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quinta-feira, 30 de abril de 2026

Coluna Minas Turismo Gerais



Coluna Minas Turismo Gerais


Jornalista Sérgio Moreira



Fundação Clóvis Salgado lança a ópera “Chica da Silva”

A Fundação Clóvis Salgado (FCS) anunciou a realização da pré-estreia da ópera “Chica da Silva”, no município. Detalhes da produção que integra o Ano JK, programação que homenageia o ex-presidente Juscelino Kubitscheck, foram apresentados pelo presidente da FCS, Yuri Mello Mesquita, durante o encontro promovido pela Associação das Cidades Históricas de Minas Gerais, no dia 24 de abril, em Diamantina.

Leônidas Oliveira e Yuri Mesquita


“Chica da Silva é um símbolo do Tejuco, de Minas e do Brasil. É uma honra para todos e todas da Fundação Clóvis Salgado realizar esta grande ópera. Por isso, o pré lançamento será em Diamantina, uma das cidades mais charmosas do Brasil e um dos locais mais importantes da América Portuguesa no século XVIII. Para entendermos a história do nosso país, precisamos conhecer Minas, Diamantina e a nossa Chica da Silva”, ressalta o presidente da FCS. 

                         fotos:Cesar Tropia

               Leônidas Oliveira 
Com pré-estreia no dia 12/09, em Diamantina, e récitas nos dias 19, 21 e 23 no Grande Teatro Cemig Palácio das Artes, em Belo Horizonte, a ópera remonta o Arraial do Tijuco (futura Diamantina) no século XVIII. Neste cenário emerge Chica da Silva, uma mulher negra, recém liberta, que desafia as hierarquias do seu tempo ao se unir ao mais poderoso minerador da região, em uma intensa e duradoura história de amor. 


Alçada a uma posição de destaque impensável para uma mulher de sua origem, Chica assa a enfrentar a inveja, a hostilidade e as armadilhas de uma sociedade de matriz portuguesa que se recusa a aceitar, em silêncio, sua ascensão — sobretudo quando se vê sozinha, após a partida de seu companheiro.

O feminino e a construção simbólica de Minas Gerais - Ao longo da manhã, os participantes do encontro também acompanharam debates importantes sobre a história e a cultura local. O secretário de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, Leônidas Oliveira, ministrou a palestra “A invenção do feminino: ausência de mulheres e devoção mariana na formação das cidades históricas de Minas Gerais”. 

Ao refletir sobre a importância da ópera “Chica da Silva”, Oliveira ressaltou que o espetáculo contribui para esse debate sobre o feminino e seu lugar central na construção simbólica de Minas Gerais. Embora presentes na devoção, na arte e na vida cotidiana,  nem sempre as mulheres são reconhecidas em sua dimensão histórica e social.

“Ao levar Xica à cena, a arte devolve corpo, voz, conflito e complexidade a uma figura que a memória simplificou. A ópera permite que Xica retorne não como ilustração folclórica, mas como pergunta viva sobre Minas”, analisa o secretário. “E talvez seja essa a potência maior da arte: fazer o passado falar de novo, não para repeti-lo, mas para desestabilizar o presente. Quando Xica volta como música, drama e cena, ela nos obriga a rever a própria narrativa mineira”, complementa.


A história de BH no MHAB

Antiga casa em Belo Horizonte que deu origem ao MHAB

Fazenda Velha 1939-1941 

 Museu Histórico Abílio Barreto (MHAB) | Portal Oficial de Belo Horizonte

O casarão hoje 

Belo Horizonte este ano completa 129 anos, cidade com cerca de 2milhões 500 mil habitantes. Entre suas atrações está o Museu Histórico Abílio Barreto  - MHAB - é o primeiro museu de Belo Horizonte, criado por meio do Decreto 91, de 26 de maio de 1941, assinado pelo prefeito Juscelino Kubitschek (1940-1945). A inauguração do Museu Histórico de Belo Horizonte, nomenclatura inicial do Museu, se deu em 18 de fevereiro de 1943. Foi escolhido para sua sede o Casarão da Fazenda Velha do Córrego do Leitão, nome advindo do antigo proprietário das terras Domingos Gomes Leitão, em tempos remotos do século XVIII, do antigo Arraial do Curral del Rei, depois Arraial de Belo Horizonte. A sede da Fazenda manteve-se de pé porque a região do seu entorno só seria urbanizada em meados da década de 1940. Museu Histórico Abílio Barreto - BH em Detalhes

