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domingo, 1 de abril de 2012

A COLUNA ALTA RODA COMENTA O LANÇAMENTO DO NOVÍSSIMO GRANDE SIENA, ABORDA AS VANTAGENS DO CHINÊS J5, DA JAC, ABORDA O CRESCIMENTO DO MINI E AINDA LEMBRA A ALTA EFICIÊNCIA DOS PNEUS MICHELIN


Alta Roda
Nº 674
Março de 2012

Fernando Calmon


GRANDE NO BOM SENTIDO
 Não é à toa que a Fiat consegue, em ambiente de alta concorrência entre marcas de todas as origens, sustentar liderança de vendas entre automóveis e comerciais leves. O novo Grand Siena chegou, entre outros objetivos, para fortalecer as marca no segmento específico de automóveis, em que tem posição algo frágil em relação à Volkswagen e à GM. A empresa italiana, no Brasil, conta com a força da picape Strada para se manter no topo dos segmentos somados, mas isso poderia não ser suficiente no futuro.

Um dos méritos do Grand Siena é ter-se desvinculado da imagem de versão de três volumes do Palio, que mantinha desde a primeira geração, de1997. O chassi se baseia no do novo Palio, mas com amplas modificações em dimensões externas, bitolas e até do eixo traseiro com elementos do Punto. Preços vão de R$ 38.710 a R$ 52.137, essa incluindo o câmbio robotizado.

Trata-se agora de um sedã compacto anabolizado (no bom sentido) da mesma cepa do Cobalt, do Versa e de certo modo do Logan, este investindo mais no fator preço. O modelo da Fiat cresceu 14 cm tanto no entre-eixos como no comprimento total, aproximadamente. Isso permitiu apor uma terceira janela na coluna traseira sem parecer algo forçado, além de obviamente melhorar o espaço para as pernas no banco traseiro. Nesse quesito, porém, ainda perde para o Cobalt.

O carro segue a tendência atual de vincos laterais alinhados às maçanetas. A grade dianteira não é muito inspirada (inclusive pelo exagerado aplique cromado na versão de topo Essence), mas o desenho do spoiler, sim. Traseira muito bem resolvida continua sem lanterna de neblina. Quando equipado com rodas de aro de 16 pol, o estepe tem limitação de uso a recomendados 80 km/h. Porta-malas cresceu de 500 para 520 litros.

Motores de 1,4 l/88 cv e 1,6l/117 cv não são novidades. O de 1,0 l ficou restrito ao Siena EL de carroceria antiga e preço agora reduzido em pouco mais de R$ 1.000, pois a direção assistida se tornou opcional. Destaques do Grand Siena: nítida evolução em dirigibilidade, comportamento em curvas e evolução do câmbio automatizado. Sem dúvida haverá influência negativa nas vendas do Linea que, na verdade, nunca decolaram pelo posicionamento errado de mercado.

Entre pontos fracos estão a regulagem de altura do banco só na versão mais cara, o que também ocorre no controle de cruzeiro restrito ao câmbio automatizado. Regulagem elétrica dos espelhos externos junto à coluna dianteira só não incomoda quem possui braços desproporcionalmente longos. Faltam luzes laterais repetidoras nas carcaças dos espelhos.

Assunto no lançamento do Grand Siena foi a produção brasileira do sedã médio-compacto Dodge Dart, à venda nos EUA em meados do ano. A Fiat constrói uma fábrica nova em Goiana (PE) e, conforme a coluna antecipou, primeiro produto não será o subcompacto para suceder o Mille. Italianos optaram por um utilitário esporte pequeno para enfrentar EcoSport, Duster e outros futuros rivais. A necessária versão Fiat do Dart, escolhida para o Brasil, seguirá diretrizes (não iguais) do mesmo carro a se produzir na China, com apresentação, em abril, no Salão de Pequim, e nome de Viaggio.

RODA VIVA
 SEDÃ médio-compacto da JAC, o J5 aposta na relação preço-benefício. Mas nesse segmento o apelo é relativo. O modelo chinês não oferece câmbio automático, previsto para 2013. Ao preço de R$ 53.880, exige adicionais para banco de couro e rodas de 17 pol. Aspecto externo é seu ponto alto, seguido por interior espaçoso e bom porta-malas de 460 litros.

MOTOR do J5, em alumínio, tem bons 125 cv. Porém, como a cilindrada é de apenas 1,5 l, torque se limita a 15,5 kgf·m, desvantajoso em relação aos rivais. Assistência hidráulica deixa a direção algo imprecisa em estrada. Suspensão é firme e um pouco ruidosa. No interior fica nítido: um carro simples que recebeu toques artificiais de sofisticação.

MINI Roadster comprova a estratégia positiva de diversificar ao máximo a linha da marca inglesa do Grupo BMW. Apesar de conversíveis terem baixa atratividade no Brasil, o modelo destaca-se pela oferta de motor turbo de 184 cv, na versão Cooper S. Faixa de preço de R$ 132.900 a R$ 144.950, com capota de lona de abertura manual. Adiante, abertura elétrica.

CENTRO de Psicologia Aplicada ao Trânsito (Cepat), de Salomão Rabinovich, em São Paulo, lançou programa de prevenção de acidentes e mortes no trânsito. “É preciso muito respeito para convivência entre pedestres, bicicletas, motocicletas, automóveis e caminhões. Toda a sociedade é vítima, quadro agravado por consumo de álcool, drogas e doenças do sono.”

