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sexta-feira, 28 de setembro de 2018

DE CARRO POR AÍ por Roberto Nasser mostra aliança Ford/VW


DE CARRO POR AÍ - Roberto Nasser



Coluna nº 3.918 - 28 de setembro de 2018
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Aliança Ford + VW começa a
tomar forma - e pode se ampliar

Aos 19 de junho, nota conjunta e cronometrada para ajustar diferentes fusos horários, Ford, Dearborn e Volkswagen, Wolfsburg, Alemanha, dizia da disposição das companhias em explorar uma aliança estratégica desenhada para fortalecer a competitividade

Explicitava não se tratar de fusão, aquisição, troca de ações, para tranquilizar o mercado, abortar especulações sobre junção das empresas. No Brasil e na Argentina a ênfase foi mostrar não seria reedição da Autolatina, união das duas marcas nos anos ’80 para tentar sobreviver na Década Perdida. 

No Brasil e na Argentina trouxe confusões internas, perda de mercado para a Ford, miscela de produtos, funcionários desorientados. Na Argentina gerou uma fábrica para a Volkswagen, seccionando a da Ford, dividindo-a com simplória cerca.

Negócio anda e tem nome: Projeto Cyclone, e na América do Sul se materializa, apesar de informações discrepantes. Pablo Di Si, CEO da VW, disse à Coluna de reuniões sucessivas entre as marcas para identificar produtos de ambas as partes para provocar sinergia. 

Na prática, duas marcas, mesmo produto com sutis diferenças estéticas e identificativas, resultado fácil de ser obtido com a mudanças de peças plásticas, como para-choques, grades, faróis. Consultada, área de comunicação corporativa da Ford disse desconhecer qualquer desdobramento a partir do comunicado anterior, de junho.

Nesta conversa de solitário interlocutor, ele é Heiner Lanze, alemão, transferido da matriz alemã, para conduzir a parte VW nas tratativas. 

Herr Lanze deve estar sendo visto pela Ford na Argentina como um pândego, ao tentar cumprir sua missão, percorrendo a cerca separando as duas marcas em Pacheco, à procura de com quem dialogar...

MAIS
Negócio de amplo espectro, motivado pela Ford e seus receios presentes e futuros quanto às operações com veículos na América Latina. 

Em processo mundial de enxugamento, materializado por cortes de pessoal, investimentos, suprimirá todos os automóveis da produção norte-americana, substituindo-os por picapes ou utilitários esportivos. 

Na AL, onde escritura valente prejuízo – circa US$ 1M/dia -, decisão na matriz, contada aos leitores da Coluna, será substanciada na Argentina, pela não atualização do picape Ranger e do automóvel Focus. 

Manterão linhas defasadas até serem repelidos pelo mercado. No Brasil os produtos automóveis serão substituídos por único modelo, pequeno utilitário esportivo, cujas partes já começam integrar os novos Ford Ka.

Caminhões não terão longa vida e, ao final, a grande área fabril em São Bernardo do Campo, SP, será vendida. Toda a produção do mono Ford ocorrerá em Camaçari, BA. 

Na prática, a continuidade da Ford, sem investimentos para novos produtos, instiga-a no sentido de tê-los sem aplicar para fazer, e a saída é comprar de terceiros.

Pablo Di Si, VWAL, disse à agência Reuters que negócios concretos apenas em 2019. Será o primeiro passo, e há quem aposte na produção do picape Amarok das duas caras e duas marcas – como ocorrerá no mesmo país com picapes Nissan, Renault e Mercedes. Início com produtos existentes, e futuramente desenvolvimento conjunto Ford+VW. A iniciativa da Ford visa âmbito mundial.

Empresa iniciou tratativas com o grande grupo indiano Mahindra, no mesmo sentido – e para aprender a fazer veículos com custos reduzidos.

Stinger. Poucos, mas para ser referência.


Kia retoma mercado com Stinger e Stonic
Kia iniciou a operação resgate – de vendas e participação no mercado nacional. No rescaldo dos prejuízos causados pelo nunca explicado programa Inovar Auto, suas vendas desabaram de quase 100 mil unidades para aproximados 5.000/ano. Neste, pretende venda de 8.000 veículos, mantendo o crescimento nos próximos.

