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segunda-feira, 15 de junho de 2015

AUDI COMEMORA MAIS UM RECORDE DE VENDAS NAS AMÉRICAS. AS ENTREGAS NO MUNDO SOMARAM 153.850, MAIS 1,2% DO QUE EM MAIO DE 2014 E O TT DOBROU SUA COMERCIALIZAÇÃO


Ingolstadt, 15 de junho de 2015 – Com 153.850 carros, as entregas da Audi no mundo todo em maio estiveram ligeiramente acima das cifras observadas no mesmo mês do ano passado (+1,2%). 


Além das iminentes atualizações em modelos como Q7 e A4, o veículo mais vendido da marca, a atual reticência em adquirir automóveis no segmento de luxo chinês foi particularmente evidente. 

O quadro nas Américas é, porém, bastante diferente: as vendas da marca dos quatro anéis continuaram crescendo acentuadamente, com uma elevação de 11,1% para cerca de 24.500 veículos. 

O TT, cujas vendas globais dobraram no mês passado (+96,6%), também ajudou a impulsionar os resultados da empresa. 

Considerando todos os modelos, a Audi entregou cerca de 744.900 carros para seus clientes desde janeiro, um aumento de 4,3%.

“Nos próximos meses esperamos ver um incremento adicional com o novo Q7. O carro chegará às concessionárias europeias em junho,” disse Luca de Meo, membro do Conselho Diretivo de Vendas e Marketing da Audi AG. 

“Estamos observando atualmente um grande número de desenvolvimentos contrastantes nos mercados; o ‘boom’ dos SUVs é, porém, uma tendência global uniforme. As vendas de modelos ‘off-road’ estão crescendo de forma mais intensa do que o mercado em todas as regiões”, acrescentou.


EUA e Canadá
Nos Estados Unidos, o maior mercado de SUVs do mundo, Q3, Q5 e Q7 obtiveram um crescimento combinado de aproximadamente 37% em maio. 

Considerando todos os modelos, as cifras relativas às vendas nos EUA da empresa de Ingolstadt cresceram cerca de 11%, totalizando 18.428 unidades. 

Desse modo, a Audi alcançou seu segundo melhor resultado mensal da história da empresa nos EUA. 

As entregas da Audi subiram 11,7% no mercado desde janeiro. 

A Audi também viu um considerável crescimento no Canadá, com as vendas aumentando 26,2%, chegando a 2.880 veículos. 

Nos cinco primeiros meses do ano, a empresa entregou um pouco menos de 10.800 carros para seus clientes no Canadá (+18,6%), quase o mesmo número de unidades que em todo o ano de 2009.


Europa
Na Europa Ocidental, a Audi conseguiu superar seu resultado de maio de 2014 (+1,4%, para 64.900 unidades). 

A Itália (+23,3%, para 5.336 carros), Espanha (+13,4%, para 4.037 carros) e Portugal (+38,2%, para 1.002 carros) apresentaram taxas de crescimento na casa dos dois dígitos. 

Na Alemanha, a marca aumentou ligeiramente suas entregas em 0,8%, atingindo 24.727 unidades. 

O novo TT se tornou um dos campeões em emplacamentos, com as vendas dobrando em maio (+157,8%). 

A popularidade do A6 também foi grande entre os clientes alemães no mês passado. 

As vendas da versão Avant aumentaram um pouco menos de 17%. 

Considerando todas as variantes dos modelos, a Audi entregou um pouco menos de 123.600 carros na Alemanha desde janeiro, um aumento de 6,1%. 

Em contraste com a Europa Ocidental, há pouquíssimos sinais de reversão da tendência na Europa Oriental, onde a retração econômica continua a ser sentida. 

Na Rússia, por exemplo, a demanda por modelos da Audi caiu 37,1% em maio. 

Ásia
Na China, a Audi também sentiu o impacto da atual reticência em adquirir automóveis no segmento de luxo: as entregas da marca ficaram ligeiramente abaixo das cifras observadas em 2014, com 47.410 unidades (-1,6%) em maio. 

Desde janeiro a empresa já vendeu 226.022 carros na China – um aumento de 3,7%. 

