Pesquisar este Blog do Arnaldo Moreira

sexta-feira, 20 de maio de 2016

RENAULT ANUNCIA NOVIDADE NO CAMPO DOS SAV, QUE SERÁ APRESENTADA NO SALÃO DO AUTOMÓVEL DE SÃO PAULO, EM NOVEMBRO. ARAXÁ SERÁ PALCO NO PRÓXIMO FIM DE SEMANA 25 A 29/5, DO XXII ENCONTRO NACIONAL DE AUTOMÓVEIS ANTIGOS. APROVEITE O FERIADO E RUME PARA O TRIÂNGULO MINEIRO. MOTOR BOXER DA SUBARU, USADO TAMBÉM NOS PORSCHE, JÁ É UM CINQUENTÃO


Coluna nº 2116 - 20 de Maio de 2016
____________________________________


O que? Quid, aliás Kwid

Renault e sua aliada Nissan sugerem estar inspiradas em criadores de animais, batizando cada geração ou família com letra inicial comum. 

Na Nissan, próximo SAV, moda mundial, será o Kicks, trocadilho com o significado inglês de Rápido. Na Renault, de raízes latinas, Kwid. Sonoramente Quid é O Que, em latim.

Em exíguo comunicado, a Renault confirmou o sabido aos do ramo: o pequeno SAV – Sport Athletic Vehicle - virá. 

Acróstico indica ser veículo para aventuras urbanas, com jeito de utilitário e implícita posição superior de dirigir, tão ao agrado dos compradores atuais – e tração em apenas um eixo.

Renault utilizou como referência o parente do Kwid, em produção e vendas iniciais pela marca na Índia. 

Produto nacional terá parte da essência e da morfologia, entretanto com muitas diferenças. Primeira, por enquadramento legal, portará almofadas de ar e freios com ABS. 

Depois, por características de uso, e submissão a regras biodinâmicas, sofrerá sensível aposição de reforços estruturais para resistir às tentativas de deformações impostas pelos buracos nacionais, e aos testes de impacto, como o consumo oficial, crescente argumento de vendas. 

Terceiro, motor será maior e, nas mudanças, o tanque de combustível com maior capacidade – e autonomia. No carro indiano, 28 litros. Aqui, entre 45 e 50. 

E, justificativa maior, Renault criou área de engenharia e pesquisa na América: 1.050 engenheiros distribuídos entre Brasil, Argentina, Chile e Colômbia para fazer adequações ao meio ambiente e consumidores da região. 

Na prática
Deve-se imaginar o Kwid a ser feito no Brasil seja uns 200 quilos mais pesado sobre a versão de origem, cujo mercado dispensa testes de impacto, almofadas de ar, e ABS nos freios. 

Aqui, reforços, equipamentos, acessórios, tanque de combustível e motor maior serão mandatórios e autores do ganho de peso, imaginando-se tê-lo em condições de marcha, com 800 kg. Na Índia 600 kg. Lá concorre com o VW up!:


                     VW up!
Renault Kwid
Comprimento
3,605m
3,679m
Largura
1,645m
1,579m
Altura
1,504m
1,478m
Entre eixos
2,421m
2,422m
Peso
médios   
900 kg
projetados 
800 kg

Motor será novo. Indiano se desloca com 800 cm3 de cilindrada. Aqui, as distâncias continentais e os compradores exigem maior rendimento. 

Assim, por razões fiscais, arranhará os 1.000 cm3 deslocados em três cilindros, duplo comando com 12 válvulas, bloco, carter e cabeçote em alumínio.

Diferenças

Fonte acreditada diz, apesar de ser produto da Aliança Renault-Nissan, nada aproveita ao recém-apresentado Nissan Kicks. 

A plataforma é de nova geração e o motor, dito SCe, de projeto posterior ao trazido do México para o Nissan.

Projeto mais recente, apesar de genericamente assemelhados em material, número de cilindros e deslocamento, sendo geração mais evoluída deve oferecer mais potência, torque e menor consumo relativamente ao motor 1.0 aqui aplicados nos Nissan March e Versa, com 77 cv e 10 m.kgf de torque.

Novidade no cenário, aclarado pela mesma fonte, respeita à motorização: serão Renault. Marca irá substituir os atuais motores 1,0 e 1,6 por outros de tecnologia atualizada, e desta forma, quando a Nissan iniciar produzir o Kicks brasileiro trocará os motores pelos novos Renault. 

Ossatura mecânica quase padrão: suspensão frontal Mc Pherson, traseira por eixo torcional; câmbio mecânico de cinco velocidades. Freios a discos frontais e por tambor no eixo posterior.

Lançamento sem pressa. Apresentação no Salão do Automóvel, 10 a 20 de novembro, e expectativa de vendê-lo sob pressão de demanda para garantir volume e fluxo de vendas como o principal produto da empresa – hoje é o Sandero. 

Com a mudança de Governo, há esperanças de estabilização e consequentemente a confiança fará crescer vendas. 

Resultados inicialmente mensuráveis pelas medidas para acertar a economia, daqui a uns 60 dias.

Dúvida a ser respondida pelo mercado é o convívio entre Kwid e Clio, o mais barato dos Renault, dependerá de preço. 

Não haverá disputa de espaço industrial. O Clio é feito na Argentina e o Kwid será paranaense.

Renault Kwid indiano. Aqui, mudanças e novo motor mais forte



De novo, Araxá, 
o pico do antigomobilismo
Próximo e longo final de semana, dias 25 a 29, incluindo o feriado de Corpus Christi, o XXII Encontro Nacional de Automóveis Antigos na estância termal de Araxá, Triângulo Mineiro. 

A disposição dos veículos à frente do monumental Grande Hotel é espetáculo cênico. Mais refinado destes eventos, marca-se pela qualidade e raridade dos veículos expostos. 

Dentre as atrações do evento, alguns automóveis pouco conhecidos, como o anteriormente desaparecido e ora restaurado Packard com carroceria especial da francesa Sautchik produzido em 1931; raro e extenso Lincoln Coupé com motor V 12, carroceria especial Le Baron, de 1936; raridade dentre os Rolls-Royce, Phanton V de 1965 do colecionador de Mercedes, Nelson Rigotto, e ampla coleção de Porsches do paulista Sérgio Magalhães, com ênfase nos modelos 356; e grupo de Alfas comandado pelo Alfa Romeo Club/MG, e no grupo duas estrelas raras, os modelos 33 e Alfetta.

Insólito, o único exemplar no Brasil de Vanden Plas – a grosso modo dito o Rolls-Royce da Jaguar. 

Marca é paralela à Daimler (a da Jaguar, não a ligada à Mercedes-Benz) e se distingue pelos refinamentos mecânicos, como a suspensão hidro pneumática, e de decoração. 

