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quinta-feira, 4 de julho de 2019

O terror de quem pretende vender ou trocar de carro é o fantasma da depreciação. Veja entre os automáticos os que mais e os que menos desvalorizaram de 2018 para 2019

O Audi TT  foi o carro que menos depreciação registrou de 2018 para 2019

Em meio às cansativas horas rodadas ou paradas no trânsito, a comodidade e o conforto são muito bem-vindos para os motoristas. A popularização do câmbio automático trouxe diversos modelos sem o pedal da embreagem para o mercado brasileiro. Para auxiliar o consumidor interessado em comprar um carro automático, a KBB Brasil, especialista em preços de carros, reuniu as 10 versões dos modelos com maiores e menores depreciações, independentemente do segmento ou faixa de preço, no período de maio de 2018 ao mesmo mês de 2019.

Quando o assunto é preço de carros, há duas metodologias para calcular a perda de valor: Desvalorização e Depreciação. Desvalorização é a comparação do preço atual de um veículo 0 Km com os valores aplicados pelo mercado à mesma versão fabricada em anos anteriores. 


Já a Depreciação usa o valor do veículo 0 Km em um período determinado em relação a seu atual valor residual, sempre considerando o mesmo ano/modelo e sem o mesmo rigor de sua definição contábil, que tem regras muito estritas. Neste levantamento, foi aplicado o conceito de depreciação. Menos depreciados 
Estudos de depreciação de carros podem apresentar comportamentos fora do padrão, como índices valorizados, em que o preço de um usado hoje é mais alto que o mesmo veículo 0 Km há um ano. 

Na análise de automóveis menos depreciados, o Subaru Forester XT turbo 2.0 16V ganha destaque pela valorização de 3,19%. Em seguida, o Honda CR-V Touring 1.5 turbo flex soma 0,12% de seu valor inicial ao longo do primeiro ano de uso. Uma forte alta do veículo, variação do câmbio - implicando diretamente em importados – e um bom posicionamento no mercado explicam essa ocorrência.

Os demais modelos do ranking apresentaram taxas de depreciação inferiores à 4%, sendo 60% dele composto por SUVs. A versão menos depreciada do estudo foi a Audi TT Conversível Ambition 2.0 TFS9 Stroni que conta com uma perda de 0,36% em seu valor. Em quarta e quinta posição na lista, as inglesas Land Rover Range Rover Sport HSE Dynamic 4.4 V8 e Range Rover Sport HSE Dynamic 3.0 SDV6 perderam 0,75% e 1,06%, respectivamente.

Para conferir a relação completa de carros automáticos que valorizaram e menos depreciaram no último ano, confira abaixo:


VEÍCULO/VERSÃO
Modelo 2018 - 0KM
Modelo 2018 - Usado
Depreciação:
 1º ano de uso
SUBARU FORESTER SUV/Crossover 4P XT TURBO 2.0 16V CVT Automático
R$ 150.000
R$ 154.782
3,19%
HONDA CR-V SUV/Crossover 4P TOURING 1.5 TB CVT FLEX Automático
R$ 179.900
R$ 180.117
0,12%
AUDI TT Convertible 2P ROADSTER AMBITION 2.0 TFSI STRONIC Automático
R$ 290.990
R$ 289.954
-0,36%
LAND ROVER RANGE ROVER SPORT SUV/Crossover 4P HSE DYNAMIC 4.4 V8 Diesel Automático
R$ 537.000
R$ 532.985
-0,75%
LAND ROVER RANGE ROVER SPORT SUV/Crossover 4P HSE DYNAMIC 3.0 SDV6 Diesel Automático
R$ 496.200
R$ 490.965
-1,06%
PORSCHE PANAMERA Coupe 4P 4S 2.9 V6 PDK8 Embreagem Automatizada
R$ 711.000
R$ 702.999
-1,13%
HYUNDAI HB20S Sedan4P EDICAO COMEMORATIVA 5 ANOS 1.6 16V AT FLEX Automático
R$ 64.000
R$ 62.935
-1,66%
HYUNDAI ELANTRA Sedan 4P 2.0 16V AT6 FLEX Automático
R$ 80.000
R$ 78.082
-2,40%
JEEP WRANGLER SUV/Crossover 2P SPORT 3.6 V6 Automático
R$ 194.000
R$ 188.370
-2,90%
LAND ROVER DISCOVERY SUV/Crossover 4P S 3.0 V6 TD6 Automático
R$ 333.400
R$ 323.095
-3,09%


O carro que sofreu a maior desvalorização entre 2018 e 19 foi o Volvo S60 Sedan 4P  Automático

Mais depreciados

O levantamento de veículos automáticos mais depreciados começa com três diferentes modelos da montadora Volvo. O sedã S60 Momentum T-4 Drive-E FWD 2.0 turbo abre com queda de 31,89%, seguido pelo V60 Wagon Momentum T4 Drive-E FWD 2.0 turbo, com taxa de 30,33% em depreciação no primeiro ano de uso. Já o XC90 Inscription AWD T6 Drive-E 2.0 AT8 encerra a participação da sueca com26,96% de perda de valor no período analisado.

Dando sequência ao ranking, os modelos apresentam taxas de depreciação próximas, com delta de apenas 1,66% entre o quarto e último colocado. O Ford Ranger cabine dupla XLS 2.2 ocupa a quarta posição com índice de 27,01%. Logo em seguida, a versão Classe B 200 Sport 1.6 turbo flex, da alemã Mercedes-Benz, deprecia 26,96%.

