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quarta-feira, 5 de setembro de 2018

Honda City revela-se em avaliação pelo Blog um carro confortável, não apenas citadino, mas bom de estrada. Custa a partir de R$ 61.900 e o EXL, top de linha, testado R$ 84.600



Texto e fotos: Arnaldo Moreira

Quando a Honda, em 2006, decidiu trazer para o Brasil o seu modelo City que já produzia para diversos países, desde 1981, acertou bem no centro do alvo. Afinal, vendia aqui somente o Fit, um compacto pequeno com alto índice de confiabilidade, e o moderno e esportivo Civic, um sedan grande mas que à época tinha um porta-malas de pouco mais de 330 litros - que subiu para 525 l. 



Bancos rebaixados geram mais de  1.100 l
A montadora também supriu no País a lacuna que tinha entre esses dois modelos e atendeu aos fãs da marca com um carro que não é apenas um citadino como o seu nome indica, mas um veículo para viagens, pelo privilegiado espaço interno que oferece para ocupantes e bagagem em seus 536 litros de porta-malas sem rebatimento de bancos, economia e conforto.




Às vésperas de viajar do Rio para Salvador, e com o City emprestado a outro jornalista, a Honda me propõe que faça a avaliação na capital baiana. Ideia excelente e aceita na hora. Imaginei logo belas fotos no Farol da Barra.



O boêmio Largo Santana, conhecido como Largo da Dinha, no bairro do Rio Vermelho
Peguei o carro na concessionária Imperial Honda, em Alphaville, longe do simpático, boêmio e agitado bairro do Rio Vermelho onde fiquei, o que permitiu logo um teste de estrada, pela Via Paralela (Av. Luís Viana) do City, ELX, branco, com pouco mais de 3.600 km. 




Desempenho muito interessante para o motor de alumínio de 115 cv (gasolina) e 116 cv (etanol) 1.5 i-VETC flex one, de 16 v e 15,3 kgfm de torque, aos 4.800 rpm, com câmbio automático CVT de seis velocidades, de trocas macias, imperceptíveis.


O carro roda macio, com pouco ruído interno, que só aumenta quando se exige mais potência do motor, que se pode obter com mais rapidez trocando a marcha nas borboletas atrás do volante - reducão (-) do lado esquerdo e aumento (+), do lado direito.




O que logo chama a atenção no City é o design da nova frente que ganhou um ar mais agressivo e forte, com um para-choques mais robusto, enriquecida pela moldura do  conjunto ótico, renovado e incorporado pela luz de presença diurna de LED azulada e faróis de LED na luz baixa e alta, na versão avaliada. 




O aspeto segurança é reforçado com a instalação de seis air bags frontais, laterais e de cortina, todos os cinco ocupantes têm cintos de segurança de três pontos e há sensor de estacionamento na traseira. Senti falta dos controles de tração e estabilidade, num carro com claras características de estradeiro.



Tem um bom sistema de ar condicionado digital que garante  conforto aos passageiros. 


Os instrumentos estão bem dimensionados e à vista do motorista. 

Ele pode regular a altura do seu assento manualmente. Internamente, ou na chave, os retrovisores externos podem ser recolhidos.  



No volante os comandos de som, do controle de velocidade cruzeiro (vulgo, piloto automático), e de multimídia, cuja central conta com monitor de 7", câmera de ré, GPS, compatível com os sistemas Google Android Auto e Apple Car Play, que permitem acesso ao Google Maps ou ao Waze e o espelhamento do smarthfone.



Espaço interno é o que não falta no City. 


O banco traseiro, com encosto de cabeça e cinto de três pontos para os três ocupantes, acomoda os passageiros com conforto, sem o perigo de desmanchar o penteado no teto ou viajar como no aperto da classe econômica dos aviões.


É importante lembrar que o conforto do novo City está ligado à boa regulagem da suspensão na frente tipo MacPherson e de barra de torção na traseira que absorvem bem as irregularidades do piso, inclusive em piso de paralelipípedos.



