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domingo, 15 de julho de 2018

DE CARRO POR AÍ, de Roberto Nasser. Mustang de R$ 300 mil e Mercedes CLA por R$ 137.900,00


      DE CARRO POR AÍ - ROBERTO NASSER  



Coluna nº 2.818 - 15 de julho de 2018
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Ford Mustang. Europeização o salvou

Bem acertado, o Mustang

Quem arrisca intimidades com o novo Mustang se surpreende. O automóvel deixou a formulação americanalhada e se aspirou ares europeus para acerto e composição. Faz parte do projeto de internacionalização para deixar a exclusividade de ser carro dos locais Jim, Jack ou Bill, e também instigar o Giorgio, o François e o Hans na Europa. Eventualmente, os doutores Zé e Chico por aqui o preço os promove. Programa deu certo. Nos cortes de produção de veículos feitos pela Ford em seu processo de saneamento, Mustang foi poupado. 
A postura de visar clientes diferentes com exigências próprias, mudou o produto, para muito melhor. Mantém a cara e a importância, a aparência agressiva, perfil e linhas de imagem esportiva, o funcionar sonoro, viril, exaurido por quatro tubos de escapamento, a pintura brilhante em cores marcantes, em especial vermelho, preto, amarelo. 
No perfeccionismo da manutenção da aura do automóvel, tomaram a versão 350 utilizada por Steve McQueen no mítico filme Bullit, mais identificada com a marca, mantiveram as lanternas traseiras em três elementos.
No processo de internacionalização é automóvel bem acertado. E para o Brasil, idem. É importado em versão dita Premium, com motor V8, sem opções. Pacote completo, bem definido. Comparado com o concorrente Camaro, é mais potente, veloz, reativo, e barato em seus R$ 300 mil, preço para abertura de negócios.
Motor surpreende. O tradicional V8 5.0 foi intensamente modificado e a potência, sempre na casa da segunda centena de cavalos, por desenvolvimento, saltou para 466 cv a respeitáveis 7.000 rpm, perfil de motor europeu. É a terceira geração da família Coyote, bloco em alumínio, assinatura da esportivização real do motor, coisa do cliente europeu.
Há eletronização viva no produto, desde a regulagem do motor, em sete padrões diferentes, de economia a esportivo, e a possibilidade de torná-lo silencioso para manobrar em condomínio ou andar com assinatura Sonora em estrada livre.

Transmissão automática tem 10 marchas, também operáveis por alavanquinhas sob o volante – poderia ter menos para ser mais esportivo e de operação mais objetiva. Mas o interesse foi resultado direto ao usuário sem maior sensibilidade para operar, e a disponibilidade de tantas marchas e de elevado torque permite operar em baixas rotações – na prática, obter impensáveis marcas de economia: em cidade de trânsito civilizado mais de 8 km/litro.
Ford importá-lo-á em doses de 500 unidades. Primeira já foi absorvida.

Roda-a-Roda

Hyundai – Como usualmente descompromissada na difusão de informações no Brasil, Hyundai anunciou na Argentina dois novos produtos para nosso mercado: modelo pequeno, em nova plataforma, menor ante o Creta e HB20, e um picape médio.

De novo -Trata-o como A-Cuv. Letra A indica o segmento de carros pequenos e Cuv, apesar da sonoridade, o prefixo da sigla Compact Utility Vehicle. Veja-o como o Kwid Renault da Hyundai.

Que coisa - Sigla é da pior qualidade. Crítica da Coluna sobre a grosseira sonoridade fez Ford suprimi-la. Inibia as engenheiras no processo.

Mais – Quanto ao picape não será viabilização do modelo de estudo exibido como modelo de estudo sobre o Creta, mas produto grande, para concorrer com Toyota HiLux e sua turma.

Recorde – Fábrica no esquema 4.0, aços resistentes e leves, e a aura de quase um século de perseguição à tecnologia e qualidade, permitiram à Borgward comemorar produção da 100.000a unidade.

De novo - Recriada pelo neto Christian, quer aproveitar a aura da empresa de Bremen, Alemanha, pelo avô Carl Borgward. E na cidade alemã constrói fábrica
para ser a referência de qualidade e processos.

