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quarta-feira, 18 de maio de 2022

Preços de motos mantêm tendência de alta em abril. Motocicletas usadas lideraram cenário de alta, com variação média de 1,38%

 


São Paulo, maio de 2022 – Seguindo a tendência dos meses de janeiro, fevereiro e março, os preços das motocicletas se mantiveram em alta em abril, segundo o Monitor de Variação de Preços da KBB Brasil. 


Ainda de acordo com o levantamento da única empresa especializada em pesquisa de preços de veículos novos e usados, em abril, as motos 0km tiveram 0,51% de aumento médio, enquanto as seminovas (até 3 anos de uso) valorizaram 1,15%. 


Já motocicletas as usadas registraram alta de 1,38%, em média. O aumento médio mensal de 2021 se manteve em 1,02% para 0km, 1,41% para seminovas e 2,32% para usadas.

 

No caso das motos 0km, o MVP observou que tanto os modelos 2023 mantiveram a alta no preço de 0,69% apontado no relatório de março, enquanto as motocicletas MY 2022 registraram uma valorização de 0,66%. Já os modelos MY 2021 registraram em abril um aumento médio de preços inferior ao do mês anterior: 0,27% ante 0,77% apontado em março.

 

Na avaliação por categoria, as motos 0km do segmento de Esportivas tiveram a maior valorização em abril (3,55%), seguidas pelas Scooters (1,94%) e Ciclomotores (1,21%). Os modelos Street, em contrapartida, desvalorizaram -0,21%.


Variação de preço de motos 0 km em abril de 2022

Ano modelo

Março (2022)

Abril (2022)

Média mensal (2021)

Média

0,91%

0,51%

1,02%

2023

0,69%

0,69%

0,00%

2022

1,01%

0,66%

0,86%

2021

0,77%

0,27%

1,07%

 

Entre os modelos seminovos, as Scooters registraram a maior variação em abril (2,34%). Já entre as usadas, os Ciclomotores tiveram uma valorização de 4,93%.


Variação de preço de motos seminovas (até 3 anos de uso) em abril de 2022

Ano modelo

Fevereiro (2022)

Março (2022)

Média mensal (2021)

Média

0,94%

1,15%

1,41%

2023

0,74%

0,77%

0,00%

2022

1,10%

1,28%

0,86%

2021

0,87%

0,94%

1,07%

2020

0,83%

1,09%

1,00%

2019

1,03%

1,35%

1,73%

 

As marcas que mais valorizaram em abril entre as motos 0km foram a Dafra (2,09%), Haojue Lindy (2,08%), Sousa Motos (1,28%) e Avelloz (1,21%).

 

No caso das motos usadas, entre 4 e 10 anos de uso, o aumento de preços de abril ficou acima ao de março (1,38% contra 1,20%, respectivamente). As marcas darfra (4,26%), Shineray (4,16%) e Haojue Lindy (3,44%) registraram as altas mais expressivas.


Variação de preço de motos usadas (entre 4 e 10 anos de uso) em abril de 2022

Ano modelo

Março (2022)

Abril (2022)

Média mensal (2021)

Média

1,20%

1,38%

2,32%

2018

0,94%

1,28%

2,19%

2017

0,99%

1,37%

2,24%

2016

1,14%

1,38%

2,60%

2015

1,21%

1,46%

2,66%

2014

1,43%

1,12%

2,00%

2013

2,23%

1,53%

1,83%

2012

3,02%

2,12%

1,53%

 

O MVP de fevereiro da KBB Brasil analisou 6.142 versões disponíveis no mercado para fazer o levantamento. A KBB Brasil utiliza tecnologias de análise de dados e Big Data para produzir os levantamentos de precificação de motos novas e usadas. 


O processamento é realizado por um complexo algoritmo alimentado semanalmente por uma base com mais de 800 mil informações de preços de diferentes fontes do mercado. 