A dirigibilidade do City muito boa, graças à direção elétrica, e, como já citei acima, ao bom posicionamento dos instrumentos, ao volante de empunhadura confortável, tem a ver também com a excelente visibilidade que tanto frontal como lateral, pela correta localização das colunas frontais.
   

O City é vendido em cinco versões
City DX – R$ 61.90
City Personal CVT – R$ 68.700 
City LX CVT – R$ 73.600
City EX CVT – R$ 79.000 
City EXL CVT R$ 84.600










sexta-feira, 31 de agosto de 2018

ROLLS-ROYCE MOTOR CARS TAKES THE LUXURY OF PRIVACY TO A NEW LEVEL. As the world’s leading luxury brand, Rolls-Royce Motor Cars is best placed to understand and harness the many different possibilities of luxury for its influential clients. Throughout history the power brokers and history makers have negotiated some of the most historical agreements in confidence thanks to the ‘luxury of privacy’ afforded to them by the rear compartment of a Rolls-Royce.



As the world’s leading luxury brand, Rolls-Royce Motor Cars is best placed to understand and harness the many different possibilities of luxury for its influential clients. Throughout history the power brokers and history makers have negotiated some of the most historical agreements in confidence thanks to the ‘luxury of privacy’ afforded to them by the rear compartment of a Rolls-Royce.


In this spirit, Rolls-Royce announced at the 2018 Chengdu Motor Show today the introduction of the ‘Privacy Suite’ for the new Extended Wheelbase Phantom; an innovation that provides unrivalled levels of privacy and luxury.


As it has over the past 90 years, Phantom today stands as the most celebrated luxury item in the world. Its legend compels the world’s most influential and enigmatic individuals – men and women who demand the ‘luxury of privacy’ wherever they travel. 



Expressing a deep understanding of this requirement, the marque has created the Privacy Suite, balancing function and luxury without compromising the space and comfort of rear passengers.  


Rolls-Royce has once again demonstrated the link between luxury and technology with the integration of Electrochromatic Glass, allowing front and rear cabins to be visually separated at the touch of a button. 


The rear occupant is offered the option to see through the glass and on to the road ahead or to instantly transform the glass to opaque, providing a highly sophisticated and absolute level of privacy.


The Privacy Suite also represents a leap forward in sound absorption in a motor car that is already hailed as the quietest in the world, delivering the highest possible levels of acoustic insulation. 

A frequency-specific compound inhibits the transmission of conversations in the rear cabin to the front cabin, yet a fully integrated Intercom System allows communication on demand. 


Controlled by the rear passenger, the Intercom System can be used to open a direct line to the driver at the press of a button whilst the driver is able to ‘call’ the rear occupants, who can choose to answer or reject the communication. 

In addition, a large aperture controlled solely by the rear passenger allows documents or other objects to be easily passed between the front and rear cabins. When open, the aperture is discretely illuminated to ensure passengers are satisfied with the nature of the documents or objects before they receive them.

A Bespoke Rear Theatre Entertainment system has also been integrated into the Privacy Suite, which includes two high definition 12-inch monitors linked to the motor car’s suite of fully connected software as well as an HDMI port that allows passengers to synchronise their highly secure personal devices. 


This complex execution of craftsmanship and technology is deployed and controlled from the centre console and, combined with Starlight Headliner and Bespoke Clock, creates a peerless ambience for passengers.

Rear Privacy Curtains have also been added allowing full closure of the side and rear window as well as Rear Privacy Glass, extending discretion when the curtains are open.

To view this truly Bespoke Phantom, Rolls-Royce invites members of the public to the Rolls-Royce stand HALL9 H918. From 31 August to 9 September 2018.



