Pesquisar este Blog do Arnaldo Moreira

sexta-feira, 22 de julho de 2022

GP da França tem estreia mundial do Alpine A110 E-ternitê, conversível, 100% elétrico




Quero eletrificar a Alpine para que ela se insira na eternidade”

Este comentário foi feito por Luca de Meo pouco após sua chegada ao Renault Group. O desafio foi aceito por Laurent Rossi, CEO da Alpine, e os engenheiros da marca. Em menos de um ano, uma verdadeira tropa de elite concretizou o audacioso desafio e foi ainda além, apresentando um modelo conversível.

Totalmente elétrico, o A110 E-ternité é fruto deste trabalho exploratório, para comemorar os 60 anos da berlinette. Servindo de ligação entre um passado de grande prestígio e um futuro 100% elétrico, ele representa os trabalhos que a Alpine tem realizado atualmente para desenvolver sua nova gama de modelos.



Desafio impossível?

Comprometido com a motorização elétrica há mais de 10 anos, o Renault Group é pioneiro neste tipo de propulsor, além de ter acumulado uma rica e valiosa experiência em todas as áreas da indústria automotiva. Isso fez com que as equipes da Alpine logo pudessem iniciar suas reflexões de forma bastante natural em torno do tema.

A chegada de Luca de Meo e o anúncio de uma gama 100% elétrica na Alpine permitiram dar um direcionamento claro para o trabalho das equipes, além de ser uma oportunidade para trabalhar em um modelo elétrico de forma exploratória. No melhor espírito “restomod”, o A110 é a adaptação de um clássico aos tempos atuais, tornando-se um verdadeiro laboratório para estes trabalhos de pesquisa, para fazer a ligação entre um prestigioso passado e um futuro com grandes ambições.

Com o claro objetivo de eletrificar os próximos modelos da Alpine e – por que não? – começar pelo Alpine A110, um mito da esportividade reconhecido pela sua leveza e agilidade, tudo foi feito a partir de um orçamento realista.

Para alguns, era “uma contradição impossível de resolver”, mas para as equipes apaixonadas da marca, foi “um desafio à altura da Alpine”.



Tecnologia e inovação no coração do projeto

As orientações eram simples: eletrificar o A110, com equivalente performance, equilíbrio e agilidade em comparação com a versão térmica, baseando-se nas forças, know-how e tecnologias do Grupo.

Como se este desafio não fosse grande o suficiente, a Alpine ainda incluiu quatro inovações às especificações do protótipo:

▪ Um sistema multimídia inovador, utilizando o tablet pessoal do condutor para oferecer uma experiência de conectividade intuitiva e natural, baseada no sistema operacional Android / Google, permitindo centralizar todos os aplicativos do usuário em um único aparelho.

▪ Um sistema de áudio com tecnologia de ponta, que associa 8 alto-falantes para criar uma experiência de som surround.

▪ Materiais inovadores que aliam performance e sustentabilidade.

▪ Uma solução de teto conversível para vivenciar o silêncio da tecnologia de motorização elétrica, concretizando o sonho de rodar com o Alpine A110 elétrico sem capota e sem ruídos.


Desafios de sistema de tração


▪ Sistema de tração e módulos de bateria do próprio grupo

Como marca do Renault Group, seria natural que a Alpine buscasse para este novo projeto aquilo que já estava disponível no arsenal de sistemas e tecnologias do grupo. Os módulos de baterias são idênticos aos de Mégane E-Tech 100% elétrico. Mas para obter uma distribuição otimizada do peso e instalar os doze módulos de baterias, foi necessário projetar estruturas de proteção específicas para as baterias do A110, além de adaptar a arquitetura interna. Para isso, foram instalados quatro módulos na frente e oito na traseira. E para fazer frente a este desafio, os engenheiros tomaram a liberdade de posicionar os módulos de forma não “tradicional”.

Apesar da inclusão destes doze módulos, o peso total do Alpine A110 E-ternité se mantém bastante leve, com um aumento de apenas 258 kg, graças ao peso contido do conjunto de baterias (392 kg).


▪ Transmissão especialmente desenvolvida pela Alpine

Para que a relação 0-100 km/h / velocidade máxima não provocasse um aumento de kW, que requer baterias maiores, foi incluída uma transmissão inovadora ao motor elétrico “padrão” do Grupo.