Além disso, todos os dados são avaliados diariamente por uma análise rígida de uma equipe de especialistas para garantir a validação dos preços publicados no site de acordo com a realidade brasileira. 


A empresa atua com o propósito de conscientizar os consumidores na compra e venda de carros a partir da determinação de preços justos. Todos os preços da KBB Brasil são públicos e podem ser consultados gratuitamente no site kbb.com.br.

Sem estresse: as tecnologias que tornam ainda mais fácil manobrar a Nova Nissan Frontier e reduzem o risco de colisões Novos sistemas fazem parte do Nissan Intelligent Safety Shield, escudo de segurança que ajuda a proteger motorista e passageiros de riscos potenciais

 ASSISTA O VÍDEO E INSCREVA-SE NO CANAL

https://youtu.be/JMB7-QIrjto


Rio de Janeiro Além de monitorar e atuar para reduzir riscos de colisões frontais e nos pontos cegos e ajudar a manter a Nova Nissan Frontier em sua rota na pista, o escudo de proteção Nissan Intelligent Safety Shield vai além. Ele conta com tecnologias que fazem com que saída de ré de vagas de estacionamento ou em manobras nessas situações sejam muito mais seguras com a picape da marca japonesa.


Para isso, a recém-lançada Nova Nissan Frontier é equipada com a Visão 360º Inteligente, o sistema de Detecção de Objetos em Movimento (AVM + MOD) e o Alerta de Tráfego Cruzado Traseiro (RCTA), que trabalham integrados.



Quatro câmeras (embaixo dos dois retrovisores externos, tampa traseira e grade dianteira) ajudam os motoristas a perceber pessoas, objetos e carros ao redor e se aproximando do veículo. O sistema também conta com o monitor off-road, que é projetado para permitir visibilidade total dos obstáculos no entorno, em baixas velocidades, quando a tração nas quatro rodas está acionada.

Já o Alerta de Tráfego Cruzado Traseiro (RCTA) reduz o estresse da visibilidade limitada ao sair de uma vaga de estacionamento. A função monitora a traseira do veículo e avisa o motorista se outro veículo ou objeto estiver se aproximando de um dos lados, emitindo alertas sonoro e visual.

E tem mais. Para a condução noturna, a Nova Nissan Frontier é equipada com o Assistente de Altura e Intensidade dos Faróis (HBA). Ele entra em funcionamento quando o motorista estiver dirigindo à noite, em velocidades acima de 30 km/h. A câmera do para-brisa monitora a incidência de luz no sentido contrário e, ao identificar um outro veículo se aproximando, irá momentaneamente desligar o farol alto, mantendo só o baixo, religando imediatamente após cruzar pelo veículo.

Todos esses equipamentos são parte do Nissan Intelligent Safety Shield, escudo de segurança que ajuda a proteger o motorista e os passageiros de riscos potenciais e proporciona mais tranquilidade.

Confira nos vídeos (disponíveis em versões com e sem legendas) como atuam os quatro sistemas, que dão mais tranquilidade e trazem segurança aos ocupantes da Nova Nissan Frontier.




Nova Nissan Frontier

A Nova Nissan Frontier tem design diferenciado, equipamentos de segurança e conforto inovadores no segmento e três novas versões. O veículo foi desenvolvido baseado em três pilares: design, tecnologia e robustez. Entre os muitos destaques está a diferenciada versão PRO-4X, projetada para superar os desafios mais radicais. Com muitas novidades, a linha do utilitário conta com seis versões que oferecem opções voltadas para um grupo ainda maior de consumidores: dos que buscam aventura, passando pelos que privilegiam o conforto e, claro, os que querem um veículo focado no trabalho. Os preços começam em R$ 230.190.


Amortecedores Cofap possuem praticamente 100% de cobertura dos caminhões Volkswagen Delivery.



