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quinta-feira, 21 de maio de 2026

Coluna VAMOS VOAR PELO MUNDO // Passageiros devem ficar atentos às novas regras para transporte de power banks em voos. Campanha do MPor, da Anac e da Abear,esclarece limites e orienta como levar carregadores portáteis de forma segura nos aviões // Air Europa e Accor unem forças para uso integrado de milhas e pontos em seus programas de fidelidade // IATA debate descarbonização da aviação civil em evento da ANAC e reforça políticas públicas adequadas para viabilizar o SAF // Azul Viagens acelera expansão e inaugura cinco novas lojas em mercados estratégicos pelo Brasil // Azul Viagens acelera expansão e inaugura cinco novas lojas em mercados estratégicos // Mercedes-Benz conecta o universo automotivo à aviação executiva no Catarina Aviation Show


As medidas alteram os procedimentos de segurança e estabelecem limites para o embarque do item. Foto: Divulgação
 

Quem pretende viajar de avião com carregadores portáteis deve ficar atento às novas regras para o transporte de carregadores portáteis (power banks) nas aeronaves. As medidas, adotadas pelas companhias aéreas, com base em diretrizes da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), alteram os procedimentos de segurança e estabelecem limites para o embarque desses equipamentos.
 

Pelas novas regras, cada passageiro poderá transportar até dois equipamentos com capacidade de até 100 Wh, cerca de 27 mil mAh. Os aparelhos entre 100 Wh e 160 Wh dependem de autorização prévia da companhia aérea, feita no balcão do check-in. Já aparelhos acima desse limite não podem ser transportados em voos.
 

Os passageiros devem ficar atentos também na acomodação. O power bank deverá ser transportado obrigatoriamente dentro da mochila, bolsa ou item pessoal, guardado sob o assento à frente do passageiro ou nos bolsões do assento. Esses equipamentos não poderão ser acomodados no compartimento superior, junto às malas de mão.
 

As orientações também determinam que os power banks não devem ser conectados às entradas USB das aeronaves durante o voo. O envio dos carregadores na bagagem despachada continua proibido.
 

As medidas foram adotadas seguindo recomendações da Organização da Aviação Civil Internacional (Oaci), que recebeu relatos de incidentes, como princípios de incêndio a bordo.
 

Mais informações estão disponíveis no portal Tem Regra (https://temregra.com.br/) que reúne todas as informações sobre o transporte dos equipamentos e disponibiliza uma calculadora que converte a capacidade dos carregadores de mAh para Wh, ajudando os usuários a verificarem se os aparelhos estão dentro dos limites permitidos para embarque.
 

O que muda para os passageiros

- Cada passageiro pode transportar até dois power banks de até 100 Wh (cerca de 27 mil mAh);
- Equipamentos entre 100 Wh e 160 Wh precisam de autorização;
- Aparelhos acima de 160 Wh não podem ser transportados;
- Devem permanecer na mochila, bolsa ou item pessoal durante o voo;
- Não podem ser colocados no compartimento superior da aeronave;
- Continua proibido o envio na bagagem despachada;
- Não devem ser conectados às entradas USB da aeronave durante o voo.

quarta-feira, 20 de maio de 2026

XTERRA Ilha Grande 2026 reforça o crescimento do esporte outdoor e consolida a região como destino estratégico de turismo de experiência. Etapa internacional movimentou mais de 6 mil pessoas em Ilha Grande, impulsionou a economia local e ampliou o posicionamento da região no cenário global do turismo esportivo. Próxima etapa: São Sebastião (SP) — 19 a 21 de junho

(Créditos: Divulgação / X3M)


Rio de Janeiro, 19 DE MAIO DE 2026 - O XTERRA Ilha Grande 2026 consolidou Ilha Grande, em Angra dos Reis, como uma das principais referências brasileiras em turismo esportivo, natureza e experiência outdoor. Realizada entre os dias 15 e 17 de maio, a quinta edição do evento - promovida pela X3M - marcou um novo momento para a etapa ao integrar oficialmente o calendário internacional do XTERRA World Tour como prova classificatória para o Campeonato Mundial da modalidade.

