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sábado, 14 de outubro de 2017

Citroën aposta em veículo comercial para recuperar mercado. O furgão Jumpy no lançamento custa R$ 79.990, valor que subirá para R$ 83.990. Ipiranga lança gasolina concorrente da Podium, da Petrobras, a Octapro, com 96 octanas.



Coluna Nº 4.117 - 14 de Outubro de 2017
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Citroën Jumpy quer liderança



Supresa boa. Citroën entrará no mercado de comerciais

Jornalistas presentes à apresentação do furgão médio Citroën Jumpy se surpreenderam. Estavam preparados para ouvir usual torrente de elogios, descrição da fórmula de imbatividade, explicações sobre a superioridade do produto. Coisas usuais. 

Afinal, tais colocações fazem parte das repetitivas apresentações de novos produtos. Leitores da Coluna já conheciam o Jumpy, nela divulgado desde a decisão da PSA, a holding reunindo Peugeot-Citroën-Dongfeng em montá-lo e a seu espelho Peugeot Partner no Uruguai.

Vê-lo foi interessante, conduzi-lo instigante, pois as sensações são automobilísticas – fácil entender, é a plataforma do Peugeot 3008 esticada, reforçada e adequada ao novo trabalho. 

Curiosidade estava no pacote de providências já tomadas para a holding aumentar substancialmente sua participação no mercado de comerciais. 

PSA e Citroën apostam no torcer do parafuso da ecologia, restringindo circulação dos atuais VUC – veículos urbanos de carga, representados por Mercedes Sprinter, Renaults Master, Kias e Hyundais – pelos VUL, veículos urbanos leves. São menores, mais baixos, mais confortáveis, mais camionetes e menos caminhões.

Razões
Pretensões elevadas no caso da Citroën – a Peugeot não exibiu seu produto. Quer passar dos atuais 1,3% de participação nas vendas a 6%, em 2018 e 12% - quase 10 vezes mais –, até 2021. Comerciais leves têm previsão de representar 15% das vendas no País.

Mescla das marcas Peugeot e Citroën terá produtos equivalentes: grandes Boxer e Jumper; médios Expert e Jumpy, pequenos Partner e Berlingo. 

Produtos fazem uma liga das nações: maiores importados da Itália – são Iveco, empresa Fiat, mudada do Brasil; médios com material importado e montados no Uruguai; leves produzidos na Argentina. 

Como Peugeot, haverá um picape médio – como Coluna também antecipou, projeto franco-chinês previsto para 2020. Na América Latina querem saltar de 200 mil unidades vendidas para 300 mil até 2021. Crescer 50%.

Citroën
Marca montou operação continental para distribuir produtos pela América Latina, e no mercado interno acertou o Jumpy para as condições nacionais, controlando preço inicial para ser o menor do mercado; revisões com preço prévio; seguro de assistência; garantia de atendimento rápido; carro reserva. 

Importações iniciadas com furgão, diferenciado pelas largas portas traseiras abrindo a 180 graus; porta lateral corrediça; arte para bascular para cima o banco lateral e permitir colocar carga comprida – como tábuas, escadas ou o que tiver até 4m. 

Transformadoras brasileiras já criaram ambulância, carro de presos, transporte escolar. Haverá versão passageiros em seis meses.

Iniciativa continental tem base europeia, onde as marcas vendem mais de 1/5 do mercado, e garantem ótima saúde financeira – o lucro para fazer e vender os comerciais supera o de automóveis com preço assemelhado.

Mecânica moderna. Monobloco, motor diesel 4 cilindros, 8 válvulas, turbo, bloco e cabeçote em alumínio. Produz 115 cv e 30 Nm de torque, transmitindo movimento às rodas dianteiras. 

Diz a Citroën ser o mais econômico do mercado – deve ser pela menor cilindrada -, 11,4 km/l na estrada e autonomia de 820 km. No preço inferior, no menor consumo, na prioridade nas oficinas, quer se vender a empresários de comércio e indústria.

Não tem refinamentos construtivos para barrar os preços: iniciais R$ 79.990 e após lançamento R$ 83.990. Com ar condicionado, faróis de neblina e o ModuWork – o basculamento do banco -, R$ 87.990 logo evoluídos a R$ 91.990.