Os amortecedores Cofap possuem praticamente 100% de cobertura de uma das mais populares linhas de caminhões do Brasil, os Volkswagen Delivery. A participação desse modelo é significativa no segmento de caminhões da montadora, correspondendo a 30% da frota da marca. Com 24 códigos ativos para o VW Delivery, os amortecedores Cofap são reconhecidos no mercado por sua qualidade e desempenho. Ao todo, são mais de 450 códigos de aplicações disponíveis para linha pesada, incluindo VUCs, que cobrem 97% da frota circulante no País.

Comprometida em disponibilizar ao mercado de reposição nacional a maior gama de produtos do mercado, a Cofap está sempre investindo no lançamento de novos códigos, seja no mercado de pesados, automóveis de passeio ou de duas rodas. Dessa forma, entrega ao consumidor da reparação produtos com a mesma característica das peças originais, garantindo conforto e segurança para os veículos em circulação nas ruas, avenidas e estradas brasileiras.

Importância da revisão

Para manter e/ou elevar o nível de atendimento e garantir que os VUCs circulem com segurança e não sofram contratempos que limitem suas atividades, é muito importante que passem por revisões preventivas e periódicas. A manutenção preventiva também reduz riscos de acidentes e melhora o desempenho, além de evitar despesas maiores no futuro, já que uma peça desgastada pode comprometer o funcionamento de outros componentes da suspensão. Manter o veículo em boas condições também proporciona economia de combustível.

O amortecedor é o principal componente do sistema de suspensão do veículo, pois garante que os pneus estejam sempre em contato com o solo, mantendo as condições ideais para a dirigibilidade. Por ser o mais importante item do sistema de suspensão, requer revisão periódica, considerando que nem sempre os problemas causados pelos desgastes podem ser percebidos pelo motorista. No caso dos veículos pesados como caminhões e ônibus, em que a rodagem é ainda mais acentuada, a checagem dos amortecedores precisa ser priorizada.

Isso porque os componentes internos do amortecedor podem apresentar problemas como desgaste do tubo de pressão, do pistão e fadiga das molas e das válvulas. Eventuais avarias nesses componentes internos não podem ser detectadas em exame visual, mas durante a revisão podem ser detectadas por profissionais qualificados.


A Cofap também alerta para casos de danos na estrutura dos tubos, empenamento das hastes ou vazamento de óleo, que, diferentemente das irregularidades já citadas, podem ser identificadas visualmente. Em todas estas situações, a recomendação é fazer a troca imediata do amortecedor, independente da quilometragem, e é fundamental optar por componentes de qualidade.

Caso seja necessária a substituição dos amortecedores, é fundamental optar por produtos de procedência como os da Cofap. Os amortecedores da marca possuem certificação Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial), que garante a qualidade e a confiabilidade das peças. Produzidos há cerca de 70 anos para a indústria automobilística brasileira, a marca fornece componentes para a maioria das montadoras para veículos leves, comerciais leves e pesados.

Volvo abre fábrica de baterias para caminhões elétricos na Bélgica


A Volvo Trucks está abrindo sua primeira fábrica para montagem de baterias. Localizada em Ghent, Bélgica, a planta produzirá as unidades de energia para os caminhões elétricos pesados da marca.

“Este investimento mostra nosso forte compromisso com a eletrificação do transporte. Até 2030, pelo menos 50% de todos os caminhões que vendemos globalmente serão elétricos e, em 2040, seremos uma empresa neutra em carbono", diz Roger Alm, presidente da Volvo Trucks.

Na nova fábrica, as células e módulos da Samsung SDI serão montados em baterias feitas sob medida para a linha elétrica pesada da Volvo Trucks, modelos Volvo FH, Volvo FM e Volvo FMX.  A produção em série começa no terceiro trimestre deste ano.


Prazos de entrega mais curtos e maior circularidade

Cada bateria tem capacidade de 90 kWh e o transportador pode por ter até seis baterias (540 kWh) em um caminhão. O número de baterias depende da necessidade de autonomia específica de cada operação e demandas de carga.

