Pesquisar este Blog do Arnaldo Moreira

domingo, 1 de julho de 2018

Coluna de Carro por Aí, de Roberto Nasser, cheia de novidades



COLUNA 
DE CARRO POR AÍ - ROBERTO NASSER




Coluna nº 2.618 -  1 de Julho de 2018 


 Audi A1. Misto com Polo, produção local


Audi A1. Breve no Brasil

Alemã Audi apresentou segunda geração de seu hatcheletrônica de entrada, o A1. Não se perdeu na proposta de mudar tudo, a partir do fato de utilizar nova plataforma. Retocou frente e laterais para manter a identidade estética sobre a nova base, dita MQB, mesma do Polo.

É esta, a arquitetura mecânica, a ossatura eletrônica comum baixando o preço em escala, conterão seu preço para garantir muitos lugares no mercado. Não é sonho de noite de verão da Alemanha, mas a junção da necessidade política, industrial, financeira. 

O A1 tem muito em comum com o VW Polo: motor, câmbio, suspensões, freios, painel, comandos – e o que mais puder ser compartilhado com o Polo para elevar nacionalização e sofrear os preços. É a aplicação desta fórmula a viabilizadora de sua produção em conjunto com a Volkswagen no Brasil.

Se a Audi quiser se diferenciar das outras alemãs, BMW e Mercedes, mesmo caso da Land Rover, deve se libertar das vendas dos produtos limitadas pela etiqueta de preço. Ou seja, para vender mais, preço menor. Será o caminho.
Curiosamente a imprensa nacional não enfatizou sua principal característica, ser o carro de entrada da marca. Os modelos atuais, A3 e Q3, deixarão de ser montados no Brasil e voltarão a ser importados.

Como é
O sub compacto tem aproximados 4m de comprimento – um Fusca, para quem se lembra -,quando se trata de um modelo de nicho. Faz parte da turma de novidades como o Polo, Argo, e dos envelhecidos Huyndai HB e Chevrolet Onix. Na classificação comercial terá o rótulo de Premium – mais caro.

Novo por baixo e por cima – plataforma e carroceria -, a nova geração passou por bom trabalho estético, com linhas mostrando evolução, solidamente ligadas ao modelo anterior, produto circulando em 700 mil unidades. Para caracterizar evolução para o novo produto, eliminou o arco entre as coluna A e C, optando por alargá-la, pegando carona uma das sólidas marcas visuais dos 30 anos de sucesso do primo Golf.

O foco no mercado abduziu – suprimiu, fez desaparecer – a versão duas portas, e produzirá apenas a de quatro, mais funcional e para clientela mais ampla, decisão facilitada pela boa distância entre-eixos, 2,52 m.

A simbiose com o primo Polo, segue a mesma tendência corajosamente adotada pelo Renault Scénic há 20 anos, e atualmente no indissociável mix entre Fiat e Jeeep: uso ostensivo e intensivo de partes dos irmãos de linha, buscando preços menores dos componentes pelas compras por volume. 

O novo A1 emprega painel, instrumentação, coluna de direção, comandos em comum com o Polo, alterando-se apenas nas saídas de ar. As mágicas eletrônicas são mantidas com os mostradores virtuais do painel, e a similitude inclui a tela do painel multi media aplicado ao Polo.

Arquitetura mecânica comum, motores EA 211 de três cilindros, 1,0 e 1,5 – este evolução do 1,4 feito em São Carlos, SP -, ambos TSI – turbo com injeção direta. Na Europa há versão mais espirituosa com motor 2,0 e 200 cv, mas aqui isto tende apenas a ser série especial.
Transmissão S-Tronic, automática, 7 velocidades.

Quando? Depende. Aposte no projeto atrelado à definição formal do projeto industrial para automóveis no Brasil, a essência do micado projeto Rota 2030. O governo federal não tem caixa ou força política para bancar sua aprovação, e enquanto não mudar o governo – ou o caminho legal -, os investimentos ficam em banho maria.

Spin, menos Capivara


O novo Chevrolet Spin, aqui
GM fará em julho o lançamento dos retoques faciais de seu monovolume Spin. Um trato para cumprir o ciclo de vida até a substituição por nova família, em 2020. Marca vem mostrando partes do automóvel, forma de ganhar espaço na imprensa e instigar interesse. Mostrou a nova grade e detalhes do volante multi função para as versões de maior preço.

Versão de topo, Activ7 – pelo menos é a designação para o mercado argentino – foi ao encontro de jornalistas do TN Autos durante sessão de fotos realizada em Buenos Aires para a campanha de lançamento.