Alpine – adiamento pode ser bom


Demora – O projeto da Renault em trazer seu recém lançado esportivo Alpine para fazer prospecção de mercado no Brasil, estacionou, puxou o freio de mão, desligou os cabos da bateria, parqueou sobre cavaletes.

Bom – Razão simplória e surpresa: a produção está vendida pelos 19 concessionários na França e a área de exportações pelos próximos dois anos.

Mau? – Projeto para chegar ao mercado brasileiro foi delongado, com remotas chances de implementar a capacidade industrial da velha fábrica Alpine dos tempos do fundador Jean Rédélé – marca foi posteriormente comprada pela Renault, e o mito foi junto.

Ótimo – Há um lado bom no esticar o prazo: até lá deve estar acertado o acordo entre o Mercosul e União Européia, e assim preço final menor pela ausência do imposto de importação.

Amostra – Para instigar mercado, Renault levará exemplar de pré série como atração em sua presença no Brazil’s Renault Classic Show, elegante encontro de veículos antigos a ser realizado em Araxá, MG, setembro. Quer ve-lo? Pinte lá.

Novo – Anúncio da FCA para participar do mercado de picapes no Brasil, embute decisão sobre três produtos: novo Strada – já em andamento; importação do RAM 1500 – ex-Dodge 1500; e a definição de picape para 1.000 kg de carga, modelo novo, inexistente no portfolio da empresa. Norte americanos envolvidos no projeto tratam-no como Metric Ton. Curiosidade, mercado latino americano afinará visão da América superior.

Mudança – Teremos enormes alterações no mundo do automóvel nos próximos anos – desde a necessidade de tê-los, uso, manutenção -, até extinção de profissões a eles ligadas.

Paralelo – Enquanto Seu Lobo não vem, outra mudança se implanta no atual início de relações e conceitos – a distribuição dos combustíveis líquidos.

Direto – A decisão permitindo às usinas de álcool vender diretamente aos postos, eliminando os custos da desnecessária passagem por companhia distribuidora, deve ser seguida para a gasolina. E o CADE e a Agencia Nacional do Petróleo estudam acabar com o monopólio da Petrobrás - empresa refina 95%, estudando abrir tal processo a outras refinarias e ter reajustes de preços com prazos programados.

Ford GT 40 humilhando Ferrari em Le Mans

Razão – Não há história melhor no automobilismo: a briga Ford versus Ferrari, motivada pelo desentendimento entre dois mandões personalistas. Henry Ford II, o neto, comandando a segunda maior produtora de veículos, e o turrão Enzo Ferrari, acionista maior à frente de sua marca, envolvida com corridas e fazendo esportivos para gerar recursos.

Italianice – À assinatura do contrato Enzo Ferrari saiu e não voltou à reunião -, e Ford II, embora ausente, viu como ofensa pessoal, e resolveu dar o troco – esmagar a Ferrari em seu ambiente, as pistas de corrida, em especial nas 24 Heures du Mans, a mítica corrida de resistência.

Solução – O caminho gerou carro, hoje em segunda reedição, então chamado Ford GT 40; abriu trilha pavimentada para Carrol Shelby transformar-se em pequeno industrial, trouxe vitórias para a Ford nas corridas de resistência.

Enfim – Virará filme, já em filmagem. O ator Matt Damon reviverá Shelby e com certeza gerará muita dramatização no reviver as disputas – vencidas pela Ford -, em Le Mans, entre 1966 e 1969.

Ascensão – Citroën, representada por DS 21 de 1966, com carroceria especial Le Léman Coupé pelo encarroçador Chapron, quebrou o encanto para marcas comuns e recentes estacionando no gramado 18 do campo de golfe de Pebble Beach, onde no 3º domingo de agosto no Concours d’Élegance, um dos mais esnobes encontros de veículos antigos.

Razão – Revolucionário em soluções, como a carroceria esculpida pelo ar, único sistema hidráulico para freios, direção, e a surpreendente hidro-suspensão, ao lançamento, em 1955 no Paris Auto Show, teve 80 mil encomendas.