Epicurismo vai ao ponto de mãos e braços dos usuários não tocar em plástico ou vinil, mas apenas em madeira raiz de nogueira e couro Connolly. 

Este, considerado o mais fino do mundo, provém de gado suíço Fleckvieh, criado especialmente para fornecê-lo. Tapetes em pelos longos de carneiro, e bancos em forma de poltrona para quatro ocupantes.

Atração paralela, a ser apresentado como Barn Find, termo universal para carros encontrados em galpão. 


No caso, um Lancia Asturia, do pós II Guerra, resgatado à coleção do pioneiro antigomobilista Angelo Bonomi, e levado pelos paulistanos irmãos Marx, agitados no meio. Maurício, um dos Marx, pilotará a parte histórica do leilão.

Otávio Carvalho, um dos organizadores, acredita, a importância do evento releva a crise de imobilidade do país. Informação se baseia no fato de 10 dias antes do evento, 300 veículos ter sido inscritos. 


A capacidade, sempre selecionando os melhores, é pouco superior a este número.

Neste ano a Mercedes-Benz será copatrocinadora, projetando-se um núcleo de estelar – sem trocadilho - qualidade a representantes da marca.

E sorteio de passagem aos expositores para ida à Autoclasica, Buenos Aires, outubro, maior evento do segmento na América do Sul.

No evento, feira de peças e acessórios, e o único leilão de veículos antigos




O pouco – ou desconhecido - Vanden Plas


Roda-a-Roda

Fila – Abriu-se lista de encomendas para o novo Giulia, da ressurgente Alfa Romeo. Principia com a First Edition, assim rotulada para dar mais charme à novidade. 

Versões Giulia, Super, Business, Business Sport e a Quadrifoglio, com mais de 500 cv. Tema, a emoção volta à estrada. E vero. Sem previsão de vinda ao Brasil. 

Bom gosto – Início da aragem de abertura em Cuba permitiu feito importante para a Mercedes-Benz. 


Delegação comercial foi à ilha e vendeu 199 unidades de automóveis da marca: 135 Classe C 200 e 64 Classe E 200 CGI, nova geração lá estreando. Serão utilizados em turismo e locação.


O boxer Subaru


Cinquentão – Motor boxer da Subaru festeja 50 anos de produção. Bom em potência, torque, consumo e equilíbrio, colocação baixa, alinha o virabrequim com o eixo de engrenagens da caixa de marchas e, com a tração nas quatro rodas, distribuindo forças igualmente, tem resultado de excepcional estabilidade, equilíbrio e reduzido gastos em pneus.


Mais – Atualmente a configuração Boxer, de cilindros horizontais e contrapostos, é utilizada apenas por Porsche e Subaru. Dela é o único diesel Boxer. 


A corporação Fuji, de amplo espectro, produzindo de navios a aviões, adotará o nome Subaru, de expressão mundial.


Ocasião – Única dentre as dezenas de marcas de veículos operando no Brasil a se manifestar saudando o novo governo federal foi a Kia – a importadora de maiores perdas volumétricas no mercado.


Na veia - Domingo passado, anúncio de página dupla nos jornais paulistanos – com certeza lidos pelo Presidente Temer – e página inteira nos das maiores capitais. Mensagem no tema do discurso de posse: trabalho. 

Kia e importadores precisam abrir necessário e democrático canal de diálogo com o governo.

Foco – Governos anteriores tinham muita intimidade com a CAOA Montadora, vendedora de Hyundais, concorrentes diretos da Kia. 


Assim, não havia diálogo e a imposição do programa Inovar-Auto segregou os carros importados e não os utilizou como parâmetro de conteúdo e preço para o consumidor.

Dança – A intimidade entre os ex ministros do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel e Mauro Borges com a CAOA Montadora, é descrita pela Operação Acrônimo, e dentre os acusados, Carlos Alberto de Oliveira Andrade, o dr. CAOA, dono do negócio, e Antônio Maciel Neto, presidente.


Ciclo – Passou o general Adelbert de Queiroz, 93. Ex-diretor da Mercedes e último remanescente da pioneira turma de engenheiros automobilísticos formados pela ETE, a Escola Técnica do Exército, no distante 1955.


Insólito - Incrível iniciativa, formar engenheiros de automóveis em país onde meia dúzia de empresas apenas agregava partes importadas das matrizes. Coisas do Brasil, um sonho para o futuro.


Importância – Entretanto, com a chegada da indústria automobilística, quase todos os formandos foram contratados como interface com gentes com outras formações e informações, necessitados de conhecimento do tema, e da ordem dos fundamentos militares.


Desafio - Fazer o correto, a tempo, dar exemplo e colocar ordem na multi variada feição da mão de obra sem vivência ou experiência, integram o desafio de construir carros sem existir auto peças. 

Mais, ajudar viabilizar o sonho nacionalista de implantar a indústria da mobilidade no País.


Nacionalidade – Todas as fabricantes tinham um engenheiro militar da ETE, de fundamental importância no desenvolver fornecedores, ante a dificuldade monumental de cumprir índices de nacionalização em apenas três anos.


Base – Muitas pequenas oficinas e fundições receberam visão de negócios, orientações técnicas, funcionais, de lay out operacional para dar um salto: deixar, por exemplo, de ser torneiro para ser fornecedor de auto peças.


Queiroz – Foi contratado pela Mercedes nos primeiros anos e, com a Revolução em 1964, quase todos os ex-ETE se transformaram em diretores, ampliando funções para incluir o relacionamento com os colegas militares exercendo comando, burocracia do país, e falando verde-oliva.


Aula – Casual, didático, Luiz Alberto Veiga, 63, diretor de Design da Volkswagen falou a lotado e atento auditório no II Mopar, encontro de Dodges em Brasília, último final de semana. 

Contou casos, exibiu propostas de modelos nunca adotados, mostrou exemplos e tirou numerosas dúvidas. 

Larga experiência em Chrysler, VW Caminhões e de automóveis, falou por duas horas, instruiu e fez amigos.


Veiga, designer




– Nem a chuva, responsável por duas transferências de data, inibiu participantes e visitantes à Expo Auto Argentino, Moreno, beiradas de Buenos Aires, domingo passado.


Encontro – É para festejar e manter vivo o orgulho pelos veículos argentinos, e neste ano comemorava meio século do Ika Torino, melhor carro do continente à época – e assim eleito na exposição, em votação popular. Foco cultural, educativo, cresce de importância a cada ano. 

Gente – Richard Christian Schwarzwald, 47, carioca, engenheiro, novo diretor de qualidade da FCA – Fiat Chrysler Automobile América Latina. 


OOOO Larga experiência no Brasil, na Fiat SpA e amizade com o CEO da empresa. 

OOOO Trabalharam juntos na VW do Brasil na fase Demel e na Fiat Itália. 

OOOO Fama de detalhista o precede. 

