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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

MESMO AMEAÇADO, MUSEU DO AUTOMÓVEL DE BRASÍLIA GANHA GALAXIE LANDAU 1981


Fonte: Correio Braziliense
Rogelio Golfarb (E), diretor de Assuntos Corporativos da Ford, e Roberto Nasser, idealizador e curador do Museu do Automóvel (Ford/Divulgação)
Rogelio Golfarb (E), diretor de Assuntos Corporativos da Ford, e Roberto Nasser, idealizador e curador do Museu do Automóvel


O acervo de 50 veículos históricos do Museu do Automóvel de Brasília acaba de ganhar mais um integrante. A Ford entregou para a instituição um Galaxie Landau 1981 em condições originais.

O Galaxie foi o primeiro automóvel Ford fabricado no Brasil e ficou conhecido por introduzir novidades como ar-condicionado, transmissão automática e direção hidráulica.


A unidade doada foi usada até 2009 no Laboratório de Emissões do Campo de Provas da Ford em Tatuí (SP), para calibração de dinamômetros. Durante 28 anos, seu motor V8 5.0 foi acionado diariamente para aquecer os rolamentos e permitir o cálculo de atrito do equipamento. "Apesar do terrorismo, da insensibilidade e da falta de interesse do poder público, as pessoas continuam acreditando na continuidade do Museu, daí o fluxo de doações", explicou Roberto Nasser, idealizador curador do Museu.

O Landau chega no momento em que o Museu do Automóvel aguarda uma definição sobre seu destino. No fim do ano passado, terminou o prazo dado pela Secretaria de Patrimônio da União para que o Museu deixe o edifício no Setor de Garagens Norte, próximo ao Memorial JK.

No entanto, segundo Nasser, o oficial de Justiça não pode cumprir o mandado, por "falta de condições logísticas". "Ele teve sensibilidade para não jogar na chuva todo o acervo. São livros, revistas, mais de 10 mil documentos. Mais de 2 mil metros quadrados com material histórico. Não há como guardar isso em qualquer lugar", afirma.


Ainda no fim do ano passado, Nasser se encontrou com o ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, que pediu alguns dias para dar um jeito na situação. "Por conta dos estragos provocados pela chuva, que estão tomando muito tempo do ministro, não houve uma resposta. Eu não me recuso a devolver o prédio, mas se for expulso, acabou o Museu. Não é como uma sapataria, na qual basta carregar tudo para outro lugar", disse.

Quanto ao GDF, Nasser afirma que o secretário de Turismo, Luiz Otávio Neves, enviou um ofício se compromentendo a dar uma solução. Vale ressaltar que a lei orgânica do Distrito Federal proíbe o fechamento de museus.

Salve o museu
Um abaixo-assinado, que já conta com mais de 5 mil assinaturas, pode ser preenchido pela internet para ajudar a salvar o museu. Basta entrar no site http://www.museudoautomovel.org.br/e clicar na imagem Vamos salvar o Museu do Automóvel. Apesar dos problemas, o local continua aberto à visitação, exceto a biblioteca, de terça-feira a domingo de 11h às 17h. Os ingressos custam R$10 (inteira) e R$5 (meia).

ROBERTO NASSER - DE CARRO POR AÍ


O jornalista Roberto Nasser, um dos mais brilhantes profissionais da área automotiva do Brasil, e idealizador e curador do Museu do Automóvel de Brasília, escreve a coluna DECARROPORAÍ que passamos a publicar no Blog pela importância das opiniões e informações sempre atualizadas de Nasser no setor automotivo.


DE CARRO POR AÍ - 512/03

edita@rnasser.com.br Fax: 55.61.3225.5511 Coluna 0512 01.fev.2012

Unidos do Telhado, o bloco do adeus
A proximidade do Carnaval, o retorno à atividade econômica, a expansão de negócios, farão presença nos próximos dias com novos lançamentos – e, consequentemente, forçarão o desaparecimento dos produtos a ser substituídos. A parcela legal, exigindo colocação de almofadas de ar e ABS leva ao fim os carros de projetos antigos, incapazes de receber tais equipamentos. Juntos, passeando à beira do perigo, fossem bloco carnavalesco seriam, sem dúvida, os Unidos do Telhado.
Bloco bem fornido e, por ordem alfabética:

Citroën
C3 – Sucessor pronto, ao aguardo da coragem da ordem de entrar no mercado, com a curiosidade concorrer com o modelo mais vendido da linha. O atual deve ser mantido em paralelo;

