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sexta-feira, 22 de maio de 2026

Coluna VAMOS VOAR PELO MUNDO // Prorrogação da isenção de PIS/Cofins sobre o querosene de aviação é urgente // Catarina Aviation Show começa nesta quinta com participação da Líder // Avianca consolida sua conectividade no Brasil: alcançará 56 frequências semanais para a alta temporada // Azul oferece mais de 100 voos e 15,5 mil assentos extras para feriadão de Corpus Christi


Prorrogação da isenção de PIS/Cofins sobre o querosene de aviação é urgente


Brasília, 21 de maio de 2026 - O presidente da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), Juliano Noman, defendeu nesta quinta-feira (21/05) a prorrogação da isenção do PIS/Cofins sobre o querosene de aviação (QAV) até o fim do ano. O pedido foi feito durante audiência pública da Comissão de Defesa do Consumidor, na Câmara dos Deputados, presidida pelo deputado Felipe Carreras (PSB-PE). 


O corte dos tributos foi a única medida já implementada do pacote anunciado pelo governo federal no início de abril para ajudar o setor a enfrentar a alta expressiva do combustível. Sua validade, contudo, termina no próximo dia 31 de maio.
 

Desde o início da guerra no Oriente Médio, em 28 de fevereiro, até ontem, o QAV dobrou de preço, passando de R$ 3,30/litro para R$ 6,65. Com isso, o combustível, que respondia por cerca de 32% dos custos do transporte aéreo, passou a representar 46%. “Ainda que o impacto da redução do PIS/Cofins seja de 2%, é importante que a medida seja estendida”, disse Noman.
 

Segundo a Petrobras, o Brasil produz mais de 80% do QAV consumido internamente. Mesmo próximo da autossuficiência, a empresa adota o Preço de Paridade de Importação (PPI) como base para a fórmula de precificação do combustível vendido às empresas aéreas brasileiras. Ou seja, além do custo de extração, produção e refino, leva em conta as cotações internacionais do petróleo e do dólar.
 

Diferentemente da isenção do PIS/Cofins, que representa corte de custos efetivo, as outras medidas têm efeito no fluxo de caixa das empresas aéreas. O pagamento das tarifas de navegação a serem realizadas entre junho e agosto foi adiado para o fim do ano, sem juros. Duas linhas de crédito também foram anunciadas no pacote do início de abril. A do Banco do Brasil já pode ser acessada a partir de hoje (a regulamentação foi publicada ontem). A do BNDES só deve estar efetivamente disponível a partir de agosto.
 

A Petrobras parcelou o QAV vendido às aéreas a partir de abril. O pagamento do combustível pode ser feito em até seis meses, com carência até junho. “Essas medidas, embora importantes, acabam por endividar as empresas, carreando aumento para as passagens”, disse Clarissa Barros, diretora de Outorgas, Patrimônio e Políticas Regulatórias Aeroportuárias da Secretaria de Aviação Civil do Ministério de Portos e Aeroportos.
 

Em razão da alta do QAV, as empresas estão redesenhando suas malhas e reduzindo a oferta de voos. A projeção para maio aponta 93 voos a menos por dia. Para junho, a previsão é de 121 voos a menos por dia. Os estados mais afetados estão nas regiões Norte e Nordeste. Até o momento, esse corte tem sido feito para preservar a conectividade aérea do país. “Nenhuma das cidades atendidas antes do início da guerra deixou de receber voos”, afirmou Luiz Fernando Pimenta, gerente de Acompanhamento de Mercado da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).
 

Para o presidente da Abear, é fundamental que ações mitigadoras da alta do QAV sejam definidas em conjunto entre as empresas aéreas, a Petrobras e o governo. “Estamos reduzindo a oferta, o tamanho do avião para não desatender os destinos. Mas a pior face da crise é o desatendimento de um destino ou quando a indústria devolve uma aeronave para o fabricante, porque a retomada não é tão simples”, afirmou.

quinta-feira, 21 de maio de 2026

MÚSICA NO MUSEU 2026 no Forte de Copacabana - Posto 6. Entrada gratuita.

 MÚSICA NO MUSEU 2026

Patrimônio Cultural Imaterial do Estado e Cidade Rio de Janeiro

Retornando os concertos do Música no Museu do Exército- Forte de Copacabana, na sequência de sua programação de Maio e das comemorações dos seus 29 anos, mais uma atração: o Coral Riviera Dei Fiori sob a regência do Maestro José Machado Neto.

Terça-feira dia 26-05-26 às 18h no Museu do Exército

Forte de Copacabana - Posto 6.

Entrada gratuita.

Coluna Minas Turismo Gerais do Jornalista Sérgio Moreira



Coluna Minas Turismo Gerais


Jornalista Sérgio Moreira



Belo Horizonte avança no Ranking ICCA 2025 e consolida retomada no cenário internacional de eventos   



A divulgação do ranking ICCA 2025 consolida um importante momento para o turismo de negócios e eventos no Brasil e reafirma o papel estratégico das cidades que investem de forma contínua na captação e realização de eventos internacionais. Reconhecido mundialmente como um dos principais indicadores do setor, o ranking da International Congress and Convention Association (ICCA) mede a capacidade dos destinos em sediar eventos internacionais associativos, refletindo competitividade, infraestrutura, conectividade e articulação institucional.

Neste cenário, Belo Horizonte alcançou um resultado expressivo ao ocupar a 5ª posição entre as cidades brasileiras com maior número de eventos internacionais realizados em 2025, contabilizando 11 eventos captados e sediados na capital mineira. A cidade aparece atrás apenas de São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Campinas, reforçando sua retomada como um dos principais destinos brasileiros para o segmento MICE (Meetings, Incentives, Conferences and Exhibitions).

O avanço de Belo Horizonte no ranking é resultado de um trabalho estruturado, contínuo e estratégico liderado pela Casa do Turismo de Belo Horizonte – BHCVB, entidade que vem conduzindo, desde o final de 2024, um amplo movimento de reposicionamento institucional e fortalecimento da cidade no mercado nacional e internacional de eventos.

