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quarta-feira, 21 de outubro de 2026

Renault 8 Gordini concept: o ícone da tração traseira chega à era elétrica


  • Há cinco anos, a Renault está explorando seus 128 anos de história para dar nova vida a alguns de seus modelos mais emblemáticos, revivendo sua época com um exemplar exclusivo. Esta reinterpretação se insere na estratégia da marca de revigorar seu patrimônio histórico, que estará acessível ao público em geral dentro de aproximadamente quinze meses, no futuro museu histórico da Renault, em Flins (França).
  • Depois de o show car R17 electric restomod x Ora Ïto, ou ainda o Renault 5 Diamant, o “art car” criado em parceria com o arquiteto e designer Pierre Gonalons, chega agora a reinterpretação moderna do icônico Renault 8 Gordini.
  • Cupê elétrico de 2 lugares com personalidade marcante, o Renault 8 Gordini Concept revisita uma lenda com um design inspirado nas competições.
  • Silhueta larga e baixa, postura radical, arquitetura com tração traseira elétrica, potência de 270 cv: tudo remete ao universo dos ralis modernos. Entre legado e contemporaneidade, seu design de linhas elegantes com inspiração “café racer” faz renascer o espírito Gordini.
  • Revelado em estreia mundial em 24 de setembro durante o desfile Renault Carwalk, o Renault 8 Gordini Concept também ficará exposto no estande da Renault do Salão do Automóvel de Paris, de 12 a 8 de outubro de 2026

Com o Renault 8 Gordini Concept, nossa intenção foi suscitar a emoção nos baseando tanto em nosso legado como em referências atuais, em um encontro entre os ícones do passado com outros do futuro.

Este exercício de estilo imagina como fazer renascer o Renault 8 Gordini em nossa época. O objetivo deste cupê é suscitar a emoção e captar a imaginação de todos os apaixonados por carros. E quando falo de emoção, não me refiro à nostalgia, mas à pura paixão pelos automóveis~.

Alexandre Malval, VP de design da Renault


Um patrimônio histórico vivo e excepcional

O Renault 8 Gordini Concept não é apenas um tributo a um ícone do automobilismo esportivo francês. Ele ilustra também a forma como a Renault revive o seu legado. Nos últimos anos, a marca está reinterpretando alguns de seus modelos mais icônicos por meio de criações únicas que promovem um diálogo entre o passado e o futuro. O Renault 8 Gordini Concept faz parte desta estratégia. Este carro-conceito vai fazer parte do patrimônio e do legado da marca ao lado de modelos históricos, arquivos e obras que serão reunidos em Flins, na França, no futuro museu dedicado à Coleção Renault, que será aberto ao público em geral dentro de aproximadamente quinze meses.

Uma lenda como modelo

Lançado em 1964, o Renault 8 Gordini oferecia as performances de um verdadeiro carro esportivo, com seu motor de 95 cv, arquitetura com motor traseiro e tração traseira, o que exigia uma pilotagem aguçada. Uma arquitetura ao mesmo tempo eficiente e delicada, que fez do Renault 8 Gordini (“o Gorde”) um formidável “carro de treinamento” para toda uma geração de pilotos, incluindo Jean Ragnotti.

Ao comercializar um derivado esportivo de um modelo de produção em série com a assinatura Gordini, a Renault também democratizou a performance uma década antes do nascimento do fenômeno GTI. E a listra dupla branca que o caracterizava se tornou emblemática.

É neste espírito que a Renault está revisitando hoje este ícone por meio de um projeto exploratório, para o grande deleite dos apaixonados por carro. 


Design ‘Made in Renault’

Ao contrário do show car R17, fruto de uma parceria entre o renomado designer Ora Ito e as equipes de design da marca, o Renault 8 Gordini Concept é uma criação 100% Renault.

O projeto começou com um concurso interno organizado pela área de Design da Renault, que despertou grande interesse das equipes internas. Mais de 300 desenhos foram apresentados espontaneamente pelos designers da marca. Todos os detalhes foram explorados, desde o estilo retro mais clássico até as interpretações mais futuristas, passando por propostas que uniam história e modernidade ou ainda silhuetas com toques de GT. Depois de uma primeira seleção entre as 300 propostas iniciais, dois projetos se destacaram e foram desenvolvidos sob a forma de maquetes em escala 2:5. Esta etapa permitiu confrontar as duas visões e produzir uma nova composição, reunindo o melhor de cada uma.


Proporções de competição

Com 4,12 m de comprimento e 1,88 m de largura, para 1,27 m de altura, o Renault 8 Gordini Concept apresenta proporções especialmente compactas e dinâmicas. Instalado sobre rodas de 19 polegadas na frente e 20 polegadas na traseira, ele conta com uma bela aderência ao solo, assim como os carros de rali atuais. A carroceria cupê com duas portas, ao contrário das quatro portas originais, ficou muito mais propulsiva, com uma parte frontal bastante agressiva, destacada pelo design em formato de “V” e seus seis faróis.

A traseira mais larga com musculatura hipertrofiada remete à presença do motor em posição traseira e a arquitetura com tração traseira que caracterizava o modelo original. A diferença é que agora o motor é elétrico, com seus 270 cv. Para acentuar ainda mais a performance do carro-conceito, a traseira também ganhou uma leve inclinação, que não é vista no modelo original.

 A silhueta característica do Renault 8 quase simétrica entre a frente e a traseira foi reinterpretada e dinamizada, firmando o carro ao solo com uma cabine mais fluida, bitolas largas, para-lamas proeminentes e rodas que chegam a 19’’ na frente e 20’’ na traseira. As rodas maiores na traseira do que na frente geram um efeito visual propulsivo, remetendo à arquitetura “totalmente traseira” que foi a assinatura do comportamento de condução divertido do modelo original.