OOOO Rodrigo Borer, CEO do Buscapé, sítio de comparação de preços, mudança. 

OOOO Idêntica função no Webmotors, maior sítio de classificados de veículos do país. 

Actros, o caminhão-do-patrão
Melhor dotado em evolução, tecnologia e confortos, o Actros é chamado Caminhão-do-Patrão, um reconhecimento não apenas às suas características e conteúdo, mas ao fato de as grandes transportadoras nacionais terem começado e crescido com motoristas que se tornaram empresários. Bem dotado, o Actros é para condutores no topo da escala profissional.


Habilidades tem ganho novos operadores, e sua característica de ambientar-se às estradas permite uso em asfalto e nas vias de terra do agro negócio.

Transportadoras de referência, como a Budel Transportes, Grupo Cereal e Lontano Transportes, passaram a utilizar o extra pesado em versão 2651, no topo da linha de produtos Mercedes-Benz, todas ligadas ao agronegócio, onde se demanda estiradas de grandes distâncias, oferecendo excelente desempenho e produtividade, aliado a elevado conforto e segurança para o motorista.

Roberto Leoncini, vice-presidente de Vendas, trata o Actros como Gigante de Tecnologia, e explica, “o Actros foi desenvolvido para enfrentar as características das estradas brasileiras e atender ao atual perfil do transporte, o mais preparado para enfrentar qualquer percurso”. 


Philipp Schiemer, presidente da Mercedes no Brasil e CEO para a América Latina, conduzindo a companhia com forte dedicação a alterar os produtos a partir da indicação dos clientes, sintetiza as boas vendas em meio à pior crise já vista no setor: “As estradas falam, a Mercedes-Benz ouve.“

Clientes Budel, Cereal e Lontano veem características comuns: confiança na marca; robustez e conforto; tecnologia; redução de consumo.

Tecnologia, conforto, economia e habilidades de andar em estradas variadas incentivam as vendas do Actros.
__________________________________

quinta-feira, 19 de maio de 2016

FORD COMPLETA 97 ANOS DA PRODUÇÃO EM SÉRIE DE AUTOMÓVEIS NO BRASIL. A FÁBRICA DA MONTADORA EM SÃO PAULO ERA UM PROGRAMA OBRIGATÓRIO NA CIDADE. MODELO T, FAMOSO FORD BIGODE, CHEGOU A TER 15 MILHÕES DE UNIDADES PRODUZIDAS ENTRE 1908 E 1927


A Ford completa este mês 97 anos do início da produção em série de automóveis, no Brasil. 

O Modelo T foi o pioneiro que iniciou o processo de popularização desse meio de transporte, oferecendo um automóvel com proposta mais acessível de preço. 

Em 1925, este “popular” da Ford já atingia o recorde de 24.250 unidades vendidas no mercado brasileiro, um volume respeitável até mesmo para os padrões atuais.


A primeira linha de montagem funcionou no centro de São Paulo em 1919, inaugurando a indústria automotiva local. 

O seu sucesso levou a marca, dois anos depois, a mudar para uma sede própria no bairro do Bom Retiro, também na capital paulista, onde foi instalada uma unidade de produção nos mesmos moldes da sede da empresa em Detroit, nos EUA.

Por ser acessível, confiável e fácil de manter, com peças padronizadas e intercambiáveis para enfrentar as estradas precárias da época, o Ford Modelo T se tornou um dos carros de maior sucesso de todos os tempos.


Como produto de massa, teve 15 milhões de unidades produzidas entre 1908 e 1927 e ajudou a colocar o mundo sobre rodas. 

Foi eleito ainda o Carro do Século, como produto que melhor simboliza o nascimento da era do automóvel. No Brasil, foi também o precursor da cultura automotiva. 

O Modelo T tornou-se astro de diversas exposições de veículos, como o primeiro Salão do Automóvel, realizado na década de 20, no Palácio das Indústrias, em São Paulo. 


Em uma das edições, a Ford chegou a construir uma réplica da linha de montagem no evento. 

A fábrica era um programa de visita muito concorrido na cidade, o mesmo acontecendo nos showrooms das primeiras revendas de veículos. 

Na área de comunicação, o Modelo T foi responsável pelo início da propaganda de automóveis nos principais meios de comunicação da época.

FORD: ATITUDES DE COMPARTILHAMENTO GANHAM FORÇA E DEVEM GERAR RECEITA DE R$ 1,7 TRILHÃO NO MUNDO EM 2025


A Ford mantém um grupo de trabalho dedicado a analisar as novas atitudes dos consumidores no mercado mundial. 

Uma das principais tendências atuais é o crescimento do compartilhamento de carros e outros bens e serviços, segmento que ganha força na economia global. 

“A economia compartilhada deve gerar mais de R$52 bilhões em receitas globais, e a projeção é que até 2025 possa chegar a R$1,17 trilhão, com o compartilhamento de carros crescendo 23%”, afirma Will Farrelly, especialista área de inovação da experiência do usuário da Ford.

Desde carros e música até hospedagem de férias, as pessoas estão mais preparadas do que nunca para compartilhar bens e serviços. 

“Usando o smartphone, você pode rapidamente ‘dividir’ carros e caronas, favorecendo a mobilidade e reduzindo os congestionamentos", diz o executivo da Ford, que participa do painel "Futuro dos ecossistemas da mobilidade" no OuiShare Fest, o maior evento do mundo voltado à economia do compartilhamento, realizado esta semana em Paris.


Tendência na Europa
Para entender essa nova tendência, a Ford Europa promoveu uma pesquisa sobre atitudes dos consumidores em relação ao compartilhamento de carros e outros bens e serviços. 

Uma de suas conclusões é que, se emprestar as chaves do carro já foi considerada a maior prova de confiança, hoje a maioria dos europeus admite compartilhar a sua “joia” com alguém que não conhece.

Das 10.016 pessoas entrevistadas na França, Alemanha, Itália, Espanha e Reino Unido, 55% compartilhariam o seu carro por dinheiro, 44% compartilhariam a sua casa, 33% o seu telefone celular e 17% até mesmo o seu cão. 

A maioria também se disporia a dirigir para outros (78%) ou transportar pacotes (78%). Além disso, 76% recorreriam à carona compartilhada, 73% a um serviço de vaga de estacionamento e 72% usariam carros compartilhados.

Os entrevistados homens e mais jovens foram os mais propensos a abraçar a economia do compartilhamento: 61% dos homens disseram estar preparados para dividir o seu carro, comparado a 49% das mulheres. Entre homens e mulheres de 25 a 34 anos essa porcentagem sobe para 68%.

Automóveis e mobilidade
Como parte da sua transformação em uma empresa automotiva e de mobilidade, a Ford está investindo fortemente em novas oportunidades de negócios através do plano Ford Smart Mobility, para ser líder em conectividade, mobilidade, veículos autônomos, experiência do cliente e análise de dados.