Sobre o Casarão, sabe-se que em 1864 a Fazenda passou a pertencer ao Capitão Francisco Luís de Carvalho, rico proprietário de terras no Arraial do Curral del Rei. Casado com D. Francisca Cândida de Jesus, com quem teve dez filhas e quatro filhos. O capitão dividiu o seu patrimônio após o falecimento de sua esposa. A metade da Fazenda do Leitão coube a sua filha Rita Maria. A outra metade foi posteriormente adquirida por Cândido Lúcio da Silveira, seu genro que construiu a casa da Fazenda, por volta de 1883. Museu Histórico Abílio Barreto (MHAB) | Portal Oficial de Belo Horizonte

A Fazenda do Leitão foi desapropriada em 1894, pela Comissão Construtora da Nova Capital, encarregada de construir a nova capital do Estado de Minas Gerais. A saída da família se deu em abril de 1895, quando então a Fazenda passou por diversos usos. Entre 1895 e 1896, o governador de Minas Gerais, Crispim Jacques Bias Fortes (1894-1898) encarregou o geólogo Claude-Henri Gorceix, um dos fundadores da Escola de Minas de Ouro Preto, de construir um viveiro de plantas e sementes. Finalizado este trabalho, o  agrônomo francês Leon Quet passou a administrar o viveiro, ocupando a casa da Fazenda como moradia.

Entre 1896 a 1899, o Estado criou núcleos coloniais para incentivar o estabelecimento de imigrantes em pequenas propriedades agrícolas, com o objetivo de diversificar as atividades econômicas e garantir a ocupação de áreas em torno da Capital. A colônia Afonso Pena se instalou no vale do córrego do Leitão. Emancipada em 1910, a colônia e o restante das terras da Fazenda receberam a plantação de piteiras. Uma fábrica de artefatos usando a fibra da planta como matéria prima, foi instalada na região.



Posteriormente o governo Federal passou a administrar a área da Fazenda e nela instalou a Enfermaria do Posto Zootécnico Federal, do Ministério da Agricultura. A União teve a posse da área até 26 de setembro de 1938, quando a propriedade foi doada e adquirida, respectivamente, para o Estado e pela Prefeitura. Na ocasião, o prefeito José Oswaldo de Araújo (1938-1940) já manifestava a vontade de instalar ali um museu.

Em 1967, o Museu teve seu nome alterado para Museu Histórico Abílio Barreto em homenagem ao seu idealizador, mas permaneceu como um museu celebrativo do passado, até 1993. O MHAB é composto por duas edificações – Casarão e Edifício-sede. O primeiro, datado de 1883, é um exemplar da arquitetura das sedes de fazendas mineiras; já o segundo, construído entre 1997 e 1998. Além dessas duas edificações, a instituição possui também um amplo jardim, no qual se encontra exposto parte do acervo, bem como uma estrutura de palco ao ar livre para apresentações artísticas, um auditório com capacidade para 100 pessoas, um café, cinco reservas técnicas, áreas expositivas e biblioteca. O Casarão foi tombado pelo Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (SPHAN, atualmente IPHAN), em 1951, e pelo Município em 2013, como bem cultural inserido no Conjunto Urbano do Bairro Cidade Jardim.


Municípios mineiros preparados para o turismo das festas de rodeios e exposições agropecuárias







A realização de eventos como rodeios, exposições agropecuárias e as tradições sertanejas movimentam os municípios mineiros. Durante a abertura da 91ª ExpoZebu, em Uberaba, no dia 25 de abril, o Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult-MG),   a campanha “Minas Festas de Peão”.    no site eventos https://www.minasgerais.com.br/pt/eventos

A iniciativa valoriza essas manifestações como expressões legítimas da cultura sertaneja e passa a integrar o programa Minas Essencial, reforçando a estratégia de promoção integrada da cultura, do turismo e das tradições do estado.

Secretário Leônidas Oliveira

A 91ª ExpoZebu, maior feira de gado zebu do mundo, é realizada em Uberaba desde 1935. Com expectativa de receber cerca de 400 mil visitantes e superar os resultados da edição anterior, o evento reúne programação técnica, leilões, rodadas de negócios internacionais e grandes atrações culturais, consolidando-se como uma das principais vitrines do agronegócio e do turismo de eventos no país.