Forma de bem assinalar a marca será com o sedã Stinger, de dinâmica esportiva: grande, 4,83m, 2,91 de entre eixos, bom espaço aos usuários. Motor V6 3,3 litros, bi turbo, 370 cv, acelera de 0 a 100 km em 5,8s. 

Um exemplo. Há 25 anos a Hyundai copiava carros japoneses fora de produção. Com um projeto de aposta no futuro de uma geração bem formada, colhe os resultados. Nós, com a cabeça de colônia, continuamos replicando produtos exógenos – do exterior -, e com projetos de baixa nacionalização.

Trará ao Brasil contidas 20 unidades, promocional, ante seu preço, projetado em R$ 400 mil – a Kia deu um tempo nas importações até arrefecer o corcoveio do valor do dólar. Será a série Launch Edition by Emerson Fittipaldi. O campeão estará na festa.

É um Flagship, bandeira da marca, para mostrar tecnologia, um de seus pontos fortes. Entretanto, o modelo no qual deposita suas fichas para crescer, é o Stonic – nome deve ser mudado para outro com melhor latinidade. Nos mercados com preponderância do idioma inglês, Stonic tangencia dicionários como aglutinação de Speedy, veloz e Tonic, tônico.

É feito no México, importado sem as inexplicáveis cotas – na verdade, explicáveis vistos agentes e interesses envolvidos – e sem pagar imposto alfandegário dentro do acordo comercial entre os dois países. 

Lá é produzido sobre a plataforma do pequeno sedã Rio, é tratado como hatch. No Brasil, mercado de pouco esclarecimento, será mais um utilitário esportivo, não apenas por tal morfologia ser de agrado e preferência do mercado, mas facilitado pela classificação permitida pelo Inmetro. 

A entidade os define por ângulos de entrada e saída de obstáculos, dados físicos alcançáveis com a simplória elevação da carroceria, conferindo-lhe ar de valentia, tão a gosto do mercado.

Tem 4,14m de comprimento – concorrentes frontais, Chevrolet Equinox, 4,16m; Citroën Cactus, 4,17m; e medida do futuro VW T-Cross. Ford EcoSport 4,26m, e Hyundai Creta 4,25m, são maiores.

Motorização 1.0 Turbo e 1.6 aspirado, transmissão mecânica 6 velocidades. Estará no Salão do Automóvel, boa ocasião para escolha popular do nome, e vendas em 2019.


Stonic. Versão local mais alta para virar SUV


Roda-a-Roda

De novo – Depois de perder seu negócio no original Uruguai para a chinesa Lifan, empresário Eduardo Effa resolveu aviar a fórmula em Manaus, AM, para aproveitar as vantagens incentivadas e regra de produção local.

Mais – Quer, próximo ano, incluir dois monovolumes na linha dos picapes lá montados: van para passageiros e, sem vidros laterais, para cargas.

Fórmula – Negócio simples: peças compradas na China e agregadas na Zona Franca de Manaus.

Mit Eclipse Cross. Lançamento pós Salão.

Vem aí – Nesta semana a HPE, fabricante dos Mitsubishis no Brasil, apresentará o modelo Eclipse Cross. Nada a ver com o esportivo na década de ’90 preferido por intelectuais futebolistas, mas um SUV construído sobre o Crossover AMX.

Como é – Medidas assemelhadas ao ASX, motor turbo e injeção direta 1,5 litro, tração nas 2 e 4 rodas. Preço projetado em R$ 130 mil para versão mais simples.

Caminho – Empresa adotou temerário caminho de comunicação para o lançamento – às 9h apresentá-lo-á nas redes sociais. Às 19, à imprensa.

Antecipação – T-Cross, próximo SAV da Volkswagen, motor 1.4 TSI, câmbio automático de seis velocidades, programado para apresentação no Salão do Automóvel, com vendas em janeiro, terá mostra anterior.

Conjunto – VW Brasil confirmou, será dia 03. Carros com disfarces. Apresentação conjunta para Brasil, Alemanha e China, onde será produzido.