A operação re estilo tenta melhorar as proporções e a aparência do Spin, feio e chamado no mercado pelo apelido de Capivara. Para atenuar, alterou-se a distribuição de espaços, grade, grupo óptico, para choques. Dentro, mudanças para caber sete usuários, e a opção do banco intermediário ter curso longitudinal, permitindo mais conforto ou, se rebatido, criar plataforma de carga.

Arquitetura mecânica, como o carro, dará mais uma volta à beira do telhado – a família está em fim de vida. Em termos de segurança desconhece-se se houve aplicação de barras transversais nas portas para evitar intrusões em choques, ou incorporação do ESP – o corretor eletrônico de estabilidade -, ou os fixadores Isofix. Boa iniciativa, retirou o estepe até então inexplicavelmente pendurado na tampa traseira em sua falsa pretensão de fazer-se visto como SAV/SUV.


Roda-a-Roda

Fogo – Jornal Correio Braziliense publicou quarta-feira, 27, decisões da Fiat: trazer o modelo 500 de volta ao mercado nacional, e importar Alfa Romeo da Argentina. Notícia açulou – provocou, instigou, acicatou – os Alfisti, mais sanguíneos participantes do universo automobilístico.

Calma ! – Notícia tropeça ao considerar os Alfa como produção argentina e, consultado pela Coluna, fabricante esclareceu não ter havido mudanças desde a publicação, em maio, dos planos da empresa. Os estudos para o produto 500 e a marca Alfa são realizados, mas não há decisão. Para a Coluna, se positivos, creia no modelo pequeno para meados de 2019 nos Alfa para 2020.

Maior – Questão de relevo é localizar onde fazer o picape RAM 1500. Decisão já foi tomada para latinizá-la, mas em qual país ainda é nebuloso ante as variáveis de investimento, lucro e prazo de retorno, capacidade de engenharia e seus custos, e câmbio. Argentina, Brasil e México disputam.

Na veia – Chinesa Geely olhou o futuro, tomou coragem, investiu nos EUA para fazer os originalmente suecos Volvo. Na Carolina do Sul, em Charleston, produzirá o sedã S60, médio-grande de comportamento esportivo.

Mercados – Com a decisão de fazer onde vende, conglomerado está nos três maiores mercados do mundo: China, Europa, e agora EUA. Inauguração coincide com estudos do governo norte americano para sobre taxar todos os veículos e partes importados, elevando preço, diminuindo competitividade.

Procura-se – Volvo cumpre a via dolorosa de fabricantes de veículos no Brasil: não guardam seus produtos e, quando por razões promocionais necessitam de um exemplar vão ao mercado tentando adquirir unidade gasta.

FH – Busca o mais antigo dos FH, lançado há 25 anos, produto avançado para a época, apresentando a eletrônica embarcada, primeiro passo na revolução tecnológica nestes veículos. Era importados e o sucesso motivou produção local.

0800 - Usualmente neste tipo de busca fabricantes oferecem um veiculo O km pelo usado bem cuidado. Mas não parece o caso. Volvo quer localizar caminhão e dono, mas não fala em compensações. Quer ajudar? Os FH chegaram em 1993. Fotos, informações podem auxiliar localizar. Aqui: https://www.facebook.com/volvocaminhoes

Óbvio – Alejandro Furas, diretor geral do LatinNCAP, instituto independente autor de testes sobre segurança nos veículos à venda na América do Sul, tem frase candente sobre escolha do próximo carro: É melhor comprar um usado, porém seguro, que um O Km com O estrelas.

Caffeine, cafe racer para olhar


Cafe Racer – Transformação em motocicletas pouco praticada no Brasil, terá ótimo exemplo exposto no BMS, exposição de motos em Curitiba, Pr, 17 a 19 de agosto. É a Mighty Four, resultado de trabalho do designer Bruno Costa e do pintor Thiago Zilli, de Caxias do Sul, RS, sobre uma Honda 750 Four de 1979.

O que? Quanto? – Redução da altura, substituição da roda traseira de 17”para 18”, construção de uma rabeta traseira, re estilo do banco, revestido em Alcantara. Exemplar único, a Caffeine não está à venda.

Surpresa – Catar peças de veículos antigos, especialmente as produzidas à época, ditas no jargão antigomobilístico NOS – novo estoque antigo -, é missão árdua. Usualmente os comerciantes vão na frente, compram parafusos por centavos, vende-nos por milhões.

Jogo duro – Caçadores do Audi Tradition – o departamento de história, mantenedor do museu da marca -, e do Volkswagen Classic, seguiram dica e chegaram, nos arredores de Assunção, Paraguai, prédio fechado do antigo importador Deisa, aberto em 1953 e fechado há anos.

