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domingo, 9 de novembro de 2014

COM O NOVO AUDI TT CHEGANDO ÀS CONCESSIONÁRIAS, A MARCA COMEMORA MAIS UM CRESCIMENTO DE VENDAS NO MUNDO DE MAIS DE 146 MIL CARROS, UM AUMENTO DE QUASE 11% A MAIS, EM OUTUBRO, EM RELAÇÃO AO MESMO MÊS DE 2013.


A AUDI AG iniciou o quarto trimestre do ano com um significativo crescimento das vendas: em outubro, as entregas mundiais apresentaram um aumento ano a ano de 10,8 por cento, para cerca de 146.200 carros. 


Em termos cumulativos, as vendas da Audi desde janeiro subiram cerca de 10,1 por cento, para aproximadamente 1.444.900 unidades. 

No último mês, os três principais mercados de exportação para a marca dos quatro anéis deram uma contribuição particularmente forte, com taxas de crescimento de dois dígitos: a China com 17,0 por cento, os Estados Unidos com 16,5 por cento, e o Reino Unido com 22,1 por cento.

“Esse bom começo para o último trimestre mantém a Audi no caminho certo para ter um bem sucedido ano de 2014,” disse Luca de Meo, membro do Conselho Administrativo para Vendas da AUDI AG. 

“A Audi tem obtido crescimento em todas as regiões do mundo e também estamos vendendo mais carros do que nunca na Europa”, acrescentou.

Embora o mercado europeu como um todo ainda esteja bem atrás do nível pré-crise de 2007, a Audi registrou uma nova alta recorde naquela região com cerca de 655.100 entregas de janeiro a outubro. 

No mês passado, a Audi entregou cerca de 65.100 carros para seus novos proprietários na Europa, uma elevação de 5,4 por cento com relação ao mesmo período do ano passado. 


Seu modelo SUV campeão de vendas, o Q5, viu sua demanda saltar significativamente em 22,6 por cento. 

Entre os principais mercados para as vendas da empresa na região, especialmente a Bélgica (+11,9% para 2.725 carros), a Espanha (+21,3% para 3.139 carros) e novamente o Reino Unido apresentaram um forte desempenho: para a Audi UK, as vendas subiram 22,1 por cento para 12.721 carros, em outubro. 

No seu mercado doméstico alemão, onde a Audi aumentou suas entregas em 3,5 por cento para 220.948 unidades desde o início do ano, a fabricante premium fechou o mês de outubro no mesmo nível do ano passado (+0,5% para 22.905 carros). 

Em meio ao difícil ambiente de mercado na Rússia, o volume total de entregas de 2.624 unidades, em outubro, ficou 15,8 por cento abaixo da cifra verificada no mesmo mês do ano passado. 

Com as vendas caindo 5,8 por cento para 28.348 unidades desde janeiro, os negócios para a Audi permanecem, porém, muito mais estáveis do que o mercado russo como um todo.

Os últimos meses viram vários mercados de médio porte e alto potencial para a AUDI AG em todos os continentes alcançarem maior proeminência em termos do seu perfil geral de vendas. 

Essa tendência foi mantida em outubro, especialmente pelo Japão (+14,9% para 1.976 carros), Austrália (+27,0% para 1.627 carros) e Canadá (+28,1% para 2.497 carros). 

Em todos aqueles mercados, a Audi agora atende aproximadamente duas vezes mais clientes do que cinco anos atrás. 

Na Turquia, o volume de vendas da empresa chegou até mesmo a triplicar durante o mesmo período – a marca em outubro de 1.453 entregas foi 35,7 por cento superior ao mesmo mês do ano passado. 

A empresa também manteve seu ritmo forte no Brasil (+84,5% para 1.201 carros), o que significa que a demanda por modelos Audi neste mercado dobrou no espaço de um ano, para 10.866 unidades vendidas.

Entre as principais regiões em termos de vendas para a marca dos quatro anéis, as estatísticas de crescimento para outubro foram impulsionadas pela América do Norte, onde as vendas cresceram cerca de 17,3 por cento, para 18.595 carros. 

Os Estados Unidos sozinhos contribuíram com 15.150 clientes, uma elevação de 16,5 por cento. 


Os negócios da Audi of America foram impulsionados pelas altas taxas de crescimento do modelo SUV completo, o Q7, assim como dos modelos compactos A3 e Q3, que foram introduzidos este ano. 

Na China, a AUDI AG recentemente também ampliou com sucesso sua posição de mercado no segmento de modelos compactos premium

A empresa manteve seu crescimento de dois dígitos na China no mês passado, aumentando suas vendas para todos os modelos em 17,0 por cento, para 48.108 veículos.

Além dos modelos A3 e Q3 que agora estão disponíveis em todos os principais mercados, o SUV de porte médio Q5 exerceu um papel importante para o resultado positivo das vendas globais em outubro: cerca de 22.100 clientes, portanto 11,4 por cento mais do que em outubro 2013, receberam as chaves do seu Q5 no mundo todo. 