A atuação da Casa do Turismo tem sido fundamental na articulação entre os diversos atores do setor, reunindo associados, entidades representativas, cadeia produtiva do turismo, hotelaria, organizadores de eventos e parceiros institucionais em torno de uma agenda integrada de promoção e captação de eventos para a capital mineira. Esse trabalho cooperado, desenvolvido em parceria com o Governo de Minas Gerais e a Prefeitura de Belo Horizonte, vem ampliando a visibilidade do destino e fortalecendo a competitividade de BH frente aos principais mercados do país.

 

Para a diretora-presidente da Casa do Turismo de Belo Horizonte – BHCVB, Érica Drumond, o resultado representa não apenas um reconhecimento do trabalho realizado até aqui, mas também um estímulo para ampliar ainda mais a presença da capital mineira no cenário internacional. “Esse resultado no ranking ICCA 2025 é fruto de um trabalho coletivo, estratégico e contínuo liderado pela Casa do Turismo de Belo Horizonte – BHCVB, ao lado dos nossos associados, entidades parceiras, Governo de Minas e Prefeitura de Belo Horizonte. Retomar o protagonismo de BH no cenário internacional de eventos demonstra que estamos no caminho certo, mas também reforça que ainda há muito espaço para avançarmos. Seguiremos trabalhando de forma integrada para que Belo Horizonte alcance posições ainda mais expressivas nos próximos anos, ampliando sua presença no mercado global de eventos. Mais do que figurar em rankings, nosso objetivo é consolidar Belo Horizonte como a cidade dos grandes eventos, referência nacional em serviços, hospitalidade, experiência turística e capacidade de receber bem.”

Mais do que um reconhecimento estatístico, o posicionamento de Belo Horizonte no ranking ICCA representa o fortalecimento da economia local, geração de negócios, incremento da ocupação hoteleira e movimentação de toda a cadeia de serviços ligada ao turismo de eventos.

Ao liderar esse processo de retomada e articulação do setor, a Casa do Turismo de Belo Horizonte – BHCVB reafirma seu papel como principal entidade de promoção e desenvolvimento do turismo de negócios e eventos da capital, reconquistando espaço e credibilidade como referência estratégica no mercado de eventos nacional e internacional.

O resultado alcançado em 2025 demonstra que Belo Horizonte voltou a ocupar posição de destaque no cenário internacional de eventos e reforça a capacidade da cidade em seguir crescendo de forma sustentável, integrada e competitiva nos próximos anos.

Mercado Central BH lança campanha para escolha da mascote


Um dos principais pontos turísticos de Belo Horizonte, o Mercado Central de Belo Horizonte dá início às ações comemorativas de seu Centenário, que será celebrado em 2029, com o lançamento de sua primeira mascote oficial.

Desenvolvida como parte do plano estratégico dos 100 anos, em parceria com a agência Heatmap, a mascote nasce com o objetivo de representar, de forma acessível e afetiva, a essência do Mercado Central. O símbolo escolhido é uma maçã, que faz referência ao logo desse tradicional espaço de abastecimento, cultura, turismo e gastronomia, considerado um dos principais pontos turísticos de Minas Gerais.

A escolha do nome da mascote contará com a participação do público em geral, permitindo que visitantes, clientes e lojistas contribuam diretamente para a construção da personagem, reforçando a conexão histórica do Mercado Central com as mais de 15,5 milhões de pessoas que passam pelo espaço anualmente.

A partir de sexta-feira, dia 15 de maio, a votação será realizada de forma presencial em totens e tablets que serão disponibilizados nos corredores do Mercado Central, e também através de cédulas de votação, distribuídas nas lojas do icônico espaço. A escolha pode ser feita também online, pelo site oficial do Mercado Central (mercadocentral.com.br).

As votações acontecem até o dia 13 de junho em todas as plataformas citadas. O resultado será divulgado nos canais oficiais do Mercado Central no dia 15 de junho.

“Ao longo dos anos, o Mercado Central sempre foi construído por muitas mãos e histórias. Trazer o público para participar da escolha do nome da nossa mascote é uma forma de reconhecer esse vínculo e reforçar que esse espaço pertence a todos. Esse lançamento se torna ainda mais especial por fazer parte do projeto do Centenário”, afirma Geraldo Henrique Figueiredo Campos, Diretor Presidente do Mercado Central.

José Agostinho de Oliveira (Ném) diretor secretário, Geraldo Campos, presidente e Marco Antônio Campos , diretor financeiro

Agência parceira do Mercado Central nas frentes de marketing, comercial e projetos especiais, a Heatmap atuou na concepção e construção da identidade da mascote, realizando uma análise especializada para a definição da essência da personagem, ampliando a experiência sensorial do público.

A agência também foi a responsável pela criação da identidade visual da personagem, de sua fantasia e de toda a estrutura do site de votação, sendo também a responsável pelo planejamento do ritual de lançamento, em nível de ativações e redes sociais.

“Quando convidamos as pessoas para nomear a mascote, não estamos apenas pedindo um voto, mas criando uma conexão desde o primeiro contato, transformando o público em parte ativa na construção dessa história e do futuro da marca. Para a Heatmap, é um grande prazer ser parceira do Mercado Central e por poder contribuir com a criação desse símbolo que já nasce de forma tão marcante”, destaca Rene Salviano, CEO da Heatmap.

A iniciativa conta ainda com apoio da Visual Sistemas, empresa de tecnologia com quase 40 anos de atuação no mercado brasileiro, especializada no desenvolvimento de soluções integradas de hardware e software, que disponibilizou toda a infraestrutura para que a votação ocorra nos meios digitais.

Este projeto reforça o posicionamento do Mercado Central que, além de ser o histórico centro de abastecimento da cidade, é reconhecido como um espaço cultural, moldado coletivamente ao longo das décadas, e que agora convida seu público a participar ativamente da construção de seu futuro, rumo aos 100 anos.