“Ao integrar o processo de montagem da bateria em nosso fluxo de produção podemos encurtar o tempo de entrega para nossos clientes e garantir baterias de alto desempenho, ao mesmo tempo em que aumentamos a circularidade", afirma Roger Alm.

As baterias da Volvo Trucks são projetadas para que possam ser remanufaturadas e reutilizadas. A própria fábrica é alimentada por energia 100% renovável.


Soluções elétricas para a maioria das necessidades de transporte

Com produção de novos modelos 100% elétricos a partir deste ano na Europa, a Volvo Trucks passa a oferecer seis modelos de caminhões elétricos em todo o mundo, cobrindo desde as operações de distribuição urbana e recolhimento de resíduos até o transporte regional e obras de construção civil.

“Iniciamos a produção em série de caminhões elétricos já em 2019 e estamos liderando o mercado tanto na Europa quanto na América do Norte. Com o rápido desenvolvimento de redes de recarga e melhorias na tecnologia de baterias, estou convencido de que veremos uma rápida transformação de toda a indústria de caminhões em um futuro muito próximo", finaliza Roger Alm.

Assinatura ou financiamento? Confira quatro dicas para escolher a melhor forma de ter um carro

 


Escolher um carro não é uma tarefa simples. Além de diversas especificações e modelos, ainda é necessário entender o que cabe no orçamento e qual é a melhor opção financeira para se ter o veículo, seja financiamento ou assinatura, antes de fechar o acordo e levá-lo para a garagem. Para auxiliar nessa decisão, a Porto lançou nesta terça-feira (17) um simulador que compara essas duas modalidades de contratação, considerando as principais despesas envolvidas em cada uma delas. O superintendente do Carro Fácil David Pereira também selecionou quatro dicas que podem auxiliar na escolha do modelo ideal.

“O carro deixou há muito tempo de ser apenas um item de conforto. Ele se tornou uma ferramenta essencial para que as pessoas consigam cumprir todas as suas tarefas”, explica David. Ele ainda conta que, com a realidade da compra e financiamento, a assinatura vem se tornando um excelente caminho e o novo simulador da companhia pode auxiliar nas contas.

Através dele, é possível analisar os valores atrelados ao financiamento de um carro, e compará-los com os custos do carro por assinatura. A ferramenta está disponível no site.

Confira as dicas:


1. Leve em conta sua necessidade e rotina

Listar as características dos carros, se empolgar com os detalhes de seu design e as funções tecnológicas extras e analisar o orçamento ainda não é o bastante para escolher o veículo ideal. Segundo David, é necessário que tenha em mente uma questão essencial: o que eu realmente preciso em um carro para atender a minha rotina?

“Refletir sobre o próprio estilo de vida, número de pessoas na família, se mora na cidade ou no interior e qual seria a principal função do veículo, como ir ao trabalho ou viajar, podem ser fatores que direcionam a decisão para modelos específicos”, explica o executivo.

 

2. Faça um Test Drive

Tão importante quanto pesquisar e se planejar é testar aquele produto que está adquirindo. Por isso é importante fazer o teste antes de tomar qualquer decisão. Para facilitar a avaliação, faça um checklist com os modelos, colocando aquilo que julga importante, e atribua notas. No final, a quantidade de pontos pode determinar a melhor opção de compra.

“De nada adianta encontrar o modelo perfeito na teoria, mas não ser um carro realmente adequado para a sua rotina e que ofereça segurança, economia, conforto e boa dirigibilidade. O test drive é capaz de sanar todas essas dúvidas e tornar a escolha mais segura, com menos chances de arrependimento”, explica David.
 

3. Examine o seu orçamento

Supondo que você já tenha ideia de qual modelo combina mais com o seu perfil, e de que você já esteja entrando na fase de compra, é essencial saber se esse carro realmente cabe no seu orçamento. Tenha em mente que, junto do carro próprio, vem uma série de taxas, como impostos, seguros e manutenção.