Mãos dadas – Concorrentes em automóveis, BMW Group e Daimler AG – dona da Mercedes -, fizeram joint venture em mobilidade global. Longe da base das companhias, escolheram Berlin por simpatia ao governo alemão, incentivando o renascimento da cidade. Querem desenvolver e vender soluções ao mundo.

Negócio – A mudança de óptica negocial, fazendo a Toyota do Brasil líder continental, e da unidade argentina base para produzir picapes Hilux e o SUV SW4, ambas com a missão de abastecer o Continente, ampliou-se.

África – Toyota argentina iniciará exportar partes para linha de montagem na África do Sul, e por seu intermédio vender os picapes argentinos à Europa. Hoje, tal fornecimento é feito pelo país africano, com capacidade industrial saturada. Os Toyota argentinos farão triangulação.

Correção – Ford Ka aplicou reforços estruturais para a Coluna B e obteve três das cinco estrelas possíveis para proteção de passageiros adultos em teste do LatiNCAP. Na avaliação anterior havia recebido 0 ponto.

Alavanca - Nota é verdadeira enzima de segurança, e fabricantes como a Ford e a GM, expostas insegurança dos produtos, tratam de repará-los por questões institucionais e de responsabilidade civil – o medo das sentenças condenatórias em ações de indenização.

Antigos – Autoclásica, maior evento de antigomobilismo do Continente, junta atrações. Nesta edição, outubro, Citroën festeja os 50 anos do Mehari, e levará raridades à mostra. Uma delas, um picape feito sobre o 2 CV em 1964 e 1965. Iniciativa mundial, o mercado não se mostrou sensível e produção cerrou na 300a unidade. Restou uma – a ser exposta.


Citroën 2CV picape, na Autoclásica.

Gente – Robson Cotta, engenheiro, 36 anos de Fiat. 

OOOO Gerente de Desenvolvimento, criou escola e método para acerto de direção, suspensão e freios.

OOOO Os da FCA são primorosos e ampliam mercado. 

OOOO Trabalho realizado nos Fiat Freemont foi adotado nos EUA pelo Dodge Journey. 

OOOO Rogério Franco, porta-voz da Citroën, deixá-la-á a partir de novembro.

OOOO Excelente nome, correto, experiente. 

OOOO Mercado é carente destas qualidades. OOOO


FCA faz recall de sensor de seleção de marchas, a partir de 1º de Outubro



A FCA - Fiat Chrysler Automóveis Brasil Ltda., convoca os proprietários dos veículos Argo motor 1.3 e Mobi motor 1.0 ano/modelo 2018, Grand Siena e Weekend ambos motor 1.6, ano/modelo 2017 e 2018, Strada motor 1.8, ano/modelo 2017, Cronos motor 1.3 ano/modelo 2018 e 2019, Uno motor 1.3 ano/modelo 2107 e 2018 e Palio motor 1.6 ano/modelo 2017, para, a partir do dia 1º de outubro de 2018, agendarem seu comparecimento em uma das concessionárias Fiat, a fim de que seja providenciada, gratuitamente, a verificação e, se necessária, a substituição do sensor de seleção das marchas dos veículos convocados.

Fernando Calmon fala do novo VW Jetta



Fernando Calmon       

Nº 1.012 — 28/9/18




JETTA GANHA EMPUXO


Mercado de sedãs médio-compactos sofre forte concorrência dos SUVs, perde fôlego, mas ainda atrai um público fiel e menos afetado por modismos. Pelo menos 17 marcas já ofereceram esses modelos; restaram 14, mas só oito têm algum peso nas vendas. Corolla é o dono do segmento, seguido por Civic, Cruze, Focus e Jetta.

O sedã da Volkswagen chega agora à sétima geração e é todo novo. Registrou antes um ciclo de vida da sexta geração (a primeira descolada do Golf) demasiadamente estendido: oito anos. 

Seu perfil se amolda à tendência atual de estilo com balanço dianteiro mais curto e o traseiro mais longo. A solução para a coluna traseira é elegante. O ganho na distância entre eixos de 3,7 cm garante espaço adicional para pernas no banco de trás. Carroceria 2,1 cm mais larga ampliou folga para os ombros. Porta-malas manteve bons 510 litros.

