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sexta-feira, 10 de abril de 2015

MERCEDES, RENAULT E A NISSAN SE JUNTAM PARA FAZER UMA PICAPE, NA ARGENTINA, JÁ NO ANO QUE VEM. A INSPIRAÇÃO É A NISSAN NP 300. ENTRETANTO, A PEUGEOT APOSTA TUDO NO 2008, QUE ACREDITA VAI DAR DOR DE CABEÇA ÀS CONCORRENTES.



Coluna nº 1.515 - 10  de Abril de 2015 
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Tríplice Aliança em picape com três caras
Leitor da Coluna sabe, foi aqui onde leu, com antecipação, dos planos e da definição da Mercedes-Benz em fazer um picape para 1t., na Argentina. 


Também foi aqui informado da decisão da Renault em aproveitar a base do novo picape NP 300 Nissan, para fabricar um com sua marca no vizinho país. 

Internamente o picape Renault é chamado Raptur.


Agora, da mistura de informações, a matriz da Mercedes-Benz confirma: terá seu picape, e não será produzido solitariamente, mas produto de Tríplice Aliança. 

Há século e meio acordo com tal título foi costurado para unir Argentina, Brasil e Uruguai para varrer da competição sul americana o então valente Paraguai. 

O acordo renasce agora com vezo comercial, mas os inimigos são outros, os custos.


Alemã Daimler, controladora da marca Mercedes, francesa Renault e sua associada japonesa Nissan ampliaram seus entendimentos de troca de conhecimentos e meios, e cada marca terá um picape made in Argentina. 

Aos compradores pode parecer curiosidade a Renault fazer um Mercedes ou um Nissan, mas purismo de fidelidade à marca é qualidade ou defeito de consumidor. 

Para as marcas, todos os veículos são quase iguais, e os métodos são capazes de padronizar as diferenças. 

No caso a base do picape será do Nissan NP 300, sob seu desenvolvimento, e quase pronto. 

Assim, Mercedes ou Renault não precisam investir em desenvolvimento. 

A Nissan não tem operação industrial na Argentina, mas a Renault a tem na sexagenária planta de Santa Isabel, em Córdoba, onde produzirá para as três marcas. 

Coisa rápida, 2016.

Picape Nissan NP 300 gerará meio irmãos Mercedes e Renault


Elegante, chegou o Peugeot 2008
No ano das novidades em crossovers, SAVs e SUVs, chegou novo participante, o Peugeot 2008. 

Concorrente a ser considerado, bem dotado em conteúdo, harmônico em preços.


Baseia-se no hatch 208, dele herdando os bons acertos de suspensão, direção e freios.


A morfologia, cruza entre e monovolume, gerou produto interessante, espaçoso, bem equipado, e a Peugeot focou em duas versões bem completas em decoração e conteúdo, Allure, motor 1.6, flex, 122 cv, transmissão mecânica de cinco velocidades, R$ 67.190, ou automática com quatro. 
A R$ 70.890. 

Versões intermediárias e topo com a Griffe, também flex 1.6, mas o THC, motor turbo produzido com a BMW, 173 cv a R$ 79.590. 

Nesta a transmissão é mecânica de seis velocidades, sem opção automática. 

(O câmbio com quatro velocidades não suporta o torque do motor, e a carroceria não tem espaço para admitir a transmissão com seis.)


Preços e conteúdos bem definidos entre o 208 e os novos frequentadores do segmento, recém lançados Honda HR-V e Jeep Renegade. 

A Peugeot foca no trato interno para gabaritar o 2008 na nova postura da marca, identificar seus veículos como elegantes e refinados. 

Versão básica mais complete do segmento: rodas em liga leve, central multi midia com tela por toque em 7”, GPS, ar condicionado bizona, quatro air bags, ABS, trio elétrico, luz diurna de LEDs.


Na versão Griffe com motor turbo há regulagem para melhorar a aderência em pisos como lama e barro, facilitador para pequenas dificuldades em estradas não pavimentadas.


Vendas a partir de maio, e projetadas a 1.000 unidades mês, número contido ante o pantagruelismo de Jeep e Honda, buscando mais de 4.000 u/m cada.


Com o 2008 a Peugeot foge de identificá-lo com a falsa imagem de jipinho. 

É um veículo multi função, espaçoso, andar de automóvel, 20 cm de altura livre, porém estável. 

Concede andar em pisos ruins, mas sem vender a ilusão da capacidade de arrancar toco ou rebocar caminhão Scania carregado, como sugerem outros com a mesma morfologia.