A campanha tem como objetivo mapear, valorizar e promover eventos em todas as regiões mineiras, reconhecendo essas manifestações como parte fundamental da identidade cultural do estado. Estruturada a partir de um trabalho em rede com municípios, Instâncias de Governança Regionais (IGRs), Federação dos Circuitos Turísticos de Minas Gerais (Fecitur) e gestores locais, a ação organiza um portfólio unificado e fortalece a presença dessas festas no calendário turístico estadual.

m do valor cultural, o segmento apresenta forte impacto econômico e turístico. No Brasil, as festas de peão movimentaram cerca de R$ 9 bilhões em 2024, reunindo aproximadamente 9 milhões de pessoas em mais de mil eventos. Em Minas Gerais, levantamento da Secult-MG identificou mais de 570 festas de peão, rodeios e exposições distribuídas em 350 municípios, evidenciando a capilaridade e o potencial de geração de emprego, renda e fluxo de visitantes.

Apenas em 2025, o estado registrou 31 etapas de rodeio cutiano, com R$ 322,5 mil em premiações, e 85 etapas de rodeios com touros, somando R$ 1,37 milhão em prêmios, segundo a Federação de Rodeios de Minas Gerais. Esses números reforçam o papel das festas de peão como vetor de desenvolvimento econômico, geração de renda e fortalecimento da identidade cultural mineira.


Para o secretário de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, Leônidas Oliveira, a campanha amplia o olhar sobre essas festas, conectando tradição, turismo, economia criativa e desenvolvimento regional.


“Com essa campanha, queremos mostrar ao Brasil que essas manifestações são patrimônio vivo de Minas e também uma grande oportunidade para fortalecer o turismo, gerar renda e valorizar nossas comunidades”, destaca Leônidas Oliveira.


Como parte do fortalecimento desse segmento, o Governo de Minas, por meio da Codemge e da Cemig, terá destinado até o fim do ano, contabilizando-se também os investimentos realizados desde 2025, R$ 20 milhões para a realização de feiras agropecuárias e exposições no estado. Os recursos serão aplicados por meio de apoios, patrocínios, convênios e lei de incentivo à cultura, promovendo e ampliando iniciativas como rodeios, exposições e cavalgadas, que celebram e valorizam as raízes culturais de Minas Gerais.


A estratégia de promoção inclui campanhas digitais, presença institucional em eventos, apoio técnico e capacitações, além do estímulo à economia criativa, com foco em artesanato, gastronomia e receptivo turístico. A divulgação será realizada por meio de plataformas como o Portal Minas Gerais, o blog Daqui de Minas e redes sociais, ampliando o alcance das ações dentro e fora do estado.

A previsão é alcançar cerca de 400 municípios e promover aproximadamente 600 eventos, fortalecendo a interiorização do turismo e ampliando a diversificação da oferta turística mineira.

Entre os principais polos das festas de peão em Minas estão Divinópolis, com a DivinaExpo; Pedro Leopoldo, com o Pedro Leopoldo Rodeio Show; Governador Valadares, com a Expoagro; Montes Claros, com a Expomontes; Uberaba, com a ExpoZebu; Patos de Minas, com a Fenamilho; São Gotardo, com a Fenacen; Piracema, com a Piracema Ruralista; e Bom Despacho, com o Rodeio Show.

Esses eventos reúnem rodeios, shows musicais, exposições agropecuárias, cavalgadas e experiências gastronômicas, conectando o campo e a cidade, preservando tradições do universo sertanejo e reafirmando Minas Gerais como um dos grandes destinos brasileiros do turismo de eventos, da cultura popular e das festas de raiz.



BH vem se destacando no turismo de eventos




Belo Horizonte entra no segundo trimestre com o turismo de negócios em alta. A retomada das grandes feiras e congressos impulsiona a ocupação hoteleira e movimenta toda a cadeia econômica da capital. No centro desse movimento está o 41º Congresso Mineiro de Municípios, promovido pela Associação Mineira de Municípios (AMM), que firmou parceria com o Intercity BH Expo, o maior hotel da Rede Intercity no Brasil e o terceiro maior da capital. A expectativa é operar entre 85% e 95% de ocupação durante o período do evento, desempenho acima da média da cidade que evidência, na prática, a força do turismo de negócios como motor da hotelaria urbana e reforça a vocação do empreendimento para o segmento corporativo.


