| “Nosso novo plano estratégico futuREady marca uma etapa crucial para o futuro do Renault Group. Em um ambiente que se tornou ainda mais competitivo, nós podemos nos basear em fundamentos sólidos: nossas marcas, produtos e resultados financeiros.
Desde que assumi a função de CEO, em julho passado, temos trabalhado com todas as equipes no mundo para desenvolver um plano para colocar o grupo em uma trajetória de performance de forma perene e robusta, sejam quais forem os desafios enfrentados. Passados nove meses, tenho grande orgulho daquilo que conquistamos juntos e que constitui nossa visão futuREady.
Este plano se baseia em quatro pilares. Em primeiro lugar, o crescimento e os produtos. Vamos lançar 36 novos modelos até 2030 e transformar profundamente a experiência do cliente durante o ciclo de vida dos nossos veículos. Depois, vamos acelerar nossos roadmaps tecnológicos, em todas as tecnologias-chave. Também vamos definir objetivos bastante ambiciosos de performance operacional, com a generalização do uso de IA.
Sobretudo, vamos implementar este plano coletivamente, como temos feito há mais de 127 anos. Isso inclui especialmente nossas equipes, mas também nossos concessionários, parceiros e fornecedores. Juntos, graças ao plano estratégico futuREady, nós vamos mostrar que estamos aqui para o longo prazo e vamos nos tornar a referência para a indústria automotiva europeia no cenário mundial”.
François Provost, CEO do Renault Group. Da história de sucesso ao sistema de sucesso
Em um contexto mundial marcado pela crescente volatilidade e intensificação da concorrência, o Renault Group conta com bases sólidas para encarar o ciclo que se inicia.
Lançado em 2021, o plano estratégico Renaulution reposicionou o Grupo no pelotão de frente das montadoras europeias, graças a:Um posicionamento claro e complementar de suas marcas; Uma estratégia com foco no valor, alavancada por um programa de renovação ambicioso, com 32 lançamentos em cinco anos e modelos com um forte poder de desejabilidade.
Com o futuREady, o Renault Group busca se tornar a montadora de automóveis europeia de referência em escopo mundial, baseando-se em quatro pilares fundamentais: growth ready, tech ready, excellence ready e trust ready[1].
Para isso, o Grupo mantém uma forte presença na Europa, utilizando suas plataformas para estimular a competitividade e desenvolver produtos a cada dia mais alinhados com as expectativas dos clientes.
Além disso, o Grupo está acelerando por meio de uma estratégia com foco em seus hubs de crescimento – Índia, América do Sul e Coreia do Sul –, que vão contribuir para sua expansão.
“Tornar-se a montadora europeia de referência significa assumir a ambição de desenvolver e produzir na Europa produtos com o melhor nível em termos de desejabilidade, tecnologias e competitividade.
Em um ambiente a cada dia mais competitivo, isso envolve aliar performance e inovação, com resiliência e robustez. Esta é exatamente a ambição do plano futuREady.
Aqui no Renault Group, nós sabemos de onde viemos e sabemos para onde vamos, como e com quem.
Tudo isso com um único objetivo: atender melhor os nossos clientes e, fundamentalmente, entregar a eles uma mobilidade limpa, accessível e adaptada às suas necessidades, com base no poder das nossas marcas e veículos”.
François Provost, CEO do Renault Group.
Plano estratégico futuREady: quatro pilares para crescer de forma perene
Growth ready: continuar a ofensiva de produtos colocando a experiência do cliente no coração do que fazemos
O Renault Group tem a meta de realizar uma segunda ofensiva de produtos bem-sucedida, com 22 modelos na Europa (dos quais 16 elétricos) e 14 modelos fora da Europa. RENAULT:
· A marca Renault vai acelerar seu crescimento por meio de três indutores principais: o Fortalecer o potencial da marca na Europa, com 12 lançamentos de produto; o Generalizar a eletrificação da gama de produtos, mantendo a tecnologia híbrida após 2030 na Europa e sua expansão fora da Europa, bem como ampliando suas motorizações 100% elétricas com uma nova plataforma; o Acelerar a ofensiva fora da Europa, com 14 lançamentos de produto. · Até 2030, a marca tem como meta: o Mais de 2 milhões de veículos vendidos por ano, sendo 50% fora da Europa; o 100% das vendas de modelos eletrificados na Europa e 50% fora da Europa.
