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sábado, 10 de março de 2018

O veículo movido a eletricidade implica em grandes custos na aquisição das baterias e alto investimento para implantação de infraestrutura de carregamento e o mesmo ocorre com os híbridos. Daí, o veículo GNV/biometano é o que mais se adéqua em termos de sustentabilidade ambiental, tecnológica e financeira




COLUNA 
MECÂNICA ONLINE®

10 | MARÇO | 2018 | 


Veículo GNV/biometano oferece melhores condições de sustentabilidade ambiental, tecnológica e financeira


Para muitas indústrias automotivas o futuro já é agora e só existe um caminho: os veículos elétricos. A imagem de energia limpa que muitas carregam em suas campanhas é ofuscada muitas vezes quando observamos toda a trajetória de desenvolvimento para alcançar essa matriz energética como solução.

O veículo movido a eletricidade implica em grandes custos na aquisição das baterias e alto investimento para implantação de infraestrutura de carregamento. Tudo isso precisa ser considerado. O mesmo acontece com os veículos híbridos, que demandam altos custos de aquisição e operação.

Há também o biodiesel como outra opção de combustível, porém, a alternativa enfrenta limitações técnicas em relação ao veículo. 


Outras possibilidades são o diesel de cana e o etanol aditivado, que possuem preços bastante elevados, além de soluções inviáveis economicamente, como o ônibus a hidrogênio, ou o HVO, espécie de óleo vegetal hidrogenado, ainda indisponível no Brasil.

A alternativa do veículo GNV/biometano é aquela que oferece as melhores condições de sustentabilidade ambiental, tecnológica e financeira.


Para os ônibus movidos a biometano e GNV, ou a mistura de ambos, não são necessárias alterações significativas nos projetos das carrocerias.

É necessário apenas a instalação dos cilindros de gás, que no caso dos veículos com piso normal, são colocados nos espaços disponíveis entre as longarinas do chassi (abaixo do assoalho) e em opções com entrada baixa, a implantação é sobre o teto.

Pioneira em oferecer produtos tecnológicos, a linha Scania com motor a gás (GNV/biometano) oferece opções sustentáveis para a mobilidade urbana.


É capaz de garantir importante redução de emissões de gases contaminantes, principalmente NOx e material particulado, que são os principais responsáveis pelo comprometimento da qualidade do ar.

Em comparação com um veículo similar a diesel, o ônibus a gás emite 85% menos gases se abastecido com biometano, e 70% menos se estiver com GNV.

Em complemento, garante importante redução de emissões de CO2 e poluição sonora, com diminuição em torno de 28% no custo operacional por quilômetro rodado.


“A possibilidade de operar ônibus a gás, diferentemente de outras tecnologias, é imediata, graças à disponibilidade abundante do combustível e da consistente estrutura de distribuição já disponível nas principais cidades, sobretudo São Paulo. O ônibus movido a GNV/biometano é uma contribuição sustentável para a mobilidade urbana, considerando os aspectos ambientais, tecnológicos e econômicos. Essa solução é amplamente utilizada na Europa, já cresce em vários países da América Latina, como Colômbia, México e Peru”, afirma Eduardo Monteiro, responsável pelo desenvolvimento de mercado no segmento urbano na Scania Brasil.

Os veículos a gás recebem um trem de força que não só atende, como supera a geração mais avançada da legislação de emissões da Europa, a Euro 6.

No Brasil, a Lei atual exige conformidade com a norma equivalente à Euro 5. Dependendo da autonomia necessária para cada operação, é possível avaliar a quantidade de cilindros de gás que deve ser instalada.
Matéria em vídeo | https://youtu.be/7SwAdA-zmnM

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Tarcisio Dias é profissional e técnico em Mecânica, além de Engenheiro Mecânico com habilitação em Mecatrônica e Radialista, desenvolve o site Mecânica Online® (www.mecanicaonline.com.br) que apresenta o único centro de treinamento online sobre mecânica na internet (www.cursosmecanicaonline.com.br), uma oportunidade para entender como as novas tecnologias são úteis para os automóveis cada vez mais eficientes.
Coluna Mecânica Online® - Aborda aspectos de manutenção, tecnologias e inovações mecânicas nos transportes em geral. Menção honrosa na categoria internet do 7º Prêmio SAE Brasil de Jornalismo, promovido pela Sociedade de Engenheiros da Mobilidade. Distribuída gratuitamente todos os dias 10, 20 e 30 do mês.
http://mecanicaonline.com.br/wordpress/category/colunistas/tarcisio_dias/

sexta-feira, 9 de março de 2018

Casa Surf Women receberá mulheres para noite especial com esporte, música e cinema. Com presença de Maya Gabeira, programação terá meditação, curta-metragem, bate-papo e happy hour no dia 14/3 no MIT Point



O MIT Point, flagship store da Mitsubishi Motors no Shopping JK Iguatemi, em parceria com o projeto Casa Surf, terá mais uma edição dedicada ao surf, desta vez com uma programação totalmente dedicada à mulher.