Nenhuma transmissão disponível internamente permitiria que os engenheiros da Alpine atingissem os objetivos em termos de especificações deste A110 E-ternité. A ideia era encontrar uma transmissão eficiente e macia, que não provocasse a quebra de torque e fosse ao mesmo tempo leve e compacta.

Junto com o fornecedor de transmissões da Alpine, foi estudada internamente uma transmissão na versão com dupla embreagem (DCT) e controle eletrônico semelhante à do A110 com motor térmico, mas com embreagens dimensionadas para atingir um torque mais alto. A solução com dupla embreagem permite não ter quebra de torque, sendo ao mesmo tempo leve e compacta.



▪ Sistema eletrônico: combinação bem sucedida de duas tecnologias 

A equipe da Alpine demonstrou sua engenhosidade no trabalho do sistema eletrônico, fazendo o cruzamento de duas arquiteturas eletrônicas, apesar da diferença de 10 anos que as separa. Chamada de E/E, esta transposição de arquiteturas foi um sucesso, pois permite manter as funcionalidades do A110 equipado com motor térmico e incluir os novos atributos da motorização elétrica e ainda mais, como a função “overtake” ou a possibilidade de permitir a comunicação entre duas baterias.




Foi instalada uma única central de controle eletrônico para fazer a comunicação entre os dois sistemas. A inovação oferece novas oportunidades para a simplificação de arquiteturas ou de melhoria contínua durante todo o ciclo de vida do produto.



Equipamentos inéditos

O A110 E-ternité oferece ainda mais, com novos equipamentos desenvolvidos simultaneamente pelos engenheiros da Alpine.


▪ O tão esperado teto conversível

Há muito tempo se ouvia o desejo de ter um A110 conversível. Por isso, a Alpine decidiu enfrentar mais um desafio. A principal dificuldade foi encontrar uma solução rápida para integrar o teto conversível à estrutura do Alpine A110. Assim, os engenheiros da Alpine imaginaram uma solução leve e simples que não afetasse a rigidez do A110 de produção em série, com duas estruturas de teto injetadas produzidas com carbono reciclado. Este componente foi totalmente desenvolvido e fabricado internamente.



▪ Tela central & sistema de áudio

A engenharia da Alpine considerou como questão de honra desenvolver um veículo que fosse tão belo quanto eficiente. Para isso, a cabine teria que estar à altura. A equipe conseguiu satisfazer as exigências de design e as necessidades da arquitetura eletrônica. A solução foi ligar a fiação diretamente no painel de instrumentos, o que permitiu manter o mesmo computador de interface eletrônica. O resultado ficou à altura das expectativas, com a integração de:

- Um sistema de áudio com tecnologia de ponta, que associa 8 alto-falantes e um subwoofer para criar uma experiência de som surround, com a inclusão de uma via central e duas caixas acústicas na traseira.

- Um sistema multimídia inovador, por meio do qual o tablet pessoal do condutor cumpre a função de tela multimídia do veículo, para integrar todo o universo e os aplicativos utilizados pelo usuário. Este sistema permite dispor das últimas tecnologias em termos de telas e sistemas operacionais.



▪ Materiais inovadores

Alguns componentes-chave são fabricados a partir do linho, sendo ao mesmo tempo leves e sustentáveis. Paralelamente, foi desenvolvido um segundo protótipo do A110 E-ternité 100% elétrico, o que permitiu aplicar esta tecnologia a algumas peças da carroceria, como o revestimento do capô, teto, vidro traseiro, grade frontal, estruturas dos bancos e saia traseira. Este material é fornecido pela empresa Terre de Lin, localizada nos arredores de Dieppe (onde fica a sede da Alpine, na região francesa da Normandia). O linho é um material promissor, sendo tão resistente quanto o carbono e proporcionando uma melhor performance acústica.

Esta nova experiência permite preparar para o futuro, pois o desenho das peças é compatível com diferentes materiais compósitos. Assim, um mesmo molde permite produzir um componente tanto em fibra de carbono como de vidro ou linho, abrindo caminho para pesquisas futuras.

