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quinta-feira, 30 de maio de 2019

Fernando Calmon na coluna de hoje analisa a fusão FCA / Renault. Toyota RAV4 agora só na versão híbrida



Fernando Calmon         


Nº 1.047 — 30/5/19




FUSÕES INEVITÁVEIS


Notícia era esperada, mas causou agitação no mundo da indústria automobilística. No início da semana, a proposta da FCA de se fundir com a Renault refletiu a atual e gravíssima pressão de custos do setor. Embora a marca francesa deixasse transparecer uma posição mais passiva que ativa, admitiu publicamente estudar a fusão.

Há algumas implicações em aberto. Olhando com profundidade o que ocorre hoje na Europa, a Renault está mais bem estabelecida na maioria dos mercados quanto aos automóveis, mas não produz SUVs de raiz como a Jeep e nem uma gama de picapes, a exemplo da RAM. FCA, por sua vez, apresenta situação financeira algo mais delicada e se atrasou nos pesados investimentos exigidos em elétricos e conectividade, além de depender da Waymo (Google) para veículos autônomos.

Por sua vez, a Renault tem participação do governo francês. Se este já foi contra uma fusão com a Nissan/Mitsubishi sem que os franceses dessem as cartas, o que diria da FCA? Aliás, nem mesmo se sabe o que acontecerá à aliança franco-nipônica sem a mão de ferro do executivo Carlos Ghosn responsável pela união, mais tempo que o esperado, de culturas tão diferentes. Uma integração franco-italiana significaria, também, vicissitudes históricas a superar. No Brasil, Fiat apresenta posição de mercado mais forte que a Renault, ao contrário da Europa.

Como já comentado aqui, a irreversível consolidação de grupos automobilísticos ainda reservará surpresas adiante. Apesar dos desmentidos e do Brexit, PSA (Peugeot-Citroën-Opel) reúne mais complementaridade com Jaguar Land Rover do que Renault-FCA. E a Nissan, se desvinculada da Renault, de qual grupo se aproximaria? 

Por outro lado, a hipotética megafusão Renault-Nissan-Mitsubishi-Fiat-Alfa Romeo-Maserati-Lancia-Jeep-Chrysler-Dodge-RAM superaria eventuais óbices de órgãos de defesa da concorrência? Um só país que fosse contra já atrapalharia...

Na mesma segunda-feira do anúncio oficial do “noivado” Renault-FCA, o Congresso Automotive Business Experience 2019 atraiu cerca de 2.000 participantes e nada menos de 151 palestrantes. Entre os vários pontos em debate, a coluna destaca alguns:

  • Indústria aqui instalada ainda está longe da produtividade do exterior, mas em oitos anos o tempo gasto nas linhas de produção caiu 25%, automação subiu de 50% para 70% e houve redução de até nove meses no processo de desenvolvimento de um produto novo.
  • Ambiente no campo da inovação ainda precisa melhorar bastante no Brasil. Há poucos sinais neste sentido.
  • No futuro, com aumento de várias opções de compartilhamento e as fabricantes entrando profundamente no negócio de serviços, a busca tradicional da liderança de vendas deve ser substituída pelo maior número possível de quilômetros rodados. Os carros ficarão menos tempo parados do que hoje.
  • Em algum momento, o avanço de SUVs observado em muitos mercados pode esbarrar em limitações de consumo de combustível, massa adicional e aerodinâmica menos refinada. Tendem a adotar mais rapidamente hibridização e eletrificação.
  • Não há sinais de que veículos autônomos se tornem corriqueiros tão cedo. Os de Nível 4, onde volante e pedais podem ser até escamoteados para uso apenas eventual, utilizam equipamentos específicos que custam de 60 a 100 vezes mais que o atual Nível 2. Trazem reflexos insuportáveis ao preço final, salvo em aplicações comerciais intensivas, roteiros pré-estabelecidos e com infraestrutura compatível.

ALTA RODA

DENTRO do novo ciclo de investimentos da FCA no Brasil, que incluirá motores turboflex e os primeiros SUVs da marca Fiat, há outra iniciativa que chamou menos atenção, mas igualmente importante. Será construído, em Betim (MG), um centro de segurança veicular capaz de realizar testes de colisão. Até agora, só GM e VW dispõem desse tipo de instalação.

TOYOTA oferece a quinta geração do RAV4 apenas na versão híbrida (gasolina), a partir de 13 de junho. O SUV utiliza a mesma arquitetura do sedã médio-grande Camry, o que garante generoso espaço interno e amplo porta-malas (580 litros). Há três motores elétricos (no total, 120 cv) e motor a combustão 2,5 L (178 cv) com potência combinada de 222 cv. R$ 165.990 a 179.990.

PORSCHE 718 Boxster GTS é um roadster (conversível de dois lugares) com qualidades ímpares de dirigibilidade. Destacam-se motor central traseiro (4-cilindros opostos dois a dois, turbo de geometria variável, 365 cv) e suspensões ajustáveis do conforto à firmeza esportiva ao giro de um botão no volante. Freios potentes, direção muito precisa e acabamento primoroso.

HERE e Mitsubishi Electric (separada da fabricante japonesa) anunciaram novo avanço na conectividade entre veículos. Combina sensores capazes de detectar de um carro avariado a buracos na pista ao compartilhamento em tempo real, em “nuvem”, de forma automática. Outros usuários da via teriam informações com antecipação a fim de evitar transtornos e acidentes.
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fernando@calmon.jor.br e www.facebook.com/fernando.calmon2

Começa, hoje, a pré-venda do primeiro caminhão elétrico do Brasil, o JAC Motors iET1200 de 177cv e autonomia de 200 km. Custa R$ 259.900



A JAC Motors anunciou oficialmente o lançamento do iET 1200, primeiro veículo comercial com propulsão 100% elétrica da marca no Brasil. Trazido da China, mercado que representa mais da metade de todos os modelos elétricos do mundo, o JAC iET 1200 irá estrear a eletrificação em um segmento do mercado nacional – caminhões semileves e leves – que representou cerca de 15 mil unidades vendidas em 2018. Mas com um detalhe: a esmagadora maioria foi adquirida para transporte de cargas urbanas, circulando nas grandes cidades.