No dia 14 de março, próxima quarta-feira, o espaço receberá atletas, jornalistas, empresárias e fotógrafas para conversar sobre o universo feminino no esporte.


Dentre as convidadas está a campeã mundial de ondas grandes e Atleta MIT Maya Gabeira, que vai contar um pouco sobre a sua vida e carreira como surfista de ondas grandes e representante do Brasil nos maiores outsides do planeta, lugar frequentado por um grupo seleto de mulheres que encaram com coragem, atitude e beleza o limite entre a vida e a morte.

Compondo a mesa, estarão também Patricia Almeida, fundadora e diretora do Instituto Guardiãs no Mar, Vanessa Bertelli, fundadora do Projeto Longarina, e Vivian Mesquista, jornalista da ESPN que mediará o bate-papo.


Na abertura do evento haverá a experiência Ondas Sensoriais, uma introdução ao sagrado feminino ministrada por Patricia (Trisha) Martins, que vai aguçar os sentidos do público participante através de sons e aromas que remetem à natureza.


Em seguida, será exibido o curta-metragem You. The Ocean. Me., de Mariana Schmidt, arquiteta e fotógrafa, única representante brasileira em 2017 no SurfCity, Festival Internacional de Cultura Surf Contemporânea, que acontece anualmente em Barcelona, na Espanha. Para fechar a noite, um happy hour by Corona contará com som da DJ Thay Girão.

As inscrições para o Casa Surf Women são gratuitas. Para participar, acesse https://www.sympla.com.br/casa-surf-women__254963.


Serviço:
Casa Surf Women - 14/03, a partir das 19h
MIT Point - Shopping JK Iguatemi. Av. Pres. Juscelino Kubitschek, 2041, piso térreo.

Casa Surf Women tem o apoio de Mitsubishi Motors, biO2 Organic, Corona, Roxy e Revista Hardcore.

Confira a programação completa:
19h – Check-in e welcome drink
19h30 – Ondas Sensoriais
20h – Exibição do curta-metragem You. The Ocean. Me.
20h15 – Início do talk
21h30 – Happy hour by Corona com DJ Thay Girão

Sobre o MIT Point

Para celebrar 100 anos da marca e 26 anos de Brasil, a Mitsubishi Motors inaugurou em agosto, no shopping JK Iguatemi, o MIT Point, uma flagship store em formato pop-up, com duração de um ano, com exibição do line-up completo de produtos, de carros históricos e de corrida. A loja-conceito tem o objetivo de ser um espaço de experiências para clientes e fãs da marca. O MIT Point recebe uma série de eventos, palestras, lançamentos, bate-papos e workshops.
Conheça o espaço: https://youtu.be/mOW1SesOg5Y

Sprint Race: Kau Machado traz a Itaipu Binacional para a temporada 2018 em busca do bicampeonato. Piloto veterano do carro #07 segue em seu quinto ano consecutivo na competição e terá início no dia 1º de abril





Atual campeão da Sprint Race na categoria GP, Kau Machado acaba de renovar sua participação na competição para a temporada 2018. 


O piloto que comandará o carro #07 traz em seu bólido o patrocínio da Itaipu Binacional, mais uma grande empresa investindo no automobilismo. 


Kau fará seu quinto ano seguido na competição e terá como objetivo o bicampeonato, que é considerada a plataforma de entrada nas provas de Turismo nacional e completa sete edições este ano. 

“Correr na Sprint Race é sempre prazeroso. Por isso escolhi retomar e encerrar minha carreira no campeonato. Diante disso tenho me preparado fisicamente para a competição, que neste ano promete ser bem competitiva. 


Em toda temporada há sempre novos desafios, que me fazem continuar fazendo parte desta grande família”, afirma determinado.

Para Machado, as maiores expectativas desta edição da Sprint Race estão nas mudanças do carro e no calendário. “Pela primeira vez, poderei conhecer e guiar no Uruguai, coisa que nem sonhava mais fazer depois de tudo que já vivi”, aponta. 

“Também estou com a motivação enorme em transmitir experiência aos garotos novos, tanto nas pistas como na vida, ajudando a formar pilotos mais engajados”, revela o piloto curitibano de 58 anos.

Em 2017, Kau e Jorge contaram com Ricardo Zonta na Corrida de Convidados 

Ter o patrocínio da Itaipu Binacional na competição deste ano também aumenta a responsabilidade do experiente piloto nas pistas. Será mais uma grande empresa investindo no automobilismo. 