Fígado com jiló- tradicional tira-gosto

SOBRE OS NOMES DISPONÍVEIS

Os nomes disponíveis para a votação são: Tina, Bela e Malu. Cada nome nasce de significados relacionados à história do Mercado Central, à cidade de Belo Horizonte e ao nome científico da maçã.

Antes de votar, tanto na cédula quanto no site, o público pode conferir mais informações sobre a história de cada nome e a personalidade da mascote.

●      Tina - Tina carrega no nome a essência belo-horizontina e presta uma homenagem especial à Tininha, criadora do logo histórico do Mercado. Curiosa, esperta e cheia de atitude, a personagem conhece cada corredor do Mercado Central. Adora explorar, descobrir e experimentar novos sabores. Está sempre em movimento e, quando se percebe, já está por aí vivendo novas descobertas.

 

●      Bela - O nome Bela é uma homenagem a Belo Horizonte, uma cidade cheia de cultura, alegria e afeto. Tranquila, companheira e atenciosa, a personagem gosta de caminhar pelo Mercado Central, observar os detalhes e acompanhar tudo o que acontece por ali. Quem a encontra pode esperar uma boa prosa e um passeio pelos corredores do Mercado.

●      Malu - Tem seu nome inspirado em Malus, o nome científico da maçã. Atenta e observadora, a personagem gosta de entender os detalhes, ouvir as histórias e perceber aquilo que muitas vezes passa despercebido. Para ela, cada cantinho do Mercado Central tem um significado especial. Malu está sempre por perto, pronta para apresentar esse lugar de um jeito diferente.

 Votação para a escolha o nome da nova mascote do Mercado Central

Quando:
De 15 de Maio a 13 de Junho de 2026

Onde votar:

· No site oficial mercadocentral.com.br ou

· Nos totens e tabletes digitais instalados nos corredores ou

· Nas cédulas físicas de votação (disponibilizada nas lojas do mercado)

O resultado será divulgado no dia 15 de junho de 2026, no perfil @mercadocentralbh. (instagram.com/mercadocentralbh)

A mascote será oficialmente apresentada ao público no dia 05 de julho, data da 10ª Corrida e Caminhada do Mercado Central, cuja previsão é de 8 mil atletas inscritos.


BH Airport realiza atividades para o desenvolvimento do vetor norte da RMBH


O avanço do Vetor Norte como polo de desenvolvimento econômico esteve no centro dos debates do Destrava Summit Vetor Norte 2026, em Lagoa Santa. Durante o encontro, o CEO do BH Airport, Daniel Miranda, ressaltou o papel estratégico do terminal mineiro como indutor de competitividade regional, inovação e negócios, ao lado de lideranças empresariais e institucionais que se reuniram para discutir oportunidades, investimentos e caminhos para o crescimento sustentável do Vetor Norte nos próximos anos. 

                 fotos: Tiago Guerra


“O corredor que liga Belo Horizonte ao BH Airport e conecta municípios como Lagoa Santa, Vespasiano e Pedro Leopoldo representa uma espinha dorsal de transformação e desenvolvimento, reunindo vocações complementares em logística, infraestrutura, inovação, sustentabilidade, tecnologia e serviços. É um verdadeiro eixo de acessibilidade, previsibilidade de crescimento e vocação econômica cada vez mais clara. O BH Airport faz parte dessa engrenagem ao encurtar distâncias e conectar a região com o Brasil e com o mundo”, sublinha Daniel Miranda. 

A relevância do terminal  mineiro nesse panorama se sustenta na dimensão operacional e na capacidade de apoiar a expansão da região. Em 2025, o BH Airport registrou recorde histórico de movimentação, com 13,3 milhões de passageiros, mantendo uma estrutura capaz de receber até 32 milhões de passageiros por ano. Neste mês, assumiu a liderança nacional em número de destinos domésticos atendidos, com 63 rotas nacionais, além de ampliar a presença no interior do estado, com 14 destinos regionais conectados. 

O porte operacional reforça a competitividade nas esferas regional e nacional. Com pista de 3.600 metros, a terceira maior do país, e o 4º maior sítio aeroportuário do Brasil, o BH Airport reúne condições para absorver operações de maior escala, ampliar a conectividade e fortalecer atividades ligadas à logística, à mobilidade e à infraestrutura. Entre 2014 e 2025, o aeroporto movimentou 124 milhões de passageiros e aportou R$ 1,3 bilhão em investimentos em melhorias, consolidando uma base robusta para expansão de negócios, geração de empregos e atração de empreendimentos para o entorno. 

BH Airport

Logística de cargas e IA na operação - A relevância estratégica para Minas Gerais também ganha protagonismo no campo logístico. Em 2025, o terminal movimentou 13,1 mil toneladas de carga, com crescimento de 2,5% em relação ao ano anterior, além de registrar 37,7 mil processos no período. Os números reforçam a posição do BH Airport nas rotas globais de carga e a contribuição para a inserção mais competitiva do estado nas cadeias nacionais e internacionais de suprimentos. 

A defesa da inovação aplicada como elemento central para o ganho de eficiência e para o fortalecimento da competitividade é outro diferencial. O BH Airport vem incorporando soluções tecnológicas de ponta à rotina operacional, como robôs autônomos 100% elétricos com inteligência artificial para operações no pátio, IA nos canais de inspeção e o uso de drones na aviação para mapear focos de incêndio e apoiar provas de conceito voltadas à calibração de auxílios visuais ao pouso. 

Impacto social e descarbonização - A agenda ambiental como plataforma inegociável de sustentabilidade tem evidências em reconhecimentos e resultados. O BH Airport é o primeiro aeroporto do Brasil a atingir o nível 3+ do Airport Carbon Accreditation (ACA). Desde 2017, já evitou a emissão de cerca de 8,6 mil toneladas de CO₂, com redução de 69% nas emissões diretas. Investiu R$ 5 milhões em ônibus elétricos, com estimativa de redução adicional de 42,1 toneladas de CO₂ por ano, e tem avançado em segurança hídrica e reaproveitamento de recursos, com mais de 56 milhões de litros de água reutilizados em três anos. 