Conteúdo - Dentro, em peças originais de importador e representante da marca, incluindo motores e caixas de marchas O Km, completos, partes para VWs de diversos anos, mecânicas, latas, e até dos primeiros Audi da 2ª série. Afim? http://data.vwheritage.com/_inc/pdf/catalogues/flyer_paraguay.pdf

A gente insensível, ferro velho. A colecionadores, preciosidades

Futuro – Autódromo Virtual São Paulo e Imab Fechaduras, apropriadamente fecharam patrocínio com Alberto Otazu, estrela em vitórias em provas de kart e fórmulas de base no automobilismo.

Retorno - Tem índice de aproveitamento de 86,6%. Em mais de 30 provas, apenas em quatro não esteve entre os seis primeiros, tendo vencido metade, largado dez vezes na pole position e mesma quantidade de voltas mais rápidas.

Situação – Brasil, hoje ausente da Fórmula 1 após quase 50 anos, colhe resultados da falta de projeto nacional para formar atletas com características para disputas internacionais. Dinheiro oficial não falta. Falta diretriz.

Modalidade – Nesta terra de Bolsa Preso e Presos importantes soltos, nova modalidade de enriquecimento ilícito: sujeito furta carro antigo, localiza o dono, e combina resgate para devolve-lo. Aconteceu em Canoas, RS, com DKW Vemag 1961 furtado em estacionamento e devolvido num shopping após pagamento.

Ford Corcel, cinquentão


Corcel, 50 – Tinha tudo para não dar certo, mas se transformou na grande referência para a Ford Brasil. Trata-se do Corcel, tratado como Projeto M, iniciativa Renault para o modelo R12. Em meio ao desenvolvimento deste e do Projeto E, a Willys-Overland foi assumida pela Ford e, como o M estava muito adiantado, foi absorvido após auditoria técnico-industrial pela Ford.

História – Marcou a vida da companhia, vendeu 1,4 milhão de veículos entre 1968 e 1986; foi o mais econômico dentre os 1,6 Ford no mundo; gerou variáveis como o picape Pampa –; jipe abortado como protótipo, o Jampa; e gerou o carro mais pretencioso da história – o Del Rey, para substituir o Landau.

Gente – Roberto Cortes, presidente e CEO da VW Caminhões, premiado. 

OOOO Automotive Business escolheu-o executivo do ano.

OOOO Razão maior, confiança inabalável, conquistadora de investimentos da matriz na filial brasileira. 

OOOO Crença no futuro fez bancar o primeiro caminhão elétrico desenvolvido no país. 

OOOOYong Woo Lee, o William, presidente da Hyunday Brasil, promoção. 

OOOO Será gestor do novo escritório regional da marca nos EUA. 

OOOO Euihwan Jin, aqui dito Eduardo …, transferido. 

OOOO Administrava Hyundai India e será presidente no Brasil. 

OOOO Já trabalhou aqui entre 2010 e 2016.

OOOO Talvez implante área de comunicação social na Hyundai. OOOO
__________________________________________edita@rnasser.com.br



sábado, 30 de junho de 2018

Coluna Mecânica On Line, de Tarcísio Dias



COLUNA 
MECÂNICA ONLINE®

30 | JUNHO | 2018 | 





Falha na ignição gera recall de 315 mil carros no Brasil


Nenhuma marca ou fabricante fica realizado quando surge um problema em seu veículo. Mas a segurança está sempre em primeiro lugar na área automotiva. Muitas vezes ter um veículo envolvido para realização de recall – chamado para comparecer numa concessionária para verificação ou mesmo troca de peças, é demonstração do compromisso com o consumidor, do respeito e da transparência na busca por soluções.

A engenharia trabalha constantemente na busca de soluções objetivas, diretas e eficientes, mas algumas vezes algo sai do controle e o recall se faz necessário.

A FCA (Fiat Chrysler Automobiles) está convocando cerca de 315 mil veículos por ter detectado uma eventual falha dos relés, que poderá acarretar o funcionamento irregular do motor e, em casos extremos, o seu desligamento inesperado, comprometendo as condições de dirigibilidade do veículo e aumentando o risco de colisão, além de possibilitar a ocorrência de danos físicos e materiais ao condutor, aos passageiros e a terceiros.

A existência desta falha poderá ser observada mediante o acendimento da luz espia da bateria no quadro de instrumentos. O tempo estimado de reparo é de aproximadamente 30 minutos, independentemente do acendimento da luz-espia, caso seu veículo esteja relacionado, faça o  agendamento da sua visita previamente na concessionária Fiat de sua preferência.