De acordo com Rodrigo Cançado, diretor do Intercity BH Expo e vice-presidente da ABIH-MG, o momento é de consolidação do turismo de negócios como principal força da hotelaria da capital mineira. “Estamos vivendo um ciclo muito positivo para o setor, com uma agenda consistente de eventos e uma demanda cada vez mais qualificada. O Congresso da AMM é um exemplo claro desse movimento, que mobiliza toda a cadeia e exige uma preparação de toda rede. Nossa expectativa é de ocupação quase máxima, e de entregar uma experiência qualificada para esse público”, afirma.

 Congresso da AMM será realizado nos dias 5 e 6 de maio, no Expominas, e deve reunir milhares de gestores públicos, vindos de praticamente todos os 853 municípios mineiros. Considerado um dos principais encontros do setor público no país, o evento se consolida como um importante vetor de demanda para a hotelaria da região e integra um calendário robusto de Belo Horizonte, que já soma ao menos 17 grandes eventos confirmados ao longo do ano, entre feiras de negócios, congressos e shows, como é o caso do Mangalarga, Megaleite e Travel Next. “Temos uma agenda robusta que deve acelerar a ocupação hoteleira e gerar impacto em toda a cadeia do turismo”, celebra Rodrigo.

Para atender a esse volume de visitantes, a parceria entre o Intercity BH Expo e a AMM foi estruturada com foco em eficiência logística e alto padrão de hospitalidade. O diretor do Intercity BH Expo, explica que o hotel reúne diferenciais estratégicos para atender esse tipo de demanda. “Estamos preparados para receber um grande fluxo de hóspedes com conforto e agilidade. Contamos com uma das maiores ofertas de leitos da cidade, localização privilegiada, próxima às principais vias de acesso e ao Expominas, além de operação estruturada para facilitar o deslocamento dos participantes, inclusive com apoio de transporte em horários estratégicos. Nosso objetivo é garantir praticidade e uma experiência fluida durante toda a estadia”, afirma.

Setor em alta e estratégia para os próximos eventos - O avanço do turismo de negócios acompanha uma tendência de crescimento consistente no setor. Em 2025, o segmento movimentou cerca de R$ 11,6 bilhões no Brasil até outubro de 2025, consolidando-se como uma das principais engrenagens da hotelaria urbana. Em Belo Horizonte, algumas rotas corporativas registraram crescimento expressivo, reforçando o papel da cidade como hub de eventos e negócios.

De acordo com Rodrigo Cançado, a estratégia do hotel é acompanhar esse ritmo ao longo do ano. “A agenda de eventos na cidade segue aquecida, e a nossa proposta é manter esse padrão de operação nos próximos encontros, ampliando a taxa de ocupação com consistência e acompanhando a evolução da demanda corporativa”, completa.



Exposição “Corpos que Constroem: Saberes, Materiais e Técnicas" apresenta  acervo reunido por mais 50 anos



 





O Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (IEPHA-MG) anuncia que já está recebendo agendamentos para visitas mediadas à exposição permanente em cartaz no Prédio Verde, onde funciona a sede do Instituto. A exposição apresenta ao público um acervo constituído ao longo de mais de cinco décadas de atuação do Instituto junto ao seu corpo técnico. Fragmentos construtivos,



amostras de materiais e elementos provenientes de obras de restauração revelam vestígios e narrativas que se transformam em verdadeiros documentos da história construtiva de Minas Gerais.

  Todo o material da exposição é fruto de mais de 50 anos de levantamento feito durante toda a atuação do engenheiro-arquiteto e servidor do IEPHA-MG, Fernando Roberto.



Sua vasta experiência no acompanhamento de restauração de bens culturais protegidos do Estado culminou no acervo que se encontra exposto no IEPHA-MG.

A mostra convida visitantes a conhecer os saberes, as técnicas e as práticas envolvidas nos processos de preservação do patrimônio cultural, evidenciando o trabalho especializado que sustenta a conservação dos bens culturais e a continuidade das memórias coletivas.