A atuação do aeroporto no Vetor Norte também se traduz em impacto direto no território. Hoje, mais de 8 mil pessoas trabalham no BH Airport, e, entre 2014 e 2025, o terminal gerou R$ 180 milhões em ISS para Confins e Lagoa Santa. Em 2025, os projetos sociais alcançaram mais de 8 mil pessoas. No mesmo ano, o Feirão de Empregos realizado em Pedro Leopoldo reuniu mais de 800 participantes e aproximou candidatos de empresas com vagas abertas, fortalecendo a conexão com a comunidade e ampliando oportunidades de inserção no mercado de trabalho. 

“Minas Gerais reúne condições únicas para ampliar presença no cenário nacional e internacional, combinando relevância econômica, diversidade produtiva, patrimônio cultural e capacidade empresarial. E o Vetor Norte desponta como um território especialmente vocacionado para sustentar um novo ciclo de crescimento, por reunir infraestrutura, localização estratégica, potencial de expansão, acesso a mercados e um ambiente cada vez mais favorável à atração de empreendimentos. Para o BH Airport, ampliar a conectividade de Minas com o Brasil e com o exterior é mais do que expandir rotas: é fortalecer o turismo, impulsionar negócios, dinamizar a logística, estimular investimentos e contribuir para a formação de um ecossistema mais competitivo, integrado e preparado para o futuro”, conclui Daniel Miranda.

 Com localização estratégica e um dos principais hubs do país, o BH Airport atende cerca de 70 destinos nacionais e internacionais. Desde 2014, o aeroporto é administrado por uma concessão, formada pela Motiva, uma das maiores companhias de concessão de infraestrutura da América Latina, e por Zurich Airport, operador do Aeroporto de Zurich, o principal hub aéreo da Suíça e considerado um dos melhores aeroportos do mundo, além da Infraero, estatal com experiência de mais de 50 anos na gestão de aeroportos no Brasil.

Coluna Minas Turismo Gerais Jornalista Sérgio Moreira 2sergiomoreira63  informações para sergio51moreira@bol.co.br



COLUNA MECÂNICA ONLINE®



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Tarcisio Dias

20 | MAIO | 2026


Arquitetura de 48 volts: a revolução silenciosa que vai transformar os automóveis modernos


A elevação da tensão nos sistemas elétricos auxiliares surge como a solução definitiva para reduzir o peso dos chicotes, mitigar perdas térmicas e viabilizar a computação centralizada de veículos definidos por software.

A indústria automotiva global iniciou uma migração estrutural profunda ao substituir o tradicional padrão elétrico de 12 volts pela nova arquitetura de 48 volts, uma mudança tecnológica impulsionada pelo aumento explosivo da demanda energética dos componentes eletrônicos embarcados e pela necessidade de otimizar a eficiência de veículos híbridos e elétricos.

A engenharia de sistemas das montadoras deparou-se com os limites físicos intransponíveis do padrão de 12V. No uso real e cotidiano, os automóveis modernos transformaram-se em plataformas eletrônicas complexas, repletas de sensores, radares, telas e assistentes de condução.


Para fornecer a potência demandada por esses dispositivos mantendo a baixa tensão histórica, o sistema seria obrigado a elevar severamente a corrente elétrica, gerando sobreaquecimento e pesadas perdas por efeito resistivo.


A viabilidade técnica da transição apoia-se em leis fundamentais da eletricidade. Como a potência é o produto da tensão pela corrente, ao elevar a tensão para 48V, a corrente necessária despenca drasticamente.


Pelos princípios da física, as perdas térmicas crescem de forma quadrática em relação à corrente, logo, a redução da corrente diminui o desperdício de energia em forma de calor, permitindo reduzir o diâmetro da fiação e economizar quilos de cobre nos chicotes elétricos, que chegam a pesar mais de 70 kg em modelos premium.


O ecossistema de baixa tensão em 48V ganhou notoriedade global com o lançamento da Tesla Cybertruck, modelo que utiliza a nova voltagem para alimentar atuadores, vidros, telas e o sistema de direção eletrônica steer-by-wire — que elimina qualquer ligação mecânica entre o volante e as rodas.


Fora do ambiente dos elétricos puros, marcas tradicionais como Audi, Mercedes-Benz, BMW, Porsche e Ram aplicam os 48V em sistemas híbridos leves (MHEV) para gerenciar o start-stop avançado, compressores elétricos e assistência de torque, a exemplo do conjunto eTorque que equipa a picape Ram 1500.


A governança do setor aponta que marcas como a Ford Motor Company já preparam suas futuras plataformas elétricas para adotar os 48V como infraestrutura elétrica principal, abrindo caminho para os veículos definidos por software.


Essa mudança confere vantagens claras ao consumidor, entregando maior eficiência energética, menor peso total e potencial incremento de autonomia. Contudo, a tecnologia exige novos protocolos de manutenção, demandando ferramentas de diagnóstico específicas e scanners avançados no ecossistema de pós-venda.


A análise indica que o impacto nas oficinas independentes será profundo.


Embora tensões de até 60V DC ainda se enquadrem tecnicamente como baixa tensão, o manuseio dessas arquiteturas exige investimento pesado em capacitação eletrônica e programação de módulos pelas convertedoras e reparadores.


O perfil do profissional de reparação afasta-se da mecânica puramente convencional para se aproximar do especialista em software embarcado e gestão de energia.


O desfecho desta transição não ocorrerá do dia para a noite, visto que há uma gigantesca cadeia de fornecedores globais de relés, conectores e motores elétricos ancorada no padrão de 12V.


Por esse motivo, a indústria conviverá por anos com arquiteturas mistas equipadas com conversores DC-DC. O avanço dos 48V prova que a infraestrutura elétrica robusta e a eficiência molecular dos componentes são os novos alicerces para sustentar a inteligência artificial e a automação veicular nas estradas do futuro.