Entre os modelos envolvidos temos Uno, Argo, Mobi e Toro em todas as suas versões, ano/modelo 2018 e 2019, Grand Siena versões 1.0 e 1.4, ano/modelo 2018 e 2019, Strada na versão 1.4, ano/modelo 2017 e 2018, Palio Weekend e Fiorino na versão 1.4, ano/modelo 2018 e 2018, Jeep Renegade 2017/2018 e o Jeep Compass 2017/2017.

VEÍCULOANO/MODELOCHASSIS (NÃO
SEQUENCIAIS)
UNIDADES ENVOLVIDAS
Uno2018 e 2019814974 a 83599214.150
Argo2018 e 2019H20145 a H8235144.125
Mobi2018 e 2019493776 a 55818343.696
Toro2018 e 2019B40604 a C0178848.900
Grand Siena2018 e 2019340455 a 35900615.807
Strada2017 e 2018181519 a 24618746.167
Palio Weekend2018099712 a 103166504
Fiorino2018085164 a 1072009.685
Jeep Renegade2017/2018129173 a 18628838.931
Jeep Compass2017/2017H34693 a H9362753.931

O relé é um componente eletromecânico do sistema elétrico do automóvel e que também faz parte do sistema de injeção eletrônica, sendo considerado um atuador, devido ter seu acionamento diretamente pela Central Eletrônica.

Em um automóvel simples os relés mais importantes são os relés dos faróis, do eletro-ventilador, bomba de combustível, pisca alerta e motor de partida. No sistema de injeção eletrônica um dos relés mais importantes é o da bomba de combustível, ele que é o responsável por ativar e desativar a bomba.

O relé visualmente é um plugue retangular que opera funções de “liga/desliga” da parte elétrica, fazendo “cliques” enquanto trabalha, que apesar de sua aparência simples, eles controlam funções que envolvem algum tipo de condução de eletricidade, desde o acionamento do motor de partida até a temporização da luz interna do veículo.

Basicamente, os relés têm a função de fazer o serviço pesado dos interruptores e chaves pelos quais são acionados, que não aguentariam a corrente elétrica necessária para as operações caso estivessem sozinhos.


Quase sempre quando falamos sobre os relés do automóvel, aproveitamos para falar sobre os fusíveis.

Se um fusível do seu carro costuma “queimar”, isso não significa que ele é ruim.  Pelo contrário, agradeça e muito por existir um componente como esse, pois o estrago poderia ser muito maior se o fusível não queimasse.
  
Fusíveis são constituídos por ligas metálicas, sendo que uma de suas principais características é o baixo ponto de fusão (entre 60 °C e 200 °C). Sabe-se que um dos efeitos da corrente elétrica existente em um circuito é o efeito Joule (lei física que expressa a relação entre o calor gerado e a corrente que percorre um condutor em determinado tempo). Com base nessa lei, foi idealizado o funcionamento de um fusível.

Imagine o fusível como o elo mais fraco de uma corrente que se rompe quando aplicada uma força tão grande que poderia danificar o restante dos elos. Em um circuito elétrico não é diferente – todo circuito é projetado com condutores que, baseados em sua seção transversal (diâmetro, no caso de um fio), suportam um determinado valor de corrente elétrica.

Quando a corrente ultrapassa a intensidade máxima tolerada pelo condutor, o fusível – que sempre estará dimensionado de acordo com esse limite – vai “queimar” (romper seu filamento).

O calor gerado pela corrente elétrica não é dissipado com rapidez suficiente para evitar o rompimento de seu filamento, interrompendo o fluxo da corrente elétrica pelo condutor. Sendo assim, é fácil identificar um fusível “queimado”, basta verificar o filamento interno: se ele estiver rompido, o fusível deverá ser substituído.


No interior do veículo, existe a famosa caixa de fusíveis, na qual estão dispostos os fusíveis para a proteção dos itens eletrônicos e fiações instalados no veículo. Na tampa dessa caixa, a montadora ilustra o número de cada suporte de fusível, relacionando-o ao acessório ao qual o fusível está associado, além de indicar qual o valor e a capacidade em amperes de cada fusível.
Essas informações também constam no manual do proprietário com maior riqueza de detalhes.

Equipamentos e acessórios de grande potência –  que consequentemente apresentam um maior consumo – terão fusíveis com capacidades maiores em amperes. Sendo assim, nunca substitua um fusível queimado por um de maior valor. Caso esse erro seja cometido, na eventualidade de um problema o fusível não abrirá o circuito, provocando avarias irreparáveis no chicote elétrico, em conectores e acessórios.

Lembre-se de que todos os fusíveis estão projetados para suportar uma corrente elétrica compatível com o limite tolerado pelos acessórios. Ou seja, se você substituir um fusível de 10 amperes por um de 20 amperes, por exemplo, durante um ocorrido em que a corrente no circuito atinja 15 amperes, seu fusível não “queimará”, mas seu acessório, sim. Por isso, siga a recomendação da montadora do seu veículo.