DACIA:
· A Dacia vai continuar sua aceleração com os mesmos fundamentos e a mesma filosofia:
o Comercializar a gama de modelos mais competitiva com base no preço, custo e valor para o cliente;
o Acelerar a eletrificação para chegar a 2/3 de suas vendas em 2030;
o Continuar a ofensiva no segmento C, para totalizar 1/3 das vendas em 2030[2];
o Tirando proveito de sua expertise reconhecida em sistemas 4x4, a motorização híbrida E-Tech do grupo e sua liderança em modelos com motorização GLP.
· Até 2030, a marca vai passar por um ponto de virada na mobilidade elétrica, aumentando de um para quatro modelos elétricos em sua gama de veículos.
ALPINE: · A Alpine vai continuar sua estratégia de crescimento: · Lançando a próxima geração de seu modelo icônico, o A110 baseado na Alpine Performance Platform – APP; · Tirando proveito dos modelos Alpine A290 e A390 para atrair novos clientes; · Oferecendo a cada dia mais exclusividade e personalização por meio de séries limitadas, como o Alpine A110 R Ultime.
A experiência do cliente assumirá protagonismo na estratégia implementada pelas três marcas como parte de sua ofensiva de produtos, durante todo o ciclo de vida do veículo, tornando-se um grande pilar de diferenciação e fidelização. Cada etapa do ciclo de vida dos carros comercializados deve entregar tanto um forte valor percebido para os clientes como também se tornar uma fonte de otimização da receita para o Grupo e sua rede de distribuição, seja em veículos novos, pós-vendas, seminovos, financiamentos, com nossa financeira cativa MFS – Mobilize Financial Services – ou energia.
Nossa ambição é tirar plenamente partido do potencial oferecido pela segunda e terceira vida dos veículos, buscando uma taxa de fidelização do cliente de 80% em um ciclo de dez anos, até 2030, e o posicionamento das nossas marcas entre o top três no quesito satisfação do cliente.
A transformação tecnológica associada a esta estratégia também tem como meta modernizar nosso sistema de distribuição. Isso incluirá principalmente a implementação de um programa chamado de software defined retail (varejo definido por software), baseado na digitalização dos processos comerciais e no gêmeo digital do veículo, que deve permitir aumentar a eficiência, com um objetivo de 20% de redução dos custos.
Tech ready: fazer da tecnologia um motor de crescimento e competitividade técnica e econômica
A eletrificação, softwares, as tecnologias digitais e plataformas constituem os componentes tecnológicos-chave para permitir que o Grupo possa competir com as melhores montadoras.
A engenharia desempenha um papel fundamental para desenvolver estas tecnologias. O Grupo mobiliza plenamente a expertise das equipes internas e dos nossos fornecedores.
· Prioridade número 1: preparar as futuras gerações de veículos elétricos do segmento C com a meta de entregar os mais altos padrões de eficiência e, portanto, a melhor relação autonomia/custos. Para isso, o Renault Group vai se basear em sua nova plataforma elétrica RGEV Medium 2.0.Contando com uma arquitetura elétrica de 800 Volts para entregar uma recarga ultrarrápida em até 10 minutos até 2030, esta plataforma modular poderá ser utilizada desde o segmento B+ até o D. Sua versatilidade permitirá que ela se adapte a todos os tipos de carroceria: sedã, SUV e monovolume. A integração da energia da bateria vai atingir uma taxa de carga máxima de 70%, graças ao projeto de concepção cell-to-body (integração da carroceria do veículo com o sistema de baterias), 20% de peças a menos e compatibilidade com as células de tipo “pouch”, “prismática” e “blade”. A autonomia estará no mais alto nível do mercado, até 750 km WLTP na versão EV e até 1.400 km na versão Range Extender EV, com emissões inferiores a 25 g de CO₂/km. Graças à arquitetura eletrônica centralizada do tipo SDV (Veículo Definido por Software)[3], 90% das funcionalidades serão atualizadas via sistema FOTA 4 (Firmware Over The Air), cortando pela metade o prazo de implementação. Este também será o primeiro sistema operacional do veículo (carOS), desenvolvido em conjunto com o parceiro Google, baseado no sistema Android. A etapa seguinte consiste na evolução do SDV para uma arquitetura chamada de Veículo Definido por IA (AIDV), capaz de controlar o sistema de infoentretenimento, dispositivos ADAS e chassi, abrindo caminho para o carro inteligente.