  • Padrão 48V: Nova base estrutural elétrica adotada pela indústria para suprir o consumo energético da eletrônica embarcada.

  • Efeito Resistivo: Redução drástica da corrente elétrica diminui o desperdício de energia dissipada em forma de calor.

  • Alívio de Peso: Diminuição do diâmetro dos cabos de cobre reduz o peso físico e a complexidade dos chicotes.

  • Híbridos Leves (MHEV): Aplicação de baterias de 48V para alimentar compressores e fornecer torque auxiliar em motores térmicos.

  • Desafio no Pós-Venda: Exigência de scanners de alta performance e técnicos especialistas em redes de dados automotivas.


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  • MOVER – O programa MOVER segue impulsionando descontos e incentivos para compra de veículos mais eficientes no Brasil, estimulando investimentos em eletrificação, redução de emissões e modernização industrial. Montadoras ampliam ofertas de modelos híbridos e compactos beneficiados pelo novo regime automotivo.

  • TOYOTA – A Toyota Motor Corporation solicitou autorização para construir uma nova linha de montagem em sua planta no Texas, com investimento estimado em US$ 2 bilhões. O movimento reforça a expansão industrial da marca nos Estados Unidos em meio ao crescimento da demanda por picapes e SUVs eletrificados.

  • XPENG – A XPeng iniciou a produção em massa de seu primeiro robotáxi em Guangzhou e projeta operações totalmente autônomas até 2027. A empresa acelera a disputa tecnológica chinesa em direção aos veículos sem motorista e à mobilidade baseada em inteligência artificial.

  • VOLKSWAGEN – Os acionistas controladores da Volkswagen aumentaram a pressão por uma reformulação profunda no modelo de negócios da montadora após queda nos lucros do grupo no primeiro trimestre. A empresa enfrenta desafios relacionados à eletrificação, software e concorrência chinesa.

  • VOLVO D13 – Nova geração do motor pesado estreia com até 560 cv, maior eficiência térmica e preparação para operar com combustíveis alternativos como hidrogênio e diesel renovável. A Volvo aposta na evolução da combustão para reduzir emissões no transporte de carga.

  • MINI EURO NCAP – A nova linha MINI 2026 conquistou nota máxima em segurança graças ao pacote avançado de assistentes de condução, frenagem autônoma e proteção estrutural. O resultado reforça o peso crescente da eletrônica embarcada nos testes globais de segurança.

  • NISSAN REESTRUTURAÇÃO – A Nissan iniciou um amplo plano global de reorganização para recuperar competitividade, incluindo cortes industriais, redução de custos e foco em eletrificação e tecnologia híbrida e-POWER.

  • BATERIAS EUROPA – Países europeus aceleram investimentos bilionários em produção de baterias para reduzir dependência chinesa e fortalecer a cadeia automotiva elétrica. O movimento amplia a disputa global pelo domínio tecnológico dos eletrificados.

  • SEGURANÇA VIÁRIA – Novas iniciativas de fiscalização, renovação digital da CNH e uso crescente de tecnologia no trânsito buscam reduzir acidentes e modernizar o controle da mobilidade no Brasil.

Coluna VAMOS VOAR PELO MUNDO // Passageiros devem ficar atentos às novas regras para transporte de power banks em voos. Campanha do MPor, da Anac e da Abear,esclarece limites e orienta como levar carregadores portáteis de forma segura nos aviões // Air Europa e Accor unem forças para uso integrado de milhas e pontos em seus programas de fidelidade // IATA debate descarbonização da aviação civil em evento da ANAC e reforça políticas públicas adequadas para viabilizar o SAF // Azul Viagens acelera expansão e inaugura cinco novas lojas em mercados estratégicos pelo Brasil // Azul Viagens acelera expansão e inaugura cinco novas lojas em mercados estratégicos // Mercedes-Benz conecta o universo automotivo à aviação executiva no Catarina Aviation Show


As medidas alteram os procedimentos de segurança e estabelecem limites para o embarque do item. Foto: Divulgação
 

Quem pretende viajar de avião com carregadores portáteis deve ficar atento às novas regras para o transporte de carregadores portáteis (power banks) nas aeronaves. As medidas, adotadas pelas companhias aéreas, com base em diretrizes da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), alteram os procedimentos de segurança e estabelecem limites para o embarque desses equipamentos.
 

Pelas novas regras, cada passageiro poderá transportar até dois equipamentos com capacidade de até 100 Wh, cerca de 27 mil mAh. Os aparelhos entre 100 Wh e 160 Wh dependem de autorização prévia da companhia aérea, feita no balcão do check-in. Já aparelhos acima desse limite não podem ser transportados em voos.
 

Os passageiros devem ficar atentos também na acomodação. O power bank deverá ser transportado obrigatoriamente dentro da mochila, bolsa ou item pessoal, guardado sob o assento à frente do passageiro ou nos bolsões do assento. Esses equipamentos não poderão ser acomodados no compartimento superior, junto às malas de mão.
 

As orientações também determinam que os power banks não devem ser conectados às entradas USB das aeronaves durante o voo. O envio dos carregadores na bagagem despachada continua proibido.
 

As medidas foram adotadas seguindo recomendações da Organização da Aviação Civil Internacional (Oaci), que recebeu relatos de incidentes, como princípios de incêndio a bordo.
 

Mais informações estão disponíveis no portal Tem Regra (https://temregra.com.br/) que reúne todas as informações sobre o transporte dos equipamentos e disponibiliza uma calculadora que converte a capacidade dos carregadores de mAh para Wh, ajudando os usuários a verificarem se os aparelhos estão dentro dos limites permitidos para embarque.
 

