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segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

FORD CRIA PISTA REPRODUZINDO OS PIORES BURACOS DO MUNDO PARA DESENVOLVIMENTO DE SISTEMAS DE CHASSIS E SUSPENSÃO DOS VEÍCULOS QUE PRODUZ. O TRECHO TEM DOIS KM DE EXTENSÃO E FOI CONSTRUÍDO NO CAMPO DE PROVAS DA MONTADORA NA BÉLGICA, UMA RÉPLICA DE LOMBADAS, DESNÍVEIS E BURACOS. COM ISSO OS ENGENHEIROS PRETENDEM RESOLVER PROBLEMAS CAUSADOS PELA BURACADA QUE NO BRASIL É COMUM. BASTARIA A FORD FAZER OS TESTES NAS ESTRADAS BRASILEIRAS QUE CONSEGUIRIA MELHORES RESULTADOS. OS MODELOS MONDEO, GALAXY E S-MAX, NA EUROPA E NO FUSION SPORT, NOS ESTADOS UNIDOS, JÁ ESTÃO RECEBENDO A TECNOLOGIA DE CONTROLE DE AMORTECIMENTO CONTÍNUO, QUE TANTA FALTA FAZ NOS CARROS BRASILEIROS


A Ford reuniu em um trecho de cerca de 2 km de pistas no Campo de Provas de Lommel, na Bélgica, uma réplica dos piores buracos, lombadas e desníveis encontrados nas estradas mais perigosas do mundo. 

Esse verdadeiro “pesadelo dos motoristas” é usado pelos engenheiros para desenvolver inovações nos sistemas de chassi e suspensão capazes de enfrentar a enorme diversidade de estradas do planeta, como mostra este vídeo.


A pista de Lommel reproduz buracos encontrados em mais de 100 trechos perigosos de estradas de 25 países. 

Os engenheiros da Ford estão sempre estudando a inclusão de novos desafios na instalação. 

Estrada de teste que a Ford pode aproveitar no Brasil 

Nos últimos três anos, eles visitaram pistas da Europa, Ásia, América do Norte e América do Sul.

Pista de teste no Brasil.

“Esta estrada é uma galeria das superfícies mais irregulares que os motoristas podem encontrar no mundo, seja um cruzamento esburacado na China, uma rua lateral na Alemanha, um calçamento de pedra, em Paris, ou lombadas de velocidade no Brasil.

Com elas, desenvolvemos os futuros veículos para lidar melhor com os desafios do mundo real", diz Eric-Jan Scharlee, especialista técnico de durabilidade do Campo de Provas de Lommel.

Com um equipamento similar ao usado pelos sismólogos no estudo de terremotos, os engenheiros passam sobre os buracos em velocidades de até 74 km/h, enquanto sensores registram as cargas e tensões sobre a suspensão e componentes do veículo.


Uma das inovações geradas com base nesse trabalho é a tecnologia de controle contínuo de amortecimento com atenuação de buracos que a Ford está lançando em modelos como o Mondeo, Galaxy e S-MAX na Europa e no Fusion Sport nos EUA.

Ao detectar que uma roda caiu num buraco, ele ajusta a suspensão para protegê-la contra danos. 

Ao mesmo tempo, o sistema de monitoramento de pressão dos pneus alerta contra furos e o controle de estabilidade eletrônico ajuda o motorista a manter o controle do veículo ao desviar de obstáculos.

Segundo um estudo da Associação Americana de Antropologia, só nos Estados Unidos os buracos geram um custo estimado de US$3 bilhões por ano para os motoristas com reparos.

sábado, 20 de fevereiro de 2016

FIAT DEU A PROVA MAIS CLARA DE QUE É NOS MOMENTOS DE CRISE QUE AS DIFICULDADES SÃO TRATADAS COM MAIS VIGOR E DAÍ, DEPOIS DO JEEP RENEGADE, A MONTADORA LANÇA A PICAPE TORO, QUE O LEITOR PODE CONHECER MELHOR

  

MECÂNICA ONLINE®


20/02/2016


As inovações da picape 
desenvolvida pela Fiat


Link para vídeo: https://youtu.be/aEEuGQQBOac
Acompanhar o setor automotivo nos permite conviver com pessoas que buscam inovações, tecnologias e funcionalidades. O resultado são os novos modelos que chegam em nosso mercado a cada dia.

A primeira grande novidade do ano é a picape desenvolvida pela Fiat em Pernambuco, chamada de Toro.

