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segunda-feira, 3 de julho de 2017

Mercedes-Benz cria a AMG, símbolo de carros de qualidade e duradouros, comemora meio século. A Peugeot lança picape Dong Feng que não chegará ao Brasil. Audi está apostando em eventos promocionais nas 28 revendas do País. O Argo, nova menina dos olhos da Fiat está à venda a partir de R$ 46.800





Coluna Nº 2617 - 3 de julho de 2017
             

AMG faz 50 anos e vira marca

Em junho, Mercedes-Benz comemorou 50 anos de criação da AMG, e ampliar seu portfólio no Brasil.

AMG
Nasceu da insatisfação de Hans-Werner Aufrecht e Ehrard Melcher, engenheiros da empresa, responsáveis pela preparação do motor 300 SE – L6, 3,0 litros, injetado – para corridas. 

Com a decisão da Mercedes em deixar a atividade esportiva, saíram da empresa e iniciaram melhorar carros da marca para clientes. 

Fizeram efeito demonstração como maior sedã da marca á época, o 300 SEL, motor V8, 6,9 l, dele arrancando tropa insólita para a época: 428 cavalos de estamina e grande resistência. 

Alinhou-o nas 24 Horas de Spa-Francorchamp, vencendo na categoria e fazendo surpreendente 2o lugar na classificação geral. Quebrou um paradigma: carro grande podia ter resultados esportivos.

300 SE, motor 6,9, carro de banqueiro ganha corrida. Era a AMG


Em 1980 com apoio da Mampe, produtora de bebidas servidos nos voos da Lufthansa, preparou outra inadequação, o grande cupê modelo 450 SLC fazendo-o vencer as 6 Horas de Nürburgring

Duas proezas: pelo regulamento, empregava a transmissão original, automática de 3 marchas. 

Efeito secundário, divulgou mundialmente as rodas BBS em liga leve. Deram um salto nos negócios, pois proprietários de cupê de 4 lugares descobriram poder obter mais performance ao automóvel. Os sempre sóbrios Mercedes tinham, enfim, personalizadores.

Bem, tocaram-na até 1990, quando assinou com MB contrato para desenvolver propostas esportivas. 

Mercedes entendeu como o negócio poderia implementar suas vendas, tornou-se sócia em 1999, absorvendo-a em 2005.

A soma de saber superlativo com estrutura industrial e comercial deu grande salto numérico. 

O AMG C 36, construído sob a menor plataforma de sedã da marca, teve 5.000 unidades construídas, transformando-a em unidade com escala e processos industriais. 

Grande ascensão é recente, no processo interno da Mercedes-Benz rejuvenescer a marca com produtos de agrado a público de menos idade, e isto incluiu fomentar todos os segmentos: desde criar nova família de entrada, a A, até procurar conseguir melhores resultados numéricos com a divisão especial. 

Daí a grande demonstração de capacidade técnica ao construir Mercedes-Benz SLS AMG, primeiro esportivo não derivado dos produtos de série, mas impecável esportivo ligado ao passado, pelos largos vincos no capô e as portas de abertura vertical, para bem lembrar o icônico 300 Gull Wing da metade final dos anos ’50.

A aceleração de demanda – ao comemorar 49 anos marcou 100 mil veículos desenvolvidos pela AMG -, levou a outras decisões: torná-la companhia independente e construir seu primeiro produto, o AMG GT.

Amplitude
Não se restringe à construção ou desenvolvimento de esportivos. Sua tecnologia permeia por todos os produtos, dos A, aos utilitários esportivos G, e se caracteriza por detalhes personalistas – desde opção de potência dos motores até material para o estofamento, cor da pintura. 

Tudo é possível dentro da técnica e da capacidade bancária do cliente. Mudar uma cor para outra, personalizada, especial, pode custar 50 mil euros – uns R$ 180 mil...

Característica de todos os produtos, a esportividade honesta, dimensionada à performance adicional; motores longevos; itens de charme como a montagem por engenheiro, assinando plaqueta no cabeçote. 

O desenvolvimento dos motores obtendo grande quantidade de cavalos por litro de cilindrada permitiu à marca reduzir a cilindrada, peso e tamanho, situando o topo de maior fluxo comercial nos V8 de 4 litros, dois turbos, injeção direta, dele retirando atuais 612 cv dispostos e longevos.

O leque
São quinze as versões AMG sobre toda a linha de produtos – incluindo até o comercial Vito .... 

Todos os 28 revendedores de automóveis Mercedes podem encomendá-los, mas há 12 com área de dedicação exclusiva, vendedores treinados, contando com estoque de fábrica. 

Para atender vontades específicas – cor ou estofamento especiais – encomenda toma 180 dias.

Pico da linha, o AMG GT R extrai 585 cv e 700 Nm de torque do V8 4,0, e oferece opção conversível, o GTC C Roadster, com menor disposição em seus 557 cv e 680 Nm de torque, ambos com transmissão automática de 7 marchas. Preços de caráter imobiliário: R$ 1.065 mil e R$ 1.200 mil.

AMG GT R e sua grade Panamericana


Peugeot mostra picape. 
Daqui será diferente
Indústria automobilística percebeu, países em desenvolvimento consomem picapes e utilitários esportivos – e seus clones -, em quantidade industrial e corre a ocupar tal nicho. 

Talvez consequência da centenária disputa interna francesa, ante a decisão da Renault em ter picape, no caso versão do Frontier de sua aliançada Nissan, Peugeot acelerou e copiou o processo: com seu sócio chinês clonou o Dong Feng Rich chamando-o Peugeot Pick Up.

Conformação adequada à simplicidade do projeto e exigências de clientes: motor diesel, L4, 2,5 litros, modestos 115 cv de potência, minguados 280 Nm de torque, caixa mecânica com 5 velocidades, tração nas duas e quatro rodas, marcha reduzida, capacidade de carga de 815 kg, cabine dupla. Para trabalho, sem apelo visual.

Lançamento em setembro, destino certo, Nigéria, no continente africano, em processo de internacionalização da marca. 

Lá, base para se espraiar, Peugeot já montou modelos Camionnette-Bâchée da família 403 de 1956; 404, de 1967; e após 504 Pick-up até 2005.

Aqui
Não virá para a América do Sul, diz Fabrício Biondo, vice-presidente América Latina da PSA para Comunicação, Relações Externas e Digital

Aqui, Coluna informou com antecipação, haverá picape Peugeot, mas nada a ver com a solução de urgência franco-chinesa. 