Por outro lado, o Japão vem apresentando os primeiros sinais positivos de uma recuperação do mercado. 

As vendas da Audi subiram 16%, para 2.502 veículos em maio, o maior crescimento nos últimos 14 meses no país.


Vendas da AUDI AG
Em maio
Acumuladas

2015
2014
Mudança com relação a 2014
2015
2014
Mudança com relação a 2014
Mundo
153.850
152.004
+1,2%
744.900
713.898
+4,3%
Europa
69.250
69.299
-0,1%
348.250
340.804
+2,2%
-Alemanha
24.727
24.540
+0,8%
123.598
116.501
+6,1%
- Reino Unido
13.641
13.511
+1,0%
72.548
69.812
+3,9%
- França
4.851
4.967
-2,3%
25.172
25.239
-0,3%
- Itália
5.336
4.327
+23,3%
23.157
21.134
+9,6%
- Espanha
4.037
3.561
+13,4%
20.458
18.621
+9,9%
- Rússia
1.900
3.020
-37,1%
10.148
14.966
-32,2%
- EUA
18.428
16.601
+11,0%
75.353
67.482
+11,7%
- México
1.181
1.068
+10,6%
5.333
5.094
+4,7%
- Brasil
1.288
1.171
+10,0%
7.158
5.394
+32,7%
- China (incluindo Hong Kong)
47.410
48.174
-1,6%
226.022
217.910
+3,7%

USO DE CARROS ELÉTRICOS RENAULT PELA PREFEITURA DE CURITIBA JÁ EVITOU QUE NUM ANO 6,6 TONELADAS DE CO2 FOSSEM LANÇADOS PARA A ATMOSFERA. POR INCRÍVEL QUE PAREÇA O MUNICÍPIO CURITIBANO É O QUE POSSUI, EM TODO O BRASIL, A MAIOR FROTA DE CARROS ELÉTRICOS: 10. CHEGA A SER RIDÍCULO, VERGONHOSO A MAIOR FROTA DE CARROS 100% ELÉTRICOS DE UMA PREFEITURA SER APENAS DE UMA DEZENA E MOSTRA MUITO CLARAMENTE A IMPORTÂNCIA QUE O PODER PÚBLICO DÁ À PRESERVAÇÃO DO MEIO AMBIENTE NO PAÍS


Os modelos zero emissão da Renault contribuíram significativamente para que o Projeto Curitiba Ecoelétrico evitasse a emissão de 6,6 toneladas de dióxido de carbono (CO²) na atmosfera. 

O projeto, que está completando um ano e faz parte do Programa de Mobilidade Urbana Sustentável da capital paranaense, é resultado de uma parceria entre Prefeitura de Curitiba, Renault do Brasil, Itaipu Binacional e CEIIA (Centro para a Excelência e Inovação na Indústria Automóvel) de Portugal, e utiliza a maior frota pública de veículos Renault Zero Emissão 100% elétricos do País.

Segundo dados da prefeitura de Curitiba, a frota de veículos elétricos Renault (5 unidades do Zoe, 3 do Kangoo Z.E e 2 do Twizy) do Projeto Ecoelétrico percorreu um total de 53 mil quilômetros desde o seu lançamento, em junho do ano passado, e, além de evitar a emissão de CO2 (6,6 ton.), gerou uma economia equivalente a 5,3 mil litros de combustível, ou 33 barris de petróleo.


O Projeto Ecoelétrico é a primeira e maior parceria do País envolvendo utilização de veículos 100% elétricos no serviço público. Para a coordenadora do projeto, a vice-prefeita e Secretária do Trabalho e Emprego, Mirian Gonçalves, o Ecoelétrico ganhou uma dimensão internacional ao ser apresentado como um caso de sucesso durante a Conferência Climática da ONU, COP 20, realizada no ano passado, no Peru.


Os 10 veículos Renault Zero Emissão atendem à Secretaria Municipal de Trânsito (Setran), Guarda Municipal, Instituto Curitiba de Turismo e Departamento de Proteção Animal, da Secretaria de Meio Ambiente. 