Mercedes constata. Fundo do poço tem mola.
O ditado do interior parece ter inspirado o alemão Phillip Schiemer, presidente da Mercedes-Benz do Brasil e CEO da América Latina. 

Com vendas e produção caídas pela metade, funcionários sobrando, convenceu seus chefes na mesa diretora da matriz a realizar investimentos na operação brasileira. Aplicará R$ 2,4 bilhões para nova etapa de modernização de suas fábricas no País. 

Exceto a de Iracemápolis, SP, onde monta automóveis, a grande operação de São Bernardo do Campo, SP, base produtora de caminhões, e de Juiz de Fora, MG, fabricante de cabines, merecerão investimentos para aumento de produtividade e incremento de operações automatizadas, incluindo o novo patamar operacional para indústrias, o revolucionário Indústria 4.0. Dedicar-se-á, também, a desenvolver novos veículos, tecnologia de serviços e conectividade.

Houvesse apenas visão do presente, Schiemer teria comprado caixas de lenços para enxugar as lágrimas advindas dos maus números. 


Atualmente, os da Mercedes são desanimadores: queda de vendas e ociosidade de 50%; excesso de mão de obra. Na prática tem o operacional entre gente e máquinas, mas com produção contida para evitar fazer estoques.

Cruzamento de números de fim da queda econômica, expansão das exportações, crença no crescimento do mercado interno deram a chave para preparar-se a atender as novas demandas dos clientes. 


O investimento se incorpora aos atuais R$ 730 milhões para modernizar as usinas de São Bernardo e, como lá se pronuncia, J’iz difora. 

Outros R$ 70 milhões estão direcionados a construir um campo de provas para caminhões e ônibus no antigo canavial, integrando a área de Iracemápolis, para ser o maior e mais completo do Hemisfério Sul.

Schiemer. Depois da crise, a recuperação


Roda-a-Roda

Espaço – Volkswagen iniciou homeopática divulgação de seu próximo sedã, o Virtus. Sobre plataforma multi dimensionável, bons traços, terá vendas iniciadas em janeiro, com apresentação à imprensa nos próximos dias.

Sedã compacto VW Virtus.


Mercado – Mercado dá sinais de recuperação – 24% de aumento relativamente a setembro de 2016. Motivos, melhora conjuntural da economia, queda de juros. JAC deu salto pontual. Dobrou vendas em setembro com vendas do SUV T40.

Fusão – Patrocinadora da carioca escola de samba Unidos de Vila Isabel, a Renault-Nissan-Mitsubishi levou o carnavalesco Paulo Barros a conhecer a área de design avançado da Renault, e direito a papo com o holandês Laurens Van Den Acker, seu designer maior.


Futuro – Foi no Technocentre, o centro de pesquisa e desenvolvimento da marca, perto de Paris. Ideia foi ajudar o carioca a moldar o desfile de Carnaval neste ano sob o tema "Corra que o futuro vem aí".


Social – Ford Grã-Bretanha aceitou proposta da Strawberry Energy para instalar 20 bancos inteligentes nas ruas de Londres. Oferece graciosamente rede Wi-Fi e recarga de celulares e tablets .


Herança – Poucas motocicletas são tão referenciais quanto as quase cinquentenárias Honda quadricilíndricas. Com base na CB 750, surgida em 1969 e derivações, retocou geração atual, CB e CBR 650F. Numeral indica cilindrada.


Ganhos – Potência ganhou 1,5 cv, passando a 88,5 cv, câmbio de seis velocidades encurtou 2a, 3a 4a privilegiando aceleração nas arrancadas e enfatizando característica auditiva: marcante som dos quatro cilindros DOHC.


Quanto - Duas versões: CB 650 F (R$ 33.900) e CBR 650 F (R$ 35.500); postos São Paulo + frete e seguro. Diferença decorativa, com a versão R com carenagem sugerindo motos de corrida. Cores: vermelho e azul metálicos.

