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domingo, 3 de abril de 2016

CUBA, INUNDADA DE BELOS CARROS DOS ANOS 50, VIVE NOVOS ARES. TURISMO, CELULARES, COMÉRCIO PRIVADO SE EXPANDEM. O POVO, QUE RECONHECE A NECESSIDADE DA REVOLUÇÃO EM 1959 FIDEL, QUER MAIS, SEM SAIR DO ATUAL REGIME QUE DÁ EDUCAÇÃO E SAÚDE DE QUALIDADE. EMBARGO DOS EUA PODE SER MINIMIZADO COM A VIAGEM DO PRESIDENTE OBAMA A CUBA, EM MARÇO, ONDE FOI RECEBIDO EFUSIVAMENTE PELA POPULAÇÃO



Texto e fotos: Arnaldo Moreira

Quem nunca visitou Cuba pode ter naturalmente um ideia distorcida de como vivem os cubanos nesse esse país, onde, em 1959, Fidel de Castro, Che Guevara, Camilo Cienfuegos e outros patriotas derrubaram o ditador Fulgêncio Batista, que havia transformado Cuba em parque de diversões dos Estados Unidos, num reino de prostituição, onde o povo no interior não tinha o que comer e reinavam os poderosos donos da máfia estadunidense.



O regime cubano mantém um vigoroso culto à revolução, lembrada nos monumentos, em inscrições revolucionárias em muros, no artesanato que lembra, principalmente, o icônico revolucionário Che Ghevara.


Ao chegar a Havana, sentimos que o governo não mantém mais quem desembarca no no país debaixo do olho do regime, como nos duros anos após a revolução. 


Os grupos de turistas às dezenas tomam conta da capital cubana.


Mas não consegui visitar a Associação Cubana de Jornalistas - equivalente à ABI, o que significa que há ainda sérias restrições na


Pelo contrário, a capital fervilha em torno de uma tímida abertura comercial doméstica que já mostra, porém, muito tenuemente, efeitos na sociedade ávida por viver melhor - mas já entrou na era dos celulares e computadores, embora ainda sem um sinal de Internet de qualidade.

É, no entanto, justo e necessário, frisar que entre a grande maioria da população há uma unanimidade em defesa das conquistas sociais introduzidas pela Revolução. 

Na Praça da Revolução, o Ministério das Comunicações com a figura de Che Guevara na fachada

Todos reconhecem que o ato de Fidel foi necessário e desejam manter o regime, mas lamentam que o país esteja até hoje economicamente fechado, o que atribuem à consequências do bloqueio estadunidense, mas acham que está na hora do governo, hoje sob o comando de Raul Castro, lhes garantir uma vida menos apertada do que passaram a enfrentar após o fim da União Soviética.

Memorial José Marti, na Praça da Revolução, onde Fidel fazia os longos discursos


É absolutamente verdadeiro o orgulho que têm de seu país, e impõem reticências que em relação aos estadunidenses, criticando a manutenção de um embargo sem sentido e injustificável, por uma birra do conservador Partido Republicano.

Praça da Revolução

Para os cubanos o embargo é uma vingança mantida, mesmo passados quase seis décadas, pela ala mais retrógrada da sociedade estadunidense, calcada na expulsão dos mafiosos, que, com o beneplácito do governo dos EU, exploravam o povo da ilha da maneira mais vil: Havana foi ponto de jogo e prostituição até o governo Fulgêncio Batista.


Os cubanos têm muita esperança num momento novo, apesar das enormes dificuldades que enfrentam, principalmente na sua qualidade de vida. 


Por onde se anda na cidade de Havana, se vê uma quantidade enorme de gente que abriu um comércio na porta de casa, vendendo salgadinhos, artesanato. 

As caravans Hyundai são os novos táxis de Cuba  

Os taxistas, honestos, trabalham com os carros de propriedade do governo, ligados a cooperativas, onde pagam uma diária, sistema semelhante ao praticado no Brasil, com a diferença que os táxis são de empresas particulares.

Em Cuba, pelo que se percebe andando por sua ruas, não existe miséria, mas a maioria esmagadora de população é pobre
A verdade é que, como me dizia um jornalista que conheci, em Havana, que deixara o emprego numa emissora do governo para se dedicar ao aluguel de quartos em sua casa a turistas, "o governo não tem mais condições financeiras para garantir a sobrevivência da população que necessita se alimentar, vestir".

