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segunda-feira, 12 de outubro de 2026

Coluna de Aviação VAMOS VOAR PELO MUNDO // O avião de combate não tripulado Airbus U740 Valkyrie decola para seu voo inaugural na Europa // Airbus divulga de recompra de ações // Aena paga R$ 2,9 bilhões e assume Aeroporto do Rio de Janeiro – Galeão, até 2039 // Demanda por carga aérea cresce 4,4% em agosto // Líder Aviação leva conectividade LEO de nova geração ao Gulfstream G550




O avião de combate não tripulado Airbus U740 Valkyrie decola para seu voo inaugural na Europa

Ottobrunn/Taufkirchen, Alemanha, 12 de outubro de 2026 – A Airbus, em parceria com a Kratos Defense & Security Solutions, Inc. (NASDAQ: KTOS), concluiu com sucesso o primeiro voo do “U740-Valkyrie” na Europa. Este marco importante confirma que a Airbus e a Kratos estão no caminho certo para entregar uma aeronave de combate colaborativa (CCA) não tripulada e pronta para combate até 2029, atendendo aos requisitos operacionais das Forças Armadas alemãs e de outros países europeus.

Realizado em uma instalação de testes no norte da Europa, o voo atingiu todos os objetivos, incluindo uma decolagem assistida por foguete independente da pista, manobras em diversas altitudes e velocidades de até Mach 0,8, bem como ajustes de missão em voo. Essa estreia abre caminho para testes de voo subsequentes e mais sofisticados com o sistema de missão Multiplataforma Autônomo Reconfigurável e Seguro (MARS) da Airbus. 

Servindo como o "cérebro europeu" da aeronave e garantindo controle total sobre o software, bem como sobre os aplicativos de missão, dados e hardware do sistema, o MARS permite a soberania nacional alemã ou europeia a partir do uso operacional do Valkyrie. 

O MARS utiliza software aprimorado por IA para conduzir missões de forma autônoma e coordenar grupos de missão inteiros. Uma hierarquia de controle rigorosa garante que um humano permaneça no circuito, assegurando que todas as decisões críticas estejam em conformidade com as regras de engajamento estabelecidas, bem como com os padrões éticos e legais.

“Em um ambiente de ameaças cada vez mais complexo e disputado, as forças aéreas precisam de uma massa de combate acessível”, disse Mike Schoellhorn, CEO da Airbus Defence and Space. “Ao combinar a comprovada estrutura da aeronave Kratos como um 'programa oficial' com o sistema de missão europeu soberano da Airbus, podemos oferecer um sistema CCA robusto, soberano, acessível e pronto para combate até o final da década. O Valkyrie também desempenhará um papel fundamental no aprimoramento de aeronaves de combate tripuladas, como o Eurofighter, com maior alcance, poder de fogo e capacidade de sobrevivência. O projeto da aeronave permite resiliência operacional por meio de sua capacidade de lançamento por trilhos, oferecendo também a opção de decolagem e pouso convencionais em pistas.”


“Os primeiros voos normalmente oferecem muitas oportunidades de aprendizado, mas com a maturidade do sistema Valkyrie e a equipe bem integrada da Airbus e da Kratos, este voo foi um sucesso incrível”, disse Eric DeMarco, presidente e CEO da Kratos. “Temos orgulho de sermos parceiros da Airbus nas oportunidades de CCA na Alemanha e em outras partes do mundo. A combinação dos pontos fortes da Kratos e da Airbus permite que o sistema Valkyrie, com seu preço acessível, e o legado da Kratos na fabricação de drones e CCA evoluam com o MARS e outros subsistemas de alta capacidade, experiência e amplo conhecimento da Airbus em todo o espectro aeroespacial.”

Sobre o U740 Valkyrie


Com 9,1 m de comprimento e 8,2 m de envergadura, o U740 Valkyrie possui um compartimento interno para armas e pontos de fixação externos para cargas úteis sob as asas. Tem um peso máximo de decolagem de aproximadamente três toneladas, um alcance superior a 5.000 quilômetros e um teto de serviço de 45.000 pés. 