O interior inclui atmosfera aconchegante e iluminação ambiente em 10 cores elegíveis. Tela multimídia de 8 pol. forma conjunto de visual contínuo com o quadro de instrumentos virtual na versão de topo. 

Jetta não dispõe de certos itens existentes em modelos recentes da marca (Polo e Virtus) como saída de ar-condicionado para o banco traseiro e borboletas no volante para troca de marchas do câmbio automático (presentes até no Gol e Voyage). Mas o freio de estacionamento é eletromecânico.

Em compensação oferece conjunto de itens de segurança dos mais respeitáveis: frenagem automática pós-colisão, controle de cruzeiro adaptativo, freio automático para evitar colisões em baixa velocidade (até ao dar ré), alerta de distância do veículo à frente, seis airbags, luzes de rodagem diurna e faróis de LED, entre outros.

Há duas entradas USB (sem iluminação) e opção de carregador de celular por indução. Manual do proprietário é integrado ao aplicativo de celular que responde até 11.000 perguntas sobre características do carro. Central multimídia aceita espelhamento do Android Auto e Apple Car Play. Teto solar panorâmico (R$ 4.990) é opcional.

Rodando com o Jetta o destaque é o silêncio a bordo. Rivaliza até com Passat e outros modelos de segmento superior. 

Único motor disponível, 1,4-L, turboflex de 150 cv e 25,5 kgfm, assegura agilidade tanto em cidade como nas ultrapassagens de estrada, embora nada arrebatador. Freios e direção eletroassistida seguem o bom padrão da marca.

São apenas duas versões, dentro da estratégia da marca de simplificar o portfólio: Comfortline (R$ 109.990) e R-Line (119.990). 

Na realidade o preço real é até um pouco mais em conta considerando as três primeiras revisões gratuitas (preço estimado em torno de R$ 1.400). VW não confirma, mas certamente haverá mais adiante uma versão de entrada e um motor mais potente. 

O posicionamento de preço é bem competitivo, em especial frente ao Corolla, ao se considerar a diferença de equipamentos de série em favor do sedã importado do México.

Jetta chega às lojas em outubro. Por suas qualidades intrínsecas e se tratar de um modelo inteiramente novo, aspira chegar ao pódio mesmo que em posição inferior aos dois japoneses. Estes, somados, dominam hoje dois terços do segmento.

ALTA RODA

RENAULT nem se esforçou em negar o lançamento no Brasil do seu primeiro SUV com traços de cupê, onda iniciada pelo BMW X6, em 2014, e seus seguidores. Arkana estará à venda, primeiro na Rússia, já em 2019. Terá versão evoluída e maior da arquitetura Duster/Captur. A Coluna adianta início de produção nacional: previsto para setembro de 2020 com motor turbo.

OUTRA informação antecipada pela coluna foi confirmada por mais uma fonte. Fabricação em São José dos Pinhais (PR) do VW T-Cross começará em abril de 2019, embora haja esforços para iniciar em março. Chega ao mercado no final de maio. Primeiro SUV da marca produzido no Brasil estará no Salão do Automóvel em novembro a fim de criar expectativas aos interessados.

TOYOTA YARIS, nas versões hatch e sedã, sobressai pelo silêncio de rodagem e suspensões muito bem calibradas. Sistema de direção é preciso, mas tem retorno à posição central algo lento. Desenho do painel e assoalho traseiro plano destacam-se. Algumas falhas de acabamento interno, revestimento do porta-malas e tanque de apenas 45 litros são pontos fracos.

PORSCHE confirmou retirada de produção de motores a diesel no Macan e Panamera (no novo Cayenne já estavam descartados). Décima fabricante a desistir desse tipo de motor, substituindo-o por híbridos plugáveis a gasolina. Marcas europeias cometeram esse erro estratégico por tempo demais, sem avaliar bem os altos custos das “muletas” exigidas pelo diesel.