 

A entrada no circuito mundial ampliou a relevância internacional da etapa e reforçou o posicionamento da região dentro do cenário global do esporte outdoor. Mais do que sediar uma competição esportiva, Ilha Grande passou a receber um fluxo qualificado de atletas, turistas, marcas e experiências ligadas ao turismo de natureza e aventura.

 

Com 2.700 atletas inscritos e aproximadamente 90% do público vindo de fora da ilha, o XTERRA movimentou toda a cadeia turística local ao longo dos três dias de programação. Hotéis, pousadas, restaurantes, serviços turísticos, comércio e transporte marítimo registraram forte aquecimento durante o período do evento, que atingiu cerca de 90% de ocupação na ilha.

 

A edição de 2026 também registrou crescimento de 30% no ticket médio em relação ao ano anterior, refletindo um perfil de público cada vez mais conectado ao turismo de experiência e de maior valor agregado. A inclusão da etapa no calendário internacional acrescentou ainda um dia extra à programação oficial, ampliando o tempo de permanência dos visitantes e aumentando diretamente a circulação de recursos na economia local.

 

Considerando que cada atleta levou, em média, 1,5 acompanhante para Ilha Grande, o XTERRA gerou uma circulação estimada de mais de 6 mil pessoas na região durante o fim de semana. A estimativa conservadora é de que o impacto econômico indireto do evento tenha ultrapassado R$ 6 milhões, considerando gastos com hospedagem, alimentação, logística marítima, comércio e serviços turísticos.
 

“O XTERRA movimenta muito mais do que atletas. O evento gera fluxo turístico qualificado, fortalece a economia local e amplia a exposição dos destinos brasileiros dentro de um cenário global ligado ao esporte, natureza e experiência”, afirma Bernardo Fonseca, fundador e CEO da X3M, empresa responsável pela organização do XTERRA no Brasil.

 

Com base na Vila do Abraão e acesso exclusivamente por barcos, o XTERRA Ilha Grande transforma a dinâmica da região durante os dias de evento. O formato da etapa vai além da competição e funciona como um verdadeiro festival outdoor, reunindo esporte, natureza, turismo e entretenimento em um dos cenários mais emblemáticos do país.


A programação reuniu provas de Triathlon, Trail Run nas distâncias 50K, 21K, 10K e 5K, além da Swim Storm, prova de natação em águas abertas, e da Night Run Kids, ampliando a experiência também para famílias, iniciantes e diferentes perfis de atletas. O evento contou ainda com premiação superior a R$ 50 mil para as provas de Triathlon e Endurance 50K, atraindo atletas de elite e ampliando a competitividade da etapa.

 

(Créditos: Divulgação / X3M)

 

Além da movimentação econômica e turística, o evento também promoveu impacto direto na comunidade local. Mais de 150 moradores da região foram contratados e capacitados para atuação na operação, logística e serviços durante a etapa, fortalecendo a geração de renda e oportunidades dentro da própria ilha.
 

Dentro do pilar ESG do evento, o XTERRA Ilha Grande reuniu ONGs e parceiros ambientais em ações de preservação, conscientização e educação ambiental, reforçando o compromisso com o desenvolvimento sustentável e a conservação do território.
 

O crescimento do XTERRA acompanha um movimento global de expansão dos esportes outdoor e do turismo de experiência. Cada vez mais, destinos ligados à natureza passam a enxergar eventos esportivos como plataformas estratégicas para geração de fluxo turístico, mídia espontânea, ocupação fora de temporada e fortalecimento de posicionamento turístico.
 

Com a entrada definitiva no circuito internacional do XTERRA World Tour, Ilha Grande amplia sua relevância como destino de natureza e aventura e reforça sua conexão com um dos segmentos que mais crescem no turismo mundial.