“Analisar a forma de pagamento é tão importante quanto pensar no veículo. Pensar em longo prazo, sem esquecer dos custos extras e da depreciação do carro, além das parcelas e valor de entrada. Tudo isso é fundamental para que as coisas não fujam do controle”, acrescenta.
 

4. Analise as formas de pagamento

Seja um carro zero quilômetro, um seminovo ou um usado, adquirir um novo automóvel não significa só escolher um modelo. É necessário optar pela forma de pagamento. David explica que quem não consegue comprar um carro à vista precisa escolher entre o financiamento ou o leasing, mas podem se surpreender com o valor final por conta dos juros.


“Uma boa alternativa pode ser a assinatura. Esse modelo de negócio vem crescendo a cada ano e se tornando uma das opções mais inteligentes para ter um carro novo à disposição, facilitando a troca após um ou dois anos por um modelo mais recente”, aponta David. Ele acrescenta, ainda, que os planos de um carro por assinatura incluem alguns custos que a pessoa teria que pagar caso comprasse um carro, tais como IPVA, documentação, seguro, manutenção e serviços de guincho.


No Carro Fácil da Porto, o pagamento da assinatura é realizado em parcelas fixas, e os clientes têm benefícios como Tag Porto ConectCar, assistência 24h, serviço Leva e Traz e seguro residencial. Vale ressaltar que, o valor da assinatura pode variar de acordo com a duração do contrato e a quilometragem. Por isso, é importante estudar os hábitos do dia a dia antes de fazer a cotação de um carro por assinatura.


Mais informações sobre o Carro Fácil da Porto e do novo simulador de compra estão disponíveis no site.

Gramado Film Commission é lançada oficialmente durante o Connection



Entre os momentos históricos da quinta edição do Connection, evento internacional que aconteceu na última semana em Gramado, esteve o lançamento oficial da Gramado Film Commission. A organização foi nomeada e terá como objetivo atrair mais produções e oferecer um ambiente mais favorável ao desenvolvimento do setor audiovisual, fortalecendo Gramado como um destino de produções e de turismo cinematográfico.

Gramado tem sido sede de produções audiovisuais há algum tempo, além de ser famosa por seu prestigiado Festival de Cinema, que completa 50 anos em 2022. Agora, com a criação da Gramado Film Commission o município está indo além e dá um importante passo para se tornar um polo audiovisual.

A assinatura simbólica da criação aconteceu no palco do Palácio dos Festivais, sendo realizada pelo secretário de Cultura de Gramado, Ricardo Bertolucci Reginato, e pelo diretor do Instituto Estadual do Cinema (IECINE) - ligado à Secretaria de Cultura do RS, Zeca Brito. No ato também estiveram os CEOs do Connection, Marta Rossi e Eduardo Zorzanello.

"É uma grande honra fazermos esse lançamento após muita discussão em cima do tema. Alguns municípios já possuem a sua Film Commission e Gramado está começando este processo para captar, organizar, atrair e fomentar o mercado do audiovisual que, por sua consequência, pode desenvolver ainda mais o nosso turismo", destacou Reginato, que conduziu os trabalhos de criação da organização representando o município.

Crédito Fotos: Rafael Cavalli

Fiscalização com radar móvel despenca desde 2019. Em 2021 foram feitas 19.885 horas de fiscalização, contra as 41.610 registradas em 2019, uma queda de 52%




Apesar de o excesso de velocidade estar entre as principais causas de acidentes nas rodovias federais brasileiras, a fiscalização com radares móveis caiu pela metade no ano passado, na comparação com 2019, ano em que o governo federal determinou a suspensão das fiscalizações com estes equipamentos nas rodovias federais de todo Brasil.

Segundo dados disponibilizados pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), em 2019 foram registradas 41.610 horas de fiscalização. Apesar de a Justiça determinar o retorno das fiscalizações, em 2020 os equipamentos funcionaram por 15.250 horas e, em 2021, por 19.885 horas.