“Carregar o nome da maior usina do mundo é um peso extra muito grande, mas encaro isso com muita alegria e na certeza de que lutarei para representá-los não só nas pistas como fora delas”, defende Kau Machado, que, em contrapartida, deve realizar palestras sobre direção defensiva e as reações dentro de um carro de corrida.

As etapas da Sprint Race Brasil 2018 serão exibidas nos canais BandSports, Play TV, Programa Ultrapassagem e Programa Acelerados - no SBT e no YouTube (youtube.com/acelerados).

A Sprint Race tem patrocínio da 
Albriggs, aQuamec, Pirelli, Motul, Fremax e Rio Custom.

Sprint Race - Calendário 2018:

Etapa 1 – 01/04 - Curitiba (PR) - Sprint Oval Race

Etapa 2 – 06/05 - Rivera (Uruguai) - New Track

Etapa 3 – 17/06 - São Paulo / Interlagos – Sprint Inverse Race

Etapa 4 – 21/07 - Londrina (PR) - Sprint Night Challenge*

Etapa 5 – 02/09 - São Paulo / Interlagos - Race Of Champions

Etapa 6
 –14/10 - Velo Città (SP) - Guest Driver Race

Etapa 7 – 18/11 - Cascavel (PR) - Setup Free Race

Etapa 8 – 16/12 - São Paulo / Interlagos - Pontuação Dupla

* Data sujeita a alteração

Peugeot inaugura concessionária em Santos. Com excelência no atendimento e padrão de qualidade, loja Akta PEUGEOT está alinhada com novo posicionamento da marca. Todos os veículos da gama mais moderna da história da PEUGEOT estarão à venda. Concessionária já está preparada para receber o novo PEUGEOT 5008. Inauguração aumenta cobertura da Peugeot na região, que abrange Baixada Santista



Em busca de melhorar continuamente o atendimento aos clientes, a Nova Peugeot
 tem promovido uma completa reestruturação de seus pontos de vendas com o objetivo de oferecer excelência no atendimento e prestações de serviços. A nova concessionária Akta, em Santos (SP), é um exemplo desta nova fase da marca.

“Precisamos de parceiros que sejam coerentes com a imagem e novo posicionamento da marca. A nova concessionária Akta está alinhada com as nossas diretrizes de qualidade e preparada para receber os veículos mais modernos da história da Peugeot no Brasil”, diz Domingos Boragina Neto, Diretor de Desenvolvimento de Rede da Peugeot.

O novo ponto de vendas é a terceira loja do grupo na cidade. A Peugeot está representada em Santos há sete anos e também atende uma região que abrange toda baixada santista.

“A Peugeotestá em uma nova fase, ampliando suas áreas de atuação com qualidade no serviço de atendimento ao consumidor. Nossa política sempre colocará em primeiro plano a satisfação dos clientes com os serviços de vendas e pós-vendas”, afirma Frederico Battaglia, diretor Comercial da Peugeot.

quinta-feira, 8 de março de 2018

Subaru apresenta no Salão de Genebra seu novo conceito Viziv Tourer, que aponta as tendências da montadora japonesa em seus futuros lançamentos mundiais



São Paulo, 08 de março de 2018 – A Subaru Corporation, fabricante dos modelos Subaru, antecipa mais uma vez a sua visão de futuro e revela mundialmente na 88ª edição do Geneva International Motor Show, que acontece de 8 a 18 de março, o carro-conceito Subaru Viziv Tourer Concept.

Desde a estreia do Subaru Viziv Concept, em 2013, a Subaru desenvolveu uma série de carros conceitos temáticos, que sintetizam a visão da marca para o conceito “enjoyment and peace of mind” (em português: “prazer ao dirigir e paz de espírito”), além de nortear o desenvolvimento de novos produtos da empresa.

O Subaru Viziv Tourer Concept une os benefícios da tração simétrica nas quatro rodas e do motor Boxer, de cilindros horizontalmente opostos, com o know-how da Subaru em oferecer nos seus modelos, elevados níveis de desempenho, praticidade e segurança.

Este novo carro conceito da Subaru antecipa-se à tendência de disseminação e utilização generalizadas de tecnologias automatizadas de condução. 

Por isso, o Subaru Viziv Tourer Concept está equipado com funções avançadas de assistência de direção, que combinam a próxima geração da tecnologia EyeSight, sistema de segurança desenvolvido pela Subaru e que identifica a proximidade de obstáculos e pedestres, com outros equipamentos que auxiliam a reduzir a fadiga do motorista em longos percursos. Essa combinação tecnológica permite ao condutor desfrutar o prazer ativo de dirigir com a paz de espírito.