Confira a análise com os 10 carros automáticos mais depreciados de maio de 2018 a maio de 2019:


VEÍCULO/VERSÃO
Modelo 2018 - 0KM
Modelo 2018 - Usado
Depreciação:
 1º ano de uso
VOLVO S60 Sedan 4P MOMENTUM T-4 Drive-E FWD 2.0 TB AT Automático
R$ 173.950
R$ 118.477
-31,89%
VOLVO V60 Wagon4P MOMENTUM T4 Drive-E FWD 2.0 TB AT Automático
R$ 199.950
R$ 139.310
-30,33%
VOLVO XC90 SUV/Crossover 4P INSCRIPTION AWD T6 Drive-E 2.0 TB AT8 Automático
R$ 426.950
R$ 300.200
-29,69%
FORD RANGER Pickup 4P CD XLS 2.2 Automático
R$ 164.650
R$ 120.172
-27,01%
MERCEDES-BENZ CLASSE B Van/Minivan 4P B 200 SPORT 1.6 TB FLEX Automático
R$ 160.900
R$ 117.528
-26,96%
BMW SÉRIE 2 ACTIVE TOURER Van/Minivan 4P 220i 2.0 TB FLEX Automático
R$ 172.000
R$ 126.561
-26,42%
FORD FOCUS Sedan4P FASTBACK SE PLUS 2.0 16V POWERSHIFT FLEX Embreagem Automatizada
R$ 90.000
R$ 66.312
-26,32%
JAC T5 SUV/Crossover 4P 1.5 16V AT JETFLEX Automático
R$ 84.900
R$ 62.630
-26,23%
BMW X6 SUV/Crossover 4P xDrive35i 3.0 Automático
R$ 473.950
R$ 352.219
-25,68%
RENAULT FLUENCE Sedan 4P DYNAMIQUE PLUS 2.0 16V CVT HIFLEX Automático
R$ 93.100
R$ 69.498
-25,35%

_______________________________________________________________________________ KBB utiliza tecnologias de análise de dados e Big Data para produzir os levantamentos de precificação e desvalorização de veículos novos e usados. Os valores aqui presentes são gerados por meio de um complexo algoritmo, que analisa diversos fatores de comportamento do mercado automotivo brasileiro, além de seguir uma rígida análise de especialistas. A empresa atua com o propósito de conscientizar os consumidores na compra e venda de carros a partir da determinação de preços justos.
Sobre a Kelley Blue Book
Criada em 1926 nos Estados Unidos, a Kelley Blue Book é referência em preços de carros novos e usados tanto para quem compra quando para quem vende. Ela usa como base de cálculo para o Preço KBB valores de mercado praticados regionalmente. Também é a única a produzir uma tabela que leva em conta fatores como quilometragem, cor, nível de equipamentos e estado de conservação do veículo. E que permite que ninguém perca dinheiro na negociação: seja de um novo ou de um usado. Também oferece conteúdo editorial abrangente em texto e vídeo, com dicas e avaliações de especialistas, ferramentas para comparação de carros e opinião do dono.
Referência em precificação no mercado automotivo norte-americano, a KBB também tem operação em Portugal. Oficialmente no Brasil desde outubro de 2017, a Kelley Blue Book é baseada em Irvine, Califórnia, e faz parte da Cox Automotive.
Sobre Cox Automotive
A Cox Automotive, Inc. está transformando a forma como o mundo compra e vende veículos por meio de soluções para consumidores, fabricantes e revendedores em todas as fases da experiência automotiva. A empresa global tem cerca de 34.000 membros na equipe, em mais de 200 escritórios em todo o mundo, que atendem mais de 40 mil clientes.
A Cox Automotive é uma subsidiária da Cox Enterprises Inc., uma companhia com sede em Atlanta cujas receitas ultrapassam US$ 20 bilhões. Para mais informações sobre a Cox Automotive, visite www.coxautoinc.com.

Marta Rossi passa a integrar a Academia Gramadense de Letras e Artes


Na foto: Iraci Casagrande Koppe, Allan John Lino, Marta Rossi, Romeo Ernesto Riegel e Emily Braun durante formalização do convite. Créditos: Divulgação.

A empresária Marta Rossi foi convidada para integrar a Academia Gramadense de Letras e Artes (AGLA), como personalidade de Mérito Relevante. A honraria foi prestada devido à notoriedade de seus serviços no município de Gramado/RS.

O convite foi formalizado esta semana pelo secretário de Cultura de Gramado, Allan John Lino, que esteve acompanhado dos escritores Romeo Ernesto Riegel e Iraci Casagrande Koppe. "Fico lisonjeada com o convite, pois é uma forma de contribuir com a cultura de Gramado. O reconhecimento de pessoas tão importantes é um status para mim e minha carreira", agradece a empresária.

A Academia é composta por oito membros efetivos, ligados a uma atividade artístico-cultural: Débora Irion e Leonid Streliaev (Artes Visuais); Leandro Libardi Serafim e Pepeu Gonçalves (Música); Iraci Casagrande Koppe e Romeo Ernesto Riegel (Literatura); e Olinda Alessandrini (Patronesse).