Gente  Roberto Carvalho, ex GM Canadá, de volta. OOOO Diretor Geral da BMW. OOOO Muita pedra a carregar: vendas; otimizar rede de revendas; definir novos produtos; acertar assistência técnica; trabalho em conjunto com a operação de montagem em Araquari, SC. OOOO BMW tropica no mercado. OOOO

Com ampla folga Mercedes CLA 180 lidera segmento

Mercedes abre liderança
Lançado ao princípio do ano, o Mercedes CLA 180 tem sólida ascensão em vendas: triplicou-as relativamente às dos cinco primeiros meses do ano anterior. Numericamente significa reinar absoluto dentre os produtos da família C, os 200, 250 e AMG 45 4Matic, assinalando 80,1% das vendas. Quanto aos concorrentes principais, os também teutônicos sedãs 4 portas BMW serie 3 e Audi A3, liderança também é sólida: 74%. Na prática a soma dos concorrentes é inferior aos números de venda do CLA 180.

Razões da preferência estão em condições importantes: maior rede assistencial; linhas de sedã com morfologia de cupê; conforto construtivo. Mecânica é liderada por motor de quatro cilindros em linha, 1,6 litro de deslocamento, 16 válvulas, turbo, injeção direta. Gera 122 cv, mas o diferencial para agradabilidade de uso está nos 20 m.kgf de torque, plano entre 1.250 e 4.000 rpm, permitindo garra para acelerar e usura em consumo. Agregado a transmissão automática com duas embreagens  7G-DCT, de sete velocidades, permite acelerar de 0 a 100 km/h em 8,7 segundos e atingir pico final em 210 km/h.

Como equipamento dispõe de rodas em liga levo, aro 17”, sete bolsas de ar, incluindo laterais e uma para os joelhos do motorista, faróis e lanternas em LEDs High Performance. Fórmula integra o esforço de rejuvenescimento da marca, com esportivização das linhas, trabalhos de aerodinâmica, equipamentos de infordiversão cada vez mais demandados, como  o Apple CarPaly e Android Auto.

Preço auxilia na escolha: R$ 137.900.

FCA investe para trazer Fiat à liderança


Depois da Jeep, FCA investe na Fiat
Empresa aproveitou 42º aniversário da atividade industrial automobilística da Fiat para anunciar investimentos na marca: aplicará R$ 8B em cinco anos na planta de Betim, MG, base que assistiu aos investimentos para implantação da associada Jeep e ver sua liderança no segmento.

Aplicação de capital para o setor Fiat, inaugura novo ciclo para a marca e seus fornecedores, com indicativo sério, a criação de, pelo menos, 8 mil empregos.

Novo capital se destina a alavancar Fiat e seu leque de produtos, fortalecendo atividade no Brasil e na América Latina, corporificando 15 lançamentos até 2023, para cobrir segmentos onde não compete. Os investimentos tem endereço certo, o Polo Automotivo Fiat, em Betim, MG, maior fábrica da marca no mundo, tanto para dinamizar suas atividades quanto a dos fornecedores instalados ao seu redor. Fiat capitaneou um processo de sobrevivência dito Mineirização, constituindo-se em grande esforço para levar fornecedores a se instalar em Minas para eliminar logística, transporte e obter custos menores.

O grande esforço embute a determinação de voltar a ostentar título de muito orgulho, marca líder no Brasil.
________________________________________________edita@rnasser.com.br


sexta-feira, 13 de julho de 2018

BMW Motorrad lança sistema de navegação Navigator VI. Equipamento tem memória interna de 4 GB expansível e tela de cinco polegadas



Lançamento da BMW Motorrad no Brasil, o novo sistema de navegação premium Navigator VI chega com inúmeras inovações e novas funcionalidades. Compacto e robusto, o equipamento tem capacidade de armazenamento interno de 4 GB, com opção de expansão por um cartão micro SD, e tela de cinco polegadas com filtro polarizado para facilitar a visualização sob a luz do sol.