DE CARRO POR AÍ - de Roberto Nasser destrincha o novo Citroën C4 Cactus

DE CARRO POR AÍ - Roberto Nasser




Coluna nº 3.518 de 31 de agosto de 2018 
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Cactus: elegante, bem composto, seguro, bom preço


Hora do bom gosto e da elegância. Citroën C4 Cactus

Citroën apresentou no Brasil o novo Cactus. Produto interessante, dito utilitário esportivo. Mescla conceitos visuais de Kia Soul, de Mercedes GLA, e sai-se muito bem. 

Para o público desejoso de sentir-se superior pela posição de dirigir, ou para os conscientes da necessidade de utilizar veículo melhor dimensionado às emoções do piso desnivelado, esburacado. 

Linhas se integram à proposta, mecânica foi ajustada para enfrentar as agruras nacionais.
Na prática exuda orgulho brasileiro, pois o produto foi desenvolvido aqui, como evolução da geração anterior, sob o comando do diretor de design para a América Latina, quase jovem Daniel Nozaki. 

Executivos franceses, incluindo o chefe da área, viram, se surpreenderam, palpitaram com superioridade colonizadora – mas aprovaram: projeto nacional é hoje produzido na Espanha abastecendo a Europa.

É bem inspirado e responde ao usuário deste tipo de veículo em linhas, cuidados interiores, habitabilidade. A regra brasileira de enquadramento como utilitário esportivo exige altura mínima e ângulos de entrada e saída dos obstáculos, obtidas com o elevar da distância livre do solo, no caso 22,5 cm – mais ou menos a oferecida pela Velha Senhora, a Kombi. Agradável por fora, bem cuidado por dentro, ótimo espaço frontal e entre bancos, oferece uso confortável.

Divisão
Peugeot e especialmente Citroën perderam muitas vendas, tem bons produtos sem conquistar clientes, desenvolveram o Cactus para ser tratado como evento, degrau, novo patamar de atração para a marca. 

Por isto, não é apenas mais um produto, mas o produto, para obter muitas vendas, fazer lucros e bem participar no mercado; remunerar e garantir a sobrevivência da centena de revendedores. É o a justificar produto, detalhes cuidadosos, itens de segurança e sistemas ativos, inusuais em carros neste segmento.

Conteúdo
Muito cuidado para sobressair nas comparações com outros veículos desta frequentada fatia de mercado. Nozaki conseguiu ótimo resultado, ao fugir do barroco automobilístico, a interpretação coreana sobre traços de Chris Bangle para a BMW, optando por linhas limpas. Detalhes, muitos, desde os três níveis de elementos ópticos no painel frontal, ao bagageiro de teto, elegante, bem formulado.

Houve trabalho primoroso para acertar suspensão, direção, freios, a disco nas 4 rodas. Coisa de profissional sensível. Na transmissão mudaram semi eixos e juntas, agora com maior contato, encerraram as más sensações oferecidas por seu primo Peugeot 2008. Nele, quando se arranca com disposição, juntas e semi eixos fazem um ângulo de envergonhar engenheiro. Adotará o novo sistema.

Há muitos adereços eletrônicos pró-segurança, incluindo regulagens para a tração frontal, aviso de mudança de faixa, freio que opera sozinho quando o motorista não o aciona próximo ao veículo da frente. Itens encontráveis em carros de preço superior.

Cores
Seguindo tendência mundial há opção bi tonal – ou, no popular, saia-e-blusa. A fábrica se dimensionou para pintar o teto em Branco, Preto ou Azul Esmeralda, harmônicas com a do corpo do Cactus: branco, cinzas e o mesmo azul. São caretas, ou assim o são os consumidores brasileiros. 

A limitação não se harmoniza com o conceito de atrevimento oferecido pelo dito SUV. Se você está interessado e não é careta, vite, vite, como dizem os franceses. Aja rápido pois farão limitadíssima oferta de apenas 100 unidades pintadas em vermelho.

Citroën surfa na onda com outros fabricantes de fazer pré-inscrição de vendas – já aberta -, com atrativos para vencer inércia e dúvidas, como graciosidade nas três primeiras revisões e, a donos de Citroën, valorização adicional de R$ 3.000 sobre o usado.