Então, sempre que ocorrer a queima de um fusível, faça a reposição por um de igual valor. E fique atento: não tente consertar o fusível queimado e jamais o substitua por um de maior valor. Se for reincidente, procure um eletricista.

Histórico - A palavra “fusível” tem sua origem no termo latino fusus (“fundido”). Sua concepção foi elaborada por um físico francês que partiu do método da utilização de condutores com diâmetro reduzido para a proteção de estações de telégrafos contra relâmpagos. Quando os fios mais finos eram derretidos durante uma descarga elétrica, os aparelhos e respectivos fios dentro do edifício poderiam ser protegidos.

Já em sua concepção atual, o fusível foi patenteado pelo inventor e empresário Thomas Edison, como parte de seu sistema de distribuição de energia elétrica.
==========================================
Tarcisio Dias é profissional e técnico em Mecânica, além de Engenheiro Mecânico com habilitação em Mecatrônica e Radialista, desenvolve o site Mecânica Online® (www.mecanicaonline.com.br) que apresenta o único centro de treinamento online sobre mecânica na internet (www.cursosmecanicaonline.com.br), uma oportunidade para entender como as novas tecnologias são úteis para os automóveis cada vez mais eficientes.
Coluna Mecânica Online® - Aborda aspectos de manutenção, tecnologias e inovações mecânicas nos transportes em geral. Menção honrosa na categoria internet do 7º Prêmio SAE Brasil de Jornalismo, promovido pela Sociedade de Engenheiros da Mobilidade. Distribuída gratuitamente todos os dias 10, 20 e 30 do mês.
http://mecanicaonline.com.br/wordpress/category/colunistas/tarcisio_dias/

quinta-feira, 28 de junho de 2018

Coluna Alta Roda, de Fernando Calmom, trata do "Sectarismo Elétrico"



Alta Roda                


Nº 999 —  29/6/18

Fernando Calmon




SECTARISMO ELÉTRICO 



Está cada vez mais difícil se chegar a um consenso sobre o ritmo em que a frota mundial de veículos terá de mudar de perfil para ajudar a controlar as emissões de efeito estufa responsáveis por mudanças climáticas do planeta. Os principais gases são CO2 emitido por veículos de transporte em terra, mar e ar e o metano de várias origens, sendo a principal a pecuária.

Cálculos mais recentes apontam que o número de veículos elétricos no mundo necessita atingir 220 milhões em 2030 para limitar o aumento de temperatura da Terra abaixo de 2 graus até o final do século, como prevê o Acordo do Clima. 


Se forem retirados dessa conta os híbridos comuns e os plugáveis que utilizam motores a combustão em associação a elétricos, fica praticamente impossível alcançar essa meta. Então, é necessário que a indústria automobilística continue a investir em eficiência energética, soluções alternativas (biocombustíveis) e até na melhoria dos combustíveis fósseis.

A Associação Brasileira de Engenharia Automotiva levou o assunto novamente a debates em seminário recente em São Paulo. Um dos consensos, apontado por Frederico Kremer, da Petrobrás, é que cada país ou região terá seu próprio quebra-cabeça a resolver. Soluções empregadas na China, por exemplo, assolada por graves problemas de poluição ambiental clássica, não se replicam diretamente em outros países.

Mesmo as baterias de íons de lítio, utilizadas atualmente em todos os automóveis elétricos, não representam solução definitiva. Além dos problemas de peso, volume, autonomia, densidade energética e de reciclagem dependem também do cobalto, minério produzido em grande parte no Congo em condições difíceis de extração. Luiz Oliveira, da Renault, adiantou que a empresa está tentando alternativas ao cobalto.

Uma possibilidade está nas baterias de estado sólido. Por sua alta densidade energética ocupam bem menos espaço nos veículos, são mais seguras e rápidas para recarregar. Problema ainda é o preço.

Pilhas a hidrogênio, sempre lembradas, esbarram na infraestrutura de abastecimento. Porém, o hidrogênio (em combinação com o oxigênio libera eletricidade) pode também ser obtido por meio de reformador no veículo e de um biocombustível como o etanol. Este, no ciclo de vida da produção até a emissão no escapamento, é praticamente neutro em termos de CO2. O etanol também pode ser usado em motores flex de automóveis híbridos.

Ricardo Abreu, da Mahle, ressaltou estudos no exterior sobre a necessidade de combustíveis convencionais de alta octanagem. Uma gasolina com essas características, que pode receber até 30% de etanol, permite motores bem mais eficientes em termos de consumo e assim obter ganhos em emissões de CO2.