Sobre Marta Rossi - Marta Rossi é uma das executivas mais respeitadas do setor de Turismo e Eventos no Brasil e América do Sul. É uma das fundadoras da Rossi & Zorzanello Eventos e Empreendimentos e CEO de grandes cases como a Feira Internacional de Turismo de Gramado (FESTURIS) e Chocofest


Com dezenas de prêmios e indicações, foi recentemente apontada em publicação nacional como uma das oito mais importantes personalidades que fizeram história e continuam contribuindo para o mercado no Brasil nos últimos 25 anos. Também recebeu, em 2016, o título de Cidadã Emérita de Gramado.


Ford em parceria com a Vodafone lançou uma nova tecnologia que ajuda os motoristas no martírio de arrumar uma vaga de estacionamento nos centros urbanos apinhados de carros. Seja bem vinda e chegue logo para todos



A Ford apresentou na Europa uma nova tecnologia de veículos conectados desenvolvida em parceria com a Vodafone que ajuda o motorista a localizar vagas de estacionamento nos grandes centros urbanos – veja o vídeo.

O sistema, chamado Guia de Vagas de Estacionamento, faz parte de um amplo programa de teste de tecnologias de mobilidade, o KoMod, desenvolvido por um consórcio industrial na Alemanha com um aporte de 15 milhões de euros. 


Os veículos de teste são conectados a um sistema central de computadores que, a partir da sua localização geográfica, também dá informações em tempo real sobre o estado das vias e sinais digitais dinâmicos de trânsito.

Os estudos mostram que em grandes cidades como Londres e Frankfurt cerca de 30% do trânsito é causado por veículos à procura de espaço para estacionar, o que gera perda de tempo e dinheiro. Esse problema se deve não só à falta de vagas, mas também à dificuldade de encontrá-las.

“Os aplicativos de navegação são ótimos para nos ajudar a chegar ao nosso destino, mas não são tão eficientes na hora de estacionar, especialmente no centro das cidades”, diz Tobias Wallerius, engenheiro de Desenvolvimento do Produto da Ford Europa. 

“O Guia de Vagas de Estacionamento é uma tecnologia que pode ajudar o motorista a completar seu percurso mais rápido, economizando tempo e dinheiro, além de beneficiar a qualidade do ar”.

A Ford e a Vodafone demonstraram também outros recursos que estão sendo desenvolvidos dentro desse programa:
O sistema de assistência de semáforos, que mostra no painel do carro o tempo restante para os sinais à frente mudarem para vermelho ou verde. 

Esse aviso antecipado ajuda a evitar frenagens bruscas, aumentando a segurança, a economia de combustível e a fluidez do trânsito, já que os motoristas ajustam sua velocidade de modo conveniente.

O sistema de informação de túneis, que alerta sobre o fechamento de faixas, limites de velocidade e veículos lentos à frente.

O Vario Display, que mostra no painel eventos como maratonas, shows ou jogos de futebol, capazes de afetar o tráfego local.

Os sistemas de controle de tráfego, que ajudam a melhorar o fluxo de tráfego na
s estradas, adaptando os limites de velocidade.

A transmissão inteligente de sinais de trânsito, que exibe o limite de velocidade e alertas de perigo diretamente no painel do veículo, usando uma conexão de celular.
O alerta de mau tempo, que permite a um veículo comunicar automaticamente as condições meteorológicas para os outros próximos. Se os limpadores de para-brisa detectam chuva, por exemplo, o veículo avisa os motoristas próximos, que assim podem ajustar sua velocidade ou rota.

Em testes feitos anteriormente, a Ford já demonstrou a tecnologia que alerta automaticamente os motoristas sobre acidentes na pista, exibindo a localização exata dos veículos de emergência próximos e a melhor maneira de sair do seu caminho. 

O objetivo das soluções testadas agora é permitir que o motorista tome as melhores decisões sobre o seu caminho. Mas a comunicação veículo-a-veículo e veículo-a-infraestrutura também poderá ter um papel importante no controle dos futuros veículos autônomos.

segunda-feira, 1 de julho de 2019

Embratur vende turismo brasileiro em evento londrino com 4.500 profissionais de todo o mundo

Gilson Machado Neto conversa com expositores e profissionais no ‘The Meetings Show’: Foto: Embratur

O presidente da Embratur, Gilson Machado Neto, apresentou, em Londres, durante evento para profissionais do setor, as novas medidas adotadas para estimular o turismo no Brasil. A apresentação para investidores e expositores foi feita no “The Meetings Show”, um dos maiores eventos do setor no Reino Unido, com participação de mais 4.500 profissionais de todo o mundo.

“Foi uma oportunidade para mostrarmos ao mundo as novas medidas já adotadas pelo Governo do presidente Jair Bolsonaro, que vê no turismo um setor estratégico para geração de emprego e renda”, disse Machado Neto.

Em encontro com executivos das companhias aéreas Norwegian e Virgin Atlantic, o presidente da Embratur detalhou a recente abertura do mercado brasileiro para empresas estrangeiras, ampliando a possibilidade de novos investimentos e de maior competição no setor.

Os executivos da Virgin Atlantic adiantaram detalhes de um novo voo da companhia na rota Londres-São Paulo, previsto para 2020. Atualmente, a empresa negocia parcerias para as conexões nacionais. Já a Norwegian apresentou o perfil dos passageiros do voo Londres-Rio de Janeiro, iniciado em março deste ano: britânicos (39%), europeus (31%) e brasileiros (20%).