Sistema de tração e módulos de baterias




Especificações técnicas Alpine A110 – Térmico A110 E-ternité

 

Alpine A110 – Térmico

A110 E-TERNITÉ

Performances

  

Torque máximo

320 / 340 Nm

300 Nm

Potência máxima

215 / 221 kW

178 kW

0 a 100 km/h

4,4 s / 4,2 s

4,5 s

Velocidade máxima

260 / 280 km/h

250 km/h

1.000 m DA

22,8 / 22,4 s

23,7 s

PESO  
Peso total

1.120 kg

1.378 kg (meta 1.320 kg)

Distribuição frente / traseira

43 / 57

42 / 58

Autonomia (60 kW/h)  
WLTP

550

420

(BCB LR/ 470)

Motor térmico / elétrico:

MR18 215 kW / 320 Nm

6AM 178kW / 300Nm

Transmissão

DCT 7 Getrag DW30

Alpine DCT 2

Relação de transmissão

7

2

Rodas

Alumínio forjado Frente: 7,5J18 / Traseira: 8,5J18

Alumínio forjado Frente: 7,5J18 / Traseira: 8,5J18

Pneus

Frente: 215/40 R18 – Traseira: 245/40 R18

Frente: 215/40 R18 – Traseira: 245/40 R18

Suspensão dianteira

Duplo A

C/O A110 ICE

Suspensão traseira

Duplo A

C/O A110 ICE – braço inferior reforçado

Molas

Frente: 47 N/mm / Traseira: 90 N/mm

Frente: 50 N/mm / Traseira: 130 N/mm

Barra estabilizadora

Frente: 106 daN.m/° / Traseira: 29,8 daN.m/°

Frente: 106 daN.m/° / Traseira: 29 daN.m/°

Amortecedores

Mando

Ohlins

E/E

T4VS

T4VS / interface Alpine / SWEET 200

Bateria

SO

60 kWh / 200 kW

MVODM

1.120 kg

1.378 kg

Sobre a Alpine

Fundada em 1955 por Jean Rédélé, a Alpine sempre se destacou com seus carros esportivos com estilo francês. Em 2018, a marca apresentou o novo A110, um carro esportivo fiel aos princípios atemporais da Alpine em matéria de compacidade, leveza, agilidade e prazer de dirigir. Em 2021, foi criada a Unidade de Negócios Alpine. Assim, ela se tornou a marca dedicada aos carros esportivos inovadores, autênticos e exclusivos do Renault Group, que se beneficiam do legado e do know-how de sua fábrica histórica de Dieppe, bem como da maestria da engenharia das equipes da Alpine Racing e da Alpine Cars.

quinta-feira, 21 de julho de 2022

Coluna Minas Turismo Gerais



Coluna Minas Turismo Gerais  


Jornalista Sérgio Moreira 



Casa dos Contos, a primeira casa da moeda

 

Para comemorar os  311 anos de Ouro Preto no dia 16 de julho, foi reaberto o Museu Casa dos Contos, um dos marcos da história da economia do Brasil no século 18.

 

A Casa dos Contos em Ouro Preto

Ouro Preto está a 90 Km de Belo Horizonte, A reabertura do museu restitui o valor de uso do imóvel à comunidade e à população, conferindo a possibilidade de o visitante significar e ressignificar o espaço e o acervo público histórico.

Construído entre os anos de 1782 e 1784 para ser a residência e "Casa dos Contratados" de João Rodrigues de Macedo, cobrador dos impostos da Capitania de Minas Gerais, o casarão fica localizado no Centro Histórico da cidade e se destaca por sua imponência e beleza.

 


Em 1820 e 1821, a construção ganhou prolongamento do lado direito da edificação e foi acrescido o piso superior da ala do córrego, onde passou a funcionar a Casa de Fundição, até então alojada nas dependências do Palácio dos Governadores, na Praça Tiradentes.


 

O casarão, com projeto de edificação atribuído ao mestre Antônio de Souza Calheiros, foi um local importante durante a Inconfidência Mineira, pois recebeu tropas do vice-rei, em 1789 e serviu como cárcere para os inconfidentes, dentre eles Álvares Maciel, Luiz Vieira da Silva, Padre Rolim e Cláudio Manuel da Costa, sendo este último encontrado morto em sua cela.

  A partir de 1792, o prédio também foi sede da Administração Pública da Capitania de Minas Gerais, tendo saído daí o nome ‘Casa dos Contos’.

 Durante o século XX, o local funcionou também como sede de diferentes órgãos públicos.  No ano de 1973, a Casa dos Contos foi completamente restaurada e retornou ao Ministério da Fazenda.