Esta nova plataforma RGEV Medium 2.0 será desenvolvida inicialmente na França, permitindo reduzir custos em 40% em comparação com a geração de veículos elétricos atual.
· Assim como o novo Trafic Van E-Tech elétrico, os futuros veículos do segmento C baseados nesta plataforma contarão com esta arquitetura centralizada SDV. Além disso, o Renault Group vai continuar explorando sua arquitetura elétrica & eletrônica clássica – conhecida como “Domain Control” –, por meio da qual as funções do veículo são agrupadas em áreas funcionais (ADAS, cockpit, etc.). Tendo sido amplamente testada e aprovada, com uma excelente relação custo/atributos para o cliente, a competitividade desta arquitetura vai continuar sendo otimizada nos próximos anos.
· Paralelamente, o Grupo vai se basear em sua expertise em motorizações elétricas e híbridas.
Para as motorizações elétricas, serão comercializados dois tipos de químicas de baterias para responder às diferentes expectativas dos clientes:
Química de ‘‘alta densidade de energia’‘, destinada aos modelos de alta potência e/ou com altíssima autonomia. Os veículos que utilizarão este tipo de química vão passar progressivamente para a arquitetura 800 Volts a partir de 2028, para atingir a recarga rápida em até 10 minutos, dependendo das capacidades previstas da rede de recarga europeia em 2030.
Química ‘‘acessível’‘, para carros pequenos e versões com autonomia padrão. Os veículos dos segmentos A-B continuarão com 400 volts, com um tempo de recarga de 20 minutos em 2030. O projeto da plataforma RGEV Medium 2.0 também vai entregar uma autonomia maior com a utilização deste tipo química ‘‘acessível’‘, sem sacrificar o tempo de recarga graças à sua arquitetura nativa de 800 volts, ou seja, em até 10 minutos.
O componente-chave da cadeia de tração elétrica é o motor elétrico. O Grupo vai desenvolver uma terceira geração de motor com rotor bobinado e sem terras raras (EESM)[4] . Com um rendimento de 93% na estrada e potência aumentada em 25%, este motor de 275cv será desenvolvido e produzido internamente, disponível nas versões com tração dianteira e traseira. Associado a uma eletrônica de potência inovadora e escalável chamada de “7 em 1”, este motor elétrico vai oferecer ter um custo 20% menor em comparação com a geração anterior.
Todas estas tecnologias serão desenvolvidas na Europa, para os mercados europeus.
Para os veículos híbridos (HEV), o Renault Group vai continuar ampliando sua tecnologia E-Tech além de 2030, com novas versões abaixo de 150 cv. Esta tecnologia também será implementada fora da Europa, com uma redução de custos significativa.
· Para preparar a futuro, o Grupo pretende intensificar a integração de novas tecnologias em áreas-chave, como cockpit e chassis inteligentes, novas químicas de baterias, motores nas rodas, eletrônica de potência, softwares e arquitetura eletrônica. Esta dinâmica vai tirar proveito de expertises internas e parcerias estratégicas. O Renault Group vai continuar se baseando na expertise de sua rede internacional de centros de P&D para captar inovações e fazer delas verdadeiros elementos de ruptura.
ü Excellence ready: fortalecer a resiliência e a excelência operacional
Em um ambiente a cada dia mais volátil, o Renault Group tem a ambição de competir com as montadoras de automóveis chinesas em termos de inovação, custos e velocidade. Isso implica um desenvolvimento de produtos mais rápido, em um ciclo de dois anos. Todos os novos projetos do Grupo estão sendo desenvolvidos com este objetivo.
· No quesito produção, a empresa vai fortalecer seu modelo operacional, que já está entre os mais eficientes do mundo.
o O Renault Group vai maximizar o uso de dados de seu metaverso industrial, o gêmeo digital de todas as suas fábricas, permitindo monitorar em tempo real todas as etapas de produção e potenciais incidentes no chão de fábrica, em todo o mundo.
o Com a utilização de 30% de peças a menos em média por veículo e a integração de 350 robôs humanoides de nova geração para tarefas que exigem maior força ou de menor valor agregado. Graças à IA, o Renault Group quer dividir pela metade o tempo de inatividade em suas fábricas e diminuir o consumo de energia em 25%, com uma redução global de 20% dos custos de produção.