Design
Evocando sucessivas gerações de modelos station wagons da Subaru, que oferecem altos níveis de dirigibilidade e praticidade, o concept car Subaru Viziv Tourer Concept foi projetado com base nos principais dos elementos de design “Dynamic & Solid” da Subaru.

A grade hexagonal é o ponto de partida para a desenho da carroceria, que se lança à frente, combinando, nas laterais, quatro para-lamas com linhas arrojadas e poderosas, que destacam o prazer de dirigir e transmitem segurança.

Com 4.775 mm de comprimento, 2.730 mm de distância entre-eixos, 1.435 mm de altura total e 1.930 mm de largura, o Subaru Viziv Tourer Concept oferece um generoso espaço interno, capaz de acomodar, com conforto, quatro pessoas, além de oferecer um espaço versátil e prático porta-malas.

Tecnologias avançadas de direção assistida
A Subaru reuniu no Viziv Tourer Concept avançadas tecnologias de direção assistida, previstas para serem lançadas no mercado por volta do ano 2020, com o elevado desempenho oferecido pelo motor Boxer, de cilindros horizontalmente opostos, e a tração simétrica nas quatro rodas, para criar um modelo que simboliza o “prazer ao dirigir e paz de espírito” característicos dos modelos da marca Subaru.

Ao também incorporar futuros aprimoramentos às tecnologias de direção assistida, radar, GPS de alta precisão e sistema de navegação, a Subaru continua com trabalhando para disponibilizar ótimos níveis de segurança em seus modelos, com o objetivo de eliminar acidentes automotivos.

A Troller participou da feira internacional de segurança ISC 2018, em São Paulo, com a exposição de um modelo T4 transformado para uso policial.



A Troller participa da feira internacional de segurança ISC 2018, em São Paulo, com a exposição de um modelo T4 transformado para uso policial. 

O evento encerrado, hoje, dia 8/3, no Expo Center Norte, na capital paulista, é um dos mais importantes do País na área de segurança pública, com a participação de empresas, especialistas e autoridades.

A Troller está presente na feira, em parceria com a empresa de equipamentos Rontan e o distribuidor Troller Trilha Navesa, para atendimento aos visitantes. 


Conhecido pela robustez e capacidade de rodagem fora de estrada, o utilitário Troller T4 oferece uma ampla versatilidade de aplicações que inclui as atividades de policiamento e segurança.

O protótipo do Troller T4 exposto na ISC 2018 como viatura policial é equipado com sinalizador, rádio de comunicação, para-choque off-road, guincho e pneus lameiros.

“A Troller acredita no potencial do canal de vendas diretas para frotistas e governo e a participação nesta feira é uma continuidade dessa estratégia”, diz Rogério Maues, supervisor de Vendas e Marketing da Troller. 


“Queremos mostrar as qualidades do T4 em operações que exigem resistência e desempenho em todo tipo de terreno, além de grande durabilidade em serviço pesado”, ressaltou.

Além de ser equipado com motor 3.2 turbodiesel de 200 cv, tração 4x4 com comando eletrônico, transmissão manual de seis velocidades, diferencial traseiro autoblocante e freio a disco nas quatro rodas, o Troller T4 tem carroceria produzida em compósito especial, de grande resistência e imune à corrosão.



Salão do Automóvel de Genebra rfepleto de novidades. A ONU projeta, para 2050, mais de 80% da população mundial morando em cidades, e a mobilidade urbana será fator fundamental para garantir o ir e vir em veículos, reduzir a frota circulante, engarrafamentos, emissões.





Coluna nº 1.018 - 8 de Março de 2018
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Em Genebra automóvel dobra a esquina

Agora chamado GIMS – Genebra International Motor Show -, condensada e prática mostra de automóveis europeus realizada na Suíça, e há anos com a postura de sinalizador de preocupações e caminhos para produtos e veículos, atingiu seu ápice prático nesta edição. 

Na noite do dia 5, véspera da abertura à imprensa, em sua festa Volkswagen Night, uma surpresa: em vez da apresentação pontual pelo CEO de cada uma das 12 marcas sobre novidades, de automóveis, moto Ducati, algum protótipo especulador do futuro, como tal evento sempre se marcou, houve exposição oral de Matthias Müller, CEO do grupo Volkswagen. 

Falou sobre o desenho da companhia para moldar o futuro da mobilidade urbana, tornando secundários detalhes como decoração, maior potência nos motores, variações em transmissões. 

À plateia pensante, exibiu protótipos para a nova era, e das empresas e facilidades para se adequar ao novo caminho: veículos elétricos com aplicações autônomas.

Um efeito-demonstração do a ser feito com a tecnologia hoje disponível, para grande mudança conceitual sobre o automóvel, seu uso racional, o foco em transporte público, a ser administrada homeopaticamente. 