A sigla iET 1200 identifica o termo Intelligent Energy Truck, enquanto o “1200” exibe uma das maiores vantagens do modelo: o torque máximo. Com 1200 Nm, o que equivale ao valor empregado em motores convencionais a diesel para caminhões de 25 a 30 toneladas de PBT, o iET 1200 será extremamente bem-vindo para o transporte de cargas urbanas com toda essa “força motriz”, ganhando uma agilidade de condução absolutamente incomparável nos grandes centros. A potência será de 177 cv.

Para ser vendido por aqui, o Grupo SHC, representante da JAC Motors no Brasil, escolheu, entre diversas configurações de capacidade de carga de bateria e equipamentos, a opção de 97 kWh, que rende uma autonomia de 200 km.

Antes de lançá-lo no Brasil, o Grupo SHC efetuou pesquisas aprofundadas para identificar o tipo de uso desses caminhões nas cidades. A julgar pelo que rodam, a autonomia é mais do que suficiente. 


“E é preciso ponderar as duas grandes vantagens do caminhão 100% elétrico: a emissão zero de poluentes e o baixíssimo custo operacional. Enquanto o caminhão movido a diesel exige um custo de R$ 150 pra rodar 200 km na cidade, o JAC iET 1200 vai gastar R$ 30!”, explica Sérgio Habib, presidente do Grupo SHC e da JAC Motors Brasil.

De acordo com o executivo, essa economia direta de R$ 120 reais por dia (cerca de R$ 2,5 mil/mês) irá tornar o JAC iET 1200 extremamente atrativo para pequenos clientes ou grandes frotistas, à medida que, além do combustível, ainda há uma substancial economia no custo de manutenção. 

Disponível em toda a rede autorizada JAC Motors, o iET 1200 começará a ser entregue aos primeiros clientes ainda neste ano. A pré-venda vai se iniciar, hoje, 30 de maio. O valor sugerido é de R$ 259.900.

Para ser recarregado, o JAC iET 1200 vai necessitar de uma tomada de 220 volts e 17 horas, no modo carga lenta. Se a tensão for trifásica e 380 V, ele será "abastecido" em apenas 2 horas.

Está aberta a alta temporada em Petrópolis. Cidade Imperial deve receber mais de 1 milhão de turistas entre maio e agosto. Economia fatura mais de R$ 150 milhões no período. Município já entrou na melhor época para o setor e, junto com a queda nas temperaturas, começa a sentir o aumento de visitantes. De 14 a 30 de Junho, haverá a Bauernfest Gourmet e o Festival de Sabores de Inverno, em Julho



Com dias de céu azul, mas temperaturas baixas típicas da Serra – a mais baixa este mês chegou a 10ºc -, Petrópolis entrou na sua alta temporada, a melhor fase para o turismo. A expectativa é de que a Cidade Imperial receba, entre maio e agosto, cerca de 1 milhão de visitantes, ou seja, metade da média registrada por ano. 

O aumento de turistas já começou a ser sentido nos atrativos e, principalmente, nos hotéis e restaurantes, que esperam um aumento de 40% no movimento. No último fim de semana, por exemplo, a taxa da ocupação hoteleira em toda cidade chegou a 76,3%. 

A Casa de Santos Dumont

Os meses de junho e julho são considerados o ápice da temporada – e este também é o período da Bauernfest, uma das principais festas do calendário turístico da cidade, que deve receber mais de 350 mil pessoas. Em quatro meses, a alta temporada de turismo vai movimentar mais de R$ 150 milhões na economia da cidade.

No Centro Histórico, em uma rápida passada pelos principais pontos turísticos já é possível observar o grande número de visitantes vindos de outras cidades, inclusive com a Rua da Imperatriz sempre lotada de ônibus de excursão, principalmente durante os fins de semana. 

Palácio de Cristal construído em 1938

A expectativa é de que sejam gerados mais de 500 empregos entre os meses de maio e agosto no setor de turismo, serviços e comércio em função do aumento no número de visitantes que o município recebe.

Para o prefeito Bernardo Rossi a expectativa é de que a alta temporada seja ainda melhor do que a registrada no ano passado. 

“Em 2018 notamos um crescimento no setor na cidade e agora queremos que os números continuem subindo. O turismo é fundamental para o município, movimenta a economia não só de hotéis e atrativos, como de toda a cidade. Garante mais de 30 mil empregos e chega lá na ponta, beneficia a nossa produção local”, frisa.


Neste período, a temperatura está entre os atrativos preferidos dos visitantes, até daqueles que moram nas cidades próximas. 

O turista Leonardo Paulino, por exemplo, que veio de Três Rios para visitar Petrópolis disse que a temperatura dá um charme a mais.

“Eu gosto muito do clima da cidade, das casas históricas, da cultura, e do povo, que é muito acolhedor e recepciona bem a gente. Adoro esse friozinho para passear, tomar aquele café gostoso com a família. Esse clima é bem acolhedor, bem gostoso. Onde eu moro é bem quente, então quando eu venho para cá aproveito bastante”, frisa.


“Sou apaixonada pelo frio, amo muito. Moro em Friburgo, que também é frio, mas aqui a cidade é muito charmosa”, completou Jaqueline Medeiros, que também aproveitava a alta temporada na Cidade Imperial com uma amiga.

Com 26 instituições museológicas e 118 meios de hospedagem para todos os bolsos e gostos, Petrópolis ainda conta com pólos gastronômicos que também têm na alta temporada sua melhor fase. Bares e restaurantes já percebem o aumento no movimento e dos pedidos de bebidas quentes e pratos típicos das estações mais frias, como caldos e massas.

