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domingo, 7 de junho de 2026

GWM Wey 07 Dark Edition chega ao Brasil com acabamentos na cor preta e mantém desempenho do conjunto híbrido de 517 cv e 820 Nm e conforto premium, por R$ 432 mil

 


Junho de 2026 – A GWM Brasil anuncia a chegada do Wey 07 Dark Edition, nova versão do SUV híbrido plug-in de luxo que reforça o posicionamento da marca no segmento de alto padrão e visual escurecido que reforça exclusividade e sofisticação. A novidade, que já está nas concessionárias da marca por R$ 432.000, combina sofisticação, tecnologia e uma identidade visual exclusiva. O objetivo é ampliar a linha do modelo ao oferecer uma proposta com mais esportividade, voltada a um público que busca uma aparência diferenciada sem abrir mão de conforto e inovação.

 

O Wey 07 Dark Edition se destaca pelo design externo escurecido, que confere ao modelo uma presença mais imponente. A carroceria adota pintura na cor preta, além do design das rodas exclusivas de 21 polegadas que recebem destaque com as pinças de freio vermelhas, criando um contraste elegante e esportivo ao modelo. No interior, a proposta segue a mesma linha, com cabine totalmente preta, incluindo revestimento de teto e colunas, e uso de materiais premium como Alcantara, criando um ambiente envolvente, sofisticado e alinhado ao perfil de clientes que buscam uma experiência diferenciada a bordo.





Desempenho híbrido de alta eficiência


Sob o capô, o modelo mantém o conjunto mecânico já consagrado, que combina um motor a gasolina 1.5 turbo com dois motores elétricos (um dianteiro e um traseiro, ambos independentes), proporcionando tração integral com distribuição de torque variável entre os eixos por meio da tecnologia Hi4 (Hybrid Intelligent 4WD). O conjunto entrega 517 cv de potência total e 820 Nm de torque, permitindo aceleração de 0 a 100 km/h em apenas 4,9 segundos. A bateria de 42,5 kWh garante autonomia de até 128 km pelo Inmetro (ou 185 km quando considerado o ciclo WLTP)  no modo totalmente elétrico, favorecendo deslocamentos urbanos silenciosos e com zero emissões.

 

A transmissão DHT foi desenvolvida pela própria GWM para maximizar a eficiência energética e o conforto de rodagem. O sistema opera em múltiplos modos automáticos: EV, HEV, Esporte, Eco, AWD, Neve, Areia, Lama e Normal, adaptando-se a diferentes estilos de condução e tipos de terrenos.



Dimensões


Com 5,15 metros de comprimento, 1,98 metro de largura, 1,80 metro de altura e entre eixos de 3,05 metros, o Wey 07 Dark Edition oferece proporções imponentes e excelente aproveitamento de espaço interno.


A capacidade do porta-malas é de 239 litros com todas as fileiras em uso, chegando a 1.040 litros com a terceira rebatida. O modelo tem capacidade de reboque de até 750 kg e altura livre do solo de 180 mm, com inclinação máxima de rampa de impressionantes 60% (31°), alinhando robustez, estabilidade e conforto em todos os cenários de uso.



Conforto e experiência premium


O foco no luxo permanece como um dos pilares do modelo, com destaque para a experiência a bordo. O Wey 07 Dark Edition traz seis assentos individuais com ajustes elétricos, incluindo o assento dianteiro com sensação de gravidade zero, projetado para oferecer máximo relaxamento. As primeiras fileiras dispõem de aquecimento, ventilação e massagem, enquanto o motorista conta com memória de posição e função de boas-vindas. O sistema também inclui a função “Boss”, que permite otimizar o espaço interno para os ocupantes traseiros.


Entre os itens de conveniência, o modelo oferece uma caixa térmica integrada ao console central, com capacidade de 7 litros e controle de temperatura entre -6°C e 50°C, além de ar-condicionado de três zonas com controle independente. O conforto na cabine é complementado pelo alto nível de isolamento acústico, reforçado por pneus de baixa emissão de ruído, e por estribos laterais elétricos que facilitam o acesso ao veículo.




Tecnologia e conectividade de última geração


A tecnologia embarcada é outro destaque, com sistema de som Hi-Fi com 16 alto-falantes de 1.670 W de potência e subwoofer. A tela de central multimídia de 14,6” com sistema GWM Coffee OS3 em 3D Full HD é complementada pelo painel de instrumentos de 12,3 polegadas e o head-up display de 25 polegadas. O modelo traz ainda sistema de reconhecimento de voz e carregamento de smartphone por indução. 


Compatível com Apple CarPlay e Android Auto sem fio, esse sistema permite personalização da interface, comandos de voz em português e exibe um modelo 3D interativo do veículo na tela da central multimídia com acesso rápido a funções como teto solar, ar-condicionado e portas.


Há também conectividade via Wi-Fi, que permite conectar até oito dispositivos, atualizações remotas (OTA) e acesso remoto via aplicativo My GWM, que oferece mais segurança, conveniência e conforto com funções inteligentes, como climatização remota, abertura e travamento das portas, localização do veículo, monitoramento do status da bateria, alertas de segurança e notificações em tempo real.



Segurança e assistência à condução


O Wey 07 Dark Edition incorpora o pacote de segurança mais avançado da GWM, com 22 sensores (5 radares, 12 ultrassônicos e 5 câmeras), entregando um sistema de condução semiautônoma de nível 2+. O sistema inclui controle de cruzeiro adaptativo inteligente (ICC), assistente de faixa, frenagem autônoma de emergência, estacionamento automático e visão panorâmica 540° com chassi transparente.