“A Renault é uma referência mundial em soluções em mobilidade urbana 100% limpa, e para nós é gratificante fazer parte desse projeto em que o carro faz parte dessas soluções”, destaca Caíque Ferreira, diretor de Comunicação da Renault.


MOBILIDADE URBANA ZERO EMISSÃOA Renault participa de outros importantes projetos de mobilidade urbana 100% elétrica em curso no País, através de parcerias com instituições como a Itaipu Binacional, CEIIA (Centro para a Excelência e Inovação na Indústria Automóvel), de Portugal, CPFL Energia (Companhia Paulista de Força e Luz), Prefeitura Municipal de Curitiba, Governo do Distrito Federal, CEB (Companhia Energética de Brasília), e Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento / ONU - PNUD.

Além de veículos cedidos em comodato para experimentos, a Renault já comercializou mais de 70 unidades da sua gama Z.E. (Zero Emissão) no Brasil, todas junto a instituições e empresas que desenvolvem projetos voltados ao uso e disseminação dessa tecnologia no País.


CAMINHÕES IVECO SÃO ESCOLHIDOS PELO GRUPO MINEIRO DMA, QUE ADQUIRE 19 VEÍCULOS PARA ENTREGAS EM ÁREAS URBANAS


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Roberto Gosende, diretor de Marketing do Grupo DMA (em pé) Nilton Alves Fernandes, diretor Administrativo do EPA Supermercados (no veículo)
Foto: João Godinho



A DMA Distribuidora S/A, uma das maiores empresas de varejo de Minas Gerais, acaba de incorporar à sua frota 19 veículos Iveco: 14 Daily 55C17 e cinco Tector 240E28. 

"Qualidades como versatilidade e robustez fizeram toda diferença na escolha dos caminhões. Optamos pelos modelos da Iveco pois sabemos que são veículos que oferecem agilidade e não deixam nossos motoristas na mão", afirma Roberto Gosende, diretor de Marketing do Grupo DMA.

A linha Daily começa na faixa das 3,5 toneladas, também com opções nas categorias de 4,5, 5,5 e 7 toneladas. 

O veículo funciona perfeitamente como VUC (Veículo Urbano de Carga) e é capaz de circular dentro de zonas de restrição nos grandes centros urbanos a qualquer hora do dia, o que facilita as operações dos clientes que trabalham no varejo e dependem de uma distribuição eficaz. 

Já o Tector, perfeito para aqueles que buscam o que há de mais moderno e eficiente em transporte, oferece conforto, economia, potência e durabilidade. 

Os diversos modelos podem facilmente dar conta de qualquer demanda, desde entregas comerciais menores até transporte de grãos.

"Quando fechamos acordos com grandes empresas, temos a confirmação de que a união entre a qualidade dos produtos e o bom atendimento ao cliente coloca nossos modelos entre os tops do mercado. O time da concessionária Deva, de Belo Horizonte, esteve envolvido na negociação, revelou 
Osmar Hirashiki, diretor de Vendas Corporativas da Iveco.

domingo, 14 de junho de 2015

A HISTÓRIA DO SOM AUTOMOTIVO E SUA EVOLUÇÃO ATRAVÉS DOS ÚLTIMOS MAIS DE 100 ANOS. OS MAIS ANTIGOS CONHECEM BEM, AS CAEETES E OS CARTUCHOS QUE HOJE FAZEM PARTE DO MUSEU, COMO O RÁDIO INVENTADO POR GALENO. INTERESSANTE MATÉRIA DE TARCÍSIO DIAS



MECÂNICA ONLINE®

14 / 06 / 2015


A velocidade da 
evolução do som automotivo


“No toca-fita do meu carro, uma canção me faz lembrar você...”, assim começa a canção - No Toca-Fita, de Bartô Galeno - e não pense você que o especialista aqui está com dor de cotovelo, mas, sim, observando que ao passar do tempo, a evolução acontece para todos, até mesmo na hora de ouvir música dentro do automóvel.

O que para muitos é algo mais que normal, a ideia de ouvir músicas no automóvel surge nos Estados Unidos em 1929 e tão rapidamente, um ano depois, já tem seu primeiro modelo de produção a ser fabricado pela Motorola.