“A expectativa é a melhor possível. Nós adaptamos o cardápio a cada estação e a estação mais procurada realmente é quando temos as baixas temperaturas. A cada ano temos registrado a procura cada vez maior por Petrópolis. Não só pelo clima, mas por conta dos diversos festivais que temos nesse período, como de caldos, de vinhos, de fondue”, destaca o sócio proprietário do Duetto’s Café e Bistrô, Francisco Roberto Müller, que fica dentro do complexo do Museu Imperial, o mais visitado do país.

“Esse período tem um aumento muito significativo no movimento, em torno de 40%, em função da estação e da degustação do que é oferecido”, completa o empresário, lembrando que o estabelecimento ainda oferece atrativos a mais para turistas e Petropolitanos, como o Chá da Princesa e o Jantar do Imperador, com cardápios inspirados no período Imperial e de acordo com a estação do ano.

Outros polos também estão apostando em cardápios especiais. No Valparaíso, por exemplo, os fãs da gastronomia podem comemorar com a 2ª edição do Festival Sabores de Outono, que acontece até 09 de junho. Os restaurantes apresentam menus especiais a preços fixos, incluindo uma cerveja artesanal, em horário diferenciado. 

“A expectativa é boa pela chegada da alta estação. Com a chegada da alta temporada, o Valparaíso Gourmet realiza vários festivais para receber os turistas e moradores: além do Sabores de Outono, terá o Bauernfest Gourmet de 14 a 30 de junho e o Festival Sabores de Inverno no mês de julho, oferecendo pratos elaborados especialmente pelos chefs dos restaurantes de culinária diversificada”, explica Evany Noel, gestora do Valparaíso Gourmet.

“Empresários e moradores de Petrópolis já entenderam a importância do turismo para a cidade e estão todos envolvidos em oferecer o melhor para o turista. Isso aquece a nossa economia”, frisa o secretário da Turispetro, Marcelo Valente.

Bauernfest e férias escolares no ápice da alta temporadaA alta temporada em Petrópolis terá seu ápice em junho e julho. No primeiro mês, acontece a Bauernfest, de 14 a 30 de junho, com exceção do dia 20, feriado de Corpus Christ. Serão 16 dias de festa homenageando a cultura alemã em Petrópolis, no Palácio de Cristal e arredores. Com diversas atrações culturais, gastronomia típica e muito chope, a cidade recebe mais de 350 mil visitantes e chega a movimentar R$ 43 milhões na economia.

Assista o vídeo
https://youtu.be/YGzbV209e0Y
Já em julho, a alta temporada é somada às férias escolares. Termômetro do turismo, o Museu Casa de Santos Dumont é um dos exemplos do aumento de visitantes nesse período. Em 2018, passaram pelo atrativo em julho 24.225 mil visitantes, e em toda alta temporada foram quase 60 mil pessoas.

Turismo é uma das principais fontes de renda da cidade
Com a alta temporada, Petrópolis também colhe os frutos do crescimento no movimento na economia da cidade. Com hotéis e restaurantes lotados, aumenta a procura por mão de obra. A expectativa é de que sejam contratados mais de 500 funcionários temporários nos setores de turismo e serviços. Só a Bauernfest deve empregar pelo menos 350 pessoas.

“Petrópolis já tem um público fiel na alta temporada e também sempre recebe novos visitantes. O setor está crescendo a cada ano na cidade e a gente percebe isso na economia do município”, acrescenta o secretário de Desenvolvimento, Marcelo Fiorini.

FESTURIS Gramado investe em novos nichos do mercado turístico. Evento pretende aumentar seus destinos internacionais, apostando em segmentos especializados em casamentos, termalismo e turismo de negócios




Acompanhando as tendências do mercado mundial, a Feira Internacional de Turismo de Gramado (FESTURIS), que ocorre de 7 a 10 de novembro de 2019, aposta em segmentos que estão em pleno crescimento. O evento contará com 12 espaços diversificados, todos com excelentes oportunidades para negócio. As transformações no mercado são constantes e exigem sensibilidade das empresas e profissionais que trabalham com o Turismo.

Pensando nisso, o Espaço Wedding - especializado no segmento de casamentos - surge como uma das novidades do Festuris. Os destinos de casamento nunca estiveram tão na moda. Alguns, como Gramado, estão se especializando. Outros já são referência dentro do segmento, como Las Vegas, Cancun, Toscana, Cannes, Tailândia e Taiti. A diferença para os casamentos em locais tradicionais está na experiência imersiva que pode ser levada para diferentes cenários.


O Wedding terá 140 metros quadrados e contará com até 15 expositores de produtos e serviços, com a possibilidade de agendamento direto com os compradores. Outro atrativo para o expositor é a posição privilegiada, pois estará em contato com todo o público do Festuris. Até o momento 70% do espaço foi comercializado. "Nossa intenção é dar uma mostra dos destinos, dos hotéis, de empresas parceiras que estão acostumadas a realizar eventos dentro deste universo", explica o diretor do Festuris, Eduardo Zorzanello.

O Espaço Termalismo e Bem-Estar também será um dos pilares do Festuris. O termalismo brasileiro é conhecido mundialmente pela qualidade das duas águas, em sua grande maioria do Aquífero Guarani. 


Além disso, o País possui estâncias que abrigam os maiores complexos de águas sulfurosas já conhecidas, fato que desenvolveu e criou infraestrutura para receber grande demanda de turistas que se deslocam com a finalidade da busca do bem-estar, do cuidado com a saúde e lazer.

Cada vez mais pessoas têm sua qualidade de vida impactada com os benefícios das águas termais e minerais, utilizando-as para fins cosmetológicos e espirituais. Grandes parques termais entram neste contexto, à exemplo de Itá e Machadinho, em Santa Catarina, que estarão no FESTURIS. 


O espaço ainda reunirá meios de hospedagem, centros de terapias, bem-estar, fornecedores para spas e balneários, governos municipais, estaduais, federais, além de formadores de opiniões e conhecimento nacionais e internacionais.