Alexandre Malval, VP de design da Renault



Espírito “café racer”

O carro-conceito Renault 8 Gordini Concept se insere na forte tendência “café racer” do universo das motos customizadas, por meio da qual motos antigas são atualizadas eliminando componentes não essenciais e maximizando a beleza bruta dos materiais e peças mecânicas. Foi essa a estratégia que prevaleceu no design do Renault 5 Turbo 3E.

No Renault 8 Gordini Concept, isso se traduz por linhas puras e sem artifícios, mesmo quando as referências ao design do Renault 8 Gordini originais se concentram em antigas peças decorativas. Por exemplo, o antigo friso lateral cromado aparece agora integrado diretamente na carroceria, assumindo a forma de uma linha de estilo que confere tensão e parece surgir de dentro da própria estrutura. 

Além disso, várias linhas de assentamento foram removidas para ressaltar a pureza dos volumes esculpidos. Por exemplo, não há mais juntas de abertura do capô no bloco dianteiro, o qual é erguido totalmente em uma peça única, como em alguns carros de corrida.


Jogo de referências

Este carro-conceito não deve nada ao seu irmão mais velho em termos de proporções, mas vários truques ou assinaturas estilísticas foram revistas sob uma forma modernizada. 

Inspirado no Renault 8 Gordini de 1964, o nome Gordini foi finamente retrabalhado, recuperando as estrias que caracterizavam o logo original. 

Esta assinatura única é acompanhada do novo emblema ‘8’, estruturado em oito partes. Estas diferentes marcações seguem a mesma preocupação em termos de precisão e sofisticação, remetendo também às peças usinadas da época.

E como referência ao losango que ornamentava a frente de seu irmão mais velho, um brasão que presta uma homenagem ao mítico “Gorde” aparece do lado de dentro do veículo, para o deleite dos apaixonados.

Verdadeira assinatura nas laterais do modelo original, o detalhe em baixo relevo que corre ao longo da cintura da carroceria aparece também na versão modernizada, cumprindo agora uma função prática: direcionar o fluxo de ar para um novo difusor de ar. 

A forma retangular das caixas de roda também foi reproduzida, tornando o perfil do veículo ainda mais musculoso.

Desprovida de grade, a frente recorta o ar vindo graças ao formato biselado da carroceria, enquanto os faróis adicionais da versão de rali são agora integrados para formar uma assinatura luminosa global formada por seis faróis redondos, dispostos segundo o mesmo layout.

Outras referências ao modelo original incluem os retrovisores de formato ogival e a grade que se estende por toda a largura do capô dianteiro até a base do para-brisa. Além de sua contribuição funcional, a grade de aeração traseira também foi mantida por favorecer a estética.

O Renault 8 Gordini Concept reinterpreta, entre outros, os padrões visuais dos faróis originais, que foram aplicados de forma bastante gráfica. Na frente, os seis faróis redondos em 3D são encaixados na carroceria e, na traseira, os faróis são perfeitamente nivelados, tão bem que eles mal podem ser vistos quando não estão ligados. Este design sublima a assinatura icônica do carro~.

Alexandre Malval, VP de design da Renault

 A forma quadrada das caixas de rodas, herdadas do Renault 8 Gordini original, dá destaque às linhas musculosas dos para-lamas na traseira. ~

Kévin Goncalves, designer de exteriores

 O Azul de France, cor icônica do Renault 8 Gordini, foi a inspiração para a cor do carro-conceito. Ela foi reinterpretada por meio de uma aplicação em três camadas associando tinta perolada e tinta texturizada azul, ganhando profundidade e riqueza. Sob a luz, o histórico azul reaparece sutilmente nos cantos, revelando as linhas esculpidas da carroceria ~.

Thomas Altet, designer de cores & materiais


 

Listra dupla branca como guia

Originalmente decorativa e colada na carroceria, a listra dupla branca se tornou a assinatura do Gordini e passa a fazer parte da estrutura do design do Renault 8 Gordini Concept. Vários elementos são alinhados em relação a esta listra, como a grades na base do para-brisa ou os grafismos luminosos do lado de dentro dos faróis traseiros. 

A listra dupla chega adentrar o interior da cabine, prolongando-se até a parte superior do painel de instrumentos, onde passa da cor branca para a azul.

Estas listras não são elementos colados sobre a peça, mas sim elementos estruturais, que orquestram o design do carro ~.

Kévin Goncalves, designer de exteriores

 


Design interno elegante e apurado

O design interno do Renault 8 Gordini Concept reinterpreta a estética do modelo original de forma muito mais marcante. O visor do painel ainda se estende por toda a largura da cabine, assumindo a forma de uma faixa horizontal de alumínio escovado onde estão instalados os displays redondos, cujas molduras espessas remetem ao tratamento em 3D dos faróis.

Seguindo o espírito “café racer”, os materiais plásticos deram lugar ao alumínio escovado, material de que são feitos os botões e que também aparece nas superfícies maiores, criando um contraste com as áreas forradas com Alcantara®.

Com este design minimalista, nada – ou quase – distrai o motorista, cuja prioridade é dirigir. O único detalhe que provoca um apelo visual é o ponto vermelho do botão do cronômetro no centro do painel de instrumentos

O desenho dos pespontos que emolduram as portas revestidas com Alcantara® remete aos vibradores de um circuito de corridas. Já os indispensáveis bancos esportivos do tipo concha são uma referência gráfica aos bancos da época. A parte central do banco e do encosto é forrada com veludo cotelê na cor azul, se destacando visualmente do restante do banco na cor preta e remetendo aos antigos bancos planos e desprovidos de apoios de cabeça.

Vale notar que o carbono, material com o qual foi produzida a carroceria, não aparece em nenhuma parte da cabine. Os displays redondos digitais, que parecem flutuar sobre o painel de bordo em alumínio escovado, conferem um toque tecnológico à cabine, da mesma forma como a iluminação ambiente indireta, que surge por baixo do painel.