Mais
Há consciência de as marcas da PSA, Peugeot e Citroën descuraram dos clientes demos as costas, reconhece Ana Thereza Borsari, líder regional. Para reaproximação, ambas tem oferecido, desde o ano passado, atrativos como graciosa verificação de líquidos durante a vida do veículo; revisões a preço fixo; descontos para carros fora de linha; oito anos de reboque para enguiços e acidentes; re compra garantida; seguro a preço menor; entrega de serviços para o mesmo dia; empréstimo de carro da marca para serviços tomando mais de 4 dias. Na ponta do lápis, digo dos botões da calculadora, fazem presença, custam pouco, vendem simpatia. Jogam garatéias para fidelizar os clientes.

Quanto
Preços bem administrados para concorrer com a renca de assemelhados. De R$ 69 mil a 99 mil para as versões elevadas, com transmissão automática de seis velocidades – coisa efetiva, e não o sistema de polias variáveis. Motores L4, flex, frontais e transversais, 1,6 litro. Um aspirado, 122 cv, outro turbo, 172 cv a álcool.

Tem tudo – formas, conteúdo, acertos, preços – para ser queridinho do mercado.

Montadora ou fabricante? Quem é quem?
Há uns anos houve a generalização do uso do termo Montadora para caracterizar a atividade de fazer veículos. Jornalistas, consumidores, até executivos das fábricas de automóveis, sem maior pensar, adotaram-no para rotular sua operação.

Leitor atento já percebeu, Coluna trata o negócio do fazer veículos sob dois rótulos: Montadora é a empresa sem atividade de produção de componentes. Encomenda-os a terceiros, manda as especificações, recebe as peças e faz a montagem sob sua responsabilidade. 

É atividade superficial, como a já realizada no Brasil desde o início do século passado, com Ford, Chevrolet, Fiat, Chrysler, International, FNM, Willys, Nash, Nissan, Studebaker, VW, até o final dos anos ’50 quando o projeto de implantação da indústria automobilística exigiu altíssimo percentual de partes nacionais. 

Por processos e custos, as de maior valor agregado foram produzidas pela marca do veículo. Chassis ou monobloco, motores, transmissões, estamparia de chapas, às vezes até estofamento, em boa parte feitas em casa, complementada com auto peças fornecidas por empresas especializadas. Como negócio, implantar tal estrutura demonstrava seriedade de propósitos. 

Diferença sensível:para montar, bastam galpões e linhas de agregação de partes fornecidas por terceiros. É o praticado no Uruguai, onde se especializaram na montagem – hoje nos fornecem Kia Bongo, Peugeot Expert e Citroën Jumpy. 

Para fabricar, praticar o ofício da transformação, o uso da química e da física, como fabricar motor e transmissão, exigem-se investimentos muito maiores, e é este o denominador a separar quem veio para ficar, e os que podem ter vida fugaz.e é este o denominador a separar quem veio para ficar, e os que podem ter vida fugaz.e é este o denominador a separar quem veio para ficar, e os que podem ter vida fugaz.

Na prática e no entendimento: Montadora é a que junta partes fornecidas por terceiros e monta um veículo. Fabricante é degrau superior: produz componentes, e agrega-os para formá-lo.

Roda-a-Roda

Arkana – Curiosamente Renault escolheu o Salão de Moscou para exibir seu futuro produto, o Arkana. Coerente, nome indica alguma coisa enigmática – Oroch, de seu picape, é da turma. Rússia é mercado menor que Brasil.

CuSUV ? – Renault aposta no futuro do caminho aberto pelos SUV da família 6 BMW, utilitário luxuoso com a extremidade posterior do teto garroteada para aproximar-se da cintura. Um trubuçu estilístico, SUV, cinco portas acupezado.