Ele reconhece que essa situação não é apenas do embargo dos EU, mas "porque o governo não se planejou para que o país no futuro tivesse uma economia forte, produtora, mesmo estatal, mas que atendesse às necessidades dos cubanos.

Esta é a casa mais antiga de Havana

O comentário se materializa na grande quantidade de edifícios, principalmente residenciais em mau estado, porque nem o estado nem quem mora neles tem meios para restaurá-los. 


"Ou se come, ou se restauram as casas. É preferível comer", como reconheceu um funcionário do sempre lotado Hotel Nacional, propriedade do governo e sem dúvida uma das boas fontes de renda da nação.


Cuba tornou-se um importante destino turístico caribenho. Havana, onde a sensação de segurança na rua é absoluta, está inundada de turistas, a maioria do Canadá, países da América Latina.

Havana é também visitado por turistas que chegam à capital em navios de cruzeiro.
São em bom número os alemães, italianos, chineses, franceses, espanhóis e portugueses (Air France, Ibéria e TAP, têm voos de Paris, Madrid e Lisboa, respectivamente, para Havana).

Este espaço, em Havana, onde foi no passado um hotel que foi demolido, nascerá um novo hotel, na orla.
Para atender a essa demanda turística, em Havana e Varadero, estão em construção ou em restauração edifícios que serão novos hotéis, em breve. 


O embargo estadunidense causou um daqueles "males que vêm para bem". Havana está coalhada de automóveis dos anos 50, Ford, Dodge, Chevrolet, entre outros que seriam vendidos pelos estadunidenses na ilha. 


Fidel Castro, após a revolução, não devolveu os carros como queriam os estadunidenses, mas os cubanos ficaram com um problema: a falta de peças de reposição, o que logo resolveram fabricando-as, em Cuba.

O Ford T resiste ao tempo depois de receber motor Diesel e peças de várias marcas

Hoje, uma pequena parte desses carros, está como nova, a maioria deles circula em bom estado e uma quantidade menor ruim. 

O russo Lada que na época da União Soviética chegava a Cuba às dezenas continuam circulando como táxis

Todos funcionando como táxis, são o charme de Havana e proporcionam agradáveis passeios pela cidade. Há-os às centenas pelas cidades cubanas.

Este Dodge, 1952, é um dos carros antigos restaurados que operam como táxis, o P, na placa identifica-o como tal.

A maioria funciona com motores a Diesel, adaptados. Param nas portas dos hotéis e em locais turísticos, esperando pelos ávidos turistas desejosos de experimentar a sensação de passear num deles.


Os cinquentões, andam nas ruas ao lado de Mercedes-Benz, Audi e MG (poucos), Peugeot, Citröen, Hyundai, e dos Geely, além da grande frota de Ladas e outras marcas russas, também táxis, da época em que a extinta União Soviética, que garantia a retaguarda política comunista a Fidel, enviou para Cuba, a título de doação.

Novos carros foram adquiridos pelo governo e formam a frota de táxis, como o chinês Geely, que por ironia tem as mesmas cores dos táxis de Nova York.
O país, assim, evolui, com notório atraso, de pelo menos 30 anos, experimentando novas formas estranhas a um regime comunista que, na verdade, já perdeu a sua essência , ao permitir o empreendedorismo privado.


Hoje, em Havana e demais cidades existe uma quantidade significativa de restaurantes, sorveterias, lojinhas de souvenires, e pequenos comércios de bebidas e alimentos e feiras de artesanato - vi-as em Havana e Varadero - privados, que o governo teve de permitir para evitar o agravamento do problema social. 


O povo deseja que as conquistas sociais da revolução permaneçam, mantendo o excelente sistema educacional, o bom padrão de saúde pública e a segurança pública perfeita.


Cubanos e turistas andam pelas ruas a qualquer hora sem serem abordados por ladrões. 

Não há em Cuba - pelo menos em Havana e Varadero, onde estive - moradores de rua, nem crianças e adolescentes perambulando pelas ruas.


A questão de Cuba são os salários insignificantes que cubanos recebem, mensalmente, o equivalente a entre US$ 10 e US$ 17, além de cotas de alimentação que, todos são claros em afirmar, não chegam para mais do que 15 dias do mês.

Para cobrir essa lacuna grave em sua alimentação, quem pode trabalha no turismo pelas gorjetas (propinas) que recebem. 


Nos hotéis e restaurantes é comum sermos atendidos por engenheiros, economistas, professores que preferem trabalhar nessa área, onde recebem as gorjetas que garantem a complementação da alimentação da família.