A carroceria de alta resistência e o conjunto de seis airbags com cortinas estendidas asseguram máxima proteção. O Controle Integrado de Frenagem (IBC) proporciona respostas rápidas e suaves, enquanto o sistema de reconhecimento de fadiga e distração do motorista reforça a segurança proporcionada ao motorista.

GWM bate recorde de vendas, atinge o Top 10 e Haval H9 supera novamente o Toyota SW4, com mais de 7 mil veículos vendidos em maio. Já o Haval H6 segue como híbrido mais vendido do País e Tank 300 PHEV Flex segue à frente de Nissan e Caoa Chery



Junho de 2026 – A GWM Brasil alcançou em maio um marco histórico em sua trajetória no país ao registrar seu maior volume mensal de vendas desde o início das operações. Com 7.437 veículos emplacados, a montadora não apenas bateu seu recorde comercial, como também consolidou uma das mais rápidas trajetórias de crescimento da indústria automotiva brasileira nos últimos anos, reforçando sua posição entre as marcas que mais avançam em participação de mercado.

 

No acumulado de janeiro a maio, a GWM já soma 28.482 unidades vendidas, avanço de 133% na comparação com o mesmo período do ano anterior, mantendo uma das trajetórias de crescimento mais expressivas do setor. O resultado também garantiu à marca a 10ª posição no ranking mensal de vendas, à frente de nomes tradicionais como Nissan e Caoa Chery, reforçando a rápida consolidação da GWM no mercado nacional.

 

Haval H9 redefine disputa no segmento de SUVs grandes

 

O Haval H9 voltou a ser o grande destaque do mês ao superar novamente o Toyota SW4 no segmento de SUVs grandes (SUV E), um dos mais tradicionais e competitivos do mercado brasileiro. 


O modelo registrou 1.220 emplacamentos em maio, contra 1.187 unidades do Toyota SW4, reforçando a disputa direta entre os dois SUVs e consolidando o Haval H9 como um novo protagonista da categoria.

 

A liderança de maio sucede o desempenho histórico alcançado em março, quando o Haval H9 assumiu pela primeira vez a ponta do segmento ao registrar 1.170 emplacamentos, superando as 1.116 unidades do Toyota SW4. Na ocasião, o modelo estabeleceu seu recorde de vendas no Brasil e sinalizou uma mudança importante na dinâmica competitiva da categoria.

 

Mais do que uma liderança pontual, o resultado evidencia a rápida ascensão do Haval H9 no mercado brasileiro. Apenas sete meses após seu lançamento, o modelo já se consolida como uma das principais referências do segmento de SUVs grandes, conquistando consumidores com sua combinação de design marcante, elevada capacidade off-road, tecnologia embarcada, amplo pacote de equipamentos e garantia de 10 anos.

 

A conquista ganha ainda mais relevância por ocorrer em uma categoria historicamente dominada por modelos consolidados, reforçando a rápida aceitação do público e sinalizando uma mudança importante na dinâmica competitiva do segmento.

 

Haval H6 lidera entre os híbridos e Tank 300 PHEV Flex chega às ruas

 

Referência da GWM na eletrificação, o Haval H6 manteve a liderança absoluta entre os híbridos no Brasil em maio, com 4.328 emplacamentos, sustentando sua posição como um dos principais protagonistas da transição energética no mercado automotivo nacional. 

 

Maio também marcou o início das entregas do Tank 300 PHEV Flex, o primeiro híbrido plug-in flex fuel do mundo. Apresentado globalmente na China e disponibilizado simultaneamente para venda no Brasil, o modelo inaugura uma nova etapa da eletrificação automotiva ao combinar, de forma inédita, um avançado sistema híbrido plug-in à capacidade de operar com etanol e gasolina.

 

Impulsionada pela chegada da nova versão, a linha Tank 300 registrou 364 emplacamentos em maio, reforçando a receptividade do mercado brasileiro à proposta da GWM de unir eletrificação, desempenho e versatilidade de abastecimento em uma solução desenvolvida especialmente para as características locais.

 



sábado, 6 de junho de 2026

GAC anuncia modelo mais aguardado do ano: Aion UT chega ao mercado brasileiro a partir de R$139.990 com bônus de R$4 mil e um ano de seguro gratuito na versão Premium. Trata-se de um hatch urbano 100% elétrico com o maior espaço interno da categoria. Chega em duas versões: Premium e Elite, equipadas com amplo pacote de itens de conforto, segurança e tecnologia e a versão Elite também chega com um ano de seguro grátis


São Paulo, junho de 2026 - A GAC amplia sua presença no Brasil com o lançamento do GAC Aion UT, primeiro hatch urbano 100% elétrico da marca que chega ao País em duas versões: Premium e Elite. O lançamento faz parte da estratégia de longo prazo da marca com o mercado brasileiro, reforçando seu compromisso com o desenvolvimento da mobilidade sustentável e a evolução do setor automotivo nacional.

 

O modelo chega ao Brasil com condições especiais para os consumidores que efetivarem a compra até a data de 15 de junho. A versão Premium tem valor de R$ 139.990 e conta com bônus de R$ 4 mil, enquanto a versão Elite tem preço de R$ 159.990, ambas com seguro gratuito durante um ano.
 