Mesmo executivo diz indefinido o local para fabricação - Palomar na Argentina, Porto Real no Brasil, ou montagem no Uruguai, como inaugurou processo para os veículos de carga Peugeot Boxer e Citroën Jumper. Há espaço ocioso nas duas primeiras e rapidez para a última.

Certo é, para competir com Toyota Hi Lux, Mitsubishi, Ford Ranger, Chevrolet, Nissan Frontier, VW Amarok e chegantes Renault Alaskan e Mercedes-Benz Classe X, deverá ter estímulo visual e melhor conteúdo. Não é o caso do chinês. 

Mostrei as fotos do Dong Feng Rich/Peugeot Pick Up a vizinho de cerca, colega de ITR, homem experiente, do interior do Goiás, e ouvi opinião sintética: Mais feio que bater ni mãe - no Dia das Mães...

Peugeot Pick Up é chinesa, Dong Feng. E não virá ao Brasil


Roda-a-Roda

Surpresa – Aliança entre Renault, Nissan e Mitsubishi com chances de liderar produção de veículos em 2017, antecipando plano para 2018. 

Neste ano líder Volkswagen cresceu apenas 1%, segunda colocada Toyota, 6%, e a Aliança 8%.

Fora – GM, ex-líder e hoje em 4a posição, deve cair até o final do ano em seu processo de contração vendeu marcas Opel, Alemanha; Vauxhall, Inglaterra; fechou operações na Austrália, África do Sul e Índia.

Sugestão – Deveria mudar de nome. Entrou General da crise de 2009, e salva pelo governo Obama saiu bem menor. 

Agora cortando atividades internacionais descerá na escala de patente. Talvez seja Capitão ou Tenente Motors...

De volta – Japonesa Mazda voltou a pesquisar o motor Wankel. Pistões e anéis em forma de triângulo com pastilhas vedadoras nas extremidades, ao eliminar o movimento alternativo obtém elevada potência específica. São ideais para o futuro – mais econômicos, performáticos, menores e mais leves.

Questão – Foi experimentado no NSU RO80, antes de ser absorvido pela Volkswagen, e recentemente pela Mazda. Problema recorrente era estabilizar o alternado padrão de durabilidade. Aparentemente japoneses creem ter solução.

Motor Wankel. Simples


Começo – Pré inscrição à compra do primeiro lote do novo Peugeot 3008 acabou em tempo recorde. 

Modelo novo, desenho inspirado em utilitário esportivo, faz sucesso no resto do mundo. Nova cor, Metallic Cooper, preferida.

Dilma – Idem na abertura de lista ao Renault Kwid, superando meta inicial. Empresa não informa qual era, mas diz tê-la ultrapassado. Ex-presidente Dilma foi-se sem saudades, mas deixou exemplo. Lançamento 2 agosto.

Caminho – Levar carros aos consumidores, fazendo apresentação e testes coletivos, foi caminho muito praticado a partir dos anos ’20 pelas marcas intentando apresentar o bicho automóvel a insuspeitados clientes no interior do país. Eram os Road-Shows.

Antigo – Nos anos ’60 Simca repetiu a proposta formando frotas, circulando nas estradas, tomando as praças das cidades do interior, vendendo veículos.

De novo – Audi aviará a fórmula: em caminhão-cegonha personalizado levará seus esportivos não disponíveis nos salões dos revendedores a clientes da marca e possíveis compradores conhecer dinamismo e capacidades de R8 Coupé V10, RS6 e RS7.

Mais - TTS, RS Q3 e RS 3 Sportback incluídos no rol. Périplo pelas 28 revendas da marca no país. Afim? Veja data com o revendedor mais próximo.

Multi – Operação mexicana da MAN Latin America, baseada no Brasil montou o 5.000o ônibus com partes brasileiras.

Questão – Findo o Salón de Buenos Aires, questões comuns: número impreciso de visitantes – dizem acima de 500 mil; preços disparatados – m2 expositivo em valor superior ao Salão de Paris; aos importadores mais caro; muitas marcas ausentes por custos elevados.

Mais – Fabricantes em grandes espaços nos galpões principais, e importadores em áreas secundárias. Consequência? Cidoa, associação dos importadores, estuda fazer seu próprio salón.

Bússola – Deputados da Comissão e Transportes da Câmara dos Deputados aprovaram Projeto de Lei 3404/15 do deputado Moses Rodrigues, (PMDB/CE) sobre a volta da obrigatoriedade do uso de extintor de incêndio ABC em veículos.

Caminho – Não apresentou estudos técnicos, mas apenas estranhamento pela dispensa traçada pelo Denatran, calçada pela desnecessidade do equipamento ante os novos sistemas de ignição e injeção de combustível. Ainda passará pela Comissão de Constituição e Justiça antes de ir a Plenário.

Passado – Neste pedaço da história da República algumas decisões da Câmara sugerem estarem os proponentes distantes do momento, da realidade, como se dançassem no último baile da Ilha Fiscal. 

Quer influenciar o julgamento e abortar esta insanidade? Está na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania. 

Escreva ao presidente: dep.rodrigopacheco@camara.leg.br

Magrelas – Michelin inicia importar pneus para bicicletas montain bikes aplicadas a Cross Country e All Mountain. 

Opções especializadas, com foco em aderência e durabilidade. Aros 26, 27,5, e 29”. Preços entre R$ 160 e R$ 250.

Top – Ducati apresentou no Bike Fest Tiradentes, modelo Multistrada 1200 Sport, com partes em alumínio forjado, fibra de carbono e escapamento Termignoni. 

Afinação mecânica, eletrônica, e apuro em sua marca registrada, o comando desmodrômico de válvulas. R$ 74 mil.

Diversão – Após segundo filme sobre Enzo Ferrari, um sobre Ferrucio Lamborghini, o ex-cliente transformado em concorrente da Ferrari. 

Tonino, seu filho, autor da melhor biografia sobre o pai, acertou a produção de filme sobre o rebelde industrial. Vida rica em histórias.

Reflexo – Consequência da operação Lava Jato, algumas empresas de engenharia sediadas na Bahia, então contratadas pela processada Odebrecht, ficaram sem obras. 

Corte no fluxo de caixa força diretores a vender frotas de antigos formada nos tempos pré-processuais. Bons preços.