· No quesito qualidade, com o uso da IA para monitorar 100% das etapas-chave da manufatura (mais de 1.000 pontos de controle), rastreabilidade total, reatividade significativamente maior em relação aos alertas transmitidos pela rede comercial e capacidade de atualizar seus veículos remotamente em quase todos os casos, o Renault Group vai novamente reunir[5] todos os recursos necessários para reduzir pela metade os incidentes desde o primeiro ano de uso e dividir por três as reclamações dos clientes em cinco anos.
· Outra área de excelência do Grupo: a supply chain. Contando com três torres de controle[6] digitais, será possível monitorar em tempo real os potenciais riscos em todos os fluxos – fábricas, fornecedores em toda a cadeia de valor, rede comercial ou clientes –, para garantir a continuidade do negócio e otimizar os fluxos globais com o objetivo de reduzir os custos logísticos em 30%.
Ágil, resiliente e mais eficiente do que nunca, o Renault Group está fazendo da excelência operacional uma realidade no dia a dia em toda a empresa, com um compromisso de longo prazo junto aos seus clientes. O Grupo vai se concentrar na performance da gestão dos custos variáveis e manter uma disciplina rigorosa em relação aos custos fixos, com grande ênfase na produtividade.
Este rigor operacional em todos os níveis vai permitir reduzir os custos variáveis (COGS) por veículo em aproximadamente 400 euros por ano em média e os custos com o lançamento de novos projetos em até 40% em comparação com a geração anterior, mantendo as despesas gerais estáveis em médio prazo.
Assim, o Renault Group vai manter uma base estável de custos fixos em caixa em médio prazo, permitindo uma gestão prudente do ponto de equilíbrio. As despesas de P&D, CAPEX e despesas com o lançamento de novos projetos dos fornecedores continuarão inferiores a 8% do faturamento do Grupo.
ü Trust ready: consolidar nossos compromissos junto aos stakeholders
· Para seus quase 100.000 colaboradores, o Renault Group fez decidiu fazer investimentos de longo prazo em competências e para apoiar o fortalecimento de sua empregabilidade, em um mundo em constante mudança. Pedra angular desta estratégia, os 9.000 gestores do Grupo receberão acompanhamento para gerenciar suas responsabilidades, em um mundo complexo.
· Com seus fornecedores, o Grupo deseja criar um espírito de parceria. Este novo processo operacional vai permitir trabalhar em componentes e tecnologias estratégicas, em uma relação de confiança e transparência em longo prazo. Os fornecedores serão envolvidos nos projetos desde o início, para estimular a inovação, velocidade de desenvolvimento e redução de custos.
· Para o Renault Group, a rede de distribuição/concessinários é o principal player da interação e satisfação do cliente, com 9.000 pontos no mundo e 30 milhões de transações por ano, desempenhando um papel-chave na transformação para criar ‘valor’ durante todo o ciclo de vida do veículo. As tecnologias digitais e a Inteligência Artificial vão transformar a experiência do cliente, permitindo que a rede de distribuição se concentre no atendimento ao cliente.
· Por fim, o Renault Group continua fortalecendo sua expertise reconhecida em parcerias, adquirida graças à sua aliança estratégica com a Nissan e a Mitsubishi Motors. Na Europa, o Grupo vai manter plena autonomia industrial e tecnológica, se mantendo aberto para produzir veículos para outras montadoras, graças ao seu know-how e capacidades. Fora da Europa, o Grupo vai continuar dando prioridade a acordos específicos para acelerar o crescimento. Na Europa, as tecnologias competitivas e as capacidades industriais do Grupo já atraem a Nissan, Mitsubishi Motors, Volvo Group (Renault Trucks) e, agora, a Ford Motor Company. Fora da Europa, a Índia vai se tornar um verdadeiro centro de manufatura e abastecimento, para atender tanto os mercados locais como globais, principalmente com a produção de uma gama completa de modelos Nissan. Na Coreia do Sul e na América do Sul, o Grupo vai continuar se baseando em sua parceria com a Geely. Em escopo global, o Grupo vai produzir mais de 300.000 veículos por ano para estas cinco montadoras até 2030, em três continentes.
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