O U740 Valkyrie foi projetado para operar de forma autônoma ou sob o comando de caças tripulados, como o Eurofighter, para executar missões de alto risco e proteger ativos tripulados.

Airbus divulga de recompra de ações

Amsterdã, Holanda, 12 de outubro de 2026 – A Airbus SE (símbolo na bolsa de valores: AIR) comunica as seguintes transações de recompra de ações ao abrigo do Regulamento (UE) n.º 596/2014 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 16 de abril de 2014, relativo ao abuso de mercado (“Regulamento da UE sobre o Abuso de Mercado”).

As transações fazem parte de um programa de recompra de ações anunciado em 11 de setembro de 2026, com o objetivo de apoiar futuras atividades de planos de participação acionária para funcionários e planos de remuneração baseados em ações.

O programa é realizado em conformidade com a autorização concedida ao Conselho de Administração da Airbus SE pelos acionistas na Assembleia Geral Anual da Airbus realizada em 14 de abril de 2026, para recomprar até um máximo de 10% do capital social emitido.

Apresentação agregada (por dia e mercado)

Nome do emissor
Código de identificação do emissor
Data da transação
Código de identificação do instrumento financeiro
Volume diário total (em número de ações)
Preço médio ponderado diário de compra de ações (EUR)
Mercado (código MIC)
Airbus SE
MINO79WLOO247M1IL051
05/10/2026
NL0000235190
195.000
189.2251
XPAR e XETA
Airbus SE
MINO79WLOO247M1IL051
06/10/2026
NL0000235190
95.000
188.6702
XPAR e XETA
Airbus SE
MINO79WLOO247M1IL051
07/10/2026
NL0000235190
310.000
187,5697
XPAR e XETA
Airbus SE
MINO79WLOO247M1IL051
08/10/2026
NL0000235190
180.000
186,9555
XPAR e XETA
Airbus SE
MINO79WLOO247M1IL051
09/10/2026
NL0000235190
-
-
XPAR e XETA


TOTAL
       
780.000
187,9759


Mais informações sobre a recompra de ações da empresa podem ser encontradas no site da Airbus em: https://www.airbus.com/en/investors/share-price-and-information.



Aena paga R$ 2,9 bilhões e assume Aeroporto do Rio de Janeiro – Galeão, até 2039

Aena, maior operadora aeroportuária do Brasil e do mundo, assinou nesta terça-feira (6) o contrato de compra e venda de ações (SPA) do Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro-Galeão, assumindo a gestão do aeródromo. Com a incorporação do Galeão, a concessionária amplia sua presença no país e passa a administrar 18 aeroportos brasileiros, com fluxo superior a 63 milhões de passageiros ao ano.

No final de março, a Aena venceu o leilão de venda assistida do Galeão com lance de R$ 2,9 bilhões. A concessionária será responsável pela administração do aeroporto carioca até 2039.

A Aena focará sua gestão na eficiência operacional, na melhoria da experiência dos passageiros, no fortalecimento da atividade de transporte de cargas e na geração de valor para a cidade e para o estado do Rio de Janeiro.

O presidente e CEO da Aena, Maurici Lucena, celebrou este marco internacional da empresa, “que reforça a posição da Aena como a maior empresa aeroportuária do mundo e do Brasil e se insere na estratégia internacional seletiva da companhia. O Galeão é um aeroporto fundamental para a conectividade do país e, portanto, crítico para o Rio de Janeiro e para o Brasil, com potencial para ampliar suas conexões nacionais e internacionais. A equipe da Aena Brasil demonstrou, nos sete anos em que atua no país, que é uma das melhores do mundo em gestão aeroportuária”.

A partir de agora, o Galeão integra a rede global da Aena, formada por 81 aeroportos em cinco países. Para o aeroporto, isso significa acesso a uma plataforma global, com escala, experiência operacional e maior capacidade de diálogo com companhias aéreas, parceiros comerciais e poder público. Para a companhia, representa a chegada de um ativo estratégico, com vocação internacional, infraestrutura consolidada e forte potencial logístico.

