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quarta-feira, 22 de outubro de 2025

COLUNA MECÂNICA ONLINE®

 

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Tarcisio Dias


22 | OUTUBRO | 2025



Brasil na rota da tecnologia


Tecnologia de ponta redefine a logística com IA da Volvo e o premium com a eletrificação da BMW. No mercado de volume, o novo Honda WR-V chega apostando em espaço, segurança de série e uma garantia de 6 anos para abalar a concorrência dos SUVs compactos, enquanto a Geely acirra a guerra dos elétricos de entrada.

Tecnologia de ponta redefine a logística com IA da Volvo e o premium com a eletrificação da BMW. No mercado de volume, o novo Honda WR-V chega apostando em espaço, segurança de série e uma garantia de 6 anos para abalar a concorrência dos SUVs compactos, enquanto a Geely acirra a guerra dos elétricos de entrada.

Prezados amigos da coluna Mecânica Online, tudo bem? Os últimos dez dias no setor automotivo brasileiro foram um verdadeiro showcase de tecnologias que, para além do brilho do lançamento, sinalizam as rotas estratégicas e o futuro do mercado nacional.

Observamos um movimento de pinça: a eletrificação se consolidando no segmento premium e a Inteligência Artificial (IA) se tornando o novo campo de batalha na eficiência do transporte de cargas, sem esquecer a ofensiva nos SUVs compactos, liderada agora pelo renovado Honda WR-V.

No peso pesado, a Volvo Caminhões deu um lance altíssimo com a introdução do I-Torque na linha FH 2026. Não se trata de apenas mais um motor potente; é a Inteligência Artificial assumindo o volante da eficiência.

O I-Torque eleva a gestão do torque ao nível de um "motorista virtual" especialista, lendo topografia e carga para garantir força máxima em subidas, ao mesmo tempo que reduz o consumo em até 3%.

Em um país continental como o Brasil, onde o custo do diesel dita o preço de tudo, essa economia percentual é um diferencial competitivo brutal. Enquanto concorrentes como a Scania ou a DAF investem em suas próprias soluções de eficiência e conectividade, a Volvo com o I-Torque e o aprimoramento do I-See avança na integração full-time da IA, dificultando a vida de quem tenta desbancar o FH da liderança de sete anos no segmento. A Volvo não está só vendendo caminhões, está vendendo redução de TCO (Custo Total de Propriedade).

Paralelamente, a sustentabilidade ganhou uma solução pragmática e Made in Brazil com a parceria Tupy/MWM e PepsiCo. A conversão de caminhões a diesel para biometano é a antítese do luxo elétrico, mas é o que o Brasil precisa agora.

É a economia circular aplicada ao transporte. O mercado de caminhões 100% a gás, como os oferecidos pela Scania, é excelente, mas exige um alto investimento inicial.

A solução da MWM, o retrofit, é um atalho de menor custo para a descarbonização. Ela permite às transportadoras reduzirem suas emissões em até 95% (com biometano) e cortarem o custo operacional, prolongando a vida útil de ativos já depreciados.

É uma estratégia de ESG com retorno financeiro imediato, algo que as grandes frotistas estão exigindo.

Passando para a pista, o BMW Group Brasil celebrou três décadas de sucesso com a maturidade de sua estratégia: a abertura tecnológica. Enquanto rivais como a Mercedes-Benz ou a Audi também aceleram na eletrificação, a BMW se diferencia por não colocar todos os ovos na mesma cesta.

Eles não só foram pioneiros na eletrificação com o i3 em 2014, como agora produzem o BMW X5 PHEV (híbrido plug-in) localmente em Araquari.

Este marco, premiado como "Inovação do Ano", é uma resposta direta às incertezas da infraestrutura brasileira.

O PHEV é o ponto de equilíbrio, oferecendo a experiência elétrica com a segurança do motor a combustão. A produção local consolida o Brasil como um hub estratégico de engenharia, conferindo à marca uma vantagem logística e de custos sobre importadores puros.

Complementando o cenário premium, o Audi driving experience prova que o diferencial não está apenas no produto, mas na experiência. Cobrar R$ 6.490,00 para um dia de imersão com os 13 lançamentos (incluindo o recordista RS Q8 e a linha e-tron) é um custo de aquisição de cliente que se reverte em fidelização e brand awareness. É um movimento crucial para a Audi em um mercado onde a BMW é líder de vendas e a Mercedes-Benz tem forte presença.