 Nós nos inspiramos no painel de bordo original do Renault 8, fazendo uma releitura de detalhes icônicos. A tradicional placa de metal com seus displays redondos foi reposicionada horizontalmente para dar sustentação e destaque a uma série de telas redondas perfeitamente alinhadas, sendo ao mesmo tempo mais moderna e elegante, criando um link com o passado.

Todo o interior e o cluster de instrumentos são ajustados em relação a uma linha de cintura fluida e envolvente, conferindo ao design uma sensação de pureza e um campo de visão perfeitamente desobstruído para o piloto~.

Stéphane Maiore, Diretor de design interno na Renault

Limitamos o número de peças na cabine e cada uma delas foi meticulosamente trabalhada e refinada. Elas fazem ao mesmo tempo parte da estrutura e da decoração. Nada é supérfluo ~.

Robin Biondi, designer de interiores

Amédée Gordini: um feiticeiro em ação

 Verdadeiro mágico da mecânica, Amédée Gordini associou seu sobrenome à Renault em 1957, com o Dauphine Gordini, cuja motorização foi aumentada de 32 cv para 37 cv. Nascia uma história de sucesso. Depois disso, o lendário Renault 8 Gordini inseriu a listra dupla branca no hall da fama das competições. Amédée Gordini deve seu apelido de “feiticeiro” à sua capacidade de metamorfosear até mesmo um pequeno motor em verdadeiro puro sangue. Para isso, ele não perdia tempo na prancheta de desenho, mas ficava bem ao lado do fresador para dizer a ele o que fazer, explicando como cortar peças específicas diretamente da matéria-prima. Depois disso, a peça finalizada era entregue ao desenhista, para que ele pudesse fazer o desenho. Uma verdadeira mágica, para qualquer engenheiro de respeito.


Renault vende o Novo Kardin Vibe com motor turbo TCe de 125 cv e 220 Nm, com design exclusivo que inclui acabamento em Shine Black e interior em tom azul, a partir de R$ 99.990





Depois de apresentar a nova versão no último mês, a Renault vende o novo Kardian Vibe em toda a rede de concessionárias do País. Resultado de um trabalho integrado da engenharia da Renault Geely do Brasil, a nova configuração recebeu aprimoramentos envolvendo redução de massa, recalibração do conjunto motriz, otimização aerodinâmica e uma nova relação final para a transmissão manual de seis velocidades. O resultado é um ganho de 6% em eficiência energética, redução de 7% nas emissões de CO₂ e melhora no desempenho em aceleração.



“Desenvolvemos o Kardian Vibe para entregar o melhor equilíbrio entre desempenho, eficiência energética e prazer ao dirigir. Com o motor turbo TCe de 125 cv, o maior torque entre os concorrentes diretos e os melhores índices de consumo da categoria, acreditamos que esta é a oferta mais completa e competitiva disponível no segmento atualmente", comenta Aldo Costa, diretor comercial Renault.



Segundo o PBEV do Inmetro, o Kardian Vibe registra 13,7 km/l na cidade e 15,3 km/l na estrada com gasolina, além de 9,3 km/l na cidade e 10,9 km/l na estrada com etanol. O índice de eficiência energética de 1,49 MJ/km também é o melhor da categoria.



Com visual exclusivo, acabamento Shine Black em diversos elementos externos e novos acabamentos internos em tom azul, a versão reforça a personalidade da linha Kardian sem abrir mão dos atributos que fizeram do modelo uma referência no segmento.



A versão Vibe mantém atributos fundamentais do modelo, como o motor turbo TCe, seis airbags de série, central multimídia com Android Auto e Apple CarPlay sem fio, assinatura luminosa 100% em LED e amplo espaço interno.



Com preço a partir de R$ 99.990, a versão Vibe é a nova opção na base do lineup. Nesta configuração, o modelo também atende aos critérios do Programa Carro Sustentável, iniciativa do Governo Federal voltada ao incentivo de veículos produzidos no Brasil com elevada eficiência energética.



Kardian Vibe – R$ 99.990

Principais equipamentos de série:6 airbags (frontal, lateral e de cortina)
Aerofólio traseiro
Antena shark
Ar-condicionado digital com função auto
Assistente de partida (HSA)
Bancos com acabamento exclusivo na cor azul
Controlador de velocidade e limitador de velocidade (CC + SL)
Controles eletrônicos de estabilidade e tração (ESP+ASR)
Faróis e assinatura luminosa 100% em LED
Multimídia com tela de 8” com Android Auto e Apple CarPlay com espelhamento sem fio
Painel com acabamento na cor azul
Regulagem manual de altura dos faróis
Retrovisores externos com ajuste elétrico
Sensores de estacionamento traseiro
Sistema de monitoramento de pressão dos pneus (TPMS)
Start&Stop
Vidro do motorista com função one-touch e antiesmagamento
Vidros elétricos para passageiros
Volante com ajustes de altura e profundidade

terça-feira, 20 de outubro de 2026

Instituto Renault reforça compromisso com a inclusão e doa Renault Master adaptado à ADFP

Em celebração ao Dia Nacional da Luta da Pessoa com Deficiência, iniciativa se soma ao aporte para projeto de reabilitação voltado a idosos com deficiência física 




Em celebração ao Dia Nacional da Luta da Pessoa com Deficiência, comemorado em 21 de setembro, o Instituto Renault anuncia a doação definitiva de um Renault Master adaptado à Associação dos Deficientes Físicos do Paraná (ADFP), instituição parceira da Renault Geely do Brasil há mais de 15 anos e referência no atendimento e reabilitação de pessoas com deficiência física no Paraná.