Essa combinação cria uma relação de ganho mútuo. O Galeão amplia suas oportunidades de crescimento, passa a se beneficiar da coordenação com outros aeroportos da rede, especialmente Congonhas, e ganha novas possibilidades para consolidar sua posição como hub internacional. A rede da Aena no Brasil, por sua vez, reforça sua presença no país e soma ao seu portfólio um aeroporto chave para a conectividade doméstica e internacional do país.


Demanda por carga aérea cresce 4,4% em agosto


Genebra – A Associação do Transporte Aéreo Internacional (IATA) divulgou os dados dos mercados globais de carga aérea de agosto de 2026, que mostram:

  • A demanda total, medida em toneladas-quilômetro de carga (CTK), aumentou 4,4% em comparação com agosto de 2025 (+5,3% nas operações internacionais).
  • A capacidade, medida em toneladas-quilômetro de carga disponíveis (ACTK), diminuiu 0,1% em relação a agosto de 2025 (+0,1% nas operações internacionais).

"A demanda por carga aérea subiu 4,4% em agosto na comparação anual, com crescimento em todas as regiões, mesmo com a redução de 0,1% na capacidade. A demanda sólida e maiores fatores de ocupação ajudaram as companhias aéreas a recuperar parte dos custos excepcionalmente altos de combustível. O rendimento cresceu em relação ao mês anterior pela primeira vez desde abril, e o comércio global de bens segue em expansão. Ambos são sinais positivos à medida que a alta temporada de fim de ano se aproxima", afirmou Marie Owens Thomsen, vice-presidente sênior de Sustentabilidade e economista-chefe da IATA.
 

Diversos fatores do ambiente operacional merecem atenção:

  • O comércio global cresceu 6,0% em julho na comparação anual, estendendo para 33 meses a sequência de expansões mensais consecutivas nessa base de comparação.
  • Os preços do querosene de aviação subiram 8,3% em agosto em relação ao mês anterior e ficaram 79,2% acima do nível de um ano antes.
  • A atividade industrial global aumentou em agosto. O Índice de Gerentes de Compras (PMI) da Produção Industrial Global subiu 0,3 ponto, para 53,0, e o Índice de Novos Pedidos de Exportação avançou 1,4 ponto, para 51,4. Ambos os indicadores continuam favoráveis à demanda por carga aérea.
     

Mercado de carga aérea em detalhe – agosto de 2026


Desempenho regional em agosto
 

Companhias aéreas da Ásia-Pacífico registraram crescimento de 4,3% na demanda por carga aérea em agosto, na comparação anual. A capacidade aumentou 1,2% em relação ao ano anterior.
 

Transportadoras norte-americanas registraram alta de 6,6% na demanda por carga aérea em agosto, na comparação anual, o melhor desempenho entre todas as regiões. A capacidade diminuiu 2,5% em relação ao mesmo período no ano anterior.
 

Transportadoras europeias registraram alta de 4,1% na demanda por carga aérea em agosto, na comparação anual. A capacidade diminuiu 3,5% em relação ao ano passado.
 

Transportadoras do Oriente Médio registraram alta de 1,0% na demanda por carga aérea em agosto, na comparação anual, o resultado mais fraco entre as regiões. A capacidade aumentou 3,3% em relação ao mesmo período no ano anterior.
 

Transportadoras da América Latina e do Caribe registraram alta de 5,1% na demanda por carga aérea em agosto, na comparação anual. A capacidade aumentou 3,3% em relação ao ano passado.
 

Companhias aéreas africanas registraram alta de 3,0% na demanda por carga aérea em agosto, na comparação anual. A capacidade aumentou 14,0% em relação ao ano anterior.
 

Crescimento por rota comercial
O desempenho da carga aérea divergiu entre as principais rotas comerciais em agosto. A rota Ásia–América do Norte registrou o maior crescimento, seguida pelas rotas dentro da Ásia, Europa–América do Norte e Europa–Ásia. Em contraste, os corredores ligados ao Golfo continuam afetados pelo conflito no Oriente Médio.