O Honda WR-V 2026 é a novidade que agita o segmento mais disputado do mercado: o de SUVs compactos.

Com preço a partir de R$ 144.900 na versão EX, o WR-V volta ao Brasil totalmente renovado e maior, assumindo-se como um SUV de verdade, e não mais um derivado do Fit.

Sua estratégia é clara: ser mais barato que o HR-V, mas oferecer mais espaço interno e um porta-malas de 458 litros, um dos maiores da categoria.

A Honda aposta na confiabilidade de seu motor 1.5 DI i-VTEC Flex de 126 cv e na transmissão CVT, além de um pacote completo de segurança com o Honda Sensing de série nas duas versões, o que o coloca em vantagem tecnológica de segurança ativa sobre rivais diretos como VW Nivus (que cobra mais pelos itens) e Fiat Pulse.

O WR-V compete diretamente com modelos de entrada como VW T-Cross, Nissan Kicks e Renault Kardian, tendo como principal trunfo a garantia de 6 anos de fábrica.

Finalmente, a chegada do Geely EX2, o carro mais vendido da China em 2025, aponta para a inevitável democratização da eletrificação.


A Geely entra no segmento de elétricos de entrada com a arma da economia de escala chinesa, prometendo um carro acessível focado na Economia Inteligente e recarga rápida, colocando pressão em todas as marcas que atuam no Brasil e forçando uma reavaliação de preços e tecnologias.

Citroën revela monoposto que levará suas cores no Campeonato Mundial ABB FIA de Fórmula E. A equipe participará dos testes oficiais a partir de 27 de outubro, em Valência, e estreia dia 6 de dezembro no primeiro e-Prix em São Paulo

 


Poissy,  outubro de 2025 – “Estamos muito orgulhosos em estar oficialmente no Campeonato Mundial ABB FIA de Fórmula E. Trazemos a mesma cultura vencedora que permitiu à Citroën ter sucesso sempre que entrou em um novo campeonato, como o Rally Raid, o WRC e o WTCC. O automobilismo é um área que moldou a história e o legado da Citroën por mais de 60 anos. É o coração pulsante da paixão automotiva. Ao ingressar em uma competição 100% elétrica, responsável e comprometida, estamos compartilhando valores fortes e voltados para o futuro. Uma aventura elétrica, inovadora e apaixonante que molda a nossa visão para a mobilidade do futuro. É um formato de competição no coração das cidades, que nos permite chegar a um público jovem e conectado. Oferece uma fonte extraordinária de inspiração tecnológica e uma vitrine internacional para a marca. Por fim, este monoposto chega com uma pintura tricolor, refletindo o nosso orgulho em representar a expertise francesa nas pistas de corrida”, Xavier Chardon, CEO da Citroën.

01. EXPERTISE A SERVIÇO DA PERFOMANCE

Um Citroën carregada de watts

O monoposto GEN3 Evo é uma síntese de potência e eficiência. Mais rápido, mais leve e mais eficiente do que nunca, este carro encarna a visão do automobilismo sustentável: um laboratório de desempenho onde cada quilowatt conta. O seu chassis é ultraleve e rígido. Desenvolvido com base no chassis Spark Racing Technology GEN3, o monoposto possui uma estrutura monocoque de fibra de carbono que atende os mais elevados requisitos de segurança da FIA. Com um peso mínimo de 859kg, incluindo o piloto, ganha em agilidade e eficiência energética, oferecendo uma dinâmica próxima a dos monopostos com motor de combustão, mantendo-se totalmente elétrico. A aceleração é de tirar o fôlego. Sob sua carroceria aerodinâmica, o carro esconde um trem de força elétrico que entrega até 350 kW (aproximadamente 470 cv), permitindo uma aceleração espetacular: de 0 a 100 km/h em apenas 1,86 segundos. A velocidade máxima gira em torno de 320 km/h, tornando o GEN3 Evo o monoposto elétrico mais rápido a competir no campeonato da FIA.

Uma grande inovação da geração GEN3 é a presença de dois motores elétricos para recuperação de energia recorde. Em situações normais, o motor traseiro fornece propulsão, enquanto o motor dianteiro é dedicado à regeneração de energia. No modo de “Attack”, os dois motores trabalham juntos para transformar o carro num veículo com tração nas quatro rodas. Combinados, podem recuperar até 600 kW de energia durante a frenagem, permitindo reutilizar 50% da energia consumida durante um e-Prix. A energia é armazenada numa bateria de aproximadamente 47 kWh, desenvolvida para oferecer potência instantânea, estabilidade térmica e durabilidade.

