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segunda-feira, 21 de maio de 2012

GRUPO VOLKSWAGEN DIVULGA O RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE DA COMPANHIA DE 2011 QUE REALÇA A MELHORIA DA COMPATIBILIDADE DOS PRODUTOS E DA PRODUÇÃO E A PROMOÇÃO DA ESPECIALIZAÇÃO E DOS CUIDADOS DE SAÚDE DO SEUS MEIO MILHÃO DE TRABALHADORES

Uma das reais preocupações das grandes empresas hoje no mundo e, naturalmente, no Brasil é a sustentabilidade em suas operações que envolve a tão oportunamente cobrada responsabilidade social e as ações relacionadas ao meio ambiente, que achamos interessante divulgar, na medida em que oferece uma imagem ampla e clara da empresa.

Fábrica da Volkswagen em 1958, montando as famosas e até hoje existentes kombis
O relatório é do Grupo Volkswagen e foi divulgado, hoje, 21/5. Trata da sustentabilidade da companhia sob o título de "economia", "sociedade" e "meio ambiente", no qual apresenta os resultados obtidos no ano financeiro de 2011, por meio de uma administração sustentável. 

O relatório deste ano foi auditado de acordo com o padrão AA1000AS e a Global Reporting Initiative (GRI, Iniciativa de relatórios globais), que concedeu à Volkswagen a nota mais alta possível para este tipo de publicação, a "A+".

No prefácio do relatório, o prof. dr. Martin Winterkorn, presidente do Conselho Administrativo da Volkswagen Aktiengesellschaft (S.A.) e Bernd Osterloh, presidente do Conselho de Fábrica Geral e de Grupos da Volkswagen Aktiengesellschaft (S.A.) escreveram: "Nossa responsabilidade é garantir o futuro da mobilidade urbana pessoal, mantendo-a acessível, segura e compatível com o meio ambiente. É por isso que, como um Grupo, estabelecemos um nível muito mais alto em termos de sustentabilidade e, ao mesmo tempo, definimos para nós mesmos novas e ambiciosas metas."



Os principais focos da companhia têm sido melhorar a compatibilidade dos produtos e da produção com o meio ambiente, assim como promover a saúde e a especialização de mais de 500.000 funcionários da Volkswagen em todo o mundo.

O novo relatório de sustentabilidade também apresenta uma visão geral do balanço ambiental de todos os modelos produzidos pelo Grupo Volkswagen. Atualmente, o Grupo oferece 155 modelos com emissão inferior a 120 gramas de CO2/km; 28 têm, inclusive, emissões inferiores a 100 g de CO2/km. 

O Grupo Volkswagen está comprometido a melhorar ainda mais a compatibilidade ambiental de seus produtos e trabalha com a meta de reduzir as emissões de CO2 da nova frota de veículos europeus em 30% entre 2006 e 2015. O Grupo Volkswagen pretende ainda reduzir a emissão da frota para menos de 120 g de CO2/km em 2015.

Paralelamente a essas ações, o Grupo Volkswagen está melhorando a conservação dos recursos de produção em suas 94 fábricas em todo o mundo. O Grupo Volkswagen estabeleceu para si mesmo a meta de tornar os processos produtivos 25% mais ecológicos até 2018, em todas as suas fábricas.

O trabalho da Fundação Volkswagen foi destacado no relatório pela conquista da marca de 1 milhão de alunos atendidos por seus programas educacionais
O Grupo Volkswagen também mantém altos padrões junto a seu público interno. A alta atratividade e a satisfação dos funcionários são elementos essenciais para a estratégia Mach 2018, meta da empresa de se tornar a líder mundial em vendas de veículos até 2018. 

É por isso que o Grupo Volkswagen realiza uma pesquisa anual, padrão em todas as suas operações no mundo, sobre a opinião de seus funcionários: 89% dos colaboradores participam da pesquisa, que é a ferramenta fundamental para determinar sua satisfação, eliminando as deficiências e melhorando os processos de trabalho.

A Volkswagen tem publicado relatórios sociais desde os anos 70, e o primeiro relatório ambiental da empresa foi divulgado em 1985. O Grupo Volkswagen tem emitido relatórios de sustentabilidade desde 2005.

Visão geral das metas de sustentabilidade:
* Em 2016, o Grupo Volkswagen deve investir 62,4 bilhões de euros em todo o mundo e mais 14 bilhões na China. Bem mais de dois terços desse programa de investimento serão aplicados direta e indiretamente no desenvolvimento de veículos cada vez mais eficientes, motores e tecnologia, assim como para a realização de uma produção mais compatível com o meio ambiente em suas fábricas.

* Entre 2006 e 2015, o Grupo Volkswagen pretende reduzir a emissão de CO2 na nova frota de carros europeus em cerca de 30% – superando a marca de 120 g de CO2/km pela primeira vez em 2015.

* Cada novo modelo a ser lançado na região será 10% a 15% mais eficiente, em média, que seu predecessor.

* Os processos produtivos do Grupo devem ser 25% mais ecológicos em 2018, em comparação com 2010. Em termos concretos, isso significa 25% a menos de consumo de energia e água, além de resíduos e emissões.

* Até 2020, as emissões de gases de efeito estufa devem ser reduzidas em 40%, como resultado de inovações no fornecimento de energia para a produção no Grupo Volkswagen.

* Nesse contexto, o Grupo deve investir cerca de 600 milhões de euros na expansão utilização de recursos renováveis de energia, como solar, energia eólica e hidrelétrica.

    Ações de sustentabilidade no Brasil
    A Volkswagen do Brasil teve destaque na edição do relatório, que mencionou o mercado brasileiro como um dos principais players econômicos para o Grupo Volkswagen, além de diversas ações de sustentabilidade realizadas pela empresa no País. 

    Pequena Central Hidrelétrica Anhanguera, inaugurada em 2010, recebeu certificado de emissões de crédito de carbono pela ONU
    Numa iniciativa pioneira entre as montadoras instaladas no Brasil, a Volkswagen anunciou a construção de duas pequenas centrais hidrelétricas (PCHs), com capacidade para gerar 48,2 MW por ano e que responderão por 40% da energia elétrica da empresa no Brasil. 