Durante encontro com o gerente-geral da LATA (Latin American Travel Association), Danny Callaghan, o presidente da Embratur discutiu formas de estreitar o relacionamento com entidades internacionais do setor para intensificar a promoção turística do Brasil. “Essas parcerias são fundamentais para ampliar nossa presença no exterior”, avaliou Gilson Neto.

domingo, 30 de junho de 2019

Coluna Mecânica Online - Carros com menos ferro e aço, mais materiais especiais e menos peso

COLUNA
MECÂNICA ONLINE® | 

30 | JUNHO | 2019


Tarcisio Dias


Novos materiais invadem o automóvel


Cada componente de um automóvel tem maior ou menor adequabilidade conforme seja o material que o compõe. Elementos estruturais, por exemplo, são preferencialmente de aço ou alumínio, enquanto peças de acabamento ficam melhor de plástico ou materiais compostos. Vamos conhecer mais sobre os novos materiais que invadem o automóvel.



Alumínio
Há muito tempo se fala em automóveis fabricados de alumínio, mas, na verdade, os números ainda são crescentes dos modelos que contam com estrutura inteiramente desse material: Honda NSX, Audi A8 e Audi A2. 

Ainda que utilizado em profusão em determinados elementos estruturais, como suspensões e rodas, um modelo inteiramente de alumínio ainda é raro. Mais caro, porém, muito mais leve, sua maior dificuldade está na reparação, pois exige um tipo de solda especializada.



Plástico
O uso do material plástico está cada vez mais difundido na indústria automobilística, passando de 5% do peso total de um veículo, há 30 anos, para até 25% de seu peso total, nos dias de hoje. 

Inicialmente utilizado no acabamento, como nas laterais de portas ou nos painéis de instrumentos, hoje o plástico está presente em muitos outros sistemas, até em componentes do motor, como coletores de admissão. Carroceria inteiramente de plástico, como no caso do Smart, ainda é exceção. 



Aço
Constitui mais de 60% do peso de um automóvel, e suas maiores vantagens são o baixo custo e a alta resistência. É o material que conta com mais experiência na indústria automobilística e, com tratamentos especiais, tende a ser utilizado ainda por um longo tempo. 

Cerâmica
Também pesquisado por muitos anos, a cerâmica é um material que tem como maior virtude a altíssima resistência a temperaturas extremas. Por isso é utilizado em sistemas de freio de alto desempenho, como no caso do Porsche, mas ainda tem custo muito elevado.



Magnésio
Duas vezes mais leve que o alumínio, o magnésio vem se firmando na indústria pela sua grande capacidade de adaptação em peças complexas. Porém, por sofrer elevada expansão térmica, seu uso é restrito a componentes cuja dilatação não seja crítica, como cárteres de motores e tampas de cabeçote.



A mudança estrutural toma conta do automóvel
01 - Estrutura do painel - atualmente de aço, já começa a ser fabricada de magnésio ou alumínio
02 - Estrutura do volante - antes de aço, agora de magnésio
03 - Portas - alguns modelos já têm portas de alumínio
04 - Elementos da suspensão - antes de aço, agora de magnésio
05 - Para-lamas - tradicionalmente de aço estampado, estão passando a ser de plástico
06 - Suporte do motor - era de aço, agora é de alumínio
07 - Caixa de injeção - do aço e alumínio passaram para materiais compostos
08 - Bloco do motor - antes, de ferro fundido, atualmente de alumínio
09 - Coletores de admissão - do alumínio passam para os materiais compostos
10 - Capô - o aço tradicional está dando lugar ao alumínio e ao aço de alta resistência.



Vantagens e desvantagens de cada material
Fibra óptica
Transmissão de dados mais segura;
Material frágil;
Maior capacidade de informação simultânea.

Ainda possui preço relativamente alto.
Magnésio
Altamente reativo durante a produção; 
Mais leve que alumínio e aço;
Maior adaptabilidade em componentes complexos;
Produção onerosa.
Aço
Mais barato e mais resistente;
Larga experiência de utilização;
Mais pesado que o alumínio;
Mais difícil de reciclar.
Cerâmica
Grande resistência a altas temperaturas;
Material leve e de alto coeficiente de atrito;
Custo elevado;
Processo de fabricação complicado.


Mecânica Online

Prêmio
O Departamento Jurídico da Fiat Chrysler Automobiles (FCA) foi premiado como a melhor área jurídica corporativa na América Latina durante o International Legal Alliance Summit & Awards.

Blindagem I
A Volvo Cars anuncia a produção de seu primeiro modelo blindado de fábrica, o utilitário esportivo XC90. As vendas desses carros estão programadas tanto no mercado brasileiro quanto para exportação no primeiro semestre de 2020. O veículo tem resistência balística de 360 graus, bem como resistência explosiva.

Blindagem II
A blindagem de aço de alta resistência que reveste o carro tem 10 milímetros de espessura; já a espessura do vidro pode ser de até 50 milímetros. 

A blindagem acrescenta aproximadamente 1.400 kg, elevando o peso total do carro para 4.490 kg – incluindo cinco ocupantes. Por causa do aumento de peso, o carro é equipado com um novo chassi e novos freios.

Road trip pela América do Sul I
Para quem planeja pegar a estrada para visitar nossos vizinhos, há requerimentos específicos de seguros para transitar com um carro estrangeiro em alguns países, como a Carta Verde na Argentina e no Paraguai e o SOAPEX no Chile.

Road trip pela América do Sul II
Na Argentina, por exemplo, há alguns requerimentos que os carros brasileiros não atendem, como possuir dois triângulos de sinalização e extintor de incêndio. Há também restrições quanto ao uso de películas de proteção e escurecimento de vidros. Alguns acessórios também não são permitidos, como é o caso dos ganchos de carreta, muito comuns aqui no Brasil.