Desde a sua introdução no mercado no final de 2008, o modelo tem ampliado seu total de vendas de forma contínua ano após ano, e tem sido o modelo número um no seu segmento premium sem interrupção desde 2009. 

No final deste último mês de outubro, as concessionárias dos primeiros mercados europeus também viram o novo Audi TT fazer sua estreia nos showrooms

Desde 1998 e ao longo das duas primeiras gerações desse ícone do design, a Audi já vendeu mais de 510.000 TT de todas as variações do modelo.




Vendas AUDI AG
Em outubro
Cumulativas
2014
2013
Variação com relação a 2013
2014
2013
Variação com relação a 2013
Mundo Todo
146.200
131.957
+10,8%
1.444.900
1.312.705
+10,1%
Europa
65.100
61.780
+5,4%
655.100
626.584
+4,6%
- Alemanha
22.905
22.801
+0,5%
220.948
213.408
+3,5%
- Reino Unido
12.721
10.417
+22,1%
139.561
125.554
+11,2%
- França
4.951
4.949
0,0%
48.318
48.272
+0,1%
- Itália
4.112
4.015
+2,4%
41.740
39.571
+5,5%
- Espanha
3.139
2.587
+21,3%
34.030
31.147
+9,3%
- Rússia
2.624
3.115
-15,8%
28.348
30.097
-5,8%
Estados Unidos
15.150
13.001
+16,5%
146.133
127.412
+14,7%
México
948
903
+5,0%
10.455
9.386
+11,4%
Brasil
1.201
651
+84,5%
10.866
5.430
+100,1%
China
(incl. Hong Kong)
48.108
41.117
+17,0%
463.812
399.330
+16,1%

ESTUDO DA ANFAVEA SOBRE O MERCADO BRASILEIRO DE AUTOVEÍCULOS EM 2034 MOSTRA UM PAÍS MUITO PROMISSOR PARA AS MONTADORAS, O QUE EXPLICA O SEU INTERESSE EM CONSTRUIR NOVAS FÁBRICAS NO PAÍS. DAQUI A 20 ANOS, O NÚMERO DE VEÍCULOS CIRCULANDO NO PAÍS SERÁ DE QUASE 100 MILHÕES. O ATUAL ÍNDICE DE 5,1 HABITANTES POR VEÍCULO CAIRÁ PARA 2,4 , NUMA POPULAÇÃO QUE O TRABALHO ESTIMA EM 226 MILHÕES, MAIS 25 MILHÕES QUE ATUALMENTE


De acordo com um estudo apresentado pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), e apresentado à nação pelo presidente da entidade, Luiz Moan Yabiku Júnior, a frota circulante, que, em 2013, era 39,7 milhões de veículos, em 2034, crescerá 140%, ou seja elevará o número de veículos automotores no País para 95,2 milhões.

Com o título “2034 – Uma Visão do Futuro”, o trabalho que trabalha com um horizonte de 20 anos, traça a tendência de crescimento da população, PIB, PIB per capita, taxa de motorização, frota e licenciamento em cenários otimista, básico e pessimista.

O estudo mostra que a população brasileira saltará dos atuais 201 milhões de habitantes para 226 milhões, em 2034, o que representa um crescimento médio de 0,5% ao ano.

Com um aumento médio de 3% ao ano, o PIB brasileiro, 
de US$ 2,243 trilhões, em 2013, passará, de acordo com o estudo, para US$ 4,036 trilhões, em 2034. 

Tais indicadores resultam em uma elevação do PIB per capita de US$ 11,2 mil, em 2013, para US$ 17,9 mil, em 2034.

Ao considerar este aumento do PIB per capita e a tendência mundial de evolução da taxa de motorização – em cálculo feito pela Anfavea –, o estudo aponta que esta taxa no Brasil sairá dos 5,1 habitantes por veículo, em 2013, para 2,4 daqui 20 anos.

Isso significa que a frota circulante, segundo o estudo, crescerá 140%, ou seja, atingirá 95,2 milhões de autoveículos – em 2013, a frota era 39,7 milhões.


O trabalho mostra também que para atingir esses resultados, o licenciamento, em 2034, chegará ao patamar de 7,4 milhões de unidades comercializadas por ano – um crescimento médio de 3,7%, ao ano, no período. 

Para Luiz Moan Yabiku Júnior, presidente da Anfavea, o estudo é mais uma prova do potencial brasileiro.

“Uma das maiores riquezas do Brasil é o seu mercado interno. Somos um País com dimensões continentais e com uma população que cresce tanto em número quanto em renda", comentou

Luiz Yabiku Jr. disse que não tem dúvidas de que estes são alguns dados que chamam a atenção de grandes empresas, que atraem tantos investimentos para o Brasil e que nos dão a certeza de que o futuro é promissor.