Peugeot 2008, elegante, bem equipado, bons preços


Renault Espace. Paralelo ou substituto?
Há três décadas o Renault Espace criou o segmento dos monovolumes modernos – já andara por ele no pós-Guerra com coisa parecida, o Galion, mas destinado a cargas, entrega de lavanderias - neste nível. 

O novo mesclava ampla área interna, conforto e rodagem automobilística – aqui foi reproduzido pelo Comendatore Toni Bianco sobre Ford Belina, no fim dos anos ’80.


Voltou agora em edição revista e melhorada, no conceito de Crossover, outra mistura entre espaço e rodar automobilístico. 

No caso, grande, e baixo em seus 4,85m de comprimento, 1,68m de altura, 2,88m entre eixos, 660 litros no espaço de carga. 

Vende a imagem de dinamismo e usou o conceito Citroën do para brisas amplo, chamando-o Lumiére.


Demanda – ou crença do construtor – dos tempos atuais, muitos itens de conforto eletrônico, com ênfase ao sistema Renault Multi Sense, instalado num tablet em tela de 8,7” no console central, de onde se controlam as diversas funções, incluindo regulagem de direção, suspensão, motor e câmbio.


Na Europa, motores a diesel e gasolina. 

Este, 1.6 turbo, 200 cv, e 26 kilos de torque, somados a transmissão com duas embreagens e sete velocidades.


Aqui
Chegará ao Brasil, pois incluído no plano de produtos da empresa mostrado pela Coluna há três semanas. Motorização incerta. 

A atual geração, incluindo o 1.6, está em fim de linha, mas inexiste sinalização quanto a produzir nova geração com injeção direta de combustível e turbo compressor.


Questão básica a flutuar é se o Espace será produzido em paralelo ao Renault Duster, ou se o substituirá 

Espace


Roda-a-Roda


Respiro – Marca famosa por tecnologia, velocidade e performance, Lancia veio em descenso, parando em modelo único, o pequeno e charmoso Ypsilon. 

Agora, no Salão de Nova York a FCA apresentou o Lancia Delta HF Integrale.


Futuro – Apesar de utilizar a plataforma Cusw - compact us wide – do Alfa Giulietta, base ao Chrysler 200, o Integrale indica tração nas 4 rodas, e novo motor, V6, 2.5 litros, 295 cv, encolhido a partir do 3.6 Pentastar. 

Anúncio foi feito no 1º. de abril. Tempo dirá se real ou brincadeira.


Futuro, 1 – Salão de Seul mostrou o caminho de estilo a Kia na próxima geração. 

É o Novo Concept, desenvolvido em casa, na Coreia do Sul sobre sua plataforma C. 

Proporções sugerem rendimento esportivo ao sedã de quatro portas. Próxima geração de médios deve incorporar seus conceitos.


Idem – Caminho de novidades no segmento dos sedãs com aura de cupê foi aberto pela VW no Salão de Genebra, com o Sport Concept Coupé GTE, em plataforma MQB, base de Golf e Polo. 

Parte dos conceitos estará no Passat CC.

Sport Concept Coupé VW inspirará sedãs médios da marca


Topo – Outro concorrente ao Porsche 911 na faixa de performance x preço: além de Audi R8, AMG GT, o novo McLaren 570S. 

Menor ao irmão 650S, tem motor V8 3,8 bi turbo e gera 570 cv, 60 quilos de torque, entre eixos traseiro, transmissão dupla embreagem, sete velocidades. 

Carroceria e chassis em fibra de carbono, para uso diário. 

Faz 0 a 10 km/h em 3,2s, indo a 328 km/h como final.

McLaren 570S


Atualização – Nova série do Mercedes Classe B. Reformulação na dianteira e no interior, mantém a motorização 1.6 injeção direta, turbo, fazendo 156 cv, e foco bem ajustado de ser carro de família, formulação e rótulo responsáveis pelas vendas de 380 mil unidades desde o lançamento em 2005. 

No Brasil, mais de 10 mil. Três versões, a partir de R$ 128.900.


Ocasião – Jeep escolheu boa data para anunciar início vendas e retorno da marca ao Brasil. 

4 de abril, 4/4, lembrando, seu Renegade tem opção 4x4.


Aumentos – Apesar do mercado mostrar atrativos e descontos para desovar estoques, frear a produção com férias antecipadas – e demissões – para harmonizar a boca do forno e o tamanho do balcão, preços tendem a subir. 

Inevitáveis – Estoques grandes permitiram conviver com inflação, mas o aumento do dólar deve insuflar os preços, nos importados – já em ascensão -, e nos nacionais. 