Próximas etapas do XTERRA Brasil 2026

São Sebastião (SP) — 19 a 21 de junho

Mina de Águas Claras (MG) — 24 a 26 de julho

Serra do Mar (PR) — 28 e 29 de agosto

Costa Verde (RJ) — 2 a 4 de outubro

Ilhabela (SP) — 20 a 22 de novembro

terça-feira, 19 de maio de 2026

ClickBus e Fipe lançam o Índice do Rodoviário, primeiro monitoramento de preços de passagens de ônibus do Brasil. Desde 2017, o custo das passagens de ônibus subiu 60,5%, ficando significativamente abaixo da evolução da renda média do trabalho no Brasil, que avançou 77,6% no mesmo período. Novo indicador mostra que passagens rodoviárias subiram +7,5%, bem abaixo do diesel (+15,7%) e das passagens aéreas (+23,2%), comparando abril de 2026 a abril 2025


Fábio Trentini, CTO da ClickBus, Bruno Oliva, presidente da Fipe, e Phillip Klien, presidente da ClickBus (Foto: Divulgação/ClickBus)


São Paulo, maio de 2026 – O transporte rodoviário de passageiros, principal meio de conexão entre cidades no Brasil, passa a contar, pela primeira vez, com um indicador estruturado e recorrente para acompanhar a evolução dos preços das passagens. A ClickBus, maior plataforma de venda de passagens rodoviárias do país, e a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) anunciam hoje o lançamento do Índice do Rodoviário ClickBus (IRCB), iniciativa inédita voltada à ampliação da informação sobre o custo das viagens e à qualificação do debate sobre viagens, consumo e inflação no país.

O novo índice acompanha a variação média dos preços das passagens rodoviárias ao longo do tempo, a partir de uma base robusta de dados transacionais. Desenvolvido com metodologia econômica aplicada, o indicador oferece uma leitura ampla e consistente sobre o comportamento dos preços no setor, considerando diferentes tipos de viagem, categorias de serviço, distâncias e regiões do país.

O lançamento ocorre em um contexto em que o transporte rodoviário segue essencial para a mobilidade nacional. Segundo a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e agências estaduais, estima-se que, só em 2025, o Brasil transportou cerca de 160 milhões de passageiros nesse modal, com forte presença em todas as regiões e papel relevante no acesso a trabalho, educação, saúde e turismo.

Um novo instrumento para entender o custo de viajar pelo Brasil

Diferentemente de comparações pontuais de preços, o IRCB foi desenvolvido para capturar a variação média do mercado ao longo do tempo. "O ônibus move o Brasil — 160 milhões de passageiros por ano, mais do que o avião — mas era o único grande modal de transporte do país sem um índice de preços confiável. O IRCB nasce para corrigir essa assimetria de informação. Quando o consumidor, o mercado e o investidor sabem como os preços se movem, o mercado fica mais justo para todo mundo." — Phillip Klien, CEO da ClickBus.

A fonte de dados empregada é composta por transações individuais de passagens comercializadas na plataforma da ClickBus, com alcance em todo o território nacional. Para garantir representatividade nacional, a ponderação do índice incorpora também informações da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF/IBGE). “A ClickBus liderou a digitalização desse setor; agora estamos liderando sua transparência. O IRCB não é um produto comercial — é um bem público que decidimos viabilizar com a chancela técnica da Fipe”, afirma.


A Fipe foi responsável pelo desenvolvimento metodológico do IRCB, que permite isolar a variação temporal dos preços, controlando características qualitativas das passagens, como origem, destino e classe (convencional, executivo, semileito, leito e cama). A análise mede a variação dos preços no mês de saída da viagem, e não da data de compra, conferindo maior precisão ao retrato do mercado. “O IRCB combina uma base ampla e representativa com rigor metodológico, permitindo análises consistentes sobre o comportamento dos preços no transporte rodoviário de passageiros”, afirma Bruno Oliva, presidente da FIPE.


Segurança e responsabilidade no uso de dados

A construção do índice foi baseada em microdados transacionais da plataforma, cerca de 62 terabytes de dados tratados com rigor técnico e respeito à confidencialidade das informações - equivalente a 31 milhões de livros digitais. “Todo o processo foi desenhado para garantir a segurança dos dados. Trabalhamos exclusivamente com informações agregadas, sem qualquer identificação individual, seguindo as melhores práticas de governança e proteção de dados”, explica César Carvalho, diretor de Dados e IA da ClickBus.