SEGUNDA família de pneus Michelin, de alta eficiência na diminuição de consumo de combustível, demonstra que os fabricantes do setor estão engajados nesse objetivo. O Energy XM2 acrescentou mais uma característica, resistência a impactos, que no caso do Brasil é um verdadeiro flagelo com obstáculos físicos (buracos) e criados (lombadas) de toda ordem.
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fernando@calmon.jor.br e www.twitter.com/fernandocalmon

PETROBRAS PATROCINA A CARAVANA SIGA BEM 2012. O EVENTO ITINERANTE PROMOVE AÇÕES EDUCATIVAS SOBRE SEGURANÇA NAS ESTRADAS, INFORMA OS CAMINHONEIROS SOBRE OS FLUÍDOS AUTOMOTIVOS DA COMPANHIA, PROMOVE O COMBATE À VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES E A EXPLORAÇÃO SEXUAL DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES E PASSA POR 41 CIDADES DE 18 ESTADOS

O presidente da MAN Latin America, Roberto Cortes




Caravana Siga Bem 2012, patrocinada pela Petrobras e pela Petrobras Distribuidora, em parceria com a MAN Latin America, já está percorrendo o País desde o último dia 30 de Março. Iniciada em São Paulo, a ação percorrerá 41 cidades de 18 estados, entre Abril e Setembro, visitando  postos da rede da Petrobras e realizando eventos em 22 concessionárias da MAN e Volkswagen Caminhões e Ônibus.  


Assista o vídeo publicado pelo site Brasilcaminhoneiro com a peça encenada por atores nos pontos onde a caravana parar:



O evento, que é anual, itinerante e de abrangência nacional, tem por objetivo principal o combate à violência contra as mulheres e à exploração sexual de crianças e adolescentes, disseminação de informações para a cidadania e segurança nas estradas, entre outros.

A caravana é composta por um comboio de 10 veículos, sete caminhões - cinco Constellation Tractor 4x2 19.330 e dois Constellation Tractor 6x2 25.390 -, e outros três veículos de apoio, um micro-ônibus e duas picapes Amarok.

De acordo com o presidente da MAN Latin America, Roberto Cortes, o grande objetivo da 6ª edição da Caravana Siga Bem é conscientizar caminhoneiros e a população para a importante questão de preservação do meio ambiente a partir da redução de emissões que a tecnologia Euro 5 proporciona. 



A Petrobras revelou que o evento, que é anual, itinerante e de abrangência nacional, tem como objetivo principal o combate à violência contra as mulheres e à exploração sexual de crianças e adolescentes, a disseminação de informações para a cidadania e a segurança nas estradas, entre outros.

Considerada a maior ação de responsabilidade social itinerante da América Latina, a Caravana Siga Bem vai percorrer mais de 16 mil quilômetros de estradas.  Neste percurso, serão visitados 26 postos da Rede Siga Bem da Petrobras Distribuidora, para divulgar as ações da Caravana. 


Haverá atividades em articulação com instituições locais que atuam na área de proteção da criança e da mulher, distribuição de materiais educativos e exibição de vídeos. Também serão realizadas ações educativas voltadas para a segurança nas estradas, em parceria com a Polícia Rodoviária Federal.

Produtos - Nesta edição, os caminhoneiros vão saber mais sobre o fluido automotivo Flua Petrobras (marca própria para o Arla 32) e o novo Diesel S-50 da Petrobras (com menor teor de enxofre) adequado aos novos motores Proconve - 7. Há também uma ação específica da Campanha de Racionalização do Uso de Combustíveis, realizada com apoio do CONPET (Programa Nacional da Racionalização do Uso dos Derivados do Petróleo e do Gás Natural), vinculado ao Ministério de Minas e Energia com suporte técnico, financeiro e administrativo da Petrobras.

Durante todo o período de realização do projeto, serão exibidas matérias específicas sobre as ações do Siga Bem Criança e Siga Bem Mulher no programa de TV "Brasil Caminhoneiro". Neste período, também serão veiculados spots de rádio sobre a proteção da criança e da mulher no programa diário "Siga Bem Caminhoneiro", veiculado em 170 emissoras em todo o Brasil, e divulgadas as ações realizadas no hotsite do projeto na internet.

De abril a setembro, a Petrobras Distribuidora também realiza ações promocionais para o público de caminhoneiros, envolvendo os 400 maiores postos rodoviários em venda de diesel. A cada 150 litros de diesel ou 20 litros de lubrificantes, o motorista recebe um cupom para concorrer ao sorteio de três caminhões. 

Nas ações realizadas nos 26 postos da Rede Siga Bem, o caminhoneiro também pode se cadastrar, responder perguntas sobre os temas abordados na Caravana e concorrer a prêmios.


A caravana apresenta uma peça em que o caminhoneiro Zé Beleza (Rodrigo Figueiredo), respeita a nova regulamentação do meio ambiente e preocupa-se em preservar o planeta enquanto o Tonin está mais interessado nos seus interesses próprios e nem se liga com o futuro da Terra.


O projeto - A Caravana Siga Bem é patrocinada desde http://www.brasilcaminhoneiro.com.br/V4/noticias/caravana-siga-bem-apresenta-paixao-e-igual-fumaca-sufoca-mas-passa/2004 pela Petrobras por meio do Programa Petrobras Desenvolvimento & Cidadania, através da ação estratégica "Difusão de Informações para Cidadania". A iniciativa tem também o patrocínio da Man Latin América, montadora de caminhões Volkswagen e maior fabricante de seus veículos na América do Sul, que mantém parceria para desenvolvimento tecnológico na interação motor-combustível com a Petrobras.