Nestes, muitos dos itens caros, como equipamentos eletrônicos ou seus componentes, são importados, e terão influência nos aumentos.


Parou? – Vendas da indústria automobilística marcaram os resultados menos piores do ano. 

Primeiro trimestre foi 17% menor em relação a idêntico período do ano passado. 

Pode significar o fim da queda, próxima ao patamar de estabilidade, talvez a 20% inferior aos números de 2014.


Mais – Governo Federal ainda não se preocupou com a queda nos negócios de automóveis fazendo decair o valor das revendas. 

Tornaram-se extremamente atrativas a investidores estrangeiros querendo montar redes de distribuição no País. 

Hoje, há algumas, com atrativo retorno de capital aos investidores.


Mais – A Sabó, nacional de autopeças, a maior dentre as poucas sobreviventes da razia ocorrida há duas décadas com a abertura da economia, vendeu sua divisão de borrachas à italiana Reflex&Allen. 

Quer se instalar no Brasil.


Incentivo – Campanha desenvolvida pela agência Hava - Liberdade para sua aventura -, tenta motivar usuários do SAV Aircross a sair da frente do computador e ir aproveitar a vida.


Gente – Mudanças na Honda, prestígio ao pessoal da casa. Júlio Koga e Carlos Miyakuchi, vice-presidentes nas fábricas de automóveis e motocicletas. 

OOOO Alexandre Cury, diretor da operação motocicletas. 

OOOO Marcos M Oliveira, número 1 para as revendas 4R, e Sérgio Bessa, diretor comercial automóveis, agora diretor de Relações Públicas. 

OOOO Jorge Portugal, 49, argentino, engenheiro, vice-presidente de vendas da Volkswagen. 

OOOO Ocupava o mesmo cargo na VW Argentina. 

OOOO Vitória e bom começo de gestão de David Powels, novo presidente da empresa no Brasil, cobrando mais resultados ao defenestrado ocupante anterior – que não se reportava a ele, mas à matriz. OOOO
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edita@rnasser.com.br 




O Q3 QUATTRO, UM INTERESSANTE SUV DA AUDI AVALIADO PELO BLOG É O PRESENTE QUE DAMOS AOS NOSSOS LEITORES. TRATA-SE DE UM CARRO CONFIÁVEL MECANICAMENTE, MUITO CONFORTÁVEL, SEGURO E COM O DESEMPENHO QUE SE ESPERA DE UM MODELO DA MARCA DOS QUATRO CÍRCULOS ENTRELAÇADOS. OS 600 QUILÔMETROS PERCORRIDOS NA ESTRADA E NA CIDADE, ME DEIXARAM A CERTEZA DE COMO É POSSÍVEL FABRICAR CARROS DE QUALIDADE. CONFORTO, DIRIGIBILIDADE, DESEMPENHO E ESPAÇO SÃO PONTOS FORTES QUE JUSTIFICAM TER UM Q3.


Texto e fotos de Arnaldo Moreira

O Blog recebeu da Audi um Q3, turbo, de câmbio automático de sete marchas, preto, versão Ambiente, com am
plo teto solar e muito charme, para teste e poder, assim, passar para nossos leitores as impressões desse belo SUV. O menor dos crossovers da Audi, é um carro extremamente equilibrado. 



Importado, o modelo começará a ser produzido em São José dos Pinhais, perto de Curitiba, a partir do 1º trimestre de 2016 - com motor 1.4 com turbocompressor e injeção direta.



Muitos brasileiros, apaixonados por carros de qualidade, já sonham em poder comprar um Audi apostando na prática de preços mais acessíveis, a partir da fabricação nacional



Esse desejo é compreensível, pois o que se sente ao andar no Q3 é um misto de conforto, desempenho e prazer de dirigir esse alemão econômico, apesar de seus 170 cv, que o mantém alerta o tempo todo. Na estrada é notável sua desenvoltura visível, também, nas subidas.


A segurança, aumentada graças à tração permanente 4 x 4, aliada perene do sistema de segurança ativa, é completada com cintos de três pontos para os cinco passageiros e sete airbags frontais e laterais.



É inevitável não realçar a eficiente acústica da cabine que aumenta o prazer de ouvir música, graças, também, ao sistema de som de boa qualidade. O Sync dá acesso ao telefone e à sua lista de músicas.



O Q3 tem na suspensão outro ponto forte. Nas ruas esburacadas e de asfalto irregular do Rio de Janeiro, essas irregularidades são muito bem absorvidas pela suspensão tipo multibraço, na traseira com barra estabilizadora, roda tipo independente, molas helicoidais e as rodas de 18".