O sistema permite ao motorista gravar rotas personalizadas, evitar ou escolher determinados trechos mal pavimentados, e até mesmo programar viagens com base em tempo, distância e pontos de interesse no caminho, por meio da função "Round Trip". 



O recurso "Orientação Natural", por sua vez, possibilita ao condutor ouvir as orientações de navegação, por meio de conexão com um intercomunicador, e, em conjunto com o Bluetooth, o novo recurso "Music Streaming" permite ao piloto escutar as suas músicas preferidas salvas no smartphone.



O navegador pode ser controlado ainda por meio do multi-controlador situado no guidão de alguns modelos da BMW Motorrad. Por meio do aplicativo Garmin Smartphone Link, é possível acessar informações sobre o trânsito e as condições climáticas em tempo real. Por fim, as atualizações gratuitas disponíveis nos mapas pré-instalados de fábrica tornam o BMW Motorrad Navigator VI o companheiro ideal para a sua viagem. 



"O Navigator VI é um sistema de navegação potente e versátil, com grande capacidade de armazenamento e informações em tempo real. Sem dúvida, é uma excelente opção para encontrar as melhores rotas em viagens de aventura, turismo ou mesmo em passeios curtos na cidade ", comenta Marco Truzzi, gerente sênior de Pós-Vendas da BMW Motorrad no Brasil.


Disponível nas concessionárias autorizadas BMW Motorrad.

Para texto original em inglês, acesse:

quinta-feira, 12 de julho de 2018

YPF amplia parceria com a Gulf Oil Marine no Brasil


Luís Baumeister, CEO da Gulf Oil Marine na América Latina, e Pablo Luchetta, CEO da YPF Brasil 

A parceria vigente entre as duas empresas, há dois anos no Brasil, prolonga o prazo do contrato para três anos, renováveis, e formaliza a autorização da distribuição e divulgação da marca Gulf Oil Marine pela YPF do Brasil, no mercado nacional.

O acordo permite à YPF fabricar os produtos da linha marítima da Gulf Oil Marine, para motores de 2 e 4 tempos, em sua planta no Brasil, e a fazer o fornecimento, logística e atendimento aos contratos da marca nos portos brasileiros. A extensão do contrato, agora firmada, prolonga o prazo da parceria e amplia e formaliza os direitos de distribuição dos produtos e divulgação da marca Gulf Oil Marine, pela YPF Brasil.

A ampliação da nossa parceria com a Gulf Oil Marine avaliza o trabalho que temos realizado para a marca nos últimos dois anos, traduzido nos bons resultadosdiz Pablo Luchetta, CEO da YPF Brasil. “É a prova da confiança de uma empresa líder no mercado marítimo na nossa estrutura e sua determinação em seguir investindo no imenso potencial do mercado brasileiro”.

A YPF comercializa, no Brasil, duas linhas da Gulf Oil Marine para aplicação marítima e industrial - no segmento de usinas termoelétricas - e já tem novos lançamento previstos.

Está disponível a linha de lubrificantes marítimos para cilindros e sistemas de motores 2 tempos e 4 tempos movidos a diesel e fuel oil que representa os maiores volumes do mercado. Neste segmento a Gulf Oil Marine é reconhecida pela ampla variedade de produtos específicos para cada necessidade, aprovados por fabricantes de motores, pela eficiência, logística e suporte técnico.

Também faz parte do portfólio a linha de lubrificantes e graxas biodegradáveis para sistemas hidráulicos, tubos telescópicos e transmissões, cuja tecnologia proporciona proteção ao meio ambiente, devido às suas propriedades biodegradáveis. Estes lubrificantes atendem aos requisitos VGP - Vessel General Permit (Autorização Geral de Embarcação) da Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos.

A extensão da parceria entre as duas empresas deve acelerar o lançamento de outros produtos da Gulf Oil Marine, como lubrificantes auxiliares sintéticos para compressores de ar e refrigeração, engrenagens e graxas, elaborados com óleos básicos sintéticos de altíssima tecnologia.

Os lubrificantes da Gulf Oil Marine, são comercializados, no país, diretamente e com exclusividade pela YPF Brasil.