Chevrolet
Com a linha de produtos mais antiga, adota soluções com produtos montados sobre plataformas superadas, importação de modelos ou de peças para agregá-las aqui. Seu bloco é o maior.
Agile – Não sairá de produção, mas os argentinos trabalham em mudanças para dar-lhe fôlego de fim de vida, em 2014;
Classic – órfão da família Corsa, merecido pelos compradores que o sufragam, quase 20 anos de produção antecipa a saída por razões de espaço industrial e pela falta de futuro sem os itens de segurança;
Meriva – a ser substituído por outro monovolume de produção nacional, o Spin.
Picape S 10 – exaurida, substituída nos próximos dias; utilitário esportivo Blaser;
Zafira – vencida pelos anos e baixas vendas somará seu espaço de mercado com a Meriva em apenas um produto, o projeto PM7 agora chamado Spin.

Fiat
Continua o processo substitutivo da linha de automóveis e comerciais leves sobre a plataforma desenvolvida no Brasil. Desafio é trocar e manter a liderança.
Siena – Sai de produção trocado pela nova linha, maior, diferenciada, saltará o modelo 2012, apresentado, com a urgência do consumo, como modelo 2013;
Siena Fire – velho modelo 2004, também varrido pela reformulação da linha. Março;

Ford
EcoSport - Case da indústria nacional, chegará ao fim do ciclo neste semestre, substituído pelo modelo novo, global, apresentado em janeiro;
Fiesta – idem, substituído pelo recém apresentado Fiesta ST, até o final do ano;
Fusion – Muito melhorado, elegante e equipado relativamente ao modelo atual. Terceiro trimestre;
Picape Ranger – trocado por novo modelo, mostrado mundo afora. Novas versões, motores gasolina e diesel Ford, para concorrer em todas as faixas. Maio;

Nissan
Desfruta o êxito de bom projeto de crescimento de mercado e quer atacar no segmento onde tem pouca exposição, o de picapes. Revitalizará o Frontier, fugindo da degola legal que barrará todos diesel não enquadrados na nova legislação de emissões.
Frontier – nova série, liderada por motor revisto. O 2.5 26V turbo evolui em potência. A versão de entrada salta de 144 para 163 cv, potência da versão superior, e esta pula de 172 a 190 cv.

Peugeot
Único projeto verdadeiramente novo em sua linha, o 308 será apresentado próximos dias. O 408 turbo colocado à venda é versão do bom sedã;

Toyota
Corolla revisto até o final do ano. O preço inexplicavelmente elevado promove venda da linha atual com desconto de R$ 4 mil.

VW
Picape Amarok – Nova edição, mais potente e com rica transmissão automática com oito velocidades. Março;

Na prática é o seguinte. Se for comprar um dos subidos ao telhado, barganhe.

Os argentinos com carro próprio, em Genebra
8 de março, abertura do Salão de Genebra, os argentinos farão surpresa ao mundo: apresentarão o Projeto Cisitalia 2015. Para quem conhece história, design e automobilismo será agradável surpresa. O Cisitalia foi marco de estética e mecânica, liderada pelo multi industrial Piero Dusio, criando o caminho da formulação esportiva básica iniciada no pós Guerra juntando gente criativa como Dante Giacosa na formulação mecânica, Giovanni Savonuzzi como estilista e construtor. Eram da Fiat: engenheiro chefe de automóveis, projetista-chefe de aviões, para serviços em horas ociosas. Piero Taruffi foi o piloto de fábrica.

Engenhoso, multi ativo, fornecedor de fardas ao Exército, fabricante de bicicletas para uma Itália pobre, foi o primeiro a preparar-se para o fim da II Guerra, tendo produto novo, pioneiro, brilhante em mercado onde se retocavam os produtos dos anos ’30.

Projeto maior que o sonho, Duzio ajudou a indenizar a liberação do professor Porsche, preso na França como criminoso de Guerra, e foi o entusiasmo de Dusio querendo o melhor do melhor e o criativo austríaco dando asa aos sonhos, em especial um Fórmula 1 com tração nas quatro rodas, que o levaram à falência. Mudou-se para a Argentina em seu insandecido projeto de implantação de indústria automobilística e lá produziu 172 unidades.

Conta o bom sítio argentino Autoblog.com.ar, a idéia ressurge com Carolina, sua filha mais nova, e o marido, festejado arquiteto Alberto Diaz Lima, adquirentes aos demais herdeiros os direitos e acervo. Projeto iniciado com a contratação de Néstor Salerno, habilidoso reprodutor de esportivos clássicos para fazer inicial e não vendida série de seis unidades; acordo com o milanês IED, Istituto Europeo di Design, e com Leónidas Anadón, artesanal produtor argentino da mais perfeita réplica do mundo, a Pur Sang Bugatti 35. Projetou e construirá os motores e transmissões com lay out antigo, atualizados tecnologicamente para rendimento e segurança.