A iniciativa faz parte de um conjunto de ações integradas com parceiros como a Secretaria de Direitos Humanos, Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República e a Polícia Rodoviária Federal.

O projeto é um instrumento de otimização da comunicação e divulgação de conceitos éticos, como a segurança nas estradas, respeito ao meio ambiente e, especialmente, o combate à violência contra as mulheres e à exploração sexual de crianças e adolescentes, através das ações do "Siga Bem Mulher" e "Siga Bem Criança".


sábado, 31 de março de 2012

ROBERTO NASSER, NA COLUNA DECARROPORAÍ, FALA DOS BASTIDORES QUE ENVOLVEM O LANÇAMENTO DO UP!, DA VW, NO BRASIL, CRITICA A FALTA DE UM PROJETO AUTOMOTIVO NO PAÍS E COMENTA A CONSTRUÇÃO DO NOVO FIAT GRAND SIENA



End eletrônico: edita@rnasser.com.br             Fax: 55.61.3225.5511 

Coluna Nº 1312 28 de Março de 2012


Dúvida na VW: onde colocar o UP!? Embaixo ou em cima?
A matriz alemã da Volkswagen faz análises difíceis para definir patamar para a filial brasileira. Principal delas, onde posicionar o UP! próximo lançamento? Como carro de entrada, primeiro degrau da motorização com a marca, ou acima do Gol? 

Há consciência que a filial brasileira é engrenagem fundamental ao seu projeto de ser a maior do mundo a médio prazo. Afinal, tem condições de buscar a liderança de vendas domésticas e pólo exportador para o Continente, um dos lugares do mundo capaz de expandir-se. 

As decisões da matriz incluem volumes de investimento; porte e capacidade da produção industrial; definição de produtos. O UP! será o passo de reinício da VW no Brasil. Agente importante no processo, Luca De Meo, ex-executivo maior em automóveis na matriz Fiat, contratado pela VW e atual missão é o UP! no Brasil. Andou por aqui perguntando e conversando. 

Decisão marcará futuro próximo, o enquadramento mercadológico do UP!, seu carro mundial, substituto do Fox como de entrada na marca. Em duas e quatro portas, boa relação entre pequeno comprimento e ótimo espaço interno, a questão é saber situá-lo no mercado: sob o Gol, para ser o mais barato da marca, competindo diretamente com o Novo Uno? – ou o conforto como compacto Premium, em maior refinamento, preço, lucro unitário, porém, de menores vendas? 

Agregada, há subquestão: definir o motor do UP! A VW/Brasil precisa atualizar os seus, e em qualquer lançamento a partir de agora há a se considerar dados de, pelo menos, uma década à frente. E nela está a percepção dos clientes em buscar produtos pró-ecologia. Nesta rubrica outro dado: a crescente demanda por potência, conseqüência da expansão da Classe B. 

Na prática, o atual motor EA 111 1.0, está no limite de confiabilidade mecânica, e não permite ganhar mais potência sem risco à durabilidade. Projeto novo, o motor 1.0 com três cilindros, uma das referências do UP! alemão, em início de vida, produz 73 cv e tem largas perspectivas de desenvolver ganhos em potência. 

A dúvida existiu na Alemanha na hora de decidir a conformação do UP!, como o começar de uma nova história. Resolveu-se fazer o projeto em caráter global e decidiram carro novo, motor novo, com dimensões e peso adequados. E o motor de três cilindros foi escolhido pelo excelente equilíbrio entre cilindrada, potência, consumo, emissões, dimensões e pesos menores. O motor 1.0 no Brasil é um 1.4 reduzido - com tamanho, peso, consumo e emissões de 1.4. 

Como fica? Leia abaixo. As decisões, antecipadas pela Coluna, ouvidas de fontes alemãs, são o melhor pacote de informações já oferecido sobre o cenário e as decisões sobre o UP! no Brasil. 

Outras coisas que sei sobre o UP! no Brasil:
Primeira 
Virá. Nada das conversinhas de ser apenas estudo ou possibilidade. 
Segunda 
O local da fábrica está definido. Esqueça as informações sobre eventual tabulação de incentivos estaduais para escolher o lugar. Será em Taubaté, SP, expansão da área fabril da VW. 
Lançamento 
Nada de datas improváveis ou imprecisas, mas outubro de 2013. 
Foco 
A Volkswagen mira três produtos como concorrentes: Novo Uno; Picanto com motores 1.0 – de três cilindros - e 1.6; Toyota Terios, também pequeno, ambos a surgir antes. 

UP!, o menor dos VW chegará em outubro de 2013 




Maior, mais confortável, mais seguro, o novo Siena 
Sabe aquela fórmula simplória de tomar um hatch duas portas, soldar um pedúnculo traseiro criando porta malas, modificando o perfil para três volumes, chamando-o de sedã ? 

Esqueça se o tema for o novo Fiat agora chamado Grand Siena. Ele não é o Palio com bundinha, mas sedã com maiores dimensões em entre eixos, largura e altura. Na prática da acomodação de joelhos, 9 cm adicionais ao maior espaço oferecido pelo Novo Palio, 13 cm relativamente ao antigo Siena, adequado ao tipo de usuário familiar ou como carro de trabalho em frotas. É para competir com os sedãs Classe B no mercado: Renault Logan, Chevrolet Cobalt, Nissan Versa, os novos espaçosos simples. 