* O estudo completo está disponível no www.anfavea.com.br/coletiva.pdf.

sábado, 8 de novembro de 2014

MINI BRASIL TEM NOVO DIRETOR. JULIAN MALLEA NEGRI, ESPECIALISTA EM MARKETING E VENDAS E FINANÇAS, ASSUMIU O CARGO COM O OBJETIVO DE DAR CONTINUIDADE À ESTRATÉGIA DE CRESCIMENTO DA MARCA NO PAÍS



Executivo da BMW Group Argentina desde 2003, Julian Mallea Negri foi nomeado novo diretor da MINI no País. Ele foi gerente de Marketing e Vendas da BMW Motorrad, gerente da MINI Argentina e supervisor de Finanças do grupo. 

Julian, que substitui Nina Dragone, nomeada no início de outubro para a Diretoria de Marketing do grupo BMW no Brasil, antes, trabalhou na KPMG Argentina e foi gerente de Finanças da Escobar S.A.C.I.F.I., grupo de concessionárias do Norte da Argentina.

“A MINI vem conquistando cada vez mais o mercado nacional. Em março deste ano, por exemplo, a marca teve o segundo melhor mês de vendas desde a sua chegada ao Brasil, com 261 unidades emplacadas. Minha missão será dar continuidade as estratégias de crescimento da MINI Brasil, reforçando os diferenciais de performance e design da marca para o público brasileiro”, garante o novo diretor.

Julian Mallea Negri é graduado em “Public Accountmant” pela Universidad Católica de Cuyo, pós-graduado em “Taxes” pela Universidad de Belgrano e MBA pela IAE Business School da Universidad Austral.

NUMA BELA AÇÃO DE MARKETING, O ESTANDE DA SUBARU NO SALÃO DO AUTOMÓVEL É PONTO DE ENCONTRO DE PERSONALIDADES, ATLETAS E ARTISTAS E TRANSMISSÃO DA RÁDIO ELDORADO/ESTADÃO

No lado esquerdo o ator e humorista, e Flávio Padovan, diretor-geral da Subaru, segundo na direita
Foto: Marcelo Mansfield

O estande da Subaru na 28ª edição do Salão Internacional do Automóvel, que se encerra amanhã, domingo, em São Paulo, tem despertado a atenção e o interesse dos milhares de visitantes da exposição tanto pelo carro-conceito VIZIV2 e os novos modelos sedans esportivos, WRX e WRX STI, quanto pelo ponto de encontro de artistas, músicos e atletas, formado pelas atrações do espaço da rádio Eldorado/Estadão, emissora pertencente ao Grupo Estado, montado no estande da marca Subaru

A programação da rádio, transmitida diretamente do Salão, conta com os programas: Estadão Noite, Jornal do Carro, Estadão Esportes e Rádio Blog - Eldorado, além de flashes diários na programação da emissora com notícias sobre o Salão do Automóvel.

Os visitantes do estande da Subaru também conhecerão de perto as personalidades que participarão dos programas transmitidos a partir do estúdio da rádio montado no Salão. 

Já passaram pelo espaço da marca Subaru: Fabiana Murer, atleta do salto com vara; Sabrina Parlatore, modelo e apresentadora; Marcelo Mansfield, ator e humorista; Vitor Baptista, campeão da Fórmula 3 Brasil; Falcão, cantor; Buiu, trompetista; Wanderleia, cantora.

Até amanhã, último dia do Salão do Automóvel estão previstas as visitas de outras importantes personalidades ligadas a música, artes e esportes. 

Confira abaixo, a programação da rádio no estande da Subaru e os respectivos convidados:

- 08 de novembro: Programa “Jornal do Carro”, com as pilotos convidadas: Suzane Carvalho e Bia Figueiredo

Futebol
Os apaixonados por esportes não terão motivos para deixarem de visitar o estande da Subaru no Salão.

A exemplo do que aconteceu no final de semana anterior, neste domingo (09/11), a partir das 14 horas, o programa “Estadão Esportes, que transmite informações atualizadas do futebol brasileiro e internacional, além das principais notícias do automobilismo, basquete, vôlei e esportes olímpicos, será realizado a partir do estúdio da rádio Eldorado/Estadão montado no estande.

Além das últimas informações dos esportes, o “Estadão Esportes” também realiza a transmissão ao vivo das principais partidas do futebol brasileiro, com os comentários de uma equipe experiente de profissionais, composta pela assistente de arbitragem, Ana Paula Oliveira; e os ex-atletas, Zetti, Veloso e Basílio.

NOTÍCIAS DO ANTIGOMOBILISMO: NESTE FIM DE SEMANA EM SÃO PAULO, NO MEMORIAL DA AMÉRICA LATINA ACONTECERÁ O ENCONTRO NACIONAL DE ÔNIBUS E CAMINHÕES ANTIGOS.




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sexta-feira, 7 de novembro de 2014

O SALÃO DO AUTOMÓVEL DESTE ANO É O MAIOR E O MAIS CONCORRIDO DE SUA HISTÓRIA NO MOMENTO EM QUE MONTADORAS ENFRENTAM DIFICULDADES E CONSUMIDORES PERDEM PODER DE COMPRA. A CULPA É DA INFLAÇÃO, DOS SALÁRIOS BAIXOS, DA FALTA DE INVESTIMENTOS E DOS ALTOS IMPOSTOS



Salão do Automóvel 2014 ganha respeito das montadoras e multidões fazem a festa 


Por Arnaldo Moreira


Neste domingo (9/11) chega ao fim a 28ª edição do Salão Internacional do Automóvel de São Paulo, já considerado o maior da história desse certame que ganhou notoriedade em toda a América Latina e o respeito das montadoras, principalmente a partir de 2012, ano em que foi registrada a presença de diversos de seus presidentes e marcou o lançamento de carros mundiais, como os Ford Fusion e o EcoSport.