E o barulho do motor incomoda? Em baixas rotações nem se percebe a sua existência, que só começa a notar-se  em rotações mais altas. Aí, o propulsor 2.0 TSFI - que entrega de 28,5 mkgf  entre 1.700 e 4.200 rpm - deixa no seu ronco uma ameça: Vai encarar?



Bancos, de couro, confortáveis oferecem uma boa acomodação. A altura do habitáculo assegura que passageiros mais altos não toquem a cabeça no teto.




E voltando à questão espaço, o porta-malas revela-se com seus 460 litros...

... que se transformam em cerca de 900 l com os bancos rebatidos.



Tanto na frente - o do motorista tem regulagem elétrica - com atrás, os assentos têm uma boa ergometria e são confortáveis. 


O amplo teto solar panorâmico elétrico.
Em um trecho anterior, disse que o Q3 é um carro econômico, é-o de fato. A Audi diz que este modelo 2014 consome menos 17% que o modelo anterior.

De fato, peguei o carro, com o tanque cheio, na quarta-feira e rodei na cidade, fazendo minha vida normal, até sábado, quando rumei para Angra dos Reis, regressando ao Rio no mesmo dia. Rodei com o mesmo combustível na cidade até quarta-feira, até  devolver o carro à Audi - com muita pena. 




Essa economia tem a ver com os modernos propulsor e transmissão de sete velocidades, com troca manual de marchas nas borboletas, do Q3 que o fazem ir de 0 a 100 km/h em 7,3 s e atingir os 212 km/h de velocidade máxima.




Uma boa iluminação dos faróis de xenônio oferece uma condução noturna segura na estrada e durante o dia as lanternas de LED tornam o carro mais visível para os pedestres. 


E o eficaz ar condicionado dual zone, com saída para os passageiros do banco traseiro, é a verdadeira salvação no calor úmido do Rio de Janeiro. 

ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS

Motor
Dianteiro, transversal
Número de cilindros
4 cilindros
Número de válvulas
16 válvulas
Combustível
Gasolina
Cilindrada (cm³)
1 984 cm³
Potência (cv)
170 cv de 4 300 a 6 200 rpm
Torque (mkgf)
28,5 mkgf de 1 700 a 4 200 rpm
Câmbio
Automático, 7 marchas
Tração
Integral
Suspensão dianteira
Independente
Suspensão traseira
Independente
Direção
Elétrica
Rodas
Liga leve, 17
Pneus
235/55 R17
Comprimento (m)
4,38 m
Largura (m)
1,83 m
Altura (m)
1,59 m
Entre-eixos
2,60 m
Porta-malas (l)
460 l
Tanque (l)
64 l
Peso em ordem de marcha (kg)
1 510 kg


quinta-feira, 9 de abril de 2015

O VI FÓRUM DA INDÚSTRIA AUTOMOBILÍSTICA DEIXOU UMA PERGUNTA NO AR: POR QUANTO TEMPO O CENÁRIO ATUAL DE RETRAÇÃO PERSISTIRÁ? O SETOR, APESAR DE UM COMEÇO DE ANO DE VENDAS EM QUEDA, ACREDITA QUE ATÉ O FIM DO ANO HAJA UMA REAÇÃO, QUE MAIS NÃO SEJA PARA DESOVAR OS ALTOS ESTOQUES ACUMULADOS NOS PÁTIOS. ESSA SITUAÇÃO, PORÉM, NÃO ARREFECE O PROGRAMA DE LANÇAMENTOS, PRINCIPALMENTE, DE MODELOS SUV.

 
Alta Roda 

Nº 831 — 9/4/15 
Fernando Calmon


FALTA DE CONFIANÇA

A grande indagação durante o VI Fórum da Indústria Automobilística, organizado pelo grupo de comunicação Automotive Business, em São Paulo, foi por quanto tempo o cenário atual de retração persistirá.

Apesar do primeiro trimestre desastroso, sem dúvida haverá uma reação no restante do ano que servirá apenas para mitigar a projeção de queda anual.

No primeiro trimestre, as vendas acumuladas de veículos leves e pesados recuaram 17%, enquanto as projeções mais pessimistas apontam que o ano fecharia com recuo de 12%. 

O grande problema de curto prazo são estoques altos demais, o que aumenta o índice de ociosidade da indústria e as perspectivas de desemprego.