Repaginado, o Espaço Mice & Experience terá uma pegada focada em inovação, empreendedorismo e principalmente no turismo corporativo e de eventos. Nele estarão reunidas grandes marcas, destinos, Conventions & Visitors Bureau, hotelaria corporativa, centros de eventos, empresas de receptivo, companhias aéreas, sistemas para o turismo e aplicativos inovadores do mundo inteiro. O turismo de negócios é um dos segmentos mais importantes e que dão vitalidade para a economia turística.

Participar da feira é uma oportunidade para dar visibilidade às marcas e concretizar negócios. Assim como os outros dois espaços citados, o Mice & Experience tem agenda obrigatória de negociações, recebendo inclusive caravanas com compradores nacionais e internacionais para agendamentos diretos com os expositores. E fora da feira ainda existe a ferramenta Buyers Club, onde o agendamento é livre. No ano passado foram mais de 1,5 mil agendamentos realizados.

Destinos internacionais e diferentes culturas reunidas
Gramado é um ambiente atrativo para negócios, recebendo destinos e marcas internacionais há muitos anos, principalmente pela atuação do FESTURIS. Para a edição deste ano, o evento continua investindo forte na captação. 


Entre os expositores internacionais confirmados estão: Curaçao, Marrocos, Tunísia, Etiópia, Costa do Marfim, Paraguai, Portugal, Coimbra, Israel, Cuba, San Francisco, além de outros destinos norte-americanos a serem confirmados pela Brand USA.


De acordo com o diretor do FESTURIS, Eduardo Zorzanello, o objetivo é alavancar a participação estrangeira, unindo diferentes continentes e culturas em um único ambiente de negócios. "O evento pretende superar os 65 destinos internacionais do ano passado, continuamos trabalhando forte na internacionalização e agregando diferentes players", projeta.

Para o segundo semestre a expectativa é positiva também para o turismo nacional, a partir das acomodações do mercado e a nível governamental. "No primeiro semestre todo mundo sentiu, pois ocorreram muitos ajustes e adequações, justamente pela transição de governos. Agora a tendência é que haja um crescimento da economia, o que deve impactar no segmento do turismo", analisa o diretor.

Inscrições gratuitas para agentes de viagensO FESTURIS Gramado, principal feira de negócios turísticos da América do Sul, está com inscrições abertas de forma gratuita para os agentes de viagens. O primeiro lote de inscrições vai até o dia 30 de agosto. Além da gratuidade, os agentes ainda contam com tarifas especiais na rede hoteleira.


“Crescemos e ganhamos o mundo nos tornando este evento internacional e, com grande potencial de mercado, muito pela atuação dos agentes de viagens que fidelizam conosco. Eles provocam a geração de muitos negócios aos expositores, e esta força precisamos destacar”, salienta a diretora do FESTURIS, Marta Rossi.

As inscrições para os demais profissionais da área de Turismo abrem nas próximas semanas. Agentes de viagens podem se inscrever através do link: https://bit.ly/2YRpsuA.

Serviço
Feira Internacional de Turismo - FESTURIS Gramado
De 07 a 10 de novembro de 2019
Gramado/RS
www.festurisgramado.com

quarta-feira, 29 de maio de 2019

Volkswagen implementa biometria facial para financiamento. Tecnologia complementa experiência digital do cliente nas concessionárias


                                                                     Tecnologia complementa experiência digital do cliente nas concessionárias
A Volkswagen tem desenvolvido soluções que estão transformando também a experiência de comprar um carro. Pioneira na implementação do conceito de concessionária digital da Volkswagen no mundo, a operação brasileira acaba de trazer mais uma novidade: a assinatura de contrato de financiamento por biometria facial.

Totalmente digital, a inovação diminui em 70% o tempo médio de contratação, de 16 para 5 minutos. Antes, era necessário escanear diversos arquivos, como documento de identificação, comprovante de residência e de renda; hoje, em muitos casos apenas com o documento de identificação e a biometria facial é possível fechar o contrato.





Tablet VWFS com a Plataforma Digital


A partir de tablets que foram distribuídos para toda a rede, composta por aproximadamente 500 concessionárias, agora é possível fechar contratos de financiamento em poucos minutos, sem papel e com mobilidade. Atualmente, 25% da rede já conta a assinatura por biometria facial no tablet, e até o final do primeiro semestre de 2019 todas as lojas da rede terão a solução digital.


Eduardo Portas, Superintendente de Vendas, com o tablet Volkswagen Financial Services

“Com essas tecnologias, queremos agregar modernidade, agilidade e conveniência à experiência do cliente, desde o momento em que ele entra nas nossas lojas até o fechamento do contrato”, diz Alessandro Lora Ronco, Superintendente de Marketing da Volkswagen Financial Services.


O processo de venda se inicia na Plataforma Digital da Volkswagen Financial Services Brasil, com diferentes ferramentas para auxiliar o cliente a chegar ao modelo e valor desejado a partir do seu orçamento, entre outras opções. A tecnologia também simula oportunidades de upgrade, oferecendo alternativas ao consumidor.

Para garantir a segurança do processo, são utilizados recursos de geolocalização, o liveness detection, que reconhece que a imagem apresentada à câmera do tablet é de fato o cliente e não uma foto, por exemplo.


Concessionária Digital
O Brasil é o primeiro mercado a implementar o formato de concessionária digital da marca Volkswagen, com tela touch, óculos de realidade virtual e tablet. Os clientes brasileiros são os primeiros a contar com uma concessionária com esse nível de implementação de recursos digitais. O novo formato conta com concessionárias digitalizadas, flexíveis, enxutas (a partir de 90 m²) e com espaços de convivência.

Disponível atualmente em cerca de 30 lojas no Brasil, a tecnologia deverá ser implementada em 150 concessionárias em todo o País e também em outros mercados da América Latina até o final do ano.