Atualmente, a Casa dos Contos abriga o Centro de Estudos do Ciclo do Ouro, o Museu da Moeda e do Fisco, salas de exposições, além do acesso central ao Parque Horto dos Contos.

 No local, é possível encontrar a valiosa "Biblioteca Luiz Camilo de Oliveira Netto”, composta por mais de 2 mil exemplares raros, exposições documentais numismáticas da Casa da Moeda do Brasil e do Banco Central do Brasil entre diversas outras mostras culturais que, junto ao mobiliário do século XVIII e à singular arquitetura, compõem um rico acervo.

 Um acervo de obras contemporâneas também pode ser encontrado. E quem quiser uma linda vista do Centro Histórico de Ouro Preto poderá se deliciar com a bela vista do mirante instalado.

A Casa dos Contos estará aberta para visitação de terça a sábado, de 10h às 16h, e no domingo, de 10h às 14h.

 

Para visitas em grupos com mais de 20 pessoas, é preciso agendar previamente pelo email casa.dos.contos@economia.gov.br. A entrada é gratuita.

 

Arraial de BH

Grupos folclóricos encantam o público com as danças e animação nas apresentações das quadrilhas

Após dois anos de restrições mais intensas impostas pela pandemia de COVID-19, a festa retorna de forma presencial entre os dias 29 a 31 de julho, 6 e 7 e 13 e 14 de agosto.
O tradicional Arraial de Belo Horizonte está totalmente de volta em 2022. Após dois anos de restrições impostas pela pandemia de COVID-19, a festa presencial ocorrerá na Praça da Estação, no Centro da capital, nos dias 29, 30 e 31 de julho e 6, 7, 13 e 14 de agosto. A entrada é gratuita. 

Por causa dos casos de coronavírus, a festividade foi cancelada em 2020 e retornou no formato on-line em 2021. Agora, a previsão é que o evento, que já registrou público de 100 mil pessoas em edições anteriores, seja o maior dos últimos tempos. São esperadas mais de 70 quadrilhas e 140 mil pessoas.



O arraial marca o retorno dos grandes eventos de Belo Horizonte. A festa é uma das cinco grandes do país, considerada a maior e melhor festa junina do Sul-Sudeste.

Nos três fins de semana, o Arraial contará com shows de grupos locais e nacionais, como a dupla sertaneja Rionegro & Solimões, já confirmada para o domingo, dia 7/8.

No terceiro fim de semana  terá o concurso nacional de quadrilhas. No primeiro serão com os grupos municipais de acesso e no próximo, realiza o grupo especial e o concurso estadual.

Segundo a Prefeitura de BH, somado ao valor de patrocínios e parceiros externos, o investimento no evento será de R$ 3,2 milhões. O dinheiro deve ser recuperado em tributos e atividades econômicas.

Afeet Brasil

 A Afeet Brasil - Associação Federativa de Executivas de Empresas de Turismo receberá homenagem da Câmara de Vereadores de Porto Alegre no próximo dia 23 de julho, no Restaurante Med Gastro Giardino. 

A associação é composta por mulheres empresárias e executivas da indústria do turismo desde 1983. Segundo a presidente, Vânia Oliveira, o objetivo da associação é promover o intercâmbio cultural, capacitações e networking entre as associações que formam sua Federação Internacional Ibero-americana - Fiaseet.

“Além disso, o grupo tem seu olhar voltado para a comunidade promovendo diversas iniciativas sociais, buscando um turismo responsável e seguro”, destaca Vânia.  A proposição da homenagem de Honra ao Mérito foi iniciativa do vereador Kaká D’Avila e aprovada pela Câmara de Vereadores. “Para nós é muito importante esse reconhecimento das ações realizadas pela associação, validando o nosso propósito e dando visibilidade ao projeto”, finaliza Vânia.

 

Integrantes da associação se reuniram no Festuris em 2021


A Afeet Brasil também atua em campanhas de combate à exploração comercial sexual de crianças e adolescentes no turismo, de empoderamento feminino para a igualdade de oportunidades entre homens e mulheres buscando favorecer o acesso das mulheres a cargos de decisão em âmbitos empresariais, políticos, meios de comunicação, culturais e sociais e procura seguir o conjunto de objetivos globais para erradicar a pobreza, proteger o planeta e assegurar a prosperidade como parte da agenda 2030.