Resultado da maior base, o bom porta-malas passou a levar o equivalente a 520 litros – contra 500 do modelo anterior. E, pela postura de concorrer com importados, a nova linha contém bom recheio. Houve preocupação em dotá-los com segurança através de freios com ABS e seu gestor EBD; duas almofadas centrais de ar; e, para todos usuários, cintos de segurança com três pontos de ancoragem e apoios de cabeça, além de refinamentos tecnológicos como rádio com MP3 e viva voz Bluetooth, comandos do som e borboleta para troca das marchas Dualogic, no volante vestido com couro. 

A Fiat aposta fazê-lo o queridinho do segmento para, vendendo 5.000 u/mês, chegue ao milhão de Sienas vendidos – ultrapassou as 800 mil. 

Diz a empresa, o design mesclou palpites mineiros e turineses – uma desnecessidade pois o pessoal daqui é quem sabe fazer lucros sobre Fiat e não passa vergonha no criar plataformas ou linhas – e o carro se caracteriza por não ter cara de Palio, com planos bem marcados, embora não se liberte da atual mania de fazer cintura alta, vincos frontais, laterais arredondadas, usar grandes elementos como grupos ópticos frontais e posteriores. 

Olhe bem, estique o teto ou corte-o. Esta é a base para os novos Weekend e picape Strada.

Versões, preços

Attractive 1.4                             R$ 38.710 a R$ 44.046
Essence 1.6 16V                         R$ 43.470 a R$ 49.488
Essence 1.6 16V Dualogic           R$ 45.990 a R$ 52.137
Essence 1.4 Tetrafuel                 R$ 48.210 a R$ 54.005

 Grand Siena. O adjetivo indica o espaço interno e o separa do Palio




















Roda-a-Roda
Dona - As perspectivas do mercado nacional foi o principal motivadora para a chinesa Chery International assumir a representação montada pela nacional Venko. A Chery assumiu, nomeou nova diretoria, e convidou Luiz Curi, antigo presidente, a ser vice, diretor comercial e CEO da nova empresa. Mantém-se e expandem-se planos, incluindo a construção de fábrica em Jacareí, SP.

Hyundai – Versão do Kia Picanto, motor de três cilindros 1.0, e quatro deslocando 1.6, será o primeiro Hyundai fabricado no Brasil em fábrica que erige em Piracicaba, SP. Nada com a linha de montagem em Anápolis, GO.

Custo Brasil – De novo, o governo federal promete rever a carga de tributos e despesas sobre o empresariado. Entendeu, os parceiros do desenvolvimento precisam ter a carga de impostos e que-tais reduzidos para sobrar caixa e gerar interesse aos investimentos.

Papo – Dificuldade é compatibilizar os argumentos oficiais, sem prazo ou quantificação e a executividade dos investidores. Um dos temas é reduzir o recolhimento ao INSS por isenção, ou pequeno percentual sobre o faturamento. Há seis anos, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, promete reduções.

Acordo – O México acedeu à proposta do Brasil em estabelecer teto de valores em seu acordo comercial. Partiram da base atual e projetaram exportações de automóveis e comerciais leves: 2012 US$ 1,45B; 2013 US$ 1,56B; 2014 US$ 1,64B. Em 2015, livre comércio. O Brasil tirou da mesa o contra-argumento de exportar caminhões e ônibus.

Trava - A iniciativa faz parte do pânico brasileiro ante o desequilíbrio da balança comercial com o México em US$ 1,7 bilhões ano passado, e nada mais é que consequência da falta de projeto brasileiro para a indústria automobilística.

Nacionais? - O México foca em baixa nacionalização e acordos comerciais com quase todo o mundo, incluindo chineses e indianos. Aqui, a falta de projeto permitiu enorme queda de conteúdo nacional, aumentou gastos com importação de peças, gerou desemprego.

Volta - Algumas montadoras praticam – ou cometem – processos com nacionalização inferior, acredite, aos obtidos antes do presidente JK incentivar a produção de automóveis no País.

Parcelas - Nossa conta de nacionalização não considera as ações intrínsecas ao projeto, seja por peso ou valor relativo ao produto final. Aqui, tudo entra na conta, seja o borracheiro que conserta o pneu do caminhão transportador das peças importadas, ou o papel higiênico dos banheiros da linha de montagem...

Futuro - Projeta-se, no mercado doméstico a consequência interna será a atração de mais fábricas para fazer veículos com menos nacionalização.

Fit – Boas vendas, ótimos lucros, a Honda fez pequenas mudanças visuais para marcar o Fit 2013: para lamas, para choques; grade, faróis e a decomposição em quatro versões – DX, LX, EX e EXL. LX e EX com opcional de transmissão automática de 5 velocidades e motor 1.5 16v, com a saudável potência de 115 cv. Motor básico, o 1.4 em configuração idêntica produz 100 cv. Ambos possuem comando variável para as válvulas. Tanque de 47 litros, maior cuidado interno em especial para o arranjo de bancos, som, segurança em cintos de três pontos, apoio para cabeça a todos os passageiros, ABS e almofadas de ar em todas as versões.

Honda Fit 2013. Aprimoramento

Mercado – O aumento da capacidade econômica da Classe B – entre R$ 2,2 mil e R$ 7 mil -, 41% do consumo total, deverá impactar mais a economia que a expansão do poder aquisitivo da Classe C – 36,6%. Em automóveis os B exigem mais equipamentos e refinamentos. Ou seja, redução dos 1.0.