    A primeira hidrelétrica, a PCH Anhanguera, garantiu à Volkswagen a conquista, em janeiro de 2012, do Certificado de Emissões Reduzidas (CER), também conhecido como Créditos de Carbono, aprovado pela Organização das Nações Unidas (ONU). O certificado atesta que a hidrelétrica é uma iniciativa sustentável de geração de energia, que contribui para reduzir a emissão de gases causadores do efeito estufa.


    Outro destaque é o apoio da Volkswagen do Brasil à revitalização do Parque Ecológico de São Carlos "Dr. Antonio Teixeira Vianna", no interior de São Paulo. Em 2010, a empresa destinou uma verba de R$ 145 mil para o parque, aplicados na reforma de espaços para animais e a reintrodução de vegetação indígena. Instalado em uma área de 72 hectares, o parque abriga 900 animais e 60 recintos.


    O projeto Costurando o Futuro, também da Fundação Volkswagen, promove a transformação de tecidos automotivos e de uniformes em renda para costureiros.
    No âmbito das ações sociais, o trabalho de mais de 30 anos da Fundação Volkswagen também foi destacado, especialmente pelo marco de mais de 1 milhão de alunos beneficiados por seus programas educacionais, conquistado em 2011, e o projeto Costurando o Futuro, que ensina o ofício da costura a moradores em situação de vulnerabilidade social de São Bernardo do Campo (SP), confeccionando bolsas e acessórios a partir de tecidos automotivos e uniformes de funcionários da Volkswagen que seriam descartados.

    Os resultados do Projeto Bomba d'Água Popular, que permite acesso ao recurso natural a comunidades carentes do semiárido brasileiro, também foram mencionados. Desde o início do programa, em 2005, 698 bombas foram instaladas, beneficiando mais de 100 mil pessoas.

    Ações realizadas junto a funcionários da empresa, como o Programa Vida Sustentável, que ensina a reduzir impactos ao meio-ambiente, o AIDS Care, com foco em prevenção, controle e reabilitação da doença, também fizeram parte do relatório.

    O relatório de sustentabilidade do Grupo Volkswagen pode ser acessado por meio do seguinte link:

    domingo, 20 de maio de 2012

    O SÉRIE 6 GRAN COUPÊ, QUE O BLOG APRESENTOU EM PRIMEIRA MÃO, NO DIA 7 DE MAIO, FOI TESTADO PELO NOSSO COLUNISTA FERNANDO CALMON QUE OFERECE AOS LEITORES SUAS IMPRESSÕES AO VOLANTE DO MAIOR CARRO DA BMW


    BMW Série 6 Gran Coupê


    ESPORTIVIDADE SOB MEDIDA

    Por Fernando Calmon, de Palermo, Itália

    A ideia de construir um cupê de quatro portas nasceu com o Mercedes-Benz CLS, em 2004. O modelo com perfil típico e linhas instigantes não chegou a explodir em preferências, mas ajudou o Classe E, do qual se deriva e se soma nas estatísticas de vendas. O segundo automóvel nessa configuração foi o Porsche Panamera, em 2009. No mesmo ano foi lançado o Audi A5 Sportback, que não se encaixa exatamente no conceito de cupê de quatro portas. O A7, de 2010, aproxima-se mais.

    Agora, a BMW lança o Série 6 Gran Coupe, de estilo harmonioso e inédito na sua gama, para explorar um nicho do qual não podia ficar de fora, como líder mundial entre as marcas premium.

    O carro mede exatos 5 metros de comprimento e apenas 1,39 metro de altura. Seu capô longo, curvatura do teto à moda Hofmeister e janelas laterais traseiras que avançam sobre a coluna C formam um conjunto agradável e sem exageros. Antena traseira semelhante à barbatana de tubarão é coisa do passado nos novos BMW, deixando o teto totalmente limpo. Bem interessante é a carreira de LEDs que formam a terceira luz de freio, de extremidade a outra no alto do vigia traseiro, ótima solução de forma e função.

    Distância entre-eixos de 2,97 metros (11,3 cm mais que no cupê Série 6) explica o espaço interno bastante generoso para quatro passageiros, inclusive para pernas no banco traseiro. A fábrica o classifica como 4+1 lugares porque o descansa-braço do banco de trás pode ser rebatido para um quinto passageiro. Nesse caso, entretanto, só alguém de estatura baixa e por trajetos curtos se submeteria ao desconforto do túnel alto no assoalho.


    Equipamentos a bordo formam uma vasta lista, desde regulagens elétricas dos bancos e da coluna de direção com memórias, ao ar-condicionado de duas zonas de temperatura, passando pelo sistema de som Bang & Olufsen (opcional). Outros mimos: projeção colorida de informações no para-brisa, assistência para estacionar, câmeras de visão externa total, controlador de velocidade de cruzeiro com função para-e-anda, assistente de controle de farol alto e sistema de visão noturna que identifica pedestres a distância, entre outros.

    O Série 6 Gran Coupe oferece dois motores a gasolina e um a diesel. No 640i, seis-em-linha biturbo de 3 litros/320 cv, de 5.800 a 6.000 rpm e 45,9 kgf·m, de 1.300 a 4.500 rpm. No 650i surge, no último trimestre desse ano, o V-8 biturbo de nova geração, 4,4 litros/450 cv a 5.500 rpm e nada menos de 66,5 kgf·m entre 2.000 e 4.500 rpm. O 640d também é seis-em-linha, de 3 litros/313 cv a 4.400 rpm e torque enorme de 64,2 kgf·m entre 1.500 e 2.500 rpm. Caixa de câmbio automática tem oito marchas, do tipo epicicloidal e conversor de torque com bloqueios. Será oferecido, ainda, sistema de tração 4x4, no 650i xDrive.

    Outras características incluem modo econômico Eco Pro e sistemas desliga-liga o motor quando em marcha lenta e de recuperação da energia de frenagem a fim de conter o consumo de combustível. Construção em alumínio de portas, capô, além de tampa do porta-malas em compósitos de fibra de vidro, ajudam a manter a massa total em 1.750 kg (1.790 kg, diesel) e também a economizar combustível.