Essa movimentação significativa deixava antever um novo ciclo automotivo brasileiro que se materializou com a chegada de novas marcas certas de que conseguiriam abocanhar uma fatia de um mercado emergente e evolucionista, apesar de instável econômica e financeiramente.

Para “convencê-las” a dar o passo seguinte o governo deu uma mãozinha criando o programa Inovar-Auto, encostando as montadoras na parede: ou instalavam suas fábricas no País, única forma de se beneficiarem dos benefícios concedidos às “nacionais”, ou teriam de se submeter às normas pesadas das importações.

As alemãs Audi e BMW, a coreana Hyundai, as chinesas Chery e JAC Motors decidiram apostar na implantação de fábricas no País, todas em construção e a Fiat, agora dona da Chrysler, tratou de fortalecer sua presença no mercado com a instalação de uma planta de sua nova marca em Pernambuco, de onde sairão modelos Jeep. 


A PSA não perdeu tempo e está construiu a fábrica da Citroën, no Estado do Rio de Janeiro, ao lado da da Peugeot.

O Salão de São Paulo deste ano é o reflexo dos investimentos monstros, envolvendo muitos bilhões de dólares, que o setor automotivo está fazendo no País. 

O sucesso do Salão, no entanto, está na contramão do desempenho quase pífio do segmento neste ano e que quase levou a BMW e a JAC Motors a desistirem de se instalar no País.

É verdade que não podemos dizer que houve um desastre nas vendas de carros no País, este ano, afinal, as montadoras anunciam mensalmente crescimento em seus balanços, mas esses resultados estão muito aquém do esperado e abaixo dos obtidos em 2013.

A desaceleração da economia, fruto do aumento da inflação, da instabilidade dos níveis de emprego, em queda, a ausência de novos investimentos no País, os baixos salários, levaram à perda do poder de compra dos brasileiros, ajudada (leia-se agravada) pela excessiva carga tributária, e isso refletiu-se inevitável e negativamente na venda de automóveis.


Aparentemente, alheio a esse quadro não tão animador para quem expõe ali seus produtos, o Salão de São Paulo, que registrou, este ano, a maior presença de jornalistas da sua história, segue em ritmo de festa de arromba comemorando um volume de visitantes nunca antes obtido.

Todos os brasileiros desejam que a indústria floresça, pelos empregos e as receitas em impostos que gera e esperam que o governo retome as rédeas da retomada dos investimentos, trazendo para o País novas fábricas, bons investimentos, e consiga domar e levar a inflação para os níveis mais baixos possíveis.

Dentro de dois anos, teremos um novo salão do automóvel que queremos que seja muito mais internacional do que o deste ano. Que venha 2016.


ROBERTO NASSER, NA COLUNA DESTA SEMANA TOCA NO ASSUNTO SUV, ENTRE AS DIVERSAS NOTÍCIAS QUE OFERECE EM SUA COLUNA. CONFIRA


Coluna nº 4514 - 7 de Novembro de 2014
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Mundo do automóvel: SUV ou SAV?

Antigamente automóvel se dividia em poucas versões: sedã, cupê, station – ou camioneta. 
Depois, tipo jipe e picape pequeno. Agora, o leque se ampliou. 

Por razões de mercado, mudou a morfologia, criando o SUV, “Sport Activity Vehicle”, veículo utilitário esportivo, com andar tentativamente confortável e habilidades superiores em serviços duros. 

Inspiraram-se no Jeep station wagon – no Brasil dita Rural, pioneira na especialidade. 

Conteúdo como a tração nas quatro rodas foi mantido, e a decoração espartana foi incrementados em confortos e implementos de veículos de luxo.

O desenvolvimento dos sistemas de tração, o surgimento do diferencial intermediário, o uso da eletrônica, tornou seu uso mais amigável e fácil.

Houve, também, a mudança de óptica quanto ao uso dos sistemas de tração. Antes apenas de engranzamento constante, ou acionando-se o eixo dianteiro, sempre com transmissão mecânica, os novos usuários não precisavam de tal adjutório no dia-a-dia sobre asfalto. 

Daí, o sistema para fazer força, arrancar toco, descer à grota, carregar transformador elétrico morro acima, tornou-se, pela falta de uso, componente desnecessário e caro.

SAV
A BMW, ao lançar o X3, em 2003, identificou-o em novo conceito, o SAV, acrônimo de 
“Sport Activity Vehicle”

Na prática, o parágono de dinâmica esportiva, interior Premium, robustez, agilidade, e baixos consumo e emissões. 