Por meio de óculos de Realidade Virtual, os clientes podem ‘entrar’ em todos os veículos do portfólio VW. Em totens e com tablet, clientes e vendedores podem pesquisar todos os detalhes e diferenciais dos veículos, condições de compra e financiamento no aplicativo Saiba Mais Volkswagen.

As TVs com tela touch de 55 polegadas contam com o recurso de “Configurator”, onde o cliente pode montar o carro dos sonhos, além de responder a um quizz sobre qual é o modelo que melhor se adéqua ao seu estilo de vida.

terça-feira, 28 de maio de 2019

BMW Group Brasil amplia rede de recarga para híbridos e elétricos no país. Até o fim de 2019, serão 150 postos de recarga em todo o território nacional para acompanhar aumento da oferta de produtos eletrificados.




O BMW Group Brasil segue firme na liderança para a transformação da indústria premium no país. Parte essencial da Strategy Number ONE>NEXT, a estratégia corporativa do BMW Group, a eletromobilidade é cada vez mais realidade em todos os mercados globais.  

Para apoiar o aumento da frota de modelos eletrificados no país, o BMW Group Brasil confirma a instalação de 40 novos pontos de recarga até o fim do ano. A iniciativa se dará por novos projetos da empresa, incluindo as marcas BMW e MINI, além de outras iniciativas por meio de diversas parcerias. 

“Após conectar as maiores cidades do Brasil com carregadores entre Rio e São Paulo, queremos seguir na liderança para implementar infraestrutura de assistência a modelos eletrificados MINI e BMW, e de outras marcas comercializados no país” declara Gleide Souza, Diretora de Assuntos Governamentais do BMW Group Brasil.

Atualmente, são 110 postos de recarga distribuídos em todo o território nacional por meio de iniciativas próprias e parcerias com grandes empresas, entre elas Multiplan, Iguatemi, Grupo Pão de Açúcar e Ipiranga. 

Instalados em locais estratégicos e de grande circulação, como supermercados, shopping centers e postos de combustíveis. Dentre estes pontos, está o corredor elétrico Rio-São Paulo, uma iniciativa BMW Group Brasil e EDP, que possibilita uma viagem zero emissões entre as duas maiores cidades do Brasil.


Liderança em vendas de veículos eletrificados
O BMW Group vendeu mais de 142 mil veículos eletrificados (bateria elétrica e plug-in híbrido) no mundo, em 2018, confirmando assim o seu papel de liderança no campo da eletromobilidade. 

Ou seja, a cada quatro minutos um veículo eletrificado produzido pela empresa foi entregue aos clientes, registrando um aumento significativo de 38,4% nos emplacamentos deste tipo de veículo em relação a 2017. Ao fim deste ano, o BMW Group deve atingir a meta de meio milhão de veículos eletrificados produzidos pela empresa nas ruas. 

A Europa é a maior região consumidora de veículos eletrificados do mundo, representando mais de 50% das vendas em 2018. Com 75 mil unidades entregues a clientes daquele continente, no ano passado, o BMW Group é o líder de mercado na região, com mais de 16% de participação. Globalmente, a participação de mercado do BMW Group é superior a 9%. 

O maior mercado único da empresa para veículos eletrificados são os Estados Unidos, onde mais de 25 mil veículos eletrificados BMW/MINI foram vendidos em 2018, representando mais de 7% das vendas totais do BMW Group naquele país. O BMW 530e foi o híbrido plug-in premium mais vendido de 2018 nos EUA.

Até 2021, a empresa terá cinco modelos totalmente elétricos: o BMW i3, o MINI Electric, o BMW iX3, o BMW i4 e o BMW iNEXT. E em 2025, esse número deve crescer para, pelo menos, doze modelos. Incluindo os híbridos plug-in, o portfólio de produtos eletrificados da empresa incluirá, pelo menos, 25 modelos.


MINI Cooper S E Countryman ALL4
E esta ofensiva de eletrificação inclui ainda a oferta de uma ampla gama de veículos elétricos e híbridos, com destaque para o MINI Cooper S E Countryman ALL4, o primeiro modelo da marca britânica equipado com um sistema híbrido de propulsão. 

Este veículo agrega um sistema de tração integral eletrificada a um conjunto motriz composto por um motor elétrico, capaz de impulsionar as rodas traseiras; um motor a combustão de última geração responsável por impulsionar as rodas dianteiras; além de um sistema inteligente que faz o melhor uso entre as duas tecnologias, de acordo com o modo de condução e que proporciona uma autonomia estimada de aproximadamente 500 quilômetros. 

O motor elétrico, concebido seguindo o princípio de um sistema híbrido sincronizado, oferece potência de 88cv (65kw) e torque instantâneo de 165Nm, além de permitir que o veículo rode puramente elétrico por até 40 quilômetros de distância e alcançando velocidade de até 125 km/h, livre de emissões. 

Já o motor a combustão TwinPower Turbo, de três cilindros e 1.499 cm³, está apto a entregar 136cv (100kw) e 220Nm de torque, a partir de 1.250 rpm. Seja com o motor a gasolina ou no modo zero-emissões, o SUV híbrido da MINI garante o prazer seja sobre o asfalto ou longe dele. 

No caso de uma aceleração mais intensa, o motor elétrico, atuando em conjunto com o motor a combustão, alcança uma potência total de até 224cv (165kw) e o torque de 385Nm proporcionando aceleração de 0 (zero) a 100 km/h em 6,8 segundos. 

Perfeito para quem deseja usufruir das vantagens da mobilidade puramente elétrica durante o deslocamento diário, entre a residência e o local de trabalho, e que se beneficia da autonomia ampliada em longas distâncias e torque de 385Nm, o MINI Cooper S E Countryman ALL4 é oferecido no Brasil por R$ 214.990.


BMW 530e M Sport
A versão híbrida do sedã executivo de maior sucesso no mundo é equipado com o revolucionário sistema BMW eDrive, que integra um motor elétrico de última geração associado a um motor de quatro cilindros e 1.998 cm³, movido a gasolina, e apto a entregar 184cv, entre 5.000 e 6.500 rpm, e 290Nm de torque, de 1.350 a 4.250 rpm. 