Um monoposto desenvolvido no coração da Stellantis Motorsport


O monoposto é desenvolvido diretamente no coração da Stellantis Motorsport, em Satory, sob a direção de Jean Marc Finot. O carro se beneficia de quase 11 anos de experiência no campeonato da Fórmula E, com uma expertise única no design, operação e otimização de monopostos 100% elétricos de alto nível. Uma equipe dedicada aplica todo o seu rigor, paixão e conhecimento em corridas no programa de Fórmula E da Citroën.

Essa expertise, acumulada ao longo de várias temporadas, permite à Stellantis Motorsport dominar o equilíbrio entre potência, eficiência e confiabilidade — três parâmetros essenciais na Fórmula E, onde cada ponto percentual de eficiência energética se traduz em vantagem competitiva. Além do chassi e da carroceria, sua competência abrange todo o trem de força: motores elétricos de alto desempenho (até 350 kW em modo de corrida), inversores e softwares de controle desenvolvidos internamente, sistemas de regeneração de energia com dois motores (dianteiro e traseiro), além de gerenciamento térmico e energético avançado — elementos centrais para o desempenho em pista.

As lições aprendidas na Fórmula E alimentam diretamente os projetos de mobilidade elétrica de produção: otimização de sistemas de gerenciamento de baterias, eficiência de inversores, recuperação de energia de frenagem e estratégias de software de controle de motor.

"Fazemos muito mais do que projetar um monoposto: estamos reacendendo a paixão da Citroën em um dos campeonatos mais visionários do mundo. Com quase 11 anos de experiência na Fórmula E, dezenas de engenheiros e técnicos colocam diariamenteseu rigor, expertise em corridas e entusiasmo a serviço da Marca. Essa experiência, adquirida ao longo das temporadas, agora nos permite dominar o equilíbrio essencial entre gestão de potência, eficiência de ponta e confiabilidade, que continua sendo uma base indispensável.", Jean Marc Finot, Diretor da Stellantis Motorsport.

Pintura tricolor que eletrifica o design

À primeira vista, a nova pintura da Citroën para a Fórmula E já define o tom: ousadia, energia e afirmação de identidade. Desenvolvida pelo Centro de Design da Citroën, ela apresenta um degradê de cores que se estende como uma aceleração. Os segmentos seguem o ângulo dos chevrons, como uma sequência de movimentos. O efeito geral é poderoso e altamente gráfico.

Um vermelho vibrante incendeia a dianteira do monoposto — uma cor que exala paixão, esportividade e herança da Citroën. Essa é a cor assinatura da Citroën, aquela que faz seu coração bater, simbolizando uma marca que nunca deixou de emocionar nas ruas e nas pistas. Em seguida, o olhar percorre a carroceria, guiado por um degradê milimetricamente preciso, trabalhado com a precisão de um ourives. O vermelho se estende e se dissipa em um movimento técnico. O gesto é limpo, controlado e contemporâneo: onde o desempenho encontra elegância.

O branco imaculado e o azul elétrico assumem o protagonismo, criando uma composição tricolor que a Citroën exibe com orgulho no coração do campeonato de Fórmula E. Três cores, três promessas: paixão, tecnologia, orgulho. Uma clara homenagem à França, ao seu savoir-faire e ao seu espírito de inovação. Esta pintura, ao mesmo tempo ousada e refinada, carrega as cores de um país, o orgulho de uma fabricante e a elegância de uma visão.

Pilotos excepcionais e um Chefe de equipe experiente

Dois pilotos talentosos, com ampla experiência na Fórmula E, irão representar a marca na entrada no Campeonato Mundial ABB FIA de Fórmula E.

Jean-Éric Vergne, piloto francês de 35 anos, consolidou-se como uma referência no automobilismo. Ganhou destaque na Fórmula E, tornando-se o primeiro piloto a conquistar dois títulos consecutivos. Sua versatilidade também se estende às corridas de endurance, acumulando experiência e resultados em todas as categorias de circuitos.