A princípio, visto como mero carimbo publicitário, o tempo cuidou de mostrar as diferenças com os SUV, incluindo outra medida, a relação entre tamanho externo e área interna. 

Ou seja, quanto mais compacto, usável diuturnamente e versátil, mais adequado ao rótulo.

O SAV, ao contrário do SUV, não é feito para puxar trailler, barco, rebocar, andar off road, deslocar tralha pesada, nem tem grande altura livre do solo.

Com tais diferenças visuais e de aplicativo, o sonho dos projetistas do SAV é tê-lo visto pela clientela como SUV, como ocorre. 

Sujeito compra um monovolume mais alto e com partes pintadas em preto, e se sente poderoso, como se dirigindo Land Rover 90 na selva amazônica.

Jipinho?
No Brasil, a Imprensa simplifica e público trata qualquer versão de monovolume com maior altura do solo como jipinho, mesmo sem qualquer habilidade intrínseca. 


Jeep é do departamento de valentia, um dos poucos a criar caminho novo na história do automóvel, e jipinhos nacionais aí não se enquadram.

Assim, se lhe interessa compra de um destes veículos, verifique a ficha técnica para saber se a tração é para trabalho ou apenas uma questão de dirigibilidade em pistas molhadas e piso irregular. 

Se é um Jeep enfeitado como automóvel, ou automóvel querendo parecer Jeep por decoração e suspensão elevada.

SUV – carro de ir


SAV – apenas sugere poder ir

Outro goiano, o Lancer
Após importar e vender para formar frota para manutenção e torná-lo conhecido, a MMCB empresa nacional fabricando Mitsubishis, em Catalão, GO, iniciou produzir o sedã Lancer no País. Período permitiu desenvolvê-lo às peculiaridades local – piso e gasolina.

Bem formulado – motor em alumínio, 2,0 litros, quatro cilindros, 16V, 160 cv e importantes 20 m.kgf de torque. 

Tração frontal nos modelos básicos e total no GT, cinco marchas mecânicas ou seis virtuais pela transmissão automática CVT, comando por alavanca no piso ou sob o volante. 

Suspensão independente nas quatro rodas, Mc Pherson frontal e Multi link traseira. Cuidada administração de espaços, incluindo dobradiça pantográfica no porta-malas, para não subtrair espaço à bagagem.

Atrativo interno, sistema multimédia e tela de 18 cm. E sensores para chuva e acendimento dos faróis, controle de áudio no volante, ar condicionado automático. 

Nove bolsas de ar, ABS de quatro canais, BAS como auxiliar de freios, carroceria absorvedora de impactos.

É o mais novo e o mais nacionalizado dos Mitsubishis, pois motor agora tem partes feitas na planta de Catalão. 


R$ 1 bilhão aplicados em implantar fundição, e nova pintura dobrando a capacidade produtiva a 100 mil unidades/ano entre picapes L200 Triton, suvs Pajero TR4, Dakar e crossover ASX.

Lancer goiano tem coragem ao uso de rodas em liga leve com 18” e pneus 215x45. Sua lateral, uns 9,5 cm de altura, andará na fina linha separando charme visual e as possibilidades de danos e cortes em nossa vergonhosa malha urbana e viária. Garantia de três anos, sem limite de quilometragem.

                        Quantos R$
Lancer 2,0 MT
      66.490
Lancer 2,0 CVT
      72.490
Lancer 2,0 GT
      83.990
Lancer GT AWD
      97.490

Curiosidade
Fazer o carro em Catalão, sem os custos dos importados – cara e burocrática logística de vir do Japão ao Goiás, pagar 35% de imposto de importação e mais os 30% adicionais, não reduziu o preço ao consumidor.


Mitsubishi Lancer, goiano, preço do importado

Salão, ainda

Negócio – A fim de ser revendedor de marca pequena e elegante? 


A DS, antes divisão da Citroën e agora marca própria, busca nomear distribuidores nas principais capitais – S. Paulo, Rio, Curitiba, Belo Horizonte e Brasília.

DS 6, ex-Citroën, marca e rede próprias


Caminho – Jörg Hoffmann, presidente, garantiu ser flex o motor 1.4, turbo, injeção direta, a utilizar no SAV Q3 a partir de 2015, quando ambos produzidos na Brasil. 

Motor em São Carlos, SP, Q3 no Paraná, em fábricas da Volkswagen.

Credo – Hoffmann, mandado para fazer mercado, e François Dossa, da Nissan, dobrar participação e alcançar o primeiro posto em qualidade, exudam tratar o negócio como a tropa de elite e seu dístico: missão dada, missão cumprida.

Na cola – Mercado tem maior briga no segmento médio Premium, entre Audi A3, BMW Series 3 e Mercedes C, marcas vendendo umas 12 mil unidades em 2014. 

Número indica crescimento. Mercedes 25% segundo Dimitri Psilakis, diretor. No geral, mercado cairá uns 9%.

Entusiasmo - Apresentação mais entusiasmada do Salão foi a do Jeep Renegade, por Sérgio Ferreira, diretor-geral da marca. 