A fábrica argentina já reuniu o ferramental para fazer, artesanalmente, os componentes específicos.

De acordo com o arquiteto Diaz Lima, a apresentação mostrará produto e projeto, que passa e a instalação de fábrica em Modena, Itália. Neste ano, construção na Argentina de complexo industrial; cultural, com o Museo Cisitalia, único no mundo; e turístico, com hotel boutique. Italianos, cinco modelos. Argentinos, veículos com linhas antigas e de um utilitário esportivo.

Vínculo histórico, consultor do projeto é Sergio Alberto Lugo, o Dottore Cisitalia, maior especialista mundial na marca.
Curioso ou interessado em investir? www.cisitalia.com

Montadoras aumentam exportação de divisas
Dados oficiais do Banco Central indicam ter as montadoras operando no Brasil enviado US$ 5,58B às matrizes em 2011. Valor alto numerica, percentual e relativamente à atividade, 36,1% superior ao mandado em 2010, embora a produção tenha crescido apenas 0,5% - 2010, 3.381.728; 2011, 3.406.150.

Na prática, em 2011, sob rubricas diversas, a indústria automobilística pagou às matrizes, o equivalente a US$ 1.630, aproximados R$ 2.825/veículo. O volume não combina com os produtos, protegidos da concorrência dos estrangeiros através de elevados impostos mais 30% de delta de punição e, por isto, com baixa tecnologia, e retoques locais sobre plataformas antigas.

A remessa ocorre em ano estável para as matrizes das rentabilíssimas empresas locais. Em 2009 havia temor de terem ultrapassado a base legal em tentativa para salvar as controladoras. O exercício 2010 mostrou-as banindo a crise, mais cristalizadas, mas os repasses nacionais foram elevados, incrementados em 2011.

Dados de indústria automobilística no Brasil são de pouca clareza, pois a maioria se transformou em sociedade limitada, dispensando publicizar números de seus resultados. Tradicionalmente a indústria exporta grandes volumes de dinheiro e já enfrentou algumas CPIs e investigações a respeito. Um dos itens, o pagamento de assistência técnica provocou mudança na legislação ante a desconfiança de se tratar de remessa sem corresponder à prestação de serviços pelas matrizes.

Os repasses de 2011 coincidem com as medidas, afagos e proteções baixados pelos Ministérios da Fazenda, Ciência e Tecnologia, e Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior – a criação da barreira adicional e a gestação da permissão de reter parte do imposto sobre produtos industriais pagos pelos compradores e a chegar desfalcado aos cofres oficiais – um presente pago por nós contribuintes.

Consumidor
José Luiz Gandini, presidente da Abeiva, a associação dos importadores, pratica ativamente o Jus Esperneandi – brincadeira de advogados para o Direito de Espernear. Não perde oportunidade de protestar, buscar bom senso no Governo. Insiste sem resposta, quer informação lógica aos números que apresenta: o muro alfandegário é erigido apenas para os importadores sem fábrica. Os com fábrica no Brasil importam muito mais: 651.047 unidades, 19% do mercado doméstico. Os sem fábrica, 199.366 unidades, ou 5,82% do bolo.

Gandini propôs ao governo uma espécie de cota, conceito nunca admitido, desde que o governo José Sarney -1985-1990- sinalizou para a abertura das importações. Sugere que 200 mil unidades – volume assemelhado às importações em 2011 - possa ser trazido pagando apenas os elevados impostos vigentes até 17 de dezembro, quando se aplicou aos importados o adicional de 30 pontos.

Gandini lembra ao governo que não quer ser lembrado, que a presença dos importados refreia o ânimo dos elevados preços locais sobre carros sem conteúdo – o Fator Habib, nome do empresário que trouxe os chineses JAC equipados e forçou reduções nos concorrentes locais.

Roda-a-Roda
P’ra valer – A Volkswagen marcou para final de março iniciar vender nova edição do picape Amarok, brasileira incoerência de automóvel grande, diesel, transmissão automática. Como a Coluna antecipou nacionalmente, atrativa transmissão automática ZF com 8 velocidades e potência elevada a 180 cv.
Na real – O racionalismo alemão não entendia como alguém compra um veículo destes, diesel, em versão de topo, exigindo transmissão automática. Capitulou. Para enfrentar Nissan, Mitsubishi, Toyota – e proximamente Ford Ranger e Chevrolet S 10 – promoveu casamento entre câmbio e motor, este com adicionais 10% em potência.