Curiosidades do Waze
Navegações para postos de gasolina crescem 36% nos dias do feriado, na véspera e até dois dias antes; Supermercados recebem até 40% mais de navegações na véspera e durante os dias de viagem. O fluxo para farmácias aumenta até 29% na véspera e durante o feriado. Navegações para fast foods crescem 34% em dias de viagens.
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Coluna Mecânica Online® - Aborda aspectos de manutenção, tecnologias e inovações mecânicas nos transportes em geral. Menção honrosa na categoria internet do 7º Prêmio SAE Brasil de Jornalismo, promovido pela Sociedade de Engenheiros da Mobilidade. Distribuída gratuitamente todos os dias 10, 20 e 30 do mês.
http://mecanicaonline.com.br/wordpress/category/colunistas/tarcisio_dias/

FESTURIS - Feira Internacional de Turismo de Gramado prorrogou até 30 de julho as reservas especiais para os profissionais de turismo. Não perca a oportunidade




sábado, 29 de junho de 2019

Brasil cai para a 116ª posição no ranking do países mais seguros, enquanto Portugal para onde os brasileiros estão imigrando em grande número se fixa entre as três nações mais seguras do mundo





Por Arnaldo Moreira

Enquanto o Brasil caiu 10 posições no ranking dos países mais seguros e pacíficos do mundo, ocupando o 116° lugar entre 163 nações, Portugal para onde um elevado número de brasileiros está se mudando é o terceiro mais seguro do planeta, atrás da Islândia e da Nova Zelândia, tendo evoluído muito significativamente, ano a ano, na redução da criminalidade geral e violenta, enquanto o Brasil amargou a quinta maior queda entre 2018 e 2019, com nove indicadores se deteriorando e apenas um melhorando, ficando à frente somente de Colômbia e Venezuela.

Os dados, divulgados em Londres, são do 13º relatório anual do Índice Global de Paz (GPI) 2019, elaborado pelo Instituto para Economia e Paz sediado em Sydney, Austrália, que aponta a Europa como a região mais pacífica do mundo, registando uma ligeira melhora, e a área do Oriente Médio e Norte de África a menos pacífica e segura.

Pelo menos o estudo mostrou um dado o positivo: o nível médio de paz global melhorou ligeiramente, pela primeira em cinco anos. A pontuação média de cada país melhorou em 0,09%, com 86 países melhorando e 76 registrando agravamento. No total, 22 dos 36 países europeus registaram melhorias no GPI de 2019 face ao ano anterior.

O Brasil registou ainda uma alta de 11% no impacto do terrorismo – em parte devido ao ataque a figuras políticas, entre elas o próprio Bolsonaro, atingido por uma facada em setembro de 2018, durante a corrida presidencial – e uma deterioração de 12,5% no crime violento.

O instituto também registou que a Islândia continua a ser o país mais pacífico do mundo, posição que ocupa desde 2008, e o Afeganistão é agora o país menos pacífico, substituindo a Síria.

Já o Brasil sentiu uma alta de 11% no impacto do terrorismo – em parte devido ao ataque a figuras políticas, entre elas o próprio Bolsonaro, atingido por uma facada em setembro de 2018, durante a corrida presidencial – e uma deterioração de 12,5% no crime violento.

De acordo com o GPI, o Butão registou a maior melhoria de qualquer país no “top 20”, subindo 43 lugares nos últimos 12 anos. Os últimos lugares da lista são ocupados pelo Iraque (159), o Iémen, o Sudão do Sul, a Síria e o Afeganistão (163). É o primeiro ano, desde o início do índice, que o Iémen foi classificado entre os cinco países menos pacíficos.

O Índice de Paz Global (GPI, na sigla em inglês), produzido pelo Instituto de Economia e Paz, classifica 163 países de acordo com 23 indicadores qualitativos e quantitativos de paz.

O GPI cobre 99,7 por cento da população mundial e mede o estado de paz usando três domínios temáticos:, o nível de segurança social, a extensão do conflito interno e internacional e o grau de militarização de cada país.

Além de apresentar os resultados do GPI deste ano, o atual relatório inclui a análise das tendências da chamada ‘Paz Positiva’: as atitudes, instituições e estruturas que criam e sustentam sociedades pacíficas.

No GPI 2019, 86 países melhoraram o seu índice de paz, enquanto que em 76 países este deteriorou-se. A maior melhoria foi registrada no indicador ‘Militarização’, com 98 países a registar melhorias na paz.

A segurança também melhorou ligeiramente com base em reduções substanciais de terrorismo político e refugiados e deslocados internos. No entanto, estas melhorias foram infelizmente compensadas com o aumento de criminalidade e encarceramento.

Foram 92 os países que melhoraram as suas pontuações no impacto do terrorismo, mantendo uma tendência dos últimos cinco anos que começou após as mortes por terrorismo que atingiram o pico em 2014. No entanto, a pontuação média do terrorismo deteriorou-se devido a um grande aumento do seu impacto em alguns países.


Europa é a região mais pacífica do mundoA Europa continua a dominar o topo do índice, representando 17 dos 25 países mais pacíficos. A região mais pacífica do mundo tornou-se ainda um pouco mais pacífica, em média. Em 22 dos 36 países da Europa, o índice de paz subiu. Apenas a Turquia, em 152º lugar, está classificada entre os 50 países menos pacíficos.

A maioria dos aspectos associados ao domínio ‘Segurança’ melhorou, especialmente o terror político e o impacto do terrorismo.