SALÃO do Automóvel de São Paulo exibirá o sensacional McLaren Senna, supercarro de R$ 8 milhões. Apenas três unidades serão vendidas no Brasil de uma série limitada de 500. Pesa apenas 1.198 kg para 800 cv. Entre outras curiosidades do salão, o Oxygene, da Goodyear: usa fotossíntese para captar CO2 e devolver oxigênio por meio de musgos vivos nas laterais do pneu.
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fernando@calmon.jor.br e www.facebook.com/fernando.calmon2

terça-feira, 25 de setembro de 2018

YPF completa 20 anos no Brasil com o melhor resultado da sua história



Driblando a instabilidade do mercado com estratégias consistentes, agilidade e criatividade para ajustá-las às mudanças, a YPF completa vinte anos da sua operação de lubrificantes no país em clima de comemoração. 


O resultado foi alavancado pela consistente estratégia de crescimento da petroleira argentina, particularmente nos últimos três anos e pela recuperação do mercado de lubrificantes. Nos dois últimos anos, a YPF Brasil entregou resultados acima da meta, o que deve novamente acontecer este ano. 

A performance é fruto de um trabalho intenso de reposicionamento da marca, que passou pela aquisição de uma planta de lubrificantes, lançamento de novos produtos, reavaliação dos canais de venda e investimentos em marketing e serviços para o trade, nos últimos cinco anos.

“Tivemos a ousadia de investir justamente no momento em que o mercado se retraia”, conta Pablo Luchetta, CEO da YPF Brasil. “Foi um risco muito bem calculado, apoiado na qualidade dos nossos produtos e no talento e resiliência das nossas pessoas. O resultado vem superando nossas próprias expectativas.”

Paralelamente, a reação do mercado de lubrificantes no ano passado, que cresceu 2,6% - mais do que o dobro do PIB -, acelerou o desempenho de 2017. 

Para este ano a empresa já projeta resultado recorde: no comparativo do primeiro semestre, a YPF já cresceu 24% em vendas. Já no Market Share o crescimento foi maior em auto e diesel. Só em lubrificantes sintéticos foram comercializados 2 milhões de litros, no período.

A expansão dos negócios da YPF, no Brasil, prossegue com destaque - entre outras ações - para o bom desempenho da linha Elaion de lubrificantes automotivos, aperfeiçoamentos constantes nas linhas de produção da planta, adquirida em Diadema, em 2015 e com a ampliação da parceria com a Gulf Oil Marine, cujos lubrificantes marítimos são representados, com exclusividade pela YPF no Brasil. 

 Ainda este ano, novos lubrificantes automotivos deverão ser incorporados ao portfólio da YPF, assim como novos serviços para o trade e para mecânicos, importantes formadores de opinião da marca.

A YPF é a empresa líder em exploração e produção de hidrocarbonetos na Argentina. É a maior empresa do país e lidera o mercado de lubrificantes com 40% de market share. É também a 3ª maior petrolífera das Américas e soma mais de 1500 postos de combustíveis. 

As duas chaminés de queima de gás residual da planta da YPF na Argentina simbolizando os 20 anos de atividade da companhia no Brasil 

Sua planta de lubrificantes, em La Plata, é uma das mais modernas da América, com excelência em qualidade e as certificações ISO 9001, 14001 e TS 16496. Atuando no Brasil desde 198, a YPF tem de sede e fábrica em São Paulo e distribuidores nos principais centros consumidores do país. www.ypf.com.br

segunda-feira, 24 de setembro de 2018

DE CARRO POR AÍ, coluna de Roberto Nasser, apresenta o novo VW Jetta

DE CARRO POR AÍ - Roberto Nasser



Coluna nº 3.818 - 24 de setembro de 2018
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 Jetta tem o traço atual dos sedãs VW: equilíbrio e bom gosto 

O novo Jetta
Em sétima geração, o Jetta, sedã desenvolvido sobre a plataforma do Golf, junta o melhor dos mundos: base de qualidade; quatro portas; elegante; motor 1.4 turbo com injeção direta de combustível feito no Brasil; produção no México e importação livre de impostos. 


Constitui-se num dos bons soldados para a ofensiva de resgate de vendas e imagem tocada pela empresa sob o rótulo Nova Volkswagen. 