Coluna Fernando Calmon traz à baila de novo a "Rota Difícil à Frente"




Fernando Calmon                  

Nº 1001 — 12/7/18




ROTA DIFÍCIL À FRENTE



Destrinchar tudo o que o Governo Federal anunciou no último dia 5 sobre o programa Rota 2030 tomaria o espaço de algumas destas colunas. Então a intenção é comentar certos pontos e, em especial, a validade de decisões que ainda passarão pelo crivo do Congresso, até novembro próximo, para se tornarem lei.


Primeiramente, em um país com baixa cultura de planejamento e alto grau de imprevisibilidade qualquer plano de 15 anos – dividido em três quinquênios – já se pode considerar conquista importante. 

Vários países incentivam pesquisa e desenvolvimento (P&D) no próprio território. Pode ser feito de forma eficiente ou não, dependendo de como se montam estratégias. O Brasil cometeu erros no Inovar-Auto, mas também aprendeu como evitá-los.

O Rota 2030, de fato, atrasou seis meses por ser complexo e ter levado a um conflito entre ministérios (Indústria e Fazenda). Perdeu-se muito tempo em discussões se R$ 1,5 bilhão por ano de incentivos para P&D era um valor incompatível com a atual penúria fiscal do País. Bem, o Brasil concede cerca de R$ 300 bilhões ao ano em subsídios variados, inclusive à agricultura...

Para conseguir compensar aquele valor em P&D, o conjunto das fabricantes de veículos deve comprovar ter investido montante 233% superior, ou seja, R$ 5 bilhões por ano aqui. Alternativa seria aplicar esse dinheiro no exterior e assim criar empregos em outros lugares.

Indústria automobilística na maioria dos países é incentivada – ou até disputada como ocorreu com marcas japonesas em estados americanos – de forma clara ou velada em razão da longa cadeia produtiva e qualidade dos empregos. Entretanto, no Brasil há uma situação curiosa. Essa indústria representa 4% do PIB do País, mas recolhe em torno de 10% dos impostos pertinentes: carga fiscal sobre automóveis é a maior do mundo.

Empresas de autopeças também receberão suporte fiscal para investir em tecnologia. Criaram-se ainda incentivos específicos ao conjunto da indústria para campos de atuação considerados estratégicos e que não podem mais ser negligenciados. Entre eles, conectividade, carros autônomos, inteligência artificial e manufatura avançada.

Há vários pontos positivos no Rota 2030. Exige redução compulsória de consumo de combustível: ganho estimado de 11% a cada cinco anos. Nenhuma marca escapa, tendo ou não fábrica no Brasil. Foram criadas duas faixas de economia adicional, com até 1% de desconto do IPI em cada etapa, para modelos, individualmente, que conseguirem superar o mínimo. Isso ocorre porque a tecnologia fica mais cara para avançar em eficiência energética.

Automóveis nacionais e importados (especificamente da China) também terão um cronograma para melhorar segurança passiva e ativa em prazos compatíveis para absorção de parte dos aumentos de custos. Ao longo dos 15 anos espera-se que o mercado cresça para o aumento de produção gerar escala suficiente. Para tanto, é necessário alcançar o patamar de quatro a cinco milhões de unidades vendidas anualmente.

Em 2018, porém, as previsões estão menos otimistas. Com os problemas gerados pela greve dos caminhoneiros e o estresse político, o crescimento de 15% ou mais vem sendo revisado. Fenabrave rebaixou os números mais otimistas esperados pelas concessionárias, enquanto a Anfavea desistiu de reestimar para cima o crescimento de vendas de 11% sobre 2017.

Agora se prevê que 2,5 milhões de veículos leves e pesados, ou algo muito pouco acima desse nível, ganharão as ruas este ano. Rota difícil à frente.

ALTA RODA

HYUNDAI ainda não tem acerto final do plano de produtos até 2022. Depende de eventual acordo com Grupo CAOA (talvez renovação do contrato de importações por prazo menor, a cada dois anos e não 10 anos) e da provável fábrica na Argentina para picape compacta. Mas, segunda geração do HB20 poderá chegar em 2019, ao se completar o ciclo de sete anos da primeira geração.