Uma delas é o FordPass, nova plataforma de serviços para os clientes em parceria com empresas de combustível, pagamento móvel de estacionamento, compartilhamento de carros e outras. 

Recém-lançada nos Estados Unidos, ela agora está sendo gradativamente expandida para outras partes do mundo.

Outros exemplos são os serviços Ford Carsharing, com 176 estações na Alemanha, o GoDrive, em Londres, e o CarAmigo, primeiro serviço de aluguel de automóveis entre particulares da Bélgica. 

Nos Estados Unidos, com o Dynamic Shuttle, a Ford oferece um serviço de carona sob demanda para os empregados da sua sede em Dearborn. 

Este ano, iniciou também o aplicativo MyBoxMan, que permite aos motoristas ganhar dinheiro com a entrega de encomendas, usando o sistema de conectividade SYNC dos seus carros.

A 10ª GERAÇÃO DO HONDA CIVIC CHEGARÁ AO BRASIL EM BREVE E VIRÁ COM MOTOR DE 1,5 LITRO, TURBINADO, CÂMBIO CVT DE MARCHAS VIRTUAIS, E COM UM PROBLEMA RESOLVIDO, O TAMANHO DO PORTA-MALAS QUE PASSA PARA 530 LITROS. E A MONTADORA PROMETE QUE AQUELES BARULHOS DE SUSPENSÃO NESTE NOVO CIVIC SERÃO BEM ABSORVIDOS. UMA COMISSÃO ESPECIAL DA CÂMARA DOS DEPUTADOS APROVOU A LIBERAÇÃO DO DIESEL PARA AUTOMÓVEIS. E EM BREVE TEREMOS NO PAÍS O CITROËN C3 COM MOTOR DE TRÊS CILINDROS 1,2 L, PURE TECH


Alta Roda 

Nº 889  — 17/5/16
Fernando Calmon



DIFERENÇAS SUTIS



Mercado americano de veículos continua a reservar surpresas, como o impressionante poder de recuperação depois do mergulho para além do fundo do poço com a crise econômica de 2008/2009. 

Alguns chegaram a vaticinar que nunca mais o recorde anual de 17 milhões de unidades seria repetido. 

Enganaram-se. Em 2015 foram 17,5 milhões de veículos leves e pesados e este ano caminha para 18 milhões. 

Relatório do Bank of America Merrill Lynch, da semana passada, prevê que até 2018 sejam 20 milhões, embora outros analistas sustentem que o ponto de saturação esteja iminente.

Automóveis de passageiros (hatches e sedãs convencionais), de fato, perderam espaço para a soma de SUVs, crossovers, picapes e vans (nessa ordem). 

Mas ainda respondem por pouco mais de 45% das preferências dos compradores. Os três modelos mais vendidos continuam sendo picapes, pela oferta concentrada de modelos com mesmo nome. 

Há enorme fracionamento entre automóveis, porém aconteceu algo interessante no mês passado. 

Um compacto (na classificação deles) apareceu pela primeira vez no quarto lugar geral e líder entre automóveis.

Trata-se do novo Civic, que pegou embalo depois da décima geração lançada no último trimestre de 2015. 

No acumulado dos quatro primeiro meses deste ano, o Toyota Camry – médio para eles – continua a liderar, mas o desempenho do Honda é surpreendente. 

Deixou o Corolla para trás, como já acontecera em 2012 e 2013, e deve se repetir lá em 2016.

Dentro de três meses, este Civic estará também no Brasil. No entanto, há diferenças sutis em relação ao mesmo modelo de topo vendido nos EUA, que a Coluna pôde avaliar em Los Angeles, Califórnia, e o que será fabricado aqui. 

Cabe ressaltar que a reformulação total – primeira executada pela American Honda – inclui crescimento em todas as dimensões internas, externas e ainda do porta-malas (passou para 530 litros), ponto fraco das duas últimas gerações. 

O estilo é ousado, como nunca antes, e apesar de a altura ter diminuído em 2 cm há mais espaço para cabeça no banco traseiro.

Pormenores do interior distinguem bem os pensamentos entre o consumidor americano e o brasileiro. 

Nos EUA, é possível vender versões mais despojadas porque é “pequeno” para os padrões de lá, embora o Civic atual tenha porte próximo ao do Accord de uma década atrás. 

Na versão Touring, a mais cara, há porta-revistas apenas no encosto do banco dianteiro do passageiro e a tampa do porta-luvas não dispõe de abertura amortecida. Para o Brasil esses itens serão “corrigidos”. Fora isso, o carro é exatamente igual.

O motor de quatro cilindros 1,5 L turbo, de 177 cv e 22,4 kfgm, mostra desempenho de um aspirado de 2,2 L, só que mais econômico no consumo de combustível. 

A caixa de câmbio automática CVT, com marchas virtuais, tem respostas próximas do padrão mais aceito aqui, de “trocas” rápidas e bem definidas. 

Campo de visão à frente melhorou significativamente. A dirigibilidade também, graças à nova caixa de direção eletroassistida de relação variável, bitolas maiores, suspensão traseira multibraço retrabalhada e buchas reprojetadas. O Civic ganhou em conforto de marcha e absorção de irregularidades do piso.


RODA VIVA


Nova fábrica de motores da Toyota, em Porto Feliz (SP), além de ser a mais moderna do grupo no mundo, tem flexibilidade para produzir tanto motores 1,3 e 1,5 L do Etios quanto os do novo Corolla. 

Este, chega ao mercado dentro de no máximo 18 meses. Usinagem e fundição estão sob o mesmo teto em posições vizinhas e com menor poluição possível.

Enquanto o País esteve focado no processo de impeachment da presidente da República na Câmara dos Deputados, no mês passado, uma diligente Comissão Especial aprovou projeto-de-lei, de 2011, para liberação de automóveis a diesel. 

Relator Evandro Roman ignorou problemas ambientais, inclusive de CO2. Em plenário, será difícil de aprovar nos termos propostos.

Indústria automobilística japonesa avançou na consolidação inevitável de suas nove marcas de veículos. 

Nissan adquiriu participação controladora (34%, de início) na Mitsubishi. Isso fortalecerá a aliança Renault-Nissan, mundialmente. 

Por coincidência, o conglomerado Fuji decidiu mudar de nome para Subaru Corporation e assim revigorar a divisão de automóveis.

CITROËN terá identidade visual e mesmo alguns produtos bastante diferenciados da Peugeot. 

O grupo franco-chinês PSA anunciou essa estratégia como definitiva e se soma à submarca DS. 

No Brasil, hatch compacto C3 receberá o novo motor de três cilindros, 1,2 L, Pure Tech, que estreou no 208, logo no início de junho. Algumas unidades já estão em concessionárias.