A potência combinada é de 252cv, a mesma do BMW 530i, e o torque acumulado atinge 420Nm – 70Nm a mais que a versão a combustão. Com esta configuração, o sedã é capaz de acelerar de 0 (zero) a 100 km/h em 6,2 s e alcançar 235 km/h de velocidade máxima. 

Rodando no modo puramente elétrico, o BMW 530e tem autonomia de 46 quilômetros, sem necessidade de recarga. Ambos os motores direcionam sua força para as rodas traseiras do veículo com a ajuda de uma transmissão automática Steptronic, de oito velocidades, com alavancas atrás do volante para trocas de marchas (shift-paddle). Híbrido plug-in premium mais vendido nos EUA em 2018, o BMW 530e M Sport pode ser adquirido na rede de concessionárias BMW, por R$ 328.950.


BMW i8 Coupé e Roadster
Disponibilizado no país por meio de ação de pré-venda, os novos i8 Roadster e Coupé podem ser encomendados nas concessionárias autorizadas BMW i por R$ 699.950 (Roadster) e R$ 649.950 (Coupé). 

Ambos são equipados com a última geração da consagrada tecnologia BMW eDrive, que combina um novo propulsor elétrico sincronizado ao motor à combustão, de três cilindros, 1.499 cm³ e dotado de tecnologia BMW TwinPower Turbo. 

O motor elétrico é responsável por mover as rodas dianteiras, enquanto o motor à gasolina movimenta as rodas traseiras. 

As duas versões trazem potência combinada de 374cv e 320Nm de torque e alcançam velocidade máxima de 250 km/h, além de uma impressionante aceleração de 0 (zero) a 100 km/h em 4,4 segundos (Coupé) e 4,6 s (Roadster). No modo eDrive, o BMW i8 pode rodar por até 45 quilômetros em propulsão puramente elétrica, sem emissões de poluentes.


BMW i3 120Ah
Também oferecido no país em ação de pré-venda, em três versões diferentes – i3 BEV (R$ 205.950); i3 BEV Connected (R$ 229.950); e i3 REX Full (R$ 257.950) –, o novo BMW i3 120Ah é equipado com baterias de alta voltagem de íons de lítio, com maior capacidade de armazenamento de energia – 120 Ah/42,2 kWh. 

Com mais este atributo, o compacto premium elétrico segue perfeito para o deslocamento urbano uma vez que eleva o prazer de dirigir a outro patamar, livre de emissões de partículas. 

Tudo graças ao seu conjunto motriz, que inclui uma unidade elétrica BMW eDrive capaz de gerar 125 kW (170 cv) e 250 Nm de torque instantâneo; uma transmissão automática continuamente variável, tração traseira, e baterias de alta voltagem de íons de lítio, com maior capacidade de armazenamento de energia – 120 Ah/42,2 kWh. 

Nesta configuração, os i3 BEV e i3 BEV Connected alcançam 335 quilômetros de autonomia (NEDC), aceleram de 0 (zero) a 100 km/h em 7,3 segundos e atingem a velocidade máxima de 150 km/h. 

Na opção top de linha REX Full, a autonomia no modo de condução puramente elétrico é de 290 km. Com a ajuda do extensor de autonomia (REX), que agrega um motor a gasolina compacto, de 647 cm³; o veículo é capaz de rodar mais 150 km, totalizando 440 km de autonomia. Nesta versão, o 0 (zero) a 100 km/h é feito em 8,1 s.

Até o final de 2020, a Mercedes-Benz pretende oferecer aos seus clientes uma ampla gama de ao menos dez variantes de modelos híbridos, e em 2039 só fabricará carros elétricos. Caminhões,ônibus e vans estão fora desse programa. Assista também esta matéria no Canal do Blog do Arnaldo Moreira, no YouTube





O futuro CEO da Daimler AG, Ola Källenius, ao se posicionar diante da realização do 10º Diálogo Climático de Petersberg, um encontro informal de ministros e representantes de 35 países (entre eles, o Brasil) para discutir a implementação do Acordo de Paris e a preparação para a próxima Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, a COP 25, que acontecerá no final do ano em Santiago, no Chile, revelou que "é nosso objetivo defender a permanência da mobilidade livre de emissões. Nos próximos 20 anos, até 2039, nosso objetivo é ter uma frota de carros completamente neutra em CO2, um carro novo de propulsão mix XEV de híbridos plug-in e veículos totalmente elétricos com bateria e/ou célula de combustível. É muito claro para nós que usamos todas as oportunidades para reduzir as emissões de forma rápida e sustentável". 


"Portanto, estamos projetando nossa produção desta forma aberta e tecnológica, a fim de reagir de forma flexível à demanda individual e à situação infraestrutural do mercado. Em relação ao preço, estamos confiantes de que os nossos preços estarão em um nível competitivo. Nós nos esforçamos para atingir um preço que seja atraente para os clientes, mesmo em comparação com os veículos convencionais de hoje no segmento", explicou ao Blog do Arnaldo Moreira o gestor de Veículos RD e Mobilidade e Comunicações Sustentáveis da Comunicação Global Mercedes-Benz Cars, Christoph Sedlmayr.


Hoje, no entanto, ninguém pode dizer com certeza que tipo de carro irá melhor atender às necessidades dos clientes e de mercado nos próximos 20 anos, ponderou Christoph.


Ele revelou que, sob o rótulo de energia EQ, a Mercedes-Benz Cars está a desenvolver ainda mais o seu plug-in híbrido para oferecer a melhor combinação possível de motor de combustão e acionamento elétrico. 

O objetivo, disse, é ser capaz de oferecer aos clientes mais de vinte variantes de modelo até 2020. Com a nossa construção híbrido modular, podemos oferecer esta tecnologia rapidamente, de forma rentável e em uma ampla gama de modelos, adiantou.