Restauração – Proprietários de Simca reclamam do tempo e custos de restauração à feição original. 

Deveriam mirar no exemplo do governo francês: para refazer seu o jardim de seu Chambord gastou 14 anos entre pesquisas e intervenções e 3,5 M Euros – quase R$ 14 M. Inspirador do Simca, palácio de caça no vale do rio Loire, jardim, de 1684, 6.000 m2; gramado 16.000 m2.

Argo 1,0 e 1,3: Fiat abre o leque
Fiat ampliou o número de versões do recém lançado Argo, com motor 1.3 de quatro cilindros e 1.0, de três. 

Era previsível ante a missão do novo produto, utilizar sua novidade de formulação e estilo para recuperar vendas, em especial nos segmentos de maior preferência. 

Coisa bem direcionada, pois a faixa de compradores com motores ditos mil voltou a crescer nas vendas, e a versão 1.0 supera os concorrentes.

Ambos são boa combinação de automóvel de projeto recente, estilo marcante, construção cuidada, exibindo subir de patamar em confortos, cuidados encontráveis em faixas superiores de preço, como a boa vedação termo acústica, além de utilizar motores de última geração. 

Com ambos o foco é disputar com os líderes de mercado, o Chevrolet Onix e o Hyundai HB20.

Como item de modernidade e de adequação Fiat colocou a potência como segunda opção e privilegiou obter maior torque, medida mais exigida no tráfego urbano, onde os carros com motor 1.0 são mais utilizados. 

Comparando com os plotados Onix LT e HB20, os motores Fiat oferecem medida superior em torque tanto com uso de etanol quanto de gasolina, 10,9/10,4 Nm, com 80% disponível a 2.500 rpm. 

Isto favorece a disposição e resultados superiores aos concorrentes e nas avaliações ante parâmetros do Inmetro: notas AA em consumo.

Preço sugerido para o 1.0, R$ 46.800, inferior ao Onix LT, levemente acima de HB20. Expectativa da marca é concentrar nos clientes nesta versão, tornando-a a mais vendida. O 1.3 está 15% acima: R$ 54.000.

O Argo se caracteriza por ser bem completo desde a versão básica, e o opcional de central multimídia com tela de 7”, destacada do painel como nos Mercedes-Benz custa R$ 1.990. 

Transmissões mecânica com 5 marchas como padrão e o automatizador GSR para a versão 1.3.



Fiat Argo 1.0
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sábado, 1 de julho de 2017

Classic Line, o jeito de seu Fiat andar sempre novinho. Excelente custo/benefício. Ampla gama de produtos (mais de 180 itens). Preços diferenciados e competitivos - Garantia de qualidade e procedência Fiat - Padrão de peças genuínas



Pensando nos consumidores de veículos acima de três anos de uso, a Mopar desenvolveu a sua mais nova linha de peças para os produtos Fiat, a Classic Line, especialmente projetada para atender à alta demanda de veículos usados da marca no Brasil.

Para se ter uma ideia, atualmente cerca de 80% do parque circulante de modelos Fiat já tem mais de três anos de uso. 

Isso representa aproximadamente mais de 7 milhões de veículos rodando fora do período de garantia contratual. 

Uma infinidade de carros e consumidores que demandam cuidado e é exatamente nesse ponto que a Classic Line vai atuar.

Formada por uma extensa variedade de itens de alto giro, com grande demanda no mercado, a nova linha de peças traz ainda mais confiança e economia aos clientes da marca Fiat, oferecendo peças confiáveis, com a mesma qualidade das peças genuínas, homologadas e testadas pela engenharia da Fiat e, consequentemente, com a mesma garantia das peças de fábrica, trazendo ainda a vantagem de um preço em média 30% mais em conta.

O objetivo é atrair clientes e reparadores que já estariam deixando a rede de concessionários, mas que ainda prezam pela qualidade, pois desejam que o carro continue com uma excelente performance.

No primeiro momento são mais de 180 itens lançados que estão divididos em oito categorias: cabos, correias e tensores, embreagem, limpador de para-brisa, filtros, freios, suspensão e iluminação. 

Mas, vários outros componentes serão oferecidos ao longo do ano, para abranger cada vez mais os produtos Fiat e consequentemente seus consumidores.

Peça-chave para o sucesso da rede
Para a concessionária, a Classic Line reflete em um aumento na competitividade e, consequentemente, a retenção na venda de peças para o parque circulante acima de três anos. 

Isso gera um aumento no número de negócios dentro das concessionárias, pois os proprietários destes veículos passam a comprar peças oferecidas pela Fiat.

Além do aumento de clientes dentro da concessionária, há também um segundo momento de ganho com a venda das peças Classic Line para reparadores independentes, garantindo o alto giro de estoque e mais lucratividade.

sexta-feira, 30 de junho de 2017

BMW S 1000R fica mais potente e ganha novo visual na linha 2017. Superesportiva é equipada com motor de 165 cavalos e custa R$ 62.900





A superesportiva BMW S 1000R está com novidades na linha 2017. O design do modelo foi renovado, com novas carenagens mais compactas que ressaltam o seu design agressivo. 

A traseira levantada, frente baixa, faróis assimétricos e as características entradas de ar em formato de brânquias completam o design do modelo.

O painel de instrumentos, por sua vez, ganhou uma nova inclinação que facilita a visualização pelo condutor, tornando a viagem mais confortável e ergonômica. 

A moto está disponível em três cores: vermelho e as novas cinza e tricolor – esta última recebeu um novo grafismo no adesivo para o tanque. 

A superesportiva conta ainda com um novo sub-chassi traseiro e um novo escapamento em titânio.

"A BMW S 1000R é um dos modelos mais versáteis da BMW Motorrad, pois combina o desempenho de uma superesportiva com a agilidade de uma roadster. As mudanças visuais e técnicas da motocicleta na linha 2017 contribuem para mantê-la no topo da categoria", comenta Luciana Francisco, gerente sênior de marketing da BMW Motorrad Brasil.


Mais ágil e potente
Há mudanças no propulsor de quatro cilindros em linha, que agora desenvolve 165 cavalos de potência a 11.000 rpm, um aumento de cinco cavalos em relação ao modelo anterior. 

Derivado da S 1000 RR, o motor oferece 114 Nm de torque a 9.250 rpm, proporcionando um torque extremamente linear em uma propulsão constante em todos os regimes de funcionamento.