Segundo o diretor, a escala da base é um diferencial importante para a leitura do mercado. “A amplitude e a granularidade dos dados permitem uma visão mais fiel da dinâmica do setor, preservando integralmente o sigilo das informações comerciais", afirma Carvalho.

Resultados: ônibus tem passagens rodoviárias que sobem menos que aéreas e diesel

O monitoramento do IRCB indica que, em todos os tipos de trajetos — das curtas às longas distâncias — o transporte rodoviário apresenta a variação de preços mais contida entre as principais alternativas de mobilidade.
 

Olhando os dados ano contra ano, o índice de passagens rodoviárias avançou +7,5%, número expressivamente inferior ao registrado pelo diesel (+15,7%), e pelas passagens aéreas (+23,2%). Em comparação com a inflação geral medida pelo IPCA/IBGE (+4,4%), a variação das passagens de ônibus demonstra que o setor absorveu pressões de custo significativas sem repassá-las integralmente ao passageiro.



 

Indicador

abr/26 x abr/25Acumulado (mai/25–abr/26)Acumulado ano com ajuste (jan–abr/26)

IRCB | Passagens rodoviárias

+7,5%

+5,9%

+5,9%

IPCA | Índice Geral

+4,4%

+4,7%

+4,2%

IPCA | Passagens aéreas

+23,2%

+4,2%

+13,5%

IPCA | Combustíveis

+6,6%

+3,6%

+3,7%

IPCA | Diesel

+15,7%

+3,5%

+5,5%

IPCA | Veículo próprio

+1,2%

+2,4%

+1,4%

IPCA | Transportes (grupo)

+4,2%

+3,5%

+3,2%

Fonte: IRCB/ClickBus-Fipe e IPCA/IBGE. Dados de abril de 2026.


No acumulado do ano (janeiro a abril de 2026), as passagens rodoviárias subiram +5,9%, mesmo aumento visto no ano móvel (maio 2025 até abril 2026), o que reforça a trajetória moderada e consistente do modal em relação ao aéreo.


Destaques por segmento: centro-oeste lidera altas e Sul registra queda


A análise desagregada do IRCB em todo o país revela dinâmicas distintas conforme o recorte:

  • Por região: o Centro-Oeste registrou a maior alta nos últimos 12 meses (+8,2%), enquanto o Sul apresentou a menor variação (+2,8%), evidenciando as diferenças regionais de oferta, demanda e regulação.
  • Por classe: a classe Convencional liderou a variação anual (+6,5%), ao passo que a Cama apresentou a menor alta (+4,9%), refletindo dinâmicas distintas de demanda, sazonalidade e perfil de passageiro.
  • Por distância: viagens de curta distância (até 100 km) registraram alta de +8,5%, enquanto as de longa distância (acima de 400 km) avançaram +5,2%, sugerindo que segmentos de viagens mais curtas e recorrentes estão passando por um processo de ajuste mais intenso.
  • Por modalidade: o segmento intermunicipal (+5,8%) e o interestadual (+6,1%) apresentaram variações próximas nos últimos 12 meses, embora com trajetórias históricas distintas, dadas as diferenças regulatórias entre os dois mercados.

Série histórica: contexto de longo prazo


A série histórica do IRCB, disponível desde dezembro de 2017, permite contextualizar a evolução dos preços ao longo de quase uma década. O período engloba eventos de grande impacto sobre a mobilidade e os custos do setor: a pandemia de Covid-19, que reduziu temporariamente a demanda e os preços, o forte ciclo de alta dos combustíveis nos anos seguintes e as mudanças no marco regulatório do transporte interestadual.


Desde dezembro de 2017 (quando o IRCB parte do indicador base 100) até abril de 2026, o preço das passagens rodoviárias acumulou alta de 60,5%. No mesmo período, a renda média do trabalho (PNAD Contínua/IBGE) avançou 77,6%, o que indica melhora do poder de compra relativo dos brasileiros no acesso ao transporte rodoviário.