Resumo da carreira:

  • Campeão da Fórmula Campus Francesa e da Fórmula Renault 2.0 em 2008
  • Piloto de Fórmula 1 pela Toro Rosso de 2012 a 2014
  • Estreia na Fórmula E em 2014
  • Bicampeão da Fórmula E
  • Desde 2022: piloto no FIA WEC com a equipe Peugeot Total Energies

"Estou muito empolgado em me juntar à Citroën na Fórmula E — uma marca francesa tão icônica e histórica. É uma verdadeira honra representar meu país como piloto francês nesta nova equipe. Meu objetivo é trazer toda a minha experiência na Fórmula E para ajudar a Citroën a ter sucesso em sua temporada de estreia. Este novo projeto é uma enorme fonte de motivação para mim. Tenho grande confiança na equipe e acredito que já podemos lutar por pódios e vitórias no próximo ano. Olhando mais adiante, nossa ambição é clara: tornar a equipe Citroën Racing uma das mais bem-sucedidas da nova geração da Fórmula E.", Jean-Éric Vergne.

Nick Cassidy, piloto neozelandês de 31 anos, é um dos talentos mais completos de sua geração no automobilismo. Após um início promissor no kart e nos monopostos, brilhou no Japão ao conquistar a “Tríplice Coroa Japonesa” (Super Formula, Super GT e Fórmula 3). Em 2020, ingressou na Fórmula E, onde rapidamente se firmou como um forte candidato ao título, acumulando vitórias e pódios. Após duas temporadas marcantes, juntou-se à equipe Citroën Racing.

Resumo da carreira:

  • Tricampeão no Japão: Fórmula 3, Super GT e Super Fórmula
  • 3º colocado na temporada 2023-2024 e vice-campeão do Campeonato Mundial de Fórmula E 
  • 2024-2025
  • 11 vitórias e 25 pódios na Fórmula E
  • Experiência no DTM e no FIA WEC paralelamente à carreira em monopostos
  • Considerado um dos pilotos mais completos de sua geração

"Estou muito feliz por fazer parte do projeto da Citroën na Fórmula E — e por ver uma marca tão icônica ingressando no campeonato. Temos todas as ferramentas e as pessoas certas para construir algo realmente especial nos próximos anos. Também estou muito animado para trabalhar com Jean-Éric Vergne, o único bicampeão da Fórmula E. Ajudar a construir uma nova equipe é um desafio empolgante. Após três ótimas temporadas com o carro Gen3, trarei toda minha experiência para lutar por grandes resultados na 12ª temporada — e para ajudar a estabelecer a Citroën como uma equipe de ponta no futuro", Nick Cassidy.

Cyril Blais nomeado chefe de equipe

Com sólida experiência na Fórmula E, Cyril Blais traz sua expertise técnica e liderança para comandar a organização e impulsionar a ambição da equipe no Campeonato Mundial ABB FIA de Fórmula E. Blais iniciou sua trajetória na categoria como engenheiro de corrida de pilotos renomados como Lucas di Grassi e Maximilian Günther. Gradualmente, avançou para os cargos de Engenheiro-Chefe e Vice-Chefe de Equipe, até assumir sua atual função de Chefe de Equipe na Maserati.

Reconhecido por sua abordagem colaborativa e capacidade de reunir talentos, Cyril Blais foca na criação de um ambiente de trabalho ideal e uma liderança coletiva. Sua visão estratégica inclui atenção especial em tecnologias de ponta, gestão de energia e uso avançado de simuladores para maximizar o desempenho da equipe nas pistas.

"Meu objetivo é consolidar as conquistas da equipe e continuar evoluindo no campeonato, valorizando o trabalho e o comprometimento de cada membro da equipe", Cyril Blais

02. OS DESAFIOS DE UM NOVO CAPÍTULO PARA A CITROËN

Inspirando paixão pelo automobilismo e compartilhando valores

A Citroën vive um momento extraordinário. Após renovar toda a sua gama em apenas dois anos, o retorno ao automobilismo representa mais um passo na construção da identidade da marca, aproximando pessoas e expressando seus valores e ambições. A entrada na Fórmula E será um verdadeiro impulso para a imagem da Citroën. O automobilismo está no coração da paixão automotiva. Ele constrói lendas, consolida a legitimidade das marcas e alcança o grande público. Une colaboradores e a rede de concessionárias em torno de um entusiasmo compartilhado. Demonstra aos clientes o compromisso da marca em desenvolver produtos de alto padrão, transferindo tecnologias da competição para os modelos de produção.