Por fim, a superesportiva conta ainda com o novo Shift Assist Pro, similar aos modelos RR e XR, que otimiza a troca de marchas sem a necessidade de embreagem.

Novos modos de condução
A nova BMW S 1000 R oferece diversas possibilidades de modos de condução ao toque de um único botão. 

Na versão 2017, são duas novas opções de pilotagem pro: "Dynamic" e "Dynamic Pro". Além delas, estão disponíveis os modos "Rain", que confere respostas mais suaves do acelerador, com os sistemas ABS e ASC adaptados ao piso molhado, e o modo "Road", que otimiza para piso seco as respostas de acelerador, ABS e ASC. Por último, o modo “Pro” está disponível como um extra opcional àqueles que gostam de explorar os limites.

O modelo traz de série sistemas de última geração de freios ABS pro de corrida e controle de estabilidade automático (DTC), que garantem excelentes números de aceleração e desaceleração, mesmo em situações limite, e podem ser ativados ou desativados durante o percurso, proporcionando maior emoção e prazer na condução.

O Brasil foi pioneiro no uso do etanol como combustível automotivo. Os brasileiros acreditaram que teriam um combustível limpo e pela extensão da cultura da cana seria mais barato do que a gasolina. Ledo engano. Foram quatro décadas de desilusão etanólica. Pode ser que pelo memorando assinado entre a Anfavea e a Unica (que representa mais de 50% da produção nacional de biocombustível) esse quadro venha a mudar. A Ford anuncia a adoção do câmbio automático convencional na EcoSport (que usa o problemático câmbio Power Shift) na versão Titanium. Excelente decisão.


Alta Roda


Nº 947 —  30/6/17

Fernando Calmon



Combustíveis exigem decisões rápidas


O Brasil tem matriz energética privilegiada em relação aos combustíveis líquidos. Enquanto os países do chamado mundo desenvolvido precisam apelar para soluções caras e difíceis de implantar com resultados que podem levar décadas para apresentar redução sensível de emissões de gás carbônico (CO2), principal responsável pelo efeito estufa, o País pode contar com biocombustíveis desde já.

Mudanças climáticas e aumento da temperatura do planeta previstos para este século provêm de várias origens. 

O setor de transporte responde por cerca de 25% do CO2 emitido mundialmente, mas as outras fontes são bem mais difíceis de controlar. Por esse motivo, se fala tanto em carro elétrico. 

Entretanto, para recarregar baterias é necessário uma fonte de eletricidade que gere baixa emissão de CO2 e isso não parece tão simples. 

Energias solar e eólica são caras; energia atômica gera resíduos perigosos; hidroeletricidade (competitiva aqui) não contempla muitos países.

Etanol de cana-de-açúcar, além de permitir cogeração de eletricidade, consegue capturar 90% das emissões de gás carbônico no ciclo de vida (do poço à roda). 

Mas, este setor foi marcado por uma trajetória errática ao longo de mais de quatro décadas desde o início de produção em larga escala. Estímulos e desestímulos se alternaram.

A 10ª edição do Ethanol Summit (Cúpula do Etanol, realizada bienalmente), em São Paulo, esta semana, apresentou uma convergência positiva, finalmente. 

Foi assinado, no evento, um memorando de entendimento entre Anfavea e Unica (esta representa mais de 50% da produção brasileira do biocombustível) para uma agenda integrada em busca de maior eficiência energética e redução de emissões na matriz de transporte veicular.

O Governo Federal teve papel indutor em 1978, quando liberou a venda dos primeiros carros a etanol, e depois em 2003 com o advento dos motores flex. 

Agora, o acordo se dá apenas entre agentes privados e com abrangência de grande alcance.

Esse novo cenário é importante porque acrescenta peso a outras duas iniciativas governamentais. Renovabio e Rota 2030 estão em gestação com metas de médio e longo prazo. 


Os efeitos não serão imediatos, mas pelo menos se acrescentam previsibilidade e visão estratégica, algo que no Brasil costuma rarear. 

Os dois programas são coordenados sob liderança do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, porém, o de Minas e Energia tem exibido mais dinamismo em busca de soluções.

Durante o seminário, ficou claro que há uma situação que precisa ser resolvida em curto prazo. 

O Brasil é o terceiro maior consumidor de combustíveis do mundo (atrás dos EUA e da China), mas entre os refinadores ocupa apenas a oitava colocação. 

Essa situação incomoda porque o País, embora crescente exportador de petróleo, precisará importar seus derivados cada vez mais.

Como a Petrobrás não tem planos para construir novas refinarias, o País precisaria aumentar a produção de etanol para, pelo menos, manter sob controle sua dependência de combustíveis do exterior.

Como a utilização do etanol ajudaria nas metas de controle de gás carbônico, ajustadas no Acordo de Paris sobre mudanças climáticas, não há mais como adiar essas decisões.

RODA VIVA

FORD tem fatiado o pré-lançamento do novo EcoSport. Na versão de topo Titanium com o conhecido motor 2-litros/176 cv (etanol), destaque para o câmbio automático convencional de seis marchas (substitui o de dupla embreagem). 

Apenas a parte frontal recebeu atualizações, mas o interior está muito bem cuidado, dos bancos ao sistema multimídia de última geração.

ROUPAGEM de SUV deu ao novo Peugeot 3008 o status que não tinha antes. Estilo agora é um dos pontos altos, em especial na traseira. 

Teto solar panorâmico, 22 cm de vão livre, porta-malas de 520 litros, bancos dianteiros com massageador, tecido no painel e laterais, além do bom motor turbo, 1,6 L/165 cv formam conjunto acima da média. 

Há uma única versão, bem completa e a preço competitivo para um importado: R$ 135.990.

APESAR dos 1.105 kg em ordem de marcha, Argo com o equilibrado motor 3-cilindros de 1 L/77 cv (etanol) mostra agilidade em uso urbano. 

Fiat encurtou o diferencial para que em estrada o novo compacto pudesse oferecer segurança em ultrapassagens, mesmo com carga total. 

Ganho em consumo de combustível é a principal vantagem, além do preço menor (R$ 46.800).

PARA o Sindipeças, a frota atual de 42,9 milhões de automóveis e veículos comerciais envelhecerá nos próximos anos. 

Mas não há chance de redução da frota desde que as vendas anuais superem 1,72 milhão de unidades/ano. Esse risco, portanto, está afastado. 