 

Turismo em alta nas férias escolares

Crianças em férias escolares é sinônimo de viagem com a família. Neste sentido, o mês de julho traz alta expectativa de movimentação para o setor hoteleiro, especialmente nesse cenário pós pandemia, já que em 2021 as pessoas não puderam tirar férias neste período.

O Brasil encanta os turistas pela diversidade das atrações turísticas


Segundo sondagem feita pela Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação (FBHA), 55% dos hotéis no país preveem aumento no movimento para as férias de julho. E 38% esperam aumento no faturamento entre 16 e 25%, e outros 25% dos entrevistados contam com resultado acima de 25%, em relação ao ano anterior. Alexandre Sampaio, presidente da FBHA, acredita que os brasileiros estão ávidos por viajar e que vão aproveitar a oportunidade para o lazer em família. “O setor hoteleiro está preparado e ansioso para a retomada da temporada de férias. Com opções variadas de hospedagem e lazer para todos os públicos, a expectativa é alta para a hotelaria”, comenta.

____________________________________________________________________________________________

Informações para a coluna 

sergio51moreira@bol.com.br

 @sergiomoreira63 

Coluna Fernando Calmon - Dirigir falando ao celular multa: R$ 6.500, veja aonde



Coluna Fernando Calmon 


Nº 1.210 — 21/7/22

 


Multa por manusear celular é

de R$ 6.500 no Reino Unido

 


A telefonia celular 5G está chegando às capitais brasileiras em um cronograma que começou em Brasília, duas semanas atrás. Essa novidade tem potencial de levar mais motoristas a manusear o aparelho enquanto dirigem e se sujeitarem a receber multas pesadas. Há alguns anos ouvi de um palestrante um comentário bem-humorado. “O corpo humano é formado por 78 órgãos. Agora o celular pode ser considerado o 79º”.

De fato, já se pode considerá-lo uma extensão ligada ao próprio modo de vida. Isso inclui não apenas motoristas. Até pedestres se distraem. A Associação Brasileira de Medicina de Tráfego divulgou em maio último sua diretriz Celular e Direção Veicular com contribuição de nove especialistas, além de estudos em outros países.

O relatório foi enfático: “Dirigir veículos automotores utilizando telefone celular e seus dispositivos ocasionam reações equivalentes à condução com 1 g/l de alcoolemia. Cerca de 70% dos motoristas acreditam que direção e telefone celular não combinam, mas somente 20% se privam dessa perigosa combinação. Os riscos de se envolver em sinistros de trânsito sobem vertiginosamente para 400% quando se checam mensagens de texto e para 22.000% quando elas são digitadas.”

Mensagens de texto aumentam drasticamente os riscos de uso do celular pelo motorista e foram alvos de várias campanhas específicas nos EUA e Europa. Aqui há duas formas de enquadramento: usar fones de ouvido ligados a um celular (R$ 130,16, infração média, quatro pontos no prontuário) e dirigir digitando ou manuseando o telefone (R$ 293,47, infração gravíssima e sete pontos). Uma só infração gravíssima no ano reduz de 40 para 30 pontos o limite para um processo de suspensão da CNH.

Em março deste ano o Reino Unido estabeleceu multa pesada de 1.000 libras esterlinas (nada menos de R$ 6.500) para quem for flagrado manuseando um aparelho celular. Em caso de reincidências o motorista sofre um processo de cassação definitiva da licença para dirigir. Tanto lá como aqui é autorizado que o celular esteja fixado no para-brisa ou outro local no painel. Comandos por voz ou mesmo atendimento automático de chamadas, embora desaconselhados, não têm como ser fiscalizados.

Muitos modelos hoje permitem espelhar o telefone na tela multimídia com visibilidade ampliada de roteiros e possibilidade de receber ou efetuar chamadas por comando de voz. Ainda assim o bom senso indica que chamadas devem ser ignoradas por motoristas. Se parecer importante, pare o carro e atenda.