    Ao volante
    O circuito nos arredores de Palermo, capital da ilha da Sicília, extremo sul da Itália, foi escolhido para avaliar o Gran Coupê, em várias situações de uso.

    Apesar do teto baixo, acesso ao interior é bom, inclusive ao banco traseiro. Couro claro de alta qualidade, materiais agradáveis ao tato e perfeição do acabamento são típicos da marca. As opções de ajuste do banco e volante se transformam em convite para a motorista desfrutar ao máximo a sua experiência de guiar, em razão do posicionamento perfeito.

    Direção com assistência elétrica é precisa e rápida para um carro desse porte. Suspensões permitem guiar rápido e sem sustos, possibilitando selecionar entre modos de conforto e esporte. Se a escolha for pelo segundo, terá real comprometimento do conforto em troca de condução veloz e segura, ainda melhor com alavanca do câmbio também na opção esporte e uso das paletas de troca de marcha atrás do volante.


    O desempenho das versões é bem próximo, apesar da enorme diferença de torque do diesel, concentrada em uma faixa de rotação relativamente estreita. De acordo com o fabricante, ambos os motores aceleram de 0 a 100 km/h em 5,4 s. Já de 0 a 1.000 metros, o motor a gasolina leva 25 s, mais lento apenas 0,3 s que o a diesel. A sonoridade dos dois motores empolga. Mas, apesar do baixo nível de vibração da versão a diesel, há uma pequena diferença de aspereza sentida no volante, em favor da gasolina, quando se acelera de verdade.

    A BMW começará as vendas na Alemanha, ainda este mês, a partir de 81.000 euros/R$ 206.000 (gasolina). No restante da Europa e EUA, em junho. A previsão de chegada do 640i Gran Coupe ao Brasil é para o primeiro trimestre de 2013, com preço na faixa dos R$ 600.000.


    O CHINÊS J2 FOI FLAGRADO PELO JORNALISTA MARCELO QUEIROZ, DO SITE AUTOPOLIS, EM CAMPINAS. É MENOR QUE O J3 TURIN E SERÁ LANÇADO NO SEGUNDO SEMESTRE DESTE ANO


    O jornalista Marcelo Queiroz, do site Autopolis, foi protagonista de um fato importante no campo automotivo, flagrou e fotografou, no estacionamento de um shopping de Campinas, o J2,  carro que a marca chinesa JAC, administrada no País pelo empresário Sérgio Habib, lançará no Brasil, no segundo semestre deste ano.



    Marcelo Queiroz conta que se deparou com uma caravana de executivos e outros funcionários da JAC Motors no shopping, onde pararam para tomar café, tempo suficiente para ele fazer uma série de fotos que garantiram a antecipação pública do novo modelo JAC



    Ele adianta que o JAC terá um preço mais acessível – será posicionado abaixo do J3 no portfolio da marca – , assim como os demais modelos da JAC, o protótipo fotografado possui ar condicionado, air bags dianteiros e sensores de ré, que, junto com a direção hidráulica, mais vidros e retrovisores elétricos, deverão ser equipamentos de série na versão que chegará às lojas.


    Essa é a novidade que os chineses da JAC Motors preparam para o mercado nacional, antecipada pelo jornalista Marcelo Queiroz que não podíamos deixar de reproduzir. 

    Obrigado Marcelo.
    http://www.autopolis.com.br/1611








    FORD QUE HOJE OFERECE UMA NOVA LINHA DE UTILITÁRIOS ESPORTIVOS (SUVS), NO BRASIL, A NOVA ECOSPORT, COMEMORA 55 ANOS DA CRIAÇÃO DO COMEMORA 55 ANOS DO SEU CAMPO DE PROVAS EM MICHIGAN (EU)


     

    A Ford, que renovou a sua linha de utilitários esportivos, redefinindo uma nova tendência para este segmento com veículos globais, como o Explorer, Escape, Edge, Kuga e, agora, o Novo EcoSport, introduz novos níveis de design, tecnologia e segurança veicular, ampliando o desempenho e a versatilidade que os consumidores esperam dessa categoria de veículos, está comemorando os 55 anos de funcionamento de seu campo de provas na cidade de Romeo, em Michigan, nos Estados Unidos. 

    Este foi um dos pioneiros centros de desenvolvimento de veículos do mundo, com pistas e laboratórios especialmente construídos e hoje é um complexo supermoderno com mais de 65 quilômetros de pistas. 

    Para marcar a data, a Ford abriu seus arquivos que traz fotos da origem do campo que foi descrito na época como uma "câmara de tortura para os veículos". 
    Em Tatuí, o Campo de Provas da Ford no Brasil vai completar 35 anos.

    sexta-feira, 18 de maio de 2012

    CARRO QUE ANDA LEVITANDO. É UM PROJETO QUE, POR ENQUANTO, É UM SONHO, MAS VALE A PENA ASSISTIR O VÍDEO E IMAGINAR QUANTO VAI SER MARAVILHOSO CIRCULAR PELAS ESTRADAS E CIDADES NUM VEÍCULO DESSES

    Um carro que levita. por enquanto, está apenas no campo da imaginação, mas não nos admiremos se um dia tivermos um desses veículos circulando sem causar poluição, nem acidentes, pois, seus sensores impedem os choques - sistema que, aliás, já não é novidade e está instalado em diversos modelos de várias marcas, como, por exemplo, da Volvo.


    Assista ao vídeo e sonhe em ter um desses um dia.

    http://www.flixxy.com/volkswagen-levitating-car.htm

    quinta-feira, 17 de maio de 2012

    O CONTRAN ALEGA FRAUDES NA TRANSFERÊNCIA DE PONTOS NAS CARTEIRAS PARA EXIGIR QUE O DONO DO CARRO E QUE EVENTUALMENTE O DIRIJA COMPAREÇAM A UM CARTÓRIO JUNTOS MESMO QUE CADA UM MORE EM PONTOS DIFERENTES DO BRASIL. ESSE ABSURDO É DENUNCIADO PELO JORNALISTA FERNANDO CALMON NA COLUNA DESTA SEMANA NO BLOG


    Alta Roda 

    Nº 681 — 17 de Maio de 2012

    Fernando Calmon


    JUSTO PELO PECADOR

    Em junho próximo, motoristas e empresas devem se preparar para novas exigências, que tornarão mais difícil transferir pontos, gerados por multas, da carteira de um motorista para outro. A resolução 363 do Contran, de outubro de 2010, determina que o proprietário do veículo e o infrator precisam reconhecer assinaturas, presencialmente, em cartório, na sede local do Detran ou órgão responsável pela multa. E manteve o prazo de 15 dias para todo o processo. Hoje, a exigência é enviar por correio a notificação com assinatura do infrator e cópia de documento que a contenha. O funcionário público deve reconhecê-la por comparação.