CHEVROLET Spin virou seu ciclo de vida de seis anos com mudanças estilísticas que amenizam bastante sua forma exageradamente rústica. Capô mais baixo (com nove vincos), grade e faróis redesenhados, tampa e lanternas traseiras em harmonia, além de rodas de 16 pol. e a retirada (já não era sem tempo) do estepe externo, deram equilíbrio ao conjunto. Versão aventureira Activ passou a oferecer sete lugares.

INTERIOR do Spin 2019 também evoluiu. Banco intermediário agora é corrediço e, bipartido, permite não só melhorar o acesso à terceira fileira como flexibilizar a utilização entre mais espaço para as pernas dos passageiros e maior volume de bagagem (até 756 litros). Novos bancos dianteiros e quadro de instrumentos refinaram a vida a bordo.

DIRIGIBILIDADE também melhorou no único monovolume tradicional que restou no mercado brasileiro com presença significativa (Fit vende mais, porém é meio-termo entre hatch e monovolume). Suspensão bem acertada e respostas mais suaves do câmbio automático completam a renovação do Spin. Preços vão de R$ 63.900 e a R$ 83.490.
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fernando@calmon.jor.br e www.facebook.com/fernando.calmon2

terça-feira, 10 de julho de 2018

Onix: confira quais versões menos (e mais) desvalorizam. Está interessado em comprar o carro mais vendido no Brasil? Confira as versões que menos e mais desvalorizam



Já é de conhecimento geral que os carros 0km perdem valor após saírem das concessionárias. Portanto, o consumidor precisa estar atento à desvalorização que seu novo carro poderá sofrer ao longo do tempo. 


O que pouca gente sabe é que há versões de um carro que podem perder valor de modo mais acentuado do que outras, algo que apenas a tabela KBB™ consegue mostrar devidamente. 

Quando falamos sobre o veículo mais vendido no Brasil por três anos consecutivos, o Chevrolet Onix, ter conhecimento sobre as versões que menos desvalorizam pode ser de grande ajuda para perder o mínimo de dinheiro possível na compra e na venda de seu automóvel.

Pensando nisso, a KBB Brasil listou quais as versões do automóvel número 1 do país que mais e menos desvalorizam. 


A versão que menos desvaloriza é a Onix LT 1.0 Manual, que perde apenas 7% no primeiro ano e 14% no segundo ano de uso. Caso o comprador opte pelo Onix LT 1.4 automático, ele perderá 15% no primeiro ano e 22% no segundo. LT 1.4 automático, ele perderá 15% no primeiro ano e 22% no segundo.

Uma relação de valores e taxas de desvalorização, de acordo com as versões do modelo, está na tabela abaixo. Confira a lista completa e faça uma compra mais consciente:


VEÍCULO/VERSÃO
0KM
2018
2017
Desvalorização da linha 2018 em relação à 2019
Desvalorização da linha 2017 em relação à 2019
ONIX ACTIV 1.4 8V MT6 ECO FLEX 4P (Basico)
R$ 57.290
R$ 53.000
R$ 49.820
8%
15%
ONIX ACTIV 1.4 8V AT6 ECO FLEX 4P (Basico)
R$ 62.490
R$ 57.000
R$ 53.580
10%
17%
ONIX EFFECT 1.4 8V MT6 ECO FLEX 4P (Basico)
R$ 53.900
R$ 49.000
R$ 46.060
10%
17%
ONIX JOY 1.0 8V MT6 ECO FLEX 4P (Basico)
R$ 41.290
R$ 37.500
R$ 35.250
10%
17%
ONIX LT 1.0 8V MT6 ECO FLEX 4P (Basico)
R$ 43.990
R$ 41.000
R$ 38.540
7%
14%
ONIX LT 1.4 8V MT6 ECO FLEX 4P (Basico)
R$ 48.990
R$ 44.000
R$ 41.360
11%
18%
ONIX LT 1.4 8V AT6 ECO FLEX 4P (Basico)
R$ 53.990
R$ 47.000
R$ 44.180
15%
22%
ONIX LTZ 1.4 8V MT6 ECO FLEX 4P (Basico)
R$ 54.990
R$ 49.000
R$ 46.060
12%
19%
ONIX LTZ 1.4 8V AT6 ECO FLEX 4P (Basico)
R$ 59.990
R$ 55.000
R$ 51.700
9%
16%
*Todos os valores foram retirados do site KBB.com.br