O que muda para os passageiros

- Cada passageiro pode transportar até dois power banks de até 100 Wh (cerca de 27 mil mAh);
- Equipamentos entre 100 Wh e 160 Wh precisam de autorização;
- Aparelhos acima de 160 Wh não podem ser transportados;
- Devem permanecer na mochila, bolsa ou item pessoal durante o voo;
- Não podem ser colocados no compartimento superior da aeronave;
- Continua proibido o envio na bagagem despachada;
- Não devem ser conectados às entradas USB da aeronave durante o voo.

quarta-feira, 20 de maio de 2026

XTERRA Ilha Grande 2026 reforça o crescimento do esporte outdoor e consolida a região como destino estratégico de turismo de experiência. Etapa internacional movimentou mais de 6 mil pessoas em Ilha Grande, impulsionou a economia local e ampliou o posicionamento da região no cenário global do turismo esportivo. Próxima etapa: São Sebastião (SP) — 19 a 21 de junho

(Créditos: Divulgação / X3M)


Rio de Janeiro, 19 DE MAIO DE 2026 - O XTERRA Ilha Grande 2026 consolidou Ilha Grande, em Angra dos Reis, como uma das principais referências brasileiras em turismo esportivo, natureza e experiência outdoor. Realizada entre os dias 15 e 17 de maio, a quinta edição do evento - promovida pela X3M - marcou um novo momento para a etapa ao integrar oficialmente o calendário internacional do XTERRA World Tour como prova classificatória para o Campeonato Mundial da modalidade.

 

A entrada no circuito mundial ampliou a relevância internacional da etapa e reforçou o posicionamento da região dentro do cenário global do esporte outdoor. Mais do que sediar uma competição esportiva, Ilha Grande passou a receber um fluxo qualificado de atletas, turistas, marcas e experiências ligadas ao turismo de natureza e aventura.

 

Com 2.700 atletas inscritos e aproximadamente 90% do público vindo de fora da ilha, o XTERRA movimentou toda a cadeia turística local ao longo dos três dias de programação. Hotéis, pousadas, restaurantes, serviços turísticos, comércio e transporte marítimo registraram forte aquecimento durante o período do evento, que atingiu cerca de 90% de ocupação na ilha.

 

A edição de 2026 também registrou crescimento de 30% no ticket médio em relação ao ano anterior, refletindo um perfil de público cada vez mais conectado ao turismo de experiência e de maior valor agregado. A inclusão da etapa no calendário internacional acrescentou ainda um dia extra à programação oficial, ampliando o tempo de permanência dos visitantes e aumentando diretamente a circulação de recursos na economia local.

 

Considerando que cada atleta levou, em média, 1,5 acompanhante para Ilha Grande, o XTERRA gerou uma circulação estimada de mais de 6 mil pessoas na região durante o fim de semana. A estimativa conservadora é de que o impacto econômico indireto do evento tenha ultrapassado R$ 6 milhões, considerando gastos com hospedagem, alimentação, logística marítima, comércio e serviços turísticos.
 

“O XTERRA movimenta muito mais do que atletas. O evento gera fluxo turístico qualificado, fortalece a economia local e amplia a exposição dos destinos brasileiros dentro de um cenário global ligado ao esporte, natureza e experiência”, afirma Bernardo Fonseca, fundador e CEO da X3M, empresa responsável pela organização do XTERRA no Brasil.

 

Com base na Vila do Abraão e acesso exclusivamente por barcos, o XTERRA Ilha Grande transforma a dinâmica da região durante os dias de evento. O formato da etapa vai além da competição e funciona como um verdadeiro festival outdoor, reunindo esporte, natureza, turismo e entretenimento em um dos cenários mais emblemáticos do país.


A programação reuniu provas de Triathlon, Trail Run nas distâncias 50K, 21K, 10K e 5K, além da Swim Storm, prova de natação em águas abertas, e da Night Run Kids, ampliando a experiência também para famílias, iniciantes e diferentes perfis de atletas. O evento contou ainda com premiação superior a R$ 50 mil para as provas de Triathlon e Endurance 50K, atraindo atletas de elite e ampliando a competitividade da etapa.

 

(Créditos: Divulgação / X3M)

 

Além da movimentação econômica e turística, o evento também promoveu impacto direto na comunidade local. Mais de 150 moradores da região foram contratados e capacitados para atuação na operação, logística e serviços durante a etapa, fortalecendo a geração de renda e oportunidades dentro da própria ilha.
 

Dentro do pilar ESG do evento, o XTERRA Ilha Grande reuniu ONGs e parceiros ambientais em ações de preservação, conscientização e educação ambiental, reforçando o compromisso com o desenvolvimento sustentável e a conservação do território.
 

O crescimento do XTERRA acompanha um movimento global de expansão dos esportes outdoor e do turismo de experiência. Cada vez mais, destinos ligados à natureza passam a enxergar eventos esportivos como plataformas estratégicas para geração de fluxo turístico, mídia espontânea, ocupação fora de temporada e fortalecimento de posicionamento turístico.
 

Com a entrada definitiva no circuito internacional do XTERRA World Tour, Ilha Grande amplia sua relevância como destino de natureza e aventura e reforça sua conexão com um dos segmentos que mais crescem no turismo mundial.

Próximas etapas do XTERRA Brasil 2026

São Sebastião (SP) — 19 a 21 de junho

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Costa Verde (RJ) — 2 a 4 de outubro

Ilhabela (SP) — 20 a 22 de novembro

terça-feira, 19 de maio de 2026

ClickBus e Fipe lançam o Índice do Rodoviário, primeiro monitoramento de preços de passagens de ônibus do Brasil. Desde 2017, o custo das passagens de ônibus subiu 60,5%, ficando significativamente abaixo da evolução da renda média do trabalho no Brasil, que avançou 77,6% no mesmo período. Novo indicador mostra que passagens rodoviárias subiram +7,5%, bem abaixo do diesel (+15,7%) e das passagens aéreas (+23,2%), comparando abril de 2026 a abril 2025


Fábio Trentini, CTO da ClickBus, Bruno Oliva, presidente da Fipe, e Phillip Klien, presidente da ClickBus (Foto: Divulgação/ClickBus)


São Paulo, maio de 2026 – O transporte rodoviário de passageiros, principal meio de conexão entre cidades no Brasil, passa a contar, pela primeira vez, com um indicador estruturado e recorrente para acompanhar a evolução dos preços das passagens. A ClickBus, maior plataforma de venda de passagens rodoviárias do país, e a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) anunciam hoje o lançamento do Índice do Rodoviário ClickBus (IRCB), iniciativa inédita voltada à ampliação da informação sobre o custo das viagens e à qualificação do debate sobre viagens, consumo e inflação no país.