Para a Citroën, o objetivo é claro: emocionar os entusiastas e preservar os valores humanos e o rigor que moldaram o DNA da marca. A Citroën retorna ao campeonato como equipe oficial, mas nunca abandonou totalmente a competição, oferecendo um kit para que clientes pudessem dar vida ao C3 Rally2 — um carro que, mesmo em 2025, já acumula mais de 95 vitórias e continua a empolgar fãs fiéis à cultura Citroën Racing. A Citroën está entusiasmada em levar essa base de fãs ainda muito ativa para uma nova aventura capaz de despertar o mesmo entusiasmo. O Campeonato Mundial ABB FIA de Fórmula E reúne todos os ingredientes para proporcionar fins de semana intensos de corrida e conquistar novos tipos de fãs.

Citroën: protagonista de uma competição visionária e comprometida

Esse retorno à competição não acontece em qualquer campeonato, mas sim naquele que é, sem dúvida, o mais visionário, ousado e comprometido. Um campeonato 100% elétrico que simboliza inovação e desenvolvimento sustentável. A Fórmula E é muito mais do que uma competição: é um modelo de responsabilidade social. Ela representa uma visão sustentável do automobilismo, alinhada aos compromissos da Citroën. Competição, ousadia e responsabilidade se unem para impulsionar o progresso e o desejo de fazer a sociedade avançar em benefício do maior número de pessoas.

Esse campeonato também é uma oportunidade para transferência tecnológica, com benefícios concretos para as futuras gamas de veículos elétricos. Ao reunir fabricantes, engenheiros e pilotos em torno de um objetivo comum — combinar desempenho com respeito ao meio ambiente — a disciplina ilustra o papel impulsionador do esporte na busca por soluções concretas para o futuro. A Fórmula E é, portanto, um laboratório em escala real, onde cada avanço em eficiência energética, gestão de baterias e conectividade contribui diretamente para o desenvolvimento dos veículos elétricos de amanhã. Cada elemento — do motor ao software de gerenciamento da recuperação de energia — serve como campo de testes para as tecnologias elétricas futuras aplicadas à ruas. A Fórmula E continua a cumprir seu papel como vitrine da inovação elétrica.

Além do desempenho esportivo, a Fórmula E se destaca pelo compromisso concreto com o desenvolvimento sustentável. É o primeiro campeonato global a obter a certificação ISO 20121 por sua gestão responsável de eventos, e e busca desde sua criação uma pegada de carbono neutra. As baterias são recicladas ou reutilizadas, os pneus Hankook são feitos com 35% de materiais reciclados e todas a logística é otimizada para reduzir o impacto ambiental. Aproximadamente metade da energia utilizada nas corridas vem da recuperação. Ao promover uma mobilidade mais limpa e inovações que respeitam o planeta, a Fórmula E simboliza a convergência entre a paixão pelo esporte e a responsabilidade ecológica — valores que ressoam plenamente a visão e os compromissos da Citroën com uma mobilidade sustentável e acessível a todos.

Uma poderosa alavanca internacional para alcançar novos públicos.

Com 18 etapas em 12 países, este campeonato possui uma forte dimensão internacional. A participação na Fórmula E permitirá à Citroën fortalecer sua reputação global, especialmente em mercados onde a marca deseja aumentar sua visibilidade. Também oferece à marca uma vitrine poderosa para desenvolver sua imagem e compartilhar seus valores, alcançando públicos que normalmente não são impactados por outras ações.

A Citroën é uma marca próxima das pessoas, inserida em um campeonato que vai até elas — no coração das cidades ou em suas imediações — com formatos de corrida altamente atrativos. A Citroën é uma marca acessível, comprometida com a democratização da mobilidade. A Fórmula E, com suas corridas urbanas realizadas em grandes metrópoles, compartilha essa mesma ambição: aproximar o automobilismo do público, tornar os eventos acessíveis e criar uma conexão real com os fãs.

O perfil do público da Fórmula E — mais jovem, mais feminino, mais engajado e mais conectado — está totalmente alinhado com as ambições da Citroën. São segmentos estratégicos para a marca, sensíveis aos valores de inovação, acessibilidade e convivialidade, que a Fórmula E reflete perfeitamente, além de se inspirar em conceitos de estratégia e jogos capazes de atrair um público diferente. Assim, o campeonato torna-se um veículo de inspiração e proximidade, permitindo à marca ampliar seu impacto.