A iniciativa fortalece uma parceria construída ao longo do tempo. Desde 2009, a Renault Geely do Brasil já disponibilizava à entidade, por meio de comodato, veículos adaptados para apoiar o transporte de passageiros e a realização de atividades da instituição. Agora, a doação definitiva do veículo reforça o compromisso da empresa com a promoção da acessibilidade, da mobilidade e da inclusão social.

"Acreditamos que a mobilidade é um instrumento de inclusão e transformação social. Fortalecer a atuação da ADFP, nossa parceira de longa data, é uma forma de contribuir para que mais pessoas tenham acesso à autonomia, reabilitação e participação plena na sociedade. O Renault Master é o veículo perfeito para esta iniciativa, oferecendo altíssimo nível de versatilidade, conforto e segurança em todos os tipos de uso", comenta Caique Ferreira, vice-presidente do Instituto Renault.

Além da doação do veículo, o Instituto Renault também apoiou, em 2026, o projeto “Bem-estar e Melhoria dos Serviços”, da ADFP, por meio de recursos provenientes do Imposto de Renda da Renault Geely do Brasil destinados ao Fundo da Pessoa Idosa. O projeto tem como objetivo promover a melhoria da qualidade de vida de pessoas idosas com defi Em celebração ao Dia Nacional da Luta da Pessoa com Deficiência, iniciativa se soma ao aporte para projeto de reabilitação voltado a idosos com deficiência física por meio de atendimentos especializados de reabilitação, contribuindo para sua autonomia, inclusão social e bem-estar.

A iniciativa prevê o atendimento de 40 pessoas com mais de 60 anos, em situação de vulnerabilidade social ou que necessitem de reabilitação, oferecendo suporte multidisciplinar e infraestrutura adequada para o desenvolvimento de atividades de reabilitação pessoal e profissional. Entre as ações realizadas estão atendimentos para prevenção e tratamento de distúrbios da fala e audição, apoio à alimentação, mastigação, deglutição e respiração, além de acompanhamento voltado à mobilidade e ao resgate de habilidades ocupacionais.

“A parceria com o Instituto Renault é muito importante para a ADFP. Cada apoio recebido se transforma em melhores condições para atendermos nossos usuários. O veículo Renault Master mais recente, por exemplo, representa mobilidade, segurança e autonomia, permitindo que nossa equipe esteja mais próxima das pessoas que precisam dos nossos serviços. Somos muito gratos ao Instituto Renault por acreditar no nosso trabalho e fazer parte dessa história”, afirma Alexandre Salum, presidente da ADFP. 

Fundada em 1979, a ADFP atua no desenvolvimento da autonomia e independência de pessoas com deficiência física por meio de programas de reabilitação e inclusão social, oferecendo serviços em áreas como assistência social, fisioterapia, terapia ocupacional, psicologia, enfermagem, educação, esporte e cultura.

O apoio à ADFP integra a estratégia de investimento social do Instituto Renault, que busca fomentar projetos voltados à inclusão, diversidade e mobilidade sustentável, contribuindo para a construção de uma sociedade mais acessível e igualitária.

Sobre o Instituto Renault

A estratégia de Responsabilidade Socioambiental do Renault Group está incorporada ao propósito de performance e inovação da empresa. Ela contribui para a transformação da sociedade ao acelerar a transição ecológica, fortalecendo a segurança no trânsito e dos colaboradores, atuando em favor da inclusão social. Nos últimos 15 anos, já são mais de 1 milhão de pessoas impactadas.

Na Inclusão, o Instituto Renault atua por meio da educação e do desenvolvimento social, realizando movimentos para diminuir distâncias e promover transformações na sociedade.

O Instituto atua fortemente na região do entorno do Complexo Ayrton Senna, em projetos como a Associação Borda Viva, que promove segurança alimentar para crianças e empoderamento feminino por meio do empreendedorismo e da geração de renda, beneficiando mais de 115 mil pessoas desde 2002.

A tecnologia Social da Associação Borda Viva foi replicada na AMARB (Associação de Moradores e Amigos da Roseira e Borda do Campo), inaugurada em novembro de 2020, também no bairro Borda do Campo. Com foco em formações para promover a geração de renda, a AMARB formou 350 pessoas em 2025 contribuindo para o desenvolvimento local e melhoria das condições de vida.

Na Segurança no Trânsito, a Renault promove ações como o programa “O Trânsito e Eu”, de educação para a segurança no trânsito, pelo qual mais de 312 mil crianças já foram impactadas pela iniciativa e mais de 5 mil professores passaram pela formação.

Mais informações: https://institutorenault.com.br/

Sobre a Renault Geely do Brasil

Constituída em três de novembro de 2025, quando o Renault Group, a Geely Holding Group e a Geely Automobile Holdings [1] (abaixo denominadas coletivamente “Geely”) assinaram acordos por meio dos quais a Geely assumiu 26,4% da participação na Renault do Brasil.


A cooperação estratégica entre o Renault Group e a Geely no Brasil vai intensificar o desenvolvimento das marcas Renault e Geely no país, além de abrir caminho para o lançamento de novos veículos de zero e baixas emissões [3] neste mercado, no melhor nível tecnológico.


O Complexo Ayrton Senna, localizado em São José dos Pinhais, conta com cerca de 5 mil colaboradores e duas fábricas, em São José dos Pinhais (PR).

[1] Geely Auto, código na Bolsa de Valores de Hong Kong (SEHK): 0175.

[2] O Renault Group e a Geely também são parceiros na Coreia do Sul, por meio da Renault Korea, bem como por meio da Horse Powertrain Limited para motorizações híbridas de baixo carbono e motores de combustão interna.

[3] No escapamento

Sobre ADFP – Associação dos Deficientes Físicos do Paraná:

Fundada em 1979, a ADFP atua na reabilitação, inclusão e promoção da autonomia de pessoas com deficiência física, oferecendo atendimento gratuito e multidisciplinar.