Desenvolvido sob a nova plataforma de última geração, AEP 3.0, dedicada a veículos elétricos, o GAC Aion UT apresenta conjunto motriz composto por motor elétrico síncrono de ímã permanente, com potência máxima de 150 kW (204 cv) e torque instantâneo de 210 Nm, acoplado ao sistema de tração dianteira (FWD). O modelo alcança velocidade máxima de 160 km/h e aceleração de 0 a 100 km/h em até 7,3 segundos na versão Elite e 8,6 segundos na versão Premium.

 

O sistema de armazenamento de energia utiliza a Ultra-Safe Magazine Battery, com células de alta segurança organizadas em uma estrutura do tipo “magazine” integrada a um módulo reforçado, garantindo elevada robustez. Ela é composta por baterias de fosfato de ferro-lítio (LFP), que oferecem maior estabilidade térmica e durabilidade.

 

A versão Elite conta com capacidade de 60 kWh, enquanto a versão Premium dispõe de 44,12 kWh. A autonomia, conforme ciclo Inmetro, pode chegar a 310 km na versão de maior capacidade e a 253 km na versão Premium.

 

No carregamento, o modelo suporta corrente alternada (AC) de até 6,6 kW e corrente contínua (DC) de até 87 kW, permitindo recarga de 30% a 80% em aproximadamente 24 minutos em condições ideais. O sistema também incorpora tecnologia V2L (Vehicle-to-Load), possibilitando o fornecimento de energia para dispositivos externos.



A suspensão dianteira independente do tipo McPherson e traseira por barra de torção foi calibrada para equilibrar conforto e eficiência, enquanto o sistema de direção com assistência elétrica (EPS) contribui para maior precisão em diferentes condições de uso, além de prazer ao dirigir.

 

Design marcante e maior espaço interno da categoria

O design do GAC Aion UT foi concebido em Milão, no Centro de Inovação da GAC, um dos maiores centros de estilo e inovação no mundo, trazendo linhas modernas e uma identidade visual com personalidade marcante. Cada detalhe foi pensado para transmitir sofisticação e dinamismo, combinando proporções equilibradas, superfícies fluidas e elementos contemporâneos que destacam sua personalidade única desde o primeiro olhar.




Com presença que se impõe, o GAC Aion UT tem faróis dianteiros e assinatura luminosa que entregam até 62 watts e compõem um visual forte e autêntico, capaz de unir elegância e atitude em um só carro. Seu design expressa tecnologia, modernidade e confiança, criando uma conexão imediata com quem busca um veículo inovador, urbano e cheio de estilo.

 

O veículo conta com um interior refinado e apresenta o maior espaço interno da categoria, além de soluções inteligentes e inéditas de otimização com diversas opções de porta-objetos. Com dimensões de 4.270 mm de comprimento, 1.850 mm de largura, 1.575 mm de altura e entre-eixos de 2.750 mm, é possível acomodar três cadeirinhas de bebê nos bancos traseiros.

 

Segurança avançada

O GAC Aion UT chega com um amplo pacote de itens de segurança nas duas versões, estrutura com seis airbags e sistemas eletrônicos como ABS, EBD, controle de tração (TCS) e assistente de partida em rampa (HHC), além de piloto automático. O pneu estepe está presente nas duas versões, um item muito valorizado na hora da decisão da compra por parte de clientes desse segmento.

 

O modelo também incorpora um conjunto avançado de assistência à condução (ADAS nível 2), com 11 funções, na versão Elite, com recursos como frenagem autônoma de emergência (AEB), alerta de colisão frontal e traseira (FCW/RCW), monitoramento de ponto cego (BSD), assistente de permanência em faixa (LKA/ELKA) e piloto automático adaptativo (ACC), além de câmera com visão 360°, entre outros. O GAC Aion UT foi desenvolvido para atender aos padrões de cinco estrelas dos protocolos China NCAP e Euro NCAP, estando, este último, em processo de avaliação oficial.

 

Conforto e bem-estar a bordo

No interior, o GAC Aion UT oferece ambiente digitalizado com central multimídia de 14,6 polegadas, painel de instrumentos digital de 8,88 polegadas e conectividade sem fio com Apple CarPlay e Android Auto. O cliente também consegue espelhar o mapa de navegação do sistema nativo do carro, da central multimídia para a tela frontal, o que proporciona maior comodidade na hora da condução.



O modelo também possui carregador por indução de 50W (na versão Elite), conectividade Wi-Fi e integração com aplicativo proprietário para controle remoto, via celular, de funções do veículo.

O conforto é reforçado por itens como ar-condicionado automático com filtro de partículas PM 2.5, saídas traseiras, bancos com revestimento premium sustentável e, na versão Elite, ventilação e ajustes elétricos. Outros diferenciais desta versão são o teto panorâmico com cortina elétrica e a tampa do porta-malas com abertura e fechamento elétricos. O porta-malas de 340 litros, banco traseiro bipartido e o conjunto de soluções inteligentes ampliam a versatilidade no uso cotidiano.

 

“O GAC Aion UT foi desenvolvido para elevar o padrão dos hatches elétricos. É um veículo que atende às demandas reais do consumidor brasileiro com maior espaço interno da categoria, amplo pacote de itens de segurança, autonomia ideal para o uso urbano e rotina das cidades. Estamos lançando um produto ágil, silencioso, conectado e com soluções inteligentes que tornam cada trajeto mais confortável e eficiente”, afirma Leonardo Lukacs, diretor de engenharia, manufatura e R&D da GAC Brasil.