Avisou, será líder – Ultrapassando Ford EcoSport e Renault Duster. Disse, a Jeep redefinirá o segmento no Brasil e, para tirar dúvidas, enfatizou “não tem p’ra ninguém”.

Roda-a-Roda

Mudança – Processo de defenestração de Luca de Montezomolo da condução da Ferrari se desdobra: a FCA, união de Fiat, majoritária no controle da Ferrari, e Chrysler, decidiu levar a Ferrari à situação anterior, de empresa independente, fora da FCA.

A público – Lançará em bolsa 10% das ações Ferrari para captar US$ 1,5B; emitirá ações para obter US$ 2,5B; distribuirá restante aos acionistas da FCA, exceto os 10% pertencentes a Piero Lardi, herdeiro de Don Enzo e novo presidente da empresa. Ferrari, extremamente rentável, é atrativo investimento e charmosa aplicação.

Mico caro – Hyundai e Kia pagarão US$ 350 milhões – uns R$ 800 – para encerrar investigação do governo dos EUA a respeito de dados falsos de consumo dos carros da marca. Lá, jogo duro quanto a consumo e emissões.

Mais – Após tímida entrada no País, marca Lexus, Toyota de topo, quer ampliar negócios, com NX novo SAV compacto. 


Mira assemelhados alemães VW Tiguan, Audi Q3, BMW X3. Motor 2.0 litros, 16V, injeção direta, 238 cv, transmissão automática de seis marchas. 

Entre $ 200 mil e R$ 230 mil. Projeta vender 600 unidades, em 2015. Concorrentes, 20 vezes mais.

Profissional – Lastreado, respeitado, do ramo – foi da Petrobrás na nacionalização dos equipamentos de perfuração, e do governo federal à abertura das importações, presidente da Ford –, Antônio Maciel Neto, agora nº 1 do grupo CAOA defende a manutenção do IPI reduzido. Sem choro, argumenta, seria compensação à queda do mercado, em 2014.

Vermelho – Até setembro Ford perdeu US$ 975M na América do Sul. Problemas foram em seu maior mercado, o Brasil: baixo desempenho da economia e interrupções pela Copa do Mundo e Eleições; Argentina e Venezuela, em credo comum, também perderam atividade.

Atestado – Inmetro, de metrologia, certificou o Centro Tecnológico da Mahle Metal Leve em Jacareí, SP. 

O laboratório, um dos 10 da empresa no mundo, desenvolve anéis de pistão, camisas de cilindros e filtros para motores flex.

Imagem – Pirelli, de pneus, é marca favorita aos homens no Brasil, diz pesquisa Folha Top of Mind, com 46% das indicações. 

Vista por patrocínios esportivos, bons produtos, institucionais - como manter o monumento ao Cristo Redentor, Rio de Janeiro -, e equipar metade dos automóveis e suvs nacionais.

História – 85 anos no Brasil; ligada aos resultados de corridas com os carros nacionais nos anos ’60, com o pneu Cinturatto, primeiro radial aqui produzido, divisor de águas em comportamento.

Mudança – Diz portal PIA, Intercar, tradicional (desde 1962) revenda carioca de automóveis Mercedes-Benz, foi comprada pelo grupo AB Paulo Simões, com bandeiras VW, Nissan, Volvo, Honda e GM. 

Ao nome acrescerá prefixo AB; manterá loja em Copacabana e oficina em São Cristóvão. Novo show room possivelmente no Leblon.

Festa – MAN Latin America, dos caminhões e ônibus Volkswagen comemora 18 anos de fábrica em Resende, RJ. Pioneira, nela aplicou o Consórcio Modular, sistema produtivo com fornecedores trabalhando na linha de montagem.

Mais – Responsável por 65% da receita do município, a presença da MAN, então Volkswagen, viabilizou ida de outras montadoras e empresas no entorno – Peugeot/Citroën, Nissan, e futuramente Jaguar Land Rover.

Mudança – Fortaleza aplica sete ônibus articulados em corredor exclusivo Antônio Bezerra/Centro. 

Mercedes-Benz, a exemplo de Brasília, S. Paulo, Rio, Vitória, Curitiba e Porto Alegre. Tem 67% do mercado de ônibus no Brasil.

Incentivo – Fenabrave, entidade dos revendedores autorizados, e Caixa Econômica fecharam ação de vendas. 

Correntistas tem crédito pré-aprovado, pagamento pós-Carnaval, juros de 1,35% a.m. e 36x. Até final do ano.

Enzima – Neste mês promove o Salão Auto Caixa, na rede revendedora. Último, em setembro, fomentou vendas em 18%. Tático, Flávio Meneghetti, presidente da Fenabrave, não calcula impacto sobre vendas de varejo ou danos do aumento dos juros e a inflação do medo. Ação interessa às duas partes.

Também – Banco do Brasil, também oficial, busca ampliar-se na área. Oferece aos clientes BB Estilo, de maior renda, financiamento em até 60x, juros a partir de 0,79% mensais, primeira parcela em 180 dias, troca com troco ... Momento atual sobra dinheiro, faltam clientes.