A Renault foi quem primeiro descobriu o espaço entre as picapes pequenas e as intermediárias, com o lançamento do Duster Oroch, mas talvez seja da Fiat a ambição de conquistar mais consumidores.


O grupo FCA vem com a mesma estratégia do Jeep Renegade contra seus concorrentes. Oferece o maior leque possível de versões e equipamentos para o cliente, agradando gregos e troianos, enquanto os concorrentes ficam limitados.

Para muitos, sair na frente pode ser a atitude correta, até mesmo nos tempos do jornalismo através da internet, mas muitas vezes, você leitor, prefere uma matéria mais completa, com análise da informação.

Ela pode até demorar um pouco mais para surgir, mas com certeza vai agradar uma quantidade maior de pessoas que buscam esse conhecimento.


E assim a Fiat oferece uma picape com duas opções de motorização (diesel e bicombustível – gasolina e etanol), tração 4x2 ou 4x4, transmissão de seis ou nove marchas, entre outras facilidades que ampliam o leque de oportunidades para o cliente.


Mas o nosso leitor é esclarecido e não vai no modismo. É preciso analisar os recursos que o veículo oferece e suas necessidades do dia-a-dia. Então vamos ao que interessa!

Quando o assunto é conforto e segurança um dos destaques é o sistema de suspensão com amortecedores Full Displacement, que equipa as versões 4x2 e 4x4.


O sistema de suspensão foi projetado para oferecer máximo conforto e estabilidade com a máxima capacidade de carga, de até uma tonelada, nas diversas condições das estradas brasileiras.

As tecnologias aplicadas nas suspensões dianteiras McPherson com braços oscilantes Double Layer produzidos com aços de alta resistência, em conjunto com as suspensões traseiras Multilink, proporcionam menor peso aos componentes mantendo a rigidez e robustez do conjunto.


O amortecedor Full Displacement complementa o sistema. Sua configuração é bitubular, com válvulas de duplo efeito que utilizam discos de alto carbono.

A abertura progressiva das válvulas promove um controle mais eficiente das forças de amortecimento, tanto na tração, quanto na compressão.

A parte frontal da Toro conta com o DRL (“Daytime Running Light”) com Guia de Luz integrada que proporciona forte personalidade e identidade singular ao veículo. Além disso, há também o conjunto de faróis equipados com lentes bicolores.

Completam o sistema de iluminação dianteiro os faróis auxiliares direcionais de alto desempenho, que proporcionam maior segurança e visibilidade em manobras.

Além dos componentes dianteiros, a Toro é equipada com lanternas traseiras com tecnologia LED e Guias de Luz, com design único e diferenciado, onde o efeito caleidoscópio completa o conjunto em grande estilo.


Destaque também para o conjunto de pedaleira híbrida, cujos pedais são construídos em plástico de alta resistência, sendo que o pedal de freio possui “alma metálica”, o que assegura menor peso ao conjunto (ganho de 20% em comparação a uma pedaleira 100% metálica) sem abrir mão da segurança.

Para o Fiat Toro a pedaleira vem com sistema de desarme do pedal do freio, que garante ainda mais segurança ao condutor em caso de colisão frontal.

Comprovando a sua vocação em desenvolver produtos de elevado conteúdo tecnológico e orientados à preservação ambiental, a Magneti Marelli equipa o modelo com o sistema de abastecimento do combustível com tanque Multilayer, cuja principal vantagem é eliminar a evaporação do combustível, reduzindo as emissões totais, além de ser mais resistente ao impacto, garantia de maior a segurança.

O modelo equipado com motor Flex conta com o pioneiro Software Flexfuel Sensor (SFS®) com a central de comando ECU (Eletronic Control Unit) Família 10 – dotada com microprocessadores de nova geração, com maior capacidade de memória e velocidade de processamento.

A ECU Família 10 realiza a leitura dos dados provenientes de diversos sensores espalhados pelo veículo com mais rapidez e atua de forma mais precisa, melhorando a dirigibilidade, economizando combustível e reduzindo emissões.

Outra tecnologia Magneti Marelli que se destaca na motorização do Fiat Toro é o novo coletor variável de admissão, cuja geometria dos dutos também colabora com a melhora na dirigibilidade ao proporcionar maior desempenho.


Um dos grandes diferenciais do Fiat Toro são os quadros de instrumentos digitais de sete polegadas ou 3,5 polegadas nas diferentes versões oferecidas.

Os produtos contam com sistema de navegação através de pictogramas que indicam as conversões; auxílio para estacionamento frontal e lateral, indicando a distância e a posição aproximada do obstáculo mais próximo; sistema de estacionamento semiautomático, que informa as ações que o motorista deve fazer numa manobra de estacionamento; entre muitos outros recursos.

