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segunda-feira, 30 de março de 2026

Coluna VAMOS VOAR PELO MUNDO // Aena conquista a concessão do Aeroporto Internacional do Galeão, até 2039, principal aeroporto do Rio de Janeiro, por que pagou R$ 2,9 bilhões. O Galeão teve um movimento em 2025 de 17,8 milhões de passageiros. A Aena assumirá a operação no segundo semestre de 2026 // Brasil e Bolívia ampliam acordo aéreo e liberam número de voos entre os países


Aena vence o leilão da concessão do Aeroporto Internacional do Galeão, até 2039, principal aeroporto do Rio de Janeiro, por que pagou R$ 2,9 bilhões. O Galeão teve um movimento em 2025 de 17,8 milhões de passageiros. A Aena assumirá a operação no segundo semestre de 2026

30 de março de 2026 - A Aena, por meio de sua subsidiária Aena Desarrollo Internacional, foi declarada vencedora, em leilão público realizado na B3 - Bolsa de Valores de São Paulo, do processo de concessão do Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro – Galeão, principal aeroporto do Rio de Janeiro (Brasil). A Aena apresentou a melhor proposta no processo de venda assistida de 100% da concessionária do aeroporto, com um lance de R$ 2,9 bilhões.

Do custo total da operação, uma parte será paga com recursos próprios da Aena, enquanto o restante será financiado por meio de um empréstimo de uma instituição financeira local, sem recurso à empresa matriz. A concessão vai até maio de 2039.

A compra das ações da concessionária está sujeita à formalização do contrato de compra e venda com os atuais acionistas, uma vez obtidas as aprovações regulatórias e cumpridas as demais condições previstas no termo de referência do processo de venda. A transferência ocorrerá quando todas essas condições forem atendidas. A expectativa é de que a operação seja concluída no segundo semestre de 2026.

A Aena venceu a Zurich Airoport e o Consórcio Rio de Janeiro Aeroporto S.A

O Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro – Galeão é o terceiro mais movimentado do Brasil em volume de passageiros, com 17,8 milhões de passageiros em 2025, dos quais 5,7 milhões foram passageiros internacionais. Esses números o consolidam como a segunda maior porta de entrada aérea do país, atrás apenas de Guarulhos. O aeroporto também desempenha papel relevante na carga aérea, tanto nas importações quanto nas exportações: em 2025, foi o terceiro maior aeroporto brasileiro nesse segmento, com movimentação de cerca de 68 mil toneladas e tem capacidade para atender a 37 milhões de passageiros

A infraestrutura atual tem capacidade suficiente para absorver o tráfego esperado durante o restante do período de concessão, e não há obrigação contratual de realização de novos investimentos em capital (Capex).

O presidente e CEO da Aena, Maurici Lucena, destacou esta operação corporativa, que demonstra o compromisso da Aena com o Brasil e a estratégia da empresa no mercado internacional: “Como em todas as operações da Aena, esta também segue rigorosamente o princípio fundamental de geração de valor para seus acionistas. 

A Aena Brasil é, além disso, um exemplo claro da capacidade da Aena de gerar sinergias que agregam valor, uma vez que eleva para 18 o número total de aeroportos operando com sucesso dentro da rede, contribuindo assim para o desenvolvimento do transporte aéreo no país.”

Sinergias de uma rede de 18 aeroportos

Com esta operação, a Aena se consolida como operadora da maior rede de aeroportos concedidos do Brasil. Sob a marca Aena Brasil, a operadora aeroportuária espanhola administra integralmente, desde 2020, seis aeroportos no Nordeste do país e, desde 2022, outros onze nos estados de São Paulo, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Pará. 

Entre os ativos mais relevantes da Aena Brasil estão o Aeroporto de Congonhas, em São Paulo - o segundo maior do país - e o Aeroporto do Recife, no Nordeste, aos quais agora se soma o Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro – Galeão.

A operadora aeroportuária espanhola segue ampliando seu modelo de rede, que envolve a gestão de uma ampla variedade de perfis aeroportuários, desde hubs internacionais até aeroportos regionais, além de aeroportos insulares e unidades dedicadas exclusivamente à aviação geral. Esse modelo bem-sucedido favorece sinergias em diversas áreas e, assim, aumenta a eficiência tanto na gestão quanto na operação.

A Aena Brasil conta com uma equipe consolidada no país, que atualmente trabalha em um ambicioso plano de investimentos e ampliação da conectividade aeroportuária. A Aena atua no Brasil há seis anos e, por isso, conhece as características específicas do mercado doméstico; possui experiência em gestão local e é amplamente reconhecida por stakeholders nacionais, regionais e locais.
Foto: Vosmar Rosa/MPor

Brasil e Bolívia ampliam acordo aéreo e liberam número de voos entre os países

 

Novo memorando elimina restrições operacionais, fortalece transporte de cargas e amplia conectividade internacional


 

Brasil e Bolívia deram um passo importante para fortalecer a conectividade aérea e as relações comerciais entre os dois países. Nesta segunda-feira (30), foi assinado, em São Paulo, um Memorando de Entendimento que moderniza o acordo bilateral de serviços aéreos. A partir de agora, as empresas poderão definir livremente a quantidade de voos de passageiros e de cargas, de acordo com a demanda do mercado. A iniciativa foi formalizada entre autoridades dos dois países e atualiza um acordo histórico firmado em 1951.
 

“O fortalecimento da conectividade aérea internacional é uma prioridade do Governo Federal. Esse acordo com a Bolívia amplia oportunidades para o setor, reforça o transporte de cargas e passageiros e contribui diretamente para o desenvolvimento econômico”, destacou o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho.
 

O novo entendimento elimina limitações no número de frequências aéreas entre os dois países, ampliando a liberdade operacional das companhias, que passam a definir rotas e horários conforme a capacidade dos aeroportos. Na prática, isso tende a aumentar a oferta de voos, estimular a concorrência e gerar benefícios diretos para passageiros e para o setor produtivo.
 

O memorando também consolida a possibilidade de voos exclusivamente cargueiros, com maior flexibilidade operacional. A medida fortalece a logística entre Brasil e Bolívia e abre novas oportunidades para o comércio bilateral, especialmente em cadeias que dependem de transporte ágil e eficiente.







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