Nessa época eram necessários dois homens para realizar o processo de instalação do “auto rádio”, durante vários dias, considerando a necessidade de desmontagem completa do painel para que receptor e alto-falante único pudessem ser montados, além do teto do veículo que precisava ser cortado para colocar a antena.

Motorola 5T71, lançado em 1930 pela Galvin Manufacturing Company - O nome veio da junção de motor (em alusão aos carros) e o sufixo-ola, na época associado a sistemas de áudio como “radiola”. 


Era apenas um rádio AM valvulado, com um pequeno dial para ser preso à coluna de direção e um alto-falante com caixa de madeira.


O homem e a relação com a música - Durante recente viagem que fiz na Alemanha, tive a oportunidade de visitar na cidade de Bruchsal, o Museu de Caixas de Música. 

Por três andares do castelo foi possível vivenciar toda a história das caixas de músicas alemãs, com peças impecáveis. 

Uma experiência única. Não creio que em qualquer outro lugar do mundo seja possível encontrar um acervo tão grandioso e tão preservado!!!


Lá, entre as cerca de 500 caixas de música temos o desenvolvimento da produção artesanal nos séculos 17 e 18 e o seu auge no final do século 19, e seu papel na época da grande depressão na década de 1920. 

É possível ouvir pianos e violinos, realejos, relógios musicais, figuras automáticas.

Uma viagem sonora em ambientes fiéis a época aonde se usavam estas mágicas máquinas de som, como salões de beleza, restaurantes e mercados de outros tempos!

Já ao final da visita, em um dos últimos corredores, observo elementos que surgiram na década de 50 e revolucionaram o automóvel, aliás, o som automotivo.


A primeira das revoluções foi o rádio FM, lançado pela Blaupunkt, em 1952. 

Em 1955, a Chrysler lançou o primeiro sistema a usar uma mídia externa. 

Não eram fitas nem cartuchos, mas sim um tocador de discos de vinil. 

Batizado de Highway Hi-Fi, ele era, resumidamente, uma vitrola que funcionava em rotações mais baixas e tinha o braço da agulha reprojetado e balanceado para não riscar os discos nem pular músicas nas irregularidades do piso. 

O maior problema, contudo, era a fragilidade decorrente da complexidade do mecanismo, e por isso a Chrysler tirou o sistema de catálogo, em 1959.

Os alemães da Becker voltaram a inovar e, em 1963, lançaram o Monte Carlo, o primeiro rádio automotivo totalmente transistorizado. 

Em 1965, Ford e Motorola se uniram para produzir um sistema mais simples baseado em mídias externas. 


Neste caso, um cartucho de fita magnética com oito pistas (o chamado eight-track nos EUA).

A grande inovação da década de 1970 foi a fita cassete, que já era bastante utilizada em gravadores domésticos e profissionais quando alguém pensou em criar um rádio automotivo capaz de reproduzi-la.

Os cassetes eram mais práticos de armazenar e tinham mais qualidade que os cartuchos, mas a principal vantagem era que você poderia gravar a fita com as músicas que mais gostasse.

Surgiu assim a cultura da “mixtape“, que marcou as décadas seguintes.

Muitos dos que hoje fazem a internet acontecer nunca gravaram uma fita com suas músicas, lado A, lado B, rebobinar, procurar a música. 


As fitas nos automóveis levaram um bom tempo de aplicação.

Mas a geração atual é de renovação, com a diferença de ser rápida, ou seja, o moderno de hoje, já pode ser ultrapassado amanhã. É a velocidade da evolução!

Da fita partimos para o CD-ROM e sua boa relação de custo e principalmente qualidade. 

Na sequência o que muda é o formato de decodificação do arquivo da música, denominado MP3. 

Com músicas menores, ampliamos a capacidade das músicas em um único disco. Mais de 160 músicas, mais de 10 horas de músicas ininterruptas!


E você nem conseguiu montar sua coleção de CDs ou mesmo MP3 e quando olha no mercado, já surge um veículo sem unidade de leitura de CD-ROM. Como assim?