    O Contran alegou fraudes nas transferências de pontos. Há exemplo de uma pessoa, no interior de São Paulo, que teria acumulado 85.000 pontos e outro no qual um motorista falecido recebia a pontuação de vários infratores. O próprio Conselho decidiu, na mesma resolução, que os Detrans devem adaptar seus sistemas de informática para acompanhar o acúmulo de indicações suspeitas. Seria a providência mínima, antes de se baixar uma norma tão trabalhosa para os envolvidos, mas pouco foi cumprido.

    Na realidade, nem Detrans, nem cartórios estão preparados para atender os motoristas. Além de fazer com que a grande maioria pague, em termos de transtornos, despesas e perda de tempo, pela minoria ligada às fraudes. Se um carro de São Paulo (SP) recebe uma multa em Aracajú (SE) e o dono não estava ao volante, ele e o infrator terão de comparecer ao cartório no Nordeste. Absurdo.

    O que ocorrerá às empresas que cedem carros a funcionários, transportadores de cargas, locadoras, além de concessionárias e lojas? Terão 15 dias para resolver tudo. Locadoras se queixam também da impossibilidade de obrigar um estrangeiro a ir um cartório para deixar uma procuração, no caso de receber multas. Michel Lima, diretor do Sindicato de Locadoras do Paraná, destaca outro aspecto ruim:

    “Sem tempo ou possibilidade de atender trâmites, a multa acabará cobrada em dobro (agravamento). Aumentará a impunidade do infrator, que vai preferir pagar a receber pontos no prontuário e ficar sujeito à suspensão da carteira de habilitação”. E fica a dúvida se, de fato, o objetivo é punir maus motoristas ou arrecadar mais com o agravamento.

    Essa resolução lembra a polêmica lei antipirataria na internet, em discussão nos EUA: tentativa de transferir responsabilidades de fiscalização dos governos aos portais de busca. No caso brasileiro, obrigar a quem não tem “culpa no cartório” a ir ao próprio cartório para provar sua inocência. Em São Paulo, a Companhia de Engenharia de Trânsito, um dos responsáveis pelas multas na cidade, informou que 18% das infrações recebem pedidos de transferência de pontos. Quantos são ilegítimos, ninguém sabe.

    Em outros países o sistema de pontuação é coisa séria: só se aplica a transgressões graves. Aqui a lei nasceu errada e quaisquer infrações, mesmo leves e administrativas, se acumulam até chegar à fronteira dos 20 pontos. Como há burocracia para transformar em advertência as multas leves e médias, como previsto no Código de Trânsito Brasileiro, poucos se beneficiam. E o justo paga pelo pecador.

    RODA VIVA
    ASSOCIAÇÃO de importadores sem fábricas no País, Abeiva, espera que o governo coloque alguma alternativa, dentro dos próximos 30 dias, para sustentar a atividade. Fala-se de cotas, em volume e/ou valor. Há marcas generalistas e especialistas, de baixo e de alto preço. Conseguir fórmula de redução do imposto que agrade a todos não é tarefa fácil.

    IMPORTADORES alegam terem chegado ao fim os estoques de produtos, ainda sem incidência de maior carga fiscal. Isso levaria a aumento de preços e aprofundamento da queda de vendas. De qualquer forma, a valorização do dólar frente ao real – 25% nos últimos nove meses – já tirou parte da competitividade. Trata-se de um risco de negócio que sempre existiu.

    NOVO capítulo na árdua disputa por compradores do mercado de luxo dos EUA, em especial entre marcas premium praticantes de margens de lucro maiores. BMW acaba de anunciar que dará isenção de despesas de manutenção durante 80.000 quilômetros ou quatro anos de uso. Evita, assim, descontos na hora da compra e deixa transparecer confiabilidade mecânica.

    FALTA algo de racionalidade na discussão sobre uso indiscriminado de bicicletas em ruas e avenidas movimentadas. Nem mesmo se considera o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) em decisões atabalhoadas. Como equiparar bicicletas elétricas e comuns, no Rio de Janeiro, dispensando aquelas de exigências de segurança previstas no CTB, sem respaldo legal para tanto?

    ETIQUETAS inteligentes coladas nos para-brisas, previstas para 2013, resolverão duas situações. Controle de pagamento de impostos da frota circulante e possibilidade de pedágio proporcional à distância percorrida nas estradas. Acabaria assim irracionalidade da distribuição dos postos de cobrança e melhoraria fluxo de passagem nas cabines.
    ___________________________________________________
    fernando@calmon.jor.br e www.twitter.com/fernandocalmon

    RALI SUZUKI ADVENTURE É DISPUTADO NESTE FIM DE SEMANA, DE 25 E 26 DE MAIO, NA CIDADE SERRANA DE PENEDO. AS INSCRIÇÕES SÃO GRATUITAS. VOCÊ QUE TEM UM SUZUKI JIMNY OU GRAND VITARA 4X4 PARTICIPE



    Após o sucesso da primeira etapa em São José dos Campos, no interior de São Paulo, o Suzuki Adventure chega pela primeira vez a Penedo, famosa por sua beleza natural e colonização típica europeia.

    "A prova terá muitos desafios em meio a serras e vegetação. Os participantes terão oportunidade de conhecer trilhas inéditas e ainda apreciar a natureza da região, cercada pelas Serras do Mar e Mantiqueira", destaca Alex Kolling, diretor técnico da prova.

    Além da competição propriamente dita, o evento é uma ótima opção de passeio e turismo com toda a família, já que a região é de fácil acesso para quem vem de São Paulo, Rio de Janeiro ou mesmo Minas Gerais. Além de ser muito acolhedora e reservar inúmeras belezas aos visitantes.