O novo hatch elétrico já vem equipado com o carregador wallbox, próprio da GAC Energy. A garantia é de 8 anos ou 160.000 km para o veículo e até 200.000 km para a bateria, sendo oferecido em toda a Rede de Concessionárias GAC em seis opções de cores: Branco, Preto, Azul, Vermelho, Bege e Verde, com duas opções de cores no interior, Preto ou Bege.



MG Motor anuncia construção de primeira fábrica no continente europeu, localizada na Galícia, Espanha, que criará 2.000 empregos na Europa e representa um investimento de aproximadamente € 200 milhões. A produção está prevista para começar em 2028, com capacidade anual de até 120.000 veículos.

Foto divulgação MG


São Paulo, junho de 2026 – A MG anuncia que a produção na Europa será retomada em uma nova unidade na Galícia, na Espanha. Este investimento de aproximadamente € 200 milhões representa um marco importante no compromisso de longo prazo da marca com o mercado europeu e na aceleração de sua estratégia “In Europe, For Europe”.

 

A nova instalação irá gerar mais de 2.000 empregos na Europa, estabelecendo um hub estratégico para a próxima fase de crescimento da MG. O início da produção está previsto para 2028, com capacidade anual de até 120.000 veículos.
 

A unidade integrará pesquisa e desenvolvimento de veículos, manufatura avançada, fornecimento de componentes centrais e operações logísticas inteligentes, formando um ecossistema industrial totalmente conectado, de ponta a ponta. Essa plataforma ampliará significativamente a produção e o fornecimento localizados, fortalecendo a resiliência, a capacidade de resposta e a agilidade da cadeia de suprimentos da MG na Europa.
 

Paralelamente, a MG irá aprofundar a colaboração com parceiros tecnológicos europeus, instituições de pesquisa e fornecedores locais, com o objetivo de acelerar a inovação em áreas-chave voltadas ao futuro, como tecnologia de baterias de próxima geração, sistemas inteligentes de mobilidade e soluções de energia limpa.
 

O anúncio acontece em um momento decisivo para a indústria automotiva europeia, à medida que as metas da União Europeia para zero emissões até 2035 continuam acelerando a transição para a mobilidade eletrificada. Por meio de manufatura localizada, investimento contínuo em P&D e uma abordagem centrada no cliente, a MG reforça seu compromisso com a Europa enquanto amplia o acesso dos consumidores da região a soluções avançadas de mobilidade.


Ao mesmo tempo, a MG continua levando ao mercado tecnologias de classe mundial, incluindo sua recém-lançada SolidCore, a primeira bateria semissólida produzida em massa, além de seu portfólio de tecnologias Hybrid+ e Plug-in Hybrid, líderes em suas categorias. 


Em conjunto, esses avanços reforçam o papel crescente da MG na construção de uma mobilidade mais sustentável, inteligente e orientada para o futuro na Europa.

 

O investimento contínuo da MG se apoia no forte momento vivido pela marca na região. No início deste ano, a empresa celebrou a entrega de seu veículo de número um milhão no mercado europeu


Desde seu retorno ao Reino Unido, em 2011, a MG tornou-se uma das marcas automotivas que mais crescem na Europa, apoiada por uma rede de mais de 1.300 concessionários em 34 mercados. Mais recentemente, o grupo controlador da MG celebrou a entrega de seu veículo global de número 100 milhões, reforçando sua escala e alcance internacional.
 

Nos últimos meses, a MG ampliou significativamente seu portfólio de produtos com a introdução de modelos-chave, incluindo o novo MG4 Urban e o novo MGS9 Plug-in Hybrid, primeiro SUV de sete lugares da marca, com versatilidade premium e amplo espaço interno em três fileiras. 


Com base em um forte ciclo de lançamentos ao longo do último ano, a MG também apresentou o MGS5, o MGS6 e o MG HS Hybrid+, fortalecendo ainda mais sua presença nos segmentos de veículos elétricos e híbridos. 


MG TD, de 1950, fez sucesso no Brasil Foto de: Motor1.com


Na vanguarda da jornada de inovação da marca, o MG Cyberster continua redefinindo a performance elétrica, unindo de forma fluida a herança esportiva da marca e o icônico design roadster com tecnologia de ponta em veículos elétricos.
 

“Da inovação tecnológica à localização da manufatura e do P&D em toda a Europa, apoiada por uma linha de produtos verdadeiramente global, a MG continua ampliando os limites do que é possível — tornando tecnologia avançada e mobilidade sustentável acessíveis a mais pessoas do que nunca”, afirmou William Wang, managing director da MG no Reino Unido e na Europa. 


“Por meio da estratégia ‘In Europe, For Europe’, não estamos apenas respondendo ao futuro da mobilidade — estamos ajudando a defini-lo. Ao investir em capacidades locais, fortalecer nossa presença europeia e fomentar um ecossistema automotivo mais competitivo, estamos acelerando a jornada da Europa rumo a um futuro de mobilidade mais limpo, inteligente e sustentável.”