Técnicas aliada às Experiências

Minas Gerais é um território onde a memória se ergue em barro, pedra e madeira,

onde o tempo se materializa em muros, igrejas, casas e ruas que atravessam séculos.

Essas construções não são apenas testemunhos de estilos arquitetônicos ou soluções

técnicas; são expressões vivas de coletividades, gestos cotidianos e conhecimentos transmitidos de geração em geração. Cada fragmento de parede, cada trinca no reboco, cada encaixe de madeira fala sobre modos de vida, crenças, afetos e resistências que moldaram nossas cidades e comunidades.

Ao longo de mais de cinco décadas, o IEPHA-MG esteve presente nesse processo,

acompanhando, registrando e orientando obras de restauração em todo o Estado.

Nesse percurso, consolidou-se um acervo singular, formado por materiais recolhidos em diferentes intervenções de conservação. Fragmentos de taipa, pedras lavradas,

telhas, argamassas, tintas e madeiras que, reunidos, se transformam em verdadeiros documentos da história construtiva de Minas. Esse acervo, cuidadosamente reunido

e preservado pelo servidor Fernando Roberto de Castro Veado, testemunha não apenas a técnica, mas também a dimensão sensível e humana da preservação.

A exposição “Corpos que Constroem” parte desse patrimônio material para propor

uma reflexão simbólica: pensar a arquitetura como corpo. Um corpo que se constrói, se desgasta, se restaura e se transforma, assim como nós. Os eixos curatoriais,

inspirados nos saberes da terra, nas formas que acolhem, na memória inscrita nos materiais e na participação das comunidades, revelam que preservar não é apenas conservar objetos ou edificações, mas reconhecer a potência dos gestos anônimos que nos legaram uma herança comum.

Aqui, cada material é mais do que fragmento: é memória de um fazer coletivo. É barro que guarda as mãos que o moldaram, madeira que sustenta lares e igrejas, pedra que registra marcas de fé e trabalho. Ao valorizar esses elementos, a mostra nos convida a compreender o patrimônio como prática viva e inclusiva, construída diariamente pela ação de comunidades, técnicos e instituições.


Assim, o IEPHA-MG reafirma sua missão de articular políticas de preservação que dialoguem com a diversidade cultural do Estado, reconhecendo no patrimônio não apenas um bem a ser protegido, mas um processo dinâmico de construção de identidades. A memória construtiva que aqui se apresenta é também um convite: refletir e participar ativamente da preservação daquilo que nos constitui enquanto

coletividade.

Mais do que uma exposição, Corpos que Constroem é um chamado à escuta dos materiais, ao reconhecimento dos saberes tradicionais e à valorização da memória que pulsa em cada pedra, em cada parede, em cada gesto de conservação. Porque  preservar é também projetar futuros e é nos corpos que constroem que encontramos a força de seguir edificando juntos a história de Minas Gerais.

 

Serviço: Exposição “Corpos que Constroem: Saberes, Materiais e Técnicas”

Onde: IEPHA-MG, Prédio Verde, 2o andar

Endereço: Praça da Liberdade, 470, BH/MG

Horário: segunda a sexta (exceto feriados e finais de semana), das 9h às 16h

Agendamento: agenda.educacional@iepha.mg.gov.br

Sobre o Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (IEPHA-MG)

O Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (IEPHA-MG) é responsável pela preservação e valorização do patrimônio cultural do Estado, atuando na identificação, registro e proteção de bens culturais móveis e imóveis. O IEPHA-MG desenvolve ações voltadas para a conservação, restauração e promoção do patrimônio histórico e artístico, contribuindo para a educação e o fortalecimento da

identidade cultural de Minas Gerais.



Aeroservice novos atendimentos aos passgeiros



Com aeroportos cada vez mais movimentados e processos operacionais mais rigorosos, a experiência de viajar pode se tornar desgastante, especialmente para quem enfrenta conexões, horários apertados ou barreiras de idioma.


Para evitar problemas e garantir comodidade, serviços especializados de assistência aeroportuária têm se destacado nos aeroportos. A Aero Service atua nesse segmento há duas décadas, oferecendo suporte completo ao passageiro, desde o embarque até o desembarque, além de transfer executivo. Abaixo, listamos as principais vantagens ao usufruir desse tipo de serviço.