É inegável, Cuba possui uma estrutura turística excelente. A marina de Varadero, por exemplo, muito bem organizada, bonita, moderna, eficiente, como não existe nenhuma no Brasil.


Ali, operam 14 catamarãs de grande porte que realizam os passeios pelas ilhas, com muita diversão a bordo, e 20 iates para pesca esportiva, e passeios, todos de propriedade do governo, adquiridos da França há 10 anos.


Cuba precisa de entrar numa fase de desenvolvimento urgente, e os cubanos esperam que os Estados Unidos levantem o embargo, o que poderá ser acelerado com a visita histórica, em março, do presidente Obama.


Varadero está com o turismo em crescimento visível com a construção de sete novos hotéis. 


A praia é belíssima e os hotéis, como o Melià Varadero oferece excelentes serviços. Enfim, a sugestão é que visitem Cuba. Fiz questão de conhecer o país ainda na era Castro.

VOLKSWAGEN CRIA UM “SERVIÇO MÓVEL AMAROK”, PARA ATENDER A CLIENTES FROTISTAS DO MODELO MESMO EM LONGAS DISTÂNCIAS DAS CONCESSIONÁRIAS. FAZ MANUTENÇÃO, PEQUENOS REPAROS E REVISÕES. INICIALMENTE O SERVIÇO CONTA COM 10 CARROS QUE ESTÃO LOCALIZADAS EM MANAUS, RIO BRANCO, BOA VISTA, REDENÇÃO, MACEIÓ, CUIABÁ, RONDONÓPOLIS, ARAGUAÍNA, RIO VERDE E PASSO FUNDO. PARA ACIONAR O SERVIÇO BASTA ENTRAR EM CONTATO COM A CONCESSIONÁRIA


A partir de agora, além das mais de 600 concessionárias espalhadas pelo Brasil, a Volkswagen oferece um atendimento diferenciado aos clientes frotistas proprietários da Amarok: é o programa Serviço Móvel Amarok. 


Trata-se de uma unidade móvel equipada com peças e ferramentas para atender clientes fora das instalações da concessionária, de forma itinerante e remota.

O objetivo do programa é prestar serviços de manutenção e pequenos reparos à frota circulante de Amarok de clientes que operam em longas distâncias de uma concessionária da marca, visando ampliar o seu acesso à qualidade dos serviços oferecidos pela Rede Volkswagen.

Atualmente, há 10 unidades de Serviço Móvel Amarok alocadas em concessionárias da Rede Volkswagen localizadas em regiões que possuem maior concentração de clientes frotistas, tais como: Manaus (AM), Rio Branco (AC), Boa Vista (RR), Redenção (PA), Maceió (AL), Cuiabá (MT), Rondonópolis (MT), Araguaína (TO), Rio Verde (GO) e Passo Fundo (RS). No total, as unidades de Serviço Móvel Amarok atendem cerca de 141 cidades.

O Serviço Móvel Amarok oferece revisões do 1º ao 12º serviço, podendo realizar até 15 revisões em uma única viagem, além de reparos básicos com diagnóstico prévio, tais como: troca de lâmpadas, lanternas, faróis, alternadores e baterias; calibração dos pneus; substituição das palhetas do limpador de para-brisa, pastilhas, lonas e discos de freios; entre outros.

“Queremos oferecer ao cliente frotista Volkswagen um atendimento diferenciado, que exceda suas expectativas na prestação de serviços, visando conquistar a sua satisfação total como cliente e sua fidelização à marca Volkswagen. Além de beneficiar o cliente, o Serviço Amarok Móvel também busca aumentar a capacidade de atendimento do concessionário, estendendo a oferta de serviços para fora das instalações da concessionária, aumentando a sua rentabilidade”, disse o gerente executivo de Comerciais Leves da Volkswagen do Brasil, Ricardo Casagrande.


O Serviço Móvel Amarok, cujo atendimento é realizado em uma Amarok cabine simples, possui estrutura moderna, que conta com armários e prateleiras para armazenamento de peças e equipamentos aplicados na revisão e reparo do veículo; gaveteiros para acondicionamento de ferramentas; ganchos para amarração de material complementar; luminárias de led branco embutidas no teto do interior da unidade móvel e interruptores para acionamento; escada de acesso traseiro; unidades para sucção de óleo do motor; tanque de 50 litros para drenagem e transporte dos filtros de óleo e de combustível usados, para serem posteriormente reciclados; sistema de ar comprimido; adaptadores para acoplamento do inflador dos pneus e do bico para limpeza; entre outros ferramentais e equipamentos.
Tecnologia e alta robustez

A Amarok Linha 2016 é a picape mais avançada tecnologicamente disponível no mercado brasileiro. 