A indústria automobilística não faz revolução, mas evolução. Iniciará com os elétricos, mas autônomos serão para países com recursos e cidades com tesouro sólido e infraestrutura urbana, pois tal implantação consome elevados recursos, e se vale de satélites, meios-fios, placas de sinalização de trânsito, faixas pintadas no solo para receber sinais e processá-los, fazendo o veículo andar sem condutor.  

É mudança de rumo, traçar conceito e fazer a indústria e os produtos segui-lo. A implantação exige enorme envolvimento do segmento acadêmico, start-ups, num objetivo de encontrar-se com as necessidades da população e das cidades. 

A ONU projeta, para 2050, mais de 80% da população mundial morando em cidades, e a mobilidade urbana será fator fundamental para garantir o ir e vir em veículos, reduzir a frota circulante, engarrafamentos, emissões. 

O automóvel, como bem individual de transporte, iniciou mudar seu conceito de propriedade. E os fabricantes, como a Volkswagen, não serão mais fornecedores de veículos, mas parceiros das cidades no desenvolvimento de soluções para o deslocamento urbano.

Caminho
Maior fabricante mundial de veículos, VW dá exemplo em casa. Suas principais marcas, onde se incluem os caminhões MAN iniciam ações pontuais com veículos autônomos no porto de Hamburgo. 

O MOIA, sistema de transporte criado por uma start up de controle acionário adquirido pela VW, prega o uso de mini coletivos autônomos para 6 passageiros nas cidades, com custo de passagem projetado como idêntico ao de taxi.

Para mostrar-se engajada a marca possui oito produtos dedicados, com relevo em Audi Q6 e-tron, primeiro SUV elétrico, com autonomia de 500 km; o Porsche Mission E, nome da família elétrica. 

No caso, um SUV elétrico capaz de andar fora de estrada, e os VW I.D. família cujo interior foi projetado pelo brasileiro Marco Antônio Pavone com partido interessante: tamanho externo idêntico ao dos veículos comuns, como o Passat, mas espaço interno de carro superior, permissão dada pela ausência das massas e volumes ocupados pelos suprimidos motor, câmbio. Início de produção em 2019.

O Salão de Genebra 2018 tem tudo para ser a referencia de mudança na questão da mobilidade urbana, com a posição corajosa da VW em alocar E$ 34B – a grosso modo uns R$ 140 bilhões – para desenvolver novos produtos até 2022.

Sob o aspecto institucional pode-se inferir, o escândalo Dieselgate, atrevimento da antiga diretoria consentindo emissões superiores aos limites legais, foi sobrepujado pelo grande projeto de mobilidade urbana.

Mais
No foco novidadeiro e de caminhos, vertente assumida pelo GIMS, foi ocasião para exibir novidades. Para o Brasil, poucas cruzarão nossos portos, e a maior será o VW T-Cross, um utilitário esportivo. 

A grosso modo, um Tiguan reduzido, pois construído sobre a plataforma MQB, nas medidas utilizadas por Polo e Versus, motorização TSI 1,0; 1,6 Flex, e possível opção de TSI 1,4. No Salão do Automóvel, novembro.

Curiosidades, Lagonda, nome de automóvel inglês de prestígio, único a quebrar o duopólio de Rolls-Royce e Bentley, depois modelo da Aston-Martin, transformou-se em marca identificativa dos elétricos. 

Mantém o tratamento de elegância e qualidade britânicos, interior criado por um decorador, com poltronas, mescla de seda, lã e cashmere, couro, madeira, pretendendo clientela elevado poder aquisitivo, em especial chineses. Tem 5,3m de comprimento, e versão longa, 5,8m. Dinamicamente tem autonomia acima de 500 km. Em 2021.

Num tempo de fusões, concentrações, sinergias por sobrevivência, surpresa do surgimento de novo produtor, a chinesa Polestar. 

Seu modelo 1 é esportivo elétrico, motor de 600 cv, intentava produzir 500 unidades/ano, porém ter recebido 6.000 consultas motiva empresa a re pensar projeto. 

Aceita encomendas com sinal de E 2.500 – pouco acima de R$ 10 mil -, mas Brasil não se inclui nos 18 mercados visados pela nova marca.

Polestar 1. Nova marcha chinesa, esportivo, elétrico


Porsche Mission E Cross Turismo


Automóvel mais potente do mundo também apareceu em Genebra. Parece íntimo do altar do Deus da Velocidade, ao fazer 1.914 cv pela soma de cada motor aplicado diretamente às rodas, indo à velocidade de avião pequeno: 415 km/h, com aceleração de 0 a 100 km/h em 1,87s! 