Mercado - Querem navegar no barco da reação, findas eleições, com 13º. salário, desconto de IPI até o final do ano – e mostrar resultados ao novo de novo governo federal.

Expansão – Outra fábrica do atrevido Grupo Randon: Araraquara, interior paulista. Crê no futuro e atacará dois mercados: semi reboques canavieiros e vagões ferroviários. Início de produção em 2016. Governo paulista concedeu incentivos e fará ligação rodoviária à área, fazenda com 122 ha.

Fim – Após 26 anos acabou a TAS, Torcida Ayrton Senna. Família sem interesse em apoiar, pediu o imóvel da sede. Acervo à venda, R$ 100 mil.

Enfim – Felipe Nasr, brasiliense, chegou à Formula 1. Estará na equipe Sauber. Nasr é melhor que o team, mas era a única opção. Tem talento para acertar o carro.

Gente – Boris Feldman, jornalista, desafio. 

OOOO 35 anos no Estado de Minas, onde colocou o caderno Veículos em liderança nacional, vai-se ao jornal Hoje em Dia. 

OOOO Razões desconhecidas. Mercado diz, dificuldades financeiras do grande jornal mineiro atrapalham o presente, arriscam o futuro. OOOO

Depois do Renegade, um 
picape Fiat, em Pernambuco

A Fiat construiu, mas será uma das inquilinas do novo espaço industrial em Goiana, Pe. 

Entre moldar o projeto e demarrar a atividade industrial, assumiu a corporação Chrysler, unindo-se sob a razão social FCA. 

Tantas alterações re formataram o projeto para produzir veículos das marcas associadas.

O pioneiro é o Renegade, menor na família Jeep, marca também absorvida. Logo após, um modelo Fiat.

Não é apenas adicional endereço fabril, mas iniciativa corajosa, grande, ampla, cara em seu investimento de R$ 4 bilhões, parte de projeto de políticas públicas de dispersão das atividades industriais a outros estados. 

Jeeps já foram montados em Jaboatão, PE, no distante 1965, pela então detentora da marca, a Willys-Overland.

O ampliar do leque industrial muda a feição do empreendimento. Não será unidade fabril adicionando produção à marca Fiat mas, em nova óptica, ao raiar do próximo ano resgatará e implantará duas marcas com pegadas no País, a citada Jeep e Dodge/Chrysler.

O espaço em Goiana, próximo ao porto de Suape, facilita importar insumos e exportar veículos, segue a vitoriosa estratégia da Fiat em atrair fornecedores ao seu entorno - sob seu teto. 

A grande área de 12 milhões de m2 - 12 km2 ou três km de frente com lateral de 4 km, recebeu 12 galpões para 17 fornecedores-parceiros, operando a logística de produção ou finalização de componentes ao lado das linhas de montagem de veículos. 

Reduz custos, fortalece parceria, escapa dos problemas da entrega de componentes.

Capacidade industrial plena será de 250 mil unidades/ano - quatro vezes a soma da Audi, da Mercedes, em implantação, e da BMW em início de operação.

Quanto aos produtos, o pequeno Renegade foi apresentado como próximo líder do segmento. 

Opções de motores 1.8 flex, 2.0 turbo diesel, transmissões mecânica de 5 velocidades ou automática com seis e nove marchas, e diferenças no padrão decorativo. 

Sucesso no Salão do Automóvel, quer reescrever a história do Jeep no Brasil e transformar a linha de produção pernambucana em base de exportações à América Latina.

Segundo produto terá marca Fiat. A empresa resolveu focar nos picapes, sua área de maior competência e liderança, com novo modelo, situado no espaço vago entre o líder Strada e os picapes médios. 

Motorização diesel fornecida pela associada FPT, tração dianteira, focando em mercado de entrega urbana e aplicações em asfalto.

Quem foi ao Salão o viu, mascarado sob a capa de um sedã/cupê apresentado como FCC 4. 

Sob as linhas instigantes está a plataforma do novo picape, com 5 m de comprimento e 2 m de largura.


Depois do Renegade, no quatro trimestre Fiat terá picape grande. Aqui, escondido sob a roupa de sedã/cupê.

____________________________________ edita@rnasser.com.br 

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

SALÃO DO AUTOMÓVEL DE SÃO PAULO 2014 É PARA SER RELEMBRADO, SEMPRE, POIS JÁ É CONSIDERADA A MELHOR DE TODA A HISTÓRIA DESSE EVENTO QUE JÁ SE TRANSFORMOU NUMA CARTARSE PARA OS ADORADORES DE AUTOMÓVEIS BRASILEROS


Alta Roda 

Nº 809 — 6/11/14
 
Fernando Calmon


NÃO É PARA ESQUECER



O Salão do Automóvel de São Paulo, que se encerra no dia 9 deste mês, surpreende pelo conjunto da obra. 

São vários lançamentos, nacionais e importados, mas com diferentes graus de importância que, somados, tornam essa edição uma das melhores da história. 

A rigor, um modelo se destacou por significar a reestreia de uma marca tradicional, que já produziu no Nordeste brasileiro há mais de cinco décadas, e volta para a mesma região com fábrica muito maior. 