Ela é a única na qual todas as versões são equipadas de série com sistema de freios ABS Off-road (exclusivo na categoria) com distribuidor eletrônico da força de frenagem EBD, sistema de assistência à frenagem (BAS), sistema de frenagem sob chuva (RBS), sistema de controle de tração (TCS), bloqueio eletrônico do diferencial (EDL), controle eletrônico de estabilidade (ESC), assistente de partida em subida (HSA), controle automático de descida (HDC) e faróis de neblina.

Com tração integral 4MOTION e câmbio automático de oito marchas (exclusivo na categoria), a Amarok Highline tem desempenho fora de estrada extraordinário, grande capacidade de carga e excelente conforto de rodagem – comparável ao de um automóvel. 

Entre as novidades presentes na Amarok Highline se destacam a disponibilidade, como opcionais, de faróis bixênon com luz de condução diurna em LED e de airbags laterais, além do duplo airbag frontal de série. 

As bolsas dos airbags laterais, que protegem simultaneamente o tórax e a cabeça dos ocupantes, estão localizadas na lateral externa do encosto dos bancos dianteiros.

Outro recurso da versão topo de linha é o rebatimento elétrico dos espelhos retrovisores, que facilita estacionar em vagas estreitas, reduzindo a largura total do veículo em 17 cm. 

Há também o aquecimento dos retrovisores externos (nas as versões que possuem o ajuste elétrico do retrovisor), que facilita as manobras e a condução em dias chuvosos. 

Como recurso adicional, a Amarok Highline dispõe de câmera de ré de série. Ainda entre os itens inéditos de série das versões Trendline e Highline estão os faróis de neblina com luz estática para conversão e o sensor de estacionamento dianteiro.

A Amarok é oferecida em sete opções de configuração, entre carroceria cabine simples e cabine dupla, com ou sem caçamba, tração 4x4 selecionável ou permanente, transmissão manual de seis marchas ou automática de oito marchas.

Na versão S da pick-up – oferecida em configurações de cabine simples (com tração 4x4) e de dupla (tração 4x4) – o motor 2.0 TDI conta com um turbocompressor e tem potência de 140 cv, que surgem a 3.500 rpm. 

O torque é de 34,7 kgfm, disponível a partir de 1.600 rpm. Nas versões SE, Trendline e Highline, o motor 2.0 TDI tem dois turbos, o que eleva sua potência para 180 cv. 

O torque máximo é de 40,8 kgfm a 1.500 rpm, com o câmbio manual de 6 marchas. Com o câmbio automático de 8 marchas (recurso opcional para a versão Trendline e de série na Highline), o torque máximo é de 42,8 kgfm a 1.750 rpm.

FORD LANÇA NO PERU O ECOSPORT TITANIUM AT 2016, AUTOMÁTICO, PRODUZIDO EM CAMAÇARI, AMPLIANDO A PRESENÇA DO SUV BRASILEIRO NO PAÍS ANDINO, ONDE É UM DOS MAIS VENDIDOS DO SEGMENTO. A META DA FORD É AMPLIAR SUA LINHA NA AMÉRICA DO SUL


A Ford iniciou as vendas do EcoSport automático no Peru, dando sequência ao programa de ampliação da linha na América do Sul. Produzido em Camaçari, na Bahia, o novo EcoSport Titanium AT 2016 com motor 2.0 a gasolina e transmissão sequencial de seis velocidades aumenta a oferta do utilitário esportivo no país andino, onde é um dos mais vendidos do segmento.

Como em outros mercados mundiais, a transmissão automática tem atraído a atenção dos consumidores peruanos com o apelo do conforto extra ao dirigir, principalmente nos centros urbanos. 

Com suas características de tamanho, conforto e versatilidade, o EcoSport é considerado o veículo com característica aventureira urbana ideal para rodar no tráfego intenso de Lima.

"O EcoSport é um dos modelos mais vendidos e reconhecidos de toda a linha Ford no Peru e conseguiu se conectar muito bem com a preferência do nosso mercado. 
É confortável e espaçoso, projetado para homens e mulheres jovens que querem um veículo para acompanhá-los em todas as suas atividades e tem o tamanho ideal para rodar nas nossas cidades”, argumenta Gustavo Picciafuoco, gerente-geral da Ford Peru. 