A instituição reúne serviços de assistência social, fisioterapia, terapia ocupacional, psicologia, enfermagem, educação e esporte, além de atividades voltadas à inclusão social e à melhoria da qualidade de vida. Em mais de quatro décadas de atuação, já realizou mais de 300 mil atendimentos, contribuindo para que pessoas com deficiência conquistem maior independência, autonomia e participação na sociedade.

Mais informações: https://adfp.org.br/

 

VINHOS & CULTURA: Experiências no universo dos vinhos

O universo do vinho é uma verdadeira viagem sensorial, em que cada rótulo conta uma história de terroir, clima e paixão. Para explorar esse mundo complexo e fascinante, a experiência de quem vive esse universo de perto faz toda a diferença.

É com grande satisfação que anunciamos uma nova fase do conteúdo enológico no Blog do Arnaldo Moreira, agora com a consultoria do sommelier e consultor de vinhos Iago Miguel.

Com mais de nove anos dedicados a desvendar os segredos de Baco, Iago construiu sua reputação pelo conhecimento e por um trabalho de consultoria e curadoria especializada, pensado de forma individualizada.

Longe de fórmulas prontas, seu método é desenvolvido sob medida para quem busca experiências enológicas autênticas — seja para compor uma adega de colecionador, seja para escolher o vinho ideal para um jantar inesquecível.

Essa experiência ganha agora um palco ainda mais sofisticado: Iago Miguel passa a integrar oficialmente o time de especialistas da New Wine, em São Paulo. A união de sua habilidade em identificar o vinho ideal para cada paladar com a estrutura da empresa promete ampliar as possibilidades de quem deseja conhecer e apreciar a bebida com mais informação e sensibilidade.

Nas próximas publicações, Iago compartilhará dicas, recomendações e curadorias especiais, convidando os leitores a descobrir novos rótulos, entender as nuances de cada região e aprofundar seu conhecimento sobre o mundo dos vinhos.

Renault Geely do Brasil inícia produção do super híbrido Geely EX5 EM-i no País




O primeiro Geely EX5 EM-i produzido localmente no Complexo Industrial Ayrton Senna, representa um momento histórico na estratégia de globalização da Geely. A modernização tecnológica da fábrica garante a produção local dos veículos elétricos da próxima geração

Para dar suporte ao avançado ecossistema tecnológico da Geely Auto, o Complexo Industrial Ayrton Senna passou por uma ampla transformação no início de 2026. A unidade foi completamente modernizada para viabilizar a implementação industrial da avançada arquitetura GEA (Global Intelligent Electric Architecture) da Geely. Dessa forma, posiciona-se como um dos mais inovadores complexos de fabricação automotiva do Brasil, capaz de produzir todo o espectro de tecnologias de propulsão, desde motores a combustão interna eficientes e híbridos até veículos totalmente elétricos.

O Geely EX5 EM-i tem seu lançamento comercial previsto para ocorrer até final do ano. Além disso, foi confirmada a produção do Geely EX2, desenvolvido sobre a avançada arquitetura GEA, em dezembro de 2026.

Esses marcos são viabilizados pela parceria estratégica estabelecida desde novembro de 2025, criada para acelerar o desenvolvimento da marca Geely no país e localizar a produção de tecnologias de baixa e zero emissões para os consumidores do Brasil.

Ariel Montenegro, presidente e CEO da Renault Geely do Brasil, declarou:

“O início de fabricação do primeiro veículo Geely no Brasil é um momento histórico para a marca Geely e, também, para a Renault Geely do Brasil. Agradeço a todos os colaboradores que tornaram esta realização possível. Este é mais um passo importante para acelerar o crescimento da marca Geely no nosso país.”

Jianjun Chen, diretor comercial da Geely do Brasil, declarou:

“Estamos iniciando uma nova fase da Geely no Brasil, que reforça o nosso compromisso com o país e com nossa estratégia de longo prazo no mercado local. A produção no Complexo Industrial Ayrton Senna, somada à ampliação da nossa rede de concessionários, são mostras claras de que o Brasil é um país-chave na estratégia global da marca. Chegamos no Brasil, estamos investindo no país e vamos construir uma longa e valiosa trajetória com o consumidor brasileiro! Isso é só o começo!”


COLUNA MECÂNICA ONLINE® / Porquê os chineses estão obrigando a indústria automotiva a mudar?



COLUNA MECÂNICA ONLINE®

Tarcisio Dias

20 | OUTUBRO | 2026


Carros chineses: por que eles estão

obrigando a indústria automotiva a mudar?

Preço competitivo abriu as portas, mas baterias, software, escala industrial, velocidade de desenvolvimento e uma cadeia de fornecedores integrada explicam por que as fabricantes chinesas deixaram de ser coadjuvantes para pressionar algumas das marcas mais tradicionais do mundo.

Durante anos, automóvel chinês foi associado principalmente a preço baixo. Essa explicação já não é suficiente. A China construiu uma indústria capaz de desenvolver carros rapidamente, dominar tecnologias estratégicas, produzir baterias em enorme escala e oferecer equipamentos que muitas concorrentes ainda cobram à parte.

No Brasil, o resultado já aparece nos emplacamentos, nos investimentos em fábricas e até nas estratégias de fabricantes tradicionais. Mas existe outro lado dessa transformação: preço de revenda, peças, pós-venda, confiabilidade e sobrevivência das próprias marcas ainda precisam passar pelo teste do tempo. Afinal, estamos diante de uma vantagem temporária ou de uma nova ordem na indústria automotiva mundial?

Durante décadas, o consumidor brasileiro acostumou-se a enxergar a indústria automobilística mundial por alguns grandes polos.