Apoio em processos aeroportuários - Acompanhamento profissional em etapas como check-in, despacho de bagagens, controle de segurança e imigração dentro do aeroporto.

Suporte em conexões - Assistência estratégica para orientar deslocamentos entre terminais e portões, minimizando o risco de perda de voos, especialmente em aeroportos de grande porte.

Atendimento personalizado (Meet & Assist) - Acompanhamento individual desde a chegada ao aeroporto até o embarque — ou no desembarque — garantindo orientação contínua e maior conforto ao passageiro.

Apoio a públicos específicos - Serviço especialmente útil para idosos, famílias com crianças, executivos com agenda restrita e viajantes internacionais que precisam de suporte adicional.

Transfer executivo integrado - Deslocamento seguro e pontual entre aeroporto, hotel ou outros destinos, eliminando incertezas com transporte urbano ou aplicativos.

Mais conforto e tranquilidade - Com planejamento e acompanhamento especializado, o passageiro reduz o estresse e pode focar na viagem em si, sem se preocupar com a logística.


Ao atuar de forma integrada, a Aero Service contribui para uma experiência de viagem mais previsível e eficiente, evitando falhas operacionais e proporcionando maior controle sobre cada etapa do deslocamento.

Mais informações: www.aeroservice.tur.br ou entre em contato pelos canais agendamento@aeroservice.tur.br e (11) 2382-6089


Exposição “Corpos que Constroem: Saberes, Materiais e Técnicas" apresenta  acervo reunido por mais 50 anos



 





O Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (IEPHA-MG) anuncia que já está recebendo agendamentos para visitas mediadas à exposição permanente em cartaz no Prédio Verde, onde funciona a sede do Instituto. A exposição apresenta ao público um acervo constituído ao longo de mais de cinco décadas de atuação do Instituto junto ao seu corpo técnico. Fragmentos construtivos,



amostras de materiais e elementos provenientes de obras de restauração revelam vestígios e narrativas que se transformam em verdadeiros documentos da história construtiva de Minas Gerais.

  Todo o material da exposição é fruto de mais de 50 anos de levantamento feito durante toda a atuação do engenheiro-arquiteto e servidor do IEPHA-MG, Fernando Roberto.



Sua vasta experiência no acompanhamento de restauração de bens culturais protegidos do Estado culminou no acervo que se encontra exposto no IEPHA-MG.

A mostra convida visitantes a conhecer os saberes, as técnicas e as práticas envolvidas nos processos de preservação do patrimônio cultural, evidenciando o trabalho especializado que sustenta a conservação dos bens culturais e a continuidade das memórias coletivas.

Técnicas aliada às Experiências

Minas Gerais é um território onde a memória se ergue em barro, pedra e madeira,

onde o tempo se materializa em muros, igrejas, casas e ruas que atravessam séculos.

Essas construções não são apenas testemunhos de estilos arquitetônicos ou soluções

técnicas; são expressões vivas de coletividades, gestos cotidianos e conhecimentos transmitidos de geração em geração. Cada fragmento de parede, cada trinca no reboco, cada encaixe de madeira fala sobre modos de vida, crenças, afetos e resistências que moldaram nossas cidades e comunidades.

Ao longo de mais de cinco décadas, o IEPHA-MG esteve presente nesse processo,

acompanhando, registrando e orientando obras de restauração em todo o Estado.

Nesse percurso, consolidou-se um acervo singular, formado por materiais recolhidos em diferentes intervenções de conservação. Fragmentos de taipa, pedras lavradas,

telhas, argamassas, tintas e madeiras que, reunidos, se transformam em verdadeiros documentos da história construtiva de Minas. Esse acervo, cuidadosamente reunido

e preservado pelo servidor Fernando Roberto de Castro Veado, testemunha não apenas a técnica, mas também a dimensão sensível e humana da preservação.

A exposição “Corpos que Constroem” parte desse patrimônio material para propor

uma reflexão simbólica: pensar a arquitetura como corpo. Um corpo que se constrói, se desgasta, se restaura e se transforma, assim como nós. Os eixos curatoriais,

inspirados nos saberes da terra, nas formas que acolhem, na memória inscrita nos materiais e na participação das comunidades, revelam que preservar não é apenas conservar objetos ou edificações, mas reconhecer a potência dos gestos anônimos que nos legaram uma herança comum.