O coletor de escapamento com conversor catalítico integrado responde pelos baixos índices de emissões de poluentes.

Além disso, existe um sistema completo de escapamento – tubos, silenciadores etc - com tecnologias que garantem o conforto acústico e proporcionam redução de peso e consequente a economia de combustível.

As joint ventures estabelecidas entre a Magneti Marelli e as empresas Faurecia (FMM) e Prima Sole (SPMM), exclusivamente para atender as demandas da fábrica de Goiana, em Pernambuco, fornecem importantes componentes do interior do veículo para a Toro como o painel, o console central e os painéis das portas, além de diversos componentes para o acabamento interno e externo em plásticos que conferem a percepção de robustez e qualidade superior.


Na parte externa, para-choques dianteiro e traseiro completam a gama dos componentes plásticos.

A chave tem formato canivete com telecomando. Basta que ela esteja na mão ou no bolso do motorista para que a entrada e a partida do motor estejam liberadas sem a necessidade da chave.

Além disso, o Toro traz a função Remote Start ― o primeiro carro nacional com esta tecnologia. Ela permite ao motorista ligar o veículo à distância, apenas pressionando o botão na chave.

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Tarcisio Dias é profissional e técnico em Mecânica, além de Engenheiro Mecânico com habilitação em Mecatrônica e Radialista, desenvolve o site Mecânica Online®(www.mecanicaonline.com.br) que apresenta o único centro de treinamento online sobre mecânica na internet (www.cursosmecanicaonline.com.br), uma oportunidade para entender como as novas tecnologias são úteis para os automóveis cada vez mais eficientes.

Coluna Mecânica Online® - Menção honrosa (segundo colocado) na categoria internet do 7º Prêmio SAE Brasil de Jornalismo 2013, promovido pela Sociedade de Engenheiros da Mobilidade.

8,5 MILHÕES DE VEÍCULOS FORAM VENDIDOS RENAULT-NISSAN NO MUNDO EM 2015. NO BRASIL, A RENAULT REGISTROU UM AUMENTO INSIGNIFICANTE DE 0,2%, MAS GARANTIU UMA PARTICIPAÇÃO DE 7,3% DO MERCADO, APESAR DA GRAVE CRISE QUE AFETA A ECONOMIA. NA ÍNDIA, A FRANCESA TEVE UM AUMENTO DE 20%, MAS FOI NO MÉXICO QUE AS VENDAS FORAM MUITO SIGNIFICATIVAS, ONDE TEM 25,8% DE PARTICIPAÇÃO DO MERCADO. OS ELÉTRICOS ESTÃO EM ALTA : A ALIANÇA VENDEU 302 MIL, NO ANO PASSADO

O Clio foi o carro mais vendido na França pelo 6º ano seguido

Paris – A Aliança Renault-Nissan vendeu 8.528.887 veículos em 2015, em alta de quase 1% em relação a 2014, graças a vendas recorde nos Estados Unidos, China e Europa.

As vendas acumuladas da 4ª maior fabricante globalde automóveis, que inclui o Grupo Renault, Nissan Motor Co., Ltd. e a russa AVTOVAZ, se mantiveram estáveis entre 2014 e 2015, apesar da forte retração dos mercados russo e brasileiro.

Renault, Nissan e AVTOVAZ, primeira montadora de automóveis na Rússia, comercializaram em torno de 
um veículo a cada 10 no mundo.

O grupo Renault, terceira montadora europeia, vendeu 2.801.592 veículos em todo o mundo em 2015, um número recorde que apresentou alta de 3,3% em relação a 2014, em um mercado em alta de 1,6%. 


A Renault apresentou uma progressão em suas vendas pelo terceiro ano consecutivo. A Dacia vendeu um número recorde de 550.920 veículos, em alta de 7,7%.


A Renault é a marca que apresentou o maior crescimento na Europa, com uma participação de mercado de 10,1%, em um mercado em progressão de 9,4%. 

A Renault mantém sua posição de líder em veículos utilitários na 
Europa, pelo 18º ano consecutivo.


A Nissan Motor Co., Ltd. registrou vendas recorde, com 5.421.804 carros de passeio e utilitários comercializados no mundo, uma progressão de 2,1%. 

Em seus dois principais mercados, Estados Unidos e China, a Nissan vendeu pelo menos 1,25 milhões de unidades. 