Para compensar o avanço da idade só com crescimento robusto da economia e mais crédito ao consumidor.

RESSALVA: sobre a referência aos motores V-4 na história dos automóveis, na coluna da semana passada, faltou citar a Lancia. 

A marca italiana, além de pioneira no uso dessa configuração, manteve-se fiel por mais tempo: de 1922 a 1976, segundo a Wikipedia.
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fernando@calmon.jor.br e www.facebook.com/fernando.calmon2

domingo, 25 de junho de 2017

VW apresenta um novo Gol, maior, mais largo e mais baixo e novos motores, todos com a assinatura TSI e novos itens . A Hyunday muda o nome do Kona, em Portugal e outros países lusófonos - que não precisaria de alterar no Brasil -, por motivos óbvios. Diversas montadoras tiveram de fazer a mesma coisa.



Coluna Nº 2.517 - 25 de junho de 2017
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Novo Polo, maior, mais equipado


VW mostra o novo Polo. 
Nada a ver com o Gol

Matriz alemã da Volkswagen não fez segredinhos, apresentou o novo Polo, anunciando exibi-lo no Salão de Frankfurt, setembro. 

Após, mostra à imprensa, matérias em caudal, início das vendas, em outubro. No Brasil, idem.

Apresentação esmaga a tese infundada de ser o substituto do Gol. Ao contrário, será intermediário entre este e o Golf, feito nas beiradas de Curitiba, PR. 

Produto competente na história mundial e na da VW, com quase 15 milhões de unidades vendidas, sexta geração é parcela na conta para manter sua liderança mundial, baseada em projeto totalmente novo.

Maior 81mm = 4.053 mm; mais largo 69 mm = 1.751 mm; entre eixos crescido em 94 mm = 2.564 mm; levemente mais baixo, 7 mm. 

Cresceu externa e internamente. Novo produto, emprega base com a sigla MQB, de aplicação mundial, permitindo processo de estica e comprime, servindo a vários atuais veículos da marca – Polo, Golf, Audi A3 e Q3, Seat, Sköda – e a futuros como o desdobramento sedã chamado Virtua, ao especulado utilitário esportivo TCross.

Cabine interna, decoração e motores variam de mercado a mercado, mas se a sinalização europeia servir de parágono ao Brasil, terá o 2,0 litro TSI – turbo com injeção direta – e 210 cv. Outros, 1.0 TSi; 1.5 TSI e 150 cv.

Para não ser apenas mais um projeto, bem se caracteriza pelo ganho de espaço interno e agregação de eletrônica pró-segurança apenas encontrável em produtos de maior tamanho e preço. 

Na lista controle de cruzeiro adaptativo – dito erroneamente piloto automático; luzes em LEDs; sistema de estacionamento automático Parkassist; detector de ângulo morto; painel digital; recebendo comandos por ele, e novos instrumentos digitais.

Letal

Comenta-se no sócio do Mercosul, também servirá como base a curioso Proyecto Bala de Prata. 

O nome, tão insólito quanto pretencioso, resume o animus da VW para voltar a crescer no mercado, criando produto próprio, arma para matar o Toro, o picape da Fiat atualmente o mais vendido do mercado.

Em inadequação de nomes, melhor exemplo


Hyundai Kona muda nome para Portugal
Hyundai exibiu e lançará no Salão de Frankfurt, setembro, SAV compacto, o Kona. Alertada pelo importador português, alterou denominação para países lusófonos: Kauai, nome de ilha havaiana, como Kona o é no restante do mundo.

Globalização exige sensibilidade e cuidado com nomes para evitar conotação distante do buscado. 

A sonoridade do Kona nos países de língua portuguesa, remete a vocábulo identificador do órgão sexual feminino, ensinam dicionários do Aurélio e Infopedia da Língua Portuguesa, Porto Editora, 2007-2013.

Tem mais

Não é caso isolado, tendo ocorrido com o Opel Ascona, na década de 90, rebatizado 1604 nos países lusófonos. 

Por idêntica razão, na Alemanha o emblema do digno Rolls-Royce Silver Mist identifica-o como Silver Shadow. Lá, Mist significa estrume. 

Pelas razões lusas, na Suécia o Mercedes-Benz Vito tem outro nome, e na mesma Escandinávia, Honda Fit virou Jazz, na Noruega.

Em Israel, marca coreana Kia, em Israel, é Kaia, para fugir ao som original em Hebraico designando vômito. 

No mercado latino-americano, o Mitsubishi Pajero é dito Montero, pois nos vizinhos Pajero indica o adepto da masturbação.

No Japão, Mégane, um Renault, significa óculos; na Itália Jetta da Volkswagen Jetta remete a azar. 

Caso mais curiosamente marcante, japoneses Mazda chegando ao movimentado mercado chileno levaram modelo portando na plaqueta um bem desenhado Laputa. 

Significado idêntico para nós, porém, instada e alertada, a Mazda deixou rolar, mantendo o nome.

Brasil já importou chinês chamado Chana, no oposto um Picanto, fabricou um Picasso, desconhecendo-se arrepios, protestos ou inibição de vendas ante o prenome.

Que nome portará em nosso País em cenário de larga flexibilidade de costumes e incapaz de se surpreender ante a sequência de escândalos e do esgarçar de costumes? 

Consultado, Cassio Pagliarini, diretor da Marketing da Hyundai Brasil afastou a questão, informando inexistir planos de trazer o Kona.

Roda-a-Roda

Jogo duro – Segunda-feira, penúltimo dia do Salón do Automóvil, em Buenos Aires, o governo da Argentina considerou atendidas exigências para a ida do Presidente Maurício Macri ao evento. Lá, última visita presidencial foi em 2007!

Ajustes – Governo e fabricantes estão em abrasão. Um exige melhor comportamento de nacionalização e acertos com as trocas com o Brasil para ajustar a balança comercial no setor. Indústria quer menores impostos. Nas exigências, cada canto de cada estande tivesse produtos nacionais.

Quase – Nas exigências, cada canto de cada estande tivesse produtos nacionais.


Na Nissan, todas as atrações eram importadas – México, Japão, Brasil -, mas a promessa de fazer o picape Frontier desviava atenção da origem mexicana.

Coerente, Macri não visitou estandes dos importadas, sequer o dos picapes DFSK, agora representados por sua família.