A maioria dos países da Europa, para além da Turquia, registam níveis baixos de ‘terror’, onde se inclui prisão política, desaparecimentos e tortura. As pontuações pioraram para este indicador em apenas quatro países, enquanto nove melhoraram.

Outra boa notícia é que houve redução no impacto do terrorismo em 24 países, em 2019, entre eles Chipre, Bósnia e Herzegovina, Grécia, Espanha, Dinamarca e Turquia – mesmo assim este país tem o pior índice de terrorismo na Europa. Apenas oito países registaram aumentos no terrorismo, incluindo os Países Baixos, a Letônia, a Polônia, a Noruega e a Sérvia.

Tréguas de quadrilhas
Sobre o Brasil, o relatório afirma que "foi quebrada uma trégua entre as organizações criminosas dominantes no final de 2016, resultando no restabelecimento dos combates, que provocaram cerca de 250 mortes no ano seguinte".

O texto cita ainda que "vários grupos no Norte do Ceará renovaram as tréguas entre eles, para se unirem em ataques contra as forças de segurança e infraestruturas públicas". A violência decorrente do tráfico de drogas também é um dos motivos destacados no relatório.

As eleições de 2018, marcadas pela chegada à Presidência de Jair Bolsonaro, culminaram num ciclo de intensa polarização política entre esquerda e direita, que segue em 2019 e "deverá aumentar ao longo do ano", prevê o instituto.

"A implementação pelo presidente Bolsonaro de leis restritivas no domínio da justiça e segurança, a par da reforma do sistema de pensões, deverá fazer aumentar as tensões ao longo do ano", estima o relatório.

Em nível mundial, ligeira melhoraNo geral, o IGP de 2019 revela que o nível médio de paz mundial melhorou pela primeira vez em cinco anos, mas o mundo continua um lugar menos pacífico do que há uma década.

Desde 2008, a paz global deteriorou-se em cerca de 3,78%, embora este ano tenha registado uma ligeira melhora de 0,09% em relação ao anterior, devido à "redução na gravidade de vários conflitos, que levaram a um menor número de mortes e a uma diminuição do impacto do terrorismo".

"Enquanto os conflitos que dominaram nos últimos dez anos, como os do Iraque e da Síria, começaram a diminuir, outros se intensificaram no Iêmen, na Turquia e na Nicarágua", apontou o presidente do instituto, Steve Killelea.


A Europa melhorou no ano passado e permaneceu como a região mais pacífica do mundo, com 22 dos 36 países avançando na lista.

A Islândia continua sendo o país mais pacífico do planeta – no topo da lista desde 2008 –, seguida por Nova Zelândia, Áustria, Portugal e Dinamarca. A Alemanha ficou em 22º lugar no ranking, quatro posições abaixo do que no ano passado.

O Afeganistão é o país menos pacífico, substituindo a Síria, que agora está em penúltimo lugar. Sudão do Sul, Iêmen e Iraque fecham a lista dos cinco países mais problemáticos. Desde o início do IGP – que está em sua décima terceira edição –, é a primeira vez que o Iêmen ocupa uma das cinco piores posições, devido ao agravamento do conflito armado em certas áreas do país.

A Nicarágua, por sua vez, foi o Estado que mais piorou o nível de paz, caindo 54 postos em relação ao ano anterior. O país foi alvo de intensos protestos ao longo do último ano, que deixaram mais de 300 mortos, centenas de presos e mais de 60 mil exilados, segundo dados de organizações humanitárias.

O impacto econômico da violênciaUm dos pontos-chave do relatório, segundo Steve Killelea, foi a redução do impacto econômico da violência pela primeira vez desde 2012, com US$ 14,1 trilhões, o que equivale a uma queda de 3,3%

No Brasil, incluindo gastos diretos e indiretos, o custo da violência superou US$ 297 bilhões (cerca de R$ 1,15 trilhão) – o que significa aproximadamente 9% do Produto Interno Bruto (PIB) do país.

O documento mostra que os países com altos níveis de paz têm, em média, um crescimento do PIB três vezes maior do que os menos pacíficos. Nos 10 países menos pacíficos, a média do custo econômico da violência foi equivalente a 35% do PIB, em comparação com apenas 3,3% nos países menos afetados pela violência.



Síria, Afeganistão e República Centro-Africana tiveram os maiores custos econômicos decorrentes da violência, com porcentagem do PIB equivalente a 67%, 47% e 42%, respectivamente.

O estudo também analisa o impacto das mudanças climáticas na segurança, com uma estimativa de 971 milhões de pessoas vivendo em áreas com alta exposição às ameaças desse fenômeno, das quais 400 milhões residem em países com baixo índice de paz.

quinta-feira, 27 de junho de 2019

Nova geração do sedan Hyundai Azera com motor GDi V6 3.0 com 261 cv e câmbio de 8 velocidades. Custa R$ 269.900


Com mais de três décadas de uma história de sucesso no mercado mundial, o Hyundai All New Azera chega ao Brasil, agora em sua sexta geração, importado com exclusividade pela CAOA após receber diversas mudanças que deixaram o sedan com apelo ainda mais esportivo, equilibrado e elegante.

O modelo foi totalmente redesenhado, adotando um design ainda mais clean, equilibrado, requintado e imponente.