Produtores brasileiros de couro, representados por curtumes, apertam o cerco sobre fabricantes e concessionárias contra o termo couro sintético ou ecológico. 

Dificulta para o consumidor identificar o produto correto porque visualmente são semelhantes. 

Algumas marcas usam os dois materiais nos bancos e nem todos percebem as diferenças táteis e de qualidade.
____________________________________

fernando@calmon.jor.br e www.facebook.com/fernando.calmon2

quarta-feira, 18 de maio de 2016

O CARRO, PRINCIPALMENTE, COM MOTOR FLEX E SE ABASTECIDO COM ÁLCOOL, NOS DIAS FRIOS CUSTA A PEGAR. PARA EVITAR ESSA DIFICULDADE EM LIGAR O CARRO NESTE PERÍODO NADA MELHOR DO QUE FAZER A MANUTENÇÃO BÁSICA

Velas e cabos de ignição desgastados contribuem para o mau desempenho do motor em dias frios, principalmente após longo período desligado

Abastecimento do reservatório com gasolina de qualidade, revisão da bateria, velas e cabos de ignição garantem bom funcionamento do carro em dias frios

A chegada do outono e inverno requer alguns cuidados básicos com motores de veículos. Principalmente os abastecidos frequentemente com etanol que são os mais vulneráveis às estações frias do ano, se não estiverem com a manutenção em dia. Podem apresentar falhas durante a partida e causar imprevistos ao motorista desprevenido.

Segundo Hiromori Mori, consultor de Assistência Técnica da NGK, a falha geralmente ocorre pela falta de manutenção do reservatório para gasolina, popularmente conhecido como tanquinho. 

Porém, velas e cabos de ignição desgastados contribuem para o mau desempenho do motor em dias frios, principalmente após longo período desligado.

“A vela de ignição sofre um desgaste natural, pois trabalha sob condições severas, como pressão e altas temperaturas. A nossa recomendação é fazer a revisão da peça a cada 10 mil quilômetros ou anualmente, o que ocorrer primeiro”, diz o especialista. 

Ele reforça que, além de falhas de partida, o componente em más condições também causa aumento no consumo de combustível e nos níveis de emissões de poluentes.

Responsáveis por conduzir a alta tensão produzida pela bobina até as velas, os cabos de ignição frequentemente são esquecidos pelo motorista durante revisão veicular. 

Para Hiromori, uma boa dica é pedir que o mecânico cheque a peça quando for revisar as velas.

Para garantir que o carro funcione bem em dias frios, também deve-se ficar atento ao abastecimento do reservatório para a gasolina. 

Embora alguns veículos fabricados depois de 2012 não utilizem esta tecnologia, a recomendação para os proprietários destes modelos é trocar o fluído a cada 90 dias em posto de confiança. 

Isso garante, além da qualidade, que o combustível esteja sempre novo. A bateria também merece atenção.

Veículos flex
Outra dica do técnico de Assistência Técnica da NGK para veículos flex é percorrer cerca de 15 quilômetros, antes de deixar o carro com o motor desligado por um longo período, quando houver a mudança da gasolina pelo etanol. 

Ele explica que isso é necessário para que o sistema de controle do motor reconheça o novo combustível no tanque e reprograme a estratégia de funcionamento.

Em casos de falha ao dar a partida, insistir para ligar o motor pode encharcar as velas. A recomendação é desligar o veículo e aguardar até que o combustível evapore por completo, o que pode levar até 30 minutos, dependendo do carro.

sexta-feira, 13 de maio de 2016

A MAIOR AGÊNCIA DE VIAGENS DE PORTUGAL CONFIRMOU A SUA PARTICIPAÇÃO NA FEIRA INTERNACIONAL DE TURISMO DE GRAMADO - FESTURIS


Na quinta geração e uma das marcas mais importantes do turismo mundial, a Abreutur Operadora, fundada na cidade de Porto (Portugal), em 1840, está confirmada como marca expositora do FESTURIS 2016 em Gramado. 


Uma marca tão tradicional para o mercado turístico mundial não poderia estar fora da feira de negócios que ocorre em novembro deste ano.

A Abreu está intimamente ligada ao Brasil,desde a sua fundação, e é hoje a mais antiga operadora do mundo, e também a maior rede de lojas de viagens em Portugal com mais de 130 unidades.

O diretor Brasil da Abreutur, Ronnie Corrêa, fala sobre a participação e destaca que "a ABREU, operadora portuguesa presente no Brasil há quase 50 anos, completou no ano passado 175 anos, ainda comandada pela família Abreu, hoje na quinta e sexta gerações. 

Sendo uma das mais tradicionais operadoras no mercado brasileiro e com uma forte presença no sul do Brasil, não poderia ficar de fora de um do melhores eventos do País, no seguimento de turismo. 

É por isso que, ano após ano, mantemos a nossa presença firme no FESTURIS, de onde sempre esperamos trazer muitos negócios".

FESTURIS GRAMADO - A Feira Internacional de Turismo terá sua 28ª edição de 3 a 6 de novembro de 2016, em Gramado no Serra Park. 

O evento é considerado pelo trade a mais importante e rentável feira de negócios turísticos da América Latina e a melhor plataforma de negócios B2B para o mercado brasileiro e sul-americano. 

As inscrições estão abertas e podem ser feitas no site www.festurisgramado.com.

Fotos: Festuris 2015
Divulgacão Festuris

quinta-feira, 12 de maio de 2016

FIAT APOSTA EM NOVOS


Coluna nº 2016 - 12 de Maio de 2016
____________________________________

Novos Fiat. Dois igual a cinco


Fiat corre para ter novidades afinadas com o mercado, vender mais, fazer lucros, retomar liderança no mercado nacional – exceção a confundir executivos de marcas fora do país, e alegrar condutores da Fiat.

Quer mudar produtos. Desfruta do picape Toro, líder de vendas no segmento; recém apresentou o Mobi para segmento urbano, os SPM – sem porta malas; corre no desenvolver hatch e sedã para substituir Siena, Gran Siena, Punto, Palio e Linea. Base será plataforma dita 326 – antiga, original do Palio, com a distância entre eixos do Gran Siena. 

Novo motor três cilindros, GSE 1,3, 12V, 105 cv, primeiro desdobramento do 1,0, em final de acertos de testes, substituirá o veterano 1,4. São os projetos X6H – de hatch -, e X6S de sedã. Hatch será brasileiro e sedã argentino – preferências dos mercados.

Distância entre eixos no sedã será a do Gran Siena, 2,65m, e comprimento maior, arranhando 4 m.

Três cilindros é nova família, não aviada a tempo em versão 1.0 para o Mobi, e demais modelos 1.0. Acima, do 1.3, os ETorQ 1.6 e 1.8 de quatro cilindros.