    "Os participantes terão um dia repleto de aventura e diversão", garante Luiz Rosenfeld, presidente da Suzuki Veículos. "Preparamos uma prova muito interessante, com um visual deslumbrante em meio à mata nativa. Haverá travessias de riachos, mata-burros e um piso bem firme", completa.



    Novatos e experientes
    A prova de regularidade é dividida em duas categorias: Fun e Pro. A Pro é destinada às duplas mais experientes, que já participaram de ralis de regularidade. Tem muita diversão, sem deixar a emoção de lado. A Fun é para quem é iniciante e procura um programa diferente com a família e amigos em trilhas off-road.

    A grande novidade deste ano é a categoria Extreme, destinada a pilotos experientes, com carros modificados, que adoram superar novos obstáculos e estão sempre a procura de desafios e muita adrenalina. "Para essa prova, foram criados obstáculos radicais que exigem agilidade off road do piloto, estratégia e muita integração dentro do carro", garante Alex Koling.

    Inscrições gratuitas
    As inscrições já estão disponíveis no site www.suzukiveiculos.com.br para os proprietários dos modelos Jimny e Grand Vitara 4X4. Não há taxa para se inscrever, mas cada carro deve fazer a doação de dois cobertores, que serão destinados a entidades assistenciais da região.

    Premiação
    O grande vencedor da temporada na categoria Pro ganhará uma incrível viagem a bordo do luxuoso navio Grand Amazon, com direito a três acompanhantes. Na categoria Fun, o campeão ganhará quatro dias no charmoso Provence e Cottage Bistro, em Monte Verde (MG), também com direito a três acompanhantes.

    Em todas as etapas, os cinco primeiros colocados da Pro e Fun e os três primeiros da Extreme recebem troféus e prêmios dos patrocinadores.

    O Suzuki Adventure conta com o patrocínio de Bridgestone, Itaú, Mobil, Clarion, Fusion Energy Drink, Truffi Blindados, Weldmatic, Stickcolor, Automotiva Usiminas, Cisa Trading, MVC Soluções em Plásticos e Vix Transportes.

    Programação
    Sexta-feira, 25 de maio
    Vistoria e adesivagem - 19h às 22h
    Aula de Navegação (Pro e Fun) - 20h
    Briefing (Extreme) - 21h
    Local: Estação Penedo
    Rua Coronel Rubens Tramujas Mader, 845
    Cidade Itatiaia - Penedo RJ

    Sábado, 26 de maio
    Secretaria de prova: a partir das 8h
    Briefing de Prova: 9h
    Início das largada: 9h30
    Endereço: Avenida das Mangueiras S/N
    Cidade Itatiaia - Penedo RJ

    Suzuki Adventure - Etapas da temporada 2012
    26/5 - Penedo (RJ)
    23/6 - Joinville (SC)
    25/8 - Brasília (DF)
    6/10 - Belo Horizonte (MG)
    1/12 - Campinas (SP).



    MITSUBISHI LANÇA A VERSÃO NACIONAL DE ENTRADA DA LINHA SUV COM A NOVA PAJERO DAKAR DIESEL AUTOMÁTICA. CUSTA R$ 135.990,00



    Um ano atrás, saia da linha de produção de Catalão (GO) o primeiro Pajero Dakar produzido em solo nacional. Era a versão HPE top de linha, de sete lugares, oferecida com motor Flex e Diesel. Para ampliar a gama de produtos, poucos meses depois foi lançada a versão com câmbio manual e cinco lugares, que mantém o mesmo conforto, segurança e robustez.


    Agora, completando a linha de produtos e buscando sempre oferecer mais opções ao consumidor, além da consagrada versão HPE, a Mitsubishi Motors do Brasil lança o Pajero Dakar Diesel, na versão automática. Com cinco lugares, o amplo espaço interno, tecnologia embarcada e a segurança fazem o sucesso deste SUV.

    O câmbio automático é dotado do moderno sistema INVECS-II (Intelligent & Innovative Vehicles Electronic Control System) de quatro velocidades. A caixa de transmissão analisa e reúne as informações do modo de dirigir do motorista, e se adapta automaticamente para tornar a experiência de dirigir ainda mais agradável e prazerosa.


    O Pajero Dakar também pode ser conduzido pelo modo sequencial Sports Mode, onde o motorista opta pela troca de marchas, proporcionando uma sensação mais esportiva ao dirigir.

    Como em toda a linha, o nome "Dakar" foi escolhido para comemorar os 12 títulos da Mitsubishi no maior rali do mundo, confirmando o DNA 4x4 da marca, sinônimo de liberdade, aventura, superação e resistência.

    Potência
    Com quatro cilindros em linha, o motor diesel de 3,2 litros e 16 válvulas, tem potência de 170 cv a 3.500 rpm e torque de 35 kgf.m a 2.000 rpm. O sistema de alimentação é por injeção eletrônica direta common-rail, turbocompressor e intercooler.

    A alta tecnologia dos motores Mitsubishi faz com que o Pajero Dakar tenha baixos índices de vibração e ruído (NVH) e menor emissão de poluentes, já adequados a nova norma Proconve L6 (PL6).

    Autêntico 4x4
    O Pajero Dakar tem o verdadeiro espírito off-road, e consegue enfrentar as mais difíceis situações 4x4. 

    O sistema Easy Select 4WD torna o Pajero Dakar um veículo perfeito para rodar na cidade, estrada e nos mais diversos tipos de terreno, atestando toda a resistência e versatilidade deste SUV.

    O sistema de tração tem três modos distintos de atuação: 4x2 - somente tração traseira, recomendado para uso urbano/rodovias e se traduz em economia de combustível e menor nível de ruído, 4x4 - tração nas quatro rodas, ideal para pistas de baixa aderência, como terra, areia, cascalho, lama etc. e a 4x4 com reduzida - indicada para uso em situações em que se faz necessário força total, como a transposição de obstáculos.

    Com exceção da reduzida, é possível fazer a troca da tração com o veículo em movimento, rodando em velocidade de até 100 km/h.