Mais – Será veículo global, iniciando no Brasil nova plataforma CMF-B – abandonando a velha e honesta BO, base de Logan, Duster, Oroch, Captur. Motorização possivelmente da família TCe, L4, 1,3 litro, turbo, injeção direta, uns 150 cv, iniciando novo ciclo. Para 2020.


Renault Arkana. Breve, aqui.


Também – Para aumentar o poder de competição do City, Honda caracterizou modelia 2019 com apelo à conectividade: sua central multi media é compatível com Apple CarPlay e Android, e aplicada à versão EX.

Como – Produto é oferecido em cinco versões, de R$ 62.500, por curioso DX e seu pouco demandado câmbio manual; Personal – projetado para crescente segmento de mercado, o de Pessoas com Deficiência, a R$ 68.700; e LX, EX e EXL, entre R$ 74,200 a 85.400. Tempos difíceis, equipamento eletrônico caracteriza modelo. Nissan cometeu o mesmo.

No olho – Citroën apresentou o Cactus, Volkswagen, no outro dia, distribuiu texto e fotos do T-Cross, uma espécie de Tiguan menor. São concorrentes.

Como só o terá próximo ano, tenta colocar clientes em dúvida, entre receber um agora ou esperar pelo outro. Copiou até a cor do lançamento, o azul esmeralda.

Encontro – Brasil e Argentina assinaram acordo para Convergência Regulatória. Em tese unificar equipamentos de segurança e data de obrigatoriedade de aplicação nos dois países.

Freio – Quando países do terceiro mundo, tão sensíveis a argumentos sensibilizantes de fabricantes de veículos, se valem de firulas para explicar coisa séria, é para tomar doses industriais de cautela. O ESP, equipamento de estabilidade, vem tendo uso adiado exatamente por conta de encontrar uma data comum. Dizem, 2020.

O outro lado – Toyota festeja ter participado, com Projeto Ambientação, da economia de 698M de litros d’água medidos em oito anos em cidades do interior paulista. Parceira da Fundação Espaço ECO, propõe soluções sustentáveis para reduzir consumo de água, energia, e gerir resíduos. 

Resgate – Há 30 anos, cineasta Francis Coppola fez filme sobre o coerente, criativo, corajoso e romântico Preston Tucker, criador de carro revolucionário, abatido pelas então três grandes, Ford, GM e Chrysler. Aqui foi chamado Tucker, um homem e seu sonho.

Cartaz do filme

Prática - Pebble Beach Concours d’Élegance, em Carmel, California, passado fim de semana, melhor exemplo de qualidade de veículos expostos e competência para organizar, remasterizou o filme em Blu-Ray+Digital +Digital 4K Ultra HD, e o apresentou como introdutório a palestras sobre a marca.

Foco – Rasa a visão dos organizadores de eventos de automóveis antigos no Brasil: contentam-se com a plasticidade dos veículos imóveis, e deixam de resgatar e contar histórias. Exceção honrosa para o Carro do Brasil, limitado aos automóveis nacionais e então organizado em Brasília.

O Mais – Famoso leilão em Monterey, durante a semana santa do automóvel, cravou novo recorde mundial para veículos antigos: um Ferrari 250 GTO com carroceria moldada pela Scaglietti. Disse a leiloeira RM Sotheby’s ser “o carro mais importante, desejado e lendário da história do automóvel’’.

Surto – Leilão iniciou-se com preço base de US$ 35M – avaliações anteriores discrepavam entre US$ 20M e US$ 60M. A diferença mostra o desvario. Foi a 44M ! Comissão do leiloeiro gerou cheque de US$ 48,4M. Comprador não identificado. É a terceira da série de 36; uma das sete carroçadas por Sergio Scaglietti – o Toni Bianco deles -, e considerada uma das mais originais.

Detalhes – Motor V12 3,0; 286 cv de potência, 342 Nm em torque, dianteiro, caixa manual de 5 velocidades, tração traseira. Pesa apenas 880 kg, e é uma alegria para dirigir ao chegar aos 100 km/h em 4,4s e 280 km/h – dados de 1962!