Norma – O cumprimento das normas Euro 5 para emissões de caminhões provoca tremores e re-acertos no mercado. Entre os novos custos de aquisição e operação, o mercado desacelerou 28,8% em fevereiro. Montadoras dão férias ou reduzem dias de trabalho até novo equilíbrio.

Ciclo – Para marcar o novo ciclo de convívio entre operadores com motor diesel e a legislação forçando mudanças tecnológicas para reduzir emissões, vedando a partir de 31 de março as vendas dos modelos ainda não enquadrados, fabricantes adequam produtos e operação.

Padrão – A regra provocou a Mitsubishi a padronizar sua linha de picapes, resumindo-a ao modelo Triton, com motor diesel, 3.2, 16V, injeção direta eletrônica, Common Rail, Turbo e Intercooler, 170 cv de potencia e 35 kgf.m de torque. Mudam a decoração e itens de conforto. Para ser carro de trabalho em frotas criou-se a versão GL, a R$ 86.990 – perigosamente sem ABS ou almofadas de ar. Topo de linha, HPE automática, a R$ 125.990.

Mitsubishi Triton 2013. Padronização, nova grade
Mudanças - Renault, em seu utilitário Master com sistema de recirculação de gases, dispensa a adição. Para marcar a nova tecnologia, esticou seu Mini Bus teto alto, para maior conforto aos 16 passageiros.

Fábrica – A Cummins aplicará R$ 90 milhões para fazer fábrica de grupos geradores e centro de distribuição. Será à margem da Rodovia Dom Pedro – que liga Jacareí, na Via Dutra, a Campinas, na altura de Atibaia. A cidade se orgulha de ter o segundo melhor clima do mundo – incoerente com operação industrial.

Fidelização – Seguindo o bom exemplo da Mitsubishi, sua controladora no Brasil, a Suzuki faz 2º. Suzuki Adventure, provas de regularidade a carros da marca – Jimny, Grand Vitara, Vitara, Sidekick e Samurai. A fim? www.suzukiveiculos.com.br e dois cobertores para doação. As etapas: 21/04 - São José dos Campos (SP); 26/05 - Penedo (RJ); 23/06 - Joinville (SC); 25/08 - Brasília (DF); 06/10 - Belo Horizonte (MG); 01/12 - Campinas (SP).

Banda – O Palácio do Planalto solicitou à Ford outro Fusion híbrido para o serviço da Presidente Dilma. Pediu cinza prata e blindou com kit Imbra na New Totality, em SP. Não é para comitiva oficial, mas discretas saídas sem aparato, quando se transforma em quase contribuinte.

Ecologia – Em processo de evolução de engenharia para atrair clientes por menor consumo, cumprir a lei de emissões, fazer vendas, a Volkswagen alemã testa o Soladiesel, combustível com base em açucares de cana processados por algas, para motores diesel.

Gente – Ari Rocha, 70, mestre em design, reconhecido. OOOO Convidado ao Automotive Design Conference para avaliar os melhores produtos de 2011. OOOO Boa companhia: Luigi Colani, Satoshi Wada – Audi, Patrick Lequement – ex-Renault, projetista do Del Rey, Tom Matano, pai do Mazda Miata ... OOOO Santo de casa faz milagre – no exterior. OOOO Waldey Sanchez, presidente da Navistar South America, medalha. OOOO Administrador Destaque pelo Conselho da especialidade em SP. OOOO Marcelo Maceira, uruguaio, novo diretor Comercial da International de caminhões. OOOO Barbara Barbieri, italiana, nova diretora de Expansão de rede na Iveco. Missão difícil. OOOO Substituirá Orlando Merluzzi, que dobrou a rede com recorde de crescimento de vendas no mercado. OOOO Merluzzi terá negócios próprios. OOOO

quinta-feira, 29 de março de 2012

RENAULT PREPARA CARRO ELÉTRICO A PREÇO ACESSÍVEL NA EUROPA E NO BRASIL ENTREGA NAS CONCESSIONÁRIAS O DUSTER COM NOVOS ACESSÓRIOS, MUITOS DELES OPCIONAIS, E AINDA, O CLIO, O LOGAN E O FLUENCE 2012/2013


Enquanto no 82º Salão Internacional do Automóvel de Genebra, a Renault apresentou ao público o ZOE, primeiro carro concebido para ser 100% elétrico, acessível a todos, a partir de 15.700 € (R$ 38.151,00 - valor do euro de hoje, R$ 2,43) com impostos, no Brasil, que já apresentamos no Blog, anunciou a chegada às concessionárias do seu SUV Duster com novidades como o sensor de estacionamento de série nas versões Dynamique, disponíveis nas motorizações 1.6 16V Hi-Flex e 2.0 16V Hi-Flex (câmbio manual ou automático, com possibilidade de tração 4x2 ou 4x4, rádio multimídia. com uma tela de 8” e tecnologia touch screen -, os ocupantes do Duster contam com TV digital, DVD Player (ambas com funcionamento liberado quando do veículo parado), rádio AM/FM, navegação por GPS, conexões USB/iPod e Auxiliar, além de entrada para câmara de ré e tecnologia Bluetooth, que permite conectar um telefone celular ao sistema de áudio do veículo, óbvio como opcionais.



Já estão à venda também os modelos 2012 do Clio (foto abaixo) e do Logan, sem alterações estéticas, mas com mais equipamentos de segurança, conforto e a comodidade, como ar quente; dois apoios traseiro de cabeça com regulagem de altura, e lavador/limpador de vidro traseiro e três anos de garantia de fábrica.