    A suspensão dianteira é independente, com braços triangulares duplos, amortecedores hidráulicos, molas helicoidais e barra estabilizadora. Já a traseira é 3-link, com amortecedores hidráulicos, molas helicoidais e barra estabilizadora.


    Versatilidade e conforto
    O Pajero Dakar tem faróis integrados ao para-choque, luzes de neblina com moldura na cor grafite, além de grade frontal com moldura cromada. Para-barro nos para-lamas dianteiro e traseiro preserva a carroceria e a pintura em situações extremas.

    O amplo espaço interno é outro diferencial e acomoda confortavelmente cinco passageiros. A capacidade do porta-malas pode chegar a 1.920 litros com bancos rebatidos.


    Com dois amortecedores a gás, a abertura da tampa traseira é feita sem dificuldades. Os espelhos retrovisores são rebatíveis eletronicamente e os estribos estão posicionados estrategicamente para facilitar o acesso ao veículo. As rodas de 17" são de liga leve, com pneus 265/65 R17.

    Segurança
    Sinônimo de robustez e confiança, o Pajero Dakar vem equipado com diversos itens de segurança para o motorista e passageiros: barras de proteção laterais nas quatro portas, airbag duplo frontal e freios a disco nas quatro rodas, com os sistemas ABS (antitravamento) e EBD (distribuição eletrônica da força de frenagem). 

    Com um raio de giro de 5,6 metros, o Pajero Dakar é versátil em qualquer situação, permitindo curvas e manobras com facilidade. Para transpor os terrenos mais acidentados, o veículo tem ângulo de entrada de 36º e de saída de 25º, com possibilidade de inclinação lateral que chega a até 45°, além de capacidade máxima de subida de 35º.


    O Pajero Dakar mede 4, 695 m de comprimento, 1,815 m de largura, 1,8 m de altura e entre-eixos de 2,8 m, resultando em um excelente espaço interno.

    Cores e preços
    Os veículos estão disponíveis nas concessionárias Mitsubishi de todo o País, nas cores: Vermelho Bordeaux, Verde Pantanal, Branco Alpino, Cinza Londrino, Prata Rodhium, Prata Técno e Preto Ônix. 

    Pajero Dakar HPE Diesel AT - R$ 151.990,00
    Pajero Dakar Diesel AT - RS 135.990,00
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    quarta-feira, 16 de maio de 2012

    ROBERTO NASSER NA SUA COLUNA SEMANAL HOJE AVALIA O NOVO BMW GRAN COUPÊ QUE O BLOG MOSTROU, EM PRIMEIRA MÃO, NO DIA 5 DE MAIO. NASSER ABORDA AS MUDANÇAS DO AUDI A4 E LEMBRA CAROL SHELBY, ENTRE OUTROS INTERESSANTES TEMAS



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    Coluna Nº 2012 - 16 de Maio de 2012

    De BMW Grand Coupê, na Itália 
    A Sicília, ilha distante 3 km da Itália, tem capital em Palermo, virada para a Europa, imprensada entre o Mar Tirreno e uma cadeia de montanhas. A Sudoeste, na costa para o mundo, a pequena Agrigento, próxima à famosa Corleone, pode ser atingida por auto-estrada, duas pistas, 94 km em asfalto liso, sem emendas, buracos, depressões, bem sinalizada, defensas e guard-rails, clara em informações e sinalização. 

    Não é pedagiada, como se crê no Brasil única condição para estradas boas, porém, isto existe, em respeito ao contribuinte devolvendo o produto de seus impostos, e Justiça punindo a empreiteira que superfatura, entrega de menos, e o funcionário público venal, recebendo produto inferior ao contratado, parcelas na conta de nosso subdesenvolvimento.

    Há outra estrada, sem as retas longas, as curvas de amplo raio. 50 km mais comprida, entrega emoções como encontro de muitos caminhos abertos desde 600 A.C. pelos cascos das montarias de africanos, cartagineses, godos, alemães, romanos, franceses,... agora unidos com alguma engenharia.

    Mão dupla, sem acostamento, apenas recuos, idêntica pavimentação, curvas de variados ângulos, algumas reversas, retas de diferentes extensões, 148 km ilustrados por plantações dos típicos tomates doces, azeitonas em nodosas oliveiras floridas, flores, moirões em vergalhão de ferro cercam as pequenas propriedades arranhando pedregosas bases das montanhas, amanhando a terra para torná-la produtiva. Colorem a alma e lembram, vida e economia não são feitas de juros e aplicações financeiras, mas, pelos trabalhos de produzir o tomate, o azeite, as flores, e transportá-los até sua mesa.

    Velocidade de 130 km/h – no Brasil, apenas em dupla via concede-se nunca explicada e limitada 110 km/h. No cruzar múltiplas pequenas cidades, 60 km/h, sem quebra-molas, lombadas, intervenções causadoras de desgastes, aumento de consumo e emissões – e, na prática, declaração pública da incompetência da autoridade sobre a via. 

    Casas em arquitetura original, algumas com mais idade que o Brasil e, surpresa, ver em oficinas, ou trabalhando, alguns Lamborghinis – não dos que você imagina, mas o pequeno trator diesel Carioca, origem da valentia de Ferruccio no fazer carros para peitar outro cabeça dura da Emilia Romana, o Enzo Ferrari.

    Rica e variada estrada sugerida pela BMW a jornalistas de todo o mundo no testar as virtudes do novo BMW 640i Grand Coupé. Do Brasil, quatro. Troquei o fim de semana e a oportunidade de divagar montando Haua – Vento em árabe -, minha mula-de-patrão. Explico: alta, quase sete palmos até a cernelha, inteligente, vivaz, o mais sabido, rápido e confortável na turma dos cavalos, éguas, burros, jumentos.

    Destes, da raça Pega, cruza com égua Manga Larga Marchador, soma inteligência, bons modos, disposição, andar confortável – rápido, como anuncia seu nome. O sufixo -de-Patrão, dá o tom: superior, distinto, não entra na lida no campo, montaria exclusiva do pagador das contas.
    Assim, botei sentido para o trato com os 320 neo-equinos do novo BMW 640i.