Um achado estruturante da série é a resiliência do setor diante da pressão dos combustíveis. O diesel — principal insumo operacional do transporte rodoviário — acumulou alta de 119,4% no mesmo período, praticamente o dobro da variação das passagens (60,5%). Isso indica que o setor absorveu grande parte do choque de custos sem repassá-lo integralmente ao passageiro.

Quando analisadas de 2017 até abril de 2026, há regiões, classes e categorias que tiveram aumentos mais discretos.


Comparação com o poder de compra:
 

INDICADOR

SÉRIE HISTÓRICA (ABR/26 X DEZ 17)

IRCB | Ônibus (Nacional)

60,5%

Renda do trabalho (PNAD)

77,6%


 







 

Comparação com índices de inflação e combustíveis: 

INDICADOR

SÉRIE HISTÓRICA (ABR/26 X DEZ 17)

IRCB | Ônibus (Nacional)

60,5%

IPCA — Geral IPCA

54,5%

IPCA — Transportes

53,2%

IPCA — Passagens Aéreas

63,7%

IPCA — Combustíveis

67,0%

IPCA — Diesel

119,4%

Recorte por categoria de serviço: 

INDICADOR

SÉRIE HISTÓRICA (ABR/26 X DEZ 17)

IRCB | Ônibus (Nacional)

60,5%

Intermunicipal

67,5%

Interestadual

42,7%


 

Recorte por tipo de abrangência: 

INDICADOR

SÉRIE HISTÓRICA (ABR/26 X DEZ 17)

IRCB | Ônibus (Nacional)

60,5%

Convencional

65,3%

Executivo

63,7%

Semileito

43,0%

Leito

43,2%

Cama

60,3%


 

Recorte por distância de viagem:

INDICADOR

SÉRIE HISTÓRICA (ABR/26 X DEZ 17)

IRCB | Ônibus (Nacional)

60,5%

Curta

72,5%

Média-curta

64,2%

Média

69,7%

Média-longa

67,3%

Longa

49,2%


 


 

Recorte geográfico:

 

INDICADOR

SÉRIE HISTÓRICA (ABR/26 X DEZ 17)

IRCB | Ônibus (Nacional)

60,5%

Norte

61,5%

Nordeste

66,1%

Centro-Oeste

43,3%

Sudeste

64,3%

Sul

48,6%


 



 

Essa trajetória de longo prazo deve ser lida à luz de todos esses fatores estruturais e conjunturais, incluindo a retomada da demanda pós-pandemia, a elevação dos custos operacionais e a maior flexibilidade tarifária introduzida pelas novas regras da ANTT. O índice, portanto, não reflete apenas a política de preços das operadoras, mas o resultado de um conjunto amplo de forças econômicas, regulatórias e sociais.


IRCB e o cenário tarifário
 

O Índice Rodoviário ClickBus (IRCB) registrou alta de 3,3% em abril de 2026, acima do IPCA de 0,7%. Apesar da diferença, o resultado reflete principalmente os efeitos sazonais típicos do setor — e não uma pressão estrutural sobre as tarifas. Vale destacar que o diesel, principal insumo operacional do modal, avançou 4,5% no mesmo mês, superando a alta das passagens e reforçando a capacidade do setor de absorver custos sem repassá-los integralmente ao passageiro.

“Pela primeira vez, o mercado de transporte rodoviário tem um índice de preços confiável e recorrente. O que o IRCB já revela, confirma uma percepção que sempre tivemos: em quase uma década, a viagem de ônibus no Brasil se transformou. Frota renovada, Wi-Fi a bordo, leitos-cama, novas categorias de conforto, venda 100% digital. Mas essa evolução não foi cobrada do consumidor. As tarifas acompanharam a inflação, enquanto a qualidade da viagem deu um salto. O brasileiro está pagando praticamente o mesmo por um produto incomparavelmente melhor. Isso diz muito sobre a resiliência do setor rodoviário e sobre como ele absorveu o custo da sua própria transformação", avalia Phillip Klien, CEO da ClickBus.