Depois do sedã Fluence Z.E., o utilitário Kangoo Z.E (ambos lançados em 2011), e o urbano Twizy, a Renault coloca a mobilidade Zero Emissão ao alcance do maior número de pessoas com o ZOE, dando seguimento ao seu compromisso de desenvolver motorizações térmicas, através do plano “Renault 2016 – Mude a Direção”, para reduzir em 10% os níveis de emissões de carbono em todo o mundo até 2013, além de 10% adicionais entre 2013 e 2016.



No Salão de Genebra deste ano, a Renault apresentou duas novas motorizações Energy: o Energy TCe 90 - inédito propulsor turbo de três cilindros, movido a gasolina, com 899 cm³ - e o Energy dCi 90, derivado do Energy dCi 110 (revelado no Salão de Frankfurt 2011). Essas duas novidades ampliam para oito a gama de motores da família Energy lançadas em apenas 16 meses.

Após quatro carros-conceito, a estratégia de design se materializa nos veículos de série, com o Novo Twingo e o ZOE, incluindo uma nova frente, que representa a atual identidade visual da marca, sem esquecer o Twizy.





O Renault Fluence 2012/2013 (foto acima) também já está nas concessionárias em duas versões de acabamento: Dynamique e Privilège, equipadas com vários equipamentos de série, por exemplo, chave-cartão “hands free” – uma exclusividade do Fluence no seu segmento -, ar-condicionado digital “dual-zone”, regulador e limitador de velocidade, direção elétrica com assistência variável, seis airbags, sistema de freios ABS com auxílio de frenagem de urgência (AFU) e distribuição eletrônica de frenagem (EBD), e conexões Bluetooth e USB / iPod.



Novo sistema de som
Na linha Logan 2012/2012, destaque para a versão Expression 1.0 16V Hi-Flex, que está recebendo um rádio mais moderno, maior e integrado ao painel, com comando satélite na coluna de direção.

O equipamento, além de rádio AM/FM e CD-Player, reproduz músicas nos formatos MP3, WMA e WMV. Em sua parte frontal, oferece duas entradas: uma auxiliar, do tipo “jack”, e outra para conexão USB/iPod, o que permitirá a execução de arquivos pessoais do usuário.

A liberdade para as mãos também foi pensada na hora da comunicação eletrônica. Por isso, o sistema de som conta com a tecnologia Bluetooth, que possibilita conectar um telefone celular ao sistema de áudio do veículo, permitindo ao usuário realizar e atender chamadas pelo comando satélite, além de ouvir as músicas armazenadas em outros dispositivos.




quinta-feira, 22 de março de 2012

BMW LANÇA O NOVO SÉRIE 1 118i, EM TRÊS VERSÕES, UMA COM CÂMBIO AUTOMÁTICO DE OITO MARCHAS, COM 170 CV, MAS FAZENDO MAIS DE 17 KM/L. O PREÇO COMEÇA EM R$ 113.370,00



Com algum tempo de atraso em relação ao seu lançamento na Europa, o BMW Série 1 finalmente chega ao Brasil. O carro passou por uma profunda transformação que tornou o modelo muito mais atraente: ganhou faróis maiores, vincos mais marcantes e a frente redesenhada. O estilo desta nova geração foi criado pelo chefe de design da BMW, Adrian van Hooydonk. 


O Série 1 chega com a 8,5 cm a mais no comprimento, o que permitiu aumentar a distância entre-eixos em 3 cm, que se refletiu no maior espaço para as pernas de mais 2,1 cm, devido também ao aumento da largura do carro em 1,7 cm e ainda recebeu materiais de melhor qualidade e um interior mais sofisticado para enfrentar o seu mais feroz concorrente, o novo Mercedes Classe B, o Audi A 3 e o Volvo C30.




Este novo BMW traz duas opções de câmbio, uma mecânica de seis marchas e uma automática de oito velocidades - mesmo, sem qualquer recurso, como over-drive, algo inédito num hatch compacto, de cinco portas, inclusive, entre os de luxo - que garante manter a velocidade em baixa rotação e assim diminuir o consumo de combustível - apesar dos 170 cv -, além de tornar as trocas de marcha mais rápidas e imperceptíveis.

Extremamente seguro nas curvas e muito confortável, característica dos BMW's, o novo Série 1 tem velocidade máxima de 225 km/h e chega de 0 a 100 km/h em 7,4 segundos. Com tudo isso, segundo a BMW, o consumo cidade x estrada do Série 1 é de 17,24 km/l, valor que me fez lembrar meu petit Pegeout 106, 2001, com seus 55 cv, com que eu conseguia essa maravilhosa média. A diferença é que o BMW Série 1 tem mais 115 cv.



Todas as versões trazem de série ar-condicionado, volante com comandos satélites e controles de estabilidade, tração e frenagem, além do sistema mais econômico Eco Pro. Todos os modelos oferecem três modos de direção, Comfort, Sport e Eco Pro (este privilegiando a economia de combustível).

O Série 1 tem as tecnologias BMW EfficientDynamics de série, que incluem a Regeneração da Energia de Frenagem e direção eletromecânica, um compressor de ar-condicionado que se auto desconecta e pneus com menor resistência de rolagem. A função Auto Start/Stop vem de fábrica, tanto com a transmissão automática quanto com a manual de seis marchas. Em modelos BMW Sport Line e em carros equipados com a transmissão automática esportiva opcional de oito velocidades, direção esportiva variável ou suspensão adaptável, também há um quarto modo, o SPORT+. 