Em resumo, seria um erro achar que apenas veículos elétricos puros resolverão todos os problemas ambientais do planeta em duas décadas. Viabilidade econômica ainda demora e exigirão subsídios impagáveis em altos volumes de produção. Dividir riscos ao adotar diferentes soluções parece ser questão de bom senso. Sem paixões ou sectarismo.


RODA VIVA

FCA decidiu entrar no jogo da VW e GM sobre lançamentos para os próximos anos. Antonio Filosa, presidente para América Latina, contabiliza 15 novidades para a Fiat e 10 para Jeep e RAM entre este ano e 2022, incluídos modelos importados, reestilizações, motores turbo, novos câmbios e até híbridos. Fiat terá mesmo três SUVs: a partir do Mobi, do Argo e versão própria do “Grand Compass” de sete lugares.

CONTRARIAMENTE ao que se especulou, perua Weekend e multivan Doblò (versão de passageiros) continuam em produção, mas em ritmo bem lento. Cada um vende apenas cerca de 300 unidades por mês. Enquanto a Fiat não lançar o SUV baseado no Argo, no próximo ano, ambos continuarão.

JEEP, além do Compass de maiores dimensões fabricado em Pernambuco, poderá importar o futuro modelo de entrada (menor que o Renegade). RAM terá picape 1500 vinda do México e outra (menor) com capacidade de uma tonelada. FCA ainda decidirá se esta, acima do Toro, poderá ser feita no Brasil.

MUSTANG alcançou ritmo de vendas esperado pela Ford. Modelo chama atenção pelo porte, grande aerofólio traseiro e ronco inconfundível do motor V-8. Há cinco modos de condução. O mais “civilizado”, apesar da suspensão firme, aceita bem a pavimentação irregular típica das nossas ruas. Acelerações vigorosas, direção precisa e bancos envolventes destacam-se.

LIFAN X80 traz a fórmula chinesa para SUVs de sete lugares: preço competitivo (R$ 129.777) por ser montado no Uruguai, bons materiais de acabamento, quadro de instrumentos virtual e profusão de itens de conforto/conveniência. Motor 2-litros turbo entrega 184 cv, o que deixa desempenho um pouco fraco. Difícil manter preço com escalada do dólar.

ESTUDO da BASF indica tons de branco, preto e laranja, nessa ordem, como tendências de cores para veículos vendidos na América do Sul nos próximos quatro a cinco anos. Laranja é cor de nicho, mas poderá atrair novos compradores que desejam diferenciação.
_________________________________________________________________________________
fernando@calmon.jor.br e www.facebook.com/fernando.calmon2

quarta-feira, 27 de junho de 2018

Com melhor aerodinâmica, suspensão tunada, a Ford abre o apetite de quem gosta de pisar no acelerador com o Mustang Shelby GT350 2019



A Ford apresentou o Mustang Shelby GT350 2019, versão especial do esportivo que chega ao mercado norte-americano no começo do ano que vem com vários aprimoramentos. 

As principais novidades estão na aerodinâmica e nos pneus, acompanhadas de tunagem da suspensão, direção, controle de estabilidade e freios para apimentar o seu desempenho nas pistas e nas ruas – veja o vídeo.

O modelo continua a ser equipado com o exclusivo motor V8 5.2 – o naturalmente aspirado mais potente da Ford, com 533 cv, e torque de 59,31 kgfm com giro máximo de 8.250 rpm – e câmbio manual Tremec de seis velocidades.


O primeiro Shelby GT350 foi produzido de 1965 a 1968 pelo lendário preparador Carroll Shelby e de 1969 a 1970 pela Ford. Após o lançamento da quinta geração do Mustang, em 2005, a versão especial voltou a figurar na linha, com várias edições limitadas e comemorativas.

O Shelby GT350 2019 tem novos pneus Michelin Pilot Sport Cup 2, projetados especialmente com compostos de maior aderência, nas medidas 295/35 na dianteira e 305/35 na traseira. A aerodinâmica foi aprimorada com uma nova grade dianteira e spoiler traseiro desenvolvido em túnel de vento, incluindo aba Gurney opcional, usando a experiência adquirida no projeto do novo Shelby GT500 – que também será lançado em 2019.


A suspensão ativa MagneRide, a direção elétrica e o controle eletrônico de estabilidade com três modos de atuação também incorporam melhorias trazidas das pistas pela Ford Performance. Os freios Brembo de seis pistões na dianteira e de quatro pistões na traseira garantem alto poder de parada.

A tunagem final do veículo contou com a participação de Billy Johnson, piloto do Ford GT no Mundial de Endurance. “Com a maior aderência e os refinamentos nos freios e no chassi, o Shelby GT350 traz um novo nível de direção e performance. É um carro sensacional de dirigir na pista, tanto para amadores como profissionais. Faz você se sentir um super-herói, inspira confiança nas curvas e pede para ir mais rápido”, diz.