 

Sobre a ClickBus

 

A ClickBus é a plataforma líder em venda de passagens de ônibus online no Brasil. Desde 2013, a empresa traz soluções de tecnologia para viajantes, viações e parceiros, e atende mais de 300 mil rotas. Por meio de mais de 300 viações, a ClickBus já registrou mais de 62 milhões de bilhetes emitidos. Além das plataformas proprietárias, a empresa opera a tecnologia de mais de 85 viações de ônibus e 50 terminais rodoviários. A ClickBus é tetracampeã do Prêmio Reclame Aqui e chancelada pelos selos Innovative Workplaces Brasil 2025 (da MIT Technology Review), RA1000 (excelência máxima no atendimento) e Great Place to Work 2025.

Coluna VAMOS VOAR PELO MUNDO // AirAsia faz pedido histórico de 150 A220-300 // KLM recebe seu 25º Embraer E195-E2 e celebra em vídeo a parceria de longa data entre as empresas // Iberia lança “El Cubo de Otto”, um podcast para ajudar a superar o medo de voar // Finalmente, a ANAC lança plataforma de reclamações e endurece regras para passageiros: visando reduzir judicialização no setor aéreo. Multas podem chegar a R$ 17.500 e proibição de direito de voar // Grupo Emirates anuncia lucro recorde no ano fiscal de 2025–26



AirAsia faz pedido histórico de 150 A220s

Mirabel, Canadá, maio de 2026 – A AirAsia, da Malásia, fez um pedido de 150 aeronaves A220-300 da mais nova geração. O acordo de compra é o maior pedido individual para o A220 e leva o programa a ultrapassar o marco de 1.000 pedidos, destacando o apelo global da aeronave.

O contrato foi anunciado durante uma cerimônia na unidade da Airbus em Mirabel com a presença de Tan Sri Tony Fernandes, CEO da Capital A e conselheiro do Grupo AirAsia, e Lars Wagner, CEO da Airbus Commercial Aircraft. O evento ocorreu na presença do primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, e da primeira-ministra de Quebec, Christine Fréchette.

O acordo de compra torna a AirAsia uma nova cliente do A220. A companhia aérea também se torna o primeiro cliente a lançar a nova configuração de cabine da aeronave com 160 assentos. O aumento de capacidade, adicionando 10 assentos, foi possível pela adição de uma saída extra sobre as asas em cada lado da aeronave.

O A220 complementa a frota de Airbus da AirAsia e desempenhará um papel fundamental no avanço da rede e do crescimento do Grupo. A aeronave atenderá destinos em toda a ASEAN e na Ásia Central, liberando aeronaves maiores para voar rotas mais longas.

“Construímos a AirAsia tomando decisões ousadas no momento certo, não no momento mais fácil. Este pedido reflete nossa disciplina de longo prazo e a magnitude de nossas ambições. O A220 abre novos mercados e rotas e nos aproxima da construção da primeira verdadeira rede global de baixo custo”, disse Tony Fernandes, CEO da Capital A e Conselheiro do Grupo AirAsia. “Nossa parceria com a Airbus se estende por mais de duas décadas e tem sido fundamental para tudo o que conquistamos. Hoje é mais um marco nessa jornada, e muitos outros ainda estão por vir".

“O A220 fornecerá uma plataforma ideal para a AirAsia, combinando baixos custos operacionais com a autonomia que permitirá à companhia abrir novas rotas pela Ásia e além”, disse Lars Wagner. “As equipes da Airbus e da AirAsia têm trabalhado incansavelmente para alcançar este acordo histórico, que está totalmente alinhado com a nova estratégia de rede da companhia aérea".

Combinando o maior alcance, menor consumo de combustível e a cabine mais ampla de sua classe, o A220 é o avião comercial mais moderno em sua categoria de tamanho, transportando entre 100 e 160 passageiros em voos de até 3.600 milhas náuticas (6.700 km). No final de março de 2026, 501 A220s haviam sido entregues a 25 operadores em todo o mundo.

Como todas as aeronaves da Airbus, o A220 já é capaz de operar com até 50% de Combustível Sustentável de Aviação (SAF). A Airbus tem como objetivo tornar todas as suas aeronaves aptas a operar com até 100% de SAF até 2030.

airasia @Airbus #A220

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