O sistema de “cruise control” foi substituído por um limitador de velocidade que avisa o condutor quando a velocidade determinada foi ultrapassada. Automaticamente, o motorista, mesmo que pise mais fundo no acelerador sente o motor preso: o carro não responde na mesma proporção da aceleração imprimida. Para desativar o sistema, basta pisar fundo no acelerador no fundo.


Como um carro de luxo, o Série 1 118i é vendido no nosso País em três versões: a chamada clássica, R$ 113.370,00 (foto acima),  a mais sofisticada, Urban Line (à esquerda na foto abaixo), que custa R$ 119.200,00 e a esportiva, Sport Line, mais cara: R$ 122.900,00  (à direita, na foto abaixo).




A BMW poderá produzir carros no Brasil, dentro de algum tempo. O Série 1 118i, por exemplo, poderá custar a partir de R$ 70.000,00. A fábrica bávara procura um local para construir sua primeira planta de produção na América Latina e escolheu o Brasil.

Lançamento
A BMW do Brasil realizou, com pompa e circunstância, no último dia 14 de março, o lançamento do novo BMW Série 1, no pavilhão da Bienal, em São Paulo, para 400 convidados, para quem o diretor-presidente do BMW Goup Brasil, Henning Dornbusch, apresentou o novo Série 1 como "Sinônimo do puro prazer de dirigir". 


Para o dirigente da BMW Brasil, o novo modelo chega ao mercado nacional mais maduro, esportivo, eficiente e significativamente mais espaçoso, trazendo a combinação perfeita entre dirigibilidade e estética, além de uma gama inovadora de equipamentos e recursos tecnológicos.


“Estamos confiantes do sucesso que o novo BMW Série 1 fará entre os nossos clientes no Brasil. Seu design elegante oferece pela primeira vez como diferencial possibilidades exclusivas de personalização com as BMW Lines, de acordo com o estilo e gosto do cliente”, explicou Henning Dornbusch.




FERNANDO CALMON, JORNALISTA ESPECIALIZADO NA ÁREA AUTOMOTIVA DESDE 1967 PASSA A TER SUA COLUNA ALTA RODA PUBLICADA NO BLOG


Quando há uns dias recebemos do jornalista Fernando Calmon um e-mail nos propondo para publicarmos sua coluna Alta Roda ficamos lisonjeados e aceitamos prontamente. Assim, a partir de hoje, e semanalmente, publicaremos a coluna Alta Roda que enriquecerá nosso trabalho e proporcionará aos nossos leitores importantes e interessantes novidades, comentários, notícias, enfim, do mundo automóvel.
A Fernando Calmon, em nome do Blog e de nossos leitores só temos a dizer: OBRIGADO E SEJA MUITO BEM VINDO.


Alta Roda

Nº 673 — Fernando Calmon — 20 de Março de 2012

A BRIGA PELO BOLSO
Depois de 45 dias de discussão, Brasil e México chegaram a um consenso sobre a revisão pontual do acordo de comércio de veículos. Como em geral acontece, cada parte cede em suas posições dentro de uma negociação civilizada. 

O México aceitou a limitação em valores de suas exportações de automóveis e comerciais leves até 2015 e o Brasil deixou de lado, por ora, a inclusão antecipada de caminhões e ônibus só prevista para 2020.

No primeiro ano, cada país terá direito de exportar US$ 1,45 bilhão; US$ 1,56 bilhão, no segundo ano e US$ 1,64 bilhão no terceiro, sem impostos.  Em termos práticos, significa uma cota de cerca de 100.000 unidades nos primeiros 12 meses, 108.000, em 2013/14 e 113.000, em 2014/15. A partir daí, volta o livre comércio.

O índice de nacionalização de 30% no México corresponde a 60% na regra do Mercosul. Conforme a coluna já comentou, os mexicanos fazem uma conta direta da proporção entre peças locais e de outras regiões, considerando apenas valor e mão de obra. 

Aqui se incluem outros custos internos. Também houve acordo de aumento do índice para 35%, de 2013 a 2016, e 40%, em 2017. O Brasil cumpre essa meta de conteúdo local com facilidade e o México terá de se esforçar para manter preços competitivos.

Para entender melhor, é preciso saber que quando o acordo começou, em 2002, os mexicanos impuseram cotas em unidades para os automóveis brasileiros exportados durante quatro anos. Afinal, com o real desvalorizado na época, temiam uma invasão de mercado. 

Foi bom negócio para nós porque exportamos muito e para eles porque podiam receber carros compactos e baratos, quando ainda não tinham acordo de livre comércio com a União Europeia.

As coisas começaram a mudar quando carros europeus e japoneses puderam entrar livremente no México e a valorização do real acabou com a competitividade das exportações brasileiras. O peso mexicano continuou se desvalorizando e o cenário virou nos últimos três anos. 

Se nada fosse efeito, mais de 200.000 veículos entrariam no Brasil isentos de imposto de importação e do ônus do novo IPI, enquanto carros brasileiros só seriam competitivos se o dólar valesse mais de R$ 2,50 (hoje, R$ 1,80).  Exportações só não pararam porque ficaria mais difícil voltar no futuro.

Se o Brasil quis preservar seus empregos, o que vai mudar para o consumidor? Quase nada. A Nissan, em princípio, seria a mais atingida porque as importações do México responderiam, em 2012, por mais de dois terços de suas vendas. 