Não – Fiat encerrou teorias sobre desdobrar da recém lançada família Argo. Fonte acreditada confirmou a versão sedã a ser produzida na Argentina até o final do ano, mas negou usar a plataforma para criar eventual jipe e novo picape Strada.

Sin pressupuesto – Coluna falou com autoridade no Salón de Buenos Aires e recebeu resposta em espanhol com sotaque portenho. 

Não há orçamento. Ausência de fundos enterrou o projeto do Baby Jeep, sonhado produto Fiat, sem um utilitário esportivo para chamar de seu.

Atualização – Kawasaki reviu e melhorou seus modelos Ninja 650 ABS e 1000. Aparência mais agressiva no desenho de farol e rabeta, inspirados na versão SuperSport; eletrônica revista. 
650 teve motor remapeado para melhorar reações em baixas e médias rotações.

A outra - 1.000 – na verdade numérica 1.043 cm3 - também recebeu re mapeamento para reagir melhor com seus 142 cv de potência. Quanto? 650 ABS – R$ 34 mil; 1000 ABS Tourer R$ 57.000; 1000 Tourer R$ 60 mil.

Modal – Plotando aumentar tecnologia e reduzir consumo e emissões, Cia Vale do Rio Doce aplicou em suas locomotivas da Estrada de Ferro Carajás nova tecnologia dita Trip Optimizer. 

Sincroniza as operações e, se o caso, dispensa a intervenção do maquinista ao acionar controle de velocidade de cruzeiro.

Fim – MAN Latin America encerrou a produção do VW 18.310 Titan Tractor, ferramenta para chegar à liderança. 15 anos de sucesso, mais de 15 mil unidades vendidas. 

Entra para a história com dignidade: ficará exposto na fábrica em Resende, RJ, junto com o primeiro caminhão da marca, 1981, e a primeira unidade do Constellation, 2006.

Caminho – Jaguar Land Rover abriu fábrica em Coventry, Inglaterra para ser base de operação das marcas para veículos antigos. Negócio amplo: consultoria, peças, serviços, restauração com padrão de fábrica, vendas.

Nome – Chama a operação de JLR Classic Legends, e serviu-se de exemplo aberto pela Mercedes-Benz Classic, operação próxima à matriz alemã e na Califórnia. 

Terá tido simpatia do controlador da marca, Ratan Tata, colecionador de Rolls-Royces construídos especialmente para marajás.

Cultura – Newport Car Museum iniciou operar na cidade do mesmo nome, Rhode Island, EUA – uma hora de Boston e três desde Nova Iorque. 

Coleção particular e agregados por comodato, 50 unidades contam 60 anos da indústria.

Razão – Não há fundamentos lógicos para um particular montar museu. Casal Gunther e Maggie Buerman juntou esforços e acervo para implantar o negócio.

Base - Nos EUA todo empreendimento é bem vindo, a comunidade apoia e os governos aplaudem – e não atrapalham. Há, também, cultura tributária permitindo doações descomplicadas e viabilizadoras.

Fundos - São estas, a locação de espaço para eventos, e as entradas US$ 5 a US$ 18, - aproximados R$ 18 a R$ 60 -, pretendem manter o negócio. Espaço cedido pela Raytheon em antiga fábrica de mísseis

Gente – Darcy de Medeiros, 73, mecânico, passou. 

OOOO Carreira com os irmãos Fittipaldi, dos Fórmula Vê ao Copersucar. 

OOOO Ajudou em desenvolvimento e soluções, vindo até a recente Fórmula Vee.

OOOO Um mestre. 

OOOO Humberto Gómez, mexicano, engenheiro civil, novo diretor de Marketing. 

OOOO Rodolfo Possuelo, brasileiro, ex-gerente de serviço ao cliente Ford, Diretor Pós-Venda. 

OOOO Ambos Nissan. Empresa é case para TCC em faculdade de administração: imbatível na mudança de diretoria. 

OOOO Henrique Sampaio, formulador do up! tsi, mudou de estrada. 

OOOO Deixou a Via Anchieta pela Dutra como diretor de Marketing e Vendas direta na Chery. 

OOOO Idem a Fábio Souza Campos, também ex VW, novo gerente de vendas a frotistas na chinesa. 

OOOO Eduardo Souza Ramos, executivo, vencedor do 13O. Campeonato Brasileiro de HPE 25, regata em Ilhabela, SP. 

OOOO Liderou equipe vencendo três das oito etapas. 

OOOO Aos 75, fabricante de Mitsubishis, mercado caído à metade, operando duas vezes por semana, nova referência em resiliência. OOOO

Mercedes ajusta produtos e assistência

Depois das vendas, 
Mercedes incentiva serviços nos pesados
Após ouvir clientela e aplicar mudanças em seus caminhões de maior peso, oferecendo dupla habilidade de andar em asfalto e fora dele, em especial para a colheita de grãos, Mercedes-Benz desenhou pacote para manutenção com previsibilidade de custos válida em todo o país. 

Não é gabarito para incluir todos os modelos, mas tem desenho particular de acordo com o tipo de uso, especialmente transporte de produtos agrícolas. No caso, há diferenças temporais na dedicação ao transporte e a manutenção é programada fora do pico da colheita e transporte.

Inicialmente, o programa de previsibilidade de custos se aplica aos pesados Actros e Axor e ao transporte de grãos, mas a atividade migrará aos caminhões mais leves, oferecendo garantia de 12 meses com opção de parcelamento sem juros em 3 vezes. 

Preços estarão fixos até o final do ano e para criar canal de comunicação direta consultando informações e tirando dúvidas, clientes devem acessar sítio próprio, o www.vantagensdeverdademb.com.br 


A colheita de grãos tem panorama complexo, dependendo do tipo, época de produção, colheita e transporte, itinerários, local de cultivo, tipo de veículo, desgaste específico, criando mercados diferenciados e necessidades específicas, agora protegidas pela Mercedes-Benz.
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quinta-feira, 22 de junho de 2017

Carros de rua se beneficiam do avançam tecnológico obtido nas pistas de corrida. Por exemplo, o primeiro freio a disco que estreou na corrida das 24 Horas de Le Mans dois anos depois estava em modelo de rua. Até o espelho retrovisor saiu, em 1911, das pistas para as ruas


Alta Roda 

Nº 946 — 22/6/17 

Fernando Calmon



INFLUÊNCIAS DO PASSADO

Automobilismo de competição tem demonstrado longo histórico de contribuições aos automóveis convencionais utilizados em ruas e estradas de todo o mundo. 