Carroceria e plataforma em fibra de carbono, detendo o peso – incluindo as baterias de lítio – arranhando os 2.000 kg.  Aplica vetorizador de torque para manter as rodas apontadas para a frente, e para controlá-lo, 72 centralinas, equivalendo à potência de 22 computadores Mc Book Pro. Preço ? Não divulgado.
Como classificá-lo ao deixar em nível inferior todos os Super Mega Hiper Uber esportivos?

Rimac C-Two, quase 2.000 cv e 415 km/h de velocidade


Como será o novo Gol? Saiba em julho
Após perder a liderança de mercado e cair à 3ª posição por razões internas e externas, a Volkswagen vem em arrancada sustentável mirando a recuperação do primeiro lugar. 

Novos produtos, fortalecimento da rede, consistência na direção comercial e apoio da matriz tem ajudado no esforço, e mês passado a empresa ascendeu à vice-liderança.

Investimento, nova postura e produtos, como Polo, Virtus e picape Amarok com motor V6 geram resultados e vendas.
Futuro há, e com reformulações a empresa anunciou 25 lançamentos nos próximos anos, incluindo cinco SUV e SAV: dois pequenos no mercado nacional; um sobre a plataforma Golf na Argentina; o novo Tiguan trazido do México em versões de cinco e sete lugares; e o Atlas, maior, dos EUA. 

O primeiro SUV nacional será o T Cross, mostrado pela empresa como protótipo quase final no Salão de Genebra. Lançamento mundial em outubro e presença no Salão Internacional de São Paulo, em outubro/novembro.

No mercado das vendas maiores definiu o Gol como o carro de entrada, apesar do up! ter dimensões menores. E resolveu, também, mantê-lo em produção como carro de acesso à marca no mercado sul americano. 

Questão básica é a mudança de linhas, atualizadas com a presente assinatura de estilo da marca, e a dúvida sobre qual plataforma faze-lo? 

A atual, antiga, limitada, porém de menor custo, ou moderna, em variação da MQB, base de Polo, Virtus e Golf, flexível a formulações de largura e entre eixos, mas de custo elevado.

Jüergen Stackmann, da mesa diretora de marketing e vendas na matriz alemã, juntamente com Thomas Owsianski, vice presidente executivo para América Latina – operação da VW do Brasil –, em rápida entrevista durante o Salão de Genebra, esclareceram a continuidade, a manutenção do nome, a dúvida mesclando custos industriais para definir próxima geração, o prazo para decisão, projetando três anos para o novo modelo vir à luz. 

Os traços básicos de estilo estão dados, partindo de dentro para fora, como atual postura de estilo da marca. Na prática, ganhar espaço para passageiros, como se fosse um carro grande por dentro e pequeno externamente.


Roda-a-Roda

Ausência – Aguardado no Salão de Genebra, Li Shufu, bilionário chinês controlador da Geely, da Volvo, Lotus, London Cabs – e 10% da Mercedes –, não apareceu. Frustraram-se os 10 mil jornalistas presentes, interessados na nova referência mundial do universo do automóvel.

Futuro – Imprensa quer saber fatos e interpretar movimentos, um dos quais visto como óbvio: ele comprará a FCA? 

Quarta produtora mundial, terceira no ranking dos EUA, operação em 187 países, incluindo o Ocidente e o mercado norte-americano, onde o Super China, como chamado, já tentou, sem resultados.

Negócio - Comprar a FCA e a icônica marca Jeep seria casamento perfeito de interesses. No mundo atual fazer automóveis, mesmo sendo Alfas e Maseratis – Ferrari não integra o portfolio - é apenas meio de ganhar dinheiro. 

E a FCA se transforma em incógnita com a saída, próximo ano, de seu polemico resgatador, o canadense/italiano Sergio Marchionne.

Negativo – Renault desmentiu ser seu novo SUV para o Mercosul o Projeto Kadjar, com cópias para Rússia, China e Coréia do Sul. Planeja veículo com tal morfologia para espaço acima do Captur, porém com produto de maior porte.

Kangoo – Nome conhecido de pequeno comercial produzido na Argentina, batizará seu sucessor, próximo produto da marca, desenvolvido sobre o Dacia Dokker, rumeno. Faz parte, informa Autoblog.ar, da nova divisão mercadológica da Renault, de produtos específicos para os integrantes dos BRICS, os emergentes demandando veículos aptos a suportar suas agruras.

Recall – VW Argentina convoca proprietários de Amarok V6: aproximados 1.850 tiveram problemas na direção, causados por deficiência em mangueira de pressão hidráulica do sistema auxiliar.

Não – Os V6 vendidos no Brasil estão fora da chamada. Já portam a correção de fábrica.

Situação – Ano de início de recuperação em produção e vendas de veículos, todas as marcas querem assinalar números recordes. 

Séries especiais, descontos, promoções, ações com seus bancos – quase todo fabricante em um destes estabelecimentos de crédito sem agência aberta ao público em geral.