Design atraente e inovações tecnológicas são outros atributos que deram ao modelo uma participação de 11% no segmento de utilitários esportivos compactos no mercado peruano, em 2015. 

Entre outros equipamentos, ele se destaca pela oferta de controle eletrônico de estabilidade, assistente de partida em rampa, seis airbags e sistema de conectividade SYNC com comandos de voz para telefone, entretenimento e climatização.


Em 2015, o EcoSport foi o utilitário esportivo líder em exportação do Brasil, com mais de 30.000 unidades. 

O modelo já ultrapassou 1 milhão de unidades produzidas no País, onde oferece também uma versão 1.6 automática, e está presente em mais de 100 mercados globais.

sábado, 2 de abril de 2016

FIAT TORO É O TERCEIRA PICAPE MAIS VENDIDA DO PAÍS EM MARÇO, QUANDO FORAM VENDIDAS 3.080 DESSA SUV QUE FOI MUITO BEM RECEBIDA PELO MERCADO, COMO SE PODE VER PELO SEU DESEMPENHO COMERCIAL


Em seu primeiro mês completo de vendas, a Fiat Toro alcançou a terceira posição entre as picapes mais vendidas no Brasil, com 3.080 unidades comercializadas em março. 

A liderança do segmento segue com o Fiat Strada (5.357 unidades vendidas no mês), comprovando a força e a tradição da marca na oferta de automóveis de qualidade e versáteis, ideais tanto para o uso diário quanto para o trabalho.

Lançado em fevereiro, o Fiat Toro atraiu de imediato a atenção do consumidor. Reúne o porte, a altura e a ergonomia de um SUV, a robustez de um fora de estrada com o conforto de um automóvel e a praticidade e espaço de uma picape cabine dupla de quatro portas, capacidade para acomodar até cinco pessoas com requinte e segurança e levando até uma tonelada.

Com o Toro, a Fiat vence o desafio de se construir uma picape monobloco e com tecnologia de ponta, tanto em conforto e desempenho, como em conectividade e segurança. 

Para isso, vale-se da sua longa experiência em picapes, com mais de 15 anos de liderança absoluta da Strada no mercado brasileiro, e também o know how do grupo FCA (Fiat Chrysler Automobiles), que oferece a possibilidade de novos e modernos projetos.

quinta-feira, 31 de março de 2016

UMA BELA HISTÓRIA DO ANTIGOMOBILISMO, ENVOLVENDO A FERRARI. OS NOVOS PEQUENOS CARROS DA GM TERÃO BASE CHINESA, EM FUNÇÃO DA ALIANÇA COM A SAIC. E A SUBARU LANÇA PLATAFORMA GLOBAL. E O SALÃO DO AUTOMÓVEL DESTE ANO DEVERÁ TROCAR O ANHEMBI PELO SÃO PAULO TRADE, CUJAS OBRAS ESTÃO ATRASADAS




Coluna nº 1.416 - 31 de Março de 2016
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Fênix Ferrari 


Um feliz Daniel Sielecki deixa a Ferrari com seu 225E revivido 


Na gradação da atividade de preservar veículos antigos, árduo trabalho de particulares para resgatar – às vezes exumar – referências para gerações posteriores, há degrau superior: o resgate à originalidade de exemplares a nível de pré sucateamento. 

Está ligado ao perverso ciclo capitalista, iniciado com período áureo de Cinderela, quando novo, brilhante, de proprietários abonados, indo ao ocaso plúmbeo, dias de gata borralheira, de carro surrado, não elegível para corridas, de proprietários sem orçamento e/ou glamour. 

A valorização mundial dos automóveis antigos, o decolar de valores, o superior marketing da marca, o despertar do mercado com investimentos para salvar unidades antes desprezadas, fez a Ferrari entrar na janela de negócios e criar área específica, o Ferrari Classiche, para restaurar carros da marca. 

Tem referências, desenhos, artífices, expertise de época, capacidade de recuperar ou fazer peças, encomendar acessórios. Enfim, por soma nunca divulgada, pois quem tem meios para tal não comente montante, revive sucatas, realiza sonhos. 

Vizinho

É o caso da Ferrari 225E, unidade 0178, de 1952, então comprada diretamente na fábrica pelo argentino Conde Antonio Sterzi. Gentleman Driver Sterzi fez o esperado a comprador de Ferrari nesta época. 

Era carro de corridas, e a aplicação foi esta. Com o italiano Nino Rovelli estreou-o na Mille Miglia. 