 

Rota Comercial
 
Crescimento anualObservaçõesParticipação no mercado
África–Ásia
 
-11,9%3 meses consecutivos de retração1,3%
Ásia–América do Norte
 
+13,2%7 meses consecutivos de crescimento23,5%
Europa–Ásia
 
+3,1%42 meses consecutivos de crescimento21,5%
Europa–Oriente Médio
 
-12,1%6 meses consecutivos de retração5,2%
Europa–América do Norte
 
+4,3%4 meses consecutivos de crescimento13,5%
Oriente Médio–Ásia
 
-11,0%6 meses consecutivos de retração7,4%
Dentro da Ásia
 
+6,1%34 meses consecutivos de crescimento7,3%


A participação é baseada nos CTKs do ano completo de 2025.



Líder Aviação leva conectividade LEO de nova geração ao Gulfstream G550

 

Projeto envolve a integração da tecnologia Gogo Galileo HDX a uma aeronave de longo alcance após a certificação da FAA para os modelos Gulfstream G450 e G550


São Paulo - A Líder Aviação, maior empresa de aviação executiva da América Latina iniciou, em seu Centro de Manutenção sua unidade de Sorocaba, no interior de São Paulo, a segunda instalação do sistema de conectividade Gogo Galileo HDX realizada pela empresa.

A instalação no Gulfstream G550 ocorre após a certificação da Federal Aviation Administration, a FAA, para os modelos G450 e G550. O Supplemental Type Certificate, o STC, aprovado em janeiro de 2026.
 

O Gogo Galileo HDX utiliza a rede de satélites de baixa órbita, ou LEO, da Eutelsat OneWeb para oferecer conexão de alta velocidade e baixa latência durante o voo. A tecnologia permite o uso de videoconferências, streaming, transmissões ao vivo, navegação e aplicações corporativas, inclusive em viagens de longa distância e rotas intercontinentais.
 

Mais do que a instalação de um novo equipamento, o projeto exige uma integração específica à configuração da aeronave. O trabalho de engenharia inclui a definição da instalação da antena e seus aspectos estruturais, alimentação elétrica, cabeamento e compatibilização com os sistemas já existentes a bordo.

 

“Cada aeronave tem uma configuração própria, especialmente quando já possui outros sistemas de conectividade instalados. O trabalho envolve avaliar como a nova solução será incorporada sem interferir nos equipamentos existentes, atendendo aos requisitos de certificação e garantindo uma instalação segura e funcional”, afirma Fábio Del Lama, Diretor de Manutenção de Aeronaves da Líder Aviação.
 

Outro diferencial do Gogo Galileo HDX é a possibilidade de operar em conjunto com outras soluções de conectividade. Isso permite ao operador combinar diferentes redes e órbitas de satélites, ampliando a disponibilidade e a redundância da conexão durante o voo.

 

Para passageiros e tripulações, o uso de satélites LEO também reduz a latência em comparação com soluções tradicionais baseadas em satélites geoestacionários, os GEO. Na prática, isso melhora a experiência em aplicações que dependem de resposta rápida da rede, como chamadas de vídeo, acesso remoto a sistemas corporativos e transmissões ao vivo.

 

A nova instalação dá continuidade à atuação da Líder em projetos de conectividade de nova geração. Em 2026, a empresa concluiu também sua primeira instalação do Gogo Galileo HDX em uma aeronave large cabin. O projeto combinou o sistema com a solução Plane Simple KU. 

 

“A conectividade passou a fazer parte da infraestrutura de trabalho de muitas aeronaves executivas. Em voos de longo alcance, manter acesso contínuo à internet deixou de ser apenas uma comodidade e passou a atender uma demanda operacional cada vez mais presente entre passageiros e operadores”, diz Fábio.
 

Além dos projetos de conectividade, a unidade da Líder em Sorocaba realiza toda a gama de serviços de manutenção, engenharia, modificações e modernização de aeronaves executivas de diversos fabricantes.


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