção de motores e componentes, desenvolvimento de produtos, estratégia e gestão dos negócios do grupo Honda.
Atualmente, mais de 2,5 milhões de automóveis da marca já foram produzidos em solo nacional. Durante esses anos, a empresa também inaugurou Centros Educacionais de Trânsito, de Treinamento Técnico, de Distribuição de Peças e de Pesquisa & Desenvolvimento. Estruturou uma rede de concessionárias hoje composta por aproximadamente 1.300 endereços.
Em 2014, em uma iniciativa inédita no segmento, a Honda inaugurou seu primeiro parque eólico do mundo, na cidade de Xangri-Lá (RS). O empreendimento supre toda a demanda de energia elétrica das plantas de automóveis no interior de São Paulo e do escritório na capital paulista e já permitiu a produção de 1,1 milhão de carros com energia limpa, reduzindo os impactos ambientais das operações da empresa. Em 2015, a Honda Aircraft Company anunciou a expansão das vendas do HondaJet, o jato executivo mais avançado do mundo, para o Brasil.
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