A produção pode ser um pouco menos afetada por uma conjugação de fatores: leve aumento nas exportações em razão da desvalorização do real e, pelo mesmo motivo, a perda de competitividade de veículos importados a serem substituídos pelos de fabricação nacional. 

Este é um ano com muitos lançamentos, em especial no segmento de SUVs. 

Mesmo em 2014, houve um balanço positivo: 431 lançamentos e 225 descontinuações ao se somarem todos os modelos e versões disponíveis no mercado interno.

Para a consultoria Carcon, no entanto, a produção poderá preservar o único número positivo em 2015: crescimento de 1,7%, ou seja, 3,05 milhões de unidades. 

E os fatores acima citados se repetiriam até 2019, quando o Brasil alcançaria 3,82 milhões de veículos produzidos. 

Seria ainda um nível desconfortável, pois a capacidade instalada anunciada pelas antigas e novas empresas ficará acima de cinco milhões de unidades. 

Ideal é utilizar ao menos 75% desta capacidade para que investimentos em novos produtos se justifiquem e não se crie a espiral negativa do passado.

Pesquisa eletrônica durante o Fórum indicou que os participantes acreditam que só em 2017 o mercado interno voltará a apresentar números positivos, indicando três anos consecutivos de vendas em retração. 

É provável a Índia ultrapassar o Brasil, que cairia para a quinta posição no ranking mundial.

Ainda que condições econômicas e políticas atuais expliquem grande parte do mau momento do setor, essa crise demonstra que artificialismos atrapalham mais que ajudam. 

Reduções temporárias de imposto induzem movimentos de antecipação de compras e se usados por períodos longos criam vícios. 

Ideal seria uma reforma tributária, pois a indústria de veículos representa 5% do PIB, porém recolhe 10% de todos os impostos.

Na realidade, enquanto perdurar o atual clima de falta de confiança dos entes da economia as vendas de veículos não se recuperarão. 

As correções estão no rumo correto, mas ainda há incertezas de como os políticos se conduzirão.

Octavio de Barros, economista-chefe do Bradesco, citou dois exemplos positivos na Índia e nos EUA. 

O primeiro ministro indiano, Narenda Modri, preconiza menos governo e mais governança. 

Já o ex-secretário de Tesouro americano, Lawrence Summers, construiu a frase lapidar: “Confiança é o estímulo mais barato”. 

Nos EUA, com carga fiscal bastante baixa para consumidores, a política econômica deve focar nas causas, não nos efeitos. 

Sem experimentalismos do Brasil e sua conta pesada em forma de pessimismo generalizado.

RODA VIVA

CONFORME a Coluna adiantou, reestilização de meia-geração do Gol ficou para o primeiro trimestre de 2016 e a nova geração (arquitetura MQB do futuro Polo alemão) só no final de 2017. 

Volkswagen espera vender (somando Audi) cerca de um milhão de unidades no Brasil em 2018. 

Ou seja, confia em recuperação do mercado interno e também aumento de participação.

RENAULT Duster 2016 ganhou atualização visual: grade, grupo ótico, para-choques dianteiro e traseiro, rodas e lanternas traseiras com LEDs. 

No interior, costura dupla no estofamento, novo painel e tela com GPS. 

Motor 2-litros ganhou 6 cv (agora 148 cv), porém torque caiu um pouco para 20,7 kgfm. 

No 1,6 L só mudou curva de torque. Preços: R$ 62.990 a R$ 78.490 (4x4).

MOTOR turbo do Fiat Bravo T-Jet 2016 é ponto alto no carro, em especial ao se apertar o botão de Overboost (sobrepressão). 

Potência se mantém em 152 cv, mas o torque de 23 kgfm faz nítida diferença. Retoques estilísticos são modestos. 

Relevante é a monitoração de pressão dos pneus. 

Pena que a caixa manual de seis marchas tenha curso de engate longo.

GANHOU outra vida o Mercedes-Benz GLA 250 com motor turbo de 2 L/211 cv. Faltava essa versão no crossover (SUV de teto baixo) alemão que será produzido no Brasil, logo no início de 2016. 

Apenas o motor de 1,6 L turboflex será nacionalizado. 

São duas versões: Vision por R$ 171.900 e Sport, R$ 189.900. 

Ambas se destacam por materiais de ótima qualidade.

HONDA lançará em 2016 novo Twist, pseudo-aventureiro baseado no Fit. 

Desta vez, a mudança é mais radical e não superficial como na geração passada do monovolume compacto (ou hatch de teto alto) da marca japonesa. 