A FCA aplicará US$ 500 milhões no ampliar a capacidade de produção fábrica de

Ferreyra, Córdoba. Projetos para vendas no próximo ano.

Tem mais, o Júnior
A quem insiste não perceber o vivo processo de americanização administrativa da Fiat, evidências. 

O processo é consequente aos bons resultados da gestão dos novos mandões, o presidente John Elkan, herdeiro Agnelli, nascido e criado nos EUA, e o CEO Sergio Marchionne, ítalo-canadense, com base de formação norte-americana. 

Internacionalizando-se com a assunção da Chrysler, adotaram o modelo de gestão e trouxeram-no à FCA, onde se inclui a Fiat. Latinidade é consentida, mas é exceção. 

É marcha à ré histórica. Há menos de dois milênios os romanos estenderam limites, costumes a boa parte do mundo.

Um dos novos desdobramentos dos projetos H6H e H6S, foi ordem recente: fazer novo produto, um jipinho. 

Será pequeno, com feição aventureira, para conviver como opção e eventualmente substituir, em ânimo e aparência, os rentáveis Adventure Weekend e Idea.

Fonte com vivência próxima aos neomandões informa, a ordem para a América do Sul apenas padroniza as determinações para o mercado norte americano.

Lá, picapes, utilitários e SUVs representam 60% das vendas, fez FCA alterar a cara operacional da Chrysler. Por exemplo, cortará o sedã C 200, menor da Chrysler, e no espaço industrial terá novo tipo de picape RAM, possivelmente menor. 


Idem, criar espaços em fábricas de automóveis para variáveis menores e maiores sobre plataforma Cherokee. 

A de maior porte exumará o nome Wagoneer. Terá o novo jipe Wrangler com elevada dosagem de alumínio, e testa picape sobre ele desenvolvido.

Protótipo do Pick Up Wrangler. Tipo Macho-man

Linha a ser seguida no Brasil aproveitará o talento da engenharia de Betim: criar produtos novos sobre plataformas antigas.

No caso, do Palio/Gran Siena surgirá o Junior, como dito em americanês, ou jipinho, como aqui rotulado, reduzido investimento para a nova carroceria e adaptar uso de diferentes opções de tração – a criativa 4x1, normal 4x2 e opcional 4x4.

Oportunidade há. Mercado é carente por tal morfologia, cresceu 2000% em 10 anos, mesmo com a atual crise. 

Tem rentáveis produtos - Jeep Renegade, Honda HR-V, Ford EcoSport, Renault Duster. E te-los-á menores: Nissan Kicks, Renault Kwid, e Honda WR-V.

Não há prazo para o a novidade ainda sem rótulo oficial. X6H e X6J aparecerão no Salão do Automóvel. 

Do sabido, desenvolvimento não atrapalha o Projeto 551, adaptação da plataforma Renegade para fazer Jeep maior, a substituir atuais Compass e Patriot. Nome a Coluna antecipou: Compass.

Projeto é tratado internamente como Jipinho. E apesar de baseado em plataforma Fiat e desenvolvido pelo pessoal da área Fiat, será o menor dos Jeep. 

Não é exercício de futurologia. Corre-se com o negócio. O padrão norte-americano de gestão descobriu como a latinidade da Fiat em Betim é capaz, rápida e barata para criar produtos.

A hora da Esculhambaçom
Há uns anos fui convidado a jantar com o então mandão maior da Ford, o Jacques Nasser – parte dos Nasser da florida Zahle, Líbano, emigrou para a Austrália, e o Jac, brilhante, veio aos EUA. 

Detroit, casa cheia, o festejado Chef recebeu o cliente poderoso e convidados com reverência, na cozinha. 

Outro jornalista, o baiano Paulinho Brandão, expert em música, leva discos com música brasileira aos jantares onde vai no exterior. Faz o som do ambiente, divulga o país e, ao final, presenteia ao anfitrião – é um sedutor.

Tudo bem, Chef se desdobrando para agradar – havia, então, em Detroit duas autoridades maiores, os presidentes da GM e da Ford -, jantar rolando, serviço com caras, bocas, mesuras e rapapés, um casal desce a escada e a senhora, simpática, sorridente, objetiva, em função da música indaga em português correto se há algum brasileiro à mesa. 

Festividades, amenidades, era casada com o diretor de produção do Ford mais importante como volume e lucros, o picape F 150. 

Reverência ao patrão, conversinhas, ele contou haver trabalhado no Brasil onde conhecera a atual mulher. Fora promovido e voltara para o importante posto junto à direção.

Perguntei-lhe, se pudesse resumir, qual a coisa de maior saudade do Brasil. O engenheiro foi objetivo: Esculhambaçom – e aos esperando ouvir caipirinha, sol, ganhar em dólar gastar em reais, ter vários empregados - explicou: há um duende escondido em cada reunião no Brasil. 

Apresenta-se o projeto pensando nos prazos e passos como nos USA, e de repente alguém tem uma solução, conhece alguém, sabe de alguma coisa inteiramente fora de propósito, mas aplicável. 

E as coisas funcionam. Sem explicação, mas funcionam. E justificou: aqui são tantas regras, métodos, padrões, que saem, mas demoram.

Porque esta estória? Porque Fiat e Jeep funcionarão no Brasil enquanto a latina esculhambaçom for a regra. 

Se vier a se enquadrar e buscar o parágrafo único do artigo x do regulamento y, da sub regra anexa, será apenas uma filial norte americana nos trópicos. E será lenta e lesa - totalmente diversa do cenário conhecido. (RN) 

HiLux apeugeotzada (foto auto-moto.com)

Um Hi Lux Peugeot
Consequência de acordo operacional entre Toyota e Peugeot, já com os primeiros veículos lançados na Europa, grupo PSA anunciou voltar ao segmento de picapes médios na América do Sul. 

Aqui já esteve com Peugeot 504, diesel, importado da Argentina ao início da década de ’90.

Retorno, anunciou como furo a revista francesa Automoto, ocorreria por picape argentino, construído pela Toyota e com personalização da marca francesa. 

Há coerência: Peugeot precisa, mandatoriamente, crescer no Continente; definição existe; Toyota argentina tem capacidade industrial; método cumpre objetivos de somar sinergias, reduzir custos para desenvolver e prazo para tê-lo no mercado. 

Na prática, seria o bom produto japonês com mudança de grade frontal, grupo óptico – uma característica Peugeot – e interior mais afrancesado. 

Publicação francesa exumou o nome Hoggar, do pequeno picape sobre o modelo 207 – apesar da boa formulação e estabilidade capital, nunca se justificou em vendas.

Decisão sedimenta vizinho país como maior produtor de picapes médios. Fazem Ford Ranger e Toyota HiLux, e farão, como a Coluna antecipou, mono produto com variações Nissan, Renault e Mercedes.