A Infiniti registrou vendas recorde de 215.250 veículos, em alta de 16% em relação ao ano anterior, graças a volumes de vendas elevados em todas as principais regiões, inclusive América do Norte, Central e do Sul, bem como na China.

A AVTOVAZ, que comercializa veículos sob a marca LADA, vendeu 305.491 veículos, apresentando uma retração de 31,5% devido a uma brutal deterioração do mercado russo. 

A Aliança Renault-Nissan detém uma participação majoritária no capital da AVTOVAZ, através de uma joint-venture com a estatal Rostec. 

Em torno de um veículo a cada três na Rússia foi vendido pela Aliança Renault-Nissan e a AVTOVAZ.

O mercado de automóveis russo como um todo recuou mais de 35%. A Aliança aumentou sua participação de mercado, passando de 30,7% em 2014 para 32,3%, em 2015.



Mercados Renault-Nissan
Os países seguintes constituíram os 10 primeiros mercados da Aliança em 2015: Estados Unidos, China, França, Japão, México, Grã-Bretanha, Alemanha, Rússia, Brasil e Espanha.

Nos Estados Unidos, a Nissan registrou um recorde histórico, com 1.484.918 veículos vendidos, em progressão de 7,1%, que se traduziu por uma participação de mercado recorde de 8,5%. 

A Nissan apresentou vendas anuais excepcionais para seus modelos Rogue, Versa, NV e NV200. As vendas aumentaram 20% em relação a 2014 no segmento de utilitários leves.

Na China, a Nissan vendeu 1,25 milhão de veículos, em alta de 6,3%. 

A Nissan mantém sua posição de montadora japonesa número 1 na China, com uma participação de mercado de mais de 5%.

No início do mês, a Renault iniciou a produção do SUV Kadjar, na fábrica localizada em Wuhan, através da joint-venture com a Dongfeng Motor Corp. 

Este é o primeiro modelo fabricado pela Renault na China. A nova fábrica terá uma capacidade de produção inicial de 150.000 veículos por ano, podendo chegar posteriormente a 300.000 veículos por ano.

Na França, o mercado doméstico da Renault, a montadora vendeu 607.7173 veículos, em alta de 5,1%, atingindo uma participação de mercado de 26,4%. 

O compacto urbano Clio é o carro de passeio mais vendido 
pelo 6º ano consecutivo. 

O Renault ZOE é líder em carros de passeio elétricos, com uma participação de mercado de 60%.

No Japão, mercado nacional da Nissan, a montadora vendeu 589.046 veículos, em retração de 12,1%. A Nissan manteve sua participação de mercado em 11,7%.

No México, a Nissan apresentou vendas recorde de 348.941 veículos, em progressão de 19%. 

Com uma participação de mercado de 25,8% em 2015, a Nissan é a marca número 1 no México, pelo sexto ano consecutivo.

No Brasil, segundo mercado da Renault, a participação de mercado da montadora aumentou 0,2 pontos, chegando a 7,3%, em um mercado em recuo de 25,5%.

Na Índia, mercado que deve se tornar um importante pilar para o crescimento industrial e comercial da Aliança no futuro, a Renault é a marca europeia favorita, tendo comercializado 53.848 veículos, em alta de mais de 20%.

Mais de 80.000 clientes indianos já encomendaram o hatch compacto Renault Kwid desde o lançamento, em setembro. 

O Kwid é o primeiro veículo da Aliança construído sobre a plataforma Common Module Family-A. 

A Família de Módulos Comuns “A” é uma categoria de carros compactos e acessíveis, construídos a partir das CMF da Aliança. 

A marca Datsun lançará um modelo baseado na arquitetura 
CMF-A no decorrer do ano.


Veículos zero emissão
A Aliança vende em torno de um veículo 100% elétrico a cada dois no mundo. 

Ao final de dezembro, a Aliança vendeu um total de 302.000 veículos 
elétricos no mundo. 

Lançado em dezembro de 2010, o Nissan LEAF foi o primeiro veículo elétrico a ser comercializado em massa. 

Com mais de 201.000 unidades vendidas desde seu lançamento, o modelo continua sendo o veículo elétrico mais vendido no mundo.

Desde que começou a vender veículos elétricos em outubro de 2011, a Renault vendeu um total de 83.000 veículos elétricos no mundo (incluindo o quadriciclo urbano 100% elétrico Twizy). 

O Kangoo Z.E. se mantém como o veículo utilitário elétrico mais vendido na Europa.


Em 2015, a Aliança Renault-Nissan vendeu 85.000 veículos elétricos, em alta de mais de 2,5% em relação a 2014. 