Coluna Fernando Calmon



Coluna Fernando Calmon


Nº 1.404 — 5/6/2026




Vendas de veículos leves em

maio continuaram em alta



Análises da Fenabrave sobre os resultados do mês passado apontam otimismo crescente até o fechamento de 2026. Automóveis e comerciais leves que representam 94% do mercado (caminhões, 5% e ônibus, 1%) voltaram a apresentar números surpreendentes. De janeiro a maio foram comercializados quase 1,1 milhão de veículos leves, elevação de 18,2% sobre o mesmo período de 2025.

De acordo com o presidente da entidade, Arcélio dos Santos Jr., o setor reflete programas de incentivos a exemplo do Carro Sustentável e Move Brasil para caminhões que aguarda uma segunda fase. Por agora agregam-se ainda mais estímulos.

“O recente lançamento do Move Brasil - Táxis e Aplicativos, que oferecerá incentivos de R$ 30 bilhões, com taxas de juros reduzidas e carência de 6 meses para início do pagamento de automóveis e comerciais leves de até R$ 150 mil, esperamos um aquecimento maior do mercado nos próximos meses. Isso deve elevar as projeções de vendas para 2026”, comentou.

Outro segmento em alta inclui os híbridos em cenário de transição energética. “Estes atendem consumidores que buscam eficiência e valorizam alcance, praticidade e adaptação mais simples ao uso cotidiano”, avaliou.

Também acrescentou que “o mercado de elétricos segue em expansão, e agora vive uma fase de consolidação, no Brasil. A evolução depende não apenas da oferta de veículos, mas também de infraestrutura de recarga, informação ao consumidor e previsibilidade regulatória”. Nos primeiros cinco meses deste ano foram comercializados 69.347 elétricos, enquanto os híbridos somaram 121.110 unidades, resultado 75% maior.

Marcas chinesas representa 90% da venda de elétricos no Brasil, praticamente todos importados, embora pelo menos cinco tenham anunciado produção no Brasil. BYD construiu uma fábrica própria em Camaçari (BA) e antes a GWM adquiriu a unidade da Mercedes-Benz que estava fechada, em Iracemápolis (SP).

Novos acordos foram acertados com a Renault, no Paraná; Caoa Chery, em Goiás; HPE Mitsubishi, também em Goiás; JLR, no Estado do Rio de Janeiro. Elétricos chineses da GM são montados no Ceará. Toyota acaba de fechar sua unidade de Indaiatuba (SP), inaugurada em 1998, para concentrar produção em Sorocaba (SP). Alguma outra chinesa se canditará?

OCDE (Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico) acaba de revelar para surpresa de ninguém que entre 2005 e 2024 o governo chinês subsidiou três a oito vezes mais suas empresas do que a média dos 39 países membros.

Fácil perceber porque oito milhões de carros elétricos foram vendidos na China em 2025, aproximadamente 60% de todos os modelos desse tipo comercializados globalmente.


Polêmicas envolvem Luce, primeiro elétrico Ferrari

A marca italiana nunca sofreu tantas críticas já na apresentação de seu primeiro modelo elétrico, que chegará ao mercado mundial só no início de 2027 por nada menos de 550.000 euros (R$ 3,24 milhões e quase o dobro com impostos brasileiros). Desenhado por Jony Ive, antes responsável pelo iPhone da Apple, o Luce (luz, em italiano) mistura linhas de sedã e SUV cupê com proporções no mínimo estranhas.

Rodas dianteiras de 23 pol. e traseiras de 24 pol. de desenho sem nenhuma inspiração, lanternas traseiras de simplicidade franciscana e uma frente que não atrai olhares formam um conjunto “sem sal”, para dizer o mínimo.

Luca di Montezemolo, que presidiu a Ferrari entre 1991 e 2014, hoje com 78 anos, ressalvou não desejar prejudicar a marca, “mas esperava que, pelo menos, removessem o símbolo do cavalo empinado daquele carro”. Foi ainda mais cruel: “Certamente, pelo menos, os chineses não vão copiar.” 

Interior espaçoso para cinco ocupantes, no entanto, agrada bastante. Além do volante discreto, a tela multimídia de formato quadrado tem ângulo expressamente voltado ao motorista. Do banco traseiro ninguém vai reclamar, embora a abertura das portas em sentido contrário ao tradicional esteja distante de aceitação incondicional.

Os quatro motores elétricos, um para cada roda, totalizam 1.050 cv e 101 kgf·m. Mesmo com massa em ordem de marcha de extraordinários 2.260 kg, acelera de 0 a 100 km/h em 2,5 s, 0 a 200 km/h em 6,8 s e máxima de 310 km/h. Alcance médio declarado superior a 530 km.

Ferrari afirma que toda a produção do Luce já está vendida até o fim de 2027, sem adiantar qualquer número. Truque de marketing que soa mais para atenuar comentários negativos.


Toro 2027 com duas versões semi-híbridas (MHEV)

Lançada em 2016 e tendo recebido uma grande atualização de estilo e novo motor turbodiesel no ano passado, a Fiat avançou em sua gama de picape média (1.000 kg de carga, incluídos motorista e quatro passageiros) para o ano-modelo 2027. A novidade da Toro está disponível unicamente nas versões Volcano e Ultra.

Ambas dispõem agora do recurso MHEV (Veículo Elétrico Híbrido Básico, em tradução livre do inglês, embora semi-híbrido seja a melhor definição) para o tradicional motor T270 flex (176 cv e 27,5 kgf·m). Também foi acrescentado o pacote Adas (sigla em inglês para sistemas avançados de assistência ao motorista), agora disponível em todas as versões da picape.