Ofensiva germânica no mercado brasileiro

Primeiro foi a Audi ao anunciar a importação do Q3 e Q3 Sportback semidesmontados para a sua fábrica no Paraná, além da chegada do A3 híbrido “leve” de 48 V e dos A4 e A5 híbridos “leves” de 12 V. Só o primeiro fica isento do rodízio em São Paulo (coisas da legislação brasileira, pois este conceito é conhecido há 15 anos). Também em julho, pré-venda do Q5 TFSI e. Depois o Mercedes-AMG EQS 53 4MATIC+ juntou-se ao EQC numa ofensiva que incluirá até o final do ano outros três modelos elétricos (EQA, EQB e EQE). A BMW confirmou que produzirá em Santa Catarina os recém-lançados na Europa Série 3 e X1.

O EQS custa R$ 1.350.900. Kit AMG de R$ 60.000 incrementa a potência dos dois motores elétricos (tração 4x4) para 761 cv e 104 kgf.m. Mesmo pesando 2.655 kg impressiona acelerar de 0 a 100 km/h em 3,8 s. O interior guarda outra surpresa: três telas (motorista, central e passageiro) interligadas somam nada menos de 42,3 pol. Com 3,21 m de distância entre eixos o espaço para pernas no banco traseiro é o mesmo do sedã de topo Classe S. Outro superlativo: porta-malas de 580 litros com tampa tipo hatch.

Em rápido primeiro contato, além da aceleração típica de um elétrico, chama atenção a capacidade de manobra do EQS graças ao eixo traseiro direcional com ângulo de até 10 graus. Diâmetro de giro de apenas 10,9 metros equivale ao de um sedã compacto.

 

ALTA RODA

 

PEUGEOT quer impulsionar o veterano 2008 (lançado em 2015), que recebeu poucas mudanças ao longo de sete anos. Aposta no preço competitivo, inclusive na versão de topo Griffe 2023: R$ 124.990 (versão de entrada R$ 99.990). Motor 1,6 turbo de 173 cv (E)/165 cv (G) proporciona desempenho acima da média entre SUVs compactos, embora o C4 Cactus do mesmo grupo tenha mecânica igual. O 2008 recebeu pequenas modificações externas, melhorou o acabamento interno e a forração dos bancos. Comando do vidro elétrico com um toque é só para o motorista.

CHEGADA do inverno exige mais atenção com a bateria do veículo. Acendimento automático dos faróis quando se aciona o destravamento das portas é um item de comodidade e até segurança em alguns locais. Mas na hora de dar a primeira partida do dia, numa garagem por exemplo, deve-se evitar manter faróis e lanternas acesos. Melhor desligá-los antes e só depois de alguns segundos voltar a ligá-los. Logo em seguida sair com o veículo. Sem esquecer de que o alternador leva até 20 minutos para repor a carga da bateria. É bom checar a data de fabricação impressa na bateria. Sua durabilidade média é de dois a três anos.



quarta-feira, 20 de julho de 2022

COLUNA MECÂNICA ONLINE® - Carro a quilo?


COLUNA MECÂNICA ONLINE®

Tarcisio Dias

 

20 | JULHO | 2022 



Carro por quilo: vale a pena?



Quem frequenta o açougue sabe muito bem que o preço das carnes subiu bastante nos últimos meses. A mesma situação também foi enfrentada por outros itens que subiram de valor de forma assustadora, o que não foi diferente com o automóvel.

Com o preço da matéria-prima do automóvel nas alturas, os fabricantes tiveram que acompanhar o mercado e subir seus valores, ainda mais com a falta de semicondutores e chips, dificultando todo o processo produtivo e elevando seus valores.

Vamos imaginar de forma hipotética se você pudesse comprar seu automóvel por quilo. Lembro de uma loja que certa vez inovou ao vender roupas, tecidos, tudo por quilo e não por peça. Será que essa conta fecharia com o automóvel?

Claro que não vamos considerar aqui os itens oferecidos, como os pacotes de tecnologias e outros recursos, mas apenas a massa do veículo.

Aproveitando, importante relembrar os conceitos de massa e peso. A massa é a medida da quantidade de matéria que um objeto contém e tem como unidade no Sistema Internacional o grama e seus múltiplos. Já o peso é o produto da massa pela ação da gravidade, portanto, peso e massa se relacionam e são grandezas proporcionais: quanto maior a força da gravidade, maior será o peso.

Então, não estranhe quando eu falo massa e não peso, pois estamos nos referindo a quantidade de material incluso em cada veículo.

Para essa análise vou considerar os veículos mais vendidos no mercado brasileiro em junho de 2022 e algumas curiosidades.