Os emplacamentos de veículos elétricos da Nissan tiveram queda de 9,8%, enquanto que os da Renault tiveram aumento de mais de 45%. 

Em 2016, o Nissan LEAF será equipado com uma nova bateria, que terá capacidade para 30 kWh, proporcionando uma autonomia 20% superior à da versão anterior, de 24 kWh. 

Além do modelo LEAF, a Nissan também comercializa o furgão elétrico e-NV200.


Na Europa, as vendas de veículos elétricos da Nissan aumentaram 14,3% em 2015, representando quase 20.000 unidades. 

As vendas de veículos elétricos da Renault na Europa aumentaram 49%, totalizando aproximadamente 23.100 unidades (com exceção do Twizy). 

O Renault ZOE se destaca como o veículo elétrico mais vendido na Europa em 2015, representando quase 19% de participação de mercado.

10 principais mercados da Aliança


País
Vendas totais
Participação de mercado
Estados Unidos
1.484.918
8,50%
China
1.265.922
5,30%
França
684.373
30%
Japão
594.126
11,70%
Rússia*
517.799
32,30%
México
373.261
27,60%
Grã-Bretanha
297.516
9,90%
Alemanha
252.383
7,40%
Brasil
242.744
9,80%
Espanha
218.846
18,30%
*Incluindo AVTOVAZ

10 principais mercados do Grupo Renault

País
Vendas totais
Participação de mercado
França
607.173
26,40%
Brasil
181.504
7,30%
Alemanha
177.787
5,20%
Turquia
162.175
16,80%
Espanha
156.108
13,10%
Itália
154.730
9,10%
Reino Unido
128.269
4,30%
Rússia
120.411
7,50%
Argélia
90.182
35,60%
Bélgica + Luxemburgo
82.374
13,30%

10 principais mercados da Nissan

País
Vendas totais
Participação de mercado
Estados Unidos
1.484.918
8,50%
China*
1.250.073
5,30%
Japão
589.046
11,70%
México
348.941
25,80%
Reino Unido
169.247
5,60%
Canadá
129.976
6,80%
Rússia
128.713
8%
França
77.200
3,60%
Alemanha
74.596
2,20%
Emirados Árabes Unidos
66.839
15,90%

QUANDO FOI APRESENTADA NO BRASIL EM 2012 NO SALÃO DE SÃO PAULO, A JAC MOTORS CHEGOU PARA FICAR. AO LONGO DOS ANOS, PORÉM, PROBLEMAS DE VÁRIAS ORDENS QUE CULMINARAM COM A CRISE QUE AFETA O SETOR AUTOMOTIVO, AMEAÇARAM A CONTINUIDADE DA MARCA NO BRASIL, MAS O EMPRESÁRIO SÉRGIO HABIB QUE TROUXE A CHINESA PARA O PAÍS NÃO SE DARIA POR VENCIDO E DECIDIU ENCARAR SOZINHO A INSTALAÇÃO DA UNIDADE DE CAMAÇARI QUE FORA INTERROMPIDA. DE LÁ SAIRÁ O T5. UM SAV MUITO BAIANO NO COMEÇO DE 2017. CONHECENDO HABIB SÃO FAVAS CONTADAS. ENTRETANTO, A AUDI REFAZ O BELO Q7 QUE PASSA A CHEGAR DE 0 A 100 KH/K EM 6,1 SEGUNDOS. NOVIDADE TAMBÉM NO X1 DA BMW


Coluna nº 0716
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Solidão apequena a JAC

Da posição corajosa de importar os chineses JAC devidamente adequados ao gosto do consumidor brasileiro; de vendê-los equipados a preço de carro pelado; de inaugurar 50 concessionários no dia do lançamento da marca; de anunciar fábrica na Bahia, o pacote de iniciativas do empresário paulistano Sérgio Habib foi atrapalhado por condições estranhas ao seu negócio. 


Governo federal, por preocupação, ou instigado pelos fabricantes concorrentes, criou imposto adicional de 30 pontos percentuais, inviabilizando as importações e, evento paralelo, o Banco de Desenvolvimento da Bahia não liberou financiamento prometido.

Resultado buscado, o mercado de importados caiu e Habib cortou custos como pode; demitiu gente; fechou revendas JAC e Citroën – é o maior operador da marca; e, com permissão da licença pouco poética, comeu o pão que o diabo amassou com o rabo para manter-se hígido economicamente.

Sem financiamento, fez sociedade com a JAC chinesa para construir a fábrica, mantendo sua a distribuição. 