O novo índice acompanha a variação média dos preços das passagens rodoviárias ao longo do tempo, a partir de uma base robusta de dados transacionais. Desenvolvido com metodologia econômica aplicada, o indicador oferece uma leitura ampla e consistente sobre o comportamento dos preços no setor, considerando diferentes tipos de viagem, categorias de serviço, distâncias e regiões do país.

O lançamento ocorre em um contexto em que o transporte rodoviário segue essencial para a mobilidade nacional. Segundo a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e agências estaduais, estima-se que, só em 2025, o Brasil transportou cerca de 160 milhões de passageiros nesse modal, com forte presença em todas as regiões e papel relevante no acesso a trabalho, educação, saúde e turismo.

Um novo instrumento para entender o custo de viajar pelo Brasil

Diferentemente de comparações pontuais de preços, o IRCB foi desenvolvido para capturar a variação média do mercado ao longo do tempo. "O ônibus move o Brasil — 160 milhões de passageiros por ano, mais do que o avião — mas era o único grande modal de transporte do país sem um índice de preços confiável. O IRCB nasce para corrigir essa assimetria de informação. Quando o consumidor, o mercado e o investidor sabem como os preços se movem, o mercado fica mais justo para todo mundo." — Phillip Klien, CEO da ClickBus.

A fonte de dados empregada é composta por transações individuais de passagens comercializadas na plataforma da ClickBus, com alcance em todo o território nacional. Para garantir representatividade nacional, a ponderação do índice incorpora também informações da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF/IBGE). “A ClickBus liderou a digitalização desse setor; agora estamos liderando sua transparência. O IRCB não é um produto comercial — é um bem público que decidimos viabilizar com a chancela técnica da Fipe”, afirma.


A Fipe foi responsável pelo desenvolvimento metodológico do IRCB, que permite isolar a variação temporal dos preços, controlando características qualitativas das passagens, como origem, destino e classe (convencional, executivo, semileito, leito e cama). A análise mede a variação dos preços no mês de saída da viagem, e não da data de compra, conferindo maior precisão ao retrato do mercado. “O IRCB combina uma base ampla e representativa com rigor metodológico, permitindo análises consistentes sobre o comportamento dos preços no transporte rodoviário de passageiros”, afirma Bruno Oliva, presidente da FIPE.


Segurança e responsabilidade no uso de dados

A construção do índice foi baseada em microdados transacionais da plataforma, cerca de 62 terabytes de dados tratados com rigor técnico e respeito à confidencialidade das informações - equivalente a 31 milhões de livros digitais. “Todo o processo foi desenhado para garantir a segurança dos dados. Trabalhamos exclusivamente com informações agregadas, sem qualquer identificação individual, seguindo as melhores práticas de governança e proteção de dados”, explica César Carvalho, diretor de Dados e IA da ClickBus.

Segundo o diretor, a escala da base é um diferencial importante para a leitura do mercado. “A amplitude e a granularidade dos dados permitem uma visão mais fiel da dinâmica do setor, preservando integralmente o sigilo das informações comerciais", afirma Carvalho.

Resultados: ônibus tem passagens rodoviárias que sobem menos que aéreas e diesel

O monitoramento do IRCB indica que, em todos os tipos de trajetos — das curtas às longas distâncias — o transporte rodoviário apresenta a variação de preços mais contida entre as principais alternativas de mobilidade.
 

Olhando os dados ano contra ano, o índice de passagens rodoviárias avançou +7,5%, número expressivamente inferior ao registrado pelo diesel (+15,7%), e pelas passagens aéreas (+23,2%). Em comparação com a inflação geral medida pelo IPCA/IBGE (+4,4%), a variação das passagens de ônibus demonstra que o setor absorveu pressões de custo significativas sem repassá-las integralmente ao passageiro.



 

Indicador

abr/26 x abr/25Acumulado (mai/25–abr/26)Acumulado ano com ajuste (jan–abr/26)

IRCB | Passagens rodoviárias

+7,5%

+5,9%

+5,9%

IPCA | Índice Geral

+4,4%

+4,7%

+4,2%

IPCA | Passagens aéreas

+23,2%

+4,2%

+13,5%

IPCA | Combustíveis

+6,6%

+3,6%

+3,7%

IPCA | Diesel

+15,7%

+3,5%

+5,5%

IPCA | Veículo próprio

+1,2%

+2,4%

+1,4%

IPCA | Transportes (grupo)

+4,2%

+3,5%

+3,2%

Fonte: IRCB/ClickBus-Fipe e IPCA/IBGE. Dados de abril de 2026.


No acumulado do ano (janeiro a abril de 2026), as passagens rodoviárias subiram +5,9%, mesmo aumento visto no ano móvel (maio 2025 até abril 2026), o que reforça a trajetória moderada e consistente do modal em relação ao aéreo.


Destaques por segmento: centro-oeste lidera altas e Sul registra queda


A análise desagregada do IRCB em todo o país revela dinâmicas distintas conforme o recorte:

  • Por região: o Centro-Oeste registrou a maior alta nos últimos 12 meses (+8,2%), enquanto o Sul apresentou a menor variação (+2,8%), evidenciando as diferenças regionais de oferta, demanda e regulação.
  • Por classe: a classe Convencional liderou a variação anual (+6,5%), ao passo que a Cama apresentou a menor alta (+4,9%), refletindo dinâmicas distintas de demanda, sazonalidade e perfil de passageiro.
  • Por distância: viagens de curta distância (até 100 km) registraram alta de +8,5%, enquanto as de longa distância (acima de 400 km) avançaram +5,2%, sugerindo que segmentos de viagens mais curtas e recorrentes estão passando por um processo de ajuste mais intenso.
  • Por modalidade: o segmento intermunicipal (+5,8%) e o interestadual (+6,1%) apresentaram variações próximas nos últimos 12 meses, embora com trajetórias históricas distintas, dadas as diferenças regulatórias entre os dois mercados.