Japão significava Toyota, Honda, Nissan, Mazda e Mitsubishi. A Coreia do Sul avançou com Hyundai e Kia. A Alemanha representava Volkswagen, Mercedes-Benz, BMW, Audi e Porsche. Estados Unidos, França e Itália completavam esse mapa tradicional.

A China aparecia muito mais como fornecedora, fábrica ou mercado consumidor do que como referência automotiva global.

Essa realidade mudou.

Hoje nomes como BYD, Geely, Chery, GWM, SAIC, Changan, OMODA, JAECOO, Leapmotor e XPeng fazem parte de uma transformação que deixou de ocorrer apenas dentro da China.

Os automóveis chineses avançam pela América Latina, Europa, Oriente Médio e Sudeste Asiático, combinando preços competitivos com grande quantidade de equipamentos, eletrificação e ciclos rápidos de desenvolvimento.

E o Brasil tornou-se um dos mercados onde essa mudança pode ser observada com maior clareza.

Não é mais apenas uma questão de preço

A explicação mais fácil seria afirmar que os chineses estão crescendo porque seus carros são baratos.

Existe alguma verdade nisso, mas a análise fica incompleta.

O consumidor passou a encontrar veículos chineses com grandes centrais multimídia, painéis digitais, câmeras de alta resolução, teto panorâmico, bancos elétricos, sistemas avançados de assistência ao motorista e diferentes níveis de eletrificação por preços que frequentemente pressionam produtos tradicionais.

Esse conteúdo produz uma percepção imediata de valor pelo dinheiro.

Quando dois automóveis possuem preços semelhantes e um deles apresenta uma lista de equipamentos significativamente maior, a comparação na concessionária pode favorecer aquele que entrega mais recursos visíveis.

Mas existe algo muito mais profundo acontecendo por trás dessas telas e equipamentos.

A China construiu escala industrial

Produzir milhões de automóveis reduz custos.

Produzir milhões de baterias também.

A China desenvolveu durante anos uma extensa cadeia de fornecedores de células, componentes eletrônicos, motores elétricos, semicondutores, matérias-primas processadas e equipamentos industriais.

Esse ecossistema cria uma vantagem difícil de reproduzir rapidamente.

Segundo o Global EV Outlook 2026, da Agência Internacional de Energia, quase 22 milhões de carros elétricos foram produzidos mundialmente em 2025, e a China respondeu por aproximadamente três quartos dessa produção.

As exportações chinesas de automóveis elétricos mais que dobraram em 2025, ultrapassando 2,5 milhões de unidades.

Isso significa que a competição não ocorre apenas entre montadoras.

Existe uma disputa entre ecossistemas industriais inteiros.

Uma fabricante com fornecedores de baterias, motores elétricos, inversores, componentes eletrônicos e software trabalhando geograficamente próximos e em enormes volumes pode desenvolver produtos de maneira diferente de outra empresa dependente de uma cadeia fragmentada entre vários continentes.

A bateria virou componente estratégico

Durante mais de um século, boa parte da vantagem competitiva de uma fabricante esteve associada ao domínio de motores e transmissões.

Na eletrificação, a bateria assumiu parte dessa importância.

Ela influencia custo, autonomia, desempenho, peso, velocidade de recarga, durabilidade e até a arquitetura estrutural do automóvel.

E é justamente nesse setor que a indústria chinesa criou uma vantagem significativa.

A Agência Internacional de Energia aponta que a China respondeu por mais de 80% da produção mundial de células de bateria em 2025, além de concentrar participações ainda maiores em determinados materiais utilizados na fabricação dessas células.

Não significa que apenas empresas chinesas dominem tecnologia de baterias.

Coreia do Sul e Japão continuam com fabricantes extremamente relevantes.

A diferença está na combinação entre escala, cadeia de suprimentos e velocidade de industrialização.

Isso ajuda a explicar como algumas montadoras chinesas conseguem colocar baterias relativamente grandes em veículos posicionados em faixas de preço nas quais fabricantes tradicionais encontram maior dificuldade.

Existe também uma guerra dentro da própria China

Outro fator frequentemente esquecido é que as empresas chinesas não cresceram em um ambiente confortável.

Elas disputam um dos mercados automotivos mais competitivos do planeta.

São dezenas de fabricantes brigando pelo mesmo consumidor, pressionando preços, lançando modelos e atualizando rapidamente seus produtos.

Essa competição interna reduziu margens e obrigou as empresas a buscar ganhos constantes de produtividade.

A própria Agência Internacional de Energia relaciona a expansão internacional das fabricantes à intensa competição doméstica chinesa e à necessidade de buscar novos mercados.

Existe, portanto, um paradoxo.

A guerra comercial interna é um problema para a rentabilidade dessas empresas, mas ao mesmo tempo funciona como um enorme laboratório competitivo.

Para sobreviver, cada fabricante precisa lançar mais rápido, reduzir custos e reagir rapidamente ao concorrente.

O ciclo de desenvolvimento também mudou

Durante décadas, desenvolver um automóvel significava trabalhar em ciclos relativamente longos.

Plataformas permaneciam durante anos no mercado, atualizações profundas demoravam e muitos componentes eram desenvolvidos especificamente para determinada marca ou modelo.

As fabricantes chinesas ajudaram a acelerar essa lógica.

Isso não significa que um veículo possa ser desenvolvido sem validação, engenharia de segurança ou testes de durabilidade.

Significa que ferramentas digitais, arquiteturas eletrônicas mais integradas, plataformas compartilhadas e fornecedores trabalhando em conjunto permitem reduzir etapas e ganhar velocidade.

A consequência já aparece fora da China.

A BMW, por exemplo, está ampliando o uso de componentes padronizados e reduzindo a complexidade de sua cadeia produtiva para melhorar custos e velocidade de industrialização enquanto enfrenta a pressão competitiva das fabricantes chinesas.