    Quer saber? Uma tremenda barata.
    Carro-do-patrão
    Primeira, segunda, terceira ..., ..., oitava. O seis cilindros em linha não reclama, fornecendo torque e potência que há poucos anos seriam referência mentirosa, de 2.979 cm3 de cilindrada, saem 320 hp hígidos, longevos, e 450 Nm de torque, a respectivas 5.800/6.000 e 1300/4500 rpm. A mágica dos números e a larga faixa de produção está no pacote completo em tecnologia para atender leis de consumo, emissões, colocar o comprador como amigo do meio ambiente.

    O abundante torque em baixa rotação, responsável pela viril aceleração, vem da soma de gestão eletrônica, duplo comando, 24 válvulas no sistemaValve Tronic – regulando a admissão de ar, substituindo a borboleta no corpo de injeção – comandos variáveis, turbo com dois rotores, um para baixas-médias, outro daí até as altas rotações, e injeção de combustível direta na cabeça dos pistões. 

    É hoje o pico do pacote de tecnologia economicamente disponível, em crescente adoção, iniciando maciçamente pelos alemães. Permite troca marchas em baixas rotações pela transmissão automática – ou à vontade do motorista, até 6.000 rpm. Se arrancar assim ficará surpreso com 1750 kg, distribuídos por 5,007 m de automóvel, acelerar de 0 a 100 km/h em 5,4 s.! Velocidade final cortada a 250 km/h.

    Impôs vontades, as coisas acontecem, o vigoroso e uno vrumm do motor se manifesta auditivamente. Frequente e sequente, reta permitindo estamina, sinalização de curva à frente traçada por algum burro enjoado há muitos séculos. A alavanquinha sob o lado esquerdo do volante com 38 cm de diâmetro, é acionada junto com o freio.

    A redução, digamos de 8ª para 4ª, a cada puxada faz o motor acelerar sozinho, como casando hipotéticas engrenagens. Quatro discos de freio, ABS e gestão eletrônica, seguram o automóvel, e o ruído do motor chamado às rotações pelas marchas reduzindo a transmissão, avisam haver alguém muito hábil ao volante do Grand Coupé. 

    Direção precisa, elétrica, suspensão independente nas quatro rodas, com peças em alumínio, fazem-no acatar o condutor. É bom para acelerar, para fazer curvas, reduzir, e tem utilidades como o volante passando leve tremor se você sair da faixa sem dar sinal – interpretado como distração, sono, e chama sua atenção.

    O meio ambiente para a condução é agradável, elegante, painel envolvente unido ao console. Embora choque, as atuais preferências nacionais pelo preto, é couro havana, costuras duplas em largos pontos brancos, bancos em creme claro e faixas em havana – os de boa memória lembrar-se-ão do refinamento atrevido dos Simca Présidence e Rallye. Eles embutem almofadas de ar nas laterais, e regulagens elétricas nos frontais. Alcantara – novo nome para camurça fina - reveste o teto. Para abstração, som Bang e Olufsen, cortina elétrica para o vidro traseiro, opção aos laterais, central de informação e GPS, ar condicionado eletrônico, duas zonas para todos.

    Então,
    Estilo marcante, de bom senso amenizando planos e cortes das propostas de Chris Bangle, o designer norte- americano que sacudiu a BMW há alguns anos. A frente é desnecessariamente avançada por razões estéticas, para parecer maior e mais agressivo, combinando com as linhas fluídas. Atrás, porta-malas profundo, tampa curta planta a desejada dúvida entre sedã e cupê. Grand Coupé é pretensão de estilo e mercado, sugerir esportivo com quatro portas.

    Dos 5,007 m, de comprimento, 2,968 m deles entre-eixos, 1,894 m de largura e 1,392 m de altura dão conforto de rolagem e interno. No console, abaixo da alavanca das marchas, botão altera a condução entre Conforto e Esporte ao endurecer amortecedores e ampliar a faixa de rotações do motor para a mudança das marchas. Conforto atende às demandas. Esporte é jogo duro.

    Tal conteúdo instigante, extremamente bem acertado, é definidor: não se destina a usuário de motorista, mas aos que gostam de dirigir e apreciam boa engenharia e suas reações para condução. É Carro-de-Patrão.

    Em venda mundial, entre versões A6 e A8 Audi; E e S Mercedes. Em casa, entre as Série 5 e 7. O pacote de opções de cada versão, pode fazer o 640i custar menos que um Série 5 equipado, ou superar um Série 7 mais simples.

    No último trimestre, o 650i, V8, 4.395 cm3, dois turbos presos no V a 90 graus, fazendo 450 hp e 650 Nm em torque. 0 a 100 km/h em 4,4s. Aí, arranhará outro sedã, o Porsche Panamera. Belicosos, os alemães começam as brigas em casa.

    Aqui
    Vendas ao final do ano. Preços indefinidos por falta de clareza ou estabilidade do Governo quanto à aplicação do recente adicional de 30 pontos percentuais sobre veículos importados. Valerá o conceito: entre os Audi A6 e A8 e Mercedes Classes E e S. BMs 5 e 7.

    BMW 640i, Grand Coupé. Confortável, acertado, Carro-de-Patrão

    Audi A4. Muda muito, mas não parece
    É o cavalo-de-batalha da Audi, de maiores lucros da marca e avaliza devaneios nos modelos maiores e riscos nos menores – como o mal sucedido A2, sem matar a coragem para fazer o A1.

    Em 40 anos, desde o A80, superou vender 10 milhões de unidades, e comunizar peças com equivalentes Volkswagen traçou o caminho de marketing e engenharia – ser a referência tecnológica superior à VW.

    Mudou pouco externamente, faróis, grupo óptico posterior, aprimoramento mecânico, confortos, segurança, e resultados em condução esportiva.

    Configuração mecânica com motor transversal, quatro cilindros, turbo compressor e injeção direta. Na versão Ambiente 180 cv de 4.000 a 6.000 rpm e 320 Nm de torque das 1.500 às 3.900 rpm, transmissão com polias variáveis, dita Multitronic, com oito velocidades referenciadas. Versão Ambition, mais 31 cv, caixa mecânica com duas embreagens, sete velocidades, chamada S-Tronic. S indica tração total. Suspensão independente, Multilink com cinco braços na dianteira, trapezoidal na traseira.