Série histórica: contexto de longo prazo


A série histórica do IRCB, disponível desde dezembro de 2017, permite contextualizar a evolução dos preços ao longo de quase uma década. O período engloba eventos de grande impacto sobre a mobilidade e os custos do setor: a pandemia de Covid-19, que reduziu temporariamente a demanda e os preços, o forte ciclo de alta dos combustíveis nos anos seguintes e as mudanças no marco regulatório do transporte interestadual.


Desde dezembro de 2017 (quando o IRCB parte do indicador base 100) até abril de 2026, o preço das passagens rodoviárias acumulou alta de 60,5%. No mesmo período, a renda média do trabalho (PNAD Contínua/IBGE) avançou 77,6%, o que indica melhora do poder de compra relativo dos brasileiros no acesso ao transporte rodoviário.


Um achado estruturante da série é a resiliência do setor diante da pressão dos combustíveis. O diesel — principal insumo operacional do transporte rodoviário — acumulou alta de 119,4% no mesmo período, praticamente o dobro da variação das passagens (60,5%). Isso indica que o setor absorveu grande parte do choque de custos sem repassá-lo integralmente ao passageiro.

Quando analisadas de 2017 até abril de 2026, há regiões, classes e categorias que tiveram aumentos mais discretos.


Comparação com o poder de compra:
 

INDICADOR

SÉRIE HISTÓRICA (ABR/26 X DEZ 17)

IRCB | Ônibus (Nacional)

60,5%

Renda do trabalho (PNAD)

77,6%


 







 

Comparação com índices de inflação e combustíveis: 

INDICADOR

SÉRIE HISTÓRICA (ABR/26 X DEZ 17)

IRCB | Ônibus (Nacional)

60,5%

IPCA — Geral IPCA

54,5%

IPCA — Transportes

53,2%

IPCA — Passagens Aéreas

63,7%

IPCA — Combustíveis

67,0%

IPCA — Diesel

119,4%

Recorte por categoria de serviço: 

INDICADOR

SÉRIE HISTÓRICA (ABR/26 X DEZ 17)

IRCB | Ônibus (Nacional)

60,5%

Intermunicipal

67,5%

Interestadual

42,7%


 

Recorte por tipo de abrangência: 

INDICADOR

SÉRIE HISTÓRICA (ABR/26 X DEZ 17)

IRCB | Ônibus (Nacional)

60,5%

Convencional

65,3%

Executivo

63,7%

Semileito

43,0%

Leito

43,2%

Cama

60,3%


 

Recorte por distância de viagem:

INDICADOR

SÉRIE HISTÓRICA (ABR/26 X DEZ 17)

IRCB | Ônibus (Nacional)

60,5%

Curta

72,5%

Média-curta

64,2%

Média

69,7%

Média-longa

67,3%

Longa

49,2%


 


 

Recorte geográfico:

 

INDICADOR

SÉRIE HISTÓRICA (ABR/26 X DEZ 17)

IRCB | Ônibus (Nacional)

60,5%

Norte

61,5%

Nordeste

66,1%

Centro-Oeste

43,3%

Sudeste

64,3%

Sul

48,6%


 



 

Essa trajetória de longo prazo deve ser lida à luz de todos esses fatores estruturais e conjunturais, incluindo a retomada da demanda pós-pandemia, a elevação dos custos operacionais e a maior flexibilidade tarifária introduzida pelas novas regras da ANTT. O índice, portanto, não reflete apenas a política de preços das operadoras, mas o resultado de um conjunto amplo de forças econômicas, regulatórias e sociais.


IRCB e o cenário tarifário
 

O Índice Rodoviário ClickBus (IRCB) registrou alta de 3,3% em abril de 2026, acima do IPCA de 0,7%. Apesar da diferença, o resultado reflete principalmente os efeitos sazonais típicos do setor — e não uma pressão estrutural sobre as tarifas. Vale destacar que o diesel, principal insumo operacional do modal, avançou 4,5% no mesmo mês, superando a alta das passagens e reforçando a capacidade do setor de absorver custos sem repassá-los integralmente ao passageiro.

“Pela primeira vez, o mercado de transporte rodoviário tem um índice de preços confiável e recorrente. O que o IRCB já revela, confirma uma percepção que sempre tivemos: em quase uma década, a viagem de ônibus no Brasil se transformou. Frota renovada, Wi-Fi a bordo, leitos-cama, novas categorias de conforto, venda 100% digital. Mas essa evolução não foi cobrada do consumidor. As tarifas acompanharam a inflação, enquanto a qualidade da viagem deu um salto. O brasileiro está pagando praticamente o mesmo por um produto incomparavelmente melhor. Isso diz muito sobre a resiliência do setor rodoviário e sobre como ele absorveu o custo da sua própria transformação", avalia Phillip Klien, CEO da ClickBus.


 

Sobre a ClickBus

 

A ClickBus é a plataforma líder em venda de passagens de ônibus online no Brasil. Desde 2013, a empresa traz soluções de tecnologia para viajantes, viações e parceiros, e atende mais de 300 mil rotas. Por meio de mais de 300 viações, a ClickBus já registrou mais de 62 milhões de bilhetes emitidos. Além das plataformas proprietárias, a empresa opera a tecnologia de mais de 85 viações de ônibus e 50 terminais rodoviários. A ClickBus é tetracampeã do Prêmio Reclame Aqui e chancelada pelos selos Innovative Workplaces Brasil 2025 (da MIT Technology Review), RA1000 (excelência máxima no atendimento) e Great Place to Work 2025.

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