Entretanto dois fatores novos levaram a nova e total alteração: a retração de vendas e a insegurança jurídica no País, fizeram chineses deixar o negócio.

Simples
Sozinho na iniciativa, entre escriturar o prejuízo e largar tudo para dedicar-se ao conforto de aposentadoria precoce, o sangue hebreu de Habib instou-o a deter o prejuízo e correr atrás do lucro: deu monumental freada no projeto, virou-o a 90 graus. 

Na prática fará sozinho os carros chineses em Camaçari, Bahia, porém em escala menor. 

Enxugará o processo industrial: em vez de fabricação, montagem CKD – importação de veículos desmontados – para armar aqui; instalações modestas; agregação de poucas partes nacionais. 

Seguirá a cartilha do programa oficial Inovar-auto, de nacionalização mínima – pneus, rodas, mangueiras, correias, bateria e pouca coisa mais. 

É marcha a ré industrial, pois os aderentes a tal regra fazem, em 2016, menos que a Willys-Overland praticava ao iniciar operações brasileiras no longínquo 1954, pré-indústria automobilística nacional. Quer reter custos a R$ 200 milhões – aproximadamente US$ 50 milhões.

Processo simplório, aumentando lentamente as intervenções industriais e o desenvolvimento de componentes nacionais. 

Volume, projetado em 100 mil unidades/ano contrair-se-á a 20 mil anuais – 1% do mercado nacional.

Fábrica em módulo inicial iniciará construção em dias e pretende expelir as primeiras unidades em janeiro de 2017.

Habib tem pressa. Ajusta passos iniciais com a JAC incluindo mudar o produto agora o T 5, um SAV focado nas dimensões do Ford EcoSport.

Do saco, a embira. E da embira, um pedaço, dizia a minha avó, sábia macróbia. Este Habib é resiliente como uma aroeira.


JAC será feito por Habib por risco próprio e escala menor


VW muda foco e apaga o Das Auto


Anúncio VW enfatiza pessoas e fez sumir o Das Auto


Para mostrar ter equacionado a crise das emissões dos motores diesel, além da apuração, da catarse interna, da contratação dos melhores executivos em área jurídica, de compliance, lobby, investigação, Volkswagen agora quer expor a mudança a público. 

Começa mudando o inexplicável slogan, Das Auto – em alemão O Carro -, objeto de ácidas críticas a partir da imprensa considerada.


Está em campanha europeia e logo chegará ao Brasil exibindo mudança mundial de enfoque, adotando linha emocional. 

Como disse Jorge Portugal, VP de Vendas no Brasil, o slogan era arrogante, e a marca quer dirigir sua comunicação às pessoas, ao povo, como está em seu nome – Volks é povo, pessoas, em alemão. 

Texto enfatizará qualidades em torno de frase criada para recuperar credibilidade e clientes: antes, agora, sempre.


Carnaval acelera lançamentos
Mercado retraído, vida deve continuar, alemãs Audi, BMW e Mercedes importaram novidades. 

Quantidades contidas, pois a trinca se concentrará em vender maior número possível dos veículos em início de produção local pelas duas primeiras – Mercedes o fará a partir de março. 

Traço comum, todos os modelos saltaram de preço, expondo a correção do dólar e, imagina-se, um colchão para absorver futuros aumentos a curto prazo.

Audi e Q7

Refez o Q7, maior de seus utilitários esportivos. Regras de consumo ditaram as intervenções: reduziu 325 ! kg, por intenso uso de alumínio na suspensão independente e na estrutura – há, apenas, duas pequenas vigas em aço especial; motor V8 4,2 litros substituído por V6, vigoroso compressor mecânico com embreagem para desligá-lo ao gerar 25 m.kgf de torque, gerando 333 cv de potência, circa 45 m.kgf de torque. 

Menor, mais leve e mais forte, vai de 0 a 100 k/h em 6,1s, velocidade final cortada a 250 km/h.

Seguiu a tendência mundial agregando-lhe enorme relação de infodiversão – incluindo a mágica de diminuir instrumentos no painel; do sistema de visão noturna percebendo obstáculos antes da visão humana; tela de 31 cm conectada ao sistema multimídia, permitindo ver de mapas a agenda telefônica.

Caixa automática com oito marchas, tração permanente em todas as rodas na relação 40/60%, sistema de freio na subida, de controle automático nas descidas. 