    A atualização deu ao interior volante mesclando couro e alumínio, e na área de eletrônica, centro de divertimento, GPS e comando por voz. A direção tem assistência elétrica, solução nestes dias em que os automóveis são desenhados pelos burocratas redatores das normas de emissões e consumo de combustível. Pacote comum a estrangeiros deste porte: bancos frontais com ajuste e memória, piloto automático, sensores de luz e chuva, teto solar, freio de estacionamento por botão eletro-mecânico, pacote de som e interfaces com o exterior. R$ 149.700

    Quando se vê carro que ao mundo é para classe média mas no Brasil para quase ricos ou milionários, é de se pensar sobre a eficiência da legislação de impostos em nosso País. E, em que pese a omissão e a trapalhada dos importadores no trato com o assunto, há dúvida sem explicação: pagar mais que o dobro em relação aos outros mercados não é poupar os nacionais da concorrência, tornando-os apenas caras neo-carroças?

    Audi A4, poucas mudanças, atualização 
    Shelby. Foi-se o homem, fica o mito
    Quase 90, foi-se Carrol Shelby, o vitorioso norte-americano há décadas proibido de continuar correndo de automóveis por sua saúde delicada. Orgulhosamente texano por seu chapéu de vaqueiro, ganhou muitas corridas, ficou doente, enfartou, sofreu transplantes de coração e rim, mas no que se meteu deu certo. Era o vitorioso que ante as dificuldades se re-inventava.

    O nome Cobra logo o associa. É fato. Para ganhar corridas tomou um inexpressivo AC, esportivo inglês, e enfiou-lhe um motor Ford V8 de 289 si. Deu certo e o automóvel evoluiu, ganhou muitas corridas, virou ícone dos mais copiados em todo o mundo. Não perdeu o fio, iniciou re-fabricá-lo. Hoje os originais são clássicos pós-guerra e quanto os novos tem elevados preços.

    Quando a Ford resolveu derrotar a Ferrari, chamou-o para ajudar no como fazer. Fosse por reconhecida competência, ou por antiga abrasão com Enzo Ferrari – quis contratá-lo como piloto, porém, sem salário – Shelby foi e auxiliou a criar o GT 40, derrotando a Ferrari três vezes seguidas nas 24 Horas de Le Mans. Para refazê-lo, em 2002, chamou-o como consultor.

    Criou o mítico Mustang GT 350; o Mustang Shelby, - desprezou o logo do cavalinho correndo, substituiu-o por ofídio pronto a dar o bote, dando-lhe nome latino; fez consultoria à Chrysler na construção do Viper – víbora, outra cobra; voltou à Ford.

    Bem sucedido, amigo dos amigos, sem deslumbramento, mantinha uma fundação para auxiliar crianças sem saúde a tentar o que fez: vencer a morte por décadas, indo-se em idade superior aos saudáveis que não precisaram lutar.

    Shelby, exemplo

    Roda-a-Roda
    Fim – A De Tomaso, pequena fabricante criada pelo polêmico e criativo argentino Alejandro De Tomaso, em nova crise. Hoje, de Gian Mario Rossingnolo, ex-presidente da Lancia, assumiu a marca; uma fábrica Pininfarina; 1.500 funcionários da Delphi italiana; criou o medíocre Deauville, e saiu buscando grupos de investidores, incluindo os sempre lembrados chineses.

    Próximo – Nada aconteceu, o equivalente do BNDES italiano não compareceu, a empresa tem passivos a liquidar, empregados a demitir.

    Alemão – Após início argentino, balão de ensaio para entrada na seara dos picapes, a Volkswagen dividiu produção do Amarok com a fábrica de Hannover – onde faz linha comercial e pinta o Porsche Panamera. De lá, 40 mil unidades/ano para Europa e África, cortando o barato da Argentina, restrita ao mercado latino americano.

    Bravo – À venda, a modelia 2013 marca evolução, mais equipamentos e inteligência no câmbio Dualogic. Manobras sem acelerar; decisão de não mudar para marcha maior se perceber hesitação do motorista; mudanças cada vez mais suaves. Sem repasse da evolução: Essence 1.8 16V a R$ 57.150; com Dualogic 1.8 16V + R$ 2.640; Absolute Dualogic a R$ 66.830 e T-Jet, turbo e câmbio mecânico 6 velocidades R$ 71.950.

    Quebra-cabeças – Não é quebra-molas, lombada, mas ondulação transversal o calombo que a administração municipal, estadual ou federal planta nas ruas e estradas. Pretendem controlar a velocidade, mas, apenas causam redução de média horária, aumentam consumo e poluição, danificam veículos.

    Solução - Anti engenharia, é legalmente o último meio para resolver problemas de trânsito e deve ter acompanhamento de, no mínimo, um ano para saber dos resultados. Você conhece algum estudo de engenharia para implantá-la ou mantê-la? Se ilegal, que tal denunciar o diretor do Detran ao Ministério Público?
       
    Solução – Queda de vendas pelo maior rigor bancário no fazer financiamentos levou a indústria automobilística a pedir solução ao governo. Sairá quando a redução no recolhimento do IPI minguar a entrada de recursos, e ameaçarem demitir metalúrgicos em São Bernardo do Campo, SP. Nas medidas, o usual é reduzir impostos. Ou, no caso, Banco do Brasil e Caixa Econômica assumirem financiamentos, tipo, Meu carro, Meu sonho ...

    Mercado – Queda de vendas fez a Peugeot reagir: os 207 com entrada de 50% e prestações de R$ 499; com 55% de sinal e R$ 499 para o 207, três portas; Sedan e SW a R$ 36.990. No 408, câmbio automático de quatro velocidades sem aumento de preço, com a versão intermediária Feline a R$ 59.990.

    Medida - Vale para maio e, medida de importância, a campanha de publicidade foi aprovada pessoalmente pelo presidente Fréderic Drouin.

    Resposta – Se a Peugeot perdeu vendas e reduziu juros, a Renault vendeu mais e, para não baixar o embalo, zerou-os para Duster, Fluence, Logan, Sandero, Megane Grand Tour e Symbol. Clio, Kangoo e Master, de fora.

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