Na dianteira, ele ganhou uma reformulada e arrojada grade em forma trapezoidal com lâminas cromadas, enfatizando a aparência premium do modelo e conferindo ainda mais imponência. Os faróis Full LED afilados e alongados dão maior fluidez ao modelo, destacando o volumoso capô e garantindo maior harmonia aos vincos laterais do Hyundai All New Azera. Logo abaixo, luzes de seta em LED dão maior requinte ao visual do sedan.

Os vincos pronunciados percorrem toda lateral do veículo, transmitindo robustez ao modelo e realçando o novo desenho das rodas aro 19”, formando um conjunto harmônico. Na traseira, as modernas lanternas em LED, reforçadas com iluminação de alto alcance com estilo futurista são interligadas por um friso no mesmo tom e que dá continuidade às lanternas, uma tradicional referência que acompanha o modelo desde sua primeira geração.

Por dentro, o sedan ficou ainda mais moderno e luxuoso. A nova arquitetura do habitáculo une materiais premium em um acabamento primoroso, proporcionando pura satisfação a cada centímetro do interior do Hyundai All NewAzera. O painel interno foi totalmente redesenhado com uma ergonomia otimizada proporcionando amplo conforto e conveniência. O aspecto cleangarante ao espaço um layout elegante, mantendo controles agrupados horizontalmente para uso conveniente e intuitivo.

O conforto e praticidade também estão presentes no completo volante multifuncional com controles de áudio, bluetooth e piloto automático; além de itens como: botão Start/Stop; ar-condicionado Dual Zone; teto solar panorâmico, além do revestimento em couro do volante e da manopla de câmbio.

O Hyundai All New Azera será comercializado em uma única, exclusiva e completa versão de acabamento (Exclusive), que conta, de série, com nova e intuitiva Central de Entretenimento de 8 polegadas, posicionada na linha superior do painel, acima dos demais controles e ao lado do painel de instrumentos (Painel SuperVision LED 4,2”), facilitando a visibilidade por parte do motorista. A tela suporta conectividade de dispositivos móveis para Android Auto e Apple CarPlay, permitindo uma operação segura de telefones celulares. A conectividade avançada também inclui o carregamento de celulares sem fio (Wireless Charger).

O modelo conta ainda com abertura do porta-malas por sensor de presença; airbags para motorista e passageiro dianteiro; airbag de joelho para o motorista; airbags de cortina; ar-condicionado Dual Zone; bancos dianteiros e traseiro com aquecimento; bancos dianteiros com ajuste elétrico, refrigeração, regulagem lombar elétrica e memória; botão Start/Stop; sensor de estacionamento dianteiro e traseiro ; carregador de celular wireless; controle eletrônico de estabilidade e tração; cortina retrátil elétrica no vidro traseiro e cortinas retráteis manuais nos vidros laterais; destravamento das portas por sensor de aproximação (Keyless Entry); espelhos retrovisores externos com antiembaçante e rebatíveis eletronicamente; revestimento dos bancos em couro; seletor de modo de condução; sistemas de monitoramento de ponto cego; sistema de som premium(INFINITY); teto solar panorâmico; volante com regulagem manual de altura / profundidade e controles de áudio, bluetooth e piloto automático com revestimento em couro, além de Auto Cruise Control com sensor ativo de distância (Smart Cruise Control), acabamento em camurça (Suede) no teto, colunas e para-sol.

Segurança
O Hyundai All New Azera oferece o Blind Spot Detection (BSD), tecnologia em que sensores instalados nos extremos do parachoque traseiro monitoram e informam, por meio de avisos visuais no espelho retrovisor externo e sonoros, a presença de veículos ou motos em pontos cegos. 


O modelo também conta com Around View Monitor (AVM), que propicia ao condutor uma visão de quase 360 graus em torno do veículo usando um sistema multi-câmera. O AVM aumenta a confiança do condutor e permite que o mesmo possa enxergar ao redor do veículo, facilitando, principalmente, a realização de manobras de estacionamento.

O luxuoso sedan conta ainda com duas outras tecnologias: o Autonomous Emergency Braking(AEB) ou Freio Autônomo de Emergência, que aplica automaticamente os freios e alerta o condutor quando ele detecta uma colisão iminente na estrada. 


Também conta com Advanced Smart Cruise Control (ASCC). O ASCC mantém a velocidade predefinida e uma distância segura do veículo à frente, trabalhando também em conjunto com o AEB em casos de tráfego intenso.

Motor Lambda II 3.0 GDi
O Hyundai All New Azera vem equipado com o motor Lambda II 3.0l GDi V6, 24 válvulas, que conta com grandes avanços tecnológicos, como, por exemplo, a adoção da injeção direta de gasolina (GDi - Gasoline Direct Injection), que elevaram potência e torque do Hyundai All New Azera em relação ao seu antecessor. O motor do sedan de luxo da Hyundai que está chegando ao Brasil, produz 261 cv de potência a 6.400 rpm e 31 kgf.m de torque a 5.300 rpm.

Transmissão
O novo modelo vai estrear, no Brasil, uma caixa de câmbio automática de oito velocidades, com trocas mais suaves e que proporciona conforto e economia de combustível. Essa transmissão conta ainda com seletor de modo de condução, que permite ao motorista escolher entre uma condução mais eficiente, que prioriza a redução do consumo de gasolina, ou por uma mais focada na esportividade, com trocas de marchas rápidas e que aproveitem ao máximo a potência do motor 3.0 GDi.