Filão de modelos que remetem a “aventuras” no asfalto mesmo ou em (boas) estradas de terra não parece ter fim.
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fernando@calmon.jor.br e twitter.com/fernandocalmon

quarta-feira, 8 de abril de 2015

NISSAN PARTICIPA DO CINQUENTENÁRIO DE CRIAÇÃO DO PARQUE INFANTIL "KODOMO NO KUNI", NO JAPÃO, PARA ONDE DOOU 100 DATSUN BABY. O 100º CARRO FOI PRESERVADO E FICARÁ EXPOSTO NA SEDE DA MONTADORA, EM YOKOHAMA,


Yokohama – Para comemorar os 50 anos da abertura do parque infantil "Kodomo no Kuni" ("Terra das Crianças") no Japão, a Nissan restaurou um "Datsun Baby", veículo doado na época da abertura pela fabricante de veículos ao empreendimento de entretenimento. 

A unidade recuperada ficará exposta na sede da Nissan, em Yokohama, que também receberá uma exposição fotográfica especial sobre o modelo e o parque.

O "Datsun Baby" foi criado e desenvolvido pela Nissan especialmente para o parque temático. 

A empresa doou cem carros e a unidade número 100 foi preservada pelo Kodomo, sendo agora restaurada pela Nissan. 

Além da doação dos pequenos Datsun, a Nissan ofereceu materiais de educação no trânsito e supervisão no desenvolvimento do curso de direção para as crianças brincarem.

Criado para comemorar o casamento entre o então príncipe Akihito Shinno (atual imperador do Japão) e a então princesa Michiko, o parque abriu as portas oficialmente no dia nacional da criança no Japão, em 5 de maio de 1965, ao norte da cidade de Yokohama. 

A doação dos 100 carrinhos foi resultado do forte apoio da Nissan ao projeto e à missão do parque.

O objetivo da Nissan no desenvolvimento dos "Datsun Baby" foi educar as crianças sobre as condições reais do trânsito e a segurança ao dirigir. 

O carro era baseado no Cony Guppy, pequeno veículo de dois lugares e 200 cm² de cilindrada da Aichi Machine Industry Ltda que foi especialmente redesenhada pela Nissan para permitir que as crianças pudessem dirigir uma amostra em escala real de um veículo.


O "Datsun Baby" tinha suspensão independente igual aos veículos de corrida, com duplo braço na frente; transmissão automática com conversor de toque; limitador de velocidade (até 30 km/h); faróis que atendiam à legislação de trânsito da época e design da carroceria que incorporava as tendências de carros esportivos da década de 1950.

A restauração foi feita pelo Clube Nissan de Restauração de Veículos, grupo de voluntários do Centro Técnico da Nissan, que inclui funcionários das divisões de desenvolvimento e pesquisa. 

Desde sua criação, em 2006, o clube vem ensinando as técnicas de restauração empregadas em carros do passado, além da cultura automotiva. 

Até dois carros históricos são restaurados por ano e o "Datsun Baby" é o 10º projeto do clube.

Assim como em outros trabalhos, as restaurações somente começaram após as especificações terem sido cuidadosamente estudadas e as partes degradadas identificadas. 

Com a ajuda de diversos fornecedores, o clube finalizou o "Datsun Baby" em pouco mais de nove meses. 

O carrinho será exposto em diversos eventos durante esse ano, inclusive na festa dos 50 anos do parque.

SUBARU LEVA AO SALÃO INTERNACIONAL DE NOVA YORK SEU "STI PERFORMANCE CONCEPT" FRUTO DO TRABALHO DE SUA DIVISÃO ESPORTIVA. A SUBARU TEM UMA LONGA E VENCEDORA FOLHA DE EXCELENTES SERVIÇOS PRESTADOS EM PISTAS DE CORRIDA PELO MUNDO.


São Paulo, 8 de abril de 2015 - A Subaru revelou no Salão Internacional do Automóvel de Nova York, o conceito “STI Performance Concept”. 



Essa versão faz parte dos planos de expansão nos Estados Unidos da Subaru Tecnica International (STI), divisão de alta performance da Subaru, em suas três principais áreas de negócios: peças para preparação esportiva, carros especiais STI e automobilismo.

O STI Performance Concept é uma demonstração do nível técnico e de inovação da equipe de engenheiros da STI, além de apresentar a capacidade de desenvolvimento desta divisão. 



Este conceito utiliza o motor Boxer turbo de competição desenvolvido pela STI para o carro de corridas BRZ Super GT, além de trazer componentes especialmente desenvolvidos na suspensão e chassis.