Marca tem divisão de sedãs para sensibilizar interessados em porte e preço. Os há em vários degraus: Voyage, Virtus, Jetta, Passat. Exceto o primeiro, todos empregam versões da plataforma MQB.

Foco
Empresa fez bom desenvolvimento ao especificar versões para o mercado brasileiro. Resumiu-as em Comfortline e R-Line, para ficar bem isolado, sem concorrer com os primos. Visualmente é inequivocamente um Volkswagen, com estilo alemão, claro e franco. 


No momento, marca-se por veios laterais e pela ampla grade frontal para caracterizar um modelo Premium. Nada a ver com as gerações vistas na rua – a última chegou a ser montada no Brasil, numa operação Acalma Sindicato. 

Relativamente a esta é maior, mais largo, alto, em realce o comprimento contido em 4,7 m e a ótima distância entre eixos de 2,7 m, garantindo duas características: espaço interno aos passageiros e rolagem de ótimo conforto. 

O foco em reduzidas versões limitou o uso de motores. Descartou o decrépito 2 litros e 8 válvulas, e focou no 1,4 TSI uma das boas surpresas do mercado. 

Com 150 cv de potência e, principal, 25 mkgf de torque entre 1.500 e 3.500 rpm, garante respostas rápidas e satisfatórias. Vai da imobilidade aos 100 km/h em 8,9s e crava velocidade final de 209 km/h. 

Curiosidade física, potência e torque tem os mesmos dados para uso de gasálcool ou etanol. Restante com conjunto concentra-se na tração frontal por transmissão automática, seis velocidades, com conversor de torque e acionamento Tiptronic. Freios a disco nas 4 rodas.

Mais
Volkswagen o compôs seguindo sua atual filosofia: aplicar equipamentos usualmente encontráveis em veículos de faixa superior, como iluminação ambiente da cabine, faróis e lanternas em LED, acabamento interno considerado Premium. Regulagens para performance, conforto, economia. Opcional, apenas 1: teto solar. De Volks este Wagen tem cada vez menos…

Sistema de infodiversão elaborado, tela com 20 cm, e preocupação interessante, a garantia longa, de três anos, sem limite de quilometragem – o pessoal de vendas deveria conversar com colegas do Jurídico para saber que o entendimento de lei é o dado maior… 


Inclui graciosidade para as três primeiras revisões, como sempre ocorreu no Brasil, tradição cortada pelos fabricantes. Parece ter-se inspirado nas companhias aéreas cobrando pelo que antes era tradicionalmente gracioso.

Virá, a partir de outubro, e as duas versões devem vender 70% de Comfortline e 30% de R-Line, com previsão por Pablo Di Si, CEO para a América Latina, da venda entre 10 e 15 mil unidades anuais. Parece cauteloso. Ante concorrentes e seus preços, sinaliza maiores possibilidades.

Quanto
Versão
R$
Comforline
109.990
R-Line
119.990



Roda-a-Roda 

Atração - Salão do Automóvel, 08-19.novembro, marca Senna exporá uma das 500 unidades do McLaren Senna. Junto, o Fórmula 1 MP4/5 com o qual Ayrton Senna ganhou o GP de Monza em 1990. 



McLaren Senna 

Negócio
– Carro é da categoria Superesportivo, motor V8, 4.000 cm3, bi turbo, 800 cv e 800 Nm de torque. É o mais veloz da empresa em 340 km/h de velocidade final. Custa R$ 8M (!) e três foram vendidas para o Brasil. 


Inspiração – Diz a família, carro é fiel às habilidades lendárias do piloto, seja lá o que for isto nesta etérea atmosfera. A Senna não o venderá, missão do representante local. 


Aparentemente irá à mostra para comercializar direitos de artigos com o nome do finado campeão. Perguntada, a marca Senna não esclareceu o que faz. 

Fim – Renault definiu: Fluence sairá de produção até o final do ano. Já não vende no Brasil, onde seria o carro ideal para aplicativos. Razões simples, mercado de sedãs capitula ante o de SUVs, e necessidade de espaço industrial na velha fábrica, ex Jeep, hoje Renault, em Santa Isabel, Córdoba, Arg. Informações do jornal buenairense Âmbito Financeiro. 