03. CITROËN SE RECONECTA COM 60 ANOS DE PAIXÃO AUTOMOBILÍSTICA

A Citroën está se reconectando com o automobilismo, um universo que moldou sua história e seu legado — dos rally raids (5 títulos) ao WRC (8 títulos) e ao WTCC (3 títulos). Sempre que a Citroën entrou em um campeonato, conquistou títulos. É com esse espírito de explorar uma nova competição e a mesma ambição de vencer que a marca chega ao campeonato de Fórmula E, trazendo consigo altos padrões e toda a paixão que move suas equipes e fãs.

O automobilismo faz parte da cultura e do patrimônio da Citroën. Uma história que começou há mais de 60 anos com a vitória do Citroën ID 19 no Rally de Monte Carlo de 1959 — um carro que também se destacou nos ralis da década de 1960, como nas trilhas marroquinas. Essa trajetória continuou nos anos 1970 com modelos como o SM e o CX.

A história continua com a grande epopeia dos rally raids. Nos anos 1990, a Citroën brilhou no mais alto nível da com o ZX Rallye Raid, um veículo excepcional desenvolvido pela Citroën Sport para enfrentar os terrenos mais extremos. Combinando robustez, inovação tecnológica e desempenho, o ZX Rallye Raid incorporava o espírito vanguardista da marca. Competindo nos maiores eventos internacionais, rapidamente tornou-se referência, demonstrando a maestria da Citroën na criação de veículos capazes de dominar os desertos mais hostis. Guiado por Guy Fréquelin e por pilotos excepcionais como Ari Vatanen, Pierre Lartigue e Timo Salonen, o ZX Rallye Raid conquistou 36 vitórias entre 1990 e 1997, incluindo quatro edições do Paris-Dakar. Esses sucessos espetaculares garantiram à Citroën um lugar no panteão do automobilismo off-road e abriram caminho para seus futuros triunfos no WRC.

No início dos anos 2000, a Citroën consolidou-se como nova referência no Campeonato Mundial de Rali (WRC), impulsionada por uma geração de pilotos excepcionais. Tudo começou com Philippe Bugalski, arquiteto das primeiras vitórias da marca no mundial, com o Xsara Kit Car, capaz de superar os poderosos WRCs no asfalto. Essas vitórias ousadas pavimentaram o caminho para a dominação da Citroën no WRC, marcada por uma ascensão meteórica e pela chegada de um jovem alsaciano de talento extraordinário: Sébastien Loeb. Com Loeb ao volante, a Citroën tornou-se lendária: nove títulos mundiais consecutivos de pilotos entre 2004 e 2012 e oito títulos de construtores conquistados com o Xsara, C4 e DS3 WRC. A equipe representava a combinação perfeita de rigor técnico, inovação e instinto de campeão. Mais tarde, outro Sébastien — Ogier — deu continuidade à lenda, trazendo novos sucessos e confirmando a Citroën como um dos fabricantes mais vitoriosos da história do WRC.

Entre 2014 e 2016, a Citroën fez história no Campeonato Mundial de Carros de Turismo (WTCC) com um domínio incontestável. Com o C-Elysée WTCC, a marca dos chevrons conquistou três títulos consecutivos de construtores e três títulos consecutivos de pilotos, graças a uma equipe de talentos excepcionais: José María “Pechito” López, Yvan Muller e Sébastien Loeb. Desde o início, a Citroën se destacou pela preparação exemplar, por um carro ultra competitivo e por uma estratégia precisa que lhe permitiu superar a concorrência e acumular vitórias.

Vale destacar que a Citroën já ofereceu um monoposto em sua história esportiva. Nascido nos anos 1960 da paixão de Maurice Émile Pezous, concessionário Citroën em Albi, o Citroën MEP incorporava o espírito de inovação e acessibilidade tão caro à marca dos chevrons. Projetado como um carro de treinamento monoposto econômico, o MEP utilizava componentes do Ami 6 e do GS para oferecer aos jovens pilotos uma verdadeira plataforma de entrada no automobilismo. Apoiado pela Citroën e pela FFSA, se tornou o carro icônico da Fórmula Bleue, uma categoria dedicada à formação de futuros talentos franceses. Entre 1965 e o final da década de 1970, diversas evoluções — do MEP X1 ao MEP X27 — aperfeiçoaram seu conceito sem jamais trair seu DNA: leveza, engenhosidade e prazer ao dirigir. Em 1966, foi testado por Maurice Trintignant no circuito de Le Mans.