Além disso, acrescentou, adotamos uma abordagem holística de não eletrificar nossos caminhões, ônibus e vans também. "Também reconhecemos que a eletricidade usada para alimentar um carro elétrico é uma fonte muito significativa de CO2 em algumas regiões, dependendo de como ele é gerado, especialmente durante a fase de utilização", alertou.

"Queremos motivar os nossos clientes para lhes fornecer veículos verdes com eletricidade verde. A Mercedes tem de cobrar por exemplo, estações de carregamento públicas - sempre que possível verde. Outro exemplo é a conversão de motores de combustão interna (gasolina e diesel) em conjunção com tecnologia híbrida plug-in para combustíveis sintéticos, os chamados "eFuels", frisou Christoph.


Mudança em três ciclos
Essa transformação tecnológica, de acordo com a Daimler, se dará em apenas três ciclos de desenvolvimento de produto, o que não é muito tempo se pensarmos que os combustíveis fósseis dominam a tecnologia automobilística desde a invenção do carro, há mais de 130 anos.

No entanto, não se observa a mesma preocupação no Brasil, onde, ao invés de o País se alinhar à discussão internacional sobre inovação para descarbonização, as montadoras brasileiras parecem estar presas à tecnologia do passado e pressionam o poder público para aliviar as restrições ao uso de diesel em modelos de passeio e diminuir as regulações sobre emissão de carbono e material particulado, arrematou a montadora alemã.


É importante lembrar que a Mercedes-Benz foi a primeira montadora a produzir um carro híbrido no Brasil, o Classe C nas versões C180 Exclusive e Avantgarde Sport e a C200 EQ Boost, apresentadas no Salão do Automóvel de São Paulo em 2018.


Entretanto, em 2012, a Mercedes apresentara no Salão de Detroit, dois modelos híbridos, um Classe E 300 Bluetc, nas versões sedã e perua (station wagon) equipado com um motor Diesel de 204 cv com 500 Nm de torque e outro elétrico com 20 kW e 250 Nm, que fazia 23,8 km/l. 


O outro modelo foi um E 400 híbrido com motor V6 a gasolina de 306 cv de potência e 370 Nm, combinado com o motor elétrico de 20 kW e 250 Nm.


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https://youtu.be/n2ktFDwKosI

segunda-feira, 27 de maio de 2019

A vingar, a proposta da Fiat Chrysler, feita hoje, à Renault pode gerar a terceira maior fabricante do planeta, produzindo 8,7 milhões de veículos por ano. Montadoras garantem que não haverá fechamento de fábricas


Negócio combinado pertenceria 50% aos acionistas da FCA e 50% aos acionistas do Groupe Renault – estrutura de governança equilibrada e maioria do Board composta por membros independentes

- A combinação criaria a 3ª maior fabricante de veículos do mundo, com 8,7 milhões de veículos vendidos e uma forte presença de mercado em regiões e segmentos-chaves

- Portfólio de marcas amplo e complementar proporcionaria cobertura de mercado completa, desde luxo até veículos de entrada 

- Companhia combinada seria uma líder mundial numa indústria automotiva em rápida mudança, com forte posição em tecnologias transformadoras, incluindo eletrificação e direção autônoma

- Não haveria fechamento de plantas como resultado da combinação

- Mais de €5 bilhões por ano estimados em sinergias incrementais às já existentes com a Aliança Renault-Nissan-Mitsubishi 

- Forte demonstração contábil combinada permitindo alocação de capital flexível e robusta política de dividendos 

- Benefícios significativos aos outros parceiros da Aliança, incluindo aproximadamente €1 bilhão adicional estimado por ano em sinergias


A Fiat Chrysler Automobiles N.V. entregou hoje (27.05) uma carta não vinculativa ao Board do Groupe Renault propondo uma combinação de seus respectivos negócios como uma fusão 50/50. 


A proposta da FCA vem na sequência de discussões operacionais iniciais entre as duas companhias para identificar produtos e regiões onde elas poderiam colaborar, particularmente na medida em que elas desenvolvem e comercializam novas tecnologias. 

Essas discussões deixaram claro que a colaboração mais ampla por meio de uma combinação melhoraria substancialmente a eficiência de capital e a velocidade do desenvolvimento de produto. 

A proposta de combinação é também fortalecida pela necessidade de tomar decisões ousadas para aproveitar em escala as oportunidades criadas pela transformação da indústria automotiva em áreas como conectividade, eletrificação e direção autônoma.

A combinação proposta criaria uma fabricante de automóveis global, proeminente em termos de faturamento, volumes, rentabilidade e tecnologia, beneficiando os respectivos acionistas e públicos de interesse. 

O negócio combinado teria vendas anuais de aproximadamente 8,7 milhões de veículos, seria uma líder mundial em tecnologias de veículos elétricos, marcas premium, SUVs, picapes e veículos comerciais leves, e teria uma presença global mais ampla e equilibrada do que cada uma das empresas separadamente.

Os benefícios da transação proposta não estão baseados no fechamento de plantas, sendo alcançados por meio de investimentos mais eficientes de capital em plataformas globais de veículos, arquiteturas, powertrain e tecnologias comuns. 

A FCA tem um histórico de combinar com sucesso fabricantes de veículos de culturas distintas para criar times de liderança fortes e organizações dedicadas a um propósito único. 

O Board da FCA, portanto, acredita firmemente que essa combinação, que teria a escala, expertise e recursos para navegar uma indústria automotiva que está mudando rapidamente, criaria novas oportunidades aos empregados das duas companhias e para outros públicos de interesse.

Sob os termos da proposta, acionistas de cada companhia receberiam uma porção equivalente de ações na futura companhia. 


A combinação seria mediante uma fusão sob uma companhia holandesa. O Board da entidade combinada seria composto inicialmente por 11 membros, sendo a maioria independente e com igual representação de quatro membros pela FCA e Groupe Renault, assim como um indicado pela Nissan. 