No interior, feito sob medida, o novo Shelby GT350 traz o que há de mais avançado em tecnologia e materiais premium, com apliques de alumínio, fibra de carbono e bancos Recaro de camurça. Sistema de áudio B&O PLAY, central multimídia SYNC 3 com tela de 8 polegadas, ar-condicionado com controle automático de dupla zona, controle de porta de garagem universal e luzes de aproximação nos espelhos que projetam o emblema Shelby Cobra são outros itens. A carroceria tem a opção de faixas esportivas nas cores preto Shadow, branco Oxford ou azul Kona de alto brilho.


“Em algum lugar, Carroll Shelby está sorrindo", diz Hermann Salenbauch, diretor global de programas de veículos da Ford Performance. “No novo Shelby GT350 seguimos a sua receita original e vencedora, com a tecnologia mais recente de aerodinâmica, pneus e chassi.”

Os carros-conceito mais marcantes da MINI. Os sete modelos conceituais revelados no período em que a marca britânica foi adquirida pelo BMW Group.



Carros-conceito são como um “playground criativo” para designers de automóveis. Todos têm como foco um futuro visionário como cenário ideal. Desde inovadores padrões de iluminação e novos mecanismos de portas até o estudo criativo de áreas temáticas específicas, os carros-conceito oferecem uma ampla possibilidade de ideias de todos os tipos. 

Alguns protótipos são criados para auxiliar o desenvolvimento e a implementação de novas tecnologias, outros exibem uma linguagem de design inovadora ou servem para visualizar a aparência de um veículo a ser produzido em série. 

No caso da MINI, o desafio sempre foi de inserir novas tecnologias sem abrir mão da tradição visual da marca. Confira, a seguir, os modelos conceituais mais relevantes concebidos entre o fim dos anos 1990 e a primeira década de 2000, período em que o BMW Group incorporou a fabricante britânica.

MINI ACV 30 (1997)


Considerado o carro-conceito que deu origem ao design do MINI Cooper atual, o ACV 30 foi apresentado em janeiro de 1997, durante o Rali de Monte Carlo. 

O nome ACV (Anniversary Concept Vehicle ou Veículo-Conceito de Aniversário, em português), inclusive, celebrava os 30 anos da estrondosa vitória da marca britânica na tradicional corrida e, ao mesmo tempo, oferecia uma interpretação moderna do espírito por trás do clássico Mini. 


O ACV 30 era um modelo de dois lugares, com volante posicionado à direita, motor central, 1.8 litro, de quatro cilindros, e que chamava a atenção pelos contornos salientes da carroceria. 

Desenhado por Adrian van Hooydonk, atual Vice-Presidente Sênior de Design do BMW Group, o protótipo exibia elementos visuais herdados do Mini clássico como a grade do radiador hexagonal e os grandes faróis arredondados.

MINI XXL (2004)


O MINI XXL não era um carro-conceito no puro sentido do termo, mas um modelo único especialmente concebido para promover a marca britânica durante a Olimpíada de Atenas, na Grécia, em 2004. 


Ele ostentava seis metros de comprimento, tinha seis rodas e trazia uma banheira de hidromassagem Jacuzzi na parte traseira. 


Construído por uma empresa de customização de carrocerias de Los Angeles, nos Estados Unidos, o XXL vinha com um eixo traseiro adicional para acomodar a traseira alongada.


Para dar vida ao XXL foram necessários dois MINI Cooper e muitas peças de reposição. Dentro da cabine, o luxo era de uma legítima limusine, com direito à TV com tela plana retrátil, DVD player, frigobar, espelhos e um telefone para se comunicar com o motorista. Nem é preciso dizer que o carro chamou muita atenção pelas ruas da capital grega, durante os Jogos Olímpicos.

MINI Frankfurt / Tokyo / Detroit / Geneva (2005/2006)

Esta série de quatro carros-conceito, mostrada nos principais salões automotivos do planeta ao longo de dois anos, convidava a viajar pelo mundo a bordo de um MINI. 

E cada versão trazia características específicas, que evidenciavam as cidades onde eles foram revelados. As quatro variações do mesmo conceito funcionaram como uma prévia para o MINI Clubman, que surgiria em 2007.


No protótipo revelado no Salão de Frankfurt, na Alemanha, por exemplo, a ênfase estava na elegância. No Salão de Tóquio, o modelo destacou as origens britânicas da marca. Já o conceito mostrado no Salão de Detroit, nos Estados Unidos, ressaltou os esportes de inverno. 