Aqui, cada material é mais do que fragmento: é memória de um fazer coletivo. É barro que guarda as mãos que o moldaram, madeira que sustenta lares e igrejas, pedra que registra marcas de fé e trabalho. Ao valorizar esses elementos, a mostra nos convida a compreender o patrimônio como prática viva e inclusiva, construída diariamente pela ação de comunidades, técnicos e instituições.


Assim, o IEPHA-MG reafirma sua missão de articular políticas de preservação que dialoguem com a diversidade cultural do Estado, reconhecendo no patrimônio não apenas um bem a ser protegido, mas um processo dinâmico de construção de identidades. A memória construtiva que aqui se apresenta é também um convite: refletir e participar ativamente da preservação daquilo que nos constitui enquanto

coletividade.

Mais do que uma exposição, Corpos que Constroem é um chamado à escuta dos materiais, ao reconhecimento dos saberes tradicionais e à valorização da memória que pulsa em cada pedra, em cada parede, em cada gesto de conservação. Porque  preservar é também projetar futuros e é nos corpos que constroem que encontramos a força de seguir edificando juntos a história de Minas Gerais.

Serviço: Exposição “Corpos que Constroem: Saberes, Materiais e Técnicas”

Onde: IEPHA-MG, Prédio Verde, 2o andar

Endereço: Praça da Liberdade, 470, BH/MG

Horário: segunda a sexta (exceto feriados e finais de semana), das 9h às 16h

Agendamento: agenda.educacional@iepha.mg.gov.br

Sobre o Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (IEPHA-MG)

O Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (IEPHA-MG) é responsável pela preservação e valorização do patrimônio cultural do Estado, atuando na identificação, registro e proteção de bens culturais móveis e imóveis. O IEPHA-MG desenvolve ações voltadas para a conservação, restauração e promoção do patrimônio histórico e artístico, contribuindo para a educação e o fortalecimento da identidade cultural de Minas Gerais.


Voo direto BH- Montevidéu 



 A nova rota direta entre Belo Horizonte e Montevidéu, em operação desde março deste ano, foi tema da programação dedicada à promoção da conectividade com players do Turismo e Negócios, em uma ação conjunta do BH Airport e Azul Linhas Aéreas. A agenda na capital uruguaia reuniu lideranças dos setores aéreo e turístico, além de representantes do mercado, para apresentar as oportunidades geradas pela conexão inédita entre as duas cidades.

A nova ligação permite posicionar Minas Gerais como destino turístico, apresentando ao mercado uruguaio um estado reconhecido pela diversidade de experiências, que vão do patrimônio histórico e cultural à gastronomia e à oferta de eventos e intercâmbio comercial, além de facilitar o acesso a outros destinos brasileiros a partir do hub mineiro.

“A rota direta entre Belo Horizonte e Montevidéu representa um avanço importante na estratégia de internacionalização do BH Airport e no fortalecimento da conectividade de Minas Gerais com a América do Sul. A parceria com a Azul amplia as opções de voo entre Brasil e Uruguai e contribui diretamente para a promoção do destino Minas Gerais no mercado internacional”, reforça o gestor de Conectividade e Aviação do BH Airport, Clayton Begido.

“Essa ligação aérea facilita o acesso dos turistas uruguaios a um estado que reúne uma diversidade única de atrativos, destacando o nosso potencial gastronômico, histórico e cultural, além de uma ampla oferta de experiências no turismo de lazer e de negócios. Além disso, reforçamos o fluxo entre os dois países e ampliamos as oportunidades para o turismo e para toda a cadeia produtiva ligada ao setor”, acrescenta. 

Para o gerente geral Comercial da Azul, Ricardo Bezerra, a nova operação amplia as possibilidades de conexão para o mercado uruguaio. “A partir do hub mineiro, que é a nossa segunda base mais movimentada atualmente, o cliente que sai do Uruguai pode chegar facilmente a cidades de todas as cinco regiões do país. Queremos que o nosso país vizinho conheça o potencial brasileiro de lazer e negócios também a partir da região Sudeste”,

 destaca. 

 fotos: Alvaro Portillo

O gerente comercial da Aeropuertos Uruguay, Matías Carluccio, destaca que a ampliação da malha aérea é determinante para o fortalecimento das relações entre os países. “O Brasil é um mercado estratégico para o Uruguai, e essa nova conexão com Belo Horizonte contribui para tornar o país ainda mais acessível ao público brasileiro. A conectividade aérea é fundamental para dinamizar o intercâmbio turístico e consolidar o vínculo entre os dois mercados”, finaliza.