Em seguida, motor amaciando, com Bruno Sterzi ganhou a Coppa Della Toscana, e correu a Subida de Montanha Bolzano-Mendola; a Coppa Intereuropa de Monza. 

Sterzi o vendeu e a 225E/0178 passou por incontáveis proprietários, desgastes, perdas e, caminho sem glória, chegou próximo ao vale da morte: ter-se incendiado indo à destruição quase completa. 

Fênix 
Mitológica ave grega define o processo. Base e motor se salvaram, mas aos critérios das décadas anteriores, era apenas um carro velho, diferente, de uso quase impossível em rua - e incendiado. 

Nos anos ’80 alguém cometeu uma reforma. A argentinos, serviço media boca. A italianos mezza bocca ... Na prática, inutilizável. 

Destino adiado, e o passar do tempo deu-lhe direção ascendente, valorizando, evoluindo de sucata a investimento para resgate. 

Tais restos automobilísticos foram adquiridos por Daniel Sielecki, abonado colecionador argentino – único sul-americano já premiado no festejado Pebble Beach Concours d’Élegance. 

Comprou, fechou a gaveta das emoções, abriu a de providências executivas, mandou-o ao Ferrari Classiche. 

Disse o Riparto Classiche – como dito com intimidade na empresa mãe -, a maior dificuldade não estava em restaurar a carroceria, pois para isto o triângulo Maranello, Turim, Milão inclui incontáveis artesões capazes de moldar portas, capôs, para lamas, e muitos etccc com tasso e calço em chapas de alumínio. 

Nem sequer a parte mecânica, com itens residuais concedendo ser copiados. Problema estava no interior, instrumentação, painel, e detalhes do revestimento. 

A empresa fabricava carros de corrida, e componentes de acabamento e decoração, fornecidos por terceiros, escapavam ao interesse maior, incluindo projetos, desenhos e arquivo. 

Sem referência, a Ferrari fez pesquisa mundial em coleções e museus para apurar a maior constância de tais itens entre os carros sobreviventes, e escolher, à base do maior percentual, a ser reproduzido. 

Teve sorte na messe: há três anos restaurara exemplar de 225S, do mesmo ano, para colecionador brasileiro, sucesso no Encontro de Araxá, pico da elegância antigomobilista tupiniquim. 

Restante foi fácil, encomendando e fazendo itens de composição, painel, instrumentos, bancos, etccc., desviando-se do vermelho, óbvio no imaginário mundial, caindo na realidade do azul escuro na parte inferior e branco sujo no teto, o saia-e-blusa praticado à época. Daí finalizou com estofamento em couro. 

A ser lembrado na história de tal resgate, em 1952 a Ferrari tinha apenas 6 anos de operação, era quase uma garagem velha, dedicada à tosca construção de carros de corrida – monopostos e bipostos conversíveis, as Barchetta, e os de teto rígido, as Berlinetta, como no caso. 

Eram carros para competição, duros, desconfortáveis, carrocerias moldadas artesanalmente por fornecedores externos, acabamento sem preciosismo, concedendo, ás vezes, andar na rua. 

O 225 foi feito apenas no ano de 1952, e em quantidade reduzida. Seu número indica, era o 178, o produto desde o início da empresa. 

Não se sabe o custo da operação fênix, entretanto como referência, meses atrás, uma 225S Barchetta, atingiu em leilão nunca imaginados 6 milhões de euros.



De Lorean, a volta
Um automóvel cuja história daria movimentado romance. Bem se adapta ao De Lorean, projeto e entusiasmo do engenheiro John Zachary De Lorean, ex-enfant gatée da GM, criador do Pontiac GTO, festejado Muscle Car. 

Saiu da corporação para ter marca e carro próprio carro na Irlanda, em incentivado processo.

O automóvel era, por si só, atrativo pela carroceria em aço inox, portas abrindo para cima, como asas de gaivota, e motor V6, 130 cv, de custos divididos entre Peugeot, Renault e Volvo, de performance aquém do pretendido. 

Apesar da maciça divulgação pelos filmes De Volta Para o Futuro, complicações, como uma nublada armação para prendê-lo por tráfico de entorpecentes, foi mais um componente na história e acelerou o fim da aventura. 

Mas há novidades. Rex Parker, californiano de mãe e passaporte brasileiros, residente em Huntington Beach, próxima a Los Angeles, Califórnia, maior concentração de veículos por qualquer medida, surpreendeu-se com chegada da De Lorean à sua vizinhança. E mandou este texto para a Coluna. (RN) 

POR MAIS INCRIVEL QUE SEJA, TUDO AQUI PARA O SEU DE LOREAN!
Difícil imaginar, mas aqui mesmo em Huntington Beach, há uma revendedora De Lorean. Isso com o último carro tendo sido produzido em 1982!