Se desejar importar acima da cota, pode fazê-lo, pagando a diferença de imposto. E até 2014 já terá construído, em Resende (RJ), sua primeira fábrica, pois, hoje, utiliza instalações da Renault, em São José dos Pinhais (PR). A Chrysler produz no México e não paga imposto de importação, mas só escapa do IPI elevado quando também fabricar no Brasil.

Até o começo de abril, quando se anunciará o novo regime automobilístico brasileiro, o cenário ficará mais claro e complementar às regras de transição acertadas agora com o México. Objetivo é gerar empregos, investimentos e atrair novos fabricantes, o que aumentará ainda mais a concorrência interna. E isso costuma valorizar o bolso dos consumidores.

RODA VIVA
BRASIL perdeu o posto de sexto maior produtor mundial para a Índia, no ano passado. Explica-se pela grande dificuldade de exportar e os altos custos internos. Além disso, importar ficou mais barato com a atual taxa cambial. O mercado brasileiro ainda continua atraente e se manteve na quarta posição. Mas não por muito tempo. Índia nos passa esse ano.

HONDA CR-V ganha novo fôlego com mudanças estilísticas e mais recursos eletrônicos a bordo (navegador GPS, computador multifunções e câmara de ré). Motor de 2 litros ganhou 5 cv (agora 155 cv). Há câmbio manual e automático. Rebatimento total dos bancos traseiros é por molas, sem esforço do usuário. Preços de R$ 84.700 a R$ 103.200.

MOTOR mais eficiente faz toda diferença no Peugeot 408. Mais do que aumento de potência para 165 cv, o turbocompressor garante expressivos 24,5 kgf·m de torque, a apenas 1.400 rpm. Forma bom conjunto com o novo câmbio automático de seis marchas, bem superior ao antigo, de quatro. Pena que só esteja na versão Griffe, de topo, por R$ 81.500.

SÉTIMA geração do Toyota Camry chega por R$ 161.000,00. Agrada a quem deseja estilo atual, sem ousadias. Mas não atrai olhares. Motor V-6, de funcionamento silencioso, mostra o vigor de 277 cv, ajudado por bom câmbio automático de seis marchas. Encostos do banco traseiro têm reclinação elétrica. Faltam navegador GPS e travamento das portas ao arrancar.

TOMANDO por base estatística do Ministério da Saúde, o Instituto Sangari, que promove difusão científico-cultural, chama a atenção para o crescimento assustador de acidentes fatais com motociclistas. Entre 1998 e 2008, mortalidade aumentou a um ritmo duas vezes superior ao de expansão da frota. Muitos nem se preocupam em ter carteira de habilitação.
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fernando@calmon.jor.br e www.twitter.com/fernandocalmon

quarta-feira, 21 de março de 2012

PETROBRAS INVESTE EM COMPETIÇÃO COM MAIS DE MIL ESTUDANTES DE ENGENHARIA QUE PARTICIPAM DE PROJETO PARA DESENVOLVER BAJAS SAE, EM PIRACICABA, SÃO PAULO, A PARTIR DE HOJE (21)






















A  Petrobras começa amanhã (21), até o dia 25 deste mês, a competição de carros desenvolvidos por estudantes da18ª Competição SAE Brasil-Petrobras que contará com mais de mil estudantes de engenharia de 57 instituições de ensino do Brasil, no Esporte Clube Piracicabano de Automobilismo (ECPA), em Piracicaba, São Paulo. 

Os Baja SAE são protótipos de estrutura tubular em aço, para uso fora-de-estrada, com quatro ou mais rodas, motor padrão de 10 HP e capacidade para abrigar um piloto de até 1,90m de altura e até 113,4 kg de peso. Todo o sistema de suspensão, transmissão, freios e o próprio chassi são desenvolvidos pelas equipes, que têm, ainda, a tarefa de buscar patrocínio para viabilizar o projeto e a viagem ao local da competição.


As 71 equipes inscritas, que somam cerca de 1400 universitários, representam 15 estados brasileiros e o Distrito Federal. Dentre estas, 22 equipes são paulistas. O Rio de Janeiro e Minas Gerais têm sete equipes cada, enquanto o Rio Grande do Sul aparece com seis equipes. Santa Catarina e Paraná possuem cinco representantes cada, Pernambuco quatro e a Paraíba três. O Espírito Santo, Bahia, Rio Grande do Norte e o Distrito Federal têm duas equipes cada. Já o Piauí, Sergipe e Mato Grosso têm uma equipe inscrita por estado.

As equipes trabalham dentro das instituições para viabilizar os carros denominados SAE Baja, percorrendo o circuito de pista de terra do Clube em Piracicaba, onde as equipes e os veículos serão avaliados por especialistas da indústria da mobilidade.

Provas - Entre as provas estão avaliações de projeto, por meio de relatórios e apresentação, testes de tração, aceleração, velocidade máxima e o esperado enduro de resistência, que tem quatro horas de duração e é feito em pista de terra com muitos obstáculos.

No final, as equipes das três instituições representadas que alcançarem as melhores pontuações, na soma geral das provas estáticas e dinâmicas, ganham o direito de representar o Brasil na Baja SAE Wisconsin, de 7 a 10 de junho deste ano, nos EUA. A competição norte-americana costuma reunir mais de 90 equipes de diferentes países. O Brasil acumula quatro vitórias.

Presente desde 1996 na competição SAE Baja e Fórmula SAE, a Petrobras investe em um projeto que mobiliza a comunidade automotiva brasileira e estimula o surgimento de novos talentos para o Brasil nesta área.




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