Substituto – Será o Arkana, mescla de sedã com SUV, um crossover, categoria com estilo nem sempre bem saudado, inaugurada pelo BMW 6. Produção no Brasil em 2020.

Renault Arkana (que nome …) surgirá em 2020. 



Surpresa – Curiosidade no mercado, Fiat e Jeep aceleraram vendas em agosto e somaram a liderança nos segmentos de picapes, comerciais leves e utilitários esportivos, levando a FCA a crescer acima da média do mercado. Tal resultado no mês deu-lhe a segunda posição de vendas no mercado.

Briga
– Passou a Volkswagen, com quem contende duramente, mas ao final do ano números devem manter a GM como líder de vendas.

Questão – Liderança é por marca ou por empresa? Válido o primeiro conceito, GM estará em 1º lugar. Pelo outro, será a FCA. Entretanto se for disputa de CNPJ, soma das vendas de suas principais marcas, Fiat + Jeep, lidera.

Mais – Três primeiras colocações ficarão entre GM, VW e FCA. Quarta e quinta embolam Ford, Hyundai, Renault e Toyota. Ranking lembra classificação de treino da Fórmula 1: diferença entre Ford, 4ª em vendas e Toyota, 7ª posição, é de 1,4% em vendas.

Cenário - Industrialmente Hyundai opera no limite de sua capacidade, porém Toyota, em passo inverso agregou terceiro turno de trabalho e vendeu mais de 10 mil unidades do Yaris em dois meses, quase o dobro do Etios. 


Renault vem crescendo, liderando o segmento de entrada como o Kwid, coerentemente seu mais vendido, e desencantando vendas para o Captur.

Dupla – Renault e VW são as marcas de maior crescimento no mercado nos primeiros oito meses do ano.

Auxílio – Novo recurso off-road apresentado nos picapes F-150 Raptor 2019 e no picape Ranger 2019 – não ao modelo mercosulino. É o Trail Control, controle assumindo acelerador e freios até 32 km/h em estradas sáfaras, ruins.

E daí – A indústria automobilística trabalha contra si mesma, negando o uso do automóvel ao pretender substituir prazer de condução por motorista eletrônico.

Também – Mercado de duas rodas superou 100 mil unidades em agosto e quase 700 mil produzidas nos primeiros 8 meses do ano: 21% acima dos números do exercício passado.

Porquê? – Vetores do crescimento são maior oferta – ou menor dificuldade para obter crédito -, e o crescimento pela opção dos planos de consórcio.

Acerto – Quem acompanha a questão entre a CAOA e a Hyundai no desfazimento do acordo operacional para produzir utilitários esportivos e pequenos caminhões na fábrica de Anápolis, GO. diz, o desatar vai muito bem.

Recall – Chamada pública, todos sabem, para correção de algum item atentatório à segurança, pondo em risco ocupantes do veículo e os das vias. É feito utilizando a mídia para conhecimento e efeito.

Exclusividade – São chamadas volumosas, exponenciais, dadas as quantidades usualmente construídas pelos fabricantes. Pode ser de milhões, como o caso dos airbags Takata das japonesas. Ou para apenas uma unidade, no caso de Tiguan Allspace, feita pela VW, em anúncio desta semana.

Curiosidade – Recall para solitária unidade? É, explica Fernando Campoi, pela fabricante. Apesar de sabermos localizar o proprietário, o Ministério da Justiça entende que o texto legal não permite atendimento sem chamada pública. No caso, com o proprietário morando em S Paulo, usamos apenas jornais paulistas.

Solução – Voo cancelado, atrasado, excesso de passageiros, bagagem extraviada, transportadora descompromissada? Tem solução. Start up mineira, a Não voei.com se propõe a ajudar. Pelo sítio empresa analisa e orienta quanto ao melhor caminho a tomar. Só recebe em caso de êxito.

Questão – Coluna passada comentou engano sobre Ford Modelo T apresentado como 1908 durante premiação dos melhores veículos no majestoso Encontro de Veículos Antigos em Araxá. MG, com patrocínio Renault. Leitores querem saber o porquê.