Marcus Brier, diretor de Assuntos Corporativos da Peugeot, confirma a decisão, partida do topo da empresa na França. Mas alerta, não há substância quanto a formas e prazos. 


Do lado, Erick Boccia, porta-voz, informa, a Toyota brasileira não tem conhecimento, e não está apta a comentar declarações dadas por outro fabricante.
Roda-a-Roda

‘Tá limpo – Duas empresas externas de investigação, Jones Day nos EUA e Gleiss Lutz na Alemanha nada encontraram comprometendo executivos superiores na Volkswagen relacionando seu conhecimento ou ações no caso dos motores diesel emitindo poluentes acima do teto legal.

Gastos – Entre acordos de conserto nos 11 milhões de veículos, indenização a proprietários ou eventual recompra, multas e indenizações.

Ação – VW reage no campo do problema, os carros. Enfatiza carros mais econômicos e menos poluentes, como o T-Prime concept GTE, o substituto do

Tiguan, elétrico poderoso em seus 375 cv de potência.

Prejuízo – Comprando à Mitsubishi Kei Cars – os pequenos, motor de 660 cm3, Nissan pediu os parâmetros de aferição de consumo. 

A Mitsubishi descobriu, há 25 anos, alguns jovens engenheiros mudaram a base de medição para indicar menos gastos. Ou seja, enorme prejuízo.

Compra – Nissan fez proposta de compra de ações da Mitsubishi. Com aporte de equivalentes R$ 7,5 bilhões assumiu 34% da empresa – e seu comando. 

Aliança Renault-Nissan controla a Autovaz, maior das russas, e tem parte da Daimler, fazendo um troca-troca de sinergias.

Mais – Negócio deve manter família e o Banco Mitsubishi; foi realizado na sede da Nissan em efeito demonstração de poder; anunciado pelo presidente Carlos Ghosn como do tipo ganha-ganha, exceto para o CEO e presidente da Mitsubishi Osamu Masuko, a deixar a empresa.

E - Não será surpresa se a indenização devida pela Mitsubishi à Nissan – e cobrada – tenha motivado o negócio, e virado parcela na conta da compra.

Local – Chevrolet apresentou na Argentina o Cruze 2ª geração, seu carro mundial. Festa contou com Mary Barra, CEO da corporação. Sorriu muito – e não falou de investimentos.

Como – Coluna já o descreveu: motor 1,4 litro, todo em alumínio, 16 v, injeção direta, turbo compressor. Faz 153 cv – supera o VW da mesma cilindrada, aplicado em Golf, Jetta e Audi A3.

E, - Versão sedã em junho. Hatch no Salão do Automóvel. Garantia na Argentina tomou ares orientais: 100 mil km.

Chevrolet Cruze 2

Lançamentos
– Kicks não será o primeiro lançamento da Nissan, mas o Sentra. E logo, dia 20. 

Inicia segundo ciclo do modelo, com mudança frontal, tentando corrigir engano da marca – grades variadas, sem uma assinatura familiar. No caso, agora assemelhada aos sedãs superiores, Altima e Maxima.

Mais – Atrás, novos para choques e grupo óptico. No rolante mantém motor 2.0, transmissões mecânica de seis velocidades e CVT – por polias variáveis – , e cometerá o engano de aplicar rodas com 17” - buracos nacionais tem apetite pantagruélico pelos pneus de perfil baixo. Deve manter a política comercial: mirar nos líderes e oferecer preço menor.

Nissan Sentra 2017 (foto Nissan).


Toyota – Seis de junho apresentará o Prius, seu elétrico, e o mais vendido no incentivado mercado norte-americano. Não será o Prime, recém lançado nos EUA e elétrico de carregar apenas na parede. 

Versão daqui é híbrida, com motorzinho auxiliar a gasolina. Ocasião pode permitir anúncio de feitura local. 

Relevo - Nele terá Mark Hogan, ex presidente da GM Brasil, e hoje o único norte-americano no board japonês da Toyota, com missão adicional de acertar a marca na América do Sul. Já arrumou a casa e o Etios. 

Jeito – Anúncios enfatizando produto e características – design ousado, novas tecnologias, bom equilíbrio entre o custo e o oferecido -, alavancaram vendas do Citroën Aircross em 83%, em abril. Consequência feliz, aumento de produção para atender à demanda.

Promoção – Perdendo clientes, participação e posições no ranking de vendas – talvez pelo desmesurado salto em preços aplicados a seus automóveis -, Ford tenta incrementar vendas no segmento de picapes.

Flexível – Tornou Flex a versão mais barata de sua linha de picapes. Implementou conteúdo, enfatiza aplicar sete almofadas de ar – concorrente 
Chevrolet S 10 porta apenas duas -, controle eletrônico de estabilidade, cabine dupla. 

Motor atualizado, Duratec, 4 cilindros em linha, longitudinal, duplo comando, 2,5 litros. Flex, com álcool, 173 cv e, gasálcool, 168 cv. 

$? - Preços de R$ 99.500 para XLS, bem utilizável; R$ 109.500 XLT revestimento em couro e estribos cromados. 

Acima, Limited, R$ 118,500, itens automobilísticos, como alarme de mudança de faixa, piloto automático, etccc.

Mudança – 2016 poderá marcar mudanças no gráfico de vendas e presença no mercado doméstico para automóveis 0 Km. Resultados janeiro/abril alteraram quadro nas marcas começadas pela letra F.

Quem – Fiat, após 13 anos, perdeu a liderança para a GM. Ford, há quase duas décadas na quarta posição, viu-se ultrapassada pelos olhos puxados.
Hyundai ascendeu ao lugar, seguida por Toyota. Foi-se à sexta posição.

Ocasião – Volkswagen abre ótima oportunidade a jovens talentos em design.

Tema Blue Racing propõe desenvolvimento e aplicação dos códigos da marca em carro de competição. Aos vencedores estágio de um ano na área de Design.

Futuro – Área boa. Muitos dos premiados continuaram carreira na VW ou no exterior. Um deles, Marco Antonio Pavone foi à matriz alemã e lá desenhou o festejado up! Mais,
http://www.vw.com.br/pt/institucional/design.


Registro – 13 de maio, Dia do Automóvel. Nada a ver com o fim da escravatura, mas com a inauguração da estrada Pé da Serra – Petrópolis, emendando o Rio de Janeiro à estância serrana. Construção particular, por placas de concreto, pelos sócios do Automóvel Club.

Cadastro – Associados do grupo www.simca.com.br há anos organizam cadastro para apurar sobreviventes dentre os aproximados 66 mil veículos produzidos como Simca e desdobramentos Chrysler Regente, Esplanada e
GTX. 

Registram 551 unidades. Ainda há muitos automóveis com proprietários distantes do movimento colecionista.

Willys – Idem, grupo de colecionadores interessados no sedã Aero-Willys, em arrancada para unir proprietários do modelo, de maior produção, em torno de
99 mil unidades, extremamente resistente e, por isto, possivelmente maior acervo remanescente.