O formato agora pede um novo elemento, é o Pen Drive ou Memória USB Flash Drive. Um dispositivo de memória constituído por memória flash, com aspecto semelhante a um isqueiro. 

Surgiu no ano de 2000, com o objetivo de substituir o disquete, resgatar dados de computadores estragados, realizar backup com mais facilidade, abrigar determinados sistemas e aplicativos mais utilizados.

Possui diferentes capacidades de armazenamento que varia entre 64 megabytes e 80 gigabytes. Ou seja, toda sua discoteca em um único pen drive. 


Se este for bem cuidado, pode desempenhar suas funções por até 10 anos. Alguns carros chegaram a colocar discos rígidos em seus sistemas multimídia, ampliando a capacidade de armazenamento.

Agora sim! Vamos começar um novo ciclo! Para ficar no salão, é preciso dançar rápido, pois o ritmo muda. 


O pen drive de hoje já começa a perder espaço para o streaming, diretamente do celular para o som do carro, permitindo assim uma convergência de mídias.


E o streaming do celular já tem concorrência das webrádios. Tudo isso sem falar no armazenamento através da nuvem, que vai permitir encontrar as mesmas músicas no automóvel, celular, em casa ou qualquer lugar que você desejar.

Pelo menos, por enquanto, uma pesquisa recente mostrou que 90% dos ouvintes também estão ouvindo ainda suas rádios AM e FM, mostrando que, pelo menos por enquanto, o rádio terrestre continua a ser uma escolha por conta do hábito, facilidade de uso e conteúdo ao vivo e local, como trânsito, notícias e tempo (prestação de serviço).

Segundo ele, as empresas de rádio terrestre devem continuar a se concentrar nesses serviços e se prepararem para o tsunami praticamente iminente das webradios embarcadas nos carros.

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Tarcisio Dias – Profissional e Técnico em Mecânica, além de Engenheiro Mecânica com habilitação em Mecatrônica e Radialista, é gerente de conteúdo do Portal Mecânica Online® (www.mecanicaonline.com.br) e desenvolve a Coleção AutoMecânica.
E-mail: redacao@mecanicaonline.com.br

DIA MUNDIAL DO MEIO AMBIENTE COMEMORADO NO BRASIL COM MUITO OSTRACISMO. AFINAL, UM PAÍS ONDE NO RIO DE JANEIRO, A BAÍA DA GUANABARA , ESTÁ HÁ DÉCADAS RECEBENDO RECURSOS QUE SE PERDEM NA INCOMPETÊNCIA DOS GOVERNANTES E ALGO MUITO PARECIDO ACONTEÇA COM O RIO TIETÊ. O GOVERNO NÃO SE INTERESSA PELO INCENTIVO AO USO DOS CARROS ELÉTRICOS, ALIÁS, JUSTIFICÁVEL, PORQUE A INSPEÇÃO TÉCNICA VEICULAR NUNCA FOI LEVADA A SÉRIO.


Alta Roda
 

Nº 840 — 14/6/15

Fernando Calmon



NADA A COMEMORAR

Dia Mundial do Meio Ambiente, em 5 de junho último, teve relativamente pouca repercussão no Brasil. 

Está certo que os ambientalistas exageram na argumentação e acabam, por vezes, limitando a capacidade de empolgar. 

Em um país com seríssimas deficiências de saneamento básico, pode parecer excesso de zelo cuidar da limpeza do ar e da “saúde” mecânica e de segurança dos veículos em circulação. Mas não é. 

No primeiro caso, o cálculo de mortes decorrentes é feito de forma indireta e de certa forma discutível; no segundo, o descalabro visto todos os dias salta aos olhos: entre 100 e 140 mortos, dependendo da contabilidade (morte imediata ou por consequência), e seis vezes mais de feridos.

Desde 1997 a Inspeção Técnica Veicular (ITV, segurança e emissões juntos) está prevista em lei para o Brasil todo e, apesar de algumas tentativas, na prática quase nada se fez. 

Perdeu-se muito tempo em discussões se deveria ser federal ou estadual. Venceu a opção estadual porque o País tem diferentes realidades. 