Quando uma empresa com mais de um século de tradição revê sua estratégia industrial por causa dessa concorrência, fica evidente que estamos diante de algo maior do que uma simples disputa por preço.

Software virou parte do automóvel

Existe ainda outra mudança fundamental.

O carro moderno deixou de ser apenas uma máquina mecânica.

Ele é também uma plataforma eletrônica.

Central multimídia, gerenciamento de bateria, assistência ao motorista, climatização, comunicação, navegação, comandos de voz e atualizações remotas dependem cada vez mais de software.

Empresas chinesas nasceram ou cresceram justamente durante essa transformação digital.

Para muitos desses fabricantes, grandes telas, aplicativos, conectividade e atualizações remotas não são complementos acrescentados posteriormente ao automóvel.

Fazem parte da própria arquitetura do produto.

Isso aproxima o desenvolvimento automotivo da lógica encontrada na indústria de eletrônicos de consumo.

O problema é que essa mudança também cria novos desafios.

Software precisa ser atualizado, protegido contra falhas e ataques cibernéticos e continuar funcionando durante muitos anos.

Um automóvel pode permanecer em circulação por 10, 15 ou 20 anos.

O smartphone normalmente não.

Esse será um importante teste para toda a indústria, chinesa ou não.

O Brasil virou mercado estratégico

Os números brasileiros mostram como essa transformação deixou de ser distante.

Segundo dados apresentados pela Anfavea, 55% dos veículos importados pelo Brasil em 2026 vieram da China.

Os automóveis de origem chinesa já representam 11,3% do mercado brasileiro.

Mas observar apenas a importação também começa a ficar insuficiente.

Fabricantes chineses estão investindo em estruturas industriais, redes de concessionárias e operações locais.

A CAOA Chery, por exemplo, ultrapassou recentemente 400 mil veículos emplacados no Brasil desde o início de sua trajetória no País, enquanto amplia investimentos no complexo industrial de Anápolis.

BYD e GWM também estruturam produção nacional.

Isso muda bastante a discussão.

Existe diferença entre uma marca simplesmente enviar carros para determinado mercado e outra construir fábrica, rede de concessionárias, estoque de peças, centros de distribuição e engenharia local.

Quanto maior for a presença industrial, maior tende a ser a capacidade de adaptar os produtos às características brasileiras.

E por que os Estados Unidos praticamente não têm carros chineses?

O avanço não acontece da mesma maneira em todos os mercados.

Os Estados Unidos são uma das grandes exceções.

Barreiras comerciais, questões regulatórias, preocupações com dados e segurança de veículos conectados criaram obstáculos muito maiores para automóveis chineses naquele mercado. O próprio material que motivou esta coluna destaca como os Estados Unidos permanecem fora da expansão observada em outras regiões.

Isso ajuda a demonstrar que competitividade industrial não é o único elemento da disputa.

Automóvel também envolve política comercial, empregos, segurança estratégica, proteção da indústria e relações internacionais.

A expansão chinesa tornou-se, portanto, uma questão econômica e geopolítica.

A Europa também reage

A Europa enfrenta um dilema diferente.

De um lado, precisa acelerar a eletrificação e oferecer veículos mais acessíveis.

De outro, busca preservar sua extensa indústria automotiva e milhões de empregos relacionados à fabricação de veículos e componentes.

O crescimento dos produtos chineses levou a União Europeia a adotar medidas comerciais e estimular a localização da produção.

Fabricantes chinesas, por sua vez, passaram a investir em fábricas fora da China.

É um movimento natural.

Quando exportar fica mais caro ou complicado, produzir perto do consumidor torna-se uma alternativa.

O resultado pode ser uma nova configuração da indústria mundial, na qual uma mesma marca chinesa desenvolve tecnologia na China, produz componentes em diferentes países e monta veículos localmente para atender mercados específicos.

Mas comprar um chinês não envolve apenas equipamentos e preço

Para o consumidor brasileiro, existe um cuidado importante.

O automóvel não termina quando sai da concessionária.

É preciso pensar no que acontecerá durante os próximos cinco, dez ou quinze anos.

A expansão das marcas chinesas ainda precisa responder a perguntas relacionadas a valor de revenda, disponibilidade de componentes, cobertura da rede, tempo de reparação, atualização de software, garantia e confiabilidade no longo prazo. O próprio material-base destaca essas variáveis como pontos que podem influenciar a decisão de quem deixa uma fabricante tradicional por uma nova marca.

Existe ainda outra questão.

Nem todas as empresas que hoje disputam o mercado provavelmente permanecerão nele.

A própria indústria chinesa passa por um processo de consolidação.

Isso significa que o consumidor deve avaliar não apenas o veículo, mas a estrutura existente por trás da marca.

Quantas concessionárias possui?

Existe estoque de peças?

Qual é o prazo de garantia?

Como funciona o atendimento em caso de acidente?

Existe estrutura de reparação de bateria?

Qual será a política de atualização de software?

Essas perguntas não diminuem a qualidade tecnológica dos produtos.

Elas simplesmente fazem parte do custo e do risco de propriedade.

Preço baixo demais também pode ter consequência

A intensa guerra de preços cria outra preocupação: a depreciação.

Quando uma fabricante reduz significativamente o preço do zero-quilômetro, o automóvel usado precisa se ajustar.

Afinal, dificilmente um consumidor aceitará pagar quase o mesmo preço por um usado quando pode comprar uma unidade nova com garantia por valor semelhante.

Uma análise publicada no Mecânica Online® mostrou que a queda média dos preços dos usados alcançou 10,2% em 12 meses, enquanto tabelas de referência tiveram variação menor, em um cenário associado também à disputa agressiva de preços promovida pelas novas marcas.

Para quem compra e pretende permanecer muitos anos com o automóvel, isso pode ter impacto menor.