Definição – Indústrias como a BMW e a Chrysler tem interesse em fazer veículos no Brasil para enfrentar o adicional do IPI criado pelo governo, dificultando a entrada dos importados e punindo o consumidor, contribuinte, eleitor, condenando-o a carros nunca evoluídos.

Luz - Entretanto o próprio governo federal, criador da barreira, não sabe dar solução à vontade dos investidores. Imagina-se em fevereiro surjam regra e tabela equilibrando imposição de impostos com índice de nacionalização. Tais números definirão produtos de BMW, Land Rover e Chrysler, e dirão como fazer aos apressados JAC, Chery e Hyundai-Piracicaba.

Proteção – A medida protecionista do governo federal não é apenas cortina pesada para esconder e proteger a incapacidade nacional de competir no exterior, condenando o país a ser secundário no mundo. Mais ampla, também reduzirá o IPI sobre os carros nacionais – não repassada ao consumidor.

Mercado – A Fiat tenta aumentar espaço para exportações enviando o picape Strada à Europa. Como aqui, cabines simples, estendida, dupla; decoração Working, Trekking e Adventure. Motorização específica, diesel 1.3 16V 95 cv de potência. Quer transmitir aos europeus a moda brasileira deixando de ver picape como carro de entregas leves e de agricultor. Se conseguir ...

Re-call – Diz a Volkswagen ter percebido em testes de laboratório a possibilidade de trincas nos pontos metálicos de ancoragem dos cintos de bancos traseiros do SpaceFox – Suran, na Argentina. Consertará graciosamente nos revendedores os 6.731 carros com defeito. Dê uma olhada no sítio www.vw.com.br ou tel 0800 019 5775

Melhores – Sorrisos em Itu, sede da importadora da Kia: o pequeno Picanto e o utilitário esportivo Sportage foram premiados na 14ª. Edição dos Melhores Carros promovida pelo com sítio Best Cars. É importante. Quando se fala em coreano a idéia é de Hyundais e, no caso, o Sportage superou o I 35.

Ungidos – Saiu a lista dos fabricantes considerados praticantes do índice de 65% entre peças e gastos nacionais – uma espécie de conceito da Zona Franca de Manaus aplicado nacionalmente.

Negócio – A Renault iniciou entregar as quase 1,3 mil unidades do utilitário Kangoo Express feita aos Correios.

Acompanhante – Vai à praia de carro? Convite o Wurth. O alemão, com sobrenome Cavity Wax, é cera em spray para proteger carroceria de ferrugem. Aplicou, secou, protegeu. Vale para qualquer chapa metálica.

Mais uma – Outra fábrica de pneus no Brasil. Agora a Sumitomo Rubber, com pedra fundamental em Fazenda Rio Grande, na grande Curitiba. Pr.: investimento de R$ 560M; 1.500 empregados; 2.000 pneus para camionete/mês; inauguração 2013.

Deu certo – Crescendo em interesse, o 2o Salão Bike Show realizado no Rio de Janeiro, mostrou acerto em fórmula, local e prazo. Os 48 mil visitantes, importadores e fabricantes presentes, lançamento de produtos como o Scooter Bee 50 Alan e o pneu Michelin Commander II garantiram a próxima edição: última semana janeiro 2013.



FIAT FATURA EM 2011 QUASE R$ 137 BILHÕES. MAIS 66 % DO QUE EM 2010


O Grupo Fiat-Chrysler fechou o ano de 2011 com receitas de 59,6 bilhões de euros (R$ 136.484.000.000,00 - valor obtido ao câmbio de hoje do euro, R$ 2,29)  um crescimento de 66% em relação ao ano de 2010, quando as operações automotivas do grupo não incluíam a Chrysler. O lucro da gestão ordinária foi de 2,4 bilhões de euros (R$ 54,96 bilhões), apesar das  condições atípicas de mercado, que esteve particularmente fraco na Europa no segundo semestre do ano.

 A margem comercial do grupo alcançou 4% e o lucro líquido foi de 1,7 bilhão de euros (cerca de R$ 3,893 bilhões). A dívida industrial líquida foi reduzida para 5,5 bilhões de euros (R$ 12,595 bilhões) e a liquidez total atingiu 20,7 bilhões de euros (R$ 4.740.300.000,00), bem acima da meta. A produção total  das empresas do grupo somaram cerca de 4 milhões de veículos. O comunicado dos resultados foi divulgado hoje na sede do grupo em Turim, na Itália.
 