Para fiscalizar os 75,8 mil km de malha rodoviária federal, a PRF possui hoje 242 radares portáteis e 115 radares fixos em funcionamento. Os equipamentos móveis podem ser usados em 1.050 trechos, considerados críticos em estudos técnicos e análise de dados feitos pela instituição. Embora não haja um número mínimo de radares por trecho de rodovia, já se provou à exaustão que estes equipamentos salvam vidas.


O excesso de velocidade causa acidentes de trânsito mais graves e letais. “Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), um aumento de 20% na velocidade média do veículo amplia em 30% as colisões fatais. O controle da velocidade de tráfego por meio de radares é uma ação que reduz o número de sinistros de trânsito e também a gravidade e letalidade de ferimentos decorrentes desses eventos evitáveis”, afirma o diretor científico da Associação Mineira de Medicina do Tráfego (Ammetra), Alysson Coimbra.

Suspensão e retorno

Em agosto de 2019 o governo federal suspendeu o uso de todos radares móveis nas fiscalizações nas rodovias federais. Após ação do Ministério Público Federal (MPF). Os radares móveis só voltaram a ação em dezembro, depois que a Justiça determinou a retomada das fiscalizações. No entanto, desde então, o tempo de fiscalização caiu drasticamente.

Causas definidas
No ano passado, segundo dados da PRF, 6.742 acidentes foram causados por motoristas que dirigiam em velocidade incompatível com a estabelecida na rodovia. A principal causa de sinistros foi a reação tardia ou ineficiente do condutor, com 6.902 ocorrências. “Quando se dirige a uma velocidade incompatível, o motorista tem um tempo de reação menor ou, pior ainda, pode sofrer um sinistro mais grave ao tentar escapar de uma situação de risco, como um obstáculo súbito, por exemplo. Os limites de velocidade em uma rua, avenida ou estrada são estabelecidos com critérios técnicos que levam em consideração o traçado, fluxo e conservação da via, e os índices de acidentalidade na área. A revisão periódica das estatísticas do trânsito é o mais valioso instrumento para o ajuste dessas intervenções que reduzem a insegurança viária”, completa o especialista.

Recomendação da ONU
Coimbra cita que os países mais desenvolvidos do mundo caminham no sentido oposto: reforçam a fiscalização e trabalham para reduzir os limites de velocidade nas ruas e avenidas. Esta é, inclusive, uma das recomendações da Conferência Global da ONU sobre Segurança no Trânsito para a redução das mortes. “Aqui no Brasil, pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) comprovaram, em 2019, que a quantidade de sinistros é baixa em um raio de até 50 metros perto de um radar. Quando a distância do equipamento é ampliada, aumenta também a quantidade de acidentes. A ciência nos mostra o caminho: precisamos ampliar a fiscalização com radares fixos e móveis para coibir o excesso de velocidade e reduzir as mortes no trânsito brasileiro”, enfatiza o diretor científico da Ammetra.


Estudos científicos
O que não faltam são estudos para comprovar a necessidade e a importância de reduzir e monitorar a velocidade nas ruas e rodovias. Segundo a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), a chance de um pedestre morrer é de 10% se o veículo estiver transitando em até 30 km\h. Se a velocidade for ampliada para 50 km\h, a probabilidade passa dos 80%.

O estudo The handbook of road safety measures, do pesquisador norueguês Rune Elvik, mostrou que a presença dos radares reduziu pela metade o número de acidentes e até 20% o número de mortes. “Mais que reduzir imediatamente o número dos sinistros de trânsito decorrentes do excesso de velocidade, estudos internacionais, como o feito pela Insurance Institute for Highway Safety (IIHS), mostraram que a instalação de radares mudou o comportamento dos motoristas em longo prazo. Enquanto ainda perdermos tempo acreditando que os radares existam para alimentar uma 'indústria da multa', permitiremos que os infratores sigam se beneficiando dessa falácia e colocando em risco a nossa integridade física e a daqueles que amamos”, finaliza Coimbra.

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