"Na STI, por nossa experiência nas corridas, sabemos que para vencer é importante não apenas ter alta potência, mas que todos os aspectos de desempenho sejam equilibrados no carro", declarou Yoshio Hirakawa, presidente da Subaru Tecnica International Inc. 



"Quando alcançamos esse equilíbrio, o piloto sente o carro mais fácil de conduzir e mais confiável, podendo usá-lo integralmente, até o limite de seu desempenho. Nosso plano é produzir carros e acessórios que pilotos e motoristas possam realmente curtir", acrescentou.


Design esportivo e moderno
O conceito STI Performance Concept traz um visual inspirado nos carros de competição da marca Subaru, com destaque para o novo para-choque dianteiro, mais largo e que incorpora um spoiler e a ampla grade frontal com logotipo “STI” e detalhes em vermelho e carbono, além de assinaturas em LEDs, no formato de “L” instalados nas extremidades da peça e que contornam as duas entradas de ar.


Nas laterais, a versão apresenta saias inferiores em carbono, rodas exclusivas de 19” e novos puxadores de abertura das portas. 



Integradas à carroceria, essas maçanetas possuem fácil sistema de acionamento, além de contribuírem para eficiência aerodinâmica.


Um dos diferenciais mais marcantes do STI Performance Concept é o aerofólio traseiro, de amplas dimensões, fabricado em carbono e montado na tampa do porta-malas. 



Logo abaixo, o novo para-choque, mais largo, conta com extrator de ar integrado, também em carbono, e que incorpora, na sua parte central, a dupla saída de escapamento.

Interior: tecnologia e exclusividade
Ao entrarmos no STI Performance Concept, observamos a preocupação da STI em proporcionar esportividade e tecnologia aos ocupantes, sem que isso represente abrir mão do requinte, presente, por exemplo, no revestimento interno em preto, com detalhes em vermelho e em carbono.


Os bancos do tipo concha, com o monograma “STI” bordado no encosto de cabeça, em conjunto com o volante exclusivo – com os comandos de acionamento/regulagem de algumas funções do veículo incorporados - proporcionam uma posição ergonômica e confortável em qualquer tipo condução.


No console central, o motorista tem à sua disposição, na parte superior, um computador de bordo, com informações referentes ao funcionamento do veículo e ao estilo de condução, tais como: temperatura dos pneus, aceleração gravitacional (Força G), cronômetro – total e parcial –, indicador do nível de acionamento do pedais do acelerador e do freio, entre outros.


Outro destaque do cockpit do STI Performance Concept são os comandos situados no console central, abaixo da tela do computador de bordo. 




Eles possuem a forma de interruptor, semelhante aos usados em carros de competição e em aviões. De fácil acionamento, eles reforçam a esportividade presente nesse concept.

Divisão espportiva
A STI foi criada em 1988, para ser a divisão esportiva da Subaru. 



Em 1989, um Subaru Legacy de primeira geração preparado pela STI quebrou o recorde mundial de velocidade certificado pela FIA (Federação Internacional de Automobilismo) para o percurso de 100 mil quilômetros. 



A partir de então, a STI entrou no Campeonato Mundial de Rali, obtendo três títulos entre os construtores e três campeonatos com os pilotos Colin McRae, Richard Burns e Petter Solberg.

Atualmente, a STI compete na prova 24 Horas de Nürburgring, na Alemanha, onde venceu duas vezes a sua categoria, em 2011 e 2012, e, também, na série Super GT, com o modelo Super GT, baseado no BRZ.




GM DÁ TROCO NA TROCA . QUEM COMPRAR UM CHEVROLET ZERO QUILÔMETRO E DER DE ENTRADA UM SEMI NOVO DA MARCA SAIRÁ DA CONCESSIONÁRIA COM R$ 10 MIL NO BOLSO. O PROGRAMA TROCA INTELIGENTE PRIVILEGIA CARROS FABRICADOS A PARTIR DE 2011, TEM TAXAS DE JUROS ATRAENTES E MODELOS SEM ENTRADA.


São Caetano do Sul
- A Chevrolet lança uma nova ação de varejo. Batizada de Troca Inteligente, propõe que o consumidor, na compra financiada de um veículo zero da marca, entregue o seminovo como entrada e receba até R$ 10 mil de troco.

“A ideia é que o cliente saia da concessionária de carro novo e com dinheiro no bolso, seja para quitar eventuais dívidas ou ganhar um fôlego financeiro”, explica Samuel Russell, diretor de marketing da Chevrolet.

Um dos diferenciais desta campanha são as taxas de juros, mais vantajosas que em outros tipos de financiamentos.