Ademais, não haveria acúmulo de direito existente a votos em dobro. Entretanto, todos os acionistas teriam a oportunidade de ganhar direitos de loyalty share (votos de lealdade) a partir da conclusão da transação sob um loyalty program(programa de lealdade de votos). A companhia-mãe seria listada na Borsa Italiana (Milão), Euronext (Paris) e Bolsa de Valores de Nova York (NYSE).

Os benefícios advindos da combinação dos dois negócios seriam divididos em 50% para os atuais acionistas da FCA e 50% para os atuais acionistas do Groupe Renault. Antes do fechamento da transação, de modo a mitigar a disparidade nos valores de mercado, acionistas da FCA receberiam ainda um dividendo de €2,5 bilhões (vide Apêndice). 

Adicionalmente, antes do fechamento, haveria uma distribuição das ações da Comau aos acionistas da FCA ou um dividendo incremental de €250 milhões caso o spin-off da Comau não ocorra.

Combinar os negócios vai unir forças complementares. A combinação criaria um portfólio de marcas que daria cobertura completa de mercado com presença em todos os segmentos-chaves, desde marcas premium e de luxo, como Maserati e Alfa Romeo, até as fortes marcas de acesso Dacia e Lada, e incluiria as muito conhecidas marcas Fiat, Renault, Jeep e Ram, assim como veículos comerciais. 

O Groupe Renault tem forte presença na Europa, Rússia, África e Oriente Médio, enquanto a FCA tem posição única nos segmentos de altas margens da América do Norte e é uma líder de mercado na América Latina. 

A capacidade em evolução da FCA em direção autônoma, que inclui parcerias com Waymo, BMW e Aptiv, são complementadas pelas décadas de experiência do Groupe Renault em tecnologias de veículos elétricos, sendo a fabricante mais vendida da Europa nesse segmento. O Groupe Renault possui ainda um bem estabelecido e rentável negócio de financiamentos (RCI Banque).

A combinação seria de alto valor agregado ao longo do tempo para os acionistas da FCA e do Groupe Renault, entregando um adicional estimado em €5 bilhões por ano em sinergias incrementais às já existentes na Aliança. 

Essas sinergias surgiriam principalmente da convergência de plataformas, da consolidação de investimentos em eletrificação e powertrain e dos benefícios de escala, incluindo a localização de fornecedores. 

A FCA estima, baseada em sua experiência, que aproximadamente 90% das sinergias viriam de economias em compras (~40%), eficiências em pesquisa & desenvolvimento (~30%) e eficiências em manufatura e ferramental (~20%). Incluído nessas economias estimadas estaria o potencial para reduzir o número combinado de plataformas de veículos em aproximadamente 20% e as famílias de motores em aproximadamente 30%. 

Espera-se que o total das sinergias estimadas seja alcançado ao final do sexto ano após o fechamento do negócio, com cerca de 80% sendo alcançado no quarto ano. Considerando-se o impacto de aproximadamente €3 ou 4 bilhões em custos acumulativos de implementação, estima-se que as sinergias seriam neutras em fluxo de caixa em um ano e positivas a partir do segundo ano em diante.

Geograficamente, com base nas vendas globais de 2018 da FCA e do Groupe Renault, a companhia combinada seria nº 4 na América do Norte, nº 2 na Europa, África e Oriente Médio (EMEA) e nº 1 na América Latina, e teria os recursos aumentados necessários para crescer sua participação na região Ásia-Pacífico (APAC). 

Em uma simples base agregada dos resultados de 2018, os rendimentos da companhia seriam de quase €170 bilhões, com lucro operacional de mais de €10 bilhões e lucro líquido de mais de €8 bilhões.

Enquanto a proposta foca numa combinação entre FCA e Groupe Renault, a FCA espera – como parte de uma companhia com o Groupe Renault – trabalhar com os parceiros do Groupe Renault na Aliança em formas de criar valor adicional para todos os membros da Aliança. 

A FCA reconhece a posição e as conquistas dos parceiros do Groupe Renault e enxerga benefícios significativos para todas as partes em uma parceria expandida. A combinação entre a FCA e o Groupe Renault, juntamente com os parceiros Nissan e Mitsubishi, seria a maior aliança de fabricantes de veículos do mundo, vendendo mais de 15 milhões de veículos anualmente. 

As sinergias adicionais resultantes da fusão da FCA e do Groupe Renault esperadas para acumular para Nissan e Mitsubishi puramente por serem membros da Aliança estão estimadas em €1 bilhão anualmente.

Essa proposta oferece a oportunidade de criar a terceira maior companhia automotiva global, com ampla, complementar e forte presença de marcas regionais, e importantes forças em tecnologias transformadoras. Ela também confirma e melhora o valor da Aliança existente e seu potencial de se tornar ainda mais forte no futuro.

Enquanto não existe certeza de que essa proposta resultará numa transação, o Board da FCA apoiou fortemente e aprovou a proposta, que agora será revisada pelo Board de Diretores do Groupe Renault. 

Os acordos definitivos para a combinação proposta estão sujeitos a negociação e a revisão e aprovação finais pelos Boards de Diretores da FCA e do Groupe Renault. A conclusão da combinação proposta também seria sujeita a condições de conclusão costumeiras, incluindo aprovação pelos acionistas de cada companhia, conforme aplicável, e satisfação de requerimentos regulatórios antitruste e outros.

A Renault divulgou também nota
sobre a fusão proposta das duas montadorasO Conselho de Administração da Renault se reuniu hoje para examinar a proposta recebida da FCA (Fiat Chrysler Automobiles) relacionada a uma potencial fusão 50/50 entre a Renault S.A. e a FCA.

Após rever atentamente os termos desta proposta amigável, o Conselho de Administração da Renault decidiu estudar com interesse a oportunidade de uma aproximação, para fortalecer a presença industrial do Grupo Renault e gerar valor adicional para a Aliança.

Posteriormente, será emitido um comunicado para informar ao mercado sobre os resultados destas discussões em momento oportuno, de acordo com as leis e regulamentos aplicáveis.

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