MHEV funciona com um gerador que inverte função e passa a motor de 15,5 cv e 6,6 kgf·m. Acoplado por correia ao motor a combustão interna, aumenta potência e torque finais. É alimentado por uma bateria de íons de lítio de 0,85 kWh e 48 V, carregável nas desacelerações e frenagens.

Esta mesma unidade dá partida no motor a combustão. Ganho em consumo de combustível pode ser de até 12%, além de reduzir emissões de poluentes em até 11%, informa a Fiat.

Avaliação inicial, em Vitória (ES), em curta condução urbana com passagem por lombadas, apontou maior suavidade e linearidade do motor, quando auxiliado pela unidade motriz elétrica. Há melhor atuação do recurso start/stop (desliga/liga o motor) sem o incômodo do ruidoso motor de partida.

Acelerações e velocidade máxima não mudam, embora se perceba pequeno ganho em baixas rotações. No quadro de instrumentos aparece a atuação do sistema MHEV, tanto ao produzir potência quanto nas desacelerações e frenagens, quando age como gerador.

Preços: Volcano, R$ 197.490; Ultra, R$ 206.490.


Teste: Tiguan R-Line tem desempenho convincente

Em sua terceira geração, sempre vinda do México sem imposto de importação, o Tiguan foca agora apenas na versão de cinco lugares. Grade do radiador inclui friso iluminado que destaca o logo VW (em branco), enquanto as rodas de liga leve de 19 pol. mesclam alumínio e pintura preta. Na traseira o “VW” acende-se em vermelho ao se acionar a iluminação. 

Dimensões (mm): comprimento, 4.695; entre-eixos, 2.792; largura, 1.866; altura, 1.669. Volumes (L): porta-malas, 423; tanque, 59. Massa: 1.820 kg. Motor 4-cilindros turbo, 2-L, gasolina, 272 cv e 35,7 kgf·m.

Consumo (Inmetro, cidade/estrada): 8,9/12,1 km/L. Alcance (Inmetro, cidade/estrada): 525/714 km. Tração 4x4 sob demanda. Câmbio automático epicíclico, oito marchas. Aceleração 0 a 100 km/h: 7,4 s.

No interior destaca-se a tela multimídia de 15 pol. de aspecto moderno, ótima resolução e espelhamento sem fio para Android Auto e Apple CarPlay. Há um botão giratório para o volume do áudio no console central e a seleção de marchas passou para uma alavanca na coluna de direção com uma curiosa inversão entre as posições “D” e “R”.

Bancos dianteiros firmes oferecem boa sustentação lateral. No banco traseiro há bom espaço para as pernas, mas o túnel central alto em razão da tração 4x4, incomoda o passageiro que senta no meio.

Porta-malas diminuiu de volume por abrigar um estepe temporário. Desempenho é um dos pontos altos do novo Tiguan. Agora com 86 cv e 5 kgf·m a mais, apresenta respostas ao acelerador sempre imediatas, além de tranquilidade em ultrapassagens nas rodovias de pista simples.

No modo Sport, há trocas de marchas para baixo sem hesitações. Embora faltem câmeras de visão 360°, o quadro de instrumentos reproduz o mapa de navegação e permite desviar menos o olhar para a tela multimídia.

Preço: R$ 229.990.


Coluna de Aviação VAMOS VOAR PELO MUNDO // IATA lança aliança de apoio ao CORSIA (EEU) // Volumes de produção de Combustível Sustentável de Aviação ainda são decepcionantes

IATA lança aliança de apoio ao CORSIA (EEU)

 

Rio de Janeiro, 6 June 2026 – A Associação do Transporte Aéreo Internacional (IATA) lançou a Aliança de Apoio para a Oferta de Unidades de Emissão Elegíveis ao CORSIA (Supporting Alliance for CORSIA EEU Supply), reunindo partes interessadas de todo o ecossistema do CORSIA em um esforço para impulsionar a disponibilidade de 225 a 250 milhões de Unidades de Emissão Elegíveis ao CORSIA (EEUs) até a primavera de 2027. A Aliança busca:

  • Reunir os recursos das organizações participantes e focar nos gargalos com assistência de implementação sob medida, prática e pragmática.
  • Facilitar e viabilizar a gestão, por parte dos países, da interface entre suas Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs) sob a UNFCCC (Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima) e o processo necessário para disponibilizar créditos de carbono para uso no âmbito do CORSIA.
  • Melhorar o acesso dos países aos mercados de carbono e recursos relacionados.

"O CORSIA é o único arcabouço globalmente acordado para lidar com as emissões da aviação internacional, estabelecido pela OACI (Organização da Aviação Civil Internacional) e seus Estados-Membros em 2016. Os Estados, contudo, possuem suas próprias obrigações sob o Acordo de Paris e a UNFCCC. Os créditos precisam ser transferidos entre esses sistemas para evitar a dupla contagem, o que se tornou um gargalo importante. A Aliança de Apoio fornecerá assistência de implementação para eliminar este e outros gargalos que impedem a chegada de créditos ao mercado do CORSIA.
 