terça-feira, 21 de outubro de 2025

Picape RAM com motor Hurricane 6 biturbo gasolina com 426 cv foi a mais veloz no 0 a 100 km/h e obteve melhor consumo rodoviário: 11,4 km/l, segundo o IMT



A Ram 1500 garante mais um prêmio para a marca ao se sagrar campeã entre as picapes grandes a gasolina no Ranking Folha Mauá 2025. O modelo é impulsionado pelo impressionante motor Hurricane 6 biturbo, que entrega 426 cv de potência e 635 Nm de torque (64,8 Kgfm), acoplado a um câmbio automático de oito marchas. Entre as picapes full-size a gasolina, ela é a mais potente e com o maior torque também. 

O resultado pôde ser comprovado nos testes para o Ranking Folha Mauá 2025, conduzidos pelo Instituto Mauá de Tecnologia e realizados em uma pista de testes em Limeira, no interior do estado de São Paulo. 

A 1500 foi a mais rápida entre as picapes grandes na aceleração de 0 a 100 km/h, cumprindo o teste em excepcionais 5,9 segundos. Além do desempenho nesse quesito, outro aspecto onde a picape da Ram se destacou foi o registro de melhor consumo rodoviário entre as caminhonetes na disputa, com 11,4 km/l. 

A Ram 1500 é referência entre as picapes grandes por conta de sua performance, como o ranking da Folha Mauá comprovou, e nível de equipamentos. Trata-se da única picape à venda no Brasil equipada com suspensão a ar automática, que permite cinco níveis de ajuste de altura em relação ao solo. 

O modelo oferece ainda quadro de instrumentos customizável de 12,3” com head-up display (HUD), central multimídia de 14,5”, a maior entre as picapes full-size, com Android Auto e Apple CarPlay sem fio e navegação embarcada, sistema de som Harman Kardon® com 19 alto-falantes e 900 watts de potência com cancelamento ativo de ruídos, bancos traseiros aquecidos e reclináveis, rodas de até 22 polegadas entre outros recursos. 

Chevrolet lança edição única do Tracker na cor Caramelo que será leiloado em apoio ao Instituto Caramelo

 


A Chevrolet, em parceria com a Netflix, lançou uma ativação inédita inspirada no cachorro caramelo, símbolo cultural e afetivo do Brasil. O projeto resultou na criação de um único exemplar do Tracker Caramelo Edition, pintado em uma cor inédita escolhida a partir de milhares de fotos de cães enviadas por tutores de todo o país. O veículo exclusivo será leiloado, e o valor arrecadado será integralmente destinado ao Instituto Caramelo, organização dedicada ao resgate e cuidado de animais abandonados.

A definição da cor envolveu o público de forma colaborativa. Entre 1º e 10 de outubro, fãs foram convidados a enviar imagens de seus cães por WhatsApp. As fotos formaram uma paleta coletiva de tons, que serviu de base para chegar ao “tom mais caramelo do Brasil”. Todo esse processo foi reunido em uma landing page especial, que exibe as fotos recebidas, explica a iniciativa e conecta o público ao leilão beneficente.


“Ao lado do cachorro caramelo, que simboliza a afetividade e a diversidade do Brasil, a Chevrolet reafirma seu papel como marca conectada à cultura nacional e que, há 100 anos, transforma engajamento em impacto positivo para a sociedade”, destaca Guilherme Arruda, diretor sênior de Marketing GM América do Sul.

O cachorro caramelo já fazia parte da comunicação recente da Chevrolet. Na campanha do Novo Tracker, “Evoluímos onde mais importa”, o personagem foi o companheiro da protagonista em uma narrativa que destacou os recursos de segurança do veículo e o papel do OnStar no resgate de pets. Agora, com o Tracker Caramelo, a marca transforma essa relação emocional em um projeto de engajamento e impacto social.