Claro que categorias de ponta como Fórmula 1, protótipos do WEC (em inglês, Campeonato Mundial de Resistência) e de Rali desenvolvem projetos sofisticados cujas inovações são bastante caras e dificultam a migração direta para carros do dia a dia.

Porém, não invalida as pesquisas e os esforços técnicos que as corridas exigem sem parar. Os regulamentos mudam de tempos em tempos e renovam os desafios. 

Por fim, se nem tudo pode migrar diretamente das pistas para as ruas, a relação de componentes utilizados em pistas e depois nos automóveis comuns é, de fato, extensa.

Em 1990, a FIA (Federação Internacional do Automóvel) fez um primeiro levantamento de inovações originadas nas pistas desde o início das competições no final do Século 19. 

Foram 87 itens que entraram em produção em curto prazo, geralmente nos automóveis mais caros, e depois em modelos de alta produção em prazos variáveis.

Para começar, os chassis desenhados para carros, sem inspiração nas carruagens, surgiram com a primeira corrida oficial entre Paris e Rouen, em 1894. 

Nos motores, dezenas de novidades, como os de altas rotações a partir de 1908, os compressores (1907), duplo comando e multiválvulas (1912). 

Caixas de câmbio de cinco marchas desde 1911. Tração 4x4 começou em 1906, mas levou 60 anos até chegar a um carro esporte. 

Primeiro freio a disco, estreou na 24 Horas de Le Mans de 1953 e apenas dois anos depois já estava em modelo de produção. Até o simplório espelho retrovisor começou nas corridas em 1911.


A prova de 24 Horas de Le Mans, etapa principal do WEC no fim de semana passado, levou este colunista de volta ao circuito 47 anos depois de transmitir a prova em boletins ao vivo para a extinta TV Tupi. 

A infraestrutura atual é tremendamente melhor, desde o paddock, boxes, edifícios de apoio e até aeroporto a menos de um quilômetro da pista.

Em 1970, um Porsche, o emblemático 917, venceu pela primeira vez na classificação geral e este ano a marca conseguiu sua 19ª vitória. 

Quando decidiu retornar a Le Mans, em 2014, desenvolveu o 919 Híbrido que utiliza um motor V-4 turbo, gasolina para tracionar as rodas traseiras e um motor elétrico, para as rodas dianteiras. 

O mais interessante: duplo sistema de recuperação de energia por meio dos freios e dos gases de escapamento. Armazenamento é numa bateria de íon de lítio. Curiosamente, solução que veio das ruas – do supercarro 918 – para as pistas.

Quanto ao motor V-4 não é mais utilizado em carros de rua (por enquanto...). Mas, antes de chegar a alguns modelos Ford, Matra e Saab em 1962, esse configuração estreou em corridas em 1898. Que mundo pequeno...

RODA VIVA

NOVO Polo, de sexta geração, apresentado de forma estática, semana passada em Berlim, chegará ao Brasil em outubro (poucas semanas depois da Alemanha). Apenas em dezembro atingirá capacidade total de produção. 

Estilo é evolucionário nos conceitos da marca alemã, mas o interior agrega painel e quadro de instrumentos de grande impacto visual.

COMPARADO ao Polo IV que saiu de linha aqui há menos de três anos, em dezembro de 2014, diferenças são marcantes: comprimento, 4,05 m (mais 16 cm); largura, 1,75 m (mais 10 cm); entre-eixos, 2,56 m (mais 10 cm); porta-malas, 351 L (mais 101 L). Nenhum dos compactos atuais poderá rivalizar em termos de espaço, equivalente ao do antigo Golf IV.

PLATAFORMA do Polo vai gerar mais três produtos: sedã Virtua (fevereiro 2019), produzido em S. Bernardo (SP); SUV T-Cross (maio 2019) e picape Saveiro (dezembro 2019), fabricados em S. José dos Pinhais (PR) ao lado do Fox e do Golf. 

Para conviver com o Polo a VW abaixará os preços do Fox, que continua em produção até o final de 2021, juntamente com SpaceFox argentino.

CHEVROLET Tracker coloca-se bem no segmento de SUVs compactos especialmente pelo desempenho do motor turbo de 1,4 L/153 cv (etanol). 

Embora tenha potência menor que o 2-litros do Creta, torque maior garante desempenho superior no uso cotidiano. Espaço interno é razoável, mas porta-malas de 306 litros só ganha do Renegade. Muito boa a direção eletroassistida.

FALTAVA ao Captur um câmbio automático para o motor de 1,6 L a fim de atender a crescente procura de maior comodidade no uso urbano. 

Nessa faixa de preço, representa em média mais de metade das vendas. Renault oferece agora um CVT, de seis marchas virtuais, origem Nissan, que limita discretamente o desempenho do modelo. Preços de R$ 84.900 (versão Zen) a R$ 88.400 (Intense).

CONTINUAM as discussões nos EUA sobre regulamentação de carros autoguiados. Fabricantes estão apreensivos em razão de a tecnologia avançar mais rápido que o esperado. 

Ainda há dúvidas se vão prevalecer as legislações estaduais ou a federal. Indústria quer ter voz ativa no processo, pois desenvolvimento de inteligência artificial vem resolver muitos problemas.
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fernando@calmon.jor.br e www.facebook.com/fernando.calmon2

Rolls-Royce Motor Cars celebrates the largest gathering of Rolls-Royces in the world at the Rolls-Royce Enthusiasts’ Club Annual Concours and Rally, in the Club’s Diamond Jubilee year. The spectacular setting of Burghley House in Stamford, Lincolnshire, will provide the perfect backdrop for a record number of motor cars, with over 1000 heritage and contemporary Rolls-Royces attending for the first time in the Club’s history.




Rolls-Royce Motor Cars will honour the occasion with a significant display of Goodwood-built Ghost, Wraith, and Dawn motor cars. The collection will include Wraith Black Badge and several highly Bespoke models. 

The motor cars will be hosted by a team, including apprentices, from the Home of Rolls-Royce at Goodwood. In previous years the display has drawn large crowds throughout all three days of the event with their passion for the marque, particularly the latest models, evident amongst fans, enthusiasts and owners alike.

Andrew Ball, Global Corporate Communications Manager, Rolls-Royce Motor Cars, said, “We are delighted to be presenting contemporary Rolls-Royce motor cars at this spectacular event.