Receitas por setor
As receitas totais atingiram 59,6 bilhões de euros, com alta de 66% em relação a 2010 e tiveram acréscimo em todos os setores, com destaque para as marcas de luxo e de veículos esportivos. A Fiat Group Automobiles (FGA, que inclui a Fiat Automóveis no Brasil) registrou receitas de aproximadamente 28 bilhões de euros, com vendas de 2.032.900 automóveis e comerciais leves vendidos (-2,4% em comparação com o ano anterior). 

O crescimento de 7,6% na venda de comerciais leves no ano compensou apenas parcialmente a queda de 4,6%  na venda de automóveis, impactada pela contínua fraca demanda na Itália. Registrou-se o volume recorde de 772.700 veículos no Brasil, representando um aumento de 1,5% sobre 2010.

Chrysler contribuiu para o resultado com receitas de 23,6 bilhões de euros  (R$ 54,044 bilhões) nos sete meses entre junho e dezembro, com vendas mundiais de dois milhões de unidades ao longo do ano, um crescimento de 26% em relação ao ano anterior.

As marcas de luxo e esportivas (Ferrari e Maserati) registraram crescimento significativo, especialmente a Ferrari, que fechou o ano com receitas de 2,3 bilhões de euros (R$ 5,267 bilhões), um aumento de 17,3% em relação ao ano anterior.


As receitas da Maserati atingiram 588 milhões de euros, resultado alinhado com  2010. • O setor de componentes e sistemas de produção realizou receitas de aproximadamente 12 bilhões de euros, com um aumento de 10,1% em relação a 2010. Todos os negócios apresentaram sólido crescimento, com destaque para Magneti Marelli, com crescimento de 8,5% em suas receitas, que atingiram 5,9 bilhões de euros. Lucro da gestão ordinária por setor.

O lucro da gestão ordinária atingiu 2,392 bilhões de euros, com uma margem de 4%. Excluindo a Chrysler, o lucro da gestão ordinária foi de 1,047 bilhão de euros (1,1 bilhão de euros em 2010), com margem de 2,8% sobre as receitas (3,1% no ano

• Fiat Group Automobiles atingiu um resultado da gestão ordinária de 430 milhões de euros (607 milhões de euros em 2010). A maior eficiência na produção compensou apenas parcialmente o impacto na queda de volumes na Europa , os investimentos em publicidade relacionados aos novos modelos e os maiores custos de Pesquisa & Desenvolvimento para os próximos lançamentos de modelos.

• As marcas de luxo e esportivas foram beneficiadas por maiores volumes. Ferrari registrou lucro de 312 milhões de euros (303 milhões em 2010) enquanto Maseratti cresceu 67% com lucro da gestão ordinária de 40 milhões de euros.

 • O lucro anual da gestão ordinária dos negócios de Componentes e Sistemas de Produção  foi de 348 milhões de euros  (um crescimento de 40% sobre 2010), com Magneti Marelli praticamente dobrando seus resultados com lucro de 181 milhões de euros contra 98 milhões de euros no ano anterior.


Perspectivas para 2012
A Fiat-Chrysler permanece totalmente comprometida com a direção estratégica definida nos planos quinquenais delineados em novembro de 2009 para a Chrysler e abril de 2010 para a Fiat. Tendo revisto as condições econômicas e comerciais nas quatro regiões operacionais que englobam suas atividades, o Grupo Fiat-Chrysler  confirma as expectativas de desempenho na América do Norte, América Latina e Ásia-Pacífico.

Como consequência do nível de incerteza sobre a atividade econômica na Zona do Euro, o Grupo formulou seus objetivos em faixas de desempenho, proporcionais à evolução da situação econômica europeia. Assim, o Grupo projeta receitas acima dos 77 bilhões de euros, lucro da gestão ordinária entre 3,8 e 4,5 bilhões de euros, lucro líquido entre 1,2 e 1,5 bilhão de euros e endividamento líquido entre 5,5 e 6 bilhões de euros.

JAGUAR E LAND ROOVER CONSAGRAM-SE COMO AS GRANDES VITORIOSAS, EM SUAS CATEGORIAS, DO PRÊMIO BEST CAR 2012, DA ALEMANHA



Pelo quarto ano consecutivo, a Jaguar comemora a escolha do seu sedan XF como “Melhor Veículo Importado Médio” por 45,6% dos leitores da revista alemã Motor und Sport Best Car Awards. 20,7% dos leitores elegeram também o novo Range Rover Evoque como o “Melhor Veículo Importado Off-Road” e prestigiaram a marca colocando nos cinco primeiros lugares do prêmio Best Car 2012 modelos da outra marca inglesa.
A premiação leva em conta a opinião dos leitores da revista Auto Motor und Sport, que são convidados todos os anos a votar nos seus veículos preferidos em 10 diferentes categorias. A revista é considerada a mais importante publicação do gênero da Alemanha.

