segunda-feira, 21 de setembro de 2020

Acredite já existe uma bateria, e não é chinesa, que permite o carregamento do carro elétrico em 15 segundos e tem autonomia em torno de 400 km. O segredo é o carbono grafeno curvo




A indústria automóvel tem acelerado o desenvolvimento das baterias para que sejam cada vez mais eficientes, com maior capacidade de carga. 

Autonomias a rondar os 400 quilómetros começam a ser o padrão de referência da nova vaga de elétricos no mercado, quando, ainda há meia dúzia de anos, essa meta parecia inalcançável. 

O desafio é agora ‘encurtar’ os tempos de espera entre carregamentos, para que a utilização de um veículo elétrico esteja cada vez mais próxima daquilo a que estamos habituados com os congéneres equipados com motores térmicos. Objetivo que os especialistas da Skeleton Technologies garantem que pode cumprir-se brevemente.

A empresa eslovaca, em colaboração com o Instituto de Tecnologia de Karlsruhe, na Alemanha, apresentou a SuperBattery, uma bateria inovadora, concebida para suportar centenas de milhar de ciclos de carga sem se degradar, podendo recuperar a totalidade da sua carga em apenas 15 segundos!

De acordo com os responsáveis por este projeto, a capacidade de permitir carregamentos em períodos incrivelmente curtos é o culminar de anos de pesquisa na área do armazenamento de energia em ultracapacitores, aplicados numa bateria que utiliza na sua composição carbono grafeno curvo (Curved Graphene), um material patenteado pela companhia da Estónia.

Taavi Madiberk, CEO de Skeleton Technologies, recusa-se a estabelecer um prazo para que esta tecnologia possa aplicada pela primeira vez num automóvel, embora reconheça que existe já interesse por parte de alguns dos principais ‘players’ da indústria na Europa.

O grafeno é um material que apresenta propriedades únicas: tem a espessura de um átomo, é flexível, transparente termocondutor, duro como o diamante e 200 vezes mais resistente do que aço. 

Mas a sua densidade energética é baixa, comparável à das obsoletas unidades de níquel-hidreto metálico, rondando os 60 Wh/kg, quando as baterias modernas alcançam valores entre 120 e 180 Wh/kg. 

A sua aplicação nos automóveis é mais lógica como solução de apoio às tecnologias atuais, em modelos híbridos, reduzindo o consumo de combustível e as emissões, garantindo prestações superiores. 

E também em associação às baterias de iões de lítio nos 100% elétricos, uma vez que evitam o sobredimensionamento típico das baterias e sistemas de refrigeração adjacentes, reduzindo custos de produção e aumentando a vida útil de todos os componentes.

“A cooperação entre as empresas europeias de armazenamento de energia é fundamental para que a UE seja um líder global neste campo. Estamos muito satisfeitos por ter assinado o acordo de desenvolvimento da SuperBattery com o Instituto de Tecnologia de Karlsruhe e combinar forças para trazer ao mercado uma tecnologia que vai tornar obsoletas as soluções existentes”, revelou.

Fonte: Motor 24

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