“Vale ressaltar que o CORSIA provavelmente gerará entre 4 e 5 bilhões de dólares em financiamento climático na primeira fase e, potencialmente, 100 bilhões de dólares até 2035, a depender dos preços de mercado. Isso ajudará a financiar ações climáticas, apoiar comunidades remotas e impulsionar o desenvolvimento econômico. Damos as boas-vindas a todos os agentes do mercado de carbono e organizações correlatas para unirem forças nesta Aliança de Apoio para ajudar o CORSIA a concretizar seus potenciais benefícios sociais, econômicos e climáticos", afirmou Marie Owens Thomsen, Vice-Presidente Sênior de Sustentabilidade e Economista-Chefe da IATA.
 

A Aliança está aberta a todas as organizações e governos nacionais dispostos a empenhar conhecimento técnico e recursos práticos, bem como a dar uma contribuição significativa para o desenvolvimento da oferta de EEUs do CORSIA e para a implementação robusta das diretrizes do CORSIA e do Artigo 6.2 do Acordo de Paris. A composição inicial da Aliança abrange mais de 32 entidades, incluindo as seguintes companhias aéreas: Air Asia, AirFrance-KLM, All Nippon Airways (ANA), Austrian Airlines, China Airlines, Corsair, Egyptair, IAG, Japan Airlines, KM Malta Airlines, Lufthansa Group, Pegasus Airlines, Qatar Airways, Scoot, Singapore Airlines e SWISS.
 

Assistência de implementação para países anfitriões

A assistência de implementação para os países anfitriões envolverá, de forma crucial, especialistas reconhecidos do Artigo 6 e do CORSIA integrantes da Aliança de Apoio, e fornecerá suporte pro bono aos países que desejam autorizar o uso de unidades de emissões domésticas sob o CORSIA. Esse suporte facilitará o processo antes do primeiro prazo de conformidade do CORSIA, em dezembro de 2027, e ajudará os países a gerenciarem os processos de relatórios e revisões de maneira contínua.
 

A assistência é prestada aos países mediante solicitação e adaptada às suas necessidades específicas e ao seu estágio de progresso na implementação do Artigo 6.2 do Acordo de Paris.
 

Sobre o CORSIA

O CORSIA (Esquema de Compensação e Redução de Carbono para a Aviação Internacional) é o único mecanismo global baseado no mercado para emissões da aviação internacional. Ele foi acordado em 2016 pelos governos por meio da OACI com a intenção expressa de evitar esquemas sobrepostos ou concorrentes que aumentam os custos e a complexidade sem melhorar os resultados ambientais. Os requisitos de compensação começaram em 2021. Ao final de cada período de conformidade de 3 anos, os operadores do setor terão que demonstrar que cumpriram seus requisitos de compensação por meio do cancelamento do número adequado de unidades de emissão elegíveis (EEUs).
 

Considerando as circunstâncias especiais e as respectivas capacidades dos Estados, os Estados-Membros da OACI concordaram em implementar os requisitos de compensação do CORSIA em fases:

  • De 2021 até 2026 (fase piloto de 2021 a 2023; e primeira fase de 2024 a 2026), apenas os voos entre Estados que se voluntariaram a participar do CORSIA estão sujeitos aos requisitos de compensação.
  • A partir de 2027, todos os voos internacionais estarão sujeitos aos requisitos de compensação. No entanto, voos de e para Países Menos Desenvolvidos (LDCs), Pequenos Estados Ilhotas em Desenvolvimento (SIDS), Países Desenvolvidos sem Litoral (LLDCs) e Estados que representaram menos de 0,5% do RTK (tonelada-quilômetro transportada) internacional global em 2018 estarão isentos dos requisitos de compensação, a menos que esses Estados participem de forma voluntária.

O CORSIA foi acordado em 2016 pelos governos por meio da OACI com a intenção expressa de evitar esquemas sobrepostos ou concorrentes que aumentam os custos e a complexidade sem melhorar os resultados ambientais. Os requisitos de compensação começaram em 2021. Ao final de cada período de conformidade de 3 anos, os operadores do setor terão que demonstrar que cumpriram seus requisitos de compensação por meio do cancelamento do número adequado de unidades de emissão elegíveis (EEUs).
 

Considerando as circunstâncias especiais e as respectivas capacidades dos Estados, os Estados-Membros da OACI concordaram em implementar os requisitos de compensação do CORSIA em fases:

  • De 2021 até 2026 (fase piloto de 2021 a 2024; e primeira fase de 2024 a 2026), apenas os voos entre Estados que se voluntariaram a participar do CORSIA estão sujeitos aos requisitos de compensação.
  • A partir de 2027, todos os voos internacionais estarão sujeitos aos requisitos de compensação. No entanto, voos de e para Países Menos Desenvolvidos (LDCs), Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento (SIDS), Países Desenvolvidos sem Litoral (LLDCs) e Estados que representaram menos de 0,5% do RTK (tonelada-quilômetro transportada) internacional global em 2018 estarão isentos dos requisitos de compensação, a menos que esses Estados participem de forma voluntária.

Volumes de produção de Combustível Sustentável de Aviação ainda são decepcionantes
 

Rio de Janeiro, 6 de Junho de 2026 - A Associação do Transporte Aéreo Internacional (IATA) divulgou estimativas mostrando que a produção global de Combustível Sustentável de Aviação (SAF) deve atingir cerca de 2,4 milhões de toneladas em 2026, o que representa apenas 0,8% do consumo total de combustível da aviação, a um custo de 4,3 bilhões de dólares para as companhias aéreas.
 