Há planos, por exemplo, com taxa zero para Onix, Prisma e Cruze (entrada mínima de 60% e o saldo em até 24 meses) e para os modelos Spin, S10, Trailblazer, Captiva e Tracker (entrada mínima de 60% e saldo em até 18 meses).

Os índices podem variar conforme o modelo do veículo e o plano de financiamento escolhido pelo consumidor.

Para se enquadrar no Troca Inteligente, o seminovo do cliente precisa passar por avaliação da concessionária, ter sido produzido a partir de 2011, ter até 100 mil quilômetros rodados, estar em boas condições de uso e com a documentação em dia.

A campanha, válida em todas as concessionárias Chevrolet do País, está sendo divulgada em diferentes canais de mídia, como TV aberta e a cabo, internet, redes sociais, rádio e jornal.

RIO DE JANEIRO TEM A MAIOR FROTA DE TÁXIS ELÉTRICOS DA AMÉRICA DO SUL COMPOSTA DE CARROS NISSAN LEAF. ESTA É UMA NOTÍCIA QUE MOSTRA A FALTA DE VONTADE POLÍTICA DOS GOVERNOS FEDERAL E ESTADUAIS EM ACELERAR A LEGISLAÇÃO DE INCENTIVO AOS CARROS ELÉTRICOS. ESSES VEÍCULOS JÁ MOSTRARAM SUA EFICIÊNCIA, CONFIABILIDADE E ACIMA DE TUDO PRESERVAÇÃO DO MEIO AMBIENTE.


Rio de Janeiro – O Programa de Táxis Elétricos da Nissan no Rio de Janeiro completa dois anos contribuindo para tornar mais limpo o ar da cidade. 

As 15 unidades do modelo 100% elétrico Nissan LEAF usadas no programa, que formam a maior frota de táxis elétricos da América do Sul, rodaram juntas no período cerca de 900 mil quilômetros sem emissões de poluentes – emissões zero. 

Assim, se comparado a um carro de porte médio com motor a gasolina rodando a mesma distância, cada táxi elétrico evitou que fosse despejado na atmosfera, por exemplo, nove toneladas de CO2.

Somada toda a frota de LEAF que roda atendendo a população e turistas na cidade, em apenas um ano, foi evitada a emissão de mais de 135 toneladas de CO2. 

Uma prova de que, além de atender com conforto e qualidade os usuários, podendo ser usado normalmente no dia a dia, o carro 100% elétrico é uma solução real para a mobilidade sustentável.

Projetado para atender às necessidades da mobilidade urbana moderna, o Nissan LEAF oferece espaço, conforto e potência como os veículos à combustão. 

Lançado comercialmente nos Estados Unidos e no Japão em dezembro de 2010, e na Europa no ano seguinte, o modelo já tem mais de 150 mil unidades vendidas em todo o mundo. 

O módulo de 48 baterias de íon-lítio tem autonomia de cerca de 160 km e pode ser recarregado em carregadores caseiros em até quatro horas, ou em apenas 30 minutos com os 'Quick Chargers' (carregadores rápidos), como os utilizados para abastecer os táxis dos programas do Rio.

Além de contribuir para diminuir as emissões de poluentes, o táxi elétrico também proporciona uma significativa redução das despesas com abastecimento. 

Em relação a um carro do mesmo porte abastecido com etanol, levando-se em consideração uma média anual de 30 mil quilômetros rodados em ambiente urbano, a economia de cada LEAF táxi, sendo recarregado usando a rede elétrica, ultrapassa os R$ 10 mil por ano se comparado com um carro a gasolina. 

Além disso, um carro elétrico proporciona outros ganhos aos motoristas. 

Por exemplo, não há manutenção de componentes como filtro de óleo, óleo do motor e outros pelo fato do motor não ser a combustão.

O programa de táxis elétricos LEAF no Rio faz parte de uma parceria que promove a mobilidade com emissão zero de poluentes na cidade e envolve a montadora Nissan, a Petrobras Distribuidora – responsável pela infraestrutura de recarga para os veículos em postos com sua bandeira –, a Prefeitura e o projeto Rio Capital da Energia. 


Ainda na capital carioca, modelos LEAF já foram usados em testes pela Polícia Militar no patrulhamento de pontos turísticos da cidade e pelo Corpo de Bombeiros do Estado do Rio de Janeiro demonstrando toda a sua versatilidade em diferentes tipos de uso. 

Outros 10 Nissan LEAF rodam como táxis em São Paulo, em um projeto semelhante ao existente no Rio.

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