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segunda-feira, 20 de abril de 2026

México registra salto de 460% em vistos eletrônicos para brasileiros


Em pouco mais de dois meses, o México aprovou cerca de 12 mil vistos eletrônicos para viajantes brasileiros, movimento que resultou em um salto de 460% nas aprovações e tratado como um sinal de prioridade entre os emissores. 


Os números foram compartilhados em coletiva de imprensa realizada durante a WTM Latin America, maior evento B2B do setor de turismo brasileiro, encerrada ontem, no Expo Center Norte. Representantes do país latino-americano também detalharam o perfil do visitante brasileiro, além de destacar projeções e planos para ampliar a conectividade aérea entre os dois mercados.


Miguel Aguíñiga e Cláudia Velasco, foto Rafael Destro.

Miguel Aguíñiga, chefe da Unidade de Inovação, Sustentabilidade e Profissionalização Turística, atribuiu o avanço ao início do procedimento, em 5 de fevereiro e ressaltou que o Brasil é o único país do mundo com permissão para gerar o visto eletrônico atualmente. O titular da pasta ligada à Secretaria de Turismo do Governo do México, órgão que tem papel similar ao do Ministério do Turismo brasileiro, relacionou a medida ao esforço de integração bilateral entre os países. “Isso fala da importância da relação e do grande carinho que temos pelo Brasil e pelos brasileiros. Queremos seguir trabalhando essa conexão no turismo e em outros setores da economia”, afirmou.

 

Claudia Velasco, cônsul-geral do México em São Paulo, afirmou que o consulado está à disposição para qualquer dúvida em relação à emissão do visto. Ela lembrou que, para viagens com permanência acima de seis meses, é preciso comparecer a um consulado. Também participaram da coletiva Diana Pomar, sócia da DGX International Travel; Carlos García de Alba, Embaixador do México no Brasil e Mariana Díaz y Maxil, líder da Direção de Profissionalização e Competitividade Turística do Governo do México.

 

Brasil no top 5

Ao comentar o perfil da demanda, Aguíñiga afirmou que 52% dos brasileiros desembarcam em Cancún e na Riviera Maya, equanto 48% se dividem entre a Cidade do México, Monterrey e Guadalajara. Atualmente o sexto país do mundo na recepção de viajantes internacionais, o México tem como meta subir uma posição nesse ranking. 


“Em 2025, o país recebeu 47,7 milhões de turistas estrangeiros, com o Brasil ocupando o oitavo lugar entre emissores”, revelou. Com o aumento na chegada de turistas brasileiros, a projeção é que o Brasil feche 2026 entre os cinco emissores de turismo para o México.

 

No escopo da promoção, Miguel Aguíñiga relatou iniciativas de capacitação com agentes de viagens e operadores realizadas durante a WTM Latin America, além de ações junto ao Ministério do Turismo e à Embratur. “Aumentar o número de turistas mexicanos que desembarcam em território brasileiro também é parte importante da estratégia”, disse, reforçando que o Brasil deve participar da primeira edição da ITB Americas, em Guadalajara, entre 10 e 12 de novembro. “Oficializamos a intenção de ter o Brasil como o país convidado do Tianguis Turístico 2027”, destacou. A iniciativa visa oferecer espaço de visibilidade na maior feira do setor no México, com o objetivo de aumentar o intercâmbio de turismo e negócios.

 

Aguíñiga citou rotas aéreas já existentes e disse que a agenda inclui negociações com companhias aéreas brasileiras e mexicanas para ampliar a conectividade entre os países. “Parte da reunião com a Embratur e com o Ministério do Turismo do Brasil foi dedicada a pensar em formas de aumentar a conectividade entre os dois países. Sabemos que as companhias aéreas planejam a longo prazo, então, se quisermos dar continuidade aos esforços promocionais, precisamos estar com mais oferta em 2027”, adiantou. Para dimensionar o potencial, ele afirmou que, se os 12 mil vistos emitidos recentemente se convertem em embarques regulares, seria necessário incrementar a oferta em torno de 15 a 20 voos para garantir todos os assentos.

 

O executivo também conectou a estratégia ao calendário esportivo ao afirmar que o México será sede da Copa do Mundo, lembrando que o Brasil pode vir a jogar no país, dependendo do andamento do torneio. “Se o Brasil terminar em segundo lugar no seu grupo, jogará em Guadalajara na próxima fase, o que pode ser muito auspicioso, pois foi a cidade que sediou a seleção brasileira campeã de 1970”, finalizou.

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