Enfim, pacote rico e à altura da preocupação de liderança tecnológica da marca. Em relação aos concorrentes Porsche Cayenne - com quem divide muitas peças -, e Land Rover Sport, disputa parafuso a parafuso. Preços, R$ 400 mil versão de entrada, e R$ 490 mil com opcionais.

Audi Q7. Emagreceu 325 kg - um piano.


BMW e X1
Inicia importado, abrindo picada no mercado do segmento, à produção nacional a iniciar-se próximos dias, em Araquari, SC. 

Embora a maioria dos condutores não perceba, espelha o uso da arquitetura mecânica pelo degrau inferior dos BMW e o superior dos Mini. 

Característica básica é ter tração dianteira, opcionalmente integral. Motor transversal re arranjou espaços, e apesar do comprimento assemelhado à versão anterior, obteve mais conforto em largura, altura, porta malas. Estilo deu-lhe cara de SAV.


Duas versões na motorização, quatro cilindros em linha, 2,0 litro: versão de entrada, 192 cv e 28,5 m.kgf de torque a surpreendentemente baixos 1.250 rpm; e 231 cv e tração nas quatro rodas.


Ambas são de extremo agrado ao conduzir, dóceis, ágeis, seguras, bem equipadas com ar condicionado em duas zonas, faróis em LEDs e sistema multimídia. 

Três preços: X1 básico a R$ 167 mil; sDrive2.0i X Line, intermediária, com teto solar, bancos e tampa do porta malas elétricos, a R$ 180 mil. 

Se o condutor dedicar-se a leituras superiores ao Mobral mecânico, cometerá um suinocídio, quebrará o porquinho da poupança, e dele retirará os R$ 200 mil para a versão de topo xDrive25i, muito superior.

BMW X1. Mais espaçoso e motor do Mini


Mercedes – os G
Padronizou seus produtos com habilidades fora de estrada sob a letra G. Tem dois novos: GLE Coupé, simbiose entre SUV e cupê, muito lembrando o estilisticamente polêmico BMW X6; e o GLC, sucessor do GLK.

GLE – Veículo de luxo, motor V6 biturbo, 3,0 litros, 333 cv e 49 m.kgf de torque a 1.600 rpm. 

Segue o caminho mundial de muita força em baixas rotações, transmissões automáticas com nove velocidades, permitindo girar em marchas altas – e rotações baixas. 

Oferece cinco regulagens de motor e suspensão, de acordo com a necessidade ou gosto, e interior tem toques da preparadora AMG, como couro com pesponto vermelho e volante esportivo.


GLC – Substitui o GLK, mal sincronizado com os compradores. Era baixo, perdendo a aparência agressiva tão demandada pela clientela. 

Cresceu uns 12 cm na distância entre-eixos e perdeu 80 kg no peso. Motorização 2.0 Turbo, 211 cv, transmissão automática de nove velocidades, tração integral e o Dynamic Select, regulagem para diferentes usos.


Preços de R$ 223 mil para versão GLC250 4Matic, a R$ 265 mil para Sport.

Mercedes GLC

Roda-a-Roda


Fim – Toyota dará fim à marca Scion. Nome em tradução livre é filho, rebento, criada para modelos destinados aos consumidores jovens. Descobriu, estes preferem dizer têm um Toyota. É a força do nome.


Conjuntura – Outro automóvel criado por advogados, o Polo Ameo, para mercado indiano. 

Não se imagine profissionais do direito substituindo designers, pois agem em plano superior, sugerindo ao governo molde legal para lei de incentivos a veículos com menos de 4m de comprimento, motores até 1,2 litro.


Corte – É o Polo e sua plataforma PQ 25 ao qual seccionaram o porta malas criando duas versões, hatch e sedã de três volumes. 

Motor 1,2 de três cilindros produzindo apenas 73 cv – no Brasil, o 1,0 faz 80 cavalos. Extra incentivo, opção Diesel 1,5 litro e transmissão automática DSG de sete velocidades.

Polo Ameo, outro carro definido por advogados


Mudança – Foi-se o tempo de carros definidos por técnicos, engenheiros. Agora o são pelos advogados: os do governo estabelecem parâmetros de emissões, poluição, segurança, tributação, e os das empresas sugerem os limites para a obediência à lei. Daí, são feitos.


Tempo – Fábrica do chinês Lifan, no Uruguai, – montada para fornecer Brasil -, fechou portas até março. 

Contração de 45% no mercado de importados, detém produção até limpar pátios da montadora e concessionários.


Situação - Globalização é isto. Borboleta bate as asas no Cerrado de Goiás, e faz criar fenda em montanha no Tibete.