Ferrari GTO, dos clássicos, o de maior valor



Cartaz com Alfa à venda


Finor – Verbete criado por ex de diretor do Veteran Car de MG, organizador do mais elegante evento de veículos antigos no Brasil, bem descreve o majestático cenário do Grande Hotel, sua volumetria, jardins de Burle Marx. Ali reúne-se a essência da qualidade dos antigos no Brasil.

De novo – Neste ano, pela greve dos caminhoneiros, a grande praga do ano, festa foi abortada na véspera do longo feriado de Corpus Christi, e adiado para o entorno do 7 de setembro. Será a partir da próxima quinta feira, de 5 a 9, com patrocínio da Renault.

Leilão – Um dos diferenciais do evento é realizar pioneiro e tradicional leilão. Inscrições para participar se encerraram pela capacidade máxima e catálogo digital com os veículos disponibilizados à venda está em
www.issuu.com/leilaoaraxa/docs/catalogo-digital. Há opção de lances on line. 

Sobre o evento acesse: www.brazilclassics.com.br

Gente – Bruce McLaren, neo zelandês, piloto e construtor, lembrança. 

OOOO McLaren São Paulo, representante da marca por ele criada e produtora de esportivos nunca imaginados, festeja data com número áspero. 

OOOO 79 anos de seu nascimento. McLaren passou há 48 anos, em coerente pancada num protótipo. 

OOOO Dele há um documentário: McLaren – O homem por trás do volante – dvd com legendas em português. OOOO Laura Schwab, inglesa, novidade

OOOO Primeira mulher a presidir a Aston Martin em 105 anos de história. 

OOOO João Batista Mattosinho Filho, brasileiro, engenheiro, prêmio. 

OOOO Era diretor de produção de 80 mil unidades/ano em planta Jaguar em Castle Bromwich, Inglaterra. 

OOOO Resgatado aos trópicos, será diretor de manufatura da Jaguar Land Rover em Itatiaia, RJ. 

OOOO Não é fábrica, mas linha de montagem de poucas intervenções e números. 

OOOO Aparentemente quase férias bem remuneradas à sombra do pico das Agulhas Negras; do Parque de Itatiaia; ao lado das agradáveis Penedo e Visconde de Mauá. OOOO
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Na sua Coluna, Fernando Calmon acha que o C4 Cactus espeta concorrentes. Ainda bem!




Fernando Calmon            

Nº 1.008 — 31/8/18





C4 CACTUS ESPETA CONCORRENTES



Se o mercado de SUVs continua a crescer bastante no Brasil, há razões para apostar em avanços ainda maiores. Entre os de produção nacional o Citroën C4 Cactus, que começa a ser vendido esta semana, demonstra que novas tecnologias também ganham relevância nesse tipo de veículo.

O modelo, de forma clara, demonstra dupla personalidade. Na Europa tem o mesmo nome, mas lá se apresenta como um hatch sucessor do C4. Aqui, o visual muda e não se restringe às barras de teto com um criativo desenho “flutuante”. Vão livre do solo de nada menos 22,5 cm, além de ângulos de ataque (22 graus) e de saída (32 graus), permitem enfrentar traiçoeiras lombadas, valetas e buracos que infestam cidades e até estradas por todo o País.


Seu estilo moderno, mais típico de um crossover, agrada por proporções compactas – apenas 4,17 m de comprimento – que, no entanto, limitam o volume do porta-malas a 320 litros. Por outro lado, 2,60 m de entre-eixos e 1,71 m de largura garantem habitáculo confortável, incluindo bancos dianteiros bem dimensionados e amplo espaço para joelhos atrás. Forro do teto tem leve concavidade dupla (na frente e atrás). Assim, nenhum ocupante raspa a cabeça, embora falte opção de teto solar.