Conhece algum para informar aos grupos? Simca acima e Willys em www.willysoverland.com.br

Araxá – Único evento de automóveis antigos insistindo em realizar leilão e criar tradição, o Encontro de Araxá manterá iniciativa e liderança do leiloeiro Paulo Leite, o Paulão. 

Entretanto, para o cunho e o aval antigomobilista contratou Maurício Marx, segunda geração da família envolvida com os antigos.

Profissional – Marx quer dar cunho profissional e segurança aos negócios, assumindo cuidar da veracidade de conteúdo e histórico dos veículos; conferência de documentos, aptos a pronta transferência, ao final do bater do martelo, sem atrasos ou dificuldades.


Gente
– Luciano Resner, engenheiro especializado em Manufatura, ex-diretor de desenvolvimento GM América do Sul, e então diretor de Qualidade na Chery, promoção.

 OOOO Vice-presidente Operacional. OOOO
____________________________________

VOLKSWAGEN COMEMORA PRODUÇÃO DE 300 MIL MOTORES EA211 E INICIA A FABRICAÇÃO DO VIRABREQUIM EM SÃO CARLOS


Com nova linha de virabrequim a marca passa a produzir localmente a peça, deixando de importar parte do volume total da Alemanha.


Além do marco produtivo, a Volkswagen em São Carlos também inaugura sua nova linha de usinagem de virabrequim (uma das peças vitais do motor responsável por transformar a energia produzida pela combustão em torque), que faz parte do pacote de investimentos de R$ 460 milhões anunciados em junho de 2015, para serem aplicados na fábrica até 2018.

Produzidos nas versões 1.0l, 1.0l TSI, 1.4l TSI e 1.6l os propulsores da família EA211 equipam os modelos up!, cross up!, Fox, SpaceFox, Space Cross, Golf, Novo Gol, Novo Voyage, Nova Saveiro e Nova Saveiro Cross, conta com moderna tecnologia e foco em qualidade e sustentabilidade que proporcionam eficiência produtiva, reduções no consumo de recursos naturais e maior eficiência na reciclagem de resíduos.

“A produção da família EA211 em São Carlos trouxe para o consumidor brasileiro o que há de mais moderno e eficiente em termos de motorização no Grupo Volkswagen. 

A ampliação da oferta de produtos, com a chegada do motor 1.4l TSI, e a implementação da linha de usinagem de virabrequim tornam a operação brasileira ainda mais estratégica para o Grupo”, declara o presidente e CEO da Volkswagen do Brasil, David Powels.

A ampliação de oferta de seus produtos e a implementação da nova linha de usinagem de virabrequim fazem parte dos investimentos de R$ 460 milhões anunciados em junho de 2015, a serem implementados até 2018, com o foco na nova família de motores EA211. 

Entre 2012 e 2013, a fábrica já havia recebido R$ 425 milhões para o desenvolvimento do novo prédio produtivo, para a instalação de novas linhas para a produção dos motores EA211 e para o aumento de capacidade produtiva dos propulsores EA111, totalizando quase R$ 900 milhões em investimentos na unidade em seis anos.

No final de 2015 a Volkswagen do Brasil anunciou que foi escolhida, dentre todas as operações da marca no mundo, para exportar blocos de motores para a produção de propulsores que equipam os modelos Polo e up! na Europa. 

Produzidos na fábrica de motores da Volkswagen do Brasil em São Carlos (SP), os blocos são enviados para a fábrica de Chemnitz, na Alemanha. 

Inicialmente, a parceria se estenderá até 2016 e engloba a exportação do bloco do motor 1.0l de três cilindros da família EA211. A estimativa é de que, no total, sejam despachadas 90 mil unidades até 2016.

“Nos últimos anos, a fábrica de motores de São Carlos tem recebido importantes aportes, que proporcionaram uma intensa evolução em termos de qualidade e tecnologia em nossos processos produtivos. Com esses investimentos, começamos a produzir a nova geração de motores, que tem conquistado os consumidores, e também passamos a ampliar nossas competências com a produção do virabrequim no Brasil e a exportação de blocos de motores para a Alemanha”, disse Andreas Hemmann, gerente executivo da fábrica de São Carlos.

Família EA211


A família EA211 é a mais moderna fabricada pela Volkswagen no Brasil, tanto no que diz respeito ao seu processo de produção, quanto aos mais modernos recursos tecnológicos de que dispõe. O motor é um projeto global e foi desenvolvido segundo critérios de maior eficiência energética e menor consumo de combustível.

Essa geração de motores rendeu à marca prêmios importantes do setor: o EA211 1.0l foi eleito o “Motor do Ano 2014”, por um júri formado por jornalistas especializados e engenheiros. 

A premiação, uma das mais importantes da indústria automobilística brasileira, é organizada pela revista AutoEsporte, da Editora Globo. 

Lançado em 2015, o 1.0 TSI Total Flex, foi eleito o “Motor do Ano 2016” na mesma premiação. O júri, composto por 16 jornalistas especializados e engenheiros convidados pela revista, apontou o novo 1.0 TSI Total Flex como o melhor entre os motores de até 2.000 cm³ de cilindrada.
Virabrequim

A linha de usinagem de virabrequim, que inicialmente irá produzir as peças para serem utilizadas nos motores 1.6l, conta com excelência em tecnologia e utiliza equipamentos com o mesmo conceito das linhas de virabrequim do Grupo Volkswagen no mundo. 

Com o início da produção no Brasil, a marca deixa de importar parte do volume total de outras fábricas.

Virabrequim, também conhecido como árvore de manivelas é o componente do motor (ao qual são fixados os conjuntos de bielas e pistões) responsável por transformar a energia produzida pela combustão em torque, que é enviado às rodas e movimenta o carro.

Inaugurada em 1996, a fábrica de São Carlos também é responsável pela produção dos propulsores EA111 1.6l que equipam os modelos Gol, Fox, Voyage, SpaceFox e Saveiro. 

Para o mercado brasileiro, 100% dos motores recebem a tecnologia bicombustível Total Flex. Para o mercado externo são produzidos motores a gasolina.

Ao longo de seus quase 20 anos, a unidade passou por diversas etapas de ampliação, tendo sua área construída atual em 87 mil m², um aumento de mais de 200% desde 1996. 

Com três prédios produtivos – EA111, EA211 e o de Usinagem e Montagem de Cabeçotes –, a fábrica possui atualmente seis linhas de montagem de motores, quatro linhas de usinagem de blocos, uma linha de usinagem de virabrequim, duas de usinagem de cabeçotes e três de montagem de cabeçotes.

ACESSE TODAS AS POSTAGENS E SAIBA TUDO SOBRE O MUNDO AUTOMOTIVO.