A Fiat Strada Volcano com motorização 1.3 custa R$ 96,70 o quilograma (kg). O Volkswagen Gol 2023 vale R$ 74,15 o kg. O terceiro colocado mais vendido foi o HB20. Em sua versão Platinum Plus 1.0 turbo com transmissão automática custa R$ 103,05 o quilo. Já o Volkswagen T-Cross Highline 1.4 TSI tem o valor por quilo de R$ 123,78. Entre os quatro carros mais vendidos temos uma variação de R$ 49,63 por kg.

O segmento mais queridinho no momento é dos SUVs. O Jeep Compass custa R$ 136,08 o quilo na versão Trailhawk 2.0 turbo. Já o Corolla Cross XRX Hybrid 1.8 é oferecido por R$ 142,20 o quilo. Apesar de pesos e preços diferentes, quando comparamos o preço por quilo já observamos uma proximidade. O Renegade Trailhawk 1.3 4x4 flex custa R$ 102,92 o quilo, enquanto o Volkswagen Taos tem preço de R$ 145,74 por kg na versão Highline 1.4 TSI.

Entre os veículos com maior massa no Brasil temos a RAM 3500 Laramie 6.7 CD. O modelo possui massa de 3.665 kg e o preço por quilo é de R$ 132,33 menor que Compass ou mesmo Corolla Cross.

Apesar de ser um subcompacto, o preço do quilo do Renault Kwid na versão Outsider 1.0 12 válvulas é de R$ 84,84, mais caro que o Volkswagen Gol. Concorrente do Kwid, o Fiat Mobi Trekking 1.0 tem preço por quilo bem mais em conta: R$ 67,79, o menor entre todos os comparados.

O Kwid em sua versão elétrica tem a massa de 977 kg sendo o custo por quilo R$ 150,45, quase o dobro do valor da versão com motor de combustão interna.

Por curiosidade, a Ferrari SF90 Spider 4.0 V8 que combina gasolina e eletricidade tem massa de 1.670 kg e o preço por quilo é de R$ 5.030,00.

Essa comparação hipotética mostrei a variação do preço de um veículo e sua relação com a massa que é construído. Não temos como comparar filé mignon, mais nobre e caro dos cortes bovino, contrafilé, alcatra, picanha... com o automóvel.

Atualmente, veículos mais leves são construídos com aços especiais que entregam maior resistência com menor massa. Muitos desses materiais ajudam a dissipar a energia de uma colisão e reduzir os efeitos transmitidos para os ocupantes.

Por isso, os modelos modernos usam vários tipos de aço na estrutura, de modo que cada chapa deforme de maneira controlada. Até os pontos de solda são especificamente posicionados para contribuir para a deformação controlada da carroceria.

E ainda tem mais: quanto mais leve um automóvel, melhor sua eficiência energética. Todo deslocamento vai considerar a massa do veículo e quanto mais pesado será necessária mais energia para seu deslocamento.

Então, aqui no automóvel, peso não é documento. Quanto mais leve e com processo construtivo moderno, você ganha em segurança e eficiência energética.

==============================================

Tarcisio Dias - Profissional e técnico em Mecânica, além de Engenheiro Mecânico com habilitação em Mecatrônica e Radialista. Desenvolve o site Mecânica Online® (mecanicaonline.com.br) e sua exclusiva área de cursos sobre mecânica na internet (cursosmecanicaonline.com.br), uma oportunidade para entender como as novas tecnologias são úteis para os automóveis cada vez mais eficientes.

Entre os três (TOP 3) +Admirados Influenciadores Digitais da Imprensa Automotiva.

Entre os cinco (TOP 5) dos +Admirados Jornalistas da Imprensa Automotiva.

Premiado (TOP 3) na categoria Automotivo e Motociclismo da 7ª edição do Prêmio Especialistas.

Coluna Mecânica Online® - Aborda aspectos de manutenção, tecnologias e inovações mecânicas nos transportes em geral. Menção honrosa na categoria internet do 7º e 13º Prêmio SAE Brasil de Jornalismo, promovido pela Sociedade de Engenheiros da Mobilidade. Distribuição gratuita todos os dias 10, 20 e 30 do mês.

https://mecanicaonline.com.br/category/engenharia/tarcisio_dias/

ACESSE TODAS AS POSTAGENS E SAIBA TUDO SOBRE O MUNDO AUTOMOTIVO.