Compensação – Presente iniciativa da Toyota foi incluir versão mais vendida do Corolla, a XEI, no rol dos concorrentes pelo público PdD –com exigências especiais e desconto por lei. 

Oferece a redução legal de 12% no IPI, e para bordejar a exigência legal de diminuição do ICMS aplicável em veículos até R$ 70 mil, oferece bônus em valor equivalente ao desconto do ICMS.

Retífica RN – Coluna 0818 atolou a informação do lançamento de óleo 20W-50 API SL com base mineral para motores de motocicletas com motor em ciclo 4T, com habilidades para suprir motores de automóveis antigos. Atribuiu-o à Mobil, mas é produto da Total…

Gente – Mark Hogan, norte-americano, ex-presidente da GM no Brasil e vice mundial da corporação, redução. 

OOOO Deixa de coordenar o mercado americano. 

OOOO Único não japonês membro da mesa diretora mundial da Toyota, para crescer na América do Sul formou grupo de confiança, botou ordem nas operações, preparando a Toyota à expansão. 

OOOO Deixou a responsabilidade, mantém-se membro do board e conselheiro para a operação AL. 

OOOO Raul Anselmo Randon, 88, perfeccionista, passou. 

OOOO De uma oficina perseguiu a qualidade em fábrica de caminhões fora de estrada, equipamentos rodoviários, produção de maçãs, frutas, vinhos e o queijo Grana Padano RAR. 

OOOO Mariana Rios, cantora, atriz, apresentadora, evolução. 

OOOO Embaixadora de Jaguar e Land Rover, tentará agregar charme às marcas. 

OOOO Pablo Luchettta, engenheiro, ascensão. 

OOOO De gerente financeiro e de vendas, novo presidente da YPF, empresa argentina de petróleo e derivados no Brasil. OOOO
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Empresa Transmeira de Sorocaba recebe novos miniônibus para fretamento e turismo



Caxias do Sul (RS) – 8 de março de 2018 - A Transmeira, um dos principais operadores de transportes do segmento de fretamento e turismo de Sorocaba, no interior de São Paulo, adquiriu cinco unidades do modelo Volare DW9 Executivo. Os veículos serão utilizados em serviços de fretamento corporativo, excursões e traslados de aeroportos da região.

Segundo Sidnei Vargas, gerente Comercial para o Mercado Interno da Volare, o objetivo da Transmeira é ampliar o padrão de conforto, segurança e acessibilidade para os seus clientes. O DW9 Executivo foi escolhido por oferecer características únicas para motorista e passageiros. O modelo é ágil, com fácil dirigibilidade e manobrabilidade, além de confortável, robusto e de baixo custo de manutenção”, explica.

O Volare DW9 tem capacidade para transportar 31 passageiros em poltronas do tipo Executiva reclinável com 940 mm de largura com descansa-braços laterais e central e cinto de segurança retrátil de dois pontos. Conta com sistema de ar-condicionado, parede total de separação do salão de passageiros, janelas com vidros colados, cortinas, porta-copos, porta-revistas e porta-pacotes completo com iluminação em LED, alto-falante e duto individual da saída do ar.

É equipado com motor Mercedes-Benz com 156 cv de potência, PBT de 9.400 kg, freio pneumático com ABS, porta pantográfica com sistema door brake, bagageiro traseiro com amplo acesso e itinerário eletrônico. Para proporcionar maior conforto o Volare DW9 Executivo tem ainda poltrona do motorista com amortecimento hidráulico, poltrona para o guia, preparação para DVD, monitor com chave seletora, rádio com USB, tomada 12v no painel, sirene de marcha ré e farol de neblina.

Crédito das imagens: Gelson Mello da Costa

Carros elétricos e híbridos, pelo que proporcionam de bom ao meio ambiente e ao bolso do dono do carro pelo consumo ser financeiramente mais econômico. O problema, no Brasil, é o pouco interesse que o assunto desperta nos governos, e no exterior o problema. No exterior, em muitas cidades já são inúmeros os veículos elétricos e híbridos circulando. Essa tecnologia avança com celeridade e países ricos apostam em cidades menos poluídas. Profecias furadas?


 


Alta Roda               

Nº 983 —  8/3/18

Fernando Calmon



Profecias furadas


Nunca se falou tanto de carros elétricos como solução definitiva para a mobilidade. Uma abordagem prudente deveria priorizar o uso urbano, onde é relativamente fácil montar rede de abastecimento, e melhoraria a qualidade do ar em relação a poluentes sob vigilância (CO, HC, NOx e particulados). Rodovias exigem baterias maiores e malhas caras de recarga.

Híbridos convencionais utilizam motor a combustão interna (MCI) e um elétrico de atuação secundária. Falar em “eletrificação”, nesse caso, parece mais força de expressão do que realidade. 