Os organizadores da edição 2012 do Best Car, promovido pela Motor und Sport, convidaram leitores de outros países a votar em mais de 300 diferentes modelos de veículos, o que resultou em mais de 116 mil votos compilados entre 19 diferentes revistas automotivas de 16 países diferentes.

O novo Range Rover Evoque ficou no topo da lista da categoria "Veículos Importados Off Road" ao alcançar 20,7% do total de votos na categoria. Seu design extremamente ousado e sua ampla capaciade off road foram citados como as principais razões que levaram o veículo a conquistar tantos votos.

Os modelos Range Rover Vogue, Range Rover Sport, Defender e Discovery 4 fincaram-se nos segundo, terceiro, quarto e quinto lugares, respectivamente, na mesma categoria "Veículos Importados Off Road".

O Jaguar XF ao alcançar tamanha votação de 45,6% da esmagadora maioria dos leitores obteve resultado foi ainda melhor do que o modelo conquistou nos quatro anos anteriores. O mercado alemão reconheceu as qualidades do Jaguar XF, que foi o importado premium e o Jaguar mais vendido no país, em 2011.
 

NOVO FIAT STRADA FABRICADO NO BRASIL JÁ ESTÁ À VENDA NA EUROPA


O Novo Fiat Strada acaba de chegar aos concessionários europeus. Produzido em Betim, MG, o Novo Fiat Strada avaba de chegar às concessionárias europeias segundo a Assessoria de Imprensa da Fiat "para seguir os passos do veículo de transporte líder na América do Sul, com aproximadamente 127.800 veículos vendidos em todo o mundo".
Na Europa, a picape Strada chega equipada com o motor MultiJet 1.3 16V de 95 cv de potência, a gasolina e diesel. Ela será vendida em três versões (Working, Trekking, Adventure) e com três tipos de cabine (Simples, Estendida, Dupla), totalizando seis versões diferentes. 

Com essa gama bem variada, o modelo atenderá desde profissionais que estão procurando um veículo puramente comercial, a quem deseje um carro de uso misto ou só para lazer.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

GOVERNO ISENTA 18 MARCAS DO AUMENTO DO IPI PARA CARROS IMPORTADOS. HYUNDAI PERDEU LIMINAR QUE A LIVRAVA DO AUMENTO






Está valendo desde o último dia 16 (sexta-feira) o aumento do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) sobre os carros importados vendidos no Brasil, e, hoje, o Diário Oficial da União publicou a lista das 18 marcas de carros isentas do aumento do IPI em 30 pontos percentuais, criado pelo governo para "proteger a indústria automobilística nacional".

As isentas são: Agrale, Fiat, Ford, GM, Honda, Hyundai, Iveco, MAN, Mitsubishi, Mercedes-Benz, Nissan, Peugeot-Citroën, Renault, Scania, Toyota, Volkswagen, Volvo e International Indústria Automotiva da América do Sul. Estão livres desse aumento também os carros importados sob o sombrero do acordo com o México e o Mercosul.

Essas 18 marcas provaram ao governo que cumprem a exigência de usar pelo menos 65% - realizam seis das 11 etapas da montagem -
 com material nacional e investem o mínimo de 0,5% do faturamento líquido em pesquisa e desenvolvimento. Essas empresas escapam ainda da taxa de importação em função do acordo comercial com o Brasil. 

As montadoras que não
constam da lista serão penalizadas com o aumento, o que tornará os seus carros mais caros, assim que terminarem os estoques dos modelos importados antes da saída do decreto - 15 de Setembro.



TSF suspende liminar que isentava Hyundai
O grupo Caoa, fabricante e importador dos veículos Hyundai que conseguira, no último dia 15, na 
21ª Vara da Seção Judiciária, do Tribunal Regional Federal (TRF), do Distrito Federal, liminar que a livrava do aumento do IPI, teve a medida suspensa no dia 27 (terça-feira). 


A Procuradoria Geral da Fazenda conseguiu no Superior Tribunal Federal (STF) a cassação do privilégio, considerando que "o benefício de isenção destina-se às montadoras que produzem veículos em solo brasileiro, no Mercosul ou no México. Desta forma, os modelos da marca que são importados da Coréia do Sul passarão a ser taxados como qualquer outro que esteja fora desta regra".


Na ação em que pedia a isenção do aumento do imposto, a Caoa alegava que "o decreto viola o Acordo Geral sobre Preço e Tarifa (GATT), do qual o Brasil é signatário, que estabelece a exigência de tratamento tributário isonômico entre os produtos nacionais e importados".