"Tudo indica que teremos mais um ano decepcionante para a produção de SAF. Cinco anos após o compromisso de atingir a neutralidade de carbono (net zero) até 2050, a produção de SAF responderá por apenas 0,8% do combustível utilizado pelas companhias aéreas este ano. O caminho para suprir 65% das nossas necessidades em 2050 torna-se mais difícil a cada ano devido a políticas governamentais com sequenciamento ineficaz e à falta de interesse das empresas de petróleo. 


O atual choque energético deveria trazer ainda mais urgência ao desenvolvimento de fontes renováveis, incluindo o SAF. No entanto, ainda não vimos este choque energético, a necessidade de desenvolver independência energética e empregos, ou a urgência de mitigar as mudanças climáticas se traduzirem nos incentivos necessários para criar um mercado de SAF viável", declarou Willie Walsh, Diretor-Geral da IATA.
 

Para acelerar a escala de produção do SAF, a IATA defende uma ação coordenada em quatro prioridades:

  • Expandir a oferta de energia renovável para sustentar a produção de SAF e garantir a disponibilidade de matérias-primas e energia limpa suficientes.
  • Garantir o acesso aberto à infraestrutura de combustível, incluindo dutos, instalações de armazenamento e sistemas de abastecimento dos aeroportos, para permitir uma concorrência justa e uma distribuição eficiente.
  • Fortalecer o apoio político por meio do sequenciamento eficaz de incentivos à produção e de marcos de investimento que proporcionem certeza e reduzam riscos antes da imposição de qualquer mandato de uso.
  • Viabilizar um mercado global de SAF com volumes suficientes e preços comercialmente viáveis, o que é crítico para a sustentabilidade financeira e econômica das companhias aéreas.

Um sistema de book-and-claim é essencial para transformar o mercado de SAF de local para global, tornando-o acessível às companhias aéreas e produtores de SAF independentemente de seus domicílios. O mercado global de SAF também deve ser respaldado por padrões harmonizados que criem regras duradouras e concorrência justa.
 

O problema do e-SAF

Junto ao SAF (proveniente de fontes de biocombustível), o e-SAF (combustível sintético ou eletro-SAF) também desempenhará um papel crescente na descarbonização do transporte aéreo. A conversão de eletricidade renovável por meio do processo power-to-liquid (PtL) pode produzir o e-SAF. O e-SAF não requer biomassa ou resíduos de óleos, mas exige grandes volumes de eletricidade renovável, hidrogênio verde, água e CO₂.

A União Europeia (UE) e o Reino Unido estabeleceram mandatos para uma produção de e-SAF de cerca de 0,6 milhão de toneladas até 2030. No entanto, a capacidade de produção global atualmente em operação e em construção gira em torno de apenas 0,02 milhão de toneladas, com uma única planta de produção em atividade. Seriam necessárias aproximadamente 20 refinarias em escala comercial para atingir o volume obrigatório. Além disso, nenhuma nova Decisão Final de Investimento (FID) para instalações de e-SAF foi tomada no último ano.
 

"As metas de e-SAF para 2030 estipuladas pelo Reino Unido e pela UE estão além do irrealista – elas estão totalmente descoladas da realidade. É uma estratégia temerária de criação de mercado de energia impor mandatos antes que a produção seja viabilizada. Tal estratégia servirá apenas para inflacionar os preços. Somada à aplicação de penalidades, ela desvia recursos escassos que deveriam ser alocados na redução real das emissões de CO₂. Essa estratégia é também intrigante, dado que a Europa possui os preços de energia renovável mais altos do mundo. Uma estratégia séria deveria, primeiramente, expandir a produção de energia renovável para reduzir seu preço e construir a capacidade de produção de e-SAF sobre bases econômicas sólidas. Somente a partir desse ponto os mandatos poderiam alcançar os resultados desejados", afirmou Marie Owens Thomsen, vice-presidente sênior de Sustentabilidade e Economista-Chefe da IATA.
 

Apoio dos passageiros à descarbonização

A mais recente pesquisa com passageiros realizada pela IATA (abril de 2026) mostra um apoio forte e consistente à descarbonização do transporte aéreo. 89% dos passageiros acreditam que o setor deve continuar reduzindo as emissões mesmo se os governos recuarem em seus esforços, e uma parcela semelhante vê o ato de voar como algo essencial e que deve se tornar sustentável, em vez de ter seu uso restringido. 


Esse apoio é respaldado por uma disposição para agir: cerca de dois terços dos passageiros (66%) afirmam estar dispostos a pagar mais para compensar as emissões, e quase 88% esperam que os preços das passagens subam como resultado dos investimentos em sustentabilidade.
 

Os passageiros também favorecem claramente soluções de descarbonização "reais", com 25% priorizando a aplicação de recursos no SAF e 23% em tecnologias de redução de emissões, ficando muito à frente da opção por impostos (10%). De maneira significativa, a sustentabilidade já influencia o comportamento de consumo: quase metade dos viajantes (48%) analisa as emissões de carbono ao escolher seus voos. Entre aqueles que realizam essa verificação, mais de 85% afirmam que isso afeta sua decisão, enquanto cerca de três quartos declaram preferir companhias aéreas com melhor desempenho ambiental.
 

No balanço geral, os dados trazem uma mensagem clara: os passageiros esperam que o transporte aéreo avance na descarbonização, apoiam amplamente a transição e inserem cada vez mais a sustentabilidade em suas escolhas, ainda que o custo e a conveniência continuem sendo fatores importantes.

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