Simples jogada de marketing. O híbrido plugável em tomada é outra alternativa, porém seu preço fica muito próximo de um elétrico com a vantagem de afastar a ansiedade de baixa autonomia.

Nenhuma das duas alternativas, entretanto, representa novidade. O Lohner-Porsche, apresentado em 1900, era um carro elétrico a bateria com motores dentro das rodas. Foi também o primeiro de tração integral do mundo em uma das versões. 

Um ano depois o Semper Vivus, também criação de Ferdinand Porsche, introduziu o conceito elétrico-híbrido, onde o MCI tinha apenas função secundária de carregar a bateria e a tração era 100% elétrica. 

Exatamente, a solução que modernizou as locomotivas, décadas depois, aposentando as máquinas a vapor (motor de combustão externa).

Mais de 110 anos se passaram e os automóveis elétricos prometem iniciar nova revolução na mobilidade. Existem, porém, muitos problemas difíceis de resolver e apontá-los não significa uma posição sectariamente contrária. A alternativa do Semper Vivus deveria apresentar-se como transição cautelosa. 

Mas apenas dois modelos a abraçaram: o BMW i3 REX e, mais recente, o Nissan Note e-Power. A Toyota, em 1997, adotou o híbrido convencional no Prius, obteve sucesso comercial e vários seguidores.

A trajetória dos elétricos enfrentou tropeços. Foi o caso do GM EV1 (1996-1999) que teve 1.117 unidades arrendadas a usuários comuns por tempo determinado. 

Projeto era inviável desde o começo, mas até um filme foi produzido para relatar uma ridícula teoria da conspiração.
Carros elétricos podem ser movidos por bateria ou pilha a hidrogênio, em nítido conflito de prioridades. 

A Toyota, em outra frente, desenvolve novo ímã para motores a fim de limitar o uso de elementos de metal raros e reduzir os custos.

A solução elétrica parece, de fato, irreversível em países ricos ou com frota problemática, como a China. A história, porém, relata profecias que viraram apostas furadas. Chrysler Turbine, de 1963, só durou dois anos. 

MCI rotativo Wankel, patenteado em 1933, atraiu fabricantes como NSU e Mazda, porém hoje se trata de ideia congelada desde 2012, sem futuro.

Motores arrefecidos a ar foram boas promessas, mas consumo de combustível e emissões os retiraram de cena ainda com certa dignidade. Não se pode afirmar o mesmo sobre motores Diesel para automóveis. 

Fruto de aposta errada de fabricantes e governos europeus, sem visão sobre problemas evidentes de poluição, enfrentam agora um fim paulatino e vergonhoso. 

Curioso foi em 1990 o jornal The New York Times prever futuro brilhante para o MCI de dois tempos. Ford e GM até tinham projetos, em seguida abandonados por emissões incontroláveis.

RODA VIVA

MESMO com feriados de Carnaval, em fevereiro, média diária de vendas continuou em ascensão. Esse indicador é importante por estar menos sujeito à sazonalidade e ao número de dias úteis em cada mês. No total, incluídos veículos leves e pesados, o primeiro bimestre superou em quase 20% o mesmo período de 2017. Base comparativa baixa de fato ajuda, porém o ano promete.

POR outro lado, terceiro adiamento do anúncio por parte do Governo Federal sobre o programa Rota 2030 traz insegurança em médio e longo prazos. Jogo político sem sentido, pois se trata de incentivos provisórios não para estimular vendas e sim pesquisa e desenvolvimento. Se houve exageros, no passado, a sinalização para o futuro agora é fundamental.

PEUGEOT 2008 automático, seis marchas, motor de 1,6 L/118 cv forma um conjunto bastante equilibrado. Um pouco mais de potência seria desejável. Câmbio anterior incomodava nem tanto porque tinha duas marchas a menos, mas por ser antigo frente ao atual Aisin. Visualizar os instrumentos acima do volante de pequeno diâmetro traz sensação única e agradável.

KLAUS Bishop, chefe de estilo do Grupo VW, passou pelo Brasil recentemente. Falou, entre outros temas, sobre a necessidade de refazer os conceitos de desenho dos futuros carros elétricos, em especial pela ausência de radiador. E lembrou com bom humor: "Estamos de volta às nossas origens: motor na traseira e sem grade dianteira." Nossas origens, quis dizer, Fusca.

RESSALVA. Centro de Simulação de Dinâmica Veicular, primeiro desse tipo no hemisfério sul e que custou R$ 18 milhões, foi montado pela FCA mediante convênio com a Pontifícia Universidade Católica, em Belo Horizonte (MG). Coordenação é feita pelo departamento de engenharia da fábrica, em Betim.

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