Óbvio
– Questão temporal, simples entender, diz o Curador do Museu Nacional do Automóvel: O Modelo T iniciou ser vendido ao final de 1908. Produção contida, pré sistema de linha de montagem. Teriam saído das portas da agora velha fábrica de Piquette, entre outubro e final de dezembro menos de 2.000 unidades.

Conta – À época não havia representante Ford no Brasil, e a demanda do veículo nos EUA, o mais barato no mercado, não permitiu exportá-lo. E tivesse isto ocorrido, o tempo entre produzir, cuidar da logística de transporte fluvial e marítimo, não teria chegado durante o ano de 1908. Após, seria licenciado no ano da venda.

Ford Modelo T em Araxá. 1908? 1909! 



Gente – Herbert Negele, alemão, mestrado em engenharia aeroespacial e PhD em sistemas, vida mansa. 


OOOO Deixa na matriz alemã dedicação em carros híbridos, de estratégia, e será diretor de engenharia na BMW Brasil. 

OOOO Aqui empresa faz primária montagem de peças, sistema vigente antes da implantação da indústria automobilística. 

OOOO Processo simplório. mas aprenderá muito no entorno. 

OOOO Em especial pelas expressões consagradas: ‘tá saindo; não esquenta; no final dá certo, e a curiosamente vertida para estrangeiros, a Tea with Me, localmente a xa comigo….OOOO

Compass, mais moderno e equipado, lidera segmento 



A liderança do Jeep Compass
Assinalando dois anos de lançamento, o Jeep Compass tem números e dados a sustentar sua aceleração e penetração no mercado. 


Desde setembro de 2016 vendeu mais de 95 mil unidades; nos últimos 12 meses cravou 58.188 emplacamentos, significando ter crescido 30% em relação ao mesmo período, janeiro a agosto, percentual duas vezes superior ao mercado, com 11,4%. 

Na prática, é líder disparado – sua moderna fábrica, em Goiana, no fim do norte pernambucano, quase divisa com Paraíba, detém recorde curioso: de seus três produtos, dois são líderes – o Compass e o picape Toro, vendido com marca Fiat.

Renegade, ex-líder do segmento, também vai muito bem.
Mix de vendas é muito interessante, com sólida participação das versões de maior preço, motor diesel 2,0, transmissão automática de nove velocidades e tração nas 4 rodas Jeep Active Drive Low, a reduzida e o controle Select Terrain representando 35% das vendas. 


A Sport, de entrada, bem equipada, é 10% das encomendas. É produto definidor de seu cliente. Quanto à motorização, o engenho Flex Tigershark representa os restantes 65% das preferências.

Além do estilo bem formulado; da modernidade; é o veículo nacional com o maior pacote de tecnologia embarcada, com recursos de condução autônoma, como o ACC - controle adaptativo de velocidade; FCWp – alerta de colisão com frenagem automática; monitoramento de mudança de faixa; BSM – detectores de ponto cego; Park Assist para manobrar em vagas de estacionamento. 

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Nova Ford F-150 Raptor sai equipada com o Trail Control que a Ranger 2019 também receberá



A Ford apresentou um novo recurso off-road que vai equipar a F-150 Raptor 2019, a partir do final deste ano, e também a Ranger 2019 que será lançada nos Estados Unidos no início do próximo ano. 


É o Trail Control, equipamento que funciona de forma similar ao controle de cruzeiro quando se dirige em terrenos fora de estrada – veja o vídeo.


O controle de trilha comanda o acelerador e os freios quando o veículo roda em pistas off-road mais difíceis, como por exemplo subidas e descidas com erosão, permitindo que o motorista se concentre somente na direção. Ele pode ser programado com velocidades de 1 a 20 mph (1,6 a 32 km/h), tornando a condução muito mais divertida.

A nova F-150 Raptor será a única picape que permitirá ao motorista utilizar o Trail Control em todos os modos de condução 4x4. 


O novo recurso ajuda a superar obstáculos em terrenos íngremes, direcionando o torque automaticamente para cada roda e freando em seguida para fazer a picape descer suavemente do outro lado. Ele também ajuda a desatolar a picape se ela ficar presa em areia fofa.

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