Por falta de regulamentação deu espaço para um arremedo de vistoria (não se pode chamar de inspeção) no Estado de Rio de Janeiro, que na realidade é imposto disfarçado, e a uma controversa inspeção ambiental na cidade de São Paulo que focava mais em carros novos do que antigos – estes poluem 10 vezes mais.

A inspeção de emissões acabou suspensa pela prefeitura paulistana em 2012 e pelo jeito não voltará tão cedo. Ideal mesmo seria racionalizar os custos e criar de vez a ITV com o cronograma correto: começar com veículos a partir do quarto ano de uso, com frequência bienal até o décimo ano e depois, anual. 

Caminhões, ônibus, outros veículos a diesel e motocicletas deveriam ser inspecionados todos os anos, no mínimo a partir do segundo ano de uso.

O grande problema em São Paulo é político, para variar. Claramente o governo estadual resiste a qualquer tipo de inspeção porque teme perder votos dos eleitores motorizados. 

A prefeitura por sua vez alega a “mobilidade” da poluição ao defender a inspeção ambiental em toda a região metropolitana e não apenas na capital. 

O projeto municipal acertou na frequência do serviço, porém tem falhas evidentes e, no fundo, mostra o seu viés populista.

Sem resolver esse impasse nada haverá a comemorar nos próximos dias mundiais do meio ambiente, em particular na cidade brasileira que detém a maior frota real de veículos (seis milhões incluídas as motos). Olímpio Álvares Jr., engenheiro e consultor da L’Avis Eco-Service, defende essa posição e vai adiante em recente artigo de sua autoria.

“Não se respeitam as leis municipal e estadual de controle ambiental em razão de mudanças climáticas, faltam ônibus a diesel com filtros de particulados ou sua substituição prevista em lei (inviável da forma como se legislou), pouco se fala sobre incentivo ao teletrabalho a fim de racionalizar os deslocamentos ou se discutem novas fórmulas de pedágio urbano como alternativa ao rodízio por final de placa”, protesta.

Ele lembra ainda que, dentro de um automóvel, motorista e ocupantes podem estar sujeitos a cargas maiores de poluentes até em relação aos pedestres, em especial nos congestionados corredores de trânsito.

RODA VIVA

ANFAVEA surpreendeu e resolveu assumir números de vendas ao final de 2015 bem piores do que havia previsto antes: agora espera uma queda de quase 21% em relação a 2014. 

Fenabrave, associação das concessionárias, já sinalizava esse patamar de redução. Produção deve cair 18% e só não está pior porque talvez haja 1% de aumento em unidades exportadas.

MÊS PASSADO foi realmente fraquíssimo para a comercialização do setor. Mesmo com o corte severo de produção e 18% dos empregados sem ter o que fazer, viu os estoques caírem apenas um dia (de 52, em abril para 51, em maio), 46% acima do que seria considerado normal. 

Duas revisões para baixo em apenas cinco meses não costuma ocorrer na entidade dos fabricantes.

CARROS de menor preço estão sofrendo proporcionalmente mais esse duro revés de mercado: marcha à ré equivale a voltar aos números de 2008 a se confirmarem as previsões. 

Modelos com motor de 1 litro de cilindrada representam até agora 35,5% do total vendido. Na média anual de 2014, 36,1%.

FIAT 500 ABARTH tem procura restrita porque o apelo pela esportividade está em declínio por aqui. 

Preço tampouco ajuda. Porém, retirando a raspada em lombadas e valetas, mesmo com o maior cuidado possível, o carro vai além do ótimo desempenho do motor turbo em sua forma pura. 

Suspensões não são duras demais e até o quadro de instrumentos mudou para muito melhor.

FUNCIONOU BEM a campanha da Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artespe) pró-uso dos cintos de segurança. Antes 53% dos passageiros negligenciavam esse item no banco traseiro (foco desta iniciativa) e o índice caiu para 48%, ou seja, bem relevante. 

Repercutiu de forma indireta até nos motoristas: 14% não atavam os cintos e a pesquisa apontou queda para 13%.
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fernando@calmon.jor.br e www.facebook.com/fernando.calmon2

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