Para quem troca de veículo rapidamente, a depreciação merece atenção.

A ascensão da indústria automobilística chinesa talvez seja uma das maiores transformações que acompanhei no setor nas últimas décadas.

No início, era relativamente fácil reduzir a discussão à frase: “eles vendem porque são baratos”.

Hoje essa explicação já não funciona.

O que vemos é resultado de escala industrial, integração da cadeia de fornecedores, domínio crescente das baterias, rapidez de desenvolvimento, software e uma competição doméstica extremamente agressiva.

O efeito mais interessante talvez nem esteja apenas nos carros chineses.

Está no que eles estão obrigando todas as outras montadoras a fazer.

Fabricantes tradicionais estão revendo custos, plataformas, baterias, processos produtivos e velocidade de desenvolvimento.

Isso é importante para o consumidor.

Maior concorrência pode significar mais equipamentos, novas tecnologias e preços mais competitivos.

Mas existe um ponto no qual precisamos evitar tanto o preconceito quanto o entusiasmo exagerado.

Um automóvel não pode ser avaliado apenas pela nacionalidade da marca.

Também não pode ser avaliado somente por uma tela grande, uma ficha técnica impressionante ou um preço promocional.

Engenharia, segurança, durabilidade, reparabilidade, disponibilidade de peças, rede de atendimento e valor de revenda continuam importando.

Os fabricantes chineses já provaram que conseguem construir automóveis tecnologicamente competitivos.

Agora muitos deles precisam provar algo que somente o tempo consegue demonstrar: como esses carros e essas marcas envelhecerão.

Talvez essa seja a próxima grande etapa da transformação.

A China já conseguiu mudar a pergunta de “será que os carros chineses conseguem competir?”

Agora a indústria mundial tenta responder outra: como competir com eles?

Voltamos hoje com a coluna regularmente. Na coluna passada, em função de compromissos de viagens, não foi possível publicar em tempo hábil. Voltamos como de costume, todos os dias 10, 20 e 30.


Mecânica Online®

INFRAESTRUTURA DE RECARGA – O Brasil chegou a 29.866 pontos públicos e semipúblicos de recarga em agosto de 2026, crescimento de 76,9% em um ano. O avanço é expressivo, mas a distribuição continua desigual: São Paulo concentra 7.864 pontos e a expansão para rodovias, cidades do interior e regiões menos atendidas será fundamental para ampliar o uso dos elétricos. Os carregadores rápidos DC já representam 38,2% da infraestrutura nacional.

INDÚSTRIA CHINESA NO BRASIL – A CAOA Chery superou 400 mil veículos emplacados no País desde o início de sua trajetória brasileira. Somente entre janeiro e setembro de 2026 foram mais de 66 mil unidades. A operação também avança na industrialização, com investimentos recentes de R$ 3 bilhões no complexo de Anápolis, dentro de um planejamento de R$ 8 bilhões.

SEGURANÇA VEICULAR – O novo Nissan Kicks produzido no Brasil conquistou cinco estrelas no Latin NCAP, com 86,29% em proteção de adultos e 91,66% para crianças. Apesar da classificação máxima, a auditoria identificou instabilidade na região dos pés e proteção marginal contra o efeito chicote cervical, mostrando por que é importante analisar os detalhes do ensaio e não somente o número de estrelas.

PRESSÃO CHINESA MUDA A INDÚSTRIA – A BMW está reformulando processos e ampliando o uso de componentes padronizados para diminuir custos e complexidade enquanto enfrenta fabricantes chinesas. Ao mesmo tempo, investe cerca de € 1 bilhão em uma nova fábrica de baterias na Alemanha para abastecer veículos da geração Neue Klasse. A estratégia demonstra como custo, velocidade de industrialização e cadeia de fornecedores passaram a ter peso semelhante ao desempenho e à tecnologia na disputa automotiva.

PRODUÇÃO NACIONAL – O Toyota Corolla voltou a ser oferecido em todas as versões no Brasil após a transferência de sua produção de Indaiatuba para Sorocaba. O sedã permanece com as opções 2.0 flex, de até 175 cv, e híbrida flex 1.8, de 122 cv de potência combinada. A mudança industrial acontece justamente no ano em que o Corolla completa 60 anos de história.


Mecânica Online® — Mecânica do jeito que você entende

Integração vertical: Estratégia em que uma empresa controla internamente etapas importantes da cadeia de produção, reduzindo dependência de fornecedores externos e aumentando o domínio sobre custos, tecnologia e prazos.

Economia de escala: Redução do custo médio de produção obtida quando grandes volumes permitem distribuir investimentos, desenvolvimento e estrutura industrial por uma quantidade maior de produtos.

Célula de bateria: Unidade eletroquímica básica responsável por armazenar energia. Diversas células são agrupadas em módulos ou diretamente em conjuntos para formar a bateria de alta tensão de um veículo elétrico.

Eletrônica de potência: Conjunto de componentes responsável por controlar e converter a energia elétrica utilizada pela bateria e pelos motores de um veículo eletrificado.

Software-defined vehicle: Conceito de veículo no qual grande parte das funcionalidades, controles e evoluções do produto depende de software e de uma arquitetura eletrônica centralizada.

Localização da produção: Estratégia de fabricar veículos ou componentes próximo do mercado onde serão comercializados, reduzindo exposição a tarifas, logística internacional e variações comerciais.

Depreciação: Perda de valor de mercado de um automóvel ao longo do tempo. Pode ser influenciada por idade, quilometragem, reputação da marca, oferta de veículos novos, demanda por usados e alterações de preço feitas pelo fabricante.

Custo total de propriedade: Soma de todas as despesas associadas ao veículo durante seu período de utilização, incluindo aquisição, combustível ou energia, manutenção, seguro, impostos e depreciação.


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