The Rolls‑Royce Enthusiasts’ Club is a vital custodian of our marque’s remarkable history, and events such as the Annual Concours and Rally serve to give the wider public close access to some of the most important and rare motor cars in automotive history.

An increasing number of enthusiasts are choosing to acquire a Rolls-Royce to complement their heritage collections, either commissioning a new motor car or purchasing through the company’s Provenance Programme. 

This is reflected by the recently launched ‘Goodwood Rolls-Royce Motor Cars Register’, which is now one of the fastest-growing sections of the Club.

The Rolls-Royce Enthusiasts’ Club caters for anyone with an interest in the motor car products of Rolls-Royce. From just 11 people at the inaugural meeting in 1957, membership is now approaching 10,000, making it the largest club of its kind in the world. 

Membership is open to owners and non-owners alike and members are drawn from all walks of life and from most countries of the world. Details can be found at www.rrec.org.uk.

Chevrolet Cobalt reforça pacote de segurança. Sedã médio-compacto mais vendido do país ganha, na linha 2018, sistemas específicos de ancoragem para cadeirinha infantil, luz traseira de neblina e nova opção de cor para a carroceria. Modelo se destaca no segmento pela conectividade, maior espaço para bagagem e por ter o motor 1.8 Flex mais econômico do mercado. Direção elétrica, MyLink com Android Auto e Apple Car Play, OnStar com sistema de navegação, transmissão de seis marchas e acabamento premium são itens de série das versões LTZ e Elite





São Caetano do Sul – Está chegando às concessionárias Chevrolet a linha 2018 do Cobalt. O sedã médio-compacto mais emplacado do país reforça seu conteúdo de segurança ao incorporar luz de neblina na base do para-choque traseiro e os sistemas Isofix e Top Tether de ancoragem para cadeirinha infantil.

Prático e eficiente, o Isofix permite a fixação de cadeirinha compatível diretamente em engates soldados à carroceria, posicionados na base dos assentos laterais traseiros.


A tecnologia também diminui o risco de má instalação da cadeirinha e permite montagem mais rápida que o processo convencional, que utiliza o cinto de segurança do veículo para a amarração.

Já o Top Tether funciona como ponto adicional de ancoragem na parte superior, aumentando a eficiência do conjunto.


“Sistemas mais modernos de ancoragem de cadeirinhas estão ganhando relevância entre consumidores do Cobalt, composto predominantemente por famílias que buscam um sedã espaçoso e acessível, porém completo”, justifica Hermann Mahnke, diretor de Marketing da Chevrolet na América do Sul.

O Isofix e o Top Tether chegam para complementar a gama de itens de segurança do Cobalt, entre os mais relevantes estão: alerta de baixa pressão dos pneus, airbag duplo, freios ABS com EBD (distribuição eletrônica de frenagem), além do serviço de resposta automática em caso de acidente e do botão de emergência (SOS) do sistema OnStar.

A linha 2018 do Cobalt ganha ainda nova opção de cor metálica para a carroceria, o Cinza Satin Steel, completando o leque formado pelo Branco Summit, Prata Switchblade, Marrom Mogno Brown, Cinza Graphite, Azul Blue Eyes e Preto Ouro Negro.

O sedã da Chevrolet traz também novo posicionamento dos logos de identificação do nome do carro e da versão na base da tampa traseira.


A partir de agora, o nome do carro fica na esquerda, e o da versão, na direita. Essa mudança segue o padrão global da Chevrolet.

Conforto, espaço e tecnologia

acima da média do segmentoO Cobalt se destaca ainda pelo design refinado e pelo excelente aproveitamento do espaço interno. O entre-eixos de 2,62 m é similar ao de carros de categoria superior, enquanto o porta-malas de 563 litros é o maior entre os sedãs à venda no mercado nacional.

Outro diferencial competitivo do médio-compacto da Chevrolet está no motor ECO de até 111 cv de potência e 17,7 mkgf de torque.

Além de desempenhar acelerações e retomadas de forma vigorosa, esse é o propulsor 1.8 Flex mais econômico do país, de acordo com dados do Inmetro, superando inclusive rivais equipados com motores menores.

Com gasolina, a configuração MT6 roda, em média, 15,1 km/l na estrada e 12,1 km/l na cidade. Com etanol no tanque, os números são 10,4 km/l e 8,3 km/l, respectivamente, garantindo nota duplo A em eficiência energética pelo Programa Brasileiro de Etiquetagem veicular.

Já a aceleração de 0-100 km/h é feita em até 10,5 segundos, enquanto a velocidade máxima é de 170 km/h.
Contribui para isso a transmissão manual de seis marchas. Para quem busca mais praticidade, há ainda opção de transmissão automática (AT6) de funcionamento suave e linear.


O Cobalt caracteriza-se também pelo conforto e sofisticação acima da média em sua categoria, com uma ampla gama de equipamentos.

Oferece os itens mais valorizados pelo consumidor do segmento, como direção elétrica progressiva; ar-condicionado; conjunto elétrico das travas, vidros e retrovisores externos; chave tipo canivete com controle remoto de abertura inclusive da tampa do porta-malas; painel com velocímetro digital e alerta de baixa pressão dos pneus e troca de marcha; freios ABS com EBD (distribuição eletrônica de frenagem) e airbag duplo.

Sensor de estacionamento com gráficos; faróis auxiliares; computador de bordo; volante com controle das funções do rádio, telefone e do controlador da velocidade de cruzeiro; acabamento premium dos assentos e volante; banco do motorista e volante com regulagem de altura; além de rodas de alumínio de 15 polegadas também estão presentes na versão de luxo LTZ.

Já a versão Elite (topo de linha) conta ainda com câmera de ré, sensor de chuva, sistema de acendimento automático dos faróis, rodas de 16 polegadas com desenho exclusivo e encosto do banco traseiro bipartido, entre outros.

Em relação à conectividade, o Cobalt também é o mais completo do segmento. Oferece a central multimídia MyLink compatível com Android Auto e Apple CarPlay e o sistema de telemática avançado OnStar com diversos serviços, entre eles o de recuperação veicular em caso de roubo, concierge, resposta automática em caso de acidente, navegação por setas e aplicativo para smartphone com dispositivo de diagnóstico remoto.

Líder absoluta na venda de sedãs no Brasil, a Chevrolet posiciona o Cobalt entre o compacto Prisma e o médio Cruze Turbo.


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