Resgate – FCA foi a Munique resgatar Roberto Fedeli, ex-engenheiro-chefe da Ferrari, trabalhando na BMW. 

Para lugar especialmente criado, 2º na marca, reportando-se ao CEO, missão de botar ordem no processo de conformação, produção e lançamento do multi prometido e atrasado Alfa Romeo Giulia Quadrifoglio, cara do renascimento da marca.


Causa – Razão do atraso, dificuldades de aprovação nos testes de impacto. Ordem maior, iniciar produção no 31 de março – curiosa quinta feira -, e venda em julho. Versões 2,0 Otto e 2,2 Diesel no Salão de Genebra, março.


Mais – Calendário na Maserati, outra marca FCA renascida, também está lento. O SUV Levante, prometido para o ano passado, foi reprogramado para julho.


Paraíso – Alfistas sonharão com resultados da contratação e a nova intimidade de Fedeli com os métodos alemães. 

Diz-se, melhor automóvel do mundo terá linhas italianas e construção alemã. Pior, ao contrário...

Tecnologia – Fábrica de pistões Mahle desenvolveu tecnologia para reduzir consumo de óleo lubrificante nos motores com bloco em alumínio e camisas em ferro: revestiu-as externamente com níquel. Tecnologia nacional, do Centro Tecnológico da empresa, em Jundiaí, SP.


Problema – Causa é má troca de temperatura entre cabeçote e bloco, causando distorção nas camisas e irregularidades no espaço entre face interna e os pistões.


Solução – Sem saber, resolveu dois problemas até então insolúveis de festejado fabricante nacional, consumo de óleo e empeno dos blocos de motores. Drama caro para segundos donos e seus carros sem garantia.


Razão – Em dois anos, grupo indiano Mahindra viu queda de vendas de 48% para 37% em seu país. 

Pesquisou e descobriu, problema estava no design tosco dos produtos – ou no amadurecimento dos compradores ...


Resolução – Pessoal decidido. Foi ao mercado e, em vez de contratar um designer festejado como talento e grife, comprou o top no setor, mítica Pininfarina, criadora de Ferraris, Maseratis, Rolls-Royce...


Desafio - Italianos terão trabalho. A linha de veículos, picape e SUV, derivam da antiga Rural Willys. Como me disse um mecânico, em Goiás, mais feios que bater em mãe...


Festa – Mercedes-Benz iniciou festejar seus 60 anos no Brasil. Aplicou enorme numeral em neon ao lado da estrela, logo da empresa, sobre o prédio da administração maior, em São Bernardo do Campo, SP. 

Tem muito a festar, incluindo marcas industriais como os primeiros motor diesel, caminhão e ônibus feito no País.

Antigos – Paris, semana passada, leilão da Artcurial, na Rétromobile, Ferrari 335 Sport carroceria Scaglietti cravou US$ 35.807.096. Recorde no modelo.

Ferrari 335 Sport Scaglietti, quase US$ 36 milhões


Lamentável – Pilantras que surrupiaram a Petrobrás, o erário publico, os sonhos e o futuro do País, hoje gastando para se defender das grades, não aplicaram o fruto – ou o furto... – em automóveis antigos. 

Poderiam ter trazido modelos referenciais, e apreendidos ficariam aqui, melhorando nosso acervo. Sobrou rapina, faltou cultura.


Gente – Pablo Di Si, 46, graduado em finanças, com Harvard no currículo, novo presidente da VW Argentina. 

OOOO Era chefe de operações e vp de finanças, experiente na área, aqui foi diretor financeiro na Fiat. 

OOOO Nomeação está no gabarito de controle por David Powel, presidente da VW do Brasil e treinando para ser nº1 na América Latina.

OOOO Lá e cá quer nos postos-chaves quem fale a língua e entenda o país. 

OOOO Dr. Joseph-Fidelis Senn, 58, ex-diretor de Recursos Humanos da VW Brasil, onde fomentou a participação da empresa em usinas hidroelétricas próprias, e ex-presidente da VW Argentina, saída. 

OOOO Muda-se a Paraty, RJ, - projetos sociais. 

OOOO Christine – Chrissy - Taylor, mulher mais importante do segmento de locação de veículos, VP e COO da Entreprise, National e Alamo Rent-a-Car.

OOOO Empresa familiar, é terceira geração no negócio. 

OOOO Iniciativas anteriores fizeram empresa saltar em locações em aeroportos; pool em vans; car sharing; e locação por hora, dia, semana, largos períodos. 

OOOO O futuro do automóvel. OOOO
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