E o veículo apresentado no Salão de Genebra, na Suíça, por sua vez, prestou tributo ao sucesso da MINI no automobilismo, em especial às vitórias conquistadas no Rali de Monte Carlo, nos anos 1960. 

Em todos os casos, eles ostentavam uma configuração inovadora de porta traseira, revolucionando o uso e o acesso ao interior do veículo: uma tampa dividida ao meio, inspirada nas portas ‘Splitdoor’ dos clássicos Morris Mini-Traveler e Austin Mini Countryman.

MINI Crossover Concept (2008)


Este conceito, apresentado no Salão de Paris de 2008, mostrou que a MINI também era capaz de produzir veículos com capacidade off-road – além de revelar uma ligação inusitada com o número 4. 

Fora a carroceria com quatro portas e os quatro assentos individuais, o protótipo vinha com tração integral nas quatro rodas e foi o primeiro MINI autêntico a ter mais de 4 metros de comprimento. 


A ampla oferta de espaço na cabine e o fácil acesso ao interior, proporcionado por portas deslizantes e pela presença de uma tampa traseira que abria lateralmente – e que vinha combinada a uma janela retrátil –, estavam entre os destaques deste precursor do MINI Countryman. 

Por dentro, chamavam a atenção o MINI Center Rail, um console central deslizante sobre trilhos, e o MINI Center Globe, uma grande esfera de vidro instalada no centro do painel de instrumentos e capaz de exibir informações de navegação e filmes em 3D por meio de projeções a laser.

MINI E (2008)


Foi o primeiro modelo totalmente elétrico da MINI e o pioneiro dentro das iniciativas da eletrificação do BMW Group como um todo. 

Desenvolvido para testes de campo realizados em países como Alemanha, Estados Unidos, Reino Unido, França, Japão e China, o MINI E foi crucial na aquisição de experiência e conhecimento para o desenvolvimento de modelos da submarca para veículos elétricos e híbridos plug-in da empresa, a BMW i. 


Apresentado pela primeira vez em outubro de 2008, o MINI E era impulsionado por um motor elétrico de 150 kW (204 cv) e 220 Nm de toque, alimentado por baterias recarregáveis de íons de lítio de alto desempenho e que proporcionavam 240 quilômetros de autonomia. 


A tração do MINI E era dianteira. Ao todo foram produzidos 500 exemplares do MINI E e que tornaram o BMW Group o primeiro fabricante mundial de automóveis premium a disponibilizar uma frota de veículos elétricos para uso de consumidores no trânsito diário. 


Em 2010, exemplares do MINI E foram trazidos ao Brasil para utilização dos participantes da Rio+20, a conferência de sustentabilidade das Nações Unidas, realizada na capital carioca.

MINI Roadster Concept e MINI Coupé Concept (2009)


Apelidados de Gêmeos de Oxford, em alusão à semelhança e à origem dos carros-conceito – a fábrica britânica da MINI –, as versões Coupé e Roadster estrearam no Salão de Frankfurt de 2009 e chamavam a atenção pela beleza e esportividade. 


Ambos serviram de base para modelos produzidos entre 2011 e 2015. Além dos elementos de design típicos de um legítimo MINI, como os faróis arredondados e a ampla grade dianteira, os dois modelos de dois lugares ostentavam características que conferiam uma aparência musculosa e dinâmica, como caixas de roda alargadas, linha de cintura elevada e para-brisa mais inclinado. 


Por compartilharem a mesma arquitetura, as dimensões eram as mesmas em ambos: 3,714 metros de comprimento, 1,683 m de largura e 1,356 m de altura, com capacidade do porta-malas de 250 litros. 


O motor também era o mesmo para os dois: um 1,6 l, de quatro cilindros, a gasolina, turbo, usado pelo MINI John Cooper Works, mas que no Coupé entregava 211 cv; 36 cv a mais que no Roadster.

MINI Beachcomber Concept (2009)


Inspirado no clássico jipinho Moke, lançado em 1964, o Beachcomber não tinha portas nem teto, mas vinha com quatro assentos individuais e tração nas quatro rodas. 


Com aproximadamente 4 metros de comprimento, suspensão elevada e pneus off-road com tecnologia Run-flat, o protótipo, mostrado pela primeira vez no Salão de Detroit de 2010, nos Estados Unidos, também serviu de inspiração para o MINI Countryman, lançado meses depois. 


Ele também trazia pontos de fixação para pranchas de surfe e bicicletas no porta-malas, navegador GPS, tocador de MP3, além de uma capota flexível para cobrir a cabine caso chovesse.

Para mais informações sobre a MINI Brasil, acesse:


ACESSE TODAS AS POSTAGENS E SAIBA TUDO SOBRE O MUNDO AUTOMOTIVO.