Quase cinquentonas, inteiraças


Enfim – Ipiranga de Petróleo tem nova gasolina, a Octapro. Mantém a oxigenação pela adição de álcool e série de aditivos para elevar a octanagem a 96 e outros para ajudar a limpar os resíduos e a porcariada provocada pela queima da mistura ar/gasálcool. Agora, as maiores distribuidoras já têm a gasolina adequada aos veículos com elevadas taxas de compressão.

Direcionada – Não é para o motorista cuidadoso, mas a donos de automóveis com elevada taxa de compressão, de 10:1, por exemplo e, espe cial uso de turbo alimentador. 


Motores com reduzida taxa de compressão não aproveitarão sua capacidade antidetonante. Octapro suprimiu produção da Premium.

Lei – Subcomissão de Regulamentação do Recall, da Câmara dos Deputados redige Projeto-de-Lei para unificar chamadas de recall, as responsabilidades dos fabricantes de veículos e as omissões legais.

Quem - Deputada Christiane Yared (PR-PR), autora do requerimento, tem 29 propostas de legislação de trânsito, lidera o esforço. Desde 2015, 4,5 milhões de veículos foram chamados a correções, e em 2016, dentre os 130 havidos para produtos industrializados, 105 – 3/4 - eram de veículos.

Sugestões? dep.christianedesouzayared@camara.leg.br
Carona – Deputado Alexandre Valle (PR-RJ) propôs suspender a comercialização de veículos com recall anunciado. Entende ser a maneira de evitar a consequência das falhas motivadoras do recall.


Cheiro – Mercedes-Benz Parfums trouxe ao Brasil versão de sua água de colônia, marcada por cítricos – toronja, tangerina e laranja brasileira, mais pimenta rosa, gengibre, madeiras louras, vetiver e almíscar. Eau de Toilette vaporizador de 120 ml. Preço? R$ 363,00. Coerente.

Pretensão – Empresários goianos liderados pelo deputado Alexandre Baldy (PODEMOS), foram ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia, sensibilizá-lo à proposta de implantar, em Anápolis, um pólo industrial para materiais de Defesa Nacional. 


Razão - Ancoram o pedido pela cidade ser a base aérea de apoio à Capital; de receber os futuros caças Gripen; de ter estrutura e mão-de-obra a atividades de metal mecânica; oferecer incentivos fiscais. Lá, opera uma das fábricas Hyundai.


Remédio – Quem imagina o passar do tempo induzindo serenidade, Gazet Van Antwerpe relata multa aplicada a octogenária senhora belga. 


Para acabar com a insônia, em vez de chá e sessão da madrugada, foi dar uma volta em seu Porsche. Apreendida a 236 km/h, juíza não relevou: US$ 4 mil de multa e suspensão do direito de dirigir por três meses.

Do meio do canavial para mercados interno e externo


Polo Jeep festeja 30 meses de 
produção, liderança e exportação
Trinta meses após ter transformado um canavial em fábrica de veículos, o Polo Automotivo Jeep festeja produção de 300 mil veículos – destes, 40 mil exportados desde Goiana, PE, para a América Latina.

Fábrica introduziu o topo dos sistemas de administração e produção, o World Class Manufacturing (WCM), uma das especialidades de Stefan Ketter, presidente da FCA no Brasil e América Latina. 


Operação festeja a implantação em local de mão-de-obra despreparada; colocar três produtos na linha de produção – picape Fiat Toro, Jeeps Renegade e Compass; conseguir liderança setorial com o Toro, e alternância através dos produtos Jeep. Um recorde industrial.

Chamá-lo Polo indica o fato de reunir, além do negócio FCA, 16 fornecedores de auto peças em torno da operação industrial para obter rapidez e produtividade, melhor indicativo do sucesso do projeto.


O Polo não é apenas uma fábrica no meio do nada no Nordeste de Pernambuco, mais próximo a João Pessoa, na Paraíba, que da capital pernambucana. 


Pela localização, é uma usina para fornecimento mundial, iniciando com a América Latina, iniciando suprir o mercado mexicano, recém-lançando o Compass, na Argentina, maior mercado de exportações no Continente. 

Os negócios para venda a outros países coloca os veículos construídos em Goiana como os três produtos com maior volume de exportação pelo porto de Suape, no primeiro semestre deste ano.
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