A marca francesa montou um bom pacote de opções de segurança nas versões mais caras: alertas de atenção ao condutor, de saída de faixa, de colisão (detecta veículos e pedestres) e de frenagem automática, além de seis airbags.

O interior tem detalhes de acabamento interessantes. Mescla materiais agradáveis ao toque, apliques de tecido e plástico preto brilhante. Quadro de instrumentos é digital (idêntico ao do C4 Lounge). Até o volante de base achatada e parte superior levemente reta denota cuidados do projeto. Falta queda amortecida da tampa do porta-luvas.

Dois motores estão disponíveis: 1,6 L aspirado, de 118 cv (câmbio automático, seis marchas) e 122 cv (manual); 1,6 L turbo de 173 cv/etanol (apenas automático). Este último, o mais potente do segmento, muda por completo o temperamento do carro, inclusive por fazê-lo acelerar de 0 a 100 km/h em apenas 7,3 s, acompanhado por um som grave, algo exagerado com o motor em carga.


Um dos pontos altos é o acerto de suspensões, o melhor entre quase uma dezena de concorrentes diretos. Direção precisa e freios a disco nas quatro rodas, outros destaques. Desempenha bem no uso em caminhos sem pavimentação que dispensem sistema 4x4, ajudado pelo controle de tração mais apurado (Grip Control) herdado do Peugeot 2008.


Preços são bastante competitivos: vão de R$ 68.990 a 98.990, em três níveis de acabamento. A marca decidiu valorizar seus modelos usados na troca pelo C4 Cactus e investir em assistência técnica desde carro-reserva para consertos acima de quatro dias ou mimos simples como checar pneus, fazer rodízio e completar níveis de água e óleo sem cobrar.


Para Ana Theresa Borsari, diretora-geral do Grupo PSA, a rede de concessionárias Citroën será pró-ativa na venda de revisões a preço fixo até mesmo fora do período de garantia. “O serviço pré-pago tem crescido muito na Europa e pode se expandir também aqui. É o conhecido ‘tudo-incluído’, conceito surgido na hospedagem”, completa.

ALTA RODA

FORD pretende uma gradual eliminação de hatches e sedãs para se concentrar em picapes e SUVs especificamente na América do Norte. Surgem especulações sobre uma picape menor que a Ranger. Teria como base o Focus. Até mesmo a Hyundai já admite oferecer uma picape média no mercado americano em 2021. E por que não fabricá-la também na Argentina?

TENDÊNCIA no mercado brasileiro de aumentar oferta de SUVs com três fileiras de bancos. FCA, por exemplo, terá versões Jeep e Fiat para até sete lugares dentro de dois anos. Nos EUA, onde 40% de todos os veículos leves hoje à venda são SUVs de diferentes portes e usos, a versão de três fileiras do Jeep Cherokee representa nada menos de 60% das preferências.

BRASIL e Argentina resolveram acertar os ponteiros para criar veículos harmonizados aos dois países. Acordo assinado agora em Brasília prevê normais iguais para itens de segurança, eficiência energética, emissões e normatização de autopeças. Resultados não serão imediatos, mas nada impede que fabricantes se adaptem antes com mudanças possíveis.

GOL vai bem com o novo câmbio automático de seis marchas. Forma um conjunto bastante saudável combinado ao motor de 1,6 L e 16v (120 cv/etanol), sem hesitações e aceleração progressiva. Suspensão firme e robusta não mudou. Nova frente (já utilizada na Saveiro) ajuda no visual. Faz falta a direção de assistência elétrica: a hidráulica tem limitações.

DURANTE o inverno vale a dica de utilizar o aquecimento no lugar do ar-condicionado para elevar mais rápido a temperatura do habitáculo. Ainda assim, é melhor não se esquecer de ligar pelo menos uma vez por semana, no mínimo por 10 minutos, o ar-condicionado. Seus circuitos internos precisam de lubrificação para garantir durabilidade ao sistema.
________________________________________________ffernando@calmon.jor.br e www.facebook.com/fernando.calmon2

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