RENAULT VENDE QUASE 1.300 KANGOO EXPRESS PARA OS CORREIOS. P MODELO JÁ ATENDE CORREIOS DE VÁRIOS PAÍSES DA EUROPA



A Renault do Brasil começou a entregar as 1.271 unidades do Kangoo Express 1.6 16V Hi-Flex à Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT). Esses veículos serão utilizados pelos Correios em 37 cidades, de 26 estados e do Distrito Federal. Foi a maior venda deste modelo já realizada pela marca no País, confirmando a capacidade do Kangoo Express de se adaptar e atender aos mais diversos tipo de utilização.

O Kangoo Express atende a serviços de correios na França, Suécia, Irlanda, Holanda, Espanha, Noruega, Suíça, Polônia, Bélgica, Finlândia, México, entre outros. Na Europa, a Renault é líder de vendas de veículos utilitários há 14 anos. 

Os Kangoo Express são equipados com o motor 1.6 16V Hi-Flex, que desenvolve potência de 98,3 cv (etanol) e 95 cv (gasolina), sempre a 5.000 rpm. O torque máximo é de 15,3 kgfm (etanol) e de 15,1 kgfm (gasolina), a 3.750 rpm.

Para os consumidores, o Kangoo Express pode ser adquirido com ou sem porta lateral deslizante e já vem equipado com ar quente, regulagem elétrica dos faróis com comando interno (imprescindível para manter a visibilidade noturna quando o veículo está carregado), terceira luz de freio, retrovisores externos com dupla visão, protetor de cárter e pneus 165/70 R14. Opcionalmente, os consumidores têm à disposição ar-condicionado, direção hidráulica além da porta lateral deslizante.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

MODELOS AUDI A1, A4 E A5 FORAM ELEITOS POR 116 MIL EUROPEUS COMO OS MELHORES CARROS DE 2012


Audi A1
O Audi A1 (foto acima) foi o escolhido por 116 mil leitores da revista alemã Auto Motor und Sport como o Melhor Carro Pequeno de 2012. A vitória bafejou ainda os modelos A4 e A5 que foram eleitos vencedores na categoria de Carros Médios. Os leitores da revista votaram e escolheram "Os Melhores Carros de 2012". Os prêmios foram entregues hoje em Stuttgart.
Audi A4
A Audi ficou ainda com o segundo lugar na categoria de Carros de Luxo com o A8, eleito com 20,1% dos votos, da mesma forma que o A6/A7 na categoria Tamanho Médio Superior com 29,5% dos votos, e o R8 Spyder no segmento de Conversíveis com 11,1%.

Audi A5

Na classe Carros Esportivos, o Audi R8 recebeu a terceira colocação com 12,6%, enquanto o Audi A3 também ficou em terceiro na categoria de Veículos Médios com 13%. 2012 marcou a 36ª edição da pesquisa feita com leitores da Auto Motor and Sports, na qual 116 mil leitores da revista participaram.
Audi A6
Os modelos Audi estão mais uma vez desfrutando de grande popularidade este ano entre os leitores da revista automotiva europeia de maior circulação. Dentre os 311 modelos de todas as marcas que poderam ser votadas, a Audi venceu com dois modelos. Um total de 37,9% dos leitores participantes votaram no A1, e 24,9% votaram no A4 e A5 para primeiro lugar.
Audi R8

BMW CONVOCA DONOS DE MINIS PARA TROCAR A BOMBA DE ÁGUA. RECALL É PARA MINIS FABRICADOS DE MARÇO DE 2006 A JANEIRO DE 2011


O BMW Group Brasil, por meio de sua marca de compactos Premium MINI, convoca os proprietários dos modelos MINI Cooper S, Cooper S Cabrio, Cooper S John Cooper Works, Cooper S Clubman, Countrymann Cooper S e Countrymann Cooper S ALL 4 com data de fabricação entre março de 2006 e janeiro de 2011 a procurar uma concessionária autorizada MINI para agendar a substituição da bomba de água suplementar do turbocompressor.

A medida foi tomada por haver a possibilidade de superaquecimento da placa de circuitos da bomba de água, que pode ocasionar o derretimento de seus conectores e, em casos extremos, princípio de incêndio no compartimento do motor, podendo gerar danos aos ocupantes do veículo.

As equipes de Pós Vendas da rede credenciada de concessionárias MINI irá atender os clientes gratuitamente. Os serviços serão realizados a partir de 6 de fevereiro de 2012 e otempo gasto na realização é de aproximadamente 1 (uma) hora, sendo que esta ação não trará nenhum custo para o cliente.