Disponíveis são carros completos e operações de serviço para quem já é dono de alguma unidade. 

E, claro, os "Flux Capacitor" para quem não tem carro. Acessório importante, não é? 

E para quem quer um 0km, no ano que vem eles vão começar produzir carros novos. Não com o velho motor V6 PRV, mas com novo, atualizado. 

 Ainda em plástico (fibra + carbono) e chapas de aço inox. Do estoque remanescente quando a fábrica fechou na Irlanda, sobraram peças para fazer mais uns 3.000 carros (a produção entre 1981-1982 foi de uns nove mil De Lorean).

Quantos dos originais sobrevivem? Uns 6.500-7.000 no mundo inteiro. Depois do passar do tempo e ganhar ares de celebridade, há dezenas de recentes Barn Finds todo ano. (Rex Parker, de Huntington Beach, California).

Nota do Editor: No Brasil, há terês unidades. Flux Capacitor era engenhoca mostrada nos filmes, capaz de fazer o automóvel mover-se no tempo...... 

Depósito, revendedor e futura fábrica dos renascidos De Lorean 


Roda-a-Roda 

Xing ling – Próximos carros pequenos GM em países emergentes terão base chinesa, produto da aliança com a SAIC, marca de lá. 

Substituto - É Projeto GEM - Global Emerging Markets -, plataforma de baixo custo, substituindo Sonic, Aveo, Classic/Sail, Onix/Prisma, única para América Latina, África, Ásia e Oriente Médio. Foca economia de escala. 

Papel
– Para 2018, projeta, apenas no Brasil, fazer 510 mil unidades. 

Questão – Processo não está claro e liso. Precisa de resposta do governo federal. Presidente da GM pediu à Presidente Dilma estabilidade política e econômica para manter investimentos e a produção no Brasil. Pelo momento atual talvez tenha que mudar para a Argentina ou aguardar cenário clarear.



Nova plataforma global Subaru 



Global – Subaru exibiu primeiros dados de sua nova plataforma global. Manterá motor de cilindros horizontais contrapostos, tração All-Whell Drive, e tecnologia Eye Sight identificadora da proximidade de obstáculos e pedestres. 

Resultados – Quer dobrar a rigidez torcional, conseguir melhor dirigibilidade, segurança, baixar o centro de gravidade reduzindo a distância do solo e aumentar a estabilidade. Servirá a todos os produtos. 

Mobi – Mais novidades sobre o Mobi, menor e mais barato dos Fiat, com apresentação em abril: tampa traseira em vidro; intocado motor Fire, 4 cilindros, 1,0. Sonhado motor de 3 cilindros e 12 valvulas não ficou pronto. 

Vai bem - Mobi pesa entre 80 e 100 kg menos relativamente ao Uno, e por isto tem resultado dinâmico, emissões e consumo bem ajustados, dispensando intervenções. Três Cilindros no Salão do Automóvel, outubro. 

Aliás – Fabricantes e importadores preocupados com o Salão do Automóvel. Promete-se mudar de lugar na edição deste ano, deixando o mal instalado Anhembi, indo à São Paulo Trade, área do antigo Espaço Imigrantes. 

Questão – Problema é não tê-lo pronto, com reforma dos 40.000 m2 de área expositiva; construção de 50.000; ar condicionado geral; centro de convenções com um ha; e estacionamento coberindo 4,5 mil vagas. Falta muito. 

Elétrico
– Correios testarão, por três meses, furgão elétrico chinês BYD. Capacidade para 800 kg, tocado por baterias de lítio-fosfato de ferro, autonomia de 200 km, superior à média das entregas postais. 

Meta
- Aferirá resultados de custos no transporte de cartas e encomendas, e na difícil meta de reduzir, até 2020, de 20% nas emissões poluentes. 

Cliente
– Maior comprador de veículos à indústria automobilística, 15% do volume, setor de locação de veículos crê, para ele, números serão menos ruins ante os da economia e do setor. Compras caíram 18,4% e o mercado 24,2%. 

Quem – Fiat mantém liderança vendendo 16,5%. Renault, antes terceira, cresceu de 7,9 para 12%; VW caiu a terceira, de 16% a 10,5%. Ford saltou, de merréticos 3,2% a 7,9%, e GM desceu à 5ª posição, de 8,3% a 7%. 