Sobre a rota - Os voos diretos entre Belo Horizonte e Montevidéu são operados em aeronaves Embraer E2, com capacidade para até 136 passageiros.

  • Saídas do BH Airport: quartas-feiras e domingos, às 10h15

  • Saídas do Aeroporto Internacional de Carrasco: quartas-feiras e domingos, às 15h40 

Manoel Linhares recebe o Título de Cidadão Honorário de Minas Gerais.

Hotelaria em destaque: Minas concede título a Manoel Linhares e celebra avanço do turismo.

Em uma solenidade marcada por reconhecimento institucional e forte presença do trade turístico, a Assembleia Legislativa de Minas Gerais concedeu, na noite de 27 de abril, o título de Cidadão Honorário do Estado ao empresário Manoel Cardoso Linhares. A honraria, proposta pelo deputado Wendel Mesquita, destaca a contribuição decisiva do homenageado para o fortalecimento da hotelaria e do turismo no Brasil. 

A cerimônia reuniu lideranças do setor, autoridades públicas e representantes da imprensa, evidenciando o peso da trajetória de Linhares no desenvolvimento econômico do país. Entre as presenças de destaque, esteve o atual presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis, Sérgio Pereira Gaspar, que prestigiou a homenagem e reforçou o legado do ex-dirigente.

Hotelaria em destaque: Minas concede título a Manoel Linhares e celebra avanço do turismo.

“Manoel Linhares representa uma geração de líderes que transformaram a hotelaria brasileira em um setor mais forte, organizado e respeitado. Sua atuação foi fundamental para consolidar a ABIH como protagonista nas decisões estratégicas do turismo nacional”, afirmou Gaspar, destacando ainda a importância da união institucional para o crescimento do setor.

Em discurso emocionado, o novo cidadão mineiro destacou a relevância de Minas Gerais no cenário nacional. “Receber este título não é apenas uma formalidade, é um abraço de uma terra que sempre admirei. Minas é um universo de possibilidades, com cultura, gastronomia e um turismo que é uma verdadeira joia rara”, afirmou.

Hotelaria em destaque: Minas concede título a Manoel Linhares e celebra avanço do turismo.

Linhares também reforçou o potencial ainda não totalmente explorado do estado. Segundo ele, Minas reúne condições únicas para se tornar referência mundial, especialmente em segmentos como turismo de experiência, natureza e saúde. “O turismo mineiro já é forte, mas pode se transformar em um gigante global. Isso depende da união entre o setor privado e o poder público, construindo pontes e não muros”, declarou. 

Autor da homenagem, o deputado Wendel Mesquita destacou que a concessão do título vai além de um reconhecimento individual. “Homenagear Manoel Linhares é valorizar o turismo como ferramenta de desenvolvimento. Sua atuação ajudou a dar voz ao setor e a ampliar sua relevância no país”, afirmou.




Natural do Ceará, Linhares construiu uma carreira marcada por liderança, articulação e defesa institucional do setor hoteleiro. Sua gestão à frente da ABIH Nacional foi responsável por avanços importantes nas relações com o poder público, na melhoria do ambiente de negócios e na consolidação do turismo como vetor econômico.

A cerimônia também contou com a presença de importantes nomes do trade, como a presidente da ABIH-MG, Flávia Badaró, além de representantes de entidades e lideranças do turismo mineiro, reforçando o alinhamento entre instituições para impulsionar o setor.

Ao final, já como cidadão mineiro, Linhares assumiu um compromisso direto com o estado. “Agora, Minas tem mais um defensor incansável do turismo, da hotelaria e do desenvolvimento. Podem contar com minha voz, minha energia e minha paixão para fortalecer ainda mais este setor”, concluiu.


Hotelaria em destaque: Minas concede título a Manoel Linhares e celebra avanço do turismo.

Hotelaria em destaque: Minas concede título a Manoel Linhares e celebra avanço do turismo.


Coluna Minas Turismo Gerais Jornalista Sérgio Moreira 

@sergiomoreira63

 Informações para sergio51moreira@bol.com.br


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