Coluna Mecânica On Line, de Tarcísio Dias, hoje sobre as diferenças entre híbridos, elétricos e outras motorizações



COLUNA 
MECÂNICA ONLINE® 

10 | JULHO | 2018




Eletrificação: as diferenças entre veículos 
elétricos, híbridos e outras motorizações eficientes

É cada vez maior a abordagem sobre veículos eletrificados e suas particularidades. Entender qual a melhor opção para o mercado é o desafio da indústria automotiva.

Qual a melhor opção de motorização para moldar um futuro mais sustentável? É preciso entender como os veículos serão impulsados, conduzidos e integrados à sociedade.


Entre as motorizações para moldar um futuro mais sustentável, encontramos tecnologias 100% elétricas, híbridas, combustão mais eficientes e até mesmo o primeiro propulsor de compressão variável de produção do mundo. A seguir, destacamos as principais diferenças entre elas considerando os veículos desenvolvidos pela Nissan.


Motores a gasolina mais eficientes
Quanto às motorizações a gasolina mais eficientes, temos o primeiro motor turbo de compressão variável de produção em massa no mundo.


Chamado de Nissan VC-Turbo. Ele foi lançado globalmente este ano e trabalha ajustando continuamente a taxa de compressão para otimizar a potência e a eficiência do combustível.


O propulsor passou mais de 20 anos em desenvolvimento e representa um grande progresso no design de motores de combustão. Ele utiliza dois ciclos de combustão, nos quais a sincronização eletrônica da válvula variável permite que o motor se alterne entre o ciclo Atkinson e os ciclos de combustão normais.


Isso diminui a emissão de CO2 e oferece um motor com menos ruído e vibrações. Ele também possui um sistema que usa a injeção multiponto como injeção direta, o que aumenta a eficiência e o rendimento do combustível. O motor alterna entre ambos durante as velocidades normais do motor. Os dois conjuntos de injetores são capazes de funcionar simultaneamente sob cargas mais altas.


Motores 100% elétricos
Composto por um motor 100% elétrico, um sistema de baterias e um inversor, o e-Powertrain impulsa os veículos elétricos da marca. Trata-se de um sistema leve e compacto em comparação aos motores de combustão interna, produzindo vibrações muito baixas e torque instantâneo.


O e-Powertrain não emite CO2, consome menos energia que um motor de combustão e não requer complementos nem peças móveis, que se desgastam com o calor e o atrito (partes do sistema de refrigeração ou de ignição, óleos, válvulas, pistões, entre outros).


O Nissan LEAF é líder global de vendas, com mais de 320.000 unidades comercializadas mundialmente desde seu lançamento, em 2010. Já a van elétrica e-NV200 tem mais de 18.000 unidades vendidas no mundo e, recentemente, a marca anunciou o começo das vendas de sua nova geração, que traz maior autonomia.

Motores híbridos
Os veículos híbridos possuem dois motores: um elétrico e outro a gasolina. Quando o veículo é ligado, ele automaticamente entra no modo elétrico, economizando combustível.


Dependendo de fatores como o nível de carga da bateria, as condições do caminho ou o estilo de condução do motorista, o motor elétrico é o responsável por impulsar o veículo até atingir aproximadamente 60 quilômetros por hora. A partir desse ponto, o motor de combustão entra em funcionamento para complementar ou substituir o motor elétrico.

Dentre as vantagens deste motor estão o maior rendimento do combustível, menos emissões de CO2, bem como maior eficiência e potência. Atualmente, o motor híbrido da Nissan está sendo usado no X-Trail Hybrid, que gera até 28,8% menos emissões que sua versão com motor a gasolina.