Garantia e serviços
Assim como toda a linha de veículos Hyundai, o All New Azera está coberto pela garantia por um período de 5 anos, sem limite de quilometragem. Por um período de um ano, o motorista conta também com o serviço de assistência 24 horas da CAOA Hyundai, com cobertura em todo o território nacional.

A aposta certa de Fernando Calmon




Fernando Calmon 


Nº 1.951 — 27/6/19



A APOSTA CERTA


Na próxima semana a Fiat vai relembrar os 40 anos da homologação do primeiro carro brasileiro 100% a etanol. Em julho de 1979 o compacto 147, apresentado à então Secretaria de Tecnologia Industrial. 

Começou, então, o período superior a 10 anos de participação ativa do combustível renovável no mercado brasileiro. Hoje, o mundo está às voltas com mudanças nos meios de propulsão veicular e o vilão da vez passa a ser o CO2, um dos gases de efeito estufa.

Passadas quatro décadas, o protagonismo do etanol volta graças ao conceito chamado em inglês “from well-to- wheel” que  alguns leitores pedem para explicar melhor. Em tradução livre, “do poço-à-roda”. Significa medir emissões de CO2 desde a obtenção do combustível (em sua forma bruta), transporte e refino até a combustão nos motores e escapamento do veículo. 

É o chamado ciclo de vida fechado. O biocombustível da cana-de-açúcar consegue “capturar” de 70 a 80% do CO2 por meio da fotossíntese no processo de crescimento da planta. Alcançará até 100% de captura com etanol de segunda geração.

Esses aspectos e outros foram realçados na Ethanol Summit 2019, semana passada, a conferência bienal e internacional organizada em São Paulo pela Única (União da Indústria de Cana-de-açúcar). 

Este ano o mais importante foi assinatura, no evento, do programa Renovabio do Ministério de Minas e Energia.  Estimulará novos investimentos no setor por meio de compra de créditos de carbono para autossustentar a produção de bioetanol, biodiesel e até biometano. 

Várias propostas estão em pauta: nova especificação do etanol, preços mais competitivos e motores específicos. Em curto prazo, a mais promissora está nos veículos híbridos flex. Toyota sairá na frente, já em outubro próximo, quando lançará o Corolla nessa configuração, primeira do tipo no mundo.

Países europeus vêm forçando solução puramente elétrica em grande escala. Há razões estratégicas para isso ao depender menos do petróleo, mas esquecendo de conseguir lítio de poucas fontes para fabricar baterias. Deverão enfrentar, ainda, processos caros de geração de energia elétrica de fontes de baixa emissão de CO2.

Para ter ideia da encrenca, em 2030, um típico carro elétrico europeu poderá emitir 82 gramas de CO2/km, quando se avalia pelo critério correto “do poço-à-roda”. Exigirá grande esforço financeiro para recarregar baterias a partir de fontes “limpas” como vento, sol e termonuclear.

No mesmo ano, final da próxima década, com avanços do Rota 20030 um automóvel brasileiro híbrido a etanol que exigirá apenas uma bateria pequena, não necessariamente de íons de lítio, mais barata e fácil de reciclar, emitirá somente 14 g CO2/km. 

Um típico burocrata europeu, desses que querem impingir uma solução a qualquer custo, pode fingir que não entendeu. Ele acha que, um dia, não se sabe quando, toda a energia elétrica no continente não dependerá mais do petróleo. Não importa o custo dessa aposta e outros problemas por resolver.

O Brasil tem extensão territorial, terras férteis, água e sol em abundância como nenhum outro país. Portanto, cada um faça suas escolhas. O tempo demonstrará quem está certo.

ALTA RODA

EMBORA Renault nunca tenha confirmado oficialmente, o mercado considerava como certo a produção no Brasil do crossover-cupê Arkana em 2020. Houve estudo, de fato, mas a marca francesa desistiu. O planejamento concluiu que seria inviável, entre outros motivos pelo preço preço não competitivo. Arkana será produzido na Rússia e na Coreia do Sul.

INFORMAÇÕES mais recentes dão conta de que não foi só o governo francês a atrapalhar proposta de fusão da FCA com a Renault. No Japão a ideia também descontentou o governo, mesmo sem este ter nenhuma participação no grupo Nissan-Mitsubishi. FCA anteriormente havia conversado com a Ford, sem sucesso, como acaba de admitir o chefão Bill Ford.

PEUGEOT 2008 recebeu leve atualização frontal, ganhou 1 grau no ângulo de entrada (passou a 23°) e acabamento interno melhorado. Com motor 1,6 de aspiração natural e câmbio automático de seis marchas, tem desempenho e consumo apenas regulares. Ótimos o teto solar panorâmico e o volante ovalado de diâmetro reduzido que permite visualizar melhor os instrumentos.

ASSOCIAÇÃO Brasileira de Bebidas (Abrabe) se encarregou de lembrar que no último dia 19 a chamada Lei Seca completou 11 anos e ajudou a reduzir em 14% o número de mortes no trânsito. O percentual pode parecer baixo, mas segundo dados do Sindipeças a frota de veículos leves e pesados (sem incluir motos) cresceu no período quase 60%. Resultado muito bom.

SEGURADORA Zurich anunciou semana passada produtos específicos para veículos híbridos e elétricos, incluindo opção de cobertura de cabos de carregamento e oficinas especializadas. Esta semana Itaú Unibanco lançará financiamento a juros reduzidos para essa categoria. Operações do tipo começaram com Jaguar i-Pace e agora para todas as outras marcas nesses nichos.
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fernando@calmon.jor.br e www.facebook.com/fernando.calmon2

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