VAMOS BEBER VINHO, ETC. & TAL // Vinhos de encorpados a refrescantes, nacionais ou importados, no Brasil ganham cada dia mais mercado // Calcario3 do Principal Tinto 2018 Nova Safra // Museu do Vinho de Gramado lança experiência gastronômica à la carte e delivery // Vinhos solidários: Grupo Wine apoia o Outubro Rosa com rótulos especiais


Vinhos de encorpados a refrescantes, nacionais ou  importados, no Brasil ganham cada dia mais mercado


Texto: Arnaldo Moreira

Vinho essa bebida multimilenar - há mais de dois mil anos, os romanos já fabricavam o Vinho da Talha (grande barrica de barro), no Alentejo - que esquenta momentos íntimos, aproxima e consolida amizades, é receituário para facilitar o fechamento de negócios, é importante produto de exportação em diversos países.

De uns anos para cá, o brasileiro se tornou consumidor de vinho não nos níveis dos europeus, mas chegando já a 2,7 l/per capita, segundo valores de 2024. A escolha por um vinho, tinto, branco, rosé e o refrescante verde, especialidade da região do Minho, em Portugal, também produzido e com um sabor mais frutado no Brasil, que fabrica também excelentes e premiados espumantes.

Os principais vinhos vendidos no Brasil ainda são os chilenos, seguidos dos argentinos e dos portugueses não por menor qualidade dos brasileiros, que não perdem para os concorrentes estrangeiros, mas pelo preço ainda um pouco elevado e porque o consumidor nacional tem ainda o hábito de optar pelos gringos, mais conhecidos.

Há uma tendência dos brasileiros pelos vinhos tintos nacionais especialmente os produzidos de uvas mais tradicionais como a Cabernet Sauvignon, que faz um vinho saboroso e encorpado, a Merlot, de origem francesa, produz vinho macio de textura aveludada, o Tannat, um vinho também encorpado e rico em tanino.

Essas uvas, assim como a Pinot Noir, francesa, que se adaptaram muito bem ao nosso clima e a Touriga Nacional, a uva tinta mais apreciada em Portugal, que gera vinhos de mais altos teores alcoólicos, e é cultivada especialmente no Vale do São Francisco, pela vinícola Rio Sol, com produção de duas safras anuais.

Os vinhos brancos vêm também se notabilizando no nosso País com produção de castas como a Chardonnay, Riesling, Sauvignon Blanc, Trebianno e Moscato, além das castas desenvolvidas pela Embrapa, BRS Lorena, sabor Moscatel, muito produzida no Rio Grande do Sul e a BRS Bibiana, que lembra a Sauvignon Blanc, que produz um vinho suave.

A boa qualidade e os preços dos vinhos portugueses fazem deles dos preferidos dos brasileiros. Os vinhos do Dão e do Alentejo são entre os europeus dos mais conhecidos no Brasil e mais recentemente os produzidos na região de Lisboa vêm ganhando mercado no País. Portugal tem em torno de 200 tipos de uvas nativas catalogadas.

Além da produção de vinhos tintos, brancos e verdes de uvas específicas, tipo Cabernet, Touriga Nacional, Trincadeira, Baga que faz os saborosos vinhos da Bairrada. Os portugueses têm o dom de misturar diversas uvas, por exemplo o Syrah com o Touriga Nacional; Syrah com Castelão e Aragonez; Alicante Bouschet, Trincadeira e Aragonez (conhecida também como Tinta Roriz no Douro e Tempranillo, na Espanha).

Entre os espanhóis, o tempranillo (tinta roriz, em Portugal) se destaca pelo toque aveludado e o bom teor alcoólico (13º/14º). Albariño, uma uva branca galega de alta acidez e aromas cítricos. A Garnacha, resistente à seca, com notas de frutas vermelhas e pimenta, a Verdejo, aromática, com aromas herbáceos e minerais e a Viura, a uva branca mais popular em Rioja. 


Os italianos são também bem consumidos no Brasil, especialmente os da região da Puglia, com destaque para a uva Primitivo, que agrada pelo paladar frutado e similar aos vinhos sul-americanos, além dos vinhos das uvas Sangiovese, base dos Chiantis clássicos, e Inzolia e Vermentino de vinhos emergentes. 

Um dos pontos interessantes dos vinhos é a sua harmonização com diversas comidas. Vinhos brancos e o verde geralmente são mais leves e refrescantes, e combinam bem com frutos do mar, peixes, aves e vegetais. Os vinhos tintos, geralmente mais encorpados e complexos, e combinam bem com carnes vermelhas, massas e queijos de sabor mais forte.

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