Motores e-POWER
Desenvolvimento exclusivo da Nissan lançado em 2016, o e-POWER é composto por dois motores: um elétrico e um pequeno motor a combustão interna. Este tem a função de gerar energia para alimentar o motor elétrico quando a carga se acaba. Isso elimina a necessidade de um carregador externo (plug in).

As vantagens são traduzidas em menos emissões de CO2 se comparado aos motores a gasolina, um motor com menos ruídos e vibrações (o motor a combustão trabalha em uma rotação única e constante), e um sistema inovador que diminui a dependência do motor elétrico das estações de carga.

Além disso, o modo de condução do e-POWER também incorpora o sistema e-Pedal, que permite que o condutor ligue, acelere, desacelere e pare o veículo com um único pedal.


Hoje em dia, o e-POWER é comercializado com sucesso no Japão no compacto Nissan Note. O Note e-POWER possui eficiência de combustível 30% maior que a dos veículos convencionais impulsados por motores a gasolina com características semelhantes. Além disso, a companhia anunciou que em breve a popular minivan Nissan Serena também incorporará o sistema e-POWER.

“As nossas opções variadas de motorização buscam atender às necessidades dos clientes, e todas estão focadas em nossa visão de marca, com a qual queremos proporcionar mais autonomia, mais eletrificação e mais conectividade para mover as pessoas para um mundo melhor”, afirmou Redmer Van Der Meer, vice-presidente da área de planejamento da Nissan América Latina.


Fonte de energia e aplicação

Motores a gasolina mais eficientesModelos 100% elétricos (e-Powertrain)Motores híbridosMotores e-POWER
Nova geração do Altima com o VC-TurboLEAF e a van comercial e-NV200X-Trail HybridNote e-POWER
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Tarcisio Dias é profissional e técnico em Mecânica, além de Engenheiro Mecânico com habilitação em Mecatrônica e Radialista, desenvolve o site Mecânica Online® (www.mecanicaonline.com.br) que apresenta o único centro de treinamento online sobre mecânica na internet (www.cursosmecanicaonline.com.br), uma oportunidade para entender como as novas tecnologias são úteis para os automóveis cada vez mais eficientes.
Coluna Mecânica Online® - Aborda aspectos de manutenção, tecnologias e inovações mecânicas nos transportes em geral. Menção honrosa na categoria internet do 7º Prêmio SAE Brasil de Jornalismo, promovido pela Sociedade de Engenheiros da Mobilidade. Distribuída gratuitamente todos os dias 10, 20 e 30 do mês.
http://mecanicaonline.com.br/wordpress/category/colunistas/tarcisio_dias/

BMW Série 3, X1 e X4 têm condições especiais de compra em julho. Campanha inclui taxa de financiamento de 0,59% e bônus de até R$ 25 mil no pagamento à vista.

A BMW do Brasil está oferecendo neste mês de julho uma oportunidade especial para aquisição dos modelos BMW 320i Sport, BMW X1 xDrive20i GP e BMW X4 xDrive28i X Line na rede de concessionárias autorizadas da marca no país. As condições preveem descontos de até R$ 25 mil para pagamentos à vista. 



É o caso do BMW X4 xDrive28i X Line 2017/18, cujo preço sugerido de tabela é de R$ 324.950, mas pode chegar a R$ 299.950 para pagamento efetuado no ato da compra. 

O sedã BMW 320i Sport 2017/18, por sua vez, conta com abatimento de R$ 20 mil – de R$ 169.950 por R$ 149.950 – também para compra à vista. 



Já o SAV BMW X1 xDrive20i GP 2018/18 tem desconto de R$ 12 mil – de R$ 191.950 por R$ 179.950. 

A oportunidade exclusiva inclui ainda vantagens disponibilizadas pela BMW Serviços Financeiros como taxa 0,59% para planos de financiamento de 24 meses, com 60% de entrada. 

Além dos bônus especiais e do plano de financiamento diferenciado, a ação exclusiva inclui ainda a supervalorização do seminovo oferecido como parte do pagamento, no momento da negociação. Essas condições são válidas em todo o Brasil, no mês de julho, enquanto durarem os estoques.

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