Qualidade
– FPT Industrial, fabricante dos motores diesel utilizados por Fiat e Iveco padronizou em sua área técnica, em Sete Lagoas, 70 km ao norte de Belo Horizonte, MG, todas as metodologias de análise e sinergia com o mercado. 

Na prática – Diz, reduziu o índice de falhas e, no campo pesquisa entre clientes demonstrou os motores F1C Dual Stage de 170 cv, NEF 6, de 280 cv, e Cursor 10, com 420 cv, como os melhores do mercado em suas categorias. 

Jogo duro – Shell aumentou a família Rimula, de óleos lubrificantes para motores diesel para serviços pesados. 

É o R3 Multi SAE 15-40W. Pela multi viscosidade promete reduzir consumo de lubrificante em até 30%. Será? 

Ação – Proteste, Associação de Consumidores, e Consumers International, reunindo consumidores de 140 países, levaram jornalistas ao Autódromo de Interlagos para demonstrar e eficiência do controle eletrônico de estabilidade. 

Pressão – Querem apoio institucional para pressionar o Conselho Nacional de Trânsito e, antecipar ao segundo semestre de 2017 a obrigatoriedade de os veículos nacionais portarem tal equipamento. Pelo Contran, obrigação é 2022. 

Hermanos
– 10 de abril, nova edição da Expo Auto Argentino, a veículos argentinos, no Clube de Campo La Tradición, em Moreno, beiradas de Buenos Aires. Esperados mais de 200 veículos, clubes, associações. 

Tema - Festeja 50º aniversário do ícone argentino, o IKA Torino. Ocasião para compra de peças e automobilia. Organização pelos editores dos sítios Autohistoria e Coche Argentino, com apoio do Rotary Club de Francisco Alvarez. 

Gente – Laurent Barria, francês, diretor de marketing da Citroën e DS no Brasil, promoção.

OOOO Diretor de marketing na matriz francesa. 

OOOO Em seu lugar, Nuno Coutinho, 40, administrador, português. 

OOOO Planejava produtos e preços para a América Latina. 

OOOO De uns anos para cá descobriram talentos lusos. 

OOOO O líder da PSA, holding de PSA para o Mercosul, Carlos Gomes, é de lá. 

OOOO Em âmbito maior, Carlos Tavares, presidente da PSA mundial, patrão geral, também. 

OOOO Mário Guerreiro, Vice Presidente de comunicações da VW na America, no centro do furacão da crise com motores diesel, idem. 

OOOO Outro Mário, Rodrigues, engenheiro, 51, também português, chefe de produção na fábrica VW de São Bernardo do Campo, SP. 

OOOO Rogério Leite e Marcelo Ghigonetto, jornalistas especializados, mudança. 

OOOO Foram para o time Honda de relacionamento com a imprensa. 

OOOO Honda dispensou agencia SP2Publicom para concentrar esforços sob o mesmo teto. OOOO 

60 anos entre o sonho e a realidade 

Mercedes começaria no Brasil com o 190 ... 

Mercedes-Benz inaugurou fábrica moderna em Iracemápolis, SP, Capacidade de 20 mil unidades/turno/ano, produção inicial dos sedãs Classe C, motor 1,6, turbo, injeção direta, 186 cv. 

É uma espécie de cumprimento de desejo após seis décadas. Em novembro de 1956, pela Resolução 9, o GEIA, grupo encarregado de implantar a indústria automobilística no Brasil, aprovou o projeto da alemã Mercedes-Benz de produção de caminhões e automóveis, o 190 sedan. 

Motor 1,9, cerca de 85 cv de potência. Era o modelo W 121. Nunca o fez. À época era mais importante revolucionar o mercado de ônibus, inovando com o monobloco, com suspensão dianteira por molas helicoidais, alterando o projeto constando da Resolução 9, de novembro de 1956. 

Posteriormente, a Mercedes criou fábrica em Juiz de Fora, MG, para fazer o Classe A. 

Automóvel futurista, o melhor tecnologicamente dotado no Brasil do fim do século passado, não se viabilizou por questões de nacionalização de componentes. 

Após encerrar-se, a Mercedes, para adequar-se aos incentivos da operação, montou unidades da Série C em versão cupê, mas durou apenas o período incentivado, transformando a fábrica para produzir partes de caminhões.

Voltou agora, fábrica específica e, como produto, o mais vendido da marca.

 ... questões paralelas atrasaram 60 anos, mas agora faz o Série C 
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