O Jeep Renegade é nova referência entre os utilitários esporte compactos pela ampla gama prometida que inclui câmbio automático de nove marchas, motor diesel, assistente de estacionamento e teto solar removível.

Esse segmento, no entanto, teve muitas outras novidades. Honda HR-V e Peugeot 2008, embora sem aptidões fora-de-estrada como o produto da Fiat Chrysler, estão prontos para a produção, os três ao longo de 2015. 

A Nissan avançou com seu SUV também para o mesmo público, o Kicks (nome provisório), que surgiu no Anhembi com estilo arrojado e bem próximo ao definitivo, provavelmente para o final de 2015. 

Chamou tanta atenção que o sedã Versa, levemente reestilizado e agora já na linha de montagem, ficou em plano secundário. 

Até as marcas chinesas Chery e JAC não deixaram passar a oportunidade com o Tiggo 5 e o T5, respectivamente. 

A Suzuki surpreendeu graças ao novo S.Cross.

A confirmação da fabricação aqui do SUV médio-compacto Land Rover Discovery, como primeiro produto da marca inglesa, já era esperada. 

Ao seu lado no mesmo estande, o elegante sedã médio-grande Jaguar XE, ainda com volante no lado direito, é um bom indicativo de que também está nos planos das instalações de Itatiaia (RJ,) em 2016.

Interessante, as diferentes estratégias da Renault e da Fiat em relação às suas novas picapes. 

Enquanto a Duster Oroch aparecia em lugar de destaque, com estilo e nome definido, como a primeira compacta de cabine dupla e quatro portas no mercado, a Fiat decidiu disfarçar bastante sua inédita picape média. 

Na realidade, ambas ainda não disputam essa categoria e, portanto, poderiam se exibir de forma mais aberta. 

Entretanto, a marca italiana exagerou no disfarce e no conflito de proporções, apesar de rumores apontarem para sua estreia no segundo semestre do próximo ano, antes mesmo da Oroch.

Pseudoaventureiros continuam a surgir, a exemplo do cross up!, Spin Activ, Sandero Stepway e Saveiro Cross cabine-dupla.

Já a Hyundai deu boas indicações de como evoluirá o estilo do HB20 por meio do conceitual R-Spec (SUV compacto, aliás, também nos planos para 2016) e reintroduzirá o Veloster agora com motor adequado, 1,6 L turbo/204 cv.

 Discretamente, a Citroën exibiu no C4 Lounge o primeiro turbo flex (173 cv/etanol) de uma marca de alta produção, antes disponível apenas no BMW Série 3.

Entre importados, vários lançamentos do recente Salão de Paris já valem a visita ao de São Paulo: Mercedes-AMG GT, BMW i8, Porsche 918 Spyder, Audi Off Road Concept, Lexus NX, Honda NSX, Nissan GT-R e Toyota FCV (primeiro elétrico de série a usar pilha a hidrogênio), além de carros bonitos embora de venda limitada como as peruas Classe C e Golf Variant. 

As duas americanas têm o Ford Mustang (importação é certa) e o Corvette Stingray (ainda em avaliação).



RODA VIVA

RUMORES dão conta de que recentes quedas de vendas e dificuldades financeiras crescentes de quase todos os fabricantes (também chamado de “Prejuízo Brasil”) levariam a possível pedido de revisão das metas de diminuição de consumo de combustível do Inovar-Auto, previstas para 2017. 

Anfavea nega qualquer mudança.

FATO é que, em momento econômico ruim, a indústria terá de desembolsar muito. 

Fala-se que o governo federal prepara para meados de 2015 decreto de compras preferenciais de veículos com melhor selo de consumo (A ou B). 

Trata-se de outro desafio pois até agora o programa de etiquetagem é voluntário. Governo recuará?

HYUNDAI Grand Santa Fe, um dos poucos SUVs para sete passageiros, entrega o que promete. 

Espaço interno generoso, motor V-6/270 cv/32,4 kgfm silencioso e adequado ao peso do veículo, desempenho razoável em uso leve fora-de-estrada graças a um sistema moderno 4x4, vários comandos elétricos (até do freio de estacionamento). 

Suspensão poderia ser mais firme.

FENABRAVE, banco estatal Caixa e seu associado PAN assinaram acordo, semana passada, para apoiar as vendas de fim de ano das concessionárias. 

Serão oferecidas taxas de juros mais baixas, pagamento inicial após o Carnaval e financiamentos de natureza emergencial às empresas. 

Sem dúvida ajuda, mas as condições econômicas ainda precisam melhorar muito.

PESQUISA da Fundación Mapfre, ligada à seguradora espanhola, indicou que itens de segurança estão em terceiro lugar na ordem de preferência dos comparadores no Brasil. 

Motivo principal é o preço e depois a marca. Amostragem foi pequena – 300 consumidores – e não deixa de surpreender. 

Afinal, quando opcionais, aqueles equipamentos não costumam estar entre as prioridades.
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fernando@calmon.jor.br e twitter.com/fernandocalmon

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