Os chassis envolvidos são:

Modelo
De
Até
Cooper S John Cooper Works
TX01277
TX42383
Cooper S
T063357
T063358
TU91691
TU94992
TZ31405
TZ99285
Cooper S Cabrio
TG07711
TG07713
TY06501
TY66880
Cooper S Clubman
TN71884
TN73242
Countrymann Cooper S
WH96525
WH98999
Countrymann Cooper S ALL 4
WK61700
WK94121

Mais informações podem ser adquiridas por meio do Serviço de Atendimento ao Cliente  (0800 707 0578), de 2ª a 6ª feira, das 7 às 19 horas, ou através do site www.minibrasil.com

FORD LANÇA MODELOS FUSION PARA CORRER NA NASCAR, MAIOR E MAIS POPULAR CAMPEONATO AUTOMOBILÍSTICO DOS ESTADOS UNIDOS


A notícia é do assessor de Imprensa da Ford Brasil, Célio Galvão, e dá conta que a marca apresentou a versão "stock-car" do Novo Fusion 2013, preparada pelos seus designers para mostrar a sua nova identidade na NASCAR, a categoria de corridas mais popular dos Estados Unidos. 

Assim, de acordo com Célio Galvão, a Ford lança um modelo novo simultaneamente nas versões de produção e da NASCAR: a versão de rua acaba de ser apresentada no Salão de Detroit. Ele ressalta que o envolvimento com o esporte motor cria grande empatia, porque as pessoas gostam de ver carros de corrida parecidos com os que eles dirigem na rua. 

Esta é a terceira vez, de acordo com o assessor de Imprensa, que a Ford lança um modelo novo simultaneamente nas versões de produção e da NASCAR. A primeira foi em 1968, com o fastback Gran Torino, que venceu duas temporadas seguidas da NASCAR, em 1968 e 1969, com o legendário piloto David Pearson. A segunda, recordou, foi em 2006 com a introdução do Fusion nos showrooms e nas pistas.

Célio Galvão revelou que a Ford adotou uma abordagem diferente no desenvolvimento do Fusion 2013 de corrida. Seus designers e projetistas passaram o último ano desenvolvendo o projeto e liberaram as equipes de competição da Ford para se concentar nas corridas semanais da NASCAR. 

Os designers da Ford, segundo Célio Galvão, se concentraram em três aspectos principais no desenvolvimento do carro de competição: manutenção das mesmas proporções do modelo de produção e preservação do design lateral do veículo e da grade frontal, que guarda a identidade Ford. 

O Fusion NASCAR será testado durante a temporada de 2012, como preparação para sua estreia na Daytona 500, em fevereiro de 2013, concluiu o assessor de Imprensa da Ford Brasil.



quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

BMW REGISTRA FORTE CRESCIMENTO NA DIVISÃO DE MOTOS NO BRASIL



A Assessoria de Imprensa da BMW Motorrad afirmou em nota que a empresa cresceu sete vezes nos últimos cinco anos: em 2006, a marca registrou aproximadamente 500 motos vendidas e em 2011 esse número saltou para 5.442 unidades. Em comparação aos emplacamentos de 2010, a marca teve um crescimento de 71% em 2011, acrescentou.

De acordo com a BMW, entre os fatores que culminaram para este crescimento estão novos e competitivos produtos, com qualidade e alta tecnologia, somados aos pontos de vendas em praças estratégicas e à montagem de motocicletas em Manaus - fator que levou a marca a conquistar 8,7% do share do segmento de motos com cilindrada superior a 500 cm³ em 2010 e 12,1% em 2011.

Com preços mais atrativos em toda a linha CKD, dos três modelos montados em Manaus a BMW G 650 GS foi o mais vendido tendo entregue 2.023 unidades a clientes em 2011. Ao lado das motocicletas BMW F 800 R e F 800 GS, os modelos montados e território nacional representaram 67,5% das vendas da marca em 2011.

“Estamos vivendo nosso melhor momento no Brasil. No final de 2011 entregamos a motocicleta de nº 15.000 e o mercado nacional já chegou a sétima posição no ranking mundial da marca. Nossa estratégia de expansão de concessionárias continua e pretendemos chegar a 30 pontos de vendas neste ano”, comenta Rolf Epp, Diretor da BMW Motorrad Brasil.

Em outubro de 2011, durante o Salão Duas Rodas, a BMW Motorrad anunciou a montagem de mais um modelo em CKD, a G 650 GS Sertão. Com características mais esportivas, uma habilidade off-road ainda maior e um desejo mais intenso por aventura, o novo modelo passa a ser comercializado em maio por R$ 32.800,00.




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